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Projeto Político Pedagógico da E. E. Profª Nair Palácio de Souza

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  • 1. COMPROMISSO E EDUCAÇÃONA FORMAÇÃO DO CIDADÃO
  • 2. Filosofia: Filosofia é a arte do pensar. Só filosofa quem pensa, raciocina, argumenta e buscacompreender a realidade através da aquisição do conhecimento. Nesta perspectiva, a Filosofia da nossa Unidade Escolar direciona-se para ademocratização do ensino e das relações pessoais de todos os envolvidos noprocesso educacional. Esta democratização oportunizará a todos o acesso ao saber,que é fundamental para o exercício consciente da cidadania, além de propiciar oconhecimento, que nos tornará pessoas autônomas e argumentativas. Concepções trabalhadas:O HOMEM é concebido como um ser histórico, que se modifica na medida em queinterage com a realidade, transformando-a e sendo por ela transformado. Oconhecimento gerado pela interação leva-o a condição de participar e intervir narealidade, tendo em vista que a aproximação desse conhecimento propicia acompreensão da complexidade das relações sociais e econômicas. À Escola cabe afunção de formar um homem crítico, capaz de superar dificuldades, independente econsciente dos seus direitos e deveres. Para isso, deverá estimular os alunos aquestionar, duvidar e perguntar sempre, o que é muito mais interessante do que recebertudo pronto, apenas para memorizar. Assim o conhecimento vai ganhando significado. A SOCIEDADE desejada é aquela em que ocorra a minimização dasdesigualdades sociais. Que ofereça indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, àcultura, ao lazer e a todos os direitos garantidos em Lei e nem sempre cumpridos. AEscola deve garantir ao seu aluno a criticidade necessária para poder avaliar asdiferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participação democráticanão se expresse apenas no momento das eleições e do voto. A Educação devegarantir então a disseminação do conhecimento universal aos indivíduos, com vista àprodução de um conhecimento contemporâneo que reflita as reais necessidades dasociedade presente. A ESCOLA é a instituição formalmente necessária para a criação e difusão doconhecimento e a sua reelaboração, na perspectiva de instrumentalizar o aluno para a 2
  • 3. análise de sua realidade. O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, aOrganização Pedagógica e Administrativa devem estar direcionada para o aluno, demodo a tornar o ambiente escolar alegre, dinâmico e cheio de vida, desencadeandoassim o gosto e a valorização no educando e como conseqüência a qualidade tãoalmejada por todos. 1. APRESENTAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº. 9394/96 estabelece em seu Artigo 12, Inciso I, a incumbência da Escola em elaborar e executar sua Proposta Pedagógica. Esta Lei abre espaços para que coletivamente se possa construir um projeto que estabeleça uma nova identidade à escola, propondo novos rumos para o processo educacional. A Escola nesta perspectiva deve assumir como uma das suas principais tarefas, o trabalho de refletir sobre sua intencionalidade educativa. A elaboração da Proposta Pedagógica é um caminho para a reconstrução da Educação, como elemento de formação e para o resgate da função social que a escola deve assumir. Nela se projeta uma visão humanista, entendida como um processo de engajamento de todos os protagonistas que participam da ação educativa. Neste contexto a participação de todos é de extrema importância para a operacionalização do mesmo. Cerca de 80% dos docentes são habilitados nas disciplinas que lecionam. A clientela da escola tem a peculiaridade de não ser apenas do bairro onde está localizada, mas são alunos vindos de todas as regiões da cidade, atraídos pela oferta de um ensino melhor e da disciplina mantida pela instituição. A 3
  • 4. maioria dos alunos são filhos de trabalhadores, que pela exaustiva jornada detrabalho não reservam muito tempo para o acompanhamento dos filhos na escola. Todas as sugestões levantadas pela comunidade estão elencadas nestaProposta, tendo a necessidade de uma coordenação e acompanhamento. Oplanejamento das atividades escolares é uma necessidade imperiosa, tendo em vistaatingir os resultados da ação educacional previstos na legislação e no Plano Estadualde Educação do nosso Estado. Dessa maneira todas as atividades escolares devemser objeto de reflexão por parte da comunidade escolar. Dessa reflexão surgirão oscaminhos a serem trilhados na ação educacional, materializados na forma dadesta Proposta Pedagógica. A escola procura potencializar todos os recursos existentes para garantirum ensino de qualidade ideal com as expectativas individuais e coletivas. Sua funçãoé garantir aos estudantes, os conteúdos socialmente produzidos, como também aconstrução de novos saberes para que se tornem sujeitos autônomos, responsáveis ecríticos. Nesse sentido, os pilares da educação recomendado pela UNESCO sãodesenvolvidos com destaque para aprender a viver juntos e aprender a ser. Aconvivência democrática estabelecida no ambiente educacional é um exemplo quepode ser estendido a todas as esferas da sociedade. Os projetos de ensino-aprendizagem que são desenvolvidos tambémpossibilitam atitudes de humanização e de reflexão sobre o mundo. Por meio damelhoria dos serviços educacionais prestados a comunidade, do respeito àsdiversidades nela existente e na valorização das suas potencialidades, a escolabusca a excelência na educação. Garantir a qualidade do ensino e da aprendizagemdesenvolvendo no educando as potencialidades necessárias para o ingresso nomundo tecnológico, sociocultural e econômico é o objetivo maior da escola. Para aefetivação da missão de oportunizar um conhecimento significativo, buscamossuporte técnico e financeiro junto a Secretaria de Estado de Educação, parcerias comempresas privadas e sociedade em geral, com vista a garantir o desenvolvimento dashabilidades necessárias para a construção de um mundo mais igual, ético, fraterno esolidário.2. MARCO SITUACIONAL A economia brasileira vem crescendo de uma maneira muito positiva edinâmica, realizando transformações importantes, que, inclusive, reduzem suavulnerabilidade. Dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontamque o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 5,4% em 2007, atingindo R$ 2,6trilhões. Os setores que mais cresceram foram a agropecuária (5,3%), seguida pelaindústria (4,9%) e serviços (4,7%). No Estado de Mato Grosso do Sul predomina uma economia agropecuária.O principal rebanho do estado é o bovino. O potencial econômico de Nova Andradinaestá voltado ao comércio e prestação de serviços. Dos 78 municípios de Mato Grossodo Sul, o município de Nova Andradina ocupa a 8ª posição do PIB estadual. Apopulação, que de acordo com dados do Censo realizado em 2000, era de 35.381,passou a 45.599 na contagem final do último censo de 2010. Nova Andradina cadavez mais se consolida como pólo regional transformando-se também num póloestudantil, com a instalação do campus da Universidade Federal, o funcionamento daUniversidade Estadual e o oferecimento de diversos cursos nas faculdadesparticulares. Com isto muitas pessoas estão vindo residir no município, além de 4
  • 5. estudantes dos municípios vizinhos dirigirem-se à cidade à procura de novasoportunidades de estudos e/ou serviço. O município alcançou nos últimos anos umsignificativo avanço no que diz respeito à melhoria na qualidade do ensino. A E.E. Profª. Nair Palácio de Souza localiza-se à rua 7 de setembro,nº. 156, na Vila Beatriz. Foi criada em 29 de dezembro de 1994, através do Decretonº. 8121, publicado no Diário Oficial nº. 3942 de 30 de dezembro de 1994. Atendealunos do 6° ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e todos os anos do Ensino Médio.Além do Ensino regular, a Escola está oferece também a Educação Profissional emnível médio, visando contribuir de forma ativa para o atendimento das demandasnecessárias do mercado de trabalho e oferecer à comunidade de Nova Andradinaprofissionais habilitados, competentes e dinâmicos, preparados para aempregabilidade e a competitividade do mundo moderno e capazes de atuar comeficiência e eficácia. Tudo isto requer, da escola, permanente atualização e sintoniacom as transformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além decontato permanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticaspedagógicas operatórias e ativas, compatíveis com as características do processoprodutivo. A unidade escolar encontra-se relativamente equipada para darconsecução às suas atividades educacionais. Possui diversos recursos tecnológicose uma diversidade de materiais didáticos. O prédio é adequado aos cursosoferecidos. Hoje estamos com carência de pessoal técnico-administrativo. Os queexistem não correspondem ao número estipulado pela tipologia da escola, sendonecessário concurso público para preenchimento das vagas.2.1- HISTÓRICO DA PATRONA DA ESCOLA A E.E. Profª Nair Palácio de Souza leva este nome em homenagema Profª Nair Palácio, como é mais conhecida na cidade. Ela nasceu em 29 denovembro de 1.926, na calma e acolhedora cidade de Birigui, interior de São Pauloe faleceu em junho de 2010, na cidade de Nova Andradina. Filha de Gildo Palácio de Souza e Regina Buosi Palácio, viúva do Sr.Rubens Roberto de Sousa com quem teve uma filha, a também profª MargaridaRegina da Conceição de Souza, avó de dois netos. Iniciou seus trabalhos como professora leiga em 1956 da escola daFazenda Bataguassu, em Guararapes, Estado de São Paulo. Chegou ao nosso Estado em 1963, onde lecionou da Escola MunicipalFazenda primavera, município de Batayporã. De 1.972 à l.978, exerceu asfunções de inspetora de alunos nos turnos vespertino e noturno na Escola ProfºJoão de Lima Paes e no matutino lecionava na Fazenda Esperança. Em 1.972formou-se como professora normalista. Trabalhou como professora nas Escolas Estaduais Padre Anchieta, LuisSoares Andrade, Antonio Joaquim de Moura Andrade e Austrílio Capilé Castro,sendo que nesta última aposentou-se voluntariamente, depois de mais de trintaanos dedicados ao magistério. O nome de D. Nair foi escolhido em 1.994 para denominar a novaEscola que naquele ano foi criada pelo governo do estado. Sua indicação éatribuída até hoje pelo seu profissionalismo, dedicação e competência quemarcaram seu trabalho enquanto estava atuando em sala de aula. 5
  • 6. “Os professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidamseus alunos a atravessarem e depois, tendo facilitado a travessia desmoronam-secom prazer, encorajando-os a criarem as suas próprias pontes”.2.2 – ATOS LEGAIS • Criação – Decreto nº 8.121 de 29/12/1994 – D.O. nº 3.942 de 30/12/1994 • Autorização Ensino Fundamental e Médio – Resolução/SED nº 2.216 de 23/12/2008 – D.O nº 7.368 de 24/12/2008 • Educação Profissional e Curso Normal Médio: (Obs.-: Os cursos de Educação Profissional e Curso Normal Médio são autorizados pela SED à medida que os mesmos são implantados na Unidade Escolar).2.3 - NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO A Escola oferece o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e o Ensino Médio noturno diurno e no turno noturno e neste turno oferece também a EducaçãoProfissional de nível médio e Curso Normal Médio.2.4 - DIREÇÃO Profº. Acácio Luiz Sampaio (Diretor) e profª. Tânia Filomena Colato Granato(Diretora-Adjunta) eleitos pela comunidade escolar para um mandato de trêsanos (triênio 2008 a 2011).2.5 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Danielly Cristiny Sakate Bernegozzi Rueda Sílvia Maria dos Santos Souza Sirlei Rodrigues de Oliveira Lima3. GESTÃO DEMOCRÁTICA O Colegiado Escolar, a Associação de Pais e Mestres, o Grêmio Estudantil e oConselho de Classe representam para a escola uma oportunidade de participação dasociedade na Gestão Democrática. Correspondem a uma tentativa de busca denovas formas de gestão, para o que, a participação da comunidade é,inevitavelmente, essencial. Na escola essa participação está materializada nofuncionamento efetivo do Colegiado Escolar. A existência desse conselho promove 6
  • 7. um ganho significativo na ampliação dos processos participativos, pois está centradaem decisões descentralizadas e dialógicas. Outras instituições escolares atuam juntocom o Colegiado, colaborando para o aperfeiçoamento do processo educacional,para a assistência escolar e para a integração família-escola-comunidade. AAssociação de Pais e Mestres (APM) atua como Unidade Executora, na gestão daautonomia financeira da escola. O Grêmio Estudantil enriquece a vida dos alunos,não só por lhes abrir uma gama variada de possibilidades como também, porpossibilitar que eles adquiram, na prática, a noção de responsabilidade. O Conselhode Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaço específico de reflexão,decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dos alunos, da escola em si,mas também da Proposta Pedagógica desenvolvido pela escola. A participação detodos os alunos, professores, pais, coordenadores pedagógicos e diretor e diretor-adjunto nas reuniões do Conselho de Classe promove uma democratização dasrelações pessoais. Conduzir mudanças de paradigmas não é fácil. Buscar isto de forma coletiva,apesar de difícil, traz mais vantagens do que desvantagens ao processo educacional.Ações colegiadas oportunizam visões compartilhadas dos objetivos e finalidades daescola, promovem a divisão de responsabilidades, o acompanhamento formal ouinformal das propostas firmadas e a busca coletiva de soluções para os problemasque surgem na escola. Na prática colegiada alguns entraves são encontrados, comoas associadas ao maior tempo necessário para firmar consensos, a maiorvulnerabilidade dos processos de mudança, as situações de conflitos que surgemdurante os debates existentes e a insegurança de alguns segmentos na tomada dedecisão. Esses fatores surgem pela pouca experiência democrática na nossasociedade, todavia a escola é um campo fértil para o aprendizado da democracia e dacidadania. Vivenciando uma gestão democrática estamos resgatando a função política esocial da escola, situando-a no exercício de um importante papel, o de contribuir paraa organização de uma nova sociedade e, portanto, tornar-se agente detransformação, firmando-se indubitavelmente num local de humanização. Para a escolha da Direção Escolar é realizada eleição a cada três anos.Participam da eleição todos os segmentos que compõem a comunidade escolar.3.1 – COLEGIADO ESCOLAR O Colegiado Escolar é um órgão que faz parte da estrutura da UnidadeEscolar. Trata-se de uma instância colegiada que tem caráter deliberativo,executivo, consultivo e avaliativo nos assuntos referentes à gestão pedagógica,administrativa e financeira da Escola. Integram o Colegiado Escolar da EE. Profª Nair Palácio de Souza osseguintes representantes por segmento:Professores: Patrice Mota Gomes Landin e Maria Regina ZaquiMembros Suplentes: Eduardo Martins eFuncionários Administrativos: Ivete Nunes da Silva.Membros Suplentes: Antonia Alves Pereira e Cleuza de Lima Fernandes.Coordenação Pedagógica: Sílvia Maria dos Santos Souza 7
  • 8. Membro Suplente: Sirlei Rodrigues de Oliveira LimaAlunos-: Carolina Rothe Maier, Suélem Mazieri Lhamas e João Carlos MarcoliniSimonPais-: Evandro Amaral Trachat e Silva, Rita de Cássia de Souza Oliveira e RosaMaria de SouzaMembros Suplentes: Valdir Ferreira O diretor profº Acácio Luiz Sampaio e a diretora-adjunta Tânia FilomenaColato Granato são membros natos do Colegiado e Secretários Executivos domesmo. A presidente do Colegiado Escolar é a Coordenadora pedagógica SílviaMaria dos Santos Souza. O Colegiado é regido por um Regimento Interno.3.2 – APM – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES A APM é uma entidade civil com personalidade jurídica própria, semcaráter lucrativo formado por pais, professores, funcionários da escola e direção.Tem por objetivo administrar recurso federal, estadual, municipal, da comunidade,de entidades públicas ou privadas e da promoção de campanhas escolares( comemorações, palestras, gincanas, etc). A Associação é regida por Estatuto etem como componentes os seguintes membros:CONSELHO DELIBERATIVOPresidente: Acácio Luiz SampaioSecretária: Yolanda Chaves Costa MichelsConselheiros:Maria de Fátima Lopes Ribeiro TolentinoAntonio Carlos CostaEdiana Aparecida Ciciliati MilhorançaClaudemir Gomes MaranMaria Lúcia de OliveiraDIRETORIAPresidente: : Plínio Tolentino PereiraVice-Presidente: Marislei Sanches Ferreira MartinsSecretário-Executivo: Acácio Luiz SampaioSecretária: Cristiane Fernandes 8
  • 9. Tesoureiro: Edivaldo Carlos MartinsCONSELHO FISCALMembros efetivos:Cristiani de Lima PereiraLuiz Carlos PicoliÁtila PierettiVânia Maria FerreiraSueli de Souza PessoaMembros Suplentes:Maria Regina Pereira Manzoli TrindadeEloisa Cristina Boscoli ResendeJosé Maria NunesLadislau Siqueira ArvelinoNilson Luiz Perlin3.3 – GRÊMIO ESTUDANTIL O Grêmio Estudantil é a entidade que representa os alunos da UnidadeEscolar. Sua principal característica é a de ser organizada e dirigida pelos própriosestudantes, que detectam suas necessidades e anseios, participando efetivamentedas decisões tomadas na escola. Muitas ações do Grêmio Estudantil acabam porbeneficiar não apenas os alunos, mas toda a comunidade escolar. A diretoria doGrêmio Estudantil é sempre convidada para participar das reuniões do ColegiadoEscolar. O Grêmio é uma instituição com Estatuto próprio e a diretoria para otrabalho no ano letivo de 2011 está assim composta:Presidente: Kathiene Costa PriorVice-presidente: Giovane Perlin1ª secretario: Emily Leal2ª Secretaria: Guilherme Figueiredo Terenciani1ª tesoureiro: Leticia Pereira2ª Tesoureiro: Andressa Sayri Moreira SuguimotoOrador: Allan Santos NevesDiretor Social: Thaís Paschoal CatarinoDiretor de Imprensa: Murilo Bianchi MartinsDiretor de Esporte: David José Carvalho BritoDiretor Cultural: Vitor Hugo Quevedo do Santos 9
  • 10. Promotor de Direitos e Deveres: João Vitor1ª Suplente: Ezequiel Andres2ª suplente: Ana Barbara Salvador Rodrigues3ª suplente: Thiago Bortoleto Gomes da Silva3.4 – ASSOCIAÇÃO DE PAIS (A.P) Para incentivar a participação dos pais na escola, o segmento dos pais doColegiado Escolar, pretende implantar a A.P. (Associação de Pais). Esta contarásomente com a presença dos pais, que compartilham dos objetivos da escola epossuem expectativas de sucesso acadêmico para seus filhos. Poderão com seuspares avaliar a escola e propor para o Colegiado as mudanças que se fizeremnecessárias, a partir da avaliação realizada pelos mesmos.3. 5- CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe caracteriza-se fundamentalmente por um espaçoespecífico de reflexão, decisão e ação sobre o processo de avaliação, não só dosalunos, da escola em si, mais também da Proposta desenvolvida pela escola. Éum dos momentos mais importantes do processo pedagógico, pois através deparadas organizadas, os integrantes da Unidade Escolar poderão repensar aprática educativa e deliberar sobre reajustes a serem realizados noplanejamento, nas disciplinas, na turma ou na aula. Para o bom desenvolvimento das atividades do Conselho de Classe, énecessário que seus membros estejam bem informados sobre os aspectosfundamentais da organização da escola e da sua Proposta, tais como: • a Filosofia que norteia a escola; • a proposta curricular que delineia a ação pedagógica; • os objetivos contidos no planejamento pedagógico do professor; • o tipo de avaliação adotada pela escola; • o regimento Escolar, principalmente no que se refere à questão da legalidade do sistema de avaliação escolar; O Conselho de Classe deve ter como perspectivas; • a continuidade da aprendizagem; • a adequação dos conteúdos programáticos à turma; • a adequação da metodologia de ensino aos conteúdos e aos alunos; • a consecução dos objetivos propostos; • o desempenho do aluno, do professor e da Proposta da Escola; • a previsão de procedimentos de recuperação; • o desenvolvimento da auto-avaliação do aluno e do professor; • o encaminhamento de medidas pedagógicas a serem tomadas após a reunião do Conselho. O Conselho de Classe pode assumir funções diversas e a partir dessas funções, ele tem determinações e propósitos como: 10
  • 11. a) Função Diagnóstica-: consiste no diagnóstico escolar, ou seja, nolevantamento de dados sobre a comunidade em que a escola está inserida, asfamílias donde provêm a clientela, os alunos e seus costumes, a própria propostado professor e da escola. Tudo com a finalidade de proporcionar situaçõeseducacionais apropriadas à formação do aluno. Implica também em detectar ostalentos e as dificuldades dos alunos, a fim de providenciar atendimentoadequado prevenindo e/ou corrigindo falhas no processo ensino-aprendizagem.Neste contexto cabe também a auto-avaliação do professor e da escola. b) Função de Acompanhamento-: É o momento de retomada dos dados doConselho de Classe anterior, para análise do que foi feito, face àsrecomendações emanadas, apurando os êxitos e dificuldades encontradas. Estaanálise implicará novamente na auto-avaliação de todos os envolvidos noprocesso, podendo neste momento ocorrer alterações no planejamento, nametodologia do professor, na forma de avaliar ou mesmo na sua posturapedagógica. Os alunos por sua vez também farão esta auto-avaliação,observando onde podem melhorar, propondo sugestões para que isso aconteça. Recomendações sobre procedimentos de recuperação, atendimentosindividualizados, sugestões metodológicas, poderão sair neste momento dareunião do Conselho. c) Função Prognóstica: É o momento de se estabelecer metas e previsõesque poderão ser alcançadas até o final de cada bimestre letivo. Estão incluídosaqui a elaboração de projetos que sejam direcionados aos problemas detectados,conversa com os pais na busca de parceria, possíveis encaminhamentosterapêuticos e substituição do professor, se for o caso. As sugestões serãolevantadas no momento da avaliação coletiva, durante a reunião do Conselho. Além das perspectivas e funções citadas anteriormente, o Conselho deClasse, no que se refere ao sistema de avaliação, estará sujeito às legislaçõesemanadas pela Secretaria de Estado de Educação, previstas no RegimentoEscolar. O Conselho de Classe funcionará da seguinte forma: 1º momento-: Entendimento dos objetivos do Conselho; 2º momento-: Diagnóstico de cada turma a partir de levantamento de dadosdo bimestre; 3º momento-: Avaliação dos professores; 4º momento-: Avaliação dos alunos; 5º momento-: Avaliação dos pais; 6º momento-: Elaboração de propostas para o próximo bimestre. O pessoal envolvido nas reuniões do Conselho serão: a) Todos os alunos da turma; b) Todos os professores da turma; c) Diretor; d) Coordenadores Pedagógicos; e) Pais dos alunos. 11
  • 12. As datas das reuniões serão estabelecidas no Calendário escolar de cada ano letivo. 3- MARCO TEÓRICO A visão de mundo concebida na Proposta Pedagógica aponta para a minimizaçãodas desigualdades sociais, oferecendo indiscriminadamente a todos o acesso ao saber, àcultura e aos direitos garantidos em Lei e que nem sempre cumpridos, principalmenteneste mundo globalizado e tecnológico, onde não existe mais fronteiras para oconhecimento. Para tanto, a escola deve garantir aos alunos, a criticidade necessária parapoder avaliar as diferenças existentes e suas causas e educá-lo para que a participaçãodemocrática não se expresse apenas no momento das eleições e do voto. Dentre osdiversos objetivos do Projeto, buscamos garantir que a educação básica seja construídasob os pilares recomendados pela UNESCO (1999): aprender a conhecer, aprender afazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, proporcionando aos alunos, um ensinodirecionado para o exercício da cidadania e para um mundo globalizado em constantetransformação. Buscamos também, desenvolver práticas educativas voltadas àparticipação da comunidade escolar, respeito ao meio ambiente, a cultura regional e local.O Currículo Escolar, a Avaliação, o Planejamento, a Organização Pedagógica eAdministrativa procuram estar direcionadas para o aluno, que é o foco principal da escola,de modo a tornar este ambiente alegre e dinâmico desencadeando assim o gosto e avalorização no educando e como conseqüência a qualidade tão almejada por todos. Agestão da escola é democrática, porque é constituída de um colegiado composto porrepresentantes de todos os segmentos da com unidade escolar. O currículo abrange umâmbito de intenções e interações, nas quais se entrecruzam processos e agentes diversos,que compõem um verdadeiro e complexo tecido educacional. Isto, significa conceber aorganização curricular para além da mera realização de atividades pedagógicas e divisãodo tempo escolar em rotinas estruturantes, ou apenas da organização do trabalho doseducadores. Currículo, como aponta (Machado, 2004, p 7), é todo processo educacional epedagógico e define-se como o conjunto de intenções, ações e interações presentes nocotidiano de qualquer instituição. O ensino-aprendizagem caracteriza-se pelodesenvolvimento e transformação progressiva das capacidades intelectuais dos alunos emdireção ao domínio dos conhecimentos e habilidades, e sua aplicação. O processo visaalcançar determinado resultado em termos de habilidades e competências. Para tanto, aescola por meio dos PCNs, Orientações Curriculares/MEC/07, Orientação Curricular para aEducação Básica de MS/08 (Ens. Fundamental e Médio) e dos recursos pedagógicos,contribui com o aperfeiçoamento da prática pedagógica e, por conseguinte a busca damelhoria da qualidade da educação, principal função social da escola.A avaliação da aprendizagem está voltada para a democratização e para a socialização dosaber estando em sintonia com as teorias recentes sobre o assunto e com a filosofia daEscola. Deve articular-se com o PPP e com o projeto de cada professor. Ela não é umfim em si mesma, como a prática atual demonstra, mais subsidia um curso de açãoque visa edificar o processo da aquisição do conhecimento. A avaliação é uma reflexãosobre o nível de qualidade do trabalho escolar do professor e do aluno. É necessária epermanente no trabalho docente, necessitando de acompanhamento sistemático doprocesso ensino/aprendizagem, a fim de constatar progressos, dificuldades, e reorientar otrabalho para correções necessárias. Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa nãohá exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade.Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas simtravessia permanente em busca do melhor.” (LUCKESI, 1997, pág. 25). A educação dequalidade é aquela que promove para “todo” o domínio de conhecimentos, a preparação 12
