Jornal Corujinha n.72 | 2º semestre 2013
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Jornal Corujinha n.72 | 2º semestre 2013 Document Transcript

  • 1. 1w w w. p o r t a l s e r. n e tJornal de Ideias da Filosofia comCrianças, Adolescentes e JovensAno XXI - N. 72  •  2º Trimestre - 2013  •  Florianópolis/SC  •  www.portalser.netPág. 3EntrevistaProf. Celso AntunesPágs. 4 e 5Significados e Prêmio Págs. 6 a 11Alunos e Escolas ReflexivasEncarteCorujas sobrevoam o País
  • 2. 2 3w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rbram um filosofar vivo na sua prática filosófica se deixarão guiar pela “onda damoda” como tábua de salvação.Este é o foco das ações e reflexões durante os preparativos e comemoraçõesaos vinte e cinco anos do Centro de Filosofia Educação para o Pensar. Por isso aentrevista com um dos grandes educadores e formadores de opinião no campoeducacional, o Prof. Celso Antunes (pág. 3). O entendimento do logotipo quenos acompanhará até 2014 quando celebramos o Jubileu (pág.4). O lançamentodo Prêmio “Troféu Amigos da Filosofia” - 4ª edição(pág. 5). O destaque no encarte especial ao ProjetoCoruja Itinerantes que percorre o País e oportunizareflexões e ações interdisciplinares. Um sobrevoarpelas notícias, reflexões e ações de escolas de Nor-te a Sul do nosso País (pág. 6 a 11), mostrando umfilosofar vivo.Professores e alunos que filosofam e sustentama Filosofia, a Educação e a Sensibilidade como tri-pé de Educação Reflexiva, venham construir co-nosco a sua e a nossa história jubilar, por meio deum filosofar vivo.ExpedienteO Corujinha é um Jornal de Ideias do Pro-grama filosófico-pedagógico “Educar parao Pensar: Filosofia com Crianças, Adoles-centes e Jovens”. Todas as matérias, ideiase opiniões aqui expressas são de respon-sabilidade das pessoas que contribuírampara este informativo. Querendo reproduzirpartes, favor citar a fonte.Endereço do S.E.R.para correspondência:Rua Cristovão Nunes Pires, 161CEP 88.010-120Centro - Florianópolis/SC(48) 3025-2909 / 3222-8826secretaria@portalser.netwww.portalser.netProjeto gráfico e diagramação:A. Cezar Boamortecezar@portalser.netRevisão:Rodrigo BrasilEditorialFilosofia, Educação e SensibilidadeÉ inegável que vivemos um tempo que apresenta necessidades essenciais paraa convivência entre as pessoas. Tempo em que a comunicação é instantânea, e aspessoas não conseguem dialogar, discutir ideias, ter paciência e colocar-se no lugardo outro.Somando a isso e a outros fatores, educadores e escolas entram na “onda damoda”, colocada por grandes corporações e grupos empresarias, de que educar hojeé só oportunizar para os aparatos e, em alguns casos quinquilharias tecnológicas(entendam aqui os tablets, lousas digitais, smartphones, livros digitais...) para faze-rem a diferença na aprendizagem.Já os grandes educadores de todos os tempos deixaram legados do que é e comoeducar. Estão presentes na memória e, mais do que nunca, sendo necessários. Pre-cisamos abrir espaços cada vez maiores para o diálogo que educa para a tolerância.Para o diálogo que aproxima e abre novas perspectivas. Para o diálogo que leva ainvestigação, questionamento, amadurecimentos e transformações. Somente educa-remos as gerações atuais e futuras abrindo espaços para o pensar, dialogar, discutir,investigar, e a sala de aula é o espaço privilegiado para isso acontecer. Essa sala deaula que deve ser transformada numa Comunidade de Aprendizagem Investigativae que tem como mediação uma investigação e aprendizagem reflexiva, filosófica.Filosofia, Educação e Sensibilidade são o tripé da Escola Reflexiva no séculoXXI e, tudo o mais é mera “perfumaria”. Escola Reflexiva que desperta nas crian-ças, adolescentes e jovens o gosto pela vida, a alegria da convivência, e a busca dasimplicidade para conhecer e ser no mundo. Escolas e educadores que não vislum-Espaço para registros e participações:Adorei o Jornal Corujinha.Conteúdo riquíssimo e, além detudo, ideias de como trabalhar afilosofia com crianças e adoles-centes. O ato de pensar não deve-ria estar tão distante do dia a diade nossas escolas, de nossos pro-fessores e de nós mesmos. Comoeducar se nossa escola não para epensa o seu cotidiano? Valeu e re-comendo.Profª. Luciana M. A. Dias Costa- cepe.gv@gmail.comTenho utilizado os livros deFilosofia do 1º e 2º ano em mi-nhas aulas. Leciono nos 2º anosdo Ensino Fundamental e consigoconsultar os dois e trabalhar como conteúdo deles. Aprecio muitoas ideias, os encaminhamentose a formatação das atividades.Leio sempre os jornais enviados eaproveito-os quando o assunto quepretendo trabalhar vem ao encon-tro das sugestões do jornalzinho.Muito agradecida.Profª.Maria Elza -elzalima2003@yahoo.com.brObrigado pelo pronto atendi-mento aos meus pedidos e às soli-citações de assessoria. Já conseguiacessar os links conforme as orien-tações repassadas, e entrar em As-sessoria Filosófica e Pedagógica,em Roteiros de Planejamento,aulas que deram certo, projetos...Estou vendo o material (assesso-ria, livros, Corujinha, O dia D...),e parabenizo pelo trabalho tão bemfeito por vocês da Equipe de Asses-sores Filosófico-Pedagógicos doS.E.R.Prof. Marcos Oliveira -marcos629@gmail.comQuero parabenizar o Centro deFilosofia Educação para o Pensarpela belíssima ideia de organizar aExposição Corujas Itinerantes quese realiza pelos estados brasileiros.Lendo tudo o que me enviaram e oblog http://corujasitinerantes.blo-gspot.com.br/, achei tudo bárbaro,está sendo um sucesso. O destaqueque a Filosofia alcançará será dig-no. Agradeço por lembrarem daEscola Paulo Freire, parceira desempre. Quais são as datas e es-colas que participarão em CampoGrande / MS? Quero visitá-las.Profª. Cláudia Pedraza -clapedraza@hotmail.comSou professora iniciante deFilosofia com Crianças em umaescola particular no sul da Bahia.A referida disciplina, se podemosassim chamar, está sendo coloca-da pela primeira vez na escola e éparte integrante do currículo esco-lar, no 4º e 5º ano. Como professo-ra regular do 4º ano, eu trabalhavaa filosofia, que entrava como umtempero, agora ela é prato princi-pal e isto está me deixando insegu-ra. Os alunos merecem o melhor,o mais bonito, por isso estou embusca de ajuda. Vocês teriam comome ajudar? A minha maior dificul-dade é com a avaliação, a qual eujá questionava nas séries iniciais.Tenho tentado montar uma fichapara que eu possa acompanhar odesenvolvimento dos alunos, mastudo que penso em avaliar me pa-rece injusto julgar.Profª. Cibele Novais -cibele_novais@hotmail.comAs reflexões sobre o saber eos seus processos na dinâmica daexistência humana, sem dúvida,são um caminho relevante às no-vas possibilidades de compreen-der o que somos e qual a missãoque temos nesse mundo. Nessaperspectiva, o Jornal Corujinhatem um papel influente em seusleitores, proporcionando subsídiosque apontam para um filosofar so-bre esse modo de ser e de existirde cada um. A Filosofia, mais doque nunca, é um campo amplopara o ressignificar humano, e viade acesso aos saberes que desve-lam os mistérios da vida. Parabénsà equipe do Corujinha, a educaçãotambém passa por iniciativascomo a de vocês.Prof. Daniel Macedo Macedo -danismac@hotmail.comEntrei no blog do Jornal Coru-jinha – http://jornalcorujinha.blo-gspot.com.br/ para conferir os tra-balhos. Nesse momento em que otreino ocupa as mentes de gestoreseducacionais, continuar acreditan-do na escola reflexiva e apostandona formação do professor reflexivoé quase uma rebeldia, não? Acabeide concluir uma pós-graduação emGestão Escolar e o tema foi justa-mente a reunião pedagógica comoespaço de formação do professorreflexivo. Pretendo aprofundar oestudo do tema, mas, nessa pes-quisa inicial, já é possível verificarindicadores claros de um caminhoa ser percorrido, da crença na re-flexividade como um caminho vi-ável e possível!Profª. Lilian F. Conceição -lifeingold@yahoo.com.brFilosofia, Educação e Sensibilidade:tripé da Escola ReflexivaCorujinha: Queremos conhecê-lo um pouco mais:Celso Antunes é paulista, nascido em 1937, bacharel e licen-ciado em Geografia pela Universidade de São Paulo, Mes-tre em Ciências Humanas e Especialista em Inteligência eCognição. É autor de quase duas centenas de livros didáti-cos, sendo 40 obras teóricas