Publicidade e Sustentabilidade

5,940
-1

Published on

Palestra desenvolvida pelo arquiteto e ecologista Maurício Andrés sobre Publicidade e sustentabilidade.

Published in: Education, Technology
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
5,940
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
148
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide
  • Publicidade e Sustentabilidade

    1. 1. Sustentabilidade e Publicidade Maurício Andrés www.ecologizar.com.br [email_address] LapisRaro BH 11-5-2009
    2. 2. Discurso e prática: publicidade veraz <ul><li>O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) recomendou em abril de 2008 a suspensão da veiculação de duas campanhas da Petrobras por divulgarem a &quot;idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável do país&quot;. </li></ul><ul><li>Níveis altos de enxofre no óleo </li></ul>
    3. 3. Cai a maquiagem verde da Petrobras 25-11-2008 <ul><li>A Bovespa anunciou que a Petrobras, Aracruz Celulose, Companhia Paranaense de Energia (Copel), CCR Rodovias, Iochpe-Maxion e WEG foram excluídas da lista das empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa. </li></ul><ul><li>Esse índice é composto de ações de companhias que apresentam alto grau de comprometimento com a sustentabilidade e responsabilidade social. </li></ul><ul><li>Entraram a TIM, Telemar, Unibanco, Celesc, Duratex e Odontoprev. </li></ul>
    4. 4. Ecologia Política <ul><li>Gestão Ambiental </li></ul><ul><li>Gestão de conflitos </li></ul><ul><li>Múltiplos atores, com diferentes visões de mundo e interesses </li></ul>
    5. 5. Por que cresce o interesse pela sustentabilidade? <ul><li>Percepção dos riscos à segurança causados pela saturação da capacidade de suporte do ambiente, diante de demandas crescentes de uma população crescente. </li></ul><ul><li>A percepção de perigos e ameaças traz reflexões, consciência e autocrítica. </li></ul>
    6. 6. A Terra na Via Láctea
    7. 7. A Terra no Sistema solar
    8. 8. História geológica da Terra
    9. 10. 1 em 1800 4 em 1975 2 em 1920 6.5 em 2005 População Mundial ( bilhões) Fonte: Divisão de População da ONU 2004; Lee, 2003; Population Reference Bureau
    10. 12. Não temos mais que um planeta
    11. 13. Limites do meio ambiente <ul><li>Sec. XVIII – Malthus - limites da agricultura para sustentar o crescimento da população. </li></ul><ul><li>Sec. XX - limites dos recursos naturais e da capacidade de suporte do meio ambiente. </li></ul><ul><li>Sec. XXI – era dos limites – mudanças climáticas, extinção de espécies </li></ul>
    12. 14. RECURSOS NATURAIS COMO INSUMOS ESTADO GERAL DO MEIO AMBIENTE Consumo Reciclagem SISTEMA ECONÔMICO MEIO AMBIENTE DEJETOS DEGRADAÇÃO DEJETOS DEGRADAÇÃO Produção
    13. 15. Tipos de Crises <ul><li>Da evolução </li></ul><ul><li>Da evolução da espécie </li></ul><ul><li>Ecológica </li></ul><ul><li>Social </li></ul><ul><li>Cultural </li></ul><ul><li>Civilizatória </li></ul><ul><li>Da consciência </li></ul><ul><li>Energética – do petróleo </li></ul><ul><li>Econômica </li></ul><ul><li>Política </li></ul><ul><li>De crédito, de confiança </li></ul><ul><li>Interpessoal </li></ul><ul><li>Pessoal </li></ul>
    14. 16. Crise energética <ul><li>Século XX: a era do combustível fóssil </li></ul><ul><li>Fritjof Capra </li></ul>
    15. 17. Colapso <ul><li>Sustentabilidade </li></ul><ul><li>Insustentabilidade </li></ul><ul><li>Descuido com questões ambientais </li></ul>
    16. 18. Rio + 10 <ul><li>Aspectos positivos </li></ul><ul><li>expansão da consciência ecológica </li></ul><ul><li>fortalecimento jurídico e institucional </li></ul><ul><li>redução de taxas de crescimento demográfico </li></ul>Aspectos negativos desertificação destruição do ozônio desequilíbrios climáticos desmatamento poluição hídrica e dos oceanos
    17. 19. Sustentabilidade: habilidade para se sustentar <ul><li>Precisamos sustentar o mundo natural para que o mundo natural possa nos sustentar num processo de sustentabilidade recíproca . </li></ul><ul><li>Thomas Berry </li></ul>
    18. 20. Eixos principais <ul><li>Direitos individuais versus interesses coletivos – dilema: respeitam-se os direitos individuais ou impõem-se os direitos coletivos sobre aqueles? </li></ul><ul><li>Direitos das gerações atuais e das gerações futuras. Dilema: gerações do presente em condições precárias de vida para preservar o meio ambiente para gerações futuras? ou lançar mão dos recursos naturais hoje e não garantir viabilidade ambiental para gerações futuras? </li></ul><ul><li>Ciência e tecnologia – ao mesmo tempo, causa dos problemas e solução potencial para a saída do impasse ambiental </li></ul>
    19. 21. <ul><li>Abordagens catastróficas e neoclássicas </li></ul><ul><li>Sustentabilidade- mediador entre desenvolvimentistas e ambientalistas </li></ul><ul><li>Significado variável de acordo com contextos </li></ul><ul><li>Abordagem integradora necessária </li></ul>
    20. 22. Múltiplas Sustentabilidades <ul><li>ecológica </li></ul><ul><li>ambiental </li></ul><ul><li>social </li></ul><ul><li>política </li></ul><ul><li>econômica </li></ul><ul><li>demográfica </li></ul><ul><li>cultural </li></ul><ul><li>institucional </li></ul><ul><li>espacial </li></ul><ul><li>do abastecimento </li></ul><ul><li>alimentar </li></ul><ul><li>hídrica </li></ul><ul><li>energética </li></ul>
    21. 24. Sustentabilidade hídrica <ul><li>disponibilidade quantitativa </li></ul><ul><li>disponibilidade qualitativa </li></ul><ul><li>acesso eqüitativo </li></ul><ul><li>Segurança hídrica </li></ul>
    22. 25. Sustentabilidade e segurança alimentar <ul><li>Disponibilidade quantitativa, qualitativa, acesso equitativo </li></ul><ul><li>Percepção de riscos ao abastecimento </li></ul>
    23. 26. Sustentabilidade <ul><li>Diminuir o Consumo de Água </li></ul><ul><li>Gerar Menos Resíduos </li></ul><ul><li>Economizar Energia </li></ul><ul><li>Reduzir o Uso de Papel </li></ul><ul><li>Poluir Menos o ar </li></ul><ul><li>Evitar perda de Biodiversidade </li></ul><ul><li>Como se comportar no meio natural </li></ul><ul><li>Aproveitar resíduos </li></ul><ul><li>O que fazer com pilhas e baterias usadas </li></ul><ul><li>Preparar o lixo para coleta </li></ul>
    24. 27. Sustentabilidade
    25. 28. Fonte: TUNDISI, J.G. Á gua no s é culo XXI: enfrentando a escassez. RIMA, IIE. São Carlos, 2003. De acordo com a figura e com seus conhecimentos sobre o assunto, desenvolvimento sustent á vel é um tipo de estrat é gia desenvolvimentista que: (   ) a) promove a integra ç ão dos componentes econômico, social e ambiental, sendo poss í vel coloc á -lo em pr á tica. (   ) b) promove o crescimento econômico associado aos interesses da popula ç ão, integra ç ão poss í vel somente porque a sociedade atual é mais exigente. (   ) c) promove o crescimento econômico, associado à eq ü idade socioambiental, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à s gera ç ões atual e futura. (   ) d) procura integrar as pr á ticas econômicas à s de preserva ç ão ambiental, conceito que tem sido alcan ç ado devido à s exigências da legisla ç ão ambiental.
