Caderno5 segurancaem maquin

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Caderno5 segurancaem maquin

  1. 1. Acidentes do trabalhocom máquinas - identificação de riscos e pr evenção Rodolfo Andrade Gouveia Vilela Engenheiro Mecânico e de Segurança do TrabalhoDoutorando em Saúde Coletiva (área Saúde do Trabalhador) pela UNICAMP - SP Assessor em Segurança do Trabalho na SUCEN/SP e membro do Programa de Saúde do Trabalhador de Piracicaba/ SP.
  2. 2. Análise de riscos Índice INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 AS MÁQUINAS E OS ACIDENTES DE TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 RISCOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM MÁQUINAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10 REQUISITOS MÍNIMOS PARAPROTEÇÃO DE MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13 MÉTODOS DE PROTEÇÃO DE MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14 MANUTENÇÃO PREVENTIVA E PREDITIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .25 BASES LEGAIS E NORMAS NACIONAIS SOBRE SEGURANÇA DE MÁQUINAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .26 ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO DE RISCOS EM MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 OUTROS RISCOS NA MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33 -4-
  3. 3. INTRODUÇÃO “fatalidade” fora do controle das ações huma- nas. Pior ainda, pois sugere que é um evento O objetivo desta publicação é auxiliar os tra- impossível de ser evitado. Mas sabemos quebalhadores e seus representantes, membros de os acidentes ocorrem devido a uma interaçãoCIPA, sindicatos, comissões de fábricas e de vários fatores que estão presentes nooutros profissionais, a identificar os principais ambiente ou na situação de trabalho muitoriscos mecânicos e medidas básicas para pre- antes do seu desencadeamento. São, portanto,venção de acidentes do trabalho com máqui- eventos previsíveis. Uma vez eliminados estesnas. fatores, que dão origem aos acidentes se pode Com a introdução da robótica e das novas eliminar ou reduzir a ocorrência desses even-tecnologias nas grandes empresas dos países tos. São portanto eventos preveníveis.industrializados, os riscos mecânicos vemsendo gradativamente superados e substituí- Os acidentes de trabalhodos por outros riscos mais diretamente relacio- e a industrializaçãonados à organização do trabalho. Um grandenúmero de indústrias com utilização de tecnolo- No final do século XIX Marx já diagnosti-gias e máquinas obsoletas tem sido exportadas cava que, nas fábricas que surgem, os traba-para os países em desenvolvimento. Nos pro- lhadores se transformam em um complementocessos tecnológicos mais avançados, onde vivo de um mecanismo morto. Desde aqueleocorre a introdução da robótica, são os traba- tempo, quando ocorre a Revolução Industriallhadores de manutenção os mais expostos aos na Europa, o trabalho na fábrica exaure osriscos mecânicos. Estes riscos estão presentes nervos ao extremo, suprime o jogo variado dosainda em setores de serviço, na indústria do músculos, e confisca toda a atividade livre,lazer, onde a automação tem ainda pequena física e espiritual do trabalhador. “Amáquina aoinfluência, e é nas pequenas empresas e indus- invés de libertar o trabalhador do trabalho, des-trias mais antigas que permanecem os proble- poja o trabalho de todo interesse”. Na produçãomas tradicionais de segurança em máquinas. capitalista ocorre o fenômeno de subjugação doNeste contexto, estes riscos estão ficando homem ao maquinário.1menos visíveis e menos óbvios, reforçando a No Brasil, saúde, condições de trabalho enecessidade de maior atenção e uma melhor acidentes são preocupações dos trabalhadoresidentificação dos mesmos. desde o início do processo de industrialização. Para a segurança em máquinas é possível Neste período - que tem muita semelhançadescrever risco de acidente como sendo a com o ocorrido na Europa - verifica-se as péssi-chance de um acidente particular ocorrer em mas condições de trabalho, com jornadas pro-determinado período de tempo, associado com longadas, baixos salários, emprego de criançaso grau ou severidade da lesão resultante e alto índice de acidentes do trabalho.(RAAFAT, 1989). Levantamentos efetuados pelo Departa- Infelizmente o termo “acidente” utilizado na mento Estadual do Trabalho de S. Paulo2 sobrenossa língua sugere que este evento ocorre por a problemática dos acidentes do trabalho noobra do destino, como algo imprevisível, uma país, indicam que já no início do século XX, a1 MARX – Livro 1, “O Capital”2 Boletim do Departamento Estadual do Trabalho, ano VIII, nº 30 , 1919 , citado por FALEIROS(1982) -5 -
  4. 4. Análise de riscosquestão dos acidentes com máquina ganha relações de trabalho no Brasil, marcadas pelorelevância e é objeto de preocupação dos corporativismo e autoritarismo, não tem possi-órgãos públicos. Segundo este levantamento, bilitado uma atuação mais democrática dos tra-de 1912 a 1917 ocorrem 11.895 acidentes balhadores e de seus representantes no interiorsendo 76% considerados leves, 22,2% graves das empresas, em defesa da saúde, uma veze 1,1% fatais, e quanto à localização, é obser- que não se garante a auto tutela e a auto prote-vado que a maioria dos acidentes de trabalho ção por parte dos principais interessados: osocorre nas fábricas, oficinas, depósitos e casas trabalhadores.comerciais, que respondem por 41,1% dos Estudo conduzido por Grunberg (1983)3locais dos acidentes, sendo que os operários comparou duas fábricas de montagem de auto-representam a maior parcela dos atingidos: móveis sendo uma situada na França e outra16%. As causas apuradas por este levanta- na Inglaterra, produzindo o mesmo tipo demento mostram que as máquinas são respon- carro, com tecnologias equivalentes. A taxa desáveis por 26,3% (435 trabalhadores atingidos) acidentes na fábrica da França, com fraca orga-(FALEIROS,1992). nização sindical, foi de cerca de 60 vezes Os acidentes do trabalho constituem a face maior que a taxa encontrada na Inglaterra. Avisível de um processo de desgaste e destrui- diferença foi explicada pelos diferentes grausção física de parcela da força de trabalho no de sindicalização e força dos trabalhadores nassistema capitalista. Segundo a Organização duas fábricas. (DWYER,1991)Mundial de Saúde os acidentes e doenças do No Brasil é prática corrente nas empresas,trabalho são responsáveis por mais de 120 investigações que atribuem a ocorrência do aci-milhões de lesões e pelo menos 220 mil mortes dente a comportamentos inadequados do tra-por ano no plano mundial (WHO,1997). balhador (“descuido”, “imprudência”, “negligên- O Brasil, depois de ocupar durante a cia”, “desatenção”, etc.) Estas investigaçõesdécada de 70 o título de campeão mundial de evoluem para recomendações centradas naacidentes de trabalho, continua, com base nos mudança de comportamento: “prestar maisdados da Organização Internacional do Traba- atenção”, “tomar mais cuidado”, “reforçar o trei-lho - OIT de 1995, posicionado entre os dez namento”. Este tipo de concepção pressupõepiores no plano mundial, ao lado da Índia, que os trabalhadores são capazes de manterquanto ao índice de acidentes em relação ao elevado grau de vigília durante toda a jornadanúmero de trabalhadores empregados na de trabalho, o que é incompatível com as carac-indústria (ISTOÉ- 1997). terísticas bio-psico-fisiológicas humanas. Em A despeito das medidas de controle e cam- conseqüência, a integridade física do trabalha-panhas implantadas no país para redução dos dor fica na dependência quase exclusiva deacidentes a partir da década de 70, os resulta- seu desempenho nas tarefas. (BINDER&dos obtidos até aqui revelam as limitações do ALMEIDA,2000)aparato de engenharia e de medicina do traba- A teoria do “ato inseguro” no fundo pressu-lho montado no interior das empresas e a ser- põe que o processo de trabalho deve ser vistoviço das mesmas, bem como do sistema de fis- como algo imutável e perene, tendo o trabalha-calização do Estado. Revelam ainda que as dor que se adaptar a tais condições, transfe-3 L. Grumberg. 1983 The effects of social relations of production on produtivity and worker´s safety: an ignored set of relations-hips. International Journal Health Services 13(4): 621 - 634. -6-
