Sociologia e filosofia

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Sociologia e filosofia

  1. 1. SOCIOLOGIA E FILOSOFIA Professores: Danilo Valentim Madelon Mencari
  2. 2. SOCIOLOGIA <ul><li>Temas: </li></ul><ul><li>Poder, política e estado. </li></ul><ul><li>Direito, cidadania e movimentos sociais. </li></ul>
  3. 3. Poder, política e estado. <ul><li>1- Como surgiu o Estado Moderno? </li></ul><ul><li>O Estado Moderno surgiu da desintegração do mundo feudal e das relações políticas até então dominantes na Europa. </li></ul><ul><li>A centralização e a concentração desses poderes e instituições caracterizam o Estado Moderno, que assumiu diferentes formas até hoje. </li></ul>
  4. 4. O Estado Absolutista <ul><li>&quot;O Estado sou seu&quot; Luís XIV (1638-1715) - Poder Absoluto do REI </li></ul><ul><li>Ex: Filme 1492 , a conquista do paraíso . Cena que mostra Cristóvão Colombo convencendo a rainha sobre a necessidade de realizar a expansão e a cena que ele está sendo &quot;entrevistado&quot;. </li></ul>
  5. 5. O Estado Liberal <ul><li>O Liberalismo emergiu no século XVIII como reação ao absolutismo, tendo como valores primordiais o individualismo, a liberdade e a propriedade privada. </li></ul><ul><li>O Estado Liberal fundamenta-se na idéia de soberania popular. Ex. : Art. 1º da Constituição Brasileira de 1988: &quot;Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.&quot; </li></ul><ul><li>O Estado não deve intervir nas atividades econômicas: &quot;Laissez-faire, laissez-passer&quot; De acordo com Adam Smith (1723-1790) era a &quot;mão invisível&quot; </li></ul>
  6. 6. Os Estados Nacionais no século XX <ul><li>-O Estado Fascista e o Estado Soviético </li></ul><ul><li>Essas duas novas formas de organização estatal surgiram a partir da Primeira Guerra Mundial. O Estado Fascista foi organizado nas décadas de 20 e 30, primeiro na Itália e depois na Alemanha e em vários países europeus. O Estado Soviético decorreu da primeira experiência socialista, iniciada em 1917 na Rússia.. </li></ul><ul><li>No Estado Fascista a participação política significava plena adesão ao regime e ao seu líder máximo. Na Rússia pós-revolucionária, o desafio era criar mecanismos de participação dos camponeses, operários e soldados, desde que fossem organizados no interior do Partido Comunista. </li></ul><ul><li>- O Estado de bem-estar Social </li></ul><ul><li>Organização estatal surgida pós a 2ª Guerra Mundial. </li></ul>
  7. 7. O Estado Neoliberal <ul><li>A organização estatal, a partir da década de 70, após a crise do petróleo, passou por mudanças. </li></ul><ul><li>Os analistas tendo como referência os economistas Friedrich Von Hayek (1899-1992) e Milton Friedman (1912-2006), atribuíam a crise aos gastos dos Estados com políticas sociais, o que gerava déficits orçamentários, mais impostos e, portanto, aumento da inflação. Diziam que a Política social estava comprometendo a liberdade do mercado e até mesmo a liberdade individual, valores básicos do capitalismo. Por causa disso, o bem-estar dos cidadãos deveria ficar por conta deles mesmos, já que se gastava muito com saúde e educação pública, com previdência e apoio aos desempregados idosos. Ou seja os serviços públicos deveriam ser privatizados e pagos por quem os utilizasse. Defendia-se assim o Estado mínimo, o que significava voltar ao que propunha o liberalismo antigo, com o mínimo de intervenção estatal na vida das pessoas. </li></ul>
  8. 8. 2- O Poder e o Estado <ul><li>Nobert Elias diz, em seu livro “Sociedade dos indivíduos”, que há uma tendência nas ciências sociais de não considerar o Estado como objeto da Sociologia. Desde o século XVIII, o termo “Sociedade” ou “Sociedade civil” era usado como contraposição ao “Estado”, pois havia interesse da classe em ascensão, a burguesia em acentuar essa separação. Com isso procurava-se destacar a idéia de que uma classe apenas, a nobreza, detinha o monopólio do poder do Estado. </li></ul>