  • 13. para o mundo do trabalho, a constituição da cidadania, tendo em vista a construção deuma sociedade mais justa e igualitária.3.1 – OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI A educação é a base da cidadania porque ela é ao mesmo tempo difusora einstrumento da possibilidade de construção de uma sociedade cujos direitos e deveressejam de fato exercido por todos. O papel da educação é duplo: ela é disseminadora deuma consciência cidadã e ao mesmo tempo é instrumento de consolidação de umaverdadeira cidadania vivenciada nesse segundo papel. A educação precisa,necessariamente estar cumprindo seu papel de garantir oportunidades iguais a todos. Édesejável que os estudantes de todos os níveis possam competir em igualdade decondições. Alguns dados recentes nos mostram que a escolarização ampla que ocorrehoje no Brasil pouco tem contribuído para a implantação de uma sociedade mais justacomo preconiza nossa Constituição. A educação é investimento estratégico na sociedadeda informação/conhecimento, porém mais importante é assumi-la como investimento éticoreferido ao compromisso com o desenvolvimento pleno dos cidadãos e oferta igualitária deoportunidades a todos. A UNESCO destacou quatro pilares que são as bases da educação, ao longo de todaa vida do homem. São eles: 1º. Pilar: APRENDER A CONHECER que significa dominar os instrumentos doconhecimento, o desenvolvimento do desejo e das capacidades de aprender a aprender. Odesenvolvimento de habilidades cognitivas e a compreensão do mundo que o cerca. Épreciso que neste pilar seja desenvolvido conhecimentos necessários como a linguagemmatemática e a linguagem verbal para propiciar a construção de novos conhecimentos. 2º. Pilar: APRENDER A FAZER. Conhecer e fazer são indissociáveis. O segundo éconseqüência do primeiro. Aprender a fazer implica no desenvolvimento de competênciasque envolvem experiências sociais e de trabalho diversas que possibilitem às pessoasenfrentar, de forma mais autêntica, às diversas situações e a um melhor desempenho notrabalho em grupo. 3º. Pilar: APRENDER A VIVER juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e apercepção das interdependências, no sentido de realizar projetos comuns e preparar-separa gerir conflitos.Aqui, faz-se uma reflexão sobre o respeito às diversidades (culturais,étnicas...) edesenvolve valores necessários à convivência harmoniosa na sociedade. Cabe à escola,trabalhar conteúdos que contemplem assuntos como a diversidade da espécie humana epromova um ambiente que permita ao aluno a valorização do próximo e o espírito decooperação. 4º. Pilar: APRENDER A SER. A educação deve contribuir para o desenvolvimento totalda pessoa, isto é, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético,responsabilidade pessoal, espiritualidade possibilitando ao mesmo, um potencialsignificativo que permita-lhe um pensamento reflexivo e crítico. Neste pilar, cabe àeducação, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento e discernimento 13
  • 14. para que os mesmos sejam capazes de construir a sua própria história com bastantedignidade. Fundamentados nos quatro pilares, podemos pensar em uma escola com espaço deinteração, de participação e de articulação entre os segmentos , buscando sempre orespeito mútuo, a criatividade, a solidariedade, a cidadania, desenvolvendo habilidadesque levem os alunos a serem agentes do seu próprio saber e construtores de novoshorizontes que possibilite uma vida mais feliz. 3.2. ÁNÁLISE DO PROCESSO EDUCACIONAL A E.E. Profª Nair Palácio de Souza iniciou suas atividades em 1995. O número de alunos que matricularam-se na escola desde sua criação cresceu consideravelmente, como apresenta o gráfico seguinte: Ano letivo Matrícula Inicial Matrícula Final 1995 33 39 1996 80 99 1997 131 151 1998 256 321 1999 350 414 2000 387 471 2001 396 500 2002 501 575 2003 537 664 2004 613 723 2005 734 851 2006 752 868 2007 761 885 2008 852 931 2009 896 958 2010 1025 979 2011 1110 O Ensino Fundamental foi implantado na Escola à partir de 1998. Os Cursos de Educação Profissional foram implantados na escola a partir de 2008. 14
  • 15. Os dados referentes aos alunos transferidos, evadidos, aprovados e reprovadosestão contidos no gráfico abaixo:ENSINO MÉDIOAno Letivo Transferidos Evadidos aprovados reprovados 1995 03 01 33 02 1996 11 04 73 11 1997 33 06 103 07 1998 30 12 168 18 1999 39 07 193 05 2000 39 08 208 21 2001 55 08 205 28 2002 50 02 267 19 2003 21 - 373 04 2004 63 13 291 40 2005 78 32 402 31 2006 75 31 426 25 2007 78 18 398 55 2008 85 25 429 36 2009 97 12 430 48 2010 124 19 426 37 2011ENSINO FUNDAMENTALAno Letivo transferidos Evadidos Aprovados Reprovados 1998 18 05 60 09 1999 40 04 94 19 2000 46 04 119 22 2001 29 01 143 10 2002 31 05 179 15 2003 25 01 173 25 2004 34 06 214 34 15
  • 16. 2005 35 06 247 20 2006 33 02 254 22 2007 45 04 253 34 2008 42 06 270 38 2009 49 07 279 36 2010 43 01 295 34 2011 Apresentamos a seguir alguns indicadores educacionais recentes da Escolaque permite avaliar a qualidade do ensino ofertada pela instituição. RESULTADO PROVA IDEB Anos finais do Ensino Fundamental *IDEB Brasil MS Município Escola2005 3,5 3,4 3,0 ---2007 3,8 3,9 3,5 4,62009 4,0 4,1 4,2 4,92011Obs-: Em 2005 a escola não passou pela avaliação da Prova Brasil. RESULTADO PROVA BRASIL 2007 (Anos finais do Ensino Fundamental *) Brasil UF Município EscolaAprovação 78,2 75,5 70,9 88,9 (L.Portuguesa) 228,93 238,48 241,63 251,38Prova Brasil (Matemática) 240,56 252,16 255,82 260,83 Brasil UF Município EscolaMédia de horas-aula diária 4,5 4,3 4,3 4,4Docentes com curso superior 83,3 90,1 98,1 100,0 16
  • 17. Distorção Idade-série 23,2 37,5 45,5 11,1* Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-INEP/MECRESULTADO PROVA BRASIL 2009 (Anos finais do Ensino Fundamental *) Brasil UF Município EscolaAprovação 78,2 75,5 70,9 88,9 (L.Portuguesa) 228,93 238,48 241,63 251,38Prova Brasil (Matemática) 240,56 252,16 255,82 260,83 Brasil UF Município EscolaMédia de horas-aula diária 4,5 4,3 4,3 4,4Docentes com curso superior 83,3 90,1 98,1 100,0Distorção Idade-série 23,2 37,5 45,5 11,1* Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-INEP/MEC Dados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) *Ano da Avaliação Nº de Nº de Médias (Redação e Prova matrícula Participantes Objetiva) 2005 146 131 47,41 2006 153 131 45,69 2007 138 119 53,65 2008 2009 140 105 560,59 2010 17
  • 18. * Dados: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-INEP/MEC Uma análise efetuada pela Escola nos mostra a dificuldade enfrentada pelosalunos com relação ao entendimento dos enunciados das questões; esse fatoredundou, certamente, na diminuição da chance de acertos na resolução dasquestões colocadas, provocando em desvio na certitude dos resultados.4. MARCO OPERACIONAL Buscando a efetivação de uma escola pública de qualidade, seránecessário avaliar periodicamente o desempenho da Unidade Escolar, por meio defichas previamente elaboradas, reuniões e anualmente, da avaliação institucional.Com relação ao prédio, por ser uma construção nova está adequado para portadoresde necessidades especiais. A escola funciona em forma de salas ambientes e paramelhor operacionalização do currículo seria necessário a instalação de um televisore DVD em cada sala. Todos estes fatores são condições indispensáveis para adiminuição da evasão, repetência e na melhoria da aprendizagem dos nossos alunos.Esses espaços específicos permitem desenvolver experiências e produzirconhecimentos científicos, pois, a iniciação cientifica dá ao educando motivação paracontinuidade dos estudos. Para melhoria de todo o processo, a unidade escolarpretende desenvolver ações a curto, médio e longo prazo, tais como:- Criar condições para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades eaprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade;- Permitir ao aluno exercitar sua cidadania a partir da compreensão da realidade,para que possa contribuir em sua transformação;- Buscar novas soluções, criar condições que exijam o máximo de exploração porparte dos alunos e estimular novas estratégias de compreensão da realidade;- Melhorar a qualidade de ensino, motivando e efetivando a permanência do alunoda escola, evitando a evasão;- Criar mecanismos de participação que traduzam o compromisso de todos namelhoria da qualidade de ensino e no aprimoramento do processo pedagógico;- Promover a integração escola-comunidade;- Atuar no sentido do desenvolvimento humano e social tendo em vista suafunção maior de agente de desenvolvimento cultural e social na comunidade, apartir de seu trabalho educativo.- Propor parcerias com Universidades, Empresas, Instituições e outros órgãos,solicitando serviços, cursos, palestras e outras formas de intercâmbio quevenham ao encontro dos anseios da comunidade escolar;- Promover reuniões pedagógicas periodicamente, no sentido de conscientizar osprofessores da necessidade de encontrar caminhos adequados e prazerosospara a concretização do processo ensino-aprendizagem, construindo, dessa 18
  • 19. forma, um ambiente estimulador e agradável. Uma pedagogia centrada no aluno enão nos conteúdos;- Dinamizar o trabalho pedagógico através de atividades especiais: confecção dejornais, exposições, banco de livros, mostras variadas, produção de textos de alunose professores, etc;- Garantir que o Conselho de Classe seja participativo, transparente, responsável eque suas decisões sejam cumpridas; Implantar ou revitalizar os Projetos: MeioAmbiente, Dança, Sala Ambiente, Conservação do Patrimônio; Artesanato e Pintura;Fortalecer o Grêmio estudantil;- Criar a Associação de Pais;- Buscar junto a Secretaria Estadual de Educação a possibilidade na ampliação doprédio escolar (construção de: auditório, Laboratório de Química e Física ealmoxarifado);- Construir arquibancadas e alambrado na quadra de esportes;- Realizar anualmente os jogos interclasse;- Promover simulados semestrais para todos os alunos do Ensino Fundamental eMédio;- Promover extraordinariamente simulados bimestrais para os 9ºs anos do EnsinoFundamental e Terceiros anos do Ensino Médio nos moldes da Prova Brasil eEnem;- Buscar junto a SED, ampliação do número de pessoal administrativo: bibliotecário,agentes administrativos, de limpeza e de merenda;- Revitalizar a biblioteca;- Equipar o laboratório de ciências e biologia;- Substituir os computadores danificados e a expansão das memórias dos existentes;- Propor parcerias junto à iniciativa privada para melhorar os recursos pedagógicos;- Dinamizar o trabalho da coordenação pedagógica através de projetos específicos;- Dinamizar os planejamentos dos professores através de estudos dirigidos troca deexperiências didáticas, entre outras atividades pedagógicas;- Promover reparos em todos os instrumentos pedagógicos: retroprojetores, TVs,DVDs e sons;- Estimular e dar suporte financeiro e técnico as atividades esportivas tais como:handebol, basquetebol, voleibol, futsal, dança, xadrez, dama, atletismo, música,dança e teatro;- Promover atividades culturais, apresentação de danças, teatros e músicas,mensalmente, durante os intervalos;- Promover evento extraclasse com a participação da família (festas regionais,folclóricas e gincana escolar);- Promover reuniões bimestrais entre a direção, coordenação, professores e pais,palestras diversas com temas atuais (família, meio ambiente, trânsito, sexualidadeentre outros); 19
  • 20. - Avaliar e adequar ao momento histórico vivenciado na Proposta Pedagógica.5. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA,EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL5.1 - ENSINO FUNDAMENTAL O Ensino Fundamental, através de conteúdos, metodologias e formas deacompanhamento e avaliação visa a que o aluno, ao final de sua conclusão sejacapaz de:➡Compreender a cidadania como participação social e política, assim comoexercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia a dia,atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outroe exigindo para si o mesmo respeito;➡Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentessituações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomardecisões coletivas;➡ Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais,materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção deidentidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência do país;➡ Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro, bemcomo aspectos sócio-culturais de outros povos e nações, posicionando-se contraqualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social,crenças, sexo, etnia ou outras características individuais e sociais;➡Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente,identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamentepara melhoria do meio ambiente;➡Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiançaem suas capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoale de inserção social, para agir com perseverança na busca do conhecimento e noexercício da cidadania;➡Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e dotando hábitos saudáveiscomo um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo comresponsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva;➡Utilizar as diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica, plástica ecorporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias,interpretar e usufruir das produções culturais, em contexto públicos e privados,atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;➡Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos paraadquirir e construir conhecimentos;➡Questionar a realidade detectando problemas e tratando de resolvê-los,utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidadede análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação. 20
  • 21. 5.2 – ENSINO MÉDIO O Ensino Médio objetiva, através de conteúdos, metodologias, formas deacompanhamento e avaliação a que o aluno demonstre:➡Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem as modernasformas de produção;➡Conhecimento das formas contemporâneas de linguagem;➡Domínio dos conhecimentos de ciências humanas e ambientais necessários aoexercício da cidadania.5.3 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL A Escola Estadual Profª. Nair Palácio de Souza propõe o oferecimento doCursos de Educação Profissional Técnica de nível médio, visando contribuir de formaativa para o atendimento das demandas necessárias do mercado de trabalho eoferecer à comunidade de Nova Andradina profissionais habilitados, competentes edinâmicos, preparados para a empregabilidade e a competitividade do mundomoderno e capazes de atuar com eficiência e eficácia, tendo como perspectivapedagógica relacionar o currículo à realidade onde a unidade escolar está inserida.Essa proposta requer desta Instituição, permanente atualização e sintonia com astransformações tecnológicas e socioculturais do mundo do trabalho, além de contatopermanente com agentes educacionais, recursos atualizados e práticas pedagógicasoperatórias e ativas, compatíveis com as características do processo produtivo. Em2011 a escola está oferecendo o Curso de Técnico em vendas e Técnico emAgronegócio.5.4 – CURSO NORMAL MEDIO O Objetivo do Curso normal médio é promover a formação em nível médio,na modalidade normal, de docentes para atuar na educação infantil e nos anosiniciais do ensino fundamental com subsídios teóricos e metodológicos quecontribuam para a construção de práticas pedagógicas atualizadas econtextualizadas.5.5 – INTEGRAÇÃO E SEQÜÊNCIA DOS COMPONENTES CURRICULARES DOENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EEDUCAÇÃO PROFISSIONAL Através da verticalidade e da horizontalidade, haverá a integração e aseqüência dos componentes curriculares do Ensino Fundamental, do Ensino Médio,da Educação de Jovens e Adultos e da Educação Profissional, abordadas nosplanejamentos escolares e com amplas discussões nas reuniões docentes,sempre com embasamento nas diretrizes traçadas pela LDBEN e nasorientações emanadas da Secretaria de Estado de Educação. 21
  • 22. 5.6 - INSERÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS Os Temas Transversais são estabelecidos pelos Parâmetros CurricularesNacionais e compreendem seis áreas: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente,Saúde, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Eles constituem uma série devalores humanos a ser desenvolvidos na escola (higiene, habitação, lazer, respeito,atitudes, comportamentos, etc...). Na escola não haverá aulas específicas sobre ostemas transversais. Eles estarão integrados a todas as áreas do currículo e caberá aoprofessor verificar o momento propício para abordá-los. Os mesmos poderãotambém ser trabalhados sob a forma de projetos.5.6.1 - ÉTICA A Ética diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. Na escola, estetema encontra-se, em primeiro lugar, nas próprias relações entre os agentes queconstituem essas instituição: alunos, professores, coordenadores, funcionários e pais.Em segundo lugar, encontra-se nas disciplinas do currículo, uma vez que oconhecimento não é neutro. O tema Ética traz a proposta de que a escola realize umtrabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, condição para areflexão ética, e será trabalhado a partir de quatro blocos de conteúdos: RespeitoMútuo, Justiça, Diálogo e Solidariedade.5.6.2 – PLURALIDADE CULTURAL Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitaros diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira pé formadanão só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países, e tambémcom as migrações que nos colocam em contato com grupos diferenciados. .Ás vezesas relações pessoais desses grupos são marcadas pelo preconceito. O grandedesafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer ariqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimôniosociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem asociedade. Para tanto os conteúdos que serão trabalhados neste tema são osseguintes: Pluralidade Cultural e a vida dos adolescentes no Brasil; PluralidadeCultural na formação do Brasil, O ser humano como agente social e produtor decultura, Direitos Humanos e Direitos de cidadania e Pluralidade.5.6.3 - MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL (LEI 9.795/1999) O Meio Ambiente constitui um dos temas transversais de fundamentalreflexão e introduz nas salas de aula assuntos cada vez mais atual. Para a escola,o Meio Ambiente não se restringe ao ambiente físico e biológico, mas inclui tambémas relações sociais, econômicas e culturais. O objetivo é trazer reflexões que levem oaluno ao enriquecimento cultural, à qualidade de vida e à preocupação com oequilíbrio ambiental. O trabalho será realizado á partir de três blocos de conteúdos: Anatureza “cíclica” da Natureza, Sociedade e Meio Ambiente e Manejo e Conservaçãoambiental.5.6.4 – SAÚDE 22
  • 23. A Saúde, antes de tudo, é um direito fundamental do cidadão. Nesse sentido, aescola tem a função de orientar o estudante com as noções básicas de higiene esaúde, lembrando-lhe que cada indivíduo deve ser responsável pelo seu próprio bem-estar. Falar em saúde implica levar em conta, por exemplo, a qualidade do ar que serespira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e a desnutrição.Atitudes favoráveis ou desfavoráveis à saúde são construídas desde a infância pelaidentificação de valores observados em modelos externos ou grupos de referência. Aformação do aluno para o exercício da cidadania compreende a motivação e acapacitação para o autocuidado, assim como a compreensão da saúde como direitoe responsabilidade pessoal e social. Os conteúdos desta área são:Autoconhecimento para o Autocuidado e Vida Coletiva.5.6.5 – ORIENTAÇÃO SEXUAL O trabalho de Orientação Sexual visa transmitir informações e problematizarquestões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas, tabus e valores a elaassociados. Essas informações jamais poderão ferir a crença e valores trazidospelos jovens da família. Propõem-se três eixos fundamentais para nortear aintervenção do professor em relação ao tema: Corpo Humano, Relações de Gêneroe Prevenção às Doenças Sexualmente transmissíveis/AIDS.5.6.6 – TRABALHO E CONSUMO Ao enfocarmos o tema transversal Trabalho e Consumo, podemos enfatizar asinformações das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão histórica,assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o comunitário, aescravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Podemos também analisar ainfluência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a Industria Cultural,refletindo como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões de beleza econdutas que manifestam valores e expectativas. Pode-se também analisarcriticamente o anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos eserviços. Os conteúdos a serem trabalhados nesta área são: Relações de Trabalho,Trabalho, consumo, saúde e meio ambiente; Consumo, meios de comunicação demassas, publicidade e vendas e Direitos Humanos, cidadania, trabalho e consumo. Este Tema Transversal será trabalhado nos anos finais do Ensino Fundamental.5.7 – INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E PARAO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA EINDÍGENA. (Lei 10.639/2003 e Lei 11.645/2008) O atendimento diferenciado a ser dado às questões étnico-raciais se traduz pormeio do que propõe a legislação específica do tema, buscando a consolidação daEducação Afro-Brasileira, História Africana e História dos Negros e Índios no Brasil,em forma de conteúdos nas diversas disciplinas, que compõem o currículo daEducação Básica, Curso Normal Médio e Educação Profissional, em especial emHistória, Educação Religiosa, Literatura, Artes, Sociologia, Filosofia e EducaçãoFísica. O trabalho pedagógico com o tema buscará promover uma educação 23
  • 24. transformadora que possa formar cidadãos conscientes de seu pertencimento ético-racial, que caminhem juntos na construção de uma sociedade justa e democrática. Será incluído no Calendário escolar o dia 20 de novembro como “Dia Nacionalda Consciência Negra”. Para a inserção da Educação das relações étnico-raciais e para o Ensino deHistória e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena no currículo escolar, caberá àUnidade Escolar:- Conscientizar a comunidade de que a sociedade é formada por pessoas quepertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias,igualmente valiosas, e que, em conjunto, constroem, na nação brasileira e suahistória;- Conhecer e à valorizar a história dos povos africanos, da cultura afro-brasileira eindígena na construção histórica e cultural do País;- Promover a superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que osnegros, os povos indígenas e também as classes populares, às quais os negros, nogeral, pertencem, são comumente tratados.- Buscar informações e subsídios, da parte de pessoas, em particular de professoresnão familiarizados com a análise das relações étnico-raciais e sociais com o estudode História e Cultura Afro-brasileira , Africana e Indígena, que lhes permitam formularconcepções não baseadas em preconceitos e construir ações respeitosas.- Procurar romper com as imagens negativas, forjadas por diferentes meios decomunicação, contra os negros e os povos indígenas.- Combater à privação e à violação de direitos.- Ampliar o acesso a informações sobre a diversidade da nação brasileira e sobre arecriação das identidades, provocada por relações étnico-raciais.- Levar a comunidade escolar a pensar, decidir, agir, assumir responsabilidades porrelações étnico-raciais positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos econtestações, valorizando os contrastes das diferenças.- Valorizar e divulgar a oralidade, a corporeidade e a arte — por exemplo, a dança—, marcas da cultura de raiz africana e indígena, ao lado da escrita e da leitura.- Promover a educação patrimonial, buscando o aprendizado com base nopatrimônio cultural afro-brasileiro e indígena, visando preservá-lo e difundi-lo.- Promover parcerias com organizações de grupos do Movimento Negro e Índio ede grupos culturais negros e indígenas, bem como da comunidade em que se inserea escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de projetos quecontemplem a diversidade étnico-racial.- Apoiar sistematicamente os professores na elaboração de planos, projetos,seleção de conteúdos e métodos de ensino, cujo foco seja a História e Cultura Afro-brasileira e Africana, Indígena e a Educação das Relações Étnico-raciais. 24
