Your SlideShare is downloading. ×
Alzheimer atualizado
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Alzheimer atualizado

9,916
views

Published on

Published in: Health & Medicine, Technology

0 Comments
4 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
9,916
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
449
Comments
0
Likes
4
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Faculdade Castro Alves 1º. Semestre Prof.: Rafael Leite Equipe: Ana Claudia Paixão Andrea Costa Cléia Silva Gisele Costa Itaciana Walleys Lucimeire Barbosa Priscila Bessa Ramon Oliveira
  • 2. Neurociências I ALZHEIMER
  • 3. CONCEITO O mal de Alzheimer , doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é uma doença degenerativa atualmente incurável mas que possui tratamento. Alois Alzheimer (1864 - 1915) Neurologista alemão, o primeiro a reconhecer a doença degene- rativa.
  • 4. Aspectos Históricos
    • Em 1906, Alois Alzheimer publicou o seu famoso artigo sobre  “uma rara doença do córtex cerebral”.  Relata o caso de sua paciente, August D. (51 anos), e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações de comportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras.
  • 5. Dados Epistemológicos
    • É a principal causa de demência em pessoas com mais de 60 anos no Brasil e em Portugal, sendo mais de duas vezes mais comum que a demência vascular, sendo que em 15% dos casos ocorrem simultaneamente.
    • Atinge 1% dos idosos entre 65 e 70 anos mas sua prevalência aumenta exponencialmente com os anos sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos.
    • No mundo o número de portadores de Alzheimer é cerca de 25 milhões, com cerca de 1 milhão de casos no Brasil e cerca de 100 mil em Portugal.
    • Existe uma relação inversamente proporcional entre a prevalência de demência e a escolaridade. Nos indivíduos com oito anos ou mais de escolaridade a prevalência é de 3,5%, enquanto que nos analfabetos é de 12,2%.
    • A probabilidade de um parente próximo ter a doença é quatro vezes maior que na população em geral, que tem probabilidade menor que 1%
  • 6.  
  • 7. Etiologia
    • Trata-se de um problema de dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais atrofiam em vários lugares do cérebro, placas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras. Existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem em funções tais como:
    • Memória, Raciocínio, Lógica, Abstração e Orientação .
    • A destruição das células nervosas do cérebro leva ao aparecimento dos sintomas da doença de Alzheimer. É um fenômeno natural a perda de células durante o envelhecimento.
    • Os dois fatores de risco mais relevantes:
    • Idade avançada e o histórico familiar da doença, o que sugere uma causa genética.
    • Sexo feminino parece também ser um fator de risco independente da maior longevidade das mulheres.
  • 8. Áreas Afetadas
    • Lobo frontal:
    • (que governa a inteligência
    • julgamento e comportamento
    • social)
    • Lobos  temporal e parietal:
    • (que governam a memória
    • e a linguagem).
  • 9. Etiologia
  • 10.
    • O tecido com Alzheimer possui um número bem menor de células nervosas e de sinapses do que um cérebro saudável.
    • As  placas , depósitos anormais de fragmentos de proteína, se agrupam entre as células nervosas.
    • As células nervosas mortas e prestes a morrer contém  emaranhados neurofibrilares , que são formados por filamentos torcidos de outra proteína.
  • 11.
    • As placas são formadas quando pedaços da proteína chamada  beta-amilóide  se agrupam. As beta-amilóides vêm de uma proteína maior encontrada na membrana gordurosa que envolve as células nervosas.
    • A beta-amilóide é quimicamente "pegajosa" e se junta aos poucos formando as  placas .