  5. 5. rindo a responsabilidade da empresa para o tra- zação do trabalho em sentido amplo, pelas rela-balhador. É ainda comum encontrarmos nas ções de trabalho e pela correlação de forçasempresas cartazes, com o dedo apontado para existentes numa determinada sociedade. Destao trabalhador, com dizeres: forma a ameaça do desemprego, a pressão da “Você é o responsável pela sua Segu - chefia exigindo mais produção, as condições dorança!”; maquinário, as condições do ambiente (como “ASegurança depende de Você!!” presença de ruído, calor), a redução das equi- Infelizmente esta cultura que tenta culpabili- pes com aumento da sobrecarga dos trabalha-zar as vítimas pelos próprios acidentes ocorri- dores, a realização de horas extras, são todosdos é ainda predominante no meio produtivo, componentes importantes que devem ser anali-nos tribunais e mesmo em escolas de capacita- sados, quando se pretende entender e prevenirção em nosso país. a ocorrência dos acidentes. Entendemos por- Nossa concepção parte de outro princípio: tanto os acidentes como fenômenos multi-cau-que os seres humanos são limitados do ponto sais, socialmente determinados, previsíveis ede vista psíquico, físico, e biológico, sendo preveníveis. No campo da prevenção de aci-necessários dispositivos de segurança para dentes com máquinas, não são suficientes asgarantir que as falhas humanas possam ocor- ações tradicionais de engenharia, com a sim-rer, sem que gerem lesões ples instalação de dispositivos deaos trabalhadores. É o segurança. Por outro lado sãoprincípio denominado de totalmente desfocadas asfalha segura 4. Neste sen- campanhas e ações “edu-tido podemos dizer que cativas” ou intimidatóriasuma máquina segura é que visam punir os ditosaquela a prova de erros e “atos inseguros”, que nofalhas humanas. fundo colocam a culpa do Os acidentes de traba- acidente na própria vítima.lho ocorrem em determi- A abordagem quenadas condições de traba- orienta a CUT e seuslho dentro de um contexto representantes na açãode relações estabelecidas sindical é a de que a pre-entre patrões e emprega- venção de acidentes sódos no processo de produ- será efetiva se for acompa-ção. Os acidentes de tra- nhada do aumento dosbalho são influenciados espaços de atuação dosportanto por fatores rela- trabalhadores e seus repre-cionados à situação ime- sentantes no interior dasdiata de trabalho, como o empresas. Organização nomaquinário, a tarefa, o Local de Trabalho – OLT: omeio ambiente de traba- melhor remédio contra oslho, e também pela organi- acidentes e doenças!4 M.C.P. BINDER & I. M. ALMEIDA: Investigação de Acidentes de Trabalho – Mimeo, Jan. 2000. 15p. -7 -
  6. 6. Análise de riscos AS MÁQUINAS E OS acidentes, estes ainda mais invisíveis que não ACIDENTES DE TRABALHO irão constar das estatísticas oficiais. Estudo feito nos EUApelo NIOSH – Instituto Contrariamente ao que se imagina, a Nacional de Saúde e Segurança - revelou quemáquina não é um artefato técnico, um objeto ocorreram no ano de 1985 dezoito mil amputa-neutro voltado a si mesmo. A máquina é um ções e 843 mortes com trabalhadores queartefato social e cultural, criado por seres operam máquinas nos setores industrial, agrí-humanos reais dotados de interesses e preocu- cola e da construção civil (SILVA, 1995).pações, para satisfazer determinadas necessi- Pesquisa realizada em Osasco – SP nodades. Quando um engenheiro projeta a início da década de 70 analisa 1.000 acidentesmáquina, a pedido de um empresário, ele o faz graves e conclui que as máquinas foram res-via de regra atendendo uma demanda de maior ponsáveis por 85,5% dos acidentes, sendo queprodutividade, sem considerar os riscos gera- as prensas sozinhas responderam por 31,8%dos ou a possibilidade de acidentes. Por outro do total das ocorrências. Essas máquinas sãolado, se existem sindicatos e trabalhadores encontradas em sua maioria sem dispositivosorganizados, a demanda de uma nova de proteção, sendo fornecidas desta formamáquina, com segurança, pode ser oriunda de pelos fabricantes e revendedores, em flagranteuma negociação conseguida entre trabalhado- desrespeito ao artigo 193 da CLT, que regula-res e patrões, com vistas a eliminar os riscos de menta a fabricação, venda e locação de máqui-lesões aos trabalhadores. nas e equipamentos (CLEMENTE, 1974). Outro estudo sobre a questão acidentária As máquinas, ferramentas no país conclui que a proteção insuficiente em e aparelhos,tem papel máquinas é causa de inúmeros acidentes, bem relevante na geração dos como a utilização de máquinas antigas e obso- acidentes de trabalho . letas, sendo um dos fatores que torna mais vul- neráveis trabalhadores fatigados, menos aler- Uma análise do ciclo de vida das máquinas tas e com reflexos mais lentos, com diminuiçãono Brasil pode comprovar que são concebidas da acuidade visual e da coordenação motora,na fase de projeto sem uma preocupação com podendo ser atingidos com muito maior facili-o ser humano que irá operar estes equipamen- dade por uma máquina em funcionamentotos, são vendidas para o mercado desprovidas (POSSAS, 1989).de dispositivos mínimos de segurança, são Investigação sobre os acidentados gravescolocadas em uso nestas condições. Após a de trabalho, que foram encaminhados à reabili-ocorrência de acidentes e mutilações, a depen- tação profissional, junto ao CRP - Centro deder do nível de organização dos trabalhadores, Reabilitação Profissional da Previdência Social,pode vir a ser objeto de alguma adaptação com observa que o ramo metalúrgico, responde porinstalação de dispositivos de segurança. Após 25% dos casos graves, predominando os aci-se tornar obsoleta, é novamente colocada para dentes com máquinas, como prensas mecâni-venda (a Rua Piratininga em São Paulo é um cas e o setor plástico responde por 8% dosdos pontos especializados neste tipo de comér- casos, com destaque para as ‘prensascio). Adquirida por uma pequena ou micro injetoras’(COHN e cols, 1985).empresa, com relações precárias de trabalho, Investigação feita em Bauru – SP em 1990,novamente em operação, irá acarretar novos revela que de um total de 683 acidentes estu- -8 -