    26. 29. Dharma e sustentabilidade <ul><li>Dharma - fator de agregação, que evita a fragmentação de uma pessoa ou civilização. </li></ul><ul><li>Dharma é um substantivo proveniente da raiz do sânscrito dhr , que significa sustentar, carregar: “É a lei, aquilo que sustenta, mantém unido ou erguido.” </li></ul><ul><li>[1] ZIMMER, Heinrich, Filosofias da Índia , p.123. </li></ul>
    27. 30. <ul><li>“ É tarde demais para o desenvolvimento sustentável; precisamos é de uma retirada sustentável.” </li></ul>James Lovelock, em A vingança de Gaia
    28. 31. <ul><li>Esperar que o desenvolvimento sustentável ou a confiança em deixar as coisas como estão sejam políticas viáveis é como esperar que uma vítima de câncer do pulmão seja curada parando de fumar.” </li></ul><ul><li>“ A vingança de Gaia”, James Lovelock </li></ul>
    29. 33. <ul><li>“ Existem recursos suficientes neste planeta para atender às necessidades de todos, mas não o bastante para satisfazer o desejo de posse de cada um.” </li></ul><ul><li>Mahatma Gandhi </li></ul>
    30. 34. <ul><li>A economia carrega em si necessidades , desejos , e paixões humanas que ultrapassam os meros interesses econômicos. </li></ul><ul><li>Edgar Morin </li></ul>
    31. 35. Sustentabilidade e necessidades <ul><li>O que são necessidades ? </li></ul><ul><li>Em que se diferenciam de demandas? </li></ul><ul><li>Como se formam as necessidades e os desejos ? </li></ul><ul><li>Eles são condicionados pela educação, pela cultura, pela publicidade e a comunicação? </li></ul>
    32. 36. Necessidades - Maslow
    33. 37. Desejo
    34. 38. <ul><li>Os desejos de natureza econômica e material têm impactos diretos sobre a demanda por recursos naturais ou sobre a emissão de poluições. </li></ul><ul><li>Deles decorrem múltiplos problemas ambientais e climáticos. </li></ul>
    35. 39. <ul><li>Desejos são construídos social, cultural e coletivamente. </li></ul><ul><li>A sociedade e a cultura, com seus valores, os regulam. </li></ul><ul><li>Eles são variáveis sobre as quais se pode trabalhar. Podem ser lapidados e refinados por meio da consciência. </li></ul><ul><li>É possível trabalhar na origem e na seleção cultural dos desejos, selecionando aqueles que têm em si o embrião de conseqüências maléficas, daqueles que tem efeitos benéficos. </li></ul>
    36. 40. <ul><li>Desejos são sementes das quais brotam ações. </li></ul><ul><li>Os de consumo trazem impactos diretos sobre a ecologia ambiental, ao pressionarem a exploração da natureza. </li></ul><ul><li>A ação sobre eles pode reduzir ou expandir seus impactos. </li></ul><ul><li>Como ecologizar o desejo? </li></ul>
    37. 41. <ul><li>No campo da ecologia pessoal ou do ser </li></ul><ul><li>o manejo sustentável dos desejos pode ser feito de dentro para fora, do indivíduo para a sociedade, por meio de práticas de análise, autoconhecimento e expansão da consciência, Yoga, reflexão ou meditação. </li></ul>
    38. 43. Ecologia do cotidiano <ul><li>na vida pessoal - hábitos alimentares, educação dos filhos, hábitos de consumo, frugalidade. </li></ul><ul><li>Simplicidade voluntária, austeridade feliz, conforto essencial. </li></ul><ul><li>relacionamento com os outros - defesa não ofensiva, não violência, </li></ul><ul><li>vida profissional – ação indutora de comportamentos de outras pessoas e instituições. </li></ul>
    39. 44. <ul><li>Enquanto não se trabalhar sobre a formação dos desejos individuais e coletivos,  a exploração da natureza será cada vez mais intensa. </li></ul><ul><li>Não são suficientes os ganhos de produtividade e de eficiência nos processos produtivos, pois eles são neutralizados pelo crescimento acelerado das demandas. </li></ul>
    40. 45. Psicoeconomia <ul><li>necessidades </li></ul><ul><li>expectativas </li></ul><ul><li>esperanças </li></ul><ul><li>aspirações subjetivas </li></ul><ul><li>influenciam e formam as demandas de consumo e de produção. </li></ul>
    41. 46. 7º. princípio da Carta da Terra : <ul><li>&quot;7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário. a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento. c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis. d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais. e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável. f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.&quot; </li></ul>
    42. 47. Motivações para a ação autointeresse desejo de poder defesa do auto respeito serviço à comunidade busca da verdade ação altruista & egoísta ação ecopacifista eco-ação – interesse social, público ego-ação - interesse particularista, privado
    43. 48. Ecologizar o desejo é: <ul><li>um processo psicológico e subjetivo, pois implica em reduzir ou eliminar desejos ecologicamente destrutivos. </li></ul><ul><li>substituir um desejo que cause impacto negativo ao ambiente natural, social ou pessoal, por algo que seja ecologicamente menos destrutivo. </li></ul><ul><li>cultivar aqueles que não causem impactos negativos ao ambiente e dissolver aqueles que tenham o efeito inverso. </li></ul>
    44. 49. Ética e sustentabilidade <ul><li>“ A ética poderia ser definida como o conjunto de valores que levam o homem a se comportar de modo construtivo e harmonioso. Certo número de valores são intimamente relacionados com a ética. São os valores que determinam as opiniões, atitudes e comportamentos de uma pessoa. Quando esses valores são de natureza ética a pessoa se comportará de modo ético; o contrário também é verdadeiro. Esses valores influenciam a qualidade de vida, o desenvolvimento cultural e mesmo a preservação da própria cultura. Por isto mesmo é importante termos clareza quanto aos valores que constituem ou condicionam o comportamento ético.” </li></ul><ul><li>PierreWeil. </li></ul>
    45. 50. Pierre Dansereau <ul><li>“ As responsabilidades individuais e sociais, vistas sob a luz concentrada da crise global, não podem mais ser concebidas em termos estritamente econômicos, sociais ou políticos. Antes de passarmos ao nível ético, todavia, torna-se necessário instaurar uma fundamentação ecológica.” </li></ul>
    46. 51. Ação da era ecológica: aplicar os conhecimentos das ciências ecológicas e a sabedoria da consciência ecológica às situações da vida.
