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Publicidade e Sustentabilidade

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Palestra desenvolvida pelo arquiteto e ecologista Maurício Andrés sobre Publicidade e sustentabilidade.

Palestra desenvolvida pelo arquiteto e ecologista Maurício Andrés sobre Publicidade e sustentabilidade.

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  • Transcript

    • 1. Sustentabilidade e Publicidade Maurício Andrés www.ecologizar.com.br [email_address] LapisRaro BH 11-5-2009
    • 2. Discurso e prática: publicidade veraz
      • O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) recomendou em abril de 2008 a suspensão da veiculação de duas campanhas da Petrobras por divulgarem a "idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável do país".
      • Níveis altos de enxofre no óleo
    • 3. Cai a maquiagem verde da Petrobras 25-11-2008
      • A Bovespa anunciou que a Petrobras, Aracruz Celulose, Companhia Paranaense de Energia (Copel), CCR Rodovias, Iochpe-Maxion e WEG foram excluídas da lista das empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa.
      • Esse índice é composto de ações de companhias que apresentam alto grau de comprometimento com a sustentabilidade e responsabilidade social.
      • Entraram a TIM, Telemar, Unibanco, Celesc, Duratex e Odontoprev.
    • 4. Ecologia Política
      • Gestão Ambiental
      • Gestão de conflitos
      • Múltiplos atores, com diferentes visões de mundo e interesses
    • 5. Por que cresce o interesse pela sustentabilidade?
      • Percepção dos riscos à segurança causados pela saturação da capacidade de suporte do ambiente, diante de demandas crescentes de uma população crescente.
      • A percepção de perigos e ameaças traz reflexões, consciência e autocrítica.
    • 6. A Terra na Via Láctea
    • 7. A Terra no Sistema solar
    • 8. História geológica da Terra
    • 9.  
    • 10. 1 em 1800 4 em 1975 2 em 1920 6.5 em 2005 População Mundial ( bilhões) Fonte: Divisão de População da ONU 2004; Lee, 2003; Population Reference Bureau
    • 11.  
    • 12. Não temos mais que um planeta
    • 13. Limites do meio ambiente
      • Sec. XVIII – Malthus - limites da agricultura para sustentar o crescimento da população.
      • Sec. XX - limites dos recursos naturais e da capacidade de suporte do meio ambiente.
      • Sec. XXI – era dos limites – mudanças climáticas, extinção de espécies
    • 14. RECURSOS NATURAIS COMO INSUMOS ESTADO GERAL DO MEIO AMBIENTE Consumo Reciclagem SISTEMA ECONÔMICO MEIO AMBIENTE DEJETOS DEGRADAÇÃO DEJETOS DEGRADAÇÃO Produção
    • 15. Tipos de Crises
      • Da evolução
      • Da evolução da espécie
      • Ecológica
      • Social
      • Cultural
      • Civilizatória
      • Da consciência
      • Energética – do petróleo
      • Econômica
      • Política
      • De crédito, de confiança
      • Interpessoal
      • Pessoal
    • 16. Crise energética
      • Século XX: a era do combustível fóssil
      • Fritjof Capra
    • 17. Colapso
      • Sustentabilidade
      • Insustentabilidade
      • Descuido com questões ambientais
    • 18. Rio + 10
      • Aspectos positivos
      • expansão da consciência ecológica
      • fortalecimento jurídico e institucional
      • redução de taxas de crescimento demográfico
      Aspectos negativos desertificação destruição do ozônio desequilíbrios climáticos desmatamento poluição hídrica e dos oceanos
    • 19. Sustentabilidade: habilidade para se sustentar
      • Precisamos sustentar o mundo natural para que o mundo natural possa nos sustentar num processo de sustentabilidade recíproca .
      • Thomas Berry
    • 20. Eixos principais
      • Direitos individuais versus interesses coletivos – dilema: respeitam-se os direitos individuais ou impõem-se os direitos coletivos sobre aqueles?
      • Direitos das gerações atuais e das gerações futuras. Dilema: gerações do presente em condições precárias de vida para preservar o meio ambiente para gerações futuras? ou lançar mão dos recursos naturais hoje e não garantir viabilidade ambiental para gerações futuras?
      • Ciência e tecnologia – ao mesmo tempo, causa dos problemas e solução potencial para a saída do impasse ambiental
    • 21.
      • Abordagens catastróficas e neoclássicas
      • Sustentabilidade- mediador entre desenvolvimentistas e ambientalistas
      • Significado variável de acordo com contextos
      • Abordagem integradora necessária
    • 22. Múltiplas Sustentabilidades
      • ecológica
      • ambiental
      • social
      • política
      • econômica
      • demográfica
      • cultural
      • institucional
      • espacial
      • do abastecimento
      • alimentar
      • hídrica
      • energética
    • 23.  
    • 24. Sustentabilidade hídrica
      • disponibilidade quantitativa
      • disponibilidade qualitativa
      • acesso eqüitativo
      • Segurança hídrica
    • 25. Sustentabilidade e segurança alimentar
      • Disponibilidade quantitativa, qualitativa, acesso equitativo
      • Percepção de riscos ao abastecimento
    • 26. Sustentabilidade
      • Diminuir o Consumo de Água
      • Gerar Menos Resíduos
      • Economizar Energia
      • Reduzir o Uso de Papel
      • Poluir Menos o ar
      • Evitar perda de Biodiversidade
      • Como se comportar no meio natural
      • Aproveitar resíduos
      • O que fazer com pilhas e baterias usadas
      • Preparar o lixo para coleta
    • 27. Sustentabilidade
    • 28. Fonte: TUNDISI, J.G. Á gua no s é culo XXI: enfrentando a escassez. RIMA, IIE. São Carlos, 2003. De acordo com a figura e com seus conhecimentos sobre o assunto, desenvolvimento sustent á vel é um tipo de estrat é gia desenvolvimentista que: (   ) a) promove a integra ç ão dos componentes econômico, social e ambiental, sendo poss í vel coloc á -lo em pr á tica. (   ) b) promove o crescimento econômico associado aos interesses da popula ç ão, integra ç ão poss í vel somente porque a sociedade atual é mais exigente. (   ) c) promove o crescimento econômico, associado à eq ü idade socioambiental, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à s gera ç ões atual e futura. (   ) d) procura integrar as pr á ticas econômicas à s de preserva ç ão ambiental, conceito que tem sido alcan ç ado devido à s exigências da legisla ç ão ambiental.