sobre Educação. É consultor dediversas revistas especializadas em Ensino e Aprendizageme membro consultor da Associação Internacional pelos Di-reitos da Criança Brincar, órgão reconhecido pela UNESCO.Ministrou aulas para todas as séries e graus dos diferentesníveis. Foi diretor de grandes colégios particulares em SãoPaulo. Ministra palestras e cursos em todos os estados brasi-leiros, e em países da América do Sul e Europa.Corujinha: Qual é a paixão que omotiva para ser educador?A educação, sobretudo de umacriança, é emoção que jamaisenvelhece, e nesse sentido éimpossível a um educador per-der sua motivação, da mesmaforma como a mãe jamais ab-dica da paixão pelo filho ou ojardineiro ao ver a semente emflor de transformar.Corujinha: Algumas pessoaspassam em nossa vida e são mo-delos. Como o educador de sala deaula, poderá ser modelo para seusalunos?Sem dúvida. Jamais será ummodelo pelos conhecimentosque transfere e que são tran-sitórios, mas modelo por suapostura de coerência diante dadúvida, sua humildade pelo quepretende ainda mais saber e,sobretudo, modelo por mostrarque os conteúdos conceituaisque explicam abrigam valores,propõem desafios, sugerem re-flexões.Corujinha: Acontecem na es-cola "pseudo-mudanças" (novastecnologias, espaços redesenha-dos, reformas curriculares...), oque precisa acontecer para esseespaço ser um lugar de transfor-mação pessoal e social?Encaro com comedida eufo-ria essas mudanças, acreditan-do que parecem acreditar queas mesmas poderão liberar oprofessor de se colocar comotransmissor de informações eassim, em vez de despertar emsua vocação para ensinar a pen-sar, a reflexão sobre valores e aprática de procedimentos que,ao dignificar o homem, justifi-quem sua humanidade.Corujinha: Ensinar a pensar éantes aprender a pensar. Você vêos professores hoje como pensa-dores dentro de uma práxis peda-gógica (ação-reflexão-transforma-ção)?Gostaria de vê-los e reconheçoque muitos fazem de sua mis-são um laboratório aberto aopensamento. Porém, o realismopragmático que vejo em todaparte ainda ressalva que essapostura diante do saber não étão comum quanto necessitariaser.Corujinha: A escola é um localprivilegiado para o desenvolvimen-to e aperfeiçoamento da sensibili-dade humana. Será que temos essedesejo acontecendo ou a escola éapenas outro espaço?A resposta anterior se ajusta aesta. Não podemos nos abaterpela crença de que a escola setransformou apenas em umaagência de exposição de infor-mações, mas não podemos ig-norar que é essa uma realidadepara inúmeras escolas. E nãoapenas no Brasil.Corujinha: Escolas públicase particulares, em sua grandemaioria, são movidas atualmentepor avaliações oficiais (provinhaBrasil, ENEM, concursos vestibu-lares...). O que é para você avaliarum aluno, um conhecimento?Tenho esperança de que asavaliações externas estejaminiciando um processo que ha-verá de se aprimorar e que pro-gressivamente caminhe de umaavaliação conceitual para tam-bém uma avaliação atitudinal eprocedimental.Corujinha: Professores assu-mem turmas com deficiências,com falta de espírito de equipe,sem comprometimentos com atransformação. Na sua opinião,quais são as origens desses pro-blemas?Lamentavelmente, a capacita-ção do docente brasileiro se en-contra muito distante da manei-ra como deveria ser promovidae da forma como é desenvolvi-da em países do Oriente, sobre-tudo na Coreia do Sul, China eno Japão e em países do norteeuropeu, como a Finlândia. Ja-mais posso aceitar a falácia dediplomas com validades pere-nes.Corujinha: Ensinar alunos desdepequenos a respeitar suas ideias eas de seus colegas, pensar e agirem Comunidade de AprendizagemInvestigativa, estar atentos esensíveis a si mesmo e aos outroscom e pela Filosofia, na sua opi-nião, é um caminho para escolas eeducadores vislumbrarem?Mais que um caminho, creioser uma missão. O filosofar éum ideal que sinaliza o pontoimprescindível para a escola doamanhã. Quando a UNESCOproclama que a educação doséculo XXI, entre outras me-tas, necessita ensinar o aluno a“Ser”, penso que está apontan-do nessa indiscutível ação pelofilosofar.Corujinha: Diga algo para osalunos (Ed. Infantil ao EM) que, emtodo País, têm em suas escolas aoportunidade de aprenderem a fi-losofar, a pensar por si mesmos?Um aluno aprende verdadeira-mente quando aprende a apren-der, aprende a se relacionar,“O filosofar éum ideal quesinalizao pontoimprescindívelpara a escolado amanhã.Quando aUNESCOproclama quea educaçãodo séculoXXI, entre ou-tras metas,necessita en-sinar o alunoa “Ser”, pen-so que estáapontandonessa indis-cutível açãopelofilosofar.”Entrevistaaprende a transformar saberesem inteligências e estas emações e produtos e, sobretudo,quando descobre que, apren-dendo a pensar, se desprende desua condição biológica e trans-cende para uma missão humana.Corujinha: Como educador e in-telectual orgânico comprometidocom a formação dos educadores,deixe uma mensagem aos leitorese participantes do Centro de Filo-sofia Educação para o Pensar, quese preparam para os 25 anos deexistência.Não sei como será o nossoamanhã; mas não duvido queserá da maneira como os edu-cadores o esculpirem.Prof. Dr. Silvio WonsoviczPresidente do Centro de Filosofia,Editora Sophos e S.E.R.LEIA em www.portalser.net -“ Conversa com Educadores” essa e outras entrevistas.
  • 3. 4 5w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b r25 anos - Filosofia VivaAs comemorações iniciaramConceitosLogo – do grego “logos” (= pa-lavra, significado).Definição: um elemento do de-sign gráfico reconhecível geralmen-te inclui um nome, símbolo ou umamarca representando uma organiza-ção ou um produto. Usado interna-cionalmente. A nossa logo é a Co-rujinha.Logotipo – do grego “logos”(palavra, significado) / “typos” (fi-gura).Definição: o símbolo visível deum conceito. Usado internacional-mente.Logomarca – do grego “logos”(palavra, significado) / do germâni-co “marka” (significado).Definição: significado do signifi-cado. Significa o mesmo que marca,“logomarca” é um pleonasmo (=“significado do significado”, isto fazsentido?). É como dizer “subir paracima”. Esta palavra é usada apenasno Brasil. No restante do mundo,não há similar. Embora esteja escritoem nosso dicionário, comprovandoa sua existência, é uma palavra que,pela sua etimologia, está incorreta.Características e significados do logotipo dos 25 anos:Vermelho:paixão, força, energia, amor,velocidade, liderança, alegria.Verde:natureza, primavera, fertilida-de, juventude, desenvolvimen-to, riqueza.Alaranjado:energia, criatividade, equilí-brio, entusiasmo.Branco:pureza, reverência, paz, simpli-cidade.Preto:modernidade, sofisticação, for-malidade.Dizeres:No logotipo, temos várias leitu-ras, como:• Filosofia 25 anos Viva.• Filosofia Viva nos 25 anos.• 25 anos Viva Filosofia.• Viva Filosofia 25 anos.• Viva 1989-2014Símbolos:• Sinal aberto para novas perspec-tivas, para um futuro vivo, comum triângulo apontando para cima.• Triangulo verde na base dandosustentação.• Corujinhas em branco preen-chendo as figuras geométricas.São 25 corujinhas, cada qual re-presentando um ano.Formas:• Uma seta apontando parafrente, como sinal, e os dois tri-ângulos (que formam um qua-drado) abrem possibilidade deleitura da palavra:F – I – L– O – S – O – F – I –AEquipe de Assessoria - Florianópolis/SCEntender o que está projetado, perceber o significado dos símbolos e sinais no logo-tipo comemorativo dos 25 anos, é o convite para avançarmos para um futuro proativoe sempre instigante.Três respostasQual a inspiração para criar o logotipodos 25 anos?Pensamos em um símbolo que mostrasse todaa dinâmica e as ações proativas do Centro deFilosofia nos 25 anos de trabalhos. Afinal, oCentro de Filosofia Educação para o Pensaré uma Instituição pioneira e com um ritmode ações e realizações constantes junto aoscolégios e professores por todo País.Como surgiu a ideia de, em alguns tra-ços, colocar a palavra filosofia?Note que você pode ler a palavra Filosofiana estrutura em vermelho com a base emverde. Também o símbolo carrega a ideiade um início em um ponto e abre um novohorizonte, um espaço a ser construído, umfuturo pela frente. Observe que junto há umabase triangular, em verde, dando sustentaçãoe apontando para o alto. Reforçando o