  • 25. 5.8 - INSERÇÃO DA HISTÓRIA DA CULTURA SUL-MATO-GROSSENSE (Parecernº 235 – CEE/MS) O entendimento expresso nesta proposta é de que as manifestações culturaissul-mato-grossenses devem perpassar todas as disciplinas da Educação Básica,Educação de Jovens e adultos e Educação Profissional, em especial Artes, Literatura,Língua Portuguesa, História, Educação Religiosa, Geografia e Sociologia. Aarticulação dos aspectos culturais com todas as áreas do conhecimento quecompõem o currículo é indispensável para a construção da identidade local. Entende-se que este procedimento promoverá o acesso à cultura e constituiráelemento fundamental para a consolidação da cidadania do povo sul-mato-grossense. Para a inserção da cultura sul-mato-grossense no currículo escolar, caberá àUnidade Escolar:- Promover a articulação das diferentes disciplinas como os elementos culturais queas envolvem;- Destacar os elementos da cultura regional – música, artes plásticas, teatro,literatura e outros, articulando com os temas desenvolvidos nas diversas disciplinas;- Promover o acesso a museus, teatro, cinema, com projeção de filmes com temasregionais, e outras manifestações culturais presentes na comunidade;- Desenvolver pesquisas sobre as manifestações culturais da comunidade, da cidadee do Estado;- Elaborar e desenvolver projetos temáticos, articulados com elementos culturais.5.9 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO E ENSINO PARA O TRÃNSITO (Lei nº 9.503/2007) A Educação e o Ensino para o Trânsito será desenvolvida em todos os níveise modalidades de ensino, visando a formação integral do cidadão, conscientizando-odos diversos papéis, por ele desempenhados no trânsito, resgatando os valoreséticos. A organização desse ensino no currículo escolar se dará pelatransversalidade, ou seja, os objetivos e conteúdos relativos ao trânsito serãoincorporados nas áreas/eixos/componentes curriculares já existentes no currículo eno trabalho educativo da escola. Para a inserção da Educação e Ensino para o Trânsito no currículo escolar,caberá à escola:- Despertar a consciência crítica, juntamente com a responsabilidade de cadacidadão;- Envolver os alunos, levando até eles informações sobre Educação no Trânsito;- Valorizar a importância do uso do cinto de segurança;- Reconhecer a importância do pedestre e suas obrigações dentro do trânsito;- Valorizar a Educação para o Trânsito dentro da vida escolar, com o objetivo de 25
  • 26. melhorar nossas atitudes evitando acidentes e preservando a vida;- Identificar a forma correta de locomoção de condutores, ciclista e pedestres pelotrânsito, sem transgredir as leis;- Reconhecer a importância da faixa de segurança, semáforos, placas de sinalizaçãoe aplicar os conhecimentos no seu cotidiano;- Respeitar o profissional do trânsito;- Perceber situações de risco no trânsito;- Provocar na comunidade, reflexão sobre os diferentes fatores que interferem notrânsito levando-a a sistematizar informações relevantes para a compreensão esoluções dos problemas;- Implantar uma consciência de trânsito, ou seja, transformar conhecimento ematitude, e preocupação em ações concretas.- Elaborar e desenvolver projetos temáticos sobre o Trânsito.5.10 - INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO MUSICAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA (Lei nº11.769/2008) O conteúdo de música será integrado à área de conhecimento/disciplina deArtes e será trabalhado também sob a forma de projeto. Não haverá uma disciplinaespecifica para o ensino da música na Unidade Escolar.5.11 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NOENSINO FUNDAMENTAL ( LEI 8.069/1990) O currículo do Ensino Fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo quetrate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei n o 8.069,de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente,observada a produção e distribuição de material didático adequado.5.12 – INSERÇÃO DOS DIREITOS DOS IDOSOS NA EDUCAÇÃO FORMAL ( LEI10.741/2003) Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridosconteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização doidoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.5.13– PROGRAMA DE INCLUSÃO DE MEDIDAS DE CONSCIENTIZAÇÃO,PREVENÇÃO E COMBATE AO BULLYING (Lei nº 3.887, de 06/05/2010) Uma das principais ameaças do século XXI e do processo deconstrução da paz é a violência. Em qualquer segmento social presenciamos formasdiferenciadas de violência, principalmente no ambiente escolar, onde é evidente a 26
  • 27. crescente manifestação de atos violentos em diversos níveis de escolaridade. Dentreas diversas formas de violência, destacamos o fenômeno do bullying, que, mesmo deforma velada, representa uma grande preocupação para a comunidade escolar.Estudos sobre esta temática apontam os diversos tipos de bullying: SEXUAL:assédio, indução e/ou abuso sexual; VERBAL: apelidos pejorativos, xingamentos epiadas depreciativas; FÍSICO: bater, chutar, empurrar e ferir fisicamente;EXCLUSÃO SOCIAL: ignorar, isolar e excluir; PSICÓLOGICO: perseguir, aterrorizar,intimidar, dominar, infernizar, chantagear e manipular; MORAL: difamar, disseminarrumores ou caluniar; VIRTUAL: divulgar imagens, criar comunidades, enviarmensagens, invadir a privacidade e MATERIAL: destruir, estragar, furtar e roubar ospertences das vítimas. Ações para banir o bullying na Unidade Escolar serão executadas todos osanos, objetivando a prevenção e o combate a esta prática nociva no meio dosalunos.6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR6.1 - SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR ÁREA DO CONHECIMENTO NO ENSINOFUNDAMENTAL:6.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA➡Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las comeficiência em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos –tanto orais como escritos – coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aosobjetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;➡Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade valorizadasocialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa deque participam;➡Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;➡Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam emdiferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente einferindo as intenções de quem os produz; 27
  • 28. ➡Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criadospela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aosmateriais escritos em função de diferentes objetivos;➡Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo comoproceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nostextos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; comportextos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos,índices, esquemas, etc.;➡Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais,sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões,bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-osquando necessário;➡Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre alíngua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidadede análise crítica;➡Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores epreconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.6.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS)➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas;➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação;➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar;➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada emrazão de aspectos sociais e/ou culturais;➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar,agir e sentir de quem os produz;➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em LínguaEstrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e árecepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência ecoesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos;➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas nacomunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente,uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançaro efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, demaneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos). 28
  • 29. 6.1.3 – MATEMÁTICA➡Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender etransformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual,característico da Matemática, como aspecto que estimula o interesse, acuriosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade pararesolver problemas;➡Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos doponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível derelações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático ( aritmético,geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico); selecionar,organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-lascriticamente;➡Resolver situações-problemas, sabendo validar estratégias e resultados,desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como dedução, indução,intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos,bem como instrumentos tecnológicos disponíveis;➡Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentarresultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso dalinguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representaçõesmatemáticas;➡Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes composições eentre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;➡Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentosmatemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca desoluções;➡Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente nabusca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuaisou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegase aprendendo com eles.6.1.4 - CIÊNCIAS➡Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parteintegrante e agente de transformações do mundo em que vive;➡Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia econdições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica;➡Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais apartir de elementos da Ciências Naturais, colocando em prática conceitos,procedimentos e atitudes desenvolvidos com o aprendizado escolar;➡Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados a energia, matéria,transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida; 29
  • 30. ➡Saber combinar leituras, observações, experimentações, registros, etc., paracoleta, organização, comunicação e discussão de fatos e informações;➡Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa paraa construção coletiva do conhecimento;➡Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovidopela ação coletiva;➡Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas,distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio danatureza e ao homem.6.1.5 – HISTÓRIA➡Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem comoutros tempos e espaços;➡Organizar alguns repertórios históricos-culturais que lhes permitam localizaracontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicaçõespara algumas questões do presente e do passado;➡Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversostempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas esociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;➡Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes nasua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e noespaço;➡Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindosobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuaçãopolítica institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;➡Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico,aprendendo a ler diferentes registros escritos, icnográficos, sonoros;➡Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-acomo um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimentoda democracia.6.1.6 – GEOGRAFIA➡Conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da naturezaem suas múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades emsua construção e na produção do território, da paisagem e do lugar;➡Identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüênciasem diferentes espaços e tempos, de modo a construir referenciais quepossibilitem uma participação propositiva e reativa nas questões socioambientaislocais; 30
  • 31. ➡Compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficosestudados em suas dinâmicas e interações;➡Compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, osavanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais sãoconquistas decorrentes de conflitos e acordos, que ainda não são usufruídas portodos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se emdemocratizá-las;➡Conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia paracompreender o espaço, a paisagem, o território e o lugar, seus processos deconstrução, identificando suas relações, problemas e contradições;➡Fazer leituras de imagens, de dados e de documentos de diferentes fontes deinformações, de modo a interpretar, analisar e relacionar informações sobre oespaço geográfico e as diferentes paisagens;➡Saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar aespacialidade dos fenômenos geográficos;➡Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sociodiversidade,reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento defortalecimento da democracia.6.1.7 –ARTES➡Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de buscapessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, asensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas;➡Interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em, artes (ArtesVisuais, Dança, Música, Teatro), experimentando-os e conhecendo-os de modo autilizá-los nos trabalhos pessoais;➡Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal econhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, nopercurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções;➡Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nasdiversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produçõespresentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universonatural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos;➡Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e curiosidade,exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando arte de modosensível;➡Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados dotrabalho do artista, reconhecendo, em sua própria experiência de aprendiz,aspectos do processo percorrido pelo artista;➡Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artistas,documentos, acervos nos espaços da escola e fora dela ( livros, revistas, jornais,ilustrações, diapositivos, vídeos, discos, cartazes) e acervos públicos (museus,galerias, centros de cultura, biblioteca, videotecas, cinematecas), reconhecendo e 31
  • 32. compreendendo as variedade dos produtos artísticos e concepções estéticaspresentes na história das diferentes culturas e etnias.6.1.8 – EDUCAÇÃO FÍSICA➡Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas econstrutivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas ede desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por característicaspessoais, físicas, sexuais ou sociais;➡Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situaçõeslúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência;➡Conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações decultura corporal do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso paraintegração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais;➡Reconhecer-se como elementos integrante do ambiente, adotando hábitossaudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com osefeitos sobre a própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúdecoletiva;➡Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando edosando o esforço em um nível compatível com as possibilidades considerandoque o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorremde perseverança e regularidade e devem ocorrer de modo saudável eequilibrado;➡Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos decrescimento e de desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros,reivindicando condições de vida digna;➡Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal queexistem nos diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro dacultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgadospela mídia e evitando o consumismo e o preconceito;➡Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem comoreivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer,reconhecendo como uma necessidade básica do ser humano e um direito docidadão.7.1 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS POR DISCIPLINA NO ENSINO MÉDIO:7.1.1 – LÍNGUA PORTUGUESA➡Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos econdutas sociais e como representação simbólica de experiências humanasmanifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social; 32
  • 33. ➡Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionandotextos/contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordocom as condições de produção/recpeção (intenção, época, local, interlocutoresparticipantes da criação e propagação de idéias e escolhas);➡Confrontar opiniões e pontos de vistas sobre as diferentes manifestações dalinguagem verbal;➡Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora designificação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.7.1.2 – LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ( INGLÊS)➡Saber distinguir entre as variantes lingüísticas;➡escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação;➡Escolher o vocábulo que melhor reflita a idéias que pretenda comunicar;➡Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada emrazão de aspectos sociais e/ou culturais;➡Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar,agir e sentir de quem os produz;➡Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção em LínguaEstrangeira ( oral e/ou escrita). Todos os textos referentes à produção e árecepção em qualquer idioma regem-se por princípios gerais de coerência ecoesão e, por isso, somos capazes de entender e de sermos entendidos;➡Utilizar as estratégias verbais e não verbais para compensar falhas nacomunicação ( como o fato de não ser capaz de recordar, momentaneamente,uma forma gramatical ou lexical), para favorecer a efetiva comunicação e alcançaro efeito pretendido (falar mais lentamente, ou enfatizando certas palavras, demaneira proposital, para obter determinados efeitos retóricos).7.1.3 – LITERATURA➡Distinguir texto literário de texto não-literário, em função da forma, finalidade econvencionalidade;➡Diferenciar, em textos literários, concepções de mundo e de sujeito decorrentesde sua historicidade;➡Diferenciar, em textos, marcas de valores e intenções dos agentes produtoresem função de seus comprometimentos e interesses políticos, ideológicos eeconômicos;➡Identificar a partir de um texto literário, as implicações no tratamento temático eno estilo conseqüentes do contexto histórico de produção e de recepção do texto;➡relacionar o universo literário com o estilo de época, bem como com estereótipose clichês sociais.7.1.4 – EDUCAÇÃO FÍSICA 33
  • 34. ➡Compreender o funcionamento do organismo humano, de forma a reconhecer emodificar as atividades corporais, valorizando-as como recursos para melhoria desuas aptidões físicas;➡Desenvolver as noções conceituais de esforço, intensidade e freqüência,aplicando-as em suas práticas corporais;➡Refletir sobre as informações específicas da cultura corporal, sendo capaz dediscerni-las e reinterpretá-las em bases científicas, adotando uma posturaautônoma na seleção de atividades e procedimentos para a manutenção ouaquisição da saúde;➡Assumir uma postura ativa, na prática das atividades físicas, e consciente daimportância delas na vida do cidadão.7.1.5 – ARTES➡Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte( música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais) analisando, refletindo ecompreendendo os diferentes processos produtivos, com seus diferentesinstrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais ehistóricas;➡Apreciar produtos de arte, sem suas várias linguagens, desenvolvendo tanto afruição quanto a análise estética, conhecendo, analisando, refletindo ecompreendendo critérios culturalmente construídos e embasados emconhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico,psicológico, semiótico, científico e tecnológico, dentre outros;➡Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações da arte – emsuas múltiplas linguagens - utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos,interagindo com o patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer ecompreender em sua dimensão sócio-histórica;➡Valorizar o trabalho dos profissionais e técnicos das linguagens artísticas, dosprofissionais da crítica, da divulgação e circulação dos produtos de arte.7.1.6 – BIOLOGIA➡Perceber e utilizar os códigos intrínseco da Biologia;➡Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos emestudo;➡Conhecer diferentes formas de obter informações observação, experimento,leitura de texto e imagem, entrevista), selecionando aquelas pertinentes ao temabiológico em questão;➡Expressar dúvidas, idéias e conclusões acerca dos fenômenos biológicos;➡Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto daconjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos etecnológicos. 34
  • 35. 7.1.7 – FÍSICA➡Compreender enunciados que envolvam códigos e símbolos físicos;➡Utilizar e compreender tabelas, gráficos, fórmulas e relações matemáticasgráficas para a expressão do saber físico;➡Elaborar sínteses ou esquemas estruturados dos temas físicos trabalhados;➡Desenvolver a capacidade de investigação física. Classificar, organizar,sistematizar. Identificar regularidades. Observar, estimar ordens de grandeza,compreender o conceito de medir, fazer hipóteses, testar;➡Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do sabercientífico;➡Reconhecer o papel da Física no sistema produtivo, compreendendo a evoluçãodos meios tecnológicos e sua relação dinâmicas com a evolução doconhecimento científico.7.1.8 – QUÍMICA➡Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual;➡Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química:gráficos, tabelas e relações matemáticas;➡Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma visão macroscópica(lógico-empírica e lógico-formal);➡Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva doser humano com o ambiente;➡Reconhecer as relações entre o desenvolvimento científico e tecnológico daQuímica e aspectos sócio-político-culturais.7.1.9 – MATEMÁTICA➡ Ler, interpretar e utilizar textos e representações Matemática;➡Exprimir-se com correção e clareza, tanto na língua materna, como nalinguagem matemática, usando a terminologia correta;➡Formular hipóteses e prever resultados a partir de problemas criados emsituações concretas;➡Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços,fatos conhecidos, relação e propriedades;➡desenvolver a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação eintervenção no real;➡Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações reais, em especialem outras áreas do conhecimento. 35
  • 36. 7.1.10 – HISTÓRIA➡Situar as diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia, areligião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais nos contextoshistóricos de sua constituição e significação;➡Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relaçõesde sucessão e/ou de simultaneidade;➡Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos;➡Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suasrelações com o passado;➡Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir doreconhecimento do papel de indivíduo nos processos históricos simultaneamentecomo sujeito e como produto dos mesmos.➡Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partirdas categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.7.1.11 – GEOGRAFIA➡Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da geografia;➡Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da geografia (mapas, gráficos,tabelas, etc.), considerando-os como elementos de representação de fatos efenômenos espaciais e/ou espacializados;➡Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam aobservação dos processos de formação e transformação dos territórios, tendo emvista as relações de trabalho, a incorporação de técnicas e tecnologias e oestabelecimento de redes sociais;➡Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação edegradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmicae a mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticosque incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional eglobal;➡Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaçogeográfico atual a sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos emdiferentes tempos, e os processos contemporâneos, conjunto de práticas dosdiferentes agentes, que resultam em profundas mudanças na organização e noconteúdo do espaço.7.1.14- FILOSOFIA➡ Debater os conhecimentos de Filosofia, assumindo uma postura crítica a partir deargumentos consistentes;➡ Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro,jornal e revista especializada;➡ Aplicar os conhecimentos de filosofia nas ciências naturais e humanas, nas artes eem outras produção culturais; 36
