Your SlideShare is downloading. ×
Interpretação de TextosTEORIA e 800 QUESTÕES COMENTADAS 6ª EDIÕÕO
ASSOCIAÕÕO BRASUKA DC DKBIOS RETROGRAHCOSANPACASSOCIAÕÕO NACIONAL DE PROTEÕÕO E APOIO AOS CONCURSOSPreencha a ficha ...
SÕRIE IMPETUS PROVAS E CONCURSOSInterpretação de TextosTEORIA E 800 QUESTÕES COMENTADAS 6ª EDIÕÕORenato AquinoELSEV...
© 2006, Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pelaLei n° 9.610, de 19/02/1998. Nenhuma parte ...
AgradecimentosÕ famÃlia querida, sempre a meu lado, incentivo primeiro da minha jornadaterrena; a todos que, de uma forma...
VI
O AutorRenato Monteiro de Aquino ╢ Mestre em Letras (Filologia Românica) pela UFRJ╢ Ex-professor de LÃngua Portuguesa...
VIII
ApresentaçãoNÕO DEIXE DE LER!A interpretação de textos, tão comum em provas de Português, sempre foi ummartÃrio par...
X
Palavras da Coordenação da ObraVocê acha que não tem condições de estudar interpretação de textos?Está cansado de...
SumárioParte 1 GENERALIDADES 1CapÃtulo 1 Explicações preliminares 2 CapÃtulo 2 Denotação e conotação.Figuras 6 CapÃ...
PARTE IGENERALIDADES1
CAPÕTULO 1EXPLICAÕÕES PRELIMINARESI) Para interpretar bem Todos têm dificuldades com interpretação de textos.Encare ...
1) Emprego de sinônimos. Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os paispreocupados. Conquanto retornasse cedo, deixava os gen...
Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo: - Cortarei a grama sozinho.(discurso direto) Naquela tarde, Pedro dir...
seria o gabarito. O texto original diz que ╕o homem caminha pela vida muitasvezes desnorteado...╕, contudo a reescritu...
CAPÕTULO 2DENOTAÕÕO E CONOTAÕÕO. FIGURASI) Denotação Consultando o dicionário Houaiss, encontramos para a palavraj...
Vamos comparar as duas frases abaixo: Comi uma fruta deliciosa. Ela escreveu umafrase deliciosa. Na primeira, o adjetivo d...
Troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma relação real, concreta,objetiva. Há vários tipos de metonÃmia. ...
Observe que o termo O jovem pode ser retirado do texto. Ele não se encaixasintaticamente no perÃodo. Caso disséssemos Co...
14) Silepse Concordância anormal feita com a idéia que se faz do termo e nãocom o próprio termo. Pode ser: a) de gêne...
16) AssÃndeto Ausência de conectivo. Õ um tipo especial de elipse, que é aomissão de qualquer termo. Ex.: Entrei, pegu...
21) Hipérbato Õ a inversão da ordem dos termos na oração ou das oraçõesno perÃodo. Ex.: ╕Aberta em par estava a p...
Obs.: Na primeira frase, ganhava está no lugar de ganharia; na segunda, forasubstitui seria.13
CAPÕTULO 3COESÕO E COERÕNCIA. CONECTORESI) Coesão e coerência O texto é um conjunto harmônico de elementos,associad...
podem ser chamados de referentes. Muita atenção, pois, com os conectores. Eisos mais importantes: 1) Pronomes pessoais, ...
esta, ao mais próximo (mulher). Semelhante correlação também pode ser feitacom numerais (primeiro e segundo) ou com pr...
preposição exigida pelo verbo), ela é destituÃda de significado. Diz-se quetem apenas valor relacional. Na segunda, em ...
╢ De afirmação Ex.: Irei com certeza. ╢ De lugar Ex.: Ele veio de casa.10) Conjunções e locuções conjuntivas Con...
Observações a) Em todas as frases há idéia de oposição. Se a pessoa corremuito, deve ficar cansada. A palavra mas in...
Conjunções subordinativas São as que iniciam as orações subordinadas. Podemser: 1) Causais: iniciam orações que ind...
Principais conjunções: como, (do) que, qual, quanto, feito, que nem. Ex.: Elesempre foi ágil como o pai. Maria estuda m...
8) Finais: introduzem orações com valor de finalidade. Principaisconjunções: para que, a fim de que, que, porque. Ex.:...
Ex. Carlos e Rodrigo são irmãos. Não encontrei Sérgio nem Regina. Comprareiuma casa ou um apartamento. Casos especiais...
b) Subordinativa causal Ex.: Como passou mal, desistiu do passeio. (= Porque) c)Subordinativa comparativa Ex.: Era alto co...
a) Subordinativa condicional Ex.: Desde que digam a verdade, nãohaverá problemas. b) Subordinativa temporal Ex.: Conheç...
b) Coordenativa explicativa Ex.: Faça as anotações, que vocêestudará melhor. c) Subordinativa causal Ex.: Nervoso que...
CAPÕTULO 4TIPOLOGIA TEXTUALVeremos neste capÃtulo apenas o essencial da tipologia, aquilo que, de uma formaou de outra, c...
2) Personagens São os elementos, usualmente pessoas, que participam dahistória. Mas os personagens podem ser coisas ou a...
O narrador apresenta a fala do personagem, integral, palavra por palavra.Geralmente se usam dois pontos e travessão. Ex.:...
2) Desenvolvimento Um ou mais parágrafos de extensão variada, de acordo com anecessidade da composição. Õ nele que se...
CAPÕTULO 5SIGNIFICAÕÕO DAS PALAVRASVeremos, neste capÃtulo, coisas importantes sobre a significação de palavras eexpr...
Outro item de suma importância para a interpretação de textos. Há sinonÃmiaquando duas ou mais palavras têm o mesmo s...
conserto - reparo estático - firme, parado espiar - olhar estrato - camada;tipo de nuvem passo - passada incerto - duvido...
flagrante - evidente fluir - correr; manar inerme - desarmado inflação -desvalorização infligir - aplicar pena intemer...
ex consensu - com o consentimento ex jure - segundo o direito, por justiça exofficio - por obrigação de lei, por dever ...
urb et orbi - em toda a parte verbi gratia - por exemplo verbo ad verbum -palavra por palavra36
CAPÕTULO 6A PRÕTICANeste capÃtulo, vamos treinar um pouco, mostrando variados tipos de questões deinterpretação e com...
figuras de linguagem. Estude bem o segundo capÃtulo, onde elas aparecem. Noteque este tipo de metonÃmia não é fácil, po...
d) A oração ╕Aqui está chovendo sem parar╕ poderia ligar-se à anterior,sem alteração de sentido, pela conjunção...
d) Quando possui historiadores, uma nação não mais pode ser consideradabárbara. e) Desde que tenha historiadores, uma ...
4) O trecho que poderia dar seqüência lógica e coesa ao texto é: a) Nãoobstante isso, ele é uma pessoa gentil. b) De...
PARTE IIINTERPRETAÕÕO I42
TEXTO INão existe essa coisa de um ano sem Senna, dois anos sem Senna...Nãohá calendário para a saudade.(Adriane Galis...
TEXTO IIPassei a vida atrás de eleitores e agora busco os leitores.(José Sarney, na Veja, dez/97)5) Deduz-se pelo texto ...
TEXTO IIIOs animais que eu treino não sao obrigados a fazer o que vai contra a naturezadeles.(Gilberto Miranda, na Folha ...
TEXTO IVEstou com saudade de ficar bom. Escrever é conseqüência natural.(Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)...
TEXTO VA mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, nomundo todo.(Américo Barbosa, na Folha...
TEXTO VIMarx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem deDeus nem de ópio. Deus é uma experiÃ...
e) experiência 25) A figura de linguagem presente no primeiro perÃodo é: a)metáfora b) metonÃmia c) prosopopéia d) ple...
TEXTO VIIQuando vim da minha terra, não vim, perdi-me no espaço, na ilusão de ter saÃ-do. Ai de mim, nunca saÃ.(Carlos ...
TEXTO VIIIEnquanto o Titanic ainda flutua, tentemos o impossÃvel para mudar o seu curso.Afinal, quem faz a história são ...
TEXTO IXA função do artista é esta, meter a mão nessa coisa essencial do ser humano,que é o sonho e a esperança. Pre...
42) A palavra ╕esses╕ poderia ser substituÃda, sem alteração de sentido,por: a) bons b) certos c) tais d) outros e) ...
TEXTO XUm prêmio chamado Sharp, ou Shell, Deus me livre! Não quero. Acho esses nomesfeios. Não recebo prêmios de empre...
TEXTO XIInserto entre o 16° e o 18°, o século XVII permanece em meialuz, quaseapagado, nos fastos do Rio de Janeiro, se...
TEXTO XIIAcho que foi uma premonição, uma vez que ele já tinha declarado que ╕AFraternidade é Vermelha╕ seria seu ...
c) o cineasta não quis fazer mais filmes. d) a ╕Fraternidade é Vermelha╕foi seu último filme. e) o cineasta foi vÃt...
TEXTO XIIINem todas as plantas hortÃcolas se dão bem durante todo o ano; por isso épreciso fazer uma estruturação dos ...
TEXTO XIVAquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panetones do paÃs,está negociando a compra de sua maior con...
TEXTO XVUm anjo dorme aqui; na aurora apenas, disse adeus ao brilhar das açucenas emter da vida alevantado o véu. - Rosa...
a) sem ter nascido b) sem ter morrido cedo c) sem ter conhecido bem a vida d)sem viver misteriosamente e) sem poder relaci...
TEXTO XVIJulgo que os homens que fazem a polÃtica externa do Brasil, no Itamaraty, sãoexcessivamente pragmáticos. Tivera...
a) necessariamente b) realmente c) justificadamente d) evidentemente e)comprovadamente 78) Só não pode ser inferido do t...
TEXTO XVIISe essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil,havemos de convir em que no Brasil-...
a) à vida do campo preferia a da cidade. b) à vida da cidade preferia a docampo. c) não tinha preferência quanto à vida ...