  9. 9. As teorias sociológicas clássicas sobre o Estado <ul><li>Karl Marx </li></ul><ul><li>(Escreveu sobre o Estado num período onde o capitalismo ainda estava em formação) </li></ul><ul><li>Num primeiro momento ele se aproximou da concepção anarquista, definindo o Estado como uma entidade abstrata, em contradição com a sociedade. Seria uma comunidade ilusória, que procuraria conciliar os interesses de todos, mas principalmente daqueles que dominavam economicamente a sociedade. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Livro: A ideologia alemã, de 1847 , parceria com Friedrich Engels. Identificou a divisão do trabalho e a propriedade privada, geradoras das classes sociais, como a base do surgimento do Estado, que seria a expressão jurídico-política da sociedade burguesa. </li></ul><ul><li>Livro: O Manifesto Comunista, de 1848. Afirmaram que os dirigentes do Estado moderno funcionavam como um Comitê executivo da classe dominante (burguesia) </li></ul>
  11. 11. Émile Durkheim <ul><li>O Estado é fundamental numa sociedade que fica cada dia maior e mais complexa, devendo estar acima das organizações comunitárias. </li></ul><ul><li>Sua função seria eminentemente moral , pois ele deveria realizar e organizar o ideário do indivíduo e assegurar-lhe pleno desenvolvimento. E isso se faria por meio da educação pública voltada para uma formação moral sem fins conceituais ou religiosos. O Estado não é antagônico ao indivíduo, foi o Estado que emancipou o indivíduo do controle despótico e imediato dos grupos secundários, como a família a Igreja e as corporações profissionais. </li></ul><ul><li>Quando se refere aos sistemas eleitorais, Durkheim critica os aspectos numéricos do que se entende por democracia. </li></ul>
  12. 12. Max Weber <ul><li>Questionava: Como será possível o individuo manter sua independência diante dessa total burocratização da vida? Esse foi o tema central da Sociologia política weberiana. </li></ul><ul><li>Ao analisar o Estado alemão, weber afirmar que o verdadeiro poder estatal está nas mãos da burocracia militar e civil. Portanto para ele, o &quot;Estado é uma relação de homens dominando homens&quot; mediante a violência, considerada legítima, e &quot;uma associação compulsória que organiza a dominação&quot;. </li></ul>
  13. 13. Democracia, representação e partidos políticos <ul><li>Critérios que devem ser preenchidos para que haja democracia em um país: </li></ul><ul><li>- Eleições competitivas, livres e limpas para o Legislativo e Executivo. </li></ul><ul><li>- Direito de voto – cidadania abrangente </li></ul><ul><li>- Proteção e garantia das liberdades civis e dos direitos políticos mediante instituições sólidas – Liberdade de imprensa, de expressão e de organização, direito ao hábeas corpus. </li></ul><ul><li>- controle efetivo das instituições legais e de segurança e repressão. </li></ul>
  14. 14. Música: <ul><li>Candidato Caô Caô / Walter Meninão e Pedro Butina – O Rappa </li></ul>
  15. 15. A Sociedade disciplinar e a Sociedade do controle <ul><li>Foucault se propôs analisar a sociedade com base na disciplina no cotidiano. Para ele, todas as instituições procuram disciplinar os indivíduos desde que nascem. Assim acontece na família , na escola, na fábrica, no quartel, nos hospitais, nas prisões. </li></ul><ul><li>(Música: capitão da indústria – Marcos Valle/ Paulo Sérgio Valle- Paralamas do Sucesso) </li></ul>
