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Resumo Texto "Realidade de Estado e Pratica de Poder" René Dreifuss

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Resumo Texto "Realidade de Estado e Pratica de Poder" René Dreifuss

  1. 1. Universidade Federal de UberlândiaInstituto de EconomiaBacharelado em Relações InternacionaisEvolução das Ideias SociaisMarinara Moreira Oliveira RESUMO DO TEXTO “REALIDADE DE ESTADO E PRATICA DE PODER” UMA LEITURA DE MAX WEBER DO AUTOR RENÉ DREIFUSS Trabalho apresentado à disciplina Evolução das Ideias Sociais sob a orientação do professor doutor Leonardo Barbosa e Silva, como requisito parcial de avaliação. Uberlândia, Outubro de 2012
  2. 2. Biografia René Armand Dreifuss Nascido em 1945 em Montevidéu, Uruguai, naturalizou-se brasileiro, epor cerca de 30 anos viveu no país. Formou-se em história e ciência políticapela Universidade de Haifa, Israel. Obteve, na Grã-Bretanha, em 1974, semprena área da ciência política, o título de mestre na Universidade de Leeds, e o dedoutor na Universidade de Glasgow, Escócia, em 1980. Seu currículo exibeuma ampla e diversificada participação em palestras, seminários, conferências,simpósios etc., tanto no Brasil como no exterior. Poliglota (falava e escrevia emespanhol, português, inglês, francês, alemão e hebraico), publicou, em revistasbrasileiras e internacionais, várias dezenas de artigos sobre assuntos políticosnacionais e latino-americanos, Forças Armadas e sociedade e, nos últimostempos, cultivando a abordagem multidisciplinar, relações internacionais.Escreveu vários livros, sendo logo o primeiro um best-seller, que vemmerecendo sucessivas edições, 1964: A Conquista do Estado (Vozes, 1981).Seguiram-se a Internacional Capitalista (Espaço & Tempo, 1986); O Jogo daDireita na Nova República (Vozes, 1989); Política, Poder, Estado e Força -Uma Leitura de Weber (Vozes, 1993); A Época da Perplexidade (Vozes, 1996).Biografia Max Weber Max Weber (1864-1920) foi um sociólogo e economista alemão.Escreveu o livro “A ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”.Max Webernasceu em Munique. Em 1894, foi nomeado professor de economia daUniversidade de Heidelberg. Durante um tempo, entre 1900 e 1918, ficouafastado do magistério por conta de um colapso nervoso. No período que ficouafastado, colaborou em diversos jornais alemães e realizou diversas pesquisas.IV REALIDADE DE ESTADO E PRÁTICA DE PODER Entre os temas centrais da pesquisa acadêmica de Max Weberestiveram a economia e a política dos Estados nacionais da Europa Ocidental eCentral e, em especial, da Alemanha. Em manuscritos inacabados, Weberdeixou subentendida a intenção de tratar da formação do Estado e do seudesenvolvimento através da história. Entretanto, em seu trabalho como um
  3. 3. todo, ele não abordou o Estado nas dimensões teórico-conceitual, analítico-histórica e política. No pensamento weberiano, os termos “Estado” e “força” sãonoções que não podem ser separadas de outros termos, como: “dominação”,“poder” e “ação política”. René Dreifuss, autor do livro, afirma que paraentender o pensamento de Weber é preciso decodificar o sentido de suaprodução intelectual por meio de textos escritos em épocas diferentes, compreocupações distintas e sentindo amplo. Além disso, Weber usa muitostermos carregados de duplo sentido, o que exige ainda mais esforço daquelesque tentam traduzi-lo. Ou seja, não é fácil estudar Max Weber. Weber entende o Estado como um veículo de poder e o examinaatravés de três tipificações: tradicional, carismática e legal-racional. Nessesentindo, o Estado concentra a dominação, independente de quem está nopoder: príncipe, sultão, monarca, chefe militar, por exemplo. Assim como Maquiavel, Weber exclui a moralidade enquanto efeitolimitador da compreensão, concentrando-se na reflexão e análise do que“realmente é”. Dreifuss apresenta o pensamento de Weber de acordo com ainterpretação de vários estudiosos do sociólogo alemão. Outra característicaobservada durante o texto é sua tentativa do autor de dar significação a termosem alemão.POLÍTICA E DELIMITAÇÃO TERRITORIAL Segundo Weber, quando qualquer associação (sejam comunidades devilarejos, grupos corporativos, uniões profissionais, sindicatos e até familiares,por exemplo) passa a reivindicar território, elas se tornam agrupamentospolíticos. “Um dos mais importantes campos de associação compulsória é ocontrole de áreas territoriais”. P. 67 Outros estudiosos de Weber reforçam a relação “grupos – território –agrupamentos políticos”: Julien Freund – “a atividade política é caracterizada, em primeiro lugar,pelo fato de que acontece dentro de um território delimitado. Suas fronteirasnão precisam estar estritamente demarcadas; podem ser variáreis; mas sem aexistência de um território individualizando o grupo não pode haver política”.