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito

2,765

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
2,765
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
17
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "2985305 apostila-concurso-interpretacao-textos-800-questoes-gabarito"

  1. 1. Interpretação de TextosTEORIA e 800 QUESTÕES COMENTADAS 6ª EDIÕÕO
  2. 2. ASSOCIAÕÕO BRASUKA DC DKBIOS RETROGRAHCOSANPACASSOCIAÕÕO NACIONAL DE PROTEÕÕO E APOIO AOS CONCURSOSPreencha a ficha de cadastro no final deste livro e receba gratuitamenteinformações sobre os lançamentos e as promoções da Editora Campus/Elsevier.Consulte também nosso catálogo completo e últimos lançamentos emwww.campus.com.br
  3. 3. SÕRIE IMPETUS PROVAS E CONCURSOSInterpretação de TextosTEORIA E 800 QUESTÕES COMENTADAS 6ª EDIÕÕORenato AquinoELSEVIER CAMPUSIII
  4. 4. © 2006, Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pelaLei n° 9.610, de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorizaçãoprévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida, sejamquais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos,gravação ou quaisquer outros. Editoração Eletrônica SBNIGRI Artes e TextosLtda. Coordenador da Série Sylvio Motta Projeto Gráfico Elsevier Editora Ltda.A Qualidade da Informação Rua Sete de Setembro, 111 ╕ 16° andar 20050-006╕ Rio de Janeiro ╕ RJ ╕ Brasil Telefone: (21) 3970-9300 Fax (21) 2507-1991E-mail: info@elsevier.com.br Escritório São Paulo Rua Quintana, 753 ╕ 8ºandar 04569-011 - Brooklin - São Paulo - SP Telefone: (11) 5105-8555 ISBN 13:978-85-352-1815-2 ISBN 10: 85-352-1815-7 Muito zelo e técnica foram empregadosna edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação,impressão ou dúvida conceitual. Em qualquer das hipóteses, solicitamos acomunicação à nossa Central de Atendimento, para que possamos esclarecer ouencaminhar a questão. Nem a editora nem o autor assumem qualquerresponsabilidade por eventuais danos ou perdas a pessoas ou bens, originados douso desta publicação. Central de AtendimentoTel: 0800-265340Rua Sete de Setembro, 111, 16° andar - Centro - Rio de Janeiro e-mail:info@elsevier.com.br site: www.campus.com.br CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte.Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ Aquino, Renato 6. ed.Interpretação de textos: teoria e 800 questões comentadas / Renato Aquino. -6. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 532p. - (Impetus provas e concursos)Inclui bibliografia ISBN 978-85-352-1815-2 ISBN 85-352-1815-7 1. LÃnguaportuguesa - Problemas, questões e exercÃcios. 2. Compreensão na leitura. 3.Análise do discurso narrativo. 4. Serviço público - Brasil - Concursos. I.TÃtulo. II. Série. 05-1502. CDD-469.8 CDU - 811.134.2IV
  5. 5. AgradecimentosÕ famÃlia querida, sempre a meu lado, incentivo primeiro da minha jornadaterrena; a todos que, de uma forma ou de outra, me ajudam a caminhar pelomundo;a Jesus, irmão maior, ╕caminho, verdade e vida╕, que não me deixaperder o rumo; mas, acima de tudo e de todos, a Deus, nosso Pai amado, que nosconcedeu a maravilha da vida.V
  6. 6. VI
  7. 7. O AutorRenato Monteiro de Aquino ╢ Mestre em Letras (Filologia Românica) pela UFRJ╢ Ex-professor de LÃngua Portuguesa e Literatura Brasileira do ColégioMilitar do Rio de Janeiro ╢ Ex-professor de LÃngua Portuguesa da Secretaria deEstado de Educação do Rio de Janeiro ╢ Ex-professor de LÃngua Portuguesa daSecretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro ╢ Fiscal de atividadeseconômicas aposentado do municÃpio do Rio de Janeiro ╢ Professor da Companhiados Módulos e outros cursos preparatórios para concursos públicos do Rio deJaneiro Outras obras do autor ╢ Português para Concursos. 16a ed. EditoraCampus/Elsevier ╢ Redação para Concursos. 5a ed. Editora Campus/Elsevier ╢Português para Concursos em vÃdeo (8 fitas). Tele-Jur ╢ Amor e Luz (Poesias).Editora PongettiVII
  8. 8. VIII
  9. 9. ApresentaçãoNÕO DEIXE DE LER!A interpretação de textos, tão comum em provas de Português, sempre foi ummartÃrio para os alunos ou candidatos a concursos públicos ou vestibulares. Adificuldade é geral e, com certeza, oriunda da falta de treinamento. As pessoastêm pouca disposição de mergulhar no texto; elas conseguem, obviamente, lê-lo, mas não aprofundam a leitura, não extraem dele aquelas informações queuma leitura superficial, apressada, não permite. Ao tentar resolver o problema,as pessoas buscam os materiais que julgam poder ajudá-las. Caem, então, novelho vÃcio de ler teoria em excesso, estudar coisas que nem sempre dizemrespeito à compreensão e interpretação dos textos. Cansadas, não fazem oessencial: ler uma grande quantidade de textos ╕ e tentar interpretá-los.Este livro que chega à s suas mãos é extremamente prático. A teoriaapresentada é pequena, mas deve ser estudada com boa vontade e disposição deaprender. Depois, você vai encontrar uma enorme quantidade de textos, 112, paraser preciso. São 815 questões, mais de 4000 itens, todos comentados.Fundamental é que você os leia na ordem em que são apresentados, resolvendocom atenção máxima as questões propostas. Começa-se por textos muitocurtos, uma ou duas linhas, e vai-se aumentando, tanto em tamanho quanto emdificuldade. Cabe ainda ressaltar que não tivemos a preocupação de distinguirinterpretação de compreensão. Levando-se em conta o objetivo da obra, issoseria absolutamente inútil. Não tenha medo da interpretação de textos. Comoqualquer outra atividade intelectual, ela pede paciência e boa vontade. Nãotente fazer apressadamente, pois isso prejudicará o seu estudo. Talvez o maisdifÃcil seja começar. Depois, acredite, vem o progresso, objetivo maior detodos nós. O AutorIX
  10. 10. X
  11. 11. Palavras da Coordenação da ObraVocê acha que não tem condições de estudar interpretação de textos?Está cansado de ser reprovado nas provas de LÃngua Portuguesa? Você,sinceramente, acredita que nunca vai conseguir entender o uso correto dasfiguras de linguagem ou alcançar o que dizem as famosas entrelinhas? Isso lhetem causado uma enorme sensação de impotência e desânimo? Agora, estesproblemas já podem acabar! A Editora Campus/Elsevier, orgulhosamente, apresentaa terceira obra do Professor Renato Aquino. Nela, o leitor-candidato encontrarárespaldo necessário para resolver provas e, conseqüentemente, ter êxito emdiversos concursos públicos, afastando de vez o fantasma da reprovação. Issomesmo! Logo nas primeiras páginas, você perceberá que não se trata apenas demais um manual de interpretação de textos; antes, é um estÃmulo de auto-ajuda, que vai ensiná-lo a resolver todas aquelas deficiências que sempre oacompanharam e impediam-no de desenvolver técnicas de redação einterpretação, aplicáveis não somente em provas de LÃngua Portuguesa, mas nacompreensão dos enunciados de questões de qualquer disciplina. Em trabalhominucioso, o Autor selecionou textos em ordem crescente de complexidade, alémde mais de oitocentas questões, todas com gabarito criteriosamente comentado.Enfocando as variadas tendências, de acordo com as diversas bancasexaminadoras, a obra é um verdadeiro marco na preparação de candidatos emgeral. Outro aspecto a ser ressaltado é a sua universalidade: tanto pode seradotada em colégios, quanto em cursos preparatórios, haja vista que abrangeconcursos de nÃvel médio e superior. Em sÃntese: trata-se de um livro útilpara todos aqueles que queiram ou precisem aperfeiçoar seus conhecimentos deLÃngua Portuguesa. A partir de agora, você dispõe de um instrumento eficaz edecisivo para o seu sucesso, tanto pessoal quanto profissional. Bom proveito.Sylvio Motta :XI
  12. 12. SumárioParte 1 GENERALIDADES 1CapÃtulo 1 Explicações preliminares 2 CapÃtulo 2 Denotação e conotação.Figuras 6 CapÃtulo 3 Coesão e coerência. Conectores 14 CapÃtulo 4 Tipologiatextual 27 CapÃtulo 5 Significação das palavras 31 CapÃtulo 6 A prática 37Parte 2 INTERPRETAÕÕO I 42 Parte 3 INTERPRETAÕÕO II 119 Parte 4 GABARITO ECOMENTÕRIOS 327Gabarito 328 Comentários 330BIBLIOGRAFIA 452XII
  13. 13. PARTE IGENERALIDADES1
  14. 14. CAPÕTULO 1EXPLICAÕÕES PRELIMINARESI) Para interpretar bem Todos têm dificuldades com interpretação de textos.Encare isso como algo normal, inevitável. Importante é enfrentar o problema e,com segurança, progredir. Aliás, progredir muito. Leia com atenção os itensabaixo. 1) Desenvolva o gosto pela leitura. Leia de tudo: jornais, revistas,livros, textos publicitários, listas telefônicas, bulas de remédios etc.Enfim, tudo o que estiver ao seu alcance. Mas leia com atenção, tentando,pacientemente, apreender o sentido. O mal é ╕ler por ler╕, para se livrar.2) Aumente o seu vocabulário. Os dicionários são amigos que precisamosconsultar. Faça exercÃcios de sinônimos e antônimos. (Consulte o nossoRedação para Concursos, que tem uma seção dedicada a isso.) 3) Não se deixelevar pela primeira impressão. Há textos que metem medo. Na realidade, elesnos oferecem um mundo de informações que nos fornecerão grande prazerinterior. Abra sua mente e seu coração para o que o texto lhe transmite, naqualidade de um amigo silencioso. 4) Ao fazer uma prova qualquer, leia o textoduas ou três vezes, atentamente, antes de tentar responder a qualquer pergunta.Primeiro, é preciso captar sua mensagem, entendêlo como um todo, e isso nãopode ser alcançado com uma simples leitura. Dessa forma, leia-o algumas vezes.A cada leitura, novas idéias serão assimiladas. Tenha a paciência necessáriapara agir assim. Só depois tente resolver as questões propostas. 5) Asquestões de interpretação podem ser localizadas (por exemplo, voltadas sópara um determinado trecho) ou referir-se ao conjunto, à s idéias gerais dotexto. No primeiro caso, leia não apenas o trecho (à s vezes uma linha)referido, mas todo o parágrafo em que ele se situa. Lembre-se: quanto maisvocê ler, mais entenderá o texto. Tudo é uma questão de costume, e você vaiacostumar-se a agir dessa forma. Então - acredite nisso alcançará seuobjetivo. 6) Há questões que pedem conhecimento fora do texto. Por exemplo,ele pode aludir a uma determinada personalidade da história ou da atualidade, eser cobrado do aluno ou candidato o nome dessa pessoa ou algo que ela tenhafeito. Por isso, é importante desenvolver o hábito da leitura, como já foidito. Procure estar atualizado, lendo jornais e revistas especializadas. II)Paráfrase Chama-se paráfrase a reescritura de um texto sem alteração desentido. Questões de interpretação com freqüência se baseiam nesseconhecimento, nessa técnica. Vários recursos podem ser utilizados paraparafrasear um texto.2
  15. 15. 1) Emprego de sinônimos. Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os paispreocupados. Conquanto retornasse cedo, deixava os genitores preocupados. 2)Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa. Ex.: Ele era fraco.Ele não era forte. 3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetema outros já citados no texto. Ex.: Paulo e Antônio já saÃram. Paulo foi aocolégio; Antônio, ao cinema. Paulo e Antônio já saÃram. Aquele foi aocolégio; este, ao cinema. Aquele = Paulo este = Antônio 4) Troca de termoverbal por nominal, e vice-versa. Ex.: Õ necessário que todos colaborem. Õnecessária a colaboração de todos. Quero o respeito do grupo. Quero que ogrupo me respeite. 5) Omissão de termos facilmente subentendidos. Ex.: Nósdesejávamos uma missão mais delicada, mais importante. Desejávamos missãomais delicada e importante. 6) Mudança de ordem dos termos no perÃodo. Ex.:Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido apóstrês ou quatro meses de investigação. Cheguei à conclusão, lendo o jornal,de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria esquecido. 7)Mudança de voz verbal Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (vozativa) Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analÃ-tica) Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem osujeito expresso na frase), haverá duas mudanças possÃveis. Ex.: Plantaram umaroseira. (voz ativa) Uma roseira foi plantada. (voz passiva analÃtica) Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética) 8) Troca de discurso3
