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Pensando na vida/ Pensando nella vita (Bilingue)
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Pensando na vida/ Pensando nella vita (Bilingue)

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Este livro não tem nenhuma pretensão, a não ser aquela de reunir alguns pensamentos, idéais e reflexões que fiz (e sigo fazendo) em muitos momentos da minha vida. São artigos, pensamentos, textos que …

Este livro não tem nenhuma pretensão, a não ser aquela de reunir alguns pensamentos, idéais e reflexões que fiz (e sigo fazendo) em muitos momentos da minha vida. São artigos, pensamentos, textos que parecem mágicos e outros que parecem sem sentido. Alguns de fácil entendimento; outros, peço que sejam lidos, mais do que com a razão, com o coração. Porque muito daquilo que eu escrevo, não é para ser compreendido com os sentidos da razão, mas é para ser sentido com o coração.

Questo libro non ha alcuna pretesa, se non quella di raccogliere alcuni pensieri, idee e riflessioni che ho fatto (e continuo a fare) molte volte nella mia vita. Sono articoli, pensieri, testi che sembrano magici e altri che sembrano privi di senso. Alcuni facile da capire, altri, vi chiedo che siano letti col cuore, piuttosto che con la ragione. Perché molto di ciò che scrivo, non è da intendersi nel senso della ragione, ma deve essere sentito col cuore.

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  • 1. MARIAN DE PENSANDO NA VIDA PENSANDO NELLA VITA SOUZA REFLEXOES E PENSAMENTOS DE UM ESPIRITO CURIOSO RIFLESSIONI E PENSIERI DI UNO SPIRITO CURIOSO Marian de Souza
  • 2. [Digitare il testo] Apresentação Este livro não tem nenhuma pretensão, a não ser aquela de reunir alguns pensamentos, idéais e reflexões que fiz (e sigo fazendo) em muitos momentos da minha vida. São artigos, pensamentos, textos que parecem mágicos e outros que parecem sem sentido. Alguns de fácil entendimento; outros, peço que sejam lidos, mais do que com a razão, com o coração. Porque muito daquilo que eu escrevo, não é para ser compreendido com os sentidos da razão, mas é para ser sentido com o coração. Tentei seguir uma ordem, uma lógica, embora eu poderia ter organizado os textos em um modo completamente diferente. O objetivo principal deste livro é o de ser algo novo, diferente e, acima de tudo, prazeroso. Então, aqui vocês encontrarão textos escritos em épocas diversas, sobre temas diversos e, de um modo ou outro, sempre com muito de pessoal. 2
  • 3. [Digitare il testo] Presentazione Questo libro non ha alcuna pretesa, se non quella di raccogliere alcuni pensieri, idee e riflessioni che ho fatto (e continuo a fare) molte volte nella mia vita. Sono articoli, pensieri, testi che sembrano magici e altri che sembrano privi di senso. Alcuni facile da capire, altri, vi chiedo che siano letti col cuore, piuttosto che con la ragione. Perché molto di ciò che scrivo, non è da intendersi nel senso della ragione, ma deve essere sentito col cuore. Ho cercato di seguire un ordine, una logica, anche se avrei potuto organizzare i testi in un modo completamente diverso. Lo scopo principale di questo libro è di essere qualcosa di nuovo, di diverso e, soprattutto, divertente. Qui potrete, quindi, trovare testi scritti in tempi diversi, su argomenti diversi, e in un modo o in un altro, sempre con un tanto di personale. 3
  • 4. [Digitare il testo] PARTE I ................................................................................................ 8 Momentos de reflexão/Momenti di riflessione ............................. 8 Mulher moderna, stress. Tema sempre atual/ Donna moderna, stress. Tema sempre attuale ...................................................... 8 O Stress da Mulher Moderna ................................................. 8 Lo Stress della Donna Moderna............................................ 13 Sem assunto, ou: refletindo/ Sensa argomento, oppure: riflettendo ................................................................................. 18 Sobre os sentidos das palavras. A psicologia, a física, a espiritualidade. ..................................................................... 18 Sul senso delle parole. La psicologia, la fisica, la spiritualità.19 Sobre o tempo ...................................................................... 22 Riguardo al tempo ................................................................ 25 Visões: cérebro ou espiritualidade? ..................................... 29 Visioni: cervello o spiritualità?............................................. 30 Das oportunidades ............................................................... 32 Delle opportunità ................................................................. 32 Oportunidades I .................................................................... 32 Le Opportunità I ........................................................................ 33 Vontade de escrever. Um pouco sobre espiritualidade. ..... 33 Voglia di scrivere. Un po’ riguardo alla spiritualità.............. 34 Sono, sonho .......................................................................... 36 Sonno, sogno ........................................................................ 36 Família .................................................................................. 36 4
  • 5. [Digitare il testo] Famiglia................................................................................. 37 Da felicidade ......................................................................... 37 Della felicità .......................................................................... 38 Da importância do outro ...................................................... 38 Dell’importanza dell’altro ..................................................... 40 Refletindo sobre a busca (e o encontro) da metade da alma.42 Riflettendo circa la ricerca (e l’incontro) della metà dell’anima. .............................................................................................. 43 Comer rezar amar. Ainda refletindo ..................................... 45 Mangia prega ama. Riflettendo ancora ............................... 48 O mar. (Um agosto em Celle Ligure) .................................... 49 Il mare. (Un agosto a Celle Ligure)........................................ 52 Cidade fantasiada ................................................................. 56 Città travestita ...................................................................... 56 Sobre a neve ......................................................................... 57 A rispetto della neve............................................................. 59 Sobre riscos e coragem/ Su rischi e coraggio ........................... 63 Não ter medo ! ..................................................................... 63 Non avere paura! .................................................................. 64 Sobre Envelhecer… ............................................................... 65 Rispetto all’invecchiamento ................................................. 71 Tomando um chima e refletindo .......................................... 78 Riflettendo mentre bevo un “chima” ................................... 81 Quando somos crianças, as coisas são tão mais simples! .... 85 5
  • 6. [Digitare il testo] Quando si è bambino, le cose sono così semplici! ............... 90 Tragédias, perdas, mortes precoces. Refletindo. ................. 95 Tragedie, perdite, morte premature. Riflettendo. ............... 98 PARTE II ........................................................................................... 103 Mudanças/ Cambiamenti ........................................................... 103 Mudanças. .......................................................................... 103 Cambiamenti ...................................................................... 106 Mudanças, novos ciclos. ..................................................... 108 Cambiamenti, nuovi cicli.................................................... 109 Mudanças I ......................................................................... 110 Cambiamenti I .................................................................... 111 Ainda mudanças. … refletindo com trechos de Clarice Lispector ............................................................................. 113 Ancora cambiamenti: riflettendo con frammenti di Clarice Lispector ............................................................................. 116 PARTE III.......................................................................................... 120 A Psicooncologia, a Psicossomática, os Cuidados Paliativos/ La Psiconcologia, la Psicosomatica, le Cure Palliative ..................... 120 A vida .................................................................................. 120 La vita.................................................................................. 122 Dor. Reflexão depois de uma aula sobre o tema “dor”, desenvolvida no Master de Cure Palliative al Termine della Vita (Cuidados Paliativos no final da vida), em Milão. ....... 123 Dolore. Riflessione dopo una lezione sul tema “dolore”, svolta al Master di Cure Palliative al Termine della Vita, a Milano125 6
  • 7. [Digitare il testo] Laringectomia e Espiritismo ............................................... 128 Laringectomia e Spiritismo ................................................. 131 Ele está com câncer!! ......................................................... 134 Egli ha il cancro! .................................................................. 138 O que é pior: ter câncer ou descobrir que alguém que amamos tem câncer? ......................................................... 141 Cos’è peggiore: avere il cancro o scoprire che qualcuno a cui amiamo ha il cancro?.......................................................... 145 Falando sobre perdas ......................................................... 149 Parlando di perdite ............................................................. 155 O Medo do Câncer e sua relação com os Aspectos Culturais ............................................................................................ 163 La paura del cancro e la sua relazione con gli aspetti culturali ............................................................................................ 166 Xiii, ele perdeu o apetite! E agora? ................................... 170 Xii, lui ha perso l’appetito! E ora?....................................... 175 Psicooncologia: uma vertente da Psicossomática .............. 181 Psiconcologia: un vertice della Psicosomatica ................... 185 Agradecimentos.............................................................................. 190 Ringraziamenti ................................................................................ 191 7
  • 8. [Digitare il testo] PARTE I Momentos de reflexão/Momenti di riflessione Mulher moderna, stress. Tema sempre atual/ Donna moderna, stress. Tema sempre attuale O Stress da Mulher Moderna Revolução feminina. Mulheres lutando por igualdade, conquistando espaços, cargos, direitos. Igualdade? Impossível. Pois, por mais que tentássemos parecermos iguais, não podíamos deixar de lado um fator fundamental: não somos homens, jamais seremos. Somos, sim, mulheres. Não podemos negar as inúmeras conquistas que tivemos com o passar dos anos. Deixamos de ser “apenas” mulheres submissas, cujo “único” dever era servir, servir, servir. Aos pais, ao marido, aos filhos. O dever era de ser prendada, bem-dotada, educada. Era ser obediente, submissa, vivendo sempre à sombra, embora buscando, timidamente, um lugar ao sol. Mas, como seres humanos, isto não nos bastava. Queríamos mais. Queríamos provar ao mundo, e a nós mesmas, que éramos muito mais do que isto. Que tínhamos força, inteligência, desejos. Que podíamos ser independentes, ter posições 8
  • 9. [Digitare il testo] de destaque. Ser chefes de família, empresárias, políticas, enfim. E conseguimos, mas a que preço? Tal qual os homens, nos tornamos trabalhadoras “workacholics”, executivas, empresárias, empregadas, profissionais liberais. Ou seja, ficamos “quase” como eles. Porém, não esquecemos de nossas “outras” tarefas. Cada uma de nós é, acima de tudo, MULHER. Que sofre cobranças sempre. Da sociedade, dos outros, de nós mesmas. Afinal, executiva, empresária, profissional liberal. Isto não nos basta. Precisamos de algo mais. E, juntamente com estes cargos, ainda somos companheiras, esposas, mães, donas-de-casa. Por isto o comentário: “Nos igualamos aos homens?” De certo modo sim, mas a custo do que? Bem, acredito que, na verdade, de uma maneira ou outra, os ultrapassamos. A “carga” de trabalho é imensa. Jornada dupla, tripla. O tempo voa, 24hs é pouco para “dar conta” de todos os papéis que assumimos no momento em que fizemos esta escolha. Escolha por um lugar maior ao sol. Somos mulheres modernas. Nos fizemos assim, o mundo nos fez assim. Repletas de atividades, sempre correndo, ás vezes temos a impressão de que até os momentos de lazer tornam-se algo rígido, obrigatório e chato. Como se para viver, para sobre-viver, fosse necessário, com o perdão da palavra, nos “entupirmos” de coisas e mais coisas, tarefas e mais tarefas. E tudo isto para quê? 9
  • 10. [Digitare il testo] Percebe-se que o grau de stress das mulheres, nos dias de hoje, é bastante elevado. Stress que é desencadeado pelo dia-a-dia, pela maneira de viver a vida, pelo modo como a encaramos. Stress físico, orgânico, com sintomas como alteração do apetite, do sono, gastrites, dores de cabeça, viroses, gripes, taquicardia, doenças oportunistas e, às vezes, até problemas de saúde mais graves, como enfarte, câncer, etc; e stress emocional, com sensações de esgotamento, tristeza, ansiedade, depressão, pânico, impaciência, etc. Talvez esta necessidade de nos “sobrecarregarmos” desta maneira seja uma forma que encontramos para nos defendermos, nos protegermos. De nós mesmas. Pois assim, tão cheias de tarefas, não nos sobra tempo para pensar. Para refletirmos sobre as coisas, para olharmos para dentro de nós e nos conhecermos realmente. Com nossos sonhos, desejos, sentimentos, re-sentimento. Com nossas alegrias, mas também nossas tristezas, mágoas, raivas. Porém, este não parecer se um bom método de proteção. Afinal, o corpo manda seu recado. O que não está bom, de uma forma ou outra, sai. Não há como impedir. Sendo assim, qual seria a solução? Abandonar tudo, e ir para um retiro de monges? Jogar tudo para o alto? Pedir demissão da árdua tarefa de ser três em uma? Bem, creio que nada tão radical assim. 10
  • 11. [Digitare il testo] Talvez o primeiro passo seja reconhecermos que não somos super mulheres. Ao menos não no sentido literal do termo. Somos super sim, somos únicas e muito, muito especiais. Justamente por termos falhas, sentimentos, por sermos “humanas” no mais belo sentido da palavra. Mulher Maravilha, só aquela das histórias. E, cá entre nós, é bem melhor que seja assim. O que precisamos, não é deixarmos o trabalho, sermos menos mães, nem nos rebelarmos contra o mundo, contra o sistema. É, sim, termos um tempo para nós. E que cada uma possa organizar seu dia-a-dia, sua rotina, de modo que tenha “sempre” um tempinho para si. Para VIVER no mais completo sentido, para fazer as coisas que gosta, para dedicar-se ao seu bem estar. Para ter um momento de lazer, de descanso, algum hobby. Para fazer algo que lhe cause prazer. Para ouvir a si mesma e a seu organismo. Mas não simplesmente ouvir, mas ouvir e compreender. A correria do dia-a-dia nos mostra que não temos como nos “livrarmos” do stress, ou daquilo que o gera. Mas temos, sim, como lidar com ele, como administra-lo e, mesmo na sua presença, podemos viver bem, sem que ele nos invada, nos atrapalhe. Como? Da maneira citada anteriormente, ou seja, aprendendo a escutar, tendo um tempo para si, realizando sonhos, fazendo o que se gosta. Não se sobrecarregando tanto, permitindo-se dizer não. Aceitando seus sentimentos, seus limites e, acima de tudo, nunca deixando de lado o jeito “humano” de ser. Que o stress seja um impulso, um 11
  • 12. [Digitare il testo] incentivo na busca pela felicidade. Felicidade esta que está nas pequenas coisas, no dia-a-dia e que, com a correria, nos passam despercebidas. E que nunca percamos o grande orgulho que temos de sermos mulheres. Seres racionais, porém sensíveis. Seres únicos, mas que nunca deixarão de precisar dos outros, e vice-versa. Homens, mulheres. Com suas semelhanças e diferenças, mas todos especiais. 12
  • 13. [Digitare il testo] Lo Stress della Donna Moderna Rivoluzione femminile. Donne in lotta per l'uguaglianza, conquistando spazi, incarichi, diritti. Uguaglianza? Impossibile. Perché, anche se abbiamo provato a diventare uguali, non potevamo lasciare fuori un fattore cruciale: non siamo uomini, non lo saremo mai. Noi siamo, sì, donne. Non possiamo negare le molte conquiste che abbiamo avuto nel corso degli anni. Non siamo più "solo" donne sottomesse, il cui " unico " dovere doveva essere quello di servire, servire, servire. Ai genitori, il marito, ai figli. Il dovere era di essere dotata, educata. Era di essere obbediente, sottomesse, vivendo sempre all’ombra, mentre cercavamo, timidamente, un posto al sole. Come esseri umani, però, questo non era abbastanza per noi. Volevamo di più. Volevamo poter dimostrare al mondo, e a noi stesse, che eravamo molto di più di questo. Che avevamo la forza, l'intelligenza, i desideri. Che potevamo essere indipendenti, avere posizioni di rilievo. Essere capi di famiglie, imprenditrici, politici, qualunque cosa. E ce l’abbiamo fatta, ma a che prezzo? Proprio come gli uomini, siamo diventate operai " workacholics ", esecutive, imprenditrici, impiegate, libere professioniste. Vale a dire, siamo diventate "quasi" come loro. Tuttavia, non abbiamo 13
  • 14. [Digitare il testo] dimenticato i nostri "altri " compiti. Ciascuno di noi è, soprattutto, DONNA. Che sono sempre sotto pressione. Sotto la pressione della società, degli altri, di se stessi. Dopo di tutto, essere dirigente, imprenditore, professionista non ci basta. Abbiamo bisogno di qualcosa di più. E insieme a queste posizioni, siamo ancora compagne, amiche, mogli, madri, casalinghe. Per questo motivo il commento: "Siamo diventate uguagli uomini? " In un certo senso sì, ma a costo di che cosa? Beh, io credo che, in realtà, in un modo o nell'altro, gli abbiamo superati. Il "peso" del lavoro è immenso. Giornate doppie, triple. Il tempo vola, ventiquattro ore non è sufficiente per "prendersi cura" di tutti i ruoli che abbiamo dovuto assumere, dal momento in cui abbiamo fatto questa scelta. La scelta di un posto più grande al sole. Noi siamo donne moderne. Siamo fatte così, il mondo ci ha rese così. Brulicanti di attività, sempre di corsa, a volte abbiamo l'impressione che anche il tempo libero è diventato un po’’rigido, obbligatorio e noioso. Come se per vivere, per sopravvivere, sia necessario, “riempirsi” di cose, compiti e attività. E tutto questo per cosa? Si può notare che il grado di stress delle donne, nei giorni d’oggi, è piuttosto alto. Lo stress è attivato giorno dopo giorno, dal modo di vivere la vita, dal modo in cui la si guarda. Stress fisico, biologico, con sintomi come alterazioni dell'appetito, del sonno, gastrite, mal di testa, infezioni virali, influenza, tachicardia, malattie opportunistiche, 14
  • 15. [Digitare il testo] e qualche volta anche problemi di salute più gravi come infarto, cancro, ecc, e lo stress emotivo, con sensazioni di stanchezza, tristezza, ansia, depressione, panico, impazienza, ecc. Può darsi che questa necessità di essere sempre "sovraccariche" sia un modo che abbiamo trovato per difenderci, proteggerci. Da noi stesse. Perché così, piene di attività, non abbiamo tempo per pensare. Per riflettere sulle cose, per guardare dentro noi stessi e conoscerci davvero. Con i nostri sogni, desideri, sentimenti, risentimenti. Con le nostre gioie, ma anche i nostri dolori, sofferenze, rabbia. Tuttavia, questo non mi sembra un buon metodo di protezione. Dopo di tutto, il corpo invia il suo messaggio. Ciò che non è buono, in un modo o nell’altro, verrà fuori. Non si può impedire. Allora, quale sarebbe la soluzione? Lasciare tutto e andare in un rifugio per i monaci? Buttare via tutto? Dimettersi dall’arduo compito di essere tre in una? Beh, credo niente di così radicale. Forse il primo passo sia riconoscere che non siamo “super donne”. Almeno non nel senso letterale del termine. Siamo super sì, siamo uniche e molto, molto speciale. Proprio perché abbiamo difetti, sentimenti, perché siamo "umane" nel più bel senso della parola. Wonder Woman, solo quella delle storie. E, qui fra noi, ammettiamo: meglio che sia così. Ciò di cui abbiamo bisogno, non è lasciare il lavoro, essere “meno madri”, neppure contro il mondo, contro il sistema. È, sì, avere un momento per noi. E che ognuna possa 15
  • 16. [Digitare il testo] organizzare la sua vita giorno per giorno, la sua routine, in modo che abbia "sempre" un po’ di tempo per se stessa. Per vivere nel senso più pieno, per fare le cose che ama, per dedicarsi al proprio benessere. Per avere un momento di svago, di riposo, qualche hobby. Per fare qualcosa che le faccia piacere. Per ascoltare se stessa e il suo corpo. Ma non semplicemente ascoltare, ma ascoltare e comprendere. La corsa del giorno per giorno, ci mostra che non siamo in grado di "sbarazzarsi" dello stress, o di ciò che lo genera. Ma noi possiamo affrontarlo, gestirlo, e anche in sua presenza, possiamo vivere bene, senza essere invasi, disturbati da lui. Come? Nel modo di cui ho parlato sopra, vale a dire, imparando ad ascoltare, prendere tempo per se stessi, realizzando i sogni, facendo quello che amiamo. Non sovraccaricarsi tanto, permettendosi di dire di no. Accettando i propri sentimenti, i suoi limiti e, soprattutto, non lasciando mai andare il modo "umano" di essere. Che lo stress sia un impulso, uno stimolo nella ricerca della felicità. Felicità questa che si trova nelle piccole cose, nel giorno dopo giorno e che, con la corsa di tutti i giorni, finisce per passare inosservata. E che non di perca mai il grande orgoglio che abbiamo di essere donne. Esseri razionali, comunque sensibili. Esseri unici, ma che non smetteranno mai di aver bisogno degli altri, e viceversa. Uomini, donne, con le loro somiglianze e differenze, ma tutti speciali. 16
  • 17. [Digitare il testo] 17
  • 18. [Digitare il testo] Sem assunto, ou: refletindo/ Sensa argomento, oppure: riflettendo Sobre os sentidos das palavras. A psicologia, a física, a espiritualidade. Pois é. Hoje não tenho nenhuma idéia do que escrever. Sem assunto, mas não seria justamente este o assunto? O que é, afinal, estar sem assunto? Sem é igual a nada? Pensando bem, não é não. Nada é nada, ou seja, já é alguma coisa! Que viagem, aliás, taí mais uma palavra à qual pode-se dar vários sentidos. Sentidos, de sentir, de entender. Realmente, nossa língua portuguesa nos apronta (e aponta) cada uma! Refletindo, refletir, reflexo. Como assim? O que o espelho tem a ver com reflexão, no sentido de… hum.. vejamos, (olhemos?) pensar sobre o assunto, falar (refletir?) acerca de um tema? E se a gente separar: re-flexão: seria flexionar-se (fazer flexão) novamente? E reflete.. o que é flete? Realmente, tem muito pano pra manga! (Ainda mais sendo verão, prefiro as blusinhas sem manga) Toda esta confusão da nossa língua se torna ainda maior se junto começarmos a pensar nos conceitos da física quântica… Tudo ao mesmo tempo agora (Título de um disco dos Titãs- os caras são 18
  • 19. [Digitare il testo] sábios!). Tudo acontece, o tempo não existe, o que fazemos agora, influencia o futuro (óbvio, quem não sabia disto?) e também influencia o passado (Como assim? Ah, eu disse que era coisa de arrepiar os cabelos!). E o poder que exercemos sobre as máquinas? Tudo tem explicação. E não é só Freud que explica não. Einstein e outros grandes pensadores também. E vira e mexe devem se revirar nos túmulos (se é que ainda resta algo deles enterrado por aí. Acho que eles estão é em um patamar muito mais elevado do que o nosso. Mas isto a gente discute outra hora).. Ah! Tem também os tais MEMES…Ih, é tanta coisa, tudo doido e fascinante ao mesmo tempo! Física, Psicologia, Espiritualidade. Bota tudo junto num saco, mistura bem. De repente bate no liquidificador e depois assa numa fôrma de bolo. Embora não pareça, os ingredientes combinam sim entre si. E garanto que dá coisa boa! Bom apetite, ou melhor, bons pensamentos, boas reflexões, ah, sei lá! Bom qualquer coisa! Sul senso delle parole. La psicologia, la fisica, la spiritualità. È beh. Oggi non ho nessuna idea di cosa scrivere. Sono senza argomenti, ma non sarebbe proprio questo l’argomento? Che cos’è, dopo di tutto, essere senza argomenti? Senza è uguale a niente? Se ci pensiamo bene, no, non lo è. Niente è niente, cioè, si tratta già di 19