    47. 52. Ecologizar a consciência o pensamento o sentimento o desejo a crença a palavra a ação a economia o capital
    48. 54. Espectro eletromagnético comprimento de onda e frequência
    49. 55. O que é consciência ecológica? <ul><li>Modo de consciência que integra o indivíduo ou a organização no meio ambiente; compreende que aquilo que ocorre com o ambiente afeta o indivíduo ou a organização. </li></ul><ul><li>Consciência da unidade indivíduo-meio ambiente. </li></ul>
    50. 56. Mudança de consciência e de percepção <ul><li>A fumaça já foi símbolo de progresso industrial </li></ul><ul><li>Hoje denuncia o aquecimento global e os desequilíbrios climáticos </li></ul>
    51. 57. Nas empresas
    52. 59. Relacionamentos
    53. 61. Sustentabilidade
    54. 62. Empresas eco-responsáveis <ul><li>eliminam resíduos </li></ul><ul><li>reduzem desperdícios </li></ul><ul><li>levam seus fornecedores a reduzir as emissões de carbono </li></ul><ul><li>promovem a eficiência energética </li></ul><ul><li>redesenham processos </li></ul><ul><li>reciclam e reutilizam recursos </li></ul><ul><li>reduzem impactos devidos ao transporte </li></ul>
    55. 63. Três tipos de empresas <ul><li>Proativas - as ações de investimento em meio ambiente são de sua (da empresa) própria iniciativa. </li></ul><ul><li>Reativas - ações são meras imposições para o cumprimento da lei </li></ul><ul><li>Recalcitrantes – reagem a cumprir a lei </li></ul>
    56. 64. Empresas <ul><li>1. o tipo proativo já incorporou as idéias de sustentabilidade aos negócios e procurou ajustar-se a suas responsabilidades ambientais; </li></ul><ul><li>2. o tipo reativo procurou ajustar seus padrões de atividades às normas ambientais, à medida que surgiam e que proliferavam; </li></ul><ul><li>3 o tipo recalcitrante respondeu ao tema por meio da fuga ao que viam como custos caso cumprissem as normas ambientais. </li></ul>
    57. 66. Global Reporting Initiative - GRI relatórios de sustentabilidade <ul><li>desempenho econômico; </li></ul><ul><li>desempenho ambiental; </li></ul><ul><li>desempenho social; </li></ul><ul><li>práticas trabalhistas e trabalho decente; </li></ul><ul><li>direitos humanos; </li></ul><ul><li>responsabilidade pelo produto. </li></ul>
    58. 68. Indicadores
    59. 69. Pegada ecológica <ul><li>instrumento de avaliação dos impactos antrópicos no meio natural. </li></ul><ul><li>indicador de sustentabilidade </li></ul><ul><li>permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar nosso estilo de vida. </li></ul>
    60. 71. Pegada ecológica - hectares per capita <ul><li>Alemanha 6 </li></ul><ul><li>Argentina 3,2 </li></ul><ul><li>Austrália 8,9 </li></ul><ul><li>Brasil 2,2 </li></ul><ul><li>China 1,8 </li></ul><ul><li>Estados Unidos 12,5 </li></ul><ul><li>India 0,7 </li></ul><ul><li>Japão 5,6 </li></ul><ul><li>México 3,1 </li></ul><ul><li>Portugal 5,1 </li></ul><ul><li>Suécia 8,2 </li></ul><ul><li>Mundo (média) 2,9 </li></ul>
    61. 72. Índices de sustentabilidade <ul><li>Dow Jones, NY, 1999 </li></ul><ul><li>ISE- Índice de sustentabilidade empresarial – Bovespa 2005 </li></ul><ul><li>selo de qualidade </li></ul><ul><li>reduz os riscos dos empreendimentos. </li></ul><ul><li>integra aspectos sociais, econômicos e ambientais </li></ul><ul><li>ajuda a considerar os ativos intangíveis, tais como o capital humano, organizacional, de relacionamentos e de domínio tecnológico. </li></ul><ul><li>Maior pontuação nesse índice - menor volatilidade no preço de ações e captação de financiamentos com custos de capital mais baixos. </li></ul>
    62. 73. Sustentabilidade na publicidade
    63. 74. A publicidade como espaço e oportunidade para <ul><li>Confundir </li></ul><ul><li>Desinformar </li></ul><ul><li>Enganar </li></ul><ul><li>Mistificar </li></ul><ul><li>Condicionar </li></ul><ul><li>Ensinar.Aprender </li></ul><ul><li>Comunicar </li></ul><ul><li>Informar </li></ul><ul><li>Esclarecer </li></ul><ul><li>Divulgar </li></ul><ul><li>Tornar visível </li></ul><ul><li>Conscientizar </li></ul><ul><li>Transformar </li></ul>
    64. 75. Questões <ul><li>o que é autêntico e responsável? </li></ul><ul><li>o que é enganoso? </li></ul><ul><li>o que é greenwashing e lavagem de imagem pública? </li></ul><ul><li>os consumidores percebem o que é só propaganda? ( enganosa)? </li></ul><ul><li>o mercado se encarregará selecionar entre quem discursa e quem pratica a sustentabilidade? </li></ul><ul><li>com que instrumentos? </li></ul>
    65. 76. Condicionamento da consciência <ul><li>Em que medida a publicidade é capaz de influenciar atitudes? </li></ul><ul><li>É possível ecologizar a publicidade? </li></ul><ul><li>É necessário? </li></ul><ul><li>Como? Por quê? </li></ul><ul><li>Como a publicidade condiciona a consciência? </li></ul>
    66. 77. A mídia <ul><li>difunde valores como a compulsão pela segurança pessoal, o prazer e a sensualidade, o poder, a competitividade selvagem e a possessividade. </li></ul><ul><li>influencia o inconsciente coletivo, exacerbando aquilo que nele já se encontra e criando resistências em relação àquilo que ainda não se incorporou à mentalidade e ao inconsciente social. </li></ul><ul><li>forma valores e mentalidades. </li></ul><ul><li>condiciona padrões de comportamento e de atitudes, forma hábitos de consumo e de estilos de vida. </li></ul>