  16. 16. Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo: - Cortarei a grama sozinho.(discurso direto) Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que cortaria agrama sozinho. (discurso indireto) 9) Troca de palavras por expressõesperifrásticas (vide perÃfrase, no capÃtulo seguinte) e vice-versa Ex.: CastroAlves visitou Paris naquele ano. O poeta dos escravos visitou a cidade luznaquele ano. 10) Troca de locuções por palavras e vice-versa: Ex.: O homem dacidade não conhece a linguagem do céu. O homem urbano não conhece a linguagemceleste. Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aosadjetivos urbano e celeste. Õ importante conhecer um bom número de locuçõesadjetivas. Consulte o assunto em nosso livro Redação para Concursos. Numaparáfrase, vários desses recursos podem ser utilizados concomitantemente,além de outros que não foram aqui referidos, mas que a prática nos apresenta.O importante é ler com extrema atenção o trecho e suas possÃveis paráfrases.Se perceber mudança de sentido, a reescritura não pode ser considerada umaparáfrase. Há muitas questões de provas baseadas nisso. Vamos então fazer umexercÃcio. Leia com atenção o trecho abaixo e anote a alternativa em que nãoocorre uma paráfrase. O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, pornão reconhecer no seu Ãntimo a importância de todos os instantes, de todas ascoisas, simples ou grandiosas. a) Freqüentemente sem rumo, segue o homem pelavida, por não reconhecer no seu Ãntimo o valor de todos os instantes, de todasas coisas, sejam simples ou grandiosas. b) Não reconhecendo em seu âmago aimportância de todos os momentos, de todas as coisas, simples ou grandiosas, ohomem caminha pela vida muitas vezes desnorteado. c) Como não reconhece no seuÃntimo o valor de todos os momentos, de todas as coisas, sejam elas simples ounão, o homem vai pela vida freqüentemente desnorteado. d) O ser humano segue,com freqüência, vida afora, sem rumo, porquanto não reconhece, em seuinterior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ougrandiosas. e) O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por nãoreconhecer, em seu mundo Ãntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, sejaela simples ou grandiosa. O trecho foi reescrito cinco vezes. Utilizaram-sevários recursos. Em quatro opções, o sentido é rigorosamente o mesmo. Talfato não se dá, porém, na letra e, que4
  17. 17. seria o gabarito. O texto original diz que ╕o homem caminha pela vida muitasvezes desnorteado...╕, contudo a reescritura nos diz ╕sempre desnorteado╕.Ora, muitas vezes é uma coisa, sempre é outra, bem diferente.Observações a) Tenha cuidado com a mudança de posição dos termos dentro dafrase. Palavras ou expressões podem alterar profundamente o sentido de umtexto.Ex.: Encontrei determinadas pessoas naquela cidade. Encontrei pessoasdeterminadas naquela cidade.Na primeira frase, determinadas é um pronome indefinido, equivalente a certas,umas, algumas; na segunda, é um adjetivo e significa decididas. b) Cuidadotambém com a pontuação, que costuma passar despercebida.Ex.: A criança agitada corria pelo quintal. A criança, agitada, corria peloquintal.Na primeira frase, o adjetivo agitada indica uma caracterÃstica da criança,algo inerente a ela, isto é, trata-se de uma pessoa sempre agitada. Na segunda,as vÃrgulas indicam que a criança está agitada naquele momento, sem quenecessariamente ela o seja no seu dia-a-dia.5
  18. 18. CAPÕTULO 2DENOTAÕÕO E CONOTAÕÕO. FIGURASI) Denotação Consultando o dicionário Houaiss, encontramos para a palavrajóia as seguintes definições: 1 objeto de metal precioso finamentetrabalhado, em que muitas vezes se engastam pedras preciosas, pérolas etc. ou aque é aplicado esmalte, us. como acessório de vestuário, adorno de cabeça,pescoço, orelhas, braços, dedos etc. 2 Pedra preciosa de grande valor. 3 p.ext. qualquer objeto caro e trabalhado com arte (estatueta, relógio, cofre,vaso etc). As definições são claras, precisas. Todas giram em torno de umobjeto de valor. A partir dessas definições, podemos criar frases com muitasegurança. Ex.: Essa jóia em seu pescoço está há várias gerações emnossa famÃlia. O rubi é uma jóia que encanta meus olhos. Aquele vaso,provavelmente chinês, é uma jóia de raro acabamento. A palavra jóia,presente nas três frases citadas, foi empregada em seus sentidos reais,primitivos. A isso se dá o nome de denotação. II) Conotação Voltando aodicionário citado, encontramos na seqüência da leitura o seguinte: 4 fig.pessoa ou coisa muito boa e querida (sua sobrinha é uma jóia. O própriodicionarista nos dá um exemplo. Vejamos outras frases abaixo. Ela é uma jóiade menina. Que jóia esse cachorrinho! Minha irmã se tornou uma jóia muitoespecial. Observe que, em todas as frases, a palavra jóia extrapolou o sentidooriginal de objeto caro. Ela está se referindo a pessoas e animais, que, narealidade, não podem ser jóias, se levarmos em conta o sentido denotativo dotermo. Há uma comparação implÃcita em cada frase: bonito ou bonita como umajóia. Dizemos então que se trata de conotação.6
  19. 19. Vamos comparar as duas frases abaixo: Comi uma fruta deliciosa. Ela escreveu umafrase deliciosa. Na primeira, o adjetivo deliciosa está empregadodenotativamente, pois indica o gosto agradável da fruta; trata-se do sentidoreal do termo. Na segunda, o adjetivo não pode ser entendido ╕ao pé daletra╕, uma vez que frase não tem gosto, não tem sabor. Õ um empregoespecial, estilÃstico da palavra deliciosa. Assim, ela está usadaconotativamente. Muitas vezes, as perguntas de interpretação se voltam para oemprego denotativo ou conotativo dos vocábulos. E mais: o entendimento globaldo texto pode depender disso. Leia-o, pois, com atenção. A leitura atenta étudo. III) Figuras de linguagem As figuras constituem um recurso especial deconstrução, valorizando e embelezando o texto. Há questões de provas,inclusive em concursos públicos, que cobram, direta ou indiretamente, o empregoadequado da linguagem figurada. Vejamos as mais importantes, que você não podedesconhecer. Elas não serão, aqui, agrupadas de acordo com sua natureza: depalavras, de pensamento e de sintaxe. Não há importância nessa distinção,para interpretarmos um texto. 1) Comparação ou simile Consiste, como opróprio nome indica, em comparar dois seres, fazendo uso de conectivosapropriados. Ex.: Esse liqüido é azedo como limão. A jovem estava branca qualuma vela. 2) Metáfora Tipo de comparação em que não aparecem o conectivo nemo elemento comum aos seres comparados. Ex.: ╕Minha vida era um palcoiluminado...╕ (Minha vida era alegre, bonita etc. como um palco iluminado.)Tuas mãos são de veludo. (Entenda-se: mãos macias como o veludo) ╕A vida,manso lago azul...╕ (Júlio Salusse) (Neste exemplo, nem o verbo aparece, masé clara a idéia da comparação: a vida é suave, calma como um manso lagoazul.) 3) MetonÃmia7
  20. 20. Troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma relação real, concreta,objetiva. Há vários tipos de metonÃmia. Ex.: Sempre li Õrico VerÃssimo, (oautor pela obra) Ele nunca teve o seu próprio teto. (a parte pelo todo)Cuidemos da infância. (o abstrato pelo concreto: infância / crianças) Comereimais um prato. (o continente pelo conteúdo) Ganho a vida com meu suor. (oefeito pela causa) 4) Hipérbole Consiste em exagerar as coisas, extrapolando arealidade. Ex.: Tenho milhares de coisas para fazer. Estava quase estourando detanto rir. Vive inundado de lágrimas. 5) Eufemismo Õ a suavização de umaidéia desagradável. Chamado de linguagem diplomática. Ex.: Minha avozinhadescansou. (morreu) Ele tem aquela doença. (câncer) Você não foi feliz comsuas palavras. (foi estúpido, grosseiro) 6) Prosopopéia ou personificaçãoConsiste em se atribuir a um ser inanimado ou a um animal ações próprias dosseres humanos. Ex. A areia chorava por causa do calor. As flores sorriam paraela. 7) Pleonasmo Repetição enfática de um termo ou de uma idéia. Ex.: Opátio, ninguém pensou em lavá-lo. (lo = O pátio) Vi o acidente com olhos bematentos. (Ver só pode ser com os olhos.) 8) Anacoluto Õ a quebra daestruturação sintática, de que resulta ficar um termo sem função sintáticano perÃodo. Õ parecido com um dos tipos de pleonasmo. Ex.: O jovem, alguémprecisa falar com ele.8
  21. 21. Observe que o termo O jovem pode ser retirado do texto. Ele não se encaixasintaticamente no perÃodo. Caso disséssemos Com o jovem, terÃamos um pleonasmo:com o jovem = com ele. 9) AntÃtese Emprego de palavras ou expressões de sentidooposto. Ex.: Era cedo para alguns e tarde para outros. ╕Não és bom, nem ésmau: és triste e humano.╕ (Olavo Bilac) 10) Sinestesia Consiste numa fusãode sentidos. Ex.: Despertou-me um som colorido. (audição e visão) Era umabeleza fria. (visão e tato) 11) Catacrese Õ a extensão de sentido que sofremdeterminadas palavras na falta ou desconhecimento do termo apropriado. Essaextensão ocorre com base na analogia. Por isso, ela é uma variação dametáfora. Ex.: Leito do rio. Dente de alho. Barriga da perna. Céu da boca.Curiosas são as catacreses constituÃdas por verbos: embarcar num trem, enterraruma agulha no dedo etc. Embarcar é entrar no barco, não no trem; enterrar éentrar na terra, não no dedo. 12) Hipálage Adjetivação de um termo em vez deoutro. Ex.: O nado branco dos cisnes o fascinou, (brancos são os cisnes)Acompanhava o vôo negro dos urubus, (negros são os urubus) 13) Quiasmo Aomesmo tempo repetição e inversão de termos, podendo haver algumasalterações. Ex.: ╕No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meiodo caminho ╕(C. D. Andrade) ╕Vinhas fatigada e triste, e triste e fatigadoeu vinha.╕ (Olavo Bilac)9
  22. 22. 14) Silepse Concordância anormal feita com a idéia que se faz do termo e nãocom o próprio termo. Pode ser: a) de gênero Ex.: V Sa é bondoso. A concordância normal seria bondosa, já que V. Sa é do gênero feminino. Fez-se aconcordância com a idéia que se possui, ou seja, trata-se de um homem. b) denúmero Ex.: O grupo chegou apressado e conversavam em voz alta. O segundo verbodo perÃodo deveria concordar com grupo. Mas a idéia de plural contida nocoletivo leva o falante a botar o verbo no plural: conversavam. Tal concordância anormal não deve ser feita com o primeiro verbo. c) de pessoa. Ex.: Osbrasileiros somos otimistas. Em princÃpio, dir-se-ia são, pois o sujeito é deterceira pessoa do plural. Mas, por estar incluÃdo entre os brasileiros, épossÃvel colocar o verbo na primeira pessoa: somos. 15) PerÃfrase Emprego devárias palavras no lugar de poucas ou de uma só. Ex.: ╕Se lá no assentoetéreo onde subiste...╕ (Camões) assento etéreo = céu. Morei na Venezabrasileira. Veneza brasileira = Recife Não provoque o rei dos animais. rei dosanimais = leão. Obs.: Questões que envolvem perÃfrase pedem, freqüentemente,conhecimento independente do texto.10
  23. 23. 16) AssÃndeto Ausência de conectivo. Õ um tipo especial de elipse, que é aomissão de qualquer termo. Ex.: Entrei, peguei o livro, fui para a rede.Ligando as duas últimas orações, deveria aparecer a conjunção e. 17)PolissÃndeto Repetição da conjunção, geralmente e. Ex.: ╕Trejeita, ecanta, e ri nervosamente.╕ (Padre Antônio Tomás) ╕E treme, e cresce, ebrilha, e afia o ouvido, e escuta.╕ (Olavo Bilac) 18) Zeugma Omissão de umtermo, geralmente verbo, empregado anteriormente. Variação da elipse. Ex.:╕A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.╕ (Tomás Ribeiro)╕São estas as tradições das nossas linhagens; estes os exemplos de nossosavós.╕ (Herculano) Obs.:Na primeira frase, está subentendida a forma verballegisla; na segunda, são. 19) Apóstrofe Chamamento, invocação de alguém oualgo, presente ou ausente. Corresponde ao vocativo da análise sintática. Ex.:╕Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?!╕ (Castro Alves) ╕Erguei-vos, menestréis, das púrpuras do leito!╕ (Guerra Junqueiro) 20) IroniaConsiste em dizer-se o contrário do que se quer. Õ figura muito importantepara a interpretação de textos. Ex.: ╕Moça linda bem tratada, trêsséculos de famÃlia, burra como uma porta, um amor.╕ (Mário de Andrade)Observe que, após chamar a moça de burra, o poeta encerra a estrofe com umaparente elogio: um amor.11
  24. 24. 21) Hipérbato Õ a inversão da ordem dos termos na oração ou das oraçõesno perÃodo. Ex.: ╕Aberta em par estava a porta.╕ (Almeida Garrett) ╕Essasque ao vento vêm Belas chuvas de junho!╕ (Joaquim Cardozo) 22) AnástrofeVariante do hipérbato. Consiste em se inverter a ordem natural existente entreo termo determinado (principal) e o determinante (acessório). Ex.: Sentimos dovento a carÃcia. Determinado: a carÃcia Determinante: do vento Obs.: Nem sempreé simples a distinção entre hipérbato e anástrofe. Há certa discordânciaentre os especialistas do assunto. 23) Onomatopéia Palavra que imita sons danatureza. Ex.: O ribombar dos canhões nos assustava. Não agüentava maisaquele tique-taque insistente. ╕Não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plicda agulha no pano.╕ (Machado de Assis) 24) Aliteração Repetição de fonemasconsonantais. Ex.: Nem toda tarefa é tão tranqüila. ╕Ruem por terra asemperradas portas.╕ (Bocage) ╕Os teus grilhões estrÃdulos estalam.╕(Raimundo Correia) Obs.: Nos dois últimos exemplos, as aliterações procuramreproduzir, sons naturais, constituindo-se também em onomatopéias. 25)Enálage Troca de tempos verbais. Ex.: Se você viesse, ganhava minha vida maisentusiasmo, Agora que murcharam teus loureiros Fora doce em teu seio amar denovo.╕ (Õlvares de Azevedo)12
