Belezae lazer

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  • 1. ONTOLOGIAProcura responder“o que é arealidade”(Hughes, 1980).Qual é a forma e anatureza darealidade e o quepode serconhecido sobreela (Laverty, 2003).
  • 2. EPISTEMOLOGIAProcura responder “de que formaa realidade pode ser conhecida”(Hughes, 1980).Qual é a natureza da relaçãoentre quem conhece e o que podeser conhecido (Laverty, 2003).
  • 3. METODOLOGIAProcura responder “como oinvestigador pode procederpara encontrar o que eleacredita que podeconhecer” (Laverty, 2003).Refere-se às suposiçõesfundamentais ecaracterísticas de umaabordagem científica (vanManen, 1990)
  • 4. “A verdade científica ésempre um paradoxo,se julgada pelaexperiênciacotidiana, queapenas capta aaparência efêmeradas coisas.”(Karl Marx)
  • 5. “Teorias científicasdescrevem anatureza em termosde analogiasretiradas de tiposfamiliares deexperiência.”(Mary Hesse)
  • 6. Gardner afirma quequando ensinamos,ensinamos o que éVerdadeiro, umaRacionalidade, o queé Bom, uma Ética e oque é Belo, umaEstética.
  • 7. ONTOLOGIA, EPISTEMOLOGIA eMETODOLOGIAOs problemas ontológicos,epistemológicos e metodológicosnão são isolados entre si (Morgane Smircich, 1980).Afirmações a respeito do que existeno mundo (ontologia) levantamquestões relativas à possibilidadede se conhecer o que existe(epistemologia) e dosprocedimentos para adquirir oconhecimento (metodologia).
  • 8. “Aignorânciaéamaldiçãodivina,oconhecimentoéaasaquenoslevaparaocéu”(SHAKESPEARE)
  • 9. Hoje, a Bela, a Estética, jaz escravada Fera, a Racionalidade
  • 10. O segredo para sereencantar o mundo, ésimples ...
  • 11. Precisamos libertar aBela da Fera
  • 12. No passado não havia distinção entre:ArteConhecimento FilosóficoConhecimento CientíficoConhecimento ReligiosoEx.: certas cerimônias indígenas atuais, nas quaistodos esses elementos são integrados.
  • 13. Desaparece sob a influência do paradigmaDesaparece sob a influência do paradigmanewtoniano-cartesiano. A fera subjuga a bela:newtoniano-cartesiano. A fera subjuga a bela:Visão mecanicista de mundoPredomínio de racionalismo científicoConhecimento fragmentado em disciplinas
  • 14. “Só Euclides julgou óbvia a beleza....”Edna St. Vincent Millay, Soneto
  • 15. PROPOMOSAEPISTEMOLOGIADABELEZA
  • 16. Os psicólogosconsideram asemoções atividadesdo inconsciente, demodo que aexperiência estéticaé o ressuscitamentode emoçõessubliminares e abeleza é o poder deevocar emoções.(HUNTLEY, 1985)
  • 17. Platão, no Symposium, ondeestaria fazendo a vez de umamulher de Mantinea, numdiálogo reportado por Sócrates(Apud HUNTLEY, 1985), teriadito ...”(o homem) que orientarseus pensamentos paraexemplos de beleza nasucessão própria e regular terásubitamente a revelação, aoaproximar-se do final de suainiciação, de uma beleza cujanatureza é verdadeiramentemaravilhosa, o objetivo final,Sócrates, de seus esforçosanteriores.
  • 18. Esta beleza é, antesde tudo, externa;nem começa nemacaba; depois, elanão é parcialmentebela e parcialmentefeia, nem bela nummomento e feianoutro... Ele a verácomo absoluta,existindo sozinhaconsigo mesma,única, externa, e atodas as outrascoisas belas comopartes integrantesdela...
  • 19. Esta, acimade todas asoutras, meucaroSócrates, é aregião onde avida dohomem deveser passada,nacontemplaçãoda belezaabsoluta”.
  • 20. A humanidade em todos os tempos,e em todos os lugares, sempreperseguiu o " belo".
  • 21. No folclore de cada povo isso se evidenciacom as danças, artesanatos e na gastronomiapela maneira peculiar de organizar um pratoantes de levá-lo a mesa.
  • 22. O útil e o necessário muitas vezesperde espaço para uma flor.
  • 23. A experiência estética sobrevém quando algumelemento material ou mental, ao qual por essemotivo atribuímos “beleza”, estimula a emoção deprazer.
  • 24. Segundo PaulMacLean, o cérebroestá organizado emtrês camadas –Cérebro Reptiliano –assento das emoçõesprimitivas e egoístas;Cérebro MamíferoPrimitivo – dedicado àsemoções gentis,sociais; e CérebroMamífero Moderno –abriga o intelecto.
  • 25. “A beleza é um elementoproeminente na inteirezaabstrata visada pelamatemática mais avançada; éo objetivo do físico enquantoprocura construir a ordem douniverso; ao menos deveriaser a inspiração de todoestudo da vida...Levanta paranós a questão daprofundidade e alcance denossa consciência. Daí anecessidade da oração dopoeta para que mais respeitoem nós encontre”.John Oman em The Natural andthe Supernatural
  • 26. • Fase de fragmentação multi e pluridisciplinar1. Nível do Ser:Separação entre sujeito e objetoSeparação entre conhecedor, conhecimento econhecido
  • 27. Fase de fragmentação multi e pluridisciplinar2. Nível do SujeitoRazãoIntuiçãoSensaçãoSentimentoSeparam-se porum processo decondicionamentoe educação
  • 28. Homo sapienso que conhecePensadorHomo fabero que fazTransformadorda natureza
  • 29. 3. Nível do Conhecimento:Conhecimento Puro (conhecimento peloconhecimento)Conhecimento de métodos e técnicas de ação(tecnologia)
  • 30. 4. Nível do Objeto Conhecido:
  • 31. Matéria (sólida, líquida, gasosa, etc.)Vida (vegetal, animal e humana)Programação (informações identificadas commatéria e vida)Observação: segundo a física quântica, tudoindica que essas sejam três manifestações damesma energia.
  • 32. Fase interdisciplinarFase interdisciplinar• Movida pela força holísticaMovida pela força holísticaTende a reunir, em conjuntos abrangentes, o queTende a reunir, em conjuntos abrangentes, o quea mente humana dissociou.a mente humana dissociou.Nasceu da iNasceu da ingovernabilidadengovernabilidade do númerodo númeroexcessivo de disciplinas.excessivo de disciplinas.Manifesta-se no esforço de correlacionar asManifesta-se no esforço de correlacionar asdisciplinas.disciplinas.