    67. 78. Mídia educa quando: <ul><li>colabora para a expansão da consciência ecológica; </li></ul><ul><li>Torna os cidadãos conscientes de sua unidade com o meio do qual tiram seu sustento; </li></ul><ul><li>aguça a percepção ambiental, por meio da educação dos sentidos; </li></ul><ul><li>influi sobre hábitos, comportamentos e estimular ações de respeito ao meio ambiente; </li></ul><ul><li>explicita os impactos que o estilo da vida e os hábitos de consumo exercem sobre os ecossistemas naturais. </li></ul>
    68. 79. Equívocos conceituais I
    69. 80. Equívocos conceituais II
    70. 81. Controvérsias
    71. 87. O imperativo
    72. 88. Colapso
    73. 89. Exemplos de colapso <ul><li>Maias </li></ul><ul><li>Aztecas </li></ul><ul><li>Roma </li></ul><ul><li>Grécia </li></ul><ul><li>Egito </li></ul>
    74. 90. Encadeamento de problemas <ul><li>Sobrecarga no ambiente </li></ul><ul><li>Esgotamento de recursos e da capacidade de suporte </li></ul><ul><li>Mudancas climáticas </li></ul><ul><li>Tensão social </li></ul><ul><li>Empobrecimento econômico </li></ul><ul><li>Conflitos políticos </li></ul><ul><li>Colapso da civilização </li></ul>
    75. 91. 12 problemas simultâneos <ul><li>destruição de habitats naturais (florestas, pântanos, recifes de coral), </li></ul><ul><li>redução das fontes de alimento selvagem (peixes, por exemplo, que respondem por 40% da proteína consumida no mundo), </li></ul><ul><li>perda da biodiversidade, </li></ul><ul><li>erosão e salinização dos solos, </li></ul><ul><li>dependência dos combustíveis fósseis, </li></ul><ul><li>esgotamento dos recursos hídricos, </li></ul><ul><li>o fato de a maior parte da energia solar ser usada para propósitos humanos (plantações), </li></ul><ul><li>despejo de produtos químicos (agrotóxicos, hormônios, componentes de plásticos, rejeitos de mineradoras, poluição do ar), </li></ul><ul><li>transferência de espécies exóticas para novos habitats, </li></ul><ul><li>acúmulo dos gases do efeito estufa, </li></ul><ul><li>aumento da população, </li></ul><ul><li>seu impacto sobre os recursos naturais. </li></ul><ul><li>“ Se nos concentrarmos em apenas um e esquecermos os outros onze ou vice-versa, estaremos perdidos da mesma maneira. “ </li></ul>
    76. 92. O declínio dos impérios <ul><li>Os Estados Unidos são como a Roma antiga às vésperas do colapso: </li></ul><ul><li>capaz de perceber os sinais de alerta, </li></ul><ul><li>incapaz de fazer os sacrifícios (como reduzir o padrão de vida) para reverter esse quadro. </li></ul>
    77. 93. <ul><li>Fatores ecológicos, mais freqüentemente que guerras ou política, determinam o sucesso e o fracasso dos povos. </li></ul><ul><li>Jared Diamond, Colapso </li></ul>
    78. 94. Bons exemplos <ul><li>Japão </li></ul><ul><li>Sobreviveu isolado, pois resolveu seus problemas florestais no século 16. </li></ul>
    79. 95. India : Civilização sustentável <ul><li>Dharma - sustentabilidade </li></ul>
    80. 96. Caminhos <ul><li>Perceber o problema </li></ul><ul><li>Conhecer o tamanho da encrenca </li></ul><ul><li>Ter vontade política para resolver </li></ul><ul><li>Mobilizar os meios para resolver </li></ul><ul><li>Agir com lucidez e visão de longo prazo </li></ul>
    81. 97. A responsabilidade pela mudança: <ul><li>empresas, </li></ul><ul><li>governo, </li></ul><ul><li>sociedade como um todo. </li></ul><ul><li>Incapacidade de pensar no longo prazo, </li></ul><ul><li>Curta memória. </li></ul><ul><li>Falta de percepção e esquecimento – alienação. </li></ul>
    82. 98. Extinções de espécies e períodos geológicos
    83. 99. Do big bang à era ecozóica
    84. 101. A Grande Obra <ul><li>&quot;Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e ninguém está isento: é a obra de deixar uma era cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do Planeta Terra&quot;. ( Thomas Berry) </li></ul>
    85. 102. Há risco de aumento de violência e de confitos pela apropriação e uso de recursos Há necessidade de desenvolver uma cultura de paz pessoal social com a natureza
    86. 103. Perspectivas <ul><li>Aumento de tensões e conflitos associados ao acesso a fontes de água </li></ul><ul><li>Cultura de paz e sustentabilidade hídrica </li></ul>
    87. 104. Facilitador Presença benigna Gestor Construtor Indutor Homo sapiens e evolução Engenheiro de manutenção (Lovelock) O senhor do clima (Tim Flannery) Motivador Acelerador Força disruptiva
    88. 105. Adendos
    89. 106. Como agir para reduzir a pegada ecológica: individual da cidade do país? Com quais instrumentos e métodos? o cotidiano pessoal, as organizações e empresas as sociedades.
    90. 107. Conscientiz-ação <ul><li>Ciência – conhecimento </li></ul><ul><li>Temor - Riscos à segurança – instinto </li></ul><ul><li>Comunicação </li></ul><ul><li>Sentidos </li></ul><ul><li>Arte – sensibilização, emoção </li></ul><ul><li>Educação </li></ul><ul><li>Desaprender – dissolver preconceitos </li></ul><ul><li>Ética e Espiritualidade –valores, crenças </li></ul>
    91. 108. 9-Auto interesse ampliado AMBIENTE SAÚDE CONVÍVIO QUALIDADE DE VIDA CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO INDIVÍDUO (Educação, direitos humanos, etc) PADRÕES MATERIAIS DE VIDA (alimento, abrigo, etc)
    92. 109. 9-Auto interesse ampliado
    93. 110. Sustos, choques, desastres, catástrofes, são necessários para a evolução da consciência ecológica ?