quesempre buscamos, escrito em cor alaranjado- Filosofia Viva. Essa sempre foi nossa defe-sa, desde o primeiro momento, na organiza-ção de uma Instituição de ensino e pesquisa,que é o Centro de Filosofia Educação para oPensar.O que deve ser visto com curiosidadeneste logotipo?Quando ele estava pronto, uma criança nosquestionou, perguntando: “onde está a coru-jinha?” Então colocamos 25 corujas no logo-tipo, uma para cada ano de existência, sim-bolizando todos os eventos, ações e sonhos.Cores:Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados. Al-guns estudiosos afirmam que podem provocar lembranças e sen-sações às pessoas. Confira:• O ano 1989–2014, mostrandoo começo do Centro de Filo-sofia Educação para o Pensaraté o ano do Jubileu, indicandoa continuidade e construção dahistória por muitas décadas quevirão.Comemoraçãoes 25 AnosTroféu “Amigos da Filosofia” - 4ª ediçãoAssessoria Filosófica – Florianópolis / SCVivemos um tempo de redescobertas da importância do pensamento filosófico nas escolas. Por isso queinstituímos o prêmio “Amigos da Filosofia”, um troféu entregue para quem tem ações em favor de umensino filosófico, com projetos significativos para o ensino da filosofia e uma educação reflexiva.Participe do prêmio Troféu “Amigos da Filosofia”1ª. Etapa• Inscrição no site www.portalser.net/trofeu - [20 de junho a 20 de Julho/2013].• Apresentar o Projeto que mostre a Filosofia Viva acontecendo no colégio.2ª. Etapa• Todos os projetos, em conformidade com o Regulamento, passam por votação(via site) que mobilizará toda Comunidade Escolar [01 de agosto a 01 de setembro].• Por escolha popular, os cinco Projetos mais votados serão contemplados com o Troféu.3ª. Etapa• Entrega do Troféu “Amigos da Filosofia” às Escolas cujos Projetos foram escolhidospor votação popular [a partir de 09 de setembro].Perguntas e respostas:• Quem pode participar?Todas as Instituições de Ensino do País que trabalham com oPrograma “Educar para o Pensar: Filosofia com Crianças, Ado-lescentes e Jovens” utilizando os livros da Editora Sophos juntoaos alunos, em qualquer segmento.• Como participar?A premiação não se restringe a projetos na disciplina de Filoso-fia. Para concorrer, os professores e instituições devem elaborarum projeto que tenha como tema a Filosofia Viva e a Educaçãopara o Pensar, obedecendo os critérios.• Como será a seleção e Premiação?A Equipe de Assessoria Filosófica é formada por especialistas.Após avaliação dos projetos, que serão inscritos no site do prê-mio, a equipe elegerá aqueles que estiverem de acordo com oRegulamento e disponibilizará para escolha popular que serápor votação no site. Dos participantes, os cinco mais votados,recebem o Troféu 2013, o Certificado e os livros da Coleção deEducador para Educador.• Posso inscrever minha escola com mais de um projeto?A escola somente poderá inscrever-se com um projeto que aten-da aos critérios (Impacto, Educação para o Pensar, Originalida-de e Uso de tecnologias).Como escrever o Projeto?O formato do Projeto:• O projeto inscrito deverá partir da utilização de algumdos livros filosófico-didáticos elaborado do Centro de Filoso-fia e Editora Sophos, e seguem a estrutura (encontrada no sitewww.portalser.net/trofeu):a) Objetivos;b) Justificativa;c) Metodologia;d) Desenvolvimento;e) Fotos e/ou Vídeo.Troféu “Amigos da Filosofia”Confira Edital Completo e Histórico das premiações em www.portalser.net/trofeu
  • 4. 6 7w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rSócrates [469-399 a.C.] -“Tudo o que sei é que nada sei”Há quem diga que a filosofiapropriamente dita só começouquando esse grande filósofo sur-giu. Em toda a sua vida, ele nuncaescreveu uma linha sequer. Seunegócio era falar, e muito! Masolha só que interessante: Sócratesnunca dava uma resposta prontaa quem lhe perguntasse qualquercoisa sobre a vida. Ele sempresurpreendia aqueles que o procu-ravam com uma nova pergunta,pois acreditava que cada um denós tem as respostas que procuradentro de si mesmo, basta pensare pensar sobre aquele assunto. Só-crates passou a vida em Atenas, amaior parte do tempo em praçaspúblicas, convidando as pessoasque por ali passavam a refletir, afilosofar.Uma curiosidade: a mãe deSócrates era parteira e foi umagrande inspiração para que ele or-ganizasse a sua forma de pensar.Pra que filosofar?É pensando sobre as nossasqualidades e defeitos que nos co-nhecemos melhor, não é mesmo?Então, podemos dizer que a filoso-fia serve, em primeiro lugar, paranos ajudar a descobrir quem so-mos. Só assim poderemos conhe-cer melhor o outro e até o mundoem que vivemos. “A filosofia nosajuda a viver melhor. Só quan-do refletimos é que nos tornamoscapazes de nos transformar e demudar tudo o que não está bom aonosso redor. Filosofando, podemosimaginar como seria o mundo ideale, a partir daí, conseguimos pensarno que cada um de nós pode fazerpara que esse sonho se torne reali-dade”, explica o professor de filo-sofia Silvio Wonsovicz, do S.E.R.(Sistema de Ensino Reflexivo).Quem foram os grandes filósofosde todos os tempos?É claro que não é fácil desco-brir todas as respostas sozinhos.Por isso mesmo, é legal estudar osfilósofos que vieram antes de nóse que já tentaram chegar a algumaconclusão sobre essas mesmas per-guntas que a humanidade vem sefazendo há muito mais de dois milanos. Três filósofos da Antiguida-de, esses mesmos que a gente citoulogo no começo da matéria, foramos primeirões e, até hoje, influen-ciam os pensadores do nosso mun-do moderno. Conhecê-los podeser, portanto, um jeito interessantede começar a entender um pouqui-nho mais sobre o assunto.Na escola e também para al-guns adultos, a filosofia pode atéparecer um bicho de sete cabeças.Mas a verdade é que ela faz partedo nosso dia a dia e nos ajuda aresponder perguntas interessan-tes sobre o mundo e até sobre nósmesmos. Vale a pena saber mais!Perguntas e mais perguntas?Quem sou eu? De onde vem avida? O que eu posso fazer para mu-dar o planeta? Quais são as minhasqualidades? Se você já se fez pelomenos uma dessas perguntas, en-tão, já filosofou sem nem saber.Para entender melhor do que es-tamos falando, vamos começarcontando pra você o significadoda palavra filosofia, ao pé da le-tra: philos quer dizer amigo(a) esophia, sabedoria. Então, um filó-sofo nada mais é do que um amigoda sabedoria, aquele que gosta deaprender, de perguntar, de pensarsobre as coisas, de buscar boasrespostas para todas as suas dúvi-das. Aposto que você é uma dessaspessoas, certo?De onde surgiu a filosofia?Essa mania de querer refletirsobre a vida, questionando tudo etodos, existe desde que o homemé homem. Afinal, o que nos dife-Formação e assessoria contínuaCol. Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR1995 – Festival “Viva Música Viva de Canções Filosóficas” (Florianópolis), com a participação de colégios de SC, PR e RS.1996 – Criação da REDE “Educação para o Pensar” das escolas conveniadas com o Centro de Filosofia.1997 – Lançamento do Projeto “Uma aula que deu certo”, com as escolas da Rede Educação para o Pensar. – Início da produção da Coleção Filosófica “Filosofia Fundamental [1º ao 9º ano]”.1998 – Assessorias aos colégios da Rede. Projeto piloto de utilização dos livros pelas escolas. Formação dos professores através de cursos e dos novos assessores. Projeto “Escrevendo a história a várias mãos”: [parte II – 1995 a 2000]rencia dos macacos é justamentea nossa capacidade de pensar. Émais ou menos como se a gentequisesse explicações para todos osfenômenos e situações que fazemparte da nossa realidade. Os ma-cacos e os outros bichos simples-mente aceitam as coisas como elassão, sem questionar. Já com a raçahumana, é muito diferente. Porexemplo: você fica sabendo queum colega da classe foi discrimi-nado por um motivo qualquer (porcausa da cor da pele, da condiçãosocial, do jeito de se vestir, da reli-gião, etc). Então, começa imedia-tamente a pensar sobre as atitudesdos seus colegas e vai tentar che-gar a uma opinião sobre o aconte-cido. Taí: esse tipo de pensamentoé coisa de filósofo mesmo!