  • 37. ➡ contextualizar os conhecimentos de filosofia tendo como referência a organizaçãoda sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e a produção científico-tecnológica;➡ Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional, apartir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas nasociedade.7.1.13 – SOCIOLOGIA➡Analisar os conhecimentos de Sociologia em filmes, obra de arte, peças de teatro,jornal e revista especializada; ➡Produzir novos conceitos e valores sobre as diferentes realidades sociais, apartir das observações e reflexões realizadas;➡Analisar os conhecimentos de Filosofia em filmes, obra de arte, peças de teatro,jornal e revista especializada; ➡Aplicar os conhecimentos de sociologia nas ciências naturais e humanas, nas artese em outras produção culturais ➡Compreender as diferentes manifestações culturais, adotando uma atitude depreservação do direito à diversidade, no sentido de superar conflitos e tensões dasociedade contemporânea;➡Entender as relações de trabalho e as exigências de qualificação profissional apartir das necessidades geradas pelas mudanças econômicas e políticas ocorridas nasociedade; ➡Contextualizar os conhecimentos de sociologia tendo como referencia aorganização da sociedade em cada período histórico, a biografia do autor e aprodução científico tecnológica.8 –: SÍNTESE DAS COMPETENCIAS PROFISSIONAIS ESPECÍFICAS DAEDUCAÇÃO PROFISSIONAL Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovada peloSED/MS.9 – SÍNTESE DOS OBJETIVOS DO CURSO NORMAL MÉDIO Obs-: A Síntese encontra-se em Projeto específico do Curso aprovado pelaSED/MS.10 - EMENTAS CURRICULARES 37
  • 38. Obs-: 1- As ementas curriculares do Ensino Fundamental e Ensino Médio serãooperacionalizadas conforme os Referências Curriculares da Secretaria de Estado deEducação. 2- As ementas curriculares da Educação Profissional e Curso NormalMédio encontram-se em Projeto específico aprovado pela SED/MS.11. CARGA HORÁRIA DOS CURSOS Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio: 1.000 h/a anual e 834horas anual. De acordo com a legislação vigente, os cursos respeitarão a jornadamínima de 200 dias letivos dentro do calendário civil. Os Cursos de Educação Profissional e Normal Médio obedecerão a CargaHorária definida nos Projetos específicos dos Cursos.12. O ENSINO12.1– A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL, DO ENSINO MÉDIO, DAEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL O currículo do Ensino Fundamental e Médio contém, obrigatoriamente, umaBase Nacional Comum e uma Parte Diversificada. O currículo do Ensino Fundamental é organizado em áreas de conhecimento,sendo pautado em quatro princípios norteadores: – da formação humana em toda sua dimensão calcada na eqüidade, com afinalidade de democratizar as oportunidades educacionais para o cumprimento daabsoluta prioridade expressa na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e doAdolescente; – do respeito às condições concretas de vida e de atividade do ser humano; – do respeito às experiências escolares, tomadas como indicadores parainterferências pedagógicas, que conduzam à qualidade do ensino e aodesenvolvimento humano pleno; – do compromisso compartilhado de alunos, professores e comunidade para oredimensionamento do processo de ensino e de aprendizagem, consolidando afunção social da escola. O Currículo do Ensino Médio é organizado em três áreas de conhecimento,trabalhadas em forma de disciplinas:I - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas delíngua portuguesa, literatura, artes, educação física e língua estrangeira moderna;II – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, área que contempla asdisciplinas de física, química, biologia e matemática;III – Ciências Humanas e suas Tecnologias, área que contempla as disciplinas dehistória, geografia, sociologia e filosofia. 38
  • 39. O currículo do ensino médio é pautado em princípios, fundamentos eprocedimentos que contribuem para a promoção do cidadão, por meio da:- educação articulada com o mundo do trabalho;- prática social;- preparação para o exercício da cidadania;- preparação básica para o trabalho A organização dos Cursos de Educação Profissional e do Normal Médio estádefinida em Projeto próprio aprovado pelo Conselho Estadual de Educação e/ou pelaSecretaria de Estado de Educação. O Ensino Fundamental, com duração de 09 (nove) anos e o Ensino Médio, comduração de 03 (três) anos, terão carga horária anual de, no mínimo, 800 (oitocentas)horas e 200 (duzentos) dias letivos, com jornada diária de no mínimo quatro horasde efetivo trabalho escolar. O horário escolar será organizado com 05 (cinco) aulas diárias, com duração de 50(cinqüenta) minutos cada. O tempo destinado ao recreio não é computado na cargahorária semanal do Ensino Fundamental e Médio. O estudante dos anos finais do ensino fundamental poderá optar por cursar a áreade conhecimento educação religiosa. Esta deverá ser oferecida e cumprida em turnodiverso daquele em que foi matriculado. O ensino de uma Língua Estrangeira Moderna será obrigatória na unidade escolar. Adefinição da Língua Estrangeira Moderna, de freqüência obrigatória e de freqüênciafacultativa pelo estudante, ficará a cargo da comunidade escolar. A oferta de Estágio Supervisionado na Educação Profissional Técnica de nível médio,no Normal Médio, no Ensino Médio e suas modalidades seguirá as orientação doSistema Estadual de Ensino e legislação própria. A Educação Especial deverá obedecer ao disposto em legislação própria. 12.2 – PERFIL DA ESCOLA A escola é a instituição necessária para a criação e disseminação doconhecimento e sua reelaboração, nas perspectiva de instrumentalizar o aluno paraa análise e transformação de sua realidade. Ela deve ser criativa, atrativa, um espaçovivo e democrático, privilegiando sempre a formação de cidadãos compromissados coma sociedade. Nela o aluno não será apenas um expectador, que recebe informações eassiste inerte ao espetáculo, sem participar dele. Pelo contrário, a escola viabilizaráalternativas que efetive a participação integral do aluno, que de expectador, passará aator, responsável também pelo processo criador. A organização escolar, oplanejamento das ações, a elaboração de projetos, o envolvimento coletivo, dará àescola mais vida e com isso mais eficácia. Os objetivos da escola mudam de acordo com as transformações queocorrem na sociedade. Ela já não representa um simples local de aprendizagem deofícios como antigamente e faz com que o professor reflita sobre o seu papel.Atualmente a escola tem a preocupação em desenvolver física, intelectual, moral esocialmente o indivíduo. Entretanto, como antigamente deve continuar a refletir a própriasociedade e sua respectiva cultura. Para refletir a sociedade, a escola deve ser 39
  • 40. consoante com o momento histórico, utilizando-se de todas as ferramentas disponíveis para produzir conhecimentos que impulsionem o ser humano a agir sobre essa sociedade dinâmica que a todo o momento faz novas exigências. O avanço para a modernidade provoca a consciência de que o conhecimento se renova, se constrói, portanto, não é algo pronto e medido. Para atender a essas novas perspectivas, o novo profissional da educação terá que gerar o conhecimento, não podendo deixar de estar atento aos recursos tecnológicos e informatizados que já se apresentam na sociedade. A atualidade exige desses profissionais essa instrumentalização, para articular os conhecimentos disponíveis no mundo. Portanto, o desafio imposto instigará produções criativas alicerçadas em pedagogias inovadoras que objetivem a busca da competência, mas principalmente a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos que se engajam no processo educativo tanto de instituições privadas como públicas de ensino. 12.3– PERFIL DO PROFESSOR Toda proposta de mudança, exige também uma mudança de postura ede mentalidade. Por isso muito esforço deverá ser empreendido pelos educadores,para que o sucesso da escola aconteça. A conquista da melhoria da qualidade doensino, a valorização do magistério e a autonomia da escola, dependerá docompromisso e responsabilidade de seus profissionais. Esta nova escola que queremos, anseia por um educador renovado,alegre, dedicado e consciente do seu papel de formador de gerações. Um professormotivado motivará os seus alunos. A autoridade do professor perpassa necessariamentepela sua competência e preparação. Ter autoridade é ser sujeito do fazer pedagógico emsala de aula. É ter argumentos para mediar o diálogo do aluno com o conhecimento edar vida à disciplina que trabalha, tornando-a necessária, significativa e atual. A eficiência do educador passa pela sua capacidade de elaborar e dirigirseu próprio projeto com seus alunos. Neste projeto deve estar planejado todas as suasintenções pedagógicas, norteadas pela filosofia da escola. As atividades elaboradaspelo professor devem ser significativas, interessantes e variadas, teoricamentefundamentadas, para atingir claramente objetivos especificados. Devemos banir daescola, aulas que são meramente um amontoado de regras e receituários, onde o alunonão consegue aproveitar o conhecimento apreendido no decorrer do seu cotidiano.Para que isso ocorra é fundamental o caráter permanente da capacitação doprofessor, devendo esta, seu um instrumento de reflexão e de transformação dasrotinas do trabalho em sala de aula. Momentos individualizados, grupos de estudos,debates, seminários, deverão ser proporcionado aos professores para que possamampliar , de forma crítica e atual, o seu referencial teórico-metodológico. A missão da escola é a de atender ao aprendiz, que é um ser original, singular,diferente e único, mas contextualizado com a realidade do mundo. Para se ensinardentro dessa nova perspectiva, Perrenoud apontou as novas competências que oprofessor precisa adquirir e que a Escola, através de um esforço coletivo, estarábuscando: Novas Competências Necessárias ao Professor (Perrenoud, 2000).1. Organizar e dirigir · Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos asituações de serem ensinados e sua tradução em objetivos deaprendizagem. aprendizagem. · Trabalhar a partir das representações dos alunos. · Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem. 40
  • 41. · Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas. · Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.2. Administrar a · Conhecer e administrar situações-problema ajustadas aoprogressão das nível e às possibilidades dos alunos.aprendizagens. · Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino. · Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem. · Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa. · Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.3. Conhecer e fazer · Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma.evoluir os dispositivos de · Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço maisdiferenciação. vasto. · Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades. · Desenvolver a cooperação entre os alunos.4. Envolver os alunos em · Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com osuas aprendizagens e saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver noem seu trabalho. aluno a capacidade de auto-avaliação. · Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou de escola) e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos. · Oferecer atividades opcionais de formação. · Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.5.Trabalhar em equipe. · Elaborar um projeto de equipe, representações comuns. · Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões. · Formar e renovar uma equipe pedagógica. · Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais. · Administrar crises ou conflitos interpessoais.6. Participar da · Elaborar, negociar um projeto da instituição.administração da escola. · Administrar os recursos da escola. · Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros (serviços para escolares, bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem). · Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos.7. Informar e envolver os · Dirigir reuniões de informação e de debate.pais. · Fazer entrevistas. · Envolver os pais na construção dos saberes.8. Utilizar novas · Utilizar editores de textos.tecnologias. · Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino. · Comunicar-se à distância por meio da internet. · Utilizar as ferramentas multimídia no ensino.9. Enfrentar os deveres e · Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais,os dilemas éticos da étnicas e sociais.profissão · Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta · Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a 41
  • 42. comunicação em aula. · Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade o sentimento de justiça.10. Administrar sua · Saber explicitar as próprias práticas.própria formação · Estabelecer seu próprio balanço de competências e seucontinuada. programa pessoal de formação contínua. · Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede). · Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo. · Acolher a formação dos colegas e participar dela. 12. 4- OS CONTEÚDOS Geralmente utilizamos o termo “conteúdos” quando tratamos dos conhecimentos específicos das disciplinas ou matérias escolares. Mas, se nos atermos a uma concepção educativa integral, os “conteúdos” não estão condicionados unicamente às disciplinas ou matérias tradicionalmente conhecidas, mas abrange além das capacidades cognitivas, as motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social. César Coll (1986) propôs um agrupamento de “novos conteúdos”, que seriam: conceituais, procedimentais e atitudinais. Esta divisão corresponderia as seguintes questões: - O que devemos saber; - Como devemos fazer? - Como devemos ser? Os conteúdos conceituais estão relacionados com conceitos propriamente ditos e dele ramifica-se os conteúdos factuais, ou seja, os conhecimentos relacionados aos fatos, acontecimentos, dados, nomes e códigos. Os conteúdos conceituais são mais abstratos, eles demandam compreensão, reflexão, analise e comparação. As condições necessárias para a aprendizagem dos conteúdos conceituais demandam atividades que desencadeiem um processo de construção pessoal, que privilegie atividades experimentais que acionem os conhecimentos prévios dos alunos promovendo atividade mental. Para tanto, as aulas meramente expositivas que lance mão apenas da memorização, não darão conta. Já, os conteúdos procedimentais envolvem ações ordenadas com um fim, ou seja, direcionadas para realização de um objetivo, aquilo que se aprende a fazer, fazendo, como: saltar, escrever com letra cursiva, desenhar, cozinhar, dirigir-podem ser chamados de regras, técnicas métodos, destrezas ou habilidades. Os conteúdos atitudinais podem ser agrupados em: valores, atitudes ou normas. Dentre esses conteúdos podemos destacar a título de exemplo: a cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, gosto pela leitura, respeito, ética. Vale ainda salientar que esses conteúdos estão impregnados nas relações afetivas e de conivência que de forma alguma podem ser desconsiderados pela escola como conteúdos importantes de serem trabalhados. Assim, Coll (1997) propõe que os conteúdos:  Factuais e Conceituais - que correspondem ao compromisso científico da escola: transmitir o conhecimento socialmente produzido.  Atitudinais - (normas e valores) - que correspondem ao compromisso filosófico da escola: promover aspectos que nos completam como seres humanos, que dão uma dimensão maior, que dão razão e sentido para o conhecimento científico. 42
  • 43.  Procedimentais - que são os objetivos, resultados e meios para alcançá- los, articulados por ações, passos ou procedimentos a serem implementados e aprendidos. A escola deve, portanto, coordenar (Filosofia) e conhecimento científico(Ciência) para instrumentalizar-se teórica e praticamente o trabalho com “osconteúdos”. Portanto, re-significar a compreensão dos professores acerca dosconteúdos é fundamental quando se pretende empreender práticas pedagógicas quefavoreçam a aprendizagem dos alunos. Se diferentes conteúdos se aprendem dediferentes formas, não podemos organizar uma rotina pedagógica que desconsideretal diferenciação. O planejamento das rotinas de sala de aula deve considerar as exigênciassociais do contexto atual e suas demandas como também promover um ensinosignificativo para os alunos articulando os conteúdos factuais, procedimentais,conceituais e atitudinais de maneira eficiente abandonando a dimensão informativa, afim de alcançar um espaço verdadeiramente formativo. Não poderemos tornar uma atividade significativa se não considerarmos osconteúdos que pretendemos ensinar, para que a prática educativa seja realmentesignificativa para os alunos caberá ao professor conhecer respeitar os saberes que osalunos já têm, ter clareza do que se pretende ensinar, considerar a diversidade desaberes existentes na sala de aula, conhecer diferentes estratégias de ensino complanejamento de intervenções pontuais para que seus alunos avancem em suasaprendizagens , como apontava Vygotsky (1979) caberá ao professor atuar na zonade desenvolvimento proximal, contribuindo para que o aluno supere os desafiospropostos, avançando sempre. Tudo isso passa por um processo que se inicia mesmo antes da seleção dosconteúdos, tem início nas “Expectativas de Aprendizagem” que temos para cadanovo ano letivo. Conforme afirma Coll (2006): “a aprendizagem é uma construção pessoal queo aluno realiza com ajuda que recebe de outras pessoas”. O autor exprimiu osdiferentes tipos de conteúdos da seguinte apresentando o seguinte esquema: Conteúdos Atividades de aprendizagem factuais repetições verbais conceituais experiências procedimentais aplicações e exercícios atitudinais experiências com componentes afetivos12. 5 – A AULA Cada aula deve ser concebida como um momento curricular importante,no qual, ponto a ponto, vai-se tecendo a rede do currículo escolar proposto paradeterminada faixa etária ou nível de ensino. O papel do professor ao ministrar suas aulas deverá ser o de fazer amediação competente e crítica entre os alunos e os conteúdos do ensino, sempreprocurando direcionar a ação docente para estimular os alunos, via trabalhocurricular, ao desenvolvimento da percepção crítica da realidade e de suas 43
  • 44. dificuldades e estimulá-los ao desenvolvimento de atitudes, de tomada de posiçãoante os problemas da sociedade. O aluno precisa perceber sentir e compreender cada aula como umprocesso que concretizará a ação de ensinar e aprender. Neste contexto o preparo das aulas é uma das atividades maisimportante do trabalho do professor. Uma boa aula depende antes de tudo dacompetência teórica e metodológica do professor, que deverá possibilitar atravésda sua criatividade, aulas vivas e significativas para os seus alunos. Oaproveitamento dos recursos oferecidos pela escola, a valorização e consideraçãodas experiências dos educandos, o planejamento de exercícios variados einteressantes, o resgate de atividades culturais e esportivas, o uso de situaçõesreais para a aplicação do conteúdo, certamente transformarão as relações dentroda sala de aula, fortalecendo o processo ensino-aprendizagem. O aluno necessita sentir que valeu a pena assistir aquela aula, querpela importância do assunto, quer pela forma sistemática e organizada pela quallhe foram apresentadas as suas idéias fundamentais. A rotina e a improvisaçãosó causam prejuízo à qualidade das aulas. O aluno perde o estímulo, vindo daía repetência e a evasão. A sua participação nas aulas é de extrema importância.Estão ultrapassadas as aulas onde os alunos ouvem e apenas os professoresfalam. É preciso então, uma aula em que alunos e professores se completem,trabalhando, pesquisando e construindo o saber juntos. O favorecimento demateriais para os professores é fundamental e cabe à escola, juntamente comtodos os segmentos que a compõem, criar mecanismos para oferecer aosprofessores recursos para que as aulas tornem-se cada vez mais agradáveis efavoráveis ao desenvolvimento integral do aluno. Segundos estudos, o impacto de uma aula é feito de: - 55% estímulos visuais ( como você percebe, anda e gesticula) - 38% estímulos vocais (como você fala, sua entonação e timbre) - 7% de conteúdo verbal ( o assunto sobre o que você fala). Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, jáque grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seusgestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem deforma interessante.12.6 – A METODOLOGIA A metodologia usada pelo professor deverá favorecer acorrespondência dos conteúdos com os interesses dos alunos e que estespossam assimilar mais facilmente os mesmos a partir de atividades concretas esignificativas. A criatividade, a pesquisa e a ousadia por parte do professor,certamente revolucionará a questão metodológica na escola. Saber escolher umtexto, selecionar atividades interessantes, proporcionar momentos lúdicos notrabalho com o conteúdo, usar recursos tecnológicos disponíveis, enriquecer asaulas com materiais diversos, são apenas alguns exemplos metodológicos quepodem ser utilizados pelos docentes. Tudo isso, nada mais é do que explicar 44
  • 45. através da experiência, o que em outras palavras é a relação e unidade entreteoria e prática. As atividades poderão ser individuais ou em pequenos e grandesgrupos. A metodologia é identificada observando-se a postura do professor em salade aula. PRINCIPIOS PARA GARANTIR A UTILIZAÇÃO DE UMA BOA METODOLOGIAIndividualização, a palavra-chave: é imprescindível, em uma aula respeitar ascaracterísticas de cada aluno, através da percepção do seu perfil e do mapeamentodas suas facilidades e dificuldades para fazer um trabalho adequado às suas reaisnecessidades.Conceitos por exercícios e aplicações: a teoria deve ser apresentada na forma deexemplos e aplicações, mostrando ao aluno a utilidade prática do que ele está vendo.Este tipo de abordagem atrai a atenção do aluno naturalmente, de modo que aabordagem teórica (apenas quando necessário) após os exemplos é facilitada,fazendo o aluno criar uma linha de raciocínio mais rapidamente.Aprender com siginificação: o aluno aprende melhor e tende a não errar quando sabeo significado do que está fazendo. PESQUISA-AÇÃO COMO MÉTODO DE ENSINO Espera-se que a educação do futuro seja mais democrática e menosexcludente, utilizando a Pesquisa-Ação como instrumento didático e metodológico noprocesso de ensino e aprendizagem, onde os seus agentes – professor e aluno –interajam de modo cooperativo e participativo, envolvendo-se de forma ativa na“construção” do conhecimento, pois, “não há ensino sem pesquisa e pesquisa semensino”. Destarte, cabe ao professor recorrer inclusive à forma lúdica comoinstrumento metodológico de ensino/aprendizagem para facilitar a compreensão dostemas estudados, desta forma os alunos estariam sendo mais ativos e participativosno processo cognitivo das atividades desenvolvidas utilizando a Pesquisa-Ação comouma ferramenta de suporte de ensino e aprendizagem, onde o mais importante doque aprender e “aprender a aprender”. Para que a sala de aula se transforme emlugar de pesquisa é necessário que haja um encaminhamento de qualidade noensino, os conteúdos precisam ser apresentados mantendo as experiências dosalunos. É o “ensino situado” de que fala FREIRE (1976). Este tipo de ensino imprimemaior significado tanto aos conteúdos a serem estudados quanto às própriasexperiências dos alunos, permitindo a formação de um cidadão consciente etransformador, ou seja, “[...] ensinar passa a ser, então, dar condições ao aluno parapoder participar do processo de fazer o conhecimento histórico, de construí-lo”.Todavia, cabe ao professor ajudar o aluno a adquirir ferramentas necessárias paraque tenha o hábito de aprender a pensar historicamente, sendo utilizado o método depesquisa-ação como instrumento para alcançar o objetivo da disciplina de “formarcidadão”, no sentido de individuo atuante, crítico, reflexivos e agentes formadoresdaquela realidade, tendo a escola o espaço de construção para adquirir e produzir 45