  4. 4. Ainda segundo Freund, o grupo adota uma conduta orientada emrelação ao território, no sentido de que a atividade de todos fica condicionada àautoridade responsável pela manutenção da ordem, envolvendo o possível usoda coerção e a obrigação de defender a sua integridade como comunidade. Aomesmo tempo, os membros do grupo político são beneficiados pela vida emconjunto. A delimitação territorial tem, para Weber, relação com o conceito denação. De acordo com o sociólogo alemão, nação trata-se de um “sentimentonacional” expressado de formas diferentes por povos diferentes. SegundoWeber, nação não é a mesma coisa que povo de um Estado, ou seja, não é umconjunto de membros vivendo em um território. O termo nação é problemático,pois nem política, nem conceitualmente trata-se de um termo com significadoúnico. Está ligado à realidade emocional das pessoas.AÇÃO SOCIAL Para Weber a sociedade pode ser compreendida a partir do conjuntodas ações dos indivíduos. As normas e as regras sociais são o resultado doconjunto de ações individuais. Ação social é uma ação que é orientada pelas ações de outraspessoas. Isto é, todo comportamento cuja origem depende da reação ou daexpectativa de reação de outras partes envolvidas. Essas “outras partes”podem ser indivíduos ou grupos, próximos ou distantes, conhecidos oudesconhecidos por quem realiza a ação. A ideia central da ação social é aexistência de um sentido na ação, ou seja, algo realizado de alguém para outroalguém. É uma atitude sobre a qual recai o desejo de relacionamento. É impossível diferenciar claramente o que pode ser ou não consideradaação social. Ações Tradicionais: são ações realizadas devido a um costume ou aum hábito enraizado. Podem se tornar parte da cultura de um povo. Como: tiraro chapéu na hora das refeições, fazer o sinal da cruz ao passar por uma igreja,etc. Ações Afetivas: podem ser chamadas de ações emocionais. São açõestomadas devido às emoções do indivíduo, para expressar sentimentospessoais. Por exemplo, comemorar uma vitória, chorar em um funeral, etc.
  5. 5. Ações Instrumentais: também conhecida com ação por fins. Sãoatitudes cujo planejamento é orientado pelos resultados que serão alcançadoscom sua realização. A ação é planejada previamente e executada depois deavaliadas as suas consequências. Um exemplo seriam as transaçõesbancárias. Ações Racionais: também pode ser chamada de racionais por valores.São ações realizadas de acordo com os princípios do indivíduo, ou seja,determinadas pela crença consciente num valor considerado importante. Essa classificação baseia-se em modelos idealizados, cujos exemplospuros raramente podem ser encontrados na sociedade. Muitas vezes sãovários os motivos de uma ação, o que cria a possibilidade de ela ser incluídaem mais de um tipo. Exemplo: professor em sala de aula.POLÍTICA E DELIMITAÇÃO SOCIAL “Uma sociedade, para Weber, é uma relação social onde a atitude naação social se inspira numa compensação de interesses por motivos racionais.As sociedades, no final das contas, são, meros compromissos de interessesem luta”. P. 69 Sociedade está ligada a Ações Sociais por Fins e Racionais. Luta econflito são inerentes à sociedade. Por outro lado, uma comunidade é umarelação social onde a ação social se inspira na vontade de cada participante deconstituir um todo. “A ação comunal se refere àquela ação que é orientada pelosentimento dos atores, de que eles pertencem a um conjunto”. P. 69Comunidade está ligada a Ações Sociais Afetivas e Tradicionais. Capacidadede poder fazer: possibilidade de impor a própria vontade, numa relação social. Potencialidade de poder impor: probabilidade de um comando serobedecido por um dado grupo de pessoas. Weber, portanto, empresta àpolítica mais dois significados: a política como questão do poder e a política dadominação.PODER E DOMINAÇÃO A força é mais coercitiva e o poder é mais genérico e mais vasto. NoBrasil atual, o poder é referido como local. O poder é traduzido comocapacidade determinada, estipulada sociopoliticamente e condicionada