  • 33. Parece mais freqüenteem aplicaçõestecnologias industriais ecomerciais (pressão dosmercados) do que nomeio acadêmico.Cada vez mais, dáorigem a novasdisciplinas (biologia +física = biofísica).Vocabulário característico: universal , global,rede, sistêmico, transnacional, metassistema [...].Observação – Seus protagonistas descobrem quetodas as disciplinas são INTER-RELACIONADAS.
  • 34. •Fase transdisciplinarFase transdisciplinarPrimeira vez em o termoPrimeira vez em o termo transdisciplinartransdisciplinar foifoiempregado: por Jean Piaget (1970):empregado: por Jean Piaget (1970):Segundo autor a utilizar o termo: Erich JantschSegundo autor a utilizar o termo: Erich Jantsch(1972):(1972):
  • 35. Edgar Morin (1980): fala em transdisciplinaridadeEdgar Morin (1980): fala em transdisciplinaridadeantiga e nova.antiga e nova.A Ciência jamais seria a ciência se não fosse aA Ciência jamais seria a ciência se não fosse atransdisciplinaridadetransdisciplinaridade..Observação - A ciência transdisciplinar seObservação - A ciência transdisciplinar sedesenvolve a partir das comunicações entre asdesenvolve a partir das comunicações entre asciências.ciências.
  • 36. • TransdisciplinaridadeTransdisciplinaridade GeralGeral::Definida na Declaração de Veneza, da UnescoDefinida na Declaração de Veneza, da Unesco(1987)(1987)ComumComum entreentre ciência, filosofia, arte e tradição,ciência, filosofia, arte e tradição,que inclui as tradições espirituais.que inclui as tradições espirituais.Leva à visão holística por meio de abordagemLeva à visão holística por meio de abordagemtambém holística, desde que praticada.também holística, desde que praticada.
  • 37. •TransdisciplinaridadeTransdisciplinaridade EspecialEspecial::Comum a várias disciplinasComum a várias disciplinas dentrodentro das ciências,das ciências,das filosofias, das artes ou das tradiçõesdas filosofias, das artes ou das tradiçõesespirituais.espirituais.Ex.: entre cristianismo e hinduismo, biologia eEx.: entre cristianismo e hinduismo, biologia efísica, etc.física, etc.
  • 38. DisTransInterPluriMultiCONHE-CIMEN-TO
  • 39. Hoje, já se fala em uma 6a. Fase, aFase holística:• É uma volta a primeira fase – a fase predisciplinar,enriquecida pelos últimos estágios da ciênciamoderna.• Mobiliza as funções ligadas ao cérebro direto eesquerdo e sua sinergia.• Busca equilíbrio entre as quatro funções psíquicasde Jung (sensação, sentimento, razão e intuição).
  • 40. O QUE É ENTENDIDO PORO QUE É ENTENDIDO POR DISCIPLINA?DISCIPLINA?““Constitui um corpo específico de conhecimentoConstitui um corpo específico de conhecimentoensinável, com seus próprios antecedentes deensinável, com seus próprios antecedentes deeducação, treinamento, procedimentos,educação, treinamento, procedimentos,métodos e áreas de conteúdo”.métodos e áreas de conteúdo”.(Juntsch,(Juntsch, apudapud CHAVES, 1988, p. 5).CHAVES, 1988, p. 5).““É um tipo de saber específico e possui um objetoÉ um tipo de saber específico e possui um objetodeterminado e específico, bem comodeterminado e específico, bem comoconhecimentos e saberes relativos a esseconhecimentos e saberes relativos a esseobjeto e métodos próprios (MAHEU, 2000)objeto e métodos próprios (MAHEU, 2000)
  • 41. OS CAMINHOS DEOS CAMINHOS DEMULTI, PLURI, INTER E TRANSDISCIPLINARIDADEMULTI, PLURI, INTER E TRANSDISCIPLINARIDADEJUSTIFICATIVA: “A linguagem disciplinar [...] nãoJUSTIFICATIVA: “A linguagem disciplinar [...] nãodeu conta de provocar a interação entre osdeu conta de provocar a interação entre osconhecimentos das várias disciplinas criadasconhecimentos das várias disciplinas criadaspela ciência moderna.” (BARBOSA, 2001)pela ciência moderna.” (BARBOSA, 2001)
  • 42. MULTIDISCIPLINARIDADE:• Estuda um tópico de pesquisa, a partir dediversas disciplinas, simultaneamente.• Extravasa as fronteiras disciplinares, mas a metapermanece limitada à estrutura da pesquisadisciplinar.
  • 43. Ex.: a) Um quadro de Giotto pode ser estudadodentro da história da arte, da história da religião,da história Européia, e da geometria.b) A filosofia marxista pode ser estudada comuma visão para mesclar a psicologia com física,economia, psicanálise ou literatura.
  • 44. Ocorre quando “para a solução de um problema,torna-se necessário obter informação de duasou mais ciências ou setores do conhecimento,sem que as disciplinas envolvidas no processosejam elas mesmas modificadas ouenriquecidas” (Piaget apud CHAVES, 1988, p. 5).
  • 45. PLURIDISCIPLINARIDADE:A diferença entre multi para pluri é ‘quase’ nula:Multi = conjunto de disciplinas trabalhadassimultaneamente, sem relações explícitas.Pluri = justaposição de várias disciplinas nomesmo nível hierárquico, cujas relaçõessão aparentes.
  • 46. Ex.: Trabalhos de ecologia, especificamente para oestudo da biocenose, necessitam de váriasdisciplinas, como fisiologia vegetal, botânica,zoologia e meteorologia.“Ocorre quando se verifica convergência dosrecursos de várias fontes do conhecimento parao estudo específico de determinado fenômeno”(KORTE, 2000, p. 28).
  • 47. INTERDISCIPLINARIDADE:• Transfere métodos de uma disciplina para outra.• É o resultado da articulação entre duas ou maisdisciplinas com objetivos pedagógicos comuns.Divide-se em:1. grau epistemológico: os métodos da físicanuclear são transferidos para a medicina e issoleva para o aparecimento de novostratamentos para o câncer;2. grau de aplicação: transfere métodos da lógicaformal a área de lei geral gerar alguma análiseinteressante da epistemologia da lei;
  • 48. INTERDISCIPLINARIDADE:3. grau de geração de novas disciplinas: porexemplo, dos métodos da física transferidospara biologia, nasce a biofísica; e datransferência de métodos computacionais paraa arte, a arte computacional é gerada.• Extravasa as disciplinas, mas sua meta aindapermanece dentro da estrutura da pesquisadisciplinar.