    • As formas mais nocivas de beta-amilóide talvez sejam os  grupos de pequenos pedaços  do que as placas em si. Os pequenos agrupamentos podem bloquear a sinalização entre as células nas sinapses. Eles também podem ativar as células do sistema imunológico que causam inflamações e devoram células deficientes. 
  • 12.
    • Os emaranhados destroem um sistema de transporte de células essencial formado por proteínas. Esta imagem de um microscópio de elétrons mostra uma célula com algumas regiões saudáveis e outras regiões com formação de emaranhados.
    • Nas regiões saudáveis:
    • O sistema de transporte é  organizado em filamentos paralelos ordenados como os trilhos dos trens. As moléculas de nutrientes, partes de células e outros materiais essenciais viajam nesses “trilhos.”
    • Uma proteína chamada  tau  ajuda os trilhos a permanecerem retos.
  • 13.
    • Em regiões com formação de emaranhados:
    • A tau se converte em filamentos torcidos chamados de emaranhados .
    • Os trilhos não conseguem mais se manter retos. Eles  se rompem e se desintegram .
    • Nutrientes e outros suprimentos essenciais não conseguem mais se movimentar através das células, que acabam morrendo. 
  • 14.  
  • 15.
    • As placas e emaranhados (mostrados nas regiões sombreadas em azul) tendem a se espalhar por todo o córtex em um padrão previsível de acordo com o avanço da doença de Alzheimer.
    • Fase Inicial: dura de 2 a 4 anos
    • Perda de memória, confusão e desorientação.
    • Ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança.
    • Alteração da personalidade e do senso crítico.
    • Dificuldades com as atividades da vida diária (cozinhar, fazer compras, dirigir, telefonar. 
  • 16.
    • Fase Intermediaria: Pode durar de 3 a 5 anos.
    • Esta fase está correlacionada com o comprometimento cortical do lobo parietal afetando as atividades instrumentais e operativas.
    • Dificuldade em reconhecer familiares e amigos.
    • Perder-se em ambientes conhecidos.
    • Alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária.
    • Dificuldades com a fala e a comunicação
    • Movimentos e fala repetitiva.
    • Distúrbios do  sono.
    • Problemas com ações rotineiras.
    • Inicio de dificuldades motoras.
  • 17.
    • Fase Final:
    • Dependência total.
    • Incontinência urinária e fecal.
    • Tendência em assumir a posição fetal.
    • Mutismo.
    • Restrito a poltrona ou ao leito.
    • Presença de úlceras por pressão (escaras)
    • Perda progressiva de peso.
    • Infecções urinárias e respiratórias.
    • Término da comunicação.
    • Fase terminal:
    • Morte
  • 18.  
  • 19. Uma sec ç ão de tecido normal d o c é reb ro (parte superior) e um da demência de Alzheimer (baixo).
  • 20. Diagnóstico
    • O diagnóstico é bastante difícil pois a doença não tem sintomas físicos específicos. Seus sintomas são mentais e de comportamento e, por isso , durante muito tempo as pessoas deixaram de encarar esse distúrbio como uma doença que exige intervenção.
    • O aparecimento da doença é gradual, evoluindo de forma diferente à depender do portador.
    • Outros distúrbios são caracterizados pelos mesmos sintomas psicológicos, sendo necessário fazer o diagnóstico por exclusão.
    • Na fase inicial os exames como Tomografia e Ressonância Magnética costumam não indicar alterações, sendo que, em um estágio avançado pode indicar uma alteração no volume do cérebro (atrofia). Exames como Pet Scan e SPECT, que indicam atividade metabólica, podem também não indicar alteração.
  • 21. Testes Neuropsicológicos
    • Provas são excelentes instrumentos complementares à investigação clínica. São inúmeras as baterias de testes neuropsicológicos, mas a grande maioria de difícil aplicação em pacientes idosos.
    • Devem ser administrados por profissional especializado sendo especialmente úteis em casos fronteiriços na diferenciação de processos demências iniciais.