    • 29. Dharma e sustentabilidade
      • Dharma - fator de agregação, que evita a fragmentação de uma pessoa ou civilização.
      • Dharma é um substantivo proveniente da raiz do sânscrito dhr , que significa sustentar, carregar: “É a lei, aquilo que sustenta, mantém unido ou erguido.”
      • [1] ZIMMER, Heinrich, Filosofias da Índia , p.123.
    • 30.
      • “ É tarde demais para o desenvolvimento sustentável; precisamos é de uma retirada sustentável.”
      James Lovelock, em A vingança de Gaia
    • 31.
      • Esperar que o desenvolvimento sustentável ou a confiança em deixar as coisas como estão sejam políticas viáveis é como esperar que uma vítima de câncer do pulmão seja curada parando de fumar.”
      • “ A vingança de Gaia”, James Lovelock
    • 32.  
    • 33.
      • “ Existem recursos suficientes neste planeta para atender às necessidades de todos, mas não o bastante para satisfazer o desejo de posse de cada um.”
      • Mahatma Gandhi
    • 34.
      • A economia carrega em si necessidades , desejos , e paixões humanas que ultrapassam os meros interesses econômicos.
      • Edgar Morin
    • 35. Sustentabilidade e necessidades
      • O que são necessidades ?
      • Em que se diferenciam de demandas?
      • Como se formam as necessidades e os desejos ?
      • Eles são condicionados pela educação, pela cultura, pela publicidade e a comunicação?
    • 36. Necessidades - Maslow
    • 37. Desejo
    • 38.
      • Os desejos de natureza econômica e material têm impactos diretos sobre a demanda por recursos naturais ou sobre a emissão de poluições.
      • Deles decorrem múltiplos problemas ambientais e climáticos.
    • 39.
      • Desejos são construídos social, cultural e coletivamente.
      • A sociedade e a cultura, com seus valores, os regulam.
      • Eles são variáveis sobre as quais se pode trabalhar. Podem ser lapidados e refinados por meio da consciência.
      • É possível trabalhar na origem e na seleção cultural dos desejos, selecionando aqueles que têm em si o embrião de conseqüências maléficas, daqueles que tem efeitos benéficos.
    • 40.
      • Desejos são sementes das quais brotam ações.
      • Os de consumo trazem impactos diretos sobre a ecologia ambiental, ao pressionarem a exploração da natureza.
      • A ação sobre eles pode reduzir ou expandir seus impactos.
      • Como ecologizar o desejo?
    • 41.
      • No campo da ecologia pessoal ou do ser
      • o manejo sustentável dos desejos pode ser feito de dentro para fora, do indivíduo para a sociedade, por meio de práticas de análise, autoconhecimento e expansão da consciência, Yoga, reflexão ou meditação.
    • 42.  
    • 43. Ecologia do cotidiano
      • na vida pessoal - hábitos alimentares, educação dos filhos, hábitos de consumo, frugalidade.
      • Simplicidade voluntária, austeridade feliz, conforto essencial.
      • relacionamento com os outros - defesa não ofensiva, não violência,
      • vida profissional – ação indutora de comportamentos de outras pessoas e instituições.
    • 44.
      • Enquanto não se trabalhar sobre a formação dos desejos individuais e coletivos,  a exploração da natureza será cada vez mais intensa.
      • Não são suficientes os ganhos de produtividade e de eficiência nos processos produtivos, pois eles são neutralizados pelo crescimento acelerado das demandas.
    • 45. Psicoeconomia
      • necessidades
      • expectativas
      • esperanças
      • aspirações subjetivas
      • influenciam e formam as demandas de consumo e de produção.
    • 46. 7º. princípio da Carta da Terra :
      • "7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário. a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento. c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis. d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais. e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável. f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito."
    • 47. Motivações para a ação autointeresse desejo de poder defesa do auto respeito serviço à comunidade busca da verdade ação altruista & egoísta ação ecopacifista eco-ação – interesse social, público ego-ação - interesse particularista, privado
    • 48. Ecologizar o desejo é:
      • um processo psicológico e subjetivo, pois implica em reduzir ou eliminar desejos ecologicamente destrutivos.
      • substituir um desejo que cause impacto negativo ao ambiente natural, social ou pessoal, por algo que seja ecologicamente menos destrutivo.
      • cultivar aqueles que não causem impactos negativos ao ambiente e dissolver aqueles que tenham o efeito inverso.
    • 49. Ética e sustentabilidade
      • “ A ética poderia ser definida como o conjunto de valores que levam o homem a se comportar de modo construtivo e harmonioso. Certo número de valores são intimamente relacionados com a ética. São os valores que determinam as opiniões, atitudes e comportamentos de uma pessoa. Quando esses valores são de natureza ética a pessoa se comportará de modo ético; o contrário também é verdadeiro. Esses valores influenciam a qualidade de vida, o desenvolvimento cultural e mesmo a preservação da própria cultura. Por isto mesmo é importante termos clareza quanto aos valores que constituem ou condicionam o comportamento ético.”