  7. 7. dados, as máquinas, equipamentos e apare- seja para alimentação, para retirada das peçaslhos representam 14,2% dos fatores causais, ou em ambas situações. Observa-se que esseenquanto que quedas, choques ou perda de acesso `as zonas de prensagem é feito semequilíbrio representaram 38,5%. Os autores nenhum mecanismo de atenuação, como corti-alertam no entanto para a limitação das infor- nas de luz, barreiras, sensores de proximidade,mações retiradas dos campos “objeto causa- ou dispositivos de afastamento, caracterizandodor” e “descrição do acidente” das CATs perigo ao trabalhador. Segundo os autores “-(Comunicados de Acidentes do Trabalho), que nenhuma máquina era dotada de dispositivo depor sua superficialidade e ausência de critérios proteção, que atenuasse o risco durante otécnicos, não permitem uma exploração ade- acesso na zona de prensagem”quada da causa dos acidentes de trabalho (- (MAGRINI&MARTORELLO,1989).ALMEIDA&BINDER&TOLOSA, 1993). Em 1997 levantamento feito em São Paulo, Outro estudo com 4.895 acidentes “típicos” capital, constata que 70% das prensas mecâni-identificados pelo Programa de Saúde dos Tra- cas operam com acesso das mãos na Zona debalhadores da Zona Norte de São Paulo, classi- Prensagem, apelidada de “Boca do Leão”.fica como graves 790 acidentes, sendo que Acordo tripartite com participação do setorneste conjunto, as máquinas são responsáveis patronal, dos trabalhadores e dos órgãos públi-por 196 casos, ou seja 24,8%, demonstrando cos é assinado neste ano visando a retiradauma importante associação entre a ocorrência das mãos do trabalhador das zonas de opera-de acidentes graves e o correspondente envol- ção das máquinas, através de mecanismos devimento de máquinas em sua geração. As proteção como alimentação em plano inclinado,máquinas mais perigosas, do ponto de vista da gavetas, sistema de tambor giratório e outros.gravidade dos acidentes gerados - com ampu- Estudo feito pelo Sindicato dos Trabalhado-tações e esmagamentos - são as prensas, as res Químicos e Plásticos de São Paulo no anoguilhotinas, os cilindros e calandras, as impres- de 1992 constata que as máquinas injetoras desoras, as serras e as injetoras de plástico plástico respondem por metade dos casos de(SILVA, 1995). acidentes do setor plástico, encami- Analisando as condições ope- nhados para reabilitação profissio-racionais de prensas mecânicas nal junto ao Centro de Reabilita-na Zona Norte de S. Paulo, são ção Profissional do INSS dainvestigadas em 1989, 290 Capital - São Paulo. Depois deprensas mecânicas, consta- 3 anos de negociação, envol-tando que 52,75% das máqui- vendo os fabricantes de máqui-nas são acionadas por pedais, nas, os Sindicatos da Industriae 26,55% por meio de botoeiras de Plástico, e instituições liga-simples. Somente 43 máquinas das à Saúde do Trabalhador,operam com comandos bi- foi assinada uma Convençãomanuais. A pesquisa avalia Coletiva de Segurança emainda os riscos junto aos pontos Máquinas Injetoras do Setorde operação de 74 máquinas, Plástico do Estado de Sãoverificando que 37,8% destas Paulo. A Convenção entremáquinas exigem o acesso das outros avanços estabelecemãos na zona de prensagem, prazo para as empresas insta- -9 -
  8. 8. Análise de riscoslarem dispositivos de segurança nas máquinas, acompanhamento do funcionamento dos meca-garante o emprego de trabalhadores sequela- nismos de segurança.dos, a capacitação dos operadores de máquina Além dos riscos mecânicos, que são maise a fiscalização do acordo por parte das CIPAs enfocados neste trabalho, as máquinas podeme dos Sindicatos através de uma Comissão representar outros riscos aos trabalhadoresPermanente de Negociação. Novo levanta- (ruído, calor, vibração, radiação, etc) conformemento junto ao CRP no ano de 1996 já aponta discriminado no roteiro para avaliação de riscosa redução para 27% da participação das injeto- ao final do texto.ras no total dos casos de Reabilitação Profissio-nal junto ao INSS. Após 2 anos de acordo 3029 Riscos decor rentes de movimentosoperadores de máquina injetora já haviam par- e ações mecânicas das máquinas 5ticipado de cursos de capacitação ministradospor entidades acordadas entre as partes e Existem muitos riscos mecânicos criados1.488 selos haviam sido expedidos para máqui- pelas partes móveis dos diferentes tipos denas que passaram a possuir os dispositivos de máquinas. O contato com as partes móveissegurança previstos na Convenção Coletiva das máquinas é considerado como fonte de(VILELA, 1998). mais 10% de todos os acidentes ocupacio- nais na Suécia, a partir de 1979, quando este RISCOS E PREVENÇÃO item foi incluído na estatística sobre a origem DE ACIDENTES EM MÁQUINAS das lesões ocupacionais (DÖS&BACKS- TRÖM, 1998). A seleção e aplicação das diferentes técni- As partes móveis que representam riscoscas de segurança em máquinas requer um mecânicos envolvem os seguintes pontos:envolvimento e participação dos diferentes o ponto de operação, o ponto onde o traba-atores que participam da cadeia produtiva. lho é executado no material, como ponto deAlém das empresas que compram e dos traba- corte, ponto de moldagem, ponto de perfura-lhadores que operam com as máquinas, nesta ção, de estampagem, de esmagamento, oucadeia participam ainda os setores de fabrica- ainda de empilhamento de material;ção e projeto, de venda, dos serviços de insta- mecanismo de transmissão de força, qual-lação e de manutenção. quer componente do sistema mecânico que Do ponto de vista da segurança, os fabri- transmite energia para as partes da máquinacantes e projetistas tem um papel privilegiado, que executam o trabalho. Estes componentespois podem interferir neste ciclo, assegurando incluem volantes, polias, correias, conexões deque a máquina nasça com segurança desde o eixos, junções, engates, fusos, correntes, mani-berço. A adaptação de proteções, com a velas e engrenagens;máquina já em funcionamento, é muito mais outras partes móveis, que inclui todas asdifícil e onerosa. Os trabalhadores usuários partes da máquina que movem enquanto adas máquinas, por conhecer de perto o sistema máquina está trabalhando, tal como movimentode produção e a atividade a ser desenvolvida, de ida e volta, partes girantes, movimentostem uma grande contribuição na escolha e transversais, como também mecanismos de ali-5 Texto base “Machine Safeguarding” de Kenneth Gerecke da Encyclopaedia of Occupational Health and Safety – 4ª Edição, Vol.2 pags. 58.1 – 58.82 (1998). Texto e figuras adaptadas e modificadas pelo autor. - 10-
  9. 9. mentação e partes auxiliares da máquina. 1. partes com eixos paralelos podem girar Uma ampla variedade de movimentos em direções opostas. Estas partes podem estarmecânicos e ações podem apresentar perigos em contato (produzindo assim um pontopara os trabalhadores. Estes movimentos entrante) ou em proximidade íntima um para omecânicos e ações são básicas outro, onde a alimentação de 1 PONTOSENTRANTESa quase todas máquinas, e o COMUNSEM PARTES material entre os rolos produz GIRATÓRIASDEMÁQUINASreconhecimento dos riscos que os pontos entrantes (de belis-representam é o primeiro passo cão). Este perigo é comumpara a proteção dos trabalhado- em maquina com engrena-res. gens, moinhos giratórios, Movimentos mecânicos calandra de borracha, cilin-que representam riscos: dros de secagem de papel, Há três tipos básicos de movi- cilindros de massa na indus-mento mecânico: tria alimentícia, como mostrado na Figura 1. 