  6. 6. culturalmente. Poder para Weber: “A probabilidade de um ator situado dentrode uma relação social estar numa posição que lhe permita realizar sua própriavontade apesar de encontrar resistência”. Guerra para Clausewitz: “Ato de violência ou força física que tencionaobrigar o oponente a realizar o desejo de quem compele”. Herrshaft –dominação ou institucionalidade e instituição do senhor – é um termo alemãode difícil interpretação por sua polissemia. Herrshaft influencia nas relaçõesmilitares , econômicas, sociais e culturais. Para Weber, Herrshaft é a “probabilidade de que um comando com umconteúdo específico dado será obedecido por um grupo de pessoas”, “um ato,uma capacidade, uma vontade – um poder autoritário de comando”. Todarelação política é uma relação de comando e obediência. Weber indaga:Quando e porque os homens obedecem? Na realidade a obediência édeterminada por motivos altamente robustos de medo e esperança, alem disso,por interesses os mais variados. (Weber apud Dreifuss, 1993)PODER E LEGITIMAÇÃO Há três tipos “puros”,”ideais” de instrumentos que aproximam alegitimação da realidade: o tradicional, o carismático e o racional-legal. Estesnão são encontrados puros na sociedade e se tornam um problema da ciênciapolítica. Segundo weber para haver organização de um grupo,tem que haverautoridade. “Esta é uma característica somente do estado moderno e não dapolítica geral, já que os grupos políticos existiram em qualquer administraçãoestabelecida ou onde as funções políticas foram desempenhadas por escravosou indivíduos pessoalmente ligados ao sobano”(Weber apud Dreifuss, 1993).PODER E POLÍTICA Dentro desse contexto, com base na questão do poder, a política vaiganhar mais um significado- esforçar-se, almejar ou lutar para compartilharpoder (Dreifuss p. 74, 1993). Ou seja, esforçar para influenciar a distribuição depoder entre estados ou entre grupos dentro de estado. A relação de poder quevisa a manutenção da lei e da ordem no país, consiste no “elemento político”.Então se existe há uma lei, existe dominação e se existe dominação existepoder. O quadro coativo para weber, garante ao Estado o monopólio da
  7. 7. violência e é decisivo para a existência do direito. Apesar disso não classificacomo direito, uma ordem que apenas estará assegurada pela expectativa dereprovação e represálias. Afirma que a lei e a ordem não são, apenas vontadee desígnio de dominação e que sociedade esta acostumada com a segurança,o que é uma feição política, que faz influencia a direção da burocratização. . Todo o curso das políticas internas do estado – justiça e administração-é regulada pelo inevitável pragmatismo das razões de estado. “deves ajudar odireito a triunfar pelo uso da força, pois se assim não for , também serásresponsável pela injustiça”. Quando esse fator esta ausente, o estado tambémestá; A força e a ameaça da força, depende das relações de poder e não dodireito ético. Distribuição do poder ocorre quando há criação forçada de umaformação inteiramente nova de autoridade Na França, a maquina do poder permaneceu essencialmente a mesma.Essa maquina faz com que a revolução seja tecnicamente impossível,especialmente quando o aparelho controla os meios de comunicação etambém em virtude de sua estrutura interna racionalizada. A França, aindademonstrou que esse processo substitui a revolução por golpes de estado.Comando e obediência (minoria impõe sobre a maioria)e esta impõe os seusinteresses e não o interesse da maioria.PODER E SIGILO Na medida que o aparato de dominaçao e bem sucedido ao assegurara sua continuidade tera que ter sigilo. Tendência de existir segredos em certoscampos é chamado de natureza material. Segredo é encontrado em toda parteonde os interesses de poder da estrutura de dominação em relação ao exterior.(diplomacia e militar). O segredismo para weber é a condição indispensável atoda atividade política coerente e efetiva. Não é possível uma dominação quenão permaneça secreta em alguns pontos essenciais.DOMINAÇÃO E ORGANIZAÇÃO Para Weber a dominação organizada requer uma administraçãocontínua, para que a conduta humana seja condicionada à obediência paracom eles senhores que reivindicavam ser os portadores de poder legítimo entre
  8. 8. os quais: Associação Hierocrática (que emprega coerção psíquica através dadistribuição ou negação de benefícios religiosos), Articulação associativa oudominação política (quando a ordem é assegurada e realizada de formacontinua dentro de um território, dado ou conquistado por ameaça e uso deforça por meio do quadro admistrativo). Weber completa com outra reflexão: o uso da força física não serianem o único nem o mais usual método de administrar a estrutura dedominação, mas pelo contrário de acordo com o autor: seus detentores têmempregado todos os meios para realizar seus objetivos. O aparelho de Estado Burocrático e o “homo politicus” racionalintegrado ao Estado cumprem suas funções de forma ideal e desejável masnão descartam a ameaça ou a violência. Esses meios podem ser exercidos pormeio do seu instrumental civil ( legal-policial) e por meio do instrumentalmilitar (exercito e milícia). “Na nossa terminologia, é somente esse recurso àviolência que constitui uma associação política.” (Weber apud Dreifuss, 1993)DOMINAÇÃO E MONOPOLIO DA FORÇA Há uma outra maneira capaz de caracterizar a instituição ouassociação de