      • PierreWeil.
    • 50. Pierre Dansereau
      • “ As responsabilidades individuais e sociais, vistas sob a luz concentrada da crise global, não podem mais ser concebidas em termos estritamente econômicos, sociais ou políticos. Antes de passarmos ao nível ético, todavia, torna-se necessário instaurar uma fundamentação ecológica.”
    • 51. Ação da era ecológica: aplicar os conhecimentos das ciências ecológicas e a sabedoria da consciência ecológica às situações da vida.
    • 52. Ecologizar a consciência o pensamento o sentimento o desejo a crença a palavra a ação a economia o capital
    • 53.  
    • 54. Espectro eletromagnético comprimento de onda e frequência
    • 55. O que é consciência ecológica?
      • Modo de consciência que integra o indivíduo ou a organização no meio ambiente; compreende que aquilo que ocorre com o ambiente afeta o indivíduo ou a organização.
      • Consciência da unidade indivíduo-meio ambiente.
    • 56. Mudança de consciência e de percepção
      • A fumaça já foi símbolo de progresso industrial
      • Hoje denuncia o aquecimento global e os desequilíbrios climáticos
    • 57. Nas empresas
    • 58.  
    • 59. Relacionamentos
    • 60.  
    • 61. Sustentabilidade
    • 62. Empresas eco-responsáveis
      • eliminam resíduos
      • reduzem desperdícios
      • levam seus fornecedores a reduzir as emissões de carbono
      • promovem a eficiência energética
      • redesenham processos
      • reciclam e reutilizam recursos
      • reduzem impactos devidos ao transporte
    • 63. Três tipos de empresas
      • Proativas - as ações de investimento em meio ambiente são de sua (da empresa) própria iniciativa.
      • Reativas - ações são meras imposições para o cumprimento da lei
      • Recalcitrantes – reagem a cumprir a lei
    • 64. Empresas
      • 1. o tipo proativo já incorporou as idéias de sustentabilidade aos negócios e procurou ajustar-se a suas responsabilidades ambientais;
      • 2. o tipo reativo procurou ajustar seus padrões de atividades às normas ambientais, à medida que surgiam e que proliferavam;
      • 3 o tipo recalcitrante respondeu ao tema por meio da fuga ao que viam como custos caso cumprissem as normas ambientais.
    • 65.  
    • 66. Global Reporting Initiative - GRI relatórios de sustentabilidade
      • desempenho econômico;
      • desempenho ambiental;
      • desempenho social;
      • práticas trabalhistas e trabalho decente;
      • direitos humanos;
      • responsabilidade pelo produto.
    • 67.  
    • 68. Indicadores
    • 69. Pegada ecológica
      • instrumento de avaliação dos impactos antrópicos no meio natural.
      • indicador de sustentabilidade
      • permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar nosso estilo de vida.
    • 70.  
    • 71. Pegada ecológica - hectares per capita
      • Alemanha 6
      • Argentina 3,2
      • Austrália 8,9
      • Brasil 2,2
      • China 1,8
      • Estados Unidos 12,5
      • India 0,7
      • Japão 5,6
      • México 3,1
      • Portugal 5,1
      • Suécia 8,2
      • Mundo (média) 2,9
    • 72. Índices de sustentabilidade
      • Dow Jones, NY, 1999
      • ISE- Índice de sustentabilidade empresarial – Bovespa 2005
      • selo de qualidade
      • reduz os riscos dos empreendimentos.
      • integra aspectos sociais, econômicos e ambientais
      • ajuda a considerar os ativos intangíveis, tais como o capital humano, organizacional, de relacionamentos e de domínio tecnológico.
      • Maior pontuação nesse índice - menor volatilidade no preço de ações e captação de financiamentos com custos de capital mais baixos.
    • 73. Sustentabilidade na publicidade
    • 74. A publicidade como espaço e oportunidade para
      • Confundir
      • Desinformar
      • Enganar
      • Mistificar
      • Condicionar
      • Ensinar.Aprender
      • Comunicar
      • Informar
      • Esclarecer
      • Divulgar
      • Tornar visível
      • Conscientizar
      • Transformar
    • 75. Questões
      • o que é autêntico e responsável?
      • o que é enganoso?
      • o que é greenwashing e lavagem de imagem pública?
      • os consumidores percebem o que é só propaganda? ( enganosa)?
      • o mercado se encarregará selecionar entre quem discursa e quem pratica a sustentabilidade?
      • com que instrumentos?
    • 76. Condicionamento da consciência
      • Em que medida a publicidade é capaz de influenciar atitudes?
      • É possível ecologizar a publicidade?
      • É necessário?
      • Como? Por quê?
      • Como a publicidade condiciona a consciência?
    • 77. A mídia
      • difunde valores como a compulsão pela segurança pessoal, o prazer e a sensualidade, o poder, a competitividade selvagem e a possessividade.
      • influencia o inconsciente coletivo, exacerbando aquilo que nele já se encontra e criando resistências em relação àquilo que ainda não se incorporou à mentalidade e ao inconsciente social.
      • forma valores e mentalidades.
      • condiciona padrões de comportamento e de atitudes, forma hábitos de consumo e de estilos de vida.
    • 78. Mídia educa quando:
      • colabora para a expansão da consciência ecológica;
      • Torna os cidadãos conscientes de sua unidade com o meio do qual tiram seu sustento;
      • aguça a percepção ambiental, por meio da educação dos sentidos;
      • influi sobre hábitos, comportamentos e estimular ações de respeito ao meio ambiente;
      • explicita os impactos que o estilo da vida e os hábitos de consumo exercem sobre os ecossistemas naturais.