2. outro tipo de ponto entrante é criado entre movimento giratório; partes móveis girantes e tangenciantes, como o movimento alternado (vai e vem); ponto de contato entre uma correia de transmis- retilíneo ou transversal. são de força e sua polia; uma corrente e uma roda dentada; ou Movimento giratório PONTOS uma coroa e um 2 ENTRANTES pinhão, como mos- ENTRE O movimento mesmo lento, de ELEMENTOS trado na Figura 2.partes giratórias pode ser perigoso GIRATÓRIOS 3. pontos entran-podendo gerar ferimentos graves. Setas tes também podemgiratórias lentas podem agarrar vesti- existir entre partesmentas e forçar um braço ou a mão em giratórias e partesuma posição perigosa. Anéis, junções, fixas que criam umengates, embreagens, volantes, tosquiamento, esma-pontas, fusos e eixo horizontal ou verti- gamento ou ação decal são alguns exemplos típicos de mecanis- irritação. Exemplos incluem discos manuais oumos giratórios que podem ser perigosos. Existe volantes com raios, roscas transportadorasperigo adicional quando pinos, facas, lixas, abertas ou a periferia de um disco abrasivo echaves, roscas ou parafusos um suporte ajus- 3 PONTOS ENTRANTESENTRECOMPONENTESfixos estão expostos em ROTATIVOS E COMPONENTESFIXOS tado incorreta-partes giratórias das maqui- mente, como mos-nas, podendo atingir uma trado na Figura 3.pessoa ou ser arremessadasdurante o giro das mesmas. Movimento Pontos entrantes (de alternadobeliscão) em correntes sãocriados pelas partes giratórias Pode ser peri-da maquina. Há três tipos principais de pontos goso porque durante a ida e a volta ou movi-entrantes (de beliscão): mento de subida e descida, um trabalhador -11 -
  10. 10. Análise de riscospode ser golpeado por ou pode ser pego entre ponto de operação podendo ocorrer ferimentouma parte móvel e uma parte estacionária. Um no corpo do trabalhador.exemplo é mostrado na Figura 4 . Elevadores Além de mãos e dedos, outras partes comode carga da construção civil são exemplos de a cabeça, olhos e face podem ser atingidos porequipamentos com cavacos ou fagulhas arre-movimento alter- 4 M OVIMENTOS messados, causando feri- ALTERNADOSnado vertical. PERIGOSOS mentos. Exemplos típicos de Movimento máquinas com ação de retilíneo corte perigosa incluem serras de fita, serras circu- Movimento em lares, fresadoras, plainas,uma reta, linha con- furadeiras, tornos mecâni-tínua, cria um cos e moinhos. Figura 5.perigo pois o traba- 5 AÇÃODElhador pode ser gol- CORTEEM Ação de MÁQUINASpeado ou pode ser puncionamentopego em um pontode aperto ou ponto Ocorre quando é apli-de corte por uma cada força a um êmbolo,parte móvel. Um pistão ou martelo com aexemplo de movi- finalidade de amassar,mento retilíneo peri- repuxar ou estampar metalgoso é o movimento ou outros materiais. O riscode uma esteira deste tipo de ação resideaberta que pode no ponto de operação ondearrastar ou ferir uma 6 o material é inserido, segu-pessoa. rado e retirado pela mão. AÇÃODE Ações Mecâni- PUNCIONAMENTO Máquinas típicas que usamcas e seus riscos: ação de puncionamento Há quatro tipos são prensas mecânicasbásicos de ação nos trabalhos metalúrgicos.mecânica: (Figura 6) Ação de corte, Ação de punciona- Ação de mento, cisalhamento Ação de cisalhamento, Ação de dobramento ou flexão. Ocorre na aplicação de força em uma lâmina ou faca visando aparar ou tosquiar metal Ação de corte ou outros materiais. O perigo acontece no ponto de operação onde o material é propria- Envolve movimentos giratórios, alternados mente inserido, segurado e retirado. Exemplose transversais. A ação cortante cria perigos no típicos de maquinas usadas para cisalhar são -12 -
  11. 11. as guilhotinas, tesouras mecânicas motoriza- Ter estabilidade no tempodas, tesouras hidráulicas e pneumáticas(Figura 7). As proteções e dispo- 7 AÇÃODECISALHAMENT O sitivos de segurança Ação de dobra devem ser feitos de mate- ou flexão rial durável que suporte as condições de uso, Ocorre quando é sendo firmemente afixa-aplicada força a uma dos à máquina. Somentelâmina para amoldar, pessoas autorizadas, nor-puxar ou estampar malmente só o pessoal demetal ou outros mate- manutenção ou testeriais. O perigo acon- pode, temporariamente,tece no ponto de ope- remover, deslocar, ou reti-ração onde o material rar uma proteção.é inserido, segurado e 8retirado. Equipamen- Protegertos que usam ação de AÇÃO de queda DEdobra incluem pren- DOBRA de objetossas mecânicas, vira-deiras e dobradeiras. A proteção deve asse-(Figura 8). gurar que nenhum objeto possa cair nas partes REQUISITOS móveis, danificando oMÍNIMOS PARA equipamento ou se tor-PROTEÇÃO DE nando um projétil, que MÁQUINA pode ser arremessado contra uma pessoa cau- Aproteção de uma sando ferimento.máquina têm queatender aos seguintes Não criarrequisitos para garan- perigostir segurança contra novosos riscos mecânicos: Uma proteção perde Pr ev enir contato seu objetivo quando cria em si um perigo adi- cional, tal como um ponto de cisalhamento, A proteção tem que impedir ou prevenir uma extremidade dentada ou uma superfícieque as mãos, braços ou qualquer parte do inacabada. Sistemas de alimentação automá-corpo ou vestimenta de um trabalhador tica como robôs, podem ser usados como pro-entre em contato com as partes móveis teção desde que o movimento de seus braçosperigosas, eliminando a possibilidade de por exemplo não representem riscos aos traba-acidentes. lhadores. -13-
  12. 12. Análise de riscos Não criar interferência o que fazer (por exemplo, contatar o super- visor) se uma proteção é danificada ou se Proteções que impedem ou dificultam os perde sua função, deixando de garantir umatrabalhadores de executar normalmente suas segurança adequada.atividades são rapidamente desconsideradas edeixadas de lado. Componentes para lubrifica- MÉTODOS DE PROTEÇÃOção, por exemplo devem ser instalados de fora DE MÁQUINAde uma porta de proteção, de modo que a lubri-ficação possa ser feita sem necessidade de Há muitos modos para proteger umaingresso do trabalhador na área de risco. máquina contra os riscos mecânicos. O tipo de operação, o tamanho ou forma de material, o Participação e Capacitação método de manipulação, o lay-out físico da área em Segurança de trabalho e as exigências ou limitações da produção ajudarão definir o método de prote- Mesmo o sistema de proteção mais elabo- ção apropriado para uma máquina em particu-rado não pode oferecer proteção efetiva se os lar. O projetista de máquina ou profissional detrabalhadores não participam de algum modo segurança, após a consulta aos trabalhadoresnas diferentes etapas como projeto, implanta- usuários, têm que escolher a proteção maisção, etc. A participação é a garantia de que o efetiva e prática disponível.dispositivo será efetivo e irá cumprir com sua As proteções podem ser divididas em cincofinalidade. Além deste envolvimento, a capaci- classificações gerais:tação específica e detalhada é uma parte Barreiras ou anteparos de proteção;importante de qualquer esforço para conseguir Dispositivos de segurança;segurança em máquina. A proteção adequada Isolamento ou separação pela distancia depode melhorar a produtividade e aumentar a segurança;eficiência uma vez que pode aliviar os trabalha- Operações;dores de medos de acidentes e lesões. A capa- Outros.citação em segurança é necessária para osoperadores novos, para a manutenção ou para Bar reiras ou anteparoso pessoal de instalação, quando nova proteção de Proteçãoou alteração é instalada, ou quando os traba-lhadores são nomeados para novas máquinas Há quatro tipos gerais de barreiras ou ante-ou operações. paros que previnem o acesso às áreas de risco, Acapacitação deve minimamente abranger: como segue: uma descrição e identificação dos riscosassociados com cada máquina e as proteções Barreiras ou proteções fixas.específicas contra cada risco; como funcionam as proteções; como e por Uma barreira ou proteção fixa é uma parteque devem ser usadas; permanente da máquina e não é dependente como e em que circunstâncias pode ser das partes móveis para exercer sua função.removida uma proteção, e por quem (na maio- Pode ser construída de chapa de metal, tela,ria dos casos, só o pessoal de conserto ou tecido de arame, barras, plástico ou qualquermanutenção); outro material resistente o bastante para supor- -14-