  • 20. [Digitare il testo] qualcosa! Che viaggio, in effetti, ecco un'altra parola a cui si può dare sensi diversi. Sensi, nel senso di sentire, di capire. Davvero, la nostra lingua portoghese ci fa tanti scherzi! Riflettendo, riflettere, riflessione. In che senso? Che cosa ha a che fare lo specchio con riflessione, nel senso di, vediamo, (guardare?) pensare su un tema, parlare (riflettere?) su un argomento? E se proviamo a separare: riflessione: sarebbe “flessionarsi” (fare flessione) un’altra volta? E riflette ri-flette. Che cosa vuol dire “flette”? Veramente, c’è “molta stoffa per manica”1! Hanno(Soprattutto essendo estate, preferisco le camicette senza maniche) Tutta questa confusione della nostra lingua diventa ancora più grande se si comincia a pensare ai concetti della Fisica Quantica. Tutto al tempo stesso adesso (Titolo di un disco dei Titãs- quelli ragazzi sono saggi!). Tutto succede, il tempo non esiste, quello che facciamo ora influenza il futuro (ovvio, chi non lo sapeva?) e influenza anche il passato. (Come mai)? Ah, avevo detto che era un cosa da “ far rizzare i capelli"! E il potere ce esercitiamo sulle macchine? Per tutto c’è una spiegazione. E non è solo Freud che lo spiega. Anche Einstein e altri grandi pensatori. E ogni tanto devono girarsi e rigirarsi nelle loro bare (nel caso ci sia ancora qualcosa di loro da qualche parte sotto terra). Io particolarmente penso che essi siano in un 1 “Ter muito pano pra manga”: espressione utilizzata quando un argomento porta con se molto da parlare, da discutere. 20
  • 21. [Digitare il testo] livello molto più evoluto rispetto al nostro. Ma su quest’argomento discuteremo in un altro momento. Ah! Ci sono anche i “MEMES”…Ih, sono tante cose, tutto matto e al tempo stesso così affascinante! Fisica, Psicologia, Spiritualità. Metti tutto in una borsa, mescola bene. Magari metti nel frullatore, e poi cuoce in una forma per le torte. Anche se non sembra, gli ingredienti stanno bene insieme. E vi garantisco, il risultato è buonissimo! Buon appetito, voglio dire, buoni pensieri, buone riflessioni, infine, buon tutto, “buon” qualunque cosa! 21
  • 22. [Digitare il testo] Sobre o tempo Quem é este ser tão poderoso chamado tempo? Por que nós, da sociedade ocidental, nos submetemos a ele de tal forma, que muitas vezes parece que estamos vivos só por obrigação? Para cumprir uma tarefa onde, em vários momentos, o que menos importa é o “prazer”? Deve ser mesmo poderoso o “Sr. Tempo”. E cada vez seu poder aumenta mais. O tempo está acelerando, o mundo parece girar mais rápido. Hoje, tudo já virou ontem. E o amanhã? Ora, o amanhã nunca chega. E quando chega, já passou. Hoje em dia, as transformações ocorrem em questão de milésimos de segundos. E, nesta rapidez toda, também nós sentimos a necessidade de sermos “rápidos”. Viver tudo ao mesmo tempo, com intensidade, a mil quilômetros por hora. Espera aí, esta história eu já ouvi antes. Não era justamente a “velocidade”, o “viver dez anos a mil ao invés de mil anos a dez”, o que “inspirava” a “Juventude Transviada”? James Dean, sexo, drogas, rock and roll. Viver o mito. Morte? O que importava! O tempo (sim, já naquela época) passava rápido, tinha que “curtir”. (E quanto jovem morreu sem nem mesmo dar-se conta 22
  • 23. [Digitare il testo] de que a vida é muito mais do que um copo de cerveja!). Bem, voltando ao fato. O tempo acelerado vem nos obrigando a sermos mais “dinâmicos”, a nos adaptarmos à realidade que aí está. Quem não estiver disposto a acompanhá-lo, corre sério risco de se tornar espécie em extinção. Milhões, trilhões de mudanças vêm ocorrendo, sem nos darmos conta da “missa a metade”, mas está por aí. Como já dizia Janis Joplin, “If you got a today, you don’t need a tomorrow. Tomorrow never happens”. O que existe, afinal? O agora? Não, o agora não é mais agora. Já passou. Confuso, não? Às vezes me ponho a pensar a respeito deste que chamei de “Senhor Tempo”. Ô carinha com voz de comando! Ele consegue nos deixar ansiosos, parece parar, quando temos algo para realizar. Se esperamos por alguém, ele transforma cada segundo em gotas de eternidade. Nos momentos de maior prazer, ele acelera seus ponteiros, num jogo perverso, num típico papel de estraga prazeres. Mas é verdade que ele também nos ajuda. Porque mesmo aquelas coisas que são demoradas, ele faz acabarem. E aquilo que queremos que dure mais, ele deixa uma pontinha de esperança de que possa vir a ocorrer de novo. Ser engraçado, este “Sr. Tempo”. Ele controla nossas ansiedades, expectativas, nervosismo, alegrias, tristezas. Somos mais vulneráveis a ele do que podemos imaginar. Às vezes 23
  • 24. [Digitare il testo] parece que “não vai dar tempo”. Outras, que o tempo “simplesmente parou”. Nunca, no decorrer da sua vida, num daqueles típicos dias de correcorre, você deu uma parada para pensar? Pensar no motivo de tanta ansiedade, nesta necessidade de fazer “tudo ao mesmo tempo agora”, deixando de lado, muitas vezes, sua própria singularidade? Você já se deu conta de como é controlado por uma “força invisível” chamada tempo? Provavelmente já. E você lembra de alguma vez ter delegado a “ele” (o tempo) tal poder? E se você resolvesse viver cada momento “bem”, ao invés de “atropelar tudo”. Que conseqüências isto traria para sua vida? Como eu sempre digo: “Sem stress!” Somos, sim, escravos do tempo. Mas podemos tentar um acordo com o “dito cujo”. Que ele nos dê um pouco de liberdade para vivermos nossas vidas,.cada momento. Pois o tempo, além de poderoso, é valioso. Precioso demais, para simplesmente “deixá-lo passar”. Não é viver dez anos a mil, mas também não é “laissez faire, laissez passer”. Nem oito, nem oitenta. Só não dá é pra ficar passivo demais diante desta “outorgação temporal”. Quer saber? Construa você mesmo o seu próprio tempo. Lembre do ontem, pense no amanhã, mas VIVA o hoje, e CARPE DIEM! 24
  • 25. [Digitare il testo] Riguardo al tempo Chi è questo “Essere” così potente chiamato “tempo”? Perché noi, della società occidentale, siamo così sottomessi a lui che, tante volte, ci sembra di essere vivi semplicemente per obbligo? Siamo vivi per compiere un dovere dove, in tanti momenti, quello che meno importa è il “piacere”? Deve essere davvero potente il “Signor Tempo”. E ad agoni giorno il suo potere cresce ancora di più. Il tempo sta accelerando, il mondo sembra che giri più veloce. Oggi, tutto è già diventato ieri. E il domani? Il domani non arriva mai. E quando arriva, è già passato. Oggigiorno, le trasformazioni avvengono in pochi millisecondi. E, in tutta questa fretta, sentiamo anche noi il bisogno di essere "veloci". Bisogno di vivere tutto allo stesso tempo, con intensità, a un migliaio di chilometri l'ora. Aspetta, ho già sentito questa storia Non era proprio la "velocità", il "vivere dieci anni a mille invece di mille anni a dieci", che ha"ispirato" la "Gioventù Ribelle"? James Dean, sesso, droghe, rock and roll. Vivere il mito. Morte? Che importava! Il tempo (sì, anche allora) passava in fretta, bisognava “goderselo” (E quanti giovani sono morti senza nemmeno rendersi 25
  • 26. [Digitare il testo] conto che la vita è molto più di un bicchiere di birra!). Bene, torniamo al fatto. Il tempo accelerato ci costringe a essere più "dinamici", per adattarsi alla realtà che c'è. Chiunque non sia disposto ad accompagnarlo, corre il rischio di diventare specie in via di estinzione. Milioni, miliardi di cambiamenti si sono verificati, senza che ci rendessimo conto della "messa la metà”.2, ma c'è. Come Janis Joplin, una volta ha detto: " “If you got a today, you don’t need a tomorrow. Tomorrow never happens”. Che cosa c'è, in ogni caso? L' adesso? No, L'adesso non c'è più ormai. È passato. Che confusione, no? A volte mi metto a pensare a questo che ho chiamato "Signore del Tempo". Ô ragazzo con comando vocale! Lui è capace di lasciarci ansiosi, sembra fermarsi quando abbiamo qualcosa da realizzare. Se aspettiamo qualcuno, lui trasforma ogni secondo in gocce di eternità. Nei momenti di piacere, accelera le sue lancette in un gioco perverso, svolgendo un tipico ruolo di guastafeste. Ma è vero che ci aiuta anche. Perché anche quelle cose che richiedono molto tempo, egli ci fa finire. E per quello che vogliamo che duri più a lungo, ci lascia un debole barlume di speranza che possa accadere di nuovo. Essere divertente, questo "Signor Tempo". Esso controlla le nostre ansie, le 2 Senza sapere “della messa la metà” (da missa a metade): espressione idiomatica utilizzata quando uno sa veramente poco su un argomento, che c’è ancora tanto da imparare! 26
  • 27. [Digitare il testo] aspettative, nervosismo, gioie, dolori. Siamo più vulnerabili a esso di quanto possiamo immaginare. A volte sembra che "non ci sarà tempo." Altre, che il tempo "semplicemente si è fermato." Mai nel corso della sua vita, in una di quelle giornate caotiche, ti sei preso una pausa per pensare? Riflettere sul perché di tanta ansia, su questo bisogno di fare "tutto adesso, allo stesso tempo", lasciando da parte molte volte la tua singolarità? Ti sei mai reso conto di quanto sei controllato da una "forza invisibile" chiamata tempo? Probabilmente sì. E ti ricordi di aver mai delegato a "egli" (il tempo) tale potere? E se avete deciso di vivere ogni momento "bene" invece di "Passar sopra, travolgere tutto”. Quali conseguenze ciò avrebbe portato alla tua vita? Come dico sempre: "No stress"! Siamo, è vero, schiavi del tempo. Ma possiamo tentare di fare un accordo con il "miscredente". Che egli possa darci un po’ di libertà per vivere le nostre vite, ogni momento. Perché il tempo, oltre ad essere potente, è prezioso. Troppo prezioso per semplicemente "lasciarlo andare". Non è vivere "dieci anni come se fossero mille, ma neanche “laissez faire, laissez passer”. Né otto, né ottanta. Quello che non si può è restare troppo pacifici davanti a questa “sovvenzione temporale”. Sai una cosa? Costruisca tu stesso il tuo tempo. Ricordati dello ieri, pensa nel domani, ma VIVA l’oggi e CARPE DIEM! 27
  • 28. [Digitare il testo] 28
  • 29. [Digitare il testo] Visões: cérebro ou espiritualidade? Estes dias estive pensando no quanto o nosso cérebro é capaz de coisas loucas e a me dar conta de que nem sempre o que a gente vê é aquilo que é, e que muitas vezes nosso cérebro é capaz de criar a imagem que desejamos enxergar, ou que temos registrada, talvez, em nosso subconsciente. A quantidade de gente conhecida que vejo caminhando pelas ruas de Milão é uma coisa impressionanate! Já vi amigas, amigos, pacientes (inclusive já falecidas, pensa só!), familiares. A coisa chega a ser engraçada, e faz com que eu me dê conta do quanto estas pessoas ocupam meus pensamentos e, por que não dizer, meu coração. Certamente são pessoas que estão (ou estiveram) na minha vida por algum motivo e não é à toa que o cérebro comete estas "loucuradas". Agora, pensa que piração, como o pensamento pode "viajar"! E por que exatamente "estas" pessoas? Porque se parecem com as que vi passar? Ou porque há uma certa sincronicidade em todos os fatos da vida? E não seria possivel que, se uma pessoa está em sintonia com a outra (na mesma vibração), seja capaz de, com a força do pensamento, progetar-se em outra figura, de modo que assim a outra possa lembrar dela, ou pensar nela, naquele exato momento? Complicado?? Ah, quem me conhece sabe que eu viajo nessas coisas!! Bem, não vou revelar quem eu já vi por aqui. Se alguém se 29
  • 30. [Digitare il testo] identificar com isto, pode ter certeza de que é uma das pessoas que enxerguei.E, se achar que "eu, nada a ver", bem, pode ser que estejas redondamente enganado! Visioni: cervello o spiritualità? In questi giorni ho riflettuto su come il nostro cervello è capace di cose assurde e mi sono resa conto che non sempre ciò che si vede è quello che è, e che spesso il nostro cervello è in grado di creare l'immagine che si desidera vedere, o che abbiamo registrato, forse nel nostro subconscio. Il numero di persone conosciute che vedo camminando per le strade di Milano è una cosa impressionante! Ho già visto amiche, amici, pazienti (inclusi già deceduti, provate ad immaginare!), famigliari. La cosa arriva ad essere divertente, e mi fa capire quanto queste persone occupano i miei pensieri e, perché non dirlo, il mio cuore . Certamente sono persone che sono (o erano) nella mia vita per qualche motivo e non c'è da meravigliarsi che il cervello commetta queste"pazzie" . Ora, pensa che pazzia, come il pensiero può "viaggiare"! E perché sono esattamente "queste" le persone? Perché assomigliano a quelli 30
  • 31. [Digitare il testo] che ho visto passare? O perché c'è una certa sincronicità in tutti i fatti della vita? E non sarebbe possibile che se una persona è in sintonia con l'altra (nella stessa vibrazione), sia in grado di, con la forza del pensiero, progettarsi in un'altra figura così da poter fare che l'altro le possa ricordare, o pensare a lei proprio in quel momento? Complicato? Ah, chi mi conosce sa che io viaggio in queste cose! Beh, non rivelerò chi ho visto in giro qui. Se qualcuno identifica con questo, può essere sicuro di essere una delle persone che ho visto. E se pensi che "io, nulla a che vedere", bene, può essere tu stia sbagliando di grosso! 31
  • 32. [Digitare il testo] Das oportunidades A vida nos presenteia com infinitas possibilidades de sermos felizes, mas às vezes estamos tão preocupados em mudar aquilo que não dà pra ser mudado, que acabamos deixando que tais oportunidades escorram pelas nossas mãos. Delle opportunità La vita ci offre infinite possibilità di essere felice, ma a volte siamo così preoccupati in cambiare ciò che non può essere cambiato, che finiamo per lasciare che le opportunità scappino tra le nostre mani. Oportunidades I Tem vezes em que deixamos uma oportunidade passar e, enquanto perdemos tempo nos lamentando por causa disto, acabamos por também perder aquela mais nova e bela oportunidade, que nos olha sorrateira da janela. 32
  • 33. [Digitare il testo] Le Opportunità I Ci sono volte in cui lasciamo andare una opportunità e, mentre stiamo lì, a perdere il tempo rimpiangendola, finiamo per perdere anche quella nuova e ancora più bella opportunità, che ci guarda "furtiva" dalla finestra! Vontade de escrever. Um pouco sobre espiritualidade. Por que será que somos sempre obrigados a colocar um título no que escrevemos, ou no que iremos escrever? Desde os tempos da escola era assim. A pior parte da redação, era quando chegava a hora de dar um título para a nossa história. Momento de ser criativo, ou simplesmente banal? Comum ou revolucionàrio? Bem, o tema do blog hoje é tudo e nada ou, como na musica dos Titãs "tudo ao mesmo tempo agora”. Em todos os sentidos. Primavera, inverno, primavera. Neve no final de semana (em muitos lugares), frio e chuva, oito graus. Segunda e terça de sol, dezoito, vinte graus. Segue o Master, semana com várias atividades online, perguntas sobre espiritualidade, o que é, o que pensamos sobre, como definimos. 33
  • 34. [Digitare il testo] Para mim, “Espiritualidade é a capacidade de transcender, de compreender o ser humano como um ser dvino, de acreditar em uma força maior (Deus), de acreditar que cada um de nós possua uma missão, uma tarefa a cumprir nesta vida, e que nada acontece por acaso. Espiritualidade é a capacidade de resiliência, é ter uma visão de mundo que nos ajude a crescer e a nos tornarmos pessoas melhores, é fé, é religião, mas vai além de tudo isto, é não apenas a busca por respostas, mas é o entendimento e a aceitação da vida como sagrada e divina”. E a vida? A vida… a vida é cada momento, é o que a gente escolhe, é a felicidade que renasce a cada instante! Vou lá! Voglia di scrivere. Un po’ riguardo alla spiritualità. Perché siamo sempre costretti a mettere un titolo in quello che scriviamo, o che scriveremmo? Sin dai tempi della scuola era così . La parte peggiore del saggio, era quando è arrivato il momento di dare un titolo alla nostra storia Momento per essere creativi, o semplicemente banale? Comune o rivoluzionario? Bene, il tema del blog di oggi è tutto e niente, o, come nella musica di Titãs, "tutto al tempo stesso ora". In tutti i modi. Primavera, inverno, primavera. Neve nel fine settimana (in molti posti), il freddo e la pioggia, otto gradi. Lunedì e Martedì il sole, diciotto, venti gradi. Segue il Master, settimana con diverse attività online, domande circa la spiritualità, 34
  • 35. [Digitare il testo] che cos' è, ciò che pensiamo a riguardo, come la definiamo. Per me, “Spiritualità è la capacità di trascendere, di comprendere l’essere umano come un essere divino, di credere in una forza maggiore (Dio), di credere che ognuno di noi abbia una missione, un compito da fare in questa vita, e che niente succede per caso. Spiritualità è la capacità di resilienza, è avere una visione di mondo che ci aiuti a crescere e a diventare persone migliori, è fede, è religione, ma va oltre a tutto questo, è non solo la ricerca di risposte, ma è la comprensione e l’accettazione della vita come sacra e divina ”. E la vita? La vita é ogni momento, è ciò che ognuno di noi sceglie, è la felicità che rinasce ad ogni istante! Ora vado! 35
  • 36. [Digitare il testo] Sono, sonho Enquanto nosso corpo dorme, nosso espírito viaja. Durante o sono é que acontecem os reencontros, com quem já partiu, com quem está longe, e muitas vezes as lembranças dos sonhos nada mais são do que pequenos fragmentos daquilo que vivemos em espírito. Sonno, sogno Mentre il nostro corpo dorme, il nostro spirito viaggia. Durante il sonno succedono i rincontri, con quelli che si sono andati, con quelli che sono lontani, e molte volte i ricordi dei sogni non sono che piccoli frammenti di ciò che abbiamo vissuto in spirito. Família Nossa família é nosso porto seguro e, quando o amor é verdadeiro, não existem distâncias. Longe é um lugar que não existe, já dizia o poeta. Com o pensamento, o espírito e o coração, a gente pode ir para onde quiser, sem barreiras, sem limite de distância ou tempo. 36
  • 37. [Digitare il testo] Famiglia La nostra famiglia è il nostro rifugio, e quando l’amore è vero, non ci sono distanze. Lontano è un luogo che non c’è, già diceva il poeta. Con il pensiero, con lo spirito e con l’anima, ci si può andare dove si vuole, senza nessuna barriera, senza limiti di distanza o tempo. Da felicidade Tem coisa melhor do que acordar todas as manhãs ao lado de quem a gente ama, e ter a certeza de que o futuro, assim como o presente, é um reservatório cheio de amor, saúde e felicidade? Por isto que, todas as noites e todas as manhãs, agradeço a Deus pelas oportunidades que ELE me ofereceu, e por tudo aquilo que Ele me ajudou a conquistar! 37
  • 38. [Digitare il testo] Della felicità C’è cosa migliore che svegliarsi tutte le mattine accanto alla persona che ami, ed essere sicuri che il futuro, come il presente, è un serbatoio pieno d’amore, salute e felicità? Per questo motivo, ogni sera e ogni mattina, ringrazio Dio per le opportunità che mi ha offerto, e per tutto quello che mi ha aiutato a conquistare! Da importância do outro Certa vez, li que os amigos são como anjos, e isto me fez lembrar ou outro texto, que dizia que todos somos anjos de uma única asa, ou seja, precisamos do outro para poder voar. Mas o que significa realmente precisar do outro Há muitos anos, quanto estávamos em Ouro Preto, um escoteiro me deu de presente uma folha de casderno com alluma de suas poesias e reflexões. Uma delas, nunca mais esqueci. Ele dizia que “até para sermos sós dependemos dos outros. Porque se não fossem os outros, não seríamos sós. Seríamos únicos”. E isto me faz pensar: o que seria da nossa vida, sem a presença do outro? De um “outro” que nos faça sorrir, que nos ensine a amar, que nos permita cuidar e sermos cuidados? Sem aquele outro que nos critica e aquele que nos consola 38
  • 39. [Digitare il testo] (Que muitas vezes é o mesmo)? Que vantagem há em ser narcisita até o ponto de não precisar do outro para nada, absolutamente nada Admiro as pessoas que se consideram 100% indipendentes, que repetem todo o tempo, per quem quer e pode ouvir, que “se bastam”. Que se bastam por si mesmas. Eu não . Eu não me basto, e acho que nem quero. Eu dependo sim do outro. Dependo da amizade, dependo do amor, dependo da presença constante do outro, mesmo que esta presença esteja nos meus sonhos, nos meus pensamentos. Dependo de um ser que me guia, que me acompanha na trajetória da minha vida, e que alguns chamam “anjo da guarda”. Não me entendam mal, não falo de uma dependência que leva ao vício, mas uma dependência saudável, que nos faz tornarmos quem realmente somos. Concordo que seja importante, fundamental, caminhar com as próprias pernas! isto é, Mas sozinhos? Nunca! Na caminhada da vida, levamos sempre alguma coisa dentro de nós. Levamos coisas, lugares, pessoas, recordações, pensamentos, e estes nos acompanham para sempre. Sendo assim, nunca estamos sós. E eu digo: ainda bem! 39
  • 40. [Digitare il testo] Dell’importanza dell’altro Certa volta ho letto che gli amici sono come angeli, e mi sono pena ricordata di un altro testo, che diceva che tutti siamo angeli di un’unica alla o sia, che abbiamo bisogno dell’altro per poter volare. E cosa significa davvero aver bisogno del altro? Tanti anni fa, quando eravamo a Ouro Preto, uno scout mi ha regalato un foglio di quaderno con alcune delle sue poesie e riflessioni. Una di quelle, non ho mai dimenticata. Egli diceva che anche per essere soli dipendiamo degli altri. Perché se non ci fossero gli altri, non saremmo soli, ma unici. E questo mi fa pensare: Che cosa sarebbe della nostra vita, senza la presenza dell’altro? Di un “altro” che ci faccia sorridere, che c’insegne ad amare, che ci permetta prendersi cura ed essere curato? Senza quell’altro che ci critica e quello che ci consola? (Che molte volte sono gli stessi). Che vantaggio c’è in essere narcisista fino al punto di non aver bisogno del altro per niente, assolutamente niente? Ammiro le persone che si considerano 100% indipendenti, che ripetono tutto il tempo, per chi vuole e può sentire, che si bastano. Che si bastano per se stessi. Io no. Io non mi basto, e penso che neanche voglia. Io dipendo sì dell’altro. Dipendo dell’amicizia, 40
  • 41. [Digitare il testo] dipendo dell’amore, dipendo della presenza costante dell’altro, anche se questa presenza è nei miei sogni, nei miei pensieri. Dipendo di un essere che mi guida, che mi accompagna durante la traiettoria della mia vita, e che alcuni chiamano angelo custode. Non capirmi male, non parlo di una dipendenza che ci rimette al vizio, ma una dipendenza salutare, che ci fa diventare quello che siamo davvero. Sono d’accordo che sia importante, cioè, fondamentale, camminare con le proprie gambe. Ma da solo? Mai! Nella camminata della vita, portiamo sempre qualcosa dentro di noi. Portiamo cose, luoghi, persone, ricordi, sogni, pensieri, e questi, ci accompagnano sempre. Essendo così, mai siamo soli. Ed io dico: per fortuna! 41
  • 42. [Digitare il testo] Refletindo sobre a busca (e o encontro) da metade da alma. Eu sempre ouvi falar que, geralmente, no amor, na busca pela nossa “metade da alma”, tendemos, consciente ou inconscientemente a nos aproximarmos, no caso de nós mulheres, a um homem que tenha características semelhantes ao nosso pai. E isto não é uma escolha consciente. Isto, eu sei. E acredito que é uma escolha do coração e que ocorre não apenas porque, como dizem alguns psicanalistas, buscamos a figura “do pai”, no caso das mulheres, ou “da mãe”, no caso dos homens. Penso que, na verdade, Deus colocou no nosso verdadeiro amor características que para nós são “de casa”, justamente para facilitar o nosso encontro e o nosso entendimento de almas. Como muitos bem sabem, eu não convivi com meu pai, visto que ele desencarnou antes do meu nascimento. Mas isto não quer dizer que não tive um pai. Tive, sim, vários pais. E estive observando como o Stefano se parece um pouco com cada um… * Ele é um apaixonado de mùsica clàssica, adora ir a concertos e vive debochando, fazendo piadinhas, como o tio Ruben; * Quando bebe alguma coisa, sempre deixa um restinho na taça, como o tio Waldyr, além de ser muito meticuloso. (O tio era assim!) 42
  • 43. [Digitare il testo] * Como o tio Chico, é muito organizado, tem a casa cheia de “provisoes” e, quando assiste tv, fica mudando de canal, olhando todos os telejornais existentes. (E assistindo umas 5 vezes a mesma notícia)- Lembro que quando eu era menor e ia na casa do tio, não entendia por que ele ficava vendo vários jornais se era tudo a mesma coisa- hehehe * Como o tio Paulo, adora reunir os amigos, adora estar com as pessoas, e adora cozinhar. (E faz pratos maravilhosos) * Como o tio Pedrinho, é muito presente, valoriza a família e os amigos como ninguém, e está sempre disposto a ajudar. Então, Deus fez ou não de propósito? Eu, só tenho uma coisa a dizer: Obrigada! Obrigada pela família maravilhosa onde me fizeste nascer, crescer, etc… e obrigada pela doce alma que colocaste ao meu lado, para eu dar continuidade à minha missão e com quem, futuramente, construirei uma nova família, que na verdade não será nova, mas mais um ramo desta árvore chamada vida! Riflettendo circa la ricerca (e l’incontro) della metà dell’anima. 43
  • 44. [Digitare il testo] Io ho sempre sentito parlare che, di solito, nell’amore, nella ricerca della metà dell’anima, abbiamo la tendenza, sia cosciente sia incosciente, ad avvicinarci, nel caso di noi donne, a un uomo che abbia delle caratteristiche simili al nostro padre. E questa non è una scelta cosciente, lo so. E credo che sia una scelta di cuore, e che non succede solo perché, come dicono alcuni psicanalisti, cerchiamo la figura del padre (noi donne), o della madre (gli uomini). Penso che, in verità, Dio abbia “messo” nel nostro vero amore caratteristiche che per noi sono”di casa”, per così facilitare nostro incontro e la nostra capienza di anime. Come molto lo sanno già, io non ho convissuto con mio padre, purché lui sia disincarnato prima della mia nascita. Questo però non vuol dire che non ho avuto un padre. Anzi, ne ho avute varie! E ho osservato che Stefano assomiglia un po’ con ognuno di loro. * Lui è un innamorato della musica classica, gli piace molto andare ai concerti e sta sempre facendo qualche scherzo, come lo zio Ruben; * Quando beve qualcosa, lascia sempre un po’ nella tazza, come lo zio Waldyr, ed è anche molto meticoloso (Lo zio Waldyr era così.) * Come lo zio Chico, é molto organizzato, possiede la casa piena di “provvisioni” e, quando guarda la tv, cambia sempre il 44