    • 79. Equívocos conceituais I
    • 80. Equívocos conceituais II
    • 81. Controvérsias
    • 82.  
    • 83.  
    • 84.  
    • 85.  
    • 86.  
    • 87. O imperativo
    • 88. Colapso
    • 89. Exemplos de colapso
      • Maias
      • Aztecas
      • Roma
      • Grécia
      • Egito
    • 90. Encadeamento de problemas
      • Sobrecarga no ambiente
      • Esgotamento de recursos e da capacidade de suporte
      • Mudancas climáticas
      • Tensão social
      • Empobrecimento econômico
      • Conflitos políticos
      • Colapso da civilização
    • 91. 12 problemas simultâneos
      • destruição de habitats naturais (florestas, pântanos, recifes de coral),
      • redução das fontes de alimento selvagem (peixes, por exemplo, que respondem por 40% da proteína consumida no mundo),
      • perda da biodiversidade,
      • erosão e salinização dos solos,
      • dependência dos combustíveis fósseis,
      • esgotamento dos recursos hídricos,
      • o fato de a maior parte da energia solar ser usada para propósitos humanos (plantações),
      • despejo de produtos químicos (agrotóxicos, hormônios, componentes de plásticos, rejeitos de mineradoras, poluição do ar),
      • transferência de espécies exóticas para novos habitats,
      • acúmulo dos gases do efeito estufa,
      • aumento da população,
      • seu impacto sobre os recursos naturais.
      • “ Se nos concentrarmos em apenas um e esquecermos os outros onze ou vice-versa, estaremos perdidos da mesma maneira. “
    • 92. O declínio dos impérios
      • Os Estados Unidos são como a Roma antiga às vésperas do colapso:
      • capaz de perceber os sinais de alerta,
      • incapaz de fazer os sacrifícios (como reduzir o padrão de vida) para reverter esse quadro.
    • 93.
      • Fatores ecológicos, mais freqüentemente que guerras ou política, determinam o sucesso e o fracasso dos povos.
      • Jared Diamond, Colapso
    • 94. Bons exemplos
      • Japão
      • Sobreviveu isolado, pois resolveu seus problemas florestais no século 16.
    • 95. India : Civilização sustentável
      • Dharma - sustentabilidade
    • 96. Caminhos
      • Perceber o problema
      • Conhecer o tamanho da encrenca
      • Ter vontade política para resolver
      • Mobilizar os meios para resolver
      • Agir com lucidez e visão de longo prazo
    • 97. A responsabilidade pela mudança:
      • empresas,
      • governo,
      • sociedade como um todo.
      • Incapacidade de pensar no longo prazo,
      • Curta memória.
      • Falta de percepção e esquecimento – alienação.
    • 98. Extinções de espécies e períodos geológicos
    • 99. Do big bang à era ecozóica
    • 100.  
    • 101. A Grande Obra
      • "Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e ninguém está isento: é a obra de deixar uma era cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do Planeta Terra". ( Thomas Berry)
    • 102. Há risco de aumento de violência e de confitos pela apropriação e uso de recursos Há necessidade de desenvolver uma cultura de paz pessoal social com a natureza
    • 103. Perspectivas
      • Aumento de tensões e conflitos associados ao acesso a fontes de água
      • Cultura de paz e sustentabilidade hídrica
    • 104. Facilitador Presença benigna Gestor Construtor Indutor Homo sapiens e evolução Engenheiro de manutenção (Lovelock) O senhor do clima (Tim Flannery) Motivador Acelerador Força disruptiva
    • 105. Adendos
    • 106. Como agir para reduzir a pegada ecológica: individual da cidade do país? Com quais instrumentos e métodos? o cotidiano pessoal, as organizações e empresas as sociedades.
    • 107. Conscientiz-ação
      • Ciência – conhecimento
      • Temor - Riscos à segurança – instinto
      • Comunicação
      • Sentidos
      • Arte – sensibilização, emoção
      • Educação
      • Desaprender – dissolver preconceitos
      • Ética e Espiritualidade –valores, crenças
    • 108. 9-Auto interesse ampliado AMBIENTE SAÚDE CONVÍVIO QUALIDADE DE VIDA CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO INDIVÍDUO (Educação, direitos humanos, etc) PADRÕES MATERIAIS DE VIDA (alimento, abrigo, etc)
    • 109. 9-Auto interesse ampliado
    • 110. Sustos, choques, desastres, catástrofes, são necessários para a evolução da consciência ecológica ?
    • 111. 10-A pedagogia do susto
      • Choque
      • Catástrofe
      • Desastre
      • Tragédia
    • 112. 11-Tecnologia – extensão dos sentidos e da percepção
      • Galileu
      • Copérnico
    • 113. 12- Humor
    • 114. 13-Contempl-ação
      • Os Chakras - centros de energia humana
    • 115.
      • Numa única grande revista publicada em março de 2008, multiplicam-se matérias e publicidade com a temática ambiental: matéria de capa sobre Amazônia, artigos, editorial; anúncios de empresa de energia, de banco, de empresa de biotecnologia, de empresa de agronegócio (alimentos e fertilizantes), de reforma de pneus, rede de supermercados.
      • Fala-se de responsabilidade socioambiental, desempenho ambiental, normas ISO 14000 (de meio ambiente, segurança e saúde no trabalho, sistema integrado de gestão ambiental e de qualidade), certificação, stakeholders, cadeia produtiva, redução da emissão de gases de efeito estufa dos produtos e processos, eco eficiência, eficiência no consumo de combustível, fazer mais com menos.
    • 116.