    • Algumas baterias de testes que incluem 33 questões e requerem em média 30 minutos para serem aplicados. Sabemos que pacientes idosos e/ou portadores de demência, colaboram muito pouco e por pouco tempo quando submetidos a interrogatórios e não é incomum que, pressionados, acabem reagindo com importantes episódios de agitação e até mesmo de agressividade.
  • 22. Como detectar a doença? Necessário fazer o exame de tecido cerebral por meio de necrópsia ou biópsia cerebral; Vários testes : Tomografia ou ressonância nuclear magnética de crânio, para excluir múltiplas isquemias, hemorragia ou tumores; Dosagem dos hormônios da tireóide e exame de sangue para verificar se não há alteração de fígado, no metabolismo do cálcio e fósforo, deficiência de vitamina B etc.
  • 23.  
  • 24. Tratamentos
    • O tratamento permite melhorar a saúde, retardar o declínio cognitivo, tratar os sintomas, controlar as alterações de comportamento e proporcionar conforto e qualidade de vida ao idoso e sua família.
    • A deficiência de acetilcolina é considerada
    • um dos principais fatores da doença de
    • Alzheimer.
  • 25. Inibidores
    • Os inibidores de acetilcolinesterase , atuam inibindo a enzima responsável pela degradação da acetilcolina que é produzida e liberada por algumas áreas do cérebro.
    • Os medicamentos inibidores da acetil-colesterase são:
    • Tacrina
    • Donepesila
    • Rivastimina
    • Galantamina
    • Rivastigmina
    • Metrifonato
  • 26. Efeitos Colaterais
    • Efeitos colaterais comuns desses medicamentos:
    • - Hepatotoxicidade (30% na Tacrina)
    • - Diarréia
    • - Náusea
    • - Vômitos
    • - Tontura
    • - Fadiga
    • - Insônia
    • - Falta de apetite
    • - Mialgia
  • 27. Medicamentos Psiquiátricos
    • Como a depressão e ansiedade são um problema constante no Alzheimer é comum que os médicos prescrevam antidepressivos.
    • Antidepressivos além de melhorarem o humor, o apetite, o sono, o auto-controle e diminuirem a ansiedade, tendências suicidas e agressividade tem demonstrado também significativamente retardar a degeneração do cérebro.
  • 28. Medicamentos Psiquiátricos
    • Haloperidol (Haldol) - reduz as alucinações, a agressividade, os distúrbios de humor, a anedonia, a apatia e a disforia, que são comportamentos que ocorrem com a evolução da patologia.
    • Diazepam (Valium) - usado para insônia, ansiedade, agitação motora e irritabilidade.
  • 29.  
  • 30. Papel do Psicólogo
    • Buscamos alternativas para amenizar e retardar o efeito devastador da doença, fazendo com que tanto a família quanto o paciente estejam preparados para poder lhe dá, aceitar e compartilhar do tratamento da doença que não tem cura.
    • Estimula-se o paciente utilizando 3 métodos :
    • Atividades cognitivas: Que é a orientação para realidade da doença com trabalhos em grupo ou individuais,
    • Reabilitação neuropsicológica: Trabalho terapêutico com o paciente e a família,
    • Treino cognitivo: Realiza-se práticas da vida diária do paciente com tarefas desenhadas que exijam da sua atenção e linguagem.
  • 31.  
  • 32. Cuidadores
    • Os cuidadores são fundamentais para o tratamento do idoso. E o cuidador de paciente com Alzheimer frequentemente tem que lidar com irritabilidade, agressividade, mudanças de humor e de comportamento.
    • É recomendado a participação do cuidador em programas de cuidado ao idoso com Alzheimer para esclarecer dúvidas sobre a doença, acompanhar o tratamento, dar apoio psicológico e social para atenuar o esgotamento e o estresse gerados pela convivência com uma pessoa que a cada dia vai precisar de mais cuidado e atenção no ambiente domiciliar.
  • 33.  
  • 34.
    • http://www.doencadealzheimer.com.br
    • http://pt.wikipedia.org/wiki/Emil_Kraepelin
    • KANDEL, Eric K.; SCHUARTZ, James H.; JESSELL, Thomas M.. Princípios da neurociência. 4. ed. Barueri: Manole, 2003.
    • IZQUIERDO, Iván. Memória. Porto Alegre: Artmed, 2002.
    http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mal-de-alzheimer/mal-de-alzheimer-10.php http://www.alz.org/brain_portuguese/08.asp

×