  13. 13. tar qualquer impacto que possa receber, garan- completamente o acesso do operador ao pontotindo uso prolongado. Barreiras ou proteções de operação.fixas devem ser presas à máquina por meio de A Figura 9 mostra uma proteção fixa comparafusos, porcas etc, de modo que só possam chapa e grade que protege uma correia e umaser retiradas com o uso de polia de uma unidade deferramentas. Por causa da 9 P ROTEÇÃOOU BARREIRA FIXA transmissão de força. EMUMJOGO DEPOLIAS E CORREIASsua simplicidade e perma- Um painel de inspeçãonência são normalmente superior é previsto parapreferíveis a todos os minimizar a necessidadeoutros tipos de proteção de remoção da barreira.(ver Quadro 1). Barreiras Telas podem minimizar ofixas construídas com aquecimento dos com-material vazado como ponentes.telas, grades, etc devem Na figura 10 sãoser construídas respei- mostradas proteçõestando as distâncias de fixas em uma serra desegurança. Segundo a Norma Brasileira NBR fita. Estas barreiras protegem os operadores13928 (1997) as proteções devem ser projeta- das polias giratórias e da lâmina móvel. Normal-das, construídas e posicionadas de forma a mente, a única ocasião de retirada ou aberturaimpedir que qualquer parte das barreiras seria parado corpo atinja a área de uma troca de lâmina ou 10perigo. Distâncias de para manutenção. PROTEÇÕESSegurança e aberturas FIXASdevem obedecer a NBR APLICADAS Barreiras ou Proteções EMUMA13761(1996). Por exemplo SERRADE interligadas FITAuma malha de uma tela ou de intertravamentoquadrada usada em umabarreira ou proteção fixa Quando as barreirasnão pode permitir a passa- ou proteções interligadasgem de um dedo para pro- são abertas ou são remo-teger o acesso de mãos vidas, o mecanismo deem uma zona de risco. acionamento e ou de A barreira ou proteção potência automatica-fixa pode ser usada, por mente desliga ou desen-exemplo, em uma prensa gata, impedindo o funcio-mecânica, quando fecha namento da máquina oucompletamente o ponto de o término de um ciclo, atéoperação. O material é ali- que a barreira regresse àmentado lateralmente, com a retirada de peças sua posição fechada. Porém, recolocando a prote-ao centro e com a saída de retalhos pelo lado ção na posição fechada a máquina não deve auto-oposto. A Figura 21 mostra um sistema de ali- maticamente reiniciar seu funcionamento. Barreirasmentação automático em uma prensa mecâ- interligadas podem usar mecanismos de aciona-nica, com proteção tipo barreira fixa que impede mento elétricos, mecânicos, hidráulicos ou pneu- -15 -
  14. 14. Análise de riscosmáticos, ou qualquer 11 PROTEÇÃO INTERLIGADA A Figura 12 mostra EMUMAMÁQUINADEDESBASTEcombinação destes. uma proteção ajustável tipo IND . TÊXTIL Um exemplo de telescópica, usada parauma barreira interligada proteger o movimento daé mostrado na figura lâmina de uma serra de fita.11. O mecanismo bate-dor de uma máquina de Barreiras ou proteçõesdesbaste (usada na auto - ajustáveisindústria têxtil) é cobertopor uma barreira interli- As aberturas das barrei-gada. Esta barreira não ras auto- ajustáveis sãopode ser levantada com determinadas pelo movi-a máquina em funciona- 12 mento do material. À medidamento. A máquina só que o operador move opode ser reiniciada com material para a área de risco,a barreira na posição a proteção é puxada parafechada. Outro exem- trás ou para cima, possibili-plo são as barreiras tando uma abertura que édeslizantes ou portas grande o suficiente somenteutilizadas nas máquinas para o material. Depois queinjetoras de plástico. PROTEÇÃO o material é removido, a pro- AJUSTÁVELQuando a porta é TIPO TELES- teção retorna à posição de CÓPICAEMaberta, possibilitando o UMASERRA descanso. A Figura 13acesso à zona de pren- DEFITA mostra uma serra de braçosagem, o dispositivo de radial com barreira tipo coifapotência da máquina é auto – ajustável. Assim que adesligado, sendo utiliza- 13 lâmina é empurrada aodas duas chaves elétri- material, a proteção movecas de fim de curso para cima, ficando em con-para cada porta, além tato com o mesmo.de uma válvula hidráu-lica e uma proteção Proteção commecânica adicional que dispositivosimpede o fechamento P ROTEÇÃOdo molde com a porta AUTO- A JUSTÁVELEM Há cinco tipos básicosaberta (NBR 13.536, UMASERRADEDISCO de dispositivos de segu-1995). rança conforme resumido no Quadro 2 (página 21). Proteção ajustável. Dispositivos sensores de posição Barreiras ou proteções ajustáveis permitemflexibilidade acomodando vários tamanhos de São apresentados a seguir três tipos de dis-materiais. positivos sensores que param a máquina ou - 16-
  15. 15. QUADRO 1 Métodos de Segurança com Proteção ou Bar reira MÉTODO AÇÃO DE SEGURANÇA VANTAGENS LIMITAÇÕESProteção nAssegura n Adapta-se a muitas n Pode interferir na visibilidadeou Barreira uma barreira aplicações n Limitada a operações específi-Fixa n Pode ser conce- cas bida no projeto n Ajuste na máquina e manuten- n Assegura uma pro- ções geralmente requerem a sua teção máxima remoção, necessitando de outras n Usualmente requer medidas de segurança para a um mínimo de manu- manutenção tenção n Desejável em pro- dução elevada e ope- rações repetitivasProteção ou n Bloqueia ou desliga n Assegura proteção n Requer ajuste cuidadoso eBarreira a energia e previne a máxima manutençãointerligada partida da máquina n Permite acesso à n Pode ser facilmente anulada quando a proteção máquina para a remo- está aberta. Pode ção de obstáculos assegurar a parada sem consumo de da máquina antes que tempo na remoção e o trabalhador acesse instalação de barrei- a zona de risco ras de proteçãoProteção n Assegura uma n Pode ser cons- n Operador pode entrar na zonaajustável barreira que pode truída para se adaptar de risco. A proteção pode não ser ajustada para a muitas aplicações ser completa em todo momento facilitar uma varie- específicas n Pode requerer manutenção e dade de operações n Pode ser ajustada ajuste constante de produção para aceitar uma n Pode ser anulada por um ope- variedade de tama- rador nhos de material n Pode interferir na visibilidadeProteção n Assegura uma bar- n Podem ser encon- n Nem sempre asseguram umaauto- reira que move de tradas avulso para proteção máximaajustável acordo com o tama- venda no mercado n Podem interferir na visibilidade nho do material que n Podem requisitar ajuste e entra na zona de risco manutenção freqüentes -17 -
