Sexualidade e Gênero
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Sexualidade e Gênero Presentation Transcript

  • 1. Gênero e Sexualidade
  • 2. Generalidades
    • A concepção geral da humanidade tem como associação a determinação do sexo com o corpo físico. Mas como sempre há particularidades em regras gerais, existem indivíduos que não se identificam com seu corpo, e tendem a querer fazer certas modificações para “consertar” o que a natureza teria se enganado em fazer.
  • 3. Generalidades
    • Têm-se notícias de inúmeros casos pelo mundo, e com o avançar de novas teorias, as pessoas enxergam de modo mais aceitável esse novo ponto de vista, mesmo com todas as conseqüências geradas por tais medidas.
  • 4. Diferenças
    • A diferença entre os gêneros é discutida por muitos pensadores e possui diversas teorias, mas a princípio, a seguinte definição é fixada: têm-se “sexo” como as diferenças anatômicas e fisiológicas que definem os corpos masculinos e femininos. “Gênero”, em contrapartida, diz respeito às diferenças psicológicas, sociais e culturais entre homens e mulheres.
  • 5. Influência Biológica
    • As principais teorias tentam explicar a formação do gênero de um indivíduo através dos estímulos do ambiente que o cerca. Temos algumas teorias como o gênero explicado através da biologia, onde o como o comportamento masculino e feminino é mapeado e justificado por hormônios presentes ou ausentes, predisposição a determinadas atividades e inaptidão a outras, buscando também, mostrar a semelhança na vida animal para o comportamento humano.
  • 6. Identidade do Gênero
    • Mas existem duas teorias que são capitais para explicar a formação das identidades de gênero, que dão enfoque na dinâmica emocional entre crianças e seus responsáveis. Definem que a fase crucial para a formação dos gêneros é dada de maneira inconsciente nos primeiros anos de vida, em contrapartida da teoria anterior.
  • 7. Identidade do Gênero - Freudiana
    • Uma delas é a teoria freudiana, que talvez seja a mais influente – e controversa – da formação da identidade do gênero. Nela temos que o aprendizado das diferenças de gênero em bebês e crianças está centrado na presença ou na ausência do pênis. Ele estabelece uma série de premissas relacionadas a isso, onde a identidade masculina vê o pai como rival inconsciente pela disputa do afeto da mãe, e a identidade feminina identifica-se com a mãe, e supostamente sentem inveja de não possuir um pênis e se colocam em segundo lugar.
  • 8. Identidade do Gênero - Chodorow
    • A outra, desenvolvida por Nancy Chodorow, argumenta que aprender a se sentir como homem ou mulher surge da ligação da criança com seus pais desde cedo. Tem seu foco voltado para a mãe, ao contrário da freudiana que foca no pai, onde a criança tem uma ligação emocional muito forte e a maneira de como essa ligação é quebrada, define o gênero, uma vez que a ruptura ocorre de maneira diferente para meninos e meninas. Ela afirma que as meninas tendem a se manter próximas da mãe e os meninos adquirem um senso de si mesmos, por meio de uma rejeição mais radical de sua proximidade original com a mãe.
  • 9. Feminilidades, masculinidades e relações de gênero
    • Os homens e a masculinidade eram considerados noções claras e não problemáticas.
    • Ao final da década de 80 dedicou-se maior atenção aos estudos críticos sobre o homem e a masculinidade.
  • 10. R.W. Connell: a ordem do gênero
    • Connell integrou os conceitos de patriarcado e masculinidade em uma teoria abrangente das relações do gênero.
    • Connell preocupava-se em como o poder social detido pelos homens cria e sustenta a desigualdade de gênero.
  • 11. R.W. Connell: a ordem do gênero
    • Segundo Connell, as relações de gênero são o produto de interações sociais e práticas cotidianas.
    • Vários tipos de masculinidade e feminilidade estão ordenados em torno de uma permissa central: o domínio dos homens sobre as mulheres.
  • 12. R.W. Connell: a ordem do gênero
    • Três aspectos da sociedade interagem para formar uma ordem de gênero . São eles:
    • O trabalho , relativo à divisão sexual do trabalho.
    • O Poder , que opera através de relações sociais como autoridade e violência.
    • A cathexis , que trata das relações íntimas, emocionais e pessoais.