  • 45. [Digitare il testo] canale, e guarda tutti i tele-giornali che ci sono. (Guarda circa cinque volte le stesse notizie, e mi ricordo che, da piccola, quando andavo da zio Chico, non riuscivo a capire perché lui guardava vari telegiornali, se le notizie erano sempre le stesse!) * Come lo zio Paulo, gli piace riunire gli amici, stare con le persone, e ama cucinare (E fa dei piati divini!) * Come lo zio Pedrinho, è molto presente, valorizza la famiglia e gli amici come nessuno lo fa, ed è sempre disponibile ad aiutare. Allora, Dio ha o no fatto apposta? Ho solo una cosa da dire: grazie! Grazie della famiglia meravigliosa dove mi ha fatto nascere, crescere, ecc e grazie della dolce anima che ha messo al mio fianco, per che io potessi dare continuità alla mia missione e con chi, nel futuro, costruirò una nuova famiglia, che in realtà non sarà nuova, ma un ramo in più di quest’albero chiamato vita! Comer rezar amar. Ainda refletindo Mais uma vez estava pensando naquele livro, nas suas mensagens, e no que, por exemplo, este título pode significar, ou melhor, como 45
  • 46. [Digitare il testo] pode ser interpretado, visto que acredito que cada um dá um sentido próprio e particular a tudo aquilo que faz, que lê, que vive. Antes de tudo, me veio em mente a diferença de tradução entre o português e o italiano. Em português, o livro (e também o filme) se intitula: Comer, rezar, amar. Assim mesmo, com os verbos no infinitivo. Já em italiano, é : Come, reza, ama. Um tempo verbal diferente, que quase faz pensar a uma imposição… Hum… será que os italianos se encontram em um momento de suas vidas tão cheio de estress, que tais “prazeres” (Pra não dizer “deveres”) devem ser “lidos” como deveres, obrigações? Fica a observação, porém, o que eu queria mesmo comentar, era que estes 3 “verbos” (sejam no infinitivo ou não), significam, acima de tudo, CUIDAR. Cuidar de si. Porque refletem, a meu ver, o “cuidado integral”. Cuidar do corpo (comer), da psiche (amar), da alma (rezar). Não sei se todos que leram o livro o interpretaram desta forma, nem se foram tocados do mesmo jeito que eu, mas ele reflete um pouco a minha filosofia de vida, valores fundamentais. O amor, a fé, e também o físico, porque, cá entre nós, ele também é importante, e ninguém vive de luz. Ao menos, não “só” de luz. Além disso, o livro fala de escolhas, de mudanças, de tomada de decisões. De coragem, de vida, e volto a bater na mesma tecla: a meu 46
  • 47. [Digitare il testo] ver, tudo isto tem a ver com o CUIDAR. Com o SE AMAR. Então pergunto: e tu, tens te amado o suficiente? 47
  • 48. [Digitare il testo] Mangia prega ama. Riflettendo ancora Una volta ancora stavo pensando a quel libro, nei suoi messaggi e in cosa, per esempio, questo titolo potrebbe significare, o meglio, come potrebbe essere interpretato, poiché credo che ognuno di noi dia un senso proprio e particolare a tutto ciò che fa, legge e vive. Prima di tutto, mi è venuta in mente la differenza di traduzione fra il portoghese e l’italiano. In portoghese, il libro (e anche il film) s’intitola: Mangiare, pregare, amare. Proprio così, con i verbi nell’infinito, mentre in italiano, è: Mangia, prega, ama. Un tempo verbale diverso, che ci fa pensare quasi a un’imposizione. Hum… sarà perché gli italiani si trovano in un momento delle loro vite così piena di stress, che questi “piaceri” (per non dire “doveri”) devono essere letti come dei doveri, delle obbligazioni? Resta l’osservazione, comunque, quello che volevo davvero commentare, era che questi tre verbi (siano nell’infinito oppure no) significano, innanzitutto, PRENDERSI CURA. Prendersi cura di sé. Perche riflettono, secondo me, il “prendersi cura nella totalità”… la cura del corpo (mangiare), della psiche (amare), dell’anima (pregare)… Non so se tutti quelli che hanno letto il libro l’hanno interpretato nella stessa forma, neanche se sono stati “colpiti” nello stesso modo in cui è successo a me, però, egli riflette un po’ la mia filosofia di vita, valori fondamentali. L’amore, la fede, e anche il 48
  • 49. [Digitare il testo] fisico, perché, qui fra noi, anche questo è importante, nessuno vive di luce. Almeno, non “solo” di luce. Oltre ciò, il libro parla di scelte, di cambiamenti, di presa di decisioni. Di coraggio, di vita, e torno a “battere” nello stesso tasto: secondo me, tutto ciò vuol dire CURARE, vuol dire AMARSI. Allora, faccio una domanda: e tu, ti ami abbastanza? O mar. (Um agosto em Celle Ligure) Este final de semana em Celle Ligure me fez refletir sobre algumas coisas, e vivere experiências incríveis, que compartilho aqui. Sempre fui apaixonada pelo mar, mas nunca tinha imaginado que “ele” pudesse me fazer tanta falta. O mar que, quando morava no Brasil, não via seguido, mas apenas durante o verão ou em um ou outro feriado. Mais de uma pessoa me disse que dou filha de “Iemanjá”, e acho que têm razão. Porque o mar, o mar me deixa fascinada, me transmite paz, uma energia muito especial. E me dei conta de que, quando falo de mar, me refiro especialmente ao oceano. A diferença? Muitas. A profundidade, mas não me refiro à 49
  • 50. [Digitare il testo] profundidade das águas, mas à profundidade na qual age em mim, na minha alma. No instante exato em que eu vi o mar, ali na Liguria, da janela do carro, meus olhos se encheram de lágrimas. E foi difícil, muito difícil segurar a emoção. Eu nunca teria imaginado que a visão, a simples visão do mar teria sido capaz de exercer uma força tão grande sobre mim. O mar, porém (pelo menos o mar da Ligúria), é muito diferente do oceano, daquelas águas que não apenas sempre me energizaram, mas que compartilharam comigo sonhos, desejos, risos e lágrimas. Un mar lindissimo, de um tom de azul maravilhoso mas, infelizmente, cheio de pedras. Chegar até a água para mim era uma verdadeira tortura, um sofrimento que, por sorte, seria compensado pelo banho refrescante que aquelas águas salgadas iriam propiciar. Salgadas? Nem tanto! O mar é mio “insonso”. Não é muito salgado, o oceano é muito mais! (Sequer me deu aquela “ardididinha” na garganta, muito menos aquela sensação que permanece nos lábios, depois de ficar um tempão na água) Pedras até dentro d’água, o que me obrigava a “mergulhar” já na beira. No primeiro dia, uma “espécie de onda” que arrebentava na praia, com um pouco de força. “Ressaca”, diziam. E eu:?? Poucos passos e já não dava pé. Dizem que o nosso oceano è perigoso mas, sinceramente, o mar deles é muito mais. Tá certo que 50
  • 51. [Digitare il testo] que não tem ondas, mas afunda logo, tem correnteza, e a gente cansa muito mais. Porque tem que ficar todo o tempo se mexendo, ou corre o risco de afogar. No oceano não, ali a gente pode caminhar por um bom tempo, com a água que vai cobrindo devagarinho, cada parte do nosso corpo. No oceano, se chega uma onda forte e estás na beira, podes simplesmente manter os pés firmes no chão, e esperar que a onda passe. Se estás com água na altura da cintura, por exemplo, podes mergulhar, e deixar que a onda passe por cima de ti. O mar da Liguria é muito bonito, refrescante, divertido, mas não é “tão” mágico. Parece mais uma grande piscina salgada. Se divertir usando as ondas pra chegar até a beira, pular a ondas, absorver toda aquela energia. Isto não. Saudades das nosas praias, daquela areia fina que parece massagear os nossos pés e que é quente apenas lá em cima, longe da água, e que, também ali, esfria com facilidade; saudades de um mar talvez não tão azul, um mar certamente mais gelado, aquele mar imenso com ondas que nos derrubam se não sabemos o modo certo de enfrentá-las. Um mar que, muitas vezes, durante a noite, cobre toda a praia, purificando o caminho para o dia seguinte. Por falar em praia, ali onde estivemos, areia grossa, como se tivessem colocado pedras no liquidificador. Areia quente que fazia mal aos pés. A praia, um corredor estreito, cheio de cadeiras e 51
  • 52. [Digitare il testo] guarda-sóis. “Um lugar na areia vale ouro”! Nem pensar em correr pra chegar na água, em jogar volei ou frescobol, ou em caminhar molhando os pés na água. Fata espaço, pra não falar da areia que queima e das pedras que machucam. Correr da areia até o mar é uma verdadeira “corrida de obstáculos”. Não me entendam mal, eu amo o mar, amo a água , e amei ter ido à praia. Me diverti muito, vivemos momentos maravilhosos, a praia é lindíssima, e tudo isto compensa a “falta de espaço”. Eu sentia MUITA falta do mar. A água salgada me energiza, diminui o meu stress, me “recarrega”. Só tem uma coisa, descobri que o que me faz bem não è simplesmente o mar, mas a sua força, a força das suas ondas, o frio das suas águas, o sal que faz a boca arder. Ter estado estes dias na praia me fez um bem incrível. E certamente, se tivesse sido no oceano, teria sido ainda melhor. Il mare. (Un agosto a Celle Ligure) Questa fine settimana a Celle Ligure mi ha fatto riflettere circa alcune cose, e vivere delle esperienze incredibili, che condivido qui. Sono sempre stata innamorata del mare, ma non avevo mai immaginato che “egli” mi sarebbe mancato così tanto. Il mare che, 52
  • 53. [Digitare il testo] quando abitavo in Brasile, non vedevo spesso, ma solo durante l’estate, e in qualche giornata festiva. Più di una persona mi ha detto che sono figlia di “Iemanjá”, e penso che abbiano ragione. Perché il mare, il mare mi affascina, mi trasmette pace, un’energia tutta speciale. E ho nuotato che, quando parlo di mare, parlo specialmente dell’oceano. La differenza? Molta. Tante. La profondità, ma non mi riferisco alla profondità delle acque, ma alla profondità con la quale agisce su di me, sulla mia anima. Subito nel momento in cui ho avvistato il mare, lì in Liguria, dal finestrino della macchina, i miei occhi si sono riempiti di lacrime. E’ stato difficile, molto difficile trattenere le emozioni. Io non avrei mai immaginato che la visione, la semplice visione del mare sarebbe stata capace di esercitare su di me una forza così grande. Il mare, però (almeno il mare in Liguria), è molto diverso dell’oceano, di quelle acque che non solo mi hanno sempre energizzato, ma che hanno condiviso con me sogni, desideri, risi e lacrime. Un mare bellissimo, di una tonalità blu meravigliosa, ma, purtroppo, pieno di sassi. Arrivare fino in acqua per me era una vera tortura, una sofferenza che, per fortuna, sarebbe compensata dal bagno rinfrescante che quelle acque salate mi avrebbero propiziato. Salate? Non più di tanto! Il mare è un po’ “annacquato” (insonso). Non è molto salato, l’oceano è molto di più! (Non mi ha dato neanche quel 53
  • 54. [Digitare il testo] piccolo bruciore in gola, molto meno quella sensazione che ci rimane sulle labbra, dopo di stare per un lungo tempo in acqua). Sassi anche dentro dell’acqua, il che mi obbligava a “tuffarmi” già del bordo. Nel primo giorno, una “specie di onda” che scoppiava sulla spiaggia, con una certa forza. . “Mare mosso”, dicevano. Ed io:? Pochi passi e già non si riusciva a toccare il fondo. Dicono che il nostro oceano sia pericoloso ma, sinceramente, il loro mare è molto di più. Va bene che non ci sono le onde, ma diventa subito profondo, ha la corrente, e ci fa stancare molto di più. Questo perché o ci si muove tutto il tempo, o ci rischia di annegare. Nell’oceano invece no, lì si può camminare a lungo, con l’acqua che ci copre pian piano, ogni parte del corpo. Nell’oceano, se arriva un’onda forte e sei nel raso, puoi semplicemente tenere i piedi firmati al suolo, e aspettare che l’onda passe. Se sei con l’acqua nell’altezza della cintura, per esempio, puoi tuffare, e lasciare che l’onda ci passi di sopra. Il mare della Liguria é molto bello, rinfresca, diverte, ma non è così “magico”. Sembra più una grande piscina salata. Divertirsi usando le onde per arrivare alla riva, saltare le onde, assolvere tutta quell’energia. Questo no. “Saudades” delle “nostre” spiagge, di quella sabbia fina che sembra massaggiare i nostri piedi, e che è calda solo la su, molto lontano 54
  • 55. [Digitare il testo] dell’acqua e che, anche li, si raffredda con facilità; saudades del mare forse non così blu, del mare sicuramente più freddo, quel mare immenso, con delle onde che ci fanno cadere, se non si sa il modo di affrontarle. Un mare che, molte volte, durante la notte, copre tutta la spiaggia, cercando di purificare il camino per il giorno dopo. Parlando in spiaggia, lì dove siamo stati, sabbia grossa, come se avessero messo dei sassi nel frullatore. Sabbia calda che faceva male ai piedi. La spiaggia era un corridoio stretto, pieno di sedie e ombrelloni. “Un posto nella sabbia vale oro”! Neanche pensare in correre per arrivare in acqua, in giocare a pallavolo o “frescobol”, o a camminare bagnando i piedi in acqua. Manca lo spazio, questo per non dire della sabbia che brucia e dei sassi che fanno male. Correre dalla sabbia all’acqua sarebbe una vera corsa ad ostacoli. Non voglio essere fraintesa, io amo il mare, amo l’acqua, e ho “amato” essere andata in spiaggia. Mi sono divertita tantissimo, abbiamo vissuto dei momenti meravigliosi, la spiaggia è bellissima, e tutto questo compensa la “mancanza di spazio”. Io sentivo MOLTA mancanza del mare. L’acqua salata mi da energia, mi diminuisce lo stress, mi “ricarica”. L’unica cosa è che ho scoperto che, quello ciò che mi fa così bene, non è semplicemente il mare, ma la sua forza, la forza delle sue onde, il freddo delle sue acque, il sale che mi brucia in bocca. Essere stata questi giorni in spiaggia mi ha fatto un bene 55
  • 56. [Digitare il testo] incredibile. E sicuramente se fossi stata nell’oceano, sarebbe stato ancora meglio. Cidade fantasiada Casale Monferrato, uma certa manhã de janeiro. A cidade amanhece fantasiada de branco. Como se quisesse transformar aquele momento em um momento único, de cartão postal. Caminhar pelas ruas, era como estar dentro de um quadro, ser um personagem dos sonhos dos mais nobres pintores. E o sol? O sol se fantasiou de lua! Uma linda e brilhante lua cheia! Talvez quisesse descobrir por que a sua querida irmã desperta nos seres humanos tantos variados sentimentos. Talvez ele, grande Rei, na sua sabedoria, tenha, deste modo, adquirido uma sensibilidade ímpar. Quem sabe. Talvez, deste dia em diante, com os seus raios, além de calor, transmitirà aos homens raios de sensibilidade e emoção. Città travestita Casale Monferrato, una mattina qualunque di gennaio. La città si sveglia travestita di bianco. Come se volesse trasformare quel 56
  • 57. [Digitare il testo] momento in un momento unico, di cartolina postale. Camminare per le strade, era come essere dentro di un dipinto, essere un personaggio dei sogni dei più nobili pittori. E il sole? Il sole si era travestito di luna! Una bella luna piena e luminosa! Forse voleva scoprire perché la sua cara sorella risveglia nell’uomo tanti sentimenti contrastanti. Forse lui, il grande Re, nella sua saggezza, ha così acquisito una sensibilità unica. Chi lo sa. Forse, da questo giorno in poi, con i loro raggi, oltre a calore, trasmetterà agli uomini raggi di sensibilità ed emozione. Sobre a neve Nestes ultimo dias, Milão se cobriu toda de branco. Como se Deus a tivesse envolvido, com uma doce e linda camada de glaça branca, como aquelas que a gente encontra na massa folhada e que eu, quando criança, adorava comer pura. Quem sabe, Deus não estava justamente querendo deixar nossas vidas mais doces! A neve é mesmo uma coisa mágica, e muito interessante. Em cada lugar onde resolve ficar depositada, nos faz imaginar uma coisa diferente. Sobre os galhos das árvores, por exemplo. Parecem flocos de algodão. E nos fazem pensar àqueles trabalhinhos que fazíamos na escola, no maternal, no jardim, nas séries iniciais. As aulas de artes! 57
  • 58. [Digitare il testo] E a neve que se deposita sobre arbustos, sobre as plantas mais baixinhas, etc? Parece espuma! Como se a cidade tivesse tomando um explêndido e perfumado banho de espuma! Quem sabe a neve não veio também para purificar tantos corações! Dizem que as coisas são como a gente vê, e que é a leitura que damos para os fatos que pode fazer toda a diferença. Na neve eu vejo beleza, vejo sonhos, vejo emoção e, em um dia como o de hoje, paisagem ainda branca, céu de um azul lindo e um sol que brilha com todo o seu explendor, fica impossível não sorrir pra vida! Ainda falando sobre a neve, outro dia, junto com o Ste, eu falava da questão que a neve sempre me emociona, e das lembranças que tenho da primeira vez que vi a neve. E me dei conta, então, do quanto a percepção de uma criança, o seu ponto de vista, estão ligados ao seu tamanho, à sua noção de tempo e espaço mas que, talvez, acima de tudo, possa demonstrar o quando nós, quando pequenos, estamos ainda muito ligados ao mundo espiritual. Sem falar em como a nossa imaginação é fortemente presente! Eu tenho uma cena marcada, que eu acredito que foi, se não a primeira, uma das primeiras vezes em que eu vi nevar. Me lembro (vejo) que eu tinha uns três anos de idade, e estava no colo de alguém, mas não lembro se da Ana, do Ruben ou da Renée. Lembro que, da janela do que mais tarde seria o meu quarto, me mostravam 58
  • 59. [Digitare il testo] os flocos que caíam. E o mais interessante é que, para mim, aqueles flocos eram enormes! Cada um deles tinha o tamanho de um rosto. E, aliás, não só o tamanho, mas eram rostos! Rostos de pessoas que já tinham desencarnado e que, lá do céu, tinham achado um jeito de nos “visitar”. Lembro que, naqueles flocos, vi vários rostos, inclusive o do meu pai, da minha nona, de Deus e o “Papai do Cèu”. Sim, porque para mim, Deus e o Papai do Céu eram pessoas diferentes, sabe-se lá por que! Deus, eu imaginava como acho que todo mundo imagina, um senhor, idoso, cabelos longos, barba branca, de túnica e, quem sabe, até um cajado. Mas o mais interessante era a figura, a imagem que eu fazia do “Papai do Céu”. Um rosto completamente diverso e que só agora, depois de muitos anos, pude me dar conta de quem se tratava: aquele que eu imaginava como sendo o Papai do Céu, tinha o rosto de Mozart. A rispetto della neve In questi ultimi giorni, Milano si è ricoperta di bianco. Come se Dio l’avessi avvolta in una dolce e bella copertura di zucchero glassato, come quello che si trova in quei dolci fatti con la pasta sfoglia e che a 59
  • 60. [Digitare il testo] me da bambina piaceva mangiare “da sola”. Chissà se Dio non voleva proprio lasciare le nostre vite più dolci! La neve è veramente una cosa magica e molto interessante. In ogni posto dove decide di fermarsi, ci fa immaginare una cosa diversa. Sopra i rami degli alberi, per esempio. Sembrano dei fiochi di cotone. E ci fanno pensare a quelli “lavoretti” che facevamo in scuola, nella scuola materna, nell’asilo. Le lezioni di arti! E la neve che si ferma sopra i cespugli, sopra le piante più piccole, ecc.? Sembra schiuma! Come se la città stessi facendo uno splendido e profumato bagno di schiuma! Chissà se la neve non è anche venuta per purificare i nostri cuori! Dicono che le cose sono come li vediamo, e che è il modo in cui leggiamo i fatti che può fare tutta la differenza. Nella neve io vedo bellezza, vedo sogni, vedo emozione e, in una giornata come quella di oggi, paesaggio ancora bianco, cielo di un azzurro bellissimo e un sole che brilla in tutto il suo splendore, diventa impossibile non sorridere alla vita! Parlando ancora della neve, altro giorno, insieme allo Ste, io parlavo del fatto che la neve sempre mi emoziona, e dei ricordi che ho della prima volta che ho visto la neve. E mi sono accorta, quindi, di come la percezione di un bambino, il suo punto di vista, sia legata alla sua 60
  • 61. [Digitare il testo] “dimensione”, alla sua nozione di tempo e di spazio ma che, innanzitutto, possa dimostrare come noi, quando siamo piccoli, siamo ancora molto legati al Mondo Spirituali. Questo senza parlare di come la nostra immaginazione è molto presente! Io ho un’immagine “marcata”, che credo sia della prima (o di una delle prime) volta in cui ho visto nevicare. Mi ricordo che ne avevo tre anni, ed ero sulle braccia di qualcuno, ma non ricordo se era Ana, Ruben o Renée. Mi ricordo che, dalla finestra di quella che poi sarebbe diventata la mia stanza da letto, mi facevano vedere i fiocchi che cadevano. E il più interessante è che, per me, quei fiocchi erano grandissimi! Ognuno di loro aveva la misura di un viso. E, ansi, non solo la misura, ma erano visi! Volti di persone che avevano già disincarnati e che, dal cielo, avevano trovato un modo di “farci visita”. Mi ricordo che, in quei fiocchi, ho visto vari visi, inclusi quelli del mio padre, della mia nonna, di Dio e del” Papà del Cielo! Sì, perché per me, Dio e il Papà del Cielo erano due persone diverse, chissà perché! Dio, lo immaginavo come credo che tutti lo immagino, un signore anziano, con i capelli lunghi e la barba bianca, in tonaca e, a volte, con un bastone. Ma il più interessante era la figura, l’immagine che facevo del “papà del Cielo”. Un viso completamente diverso e che solo adesso, dopo tanti anni, ho potuto rendermi conto di chi si 61
  • 62. [Digitare il testo] trattava: quello che io immaginavo come essendo il Papà del Cielo, aveva il viso di Mozart. 62
  • 63. [Digitare il testo] Sobre riscos e coragem/ Su rischi e coraggio Não ter medo ! Não ter medo de arriscar, muitas vezes, é o que faz com que a felicidade renasça! É difícil romper com algo, pois, por mais que aquele algo não nos sirva mais, por mais que estejamos certos de que as coisas não voltarão mais a ser como eram, e que, como diz a canção, "o que foi, nunca mais será", trocar o certo (por mais que seja um certo que não nos faz feliz) pelo duvidoso não é tão simples assim. Por mais que a situação não esteja realmente boa, nos acomodamos. E acreditamos que aquilo é porque é. Simplesmente. Até que alguma coisa muda. Passamos a ter um novo olhar, e percebemos que a felicidade existe sim, e que fugimos dela! Mas por quê? Então, chega o momento de arriscar. De tomar decisões, sem medo de fracassar. Permitir-se "voltar a viver". E Deus colocou no meu caminho uma pessoa maravilhosa! E sinto que nasceu um amor verdadeiro e abençoado e agradeço à toda a torcida, aos nossos anjos da guarda, e especialmente aos nossos antepassados! Tenho certeza que meu vô, o noninho, a nona, meu querido pai, a mãe do Ste.. todos nos 63
  • 64. [Digitare il testo] protegem, nos abençoam, nos acalentam. Obrigada, do fundo do coração! Non avere paura! Non avere paura di rischiar, molte volte, è quello che permette alla felicità di rinascere! È difficile rompere con qualcosa, perché, anche se questa “cosa” ormai non ci serve più, anche se siamo sicuri che le cose non torneranno mai a essere come sono state tanto tempo fa, e che, come dice una vecchia canzone brasiliana, “quello che è stato, non lo sarà mai più”, cambiare il sicuro (anche se questo “sicuro” non ci porta più la felicità) per il dubbioso non è così semplice. Per quanto la situazione non sia davvero buona, ci accontentiamo. E crediamo che quello sia così perché è così. Semplicemente. Fino a quando qualcosa cambia, passiamo ad avere un nuovo sguardo, e ci rendiamo conto che la felicità esiste, e stiamo scappando via da lei! E perché? Allora, è ora di rischiare. Di prendere decisioni senza aver paura di fallire. Permettersi "rivivere". E Dio ha posto sul mio cammino una persona meravigliosa! E sento che il vero amore è nato, e benedetto, e ringrazio tutti i tifosi, i nostri angeli custodi, e soprattutto ai nostri antenati! Sono sicura che i miei nonni, la nona, i 64
  • 65. [Digitare il testo] miei nonni caro padre, la madre di Ste, tutti ci proteggono, ci benedicono, ci hanno a cuore. Grazie dal profondo del mio cuore! Sobre Envelhecer… A Velhice é considerada como a última fase do curso vital, determinada por eventos biológicos, psicológicos, culturais, sociais e espirituais. O “envelhecer” é um processo de mudanças universais que ocorre com todos os seres vivos, e dependem da natureza genética, sociológica, sócio-histórica e psicológica. Questões culturais acabaram por criar diversos termos com os quais referir-se a esta fase do desenvolvimento. Assim, a expressão “velho” ficou associada a algo gasto, inútil, sem utilidade, ultrapassado. Durante muito tempo, esta era a conotação dada ao que hoje preferimos chamar de “idoso” (Palavra que se associa à respeito, longevidade, tradição). Ficar velho, portanto, era sinônimo de rejeição, tristeza e sofrimento. Doenças comuns a esta faixa etária, como osteoporose, depressão, Alzheimer e outras, tornavam este período ainda mais doloroso, tanto do ponto de vista físico como emocional. Ficar velho, era tornar-se um “estorvo”, especialmente para os familiares. E ficava-se velho cedo! (Com 40, cinquenta anos!) 65