  16. 16. Nesse sentido ele afirma: &quot;nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político.&quot; <ul><li>A sociedade disciplinar é a que nós conhecemos desde o século XVIII. Ela procura organizar grandes meios de confinamento </li></ul><ul><li>A sociedade de controle está aparecendo lentamente. Os métodos são de curto prazo e de rotação rápida, mas contínuos e ilimitados. Como não tem um espaço definido, podem ser exercidos em qualquer lugar. Exemplos de modos de controlar as pessoas constantemente são as avaliações permanentes e a formação continuada. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Outra forma de controle contínuo são os “conselhos” a respeito da saúde que estão presentes em todas as publicações, na televisão e na Internet: “Não coma isso porque pode engordar ou pode aumentar o nível de colesterol ruim.” </li></ul><ul><li>Se na sociedade disciplinar há sempre um individuo vigiando os outros em várias direções num lugar confinado, na sociedade do controle todos olham para o mesmo lugar. </li></ul><ul><li>(Música: Química, de Renato Russo) </li></ul>
  18. 18. Direitos, cidadania e movimentos sociais
  19. 19. Os Direitos civis, políticos e sociais: <ul><li>estão assentados no princípio da igualdade, mas não podem ser considerados universais, pois são vistos de modo diferente em cada Estado e em cada época. </li></ul>
  20. 20. Cidadania hoje: <ul><li>Ser cidadão é ter a garantia de todos os direitos civis, políticos e sociais que asseguram a possibilidade de uma vida plena. Esses direitos não foram conferidos, mas exigidos, integrados e assumidos pelas leis, pelas autoridades e pela população em geral. A cidadania também não é dada, mas construída em um processo de organização, participação e intervenção social de indivíduos ou de grupos sociais. </li></ul>
  21. 21. Os movimentos sociais: <ul><li>São ações coletivas com o objetivo de manter ou mudar uma situação. Ex: greves trabalhistas, os movimentos por melhores condições de vida na cidade e no campo, os movimentos étnicos, feministas, ambiental e estudantil. </li></ul>
  22. 22. FILOSOFIA
  23. 23. <ul><li>A filosofia é, em termos simples, uma forma de pensar. Mais precisamente, é um conjunto de formas de pensar, de ferramentas mentais. Estudamos filosofia devido às habilidades mentais que desenvolvemos em nossas vidas, bem como em função das novas perspectivas que ela nos abre. </li></ul><ul><li>“ As coisas tem suas estações, e mesmo certos tipos de eminência entram na moda e saem. Mas a sabedoria tem uma vantagem: ela é eterna.” </li></ul><ul><li>Baltasar Graciano. </li></ul>
  24. 24. A aurora da filosofia: os pré-socráticos <ul><li>A maioria dos primeiros filósofos queriam encontrar o princípio de todas as coisas existente. </li></ul><ul><li>Aristóteles . </li></ul>
  25. 25. 1 - A CIDADE GREGA E FILOSOFIA <ul><ul><ul><li>O declínio dos mitos </li></ul></ul></ul><ul><li>Na história do pensamento ocidental, a filosofia nasce na Grécia entre os séculos VI e VII a.C., promovendo a passagem do saber mítico (alegórico) ao pensamento racional (logos). </li></ul><ul><li>Durante muito tempo os primeiros filósofos gregos compartilharam de crenças míticas, enquanto desenvolviam o conhecimento racional que caracterizava a filosofia. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>O mito tem por finalidade apenas a si mesmo. Acredita-se ou não nele, conforme a própria vontade, mediante um ato de fé, caso pareça &quot;belo&quot; ou verossímil, ou simplesmente porque se quer acreditar. </li></ul><ul><li>O mito , assim, atrai em torno de si toda a parcela do irracional existente no pensamento humano. A força da mensagem dos mitos reside, portanto, na capacidade que eles tem de sensibilizar estruturas profundas, inconscientes, do psiquismo humano. </li></ul>
  27. 27. · Mitos da atualidade: Ayrton Sena
  28. 28. Xuxa
  29. 29. Michael Jackson