  • 49. Designa “o nível em que a interação entre váriasdisciplinas ou setores heterogêneos de uma mesmaciência conduz a interações reais, a uma certareciprocidade no intercâmbio levando a umenriquecimento mútuo”.(Piaget, apud CHAVES, 1988, p. 5).
  • 50. TRANSDISCIPLINARIDADE:• Refere-se à dinâmica engendrada pela açãosimultânea de diversos níveis de realidade.Está entre as disciplinas, através de diferentesdisciplinas e além de todas as disciplinas.• É alimentada pela pesquisa disciplinar e seuspilares são três: a) múltiplos níveis derealidade, b) lógica do meio incluída e c)complexidade.• A meta - o entendimento do mundo atual - nãopode ser realizada em uma estrutura depesquisa disciplinar, por isso há queextravasar fronteiras.
  • 51. • É uma forma de auto-transformação orientadapara o auto-conhecimento, para a unidade doconhecimento e para a criação de uma novaarte de viver em sociedade.• É globalmente aberta; reconcilia ciênciasexatas, humanas, arte, literatura, poesia,experiência anterior.O conceito envolve “não só as interações oureciprocidade entre projetos especializados depesquisa, mas a colocação dessas relaçõesdentro de um sistema total, sem quaisquer limitesrígidos entre as disciplinas”.(Piaget, apudCHAVES, 1988, p. 5).
  • 52. SAÚDE NATURAL, BELEZA, ARTE E LAZER
  • 53. “De todos esses globos, que contemplas,Não há nenhum, nem mesmo o menor,Que em seu giro não cante como um anjo,Em perpétua, em uníssona harmoniaCom os próprios querubins de olhos ingênuos!”Shakespeare, em O Mercador de Veneza
  • 54. “É simplesmente por serredonda e rosada que arosa me causa maissatisfação que o ourocom o qual poderiaprover as necessidades davida ou proporcionar-meum certo número deescravos. De algummodo, sentimos que pormeio da rosa chega aosnossos corações alinguagem do amor e osentimento de uma lindamulher”.
  • 55. “Esta psique, infinitamente antiga,é a base de nossa mente, assimcomo a estrutura do nosso corpose fundamenta no moldeanatômico dos mamíferos emgeral. O olho treinado doanatomista ou do biólogo encontranos nossos corpos muitos traçosdeste molde original. Opesquisador experiente da mentehumana também pode verificar asanalogias existentes entre asimagens oníricas do homemmoderno e as expressões damente primitiva, as imagenscoletivas e os seus motivosmitológicos”. Carl Gustav Jung,em O Homem e Seus Símbolos.
  • 56. “...senão para contemplar a beleza da harmonia,não valeria a pena dedicar-se à ciência.”Henri Poincaré
  • 57. O PRAZER DA BELEZA“A beleza é a verdade, a verdade é a beleza, e étudo que sabes de fato, e tudo que precisas saber”Keats, em sua Ode sobre um Túmulo Grego
  • 58. A finalidade suprema da beleza diante da psiquehumana é de servir de estímulo à atividadecriadora, que é uma das satisfações mentaisterminais do homem. Keats, nesta expressão,sugere que a sensação de beleza pode produzirum fermento mental que serve de guia para averdade, como o queriam Sócrates e Platão.
  • 59. Segundo HUNTLEY (1985), a fonte máxima desensibilidade estética às várias manifestações debeleza deve ser buscada no inconsciente ouno inconscientecoletivo, onde ohomem é legatáriode várias eras.
  • 60. As experiências de todas as gerações de ancestraisde um homem, repetidas milhões de vezes eregistradas como estruturas de memória nocérebro, são gravadascada vez maisprofundamente àmedida que sãotransmitidas degeração para geraçãoatravés dos séculos.
  • 61. São nas experiências emocionalmente carregadasde milhares de gerações de nossos ancestrais éque devemos procurar a fim de descobrir as fontesdo prazer estético naarte, na música, napoesia, namatemática e emoutras formas dearte.
  • 62. O desconhecido sempre é inquietante, masqualquer forma de arte que corra suavemente nostrilhos da memória deixa a mente em paz em umambiente bem familiar.
  • 63. “Ó flor das fendas da parede,Te arranco das fendas,Te sustento aqui, raiz e tudo, em minha mão,Pequena flor – mas se eu pudesse compreenderO que tu és, raiz e tudo, tudo por tudo,Eu saberia o que é Deus e o que é o Homem.”Alfred Tennyson
  • 64. Para Platão, há uma realidadesuperior e eterna no planoda verdadee a filosofia e a ciência podemajudar a conhecer mais,mesmo que sua essênciacontinue inacessível.CETICISMO – não se preocupacom a verdade.RELATIVISMO – não existe umaúnica verdadeO conhecimento será tantomais verdadeiroquanto mais conseguir integrartodas as áreas de interesse.
  • 65. EMPIRISMOParte de pressuposições eafirma que se conheceapenas aquilo que seexperimenta com ossentidos, e que a menteserve somente para ajudá-los. Entretanto, ossentimentos não são basesegura para oconhecimento, e por vezesnos levam a tomardecisões equivocadas.
  • 66. EXPERIMENTALISMOÉ um método experimentalsem dar primazia aossentidos. É comandadopela razão e pressupõealgum tipo de teoria para acondução dasexperiências. Asexperiências devem serreprodutíveis,generalizáveis e permitirpredições daquilo queainda não foi testado.
  • 67. DECIFRANDOMENSAGENSCIFRADAS
  • 68. • “O livro da natureza está escrito em caracteresmatemáticos” (Galileu).• Galileu, Torricelli e Stahl apreenderam que a razãosó pode compreender aquilo que ela mesmoproduz de acordo com um plano que ela mesmoelaborou. A razão não pode deixar-se arrastar pelanatureza. Ao contrário, é ela que deve mostrar ocaminho (...), obrigando a natureza a dar respostaàs questões que ela mesmo propôs. (Kant)
  • 69. O astrônomo JohannesKepler, autor de trêsimportantes leissobre o movimentodos planetas, gastouanos procurandorelações matemáticasentre as órbitas dosastros celestes. Eleviu música noespaço: “Osmovimentos celestesnada mais são queuma canção contínuapara várias vozes,percebidas pelointelecto e não peloouvido (...)”.
  • 70. Pitágoras (“o quadradoda hipotenusa é igual àsoma dos quadradosdos catetos”) e seusseguidores tambémacreditavam que, paraentender a natureza,era necessáriocontemplá-la em buscade relações numéricas.Os pitagóricos tambémacreditavam que asrelações numéricas seencontravamrepresentadas namúsica.