  25. 25. Obs.: Na primeira frase, ganhava está no lugar de ganharia; na segunda, forasubstitui seria.13
  26. 26. CAPÕTULO 3COESÕO E COERÕNCIA. CONECTORESI) Coesão e coerência O texto é um conjunto harmônico de elementos,associados entre si por processos de coordenação ou subordinação. Os fonemas(sons da fala), representados graficamente pelas letras, se unem constituindo aspalavras. Estas, por sua vez, ligam-se para formar as orações, que passam a seagrupar constituindo os perÃodos. A reunião de perÃodos dá origem aosparágrafos. Estes também se unem, e temos então o conjunto final, que é otexto. No meio de tudo isso, há certos elementos que permitem que o texto sejainteligÃvel, com suas partes devidamente relacionadas. Se a ligação entre aspartes do texto não for bem feita, o sentido lógico será prejudicado. Observeatentamente o trecho seguinte. Levantamos muito cedo. Fazia frio e a água haviacongelado nas torneiras. Até os animais, acostumados com baixas temperaturas,permaneciam, preguiçosamente, em suas tocas. Apesar disso, deixamos de fazernossa caminhada matinal com as crianças. O trecho é composto por vários perÃ-odos, agrupados em dois segmentos distintos. No primeiro, fala-se do friointenso e suas conseqüências; no segundo, a decisão de não fazer a caminhadamatinal. O que aparece para fazer a ligação entre esses dois segmentos? Alocução apesar disso. Ora, esse termo tem valor concessivo, liga duas coisascontraditórias, opostas; mas o que segue a ele é uma conseqüência do frioque fazia naquela manhã. Dessa forma, no lugar de apesar disso, deverÃamos usarpor isso, por causa disso, em virtude disso etc. Conclui-se o seguinte: aspartes do texto não estavam devidamente ligadas. Diz-se então que faltoucoesão textual. Conseqüentemente, o trecho ficou sem coerência, isto é, semsentido lógico. Resumindo, podemos dizer que a coesão é a ligação, a uniãoentre partes de um texto; coerência é o sentido lógico, o nexo. II) Elementosconectores Õ extremamente importante, para que se penetre no texto, uma noçãosegura dos recursos de que a lÃngua dispõe para estabelecer a coesão textual.Aliás, esse termo é ainda mais amplo: qualquer vÃnculo estabelecido entre aspalavras, as orações, os perÃodos ou os parágrafos podemos chamar de coesão.Toda palavra ou expressão que se refere a coisas passadas no texto, ou mesmoà s que ainda virão, são elementos conectores. Os termos a que eles se referem14
  27. 27. podem ser chamados de referentes. Muita atenção, pois, com os conectores. Eisos mais importantes: 1) Pronomes pessoais, retos ou oblÃquos Ex.: Meu filhoestá na escola. Ele tem uma prova hoje. Ele = meu filho (referente) Carlostrouxe o memorando e o entregou ao chefe. O = memorando (referente) 2) Pronomespossessivos Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade. Sua = Pedro (de Pedro)3) Pronomes demonstrativos Os demonstrativos estão entre os mais importantesconectores da lÃngua portuguesa. Freqüentemente se criam questões deinterpretação ou compreensão com base em seu emprego. Veja os casosseguintes. a) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe. Isso = O filhoestá demorando. b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando. Isto = ofilho está demorando. Parecidos, não é mesmo? A diferença é que isso (esse,esses, essa, essas) é usado para fazer referência a coisas ou fatos passadosno texto. Isto (este, estes, esta, estas) refere-se a coisas ou fatos que aindaaparecerão. Embora se faça uma certa confusão hoje em dia, o seu empregoadequado é exatamente o que acabamos de expor. c) O homem e a mulher estavamsorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter recebido um presente. Aquele= homem esta = mulher Temos aqui uma situação especial de coesão: evitar arepetição de termos por meio do emprego de este (estes, esta, estas) e aquele(aqueles, aquela, aquelas). Não se usa, aqui, o pronome esse (esses, essa,essas). Com relação ao exemplo, a palavra aquele refere-se ao termo maisafastado (homem), enquanto15
  28. 28. esta, ao mais próximo (mulher). Semelhante correlação também pode ser feitacom numerais (primeiro e segundo) ou com pronomes indefinidos (um e outro). 4)Pronomes indefinidos Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças,todos acreditavam na vitória. todos = homens, mulheres, crianças 5) Pronomesrelativos Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam. que = pessoas No caso dopronome relativo, o seu referente costuma ser chamado de antecedente. 6)Pronomes interrogativos Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz doalmoxarifado, por não ter conferido os materiais. Quem = rapaz do almoxarifado7) Substantivos Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, nãoentendem o que aconteceu com o professor. Crianças = José e Helena 8)Advérbios Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um homem. Lá =faculdade 9) Preposições As preposições ligam palavras dentro de uma mesmaoração. Em casos excepcionais, ligam duas orações. Elas não possuemreferentes no texto, simplesmente estabelecem vÃnculos. Ex.: Preciso de ajuda.Morreu de frio. Nas duas frases, a preposição liga um verbo a um substantivo.Na primeira, em que introduz um objeto indireto (complemento verbal com16
  29. 29. preposição exigida pelo verbo), ela é destituÃda de significado. Diz-se quetem apenas valor relacional. Na segunda, em que introduz um adjunto adverbial,ela possui valor semântico ou nocional, uma vez que a expressão que ela iniciatem um valor de causa. Veja, a seguir, os principais valores semânticos daspreposições. ╢ De causa Ex.: Perdemos tudo com a seca. ╢ De matéria Ex.:Trouxe copos de papel. ╢ De assunto Ex.: Falavam de polÃtica. ╢ De fim oufinalidade Ex.: Vivia para o estudo. ╢ De meio Ex.: Falaram por telefone. ╢De instrumento Ex.: Feriu-se com a tesoura. ╢ De condição Ex.: Ele não vivesem feijão. ╢ De posse Ex.: Achei o livro de André. ╢ De modo Ex.: Agiucom tranqüilidade. ╢ De tempo Ex.: Retornaram de manhã. ╢ De companhiaEx.: Passeou com a irmã.17
  30. 30. ╢ De afirmação Ex.: Irei com certeza. ╢ De lugar Ex.: Ele veio de casa.10) Conjunções e locuções conjuntivas Conjunção é a palavra que liga duasorações ou, em poucos casos, dois elementos de mesma natureza. Pode-seentender também como a palavra que introduz uma oração, que pode sercoordenada ou subordinada. Não vai nos interessar aqui essa distinção. Sedesejar, consulte o nosso livro Português para Concursos. Õ sumamenteimportante para a interpretação e a compreensão de textos o conhecimento dasconjunções e locuções correspondentes. Chamaremos a todas, simplesmente,conjunções. Da mesma forma que as preposições, as conjunções não têmreferentes propriamente ditos. Cumpre reconhecer o valor de cada uma, para quese entenda o sentido das orações em português e, conseqüentemente, do textoem que elas aparecem. Conjunções coordenativas São as que iniciam oraçõescoordenadas. Podem ser: 1) Aditivas: estabelecem uma adição, somam coisas ouorações de mesmo valor. Principais conjunções: e, nem, mas também, comotambém, senão também, como, bem como, quanto. Ex.: Fechou a porta e foi tomarcafé. Não trabalha nem estuda. Tanto lê como escreve. Não só pintava, mastambém fazia versos. Não somente lavou, como também escovou os cães. 2)Adversativas: estabelecem idéias opostas, contrastantes. Principaisconjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, nãoobstante, senão, que. Ex.: Correu muito, mas não se cansou. As árvorescresceram, porém não estão bonitas. Falou alto, todavia ninguém escutou.Chegamos com os alimentos, no entanto não estavam com fome. Não o culpo,senão a você. Peça isso a outra pessoa, que não a mim.18
  31. 31. Observações a) Em todas as frases há idéia de oposição. Se a pessoa corremuito, deve ficar cansada. A palavra mas introduz uma oração que contrariaisso. O mesmo ocorre com as outras conjunções e suas respectivas orações. b)Õs vezes, a palavra e, normalmente aditiva, assume valor adversativo. Ex.: Fizmuito esforço e nada consegui, (mas nada consegui) 3) Conclusivas: estabelecemconclusões a partir do que foi dito inicialmente. Principais conjunções:logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por isso,então, assim, em vista disso. Ex.: Chegou muito cedo, logo não perdeu o inÃciodo espetáculo. Todos foram avisados, portanto não procedem as reclamações.Õ bastante cuidadoso; consegue, pois, bons resultados. Estava desanimado, porconseguinte deixou a empresa. Õ trabalhador, então só pode ser honesto. 4)Alternativas: ligam idéias que se alternam ou mesmo se excluem. Principaisconjunções: ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer. Ex.: Faça suaparte, ou procure outro emprego. Ora narrava, ora comentava. ╕Já atravessa asflorestas, já chega aos campos do Ipu.╕ (José de Alencar) 5) Explicativas:explicam ou justificam o que se diz na primeira oração. Principaisconjunções: porque, pois, que, porquanto. Ex.: Chorou muito, porque os olhosestão inchados. Choveu durante a madrugada, pois o chão está alagado. Voltelogo, que vai chover. Era uma criança estudiosa, porquanto sempre tirava boasnotas. Observações a) Essas conjunções também podem iniciar oraçõessubordinadas causais, como veremos adiante. b) Depois de imperativo, elas sópodem ser coordenativas explicativas, como no terceiro exemplo.19
  32. 32. Conjunções subordinativas São as que iniciam as orações subordinadas. Podemser: 1) Causais: iniciam orações que indicam a causa do que está expresso naoração principal. Principais conjunções: porque, pois, que, porquanto,já que, uma vez que, como, visto que, visto como. Ex.: O gato miou porque piseiseu rabo. Estava feliz pois encontrou a bola. Triste que estava, não quispassear. Já que me pediram, vou continuar. Visto que vai chover, sairemos agoramesmo. Como fazia frio, pegou o agasalho. 2) Condicionais: introduzem oraçõesque estabelecem uma condição para que ocorra o que está expresso na oraçãoprincipal. Principais conjunções: se, caso, desde que, a menos que, salvo se,sem que, contanto que, dado que, uma vez que. Ex.: Explicarei a situação, seisso for importante para todos. Caso me solicitem, escreverei uma nova carta.Você será aprovado, desde que se esforce mais. Sem que digas a verdade, nãopoderemos prosseguir. Contanto que todos participem da reunião, os projetosserão apresentados. Uma vez que ele tente, poderá alcançar o objetivo. 3)Concessivas: começam orações com valor de concessão, isto é, idéiacontrária à da oração principal. Cuidado especial com essas conjunções!Elas são bastante cobradas em questões de provas. Principais conjunções:embora, ainda que, mesmo que, conquanto, posto que, se bem que, por mais que,por menos que, suposto que, apesar de que, sem que, que, nem que. Ex.: Emboragritasse, não foi atendido. Perderia a condução mesmo que acordasse cedo.Conquanto estivesse com dores, esperou pacientemente. Posto que me tenhamconvidado com insistência, não quis participar. Por mais que tentem explicar,o caso continua confuso. Sem que tenha grandes virtudes, é adorado por todos.Doente que estivesse, participaria da maratona. Fale, nem que seja por um minutoapenas. 4) Comparativas: introduzem orações com valor de comparação.20
  33. 33. Principais conjunções: como, (do) que, qual, quanto, feito, que nem. Ex.: Elesempre foi ágil como o pai. Maria estuda mais que a irmã. (ou do que) Nada oentristecia tanto quanto o sofrimento de seu povo. Estava parado feito umaestátua. Rastejávamos que nem serpentes. Ele agiu tal qual eu lhe pedira.Observações a) Geralmente o verbo da oração comparativa é o mesmo daprincipal e fica subentendido. Õ o que ocorre nos cinco primeiros exemplos. b)As conjunções feito e que nem são de emprego coloquial. 5) Conformativas:principiam orações com valor de acordo em relação à principal. Principaisconjunções: conforme, segundo, consoante, como. Ex.: Fiz tudo conforme mesolicitaram. Segundo nos contaram, o jogo foi anulado. Pedro tomou uma decisãoconsoante determinava a sua consciência. Carlos é inteligente como os paissempre afirmaram. 6) Consecutivas: iniciam orações com valor deconseqüência. Principais conjunções: que (depois de tão, tal, tanto,tamanho, claros ou ocultos), de sorte que, de maneira que, de modo que, de formaque. Ex.: Falou tão alto que acordou o vizinho. Gritava que era umabarbaridade. (Gritava tanto...) Eu lhe expliquei tudo, de modo que nãohá motivos para discussão. 7) Proporcionais: começam orações queestabelecem uma proporção. Principais conjunções: à proporção que, Ãmedida que, ao passo que, quanto (em correlações do tipo quanto mais...mais,quanto menos...menos, quanto mais...menos, quanto menos...mais, quantomaior...maior, quanto menor...menor). Ex.: Seremos todos felizes à proporçãoque amarmos. Õ medida que o tempo passava, crescia a nossa expectativa. O ar setornava rarefeito ao passo que subÃamos a montanha. Quanto mais nospreocuparmos, mais ficaremos nervosos. Quanto menos estudamos, menosprogredimos. Quanto maior for o preparo, maior será a oportunidade.21