  • 66. [Digitare il testo] Com o advento das novas tecnologias, os avanços nas áreas médica e biológica e as mais diversas pesquisas desenvolvidas acerca da qualidade de vida, o ciclo vital foi se alongando, e as pessoas vivem cada vez mais. Surgiu a expressão “terceira idade”, termo importado do francês “troisème àge”, que buscou identificar os velhos (idosos) como um grupo de “jovens velhos”. Considerou-se, assim, a “Terceira Idade” como aquela que pertencem as pessoas com mais de sessenta anos, e passou-se a desenvolver programas para esta faixa etária. Foram criados clubes, grupos, e aos poucos se criou uma outra visão da população desta faixa etária. Mas a vida continua, e de repente, as pessoas estão chegando aos 70, 80, 90, 100 anos. Fala-se na Quarta Idade, e esta “hiperpopulação” de idosos preocupa. Afinal, é mais gente para consumir, menos para produzir. Mas quem disse que precisa ser desta forma? Hoje em dia, envelhecer deixou de ser sinônimo de adoecer! Investindo na sua saúde e na qualidade de vida, as pessoas da terceira idade podem, também, produzir! E não me refiro ao trabalho, à não- aposentadoria! Mas por que não aproveitarmos sua sabedoria? Segundo Viorst (2002),”os estudiosos do processo de envelhecimento reconhecem que embora boa saúde, bons amigos e boa sorte- e uma boa renda- sem dúvida, facilitem a aceitação da velhice, é a atitude em relação às perdas, bem como a natureza dessas perdas, que determina a qualidade da velhice”. Delbert (1999) coloca que “(...) O 66
  • 67. [Digitare il testo] passado remete ao período em que a velhice era o tempo de espera da morte, de retração e isolamento; o presente é o momento de transformações da velhice, recheado de experiências prazerosas e joviais, em que o avanço da idade não traz problemas para aqueles que têm uma atitude positiva perante a vida; e o futuro, apresenta paradoxalmente o enfoque sombrio, sustentado pelas previsões demográficas, e o otimismo dos especialistas, sustentado na ciência e tecnologia”. Obviamente, o envelhecimento da população traz consigo problemas, mas se formos ver, tudo é passível de resolução, ou ao menos de amenização. E, dentre eles, gostaria de discorrer acerca de um específico: quanto mais a população envelhece, ou melhor, quanto mais se vive, mais chances há de adquirirmos um câncer ao longo de nossas vidas. Estatísticas já apontam o câncer como uma doença com tendência á cronificação. Além disso, estudos apontam que, no futuro, não haverá uma pessoa sequer que pelo menos não conheça alguém que tenha passado por esta doença. Ou se terá câncer, ou alguém conhecido terá. (Ou ambas as coisas). Afinal quanto mais tempo se vive, mais tempo se tem para adoecer. E com prevenir isto? Primeiramente, acredito que, para que nos permitamos ter um desenvolvimento saudável, não devemos deixar que o próprio medo do adoecimento tome conta de nossos pensamentos. Em se tratando especificamente da população idosa, urge que se invista em 67
  • 68. [Digitare il testo] qualidade de vida, e na busca por um envelhecer saudável, levando aqui em conta aspectos físicos, nutricionais, sociais, emocionais e espirituais. Seria importante salientar que a harmonia entre os aspectos acima citados, como nos lembra Simonton (1994), é básica para a saúde, e que isto não se aplica apenas à saúde da mente e do corpo, mas também aos relacionamentos consigo mesmo, com a família, com os amigos e com todo o mundo que os cerca. Também é necessário reconhecer seus limites e respeitar suas individualidades. Do ponto de vista emocional, a prevenção de doenças como o câncer está diretamente ligada a um autorizar-se. Autorizar-se, permitir-se viver. Guimarães (1999) coloca que o envelhecer com sucesso “implica um pouco de sorte, mas depende, principalmente, do desejo de viver mais e melhor”. Prevenção tem a ver com emoção, e os efeitos de repressão das emoções e da desesperança sobre a saúde foram descritos em vários estudos, dentre eles, estudos dos hospitais John Hopkings e Kings College (APUD: Simonton, 1994) e tem a ver com desejo! Tem a ver com o modo de encarar e enfrentar as coisas que a vida têm a oferecer. A maneira mais positiva ou mais negativa com que cada um encara a velhice e suas limitações, é o que vai fazer a diferença. Falar sobre o que incomoda, não guardar mágoas ou rancores, saber dizer não. Isto é prevenção! Não viver tanto pelas regras dos outros, mas criar as suas próprias. Não dar bola quando o 68
  • 69. [Digitare il testo] chamam de “velho gagá” porque decidiu voltar a estudar. Deixar préconceitos de lado, ir ao médico com freqüência, fazer todos os exames solicitados sem medo ou vergonha. Tirar da cabeça o pensamento: “Quem procura acha”, e substituí-lo por: “Acha a tempo de resolver” e, assim, vencer o tabu “check up”. E o mais importante, talvez, seja repensarmos o significado de “prevenção”. Ou compreendermos que prevenir nem sempre significa “não adoecer”. Mas prevenir-se também é não mergulhar no sofrimento, e fazer, também do adoecimento, uma oportunidade. Uma oportunidade de viver, e um período de aprendizado. Viorst (2002) traz que “a velhice traz muitas perdas: muitos são contra essas perdas. Mas outra opinião mais animadora diz que, se as perdas são realmente lamentadas, esse lamento nos liberta e pode nos conduzir a liberdades criativas, desenvolvimento, prazer e aptidão para abraçar a vida”. Os idosos também têm sonhos, metas, desejos. E cabe, muitas vezes a nós, profissionais da saúde, autorizarlhes a ir em busca da realização destes desejos. Afinal, a vida é um ciclo, e idosos, assim como crianças, muitas vezes nos imploram, com um simples gesto ou um singelo olhar, por uma permissão. Advertência (Jenny Joseph) 69
  • 70. [Digitare il testo] "Quando eu for velha vou me vestir de roxo Com um chapéu vermelho que não combina, e não me deixa bem. Quero gastar minha aposentadoria em conhaque, luvas de seda E sandálias de cetim, e dizer que não temos o dinheiro da manteiga. Sentar-me no chão quando estiver cansada Devorar amostras nas lojas e apertar botões de alarme E raspar minha bengala pelos gradis das ruas Para compensar a sobriedade da minha juventude. Sairei de chinelos na chuva Colherei flores em jardins alheios E aprenderei a cuspir. Poder usar blusas medonhas e deixar-me engordar E comer dois quilos de lingüiça de uma só vez Ou apenas pão e picles por uma semana E estocar canetas e lápis e bolachas de chope e coisas em caixas. Mas por hora devemos ter roupas que nos mantenham secas Pagar nosso aluguel e não xingar pelas ruas Dando bom exemplo para as crianças. Temos de convidar amigos para jantar e ler jornais. Mas se eu pudesse ir praticando um pouco agorinha mesmo? 70
  • 71. [Digitare il testo] Para que quem me conhece não fique chocado ou surpreso Quando eu for velha e passar a usar roxo." Se der, seria legal colocar em um quadrinho este texto: “A vida é uma série de puxões para a frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra. Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas como inquestionáveis, mesmo sabendo que não devemos aceitar nada como absoluto. Tensão de opostos, como o estiramento de uma tira de borracha. A maioria de nós vive mais ou menos no meio. (E que lado vence?) O amor vence. Sempre”. (Morrie Shwartz, APUD: Albom, 1997) Rispetto all’invecchiamento La vecchiaia è considerata come l’ultima tappa del corso vitale, determinata da eventi biologici, psicologici, culturali, sociali e spirituali. L’”invecchiare” è un processo di cambiamenti universali che succede con tutti gli esseri viventi, e dipende della natura genetica, sociologica, socio-storica e psicologica. Le questioni culturali hanno finito per creare diversi termini con i quali riferirsi a questa fase dello sviluppo. In questo modo, l’espressione “vecchio” è rimasta associata a qualcosa d’inutile, spregevole, superato. 71
  • 72. [Digitare il testo] Per tanto tempo, questa era la connotazione data a ciò che noi oggi preferiamo chiamare "anziano" (questa parola è associata con il rispetto, longevità, tradizione). Invecchiare, quindi era sinonimo di rifiuto, tristezza e sofferenza. Malattie comuni a questa fascia di età, come l'osteoporosi, la depressione, il morbo di Alzheimer e altre, rendevano questo periodo ancora più doloroso, sia dal punto di vista fisico sia emozionale. Invecchiare, significava diventare un "fastidio", soprattutto per i famigliari. E si diventava vecchio presto! (Con quaranta, cinquanta anni!) Con l'avvento delle nuove tecnologie, i progressi nelle aree medica e biologica e lo sviluppo di diverse ricerche sulla qualità della vita, il ciclo della vita si è allungato, e la gente vive sempre di più. . È stata creata l'espressione "terza età", un termine importato dal francese "Age troisème", che ha cercato di identificare i vecchi (anziani) come un gruppo di "giovani vecchi". La "terza età" è stata quindi considerata come quella alla quale appartengono le persone oltre i sessanta anni, e sono cominciati a essere sviluppati programmi per questa fascia di età. Sono stati creati club, gruppi, e gradualmente si è creata un'altra visione delle persone di questa fascia di età. E la vita continua, e d’improvviso, le persone stano arrivando ai settanta, ottanta, novanta, cento anni. Si parla della “Quarta età”, e questa “superpopolazione” di anziani preoccupa. Dopo di tutto, sono persone che consumano, ma non producono. Chi l’ha detto, però, 72
  • 73. [Digitare il testo] che bisogna essere così? Nei giorni d’oggi, invecchiare non è più sinonimo di ammalarsi! Investendo nella salute e nella qualità della vita, anche le persone della terza età possono produrre! E non mi riferisco al lavoro, al non andare in pensione, ma perché non approfittarne della loro saggezza? Secondo Viorst (2002), "gli studiosi del processo di invecchiamento riconoscono che anche se avere una buona salute, buoni amici e buona fortuna - e un buon reddito-, senza dubbio facilita l'accettazione della vecchiaia, è l'atteggiamento riguardo alle perdite così come la natura di queste perdite, che determina la qualità della vecchiaia. "Delbert (1999) afferma che " (...) Il passato si riferisce al periodo in cui la vecchiaia era il tempo di attesa della morte, di retrazione e d’isolamento; il presente è il momento di trasformazioni della vecchiaia, pieno di esperienze piacevoli e gioviale, in cui l'avanzare dell'età non porta problemi per coloro che hanno un atteggiamento positivo verso la vita; e il futuro presenta paradossalmente il fuoco oscuro, sostenuto dalle previsioni demografiche, e l'ottimismo degli esperti, sostenuto della scienza e della tecnologia”. Ovviamente, l’invecchiamento della popolazione porta dei problemi con sé, ma tutto può essere risolto, o almeno ammorbidito. E, fra i problemi, vorrei discorrere circa uno specifico: più la popolazione invecchia, o meglio, più si vive, più c’é la possibilità di acquisire un 73
  • 74. [Digitare il testo] cancro durante la nostra vita. Le statistiche già dimostrano il cancro come una malattia con tendenza a diventare cronica. Inoltre, gli studi suggeriscono che in futuro non ci sarà nemmeno una persona che non conosca almeno qualcuno che ha vissuto questa malattia. O se avrà il cancro, o lo avrà un suo conosciuto. (O entrambi). Dopo tutto il più a lungo si vive, più tempo si ha per ammalarsi. E in che modo si potrebbe prevenire questo? In primo luogo, credo che per permettere a noi stessi di avere uno sviluppo sano, non dobbiamo lasciare che la paura di ammalarsi invada i nostri pensieri. Riguardo specificamente alla popolazione anziana, è urgente investire nella qualità della vita, e nella ricerca di un invecchiare sano, tenendo conto degli aspetti fisici, nutrizionali, sociali, emotivi e spirituali. Sarebbe importante sottolineare che l'armonia tra gli aspetti di cui sopra, ci ricorda Simonton (1994), è fondamentale per la salute, e che questo vale non solo per la salute della mente e del corpo, ma anche per i rapporti con se stessi, con la famiglia, con gli amici e con tutto mondo che li circonda. E 'anche necessario riconoscere i propri limiti e rispettare la loro individualità. Da un punto di vista emotivo, la prevenzione di malattie come il cancro è direttamente collegata a un potenziare se stesso. Potenziare se stesso, permettersi di vivere. Guimarães (1999) pone che l'invecchiare con successo "comporta un po' di fortuna, ma dipende, soprattutto, dal desiderio di vivere più a 74
  • 75. [Digitare il testo] lungo e meglio”. La prevenzione ha a che fare con l'emozione, e gli effetti della repressione delle emozioni e della disperazione sulla salute sono stati descritti in diversi studi, tra cui gli studi degli ospedali Hopkings John e Kings College (APUD: Simonton, 1994) e ha a che fare con il desiderio! Si tratta di come affrontare e trattare con le cose che la vita ha da offrire. Il modo più positivo o più negativo con il quale ogni età affronta la vecchiaia e le sue limitazioni, è ciò che farà la differenza. Parlare di ciò che dà fastidio, non "guardare" rabbia o rancori, imparare a dire di no. Questo è prevenzione! Non vivere più di tanto per le regole degli altri, ma creare le proprie. Nn fare attenzione quando o chiamano di “vecchio rimbambito” perché a deciso di tornare a studiare. Lasciare stare i pregiudizi, andare dal dottore con frequenza, fare tutti gli esami sollecitati senza paura o vergogna. Togliere della testa il pensiero: “Chi cerca trova”, e sostituirlo per: “Ci cerca trova in tempo di essere risolto” e, così, vincere il tabù del “check up”. E il più importante, forse, sia ripensare il significato della parola “prevenzione”. Oppure comprendere che prevenire non necessariamente significa “non ammalarsi”. Prevenire è anche non tuffarsi nella sofferenza, e fare, anche dall’ammalarsi, un’opportunità. Un’opportunità di vivere, e un periodo di apprendimento. Viorst (2002) scrive che “la vecchiaia porta con sé molte perdite: tanti sono contro queste perdite. Ma un’altra opinione, più a velhice traz 75
  • 76. [Digitare il testo] muitas perdas: muitos são contra essas perdas. Un’altra opinione più lusinghiera dice che, se si rimpiangono veramente le perdite, questo lamentarsi ci liberta e ci può condurre a libertà creative, sviluppo, piacere e attitudine per abbracciare la vita”. Anche gli anziani hanno sogni, mete, desideri. E tocca a noi, professionisti della salute, darli l’autorizzazione ad andare alla ricerca della realizzazione di questi desideri. Perché dopo di tutto, la vita è un ciclo, e gli anziani, come i bambini, tante volte ci implorano, con un semplice gesto o uno scempio sguardo, una permissione. Attenzione (Jenny Joseph) Quando sarò vecchia mi vestirò di viola con un cappello rosso che non si intona e non mi dona e spenderò la mia pensione in brandy e in guanti estivi e in sandali di satin, e poi dirò che non abbiamo soldi per il burro. E mi siederò sul marciapiede quando sarò stanca e arrafferò gli assaggi nei negozi e premerò i campanelli degli allarmi e farò scorrere il mio bastone lungo tutte le inferriate e mi rifarò della sobrietà della mia gioventù Uscirò in pantofole sotto la pioggia e raccoglierò i fiori nei giardini degli altri e imparerò a sputare. 76
  • 77. [Digitare il testo] Potrai indossare terribili camicie e ingrassare e mangiare tre libbre di salsicce in una sola volta o solo pane e sottaceti per una settimana e accumulare nelle scatole penne e matite e sottobottiglia da birra e cianfrusaglie Ma ora dobbiamo mettere vestiti che ci rendano sobri e pagare l’affitto e non imprecare per strada e dare il buon esempio ai bambini. Dobbiamo avere amici a cena e leggere i giornali. Ma forse dovrei cominciare a fare un po’ di pratica adesso? Così la gente che mi conosce non rimarrà troppo sbalordita e sorpresa quando d’improvviso sarò vecchia e comincerò a vestirmi di viola. Se possibile, sarebbe carino mettere in un quadro questo testo: “La vita è una sorta di tiro alla fune. Vorresti fare una cosa, ma sei costretto a fare qualcos’altro. Qualcosa ti fa male, eppure tu sai che non dovrebbe. Prendi per scontate alcune cose, pur sapendo che non c’è nulla di scontato. La tensione degli opposti, come un elastico che si tira. E quasi sempre stiamo da qualche parte, nel mezzo.” Sembra un incontro di pugilato, commento io. “Già, un incontro di pugilato”, ride lui. “Ecco, potresti proprio descrivere la vita così.”Chi vince, domando io? “Chi vince?” Mi sorride, e gli si formano le rughe intorno agli occhi, gli si scoprono i denti storti. “Vince l’amore. L’amore vince sempre”.(Morrie Shwartz, APUD: Albom, 1997) 77
  • 78. [Digitare il testo] Tomando um chima e refletindo Segundo dia do ano, dia cinzento, eu em casa, pensando nos planos. Tendo idéias, observando, pensando. O tempo ùmido e cinzento serve de convite ao primeiro chimarrão do ano de 2012! Vou là, preparo, e decido de colocar no papel aquilo que eu estava refletindo. Vou escrevendo o texto por partes, porque, como a maioria das mulheres, não consigo fazer apenas uma coisa por vez. Estava observando as gotas de chuva, que pareciam ter se solidificado nos galhos das àrvores que enxergo da janela da sacada. Não via gotas, mas pérolas. Sim, pérolas! Redondas, brilhantes e com uma cor que parecia meio prata. Uma imagem divina, que tentei imortalizar fazendo uma foto com o celular. No entanto, eram tão sutis que não creio ter conseguido captar. Não com a foto. Com o meu olhar, no entanto, as imortalizei. Um pouco antes de vir escrever este texto, conversei com a querida amiga Odessa, que me falou sobre os presentes que a mãe natureza nos oferece, todos os dias. E ela tem razão. Pena que, muitas vezes, deixamos de ver! Quantas vezes nos fazemos de cegos para detalhes tão importantes, detalhes que, na verdade, contém o TODO! Aliás, sobre as tais gotas. Talvez para os outros, sejam simplesmente 78
  • 79. [Digitare il testo] gotas de chuva, que, sabe-se lá por que ficaram penduradas nos galhos. Pra mim, são jóias. E, como eu acredito que o modo da gente enxergar as coisas tem tudo a ver conosco, com nosso momento, com nossa personalidade e nosso modo de encarar a vida, fica impossìvel não dar uma de curiosa e perguntar, perguntar a si mesmo (no meu caso, a mim mesma): “O que isto quer dizer?”. E a resposta, obviamente, está dentro de cada um. Dia de chuva tem este “poder”, ainda mais quando estamos em casa. Nos faz ou ir pra cozinha, ou ir pra cama dormir, ou ler, ou refletir, em companhia de nós mesmos. Estar só em companhia dos próprios pensamentos de vez em quando só faz bem! E uma outra coisa que eu venho pensando já faz um tempinho, é sobre o estilo e a qualidade dos relacionamentos. Tenho pensando muito nisto, e em como, com certeza, a união tem também a ver, e muito, com afinidades, sincronicidades e com a missão de cada um neste plano, neste mundo, nesta vida. Tenho pensado muito, confesso, porque eu e o meu amor (o Ste) vivemos em uma intensa harmonia. Vira e mexe aparecem alguns conflitos, obviamente, e que são resolvidos rapidamente. Aprendemos, com o tempo, a nos conhecermos, e a lidar com as diferenças. Eu, tentando ser menos estabanada e mais organizada, e ele, tentando perder menos a paciencia se por acaso deixei a jarra d’àgua virada pra esquerda ao invés da direita, ou se coloquei o queijo na prateleira errada da 79
  • 80. [Digitare il testo] geladeira. (Os exemplos não são necessariamente concretos, mas abstratos). Vejo também a nossa relação com os filhos dos nossos amigos, e confesso que adoro o fato que, o menino que o Ste sempre cuidou, agora não se dirige apenas a ele, mas a mim, aos dois. Sem falar que é super divertido ver o Ste com as crianças, geralmente temos dificuldade em perceber se, quem está se divertindo mais são as crianças ou é ele. Uma criança grande! (E bem que as crianças se dão conta, e, cà entre nós, se aproveitam disso!) Bem, mas na verdade tenho pensando na questão “relacionamento” não tanto me referindo a nós. Eu simplesmente na consigo entender como os nossos vizinhos conseguem brigar tanto! Sei que cada um tem seu jeito, e que os casais devem encontrar o seu modo de se harmonizarem. Fico chateada em ver (ouvir) um casal tão jovem (acredito que tenham no màximo 30 anos, provavelmente menos) brigar tanto! Praticamente todos os dias, vàrias vezes por dia. Manhã, tarde, noite, madrugada. Sempre com direito a gritos, xingamentos, bateçoes de porta. Até no primeiro dia do Ano! Sinto tanto por eles, mas o que posso é mentalizar harmonia. Resolvo, a partir deste momento, adotar uma estrategia alla Seichono-ie. Ou seja, agradecer. Falando em agradecer, hoje também falei, via msn, com uma ex paciente. Que me fez lembrar do grupo, de como faço bem para as 80
  • 81. [Digitare il testo] pessoas e de como sentem a minha falta. Tive notícias lindas, e algumas mais doloridas. E percebi que até as notícias ruins, em um certo sentido, me fizeram bem. Porque o estar longe fisicamente não significa estar longe com o coração. E se permitir viver, ainda que com atraso, também certos momentos de dor e apreensão, é, a meu ver, necessário. Aliás, será que é com atraso mesmo? O tempo o que é? Ele existe, afinal? Tenho tentando mudar meu conceito de tempo, e confesso que apesar de ter feito muitas leituras e reflexões acerca la sua inexistência, é, para mim, ainda um paradigma que gera dúvidas e traz grandes desafios. Riflettendo mentre bevo un “chima”3 Secondo giorno dell'anno, giornata grigia, io a casa, pensando a dei piani. Avendo idee, osservando, pensando. Il clima umido e grigio ci invita al primo “chimarrão” del 2012! Vado in cucina, lo preparo, e decido di mettere su carta quello su cui stavo riflettendo. Scrivo il 3 “Chima”, modo di dire per “chimarrão”, tipica bevanda del Sud del Brasile e anche di Paesi come Argentina, Paraguai, Uruguai. Si tratta di una bevanda fatta con un’erba chiamata “erva mate” e l’aggiunta di acqua calda, che si beve in una specie di “coppa” chiamata cuia, fatta di un albero chiamato “porongo”. Nel Rio Grande do Sul, di solito le persone che si incontrano per bere il “chimarrão” fanno una ruota e bevono tutti della stessa “cuia”. Nella tradizione dei popoli Sud Americani, bere il “mate” è un forte simbolo di amicizia. 81
  • 82. [Digitare il testo] testo per pezzi, perché, come la maggior parte delle donne, non riesco fare solo una cosa alla volta. Stavo guardando le gocce di pioggia, che sembravano essersi solidificate tra i rami degli alberi che vedo dalla finestra del balcone. Non vedevo gocce ma perle. Sì, le perle! Rotonde, luminose e con un colore che sembrava argento. Un’immagine divina, che ho cercato di immortalare facendo una foto con il telefono cellulare. Tuttavia, esse erano così sottili che non credo sia riuscita a captarle. Non con la foto. Con i miei occhi, però, le ho immortalate. Poco prima di venire a scrivere questo testo, ho parlato con la cara amica Odessa, che mi ha parlato dei doni che la madre natura ci offre ogni giorno. E ha ragione. Peccato che spesso questo ci sfugga! Quante volte facciamo i ciechi per dettagli così importanti, dettagli che in realtà contengono il TUTTO! A proposito, in merito a tali gocce. Forse per gli altri, siano semplicemente gocce di pioggia, che chissà perché sono rimaste appese sui rami. Per me, sono gioielli. E, come io credo che il modo di vedere le cose abbia tutto a che fare con noi, con il nostro momento, con la nostra personalità e il nostro modo di affrontare la vita, è impossibile non fare la curiosa e chiedere, chiedere a te stesso (nel mio caso, a me stessa): "Che cosa significa?". E la risposta, ovviamente, è all'interno di ciascuno di noi. 82
  • 83. [Digitare il testo] Le giornate di pioggia hanno questo "potere", soprattutto quando siamo a casa. Ci fa o andare in cucina, o andare a letto a dormire, o leggere, o riflettere, in compagnia di noi stessi. Essere soli in compagnia dei propri pensieri ogni tanto fa solo bene! E un'altra cosa sulla quale vengo riflettendo da un po', è circa lo stile e la qualità delle relazioni. Ci ho pensato su parecchio, e in come sicuramente, l'unione ha anche a che fare, e tanto, con affinità, sincronicità e la missione di ciascuno di questo piano, questo mondo, questa vita. Ci ho pensato tanto, è vero, perché io e il mio amore (lo Ste) viviamo in un’intensa armonia. Ogni tanto appaiono alcuni conflitti, ovviamente, ma questi sono risolti rapidamente. Abbiamo imparato, nel corso del tempo, a conoscersi e a gestire le differenze. Io, cercando di essere più organizzata e meno impacciata, e lui, cercando di perdere meno la pazienza se per caso ho lasciato la brocca d'acqua con l'ala girata a sinistra invece che alla destra, o se ho messo il formaggio sullo scaffale sbagliato del frigo. (Gli esempi non sono necessariamente specifici ma astratti). Vedo anche il nostro rapporto con i figli dei nostri amici, e confesso che mi piace il fatto che il bambino che lo Ste ha sempre curato , ora non si rivolge solo a lui, ma a me, ai due. Per non parlare che è super divertente vedere lo Ste con i bambini, abbiamo spesso difficoltà a capire se chi si diverte di 83
  • 84. [Digitare il testo] più siano i bambini o sia lui. Un bambinone! (E i bambini si rendono conto, e, tra di noi, se ne approfittano di esso!) Beh, ma in realtà sto pensando alla questione "rapporto" 'm facendo riferimento non tanto a noi. Non riesco proprio a capire come i nostri vicini possono litigare così! So che ognuno ha il proprio modo di essere e che le coppie dovrebbero trovare il loro modo di stare in armonia. Sono sconvolta di vedere (sentire) una coppia così giovane litigare (credo che abbiano almeno trenta anni probabilmente meno) così! Praticamente tutti i giorni, più volte al giorno. Mattina, pomeriggio, sera, notte. Sempre "con diritto" alle urla, imprecazioni, porte che sbattono. Soltanto il primo giorno dell'anno! Mi dispiace per loro ma quello che posso fare è mentalizzare armonia. Decido, da questo momento in poi, adottare una strategia alla Seicho-no-ie. O sia, ringraziare. Parlando di ringraziare, oggi ho anche parlato, tramite MSN, con un’ex paziente . Che mi ha fatto ricordare del gruppo di come io faccio del bene alle persone e di come sentono la mia mancanza. Ho avuto belle notizie, e alcune un po' più dolorose. E mi sono resa conto che anche le cattive notizie in un certo senso mi hanno fatto bene. Perché essere lontano fisicamente non significa essere lontano dal cuore. E permettersi di vivere, anche se in ritardo, anche alcuni momenti di dolore e di apprensione sono a mio avviso, necessario. A proposito, è veramente in ritardo? Il tempo, che cos'è? Egli esiste, 84