  • 71. Kepler chegou mesmo a representar os planetas porKepler chegou mesmo a representar os planetas pormeio de notas musicais. Com Kepler, ameio de notas musicais. Com Kepler, amatemática se transforma na chave para se ouvirmatemática se transforma na chave para se ouvira harmonia inaudível dos planetas. Ela é oa harmonia inaudível dos planetas. Ela é osegredo que abre o cofre. Trata-se de um artifíciosegredo que abre o cofre. Trata-se de um artifícioque o cientista lança mão a fim de obrigar aque o cientista lança mão a fim de obrigar anatureza a cantar em voz alta.natureza a cantar em voz alta.
  • 72. As notas serelacionam cada umade um jeito diferenteque nem as relaçõeshumanas.Cada umatem suapeculiaridade.Quando falamos emuníssono esta é amenor distância queo nosso ouvidopercebe.
  • 73. O mais agradáveldestes intervalos é oque corresponde asexta maior, quecorresponde aoretângulo áureo. Pois,a nota sexta maior nocaso a nota LÁ naescala é a que chegamais próxima do φque corresponde1,618.
  • 74. Compreendermos melhora teoria da apreciação dabeleza na matemática secompararmos com amúsica. A música ésuperior a linguagem doinconsciente. Na música oinconsciente manifesta-se. Antigas memórias,emocionalmenteabsorvidas, sãodespertadas pela melodiae harmonia e isto estárelacionado com ascaracterísticas da música.
  • 75. Já havia sidopercebida pelosgregos antigos amedida de satisfaçãomaior pelosretângulos áureosque por retângulosde proporçõesdiferentes e que asexta maiorconstituía a melhorharmonia por possuiraproximadamente omesmo φ doretângulo áureo.
  • 76. Kepler foi um dos últimos pensadores medievais.Kepler foi um dos últimos pensadores medievais.Para ele, Deus compôs uma melodia e a colocou,Para ele, Deus compôs uma melodia e a colocou,cifrada, nos céus. É o primeiro a decifrar o código,cifrada, nos céus. É o primeiro a decifrar o código,a abrir o cofre, descobrir o segredo, o primeiro aa abrir o cofre, descobrir o segredo, o primeiro aouvir o que Deus diz, por meio de sua melodia:ouvir o que Deus diz, por meio de sua melodia:pura harmonia, pura música. Se sua visão dapura harmonia, pura música. Se sua visão daciência tivesse triunfado, hoje os cientistas seriamciência tivesse triunfado, hoje os cientistas seriammísticos contemplativos, andando na companhiamísticos contemplativos, andando na companhiade teólogos e músicos.de teólogos e músicos.
  • 77. A ciência moderna tem a ver com máquinas,A ciência moderna tem a ver com máquinas,técnicas, manipulações. A matemática nãotécnicas, manipulações. A matemática nãoconduz à harmonia musical. Devemos isso aconduz à harmonia musical. Devemos isso aGalileu.Galileu.
  • 78. Ao buscar explicações teleológicas para a natureza,Ao buscar explicações teleológicas para a natureza,acabava-se chegando sempre a um mesmoacabava-se chegando sempre a um mesmoresultado: o universo é produto da criação divina.resultado: o universo é produto da criação divina.Ao se fazer perguntas teleológicas à natureza, asAo se fazer perguntas teleológicas à natureza, asrespostas obtidas serviam para dar sentido à vidarespostas obtidas serviam para dar sentido à vidadas pessoas - mas elas não podiam ser testadasdas pessoas - mas elas não podiam ser testadasou corrigidas.ou corrigidas.
  • 79. Galileu revoluciona a ciência ao afirmar que oGalileu revoluciona a ciência ao afirmar que ouniverso não tem um sentido humano. No mundouniverso não tem um sentido humano. No mundodos números, não se pode mais fazer perguntasdos números, não se pode mais fazer perguntassobre a finalidade do universosobre a finalidade do universo..
  • 80. A ciência moderna se caracteriza pelo abandonoda categoria substância, que é substituída pelacategoria função. O que importa não é o que ascoisas são, mas como elas se comportam.
  • 81. Na Grécia antiga, várias urnas, estátuas e prédios seguiam asproporções áureas, como é o caso do Partenon, que foi construídopor volta de 430 a..C. e, como se pode analisar pela figura abaixo,sua estrutura se aproxima do retângulo áureo. A letra grega phi foidada ao valor 1,618... em homenagem a Phídias que, embora nãofosse o arquiteto do Partenon, era o Diretor artístico, a quem sesubmetiam todos os participantes da obra.
  • 82. Leonardo da Vinci conheceu adivina proporção ao fazer asilustrações do tratado do FreiLuca Paccioli, padroeiro dosContabilistas, que escreveu umlivro a respeito da proporçãoáurea, tendo, então, utilizadoem suas obras, como A ÚltimaCeia, Monalisa, Anunciação eoutras.
  • 83. Platão reconheceu que a música exprimevivamente a emoção humana. É, porexcelência, a linguagem do inconsciente.
  • 84. Vivemosmergulhados emum oceano desons. Em todolugar, a qualquerhora, convivemoscom a música,sem nos darmosconta disso.A música faz parteda nossa vida,muitas vezesfuncionando comoestímulo acomportamentos,provocandoreações inclusivefisiológicas.
  • 85. Para LEINIG(1977) os efeitosfisiológicos damúsica seenglobam sob acategoria dereações sensoriais,hormonais efisiomotoras, entreelas, a mudançasno metabolismo,liberação deadrenalina,aumento do limiarde vários estímulossensoriais.
  • 86. Essas reaçõesprovocadaspela músicapodem se darem diferentesgrausdependendodo caráter dasdiversasmúsicas, doambiente, doestado deânimo doouvinte, alémdo gosto e doconhecimentomusical.
  • 87. A música pode provocarno indivíduo acomunicação, aidentificação, a expressãopessoal e conduzi-lo aoconhecimento de simesmo. Por estes fatores,ela vem sendo utilizada,ao longo dos tempos, porprofissionais de diversasáreas com as maisdiversas funções.
  • 88. Conforme Jung observa: “Ohomem que fala com imagensprimordiais fala com millínguas...Eis o segredo daverdadeira arte”. A expressãomusical pode estimularexperiências antigas, comoansiedade, pranto, excitação,santuário. Isto ocorre quandoestas experiências da cargaemocional universal vão deencontro com o nossoinconsciente profundo paramente superficial, por isso amúsica difere das outrasartes, pois ela é mais precisae poderosa para efetivar estatransferência.
  • 89. "O nome semiótica vem da raiz grega semeion, quequer dizer signo“.