  34. 34. 8) Finais: introduzem orações com valor de finalidade. Principaisconjunções: para que, a fim de que, que, porque. Ex.: Fechou a porta para queos animais não entrassem. Trarei minhas anotações a fim de que você meajude. Faço votos que sejas feliz. (= para que) Esforcei-me porque tudo dessecerto. (= para que) 9) Temporais: introduzem orações com valor de tempo.Principais conjunções: quando, assim que, logo que, antes que, depois que,mal, apenas, que, desde que, enquanto. Ex.: Cheguei quando eles estavam saindo.Assim que anoiteceu, fomos para casa. Sentiu-se aliviado depois que tomou oremédio. Mal a casa foi reformada, a famÃlia se mudou. Hoje, que não tenhotempo, chegaram as propostas. Estávamos lá desde que ele começou a lecionar.Enquanto o filho estudava, a mãe fazia comida. 10) Integrantes: são as únicasdesprovidas de valor semântico; iniciam orações que completam o sentido daoutra; tais orações são chamadas de subordinadas substantivas. São apenasduas: que e se Ex.: Õ bom que o problema seja logo resolvido.. Veja se elejá chegou. Obs.:As palavras que e se, nos exemplos acima, iniciam orações quefuncionam, respectivamente, como sujeito e objeto direto da oração principal.Observações finais a) Apesar de e em que pese a são locuções prepositivascom valor de concessão. Ligam palavras dentro de uma mesma oração ouintroduzem orações reduzidas de infinitivo. Ex.: Apesar do aviso de perigo,ele resolveu escalar a montanha. Apesar de ventar muito, fomos para a pracinha.Em que pese a vários pedidos do gerente, o caixa não fez serão. Em que pese ater treinado bem, foi colocado na reserva. b) Algumas conjunções coordenativasà s vezes ligam palavras dentro de uma mesma oração.22
  35. 35. Ex. Carlos e Rodrigo são irmãos. Não encontrei Sérgio nem Regina. Comprareiuma casa ou um apartamento. Casos especiais Você deve ter percebido que algumasconjunções têm valores semânticos diversos. Vamos destacar algumas abaixo. Aclassificação de suas orações depende disso, porém o mais importante é osentido da frase. Mas a) Coordenativa adversativa Ex.: Pediu, mas ninguématendeu. b) Coordenativa aditiva (seguida de também; eqüivale a como) Ex.:Não só dá aulas, mas também escreve. (= Dá aulas e escreve) a) Coordenativaaditiva Ex.: Voltou e brincou com o cachorro. b) Coordenativa adversativa Ex.:Leu o livro, e não entendeu nada. (= mas) Pois a) Coordenativa conclusiva Ex.:Trabalhou a tarde inteira; estava, pois, esgotado. (= portanto) b) Coordenativaexplicativa Ex.: Traga o jornal, pois eu quero ler. c) Subordinativa causal Ex.:A planta secou pois não foi regada. Como a) Coordenativa aditiva Ex.: Tanto riacomo chorava. (= Ria e chorava)23
  36. 36. b) Subordinativa causal Ex.: Como passou mal, desistiu do passeio. (= Porque) c)Subordinativa comparativa Ex.: Era alto como um poste. (= que nem) d)Subordinativa conformativa Ex.: Alterei a programação, como o chefedeterminara. (= conforme) Porque a) Coordenativa explicativa Ex.: Não façaperguntas, porque ele ficará zangado. b) Subordinativa causal Ex.: As frutascaÃram porque estavam maduras. c) Subordinativa final Ex.: Porque meu filhofosse feliz, fui para outra cidade. (= para que) Uma vez que a) Subordinativacausal Ex.: Fiz aquela declaração uma vez que estava sendo pressionado. (=porque) b) Subordinativa condicional Ex.: Uma vez que mude de hábitos,poderá ser aceito no grupo. (= Se mudar de hábitos) Se a) Subordinativacondicional Ex.: Se forem discretos, agradarão a todos. (= Caso sejamdiscretos) b) Subordinativa integrante Ex.: Diga-me se está na hora. Desde que24
  37. 37. a) Subordinativa condicional Ex.: Desde que digam a verdade, nãohaverá problemas. b) Subordinativa temporal Ex.: Conheço aquela jovem desdeque ela era um bebê. Sem que a) Subordinativa condicional Ex.: Nãoserá possÃvel o acordo, sem que haja um debate equilibrado. (= se nãohouver...) b) Subordinativa concessiva Ex.: Sem que fizesse muito esforço, foiaprovado no concurso. (= Embora não fizesse...) Porquanto a) Coordenativaexplicativa Ex.: Ele deve ter chorado, porquanto seus olhos estão vermelhos. b)Subordinativa causal Ex.: Ficamos animados porquanto houve progresso notratamento. Quanto a) Coordenativa aditiva Ex.: Eles tanto criticam quantoincentivam. (= Eles criticam e incentivam) b) Subordinativa comparativa Ex.: Elese preocupa tanto quanto o médico. Que a) Coordenativa adversativa Ex.: Digatal coisa a outro, que não a ele. (= mas não a ele)25
  38. 38. b) Coordenativa explicativa Ex.: Faça as anotações, que vocêestudará melhor. c) Subordinativa causal Ex.: Nervoso que se encontrava, nãoconseguiu assinar o documento. d) Subordinativa concessiva Ex.: Sujo queestivesse, deitaria na poltrona. (= embora) e) Subordinativa comparativa Ex.: Õmais trabalhador que o tio. f) Subordinativa consecutiva Ex.: Era tal seu medoque fugiu. g) Subordinativa final Ex.: Ele me fez um sinal que eu não dissessenada. (= para que) h) Subordinativa temporal Ex.: Agora, que já tomaste oremédio, sairemos. (= quando) I) Subordinativa integrante Ex.: Queria que todosfossem felizes.26
  39. 39. CAPÕTULO 4TIPOLOGIA TEXTUALVeremos neste capÃtulo apenas o essencial da tipologia, aquilo que, de uma formaou de outra, costuma ser cobrado em questões de interpretação ou compreensãode textos. São, portanto, noções que podem ajudá-lo a acertar determinadostipos de testes. I) Descrição Um texto se diz descritivo quando tem por base oobjeto, a coisa, a pessoa. Mostra detalhes, que podem ser fÃsicos, morais,emocionais, espirituais. Nota-se que a intenção é realmente descrever, daà apalavra descrição. Veja o exemplo abaixo:╕Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se éguerreiro e não algum mau espÃrito da floresta. Tem nas faces o branco dasareias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotasarmas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.╕ (José de Alencar, Iracema)Uma caracterÃstica marcante da descrição é a forte adjetivação que leva oleitor a visualizar o ser descrito. No trecho em estudo, o homem visto porIracema é branco, tem olhos tristes (veja que bela hipálage criou o autor:azul triste em vez de olhos tristes); as águas são profundas, e os tecidos earmas, ignotos, ou seja, desconhecidos. Observe como a palavra todo revela aperplexidade do guerreiro, extático a observar a jovem Ãndia à sua frente.Veja, agora, outro exemplo de trecho descritivo, na realidade umaautodescrição.╕Meus cabelos eram muito bonitos, dum negro quente, acastanhado nos reflexos.CaÃam pelos meus ombros em cachos gordos, com ritmos pesados de molas deespiral.╕ (Mário de Andrade, Tempo da Camisolinha)II) Narração Quando o texto está centrado no fato, no acontecimento, diz-seque se trata de uma narração. Palavra derivada do verbo narrar, narração éo ato de contar alguma coisa. Novelas, romances, contos são textos basicamentenarrativos. São os seguintes os elementos de uma narração: 1) Narrador Õaquele que narra, conta o que se passa supostamente aos seus olhos. Quandoparticipa da história, é chamado de narradorpersonagem. Então a narrativafica, normalmente, em 1ª pessoa.27
  40. 40. 2) Personagens São os elementos, usualmente pessoas, que participam dahistória. Mas os personagens podem ser coisas ou animais, como no romance OTrigo e o Joio, de Fernando Namora, em que o personagem principal, isto é,protagonista, é uma burra. 3) Enredo Õ a história propriamente dita, a tramadesenvolvida em torno dos personagens. 4) Tempo O momento em que a história sepassa. Pode ser presente, passado ou futuro. 5) Ambiente O lugar em que a tramase desenvolve. Pode, naturalmente, variar muito, no desenrolar da narrativa.Eis, a seguir, um bom exemplo de texto narrativo, em que todos os elementos sefazem presentes.╕Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente de sua casapara pensar no passado. E no seu pensamento como que ouvia o vento de outrostempos e sentia o tempo passar, escutava vozes, via caras e lembrava-se decoisas... O ano de 81 trouxera um acontecimento triste para o velho Maneco:Horácio deixara a fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, ondese casara com a filha dum tanoeiro e se estabelecera com uma pequena venda.╕(Õrico VerÃssimo, O Tempo e o Vento)O trecho do grande romance de Õrico VerÃssimo está situado no tempo (81), fazmenção a lugares onde a trama se desenvolve e apresenta personagens, como AnaTerra e Seu Maneco. E, é claro, alguém está contando: é o narrador dahistória. Veja mais um exemplo de narração, agora com o narradorpersonagem.╕Hoje estive na loja de Seu Chamun, uma tristeza. Poeira e cisco por todaparte, qualquer dia vira monturo. Os dois empregados do meu tempo foram embora,não sei se dispensados, e o dono não tem disposição para limpar.╕ (JoséJ. Veiga, Sombras de Reis Barbudos)III) Discurso Os personagens que participam da história evidentemente falam. Õo que se conhece como discurso, que pode ser: 1) Direto28
  41. 41. O narrador apresenta a fala do personagem, integral, palavra por palavra.Geralmente se usam dois pontos e travessão. Ex.: O funcionário disse aopatrão: - Espero voltar no final do expediente. Rui perguntou ao amigo: - Possochegar mais tarde? 2) Indireto O narrador incorpora à sua fala a fala dopersonagem. O sentido é o mesmo do discurso direto, porém é utilizada umaconjunção integrante (que ou se) para fazer a ligação. Ex.: O funcionáriodisse ao patrão que esperava voltar no final do expediente. Rui perguntou aoamigo se poderia chegar mais tarde. Obs.: O conhecimento desse assunto é muitoimportante para as questões que envolvem as paráfrases. Cuidado, pois, com osentido. Procure ver se está sendo respeitada a correlação entre os temposverbais e entre determinados pronomes. Abaixo, outro exemplo, bem elucidativo.Minha colega me afirmou: - Estarei aqui, se você precisar de mim. Minha colegame afirmou que estaria lá se eu precisasse dela. O sentido é, rigorosamente, omesmo. Foi necessário fazer inúmeras adaptações. 3) Indireto livre Õpraticamente uma fusão dos dois anteriores. Percebe-se a fala do personagem,porém sem os recursos do discurso direto (dois pontos e travessão) nem dodiscurso indireto (conjunções que ou se). Ex.: Ele caminhava preocupado pelaavenida deserta. Será que vai chover, logo hoje, com todos esses compromissos!?IV) Dissertação Um texto é dissertativo quando tem como centro a idéia. Õ,pois, argumentativo, opinativo. Geralmente é o que se cobra em concursospúblicos, tanto em interpretação de textos quanto na elaboração deredações. Divide-se em: 1) Introdução PerÃodo de pouca extensão em que seapresenta uma idéia, uma afirmação que será desenvolvida nos parágrafosseguintes. Õ nele que se localiza o chamado tópico frasal, aquele perÃodo-chave em que se baseia todo o texto.29
  42. 42. 2) Desenvolvimento Um ou mais parágrafos de extensão variada, de acordo com anecessidade da composição. Õ nele que se argumenta, discute, opina, rebate.Õ o corpo da redação. 3) Conclusão Parágrafo curto com que se encerra adescrição. Õ também chamado de fecho. Há várias modalidades de conclusão:resumo da redação, citação de alguém famoso, opinião final contundenteetc. Veja exemplo de trechos dissertativos.╕De muitas maneiras, o emprego de alto funcionário público é umsacerdócio, porém pior, pois é exercido sob os olhares atentos da imprensa. Ocidadão comum, tornado autoridade, transforma-se, do dia para a noite, numaespécie de âncora de noticiário. Não deve gaguejar, improvisar nem correrriscos em temas polêmicos.╕ (Gustavo Franco, na Veja 1782) ╕Entende-se porjuÃzo um pensamento por meio do qual se afirma ou nega alguma coisa, se enunciaalgo; serve para estabelecer relação entre duas idéias. Emitir um juÃzo é omesmo que julgar. A inteligência opera por meio de juÃzos; raciocinar consisteem encadear juÃzos para tirar uma conclusão.╕ (Carlos Toledo Rizzini,Evolução para o Terceiro Milênio) ╕Insistamos sobre esta verdade: a guerrade Canudos foi um refluxo em nossa história. Tivemos, inopinadamente,ressurreta e em armas em nossa frente, uma sociedade velha, uma sociedade morta,galvanizada por um doido.╕ (Euclides da Cunha, Os Sertões)Observações a) Um texto, à s vezes, apresenta tipologia mista. Uma narração,por exemplo, pode conter traços dissertativos ou descritivos. Aliás, isso éfreqüente. Não há rigor absoluto. b) Se destacamos apenas um trecho de umadeterminada obra, compreensivelmente todos os elementos que caracterizam suatipologia podem não estar presentes. Por exemplo, os três trechosdissertativos apresentados, sendo parágrafos isolados, não contêmintrodução, desenvolvimento e conclusão, o que não impede que osclassifiquemos daquela forma. c) O tema costuma sugerir uma determinadatipologia, mas também aqui não há nada de absoluto. Digamos que se queiraescrever sobre um passeio. A princÃpio, pensa-se numa narração. Porém, oautor pode prender-se a detalhes do lugar, das pessoas, do transporte utilizadoetc. TerÃamos então uma descrição. Por outro lado, ele pode falar da importância do lazer na vida das pessoas, para a sua saúde fÃsica ou mental etc.Dessa forma, desenvolvendo idéias, cairÃamos em uma dissertação.30