      • Cabe discernir o que é autêntico e veraz compromisso com comportamentos ambientalmente responsáveis, daquilo que é propaganda enganosa que apenas surfa na onda da consciência e da sensibilidade social para com o ambiente.
    • 117.
      • Ficar de olho no marketing ecológico, encontrar indicadores de avaliação e de cumprimento dos compromissos divulgados pela publicidade é uma forma de discernir o verdadeiro do falso e de denunciar as manipulações da verdade. Interessa em primeiro lugar às próprias empresas realizarem essa auto-avaliação ou auditoria do cumprimento dos compromissos que assumem publicamente. Interessa também às outras empresas do mesmo ramo de atividades, fiscalizarem e terem indicadores que mostrem a transparência das informações e compromissos, pois eles podem gerar um diferencial de competitividade e de simpatia para atraírem novos clientes num mercado competitivo.
    • 118.
      • Interessa à sociedade e ao cidadão comum ter essa avaliação, e as organizações da sociedade civil que produzem listas de empresas inadimplentes ou listas limpas de empresas socioambientalmente responsáveis podem contribuir para dar transparência a essas questões e a penalizar ou estimular as empresas e organizações, por meio de incentivos positivos ou prêmios ou por meio de inclusão em listas sujas que provocam danos a reputação dessas organizações.
    • 119.
      • Incentivos sociais conferidos a quem se comporta de forma ecologizada ou a quem promove ações ecológicas criam estímulos a esse tipo de atitude. Prêmios e o reconhecimento social são formas de conferir esses incentivos. A sociedade está aprendendo a valorizar empresas sustentáveis e a reconhecer nelas um valor adicional. O valor do incentivo social também é função do prestígio e da credibilidade de quem o confere.
    • 120.
      • Inversamente, danos à reputação e a autoridade moral de pessoas, empresas ou de governos podem ser causados por denúncias. As organizações civis dispõem de instrumentos e métodos como os boicotes, empates, bem como métodos midiáticos que podem causar danos e desgastes a empresas e organizações. Listas sujas elaboradas por ONGS ambientalistas provocam danos à reputação de empresas e de governos e são um fator que os induz a mudarem seu comportamento. A reputação é um ativo, um patrimônio imaterial que precisa ser protegido, preservado, restaurado. Quando danificado, sua perda provoca o enfraquecimento político, social, pessoal, descapitaliza.
    • 121.
      • Os indicadores de cumprimento da propaganda ecológica podem incluir avaliações sobre qual o percentual de emissão de gases está sendo efetivamente neutralizada. Ou qual o percentual das atividades da organização tem certificados de cumprimento de normas voluntárias como as ISO 14000?
    • 122.
      • Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, com a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor.
    • 123.
      • Instrumentos de vários tipos podem ser usados, para ecologizar os desejos e comportamentos dos cidadãos e de uma sociedade:
      • Incentivos ou desincentivos econômicos podem ser impostos para estimular ou inibir comportamentos. Um exemplo: na Europa cogita-se aumentar o preço de automóveis que emitam muitos gases de efeito estufa, para desestimular seu uso.
      • Propaganda ecológica poderia neutralizar a propaganda antiecológica. Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, bem como a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor, emissor de gases de efeito estufa. Assim, por exemplo, pode-se contrapor à publicidade comercial que exacerba desejos de consumo, outras forças, que neutralizem e minimizem os impulsos em direção ao desejo do consumo, cuja satisfação pressiona a natureza.
      • A educação e o autoconhecimento são fundamentais para dissipar a ignorância e ajudar selecionar os desejos que devem ser cultivados. A autocomplacência do consumidor ou cidadão, a ignorância sobre as conseqüências dos desejos, originam ações ecologicamente destrutivas.
      • A cultura e a educação podem elevar as aspirações dos cidadãos acima dos desejos e sonhos de consumo.
    • 124.
      • Muitas pessoas ignoram ou não percebem que têm hábitos/desejos anti-ecológicos, e que estão adaptadas à normose alienada ; que podem optar por meios de transporte públicos aos particulares; consumir alimentos orgânicos; levar suas próprias sacolas de pano aos supermercados, etc. Por meio de um aprendizado individual ou coletivo, podem-se selecionar aqueles desejos e hábitos que sejam ecologicamente amigáveis e descartar aqueles que sejam antiecológicos. Do mesmo modo como se faz para os empreendimentos humanos no licenciamento ambiental, pode-se fazer uma avaliação de impactos ambientais dos desejos. Os desejos de natureza econômica e material têm impactos diretos sobre a demanda por recursos naturais ou sobre a emissão de poluições. Deles decorrem múltiplos problemas ambientais e climáticos. São passíveis de serem alterados por meio de estímulos externos, de preços ou normas regulatórias.
    • 125.
      • bancos, instituições financeiras, indústrias, comércio e serviços, incorporaram o discurso ecológico em sua propaganda, apregoando compromissos com a saúde ambiental do planeta, com a redução da emissão de gases de efeito estufa, com compensações e neutralizações de suas emissões de carbono e com outros temas ambientais, climáticos e ecológicos.
    • 126.
      • Organizações da sociedade civil ecologicamente ativas têm colocado a seu serviço os instrumentos da propaganda e da publicidade, por meio de campanhas de mobilização que rompem a inércia, tirar os cidadãos de sua zona de conforto, agitar em torno de causas ecológicas. [1]
      • [1] Ver FELDMANN, Fábio e ROCHA, Ana Augusta. A Mata Atlântica é aqui. E daí?. São Paulo, Terra Virgem, 2006.Esse livro sobre a história da SOS Mata Atlântica relata várias campanhas exitosas realizadas com a participação ativa de empresas de publicidade.