  16. 16. Análise de riscosinterrompem o ciclo de trabalho quando um tra- obstrução que a impede de se posicionar abalhador ingressa na zona de perigo: uma distância predeterminada, o circuito de O Dispositivo fotoelétrico é um dispositivo controle não aciona o ciclo de máquina. Figuraóptico detetor de presença, que usa um sis- 15 mostra um dispositivo sensor eletro-mecâ-tema de fontes luminosas e controles que nico em uma máquina de ilhós. A sonda sen-podem interromper o ciclo de operação da sora em contato com o dedo do operadormáquina. Se o feixe de luz é interrompido pela também é mostrada.presença de uma pessoa, a máquina pára e Dispositivos de arraste ou de restrição – Sãonão irá operar. Este dispositivo deve ser usado dispositivos que utilizam uma série de cabossomente em máquinas que podem ser paradas presos `as mãos ou pulsos do operador, e sãoantes que o trabalhador usados principalmentealcance a área de perigo. 14 DISPOSITIVO em máquinas com ação F OTOELÉTRICOIsto exige que a máquina SENSOR DE de pistões ou martelos. POSIÇÃOtenha uma embreagem EMUMA Quando o martelo vaide fricção ou outro meio PRENSA para cima, é permitido MECÂNICAeficaz de freio para parar acesso do operador aode modo imediato. A ponto de operação.Figura 14 mostra um dis- Quando o martelopositivo fotoelétrico começa a descer, umsensor de presença, encadeamento mecânicousado em uma prensa assegura automatica-mecânica. mente a retirada das Dispositivo de pre - mãos do ponto de opera-sença por capacitor de ção. Possuem muita 15rádio-freqüência usa um resistência ao seu usofeixe de ondas eletromag- devido ao aprisiona-néticas que é parte do cir- mento literal do trabalha-cuito de controle da dor à máquina.máquina. Quando ocampo capacitante é Dispositivos de controleinterrompido, a máquina de segurançapára ou não é acionada. DISPOSITO S ENSOR DEPOSIÇÃOEste dispositivo só deve ELETRO-MECÂNICO Todos estes dispositi- EMUMAMÁQUINADEser usado em máquinas COSTURA vos de controle de segu-que podem ser paradas rança são ativadosantes que o trabalhador possa alcançar a área manualmente e devem ser reajustados para rei-de perigo. Isto exige que a máquina tenha uma niciar manualmente a máquina:embreagem de fricção ou outro meio eficaz Controle de Segurança por impacto comopara parar. barras de pressão, barras de impacto e cordas O dispositivo sensor electro-mecânico tem de impacto são controles manuais que propor-uma sonda ou barra de contato que se posi- cionam meios rápidos para desativar a máquinaciona a uma distância predeterminada quando em uma situação de emergência.o operador inicia o ciclo de máquina. Se há uma Barras de pressão são sensores que -18 -
  17. 17. quando pressionados, 16 BARRADE 18 mostra uma enroladeira SEGURANÇAirão desativar a equipada com este tipo de EMUMAmáquina no caso do CALANDRADE controle. BORRACHAoperador ou qualquer Controles bi-manuaispessoa tropeçar, perder requerem pressão simultâ-o equilíbrio ou ser nea e constante das duasjogado para a máquina. mãos do operador paraO posicionamento da acionar a máquina, até quebarra é importante, pois termine o seu movimentodeve parar a máquina de risco. Quando instalado 17antes que uma parte do em prensas mecânicas a T RIPÉDEcorpo alcance a área de DESENGATE fricção, estes controlesperigo. A Figura 16 DESEGU - usam uma embreagem de RANÇAmostra uma barra de EMUMA ciclo parcial e um monitor CALANDRApressão localizada na de freio, como mostrado nafrente de um misturador Figura 19. Com este tipode borracha (calandra). de dispositivo, as mãos do Dispositivos de Segu - operador são mantidas emrança tipo Vareta de uma localização seguraDesengate são dispositi- (em botões de controle) e a 18vos que desativam a uma distancia de segurança C ABOSmáquina quando aperta- da área de perigo, enquanto DEdos pela mão. Asua locali- SEGURANÇA a máquina completa seu EMzação é muito importante ENROLADEIRA ciclo final. Para prensas tipopois elas têm de ser acio- de engate por chaveta, pornadas pelo operador não possuir sistema de freiodurante uma situação de e por apresentar falhasemergência. A conhecidas comoFigura 17 mostra “repique”, devem 19uma vareta de possuir a zona de COMANDOdesengate localizada BI -MANUAL operação fechada esobre uma calandra EMUMA o controle bi-manual PRENSAde borracha. MECÂNICA não é um dispositivo Cabos de segu - de segurançarança são localiza- válido.dos ao redor do Portas são dispo-perímetro, ou pró- sitivos de controleximo à área de risco de segurança quee tem a função de possuem uma bar-parar a máquina, reira móvel que pro-quando acionados. tege o operador noO operador deve poder alcançar o cabo com ponto de operação antes que dê início ao cicloqualquer mão para parar a máquina. A Figura da máquina. Portas são projetadas freqüente- - 19-
  18. 18. Análise de riscosmente para serem operadas com cada ciclo da localização, se for garantida uma distância demáquina. A Figura 20 mostra uma porta em segurança para proteger as mãos do trabalha-uma prensa mecânica. dor. Um triturador de 20Se a porta não estiver alimentos de cozinhana posição completa- industrial ou da indus-mente fechada a tria de alimentos deveprensa não irá funcio- ter seu cone com com-nar. Outra aplicação de primento tal que a mãoportas é o uso como do operador nãoum componente de sis- possa alcançar a zonatema de segurança de PORTA DE de risco. SEGURANÇAum perímetro de segu- NAZONADE Controle de posi-rança onde as portas OPERAÇÃODE cionamento. O posi- UMAPRENSAou cancelas garantem cionamento do opera-a proteção para os dor de uma cabine deoperadores e para o tráfego de pedestres. Os controle apresenta o potencial de proteção atra-elevadores de carga, nas obras da construção vés da localização. A cabine de operação podecivil devem dispor de cancelas que só abrem ser localizada a uma distância segura daquando a caçamba do elevador estiver no nível. máquina, se não existe necessidade do opera-O elevador por outro lado só se movimenta dor estar acompanhando de perto a mesma.quando a cancela estiver na posição fechada. Métodos de alimentação Proteção pela localização e extração de segurança: ou pela distância Muitos métodos de alimentação e de extra- Para proteger uma máquina através da ção do material não exigem que os operadoreslocalização, a máquina ou suas partes móveis coloquem as mãos na área de perigo. Emperigosas devem ser de tal modo posicionadas alguns casos o trabalhador não tem nenhumque as áreas perigosas não sejam acessíveis envolvimento com a máquina depois que éou não apresentam um perigo para o trabalha- dada a partida e regulagem da mesma. Emdor durante a operação normal da máquina. outras situações os operadores necessitam ali-Isto pode ser conseguido com paredes de mentar manualmente o material ou com a ajudafechamento, com uma localização planejada, de um mecanismo de alimentação. Algunsou com cercas que impedem o acesso às métodos de alimentação e de extração podemmáquinas. Outra possibilidade é localizar as criar riscos adicionais, tais como o robô quepartes perigosas no alto o bastante (acima de pode criar um perigo adicional pelo movimento2,50m. acima do piso ou plataforma) para estar de seu braço (Ver Quadro 3)fora do alcance normal de qualquer trabalhador. O uso de um dos cinco métodos seguintes Seguem alguns exemplos de aplicação do de alimentação e de extração, não elimina aprincípio de proteção através da localização necessidade de outras barreiras ou outros dis-com distância de segurança. positivos, que devem ser usados na medida do Processo de alimentação . O processo de necessário para assegurar a proteção contra osalimentação pode ser protegido através de riscos mecânicos. -20 -