  • 46. conhecimento por meio da interação professor/aluno.13.7 - UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLÓGICOS Os recursos didáticos e tecnológicos são de grande valia para o processoensino-aprendizagem, pois oportunizará um acréscimo ao conteúdo que estásendo visto em sala de aula, possibilitando reflexões sobre o assunto,esclarecimentos de dúvidas e também a socialização de alunos, quando ocorrertrabalhos em grupo. Quando o professor utilizar qualquer recurso didático outecnológico deverá esclarecer para os alunos os objetivos que pretende alcançarcom aquela atividade, as formas de avaliação adotadas e como será realizada adevolutiva pelos mesmos. Os recursos didáticos e tecnológicos mais comuns nas escolas são: LIVRO DIDÁTICO-: O livro didático é instrumento específico eimportantíssimo de ensino e de aprendizagem formal. Muito embora não seja o únicomaterial de que professores e alunos vão valer-se no processo de ensino eaprendizagem, ele pode ser decisivo para a qualidade do aprendizado resultante dasatividades escolares. Todos os componentes do livro didático devem estar em função daaprendizagem que ele patrocina. Como um livro não se constitui apenas delinguagem verbal, é preciso que todas as linguagens de que ele se vale sejamigualmente eficientes. O que significa que suas ilustrações, diagramas, tabelas eoutros, devem refinar, matizar e requintar o significado dos conteúdos e atitudes queessas linguagens ilustram. Num livro didático, tudo precisa estar em função da situação coletiva da salade aula, para com ele se aprender conteúdos, valores e atitudes específicos, sendoque se espera que a aprendizagem não se processe apenas pela leitura dasinformações que o livro fornece, mas também pela realização das atividades que elesugere. Assim, a qualidade dos conteúdos do livro didático – informações e atitudes –precisa ser levada em conta nos processo de planejamento, bem como,posteriormente, no estabelecimento das formas de sua leitura e uso.Se através do livro didático o aluno vai aprender, é preciso que os significados comque o livro lida sejam adequados ao tipo de aprendizagem com que a escola secompromete. O caso é que não há livro que seja à prova de professor: o pior livro pode ficarbom na sala de um bom professor e o melhor livro desanda na sala de um mauprofessor. Pois o melhor livro, repita-se mais uma vez, é apenas um livro, instrumentoauxiliar da aprendizagem. Nenhum livro didático, por melhor que seja, pode ser utilizado sem adaptações.Como todo e qualquer livro, o didático também propicia diferentes leituras paradiferentes leitores, e é em função da liderança que tem na utilização coletiva do livrodidático que o professor precisa preparar com cuidado os modos de utilização dele,isto é, as atividades escolares através das quais um livro didático vai se fazerpresente no curso em que foi adotado. O uso do livro didático precisa resultar doexercício consciente da liberdade do professor no planejamento cuidadoso dasatividades escolares, na preparação das aulas rotineiramente, o que reforçará a 46
  • 47. posição de sujeito do professor em todas as práticas que constituem sua tarefa docente, em cujo dia-a-dia ele re-escreve o livro didático, reafirmando-se, neste gesto, sujeito de sua prática pedagógica e um quase co-autor do livro. QUADRO NEGRO -: O quadro de escrever, também chamado de quadro de giz, quadro-negro ou lousa, é visto pela maioria dos professores como um equipamento de sala de aula, mas ele também pode ser encarado como um ótimo recurso visual. A seguir, apresentamos algumas recomendações no uso do quadro- negro:• Deve-se evitar fazer longas transcrições no quadro, para não tornar a aula monótona.• Evitar também falar enquanto estiver escrevendo no quadro; o professor, por outro lado, não deve ficar longo tempo em silêncio e sim se dirigir à classe de vez em quando.• Procurar dividir o quadro em várias partes, usando traços verticais e, ao escrever, não ultrapassar os limites marcados.• Sublinhar o que achar mais importante e usar cores diferentes quando quiser ressaltar palavras ou expressões ou mesmo alguma frase importante.• Usar letra bem legível, de preferência a letra cursiva, mas se o professor não tiver a letra legível, é preferível utilizar a letra de forma. CARTAZ: O cartaz caracteriza-se por apresentar através de ilustrações, textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta sobre o tema em debate. As ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que se quer transmitir. Ele deve ser motivador, instrutivo e divulgador. Todos os cartazes, antes que serem afixados nas salas de aula ou murais da escola, deverão passar por um rígido controle caligráfico e ortográfico, além de ser necessário verificar a estética dos mesmos. MURAL DIDÁTICO-: Os murais didáticos são quadros onde colocamos alguns textos e ilustrações, que serão utilizados em sala de aula para, entre outras coisas, despertar o interesse da turma, introduzir uma nova unidade de estudo, complementar aulas ou ainda para avaliar um tema estudado. O mural é um material didático diferente do cartaz, enquanto o mural necessita de explicações, comparações e deve permanecer em sala de aula por tempo suficiente para a aprendizagem ser recebida, o cartaz transmite a mensagem de uma idéia de maneira mais rápida. Cada sala ambiente pode ter o ser mural didático. DVDS/VÍDEO-: Filmes e reportagens são recursos importantes para que o professor possa contextualizar o conteúdo visto em sala de aula. Porém devem ser usados de forma a facilitar a aprendizagem dos alunos. Isto não deve ser feito de improviso e sem um objetivo definido. TV e vídeo encontraram a fórmula de comunicar-se com a maioria das pessoas, tanto crianças como adultas. Depois do trabalho realizado, as atividades feitas com vídeos ou DVDs, deverão tornar-se uma ação concreta por porte dos alunos, como por exemplo, um relatório, uma síntese, dramatização, entre outros. TV-: Os professores poderão estimular os alunos a assistirem programas informativos, para a realização de diversas atividades em sala de aula. A função da 47
  • 48. escola é formar telespectadores consciente, capazes de “ler” a televisão sob o prismade ética e da cidadania, e ensinar os alunos e ver a televisão, com o olhar crítico. RETRO-PROJETOR-: Serve para sintetizar o conteúdo em pontos chaves,para que o professor faça explanação ou revisão, dinamizando a aula. Ele é umvalioso recurso de apoio à comunicação do pensamento. Algumas vantagens sãoevidenciadas no uso deste aparelho: • Adaptação em qualquer ambiente; • Projeção colorida; • Facilidade de comunicação visual e de transporte; • Possibilidade de uso sem tela de projeção; • Facilidade de ligar e desligar sem provocar distrações. Para melhor utilização do retro projetor é necessário posicioná-lo num lugarestratégico para que não atrapalhe a visão do público, cuidar para que todos os slidestenham a mesma aparência e evitar cópias de livros e sua leitura através dos slides. MAPAS CARTOGRÁFICOS-: A maioria dos livros didáticos apresenta o usode um mapa ilustrativo, não se importando em ensinar como lê-lo. Sabendo que omapa possui uma linguagem complexa, e de sua importância para os indivíduos, éfundamental uma proposta de atividade que auxilie os educandos a decodificar ossímbolos apresentados no mapa tornando possível a sua leitura. O mapa possibilitavisualizar a organização do espaço de forma ampla numa linguagem monossêmica,ou seja, uma linguagem de comunicação visual, sintética e rápida. Ler mapas édecodificar os símbolos para entender sua linguagem e informar-se. Ao ensinarmapas, é necessário considerar que estes são produzidos sobre uma malha decoordenadas que garantem fazer uma localização precisa de qualquer ponto noplaneta; resultam de uma redução da área representada com proporção; estãorepresentadas três dimensões do espaço (altura, comprimento e largura) no planoatravés das relações matemáticas que dependem do tipo de projeção; e que sob omapa-base fazemos mapas temáticos utilizando signos, que são as informaçõesespaciais. O Mapa um recurso tão rico para estudo do espaço local e regional, foisendo utilizado ao longo do tempo erroneamente. Criou-se a idéia que este estavasomente para memorização de países e capitais, formas de relevo, climas, etc. enfim,localização.. Também utilizado em sala de aula na posição vertical criou o hábito dese usar os temos “ lá em cima no Amazonas”, “nos estados abaixo, no Sul”, “ aEuropa o centro da terra”, e muitos outros que constroem no psique da criança que oglobo terrestre (esférico) pode estar perfeitamente representado como uma fotografia,de forma representativa autêntica, projetado de forma plana. O estudo das projeçõesvêem lucidar idéias, das várias formas de representar uma esfera no plano e porconseqüência , o mapa. Trabalhar com mapas com os alunos é como trabalhar com odicionário, eles precisam descobrir a importância em saber usá-los e aprender comofazer isto. Muitas vezes na escola nos centramos muito em ensinar o conteúdo por sisó e deixamos de fazer realmente o aluno saber usar o instrumento. Primeirodeveriamos, criar a necessidade da utilização do mapa, por exemplo: descreva umaviagem de Nova Andradina a Campo Grande: estradas/direção/distância/relaçãodistância linha reta e a real/ etc.A partir de quando o aluno demonstrasse interessepor saber como se colocou isto no papel então se passa a desvendar os conteudosmas subjetivos que são mais dificil de decifrar. TELAS DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS-: A estratégia utilizada para que o alunose veja presente na discussão da cartografia histórica e/ou científica e na prática daleitura de imagem, leva-nos a refletir sobre alguns passos analíticos que podem serúteis ao trabalho dos professores com os alunos na sua prática didática. 48
  • 49. Passo I: apresentar ao aluno um mapa sem qualquer legenda ou crédito. A seguir,pedir a ele que observe a imagem e, antes de mais nada, descreva livremente o queestá vendo. A intenção é permitir que o aluno associe o que está vendo àsinformações que já possui, levando em conta, portanto, seu conhecimento prévio.Nessa leitura inicial, o aluno é estimulado a identificar o tema, os personagens, suasações, posturas, vestimentas, calçados e adornos, o caráter histórico ou científico, osobjetos presentes na cena e suas características, o que esta em primeiro plano e aofundo, se é uma cena cotidiana ou rara. Pede-se, também, que o aluno exponha se aimagem expressa características da vida urbana ou rural, se apresenta semelhançasurbanísticas entre onde ele mora e o descrito na cena. Enfim, procura-se, nesseprimeiro momento, estimular no aluno o senso de observação e a capacidade delevantar hipóteses e traçar comparações.Passo II: buscar juntamente com os alunos o máximo de informações internas eexternas à tela. Para obter as informações internas, fazer perguntas do tipo: O que éisto? O que retrata? Para que serve aquela representação? Com relação àsinformações externas, perguntar: Quem fez? Para que fez? Em que contexto a tela foielaborada?Passo III: de posse das informações obtidas na pesquisa, pedir aos alunos queproduzam uma legenda para o mapa em foco. Comentar com eles que, além defornecer informações sobre o mapa, a legenda deverá dialogar com ele. APARELHOS DE SOM/ MICRO SYSTEM-: A música faz parte do vida dohomem. É física, intelectual, sentimental, sensitiva e organizacional. Pertence aocontexto social, humano, natural e não há como ser desvinculada da realidade. Tem-se na música uma grande aliada para tratar as diversas áreas doconhecimento. A escola precisa descobrir o verdadeiro sentido da mensagemmusical, válida por si mesma e rica em seu conteúdo, a ponto de mobilizar o aluno,levando-a a concentração, reflexão e memória musical, conduzindo-o à criação,baseada na análise e síntese, na curiosidade e fantasia. Com base na importânciada musicalização no processo de aprender, faz-se necessário o uso de aparelhos desom em sala de aula, pelo fato de atender a uma necessidade vital e espontânea doaluno de cantarolar, dançar, movimentar-se, inventar, correr, brincar, além depromover a socialização e articulação do desenvolvimento integral do mesmo. Amúsica deve ser utilizada como apoio na aplicação dos conteúdos propostos emtodos os anos de ensino, todavia sua utilização deve estar atrelada aos objetivospropostos pelo professor em seu planejamento, e não pelo simples fatos depreencher lacunas na metodologia escolar. DATA SHOW-: O data-show dá qualidade à aula quando projeta no telão asíntese dos pontos do conteúdo a ser ministrado, projeta filmes, exibe a internet, usafiguras, sons, imagens, etc. É um grande instrumento a serviço das práticaspedagógicas. Todavia o data-show não pode substituir o professor. Ele deve serutilizado como mais um instrumento auxiliar entre o professor e ao aluno em sala deaula. Aulas somente com o data-show cansam os alunos, diminuindo o rendimento doconteúdo ministrado. Jamais poderá ser usado como projetor de um texto. Para issotemos os retro projetores, que se utilizado para este fim terá um custo bem menorpara a escola. Em hipótese nenhuma o professor poderá ficar sentado ao lado damáquina lendo o que nesta sendo projetado. Não podemos de forma algumatransformar a relação professor x aluno em algo mecânico e robotizado. Ao contrárioesta relação tem que ser cada vez mais humanizada. 49
  • 50. 12.8 – O PLANEJAMENTO DE ENSINO Na prática atual o Planejamento de Ensino se restringiu apenas nopreenchimento de um formulário, previamente padronizado, para ser entregue àCoordenação Pedagógica da escola. Todavia, o planejamento vai além destamissão meramente burocrática. Planejar representa a busca de significação para aprática docente. O Planejamento é um processo que envolve todas as intençõesdo educador, é em outras palavras um ato de pensar o fazer pedagógico.Planejar é formular projetos e propostas, é assumir e vivenciar no cotidiano daprática docente, o processo de reflexão. Vale considerar que refletir é um ato depensar, talvez retomar, revisar, analisar com cuidado. Esta deve ser nossa práticaao planejar diariamente. O Planejamento é acima de tudo, uma atitude crítica doeducador diante de seu trabalho docente. É o compromisso firmado, aresponsabilidade assumida, a alegria da ação. Não importa se o documentooriundo da prática de planejar vai ser formalizado num formulário ou numa ficha,o que importa é que ele reflita a realidade e que realmente sirva de norte paraos professores que o elaboraram. O que é fundamental é que ocorra oprocesso de ação-reflexão-ação na prática do professor e no seu planejar.12.9 – TAREFA DE CASA As tarefas servem para fixar o conteúdo apresentado em classe, identificardúvidas, desenvolver a responsabilidade, além de formar o hábito de estudo. Realizaras tarefas solicitadas pelo professor é, portanto, um dever que não pode seresquecido. Sugere-se ao professor que ao aplicar um conteúdo observe asdificuldades que os alunos apresentam durante o momento da explicação, de formaque ao elaborar as atividades que serão enviadas para casa, essas abordem onecessário, para que seus alunos compreendam com clareza o conhecimento no qualse deseja transmitir. O ideal é que as estratégias sejam bem definidas e asorientações das tarefas sejam passadas de forma clara e objetiva, tornando os alunoscapazes de fazerem a diferença, no sentido de consolidar os conteúdos apresentadosem classe, de forma que tenham um bom desempenho na evolução daaprendizagem. O professor pode e deve orientar seus alunos, ensinando-lhes qual amelhor forma de estudar no ambiente de casa, atingindo os reais objetivos que sãopropostos de acordo com cada atividade. As atividades devem ser desafiadoras, porém compreensíveis aos alunos, osconteúdos pedagógicos devem ser bem definidos de forma que as estratégias sejambem específicas. E importante desenvolver a consciência de que as tarefas de casa nãoforam criadas apenas para preencher o tempo do aluno em casa, mas sim com umobjetivo real e importante para o desenvolvimento do aluno no processo educacional.Estas normalmente são apresentadas diariamente na forma de exercícios, problemas,redações, pesquisas, entrevistas, textos ou livros indicados para leitura ou estudosno próprio livro didático. A ausência à aula não é motivo para deixar de fazer a tarefade casa. Se a falta ocorrer no dia da apresentação da tarefa, o aluno deveráapresentá-la ao professor do dia seguinte, impreterivelmente. 50
  • 51. 12.10 – SALAS AMBIENTES A característica principal do sistema de salas ambientes reside na variedade e nanatureza das atividades, uma vez que nelas se oferecem oportunidadesdiversificadas e liberdade na escolha e manuseio de materiais, além de proporcionara ampliação dos espaços de trabalho e circulação dos alunos e desencadear umarelação significativa com o professor. As salas ambientes consistem, pois, emespaços físico-pedagógicos organizados, com vistas a estimular todas as áreas doconhecimento de modo a contemplar o aluno como um todo. O trabalho não pode serrealizado, portanto, de forma fragmentada, mas desenvolvido a partir de projetos eque visam a interdisciplinaridade, à construção do conhecimento e à interação doindividuo com o meio, dando oportunidades para o criar, até apropriar-se darealidade que o cerca. A sala de aula tradicional na maioria das vezes é chata e monótona, sem nenhumatrativo, a começar pela disposição das cadeiras e carteiras, a colocação da mesa doprofessor e da lousa.Toda essa organização não permite um trabalho mais dinâmico e racional que venhapossibilitar uma integração entre os alunos, pois em dados momentos quando éexigida a sua participação não há como observar ou prestar a atenção no colega, porapenas olhar para a sua nuca ou ter que virar. Esta condição incômoda nãoproporciona um bom resultado na construção do conhecimento, na formaçãocomportamental e organizacional. Outro agravante está relacionada à posição da salaem relação à lousa e a forma que se trabalha em sua superfície. Planejamento é tudo: A sala reflete o planejamento do conteúdo a serministrado no bimestre. Organizar o conteúdo e as atividades PLANOS DE AULA éfundamental para a boa utilização da sala ambiente. Com o Planejamento é possívelselecionar materiais para a construção da sala Ambiente naquele bimestre. A Sala-ambiente é mais que um espaço decorativo. Os recursos didáticos nãodevem funcionar como meros enfeites. Para evitar essa situação, eles precisam, defato, ser utilizados regularmente. O trabalho em sala ambiente exige uma pré-organização e algumas condições, são elas:• O espaço deverá ser usado pelo professor da maneira que lhe melhor convier eaqueles que utilizarem do espaço deverá ter plena responsabilidade por tudo o queali se encontra;• A organização das carteiras e cadeiras obedecerá às necessidades do trabalhoproposto e preparado para aquele dia.• As aulas deverão ser de preferência dobradas e raramente uma aula.• A biblioteca continua essencial. A sala-ambiente reúne os livros de umadeterminada disciplina, mas a biblioteca dispõe de muito mais. Publicações que nãosão específicas de um campo são igualmente úteis e interessantes.• Os laboratórios têm funções específicas. Apesar de a classe de Ciências reunir omaterial relacionado a Biologia, Física e Química, a maioria dos experimentoscontinua sendo feita nos laboratórios. Esse local concentra equipamentos, reagentes einstalações adequadas para essas atividades, como bancadas e pias. 51
  • 52. • Ter no espaço os armários dos professores que trabalham naquela sala nos váriosperíodos ou no mesmo período.• Ter armário para a guarda de trabalho dos alunos, de preferência que possam serfechados, por uma única razão, ficam protegidos de poeira, poluição, sol, umidade,etc. Quanto a possibilidade de outro aluno danificar ou pegar o trabalho de umcolega, será necessário um trabalho de conscientização destes para que aprendam arespeitar o espaço coletivo e a importância do trabalho do seu colega para o seuaprendizado.• Possuir prateleiras, com portas, para a guarda de livros paradidático quepossibilitem a consulta e pesquisa durante a aula.• Ter instalações elétricas suficientes para a realização de trabalhos e atividades.• No caso da sala de Ciências e Arte é necessária a construção de bancadas de tijolocom superfície de concreto (com ferragem interna), com ou sem armários na parteinferior. Neste espaço deverão ser colocadas banquetas e não cadeiras, por seremmais adequadas ao trabalho em bancadas.No caso das salas de História e Geografia é preciso um espaço para a colocação demapas.• Para que o trabalho em sala ambiente tenha resultados mais amplos é necessárioque o número de aluno não ultrapasse a vinte e cinco por sala para a primeira aquarta série e de trinta para salas de quinta a oitava série.Algumas opções mais sofisticadas são indicadas para estas salas, mas comuns forada escola, como:• Possuir um monitor de televisão com um aparelho de vídeo cassete.• Retroprojetor.• Episcópio.• Projetor de slides.• Uma sala exclusiva para informática (laboratório).• Uma biblioteca ou sala de leitura (são diferentes quanto a organização e utilização).Vantagens para os alunos: A sala-ambiente quebra a rotina de uma sala de aulatradicional, propiciando novas experiências. Os alunos passam de uma aprendizagempassiva para uma atitude ativa de conquista do conhecimento. Suas habilidades derelacionamento interpessoal crescem, assim como a solidariedade, a cortesia, aempatia, a responsabilidade para com o grupo. Eles ouvem e são ouvidos, aprendemcom os companheiros e os ensinam, além de manterem uma relação mais próximacom o professor. O resultado é uma melhora significativa no aproveitamento, comganhos de até 42%.Vantagens para o professor: Na sala-ambiente, o professor tem mais acesso aoaluno. Conhecendo-o melhor, pode localizar e conduzir com mais eficiência seuprocesso de aprendizagem. A ordem na sala é da maior qualidade, pois os alunosestão mais envolvidos no processo de aprendizagem. O professor faz umplanejamento único para o bimestre, com estratégias diversificadas para cada ciclo,aumentando sua capacidade de organização, sua competência e capacidade lógica. 52
  • 53. O resultado é um ganho estupendo de aprendizagem para os alunos e um maiorprazer no trabalho.As aulas vão além dos conteúdos. A organização da escola em salas-ambiente nãopode privilegiar apenas os conteúdos, em detrimento de uma formação mais amplade crianças e jovens.13 - REGIME ESCOLAR13.1 – MATRÍCULA A matrícula é o ato formal que vincula o aluno à escola. Ela será efetuada pelopróprio aluno quando maior de idade e pelos pais ou responsáveis legalmenteconstituídos, quando for menor de idade.13.2- TRANSFERÊNCIA A transferência é a passagem do aluno de uma para outra unidade escolar,inclusive de país estrangeiro, com base na equivalência e aproveitamento de estudos.13.3 – CONTROLE DE FREQÜÊNCIA A freqüência mínima exigida dos alunos é de 75% (setenta e cinco porcento) do total de horas letivas, comprovadas ao final de cada ano. Quando oaluno for matriculado após o início do ano letivo, a freqüência será computada apartir da data de sua matrícula na escola. A Unidade Escolar adotará providências internas capazes de estimular apresença do aluno às atividades letivas e realizará acompanhamento da suafreqüência por meio de um sistema de comunicação com as famílias. Caberátambém a Escola o encaminhamento ao Ministério Público ou Conselho Tutelar arelação dos alunos que não estão freqüentando as aulas.13.4 – APROVEITAMENTO DE ESTUDOS O Aproveitamento de Estudos é a verificação da possibilidade de equivalênciados conteúdos ou das competências obtidas por meios formais ou informais na etapado ensino fundamental ou do ensino médio, com vistas à continuidade dos estudos.13.5 – ADAPTAÇÃO 53
  • 54. A adaptação de estudos é o conjunto de atividades didático-pedagógicasdesenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais do ano em que o aluno sematricular, para que possa seguir, com proveito, o nono currículo. Ela será exigidaquando, no currículo existir(em) área(s) de conhecimento ou disciplina(s) da BaseNacional Comum e Parte Diversificada não cursada(s) no(s) ano(s) anterior(es) oucaso não haja equivalência de conteúdos.13.6 - CLASSIFICAÇÃO A Classificação é o procedimento que a Unidade Escolar adota, paraposicionar o aluno em um dos anos do Ensino Fundamental, Médio, Educação deJovens e Adultos e Educação Profissional, baseando-se nas suas experiências edesempenho, adquiridos por meios formais e informais. Ela poderá ser realizadadas seguintes formas:-por promoção, para educandos que cursaram, com aproveitamento, a sérieanterior na própria Unidade Escola;-por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas do país ou doexterior, efetuando-se, quando necessário, avaliação que defina seu grau dedesenvolvimento e experiência;-por avaliação, feita pela Escola, independentemente de escolarização anterior,que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita suamatrícula na série adequada.13.7 – ACELERAÇÃO DE ESTUDOS A Aceleração de Estudos é o mecanismo utilizado pela Unidade escolar, apartir do 2º ano do Ensino Fundamental, que visa superar o atraso escolar do alunoem relação á idade/ano, de forma a atingir o nível de desenvolvimento próprio para asua idade, assegurando atividades didático-metodológicas e avaliações estabelecidasem projeto especifico. O atraso escolar ocorre quando o aluno está atrasado doisanos ou mais entre a idade cronológica e o ano em que está matriculado.13.8 - AVANÇO ESCOLAR O avanço escolar é a promoção em anos ou etapa de ensino da educaçãobásica do aluno com características especiais, que comprove domínio deconhecimento e maturidade para o aluno ou etapa de ensino superior àquela em quese encontra matriculado. Quando necessário, a escola mediante a avaliação dorendimento escolar, poderá reposicionar o aluno por meio do avanço escolar, todaviao mesmo só poderá ocorrer no prazo de noventa dias à partir do inicio do ano letivo. 54