  • 85. [Digitare il testo] dopo di tutto? Sto cercando di cambiare il mio concetto di tempo e confesso che pur avendo fatto molte letture e riflessioni su di esso, la sua esistenza, è, per me, ancora un paradigma che genera dubbi e porta a grandi sfide. Quando somos crianças, as coisas são tão mais simples! Quando somos criança as coisas são tão mais simples. Não entendo por que, à medida em que a gente cresce, cresce também a nossa mania de complicar. Ok, ok, muitos irão me dizer. “Complicar, não. Explicar”. Tá bom, tá bom. Mas então, pra que ficar buscando tanta explicação? Por que para tudo tem que ter um porque, um motivo, uma razão? Por que será que é tão difícil aceitar as coisas, a vida, como ela é? Assim. Simplesmente assim, simples. Estamos sempre na busca de respostas, teorias, explicações, como se estivéssemos sempre tentando construir um grande castelo de cartas. Quando parece que estamos chegando lá no finalzinho, sempre acontece alguma coisa. Uma rajada de vento, uma tempestade, ou simplesmente alguém que chega e dá um tapinha de 85
  • 86. [Digitare il testo] leve no nosso castelo que, em poucos segundos, desaba, mais uma vez. O mesmo acontece com as nossas certezas, com as nossas convicções. E aqui, me refiro a nós no sentido individual, de cada um, e também num sentido mais amplo, de humanidade. Claro, talvez os nossos “castelos” não desabem em uma fração de segundos, embora eu deva confessar que muitos dos conhecimentos da Física quantica bagunçaram os meus aposentos, me “desassossegaram” para usar a linguagem da Psicologia Social e que, mesmo que neste momento eu me sinta já UNA neste Universo Holográfico, isto não significa que eu, muitas vezes,não surpreenda a mim mesma vagando por aí, de ponta cabeça. Me ver como reflexo do mundo, e ver, no mundo, o meu reflexo. Impossível imaginar isto, acreditar nisto, sem acreditar em Deus. Me perdoem os mais céticos, mas cada vez mais, ciencia, física e espiritualidade caminham juntas e, logo logo, mais paradigmas serão desfeitos, mais castelos irão ao chão. Estou tentando lançar um desafio a mim mesma. Tentar não construir este castelo, não me circundar por muros de proteção. Porque eles protegem sim, eles nos fazem sentir seguros no meio de um mundo que, quando criança, sabíamos ser de fácil compreensão mas que agora, adultos, acreditamos ser um mundo confuso em todos os sentidos. Mas se protegem, por que então eu não quero? 86
  • 87. [Digitare il testo] Porque eles barram, separam, impedem. Impedem a possibilidade de viver, impedem a VIDA em toda a sua plenitude. Porque os muros fazem com que a vida, o mundo, se transforme em uma telenovela, e eu, tu, cada um de nós, em mero expectador. E eu, me perdoem, mas eu sou ambiciosa! Eu quero o papel de protagonista! A criança é protagonista da sua vida, seja na vida real, seja no seu mundo imaginário, seja no mundo espiritual, do qual traz consigo pedacinhos, até que vai, aos poucos se “adultificando”. Lembro que tinha um poeta, acho que Chaplin, que dizia que a vida deveria acontecer ao contrário. Que devíamos “nascer velhos” e morrer bebês. A vida, neste caso, “terminaria” com a concepção. Seria, no mínimo, curioso. Até porque, na verdade, muitas vezes a criança é um espírito muito mais velho, sábio e evoluído do que o que está encarnado nos seus pais. A diferença, porém, é que, mesmo que a nível evolutivo a criança esteja, por assim dizer, “acima” dos seus pais, ninguém “volta pra trás, ninguém regride. Os espíritos se ajudam mutuamente, e juntos buscam o caminho da evolução. Os mais “adiantados”, servindo de guia e de fonte de inspiração. E por que, então, virem em corpos tão “frágeis”? Ora, ora. Não é muito mais fácil se deixar convencer pela ternura do que pela ditadura? Sem falar que ditadura, imposição, nada tem a ver com evolução, não é mesmo? 87
  • 88. [Digitare il testo] Quantas vezes a curiosidade nos faz questionar a vida, os porques, e quantas vezes tentamos imaginar o quanto estamos conseguindo realizar a missão que foi por nós mesmos escolhida para ser cumprida nesta existência! Acredito que, em alguns momentos da vida, diante de determinadas situações, alguns se lamentam, outros enfrentam, outros se resignam. Mas devem ter também aqueles que, tendo conhecimento da Lei Maior, da lei Universal, se questionam: “Fui eu quem escolheu passar por isto? Onde é que eu estava com a cabeça? Acho que exagerei, hein? Hum, vai ver eu queria dar uma acelerada na minha evolução”! Ou então: “Nossa, devo ter sido uma pessoa que não sabia praticar o bem. Que bom que ganhei esta oportunidade, pois assim poderei me tornar realmente uma pessoa melhor”. Convém lembrar que, sim, escolhemos o nosso caminho, a nossa estrada, o nosso destino. Também é importante lembrar que o esquecimento é fundamental para que nossa “tarefa” possa ser cumprida e, o mais importante (e que muitas vezes é alvo de interepretações erroneas): não, não é tudo predeterminado, não é que se fazemos “isto” acontece “aquilo”! Não é que não importa o que fizemos, no final dá tudo no mesmo! Existe uma coisa chamada LIBERDADE. Algo chamado livre- arbítrio! 88
  • 89. [Digitare il testo] As estradas são dadas. O caminho, é a gente que faz. E ele pode ser percorrido através de um dos caminhos já trilhados, ou a gent pode optar por construir um caminho novo. Ou, também, as duas coisas juntas. Existem sim regras, e elas estão registradas em algum lugar dentro de nós. O que não existe, desde que sigamos os nossos objetivos com o coração puro, são limites. Então, já nem sei mais como concluir este texto, mesmo porque nem lembro direito como ele começou. Acredito que, como sempre, partiu de uma idéia, e depois acabou se transformando completamente. Mas em um certo sentido, não é justamente sobre isto que eu estava divagando? Sobre o se permitir ir construindo, destruindo e (re)construindo? Sobre o ir elaborando e (re)elaborando os próprios sonhos, o próprio destino, a própria vida? Existem tantas metáforas para a vida que, se eu resolver colocar uma, corro o risco de me tornar repetitiva. Deixemos então as metáforas e as demais figuras de linguagem de lado! O fato é que, cada um que ler este texto (eu acho) irá tirar as suas próprias conclusões. Para alguns, aquilo que eu escrevi será, talvez, lógico. Para outros, estranho. Outros, ainda, julgarão “bonitinho”, ou uma “viagem total”. Pode ser até que alguns pensem que eu pirei de vez, ou que estava sob o efeito de drogas. Outros, que eu resolvi virar zen, sei lá. O que talvez nem todos se dêem conta è que, assim como progetamos muito de nós mesmos naquilo que produzimos, por 89
  • 90. [Digitare il testo] exemplo, naquilo que escrevemos, também tem muito de nós no modo como entendemos aquilo que vemos, sentimos, ouvimos, lemos. Quando si è bambino, le cose sono così semplici! Quando siamo bambini, le cose sono così semplici! Non riesco a capire perché, pian piano che si cresce, che si diventa adulto, cresce anche la nostra abitudine di “complicare”. Ok, ok, molti mi diranno: “Complicare, no. Spiegare.”. Certo, certo. Comunque, perché dobbiamo sempre cercare delle spiegazioni? Perché tutto deve aver un perché, un motivo, una ragione? Perché è così difficile accettare le cose, la vita, così com’è? Così. Semplicemente semplice. Siamo sempre alla ricerca di risposte, teorie, spiegazioni, come se stessimo sempre cercando di costruire un grande castello di carte. Quando ci sembra che stiamo arrivando alla fine, succede sempre qualcosa. Un colpo di vento, una tempesta, o semplicemente 90
  • 91. [Digitare il testo] qualcuno arriva dal nulla e dà un leggero colpetto nel nostro castello che, in pochi secondi, crolla, un’altra volta ancora. Lo stesso accade con le nostre certezze, con le nostre convinzioni. E qui, mi riferisco a noi nel senso individuale, di ognuno di noi, e anche a “noi” in un senso più ampio, di umanità. Certo, forse i nostri “castelli” non ci mettano così poco a crollare, anche se, confesso, molte delle conoscenze della fisica quantica hanno incasinato le mie stanze, mi hanno lasciato un po’ in agitazione, o che vuol dire che, anche se in questo momento io mi senta già UNA in questo “Holographic Universo”, molte volte sorprendo me stessa, in giro da qualche parte, con la testa in giù. Vedermi come un riflesso del mondo, e vedere, nel mondo, il mio riflesso. Impossibile immaginare questo, credere in questo, senza credere in Dio. Che i più scettici possono perdonarmi, ma ogni volta di più, scienza, fisica e spiritualità camminano insieme e, molto presto, altri paradigmi saranno disfatti, altri castelli crolleranno. Sto cercando di lanciare una sfida a me stessa. Cercare di non costruire questo castello, non circondarmi dalle mura di protezione. Perché le mura ci proteggono, è vero, ci fanno sentire più sicuri in mezzo a un mondo che, da bambini, sapevamo essere di facile comprensione, ma che adesso, da adulti, crediamo sia un mondo confuso in tutti i sensi. Se le mura ci proteggono, perché non le 91
  • 92. [Digitare il testo] voglio? Perché essi ci bloccano, ci separano, ci impediscono. Impediscono la possibilità di vivere, impediscono la VITA in tutta la sua pienezza. Perché le mura fanno che la vita, il mondo, si trasformi in una telenovela, ed io, tu, ognuno di noi, diventiamo semplici spettatori. Ed io, scusatemi, io sono ambiziosa! Io voglio il ruolo da protagonista! Il bambino è il protagonista della sua vita, sia quella reale, sia nel suo mondo immaginario, sia nel mondo spirituale, del quale porta con sé dei ricordi, i quali poi spariscono, pian piano che egli si “adultifica”. Mi ricordo che c’è stato un poeta, forse Chaplin, che aveva detto che il ciclo della vita dovrebbe essere al contrario. Che dovevamo nascere vecchi e morire “neonati”. La vita, quindi, sarebbe finita con la concezione. Sarebbe, come minimo, curioso. Anche perché, in verità, molte volte il bambino è uno spirito più vecchio, saggio ed evoluto rispetto a quello che è incarnato nei suoi genitori. La differenza, però, è che, anche se a livello evolutivo il bambino stia, per dire, “sopra” i suoi genitori, nessuno “torna indietro”, nessuno regredisce. Gli spiriti si aiutano a vicenda e, insieme, cercano il cammino dell’evoluzione. I più “avanzati”, servono di guida e come fonte d’ispirazione. E perché, quindi, vivono in corpi così “fragili”? 92
  • 93. [Digitare il testo] Bene, bene. Non è molto più facile farsi convincere dalla tenerezza che dalla dittatura? Senza contare che la dittatura, le cose fatte a forza, non hanno niente a vedere con l’evoluzione, giusto? Quante volte la curiosità ci fa questionare la vita, i perché, e quante volte cerchiamo di immaginare come stiamo realizzando la missione a essere compiuta in questa esistenza, missione che è stata scelta da noi per noi stessi! Credo che in certi momenti della vita, davanti a determinate situazioni, alcuni si lamentano, altri affrontano, altri si rassegnano. Devono però esserci anche quelli che, avendo la conoscenza della legge Maggiore, della legge Universale, domandano a se stessi: “Sono stato io a scegliere di vivere tutto ciò? Dov’ero con la testa”? Mi sa che ho esagerato, no? Hum, forse io volevo dare una spinta nel mio processo evolutivo”! Oppure: “Wow, è probabile che io sia stato una persona cattiva. Che fortuna che mi hanno dato quest’opportunità, perché così potrò sicuramente diventare una persona per bene”! Va ricordato che, sì, abbiamo scelto il nostro cammino, la nostra strada, il nostro destino. È anche importante ricordare che l’oblio è essenziale per riuscire a compiere il nostro “compito” e, il più importante (e che è spesso soggetto a interpretazioni sbagliate): no, non è tutto predeterminato, non è detto che se facciamo “questo” succede per forza “quello”! Non è vero che non importa ciò che 93
  • 94. [Digitare il testo] facciamo, alla fine non cambia nulla! C’è una cosa chiamata LIBERTA’. Una cosa chiamata libero arbitrio! Le strade ci sono date. Il percorso, lo creammo noi. Ed esse può essere attraversato a partire di una strada già fatta, oppure si può scegliere di costruire una nuova strada. O, altro ancora, si possono scegliere entrambi. Esistono sì delle regole, e queste sono registrate da qualche parte dentro di ognuno di noi. Quello che non c’è, a patto che seguiamo i nostri obiettivi con il cuore puro, sono dei limiti. Ora non so nemmeno come finire questo testo, perché non ricordo neanche esattamente com’è iniziato. Credo che, come il solito, sia partito da un’idea, e alla fine si sia completamente trasformato. Mas, in un certo senso, non è proprio su questo che io stavo vagante? Sul permettersi costruire, distruggere e (ri)costruire? Sull’elaborazione e la (ri) elaborazione dei propri sogni, del proprio destino, della propria vita? Ci sono tante metafore per la vita che, se per caso decido di mettere una, rischio di diventare ripetitiva. Lasciamo stare, quindi, le metafore e le altre figure di linguaggio! Il fatto è che, ognuno che leggerà questo testo (penso) arriverà alle sue conclusioni. Per alcuni, quello che ho scritto sarà, forse, logico. Per altri, strano. Altri ancora, lo giudicheranno “carino”, o “un viaggio totale”. Può anche darsi che alcuni pensino che sia completamente impazzita, o che ero sotto 94
  • 95. [Digitare il testo] l’effetto di droghe. Altri, che io ho deciso di diventare zen, non lo so. Quello che forse non tutti si rendono conto è che, come proiettiamo molto di noi stessi in ciò che produciamo, per esempio, in ciò che scriviamo, c’è anche molto di noi stessi nel modo in cui comprendiamo ciò che vediamo, sentiamo, ascoltiamo, leggiamo. Tragédias, perdas, mortes precoces. Refletindo. Cada pessoa, cada ser humano, tem o seu modo de enfrentar, encarar, suportar e conviver com a morte, as perdas, o sofrimento e a dor. Alguns preferem chorar, outros gritar, outros se resovoltar, outros calar. Alguns, encaram como o ponto final. Desespero, revolta, perda da capacidade de sonhar. Dor, muita dor. Especialmente quando a perda se dá de forma trágica. Conheço muitas mães que perderam seus filhos jovens, e sei de muitos jovens que perderam amigos, namorados e que, num primeiro momento, sentiram como se, junto à eles, também fossem enterrados sonhos, sorrisos e esperanças. A maior parte deles (mas claro que não podemos generalizar), encara estas homenagens aos seus filhos/amigos de forma muito positiva. Para uma mãe, ter seu filho lembrado através de uma canção, e se dar conta de quantas pessoas se importam, de que, por mais que, ao entrar no quarto do 95
  • 96. [Digitare il testo] filho, seja difícil controlar a emoção e impossível não sentir o peso da solidão, ver o carinho, a emoção e, especialmente, o AMOR que as pessoas transmitem (ou pelo menos tentam transmitir) através de uma canção, ajuda, sim, a diminuir a dor. Ajuda a ter a atitude de respirar fundo e seguir em frente, se dando conta de que, se “nós” ainda estamos por aqui (e eles não), é porque ainda temos coisas a fazer, tarefas a cumprir. Claro que, para quem sofreu uma perda, ver que praticamente a todo momento, onde quer que olhem, o que quer que leiam, traz à tona tantas lembranças, pode fazer com que as lágrimas sejam ainda mais difíceis de serem contidas. Mas quem disse que conter as lágfrimas é bom? Quase tudo na vida é feito de escolhas. Se uma canção faz com que eu fique “mal” e aumenta a dor, tento evitá-la. Se uma página criada no Facebook (Como o Memorial para as vítimas da tragédia de Santa Maria, por exemplo) me incomoda, simplesmente não entro ou, mais ainda, se possível, tento bloqueá-la . (Como eu faço com tantas aplicações de jogos). Uma outra questão que eu gostaria de abordar, no que diz respeito á tantas homenagens e lembranças, diz respeito à quem escreve, quem compartilha, quem “vive” tudo isto. Ao contrário do que muitos pensam ou imaginam, esta é, também, uma forma de ajuda. Uma forma “virtual” de abraçar de forma forte cada pai, cada mae, cada irmão. Uma forma também de enviar amor, luz e esperança não apenas à quem ficou mas especialmente a quem se foi. 96
  • 97. [Digitare il testo] Todos estes espíritos, desencarnados tão jovens e de forma tão abrupta (seja os que se foram de forma trágica, seja os que partiram após um longo sofrimento causado por uma doença), se foram antes de nós, porque a tarefa deles, o “papel” deles nesta vida foi cumprido, e chegou o momento de seguirem a sua caminhada. Alguns certamente eram espíritos já esclarecidos, os quais, ao chegarem no plano espiritual, rapidamente se deram conta de que a dor e o sofrimento tinham ficado para trás. Outros, menos esclarecidos, ou talvez menos preparados, provavelmente sofreram muito, sentiram dificuldade para respirar, sentiram a dor das queimaduras, os sintomas da doença ou dos tantos tratamentos que, aqui no plano terreno, tiveram que encarar. Mas, aos poucos, graças à ajuda de amigos, de espíritos bons e afins que se encontram no plano espiritual, dos que chamamos “socorristas”, foram melhorando. Convém lembrar que, cada um dfe nós, espírito encarnado ou desencarnado, sente (e vive) a dor e o amor. Ver sofrer quem nos quer bem, faz com que sofremos também. Deste modo, homenagens que são feitas com emoção e amor, no lugar da revolta, só podem fazer bem. Fazem bem a quem as criou, a quem ficou e, especialmente, a quem partiu. Isto tudo para não falar na mobilização que tudo isto gerou, na grande “CORRENTE DO BEM” que se formou, no lado “humano” de cada um de nós que tudo isto resgatou. Na revisão de valores, de 97
  • 98. [Digitare il testo] prioridades, na importância que damos a cada instante, a cada dia, a cada momento da vida terrena. Enfim, como eu citei acima, cada um enfrenta, encara, vive e sente as coisas da sua maneira. Na vida, temos sim uma missão a cumprir, estamos aqui por algum motivo, da mesma forma que tudo acontece por alguma razão, e nada é por acaso. Convém lembrar, no entanto, o mais importante disto tudo: temos sim um “caminho” a ser seguido (caminho que foi traçado e escolhido por nós mesmos), mas temos, acima de tudo, um dos “direitos” mais importantes de todos: o do “livre arbítrio”. Ou seja, as nossas escolhas, onscientes ou não, somos nós quem fazemos. E isto em tudo, nas ações, atitudes, pensamentos. Somos o resultado das nossas escolhas, e o que nos acontece, quem nos tornamos, o que vivemos, está diretamente relacionado à isto. Muitas coisas, para nós, são difíceis de explicar, de entender. Até podermos nos dar conta de que o importante não é saber explicar, mas poder compreender como tudo isto pode ajudar a tornar, cada um de nós, uma pessoa melhor. Tragedie, perdite, morte premature. Riflettendo. Ogni persona, ogni essere umano ha il suo modo di affrontare, far fronte, sopportare e convivere con la morte, la perdita, la sofferenza 98
  • 99. [Digitare il testo] e il dolore. Alcuni preferiscono piangere, altri urlano, altri si rivoltano, e altri ancora, rimangono in silenzio. Alcuni la vedono come il punto finale. Disperazione, rabbia, perdita della capacità di sognare. Dolore, tanto dolore. Soprattutto quando la perdita accade tragicamente. Conosco molte madri che hanno perso i figli ancora giovani, e so di molti giovani che hanno perso amici, fidanzati, e che in un primo momento, hanno avuto una “sensazione”, come se, insieme (accanto) a loro, fossero stati sepolti sogni, sorrisi e speranze. La maggior parte di loro (ma naturalmente non si può generalizzare), vede questi tributi ai loro figli / amici molto positivamente. Per una madre, avere il suo figlio ricordato attraverso una canzone, e rendersi conto di quante persone s’importano, che, anche se, entrando nella stanza del figlio, è difficile controllare l'emozione e impossibile non sentire il peso della solitudine, vedere l'affetto, l'emozione, e soprattutto l'amore che le persone trasmettono (o almeno cercano di trasmettere) attraverso una canzone, aiuta, sì, a diminuire il dolore. Aiuta ad avere l'atteggiamento di fare un respiro profondo e andare avanti, rendendosi conto che se "noi" siamo ancora qui (e loro non più), è perché abbiamo ancora cose da fare, compiti da svolgere. Naturalmente, per chi ha subito una perdita, vedere che praticamente tutto il tempo, ovunque si guardi, qualunque cosa si legga, porta in primo piano tanti ricordi, può fare che le lacrime siano ancora più difficili da contenere. E chi ha detto che contenere le lacrime è buono? Quasi tutto nella vita è fatto di scelte. Se una 99
  • 100. [Digitare il testo] canzone mi fa stare "male" e aumenta il dolore, cerco di evitarla. Se una pagina creata sul Facebook (come il Memoriale alle vittime della tragedia di Santa Maria, per esempio) mi dà fastidio, basta non accenderla o anche di più, se possibile, cercare di bloccarla. (Come faccio con molte applicazioni di gioco). Un'altra questione che vorrei affrontare, per quanto riguarda tributi á e ricordi, riguarda ci scrive, chi condivide, chi "vive" tutto ciò. Contrariamente a quello che molti pensano o immaginano, anche questo è un modo per aiutare. Un modo "virtuale" di abbracciare forte ogni genitore, ogni madre, ogni fratello … Un modo di inviare amore, luce e di speranza a tutti quelli che sono rimasti, ma soprattutto a quelli che non ci sono più. Tutti questi spiriti, disincarnati così giovani e così all'improvviso (sia quelli sono andati via in modo tragico, sia coloro che sono partiti dopo una lunga sofferenza causata dalla malattia) ci hanno preceduto, sono “andati” prima di noi, perché il loro compito "il ruolo "in questa vita è stato compiuto, ed è arrivato il tempo di seguire il loro viaggio. Alcuni spiriti erano certamente già “chiariti”, cioè, avevano più conoscenze rispetto alla vita spirituale e, quando sono arrivati sul piano spirituale, hanno subito capito che il dolore e la sofferenza erano rimasti indietro. Altri, meno “informati”, o forse meno preparati, probabilmente hanno sofferto di più, hanno sentito difficoltà di respirazione, sentito il dolore delle ustioni, i sintomi delle 100
  • 101. [Digitare il testo] malattie o di tanti trattamenti che, qui sul piano terreno, hanno dovuto affrontare. Pian piano però, con l'aiuto di amici, spiriti buoni e simili che si trovano sul piano spirituale, che noi chiamiamo "soccorritori" sono stati meglio. Bisogna ricordare che, ognuno di noi, spirito incarnato o disincarnato, sente (e vive) il dolore e l'amore. Vedere la sofferenza di chi ci vuole bene, ci fa soffrire insieme a loro. Cos, ì tributi che sono fatti con amore ed emozione, al posto della rivolta, non può che fare del bene. Fanno del bene a chi li ha creati, a chi è rimasto e, in particolare a coloro che si sono andati. Tutto ciò, per non parlare nella mobilitazione che è stata generata, nella grande "CATENA DI BENE" che si è formata, nel lato "umano" di ciascuno di noi che è stato“ritrovato”. Nella revisione di valori, priorità, nell’importanza data a ogni istante, ogni giorno, ogni momento della vita terrena. Comunque, come ho già detto prima, ognuno affronta, vive e sente le cose a modo suo. Nella vita, abbiamo sicuramente una missione da compiere, siamo qui per un motivo, e, nello stesso modo, tutto accade per una ragione, e nulla è per caso. Vale la pena ricordare, tuttavia, la cosa più importante di tutto: noi abbiamo un "percorso" da seguire (percorso che è stato tracciato e scelto da noi stessi), ma, soprattutto, abbiamo uno dei "diritti" più importanti di tutti: il "libero arbitrio". In altre parole, le nostre scelte, coscienti o no, le facciamo noi. E questo in tutto, nelle azioni, atteggiamenti, pensieri. Noi siamo 101
  • 102. [Digitare il testo] il risultato delle nostre scelte, e ciò che accade a noi, ciò che siamo diventati, ciò che viviamo, è direttamente legato a questo. Molte cose, per noi, sono difficili da spiegare, da capire , fino a essere in grado di rendersi conto che ciò che conta non è saper spiegare, ma poter capire come tutto questo possa contribuire a rendere ognuno di noi una persona migliore. 102
  • 103. [Digitare il testo] PARTE II Mudanças/ Cambiamenti Trecho dedicado a alguns textos que escrevi sobre o tema “mudança”, seja ela pessoal, profissional, espiritual. /Spazio dedicato ad alcuni testi che ho scritto circa il tema “cambiamento”, sia personale, professionale, spirituale. Mudanças. A vida, muitas vezes, nos propicia inúmeras mudanças. Algumas boas, outras, nem tanto. Algumas desejadas, enquanto que outras, simplesmente nos pegam de supetão. Mudança de cidade, de escola, de bairro. Mudanças de comportamento, mudanças de vida. Fatos nos fazem mudar, acontecimentos nos fazem mudar. Mudanças simples, mudanças doloridas, mas sempre mudanças. E quando nos deparamos, por exemplo, com uma doença grave como o câncer conosco ou com alguém próximo? Será que, juntamente com o sofrimento, tal fato pode desencadear alguma mudança? Alguma mudança para melhor? Será que todo este sofrimento não 103