É claro que, na nossa história,grandes filósofos se destacaram.No mundo ocidental, esse em quevivemos, algumas das figuras maisimportantes foram os gregos, queestiveram por aqui numa épocamuito distante, conhecida comoAntiguidade. Você já deve ter ou-vido falar deles: Sócrates, Platão eAristóteles foram alguns dos pri-meiros homens a filosofar de fato.Eles se dedicaram a essa arte e dei-xaram lições que toda a humanida-de aproveita até hoje.Filosofia, Educação e Sensibilidade: tripé da Escola ReflexivaInício de ano, planejamen-tos, reuniões pedagógicas, pre-paração de aulas... E a certezade que todo Colégio busca omelhor para seus alunos. Ca-minhada iniciada e, no mês demarço, dia 23 (sábado), a reali-zação da formação e assessoriaaos professores, tendo a presen-ça do assessor Prof. Luciano.Segundo a Coord. Rosân-gela, “a proposta do ProgramaEducar para o Pensar, Filosofiacom Crianças, Adolescentese Jovens leva os professoresa pensar e agir além da salade aula. Essa ação libertadoratransforma a escola toda e aComunidade Escolar. Pensarreflexivamente é repensar omundo, vê-lo com novo olhar,lutar por uma escola melhor eaberta. Professores mais prepa-rados, alunos mais educados eum futuro com certezas de vitó-Filosofia VivaPra pensar grande ou Pequenos Grandes Pensadores?III Olimpíada de Filosofia com CriançaCol. Farroupilha – Porto Alegre/RSO Centro de Filosofia Educação para o Pensar é composto por pessoas que têm sua história e que construíram em conjunto a história dessa estrutura que está chegando aos 25 anos.Conforme Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio – “Quando está realmente viva, a memória não contempla a história, mas convida a fazê-la”. Nesta perspectiva se escreve e faz a história do Centro de Filosofia.1999 – Lançamento, naAssembleia Legislativa de Santa Catarina, da Coleção Filosofia Fundamental [quatro livros para alunos e quatro livros para professores]. – Aceitação imediata dos livros por professores e escolas na Região Sul.2000 – Expansão dos trabalhos pelo País. Foi o ano em que o Centro de Filosofia começou a formar e assessorar escolas por diversos estados do Brasil [Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Mato Grosso do Sul]. Início do Doutorado do Prof. Silvio na Unicamp/SP, para discutir o Programa dentro da Universidade.A Olimpíada de Filosofiacom Crianças é um evento queocorre anualmente, sendo esteo terceiro ano consecutivo,e acontecerá dia 19 de Outu-bro, no Colégio Farroupilha,em Porto Alegre. A I Olimpí-ada de Filosofia com Criançasaconteceu em 2011, no ColégioLa Salle Dores, enquanto a IIOlimpíada de Filosofia foi rea-lizada em 2012, na PUC do RioGrande do Sul.Este evento visa a oportu-nizar experiências de cunhofilosófico na Educação Infantile Séries Iniciais, integrando asescolas através de uma temáti-ca desenvolvida durante o anoletivo. As atividades artísticase filosóficas são desenvolvidase compartilhadas no dia do en-contro.A III Olimpíada de Filoso-fia com Crianças nos convida apensar sobre cidadania e intitu-Assim como as mães dão à luz,ele defendia que todas as pessoaspoderiam deixar vir, de dentro, asua luz interior, a sua sabedoria.Bastava que tivessem disposição evontade de fazer isso.Platão [428-354 a.C] - “Existi-rá um mundo perfeito?”Ele foi o discípulo mais impor-tante de Sócrates e escreveu boaparte das coisas geniais que seumestre nunca colocou no papel. Éo criador de uma historinha cha-mada de Alegoria da Caverna, emque descreve o nosso mundo comouma cópia mal feita de um mundoperfeito, existente em outro plano.Para ele, o grande objetivo dosfilósofos deveria ser o de abrir osolhos das pessoas e ajudá-las a en-contrar a perfeição.Uma curiosidade: o filósofo,na realidade, se chamava Arísto-cles. Platão foi o apelido que ga-nhou por ter os ombros largos. Apalavra grega “platys” é a mesmaEntre nessa!Se você também éum pequeno filóso-fo, que adora apren-der, aí vão algumassugestões de livros efilmes que vão inspi-rar você a sair por aífilosofando. Cada umà sua maneira, todoseles vão fazer refletir,ainda mais discutin-do e dialogando comseus colegas em salade aula.Alguns livros:Filmes:• Procurando Nemo• À procura da felicidade• Bee Movie - A História de uma Abelha• UP - Nas Alturas• Um Faz de Conta que Acontece• Hop - Rebelde sem Páscoa• A Família do Futuroque deu origem a “plateia” e “pra-ça”, que significam espaços largos.Aristóteles [384-322 a.C.] -“Há algo maravilhoso em todas ascoisas naturais”Foi o mais metódico e sistemá-tico dos três grandes filósofos daGrécia Antiga. Estudou com Pla-tão durante 20 anos e, após a mor-te de seu mestre, abriu sua própriaescola, aos 53 anos. Foi um grandepesquisador e professor, organizoutodos os saberes do seu tempo.Um de seus grandes feitos foi tercriado a lógica, um jeito de racio-cinar para tentar compreender oque é falso e o que é verdadeiro.Uma curiosidade: sempre foimuito estudioso e varava as noi-tes lendo. Por isso mesmo, tinhao costume de segurar, em uma dasmãos, uma bola de cobre. Quando,sem querer, ele pegava no sono, abola caía em uma bacia de metal.Era assim que ele despertava, pararecomeçar suas pesquisas e leituras.rias e missão cumprida”.Participaram ativamente 18professores da Educação Infan-til ao Fundamental II. Foi umrelembrar e aprofundar refle-xões, entendimentos filosóficose pedagógicos do Programa.Reforçando a certeza de que énecessária a formação contínuapara que a filosofia seja viva edesperte todos para uma convi-vência com sensibilidade.la-se: "Vamos brincar de pensarum mundo melhor?". Mais in-formações no site:http://www.olimpiadadefi-losofia.org/Letícia Fonseca Luconileticears@bol.com.brMúsicas:• O Menino e a Caboré• Irmãos de Sangue• O Meu Quintal• Minha História no Quintal• A Pequena Grande Marília• Uma Ideia Puxa Outra• Os 422 Soldadinhos de ChumboVeja mais livros em www.editorasophos.com.br• Hino da Filosofia• Xote Filosófico• Cantar é Filosofar• Pensar é Bom• Rap da Filosofia• Forró da Filosofia• Os 422 Soldadinhos de ChumboVeja mais 1º Songbook Filosófico do BrasilFilosofia Viva
  • 5. 8 9w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rO início do Projeto Edu-cação para o Pensar de 2013,no Centro Educacional Mira-flores - Unidade Barra, foi comuma peça teatral que chama-mos de “Festa no Quintal”. Naprimeira semana de março, ospersonagens da novela filosó-fica “O Meu Quintal”, comoo galo Fi, a coruja Filó, a pataFia, a gata Miti, levaram todaa comunidade escolar a refletirsobre como receber e comemo-rar a chegada e o aniversário deum amigo – no caso desta festa,a coruja Filó.Experiência, Reflexão, Ação e AvaliaçãoCol. Santo Inácio – Fortaleza/CEOs alunos do Colégio SantoInácio, do 2º ao 5º ano, assistemaula de Filosofia semanalmen-te. A disciplina é trabalhada deforma participativa e reflexiva.Os trabalhos são feitos de ma-neira contextualizada, partindoda vivência e experiência dosalunos. “Procuramos valori-zar o estudo da Filosofia den-tro do Paradigma PedagógicoInaciano, que busca a contínuainter-relação da EXPERIÊN-CIA, REFLEXÃO, AÇÃO EAVALIAÇÃO, harmonizandoa aprendizagem e as relaçõeshumanas”, disse a educadora3º ano: A poesia e asubjetividadeAtividade do livro “APequena Grande Ma-rília” – p. 21 – Vamosinvestigar.Sob o olhar da sabedoria:Festa no QuintalCentro Ed. Miraflores – Rio de Janeiro/RJProjeto Estúdio iColégio Integral – Itatiba/SPseguida são sorteados cincoalunos e cada um recebe umapauta para desenvolver suapesquisa. Eles podem prepararo seu material com cartazes,slides, vídeos ou textos. Nodia da apresentação, a sala setransforma num verdadeiro es-túdio, a aula ganha contornos ecaracterísticas de um programade TV, o professor comanda aapresentação como um apre-sentador, mediando e intera-gindo a sala como um todo. Osalunos apresentam suas pautase debatem com toda a sala.Nesse dia também são es-colhidos os alunos que filmam“Estúdio i” é um projeto queacontece nas aulas de Ética eCidadania nos 4º e 5º anos doColégio Integral de Itatiba. Aideia é mesclar informalidadee informação. Essa iniciativaconta com a participação diretados alunos, que desenvolvempesquisas sobre diversos temasque estão relacionados à infân-cia, família, política e às açõessolidárias.Uma vez por mês, o professordefine o tema do “Estúdio i”, emA preparação para o eventocomeçou em sala de aula, naC.A.I. (Comunidade de Apren-dizagem Investigativa). Os alu-nos conversaram