  • 90. A ciência é relativamentenova e teve como maioresexpoentes o americanoCharles S. Peirce e osuíço Ferdinand deSaussure. Os problemasconcernentes à semiótica,também chamadasemiologia (apesar demuitos teóricosdiferenciarem os doistermos), podemretroceder a pensadorescomo Platão e SantoAgostinho, por exemplo.
  • 91. Somente no início do século XX com os trabalhosparalelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce,começa a adquirir estatuto de ciência e autonomia.Às vezes a semiótica é considerada parte dalingüística, e às vezes o inverso.
  • 92. A semiótica propriamente dita teveseu início com filósofos como oinglês John Locke (1632-1704) que,no seu Essay on humanunderstanding, de 1690, postulouuma "doutrina dos signos" com onome de Semeiotiké.O termo também é mencionado porJohann Heinrich Lambert (1728-1777) que, em 1764, foi um dosprimeiros filósofos a escrever umtratado específico intituladoSemiotik.
  • 93. PESCADORESEANZÓIS
  • 94. “Teorias são redes; somenteaqueles que as lançampescarão alguma coisa”. KarlPopperCientistas pertencem ao mesmo‘clube’ dos caçadores,pescadores e detetives.Teorias são enunciados acercado comportamento dosobjetos de interesse docientista.
  • 95. Um cientista é uma pessoa que sabe usar asUm cientista é uma pessoa que sabe usar asredes teóricas para apanhar as entidades queredes teóricas para apanhar as entidades quelhe interessam.lhe interessam.A ciência tem a ver com aA ciência tem a ver com a regularidaderegularidade dosdoshábitos da caça. Ela não se interessa pelahábitos da caça. Ela não se interessa peladiferença, mais pelodiferença, mais pelo comumcomum..
  • 96. A lei é o comum. Porser comum, é tambémuniversal (nasciências, leis são osenunciados da rotinados objetos).Na ciência, porém, aanalogia da rededeixa a desejar (ocientista necessita deresultados precisos eespecíficos).Anzóis são maisprecisos:dependendo dopeixe que vocêespera pegar, usaanzóis grandes oupequenos.
  • 97. Devemos tomar cuidado com a arrogância do pescadorque, com um peixinho na mão, pretende haverdesvendado o mistério da lagoa escura...
  • 98. “O que está em jogonão é a transmissãodaquilo que seinventa, mas antes atransmissão do poderde inventar.”Juan David Nasio
  • 99. “O termo ‘método’,que significaliteralmente‘seguindo umcaminho’ (do gregométa, ‘junto’, ‘emcompanhia’, ehodós, ‘caminho’),refere-se àespecificação dospassos que devemser tomados, emcerta ordem, a fimde se alcançardeterminado fim”
  • 100. Gauss, na afirmaçãoacima, estádeclarando:“Cheguei lá semseguir caminhoalgum,premeditadamente.Estou pensandopara ver sedescubro ométodo...”
  • 101. Descobrimos que não existe uma única regra, porDescobrimos que não existe uma única regra, pormais plausível que pareça, por mais alicerçadamais plausível que pareça, por mais alicerçadasobre a epistemologia, que não sejasobre a epistemologia, que não sejadesrespeitada numa ou noutra ocasião.” (Pauldesrespeitada numa ou noutra ocasião.” (PaulFeyerabend, Contra el método, p. 15).Feyerabend, Contra el método, p. 15).
  • 102. Se Gauss está correto, é possível pensar que osSe Gauss está correto, é possível pensar que osinovadores chegam a suas idéias por meio deinovadores chegam a suas idéias por meio desaltos, só então parando para descobrir osaltos, só então parando para descobrir ocaminho, que deverá posteriormente sercaminho, que deverá posteriormente serensinado aos mais medíocres, destituídos deensinado aos mais medíocres, destituídos deasas. – Função do insight.asas. – Função do insight.
  • 103. Kant, Comte, Freud, Marx, todos eles acreditam no adventode uma ciência livre de emoções. Kant denunciava aspaixões como “cancros da razão pura”. Comte falavasobre os três estágios do pensamento, o mais primitivo,habitado por mágicos e sacerdotes e representado pelaimaginação, enquanto o último era constituído decientistas, sábios o bastante para amordaçar aimaginação.Freud caminha na mesma procissão e saúda o pensamentocientífico como o que definitivamente abandonou asfantasias e se ajustou à realidade. Enquanto isso, nomarxismo, a ciência devora antropofagicamente suaprópria mãe, a ideologia.
  • 104. “A ciência, por mais pura que seja, é o produto deseres humanos engajados na fascinante aventura deviver suas vidas pessoais” (Frederick Perls, et al.,Gestal Therapy, p. 24).
  • 105. “(...) e, porque eu desejava me entregarinteiramente à busca da verdade, pensei queseria necessário (...) rejeitar comoabsolutamente falsa qualquer coisa acercada qual eu pudesse imaginar o menorfundamento para a dúvida, a fim de ver se,depois disso, alguma coisa permanecia que,segundo minha crença, era absolutamentecerta.” Descartes.
  • 106. O QUE É FENOMENOLOGIA?O QUE É FENOMENOLOGIA?• É o estudo da experiência vivida (van Manen,É o estudo da experiência vivida (van Manen,1990).1990).• Experiência vivida é o que experimentamos deExperiência vivida é o que experimentamos deforma pré-reflexiva (Laverty, 2003; van Manenforma pré-reflexiva (Laverty, 2003; van Manen1990).1990).• Qualquer coisa que se apresente àQualquer coisa que se apresente àconsciência é potencialmente de interesse daconsciência é potencialmente de interesse dafenomenologia, seja um objeto real oufenomenologia, seja um objeto real ouimaginário, empiricamente mensurável ouimaginário, empiricamente mensurável ousubjetivamente sentido (van Manen, 1990).subjetivamente sentido (van Manen, 1990).
  • 107. Fenomenologia de Husserl
  • 108. HUSSERL (1859-1938)Edmund Husserl éconsiderado o pai dafenomenologia.Fezdoutorado em matemáticateórica antes de iniciar seusestudos em filosofia.Criticoua psicologia como umaciência que está indo nadireção errada ao tentaraplicar os métodos dasciências naturais àsquestões humanas.(Laverty, 2003).
  • 109. • A análise fenomenológica de Husserl dá ênfase aofenômeno, ao que é dado imediato, à coisa queaparece diante da consciência (Padovani, 1990).• No dado está contida a sua essência (Padovani, 1990).
  • 110. O papel da fenomenologiaé conhecer e descrevero mundo dasessências, “a qual fazuma coisa o que ela é,e sem a qual não seriao que é” (van Manen,1990).As essências são osobjetos de estudo dafenomenologia,enquanto que os fatossão os objetos dapsicologia (Padovani,1990).