dominação, que é pelo agrupamento político reivindicando que aautoridade da sua estrutura administrativa e executiva seja reconhecida dentrodo território dado e para o conjunto da estrutura societária. Contudo, a associação de dominação que possui esta designação nãoadmite de forma alguma, a concorrência e o antagonismo em um determinadoterritório e em uma configuração social.DOMINAÇÃO E AÇÃO POLÍTICA A política para Weber também significa “o processo queincessantemente almeja formar, desenvolver, obstruir, deslocar ou revirar asrelações de dominação. E, Freund diria: “A dominação é a expressão prática eempírica de poder”. Sobre o texto weberiano Freund observa uma outra questão: “ Adominação é essencial ao fenômeno político e o grupo político é basicamente,um grupo exercendo dominação. A ação política pode, consequentemente, serdefinida como a atividade que pretende o direito de dominação, em nome da
  9. 9. autoridade estabelecida em um território, com a possibilidade de usar a forçaou a violência em caso de necessidade, seja para manter a ordem interna e asvantagens que dela decorrem, ou para defender a comunidade contra aameaça externa. (Dreifuss, 1993) A força e a violência são fundamentais na percepção que Weber temde diversas situações. Embora saliente que o uso de força é oposto, reconheceque todo tipo de ação mesmo quando há violência, pode ser orientadoeconomicamente. Contudo, Weber define a dominação política como “um poder quealcança alhures e que é, em princípio, distinto de autoridade doméstica.FORÇA E POLÍTICA Weber se refere à política como envolvendo eventos que expressam,sustentam ou modificam relações de dominação estabelecidas, desejadas ourejeitadas. Qualifica-se como político tudo o que tem a ver com a preservação,incentivo, alteração e subversão das relações de dominação no âmbito dasorganizações, associações e articulados políticas diversas. Mas Weber abstraio exercício da dominação de qualquer finalidade por ela servida.POLÍTICA, VIOLÊNCIA E ESTADO Weber também define a política como “a influente liderança de umaassociação política, o que seria um Estado”. Uma associação políticacompulsória ou instituição política de atividade ou organização contínua seráchamada de “Estado”. Tanto a territorialidade quanto a organização continuada capacidade de exercer força física ou coerção são elementos constitutivosda dominação. Se não existissem instituições sociais que conhecessem o uso daviolência então o conceito de „Estado‟ seria eliminado. A força certamente nãoé o único nem é o meio normal do Estado mas é um meio especifico do Estado.CARACTERIZAÇÃO DO ESTADO “A característica do Estado moderno é a de ser um sistema deadministração e de lei modificável por legislação”(Gesetz). E a naturezamonopolística da dominação do Estado se dá através da força. Weber não
  10. 10. considera possível definir uma associação ou instituição política em termos doobjetivo a que sua ação de dominação esteja destinada. “O moderno Estado éuma associação compulsória, que organiza a dominação” (Dreifuss p.88,1993). É de natureza do Estado salva, guardar ou modificar a distribuiçãointerna e externa de poder. E o uso essencial da violência está em poder doEstado. Weber considera que, em ultima instância pode-se definirsociologicamente o Estado moderno somente em termos de seus meiosespecíficos e peculiares, característicos das associações políticas, isto é, o usoda força física. A caracterização do Estado se dá pela sua aplicação, a qual éassegurada pela ameaça ou emprego da força. Weber vai usar o termo Estado, para designar um empreendimentoinstitucional de caráter político, quando for capaz de ter o monopólio legitimo douso da força para se impor diante . E ainda afirma que Estado funciona comoum organizador, quanto a própria organização de dominação O Estado é uma relação de homens dominando homens, sustenta pelaviolência legitima. E que a territorialidade é uma característica essencial doEstado. E este (Estado) é uma organização continua que por um processohistórico especifico de cada cultura, passa a centralizar os meios dedominação. Em resumo o Estado para Weber é uma Organização continua dadominação através de diversos meios, com base historica na força e usolegitimo e exclusivo da força em um determinado territorio.ReferenciasDREIFUSS, René. Política, Poder, Estado e Força - uma leitura de Weber. Petrópolis,Vozes, 1993. Cap. IV.MAX WEBER, Sociólogo e Economista. Disponível em: < http://www.e-biografias.net/max_weber/> Acesso em: 19/10/2012SCIELO BRASIL, René Armand Dreifuss. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582003000100006> Acessoem: 19/10/12

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