e discutiramsobre o papel do anfitrião e doconvidado. Como resultado des-sas conversas, cada turma con-feccionou um presente para acoruja Filó, que foi entregue aofinal da apresentação da peça.Após esse lançamento coma Festa no Quintal, cada turmadeu continuidade ao trabalhode Filosofia proposto pelo pla-nejamento pedagógico, semprecom olhares de sabedoria.Dayse Ramos, professora de Filosofia do 2º ao 5º anos.Veja algumas atividades feitas pelos alunos sob a orientaçãoda professora:4º ano: Perspectivas edefiniçõesAtividade do livro “Umaideia puxa outra...” –p. 38 – Vamos refletir.toda a aula com o IPad. Essasimagens vão se tornando umgrande acervo de informaçãoe produção de conhecimento.Alguns temas contam eventu-almente com a participação dealguns convidados especiais,como pais, professores e outrosprofissionais.A análise dos fatos e dostemas com inteligência e infor-malidade é a marca desse pro-jeto. Os alunos, com suas pes-quisas, se tornam protagonistase interlocutores, produzindoconhecimento com entreteni-mento e interação.Prof. Sergio MachadoFilosofia nas EscolasGenerosidade: aqueça seu coração, doe um agasalhoEscola Sagrada Família – Coaraci/BAQuestão de SensibilidadeCol. São José – Tubarão/SCNas aulas de Filosofia do 3ºano do Ensino Fundamental I,os alunos discutiram e refleti-ram sobre o tema Generosida-de. Atendendo às propostas doCentro de Filosofia Educaçãopara o Pensar, eles elaboraramuma campanha, sob a coorde-nação da Professora Érica Re-gina.Esta campanha ganhou empouco tempo o formato de umprojeto da escola. Em 2011, otema foi “Generosidade: so-nhando e planejando um mun-do melhor”. Em 2012 o tema“Generosidade: a prática daPAZ e do BEM”. Já na 3ª edi-ção (iniciada em 14/05/2013) otema é: “Generosidade: aqueçaseu coração, doe um agasalho”.O Projeto vem mostrando àcomunidade escolar que a co-munhão e a partilha são valoresque devem ser cultivados, poisestão sujeitos a se dispersar emmeio às facilidades e turbulên-cia da vida moderna. Conformea Profª. Érica, “os trabalhos sãoiniciados em classe com o in-tuito de mostrar aos alunos queo ato de fazer o bem, em pe-quenas atitudes e gestos rega-dos com gentileza e gratidão, éessencial para evidenciar nossahumanidade. Bem como pararefletir que a prática da Gene-rosidade não se restringe à do-ação de algo material, ela podeestar em ações voltadas para ocuidado, a atenção, a partilhade sentimentos e emoções”.Após as reflexões, as ativida-des se voltaram para a prática,dentro de um verdadeiro prota-gonismo juvenil. Os “FilósofosMirins” mostraram então enga-jamento, determinação e ação.A Escola Sagrada Famíliaagradece aos pais, alunos e pro-fessores que participaram como sucesso do Projeto. Acredi-tamos que a paz e o bem serão constantes na vida de quem faz ereflete sobre (e com) o outro. Disse Madre Teresa de Calcutá: “Seique o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceanoseria menor...”Alunos do quinto ano realiza-ram trabalhos de pesquisa, discus-são e busca de novos olhares nadisciplina de Filosofia. A investi-gação filosófica foi sobre o tema“Características das Civiliza-ções”, unidade sete do livro NovoEspaço Filosófico Criativo.Dentre as características, a quedespertou sensibilidade na turmafoi a cultura, que envolve o co-nhecimento, a arte, os costumes,hábitos e habilidades desenvolvi-das pelo ser humano na sociedadeem que vive. Assim sendo, abran-ge um conjunto de manifestações,pois é um fator de humanização.Reafirma a Profª Monier: “Dentrodo contexto da Filosofia, a culturaé um conjunto de respostas paramelhor satisfazer as necessidadese os desejos humanos”. Dessa for-ma, as datas comemorativas fa-zem parte da vida do ser humanoe da sociedade.A atividade prática da pesqui-sa consistiu em apresentar datascomemorativas a partir de um pe-queno texto, contendo: origem, oque essa data representa para aspessoas, se é comemorada ape-nas no Brasil ou no mundo todo,e, para finalizar, um desenho ilus-trando-o. Não faltaram criativi-dade, dedicação e um novo olhar(sensível) para as característicasdas civilizações.Prof.ª Monier J. dos Passos,Com a palavra, uma aluna:“Desde o segundo ano estudoFilosofia. Durante as aulas, filo-sofamos sobre vários assuntos,e muitas vezes obtemos novasideias e enriquecemos nossos co-nhecimentos. Um dia, tivemos avisita do professor Silvio. Primei-ramente, ele falou sobre o livro edepois autografou todos os livrosda turma. Com o tempo, fomosaprendendo a gostar a disciplina eassim a nos interessar pelos assun-tos abordados. Este ano estamostendo aula com a professora Mo-nier, ela ensina de um jeito maisdivertido e faz com que nós possa-mos refletir, investigar, construirnovas ideias sobre os assuntos queo livro traz. Adoro ter aulas de Fi-losofia, pois aprendemos muitascoisas sobre nós mesmos e desen-volvemos novas ideias. Como estáescrito no livro: “as ideias movemo mundo, porém as pessoas quepensam bem podem conviver me-lhor e, portanto, transformar o mun-do”. (Beatriz Dircksen – 5º ano C)Filosofia nas Escolas
  • 6. 10 11w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rConhece-te a ti mesmo: mandala filosóficaColégio Nossa Senhora do Rosário – Volta Redonda / RJAs aulas de Filosofia, semdúvida, são espaços de refle-xão e de discussão sobre ideiasrelevantes para a nossa com-preensão de mundo. É nestaperspectiva que desenvolve-mos as aulas de Filosofia desdeo 1º ano do fundamental até oensino médio. Aulas investiga-tivas e dialógicas não apenasrefletem a essência da Filoso-fia, como estão em consonân-cia com a proposta pedagógicado colégio. Na realização dasatividades de ensino, a ideia:Filosofia em Ação. A iniciativapermitiu a produção de textossobre temas debatidos em au-las. Dentre eles, destacamos:LIBERDADE ...Ao longo da vida buscamosser livres, de forma a alcançar aIntrodução à Filosofia da MenteCentro de Ensino Upaon-Açu – São Luís/MAfelicidade. Liberdade significaa capacidade de fazer escolhas.Uma frase muito interessante,do filósofo Jean-Paul Sartre(1905-1980), é que “o homemestá condenado a ser livre”. Se-gundo ele, não é possível o ho-mem viver sem liberdade, mes-mo que a maioria se sinta livre,ninguém foge da possibilidadede escolha.A liberdade e a responsa-bilidade estão sempre juntas.Para alguns, liberdade é apenaspossibilidade de escolhas, mase os resultados de nossos atose escolhas? Estaríamos fugindodos princípios éticos e moraisda liberdade se não fôssemosresponsáveis por esses resul-tados, e acabaríamos não sen-do realmente livres. Portanto,temos sempre que conciliarnossa liberdade com a respon-sabilidade, pois se não somosresponsáveis não podemos serlivres.Beatriz C. dos Santos - 9º AFilosofia espaço de reflexãoCol. Maria Ester 1 – Fortaleza/CETendo como tema principalo “Conhece-te a ti mesmo”, dofilósofo grego Sócrates, quepautou suas discussões filosó-ficas na virtude da verdade edo conhecimento, a professorade Filosofia do 6º Ano TalitaPereira realizou um bonito tra-balho com os alunos, através deexpressões artísticas.Segundo a professora, asdiscussões do filósofo erampermeadas de reflexões sobrea relação do homem com osoutros e com o mundo, comoinspiração para construir a suafilosofia: “Conhece-te a ti mes-mo”. Acrescenta a professora:“Ele pregava que as pessoasdeveriam se ocupar menos comas coisas efêmeras e se ocuparmais consigo mesmas”.Visando levar os alunos a seconhecerem melhor e se per-ceberem como pessoas, Talitamobilizou os alunos a constru-írem “mandalas”. Ao fazê-lo,eles passaram a refletir sobresi mesmos, respondendo à per-gunta filosófica que atravessaos tempos e a história: “Quemsou eu?”