  • 111. • Duas técnicas são fundamentais na fenomenologiade Husserl: a intencionalidade e a “epoché”.• A compreensão de um fenômeno é, de acordo comHusserl, um processo intencional.• Através da intencionalidade, a mente é direcionadapara o objeto de estudo (Laverty, 2003).
  • 112. A consciência funde-se com o objeto para o qual estáintencionado, não podendo jamais ser separadodaquele objeto (LeVasseur, 2003).É da natureza do ser-humano estar com a consciênciasempre direcionada para alguma coisa que não a simesma.Sendo a consciência sempre intencional e indivisível deseu objeto, ela não pode ser uma coisa que subsisteindependentemente, como no cartesianismo(LeVasseur, 2003).
  • 113. Praticar a “epoché” é colocar em suspensão todas ascrenças prévias, uma redução de quaisquer teoria eexplicação apriorística (Garnica, 1997).“Epoché”, suspensão e redução fenomenológicas sãotidas como sinônimos.Husserl propôs que é necessário “suspender” aspressuposições pessoais para ter contato com aessência do fenômeno (Laverty, 2003).
  • 114. Husserl via no seu método uma forma de alcançar oHusserl via no seu método uma forma de alcançar overdadeiro significado das coisas: “ver as coisasverdadeiro significado das coisas: “ver as coisascomo elas são”.como elas são”.Julgou ter descoberto a verdadeira natureza doJulgou ter descoberto a verdadeira natureza doconhecimento da realidade e dos conceitosconhecimento da realidade e dos conceitosuniversais (Padovani, 1990).universais (Padovani, 1990).A fenomenologia de Husserl é denominadaA fenomenologia de Husserl é denominadaFenomenologia Transcendental.Fenomenologia Transcendental.
  • 115. Fenomenologia de Heidegger
  • 116. HEIDEGGER (1889-1976)Formação inicial em teologiacatólica. Heidegger trabalhoucom Husserl, que o treinounos processos de reduçãofenomenológica eintencionalidade (Laverty,2003). Contudo, Heideggerdecidiu seguir um caminhoalternativo ao de Husserl. Aforma como a exploração daexperiência vivida é realizadadiferencia o trabalho deHusserl e Heidegger (Laverty,2003).
  • 117. Heidegger rejeitava a idéia de que nós somosseres observadores separados do mundodos objetos que queremos conhecer.Pelo contrário, nós somos inseparáveis de ummundo em existência (Draucker, 1999).
  • 118. • Para Heidegger, não é a essência que dá significado à existência, mas ocontrário (Padovani, 1990).• Heidegger argumenta que o humano “sendo-no mundo” está semprebuscando significados para suas experiências.• A filosofia deve desvendar a existência, determinar a essência do “estar-no-mundo”.
  • 119. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE HEIDEGGER (1889-1976)• Apesar de ter tido origem na fenomenologia de Husserl,sua filosofia caracteriza-se como um sistema filosóficodistinto, enquadrando-se no Existencialismo.• Heidegger modificou o método fenomenológico,ajustando-o para o seu próprio sistema filosófico.
  • 120. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE HEIDEGGER (1889-1976)• Para Heiddeger, as pressuposições não podem sersuspensas, pois são elas que possibilitam a construção designificado das experiências.• Linguagem e compreensão são aspectos estruturaisinseparáveis do humano “sendo-no-mundo”.• Interpretação é vista como crítica para o processo deentendimento da experiência (Laverty, 2003).• As experiências só podem ser entendidas em termos dobackground e do contexto social da experiência.
  • 121. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE HEIDEGGER (1889-1976)A fenomenologia de Heidegger é denominada:• Fenomenologia Existencialista.• Fenomenologia Interpretativa.• Fenomenologia Hermenêutica.
  • 122. Fenomenologia de Gadamer
  • 123. GADAMER (1900-2002)Gadamer deucontinuidade aotrabalho de Heideggerna FenomenologiaHermenêutica.Avançou o estudosobre o papel daspressuposições nafenomenologia, quedesempenham papelimportante nainterpretação.
  • 124. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE GADAMER (1900-2002)• Gadamer considera que é somente através do pré-entendimento que o entendimento é possível (Fleminget. al, 2003).• A interpretação é um processo em evolução, assimuma interpretação definitiva jamais é possível.
  • 125. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE GADAMER (1900-2002)• “Quando interpretamos o significado de alguma coisa,nós interpretamos uma interpretação” (Gadamer apudvan Manen, 1990)• Gadamer colocou uma ênfase maior na linguagem doque fez Heidegger.• Para ele, a redução fenomenológica não é apenasimpossível, mas um absurdo (Laverty, 2003).• O que é essencial não é a “redução”, mas estarmosconsciente de nossos pré-conceitos e pressuposições.
  • 126. Epistemologia e CiênciaFENOMENOLOGIA DE GADAMER (1900-2002)• Gadamer também está ligado ao movimento dahermenêutica crítica.• Ele afirma que a interpretação é inibida e influenciadapelas forças sociais, políticas e econômicas.• Ele acentuou a importância da tradição, do backgrounde da história em nossas formas de entendimento.
  • 127. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES ONTOLÓGICAS E EPISTEMOLÓGICAS• Husserl focou em questões epistemológicas da relaçãoentre o conhecedor e o objeto de estudo (Laverty, 2003);• Fez distinção entre o objeto que é intencionado e o ato deintencionar.
  • 128. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES ONTOLÓGICAS E EPISTEMOLÓGICAS• Heidegger revisou a fenomenologia para incluir a ontologia(Jones, 2001).• Apagou qualquer distinção entre o indivíduo e a experiência,interpretando eles como coexistentes (Laverty, 2003).• Nessa perspectiva, a redução fenomenológica ou “epoché” éimpossível
  • 129. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES ONTOLÓGICAS E EPISTEMOLÓGICAS• Husserl parecia ter uma necessidade profunda pela certeza,que o levava em direção de fazer da filosofia uma ciênciarigorosa.• A suspensão fenomenológica ou “epoché” é consideradauma forma de indicar rigor científico na abordagemfenomenológica (LeVasseur, 2003)
  • 130. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES ONTOLÓGICAS E EPISTEMOLÓGICAS• Apesar de Husserl não ser visto exatamente noenquadramento positivista da ontologia e epistemologia, suaeducação formal em matemática é visto como uma influênciana sua conceitualização de filosofia (Laverty, 2003).