  • 104. [Digitare il testo] tem nada, absolutamente NADA de positivo, que se possa tirar de proveito? Observando e trabalhando com pessoas com câncer, pude perceber que sim. Tanto pacientes quanto seus familiares (em especial os mais próximos) trazem, durante os atendimentos, sejam individuais, em grupo, ou nas salas de aplicação de quimioterapia, momentos de intensa reflexão. Sobre a doença, sobre a vida, sobre o dia-a-dia. A grande maioria consegue, uns mais cedo, outros mais tarde, fazer com que a doença traga consigo mudanças. Mudanças positivas. O câncer aparece, muitas vezes, mais do que uma doença, como um grande alerta. Como se a pessoa, os amigos, os familiares e até nós, profissionais da saúde, levássemos uma “sacudida” da vida. Como se o organismo, outrora tão silencioso, desse seu grito: “Pare! Olhe para si, pense em si, cuide de si”. (Parece letra de música sertaneja, mas é, especialmente, uma grande lição). Alto nível de stress, ansiedade, dificuldade de dizer não, sobrecarga no trabalho, seja ele fora ou em casa. Histórias de perdas (nos mais variados sentidos), sofrimento. Aquele velho hábito de pensar sempre primeiro nos outros, e se deixar em 2º, 3º, 4º, 5º plano. Características que a maioria dos pacientes de câncer, quando a doença aparece, têm em comum. Ao menos algumas delas. E talvez 104
  • 105. [Digitare il testo] uma das grandes lições que venham a surgir, junto com a doença, seja justamente esta: Mudar. Para alguns, isto ocorre logo, enquanto que para outros, demora um pouco mais. O tempo é de cada um. Embora sejamos todos parecidos, todos humanos, somos diferentes. E únicos. Dentre as mudanças, dentre os aprendizados, está o olhar para si, o pensar em si. Se permitir ser um pouco egoísta, no bom sentido da palavra. Ver se como ser humano e deixar vir à tona sentimentos que, na obrigação de manter uma paz e uma harmonia “disfarçadas”, eram abafados, engolidos. Raivas, mágoas, desgostos. É poder ver-se como uma pessoa comum. É, depois de tanto tempo ajudando, batalhando, permitir-se ser ajudado. E ajudar-se. É mudar, também, o modo de ver a vida, de viver a vida. Mudam valores. O que importa é o dia-a-dia. A vida é o que está acontecendo agora. Pequenas coisas, que antes passavam despercebidas, agora têm inestimável valor. E coisas “poucas”, bobas, banais, que antes geravam sofrimento e stress, deixam de ter importância. Assim, pode-se dizer que o câncer acarreta, sim, em cada um de nós, mudanças. Que ele pode trazer crescimento, e que tais mudanças tornam cada um de nós, acima de tudo, mais verdadeiros, mais humanos. 105
  • 106. [Digitare il testo] Cambiamenti La vita, tante volte ci propizia molti cambiamenti. Alcuni buoni, altri non più di tanto. Alcuni desiderati, mentre altri semplicemente ci prendono all'improvviso. Cambiare città, scuola, quartiere. Cambiamenti di comportamento, cambiamenti di vita. I fatti ci fanno cambiare, gli eventi ci fanno cambiare. Cambiamenti semplici, cambiamenti dolorosi, ma sempre "cambiamenti". E quando ci troviamo a dover affrontare, per esempio, una grave malattia come il cancro, in noi o in qualcuno vicino a noi? Sarà che, insieme con la sofferenza, questo fatto potrebbe innescare qualche cambiamento? Qualche cambiamento per il meglio? Sarà possibile che tutta questa sofferenza non abbia nulla, assolutamente nulla di positivo del quale poter trarre vantaggio? Osservando e lavorando con le persone con il cancro, mi sono resa conto che sì. Sia i pazienti che i loro familiari (in particolare quelli più vicini a) riportano, durante le sedute, sia individuale, di gruppo, o nelle sale di chemioterapia, momenti di intensa riflessione. Sulla malattia, sulla vita, sul giorno per giorno. La maggior parte riesce, alcuni subito, altri un po' dopo, a fare sì che la malattia porti dei cambiamenti. Cambiamenti positivi. 106
  • 107. [Digitare il testo] In più delle volte, il cancro sembra, oltre ad una malattia, un grande segno di allerta. Come se la persona, gli amici, i familiari e a dirittura noi, professionista della sanità, ricevessimo una “spinta” della vita. Come se l’organismo, prima così silenzioso, decidesse di urlare: “Fermati, guarda dentro di tè, pensa a te stesso, prenderti cura di te”. (Sembra testo di musica “sertaneja, ma è, più che altro, una grande lezione). Alti livelli di stress, ansia, difficoltà a dire di no, sovraccarica nel lavoro, sia fuori che a casa Storie di perdite (nei più vari modi), sofferenza. Quella vecchia abitudine di pensare sempre prima agli altri, e lasciare se stesso in secondo ,terzo, quarto piano. Caratteristiche che la maggior parte dei malati di cancro, quando ricevono la diagnosi, possiedono. Almeno alcune di queste. E forse una delle grandi lezione che può avvenire insieme alla malattia, sia proprio questa: Cambiare. Per alcune persone, questo succede presto, mentre per altri, ci mette un po’ di più. Il tempo è individuale. Anche se siamo tutti simili in alcuni aspetti, tutti esseri umani, siamo diversi. E unici. Fra i cambiamenti, fra quello che si può imparare, c’é il guardare se stesso, pensare a se stesso. Permettersi, dare a se stesso il permesso di essere un po’ egoista, in senso buono. Vedere se stesso come essere umano, e lasciare che vengono fuori quei sentimenti che, 107
  • 108. [Digitare il testo] nell’obbligo di mantenere una certa pace e un’armonia “per finta”, erano tenuti “sotto i pani”, nascosti. Rabbia, crepacuore, disgusti. è poter vedere a se stesso come una persona “normale”. È, dopo tanto tempo aiutando, combattendo, concedere il permesso di essere aiutato. E aiutare se stesso. È cambiare, anche, il modo di guardare la vita, di affrontarla, di viverla. I valori cambiano. Quello che importa è il giorno dopo giorno. La vira è ciò che succede adesso. Piccole cose, che prima ci sfuggivano, ora hanno un valore inestimabile. E cose “poche”, stupide, banali, che prima generavano sofferenza e stress, non hanno più importanza. Dopo tutto, si può dire che il cancro provoca, in ognuno di noi, dei cambiamenti. Che può farci crescere, e che questi cambiamenti ci fanno diventare, prima di tutto, più “veritieri, più umani Mudanças, novos ciclos. É preciso que a gente se dê conta quando um ciclo se completou, e outro está se iniciando. Muita vezes, mesmo debaixo de muito sofrimento, optamos pro ficar ali, estagnados, achando que "ruim com isso, pior sem isso". Temos sempre a esperança de que algo vai melhorar, de que as coisas vão voltar a ser como eram antes, mas o tempo não volta! 108
  • 109. [Digitare il testo] Chega um momento em que, ou a gente vai, ou a gente vai. Temos escolhas sim, mas cabe a nós fazê-las ou não. Tomar decisões, romper com o que já foi e se permitir viver. Se permitir voltar a ser feliz. (Tu tinhas realmente te dado conta de que não estavas feliz?) Que mania de postergar a felicidade! De jogá-la para o passado que já foi, ou para um futuro o qual você nem sabe se chegará. Um ciclo da minha vida completou há tempos, e eu, até me dei conta, o problema foi aceitar. Agora, finalmente, estou, aos poucos, conseguindo, me permitindo, e uma nova fase vem aí! Cambiamenti, nuovi cicli. È necessario che ci rendiamo conto quando un ciclo è completato, e un altro comincia. Un sacco di volte, anche in presenza di molta sofferenza, scegliamo di rimanere lì, stagnante, pensando che "male con esso, senza di esso." Speriamo sempre che qualcosa possa migliorare, che le cose tornino di nuovo a essere com’erano prima, ma il tempo non torna indietro! Arriva un momento nel quale, o ci pensiamo noi, o ci pensiamo noi. Noi abbiamo scelte, sì, ma tocca a noi farle o no. Prendere decisioni, rompere con ciò che è stato e dare a se stesse il permesso di vivere. Permettere a se stesse di tornare a essere felice. (Avevi davvero 109
  • 110. [Digitare il testo] capito che non eri felice?) Che mania di posticipare la felicità! Di gettarla nel passato che è già stato, o in un futuro che non si sa nemmeno se verrà. Un ciclo della mia vita si è concluso qualche tempo fa, ed io, mi sono anche accorta, il problema è stato accettare. Ora, finalmente, pian piano, sto riuscendo, concedendomi il permesso, e una nuova fase sta per arrivare! Mudanças I Sempre me disseram que a vida é feita de mudanças. Existem vários textos que falam deste assunto. E eu me dei conta que sim, mudanças são necessárias. E que mudar, muitas vezes, mudar é como fazer passaporte para ser feliz. Eu aprendi que cada momento da vida vale a pena, e que mudar, pode nos fazer pessoas melhores. E sabe o que eu descobri? Descobri que pequenas mudanças não me bastam, mas é de coisas grandes que é feita a minha vida! Mudar País, mudar língua, "perder" um pedaço do sobrenome. Mudar a vida, encontrar o verdadeiro amor. Ser feliz. O que teria acontecido se eu não tivesse dado o primeiro passo? 110
  • 111. [Digitare il testo] Mudanças radicais. Outras, nem tanto. Agora uma mudança de ares, um novo modo de ver eu mesma: semana que vem mudo o corte de cabelo! Coragem! Mas existem coisas, porém, que devem sempre ficar como está. (Ao menos que seja para crescer, para melhorar). São elas: caráter, personalidade, respeito, o amor por mim mesma e pelos outros, em especial pela minha família, pelo Ste e pelos meus amigos de hoje, ontem e sempre. A sensibilidade, a fé, o amor e a dedicação aos pacientes. E o desejo de que todos possam encontrar a paz, o amor e a felicidade! Cambiamenti I Sempre mi hanno detto che la vita è fatta di cambiamenti. Ci sono varie testi che parlano di quest’argomento. Ed io mi sono resa conto che sì, noi abbiamo bisogno dei cambiamenti. E che, molte volte, cambiare è come fare il passaporto per essere felice. Io ho imparato che ogni momento nella vita vale la pena, e che cambiare, può farci diventare persone migliori. E sai cosa ho scoperto? Ho scoperto che piccoli i cambiamenti non mi bastano, che è delle cose grandi che la mia vita è fatta! Cambiare Paese, cambiare lingua, "perdere" un pezzo del mio cognome. 111
  • 112. [Digitare il testo] Cambiare la vita, trovare il vero amore. Essere felice. Cosa mi sarebbe successo se io non avessi dato il primo passo? Cambiamenti radicali. Altri, non più di tanto. Adesso, un cambiamento d’aria, un nuovo modo di vedere a me stessa: la settimana prossima cambierò il taglio dei capelli! Coraggio! Ci sono cose, però, che devono restare sempre come sono. (Almeno che sia per crescere, per migliorare). Sono queste: carattere, personalità, rispetto, l’amore per me stessa e per gli altri, specialmente la mia famiglia, lo Ste e per i miei amici d’oggi, di ieri e di sempre. La sensibilità, la fede, l’amore e la dedicazione ai pazienti. E il desiderio che tutti possono trovare la pace, l’amore e la felicità! 112
  • 113. [Digitare il testo] Ainda mudanças: refletindo com trechos de Clarice Lispector Tem vezes em que eu insisto em resitir às mudanças. E sigo sem entender o motivo, visto que, na maioria das vezes, mudanças são necessárias e são elas que nos permitem viver! Quer saber? Mudar faz bem! E mudar pode sim significar mudar de casa, de endereço, de relacionamento. Mas mudar pode também significar mudar de atitude! Pode significar dar uma nova leitura a um velho texto, um novo colorido àquela parede branca, repleta de espaços vazios! Clarice Lispector foi sábia quando disse que: “Tudo no mundo começou com um sim, é preciso dizer sim para que algo aconteça.´ Isto é mudar! E para a vida, eu digo SIM! Para o amor, eu digo SIM! Para a minha família, meus amigos, para o meu amado Stefano, eu digo SIM! (Isto me fez lembrar que ontem à noite vimos um filme, chamado Yes Man, onde o cara tinha que dizer sim pra tudo. Com a louça ainda na pia, o Ste me perguntou: Tu não queres fazer a “Yes Girl” e lavar a louça pra nós?)- hahaha… como resistir? Como dizer NÃO? 113
  • 114. [Digitare il testo] E pensando ainda em Clarice Lispector: “As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos”. Isto: oportunidade! A vida é feita de oportunidades,e jamais devemos ter medo de aproveitá-las! “Se você se sente infeliz agora, tome a alguma providência agora, pois só na sequência dos agoras é que você existe”. Pois é, a vida é agora, e a felicidade é feita de momentos! “A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade”. Isto é o que fica, o que transmitimos para os outros, o nosso jeito, o modo como os tratamos, o sorriso que damos ou que deixamos de dar, o olhar sincero, profundo, “O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido”. E o que daqui a pouco será passado, é o que neste momento eu chamo de presente! Presente se chama presente por algum motivo, né? 114
  • 115. [Digitare il testo] “Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado”. Os erros dos outros, mas especialmente os próprios! Tão difícil perdoarmos a nós mesmos! Temos sempre a mania de buscar a perfeição! (Eu tenho). Auto-crítica faz bem, mas em demasia causa transtornos! Quer saber? Eu sei muito bem o que eu quero para a minha vida, quero é seguir sempre, sem medo de fracassar. Quero continuar acreditando que tudo vale a pena, pois sei que a minha alma não é pequena, como diria Fernando Pessoa. Eu sou “dona” das minhas escolhas. Não há arrependimentos, faria tudo de novo, do mesmo jeito. Até o friozinho na barriga eu sentiria de novo, porque a graça é justamente essa! Todas as mudanças que aconteceram comigo me fizeram especialmente conhecer mais a mim mesma, e perceber o verdadeiro significado de amar. E as pessoas que amo, acho que também puderam perceber isto. 115
  • 116. [Digitare il testo] Ancora cambiamenti: riflettendo con frammenti di Clarice Lispector Ci sono momenti in cui io insisto a resistere ai cambiamenti. E seguo così, senza capire la ragione, poiché, na maggior delle volte, i cambiamenti sono necessari, e sono loro che ci permettono di vivere! Volete sapere? Cambiare è un bene! E cambiare può sì significare cambiare casa, indirizzo, relazione. Ma cambiare può anche significare cambiare attitudine! Può significare dare una nuova lettura, una nuova interpretazione a un vecchio testo, un nuovo colore a quella parete bianca, piena di spazzi vuoti! Clarice Lispector è stata saggia quando ha detto che: “Tutto nel mondo ha cominciato con un sì. Bisogna dire di sì perché qualcosa succeda”! Questo è cambiare! E per la vita, io dico di Sì! Per l’amore, io dico di sì! Per la mia famiglia, i miei amici, il mio amore Stefano, io dico di sì! (Questo mi ha fatto ricordare che ieri sera abbiamo visto un film, chiamato Yes Man, dove il tizio doveva dire di sì per qualunque cosa). Con i piatti ancora sul lavandino, lo Ste mi ha chiesto: “Tu non 116
  • 117. [Digitare il testo] vorresti fare la “Yes Girl” e lavare i piatti per noi?”- hahaha… come resistere? Come fare a dire di no? E pensando ancora a Clarice Lispector: “Le persone più felici non hanno le cose migliori. Loro sanno fare il meglio con le opportunità che appaiono sulle loro strade”. Proprio così: opportunità! La vita è fatta di opportunità, e mai dobbiamo avere paura di approfittarle! “Se lei in questo momento si sente infelice, prova a fare qualcosa a rispetto ora, perché è solo nella sequenza degli “adesso” che lei esiste”. Vero. La vita è ora, la felicità è fatta di momenti! “La vita è corta, ma le emozioni che possiamo lasciare durano un'eternità”. Questo è ciò che rimane, quello che ognuno di noi trasmette agli altri, il nostro modo di essere, la maniera con la quale li trattiamo, il sorriso che abbiamo dato o lasciato di dare, lo sguardo sincero, profondo. “Il futuro più brillante è basato su un passato intensamente vissuto”. 117
  • 118. [Digitare il testo] Ciò che fra un po’ sarà il passato, è quello che proprio adesso io chiamo presente! Presente si chiama “presente”4 per qualche ragione, non vi sembra? “Tu solo avrai successo nella vita quando perdonerai gli errori e le delusioni del passato” . Gli errori degli altri, ma in particolare i propri! Così difficile perdonare se stesso! Abbiamo sempre l’abitudine di cercare la perfezione! (Io ce l’ho). Auto-critica fa bene, ma se è troppa, causa dei disturbi! Volete sapere? Io so benissimo quello che voglio per la mia vita, voglio è andare sempre avanti, senza paura di fracassare. Voglio continuare a credere che tutto valga la pena, perché so che la mia anima non è piccola, come Fernando Pessoa5 avrebbe detto. Io sono la “proprietaria" delle mie scelte. Non ci sono pentimenti, farei tutto un’altra volta, nello stesso modo. Fino le farfalle nello stomaco sentirei di nuovo, perché è proprio questo il bello! Tutti i cambiamenti che sono successi con me mi hanno fatto particolarmente conoscere a me stessa, e percepire il vero significato 4 “presente”, in portoghese, significa anche “regalo”. Metaforicamente, quindi, si dice che il momento “presente”, è come un regalo, ed, in un certo senso, è l’unico che esiste veramente, nel senso che può essere sentito, vissuto, modificato. 5 Fernando Pessoa, poeta portoghese, ha una celebre frasi, che dice: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. 118
  • 119. [Digitare il testo] di amare. E le persone che amo, credo hanno potuto percepire tutto ciò. 119
  • 120. [Digitare il testo] PARTE III A Psicooncologia, a Psicossomática, os Cuidados Paliativos/ La Psiconcologia, la Psicosomatica, le Cure Palliative A vida A vida é feita de momentos bons e momentos ruins. Mesmo os momentos que chamamos “ruins”, porém, podem se tornar bons. Depende de como os compreendemos, como os interpretamos. A perda, a morte, é vivida por cada pessoa em um modo muito diferente e particular. A morte de uma pessoa a quem queremos bem pode trazer sofrimento, mas também um grande alívio. Especialmente quando esta pessoa, talvez não mais com as palavras, mas especialmente com o olhar e a respiração, tenta te dizer: “Estou cansada”, ou quando tens a nítida impressão de que ela te pede uma espécie de “autorização para ir embora. “Sim, sim, fica tranquila, está tudo bem!” Existe uma frase muito conhecida, que agora não lembro muito bem de quem é, que diz: "The beauty is in the eyes of the beholder". Que 120
  • 121. [Digitare il testo] linda metáfora da vida! E, assim como existem várias maneiras de dizer a mesma coisa, existem também diversas maneiras de ver as coisas. Procurar ver o bonito, o “bom”, também nos momentos ruins, è um desafio, mas vale a pena! Ajuda a tornar a vida mais bonita. E além disso, faz crescer, como pessoa, come “alma”! Devemos tentar fazer de cada momento vivido uma lição, buscando aprender sempre, seja xcom os acertos, seja com os erros. Na minha opinião, a palavra “se” não deveria esistir no nosso vocabulário da vida”. Porque a vida é certeza, e não dúvidas! Claro que não è fácil, mas temos que terntar viver DE VERDADE. E, apra que isto seja possíverl, tem que arriscar, tem que “mergulhar” nos sonhos, nos desejos. 121
  • 122. [Digitare il testo] La vita La vita è fatta di momenti belli e momenti brutti. Anche i momenti chiamate "brutti", però, possono diventare belli. Dipende di come riusciamo a capirgli, a interpretargli. La perdita, la morte, è vissuta per ogni persona di un modo molto diverso e particolare. La morte di una persona che vogliamo bene può trarre sofferenza, ma anche un grande sollievo. Specialmente quando questa persona, forse non più con le parole, ma molto con lo sguardo e con il respiro, prova a dirti: "Sono stanca", o quando hai la nitida impressione che lei ti chiede una specie di autorizzazione per andar via. "Sì, sì, stia tranquilla, va tutto bene"! C’è una frase molto conosciuta, che adesso non mi ricordo bene di chi è, che dici: "The beauty is in the eyes of the beholder". Bellissima metafora per la vita! E, come esistono vari modi di dire la stessa cosa, ci sono anche vari modi di vedere le cose. Cercare di vere il bello, il "buono" anche nei momenti brutti, è una sfida, ma vale la pena! Aiuta a tornare la vita più bella. E poi, ci fa’ crescere, come persona, come "anima"! Dobbiamo cercare di fare di ogni momento vissuto una lezione, cercare d’imparare sempre, sia con gli accerti, sia con gli errori. 122
  • 123. [Digitare il testo] Secondo me, la parola "se" non dovrebbe esistere nel nostro "vocabolario della vita". Perché la vita è certezza, e non dubbi! Certo che non è facile, ma dobbiamo provare a VIVERE davvero. E, per che questo sia possibile, bisogna rischiare, bisogna "tuffarsi" nei sogni, nei desideri. Dor. Reflexão depois de uma aula sobre o tema “dor”, desenvolvida no Master de Cure Palliative al Termine della Vita (Cuidados Paliativos no final da vida), em Milão. Passar três dias falando de dor, me fez refletir sobre a “dor total” que não apenas um paciente, mas cada um de nós pode apresentar. Falamos muito da dor física, de como “curá-la”. E, a meu ver, esta dor deve ser cuidada, curada. Eu, na minha experiência como Psicooncóloga, preciso dizer que, quando um paciente tinha dor, a primeira coisa que eu fazia era procurar uma maneira de ajudá-lo, falando com os médicos, enfermeiros, etc. Não via sentido em fazer uma psicoterapia, em “procurar as coisas escondidas”, se o paciente, pela dor, não cosneguia ficar sentado, ou não caminhava, ou não conseguia dormir à noite! Quantas vezes os pacientes vieram à consulta porque pareciam deprimidos, mas me 123
  • 124. [Digitare il testo] digam uma coisa: quem não se deprime, quem não fica ansioso se está com uma dor insuportável? Bem, mas eu falava de dor total. Acredito que exista também uma dor emocional, uma dor da alma e uma dor espiritual. E, às vezes, também uma dor social. Para a dor física, esistem os remédios, as várias técnicas que nos foram apresentadas durante as aulas. Mas, e a dor da alma? Muitas vezes, os antidepressivos não são suficientes (ajudam, mas não resolvem). Serve um espaço de escuta, um estar presente. Serve uma permissão para que a pessoa possa chorar, possa sentir raiva, possa ficar em silêncio, possa exprimir os seus desejos, os seus medos, etc. Pode parecer estranho, mas muitas vezes, a dor da alma traz mais sofrimento do que a dor física. E aqui, me volto também aos familiares que, muitas vezes, sofrem de uma dor intensa, um sofrimento impossível de descrever. (Pensem a uma mãe que perdeu o filho, por exemplo). Por dor social, penso, por exemplo, àqueles que vivem à margem, que não podem comprar os remédios, que não têm dinheiro, que às vezes sequer conseguem comer. Ou aqueles que sofrem preconceitos, como os portadores do vírus HIV. Certamente todas estas “dores” causam sofrimento e, sem aparecem juntas, é pior ainda. Para quem tem uma dor da (ou na) alma, é mais difícil curar a dor física. O mesmo vale para o contrário, muitas vezes, 124
  • 125. [Digitare il testo] a dor física desenvolve também uma dor emocional. Penso muito em como seria um lindo grupo para o controle da dor, onde pudessem trabalhar juntos não apenas os médicos das várias especialidades, mas também os enfermeiros, nutricionistas, educadores psicólogos, fisioterapeutas, e assistentes sociais. E vocês, o que pensam disto? Utopia? Dolore. Riflessione dopo una lezione sul tema “dolore”, svolta al Master di Cure Palliative al Termine della Vita, a Milano Passare tre giorni parlando di dolore mi ha fatto riflettere su il dolore "totale" che non solo un paziente, ma ognuno di noi può avere. Abbiamo parlato molto del dolore fisico, e di come "curarlo. E, secondo me, questo dolore deve essere curato, guarito. Io, nella mia esperienza come Psiconcologa, devo dirvi che, quando un paziente aveva un dolore, la prima cosa che facevo era cercare un modo di aiutarlo, parlando con i medici, infermieri, ecc. Non vedevo senso in fare una psicoterapia, in "cercare le cose nascoste", se il paziente, per il dolore, non riusciva a stare seduto, o non camminava, o non riusciva a dormire alla sera! Quante volte i pazienti sono venuti da me perché sembravano depressi, ma ditemi, 125
  • 126. [Digitare il testo] chi non si deprime, chi non diventa ansioso se ha un dolore insopportabile? Bene, ma parlavo di dolore totale. Credo che esista anche un dolore emozionale, un dolore dell’anima e un dolore spirituale. E, a volte, anche un dolore sociale. Per il dolore fisico, ci sono i medicinali, le varie tecniche presentati durante le nostre lezioni. Ma, e il dolore dell’anima? Molte volte non bastano gli antidepressivi (che aiutano, ma non risolvano). Serve uno spazio di ascolto, uno stare vicino. Serve un permesso per che la persona possa piangere, possa arrabbiarsi, possa stare in silenzio, possa esprimere i suoi desideri, le sue paure, ecc. Può sembrare strano, ma molte volte il dolore dell’anima porta più sofferenza che il dolore fisico. E qui, mi rivolgo anche ai familiari che, molte volte, soffrono di un dolore intenso, una sofferenza che non si può descrivere (Pensate in una mamma che ha "perso" un figlio, per esempio). Per dolore sociale, penso, per esempio,a quelli che vivono a margine, che non possono comprare le medicine, che non hanno soldi, che a volte non riescono nemmeno a mangiare. O quelli che soffrono di pregiudizi, come gli HIV+. Sicuramente tutti questi dolori causano sofferenza, e, se vengono insieme, è ancora peggiore. Per chi ha un dolore dell’anima, è più difficile curare il dolore fisico. Lo stesso al contrario, molte volte il 126
  • 127. [Digitare il testo] dolore fisico sviluppa anche un dolore emozionale. Penso molto in come sarebbe bello un gruppo per il controllo del dolore dove potessero lavorare insieme non solo i medici delle più diverse specialità , ma anche gli infermieri, psicologi, fisioterapisti, nutrizionisti, educatori e assistenti sociali! E voi cosa ne pensate? Utopia? 127