  • 13. A hierarquia do gênero
    • Connel acredita que há muitas expressões diferentes de masculinidade e feminilidade. No nível da sociedade, essas versões estão ordenadas numa hierarquia que está orientada em torno da dominação do homem sobre a mulher.
    • A masculinidade hegemônica é dominante sobre todas as outras masculinidades e feminilidades.
  • 14. Mudança na ordem do gênero: tendências de crise
    • Sexo e gênero são socialmente constituídos. Logo, uma pessoa pode mudar suas orientações de gênero.
    • Estas mudanças estão cada vez mais comuns, e são consideradas indícios de uma tendência a “crise de gêneros”.
  • 15. Mudança na ordem do gênero: tendências de crise
    • Essas tendências a crise se apresentam em três formas:
    • Crise de institucionalização . O homem vem perdendo força nas instituições que sustentaram seu poder, a família e o Estado.
    • Crise da sexualidade . A heterossexualidade hegemônica é menos dominante do que antes.
    • Crise da formação de interesse . Novos fundamentos em prol dos interesses sociais contradizem a ordem de gênero existente.
  • 16. Masculinidades em transformação
    • As noções tradicionais de masculinidade estão sendo destruídas por uma combinação de influências, como crises no mercado de trabalho e altas taxas de divórcio.
  • 17. Masculinidades em transformação
    • A idéia de masculinidade está intimamente ligada a função de “provedor” exercida pelo homem. No entanto, o longo desemprego vem minando esse ideal.
    • Este ideal de prover o sustento da família também vem sendo abalado pela violência , uma vez que jovens imersos no crime não vêem no seu futuro a formação de uma família.
  • 18. Masculinidades em transformação
    • Assim como na família, o papel dos homens na comunidade também vem sendo diluído , originando frustrações .
    • O surgimento do novo homem , gentil e sensível, se opõe aos ideais tradicionalmente associados a masculinidade.
    X
  • 19.
    • Mudanças dramáticas
    • Cada indivíduo pode explorar e moldar
    • Não está mais ligada ao processo de reprodução
    • Não está mais ligada aos termos ‘heterossexualidade’ e ‘monogamia’
  • 20.
    • Campo desafiante para os sociólogos estudarem
    • A anatomia feminina difere da masculina
    • Necessidade biológica de se reproduzir
    • Os homens tendem a ser sexualmente mais promíscuos que as mulheres
    • A infidelidade feminina é comum
  • 21.
    • Comparação entre o comportamento sexual humano e o animal
    • O comportamento sexual humano é cheio de significado
    • A atividade sexual não é biológica, é simbólica
  • 22.
    • A maioria das pessoas é heterossexual
    • A heterossexualidade é o fundamento do casamento e da família
    • Há muitos gostos e inclinações sexuais minoritários
    • Judith Lorder(1994) distingue até dez diferentes identidades sexuais:
    • a mulher heterossexual, o homem heterossexual;
    • a mulher lésbica, o homem gay;
    • a mulher bissexual, o homem bissexual;
    • a mulher travesti (mulher que se veste como homem), o homem travesti ( homem que se veste como mulher);
    • a mulher transexual (um homem que se torna mulher) e o homem transexual ( uma mulher que se torna homem).
  • 23.
    • As práticas sexuais são muito mais diversas
    • Freud denominou como ‘polimorfologicamente perversos’
    • Grande variedade de gostos sexuais
    • As sociedades apresentam normas sexuais
    • A homossexualidade vai contra essas normas
  • 24.
    • Clellan Ford e Frank Beach (1951) fizeram um estudo
    • Encontraram uma variedade impressionante no comportamento sexual ‘natural’ e nas normas de atração sexual
    • Alguns paramentos têm significados distintos em determinadas culturas
  • 25.
    • O comportamento sexual foram moldadas pelo cristianismo
    • Todo comportamento sexual é suspeito, exceto para a reprodução
    • No século XIX, as pressuposições religiosas foram substituídas pelas suposições médicas
    • No período vitoriano, a hipocrisia sexual se expandiu
    • A prostituição era muito comum e muitas vezes abertamente tolerada
  • 26.
    • Alfred Kinsey, nas décadas de 40 e 50, investigou sobre comportamento sexual, nos EUA
    • Enfrentou condenação de organizações religiosas, e sua obra foi denunciada como imoral nos jornais e no Congresso.