  19. 19. QUADRO 2 Métodos de Segurança com Dispositivos MÉTODO AÇÃO DE SEGURANÇA VANTAGENS LIMITAÇÕESCélula n Máquina não dá partida n Possibilita n Não protege contra falhas mecâni-Fotoelétrica quando o campo de luz é liberdade de cas da máquina interrompido movimento ao n Pode requerer constante alinha- n Ao acessar a zona de operador mento e calibração risco, interrompe-se o n Vibração excessiva pode causar feixe de luz, acionando obstrução de filamentos e destrui- imediatamente o sistema ção prematura de freio n Limitado a máquinas que podem parar antes de completar o cicloCapacitor n Máquina não dá partida n Possibilita n Não protege contra falhas mecâni-de Rádio- quando o campo capaci- liberdade de cas da máquinafreqüência tor é interrompido movimento ao n Sensibilidade da antena deve ser n Ao acessar a zona de operador adequadamente ajustada risco, interrompe-se o n Limitado as máquinas que podem campo capacitor, acio- parar antes de completar o ciclo nando imediatamente o sistema de freioEletro- n Barra de contato ou n Possibilita o n Barra de contato ou sonda devemecânico sonda percorre uma dis- acesso ao ser adequadamente ajustada para tância predeterminada ponto de opera- cada aplicação. entre o corpo do operador ção n Este ajuste deve ser mantido e a área de risco apropriadamente Interrupção deste movi- mento impede a partida do ciclo da máquinaArraste n Assim que a máquina n Elimina a n Limita e aprisiona os movimentos começa o ciclo, as mãos necessidade de do operador do operador são puxadas barreiras auxi- n Pode obstruir o espaço de traba- para fora da zona de risco liares ou outras lho ao redor do operador interferências n Ajustes devem ser feitos para na zona de cada operação e para cada indiví- risco duo n Requer supervisão rigorosa para o uso do equipamento - 21-
  20. 20. Análise de riscos MÉTODO AÇÃO DE SEGURANÇA VANTAGENS LIMITAÇÕESBarra ou n Pára a máquina quando n Simplicidade n Todos os controles devem servareta de acionada de uso acionados manualmentedesengate n Apropriada como meca- n Localização pode dificultar o acio- nismo de parada de emer- namento gência n Protege somente o operador n Pode necessitar de afixação espe- cial para o segurador n Pode necessitar de freio na máquinaControle n Uso concorrente das n Mãos do ope- n Requer uma máquina de ciclo par-bi-manual duas mãos é requisitado rador estão a cial com freio (não se aplica a prevenindo o acesso do uma distância prensa mecânica com chaveta) operador na zona de risco pré – determi- n Alguns controles podem ser anula- nada fora da dos pelo braço ou bloqueados, pos- zona de risco sibilitando o acesso de uma mão na n As mãos do zona de risco operador ficam n Protege somente o operador livres após que n Pode requerer afixação especial uma metade do Pode ser danificado com vibração ciclo é comple- da máquina tadaPorta/ n Assegura uma barreira n Pode prevenir n Pode requisitar inspeção e manu-cancela entre área de risco e o o acesso ou a tenção freqüente operador ou outras pes- entrada dentro n Pode interferir na visibilidade soas da área de risco Alimentação automática 21 Alimentação Semi-automática AAlimentação automá-tica reduz a exposição do Com a alimen-operador durante o pro- tação semi-automá-cesso de trabalho, e fre- tica, como no casoqüentemente não requer de uma prensanenhum esforço do mesmo ALIMENTAÇÃOAUTOMÁ- mecânica, o opera-após a programação e fun- TICAEMUMAPRENSA dor usa um meca- MECÂNICACOMZONADEcionamento da máquina. A OPERAÇÃOFECHADACOM nismo para colocar PROTEÇÃOFIXAprensa mecânica na a peça que é pro-Figura 21 tem um meca- cessada debaixo donismo de alimentação automática com uma pro- martelo a cada golpe. O operador não precisateção fixa transparente na área de risco. acessar a área de perigo, e a área de perigo é -22 -
  21. 21. completamente fechada. A Figura 22 mostra então prende a peça processada e empurra auma alimentação por rampa onde cada peça é peça em uma rampa de descarga. Quando ocolocada manual- martelo abaixa para amente. A alimenta- 22 próxima prensagem, oção com rampa incli- ALIMENTAÇÃOEM prato extrator move paranada em uma prensa PLANOINCLINADOEM fora da área de atuação. UMAPRENSA – ASfacilita a centraliza- MÃOS E DEDOSFICAM FORADAZONADEção da peça, que OPERAÇÃO Extraçãodesliza para o interior Semi-automáticada zona de prensa-gem, e pode também De modo análogo àsimplificar o pro- alimentação semi-auto-cesso de extração. mática vários mecanis-Outros tipos de ali- mos como gaveta, pratomentação semi-auto- giratório, ou braçomática incluem ali- empurrador podemmentação por 23 EXTRAÇÃO ser usados para reti- AUTOMÁTICAgaveta, por tambor COMPRATO rar as mãos da área EXTRATORgiratório e bascu- de risco, desde que alante. Todas podem zona de operaçãoassegurar o seja fechada para aingresso do mate- entrada das mãos erial para a zona de dedos do operador.operação, que porsua vez deve ser Robôsfechada impedindo o 24 ALIMENTAÇÃOacesso das mãos do AUTOMÁTICACOM São dispositivos comple- ROBÔ COMÁREAoperador. DEMOVIMENTAÇÃO xos que alimentam e retiram PROTEGIDA peças das máquinas, PORExtração automática CERCA montam peças, transferem objetos ou executam traba- Extração automá- lhos anteriormente feitos portica pode empregar um operador, eliminandoar comprimido ou um deste modo a exposição doaparato mecânico operador a perigos. Eles sãopara remover a peça usados em processos depronta de uma prensa, e pode ser interconec- alta produção que requerem rotinas repetitivas,tada com os controles operacionais para preve- podendo proteger os operadores contra outrosnir a operação da máquina até que a extração perigos. Robôs podem criar riscos adicionais,seja concluída. O mecanismo tipo prato extrator sendo necessário a instalação de proteçõesmostrado na Figura 23 move sobre a peça específicas. A Figura 24 mostra um exemplo depronta assim que ocorre o levantamento do um robô alimentando uma prensa protegido pormartelo para a posição superior. O extrator uma cerca e cancela de segurança. -23 -
  22. 22. Análise de riscos QUADRO 3 Métodos de alimentação e extração MÉTODO AÇÃO DE SEGURANÇA VANTAGENS LIMITAÇÕESAlimenta- n A matéria prima é ali- n Elimina a n Outras proteções são necessáriasção auto- mentada por bobinas, necessidade de para a proteção do operador- nor-mática fitas etc. envolvimento malmente barreiras fixas do operador na n Requer manutenção freqüente zona de risco n Pode não ser adaptável à varia- ção da matéria primaAlimenta- n A matéria prima é ali- n Elimina a n Outras proteções são necessáriasção semi- mentada por rampas, necessidade de como barreiras fixas, para a prote-automática pratos giratórios, gavetas, envolvimento ção do operador. etc. do operador na n Requer manutenção freqüente zona de risco n Pode não ser adaptável à varia- ção da matéria primaExtração n Peças prontas são n Elimina a n Pode criar um risco com cavacosautomática extraídas por sopro de ar necessidade de arremessados ou por outros meios envolvimento n O tamanho do material pode limi- mecânicos do operador na tar o uso do método zona de risco n Sopro de ar pode causar ruídoExtração n Peças trabalhadas são n Operador não n Outras proteções são requeridassemi-auto- extraídas por meio mecâ- necessita entrar para a proteção do operadormática nico que são iniciados na área de risco n Podem não ser adaptáveis à pelo operador para retirar variação do material trabalhado peça pronta Robôs n Realizam o trabalho n Operador não n Pode criar riscos adicionais neces- feito pelo operador necessita entrar sitando de proteções específicas na zona de n Requer manutenção máxima risco n Se aplicam somente em opera- n São desejá- ções específicas veis em opera- ções com fato- res altamente estressantes, como ruído e calor excessivos -24 -