.Da forma mais superficialou introdutória, o Universopode ser compreendido comouma totalidade dotada de sen-tido que fornece a estrutura davida animada e inanimada aonosso derredor. Bem, se assimo é, podemos considerar a men-te humana como produto destesentido, que começa num pon-to de origem e resvala na nossacapacidade de pensar a profun-didade das coisas e até mesmoa profundidade de quem propi-cia essa profundidade: o cére-bro humano.Foi neste viés de investiga-ção que os alunos do 8º ano doCentro de Ensino Upaon-Açu,sob a orientação do professorde Filosofia Thiago Araújo,buscaram respostas sobre a ori-gem dos pensamentos, raciocí-nios e emoções. O trabalho ini-ciou com um estudo preliminarda natureza física do cérebro,onde pudemos vislumbrar aspartes mais importantes desteórgão, bem como suas respec-tivas funcionalidades. Em se-guida, um amplo e denso tra-balho de leitura foi executado,tomando como base matériasjornalísticas e o próprio livrodidático. Em seguida, estuda-mos brevemente as reflexõesde Freud acerca do inconscien-te, e assistimos ao filme “Umamente brilhante”, realizandointensos debates sobre o mes-mo. Na culminância, o profes-sor propôs uma aula de leiturarelaxante, onde foi permitidoaos alunos levarem travessei-ros e portáteis eletrônicos paraouvir música, assim os mes-mos puderam realizar leiturasde artigos jornalísticos sobre oinconsciente na própria sala deaula. A experiência de leituraserviu para verificarmos quemuitas vezes despertando estí-mulos em nossa mente, comoo conforto físico e estético, nósaumentamos tanto o foco quan-to a sensibilidade em relação adiversas atividades.Prof. Thiago AraújoFilosofia nas EscolasO Teatro inserindo: Valores para a VidaEscola do SESI – Campo Grande/MSSistema de Ensino Reflexivo – S.E.R. rompe com práticas repetitivasAssessoria Pedagógica do S.E.R. – Florianópolis/SCEstas condições exigemcorações e mentes, mãos e pa-lavras sensíveis e ternas paraempreender a tarefa deproduzir a cultura dapaz, da tolerância, daigualdade entre os se-xos, povos, nações e re-ligiões.Aprender a viverjuntos pela educaçãoe reflexão, congregan-do todas as disciplinasescolares em todos ossegmentos, as ciênciasredimensionadas para aeducação estética de to-dos aqueles que sabemnutrir esperanças. Este éo objetivo do Sistema deAutores com práticas desala de aula, equipe de assesso-res e uma grande certeza: pre-cisamos de escolas que levemalunos a serem reflexivos, quetenham possibilidades de diá-logo interdisciplinar, que edu-quem para a sensibilidade.Vivemos numa época emque a Educação é ou precisa sera fênix recém-nascida, majes-tosa e misteriosa. Com os olhosbem abertos, de costas para opassado, a nos propor desafiospolíticos radicais e intrigantesenigmas éticos.A necessidade da superaçãoconstante da tradição da violên-cia, da dominação política, daexploração econômica, da des-truição do meio ambiente, dohistórico enfrentamento cruelentre povos e nações, da barbá-rie de todas as matizes, do ódioarraigado, das novas e moder-nas apropriações tecnológicasem detrimento da realização daplena condição humana paratodos.Ensino Reflexivo que criamos,pois entendemos a educaçãocomo um processo contínuo depermanente superação e muitosdesdobramentos. Com isso, de-fendemos as práticas reflexivasque são de fato deci-sivas para as mudan-ças e para o alcancede novos conceitos emodos de atuação noensino formal.O Sistema de En-sino Reflexivo querromper com as práti-cas repetitivas e semcompromisso como desenvolvimentoda criatividade, quedeve ser aplicada àresolução de proble-mas tanto na vidapessoal como noAcredita-se que a Filosofia leva ao trabalho de pen-sar, refletir, raciocinar, e assim despertar o senso crítico.Consequentemente, auxilia na construção de uma novavisão de sociedade, onde se pressupõe que a educação é aprincipal responsável pelas transformações sociais.Desse modo, durante o 1º bimestre foram desenvolvi-das, na Escola do SESI Maria José Castello Zahran, apre-sentações dos alunos sobre o tema Valores para a Vida.Nesse sentido, na quarta-feira, 17 de abril, aconte-ceu no período matutino uma apresentação teatral co-ordenada pela Professora Gláucia Ethel. Os alunos do7º e 8º ano, em culminância com as aulas de História eGeografia, trabalharam em sala de aula os valores e asatitudes, abordando questões como: respeito, amizadee colaboração, indispensáveis para uma boa convivên-cia em grupo. Esses trabalhos realizados em sala de aulacontribuíram efetivamente para resgatar junto aos alunosa importância dos valores para uma transformação socialsignificativa dentro de uma cultura de paz, justiça, res-peito, tolerância, responsabilidade, cooperação, humil-dade, honestidade, simplicidade e amor à vida.De acordo com a Profª Gláucia Ethel: “Vivemos hojenum mundo em que princípios básicos para se viver ple-namente na sociedade estão sendo esquecidos ou deixa-dos de lado, como: pedir desculpa, com licença, bom dia,boa tarde e outros mais. Na sua função social, a escolase preocupa com esses valores tão essenciais à vida e àsociedade.”campo profissional das pessoasque estamos formando nos sis-temas de educação atuais.Defendemos como propostapedagógica e projeto educacio-nal a reflexão construída pro-cessualmente com a formaçãode professores e o apoio de ummaterial didático interdiscipli-nar e feito por professores queestão em sala de aula. Confor-me a Profª Drª. Gigi, respon-sável do S.E.R.: “A prática dareflexão relaciona-se com asfinalidades éticas da vida hu-mana, corresponde ao apelo deindagar os sentidos filosóficose existenciais de cada pessoa,fato ou coisa em suas relaçõesde produção social da vida econvivência com os demais se-melhantes”.A coordenação pedagógi-ca e filosófica do S.E.R., jun-to com os professores autoresdas disciplinas de 6º ao 9º ano,apresentam para as escolas donosso País as Coleções Didá-ticas que imprimem o signifi-cado e a defesa de uma escolapara nosso tempo.- Afinal, a escola de hoje e ado futuro devem e precisam serReflexivas?A resposta é sim, S.E.R. eConhecer é a resposta!Filosofia nas Escolas
  • 7. 12 13w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b r• Editora Sophos •www.editorasophos.com.brEnd.: Rua Cristóvão Nunes Pires, 161 – Centro – CEP 88010-120 – Florianópolis/SCFone (48) 3222 8826 – 3025 2909vendas@editorasophos.com.br – vendas@portalser.netPARA SABER MAIS:AULAS REFLEXIVAS COMCOLEÇÕES DIDÁTICASAPROPRIADASEditora Sophos – Florianópolis / SCAs Coleções produzidas apresentam caminhos para umaproposta sistemática e inovadora, com primorosa apresen-tação estética, didática e também metodológica no ensino–aprendizagem das disciplinas de 6º ao 9º ano.O principal diferencial é a reflexão e relação da Filosofiacom as disciplinas da estrutura curricular, num tratamento te-mático especial dos programas de ensino. Desta forma, estediferencial estará amparado nos seguintes elementos:• a característica investigativa das coleções e dosconteúdos de cada ano;• os livros didáticos abrem um trabalho interdiscipli-nar na escola;• o incentivo à criatividade;• a metodologia participativa e dialógica;• a formação filosófica continuada dos professores egestores da educação.A justificativa em apresentarmos este trabalho é fornecersubsídios conceituais e metodológicos visando a uma açãopedagógica reflexiva. Nosso ideal é tornar cada conteúdo re-flexivo, uma fonte de oportunidades para o bom e bem pensar.Objetivo Geral das Coleções Didáticas do S.E.R.:Criar, a partir do Programa filosófico-pedagógico Educaçãopara o Pensar: Filosofia com Crianças, Adolescentes e Jovens,materiais didáticos para uma intervenção filosófica nos pro-gramas de ensino das disciplinas dos segmentos escolares,promovendo uma relação estreita entre a reflexão filosófica eos conteúdos das disciplinas com os seus respectivos progra-mas de ensino.Obejtivos Específicos:• Possibilitar aos especialistas e professores a apropriaçãode metodologias e conhecimentos sobre o que é ser reflexivo,desenvolvendo um trabalho orientado para a produção e orga-nização de conteúdos programáticos em todas as disciplinas;• Desenvolver organicamente um sistema didático-peda-gógico que priorize a reflexão crítica e aproxime a vida co-tidiana dos estudantes da vida pedagógica da instituição es-colar;• Oportunizar que haja uma interdisciplinaridade a partirdo entendimento dos professores e do acompanhamento dosalunos dos conteúdos programáticos de cada disciplina.AscorujasbatemasasO Projeto “Corujas Itinerantes” surgiu em 1996, quando passou por escolasdo Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. Originalmente com ob-jetivo de promover a discussão e investigação sobre “símbolos”, a Exposiçãoenvolveu alunos, professores, pais e ampliou a Coleção.Neste ano acontecem 13 exposições distintas. Veja algumas Exposições Coru-jas Itinerantes: refletindo sobre Símbolos e Sinais e os resultados.Campinas/SP - Chapecó/SC - Brasília/DF - Blumenau/SC - Criciúma/SCMato Grosso do Sul/MS - Joinville/SC - Rio de Janeiro/RJEncarte