    94. 111. 10-A pedagogia do susto <ul><li>Choque </li></ul><ul><li>Catástrofe </li></ul><ul><li>Desastre </li></ul><ul><li>Tragédia </li></ul>
    95. 112. 11-Tecnologia – extensão dos sentidos e da percepção <ul><li>Galileu </li></ul><ul><li>Copérnico </li></ul>
    96. 113. 12- Humor
    97. 114. 13-Contempl-ação <ul><li>Os Chakras - centros de energia humana </li></ul>
    98. 115. <ul><li>Numa única grande revista publicada em março de 2008, multiplicam-se matérias e publicidade com a temática ambiental: matéria de capa sobre Amazônia, artigos, editorial; anúncios de empresa de energia, de banco, de empresa de biotecnologia, de empresa de agronegócio (alimentos e fertilizantes), de reforma de pneus, rede de supermercados. </li></ul><ul><li>Fala-se de responsabilidade socioambiental, desempenho ambiental, normas ISO 14000 (de meio ambiente, segurança e saúde no trabalho, sistema integrado de gestão ambiental e de qualidade), certificação, stakeholders, cadeia produtiva, redução da emissão de gases de efeito estufa dos produtos e processos, eco eficiência, eficiência no consumo de combustível, fazer mais com menos. </li></ul>
    99. 116. <ul><li>Cabe discernir o que é autêntico e veraz compromisso com comportamentos ambientalmente responsáveis, daquilo que é propaganda enganosa que apenas surfa na onda da consciência e da sensibilidade social para com o ambiente. </li></ul>
    100. 117. <ul><li>Ficar de olho no marketing ecológico, encontrar indicadores de avaliação e de cumprimento dos compromissos divulgados pela publicidade é uma forma de discernir o verdadeiro do falso e de denunciar as manipulações da verdade. Interessa em primeiro lugar às próprias empresas realizarem essa auto-avaliação ou auditoria do cumprimento dos compromissos que assumem publicamente. Interessa também às outras empresas do mesmo ramo de atividades, fiscalizarem e terem indicadores que mostrem a transparência das informações e compromissos, pois eles podem gerar um diferencial de competitividade e de simpatia para atraírem novos clientes num mercado competitivo. </li></ul>
    101. 118. <ul><li>Interessa à sociedade e ao cidadão comum ter essa avaliação, e as organizações da sociedade civil que produzem listas de empresas inadimplentes ou listas limpas de empresas socioambientalmente responsáveis podem contribuir para dar transparência a essas questões e a penalizar ou estimular as empresas e organizações, por meio de incentivos positivos ou prêmios ou por meio de inclusão em listas sujas que provocam danos a reputação dessas organizações. </li></ul>
    102. 119. <ul><li>Incentivos sociais conferidos a quem se comporta de forma ecologizada ou a quem promove ações ecológicas criam estímulos a esse tipo de atitude. Prêmios e o reconhecimento social são formas de conferir esses incentivos. A sociedade está aprendendo a valorizar empresas sustentáveis e a reconhecer nelas um valor adicional. O valor do incentivo social também é função do prestígio e da credibilidade de quem o confere. </li></ul>
    103. 120. <ul><li>Inversamente, danos à reputação e a autoridade moral de pessoas, empresas ou de governos podem ser causados por denúncias. As organizações civis dispõem de instrumentos e métodos como os boicotes, empates, bem como métodos midiáticos que podem causar danos e desgastes a empresas e organizações. Listas sujas elaboradas por ONGS ambientalistas provocam danos à reputação de empresas e de governos e são um fator que os induz a mudarem seu comportamento. A reputação é um ativo, um patrimônio imaterial que precisa ser protegido, preservado, restaurado. Quando danificado, sua perda provoca o enfraquecimento político, social, pessoal, descapitaliza. </li></ul>
    104. 121. <ul><li>Os indicadores de cumprimento da propaganda ecológica podem incluir avaliações sobre qual o percentual de emissão de gases está sendo efetivamente neutralizada. Ou qual o percentual das atividades da organização tem certificados de cumprimento de normas voluntárias como as ISO 14000? </li></ul>
    105. 122. <ul><li>Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, com a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor. </li></ul>
    106. 123. <ul><li>Instrumentos de vários tipos podem ser usados, para ecologizar os desejos e comportamentos dos cidadãos e de uma sociedade: </li></ul><ul><li>Incentivos ou desincentivos econômicos podem ser impostos para estimular ou inibir comportamentos. Um exemplo: na Europa cogita-se aumentar o preço de automóveis que emitam muitos gases de efeito estufa, para desestimular seu uso. </li></ul><ul><li>Propaganda ecológica poderia neutralizar a propaganda antiecológica. Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, bem como a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor, emissor de gases de efeito estufa. Assim, por exemplo, pode-se contrapor à publicidade comercial que exacerba desejos de consumo, outras forças, que neutralizem e minimizem os impulsos em direção ao desejo do consumo, cuja satisfação pressiona a natureza. </li></ul><ul><li>A educação e o autoconhecimento são fundamentais para dissipar a ignorância e ajudar selecionar os desejos que devem ser cultivados. A autocomplacência do consumidor ou cidadão, a ignorância sobre as conseqüências dos desejos, originam ações ecologicamente destrutivas. </li></ul><ul><li>A cultura e a educação podem elevar as aspirações dos cidadãos acima dos desejos e sonhos de consumo. </li></ul>
    107. 124. <ul><li>Muitas pessoas ignoram ou não percebem que têm hábitos/desejos anti-ecológicos, e que estão adaptadas à normose alienada ; que podem optar por meios de transporte públicos aos particulares; consumir alimentos orgânicos; levar suas próprias sacolas de pano aos supermercados, etc. Por meio de um aprendizado individual ou coletivo, podem-se selecionar aqueles desejos e hábitos que sejam ecologicamente amigáveis e descartar aqueles que sejam antiecológicos. Do mesmo modo como se faz para os empreendimentos humanos no licenciamento ambiental, pode-se fazer uma avaliação de impactos ambientais dos desejos. Os desejos de natureza econômica e material têm impactos diretos sobre a demanda por recursos naturais ou sobre a emissão de poluições. Deles decorrem múltiplos problemas ambientais e climáticos. São passíveis de serem alterados por meio de estímulos externos, de preços ou normas regulatórias. </li></ul>
    108. 125. <ul><li>bancos, instituições financeiras, indústrias, comércio e serviços, incorporaram o discurso ecológico em sua propaganda, apregoando compromissos com a saúde ambiental do planeta, com a redução da emissão de gases de efeito estufa, com compensações e neutralizações de suas emissões de carbono e com outros temas ambientais, climáticos e ecológicos. </li></ul>
    109. 126. <ul><li>Organizações da sociedade civil ecologicamente ativas têm colocado a seu serviço os instrumentos da propaganda e da publicidade, por meio de campanhas de mobilização que rompem a inércia, tirar os cidadãos de sua zona de conforto, agitar em torno de causas ecológicas. [1] </li></ul><ul><li>[1] Ver FELDMANN, Fábio e ROCHA, Ana Augusta. A Mata Atlântica é aqui. E daí?. São Paulo, Terra Virgem, 2006.Esse livro sobre a história da SOS Mata Atlântica relata várias campanhas exitosas realizadas com a participação ativa de empresas de publicidade. </li></ul>
    110. 127. Ecologizar a consciência <ul><li>As universidades </li></ul><ul><li>As disciplinas </li></ul><ul><li>As profissões </li></ul><ul><li>As atitudes </li></ul><ul><li>As práticas profissionais </li></ul>
    111. 128. A inteligência espiritual capacidades racionais, intuitivas, emocionais, da sensibilidade. elevado grau de autoconhecimento, autonomia para seguir as próprias idéias, flexibilidade, relutância em causar danos aos outros, capacidade de enfrentar a dor e de aprender com o sofrimento, inspirar-se em ideais elevados, aplicar princípios espirituais no dia-a-dia.