  30. 30. · Mitologia grega <ul><li>Os gregos cultuavam uma série de deuses (Zeus, Hera, Ares, Atena, Apolo, etc.) Além de heróis ou semideuses (Teseu, Hércules, Perseu etc.). </li></ul><ul><li>Relatando a vida de desses deuses e heróis e seu envolvimento com os homens, os gregos criaram um rica mitologia , isto é, um conjunto de lendas e crenças que, de modo simbólico, fornecem explicações para a realidade universal. </li></ul><ul><li>Temos como exemplo o mito de Édipo. Na tragédia grega, Édipo rei, faz uma reflexão sobre as questões da culpa e da responsabilidade dos homens perante as normas e tabus. </li></ul>
  31. 31. Deuses gregos
  32. 32. A saga de Édipo Rei
  33. 33. · O exercício da razão na pólis grega <ul><ul><li>O momento histórico da Grécia Antiga em que se afirma a utilização do logos (a razão) para resolver os problemas da vida está vinculado ao surgimento da pólis, cidade-Estado grega. </li></ul></ul><ul><li>Nela, eram os cidadãos que dirigiam os destinos da cidade. Como criação dos cidadãos, a pólis estava organizada e podia ser explicada de forma racional, isto é, de acordo com a razão. </li></ul><ul><li>A prática constante da discussão política em praça pública pelos cidadãos fez com que, com o tempo, o raciocínio bem formulado e convincente, se tornasse o modo adotado para se pensar sobre todas as coisas , não só as questões políticas. </li></ul>
  34. 34. A Filosofia da Grécia clássica ao helenismo
  35. 35. Sócrates: o poder das perguntas decisivas <ul><li>O estilo de vida de Sócrates assemelhava-se ao dos sofistas, embora não “vendesse” seus ensinamentos. </li></ul><ul><li>Desenvolvia o saber filosófico em praças públicas, conversando com os jovens, sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento </li></ul><ul><li>unir o saber ao fazer, a consciência intelectual à consciência prática ou moral. </li></ul>
  36. 36. Pergunta fundamental: o que é a essência do homem? <ul><li>Segundo Sócrates, o homem é sua alma, entendendo-se “alma”, aqui, como a sede da razão, o nosso eu consciente, que inclui a consciência intelectual e moral, e que, portanto, distingue o ser humano de todos os outros seres da natureza. </li></ul>
  37. 37. Platão: das aparências ao mundo das idéias <ul><li>Teoria das Idéias: procura explicar como se desenvolve o conhecimento humano. Segundo ele, o processo de conhecimento se desenvolve por meio da passagem do mundo das sombras e aparências para o mundo das idéias e essências </li></ul><ul><li>Para atingir esse mundo, o homem precisa possuir um amor ao saber (filosofia) </li></ul>
  38. 38. o mito da caverna
  39. 39. Aristóteles: do nascimento da lógica à ordenação do mundo <ul><li>Segundo Aristóteles, a finalidade básica das ciências seria desvendar a constituição essencial dos seres, procurando defini-la em termos reais. </li></ul><ul><li>Assim tudo o que vemos, pegamos, ouvimos e sentimos é aceito como elemento da realidade. </li></ul><ul><li>Aristóteles define o homem como ser racional e considera a atividade racional, o ato de pensar, como a essência humana. </li></ul>
  40. 40. Filosofias Helenísticas A busca da felicidade interior
  41. 41. Período Helenístico <ul><li>Com a conquista da Grécia pelos macedônicos, efetuada por Alexandre Magno, este período caracterizou-se por um processo de interação entre a cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados. </li></ul><ul><li>A antiga liberdade do cidadão grego, exercida na autonomia de suas cidades, é desfigurada pelo domínio macedônico </li></ul>
  42. 42. FILME: Alexandre
  43. 43. Período Greco-romano A filosofia pagã e a penetração do cristianismo
  44. 44. <ul><li>A progressiva penetração do cristianismo no decadente Império Romano é uma das características fundamentais desse período. </li></ul><ul><li>A difusão e a consolidação do cristianismo, através da Igreja Católica, atuaram no sentido de dissolver a força da filosofia grega clássica, que passou a ser qualificada de pagã (própria dos povos não-cristãos). </li></ul>
  45. 45. AVALIAÇÃO

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