  • 128. [Digitare il testo] Laringectomia e Espiritismo Há algum tempo, venho me questionando acerca da questão dos laringectomizados totais, sob o ponto de vista do Espiritismo. Que explicações haveria, segundo esta doutrina, para a perda da voz? Embora eu tenha nascido e sido criada dentro da Doutrina Espírita, acabei, com o tempo, me afastando da mesma, sem, no entanto, deixar de nela acreditar e, indiretamente, de aplicar, no meu dia-adia, seus principais preceitos (amar ao próximo e fazer o bem, sem olhar a quem). De uns tempos pra cá, no entanto, retomei as consultas, passes e, especialmente, as leituras. E passei a desejar compreender melhor algumas coisas com as quais estou mais envolvida atualmente. Dentre elas, a questão dos laringectomizados, visto que, desde o início de 2004, sou voluntária de um grupo de pacientes que foram submetidos à cirurgia de laringectomia total. (para quem não sabe, a laringectomia total consiste na retirada cirúrgica das pregas (cordas) vocais devido a câncer e acarreta, com isto, a perda da voz). Então, pergunto: “Do ponto de vista do espírito, o que leva a isto”? Passei, eu mesma, a criar algumas hipóteses, que irei relatar a seguir. Saliento que tais “teorias” não foram por mim encontradas em livros 128
  • 129. [Digitare il testo] (ao menos não de forma direta), nem me foram relatadas por espíritos superiores, sob a forma de sonhos ou mensagens psicografadas. Embora todos sejamos médiuns, não tenho tais qualidades desenvolvidas. Não tenho, no entanto, como afirmar, com absoluta certeza, que as hipóteses traçadas sejam única e exclusivamente advindas da minha própria dedução ou imaginação. As perguntas que me vêm seguido à mente são: 1. Teriam estas pessoas, em encarnações anteriores, feito mau uso de um dom tão rico como o da voz? Teriam usado sua voz para falar mal dos outros, fofocarem, prejudicar os seus semelhantes? Teriam usado a voz pra praticar discursos que incutavam a disputa, a raiva, a violência? Teriam dado início á guerra? Teriam usado a voz como instrumento que fere, como arma, muitas vezes letal? 2. Teriam, em outras vidas, sido degoladas? E, devido á brutalidade e violência de suas mortes, voltado para terminar uma missão inacabada, mas tendo restado uma seqüela da vida anterior? 3. Seriam estes espíritos suicidas, que “deram cabo” da própria vida, através do enforcamento? 129
  • 130. [Digitare il testo] Espíritos que vieram agora afim de “resgatar” algo, aprender, redimir-se do maior crime de todos, que é o matar a si mesmo, atitude esta que vai de encontro às leis da vida e do Criador? Tenho pensado muito nisto, e confesso que em alguns momentos chego a me angustiar. Afinal, as pessoas que conheço que sofreram tal cirurgia cometeram erros sim, especialmente contra si mesmos (a bebida, o cigarro, são suicídios disfarçados). No entanto, são pessoas de caráter, de um coração enorme, e que me ensinam, a cada dia, novas lições. Em função disto, eu preferia pensar que eles, na verdade, são espíritos que antes de ingressar nesta vida fizeram esta escolha para trazer lições, aprendizagens, a todos nós. Pois através de suas experiências passamos a dar mais valor à vida, revemos valores, etc. Mas não tem como não pensar nas hipóteses anteriores. E, assim sendo, Deus demonstrou mais uma vez sua infinita bondade e sabedoria, presenteando-nos com o “dom do esquecimento”. Caso contrário, como lidar com a dor, a raiva, a culpa? Talvez eu nunca encontre uma resposta para esta questão. Ao menos não nesta encarnação. De uma coisa, no entanto, eu sei. Nossos caminhos se encontraram por alguma razão. E, neste convívio aprendo, a cada dia, uma nova e grande lição. 130
  • 131. [Digitare il testo] Laringectomia e Spiritismo Da un po' di tempo che mi faccio delle domande sulla questione della laringectomia totale, dal punto di vista dello spiritismo. Quali spiegazioni ci sarebbero, secondo questa dottrina, per la perdita della voce? Anche se sono nata e cresciuta all'interno della Dottrina Spiritica, col tempo, ho finito per, allontanarmi da essa, senza tuttavia smettere di credere in essa e, indirettamente, di applicare, nel mio giorno per giorno, i suoi principali precetti (amare il prossimo e fare del bene, senza tener conto ha chi). Da qualche tempo, però, ho ripreso le consultazioni "passes6" e soprattutto le letture. E vorrei capire un po' di più alcune cose con le quali, nel momento attuale, sono più coinvolta. Tra queste, la questione dei laringectomizzati, perché fin dall'inizio del 2004, io sono una volontaria in un gruppo di pazienti che sono stati sottoposti a chirurgia di laringectomia totale. (Per chi non lo sapesse, 6 Passe: Il passe, conosciuto anche come fluidoterapia, è l’atto di trasmettere energia magnetizzata dal mondo spirituale, direttamente o con l’aiuto di un medium passista (attraverso l’imposizione delle mani), in beneficio dell’uomo incarnato. Dai tempi più antichi, l’imposizione delle mani è una delle formule utilizzate dalle persone per aiutare gli ammalati o per allontanare da essi le cattive influenze spirituali. 131
  • 132. [Digitare il testo] laringectomia totale è la rimozione chirurgica delle pieghe (corde) vocali a causa di cancro e porta con sé la perdita della voce). Quindi, mi sono domandata: "Dal punto di vista dello spirito, cosa può portare a questo?" Ho cominciato, io stessa, a elaborare delle ipotesi, le quali segnalerò in seguito. Rilevo che queste "teorie" non le ho trovate sui libri (almeno non di forma diretta), né mi sono stati segnalati da spiriti superiori, sotto forma di sogni o messaggi psicografici. Anche se siamo tutti medium, non ho sviluppato tali qualità. Non posso, tuttavia, per così dire, affermare, con assoluta certezza, che le ipotesi sono tratte derivante esclusivamente dalla mia immaginazione o deduzione. Le domande che mi vengono spesso in mente sono le seguenti: 1. Avrebbero queste persone, in incarnazioni precedenti, fatto cattivo uso di un dono così ricco come la voce? Avrebbero usato la sua voce per parlare male degli altri, spettegolare, danneggiare i loro simili? Avrebbero usato la voce per praticare discorsi che incoraggiavano la controversia, la rabbia, la violenza? Avrebbero cominciato la guerra? Avrebbero usato la voce come uno strumento che ferisce, come arma, spesso letale? 132
  • 133. [Digitare il testo] 2. Sarebbero, in altre vite stati decapitati? E, a causa della brutalità e della violenza della loro morte, sarebbero tornati per finire un compito incompiuto, ma portando con sé una conseguenza, un segno della vita precedente? 3. Sarebbero questi spiriti che si sono suicidati, che "hanno fatto fuori" la propria vita, " mediante l'impiccagione? Spiriti che sono venuti ora, al fine di "riscattare" qualcosa, imparare, redimere il più grande crimine di tutti, che è quello di uccidere se stesso, atteggiamento che va contro le leggi della vita e del Creatore? Ci penso spesso in tutto ciò, e confesso che a volte questi pensieri mi fanno venire l'ansia. Dopo tutto, le persone che conosco che sono state sottoposte a tale intervento chirurgico, hanno commesso degli errori, soprattutto contro se stessi (le bevande, le sigarette, sono suicidi mascherati). Tuttavia, sono persone di carattere, che hanno un cuore enorme, e che m’insegnano, ogni giorno, nuove lezioni. A causa di questo, io preferirei pensare che, in realtà, siano spiriti che prima di entrare in questa vita hanno fatto questa scelta per portare lezioni, apprendimento, a tutti noi. Perché attraverso le loro esperienze diamo più valore alla vita, passiamo in rassegna i valori, 133
  • 134. [Digitare il testo] ecc. È difficile però non pensare alle ipotesi precedenti. E, quindi, Dio ha dimostrato ancora una volta la sua bontà e sapienza infinita, regalandoci il "dono della dimenticanza". In caso contrario, come affrontare il dolore, la rabbia, il senso di colpa? Forse non troverò mai una risposta a questa domanda. Almeno non in questa incarnazione. Una cosa, comunque, lo so. Le nostre strade si sono incontrati per qualche motivo. E in questa convivenza imparo, ogni giorno, una nuova e grande lezione. Ele está com câncer!! Existe em um livro uma frase que diz mais ou menos assim: “Quando alguém tem câncer, toda a família adoece”. E é justamente sobre isto que gostaria de discorrer no presente artigo.Para um familiar, não é fácil saber que alguém da sua família, alguém que ele ama, está com câncer. Assim como o paciente, no momento do diagnóstico, é invadido por milhares de sensações e pensamentos dos mais variados, também com os familiares acontece algo parecido. Questionamentos, raivas, tristeza, culpas. A sensação de impotência é grande, e incomoda. Algumas vezes, familiares chegam a se questionar: Por que ele, e não 134
  • 135. [Digitare il testo] eu? Chegam inclusive a afirmar que, deste modo (ou seja, com o “outro” doente), o seu sofrimento é ainda maior. Difícil para um paciente de câncer compreender o porquê de, muitas vezes, alguém próximo a si (geralmente um familiar) queixar-se, reclamar, verbalizar: “Por que fizeste isto comigo?” Ou então: “Tu não imaginas como estou sofrendo, por te ver assim”. “Preferia que fosse comigo”, dentre outros comentários ou afirmações. Realmente, para quem está passando por um tratamento difícil, repleto de parefeitos e muitas vezes doloroso, especialmente no sentido emocional, é complicado ter de lidar com mais estas queixas. Seguido fala-se sobre o “colocar-se no lugar do outro”. Vemos, então, pessoas aconselhando familiares ou amigos a colocarem-se no lugar daquele que está em tratamento, para melhor compreendê-lo. Mas, e o contrário? Será que já passou pela cabeça de algum paciente, colocar-se no lugar do familiar? Para poder dar-se conta de que, também para ele, este é um momento de intenso sofrimento? Embora não esteja doente, o familiar partilha e compartilha com o paciente momentos de alegria, dor, tristeza. Mas ele também tem suas próprias dores, dúvidas, tristezas, as quais geralmente guarda para si, afim de não preocupar ainda mais aquele a quem tanto ama. Além disto, muitas vezes vê-se escutando (e guardando) dores e desabafos de outros, como demais familiares, amigos, conhecidos. 135
  • 136. [Digitare il testo] Ou seja, sofre um “acúmulo” de dores, raivas, tristezas, sentimentos e ressentimentos, que vão, de certa forma, invadindo o seu ser. E tem mais uma coisa: o paciente, embora passe pelo impacto do diagnóstico, recebe, juntamente, um caminho, uma saída (o tratamento). Além disto, ele sabe se está bem, se não está, o que fazer, a quem recorrer quando precisar. Já o familiar, nestas horas, fica impotente. Ele é obrigado a reconhecer-se como uma pessoa com limites. Sente-se com as mãos atadas, ao dar-se conta de que pode sim ajudar de alguma forma, mas talvez não com toda a intensidade que gostaria. O familiar sentese inseguro, por não saber o que o paciente sente, se está bem, ou se está apenas afirmando isto para que a família não fique mais tensa ou preocupada. É um grande desafio, para os familiares, reconhecerem suas limitações. E, especialmente, terem, junto ao paciente, um acordo de confiança mútua. Que o paciente diga quando está bem ,e quando não está. Lembrando sempre, que isto varia de pessoa para pessoa. é possível sim estar bem sempre! Voltando lá ao início do artigo, onde coloquei uma frase que afirma que, quando um paciente tem câncer, toda a família adoece, saliento que o adoecimento é um processo, e que ele começa na alma. A gente adoece no coração, e é possível, sim, morrer de tristeza, de ansiedade, de preocupação. As tristezas, raivas, mágoas, culpas e ressentimentos vão nos remoendo por dentro, nos machucam, nos 136
  • 137. [Digitare il testo] corroem, baixam a nossa imunidade. Mas tudo isto é passível de cura. Cura e prevenção. Reconhecer tais sentimentos é o primeiro passo. Afinal ,ter raiva, mágoa, preocupação, são coisas normais. O problema não é ter, mas alimentá-las em demasia. Precisamos trabalhar o pensamento neste sentido, de “expulsar” o que é ruim, e atrair para nós coisas boas (a ciência já comprovou a eficácia disto). Bem, isto é importante sempre, mas, quando há algum familiar enfrentando uma doença grave como é o câncer, este exercício se faz ainda mais necessário. Este é um momento extremamente delicado para todos os membros da família, que devem lembrar que eles também precisam ser cuidados. Uma das formas de permitir-se cuidar-se, é tendo sempre um tempo para si. Outra é através da psicoterapia e da participação em grupos de apoio para familiares, onde poderão conviver com outras pessoas que também estão passando pela mesma situação. A troca de experiências, os desabafos, as identificações, contribuem consideravelmente para uma melhora do estado geral. Seja paciente, seja familiar, o importante é sempre reconhecer-se como humano, e acreditar no seu próprio potencial. Afinal, embora haja obstáculos no caminho, merecemos que a felicidade se faça presente. Para isto, precisamos, acima de tudo, de confiança. 137
  • 138. [Digitare il testo] Egli ha il cancro! Esiste in un libro una frase che dice più o meno così: “Quando qualcuno ha il cancro, tutta la famiglia si ammala. Ed è proprio su questo che vorrei discorrere nel presente articolo. Per un familiare, non è facile sapete che qualcuno della sua famiglia, qualcuno che egli ama, ha il cancro. Come il paziente, che al momento della diagnosi si sente come “invaso” da migliaia di sensazioni e pensieri di tanti tipi diversi, anche ai famigliari succede qualcosa di simili. Domande, rabbia, tristezza, colpa. La sensazione d’impotenza è grande, e disturba. Alcune volte, i famigliari arrivano al punto di domandarsi: Perché egli, e non io? Perché con lui, e non con me? Arrivano anche ad affermare che, in questo modo (o sia, con l’altro essendo il “malato”), la sofferenza è ancora maggiore. Difficile per un malato di cancro comprendere la ragione per cui, molte volte, qualcuno che li è vicino (di solito un famigliare) si mette a lamentarsi, a verbalizzare: Perché hai fatto questo con me”? Oppure: “Tu non puoi immaginare come vederti così mi fa soffrire”. “Preferirei che fosse con me”, tra altri commenti e affermazioni. Infatti, per chi sta affrontando un trattamento difficile, pieno di 138
  • 139. [Digitare il testo] effetti collaterali e tante volte doloroso, in particolare dal punto di vista emozionale, è complicato aver a che fare con queste lamentele in più. Spesso si parla di “mettersi nei panni degli altri”. Troviamo, quindi, delle persone che consigliano ai famigliari e amici di mettersi al posto di quello che è in trattamento, per miglior comprenderlo. E il contrario? Qualche paziente avrà mai pensato di mettersi nei panni del famigliare? Per poter rendersi conto che anche per lui questo è un momento d’intensa sofferenza? Anche se non è malato, il famigliare condivide col paziente momenti di gioia, dolore, tristezza. Egli, oltretutto, ha anche le sue dolori, dubbi, incertezze, le quali, in generale, finisce per guardare dentro di sé, per non far preoccupare ancora di più quello a cui tanto ama. Oltre a questo, tante volte vede se stesso ad ascoltare (e conservare) dolori e sfoghi di altri, come altri membri della famiglia, amici, persone conosciute. In altre parole, subisce un "accumulo" di dolore, rabbia, tristezza, sentimenti e risentimenti che in qualche modo invadono il suo essere. E c’é un’altra cosa ancora: il paziente, anche se soffre l’impatto della diagnosi, riceve, insieme con questa, una “strada”, una “via d’uscita”: il trattamento. Oltre ciò, egli (il malato) sa come si sente, se si sente bene oppure no, cosa fare, a chi (o a cosa) rincorrere nel caso ci sia bisogno. 139
  • 140. [Digitare il testo] Il famigliare, invece, diventa impotente. Egli è obbligato a riconoscersi come una persona con dei limiti. Si sente con le mani legate, e si rende conto di poter sì fare qualcosa per aiutare, ma forse non con tutta l’intensità che gli sarebbe piaciuta. Il famigliare si sente insicuro, perché non sa quello che il paziente sente davvero, se sta veramente bene, o se dice così semplicemente perché la famiglia non diventi ancora più tesa o preoccupata. È una grande sfida, per tutti i membri della famiglia, riconoscere i loro limiti. E a vere, in particolare col paziente, un accordo di mutua fiducia. Che il paziente dica quando non sta bene, e quando no. Ricordando sempre che questo varia da una persona all’altra, ed è sì possibile stare bene sempre! Tornando all’inizio del testo, dove ho scritto una frase affermando che, quando un paziente ha il cancro, tutta la famiglia si ammala, sottolineo che l’ammalarsi è un processo, e comincia nell’anima. Ci ammaliamo nel cuore, ed è sì possibile morire di tristezza, di ansia, di preoccupazione. La tristezza, rabbia, il dispiacere, senso di colpa e il risentimento ci ruminano dall'interno, ci fanno male, abbassano la nostra immunità. Tutto questo, però, è passibile di essere curato. Passibile di guarigione e prevenzione. Riconoscere tali sentimenti è il primo passo. Dopo tutto, avere rabbia, dolore, preoccupazione, sono cose normali. Il problema non è averli, ma darli troppa attenzione. Dobbiamo lavorare il pensiero in questo senso, cercando di "espellere" ciò che ci fa male, e attrarre le cose buone (la scienza ha 140
  • 141. [Digitare il testo] già dimostrato l'efficacia di questo). Bene, questo è importante sempre, però, nei momenti in cui un famigliare sta affrontando una grave malattia come il cancro, questo esercizio diventa ancora più necessario. Questo è un momento di estrema delicatezza per tutti i membri della famiglia, che devono ricordarsi che anche loro hanno bisogno di essere curati. Una delle forme di fare questo, è avendo sempre un tempo per se stessi. Un’altra, è attraverso la psicoterapia e la partecipazione in gruppi di supporto per famigliari, dove potranno convivere con altre persone che vivono in una situazione simile. Lo scambio di esperienze, gli sfoghi, identificarsi uno con l’altro, sono cose che contribuiscono significativamente al miglioramento delle condizioni generali. Sia il paziente, sia il famigliare, l’importante è sempre riconoscere se stessi come umani, e credere nel proprio potenziale. Dopo tutto, anche se ci sono ostacoli che si frappongono, meritiamo che la felicità si faccia presente. Per questo occorre, soprattutto, avere fiducia. O que é pior: ter câncer ou descobrir que alguém que amamos tem câncer? 141
  • 142. [Digitare il testo] Difícil discorrer sobre este tema, com a profundidade que ele merece. Para responder “bem” a esta questão, seria necessário colocá-la dentro de um contexto bem mais amplo. Afinal, o câncer é por si só uma doença repleta de medos, inseguranças, estigmas. Particularmente, não sei o que é pior. Ou melhor, “existe” um pior? Na verdade, considero a questão acima um tanto “macabra”. Porém, observando pacientes, familiares e cuidadores, seja nos grupos de apoio, acompanhando-os durante as sessões de quimioterapia ou em consultas individuais, me autorizo a dar uma resposta para a questão, mesmo correndo o risco de me precipitar: pior é saber que o “outro” tem câncer! Tenho acompanhado de perto o intenso sofrimento de familiares e cuidadores, tanto no grupo de apoio, quando nos atendimentos individuais. A sensação de impotência, a vontade de ajudar, e a “reclamação” dos pacientes, que dizem que estes “os sufocam, com excesso de cuidados”. Os medos, as desconfianças “Ele não estará me escondendo nada?”, a insegurança. Ao mesmo tempo, ouço o relato de pacientes, que afirmam: “Ainda bem que foi comigo, e não com um filho meu”, ou então: “Se acontecesse com meu marido (ou esposa), acho que ele não seria capaz de suportar”. Embora o câncer faça com que o paciente perca, de certo modo, o domínio sobre a própria vida, é como se, ocorrendo consigo mesmo, ainda houvesse uma chance, por mais remota que fosse, de “manter 142
  • 143. [Digitare il testo] o controle”, ao passo que, no outro, é como se este “controle” fugisse totalmente. Outro fator importante de ser levado em consideração ao se afirmar que a doença “no outro” é pior, diz respeito à perda, luto, morte. Cada vez mais a morte é vista como um tabu pela nossa sociedade. Chorar a perda de alguém é chorar por aquele que amamos, mas especialmente chorar por nós mesmos. É se deparar com a própria perda. Assim, tenta-se evitar ao máximo este momento, investindose em tratamentos e mais tratamentos, sem questionar-se até que ponto tudo isto vale a pena. Felizmente, de uns tempos para cá, tem-se falado mais em “Cuidados Paliativos”. Minimizar ao máximo o sofrimento, investir em uma morte mais digna e humana. Precisamos ver com mais carinho esta área da Medicina. Pois, se prestarmos atenção, ela minimiza não só o sofrimento do paciente, mas também dos familiares. Bem, voltando à questão de se é pior ter câncer ou saber que quem amamos o tem. É importante enfatizar que muitas vezes o “cuidador” (cuida a dor) fica tão envolvido nos cuidados com o outro, que o risco de sofrer um esgotamento, tanto físico quanto emocional, é grande. O alto nível de stress tende a baixar a imunidade, dando margem para o aparecimento, inclusive, de doenças oportunistas. 143
  • 144. [Digitare il testo] Não gosto muito de “chavões”, mas este considero válido: “Cuidar-se para poder cuidar”. Nada mais óbvio. Porém, ser óbvio, não significa que seja fácil! Acredito que nós, profissionais da saúde, temos, de certa forma, uma carga de responsabilidade nas “mudanças” que afetam o paciente e acabam refletindo nos cuidadores de modo geral. Um exemplo disto é quando o paciente, a partir da doença, começa, muitas vezes na terapia, a rever suas prioridades e, pela primeira vez na vida, aprende a dizer “não”. De repente, lá está o cuidador principal, geralmente a esposa, mãe, marido, diante de um impasse: “O que fazer? Como lidar”? Aqui vai uma dica: assim como os pacientes precisam, no seu dia-adia, ter sempre momentos para si, hobby, lazer, fazer o que gostam e, especialmente, dar-se conta de que o tratamento é algo que faz parte da rotina, e não torná-lo a rotina, de modo a viver apenas em função dele, o cuidador também precisa disto! Precisa lembrar que tem a sua própria vida e que ela deve ser vivida. Ter o cuidado de não passar a viver sempre em função do outro ou, o que é pior: passar a viver a vida do outro! É importante administrar o tempo! E, um dos modos de conseguir fazer isto, conseguir cuidar de si, pensar em si, é buscando apoio! 144
  • 145. [Digitare il testo] Cos’è peggiore: avere il cancro o scoprire che qualcuno a cui amiamo ha il cancro? Difficile discutere di quest’argomento con la profondità che merita. Per rispondere "bene" a questa domanda, sarebbe necessario collocarla all'interno di un contesto più ampio. Dopo tutto, il cancro è una malattia di per sé piena di paure, insicurezze, stigmi. Io in particolare, non so cosa sia peggiore. O meglio, "c'è" un peggio? In realtà, considero la questione sopra un po' "macabra". Tuttavia, osservando i pazienti, le famiglie e gli operatori sanitari, sia in gruppi di sostegno, sia li accompagnano durante le sedute di chemioterapia o consulenze individuali, mi autorizzo a dare una risposta a questa domanda, anche a rischio di precipitare me stessa: peggiore è sapere che "l'altro" ha il cancro! Da un po’ che accompagno da vicino l’intensa sofferenza di famigliari e caregiver, sia nel gruppo di supporto, sia nelle terapie individuali. La sensazione d’impotenza, la voglia di aiutare, e il reclamo dei pazienti, che dicono di sentirsi “soffocati” con l’eccesso di cura. Le paure, la sfiducia (“Non è che egli mi nasconde qualcosa”?). Al tempo stesso, ascolto il racconto dei pazienti, che affermano: “Meno male che è successo con me, e non col mio figlio”, oppure: “Se fosse successo col 145
  • 146. [Digitare il testo] mio marito (o moglie), credo che egli non sarebbe stato in grado di sopportare” Anche se il cancro, in un certo senso, fa che la persona perca un po’ il dominio sulla propria vita, è come se il fatto di succedere con se stesso le desse un’opportunità, anche se remota, di “mantenere il controllo”, mentre se chi si ammala è l’altro, questo “controllo” li sfugge completamente. Un altro fattore importante da essere preso in considerazione quando affermiamo che la malattia “nell’altro” è peggiore, riguarda la perdita, il lutto, la morte. Ogni volta di più, la morte è vista dalla nostra società come un tabù. Piangere la perdita di qualcuno è piangere per quello che amiamo, ma sopratutto, è piangere per noi stessi. É andare d’incontro alla propria perdita. Quindi, si cerca di evitare al massimo questo momento, investendo in trattamenti e ancora altri trattamenti, senza domandarsi fino a che punto tutto ciò vale la pena. Fortunatamente, da qualche tempo si sta parlando un po’ di più nelle “Cure Palliative”. Minimizzare il massimo possibile la sofferenza, investire in una morte più degna e umana. Bisogna guardare con più “affetto” quest’area della Medicina, perché, se facciamo attenzione, questa minimizza non solo la sofferenza dei pazienti, ma anche dei famigliari. 146