    112. 129. Dharma -sustentar <ul><li>Dharma é a concepção indiana na qual direitos e deveres perdem o antagonismo artificial criado por uma visão do mundo que faz do egoísmo a raiz da ação, e restabelece sua profunda e eterna unidade. </li></ul><ul><li>Sri Aurobindo </li></ul>
    113. 130. Como ser sustentável no dia a dia? <ul><li>Multidimensões </li></ul><ul><li>Renúncia seletiva ao consumo de bens materiais </li></ul><ul><li>Sair de cena – demográfica; econômica – consumo, modo de via sustentável </li></ul><ul><li>Participar da grande Obra - era ecozóica </li></ul>
    114. 131. Fritjof Capra in Uma ciência para o desenvolvimento sustentável: <ul><li>“ No decorrer deste novo século, dois fenômenos específicos terão um efeito decisivo sobre o bem-estar e o modo de vida da humanidade. Ambos desenvolvem-se em rede e ambos estão ligados a uma tecnologia radicalmente nova. O primeiro é a ascensão do capitalismo global; o outro é a criação de comunidades sustentáveis baseadas na prática do projeto ecológico. Ao passo que o capitalismo global é composto de redes eletrônicas de fluxos de finanças e de informação, o projeto ecológico mexe com redes ecológicas de fluxos de energia e matéria . </li></ul><ul><li>A meta da economia global, em sua forma atual, é a de elevar ao máximo a riqueza e o poder de suas elites; a do projeto ecológico, a de elevar ao máximo a sustentabilidade da teia da vida.” </li></ul>
    115. 132. <ul><li>Consumo e modo de vida – pegada ecológica </li></ul><ul><li>Profissões – ecodesign </li></ul><ul><li>Sustentabilidade política - estabilidade, previsibilidade, capacidade de fazer alianças. </li></ul><ul><li>Economia - abastecimento, investimento, segurança econômica </li></ul>
    116. 133. Valores da ética da sustentabilidade <ul><li>atestar, mostrar </li></ul><ul><li>Honradez </li></ul><ul><li>Honestidade </li></ul><ul><li>Responsabilidade </li></ul><ul><li>Compromisso com o meio ambiente </li></ul><ul><li>Reduzir imprevisibilidade </li></ul><ul><li>Perdurabilidade – tempo </li></ul><ul><li>Aceitação social </li></ul><ul><li>alinhamento entre discurso e prática </li></ul>
    117. 134. Ram Charan - dez princípios para a inovação social e formação de redes sociais <ul><li>1 – Defina a causa, a missão, quais os resultados que se pretende e como dimensionar esses resultados. &quot;É preciso usar a mente e buscar resultados mensuráveis“ </li></ul><ul><li>2 – Busque o comprometimento local. Identifique quem são as pessoas que podem se comprometer localmente com a causa. 3 – Converse com essas pessoas, dialogue com elas até alcançar o consenso. A partir do consenso o interesse se intensifica. 4 – Neste ponto entram as empresas. As empresas podem usar a mente, o raciocínio para projetar sistemas que permitam tornar um produto ou serviço acessível, na base, por exemplo, de 1 dólar. &quot;Não ter dinheiro é uma situação que força a inovação&quot;, disse Charan. 5 – Projete um sistema. Mas é preciso ter em mente que o sistema só vai funcionar se as pessoas executoras concordarem com esse sistema. Caso contrário, é preciso voltar ao diálogo. 6 – Identifique líderes na comunidade. Pessoas de paixão e confiáveis. Segundo Charan, nenhum grupo de pessoas ou comunidade alcança a sustentabilidade sem um líder, seja ele eleito, indicado informalmente ou escolhido. 7- Não busque a publicidade e o elogio pelo sucesso alcançado. &quot;A satisfação pessoal não é medida pela publicidade da sua iniciativa&quot;. 8- Mantenha reuniões periódicas com pessoas de empresas, universidades, autoridades públicas. Estabeleça prioridades, mas não queira nunca abraçar o mundo. Escolha três prioridades, com base na sua causa, nos resultados e mensuração dos resultados. Use palavras exatas, evitando conceitos e definições genéricas. 9 – Busque a criatividade do grupo envolvido no trabalho. É preciso identificar quais os recursos, em termos de criatividade, com que se pode contar para o desenvolvimento das ações. 10 – Tenha em mente que a vida é a felicidade. Seja feliz e, mais importante, faça outras pessoas felizes. </li></ul>
    118. 135. <ul><li>Sustentação em contexto de transformações </li></ul><ul><li>Capacidade de adaptação a mudanças </li></ul>
    119. 137. O espectro da consciência – cf. Ken Wilber
    120. 138. A arte de sair de cena <ul><li>Sair de cena é um exercício que ensina a lidar com a vaidade, com o orgulho, com a revolta, com a indignação e transformá-los em humildade e aceitação. Ensina a aceitar a mudança, a transformação, a perda e a renovação. Saber o momento de retirar-se e encontrar a melhor forma de fazê-lo exige sensibilidade, percepção e senso de oportunidade. A coragem para retirar-se e para render-se à vontade maior requer, ainda, treinamento espiritual. </li></ul>