    • 127. Ecologizar a consciência
      • As universidades
      • As disciplinas
      • As profissões
      • As atitudes
      • As práticas profissionais
    • 128. A inteligência espiritual capacidades racionais, intuitivas, emocionais, da sensibilidade. elevado grau de autoconhecimento, autonomia para seguir as próprias idéias, flexibilidade, relutância em causar danos aos outros, capacidade de enfrentar a dor e de aprender com o sofrimento, inspirar-se em ideais elevados, aplicar princípios espirituais no dia-a-dia.
    • 129. Dharma -sustentar
      • Dharma é a concepção indiana na qual direitos e deveres perdem o antagonismo artificial criado por uma visão do mundo que faz do egoísmo a raiz da ação, e restabelece sua profunda e eterna unidade.
      • Sri Aurobindo
    • 130. Como ser sustentável no dia a dia?
      • Multidimensões
      • Renúncia seletiva ao consumo de bens materiais
      • Sair de cena – demográfica; econômica – consumo, modo de via sustentável
      • Participar da grande Obra - era ecozóica
    • 131. Fritjof Capra in Uma ciência para o desenvolvimento sustentável:
      • “ No decorrer deste novo século, dois fenômenos específicos terão um efeito decisivo sobre o bem-estar e o modo de vida da humanidade. Ambos desenvolvem-se em rede e ambos estão ligados a uma tecnologia radicalmente nova. O primeiro é a ascensão do capitalismo global; o outro é a criação de comunidades sustentáveis baseadas na prática do projeto ecológico. Ao passo que o capitalismo global é composto de redes eletrônicas de fluxos de finanças e de informação, o projeto ecológico mexe com redes ecológicas de fluxos de energia e matéria .
      • A meta da economia global, em sua forma atual, é a de elevar ao máximo a riqueza e o poder de suas elites; a do projeto ecológico, a de elevar ao máximo a sustentabilidade da teia da vida.”
    • 132.
      • Consumo e modo de vida – pegada ecológica
      • Profissões – ecodesign
      • Sustentabilidade política - estabilidade, previsibilidade, capacidade de fazer alianças.
      • Economia - abastecimento, investimento, segurança econômica
    • 133. Valores da ética da sustentabilidade
      • atestar, mostrar
      • Honradez
      • Honestidade
      • Responsabilidade
      • Compromisso com o meio ambiente
      • Reduzir imprevisibilidade
      • Perdurabilidade – tempo
      • Aceitação social
      • alinhamento entre discurso e prática
    • 134. Ram Charan - dez princípios para a inovação social e formação de redes sociais
      • 1 – Defina a causa, a missão, quais os resultados que se pretende e como dimensionar esses resultados. "É preciso usar a mente e buscar resultados mensuráveis“
      • 2 – Busque o comprometimento local. Identifique quem são as pessoas que podem se comprometer localmente com a causa. 3 – Converse com essas pessoas, dialogue com elas até alcançar o consenso. A partir do consenso o interesse se intensifica. 4 – Neste ponto entram as empresas. As empresas podem usar a mente, o raciocínio para projetar sistemas que permitam tornar um produto ou serviço acessível, na base, por exemplo, de 1 dólar. "Não ter dinheiro é uma situação que força a inovação", disse Charan. 5 – Projete um sistema. Mas é preciso ter em mente que o sistema só vai funcionar se as pessoas executoras concordarem com esse sistema. Caso contrário, é preciso voltar ao diálogo. 6 – Identifique líderes na comunidade. Pessoas de paixão e confiáveis. Segundo Charan, nenhum grupo de pessoas ou comunidade alcança a sustentabilidade sem um líder, seja ele eleito, indicado informalmente ou escolhido. 7- Não busque a publicidade e o elogio pelo sucesso alcançado. "A satisfação pessoal não é medida pela publicidade da sua iniciativa". 8- Mantenha reuniões periódicas com pessoas de empresas, universidades, autoridades públicas. Estabeleça prioridades, mas não queira nunca abraçar o mundo. Escolha três prioridades, com base na sua causa, nos resultados e mensuração dos resultados. Use palavras exatas, evitando conceitos e definições genéricas. 9 – Busque a criatividade do grupo envolvido no trabalho. É preciso identificar quais os recursos, em termos de criatividade, com que se pode contar para o desenvolvimento das ações. 10 – Tenha em mente que a vida é a felicidade. Seja feliz e, mais importante, faça outras pessoas felizes.
    • 135.
      • Sustentação em contexto de transformações
      • Capacidade de adaptação a mudanças
    • 136.  
    • 137. O espectro da consciência – cf. Ken Wilber
    • 138. A arte de sair de cena
      • Sair de cena é um exercício que ensina a lidar com a vaidade, com o orgulho, com a revolta, com a indignação e transformá-los em humildade e aceitação. Ensina a aceitar a mudança, a transformação, a perda e a renovação. Saber o momento de retirar-se e encontrar a melhor forma de fazê-lo exige sensibilidade, percepção e senso de oportunidade. A coragem para retirar-se e para render-se à vontade maior requer, ainda, treinamento espiritual.
    • 139.
      • É desastroso insistir na rota do crescimento ou do desenvolvimento sustentável:
      • “ Muitos consideram esta política nobre moralmente superior ao laissez-faire de deixar as coisas como estão. Infelizmente para nós, esses dois enfoques totalmente diferentes, um, a expressão da decência internacional, o outro, das forças do mercado insensíveis, levam ao mesmo resultado: a probabilidade de mudança global desastrosa. O erro que compartilham é a crença de que mais desenvolvimento é possível e a Terra continuará mais ou menos como agora pelo menos durante a primeira metade deste século. Duzentos anos atrás, quando a mudança era lenta ou nem sequer existia, talvez tivéssemos tempo para estabelecer o desenvolvimento sustentável, ou mesmo continuar por algum tempo deixando as coisas como estão, mas agora é tarde: o dano foi cometido. Esperar que o desenvolvimento sustentável ou a confiança em deixar as coisas como estão sejam políticas viáveis é como esperar que uma vítima de câncer do pulmão seja curada parando de fumar.”