  • 131. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES ONTOLÓGICAS E EPISTEMOLÓGICAS• Na fenomenologia hermenêutica, o pré-julgamento pode serusado positivamente como parte dos dados da experiência eajuda a estabelecer o horizonte de significado (LeVasseur,2003).• A essência do que se procura nas manifestações do fenômenonunca é totalmente apreendida, mas sua busca possibilitanovas compreensões (Garnica, 1997).
  • 132. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• O método fenomenológico não é dedutivo nem empírico(Gil, 1999).• Qualquer coisa que se apresente à consciência épotencialmente de interesse da fenomenologia, seja um objetoreal ou imaginário, empiricamente mensurável ousubjetivamente sentido (van Manen, 1990).• A experiência não é decomposta em partes, masdescrita/compreendida de forma holística.
  • 133. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• A fenomenologia ressalta a idéia de que o mundo é criado pelaconsciência, o que implica o reconhecimento da importância dosujeito no processo da construção do conhecimento (Gil,1999).
  • 134. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• A fenomenologia como um método está longe de ter umaabordagem única (LeVasseur, 2003).• É possível fazer uma distinção entre a fenomenologia (comouma descrição pura da experiência vivida) e a fenomenologiahermenêutica (como uma interpretação da experiência) (vanManen, 1990).
  • 135. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• Enquanto o foco e os resultados da pesquisa, incluindo acoleta de dados, a seleção dos sujeitos e o entendimento daexperiência vivida, pode ser similar nas duas abordagens, aposição do pesquisador, o processo de análise dos dados eas questões de rigor e credibilidade podem ter um grandecontraste (Laverty, 2003).
  • 136. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• Os seguidores rigorosos do método transcendental deHusserl insistem que a pesquisa fenomenológica é puramentedescritiva (van Manen, 1990).• A fenomenologia descritiva tem o compromisso da reduçãofenomenológica (LeVasseur, 2003);
  • 137. Epistemologia e CiênciaQUESTÕES METODOLÓGICAS• A pesquisa hermenêutica é interpretativa e preocupada como significado histórico da experiência.• O entendimento é derivado do envolvimento pessoal dopesquisador com o tema, pois o pesquisador é um “ser-no-mundo” buscando significado de suas experiências.
  • 138. Epistemologia e CiênciaO MÉTODO DE VAN MANEN• A abordagem de Van Manen (1990) éfenomenológica, hermenêutica e semiótica ouorientada pela linguagem.• A pesquisa fenomenológica interpretativa não podeser separada da prática textual (van Manen, 1990).
  • 139. Epistemologia e CiênciaO MÉTODO DE VAN MANEN• A epistemologia da experiência e percepção mudoupara a epistemologia da linguagem (van Manen,1990).• A mudança dessa epistemologia é a conscientizaçãode que a experiência vivida está imersa na linguagem.• Nós somos capazes de relembrar e refletir sobre asexperiências graças à linguagem.
  • 140. Epistemologia e CiênciaO MÉTODO DE VAN MANEN• Suspensão fenomenológica, nessa abordagem, ése tornar consciente de nossas crenças, pré-suposições, preconceitos, suposições e teoriasatravés de sua explicitação.
  • 141. Epistemologia e CiênciaO MÉTODO DE VAN MANENEstrutura de pesquisa sugerida por van Manen (1990)• Orientando-se para a natureza da experiência vivida• Investigando a experiência vivida• Refletindo sobre os significados da experiência• Descrevendo a experiência• Mantendo uma orientação para o fenômeno• Balanceando o contexto da pesquisa
  • 142. Epistemologia e CiênciaREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASDRAUCKER, C. B. The critique of Heideggerian hermeneutical nursing research. Journalof Advanced Nursing, v. 39, n. 2, 1999, pp. 360-373.FLEMING, V.; GAIDYS, U. and ROBB, Y. Hermeneutic research in nursing: developing aGadamerian-based research method. Nursing Inquiry, v. 10, n. 2, 2003, pp. 113-120.GARNICA, A. V. M. Algumas notas sobre pesquisa qualitativa e fenomenologia. Interface– Comunicação, Saúde, Educação, v. 1, n. 1, Agosto 1997, pp. 109-119.GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo : Atlas, 1999.HUGHES, J. A filosofia da pesquisa social. Rio de Janeiro : Zahr, 1980, p. 11-24.JONES, A. Absurdity and being-in-itself. The third phase of phenomenology: Jean-PaulSartre and existencial psychoanalysis. Journal of Psychiatric and Mental HealthNursing, v. 8, 2001, pp. 367-372.
  • 143. Epistemologia e CiênciaREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASLAVERTY, S. M. Hermeneutic phenomenology and phenomenology: a comparison ofhistorical and methodological considerations. International Journal of QualitativeMethods, v. 2, n. 3, September 2003, pp. 1-29.LeVASSEUR, J. J. The problem of Bracketing in Phenomenology. Qualitative HealthResearch, v. 13, n. 3, March 2003, pp. 408-420.MORGAN, G. and SMIRCICH, L. The case for qualitative research. Academy ofManagement Review, v. 5, n. 4, 1980, pp. 491-500.PADOVANI, U. A história da filosofia. 15a ed. São Paulo : Melhoramentos, 1990.VAN MANEN, M. Researching lived experience. New York : State University of New YorkPress, 1990.
  • 144. INTRODUÇÃO • CONHECIMENTO • ESTRATÉGIA DA PESQUISA • CONSIDERAÇÕES FINAISConhecimento & Estratégia da PesquisaREFERÊNCIASMAGALHÃES, Gildo. Introdução à metodologia da pesquisa: caminhos da ciência e tecnologia.1.ed. São Paulo: Ática, 2005. 263p.ASHBY, M. (2000) How to write a paper. Engineering Department, University of Cambridge, Version5, 38 p. [http://www-mech.eng.cam.ac.uk/mmd/ashby-paper.pdf]POSSAMAI, Osmar; SELIG, Paulo. TÉCNICA DE AUXÍLIO À DEFINIÇÃO DO TEMA DEDISSERTAÇÃO E TESE. Disponível em http://www.egc.ufsc.br/. Acesso em: 21 nov. 2005.Orientações do PEGC/UFSC sobre o que deve conter um projeto de tese, 2005.SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração dedissertação. 3. ed. Florianópolis: Laboatório de Ensino à distância da UFSC, 2001. 121p.PPEGC. Guia de preparação de artigos. Preparado para o Programa de Pós-graduação emEngenharia e Gestão do Conhecimento por Grupo Stela. Célula de Comunicação Científica,Célula de Documentação. Versão preliminar. 2004. 24p.SVEIBY, K. E. Gestão do conhecimento: as lições dos pioneiros, 2001. Disponível em:<http://www.intangiveis.com.br>. Acesso em: 25 out. 2001.DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam oseu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.DESCARTES, René – Discurso do método, V. XV, 1975.