  43. 43. CAPÕTULO 5SIGNIFICAÕÕO DAS PALAVRASVeremos, neste capÃtulo, coisas importantes sobre a significação de palavras eexpressões, que podem influir, direta ou indiretamente, na interpretação deum texto. Trata-se, em verdade, da semântica, à qual podemos somar adenotação e a conotação, vistas em outra parte da obra. I) Campos semânticos As palavras podem associar-se de várias maneiras. Quando se relacionampelo sentido, temos um campo semântico. Não se trata de sinônimos ou antônimos, mas de aproximação de sentido num dado contexto. Ex.: perna, braço,cabeça, olhos, cabelos, nariz -> partes do corpo humano azul, verde, amarelo,cinza, marrom, lilás - cores martelo, serrote, alicate, torno, enxada ->ferramentas batata, abóbora, aipim, berinjela, beterraba -> legumesObservações a) Também constituem campos semânticos palavras como flor,jardim, perfume, terra, espinho, embora não pertençam a um grupo delimitado;mas a associação entre elas é evidente. b) As palavras podem pertencer acampos semânticos diferentes. Veja o caso de abóbora, citada há pouco. Elatambém serve para indicar cor, o que a colocaria no segundo grupo de palavras.II) Polissemia Õ a capacidade que as palavras têm de assumir significadosvariados de acordo com o contexto. Não se trata de homonÃmia, que estudaremosadiante. Ex.: Ele anda muito. Mário anda doente. Aquele executivo só anda deavião. Meu relógio não anda mais. O verbo andar tem origem no latim ambulare.Possui inúmeros significados em português, dos quais destacamos apenas quatro.Trata-se, pois, de uma mesma palavra, de uso diverso na lÃngua. Nas frases doexemplo, significa, respectivamente, caminhar, estar, viajar e funcionar. III)SinonÃmia31
  44. 44. Outro item de suma importância para a interpretação de textos. Há sinonÃmiaquando duas ou mais palavras têm o mesmo significado em determinado contexto.Diz-se, então, que são sinônimos. Ex.: O comprimento da sala é de oitometros. A extensão da sala é de oito metros. A substituição de comprimentopor extensão não altera o sentido da frase, pois os termos são sinônimos. Emverdade, as palavras são sinônimas em certas situações, mas podem não serem outras. Õ a riqueza da lÃngua portuguesa falando mais alto. Pode-se dizer,em princÃpio, que face e rosto são dois sinônimos: ela tem um belo rosto, elatem uma bela face. Mas não se consegue fazer a troca de face por rosto numafrase do tipo: em face do exposto, aceitarei. IV) AntonÃmia Requer os mesmoscuidados da sinonÃmia. Na realidade, tudo é uma questão de bom vocabulário.AntonÃmia é o emprego de palavras de sentido contrário, oposto. Ex.: Õ ummenino corajoso. Õ um menino medroso. V) HomonÃmia Diz-se que há homonÃmiaquando duas ou mais palavras possuem identidade de pronúncia (homônimoshomófonos) ou de grafia (homônimos homógrafos). Em alguns casos, as palavraspossuem iguais a pronúncia e a grafia (homônimos perfeitos). A classificaçãoem si não é importante, mas sim o significado das palavras. Ex.: ceda - seda-> homônimos homófonos peso (A) -> peso (ê) -> homônimos homógrafos pena -pena -> homônimos perfeitos (ou homófonos e homógrafos) Homônimos homófonosmais importantes acender - pôr fogo a acento - inflexão da voz asado - comasas caçar - perseguir cegar - tirar a visão cela - cômodo pequeno censo -recenseamento cerração - nevoeiro cheque - ordem de pagamento cidra - certafruta ascender - elevar-se assento - objeto onde se senta azado ╕ oportunocassar ╕ anular segar - ceifar, cortar sela ╕ arreio senso ╕ juÃzoserração - ato de serrar xeque - lance do jogo de xadrez sidra - um tipo debebida32
  45. 45. conserto - reparo estático - firme, parado espiar - olhar estrato - camada;tipo de nuvem passo - passada incerto - duvidoso incipiente - que está no inÃ-cio lasso - cansado remissão - perdão seda - tipo de tecido taxa - impostoviagem - jornada VI) ParonÃmiaconcerto ╕ harmonia extático - em êxtase expiar ╕ sofrer extrato - que seextraiu paço - palácio imperial inserto ╕ inserido insipiente - que nãosabe laço - tipo de nó remição - resgate ceda - flexão do verbo ceder tacha- tipo de prego viajem - flexão do verbo viajarEmprego de parônimos, palavras muito parecidas e que confundem as pessoas. Ex.:O tráfego era intenso naquela estrada. O tráfico de escravos é uma nódoa emnossa história. As palavras tráfego e tráfico são parecidas, mas não setrata de homônimos, pois a pronúncia e a grafia são diferentes. Tráfego émovimento de veÃculo; tráfico, comércio. Parônimos mais importantes amoral -sem o senso da moral apóstrofe - chamamento arrear - pôr arreios astral - dosastros cavaleiro - que anda a cavalo comprimento - extensão conjetura -hipótese delatar - denunciar descrição - ato de descrever descriminar -inocentar despercebido - sem ser notado destratar - insultar docente - professoremergir - vir à tona, sair emigrar - sair de um paÃs eminente - importanteesbaforido - ofegante estada - permanência de alguém facundo ╕ eloqüenteimoral - contrário à moral apóstrofo - tipo de sinal gráfico arriar ╕abaixar austral - que fica no sul cavalheiro ╕ gentil cumprimento ╕saudação conjuntura ╕ situação dilatar ╕ alargar discrição - qualidadede discreto discriminar ╕ separar desapercebido ╕ desprevenido distratar ╕desfazer discente ╕ estudante imergir ╕ mergulhar imigrar - entrar em umpaÃs iminente - que está para ocorrer espavorido ╕ apavorado estadia -permanência de veÃculo fecundo - fértil; criador33
  46. 46. flagrante - evidente fluir - correr; manar inerme - desarmado inflação -desvalorização infligir - aplicar pena intemerato - puro lactante - queamamenta lista - relação locador - proprietário lustre - candelabro mandado -ordem judicial pleito - disputa preeminente - nobre, distinto prescrever -receitar; expirar (prazo) ratificar - confirmar sortir - abastecer sustar -suspender tráfego - movimento de veÃculo usuário - aquele que vultoso - grandeVII) Palavras e expressões latinasfragrante - aromático fruir -desfrutar inerte - parado infração -transgressão infringir - transgredir intimorato - corajoso lactente - que mamalistra - linha, risco locatário - inquilino lustro - cinco anos; brilho mandato- procuração preito - homenagem proeminente - saliente proscrever - afastar,desterrar retificar - corrigir surtir - resultar suster - sustentar tráfico -comércio usa usurário - avarento; agiota vultuoso - vermelho e inchadoEm português, freqüentemente aparecem termos emprestados do latim, e isso podedificultar o entendimento do texto. Veja os mais importantes. ab initio - desdeo princÃpio ad hoc - para isso ad referendum - sujeito à aprovação ad usum -segundo o costume a priori - antes de qualquer argumento a posteriori - apósargumentação apud - junto de curriculum vitae - correr de vida, conjunto deinformações pessoais data venia - com a devida permissão errata -especificação dos erros de impressão et alii - e outros ex abrupto - desúbito ex cathedra - em virtude de autoridade decorrente do tÃtulo34
  47. 47. ex consensu - com o consentimento ex jure - segundo o direito, por justiça exofficio - por obrigação de lei, por dever do cargo exempli gratia - porexemplo ex lege - de acordo com a lei fac-simile - cópia habeas-corpus -liberdade de locomoção , hic et nunc - aqui e agora honoris causa - por motivode honra ibidem - no mesmo lugar idem - igualmente, também in limine -preliminarmente in loco - no lugar in totum - totalmente ipsis litteris - pelasmesmas letras, textualmente╕ ipsis verbis - pelas mesmas palavras,textualmente ipso facto - por isso mesmo, pelo próprio fato ipso jure - deacordo com o direito lato sensu - em sentido amplo mutatis mutandis - mudando oque deve ser mudado opus - obra musical classificada e numerada pari passu -simultaneamente passim - aqui e ali, em toda parte prima facie - à primeiravista, sem maior exame pro labore - pagamento por serviço prestado r sic -assim mesmo, escrito desta maneira sine die - sem data fixa sine jure - semdireito sine qua non - indispensável sub judice - sob apreciação judicial suigeneris - peculiar, sem igual stricto sensu - em sentido restrito35
  48. 48. urb et orbi - em toda a parte verbi gratia - por exemplo verbo ad verbum -palavra por palavra36
  49. 49. CAPÕTULO 6A PRÕTICANeste capÃtulo, vamos treinar um pouco, mostrando variados tipos de questões deinterpretação e compreensão de texto.Texto ISalustiano era um bom garfo. Mas o jantar que lhe haviam oferecido nada teve deabundante. - Quando voltará a jantar conosco? - perguntou-lhe a dona da casa. -Agora mesmo, se quiser.(Barão de Itararé, in Máximas e MÃnimas do Barão de Itararé)1) A figura de linguagem presente no primeiro perÃodo do texto é: a) hipérboleb) eufemismo c) prosopopéia d) metonÃmia e) antÃtese 2) Deduz-se do texto queSalustiano: a) come pouco. b) é uma pessoa educada. c) não ficou satisfeitocom o jantar. d) é um grande amigo da dona da casa. e) decidiu que não maiscomeria naquela casa. 3) O adjetivo que não substitui sem alteração desentido a palavra ╕abundante╕ é: a) copiosa b) frugal c) opÃpara d) lautae) abundosa Respostas 1) O gabarito é a letra d. Temos aqui um tipo de metonÃ-mia. Há uma troca: ser um bom garfo / comer bem. Há muitas questões hoje emdia envolvendo as37
  50. 50. figuras de linguagem. Estude bem o segundo capÃtulo, onde elas aparecem. Noteque este tipo de metonÃmia não é fácil, porém, conhecendo bem as outrasfiguras, dá para fazer por eliminação. 2) A resposta é a letra c. A letra aé eliminada, pois ser um bom garfo é comer muito. A letra b é errada, pois,se ele fosse realmente educado, não teria dado aquela resposta no final dotexto, evidenciando a sua insatisfação. Nada no texto sugere que ele seja umgrande amigo da dona da casa, o que descarta a alternativa d. A opção e podeser desconsiderada, uma vez que, embora insatisfeito, ele não diz que jamaiscomerá naquela casa; aliás, chega mesmo a aceitar o novo convite. O gabaritosó pode ser a letra c, pois ele era um bom garfo e a comida era pouca, o que olevou a querer repeti-la, aceitando o convite. 3) Questão de sinonÃmia. Apalavra frugal é o oposto de abundante. As outras quatro são sinônimas deabundante. Daà o gabarito ser a letra b.Texto IIA mulher foi passear na capital. Dias depois o marido dela recebeu um telegrama:╕Envie quinhentos cruzeiros. Preciso comprar uma capa de chuva. Aquiestá chovendo sem parar╕. E ele respondeu: ╕Regresse. Aqui chove maisbarato╕.(Ziraldo, in As Anedotas do Pasquim)1) A resposta do homem se deu por razões: a) econômicas b) sentimentais c)lúdicas d) de segurança e) de machismo 2) Com relação à tipologia textual,pode-se afirmar que: a) se trata de uma dissertação. b) se trata de umadescrição com alguns traços narrativos. c) o autor preferiu o discursodireto. d) o segundo perÃodo é exemplo de discurso indireto livre. e) não sedetecta a presença de personagens. 3) Com relação aos elementos conectores dotexto, não se pode dizer que: a) dela tem como referente mulher. b) o referentedo pronome ele é marido. c) a preposição de tem valor semântico definalidade.38