  • 8. 14 15w w w. p o r t a l s e r. n e tw w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rFilosofia e CorujasCol. Salesiano N.S.Auxiliadora – Campinas / SPDurante as aulas de Educação para o Pensar e Ensino Religio-so, foram realizadas no 1º trimestre várias atividades. Dentre elas,o Projeto Exposição Corujas Itinerantes, que pretende favorecere incentivar uma cultura do pensar, ampliar o espírito crítico evalorizar as atividades interdisciplinares.Os símbolos desenvolvidos pelos alunos do E.F I nos 4º anostiveram como temática a Amizade. Já os alunos dos 5º anos desen-volveram uma pesquisa sobre a diversidade cultural e a influêncianas relações sociais. No E.F II, os alunos dos 6º e 7º anos, base-ados no conteúdo proposto pelo material didático-filosófico e aanálise sobre Símbolos e Sinais, estenderam a discussão por meioda leitura de paradidáticos, de análises de vídeos e debates sobre ocomportamento, com destaque para o bullying e sua repercussãono ambiente escolar e social.14 15Criatividade e interdisciplinaridadeCol. Marista São Francisco – Chapecó / SCConforme relato do Prof. Sedenir: “Iniciamos o projeto comênfase nos alunos dos 4º e 5º anos, discutindo sobre o significadoda filosofia e sobre o símbolo da coruja. Em seguida os alunos,assessorados pela professora de Artes e com apoio dos demaisprofessores e da coordenação, passaram a produzir as corujas comdiversos materiais. Já com os alunos do Ensino Médio fizemosuma reflexão sobre: “Ser filósofo na sociedade”.O projeto também envolveu a família. Foi convidado o pai deuma aluna que é filosofo, o professor Celso P. Costa, para conver-sar com os alunos do Fundamental 1 sobre o símbolo da Filosofiae a contribuição dos filósofos para a humanidade. Envolvendotoda a escola, o encerramento do projeto contou com uma peçade teatro apresentada por um grupo local e uma música reflexivaproduzida pelo professor de música, Adriano.As corujas que pousaram no colégio Marista São Franciscotrouxeram aos alunos a névoa da reflexão. Os Alunos tiveram aoportunidade de exercitar o ato de filosofar e perceber que este osleva a ver o mundo como corujas, ver onde ninguém vê, ver comolhos atentos e grandes, ver com atenção e por todos os ângulos,perceber os mínimos detalhes.Desafios para novas AprendizagensCol. Marista – Criciúma / SC“Pensar... Discutir... Refletir... Palavras importantes quando fa-lamos da Filosofia com crianças, adolescentes e jovens. Processono qual a reflexão e a ação são fundamentais num pensamentofilosófico, e a ludicidade permeia as considerações das criançasacerca dos conteúdos”, na afirmação da Profª. Miriam, do 2º ano.O projeto “Corujas Itinerantes” vem resgatar um movimentode “ação – reflexão – ação”, propiciando um momento ímpar nacompreensão da Filosofia, bem como na vida dos alunos. Recebera Exposição vinda de outras escolas, explorar esse material, discu-tir o objetivo do projeto e poder participar ativamente da atividadepossibilitaram uma aprendizagem de real significado, pois o “pen-sar” e o “agir” caminharam juntos.As crianças, juntamente com suas famílias, foram desafiadasa confeccionar corujas, usando materiais recicláveis para que aexposição ficasse mais rica. Além disso, sabendo que a corujasimboliza a Filosofia, as crianças puderam conhecer um poucomais desse animal, nos seus aspectos físicos e nos seus hábitos,despertando para outros conhecimentos.Como defendem a coordenadora Cláudia e a Diretora Ingrid:“Podemos concluir que a Filosofia envolve de maneira especialas crianças e professores, pois desperta o pensamento filosófico,onde o aprender e o fazer caminham juntos e se aprende viven-ciando, participando, experenciando e compartilhando os novossaberes”.Corujas na rota do ColégioCol. dos Santos Anjos – Joinville / SCVinte e cinco corujas vieram de outras ter-ras, permaneceram no nosso ninho por umasemana e colocaram 672 ovos. A ninhada foicuidada pelos alunos das diversas séries, des-de a Educação Infantil até o Ensino Funda-mental, entre 15 a 19 de abril.Nasceram corujas de todos os tipos e gos-tos: de material reciclável, de tecido, de ar-gila, de madeira, em ninhos de musgos, penduradas em árvores,em móbiles, nas mesas, reinando exuberante durante uma semana.Foi o resultado de um processo de reflexão entre professores ealunos sobre Símbolos e Sinais.Parabéns ao Centro de Filosofia Educação para o Pensar portão significativo projeto, que contribuiu para fortalecer a Filo-sofia. Uma filosofia viva como área do conhecimento, com fun-damentos sólidos, como ferramenta que auxilia a compreender,analisar a realidade, os fatos, as situações, os posicionamentos ea vivenciar, com consciência, os valores que enaltecem os sereshumanos, tornando-os melhores.Corujas na Barra da TijucaCentro Ed. Miraflores – Rio de Janeiro / RJParticipar do Projeto Corujas Itinerantes é a satisfação de sermos lem-brados como escola que abraça a ideia de formar alunos críticos e cidadãosreflexivos, fazendo parte do Centro de Filosofia Educação para o Pensar.No mesmo instante, começamos a inserir no planejamento o momento dachegada do material referente à exposição Coruja Itinerante.Como parte do projeto sócio-ambiental da escola, após pesquisa reali-zada sobre as diferentes espécies de corujas, foram realizadas as seguintesatividades:- As turmas da Ed. Infantil confeccionaram utilizando material reciclado.- AsturmasdoE.F.relacionaramopapeldamãecorujacomo Dia das Mães.Depoimento:As Corujas Itinerantes chegaram ao Miraflores, e o 5° ano ficou muitocurioso para pesquisar por que as corujas são o símbolo da Filosofia e doprofessor. Começamos o trabalho com a pergunta: Por que a coruja é osímbolo da Filosofia? Qual seu significado?Pesquisamos e descobrimos o mito grego da deusaAthena, e assim conhe-cemos a história da Coruja de Minerva. Porém, a curiosidade e o desejo pornovas informações não parou aí, pesquisamos outros símbolos da Filosofia.Relacionamos, então, a imagem do “Pensador” de Rodin com os filósofosque buscam uma verdade reflexiva, e associamos a sabedoria aos filósofose à coruja. O sábio, como a coruja, tem olhos para ver todos os detalhes.Finalizamos nosso trabalho sobre símbolos e significados relacionando oconhecimento com o olhar para o todo. A sabedoria consiste em ver o queninguém consegue ver. (Alunos do 5º ano - Profª. Gabriela)Perseverança e disciplinaEscola Visconde de Cairu – Campo Grande / MSEntre os dias 26 de abril a 02 de maio, a escola desenvolveuuma atividade cultural, em parceira com a Editora Sophos, nas sé-ries finais do ensino fundamental II. A atividade oportunizou quealunos e professores tivessem contato com a Exposição CorujasItinerantes e refletissem sobre o símbolo da Filosofia (= Coruja).Objetivou ampliar a reflexão dos alunos sobre os símbolos e si-nais. Cabe destacar que a atividade proporcionou momentos dediálogo da filosofia com as demais disciplinas, principalmente ade artes.Três momentos foram fundamentais e complementares para obom aproveitamento dos alunos da referida atividade. Primeira-mente, produziram-se corujas para incorporar o material da ex-posição na nossa escola. As produções ficaram sob os cuidadose orientações da professora Luciana. Em um segundo momento,e não menos importante, o professor Osvaldo explicou, duranteas suas aulas de Filosofia, sobre simbologia e o símbolo da sa-bedoria, isto é, sobre a Coruja. E por fim, foram expostas pelocoordenador Marcelo as corujas já produzidas em instituições deensino de outros estados brasileiros. Aproveitou-se para expor osdesenhos e as esculturas produzidas pelos alunos.Para culminar com “chave de ouro”, foram selecionadas asmais criativas produções dos alunos para ampliar o material da ex-posição, pois esta continuará alçando voos nas escolas de CampoGrande e, posteriormente, nas escolas de outros estados do Brasil.Toda comunidade da Redede Ensino JK está envolvida empesquisas, criações, diálogos,parcerias, corujices, produçõestextuais e preocupações com asustentabilidade do planeta.Muitas reflexões