  • 55. 13.9 – A AVALIAÇÃO 13.9.1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, ao se efetivar uma avaliação,deve-se considerar os Conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais comocomponentes que promovem as capacidades motoras, de equilíbrio, de autonomia,de relação interpessoal e de inserção social. O professor, em sua prática pedagógica, deve ter consciência de que essasdimensões são objetos de aprendizagem que estão presentes em todas as atividadese contribuem para o desenvolvimento da capacidade dos alunos para umaparticipação ativa e transformadora, sendo necessário, portanto, observar-se otratamento, a seleção e a organização que são dados a esses componentesessenciais no processo avaliativo.1 .Avaliação dos Conteúdos Conceituais A aprendizagem dos Conteúdos Conceituais envolve a abordagem deconceitos, fatos e princípios que possam conduzir o aluno à representação darealidade, operando através de símbolos, idéias, signos e imagens. Para isso, o alunoprecisa adquirir informações e vivenciar situações-problema que lhe permitam aaproximação de novos conhecimentos, que o conduzam à construção degeneralizações parciais e que, ao longo de suas experiências, possibilitar-lhe-ão aelaboração de conceitos mais abrangentes.2 - Avaliação dos Conteúdos Procedimentais Os Conteúdos Procedimentais devem proporcionar aos alunos autonomia paraanalisar e criticar os resultados obtidos e os processos colocados em ação paraatingir as metas a que se propõem nas atividades escolares. A consideração dosConteúdos Procedimentais no processo de ensino é de fundamental importância,uma vez que permite incluir conhecimentos que têm sido tradicionalmente excluídosdo ensino, como documentação, organização, comparação dos dados,argumentação, verificação, revisão de textos escritos, dentre outros tantos einumeráveis fatores.3. Avaliação dos Conteúdos Atitudinais Os Conteúdos Atitudinais desenvolvem normas e valores que permeiam todasas ações educativas. A não compreensão desses valores pelos educadores conduzos educandos à aquisição de conhecimentos que não favorecem a formação de boasatitudes, restringindo o conhecimento apenas ao âmbito puramente conceitual.Nesses conteúdos é possível e necessário identificar as dimensões procedimentais,atitudinais e conceituais, com a finalidade de que o processo de ensino eaprendizagem não se restrinja ao módico processo de reprodução das coisas. Nãose pode aqui tratar dessas questões sem que se traga à luz da discussãoexemplificações, de modo que todos os conteúdos devem ser trabalhados de formaintegrada e o professor deve ter esta intencionalidade mediante qualquer tema ouassunto trabalhado em sala de aula, levando-se em consideração os critérios quedeverão ser avaliados dentro destas três dimensões acima citadas.Para se desenvolver a temática de poluição ambiental, deve-se levar em conta, porexemplo: 55
  • 56. A. Conteúdos Conceituais:- Detectar os tipos de poluição que prejudicam o meio ambiente;- Identificar as causas que provocam a poluição;- Identificar o tempo de desgaste dos materiais poluentes;- Analisar as conseqüências.B. Conteúdos Procedimentais:- Desenvolver pesquisas sobre o tema e compartilhar as informações coletivamente;- Observar às causas e interferir nos efeitos da poluição;- Aprender formas de aproximar-se de informação para verificar hipótese.C. Conteúdos Atitudinais:- Conscientizar-se da importância de se preservar o meio ambiente;- Utilizar diferentes fontes de informações, como forma de combate à poluição;- Sentir-se parte integrante e ser responsável pela qualidade do meio em que vive. Não basta que se vinculem as ações desses conteúdos, mas que se proponhaà dinamização da integração dessas ações, de maneira que se distribua, canalize etenha resultados que possam estar interligados aos fatores de conservação da idéianatural de educar, de mediar os conhecimentos através de uma metodologia didáticade conhecimento e de informação, para que não se faça do sistema de avaliação uma‘arma’ metodológica de punição, como se tem feito até muito pouco tempo atrás. 13. 9.2 – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS Toda avaliação deve promover mudanças e várias alternativas podem serutilizadas pelos professores para torná-la mais significativa, tanto para os alunos,quanto para a escola. Entre elas podemos destacar a avaliação feita pelopróprio aluno da sua produção, na perspectiva que ele perceba seus pontosfortes e também sua dificuldades. O professor será o mediador neste processode levar o aluno a olhar criticamente os resultados do seu trabalho e o queaconteceu no período da realização do mesmo. Desse modo o erro deixa de serfracasso e incompetência e passa a ser instrumento metodológico para reflexãoe novos direcionamentos para o trabalho do professor. Outro procedimento que pode enriquecer a percepção avaliativa é levar oaluno a ver seu trabalho pelo olhar do outro. Os alunos não são iguais e adiversidade é fundamental para a interação e para a melhoria do seudesempenho individual. 56
  • 57. Considerando a avaliação processual e contínua, surge a necessidade deinstrumentos que registrem regularmente as experiências vividas e/ouobservadas em sala de aula. O Relatório Descritivo é um dos possíveis mecanismos que permiteacompanhar a todo o momento o andamento das atividades, auxiliando a identificarcom maior agilidade e segurança os pontos críticos que demandam atenção, alémde proporcionar uma visão geral do processo. Neste relatório estarãorelacionados aspectos como: participação dos alunos nas aulas, interesse pelasatividades desenvolvidas, assiduidade, socialização com os demais colegas e comos professores, seus avanços e recuos em relação ao conteúdo. Através doRelatório Descritivo o professor poderá estar diagnosticando dia a dia o aluno,promovendo meios para ajudar aqueles que têm mais dificuldades. Nas avaliações mensais cada professor estará avaliando seus alunos durante otrabalho com cada conteúdo. Ao trabalhar uma unidade, irá diagnosticando osresultados, sabendo assim se poderá avançar ou se deverá dispensar um poucomais de tempo, até a assimilação do conteúdo. Uma disciplina, por exemplo, quetrabalhar 5 (cinco) unidades diferentes durante o bimestre, deverá efetuar 5(cinco) avaliações, não significando que o professor deverá aplicar 5 provas, poisexistem outras formas de avaliação ( produção de texto, pesquisa, desenho,resenha, síntese, simulado, avaliação oral, teste, seminário, trabalho em grupo, etc).Todas as formas de avaliação deverão ser registradas no PLANEJAMENTO DEENSINO. Este controle deverá ser rígido, pois caso os pais dirijam-se à Escola oprofessor ou coordenação pedagógica saberá argumentar sobre os critériosavaliativos utilizados. As provas bimestrais acontecerão numa semana estipulada pela escola.Durante esta Semana as atividades ocorrerão da seguinte forma: na 1ª e 3ª aulas“tira dúvidas” realizado em todas as salas e na 2ª e 4ª aulas provas e na 5ª oaluno é dispensado e o professor fica na escola corrigindo as avaliações. No turnonoturno a primeira prova começa na 3ª aula. Outra opção é marcar uma prova acada dia letivo, esta ocorreria na primeira aula do período. As atividades avaliativas, testes, pesquisas, trabalhos, exercícios para casa,continuarão a ser aplicados na escola, porém não serão o único critério parapromover o aluno no seu nível de ensino. O Relatório Descritivo, os avanços dosalunos, a recuperação de estudos, o Conselho de Classe, influenciarão nestatomada de decisão. Nesta proposta o professor e a escola também passarão por um processo deavaliação. Os alunos terão oportunidades de levantarem os aspectos positivos enegativos de cada aula e da organização escolar, na premissa da melhoria daqualidade do ensino e do replanejamento das ações metodológicas eorganizacionais. Não poderíamos deixar de abordar as dificuldades que a próprialegislação estadual nos traz quando se trata da avaliação, pois o que está previstoem seus artigos e parágrafos é a classificação do aluno através de médias.Temos consciência que mesmo mudando a prática avaliativa, quer seja comrelatórios descritivos, auto-avaliação individual ou em grupo, de nada adiantará seterminarmos o processo com notas e médias, pois estaremos ainda classificandoos alunos. É urgente então uma revisão das leis que estão em vigor e maiorabertura da Secretaria de Estado de Educação em relação ao que propõe cadaUnidade Escolar. 57
  • 58. O fundamental da prática avaliativa é que todos juntos, professores,alunos, coordenadores, direção, administrativos e pais, reflitam sobre os acertos eerros, transformando-os numa situação de aprendizagem para que todos possamconcluir: acertamos, erramos, aprendemos, assumimos riscos, alcançamosobjetivos. 13.9.3- TRABALHOS E PESQUISAS ESCOLARES (INDIVIDUAIS OU EMGRUPO) O Objetivo de um trabalho ou pesquisa escolar é agregar valor cultural e/oucientífico ao aluno. Funciona como uma das ferramentas de aprendizado que seaplica ao aluno para que o ajude em sua formação profissional e na sua vidapessoal, desenvolvendo o conhecimento geral e também sua capacidade deraciocínio. A capacidade de raciocínio ajuda o aluno na hora que ele tiver de tomardecisões, pois lhe proporciona maior capacidade de visualizar novas alternativas desoluções para os problemas do dia a dia da vida real, com isso aumenta o valor docapital humano que é o aluno. A Educação é mais do que a simples transmissão de conhecimento. É papel daescola, e em conseqüência do educador, criar situações para que o aluno seja levadoa procurar o conhecimento, a fim de desenvolver competências e habilidades. Nestesentido, entende-se que, para a realização de trabalhos escolares, os alunos devamser orientados a desenvolverem as habilidades de procurar, selecionar, comparar,escolher e criticar. Quando há a ausência desses elementos os alunos deixam defazer pesquisa e realizam apenas “trabalhos-cópia”. Para que não ocorra isto ainterferência da escola neste processo é essencial e se faz urgente. É na escola,prioritariamente, que o hábito de pesquisa deve ser implantado, desde o ensinofundamental, aumentando a possibilidade de estender-se aos alunos do ensinomédio. Na verdade, o que se observa é que a “cola” tem acompanhado os alunosdurante toda a sua formação, portanto, a escola tem ajudado a perpetuá-la. Daí anecessidade de se estabelecer critérios para a solicitação de trabalhos e pesquisasescolares na Escola.Critérios-: 1. Só solicitar trabalhos e pesquisas escolares que sejam relevantes e contribuam efetivamente para a aquisição de novas competências e habilidades; A relevância do assunto – não se pode ceder à tentação, ao comodismo, à mediocridade de escolher um assunto cujo estudo e aprofundamento não contribuam efetivamente para o próprio amadurecimento cultural. Assim, o aluno dará alguma contribuição objetiva ao esclarecer melhor um problema, ao cobrir uma lacuna, ao corrigir uma falsa interpretação, ao eliminar aspectos obscuros, ao aprimorar a definição de um conceito ambíguo, ao promover o aprofundamento sobre um relevante tema pelo seu conteúdo e atualidade. 2. Os alunos necessitarão de tempo hábil para a execução dos trabalhos ou pesquisas. Portanto marcar com bastante antecedência a data final para a entrega ao professor; 3. Comunicar verbalmente e por escrito (cartaz afixado na sala de aula) todos os critérios avaliativos do trabalho, como por exemplo: data de entrega, critérios de organização, etc. 4. Os trabalhos poderão ser digitados ou escritos à mão, conforme a possibilidade dos alunos; 5. Sugerir fontes de pesquisa (biblioteca, internet, revistas, jornais, etc.); 58
  • 59. 6. Comunicar ao aluno que será solicitado do mesmo uma devolutiva do trabalho realizada em sala de aula no dia da entrega do mesmo. Esta devolutiva configura-se na produção de um texto individual sobre o tema da pesquisa, que será anexada ao trabalho. Combinar com os alunos a nota que será agregada ao trabalho, com a realização desta atividade. 7. Caso o professor solicite uma pesquisa na internet, verificar se todos os alunos possuem condições de efetuá-la dentro do prazo estipulado e se dispõem de microcomputador para a pesquisa. Caso o aluno não possua internet, solucionar este problema juntamente com o professor da Sala de Tecnologias. 8. Todo trabalho deverá ter no final uma conclusão pessoal de cada aluno 9. Todos os trabalhos ou pesquisas escolares deverão ser corrigidos, dentro do prazo. Caso o trabalho não atinja a nota máxima, o professor deverá registrar na última folha do mesmo as observações necessárias que justifiquem a nota dada. 10. Quando por motivos alheios à vontade do aluno, e houver Justificativa para sua ausência na escola e o mesmo não puder entregar o trabalho no prazo estabelecido, o professor cumpria o que está descrito no Regimento Escolar. 11. Solicitar trabalhos que sejam compatíveis com a realidade financeira do aluno. 12. Deixar o aluno livre para realizar o trabalho em grupo ou individualmente. O fundamental é que haja, nos alunos, mudança de postura em relação aostrabalhos e pesquisas escolares, o que contribuirá para a melhor qualidade daaprendizagem.I. ESTRUTURA OBRIGATÓRIA DE TRABALHO ESCOLAR:1. Capa2. Folha de Rosto3. Apresentação4. Sumário5. Textos ou Desenvolvimento do Conteúdo6. Conclusão7. Conclusão pessoal8. Bibliografia13.9.4 - SEMINÁRIO Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas(uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assuntopredeterminado.O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise einterpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos e / ou dadosquantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas-positivas, experimentaise humanas. 59
  • 60. De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisaestar ciente da necessidade de cumprir alguns passos: • determinar um problema a ser trabalhado; • definir a origem do problema e da hipótese; • estabelecer o tema; • compreender e explicitar o tema- problema; • dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa ); • definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios; • documentação e crítica bibliográficas: • realização da pesquisa; • elaboração de um texto, roteiro didático, bibliográfico ou interpretativo. Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico:1º o professor fornece aos participantes um texto roteiro apostilado, ou marca umtema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e adiscussão;2º procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos. Cada grupoterá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusõesparticulares a que o grupo chegar;3º cada grupo é designado para fazer: • exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc.Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo; • contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado do texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor; • apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo); • levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para discussão; • fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la;4º plenário- é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo,através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo.O professor faz a avaliação sobre os trabalhos dos grupos, especialmente do queatuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões .Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem seracatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem . Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termosde roteiro as seguintes partes: • introdução ao tema; • desenvolvimento; • conclusão. 60
  • 61. 13. 10 – PROCEDIMENTOS DE RECUPERAÇÃO Propondo a avaliação como diagnóstico do ensino-aprendizagem epartindo do princípio que a mesma está a serviço da escola, do professor e dosalunos, os Estudos de Recuperação serão uma estratégia de intervenção noprocesso de aquisição do conhecimento, de reorientação da aprendizagemdesenvolvida pela escola, de levantamento dos pontos fortes e fracos e propostasde alternativas que tornem mais eficiente o trabalho em sala de aula, visandoatingir um único objetivo que é a formação eficiente do aluno. Como a Recuperação Paralela em turno contrário não é possível naescola, pois a Secretaria de Estado de Educação não oportuniza talprocedimento, estaremos oferecendo aos alunos um tipo de recuperação dia adia, que nada mais é do que a atuação do professor tão logo sejadiagnosticado os problemas em relação à aprendizagem dos alunos, isto nopróprio período que o aluno estuda. Este tipo de recuperação, apesar de algumasvantagens, traz também muitas desvantagens que estão relacionadas àdisponibilidade de carga horária para o atendimento aos alunos, prejuízo nodesenvolvimento da ementa curricular, acomodação por parte do aluno, pois comosabemos, ela não acontece conforme regulamenta o Artigo 24, Item V, alínea e, daLei 9.394/96 “de preferência paralela ao período letivo”. Apesar das desvantagens, esta recuperação se bem realizada, podecontribuir para qualidade do ensino, pois como acontece dia a dia, o professorintervirá quando constatar deficiências em relação aos objetivos previstos.Metodologias específicas serão adotadas para constatar as deficiências deaprendizagem dos alunos: exercícios em sala, diálogo com os alunos, testes etrabalhos em grupos, são alguns exemplos que permitirão aos professoresdiagnosticarem os alunos que não estão conseguindo assimilar o conteúdo. Oobjetivo principal deste tipo de recuperação é o de garantir a aquisição doconhecimento. Ficará a critério de cada professor a intervenção nas notas dosalunos após a ocorrência da recuperação.13.11 – EXAME FINAL Será encaminhado para o Exame Final o aluno com média anual inferior aseis, o mesmo será promovido se obtiver nota igual ou superior a cinco.13.12 – PROMOÇÃO Será considerado aprovado no ano cursado o aluno que obtiver freqüênciaigual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas paraaprovação, média anual igual ou superior a 6,0 (seis), por área de conhecimentoou disciplina ou média final igual ou superior a 5,0 (cinco), objeto do ExameFinal.13.13 – RETENÇÃO 61
  • 62. Será considerado retido na série o educando que obtiver freqüência inferiora 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação,independente dos resultados obtidos no aproveitamento e/ou média final inferiora 5,0 (cinco) após Exame Final.13.14 - A ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR Esta organização dar-se-á por meio de um conjunto de normas que visamgarantir o registro do acesso, da permanência e da progressão nos estudos, bemcomo da regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo:-Requerimento de Matrícula;-Portaria;-Diário de Classe;-Parecer descritivo;-Mapa colecionador de canhotos;-Guia de Transferência e Histórico escolar;-Ata de Resultados Finais. O número de alunos permitido por turma no Ensino Fundamental, EnsinoMédio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional está estabelecido emlegislação própria emanada pelo Sistema Estadual de ensino. No caso especificodesta Unidade Escolar o número máximo de alunos que comporta cada sala de aulaé de 29 (vinte e nove) alunos. Para a definição do número máximo de educandos será observada acapacidade física da sala, respeitada a legislação em vigor. Quando houver educandos com necessidades educacionais especiais, oquantitativo por turmas será diferenciado e obedecerá a legislação em vigor. A organização de vida e escrituração escolar da Educação de Jovens eAdultos e a Educação Profissional estão definidas em Projeto próprio aprovado peloConselho Estadual de Educação14. A DISCIPLINA NA ESCOLA Pensar em disciplina na escola é refletir sobre a própria organizaçãoescolar e sua operacionalização. Uma pessoa “disciplinada”, que interage com asoutras pessoas tem sentimentos dentro de si, frutos da própria interação, taiscomo: respeito, amizade, cooperação, comunicação, ordem, equilíbrio, sobriedade,etc,. à medida que os acontecimentos influenciam a interação, os sentimentosdespertados podem ser diferentes dos indicados, pois quando o outro não age 62
  • 63. como eu gostaria que agisse, eu posso rejeitá-lo e agredi-lo, afastando-me eisolando-me, mesmo sabendo que isto é desfavorável para mim. Na escola, tratando-se de uma coletividade que está em constante interação,existem uma série de idéias variadas, de crenças, valores, experiências, estilocomportamental, que traz inevitáveis diferenças entre os que se relacionam.Quando nesta coletividade há o respeito pela opinião do outro, se a idéia de cadaum é ouvida, discutida, estabelece-se uma modalidade de relacionamento diferentedaquela em que não há respeito, nem diálogo. Quando eu tenho a liberdade dedizer o que penso, quando tenho a humildade para reconhecer que estou errado,torna-se ,mais fácil relacionar-se com as pessoas. O relacionamento pessoal pode tornar-se e manter-se harmonioso se nãohouver o corporativismo e tende a tornar-se muito tenso e conflitivo se houver aluta pelo poder, estabelecendo-se assim a divisão. Um ambiente agradável eestimulante pode influenciar as relações interpessoais. Nas relações escolares entre professores x alunos, direção x alunos, direção xprofessores, etc..., é extremamente importante o diálogo e a conquista. Saberdialogar, trocar idéias, ouvir e também ser ouvido, propor sugestões para alunose colegas, poderão garantir a disciplina tão desejada. Atuar em conjunto é ocaminho para enfrentarmos os problemas gerados pela indisciplina. Buscar aparceria dos pais e outros profissionais pode facilitar a tarefa pedagógica, que éa responsabilidade principal da escola. Em conjunto, consegue-se resolver maisadequadamente os problemas que aparecem. As soluções surgem maisrapidamente quando dividimos nossas dificuldades. Podemos pensar em disciplina como tudo aquilo que se possa fazer semcausar constrangimento a qualquer pessoa. Disciplina num sentido prático é aharmonia entre direitos e deveres na prática da cidadania. É o cumprimento denormas preestabelecidas pela coletividade e que é de conhecimento de todos.Quando nesta coletividade definirmos e estabelecermos o que vem a serdisciplina, tudo fica mais fácil de gerenciar. A escola que é uma instituição coletiva é imprescindível a autoridade dodiretor e dos professores para haver disciplina. Ter autoridade é ter capacidadede se relacionar, de interagir. O diálogo responsável é o melhor instrumento paramanifestar a prática democrática na escola e é através deste diálogo que seefetivará a disciplina. O autoritarismo na escola só provoca crises edesencontros. Quando um só decide isoladamente, quando não há oenvolvimento de todos os setores da escola, quando se considera o “silencio e aausência de participação” como forma de legitimar a autoridade na escola, vemosaí os sintomas do autoritarismo na escola. Para garantir a legitimação daautoridade na escola, há além do diálogo constante, as decisões emanadas dacoletividade e também as leis oriundas do Sistema Educacional. O RegimentoEscolar é um forte aliado da democracia, pois não pode-se conceber autoridadesem compromissos assumidos. A autoridade do professor também é importantíssima para o bom andamentopedagógico escolar. Entende-se aqui autoridade, como a habilidade deencaminhar seu projeto e intenções pedagógicas. A liderança emancipada e aargumentação embasada contribuirão para a manutenção do equilíbrio em salade aula. O professor deve deixar de lado as ameaças, os desequilíbrios, frutos deuma interação não satisfatória e socializar constantemente com os seus alunos,principalmente os pontos fracos do processo e das relações estabelecidas entreeles. A conscientização, principalmente nos tempos de hoje é o melhor caminhopara a superação dos conflitos gerados pela falta de disciplina. A indisciplina e 63