  51. 51. d) A oração ╕Aqui está chovendo sem parar╕ poderia ligar-se à anterior,sem alteração de sentido, pela conjunção conquanto. e) O advérbio aqui, emseus dois empregos, não possui os mesmos referentes. Respostas 1) Letra a. Aopedir à mulher que regresse logo, ele pensava que não precisaria comprar umacapa de chuva porque eles já possuem uma, ou que gastaria menos, já que em suacidade a capa é mais barata. O risco da questão é a presença do adjetivolúdicas, menos conhecido. Õ necessário melhorar o vocabulário. Lúdicas querdizer ╕relativas a jogos, brinquedos, divertimentos╕. 2) A resposta só podeser a letra c. As duas primeiras estão eliminadas, pois o texto é narrativo.Tanto a fala da mulher quanto a do marido são integrais, ou seja, exemplificamo que se conhece como discurso direto. O autor não usou o travessão, maiscomum, preferindo as aspas. A letra d não tem cabimento, para quem conhece odiscurso indireto livre. Não poderia ser a opção e, uma vez que o homem e amulher são as personagens do texto. 3) Gabarito: letra d. As duas primeirasalternativas são evidentes, dispensam comentários. A letra c está perfeita,pois se trata de uma capa para chuva, ou seja, com a finalidade de proteger apessoa da chuva. A última alternativa também está correta, pois o primeiro╕aqui╕ refere-se à ╕capital╕, onde ela está passeando, e o segundo Ãcidade do interior, onde se encontra o marido. A resposta só pode ser a letra dporque o relacionamento entre as duas orações é de causa e efeito, pedindoconjunções como pois, porque, porquanto etc. Conquanto significa embora, temvalor concessivo, de oposição. Além disso, seu emprego acarretaria erro deflexão verbal, pois o verbo deveria estar no subjuntivo (esteja), o que nãoocorre no texto original.Texto III╕Uma nação já não é bárbara quando tem historiadores.╕ (Marquês deMaricá, in Máximas) 1) O texto é: a) uma apologia à barbárie b) um tributoao desenvolvimento das nações c) uma valorização dos historiadores d) umareprovação da selvageria e) um canto de louvor à liberdade 2) Só nãoconstitui paráfrase do texto: a) Um paÃs já não é bárbaro, desde que neleexistem historiadores. b) Quando tem historiadores, uma nação já écivilizada. c) Uma nação deixa de ser bárbara quando há nela historiadores.39
  52. 52. d) Quando possui historiadores, uma nação não mais pode ser consideradabárbara. e) Desde que tenha historiadores, uma nação já não é maisbárbara. Respostas 1) O gabarito é a letra c. A opção a é absurda por simesma. A letra b não cabe, pois o texto não fala de homenagem à nação. Nãopode ser a letra d, porque nada no texto reprova a barbárie (o leitor precisaaterse ao texto). A última opção é totalmente sem propósito. Na realidade,o autor valoriza os historiadores, uma vez que é a sua presença que garanteestar a nação livre da barbárie. 2) Letra e. O que responde à questão é ovalor dos conectivos. A palavra quando introduz uma oração temporal. O mesmoocorre com o desde que da letra a. (observe que o verbo se encontra no modoindicativo: existem.) Na letra e, a conjunção desde que (o verbo da oraçãoestá no subjuntivo: tenha) inicia oração com valor de condição, havendo,pois, alteração de sentido.Texto IV╕A maior alegria do brasileiro é hospedar alguém, mesmo um desconhecido quelhe peça pouso, numa noite de chuva.╕(Cassiano Ricardo, in O Homem Cordial)1) Segundo as idéias contidas no texto, o brasileiro: a) põe a hospitalidadeacima da prudência. b) hospeda qualquer um, mas somente em noites chuvosas. c)dá preferência a hospedar pessoas desconhecidas. d) não tem outra alegriasenão a de hospedar pessoas, conhecidas ou não. e) não é prudente, poraceitar hóspedes no perÃodo da noite. 2) A palavra mesmo pode ser trocada notexto, sem alteração de sentido, por: a) certamente b) até c) talvez d) comoe) não 3) A expressão ╕A maior alegria do brasileiro╕ pode ser entendidacomo: a) uma personificação b) uma ironia c) uma metáfora d) uma hipérbolee) uma catacrese40
  53. 53. 4) O trecho que poderia dar seqüência lógica e coesa ao texto é: a) Nãoobstante isso, ele é uma pessoa gentil. b) Dessa forma, qualquer um que oprocurar será atendido. c) A solidariedade, pois, ainda precisa serconquistada. d) E o brasileiro ganhou fama de intolerante. e) Por conseguinte,se chover, ele dará hospedagem aos desconhecidos. Respostas 1) Letra a. Na ânsia de ser hospitaleiro, o brasileiro hospeda, imprudentemente, em sua casa,pessoas desconhecidas. A letra b condiciona a hospedagem às noites chuvosas. Aopção c não tem nenhum apoio no texto, que não fala em preferências. Aletra d não cabe como resposta, pois o texto nos fala de ╕maior alegria╕,ou seja, há outras, menores. A letra e poderia realmente confundir. Na verdadea falta de prudência não existe por aceitar hóspedes durante a noite, masaceitá-los sendo eles desconhecidos. 2) A resposta é a letra b. Mesmo épalavra denotativa de inclusão, da mesma forma que até. 3) O gabarito é aletra d. Trata-se de um evidente exagero do autor. A figura do exagero chama-sehipérbole. 4) Letra b. Na opção a, não obstante isso tem valor concessivo.Deveria ser por isso ou semelhantes. Na letra c, a conjunção pois éconclusiva, não pode estar seguida de ainda precisa, pois o texto diz que obrasileiro já conquistou a solidariedade. A alternativa d contrariainteiramente o texto. A letra e não dá seqüência ao texto, pois este nãocondiciona a hospedagem à chuva.41
  54. 54. PARTE IIINTERPRETAÕÕO I42
  55. 55. TEXTO INão existe essa coisa de um ano sem Senna, dois anos sem Senna...Nãohá calendário para a saudade.(Adriane Galisteu, no Jornal do Brasil)1) Segundo o texto, a saudade: a) aumenta a cada ano. b) é maior no primeiroano. c) é maior na data do falecimento. d) é constante. e) incomoda muito. 2)A segunda oração do texto tem um claro valor: a) concessivo b) temporal c)causal d) condicional e) proporcional 3) A repetição da palavra não exprime:a) dúvida b) convicção c) tristeza d) confiança e) esperança 4) A figuraque consiste na repetição de uma palavra no inÃcio de cada membro da frase,como no caso da palavra não, chama-se: a) anáfora b) silepse c) sinestesia d)pleonasmo e) metonÃmia43
  56. 56. TEXTO IIPassei a vida atrás de eleitores e agora busco os leitores.(José Sarney, na Veja, dez/97)5) Deduz-se pelo texto uma mudança na vida: a) esportiva b) intelectual c)profissional d) sentimental e) religiosa 6) O autor do texto sugere estarpassando de: a) escritor a polÃtico b) polÃtico a jornalista c) polÃtico aromancista d) senador a escritor e) polÃtico a escritor 7) Infere-se do textoque a atividade inicial do autor foi: a) agradável b) duradoura c) simples d)honesta e) coerente 8) O trecho que justifica a resposta ao item anterior é: a)e agora b) os leitores c) passei a vida d) atrás de eleitores e) busco 9) Apalavra ou expressão que não pode substituir o termo agora é: a) no momentob) ora c) presentemente d) neste instante e) recentemente44
  57. 57. TEXTO IIIOs animais que eu treino não sao obrigados a fazer o que vai contra a naturezadeles.(Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)10) O sentimento que melhor define a posição do autor perante os animais é:a) fé b) respeito c) solidariedade d) amor e) tolerância 11) O autor do textoé: a) um treinador atento b) um adestrador frio c) um treinador qualificado d)um adestrador consciente e) um adestrador filantropo 12) Segundo o texto, osanimais: a) são obrigados a todo tipo de treinamento. b) fazem o que não lhespermite a natureza. c) não fazem o que lhes permite a natureza. d) não sãoobjeto de qualquer preocupação para o autor. e) são treinados dentro dedeterminados limites.45
  58. 58. TEXTO IVEstou com saudade de ficar bom. Escrever é conseqüência natural.(Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)13) Segundo o texto: a) o autor esteve doente e voltou a escrever. b) o autorestá doente e continua escrevendo. c) O autor não escreve porque está doente.d) o autor está doente porque não escreve. e) o autor ficou bom, mas nãovoltou a escrever. 14) O autor na verdade tem saudade: a) de trabalhar b) dasaúde c) de conversar d) de escrever e) da doença 15) ╕Escrever éconseqüência natural.╕ Conseqüência de: a) voltar a trabalhar. b)recuperar a saúde. c) ter ficado muito tempo doente. d) estar enfermo. e) tersaúde.46
  59. 59. TEXTO VA mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, nomundo todo.(Américo Barbosa, na Folha de São Paulo)16) No texto, o autor compara: a) Deus e internet b) Deus e mundo todo c)internet e qualquer um d) mente e internet e) mente e qualquer um 17) O quejustifica a comparação do texto é: a) a modernidade da informática b) abondade de Deus c) a acessibilidade da mente de Deus e da internet d) aglobalização das comunicações e) O desejo que todos têm de se comunicar como mundo. 18) O conectivo comparativo presente no texto só não pode sersubstituÃdo por: a) tal qual b) que nem c) qual d) para e) feito 19) Só nãoconstitui paráfrase do texto: a) A mente de Deus, bem como a internet, pode seracessada por qualquer um, no mundo todo. b) No mundo todo, qualquer um podeacessar a mente de Deus e a internet. c) A mente de Deus pode ser acessada, nomundo todo, por qualquer um, da mesma forma que a internet. d) Tanto a internetquanto a mente de Deus podem ser acessadas, no mundo todo, por qualquer um. e) Amente de Deus pode acessar, como qualquer um, no mundo todo, a internet.47
  60. 60. TEXTO VIMarx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem deDeus nem de ópio. Deus é uma experiência de fé. ImpossÃvel defini-lo.(Paulo Coelho, em O Globo, 25/2/9620) Segundo o perÃodo inicial do texto, para Marx Deus: a) traz imensa alegriaao povo. b) esclarece o povo. c) deixa o povo frustrado. d) conduz comsegurança o povo. e) tira do povo a condição de raciocinar. 21) Segundo oautor, Marx: a) mentiu deliberadamente. b) foi feliz com suas palavras. c) falousobre o que não sabia. d) equivocou-se em parte. e) estava coberto de razão,mas não foi compreendido. 22) O sentimento que Marx teria demonstrado e quejustifica a resposta ao item anterior é: a) leviandade b) orgulho c) maldade d)ganância e) egoÃsmo 23) Infere-se do texto que Deus deve ser: a) amado b)conceituado c) admirado d) sentido e) estudado 24) A palavra que justifica oitem anterior é: a) ópio b) Io c) fé d) povo48
  61. 61. e) experiência 25) A figura de linguagem presente no primeiro perÃodo é: a)metáfora b) metonÃmia c) prosopopéia d) pleonasmo e) hipérbole 26) A palavraque poderia ter sido grafada com letra maiúscula é: a) ópio b) povo c)experiência d) fé e)lo49
  62. 62. TEXTO VIIQuando vim da minha terra, não vim, perdi-me no espaço, na ilusão de ter saÃ-do. Ai de mim, nunca saÃ.(Carlos D. de Andrade, no poema A Ilusão do Migrante)27) O sentimento predominante no texto é: a) orgulho b) saudade c) fé d)esperança e) ansiedade 28) Infere-se do texto que o autor: a) não saiu de suaterra. b) não queria sair de sua terra, mas foi obrigado. c) logo esqueceu suaterra. d) saiu de sua terra apenas fisicamente. e) pretende voltar logo para suaterra. 29) Por ╕perdi-me no espaço╕ pode-se entender que o autor: a) ficouperdido na nova terra. b) ficou confuso. c) não gostou da nova terra. d)perdeu, momentaneamente, o sentimento por sua terra natal. e) aborreceu-se com anova situação. 30) Pelo último perÃodo do texto, deduz-se que: a) elecontinuou ligado à sua terra. b) ele vai voltar à sua terra. c) ele gostariade deixar sua cidade, mas nunca conseguiu. d) ele se alegra por não ter saÃdo.e) ele nunca saiu da terra onde vive atualmente. 31) A expressão ╕ai demim╕ só não sugere, no poema: a) amargura b) decepção c) tristeza d)vergonha e) nostalgia50
  63. 63. TEXTO VIIIEnquanto o Titanic ainda flutua, tentemos o impossÃvel para mudar o seu curso.Afinal, quem faz a história são as pessoas e não o contrário.(Herbert de Souza, na Folha de São Paulo, 17/11/96)32) Infere-se do texto que o Titanic: a) é um navio real. b) simboliza algo quevai mal. c) é um navio imaginário. d) simboliza esperança de salvação. e)sintetiza todas as tragédias humanas. 33) Pelo visto, o autor não acredita em:a) transformação b) elogio c) desgraça d) favorecimento e) determinismo 34) Apalavra ╕afinal╕ pode ser substituÃda, sem alteração de sentido, por: a)conquanto b) porquanto c) malgrado d) enquanto e) apenas 35) Infere-se do textoque: a) há coisas que não podem ser mudadas. b) se tentarmos, conseguiremos.c) o que parece impossÃvel sempre o é. d) jamais podemos desistir. e) algunstêm a capacidade de modificar as coisas, outros não. 36) Para o autor, aspessoas não devem: a) exagerar b) falhar c) desanimar d) lamentar-se e) fugir51