habitamminha mente neste espaço detempo. Penso sobre os símbolose as simbologias. E em especialsobre a análoga sapiente coru-ja, que trouxe aos participantesmuitos saberes. Entre eles, vis-Rede JK sintonizada com as Corujas ItinerantesJK: 909 Sul – JK: Gama (Fundamental e Médio)JK: Júnior do Gama – JK: 412 Norte – Brasília / DFlumbram-se os conhecimentoshistóricos, os mitológicos, osfilosóficos e a importância naparticipação dos familiares navida escolar dos filhos.Como está explícito nasPrimeiras Palavras do projeto,“somos por essência indivídu-os que necessitam de símbolose sinais para diversas manifes-tações”, enfim, “para dizer omundo”. A coruja como sím-bolo da filosofia era conhecidasuperficialmente. Agora tudose transformou, pois além detrazer o rigor filosófico a estesímbolo, acrescentou-se umaboa dose de amor à sabedoria.Com os excelentes resul-tados alcançados, não poderiadeixar ocultos alguns depoi-mentos de professores, pais e alu-nos. (Profª. Marta Bergamaschi)Depoimentos:Mãe: O projeto me despertoupara o universo desses pássarose do que ele significa em mui-tos aspectos. Somos mesmomães e pais corujas. Como ébom corujar nossos filhotes! Ecomo, apesar de termos carac-terísticas tão diferentes de ou-tros animais, é necessária essacorujice toda. Fazer o trabalhodas corujas foi outro momen-to especial. O envolvimento dafamília toda, desde a concepçãoaté o “fazer”, foi uma festa.(Deborah Trevizan, mãe doPietro, e da Isadora, 4º ano)Professora:O Projeto Exposição Co-rujas Itinerantes veio para in-tensificar o nosso grande proje-to “Família e Escola refletindosobre Valores por um mundomelhor”.A família está sempre muitopresente na escola, no momen-to foi convidada a relatar, pormeio de exemplos, as corujicesvivenciadas com os filhos, ne-tos, sobrinhos... O termo “co-ruja” geralmente é aplicado aopai ou à mãe que ressalta comum certo exagero as qualida-des dos filhos. É extensivo aoutros familiares, como tios,avós e outros. Mas, acima detudo, a sabedoria da coruja é asabedoria de todas as mães, detodos os pais. Sabe-se que o atofilosófico começa com o espan-to e a admiração. E a criançatem essa capacidade de olhar ascoisas como se visse tudo pelaprimeira vez, o que a impulsio-na à busca do saber, da desco-berta, da reflexão, a se encantarpelo cotidiano. (Prof. Maria dasGraças - Unidade 412 Norte)Alunos JK da 909 Sul:• A coruja, ave soberana, re-presenta a sabedoria, força, omistério e conhecimento, por aconsiderarem conhecedora dooculto. Ela é mascote dos es-coteiros e de cursos universitá-rios, como Pedagogia, Filosofiae Letras. O Colégio JK propor-cionou a nós alunos a experiên-cia de confeccionar corujas ede ter momentos filosóficos desabedoria e de reflexão. Essefoi o meu primeiro colégio queusou de método didático pararessaltar a importância do pro-fessor de Filosofia. Todos osalunos puderam contribuir para aconfecçãodaexposição,cadasériecontribuiudeumaformadiferente.(Camila Rodrigues 9° ano)• Nós alunos aprendemos mui-to com a exposição das corujas,como parte da mitologia gregae de onde originou a ideia dacoruja simbolizar a inteligên-cia. Aprendendo Filosofia nósrefletimos sobre nós mesmos eo mundo à nossa volta. (AnnaBenedicta 1ª ano A)• Os alunos do Colégio JK par-ticiparam e expressaram seustalentos com poemas, desenhose esculturas. Todos esses talen-tos são um meio de homenage-ar também todos os professores.Nem todo colégio tem o interessee oportunidade de trazer um pro-jeto construtivo aos alunos. (Ga-briel L. 9° ano A)• O projeto Corujas Itinerantesteve como principal objetivomostrar a representação da co-ruja como símbolo da Filosofiae com isso melhorar o ensino.Esse trabalho foi desenvolvidopelo professor de filosofia, e defato foi muito interessante, edeveria ser abordado na escolacom mais frequência. (LívillaF. de Miranda 1º ano B)Encarte Encarte
  • 9. 16w w w. e d i t o r a s o p h o s . c o m . b rAdmiração, criatividade e reflexõesCol. Machado de Assis – Joinville / SCO trabalho foi feito de forma programada e coletiva, seguindoos passos:• Primeiro, todas as turmas tiveram uma aula expositiva sobre aexistência de símbolos e sinais na vida das pessoas em todos ostempos, a fim de introduzir alguns dos conceitos básicos da filo-sofia.• Em seguida, estudamos a simbologia representada pela coru-ja. Inteligência, grande sensibilidade visual e auditiva, atenção egrandes olhos são características que estão estreitamente ligadasà ideia de admiração e espanto, que fazem parte da formação deum filósofo.• Na sequência, foi proposta a confecção das corujas, momentoem que se percebeu o envolvimento da maioria dos alunos.• A fim de aliar os temas tratados com o princípio da sustenta-bilidade, praticado pelo Colégio diuturnamente, foi sugerido quefossem utilizados materiais reaproveitáveis, não necessariamenterecicláveis.Após muito trabalho e dedicação de professores e alunos, con-seguimos atingir nosso objetivo, com a produção das mais diver-sas corujas. (Diretora Sandra H. Calegari)Corujas no Vale do ItajaíCol. Sagrada Família – Blumenau / SCEscola mobilizada com a exposiçãoEscola Paulo Freire – Campo Grande / MSEntre os dias 6 a 9 de maio,organizamos a Exposição Co-rujas Itinerantes. Atividadecultural que contou com a par-ticipação das professoras, dosalunos e pais do Ensino Fun-damental 1, refletindo sobreo símbolo da Filosofia e con-feccionando no Ateliê de Artecorujas que serão catalogadas efarão parte da Exposição.Cabe destacar momentosfundamentais que foram im-portantes e valorizados para oótimo aproveitamento dos alu-nos: pesquisaram e registraramno caderno de História - o queé Filosofia e o símbolo forte,que é a coruja. Promovemosdiscussões e debates, dentro darealidade da educação e esco-la, tendo como pano de fundoa motivação da Exposição e,fundamentalmente, a discus-são sobre os símbolos e sinais.Abrimos espaços para reunirreflexões e compartilhar ideias,a fim de ampliar visões sobreFilosofia, Educação, Cidada-nia, Ética, com textos diversos.E teve o momento da aula prá-tica, em que foram confeccio-nadas as corujas, com diversosmateriais reciclados. A mon-tagem da Exposição CorujasItinerantes contou com a ajudados alunos e professoras. Apro-veitou-se para expor, também,os trabalhos e as esculturas pro-duzidas pelos alunos de outrasescolas.Selecionamos os trabalhosdos alunos do E. Fund. 1 paraampliar o material da Exposi-ção, pois esta alçará voos emescolas de outros estados.Para encerramento da mobi-lização com a exposição, juntoscom o Centro de Filosofia po-demos afirmar que “A Educa-ção transforma o homem, nosentido dele responder por seusatos e ser alguém na sociedadeem que vive”.Fotos, vídeos, textos, depoimentos em:corujasitinierantes.blogspot.com.brO Projeto Corujas Itineran-tes foi realizado com turmasda Ed. Infantil ao EM, entre osdias 15/04 a 09/05. A caracte-rística determinante foi o entu-siasmo evidente dos alunos efamiliares, que se empenharamem elaborar de maneira artísti-ca e original as corujas e par-ticipar das reflexões sobre sím-bolos e sinais.Com as turmas do EnsinoMédio, o Projeto buscou evi-denciar a constante criação deum ser simbólico. A propostaapresentada pelo projeto levouos estudantes de Ensino Médioa complementar o conteúdoescolar referente à Epistemo-logia. Cada estudante pôde es-tabelecer uma referência con-creta com o anseio filosóficopela busca do conhecimentoretratado nas aulas de filosofia,com sua própria identificaçãosimbólica para a busca peloconhecimento.O verdadeiro reconhecimen-to do indivíduo, enquanto Sersimbólico, foi apresentado pe-los estudantes na elaboraçãodos trabalhos, que acabam porrepresentar a significação dajuventude para o problema doconhecimento.Depoimento:• Participar e coordenar todoo processo de construção doProjeto “Corujas Itinerantes:refletindo sobre Símbolos eSinais” foi marcante e pra-zeroso. Os coordenadores decada segmento da EducaçãoInfantil ao Ensino Médio, bemcomo os professores e alunose familiares, envolveram-sena fundamentação teórica e naelaboração das corujas de umamaneira tranquila, construindoaprendizagem significativa. Atodos que se envolveram parao sucesso das exposições, osnossos agradecimentos. (Coor-denadora Marli Campos)