  • 64. a desordem são quase sempre produtos do desinteresse do aluno pela aula,pelo conteúdo ou pela metodologia utilizada. O aluno que não se sente “ator doprocesso de ensino” é sempre um fator de indisciplina, se não já atual, pelo menospotencial. O trabalho e a participação na aula, o envolvimento do aluno noprocesso de ensino, a apresentação de atividades interessantes, a junção dateoria vinculada à prática, o domínio, autoridade e competência do professor, sãosempre, ou na maioria dos casos, garantia de boa disciplina. O trato com os alunos deve ser sempre através do diálogo e daconscientização. Ter conhecimento da sua história, dos seus problemas, ajudarãoo professor a entender algumas atitudes não favoráveis. A autoconscientizaçãopoderá ser possibilitada por meio dos conteúdos trabalhados, visto que oautoconhecimento só pode ser obtido com a ajuda dos outros, pois acreditamosque algumas atitudes podem ser desenvolvidas e modificadas, principalmenteatravés da compreensão. Quando apesar de toda a tentativa, não há avanço namelhoria das relações, cabe então à escola encontrar outros caminhos pararesolução dos conflitos. A conversa com os pais, encaminhamentos terapêuticos,parceiras com igrejas, outras instituições e Ministério Público, são algumaspossibilidades que podemos lançar mão para trabalhar certas “dificuldades”. Deixamos registrado e existência do Regimento Escolar, documento ondeestão elencados os direitos e deveres de todos os segmentos da escola, tambémas penalidades para aqueles que apesar de todo o diálogo e conscientização, nãoconseguem melhorar suas relações interpessoais.14.1 - AÇÕES CONCRETAS PARA MELHORIA DA DISCIPLINA NO ÂMBITOESCOLAR1- Carta aos pais a ser entregue no início de cada ando letivo, contento: horáriode início e término das aulas; direito e deveres dos alunos; responsabilidade dospais; questões comportamentais; freqüência às aulas; datas das prováveisreuniões; participação do Colegiado Escolar; telefone dos pais que representam osegmento no Colegiado; etc.,2- Palestras voltadas para a conscientização dos alunos, pais e professores,através de parcerias com universidades, igrejas, instituições públicas efilantrópicas;3- Garantir a efetiva participação dos alunos e pais no Colegiado Escolar;4- Fortalecimento do Grêmio Estudantil, intensificando as responsabilidades do líderde classe e conseqüentemente dos alunos;5- Diálogo constante com os alunos;6- Promoção de eventos que priorizem a ação socializada e o respeito àspessoas;7- Elaboração de regras de convivência entre alunos e professores;14.2 - Atitudes do professor que facilitam a disciplina: 64
  • 65. 1. Nunca falar para a turma, enquanto não estejam todos em silêncio.2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividadepara que percebam o que se diz à primeira.3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara. Só quando for extremamentenecessário. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como:"Calados!", são inúteis.4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra; sebasta uma palavra, não pronunciar uma frase.5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunosnotam a mais leve falta de insegurança ou excitação do professor. Se isso seprolonga, a aula está "perdida".6. Não deixar passar "nem uma infração ou insubordinação" e atuar desde o princípio.Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis "injustiças". É ocaso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por umafalta semelhante.7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo issoinflui positiva ou negativamente nos alunos.8. Procurar manter o domínio de toda a aula. É preciso evitar a todo o custo que umaluno apanhe o professor desprevenido.9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões poucoapropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, gracejos, etc. Isto sóserve para "queimar" o professor.10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem efeitos imediatos econseqüências desastrosas a longo prazo.11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades,nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afeto, por vezes com doçura;mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam.12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro eexcepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa "ferida",através de alguma saída elegante e simpática. Eles possuem um sentido epidérmicoda justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos.13. Saber manter o equilíbrio entre a "dureza" e a amabilidade. A jovialidade e aalegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias;os alunos têm de a notar. As maiores partes das antipatias dos alunos têm a suaorigem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras.14. A correção deve ser:a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade;b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação; 65
  • 66. c) de forma a provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seusimpulsos, caia em si e retome o caminho;d) afetuosa: "se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afetuososque pelos discursos" (S. Bernardo).15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistralque isso implica.16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir manejar suas aulas com o mínimode ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos serobedecidos.14.3 - Atitudes do professor que favorecem a relação com os alunos1. Planificar e programar bem as aulas. Não confiar na improvisação.2. Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina comonão ter nada que fazer.3. Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos.4. Evitar os privilégios na aula. A escola deve ser um lugar de combate aos privilégios.5. Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade esegurança.6. Não falar de assuntos estranhos à aula.7. Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola.8. Não dirigir-se ao aluno com modos ou expressões pouco apropriadas: abraços,palmadinhas nas costas, gracejos, piadas, etc. Para alguns isto pode configurarassédio;9. Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quandonecessário.10. Se tiver de fazer uma correção, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse alinha do amor próprio e seja de preferência em privado.11. Procurar transformar a sala de aula num ambiente cordial, relaxado e sereno.12. Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência omelhor é reconhecê-la e honestamente retificá-la.13. Se aplicar uma penalidade deve ser mantida e cumprida, a não ser que haja umgrande equívoco que justifique uma mudança de atitude.14. Não se deve punir sem explicar clara e explicitamente o motivo da punição. 66
  • 67. 15. Não agir em momentos de ira e descontrolo. 16. Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira prestígio ao professor. 17 Reconhecer explicitamente tudo o que aluno faz de bom , embora sem exageros ou formas que pareçam insinceras. Estimulá-lo a superar-se sempre. 18. Evitar punir todos aos alunos por culpa de um só, a não ser que existam implicações gerais. 19. Evitar atitudes de ironia e sarcasmo. 20. Ser sincero e franco com os alunos. 21. Saber dar algo aos alunos, não pedir-lhes sempre. 15. AÇÕES EDUCATIVAS A SEREM REALIZADAS COM PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE Além das ações previstas no Cronograma de Atividades fixas da Unidade Escolar, a escola estará realizando palestras, campanhas de conscientização, visita em algumas casas, dias de integração escola x comunidade x família, com objetivo de fortalecer o ensino-aprendizagem da clientela atendida. 15.1 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES FIXAS ANUAIS Mês de execução Atividades a Responsável ou serem respon-Nº da 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Observações desenvolvidas sáveisação01 Elaboração do Direção, X X X X X X X X X X X A elaboração, Planejamento Coordena-ção implementação de de Ensino com Pedagó- acompanhamento dos orientações gica e Planos de Ensino estão para as Professores descritas em documento Propostas de emitido pela Coordenadoria Atividades de Educação Básica e Desafiadoras Profissional/SED. 67
  • 68. 02 Comemoração X X X X X X X cívicaem datas Coordenação especiais, com Pedagógica e hasteamento e professores arriamento da Bandeira Nacional e execução do Hino Nacional03 Projetos de Direção, X X X X X X X X X São projetos desenvolvidos Ensino e coordenação dentro do temas transversais Pesquisa Pedagógica e e que levem à reflexão do Professores distribuído por exercício da cidadania. área em todos os meses letivos Gincana A prática esportiva e cultural Esportiva e despertam nos alunos mais04 Cultural Direção, X interesse pelos estudos Coordenação (Semana do levando-os a dedicarem-se Pedagógica e Estudante) Grêmio mais à escola. Estudantil Em junho a Escola estará X oportunizando visitas05 Projeto Meio Direção, ecológicas, campanhas Ambiente e Coordenação educativas, conscientização Ecologia da comunidade, Pedagógica e Professores promovendo a inter-relação dos conteúdos com a prática, através deste tema transversal. Através dos jogos pretende-se promover a06 Jogos Coordenação X X X disciplina, bem como Estudantis Pedagógica e fortalecer o trabalho em Grêmio Estudantil equipe, além de estimular a (JOERE / participação dos próprios JEMS/ JENA) alunos na organização dos jogos. X Será organizado uma competição entre salas e/ou07 Jogos Professores de escolas próximas, com o interclasse ou Educação Física intuito de aproximar os Interescolares estudantes e professores, realizando assim um trabalho mais abrangente dentro da Educação Física. Esta campanha objetiva a conscientização dos nossos08 Campanha do Direção X alunos sobre o Trânsito, que trânsito é um dos pontos fracos da escola. 68
  • 69. (a cada 02 anos) O simulado tem por objetivos avaliar a09 Simulado Direção, X X competência dos alunos em Coordenação todos as disciplinas e Pedagógica, Professores e também prepará-los para o Secretaria mundo dos concursos e vestibulares., ENEM e Prova Brasil. A busca de apoio em instituições auxiliares vem10 Palestra para Escola e X X trazendo alguns benefícios pais sobre parceria com para a escola, pois temas relacionamento órgãos públicos como o exposto podem ser familiar refletidos coletivamente pela comunidade.11 Festividades X X X X Estes eventos na escola (Dia proporcionarão a integração das Mães, Todos os da Comunidade na vida da segmentos que Festa Junina escola. compõem a e7 de escola setembro) Este Projeto promoverá através da ludicidade uma12 Projeto Aula Coordenação X X aula diferente na escola. Viva Pedagógica e professores Bimestralmente os alunos estarão lendo livros de13 Projeto Ler Professores de X X X X X X X X X X X literatura objetivando o para Ver Literatura(Ensin gosto pela leitura e a o Médio) e L. Portuguesa preparação para a (Ens. interpretação Gêneros de Fundamental) diversos Textuais A professora deverá providenciar calendário para14 Projeto de Professora de X X X X X X X X X X apresentação cultural em dança dança datas festivas da escola e outras. Será desenvolvido com alunos do Ensino15 Projeto de Professor de X X X X X X X X X X fundamental que queiram Xadrez Educação Física aprender este jogo e que tenham dificuldade em matemática. Serão realizadas aulas temáticas sobre o tema;16 Programa de Direção, X X X X X X X X X X X Inclusão de regras contra o combate ao Coordenação bullying nas Normas de bullying. pedagógica, professores e Convivência; parceria com o Grêmio ministério público; Palestras. 69
  • 70. estudantil16. PLANO DE TRABALHO DOS DOCENTES E DO PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO16.1 – DIREÇÃO A direção da Escola terá sua atuação voltada para:-mediação entre o corpo docente e o discente, para que as propostaspedagógicas e curriculares possam ser desenvolvidas de forma eficaz;-fornecer os meios de ocorrer o entrosamento entre a Escola e a Comunidade;-trabalhar para garantir condições para que haja um processo de ensino-aprendizagem adequado à realidade do educando, bem como adequá-lo às suasnecessidades;-promover reuniões pedagógicas voltadas para a troca de experiências einformações, onde os docentes possam aproveitar a teoria, aplicando-a noexercício do cotidiano;-desenvolver atividades que garantam o bom funcionamento da escola, em todosos seus setores, zelando pela melhor consecução possível da tarefa de toda aequipe escolar; A direção deverá ter um plano anual de trabalho a ser apresentado noinício do ano ao Colegiado Escolar.17.2 – COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA À Coordenação Pedagógica compete o acompanhamento e avaliação daProposta Pedagógica, incluindo as seguintes ações:- inclusão de atividades coletivas de trabalho pedagógico e apoio na elaboração deprojetos de pesquisa e ensino;-promoção de reuniões mensais ou bimestrais, para exposição dos problemasenfrentados pelos professores em sala de aula, com oferecimento de leitura detextos de interesse do grupo;-reuniões com docentes de áreas afins, nos momentos de hora atividade, paraavaliação e promoção do trabalho multidisciplinar; 70
  • 71. -avaliação dos docentes, detectando as dificuldades de cada um, apresentandopara os mesmos possibilidades de cursos de aperfeiçoamento e reciclagem;-organização de grupos de reforço, através do Projeto de Monitoria, selecionando oconteúdo a ser reforçado e os alunos necessitados;-organização das comemorações cívicas e culturais, contando com a participaçãode todos, para que haja envolvimento da coletividade;-promoção da união do grupo de professores, melhorando o ambiente efacilitando o trabalho em equipe;-organização de excursões diversas, com objetivos educativos e recreativos; A Coordenação Pedagógica deverá ter um plano anual de trabalho queserá apresentado no início do ano ao Colegiado Escolar.17.3 - DOCENTES Aos docentes da escola, além das atribuições previstas em Lei, caberá:-elaboração dos Planejamentos de Ensino de acordo com a Proposta Pedagógica,, enfatizando o previsto na LDB (Lei 9394/96), Parâmetros Curriculares Nacionais eorientações da Secretaria de Estado de Educação;-participação das horas de estudos dentro da escola ( Horas Atividades/ Núcleo deDocentes e Projeto de Capacitação Quinzenal), visando a consecução da PropostaPedagógica;-dar cumprimento à Proposta Pedagógica da Escola, tendo em vista a finalidadedo Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e EducaçãoProfissional: formar cidadãos, fornecendo, ainda conhecimentos e habilidadesnecessários à sua mais ampla e efetiva inserção na sociedade;-utilizar métodos e técnicas de ensino que incentivem e levem ao aprendizado;- proceder o acompanhamento e avaliação dos alunos, dando prioridade aosaspectos qualitativos em relação aos quantitativos, em termos de rendimentoescolar;- seguir as orientações pedagógicas de cada disciplina, especificamente definidaspela equipe pedagógica no início do ano letivo.17.4 – NÚCLEO DE DOCENTES A reunião do Núcleo de Docentes é um momento de muita importância dentrodo processo de Planejamento e Avaliação do currículo escolar. A articulação entreos professores do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos eEducação profissional, poderá garantir a avaliação das turmas constituídaspossibilitando, se necessário, a retroalimentação dos conteúdos, metodologia eproposta para cada componente curricular. 71
  • 72. Um dos principais objetivos desse Núcleo é o de promover um diálogomaduro entre seus pares, permeado pela competência, experiência e capacidadedos educadores. Os encontros quinzenais devem ser preparados anteriormentepela equipe docente. Cada Núcleo deverá ter um “líder” que solicitará que um doscolegas traga para a próxima reunião um texto, que será a primeira atividadedo grupo. O texto servirá para a reflexão e deverá ser socializado por todos. Nas reuniões do Núcleo de Docentes um assunto que sempre deverá estar empauta é a continuidade do processo ensino-aprendizagem, principalmente asdificuldades encontradas na transição entre as etapas da Educação Básica. EmLíngua Portuguesa os professores deverão estar preocupados, por exemplo,como a melhoria da escrita dos alunos. Qual proposta o Núcleo de Docentesapresentará para melhorar este aspecto? O que os professores do EnsinoFundamental poderão fazer para facilitar o trabalho dos professores do EnsinoMédio? O Núcleo de Matemática deverá articular-se para melhorar o raciocíniológico dos alunos. Nesta disciplina, na escala de proficiência da Avaliação da ProvaBrasil, nossa escola em muitos aspectos obteve um resultado sofrível. Quais osaspectos que precisam ser melhorados? Como conseguir estes resultados? EmHistória, Geografia, Ciências os professores deverão coletivamente encontrarjuntos uma maneira diferente de trabalhar com esses conhecimentos, objetivandoa melhoria da compreensão de conceitos que são fundamentais para a vida doeducando. A cada quinzena todo processo pedagógico estaria sendo avaliado, asementas curriculares confrontadas, os planejamentos retomados coletivamente eas experiências docentes satisfatórias, colocadas em comum, ajudando a todos aadquirirem mais competência. . É necessário que todos realmente se envolvamnesta iniciativa e busquem sua qualificação e conseqüentemente a melhoria doensino. Embasamento legal: Art. 24, capítulo III, da Lei Complementar nº 087 de 01/02/2000 As horas-atividades da função docente serão assim distribuídas: I- Para jornada de 40 ( quarenta) horas semanais: a- 6 (seis) horas/aula na unidade escolar; b- 4 (quatro) horas/aula em local de livre escolha pelo docente. II- Para jornada de 20 (vinte) horas semanais: a- 3 (três) horas/aula na unidade escolar; b- 2 (duas) horas/aula em local de livre escolha pelo docente.17.5 - FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Mesmo que os meios para a formação dos alunos tenham se ampliado muito,a escola ainda é a principal via de instrução e educação das crianças e jovens,principalmente daqueles de origem mais humilde. Também os professores continuamsendo os principais agentes da aprendizagem dos alunos. Assim, a qualidade da 72
  • 73. aprendizagem das novas gerações depende, em boa parte, da qualificação dosprofessores. Os saberes profissionais são, entre outros, componentes da profissionalidadeou da identidade profissional do professor. É, principalmente, com base nessessaberes que o professor vai estruturando a sua vida profissional, a sua relação com aescola e com os colegas. Enfim, vai estruturando o seu modo de ser professor. Estes saberes têm origem diversa e não decorrem diretamente da ciência,embora a base científica seja imprescindível. Tais saberes constituem-se numconhecimento em ação, que fundamenta e proporciona relativa segurança para aação do professor. A formação inicial é um processo fundamental na construção da identidadeprofissional do professor. Contudo, é na formação continuada que essa identidade vaise consolidando. Noutras palavras, a formação continuada constitui-se num processoatravés do qual o professor vai construindo saberes e formas que lhe possibilitamproduzir a própria existência nessa e a partir dessa profissão. Hoje, é consensual que a formação inicial e continuada do professor deve seconstituir num processo contínuo e interligado. Essas duas modalidades de formaçãotêm o mesmo objetivo, que é propiciar preparo ao professor para atuar bem, demaneira criativa, assegurando aprendizagem de qualidade aos alunos. Mas elas têmcaracterísticas bem específicas. Diferentemente da formação inicial, a formaçãocontinuada é desenvolvida tendo-se como referência uma organização escolarespecífica, desafios que o professor já enfrenta na sala de aula, questões do dia-a-diaprofissional. Assim, a formação continuada é parte do processo de construção daidentidade do professor. E os saberes profissionais são o componente maissubstantivo desse processo. Os saberes profissionais do professor são o conjunto de conhecimentos(teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes) queestruturam a prática e garantem uma boa atuação do professor. Afirmar a origem desses saberes significa, de alguma maneira, estabelecerformas de agrupá-los. Embora existam muitas maneiras de agrupar esses saberes,poderíamos dizer que eles são: saberes disciplinares, saberes pedagógico-didáticos esaberes da cultura profissional (Guimarães, 2004) 2. Tais saberes têm uma forteconotação experiencial. Aliado a isso, esses saberes têm traços do que efetivamenteo professor é, do que vive e viveu e dos seus talentos pessoais. Daí, ser comum dizerque os professores ensinam não só o que sabem, mas também o que são. Contudo, a relação do professor com esses saberes não acontece de maneirafragmentada ou subordinando-se a eles. O professor lida com saberes disciplinaresnuma perspectiva pedagógica (de apoio intencional à aprendizagem e formação dosalunos) e de construção de uma profissão. Portanto, com certa independência,recriando-os conforme o contexto, os recursos, sua história de vida, opções pessoaise as necessidades dos alunos. Os saberes do professor não são alguma coisa solta, desenraizada. Aconstrução desses saberes se dá numa organização e numa cultura escolar. Ou seja,é numa determinada estrutura de influências e no interior de uma ou várias escolas 73
  • 74. com características peculiares que o professor vai se formando, construindo formasde atuar e se desenvolvendo profissionalmente. É vinculado a esse contexto que o professor lida com o arranjo de maneirasque garantem a aprendizagem dos alunos e a produção da sua existência. Masninguém aprende a ser professor trancado numa sala de aula. Os sucessos einsucessos na empreitada de ensinar, associados às trocas e conversas comcolegas, à reflexão e ao estudo, vão contribuindo para consolidar um conjunto demodos de agir, mais ou menos fundamentado que estrutura a atuação do professor.Assim, o saber profissional do professor acaba sendo um componente muitoimportante do seu trabalho cotidiano, da sua relação com os colegas e com ainstituição. A formação continuada é uma exigência para toda atuação do homem, uma vezque a realidade se transforma constantemente. Essa afirmação é tão ou maisverdadeira ainda em se tratando do trabalho educativo, especificamente escolar. Issoporque o professor atua num contexto que envolve muitos sujeitos, muitasmotivações, o que desencadeia situações singulares, às vezes desconhecidas eimprevisíveis. Existem muitos fatores que facilitam a formação continuada do professor.Poderíamos destacar dois que, embora pareçam óbvios, contribuem para viabilizar aformação continuada. São fatores interdependentes. O primeiro refere-se a um bomambiente de trabalho ou ao que se costuma chamar de “clima institucional”adequado. Não há como acontecer formação continuada e construção de saberesprofissionais sem um contexto de mínima abertura pessoal e confiança mútua. Assim,a formação continuada e, portanto, a construção de saberes profissionais, demandaum ambiente de relações e de companheirismo minimamente propício para otrabalho. Outro aspecto é uma razoável adesão do professor à profissão. A formaçãodo professor exige que ele queira ser e estar na profissão. Sabemos que não é fácilalguém se identificar com uma profissão que oferece poucas referências positivas emobilizadoras. Mas é papel da formação continuada também contribuir para fortalecera identidade profissional do professor – no caso, sob o aspecto mais subjetivo, deidentificação com a profissão – e (re)construir coletivamente o sentido e significado daprofissão. Os saberes profissionais são um ponto de partida ou um dos elementos maisfacilmente identificáveis na formação continuada e têm um traço marcadamenteexperiencial, como foi dito. Não são simplesmente um referencial teórico que municiao professor para que ele enfrente e até se sobreponha à realidade em que atua. Nãosão saberes da ou sobre a prática. São saberes práticos que se integram e tornam-separte constituinte da prática (Tardif, 2002). E é com base neles que o professor avaliao realismo das reformas e a viabilidade das propostas para o trabalho que lhe sãofeitas (idem). É claro que esse entendimento de saberes profissionais – com forte conotaçãoexperiencial – traz o risco de tomarmos somente a experiência como determinante daconstrução da profissionalidade do professor. Isto significaria uma relação desubordinação do professor à experiência. Como se toda experiência fossenecessariamente boa. Seria o equívoco oposto ao academicismo tão presente naformação do professor. Frente a isso, é preciso levar em consideração a organizaçãoescolar e o papel do coordenador pedagógico no processo de constituição dossaberes docentes e da formação continuada do professor. 74