      • “ A vingança de Gaia”, James Lovelock
    • 140.
      • A vida de uma civilização ecologizada depende de mudança de padrões de consumo material, para que se reduza a pressão sobre os recursos da natureza e a destruição ambiental.
      • Contribuirão para transformar esses padrões a ecologização de valores e dos desejos sobre os quais se assentam as noções básicas de felicidade e sucesso que impulsionam a ação individual e coletiva.
    • 141.
      • Há hoje, múltiplos esforços em direção à sustentabilidade, por parte de pessoas que adotam a simplicidade voluntária e a austeridade feliz; de empresas que adotam a ecoeficiência e meios de produção limpos; de pensadores que propõem o capitalismo natural, com a redução de desperdícios de materiais e de energia, novo design de produtos e de processos, de sociedades e de civilizações.
    • 142.
      • Jared Diamond, no seu livro Colapso , relata o caso da ilha de Tikopia, na qual se tomou a decisão de eliminar os porcos do cardápio alimentar e isso permitiu aproveitar melhor a sua limitada capacidade de suporte. A Índia é outra civilização que soube ser sustentável também ao adotar o vegetarianismo e formas de organização do território com redes de assentamentos auto-sustentáreis.
    • 143.
      • o capitalismo e a globalização econômica excludente marginalizam grande parte da população do planeta Terra, criam uma situação social e política injusta, na qual o desenvolvimento sustentável seria inalcançável.
      • Além disso, a mão invisível do mercado não é capaz de produzir uma regulação adequada, caso não exista vontade coletiva traduzida em regras econômicas gerais, para sinalizar e transmitir uma mensagem clara de que isso é desejável e necessário. As forças do mercado criam aspirações e desejos na lógica do vender. O mercado não produz desenvolvimento sustentável, mas pode produzir a destruição do planeta e a exclusão e degradação do ser humano, caso não seja regulado por meio da ecologização do capital.
    • 144.
      • A economia é movida por impulsos e por motivações psicológicas que, quando predatórias, destroem o equilíbrio ecológico.
    • 145.
      • Na economia, trabalha-se com a oferta e a demanda. Demanda e necessidade têm um forte componente subjetivo. Demandas são distintas de necessidades, que também são diferentes de desejos e de aspirações. A economia é movida por desejos ou medos próprios ou induzidos de fora para dentro.
    • 146.
      • Estar por cima na hierarquia social é um desejo de muitos, para demonstrarem poder e se diferenciarem dos pobres. A renuncia voluntária ao conforto material é uma atitude rara e a aversão a perdas – de conforto, status social, poder - é um instinto forte e antigo. Observa James Lovelock, em A Vingança de Gaia que “A ironia disso tudo é que nós, do mundo desenvolvido, somos os principais poluidores, as pessoas mais destrutivas do planeta, e embora disponhamos do dinheiro e dos meios para impedir a Terra de transpor o limite mortal que tornará a mudança global irreversível, somos paralisados pelo medo.”
    • 147.
      • Ecologizar as demandas e substituí-las por outras que sejam ecologicamente menos destrutivas é, também, um processo psicológico e subjetivo, pois implica em dissolver, reduzir ou eliminar certos tipos de desejo. Reorientar a demanda é, portanto, um processo mental, relacionado com a razão e o conhecimento objetivo, mas também com o equilíbrio ou o desequilíbrio emocional, os sentimentos, instintos e intuições subjetivas.
    • 148. Serviços ambientais prestados pelos diversos ecossistemas Fonte: Avaliação Ecossistêmica do Milênio
    • 149. Pensar e agir globalmente os Estados-Nação não constituem a última etapa do desenvolvimento político humano; É necessária unidade econômica e administrativa do planeta. Nossa tarefa é ajudar a acelerar a evolução humana. Sri Aurobindo
    • 150. Dharma e sustentabilidade
      • “ Já se disse que a democracia é baseada nos direitos do homem; respondeu-se que ela deveria basear-se nos deveres do homem; mas tanto direitos como deveres são idéias européias. Dharma é a concepção indiana na qual direitos e deveres perdem o antagonismo artificial criado por uma visão do mundo que faz do egoísmo a raiz da ação, e restabelece sua profunda e eterna unidade. Dharma é a base da democracia que a Ásia deve reconhecer, porque nisso está a distinção entre a alma da Ásia e a alma da Europa.. [1]
      • [1] Sri Aurobindo Complete Works, vol.1, p.759.
    • 151.  
    • 152. Expansão da consciência ? ou Expansão de nossa capacidade de compreender o espectro da consciência ?
    • 153. Ação individual o consumidor consciente e responsável redução do consumo supérfluo ecologizar o consumo Valores Austeridade feliz Conforto essencial Simplicidade voluntária
    • 154.
      • É possível trabalhar na origem e na seleção cultural dos desejos; selecionando aqueles que têm em si o embrião de conseqüências maléficas, daqueles que tem efeitos benéficos.
      • Desejos são sementes das quais brotam ações. Os de consumo trazem impactos diretos sobre a ecologia ambiental, ao pressionarem a exploração da natureza. A tentativa de satisfação acrítica de desejos e demandas de consumo devasta a Terra e exaure bens e recursos naturais.
    • 155.