    121. 139. <ul><li>É desastroso insistir na rota do crescimento ou do desenvolvimento sustentável: </li></ul><ul><li>“ Muitos consideram esta política nobre moralmente superior ao laissez-faire de deixar as coisas como estão. Infelizmente para nós, esses dois enfoques totalmente diferentes, um, a expressão da decência internacional, o outro, das forças do mercado insensíveis, levam ao mesmo resultado: a probabilidade de mudança global desastrosa. O erro que compartilham é a crença de que mais desenvolvimento é possível e a Terra continuará mais ou menos como agora pelo menos durante a primeira metade deste século. Duzentos anos atrás, quando a mudança era lenta ou nem sequer existia, talvez tivéssemos tempo para estabelecer o desenvolvimento sustentável, ou mesmo continuar por algum tempo deixando as coisas como estão, mas agora é tarde: o dano foi cometido. Esperar que o desenvolvimento sustentável ou a confiança em deixar as coisas como estão sejam políticas viáveis é como esperar que uma vítima de câncer do pulmão seja curada parando de fumar.” </li></ul><ul><li>“ A vingança de Gaia”, James Lovelock </li></ul>
    122. 140. <ul><li>A vida de uma civilização ecologizada depende de mudança de padrões de consumo material, para que se reduza a pressão sobre os recursos da natureza e a destruição ambiental. </li></ul><ul><li>Contribuirão para transformar esses padrões a ecologização de valores e dos desejos sobre os quais se assentam as noções básicas de felicidade e sucesso que impulsionam a ação individual e coletiva. </li></ul>
    123. 141. <ul><li>Há hoje, múltiplos esforços em direção à sustentabilidade, por parte de pessoas que adotam a simplicidade voluntária e a austeridade feliz; de empresas que adotam a ecoeficiência e meios de produção limpos; de pensadores que propõem o capitalismo natural, com a redução de desperdícios de materiais e de energia, novo design de produtos e de processos, de sociedades e de civilizações. </li></ul>
    124. 142. <ul><li>Jared Diamond, no seu livro Colapso , relata o caso da ilha de Tikopia, na qual se tomou a decisão de eliminar os porcos do cardápio alimentar e isso permitiu aproveitar melhor a sua limitada capacidade de suporte. A Índia é outra civilização que soube ser sustentável também ao adotar o vegetarianismo e formas de organização do território com redes de assentamentos auto-sustentáreis. </li></ul>
    125. 143. <ul><li>o capitalismo e a globalização econômica excludente marginalizam grande parte da população do planeta Terra, criam uma situação social e política injusta, na qual o desenvolvimento sustentável seria inalcançável. </li></ul><ul><li>Além disso, a mão invisível do mercado não é capaz de produzir uma regulação adequada, caso não exista vontade coletiva traduzida em regras econômicas gerais, para sinalizar e transmitir uma mensagem clara de que isso é desejável e necessário. As forças do mercado criam aspirações e desejos na lógica do vender. O mercado não produz desenvolvimento sustentável, mas pode produzir a destruição do planeta e a exclusão e degradação do ser humano, caso não seja regulado por meio da ecologização do capital. </li></ul>
    126. 144. <ul><li>A economia é movida por impulsos e por motivações psicológicas que, quando predatórias, destroem o equilíbrio ecológico. </li></ul>
    127. 145. <ul><li>Na economia, trabalha-se com a oferta e a demanda. Demanda e necessidade têm um forte componente subjetivo. Demandas são distintas de necessidades, que também são diferentes de desejos e de aspirações. A economia é movida por desejos ou medos próprios ou induzidos de fora para dentro. </li></ul>
    128. 146. <ul><li>Estar por cima na hierarquia social é um desejo de muitos, para demonstrarem poder e se diferenciarem dos pobres. A renuncia voluntária ao conforto material é uma atitude rara e a aversão a perdas – de conforto, status social, poder - é um instinto forte e antigo. Observa James Lovelock, em A Vingança de Gaia que “A ironia disso tudo é que nós, do mundo desenvolvido, somos os principais poluidores, as pessoas mais destrutivas do planeta, e embora disponhamos do dinheiro e dos meios para impedir a Terra de transpor o limite mortal que tornará a mudança global irreversível, somos paralisados pelo medo.” </li></ul>
    129. 147. <ul><li>Ecologizar as demandas e substituí-las por outras que sejam ecologicamente menos destrutivas é, também, um processo psicológico e subjetivo, pois implica em dissolver, reduzir ou eliminar certos tipos de desejo. Reorientar a demanda é, portanto, um processo mental, relacionado com a razão e o conhecimento objetivo, mas também com o equilíbrio ou o desequilíbrio emocional, os sentimentos, instintos e intuições subjetivas. </li></ul>
    130. 148. Serviços ambientais prestados pelos diversos ecossistemas Fonte: Avaliação Ecossistêmica do Milênio
    131. 149. Pensar e agir globalmente os Estados-Nação não constituem a última etapa do desenvolvimento político humano; É necessária unidade econômica e administrativa do planeta. Nossa tarefa é ajudar a acelerar a evolução humana. Sri Aurobindo
    132. 150. Dharma e sustentabilidade <ul><li>“ Já se disse que a democracia é baseada nos direitos do homem; respondeu-se que ela deveria basear-se nos deveres do homem; mas tanto direitos como deveres são idéias européias. Dharma é a concepção indiana na qual direitos e deveres perdem o antagonismo artificial criado por uma visão do mundo que faz do egoísmo a raiz da ação, e restabelece sua profunda e eterna unidade. Dharma é a base da democracia que a Ásia deve reconhecer, porque nisso está a distinção entre a alma da Ásia e a alma da Europa.. [1] </li></ul><ul><li>[1] Sri Aurobindo Complete Works, vol.1, p.759. </li></ul>
    133. 152. Expansão da consciência ? ou Expansão de nossa capacidade de compreender o espectro da consciência ?