  • 75. Além de cursos e outros eventos de formação pelos quais os professorespassam, as escolas têm na sua organização “momentos fortes” no processo deformação continuada do professor e de constituição dos seus saberes, tais como:reuniões pedagógicas, conselhos de classe, reunião de pais, processos deplanejamento coletivo, etc. Esses são momentos que, além de finalidades de organização escolar, podemse destinar ao estudo, à discussão de práticas de sucesso no trabalho, à busca dosmotivos e das bases que fundamentam a ação. Enfim, são pontos de partida quepodem contribuir para que o professor desenvolva sua criatividade, inventeconstantemente sua prática e tenha uma ação mais segura, mais produtiva e maisfeliz. É preciso, contudo, destacar momentos ou maneiras menos formais, mas quesão de grande importância no processo de formação continuada do professor. Trata-se das conversas que os professores entabulam, envolvendo as dificuldades notrabalho e formas de atuar; as maneiras como as coordenações pedagógicasabordam com os professores as questões vindas da sala de aula, contribuindo para areflexão, para que aprendam a duvidar das aparências dos “problemas de sala deaula” e a desenvolver um diálogo mais crítico com a realidade. São processos menosformais de apoio pedagógico, de “trocas de experiências”. Vamos destacar estasúltimas. Sabemos que esses processos são, muitas vezes, marcados pelasuperficialidade, pela narração linear do que se fez, sem muita análise. E o pior,quase sempre, com a finalidade única de confirmar a prática que está sendo narrada.Também sabemos do traço meio mercadológico (trocar, barganhar) que essesprocessos podem ter. Mas tais processos não precisam ter, necessariamente, só oupredominantemente tais características. Seria uma pena considerá-los somente sobesse aspecto, perdendo-se o seu potencial de propiciar ao professor a reflexão sobresua prática. Quem atua numa sala de aula da educação básica não tem muito como fugirda vivência de várias situações, pequenos acontecimentos, muitas vezes com forteconotação afetiva, que vão exigindo decisões, encaminhamentos, muitas vezesimprovisados, pelo professor. E ele nem sempre tem certeza de ter tomado asmelhores decisões, ou se não agiria de maneira diferente, se tivesse tido mais tempopara refletir. As trocas de experiências são meios interessantes de formação continuada,além de contemplar muito o modo como os saberes profissionais do professor sãoconstruídos. Antes, porém, é preciso lembrar que a discussão da prática e as trocasde experiências pressupõem, como foi dito, algum sentido da profissão para oprofessor e alguma abertura e confiança entre os colegas de trabalho. As discussões ou trocas de experiências podem favorecer a releitura daexperiência. As perguntas dos colegas, os pedidos de esclarecimentos, asexplicações do “porque” se agiu desta ou daquela maneira, são ótimas possibilidadespara a reflexão. A contraposição entre o que se fez, a teoria existente e a normaestabelecida pode se constituir em um saudável conflito cognitivo que propicia areleitura e a reinvenção da prática. É por essa via, basicamente, que os professoresconstroem e se apropriam de saberes profissionais, desenvolvem maior segurança eautonomia na sua atuação. Enfim, constroem e fortalecem a sua identidadeprofissional. 75
  • 76. Esses processos de troca de experiência podem ser realizados de modo quefavoreçam explicitamente a formação continuada, contribuindo com a construção daidentidade profissional dos professores. Narrar e ouvir narrativas de processos vividose de decisões tomadas contribuem para o desenvolvimento, mudança e consolidaçãode compreensões, de disposições, no caso, em relação a modos de atuar melhor, deressignificação da identidade profissional do professor, uma vez que a fala é meionão só de explicitar e reconstruir o que se pensa, mas também de se predispor para aação (Cunha, 1998). Esses processos de reflexão e discussão da prática não acontecemespontaneamente, sem uma coordenação. E, por serem um trabalho educativoescolar, pressupõem uma coordenação pedagógica, o que evidencia o papel queesse profissional (o coordenador) pode ter na formação continuada do professor. É claro que o coordenador pedagógico não é professor do professor. Mas, aformação continuada, a constituição de saberes se dá pelo envolvimento do professore do grupo de professores na construção e desenvolvimento de um projetopedagógico. Assim, as atribuições do coordenador pedagógico associam-sediretamente à formação em serviço da equipe de trabalho da escola. Concluindo, a formação continuada de professores não se dá somente a partirdo desenvolvimento de saberes profissionais. São eles, contudo, que norteiam aatuação, fundamentam as “certezas” tão necessárias ao professor, justificam suaspretensões de profissional e o ajudam na resistência à desvalorização profissional.Constituem-se, assim, no ponto de partida para sua formação continuada e noelemento mais substantivo de sua identidade profissional.Previsão de capacitações para 2011Discriminação: Mês de execuçãoCursos, RESPONSÁVEL CUSTOS J F M A M J J A S O N D01-Seminários, X XDebates, Palestras,Minicursos,Capacitação, etc. Professores e Apostilas Líderes de Diversas,02- Estudos por X X X X X X X X X X cada Núcleoárea do conheci- de Docentes xeroxmento, através doNúcleo deDocentes 76
  • 77. Direção, Coordenação03- Parceria com a X X X X X X X X X X pedagógica e Papel sulfite,UEMS, UFMS e Coordenação xerox, papeloutras instituições técnica do pardo,de Ensino Superior Curso depara capacitação Educação Transparêncide professores e Profissional as e livros,administrativos em data-showserviço.04-PROFUNCIONÁRIO X X X X X X X X X X X SED17.5 – SECRETARIA Aos servidores lotados na Secretaria da Escola cabe apoiaradministrativamente a direção através de atividades pertinentes a:-documentação e escrituração escolar e de pessoal devidamente em ordem;-organização e atualização de arquivos;-expedição, registro e controle de expediente;-registro e controle de bens patrimoniais;-serviços gerais de secretaria;-atendimento ao público;-dar consecução às atividades previstas na Legislação vigente e outrasemanadas pela Direção Colegiada. Como a Secretaria da Escola é considerada a porta de entrada da instituição,os funcionários que ali trabalham, deverão tratar a todos com solicitude, respeitoe consideração. Não poderão deixar pais esperando na janela, não poderãorevidar algum desequilibro de quem se dirige ao setor, encaminhando os casosmais complicados à direção.17.6 – FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS Cabe a este setor proporcionar apoio ao conjunto de açõescomplementares de natureza administrativa, relativas a:-zeladoria, vigilância e atendimento de alunos;-limpeza, manutenção e conservação das áreas interna e externa do prédio;-controle, manutenção e conservação do mobiliário e equipamentos em geral; 77
  • 78. -conservação e uso de materiais e gêneros alimentícios;-exercer perfeita vigilância sobre a condição dos alimentos servidos na Merendaescolar;-usar adequadamente os materiais destinados à limpeza da escola, procurandoutilizar racionalmente os produtos à sua guarda;-desempenhar outras funções que não sejam da sua trivialidade e que podemser executados sem ferir a integralidade do servidor;-cuidar para que a integridade física de seus pares, alunos e do pessoal emgeral seja preservada.18. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL A Avaliação Institucional é um processo contínuo por meio do qual a escolaconstrói conhecimento sobre sua própria identidade, buscando compreender ossignificados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa ealcançar maior relevância social. A legislação sobre Avaliação Institucional instruíque está é o mecanismo sistemático e contínuo sobre as condições estruturais,pedagógicos e de funcionamento da Unidade Escolar, com vistas aoaperfeiçoamento da qualidade de ensino oferecido e com base na PropostaPedagógica. Busca também o aumento permanente da eficácia da escola, apromoção do aprofundamento dos seus compromissos e responsabilidades sociais,por meio da valorização de sua missão pública, da promoção de valoresdemocráticos, do respeito à diferença e diversidade, da afirmação da autonomia edoa identidade institucional. No processo de avaliação algumas dimensões institucionais devem seravaliadas (interna e externamente). São elas: (1) o cumprimento da legislação doensino; (2) a execução da Proposta Pedagógica; (3) a formação inicial e continuadade dirigentes, professores e funcionários; (4) o investimento institucional emqualificação de recursos humanos; (5) o desempenho de dirigentes, professores efuncionários; (6) a qualidade dos espaços físicos, instalações, equipamentos eadequação às suas finalidades; (7) a organização da escrituração e do arquivoescolar; (8) a articulação com a família e a comunidade externa; (9) o desempenhodos alunos frente aos objetivos propostos e as competências desenvolvidas. Não hádúvidas que essas dimensões abarcam o todo da Escola, tratando-se de ummergulho em seu interior de modo quem resulte daí a análise e avaliação global eintegrada dessas dimensões. Para fins de levantamento de dados, em novembro de 2007, realizou-se acoleta de informações com todos os segmentos da Unidade Escolar. Foramentregues questionários avaliativos aos professores, coordenadores pedagógicos,alunos, pais e funcionários administrativos. Na análise desses dados foramelencados os pontos fortes e fracos da Escola, com sugestões para superá-los etambém a responsabilização para cada ação. O processo de avaliação resulta em benefícios à educação ao identificar asforças e fragilidades da escola e, conseqüentemente, possibilitar a adoção demedidas corretivas ou de intensificação das ações já realizadas. O auto-conhecimento dos processos avaliativos tem permitido o estabelecimento de metas e 78
  • 79. a implantação de projetos cada vez mais adequados ao perfil e à missão da UnidadeEscolar. A Avaliação institucional interna ocorrerá na escola de dois em dois anos. No ano de 2009 a Avaliação institucional foi realizada com todos osseguimentos que compõem a escola e foram apontados Pontos Fortes e Fracos daunidade escolar. Em 2011 será realizada uma nova Avaliação que terá como pontode partida a avaliação de 2009, ou seja, se os pontos fracos foram superados.18.1 PONTOS FORTES DA ESCOLA1.Compromisso com o aluno e com a comunidade; da média estadual e das outras escolas da rede);2.Organização; 31.Reordenação dos conteúdos do Ensino3.Livros no Ensino Médio; Fundamental;4.Apoio pedagógico ao professor; 32.Gincana Escolar;5.Projetos e aprendizagem; 33.Incentivo profissional ao professor;6.Bom relacionamento e parceria entre professores, 34.Divulgação na imprensa dos trabalhos realizadosadministrativos, coordenação e direção; pela escola;7.Trabalho em grupo; 35.Diversos prêmios recebidos pela escola;8.Manter os pais informados sobre as normas da 36.Reconhecimento do trabalho realizado na escolaescola; pela SED;9.Participação da escola em vários eventos; 37.Agilidade na elaboração e encaminhamento de10.Limpeza; processos relativos à vida escolar do servidor;11.Eficiência da secretaria; 38.Divulgação de todas as informações recebidas12.Conselho de Classe; através de cartazes ou fixando os ofícios no quadro13.Cooperação entre os professores; mural;14.Competência dos professores; 39.Liberdade na opção de participar ou não dos15.Dedicação da Coordenação Pedagógica; movimentos sindicais e/ou particulares;16.Organização e interação da direção; 40.Procura considerável de matrículas na escola17.Escola bem conceituada; durante o ano e principalmente no início do ano letivo;18.Material didático e pedagógico bem atualizado; 41.Núcleo de docentes;19.Colegiado Escolar atuante; 42.Implantação do curso de Educação Profissional;20.Merenda escolar bem preparada; 43.Autonomia para que as coordenadoras realizem o21.Projeto ler para ver; trabalho pedagógico;22.Apoio aos professores iniciantes; 44.Campanhas de conscientização dos alunos e da23.Grêmio Estudantil; comunidade (trânsito, meio ambiente, drogas, etc);24.Projetos de ensino; 45.Respeito aos direitos dos servidores e dos alunos25.Participação dos professores na organização da e exigência no cumprimentos dos deveres;escola; 46.Apoio da Coordenação na inovação ou26.Boa organização da vida escolar dos alunos aprimoramento do Projeto Pedagógico individual dena secretaria; cada professor;27.Participação nos concursos realizados por 47.Consulta aos professores/ coordenadores/diversas entidades; funcionários nas tomadas de decisões sobre todas28.Trabalho na Sala de Tecnologias Educacionais; as questões pertinentes à escola.29Aulas práticas no laboratório de ciências; 48.Estrutura física adequada à Proposta30. Notas boas no Enem e na prova Brasil (acima Pedagógica da Escola.18.2 PONTOS FRACOS DA SUGESTÕES PARA RESPONSABILIDADEESCOLA SUPERÁ-LOS1.Os docentes não seguem os Responsabilidade por parte dos Professoresdocumentos emanados pela escola docentes e acompanhamento dano início do ano letivo Coord. Pedagógica2.Há muita rotatividade por parte dos Solicitar da SED Concurso Público SED, Direção, Coordenaçãoprofessores convocados, para professores; Conservar e pedagógica e Professoresprejudicando assim o capacitar os professores quedesenvolvimento da Proposta trabalham conforme a PropostaPedagógica. Pedagógica.3.Indisciplina na escola Implantar um projeto com o objetivo Direção, Coordenação de conscientizar os alunos quanto Pedagógica, Professores, Pais à disciplina na escola; Fazer 79
  • 80. cumprir o Regimento Escolar. e Alunos Professores devem ser mais exigentes e os pais mais atuantes.4.Planejamento de Ensino Promover capacitação sobre Direção, Coordenação(Documento burocrático) Planejamento de Ensino; Torná-lo pedagógica e Professores mais significativo e real; Promover estudos teóricos à respeito do Planejamento de Ensino.5.Os professores não dispõem de um Solicitar que os professores Professores e Coordenaçãoplano de aula pronto quando os preparem aulas diariamente; Pedagógicaalunos entram na sala de aula Promover o acompanhamento da Coordenação Pedagógica; Selecionar atividades para trabalho com os alunos.6.Relatório Descritivo Rever cada item do relatório Professores, Coordenação descritivo e usá-lo conforme prevê pedagógica e Direção a Proposta Pedagógica da Escola7. Professores que faltam à escola e Avisar com antecedência a Escola Professoresnão avisam com antecedência como das suas possíveis faltas e/ouprevisto na legislação encaminhar um outro professor para substituição8.Organização da sala dos Proibir a entrada de alunos na sala Professores e funcionários daprofessores de professores e deixá-la limpeza organizada sempre que ocorrer o término das aulas9.Horário de reuniões do Grêmio Solicitar que o Grêmio marque suas Grêmio EstudantilEstudantil reuniões num período oposto às aulas10.Prova Bimestral aplicada por Mais rigor dos professores ao Professoresoutro professor que não seja da aplicar as provas dos colegas eárea cumprimento das regras dispostas pela escola quanto à realização das Provas Bimestrais11.Cobrança dos pais sem Orientar os pais que antes de fazer Pais e Direçãoconhecimento de causa algum julgamento do professor ou da escola, que se dirijam à mesma para esclarecer dúvidas ou registrar reclamações12.Alunos desinteressados pelos Envolver os alunos nos projetos e Direção, Coordenaçãoprojetos da escola convencê-los da importância da Pedagógica, Professores e realização dos mesmos alunos.13.A escola está sendo responsável Palestras para os pais, promover Todos os segmentospela educação dos alunos o “ser educado” em todos os 80
  • 81. segmentos14.Falta por parte de alguns Trabalhar os temas transversais; Professores e alunosprofessores promover atividades que desenvolver projetos que resgatampropiciem a prática de valores e os valores e atitudesatitudes15.Muitos alunos não fazem o dever Conscientizar os alunos da Todos os segmentosde casa regularmente importância do dever de casa; Propor parceira com os pais para acompanhamento do dever de casa16.Alunos que não conservam o livro Conscientizar os alunos que o livro Todos os segmentosno livro didático ( não o encapam, didático é reutilizável e que precisaescrevem e rabiscam os livros) ser conservado. No anos seguinte dar um livro nas mesmas condições que o aluno entregou17.Falta de cuidado dos alunos em Solicitar que os pais conversem Todos os segmentosrelação à limpeza da escola e com os filhos sobre o assunto;conservação do patrimônio público Conscientização dos alunos; Desenvolver Projeto sobre conservação do patrimônio público18.Professores que não cumprem o Cumprir a legislação vigente que Professoresprazo para entrega de diários de estipula o prazo para entrega dosclasse, notas mensais ou relatório documentos na escola; Manter odescritivo, prejudicando assim o diário de classe atualizado etrabalho da secretaria e da organizado.coordenação pedagógica19.Professores que não assinam o Cumprir a legislação vigente Professoreslivro ponto diariamente20.Avaliações mal preparadas Melhorar a qualidade das Professores( provas muito fáceis ou muito avaliações; Seguir as orientaçõesdifíceis, com uma linguagem não dadas pela escola.utilizada comumente nas aulas)21Falta de punição dos alunos Cumprir o que determina o Direção, Coordenação(paternalismo) Regimento Escolar, usando sempre Pedagógica e Professores o bom senso e o diálogo22.Revisão antes das provas Realizar revisão de conteúdos Professores e alunos antes da aplicação das provas; Os alunos deverão demonstrar interesse na aula de revisão23.Falhas na reunião do Colegiado Seguir os passos previsto no Todos os segmentosescolar Regimento Interno do Colegiado objetivando o sucesso das reuniões; Criação da Associação de Pais (AP)24.O administrativo não é informado Sugerir que os funcionários Funcionários administrativosdos acontecimentos da escola tenham mais atenção nos documentos que são afixados nos murais e que informam sobre a vida escolar25.Improvisação de algumas aulas Preparar as aulas com Professoresque não são preparadas antecedência, evitando assim a 81
  • 82. previamente improvisação26.Reorganização dos conteúdos Ficar atento ao Planejamento de Professoresquando há imprevistos na escola Ensino e flexibilizá-lo quando(dispensas, reuniões, jogos, etc.) necessário27.Pouca relação entre teoria x Preparar as aulas propondo Coordenação pedagógica eprática na aplicação dos conteúdos atividades que atualizem ou professores concretizem os conteúdos, principalmente os mais abstratos.28.Poucas reuniões do corpo Utilizar os momentos de hora Direção, Coordenaçãodocente (tempo e horário) atividade/ Núcleo de Docentes e/ou Pedagógica e professores propor momentos alternativos para estudos e reuniões (turno contrário, sábados)29.Não cumprimento da Hora- Seguir as orientações da SED em Professores e Coordenaçãoatividade relação ao cumprimento das horas Pedagógica atividades que são remuneradas aoprofessor; Participar efetivamente do Núcleo de Docentes.30.Exagero de alguns professores Não usar o Relatório Descritivo Professoresna avaliação do relatório descritivo como instrumento de punição; tratarou no trato com os alunos os alunos com urbanidade e equilíbrio31.Falta de reuniões por área do Participar efetivamente do Núcleo Coordenação Pedagógica econhecimento de Docentes e seguir as orientações professores de operacionalização do mesmo32.Pouca utilização da Sala de Utilizar a STE conforme o Professor-coordenador daTecnologias por parte de alguns estabelecido em seu regulamento e STE e demais professoresprofessores de acordo com as diretrizes emanadas pela SED .33.Propagação e registro de uma Elaborar proposta de avaliação Todos os segmentosavaliação diagnóstica e contínua e para a escola de acordo com asna prática a constatação de uma tendências contemporâneasavaliação classificatória34.Professor que demora a entregar Cumprir a legislação vigente Professores e Secretariaos atestados médicos e BIMprejudicando os colegas substitutosno recebimentos dos salários35.Professores que saem de licença Acompanhamento da Coordenação Pedagógica ee não deixam as aulas pré- Coordenação pedagógica e professoresorganizadas para o substituto conscientização do professor36.Uso de calculadora no Ensino Só permitir o uso da calculadora ProfessoresFundamental e Médio naqueles conteúdos que se fizer necessário a utilização da mesma, para isto os professores terão que ter discernimento sobre o assunto37.A recepção das pessoas na Avaliar periodicamente a recepção Direção e Secretariasecretaria da escola precisa na secretaria da escola; Promovermelhorar capacitação de relações humanas e orientar os servidores a cumprir o que dispõe o regimento Escolar 82
  • 83. 38.Coordenação do Ensino Elaborar um calendário de visitas Coordenação pedagógicaFundamental que não visita as salas às salas de aulade aula para acompanhar oscadernos dos alunos39.Muitos alunos não vêm Conscientização sobre a Todos os segmentosuniformizados para a escola importância do uniforme; premiação ao aluno que vem uniformizado para a escola (ver quem pode fazer este acompanhamento).40.Falta de respeito de alguns Quando se dirigir aos colegas Todos os segmentossegmentos no trato com os colegas falar com respeito e educação41.Desorganização da escola na Os alunos não poderão jogar bola Todos os segmentossemana de provas após as provas; só poderão entregá-las aos professores após 30 minutos do início da mesma; se chegar atrasados não poderão fazer as provas do dia42.Professores novos sem Quando entrar um novo professor Coordenação Pedagógicaorientação da Proposta da Escola a Coordenação Pedagógica deverá orientá-lo sobre a Proposta Pedagógica e demais regras da escola43.Professores substitutos que Orientar os professores substitutos Secretáriapreenchem o Diário de Classe de a não preencherem os Diários dequalquer maneira Classe à caneta, principalmente em licenças curtas.44.Falta de autoridade das Cumprir o que determina a Inspetoras de alunosinspetoras de alunos legislação quanto à função que exerce45.Individualismo e egocentrismo Eliminar o individualismo em todos Todos os segmentosnas relações interpessoais os segmentos da escola através da conscientização46.Falta de civismo na escola Promover comemorações para Todos os segmentos com resgatar o patriotismo e valorizar organização da Coordenação os hinos pátrios Pedagógica47.Descaso dos alunos em relação Conscientização dos alunos Todos os segmentosa algumas disciplinas quanto à importância de todas as disciplinas48.Poucos projetos sociais na Uma ou duas vezes ao ano, a Direção, Coordenação eescola escola deverá organizar Professores. atividades que estejam voltadas párea a comunidade e que tenha um caráter de promoção do exercício da cidadania ( ex: participação em reuniões da Câmara de vereadores, visitas ao prefeito com sugestões para o municio, visita à APAE, asilo, excursões, campanha de conscientização, etc) 83
  • 84. 49.Falta de autoridade de alguns Os professores deverão resolver Professoresprofessores em sala de aula pequenos problemas que porventura acorrerem com os alunos durante o período das aulas. Só encaminhar os casos mais graves para a Coordenação e Direção.50.Direção, Coordenação Não ficar prometendo aquilo que Direção, coordenação,Pedagógica, inspetoras de alunos e não pode cumprir; seguir a inspetoras de alunos eprofessores não cumprem aquilo que legislação professoresfalam51.Alguns alunos com problemas Promover palestra com os pais Ministério Público, Direção egraves de disciplina na escola dos alunos problemáticos ( o não Coordenação Pedagógica comparecimento desses pais acarretará em sanções).52.Pouca utilização dos recursos Preparar aulas em que os Professorestecnológicos e didáticos da escola recursos que existem na escola sejam utilizados53.Falta de limites dos alunos e Volta do Projeto Resgate de Todos os segmentospropagação de contra-valores Valores e mais palestras na escola54.Conscientização dos pais sobre Nas reuniões de pais proceder Direção, Coordenaçãotemas importantes para o sucesso pequenas palestras sobre temas Pedagógica e Professores.da escola relevantes, para depois introduzir os assuntos da escola55.Alguns funcionários ASDs que Conscientização das funcionárias Funcionárias Administrativaslimitam-se a realizar apenas seu ASDs; Organizar a Rotina detrivial papel trabalho semanal.56.Pouca leitura na escola Solicitar aos professores de L. Professores de Língua Portuguesa e Literatura que Portuguesa efetivem o Projeto “Ler par ver”57.Aulas de Artes muito teóricas Solicitar que os professores Professores de Artes dessa disciplina incluam no seu Planejamento aulas práticas.58.Cigarro na Escola Conscientização dos alunos; Todos os segmentos Palestras, pesquisas e debates sobre os efeitos do cigarro para a saúde59.Os recursos financeiros Aumento dos recursos Colegiado Escolarencaminhados pela SED não são encaminhados pela SED 84
  • 85. suficientes para a manutenção da Encaminhamento de Ofícioescola solicitando revisão dos recursos da escola60. Pouca capacitação aos Solicitar cursos e capacitações Colegiado Escolarprofessores oferecida pela SED aos professores da escola SED/Escola61.Quando a SED possibilita Solicitar que os professores Professores, comcapacitações aos professores, depois materializem o que aprenderam em acompanhamento dadas mesmas, não ocorre uma sala de aula. coordenação pedagógica.mudança metodológica ou didáticaem da sala de aula.62.Falta de continuidade das Continuidade nos projetos que SED/Escolapolíticas educacionais beneficiam a comunidade escolar19- ACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO DA PROPOSTAPEDAGÓGICA A avaliação incidirá sobre os aspectos pedagógicos, administrativos efinanceiros da atividade escolar, devendo ser realizada através de procedimentosinternos e externos, definidos pelo Colegiado Escolar. A avaliação interna ocorrerá através das reuniões do Conselho de Classe,reuniões especialmente convocadas para tal fim, fichas avaliativas, avaliação dosdocentes realizada pelos alunos, avaliação da escola em geral. Todos estesprocedimentos terão como objetivo a reorientação e reformulação da presenteProposta. Toda e qualquer avaliação terá como meta o aprimoramento da qualidade deensino, sendo sustentada por procedimentos de observação e registros contínuos,para permitir o acompanhamento:-sistemático e contínuo do processo de ensino e do processo de aprendizagem, deacordo com os objetivos e metas constantes da Proposta Pedagógica;-do desempenho da equipe escolar, dos alunos e dos demais funcionários, nosdiferentes momentos do trabalho educacional;-da participação da comunidade escolar nas atividades propostas pela escola. 85
  • 86. 86