    • Os resultados revelavam uma grande diferença entre as expectativas do público ao comportamento sexual predominante
  • 27.  
  • 28.
    • Surge em 1960 os estilos de vida hippie
    • Quebraram com as normas sexuais existentes
    • Pregaram a liberdade sexual
    • Invenção da pílula anticoncepcional
    • Prazer e Reprodução foram nitidamente separados.
    • Pressão das mulheres por maior independência em relação aos valores sexuais masculinos
  • 29.
    • Sua pesquisa teve os seguintes resultados:
    • A atividade sexual estava começando mais cedo;
    • As práticas sexuais dos adolescentes estavam tão variadas quanto dos adultos;
    • As mulheres passaram a esperar e ativamente perseguir o prazer sexual nas relações;
    • Os homens se sentiam inadequados e com medo de não conseguir satisfazer as mulheres.
    • Lillian Rubin queria descobrir que mudanças haviam ocorrido no comportamento sexual
  • 30. Homossexualismo Orientação das atividades sexuais ou dos sentimentos em relação a outras pessoas do mesmo sexo.
  • 31. Homossexualismo
    • Cultura não-ocidental
    • Mundo ocidental
    • A sodomia
    • O termo “homossexualismo”
  • 32. Homossexualismo – Primeiros Passos
    • Aberração sexual
    • Distúrbio psiquiátrico ou um pecado religioso?
    • Homossexuais, pedófilos, travestis…
    • Patologia Biológica
  • 33.
    • Pena de morte- séc XVII e XIX
    • Atividade Criminal
    Homossexualismo – Primeiros Passos
  • 34. Homossexualismo – Rápido Progresso
    • Publicação do relatório Kinsey
    • Predominância dos homossexuais
    • Falsa crença dos distúrbios Psiquiátricos
    • Revolta de Stonewall
    • Liberação Gay
    • Epidemia de AIDS
    • Imprensa
  • 35. Homossexualismo – Na cultura Ocidental Moderna
    • 4 tipos de Homossexualismo:
      • Casual
      • Atividades Situadas
      • Personalizada
      • Estilo de Vida
  • 36. Homossexualismo – Na cultura Ocidental Moderna
    • Comunidades Gays
    • Experiências homossexuais X Estilo de vida gay
  • 37. Milk – A voz da Igualdade
  • 38. Lesbianismo
    • Menor atenção
    • Menos Organizados
    • Proporção menor de relações casuais
    • Feminismo
    • Liberação gay X Feministas radicais X lesbianismo
  • 39. Homossexualismo – Intolerância e AIDS
    • Heterossexismo e Homofobia
    • “ Fugas” dos homossexuais à respeito as suas imagens
      • Efeminação Ultrajante
      • Imagem de “machão”
    • A AIDS como um desafio à heterossexualidade
    • Discussão pública, campanhas dos governos e da mídia
    • AIDS: Ameaça à legitimidade das idéias tradicionais
  • 40. Homossexualismo – Reconhecimento Legal
    • Legislação para a proteção dos direitos legais
    • África do Sul, Dinamarca, Noruega e a Suécia.
    • Reconhecimento às relações – Cidades na Holanda, França e Bélgica, assim como Havaí e Vermont.
    • O casamento – status, direitos e obrigações
    • Reconhecido pelo Estado
    Ser normal!
  • 41. Prostituição- A indústria
    • Prostituição infantil
      • Leis contra o trabalho infantil
      • “ As fugitivas”
      • “ As erradias”
      • “ As rejeitadas”
  • 42. Prostituição- A indústria: O Extremo Oriente
    • Turismo Sexual
    • Protestos públicos
    • Origem do turismo sexual
    • Relatório da OMT – setor industrial desenvolvido
    • Caráter internacionalizado
    • Desemprego e população “excedente” de mulheres
    • Exôdo Rural
  • 43. Prostituição- Algumas consequências
    • Não há estrutura legal ou politicas sociais
    • Difusão da AIDS – DST
    • Sempre associada à violência e exploração
    • Tráfigo de drogas
  • 44. Prostituição- Suas raizes
    • Fenômeno Persistente
    • Não há fator singular
    • Tendência masculina à tratar mulheres como objetos
    • Desigualdade de poder entre homens e mulheres
    • Preenchimento das necessidades sexuais