  • 145. One thing I havelearned in a long life— that all ourscience, measuredagainst reality, isprimitive andchildlike.Albert Einstein
  • 146. O nosso sentimento debelo, prazeroso,agradável possui clararessonância explícitacom a métrica áurea.Outros padrões ouregularidades nos fazemperguntar como Braille aLavoisier sobre o artesãopor detrás do artesanato.
  • 147. “... Diotima: – Eu te direiSócrates, embora a explicaçãoseja longa:‘... Quando nasceuAfrodite banqueteavam-se osdeuses e entre os demais seencontravam também o filhode Prudência, Poros, (orecurso), Embriagado com onéctar adormece nos jardinsde Zeus; ... Pênia (a pobreza), amiséria ficou na porta,procurando as sobras dofestim. Barrada na entrada,por nada ter para oferecer, asem Recursos
  • 148. Pênia vê Porosadormecido, deita-seao seu lado, enlaça-oe concebe com o amor(Eros), gerandoAfrodite. Eis seunatalício : ao mesmotempo, que por suanatureza amante dobelo, porque tambémAfrodite é bela e porser filha de Poros (oRecurso) e de Pênia (apobreza, que tudofalta). ... foi essa acondição em que ficouo amor:
  • 149. Primeiramente o Amor é sempre pobre, é duro, seco,descalço e sem lar, sempre por terra e sem forro,deitando e ao desabrigo, as portas e ao caminho, tendoda natureza da mãe a falta, a carência.
  • 150. Segundo o pai, é insidioso com o que é belo e bomcorajoso, decidido e enérgico caçador terrível sempre atecer maquinações ávido de sabedoria e cheio de recursos,a filosofar por toda a vida temível mago, feiticeiro, sofista enem imortal é a sua natureza e nem mortal e no mesmo dia,ora ele germina e vive, ora morre e de novo ressuscita...
  • 151. Graças a natureza do paié que consegue sempreescapar de modo que nemempobrece o amor nemenriquece assim comoestá no meio da sabedoriae da ignorância’. ...Sócrates: ‘ – do que mediz Diotima, estouconvencido... ... Afirmoque todo homem devehonrar o amor, e que eupróprio prezo o que lhesconcerne eparticularmente cultivo eaos outros exorto e agorae sempre elogio aexcelência do amor.”
  • 152. E que a força do medo que tenhonão me impeça de ver o que anseioQue a morte de tudo o que acreditonão me tape os ouvidos e a bocaPor que metade de mim é o que eu gritomas a outra metade é silêncioQue a música que eu ouço ao longe sejalinda ainda que tristeza
  • 153. Que a mulher que eu amo seja sempreamada mesmo que distantePorque metade de mim é partidae a outra metade é saudadeQue as palavras que eu falo não sejamouvidas como prece nem repetidas comfervor, apenas respeitadas,
  • 154. Como a única coisa que resta a umhomem inundado de sentimentoPorque metade de mim é o que ouçomas a outra metade é o que caloQue essa minha vontadede ir emborase transforme na calma ena paz que eu mereço
  • 155. Que esta tensão que mecorrói por dentroseja um dia recompensadaPorque metade de mim é o que pensoe a outra metade é um vulcãoQue o medo da solidão se afasteQue o convívio comigo mesmose torne ao menos suportável
  • 156. Que o espelho reflita em meurosto um doce sorrisoQue eu me lembro de terdado na infânciaPorque metade de mim é alembrança do que fui,A outra metade eu não sei
  • 157. Que não seja preciso maisdo que uma simples alegriaPra me fazer aquietar o espíritoE que o teu silêncio me falecada vez maisPorque metade de mim é abrigomas a outra metade é cansaço
  • 158. Que a arte nos aponte uma respostamesmo que ela não saibaE que ninguém a tente complicarporque é preciso simplicidadepra fazê-la florescerPorque metade de mim éplatéiae a outra metade é canção
  • 159. E que a minha loucura sejaperdoadaPorque metade de mim é amorTAMBÉMe a outra metade
  • 160. BARBOSA, Laura Monte Serrat. 2001. O manifesto da transdisciplinaridade.Disponível em<www.psicopedagogia.pro.br/Ambito_da_Sociedade/Resenhas/Transdisciplinaridade/transdisciplinaridade.html>. Acesso em 15 nov. 2005.CAPES. Multidisciplinaridade.CHAVES, Mário M. Complexidade e transdisciplinaridade: uma abordagemmultidimensional do setor saúde. 1988. Disponível em<www.ufrrj.br/leptrans/3.pdf>. Acesso em 29 de out. 2005.KORTE, Gustavo. 2000. Introdução a metodologia Transdisciplinar. Disponível em<http://www.gustavokorte.com.br/publicacoes/Metodologia_Transdiciplinar.pdf>.Acesso em 28 nov. 2005.MAGALHÃES, Everton Moreira. Interdisciplinaridade: por uma pedagogia nãofragmentada. Disponível em <www.ichs.ufop.br/AnaisImemorial%20do%20ICHS/trab/e3_3.doc>. Acesso em 15 nov. 2005.MAHEU, Cristina d’Ávila. 2000. Interdisciplinaridade e mediação pedagógica.Disponível em < www.nuppead.unifacs.br/artigos/Interdisciplinaridade.pdf>.Acesso em 15 nov. 2005.MASETTO, Marcos Tarciso. Multi, Inter e Transdisciplinaridade. Palestra. Abeno –Camboriú, 2005.Nature Neuroscience Editorial February 2000 Volume 3 Number 2 p 97 <http://www.nature.com/neuro/>NICOLESCU, Basarab. The transdisciplinary evolution of learning. Disponível em<www.learndev.org/dl/nicolescu_f.pdf>. Acesso em 8 nov. 2005.WEILL, Peirre; D’ANBROSIO, Ubiratan; CREMA, Roberto. Rumo à novatransdisciplinaridade. São Paulo: Summus, 1993.PRINCIPAIS REFERÊNCIAIS TEÓRICOS
  • 161. REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS• ALVES, Rubem. Filosofia da Ciência –Introdução ao jogo e as suas regras. SãoPaulo : Loyola, 2005• COMTE, Augusto. Discurso sobre oespírito positivo. São Paulo : Escala, 2005• DESCARTES, René. Discurso do método.São Paulo : Escala, 2005
  • 162. OUTRAS REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS• Sítio de pesquisa sobre filosofia,epistemologia, etc.:• http://www.criticanarede.com