      • Da mesma forma como o marketing, a publicidade e a propaganda atuam sobre o inconsciente e excitam o desejo de consumo, também poderiam, caso houvesse consciência, vontade e impulso coletivos, promover o desejo por saúde ambiental, bem como a redução da demanda por bens cujo processo de produção é destrutivo, degradador, poluidor, emissor de gases de efeito estufa. Assim, por exemplo, pode-se contrapor à publicidade comercial que exacerba desejos de consumo, outras forças, que neutralizem e minimizem os impulsos em direção ao desejo do consumo, cuja satisfação pressiona a natureza.
    • 156.
      • Há todo um vasto campo relacionado com os padrões de consumo irresponsáveis , que pressionam a capacidade de suporte dos ecossistemas naturais. Aqui, as contribuições da Sociologia e da Filosofia da cultura, da Psicologia, das Ciências da aprendizagem, do inconsciente e do subliminar na subjetividade humana, são fundamentais para se compreender os processos de atuação sobre a consciência e a percepção, os comportamentos, hábitos e atitudes que provocam impactos ambientais.
    • 157.
      • O conceito de sustentabilidade precisa ainda ampliar-se para valorizar o campo das ciências ecológicas , que opera transversalmente aos campos de reflexão das ciências exatas, naturais, sociais e humanas, permeando-os com nova perspectiva e ângulo de visão. Noutras palavras, a sustentabilidade ecológica não pode resumir-se tão somente à base física do processo de crescimento e ter como objetivo apenas conservar o estoque de recursos naturais incorporados às atividades produtivas. Não pode também ser reduzida à concepção biológica da Ecologia e da evolução e precisa abrir-se às suas múltiplas facetas, da cósmica à energética, da cultural à psicológica.
    • 158.
      • A sustentabilidade não pode limitar-se a surfar nas ondas de um ambientalismo superficial, ainda que esse seja um passo e uma etapa, para muitos, necessária, antes de aventurarem-se em mergulhos mais profundos no conhecimento e na experiência das várias ecologias e das várias visões da evolução. É preciso penetrar nos domínios da evolução cultural e da consciência e no campo da ecologia do ser – do corpo, da mente, das emoções-, integrando a esse campo a Psicologia e outras Ciências Humanas, assim como os processos cognitivos e emocionais.
    • 159. Fritjof Capra in Uma ciência para o desenvolvimento sustentável:
      • “ No decorrer deste novo século, dois fenômenos específicos terão um efeito decisivo sobre o bem-estar e o modo de vida da humanidade. Ambos desenvolvem-se em rede e ambos estão ligados a uma tecnologia radicalmente nova. O primeiro é a ascensão do capitalismo global; o outro é a criação de comunidades sustentáveis baseadas na prática do projeto ecológico. Ao passo que o capitalismo global é composto de redes eletrônicas de fluxos de finanças e de informação, o projeto ecológico mexe com redes ecológicas de fluxos de energia e matéria .
      • A meta da economia global, em sua forma atual, é a de elevar ao máximo a riqueza e o poder de suas elites; a do projeto ecológico, a de elevar ao máximo a sustentabilidade da teia da vida.”
    • 160. Cenários
      • Era eremozóica – a era da solidão E.O.Wilson
      • Era tecnozóica
      • Era ecozóica
      • Thomas Berry e Brian Swimme
    • 161. Atração x repulsa formal
    • 162. O que é Sustentabilidade
      • o termo é usado para tudo que acontece.
      • exige um esforço de pensar o futuro.
      • Autor não identificado: "Sou inimigo da palavra "sustentável" que tem 22  sentidos no Houaiss, vários indicando  manter, suportar, estável e ligado ao desenvolvimento, como é moda, mas pode ser interpretado como "fica tudo como está" , o status quo, o que muitos querem. Nós estamos bem, futuras gerações que se danem, o problema será deles."  
    • 163. Hugo Penteado Sustentabilidade implica em:
      • mudança de valores
      • revisão do modelo e teoria econômicos, com abandono do mito da infinitude e do crescimento eterno
      • promoção de atividades socioambientalmente sustentáveis
      • inclusão do custo ambiental nos preços , via tributação
      • abandono da extração a favor da reciclagem
      • abandono do desperdício a favor da reutilização
      • mudança da matriz energética
      • focar no estoque e não no fluxo
      • focar em serviços e não na produção (desmaterializar a economia)
      • estancar o crescimento econômico material e populacional
      • desvincular os sistemas fiscais, empresariais, financeiros e políticos da necessidade de crescer sempre
      • abandonar o grande a favor do pequeno, o global a favor do local
      • adotar a sustentabilidade no núcleo de negócios ou atividades de cada um, de cada família, de cada empresa
      • buscar equilíbrio entre gerações atuais e futuras, entre os seres humanos e os demais seres vivos, entre as nossas atividades e a natureza, ao invés de pensarmos apenas em crescimento, sem discutir suas conseqüências, como concentração de riqueza e destruição dos ecossistemas e dos empregos.
    • 164.
      • D esenvolvimento sustentável tornou-se uma expressão-ônibus, na qual cabe tudo. Tornou-se pouco nítida. O termo sustentável é ambíguo – transmite a impressão de que seria possível continuar a fazer mais e mais do mesmo - business as usual - e manter as tendências dominantes.
    • 165. Ciclos do carbono e da água
    • 166. Conflitos manejo insustentável de recursos naturais madeireiros x biodiversidade Resolução 278 - Manejo de espécies em extinção na Mata Atlântica
    • 167.  
    • 168. O direito à informação
    • 169. Engano
      •   É possível enganar algumas pessoas por muito tempo.     É possível enganar muitas pessoas por algum tempo.     Mas, é impossível enganar todas as pessoas todo o tempo.
    • 170. Necessidades e chakras

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