  64. 64. TEXTO IXA função do artista é esta, meter a mão nessa coisa essencial do ser humano,que é o sonho e a esperança. Preciso ter essa ilusão: a de que estouresgatando esses valores.(Marieta Severo, na Folha de São Paulo)37) Segundo o texto, o artista: a) leva alegria à s pessoas. b) valoriza o sonhodas pessoas pobres. c) desperta as pessoas para a realidade da vida. d) não temqualquer influência na vida das pessoas. e) trabalha o Ãntimo das pessoas. 38)Segundo o texto: a) o sonho vale mais que a esperança. b) o sonho vale menosque a esperança. c) sonho e esperança têm relativa importância para aspessoas. d) não se vive sem sonho e esperança. e) têm importância capitalpara as pessoas tanto o sonho quanto a esperança. 39) A palavra ou expressãoque justifica a resposta do item anterior é: a) ilusão b) meter a mão c)essencial d) ser humano e) valores 40) A expressão ╕meter a mão╕: a)pertence ao linguajar culto. b) pode ser substituÃda, sem alteração desentido, por intrometer-se. c) tem valor pejorativo. d) é coloquial esignifica, no texto, tocar. e) é um erro que deveria ter sido evitado. 41) Sónão se encontra no texto: a) a influência dos artistas b) a necessidade daautora c) a recuperação de coisas importantes d) a conquista da paz e) acarência de sentimentos das pessoas52
  65. 65. 42) A palavra ╕esses╕ poderia ser substituÃda, sem alteração de sentido,por: a) bons b) certos c) tais d) outros e) muitos53
  66. 66. TEXTO XUm prêmio chamado Sharp, ou Shell, Deus me livre! Não quero. Acho esses nomesfeios. Não recebo prêmios de empresas ligadas a grupos multinacionais. Nãosou traidor do meu povo nem estou à venda.(Ariano Suassuna, na Veja, 3/7/96)43) A palavra que melhor define o autor do texto é: a) megalomanÃaco b)revoltado c) narcisista d) nacionalista e) decepcionado 44) Se aceitasse algumtipo de prêmio de empresas multinacionais, o autor, além de traidor, sesentiria: a) infiel b) venal c) pusilânime d) ingrato e) Ãmprobo 45) O autornão recebe prêmios de empresas multinacionais porque: a) seus nomes sãofeios. b) estaria prestando um desserviço ao Brasil. c) detesta qualquerempresa que não seja brasileira d) esses prêmios não têm valor algum. e)não quer ficar devendo favores a esse tipo de empresa. 46) O último perÃodo dotexto tem claro valor: a) causal b) temporal c) condicional d) comparativo e)proporcional 47) A expressão ╕Deus me livre!╕ demonstra, antes de tudo: a)revolta b) desprezo c) ironia d) certeza e) ira54
  67. 67. TEXTO XIInserto entre o 16° e o 18°, o século XVII permanece em meialuz, quaseapagado, nos fastos do Rio de Janeiro, sem que sobre esse perÃodo se detenha aatenção dos historiadores, sem que o distingam os que se deixam fascinar pelosaspectos brilhantes da história.(Vivaldo Coaracy, in O Rio de Janeiro)48) Segundo o texto, o século XVII: a) chamou a atenção dos historiadores porser meio apagado. b) foi uma parte brilhante da história do Rio de Janeiro. c)assemelha-se aos séculos XVI e XVIII. d) foi importante, culturalmente, para oRio de Janeiro. e) transcorreu sem brilho, para o Rio de Janeiro. 49) A palavraou expressão que pode substituir sem prejuÃzo do sentido a palavra ╕fastos╕é: a) anais b) cÃrculos culturais c) cÃrculos polÃticos d) administração e)imprensa 50) A expressão ╕quase apagada╕: a) retifica a palavra meia-luz.b) complementa a palavra meia-luz. c) reforça a palavra meia-luz. d) explica apalavra meia-luz. e) amplia a palavra meia-luz. 51) Infere-se do texto que: a)os historiadores detestaram o século XVII. b) os mais belos momentos dahistória encantam certas pessoas. c) o século XVI foi tão importante quanto oséculo XVIII. d) a história do Rio de Janeiro está repleta de coisasinteressantes. e) os historiadores se interessam menos pelos séculos XVI eXVIII do que pelo século XVII.55
  68. 68. TEXTO XIIAcho que foi uma premonição, uma vez que ele já tinha declarado que ╕AFraternidade é Vermelha╕ seria seu último filme. Foi o cineasta contemporâneo que conseguiu chegar mais perto do conceito de Deus. Poderia ter feitomuito mais filmes, mas foi vÃtima do totalitarismo socialista.(Leon Cakoff, no Jornal da Tarde, 14/13/96)52) O totalitarismo socialista: a) atrapalhou a carreira do cineasta. b)manteve-se alheio à carreira do cineasta. c) interrompeu a carreira docineasta. d) incentivou a carreira do cineasta. e) fiscalizou a carreira docineasta. 53) ╕A Fraternidade é Vermelha╕: a) foi um filme de repercussãonos meios religiosos. b) foi o primeiro filme de sucesso do cineasta. c) nãoabordava o assunto Deus. d) foi o melhor filme do cineasta. e) foi o últimofilme do cineasta. 54) Provavelmente, o cineasta: a) agradou, por sermaterialista. b) agradou por falar de Deus. c) desagradou por falar de Deus. d)desagradou por não falar de Deus. e) não sabia nada sobre Deus. 55) Levando-seem conta o caráter materialista usualmente atribuÃdo aos socialistas, o tÃtulodo filme seria, em princÃpio: a) uma redundância b) uma ambigüidade c) umparadoxo d) uma qualificação e) uma incoerência 56) A palavra╕premonição╕ se justifica porque: a) seu filme foi um sucesso. b) ocineasta falava de Deus.56
  69. 69. c) o cineasta não quis fazer mais filmes. d) a ╕Fraternidade é Vermelha╕foi seu último filme. e) o cineasta foi vÃtima do totalitarismo socialista. 57)A palavra ╕Vermelha╕ eqüivale no texto a: a) totalitária b) comunista c)socialista d) materialista e) espiritualista 58) O conectivo que não poderiasubstituir ╕uma vez que╕ no texto é: a) porque b) pois c) já que d)porquanto e) se bem que57
  70. 70. TEXTO XIIINem todas as plantas hortÃcolas se dão bem durante todo o ano; por isso épreciso fazer uma estruturação dos canteiros a fim de manter-se o equilÃbriodas plantações. Com o sistema indicado, não faltarão verduras durante todoano, sejam folhas, legumes ou tubérculos.(Irineu Fabichak, in Horticultura ao Alcance de Todos)59) Segundo o texto: a) todas as plantas hortÃcolas não se dão bem durantetodo o ano. b) todas as plantas hortÃcolas se dão bem durante todo o ano. c)todas as plantas hortÃcolas se dão mal durante todo o ano. d) algumas plantashortÃcolas se dão bem durante todo o ano. e) nenhuma planta hortÃcola sedá mal durante todo o ano. 60) Para manter o equilÃbrio das plantações énecessário: a) estruturar de maneira mais lógica e racional os canteiros. b)fazer mais canteiros, mas ordenando-os de maneira lógica e racional. c) fazer oplantio em épocas diferentes. d) construir canteiros emparelhados. e) mantersempre limpos os canteiros 61) A conjunção ╕por isso╕ só não pode sersubstituÃda por: a) portanto b) logo c) então d) porque e) assim 62) Segundo oúltimo parágrafo do texto: a) tubérculos não são verduras. b) legumes sãoo mesmo que tubérculos. c) folhas, legumes e tubérculos são a mesma coisa. d)haverá verduras o ano todo, inclusive folhas, legumes e tubérculos. e) haveráfolhas, legumes e tubérculos o ano todo.58
  71. 71. TEXTO XIVAquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panetones do paÃs,está negociando a compra de sua maior concorrente, a Visconti, subsidiáriabrasileira da italiana Visagis. O negócio vem sendo mantido sob sigilo pelasduas empresas em razão da proximidade do Natal. Seus controladores temem que oanúncio dessa união - resultando numa espécie de AmBev dos panetones -melindre os varejistas.(Cláudia Vassallo, na Exame, dez./99)63) As duas empresas (/. 4) de que fala o texto são: a) Bauducco e Visagis b)Visconti e Visagis c) AmBev e Bauducco d) Bauducco e Visconti e) Visagis e AmBev64) A aproximação do Natal é a causa: a) da compra da Visconti b) do sigilodo negócio c) do negócio da Bauducco d) do melindre dos varejistas e) doanúncio da união 65) Uma outra causa para esse fato seria: a) a primeiracolocação da Bauducco na fabricação de panetones b) o fato de a Visconti seruma multinacional c) o fato de a AmBev entrar no mercado de panetones d) opossÃvel melindre dos varejistas e) o fato de a Visconti ser concorrente daBauducco 66) Por ╕aquisição à vista╕ entende-se, no texto: a) que anegociação é provável. b) que a negociação está distante, mas vaiacontecer. c) que o pagamento da negociação será feito em uma única parcela.d) que a negociação dificilmente ocorrerá. e) que a negociaçãoestá próxima.59
  72. 72. TEXTO XVUm anjo dorme aqui; na aurora apenas, disse adeus ao brilhar das açucenas emter da vida alevantado o véu. - Rosa tocada do cruel granizo Cedo finou-se e noinfantil sorriso passou do berço pra brincar no céu!(Casimiro de Abreu, in Primaveras)67) O tema do texto é: a) a inocência de uma criança b) o nascimento de umacriança c) o sofrimento pela morte de uma criança d) o apego do autor por umacerta criança e) a morte de uma criança 68) O tema se desenvolve com base emuma figura de linguagem conhecida como: a) prosopopéia b) hipérbole c)pleonasmo d) metonÃmia e) eufemismo 69) No âmbito do poema, podemos dizer quepertencem ao mesmo campo semântico as palavras: a) aurora e véu b) anjo e rosac) granizo e sorriso d) berço e céu e) cruel e infantil 70) As palavras querespondem ao item anterior são: a) uma antÃtese em relação à vida b)hipérboles referentes ao destino c) personificações alusivas à morte d)metáforas relativas à criança e) pleonasmos com relação à dor. 71) Por╕sem ter da vida alevantado o véu╕ entende-se:60
  73. 73. a) sem ter nascido b) sem ter morrido cedo c) sem ter conhecido bem a vida d)sem viver misteriosamente e) sem poder relacionar-se com as outras pessoas 72)╕Na aurora apenas╕ é o mesmo que: a) somente pela manhã b) no limiarsomente c) apenas na alegria d) só na tristeza e) só no final61
  74. 74. TEXTO XVIJulgo que os homens que fazem a polÃtica externa do Brasil, no Itamaraty, sãoexcessivamente pragmáticos. Tiveram sempre vida fácil, vêm da elitebrasileira e nunca participaram, eles próprios, em combates contra a ditadura,contra o colonialismo. Obviamente não têm a sensibilidade de muitos outrospaÃses ou diplomatas que conheço.(José Ramos-Horta, na Folha de São Paulo, 21/10/96)73) Só não caracteriza os homens do Itamaraty: a) o pragmatismo b) a falta desensibilidade c) a luta contra a ditadura d) a tranqüilidade da vida e) as raÃ-zes na elite do Brasil 74) A palavra que não se liga semanticamente aos homensdo Itamaraty é: a) o segundo que (/. 1) b) tiveram (/. 2) c) vêm (/. 3) d)eles (/. 3) e) o terceiro que (/. 5) 75) Pelo visto, o autor gostaria de que oshomens do Itamaraty tivessem mais: a) inteligência b patriotismo c) vivênciad) coerência e) grandeza 76) A oração iniciada por ╕obviamente╕ tem umclaro valor de: a) conseqüência b) causa c) comparação d) condição e)tempo 77) A palavra que pode substituir, sem prejuÃzo do sentido, a palavra╕obviamente╕ (/. 4), é:62
  75. 75. a) necessariamente b) realmente c) justificadamente d) evidentemente e)comprovadamente 78) Só não pode ser inferido do texto: a) nem todo diplomataé excessivamente pragmático. b) ter lutado contra o colonialismo é importantepara a carreira de diplomata. c) Nem todo diplomata vem da elite brasileira. d)ter vida fácil é caracterÃstica comum a todo tipo de diplomata. e)há diplomatas mais sensÃveis que outros.63
  76. 76. TEXTO XVIISe essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil,havemos de convir em que no Brasil-colônia, essencialmente rural, com a ojerizaque lhe notaram os nossos historiadores pela vida das cidades - simples pontosde comércio ou de festividades religiosas -, estas não podiam exercer maiorinfluência sobre a evolução da lÃngua falada, que, sem nenhum controlenormativo, por séculos ╕voou com as suas próprias asas╕.(Celso Cunha, in A LÃngua Portuguesa e a Realidade Brasileira)79) Segundo o texto, os historiadores: a) tinham ojeriza pelo Brasil-colônia.b) consideram as cidades do Brasil-colônia como simples pontos de comércio oude festividades religiosas. c) consideram o Brasil-colônia essencialmenterural. d) observaram a ojeriza que a vida nas cidades causava. e) consideram ocampo mais importante que as cidades. 80) Para o autor: a) as festas religiosastêm importância para a evolução da lÃngua falada. b) No Brasil-colônia,havia a prevalência da vida do campo sobre a das cidades. c) a evolução dalÃngua falada dependia em parte dos pontos de comércio. d) a evolução da lÃ-ngua falada independe da condição de Brasilcolônia. e) a situação do Brasilna época impedia a evolução da lÃngua falada. 81) A palavra ╕ojeriza╕ (/.3) significa, no texto: a) medo b) admiração c) aversão d) dificuldade e)angústia 82) A lÃngua falada ╕voou com as suas próprias asas╕ porque: a)as cidades eram pontos de festividades religiosas. b) o Brasil se distanciavalingüisticamente de Portugal. c) faltavam universidades nos centros urbanos. d)não se seguiam normas lingüÃsticas. e) durante séculos, o controle normativofoi relaxado, por ser o Brasil uma colônia portuguesa. 83) Segundo o texto, apopulação do Brasil-colônia:64
  77. 77. a) à vida do campo preferia a da cidade. b) à vida da cidade preferia a docampo. c) não tinha preferência quanto à vida do campo ou à da cidade. d)preferia a vida em Portugal, mas procurava adaptar-se à situação. e) preferiaa vida no Brasil, fosse na cidade ou no campo.65

×