    134. 153. Ação individual o consumidor consciente e responsável redução do consumo supérfluo ecologizar o consumo Valores Austeridade feliz Conforto essencial Simplicidade voluntária
    135. 154. <ul><li>É possível trabalhar na origem e na seleção cultural dos desejos; selecionando aqueles que têm em si o embrião de conseqüências maléficas, daqueles que tem efeitos benéficos. </li></ul><ul><li>Desejos são sementes das quais brotam ações. Os de consumo trazem impactos diretos sobre a ecologia ambiental, ao pressionarem a exploração da natureza. A tentativa de satisfação acrítica de desejos e demandas de consumo devasta a Terra e exaure bens e recursos naturais. </li></ul>
    136. 155. <ul><li>Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, bem como a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor, emissor de gases de efeito estufa. Assim, por exemplo, pode-se contrapor à publicidade comercial que exacerba desejos de consumo, outras forças, que neutralizem e minimizem os impulsos em direção ao desejo do consumo, cuja satisfação pressiona a natureza. </li></ul>
    137. 156. <ul><li>Há todo um vasto campo relacionado com os padrões de consumo irresponsáveis , que pressionam a capacidade de suporte dos ecossistemas naturais. Aqui, as contribuições da Sociologia e da Filosofia da cultura, da Psicologia, das Ciências da aprendizagem, do inconsciente e do subliminar na subjetividade humana, são fundamentais para se compreender os processos de atuação sobre a consciência e a percepção, os comportamentos, hábitos e atitudes que provocam impactos ambientais. </li></ul>
    138. 157. <ul><li>O conceito de sustentabilidade precisa ainda ampliar-se para valorizar o campo das ciências ecológicas , que opera transversalmente aos campos de reflexão das ciências exatas, naturais, sociais e humanas, permeando-os com nova perspectiva e ângulo de visão. Noutras palavras, a sustentabilidade ecológica não pode resumir-se tão somente à base física do processo de crescimento e ter como objetivo apenas conservar o estoque de recursos naturais incorporados às atividades produtivas. Não pode também ser reduzida à concepção biológica da Ecologia e da evolução e precisa abrir-se às suas múltiplas facetas, da cósmica à energética, da cultural à psicológica. </li></ul>
    139. 158. <ul><li>A sustentabilidade não pode limitar-se a surfar nas ondas de um ambientalismo superficial, ainda que esse seja um passo e uma etapa, para muitos, necessária, antes de aventurarem-se em mergulhos mais profundos no conhecimento e na experiência das várias ecologias e das várias visões da evolução. É preciso penetrar nos domínios da evolução cultural e da consciência e no campo da ecologia do ser – do corpo, da mente, das emoções-, integrando a esse campo a Psicologia e outras Ciências Humanas, assim como os processos cognitivos e emocionais. </li></ul>
    140. 159. Fritjof Capra in Uma ciência para o desenvolvimento sustentável: <ul><li>“ No decorrer deste novo século, dois fenômenos específicos terão um efeito decisivo sobre o bem-estar e o modo de vida da humanidade. Ambos desenvolvem-se em rede e ambos estão ligados a uma tecnologia radicalmente nova. O primeiro é a ascensão do capitalismo global; o outro é a criação de comunidades sustentáveis baseadas na prática do projeto ecológico. Ao passo que o capitalismo global é composto de redes eletrônicas de fluxos de finanças e de informação, o projeto ecológico mexe com redes ecológicas de fluxos de energia e matéria . </li></ul><ul><li>A meta da economia global, em sua forma atual, é a de elevar ao máximo a riqueza e o poder de suas elites; a do projeto ecológico, a de elevar ao máximo a sustentabilidade da teia da vida.” </li></ul>
    141. 160. Cenários <ul><li>Era eremozóica – a era da solidão E.O.Wilson </li></ul><ul><li>Era tecnozóica </li></ul><ul><li>Era ecozóica </li></ul><ul><li>Thomas Berry e Brian Swimme </li></ul>
    142. 161. Atração x repulsa formal
    143. 162. O que é Sustentabilidade <ul><li>o termo é usado para tudo que acontece. </li></ul><ul><li>exige um esforço de pensar o futuro. </li></ul><ul><li>Autor não identificado: &quot;Sou inimigo da palavra &quot;sustentável&quot; que tem 22  sentidos no Houaiss, vários indicando  manter, suportar, estável e ligado ao desenvolvimento, como é moda, mas pode ser interpretado como &quot;fica tudo como está&quot; , o status quo, o que muitos querem. Nós estamos bem, futuras gerações que se danem, o problema será deles.&quot;   </li></ul>
    144. 163. Hugo Penteado Sustentabilidade implica em: <ul><li>mudança de valores </li></ul><ul><li>revisão do modelo e teoria econômicos, com abandono do mito da infinitude e do crescimento eterno </li></ul><ul><li>promoção de atividades socioambientalmente sustentáveis </li></ul><ul><li>inclusão do custo ambiental nos preços , via tributação </li></ul><ul><li>abandono da extração a favor da reciclagem </li></ul><ul><li>abandono do desperdício a favor da reutilização </li></ul><ul><li>mudança da matriz energética </li></ul><ul><li>focar no estoque e não no fluxo </li></ul><ul><li>focar em serviços e não na produção (desmaterializar a economia) </li></ul><ul><li>estancar o crescimento econômico material e populacional </li></ul><ul><li>desvincular os sistemas fiscais, empresariais, financeiros e políticos da necessidade de crescer sempre </li></ul><ul><li>abandonar o grande a favor do pequeno, o global a favor do local </li></ul><ul><li>adotar a sustentabilidade no núcleo de negócios ou atividades de cada um, de cada família, de cada empresa </li></ul><ul><li>buscar equilíbrio entre gerações atuais e futuras, entre os seres humanos e os demais seres vivos, entre as nossas atividades e a natureza, ao invés de pensarmos apenas em crescimento, sem discutir suas conseqüências, como concentração de riqueza e destruição dos ecossistemas e dos empregos. </li></ul>
    145. 164. <ul><li>D esenvolvimento sustentável tornou-se uma expressão-ônibus, na qual cabe tudo. Tornou-se pouco nítida. O termo sustentável é ambíguo – transmite a impressão de que seria possível continuar a fazer mais e mais do mesmo - business as usual - e manter as tendências dominantes. </li></ul>
    146. 165. Ciclos do carbono e da água
    147. 166. Conflitos manejo insustentável de recursos naturais madeireiros x biodiversidade Resolução 278 - Manejo de espécies em extinção na Mata Atlântica
    148. 168. O direito à informação
    149. 169. Engano <ul><li>  É possível enganar algumas pessoas por muito tempo.     É possível enganar muitas pessoas por algum tempo.     Mas, é impossível enganar todas as pessoas todo o tempo. </li></ul>
    150. 170. Necessidades e chakras

    ×