  23. 23. Outros Mecanismos mãos do disco, a alavanca de empurrão ou blo- auxiliares de proteção queio pode garantir uma margem de segurança ao operador. Embora estes mecanismos auxiliares nãogarantam a proteção completa dos riscos em MANUTENÇÃO PREVENTIVAmáquinas, eles podem proporcionar para os E PREDITIVAoperadores uma margem extra de segurança. Énecessário um julgamento cuidadoso na aplica- Além de aumentar o tempo de vida dação e uso dos mesmos. máquina, a manutenção preventiva e preditiva (que se baseia no tempo de vida útil dos com- Barreiras de advertência ponentes) é fundamental para assegurar a efe- tividade dos dispositivos de segurança. A Barreiras de advertência não garantem pro- manutenção preditiva e preventiva pode asse-teção física, mas servem só para advertir os gurar que componentes como uma chave deoperadores que eles estão se aproximando da fim de curso de uma porta de segurança porárea de perigo. exemplo, seja substituída antes da sua danifi- cação, evitando assim a ocorrência de aciden- Escudos tes. Um programa de manutenção voltado para a segurança das máquinas deve ser documen- Podem ser usados escudos para assegurar tado em ficha, formulário específico ou livroa proteção contra arremesso de partículas ou para cada máquina, que contenha minima-cavacos, respingos de fluí- mente: data da revisão; ser-dos, de metal ou gotículas. viços e trocas efetuadas; 25 E SCUDOSDEPROTEÇÃOA Figura 25 mostra duas EMMÁQUINAS recomendação de data paraaplicações potenciais. próxima revisão; nome e assinatura dos responsá- Ferramentas manuais veis pelo serviço e autoriza- ção ou permissão para o Ferramentas manuais funcionamento da máquina.são usadas para colocar e A atividade de manuten-remover peças do ponto ção e teste da máquinade operação de uma máquina. Diversos tipos expõe os trabalhadores desta atividade a riscospodem existir com esta finalidade: alicates, específicos que não estão presentes na rotinapinças, ganchos magnéticos. As ferramentas de funcionamento da máquina. Em algumasmanuais são considerados complementos de situações o trabalhador de manutenção temsegurança e não devem substituir outras prote- que ingressar com o corpo inteiro na zona deções de máquina. operação de uma máquina. Para a realização da tarefa de manutenção, todas as fontes de Alavancas de empurrão ou bloqueio energia devem estar em situação neutra. Tais fontes são a energia elétrica, fluídos hidráulicos As alavancas podem ser usados para ali- sobre pressão, ar comprimido, molas, partesmentar uma máquina, como uma serra de suspensas escoradas e outras fontes quedisco. Quando é necessário a proximidade das podem gerar um movimento mecânico inespe- -25-
  24. 24. Análise de riscosrado (SILVA,1995). Nestas situações é também Associação Brasileira de Normas Técnicasimportante que o operador possua o controle ABNT - Principais Normas de Segurança deabsoluto da energização do equipamento, Máquinas:(recomenda-se a posse, pelo operador de Dispositivos de intertravamento associadosmanutenção, de chave de acesso ao sistema a proteções, princípios para projeto e seleçãode acionamento, de modo a impedir o aciona- (NBR 13929/97);mento acidental da máquina por terceiros). Dispositivos de comando bi-manuais aspec-Quando forem realizados testes que necessi- tos funcionais e princípios para projetos (NBRtam da energização da máquina, medidas adi- 14152/98);cionais como calços ou barreiras mecânicas Distâncias de segurança para impedir oprovisórias podem ser necessárias para o acesso a zonas de perigo pelos membros supe-ingresso do trabalhador em zona de risco. riores (NBR 13761/96); Distâncias de segurança para impedir o BASES LEGAIS E NORMAS acesso a zonas de perigo pelos membros infe-NACIONAIS SOBRE SEGURANÇA riores (NBR 13758/96); DE MÁQUINAS Equipamentos de parada de emergência – Aspectos funcionais – princípios para projeto Convenção 119 da Organização Internacio- (NBR 13759/96);nal do Trabalho – OIT de 25 de Junho de 1963 Princípios para avaliação de riscos (NBRe Promulgada no Brasil pelo Decreto 1255 /94 : 14009/97);Prevê que os países signatários deverão proibir Folgas mínimas para evitar esmagamentoa venda , a locação e utilização de máquinas de partes do corpo humano (NBR 13760/96);que apresentem riscos aos usuários, decorren- Partes de sistemas de comando relaciona-tes dos movimentos mecânicos perigosos tais das a segurança (NBR 14153/ 98);como partes móveis, zonas de operação e Prevenção de partida inesperada (NBRtransmissão de força. 14154/98); A Norma Regulamentadora nº 12 da Porta- Redução dos riscos à saúde resultantes deria nº 3214/1978 do Ministério do Trabalho e substâncias perigosas emitidas por máquinasEmprego - “Máquinas e equipamentos” estabe- (NBR 14191 – 1/98);lece critérios básicos sobre: Requisitos gerais para o projeto e constru- as instalações e áreas de trabalho das ção de proteções fixas e móveis (NBRmáquinas; 13928/97); os dispositivos de acionamento de partida e Temperatura de superfícies acessíveis –parada de emergência das máquinas; dados ergonômicos (NBR 13970/97); sobre a proteção de máquinas; Prensas Mecânicas: requisitos de segurançan sobre mesas e assentos; (NBR 13930/97); sobre a proibição da fabricação, importação, Máquinas Injetoras para plástico e elastôme-venda e locação de máquinas sem os dispositi- ros – requisitos técnicos de segurança para pro-vos de segurança; jeto, construção e utilização (NBR– 13536/95); sobre a manutenção e operação de máquinas; Máquinas de moldagem por sopro para arti- Em seus anexos I e II estão normatizados gos ocos de termoplástico – requisitos técnicosrespectivamente os dispositivos de segurança de segurança para projeto e construção (NBRpara Motosserras, e para Cilindros de Massa. 13996/97); -26 -
  25. 25. Condições de Segurança em Tupia (NBR Capítulo II: Da Seguridade Social, Seção II: Da13181/ 94); Saúde); Cilindros de massa alimentícia – requisitos Lei Federal 8080 – 1990 – compete aode segurança (NBR 13865/97). SUS a participação na normatização, fiscaliza- Constituição Federal – 1988 : passa a atri- ção e controle das condições da produção,buir também ao Sistema Único de Saúde – extração, armazenamento, transporte, distri-SUS, através de ações descentralizadas para buição e manuseio de substâncias, de produ-os Estados e Municípios e com participação da tos, de máquinas e de equipamentos quesociedade, ações de Vigilância em Saúde do representam riscos à saúde do trabalhadorTrabalhador (Título VIII: Da Ordem Social, (Artigo 6º, § III). ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO DE RISCOS EM MÁQUINA. 1) Riscos Mecânicos Dados da máquina: Tipo / Modelo: . . . . . . . . . . . . . . . . . .Capacidade: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ano de fabricação: . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fabricante: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Croqui: Elabore um croqui simplificado da máquina identificando os pontos de maior risco: Partes móveis; movimentos giratórios, alternados e retilíneos; pontos entrantes entre componen-tes; zona de operação da máquina; sistemas de transmissão de força: -27 -

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