  • 147. [Digitare il testo] Bene, tornando alla questione se è peggio avere il cancro o sapere che chi amiamo ce l’ha. È importante enfatizzare che tante volte il “cuidador” (cuida a dor)7 diventa così coinvolto nel prendersi cura dell’altro, che rischia di soffrire un esaurimento, sia fisico sia emozionale. L’alto livello di stress predispone alla discesa dell’immunità, e da margine alla comparsa, anche, di malattie opportunistiche. Non mi piacciono molto i “cliché”, ma questo considero valido: “Prendersi cura per poter prendere cura” (Prendersi cura di sé, per poter prendersi cura dell’altro). Niente di più ovvio. Essere ovvio, però, non vuol dire essere facile! Credo che noi, professionisti della sanità, abbiamo, in un certo senso, una grande carica di responsabilità nei “cambiamenti” che affettano il paziente e finiscono per riflettere sui caregiver di modo generale. Un esempio di ciò è quando il paziente, a partire dalla malattia, inizia, tante volte nel decorso della terapia, a rivedere le sue priorità e, per la prima volta in vita sua, impara a “dire di no”. D’improvviso, ecco il caregiver principale, di solito la sposa, la madre, il marito, davanti ad una sfida: “Cosa fare? Come affrontare”? 7 Cuidador (caregiver, in portoghese)- fa pensare a qualcuno che “cuida a dor”, o sia, che si “prende cura del dolore” 147
  • 148. [Digitare il testo] Qui un suggerimento: come i pazienti hanno bisogno, nel giorno dopo giorno, di avere dei momenti per loro stessi, hobby, momenti per fare quello che li piace e, specialmente, rendersi conto che il trattamento è parte della routine, ma non è “LA” routine di per sé, e che questo non deve essere vissuto come se fosse l’unica cosa della vita, anche il caregiver ha bisogno di questo! Egli ha bisogno di ricordare che anche lui ha una vita, e che questa deve essere vissuta. Aver cura di non cominciare a vivere sempre in funzione dell’altro o, peggio ancora, cominciare a vivere la vita dell’altro! È importante amministrare il tempo! E, una delle maniere per riuscire a fare questo, riuscire a prendersi cura di sé, è cercando un supporto! 148
  • 149. [Digitare il testo] Falando sobre perdas Não pretendo, aqui neste texto, falar sobre perda no sentido de morte. Ou melhor, não pretendo falar “apenas” na perda com este sentido, com esta conotação. Mas sim, falar da perda de uma forma mais ampla, mais complexa, das pequenas perdas, das perdas concretas, simbólicas, abstratas, enfim. De perdas com as quais vivemos e convivemos sempre, no nosso dia-a-dia, e que, muitas vezes, até nos passam despercebidas (Talvez, para que possamos lidar melhor com elas, talvez, ao contrário, o “despercebido” não seja sempre um nosso aliado). Falar das perdas diversas, inclusive das “perdas necessárias”. Inicialmente, talvez eu possa estar dando a “errônea” impressão de que sou alguém meio “sádica”, ou, no mínimo, um pouco “pirada”. perdas necessárias, como assim? Desde quando perder é preciso? Pra nas vitórias eu poder dar o suficiente valor? E vou além: Se é necessário, eu poderia arriscar em afirmar que, em alguns casos, “perder é bom”? Nossa, isto assusta. Mas é mais ou menos por aí, porém, com ressalvas. Desde o nascimento, já estamos convivendo com perdas. Afinal, “perder” aquele lugar quentinho, aconchegante, confortável, onde não precisávamos fazer nenhum esforço para termos o alimento, onde não tínhamos frio, gripe, cólica, desconforto algum, certamente 149
  • 150. [Digitare il testo] não deve ter sido fácil. Dizem que a pior (ou uma das piores) dores sentidas pelo ser humano é no momento do nascimento. Por isto que a gente chora ao nascer. Os médicos e cientistas, em estudos, já comprovaram isto. E têm as justificativas para tal, que tem a ver, dentre outros fatores, com o funcionamento pulmonar. (Aprendemos a respirar meio que “na marra”). Mas, junto deste choro, também está o choro da perda, perda de um lugar, de uma segurança. E assim vamos vivendo a nossa vida, aprendendo a conviver e administrar as perdas. A perda do colo, que talvez, se não houvesse, nunca chegaríamos sequer a engatinhar, quanto mais a caminhar. A perda do primeiro dente, alguém lembra? E aparecer de “porteira aberta” na escola? A perda da primeira professora, a “perda” da turma, ao ingressar na primeira série. As perdas decorrentes de mudanças, de rua, de cidade, de edifício. Existem também as perdas doloridas, difíceis, e que certamente deixam marcas mais profundas. A perda de um ente querido, de alguém que queremos bem. A morte. Talvez uma das perdas que nós, seres humanos, temos mais dificuldade de lidar. Principalmente nós, ocidentais, e especialmente na cultura atual, onde a morte não é mais vista como algo natural, do ser humano, do ciclo da vida. Ela é vista como algo “sinistro”, misterioso, assustador. Um tabu. Algo do qual queremos fugir. E, quanto mais reforçamos esta visão, mais 150
  • 151. [Digitare il testo] difícil fica de viver o luto e poder elaborar a perda. Sim, porque o luto é um processo natural e necessário. Um processo fundamental. Pensemos agora na questão do câncer, e também da quimioterapia, pontos centrais em um ambiente como a clínica onde era editado o jornal no qual este texto foi escrito pela primeira vez. A perda dos cabelos em quimioterapia provoca sensações variadas, que diferem de pessoa para pessoa. Porém, de maneira geral, é comum o choque, o susto, o “no fundo, achava que comigo seria diferente”. É um processo que alguns precisam de um preparo maior, e custam a olhar-se no espelho, em que outros, na tentativa de retardá-lo, recusam-se a cortar os cabelos, e acompanham a queda aos “chumaços”. Cada um reage de uma forma. Usando peruca, lenço, chapéu. Não usando nada na cabeça, ou até fazendo uma tatuagem. Não importa como cada um vai lidar com a “sua” perda de cabelo, ou com a perda do outro, mas o que está ali representado. E por que, para algumas pessoas, é tão difícil lidar com isto? Porque a queda dos cabelos acabou virando um estigma, um “rótulo” para câncer. (E aí, querem “proteger-se” dos olhares dos outros, olhares inquisidores, estranhos, que se quer evitar). Porque, às vezes, até ali, tudo foi tão rápido, que não deu tempo de pensar na doença, em tudo que estava realmente acontecendo. Porque é aí que a “ficha” cai. E cai marra. Então, milhares de pensamentos e sentimentos vem 151
  • 152. [Digitare il testo] à tona, todos normais de ocorrerem, com maior ou menor intensidade, dependendo de cada um (afinal, as individualidades não devem ser esquecidas). Sentimentos de raiva, tristeza, medos, dúvidas, etc.Porque ali, no cabelo, há muita coisa projetada. E, simbolicamente, não é o cabelo em si (afinal, ele nasce de novo), mas tudo o que possa estar ali representado.E vamos além disto. A “perda” de um órgão, que precisou ser retirado em função de um tumor, ou a perda de apenas parte dele, é sentida, por cada um, de forma muito particular. Além da representação que este ou aquele órgão tem para cada um, há também outros fatores a serem considerados, como o que ele representa, o que foi ali projetado, o que, de fato, está sendo “perdido, retirado, dilacerado”. Também aparece, aqui, a capacidade que cada um tem de reconstruir-se a partir de tais perdas. E isto é algo que depende de inúmeros fatores, internos, externos, estruturais, enfim. Não há pessoa que não fique abalada com a perda de “um pedaço” de si. Tanto é que é muito comum que a mulher, ao ter um filho, sinta uma breve tristeza, a qual ela não sabe explicar, a qual, nos dias de hoje, já é perfeitamente aceita pelos profissionais de saúde. Afinal, “ganhar” um filho é, ao mesmo tempo, “perdê-lo”. Porque antes, na barriga, era como se ele “fizesse parte” daquela mãe. Mas agora. 152
  • 153. [Digitare il testo] Muitas vezes, as pessoas não conseguem entender por que “perder” um útero incomoda tanto quanto perder uma mama, se a mulher não pretende ter mais filhos, ou por que ficam chocadas, abaladas com a retirada de “um setor” apenas. Bem, para quem vê de fora, talvez, aquilo que ‘aparece”, que não se pode esconder, é o que causa mais dor, mais comoção. O que “choca” mais são as coisas que estão a olhos vistos. E talvez este nosso olhar, de pena, de dúvida, um olhar que muitas vezes não conseguimos sequer nomear, acabe, até, ‘reforçando” tal visão, tal comportamento, e aumentando o sofrimento daqueles que não têm como “esconder” que estão ou já estiveram doentes. (caso especialmente dos tumores de cabeça e pescoço, tal a representação de tais órgãos). Isto sem falar que, muitas vezes, um “olhar de pena” é o que, naquele momento, eles menos precisam. Mas sim, um olhar de escuta, um olhar que possa lhes mostrar que, (a)pesar da doença, ou do tratamento, eles continuam humanos. E os tumores que “não aparecem”? São menos importantes? Óbvio que não. Talvez, nestes casos, o mais complicado seja lidar com isto: com o “escondido”. Aprender a lidar com uma sensação de vazio, carregada de conteúdos emocionais, simbólicos, e que muitas vezes acaba passando despercebida por aqueles que lhe cercam. Para quem está junto, quem sabe, seja “menos difícil” de lidar. Ou quem sabe é justamente o contrário, pois aí a sensação de impotência 153
  • 154. [Digitare il testo] perante o “inimigo” seja ainda maior. Bem, na verdade, não há como generalizar. Afinal, têm as diferenças, as semelhanças, as particularidades e, acima de tudo, a individualidade de cada um. De cada ser, de cada cuidador, enfim. E nós, profissionais de saúde, como lidamos com as perdas? Será que somos preparados para isto? Do ponto de vista de formação acadêmica, creio que não. Cultural, quem sabe. Mas, acima de tudo, nós, como qualquer ser humano, utilizamos de mecanismos e recursos, muitos internos, para lidar com tais questões. E muitos deles são pessoais, são recursos que cada um tem a sua maneira de buscar. Inclusive dentro de si. Porque não somos deuses, e nossas profissões não nos protegem do sofrimento. Mas isto é tema para outro artigo. Retomando, então, o que foi visto anteriormente, talvez possamos pensar nas “perdas” decorrentes de um tratamento de câncer como “perdas necessárias”, mas nem pro isso indolores. Perdas que evitam outras perdas, quem sabe. E, pensando sobre a doença, a cirurgia, a quimioterapia, nos remetemos à pensar na vida, no que foi, no que conquistamos até aqui, no que se ganhou, no que se perdeu. E acabamos, muitas vezes, por nos darmos conta de que há muito mais coisas nas entrelinhas da nossa própria história. Que, muitas vezes, esquecemos que somos protagonistas das histórias de nossas vidas, e vivemos como coadjuvantes. E o stress, a correria, o trabalho, as 154
  • 155. [Digitare il testo] preocupações, são os atores principais. Nos deparamos com perdas ignoradas, com coisas mal resolvidas. E resolvemos mudar. E nos damos conta de que isto não é algo fácil. Que requer sabedoria, aprendizado. E que estas são as questões mais difíceis de se lidar. As questões internas. Porque as orgânicas, são concretas, palpáveis, a gente trata. Mas as questões emocionais envolvidas, estas são bem mais difíceis de serem trabalhadas. Aquilo que ficou guardado, raivas, mágoas, culpas, frustrações, palavras não ditas, desejos ignorados. Está tudo ali, esperando ser reconhecido. Para que possam, então, transformarem-se. Por isto, aprendamos a cuidar de nós mesmos! Que possamos assumir nosso verdadeiro papel, que é o de protagonistas de nossas vidas! E que nos permitamos sim não estar bem humorado todos os dias, não estarmos felizes o ano todo, termos alegrias, mas também momentos de raiva, de tristeza, de resignação. Que sejamos acima de tudo humanos, e cuidemos de nós em todos os sentidos, corpo, mente, espírito, no orgânico, físico, emocional, espiritual. Parlando di perdite La mia intensione, in questo testo, non è quella di parlare di perdita nel senso di morte. Voglio dire, non ho l’intensione di parlare di perdita “solo” in questo senso, con questa connotazione. Voglio, sì, parlare della perdita in un senso più ampio, più complesso, delle 155
  • 156. [Digitare il testo] piccole perdite, delle perdite concrete, simboliche, astratte, infine. Parlare delle perdite con le quali viviamo e conviviamo sempre, nel nostro giorno dopo giorno e che, tante volte, non ci rendiamo neanche conto. (Forse per poter affrontarle meglio, forse, al contrario, il “non rendersi conto” non sia sempre un nostro alleato). Voglio parlare delle più diverse delle perdite, incluso quelle “necessarie”. Inizialmente, forse io stia dando un’impressione sbagliata, impressione che io sia un po’ sadica o almeno un po’ “pazza”… perdite necessarie, cosa vuol dire? Da quando è che perdere è necessario? Per saper valorizzare le conquiste? E vado oltre: se è necessario, potrei rischiare e affermare che, in alcuni casi, “perdere è buono”? Dio, questo ci spaventa! Ma è più o meno così, però, con qualche riserva. Fin dalla nascita, conviviamo con le perdite. “Perdere” quel posto caldo, confortevole, dove non avevamo bisogno di fare nessun tipo di sforzo per essere alimentati, dove non avevamo freddo, influenza, coliche, dove non soffrivamo nessun tipo di sconforto, sicuramente non deve essere stato facile. Dicono che la peggiore (o una delle peggiore) dolore che l’essere umano sente è nel momento della nascita. Per questo che si piange alla nascita. I medici e scientisti, con i loro studi, hanno già comprovato questo. E hanno le giustificative per ciò che occorre, che hanno a che vedere, fra altri fattori, col 156
  • 157. [Digitare il testo] funzionamento dei polmoni. (Impariamo a respirare “a forza”!). Però, insieme a questo pianto, c’è anche il pianto per la perdita, la perdita di un posto, di una sicurezza. E così affrontiamo la nostra vita, imparando a convivere e amministrare le perdite. La perdita del grembo della madre che, forse, se non ci fosse stata, non avremmo mai imparato a gattonare, e molto meno a camminare. La perdita del primo dente, qualcuno si ricorda? E apparire “col portone aperto”8 nella scuola? La perdita della prima insegnante, la perdita del gruppo dell’asilo all’andare alla Prima Elementare. Le perdite come conseguenze di cambiamenti, di indirizzo, di città, di palazzo. Ci sono anche le perdite doloranti, difficili, le quali sicuramente lasciano delle marche più profonde. La perdita di un ente caro, di qualcuno a cui vogliamo bene. La morte. Forse una delle perdite che noi, esseri umani, abbiamo più difficoltà ad affrontare. In particolare noi occidentali, specialmente nella cultura attuale, dove la morte non è più vista come qualcosa di naturale, di umano, del ciclo della vita. Ella è vista come qualcosa di sinistro, misterioso, spaventante. Un tabù. Qualcosa da cui vogliamo scappare. E, più rinforziamo questa visione, più difficile diventa vivere il lutto ed elaborare la 8 Apparire “de porteira aberta”: termine utilizzato quando al bambino è caduto il dente davanti, e, questo, quando sorride, fa vedere a tutti quel “buco” in mezzo alla bocca. 157
  • 158. [Digitare il testo] perdita. Sì, perché il lutto è un processo naturale e necessario. Un processo fondamentale. Pensiamo ora alla questione del cancro, e della chemioterapia, punti centrali in un ambente come quello dove era editato il giornale dove questo testo è stato scritto per la prima volta. La perdita dei capelli nelle sessioni di chemioterapia provoca sensazioni varie, che si differiscono da una persona all’altra. Però, in un modo generale, è comune lo shock, lo spavento, il “nel profondo, avevo pensato che con me sarebbe stato diverso”. È un processo per il quale alcuni hanno bisogno di un maggior preparo, e ci mettono un po’ a guardarsi allo specchio; altri, nel tentativo di ritardarlo, si rifiutano di tagliare i capelli, e accompagnano la loro caduta “a mazzette”. Ognuno reagisce a modo suo. Utilizzando una parrucca, una sciarpa, un cappello. Non usando niente, oppure facendo un tatuaggio. Non importa come ognuno andrà ad affrontate la “sua” perdita dei capelli, o con la perdita dei capelli dell’altro. Importa ciò che è lì rappresentato. E perché, per alcune persone, è così difficile brigare con questo? Perché la caduta dei capelli ha finito per diventare uno stigma, un “etichetta” per cancro. (E quindi, cogliono “proteggersi” degli sguardi degli altri, sguardi inquisitori, strani, che si vuole evitare). Perché, a volte, fino lì, è successo tutto in un modo così veloce, che non hanno 158
  • 159. [Digitare il testo] avuto il tempo di pensare alla malattia, a tutto ciò che stava accadendo davvero. Perché è lì che “a ficha cai”9. E “ci rendiamo conto a forza”. Quindi, migliaia di pensieri vengono in superficie, tutti aspettati, con maggiore o minore intensità, dipendendo di ogni persona (non dobbiamo mai dimenticare le individualità). Sentimenti di rabbia, tristezza, paura, dubbi, ecc. Perché lì, sui capelli, ci sono tante cose proiettate E, simbolicamente, non è il capello di per sé (quello ormai prima o poi rinasce), ma tutto ciò che possa essere lì rappresentato. E andiamo oltre a questo. La “perdita” di un organo, che è dovuto essere ritirato per un tumore, o la perdita di solo una parte di esso, è vissuta, per ogni persona, in un modo particolare. Oltre a ciò che questo o quello organo rappresenta per ognuno di noi, ci sono anche altri fattori da essere presi in considerazione, come cosa quest’organo rappresenta, cosa è stato lì proiettato, cosa “di fatto” viene perso, ritirato, lacerato. Appare, anche, la capacità che ognuno ha di ricostruirsi a partire di tale perdite. E questa è una cosa che dipende da innumerevoli fattori, interni ,esterni, strutturali, infine. Non c’è persona che non si senta scossa con la perdita di “un pezzo” di se stessa. Tanto che è molto comune per la donna, quando ha un figlio, sentirsi leggermente triste, una tristezza alla quale lei non sa 9 “a ficha cai”: modo di dire che significa che è da quel momento che le persona “si rende conto” di ciò che è successo. 159
  • 160. [Digitare il testo] spiegare. Questa tristezza, nei giorni d’oggi, è compresa e accettata dai professionisti della salute. Infatti, “guadagnare” un figlio è, al tempo stesso, “perderlo”. Perché prima, in pancia, era come se egli “appartenesse, fosse “parte” di quella madre. Ma ora... Molte volte, le persone non riescono a capire perché “perdere” l’utero infastidisce tanto quanto perdere la mammella, se la donna non ha più intensione di avere figli, o perché diventano schioccate, scosse, con la ritirata (nel caso della mammella) di solo “un settore”. Bene, per chi guarda da fuori, forse, quello che è “apparente”, che non si può nascondere,è quello che provoca più dolore, più commozione. Quello che “spaventa” di più sono le cose che ci sono a vista d’occhio. E può darsi che questo nostro sguardo, di pietà, senza dubbi uno sguardo che tante volte non riusciamo nemmeno a nominare, finisca per rafforzare tale visione, tale comportamento, e per aumentare la sofferenza di chi non ha modo di nascondere che è o è stato malato. (Caso, ad esempio, di chi ha un tumore di testa e collo, visto la rappresentazione di tali organi) Questo per non dire che, molte volte, uno “sguardo di pietà” è ciò di cui loro meno hanno bisogno. Hanno bisogno, invece, di uno “sguardo di ascolto”, uno sguardo che sia in grado di dimostrare che sebbene la malattia, o il trattamento, loro sono ancora esseri umani. 160
  • 161. [Digitare il testo] E i tumori che non sono visibili? Sono meno importanti? Ovviamente no. Può darsi che, in questi casi, il più difficile sia proprio affrontare questa questione: il nascosto. Imparare a convivere con un senso di vuoto, carico di emozioni, contenuti simbolici, che finiscono spesso per andare inosservati da coloro che lo circondano . Per chi li è vicino, chissà, forse sia meno difficile" da gestire. O forse è proprio il contrario, perché poi la sensazione di impotenza davanti al "nemico" è ancora maggiore. Ebbene, in realtà, non c'è modo di generalizzare. Dopo di tutto, ci sono le differenze, similitudini, peculiarità e, soprattutto, l'individualità di ciascuno. Di ogni essere, ogni caregiver, infine. E noi, professionisti della sanità come affrontiamo le perdite? Siamo pronti per questo? Dal punto di vista della formazione accademica, credo di no. Culturale, può darsi, ma, oltretutto, noi, come qualunque essere umano, utilizziamo dei meccanismi e delle risorse, molte di essi interne, per affrontare tali questioni. E molte di queste sono personali, sono risorse che ognuno cerca a modo suo. Anche dentro di sé. Perché non siamo dèi, e le nostre professioni non ci proteggono dalla sofferenza. Ma questo è un argomento per un altro articolo. Riprendendo quanto visto in precedenza, forse possiamo pensare alle "perdite" derivanti da un trattamento del cancro come "perdite necessarie", ma non per questo indolori. 161
  • 162. [Digitare il testo] Perdite che evitano altre perdite, chi lo sa. E, pensando circa la malattia, la chirurgia, la chemioterapia, facciamo riferimento a pensare alla vita, in quello che è stato, in quello che abbiamo conquistato fin qui, in quello che abbiamo vinto, in quello che abbiamo perso. E finiamo, tante volte, per renderci conto che c’è molto di più tra le righe delle nostre proprie storie. Che, molte volte, ci siamo dimenticati che siamo i protagonisti delle storie delle nostre vite, e viviamo come se fossimo degli attori secondari. E lo stress, la corsa giorno dopo giorno, il lavoro, le preoccupazioni, sono gli attori principali. Ci incontriamo davanti a perdite ignorate, cose mal risolte. E decidiamo di cambiare. E ci rendiamo conto che non è una cosa così facile. Che ciò richiede saggezza, apprendimento. E che queste sono le questioni più difficili da affrontate. Perché quelle organiche, sono concrete, tangibile, si trattano. Le questioni emozionali coinvolti, invece, sono molto più difficile da essere lavorate. Quello che è rimasto “custodito” dentro di noi, rabbia, crepacuore, colpe, frustrazioni, parole non dette, desideri ignorati, sono tutto lì, in attesa di essere riconosciuti. Per poter, quindi, trasformarsi. Perciò, impariamo a prenderci cura di noi stessi! Che possiamo assumere il nostro vero ruolo, che è quello di protagonisti delle nostre vite! E che possiamo permetterci di non essere di buon umore tutti i giorni, di non essere tutto il tempo felici, avere momenti di gioia, ma anche momenti di rabbia, di tristezza, di resinazione. Che possiamo essere, prima di tutto, umani, e che possiamo prenderci cura di sé in tutti o 162
  • 163. [Digitare il testo] sensi, corpo, mente, spirito. Nel organico, nel fisico, nel emozionale, nel spirituale. O Medo do Câncer e sua relação com os Aspectos Culturais O câncer é uma doença que “mexe” muito com o ser humano. Tanto com aquele que é acometido por ela, quanto com seus amigos, familiares e pessoas próximas. E, quando me refiro a “mexe”, não penso só na questão física, orgânica, mas também nas questões psicológicas, emocionais. Diante de um diagnóstico de câncer, não há quem não tenha alguma reação. Medo, raiva, tristeza, resignação. Não interessa o quê, nem quando isto ocorre. Mas que mexe, mexe. E uma das questões que se faz muito presente em se tratando de uma doença como o câncer é o que eu nomearia de “Aspectos Culturais”. O câncer é uma doença da qual as pessoas, de forma geral, têm muito medo. Medo este que, muitas vezes, acaba atrapalhando, e muito, tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Com medo, as pessoas temem investigar, buscar ajuda, não querem “encontrar”, “descobrir” o câncer. E acabam não se dando conta de que, na verdade, o primeiro passo para o tratamento, ou seja, para obterem um “rumo”, um caminho a seguir, é justamente este: investigar, para 163
  • 164. [Digitare il testo] obter um diagnóstico. È poder reconhecer a doença, para, a partir daí, poder trata-la. “Quem procura acha”, é uma frase que se ouve com freqüência. Acha? Pode ser que sim. Mas acha a tempo, de tratar, de “fazer algo” com tudo isto. Mas então, por que todo este medo, num momento em que as pesquisas estão cada vez mais avançadas, novos medicamentos são testados e aprovados constantemente e em que, mais do que nunca, sabe-se que, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor? Por que o medo, num momento em que a grande tendência é de que o câncer seja considerado como uma doença crônica, com a qual os pacientes, quando não curados, poderão conviver com ela no seu dia-a-dia, como acontece nos dias de hoje com males como a diabetes ou a hipertensão? Aqui é que entram, dentre outros, os aspectos culturais. O câncer, durante muito tempo, esteve diretamente relacionado à morte. Receber um diagnóstico de câncer, era como receber uma sentença de morte. Falar me câncer era proibido, “atraía”, “dava azar”. E pessoas que eram acometidas pela doença morriam em silêncio, em sofrimento, por não poder partilhar suas dores, seus dramas. Se isolavam, eram vistas com preconceito, com temor. Afinal, tinham “aquela doença”. Muitos morriam, sem que se soubesse de quê. Sem que pudessem ter a chance de falar sobre a 164
  • 165. [Digitare il testo] doença, reconhecê-la e, a partir daí, trata-la. E, diante disto, o medo se fazia (e se faz) sempre presente. Além dele, no entanto, existem outras questões importantes de serem apontadas, quando nos referimos aos aspectos culturais. Dentre elas, o próprio preconceito, ou pré-conceito, que pode relacionar-se tanto à doença em si, quanto á própria questão da prevenção. Um exemplo bastante presente é a resistência que, ainda hoje, muitos homens têm de fazer o exame de toque retal, e outros, para prevenir o câncer de próstata. Talvez, aliás, em se pensando em aspectos culturais, este “pré” -conceito, que está intimamente relacionado à cultura, seja um dos principais motivos para que os homens continuem sendo não apenas acometidos pelo câncer de próstata, mas em especial para que a doença tome graus mais avançados. Afinal, sabe-se, nos dias de hoje, que o câncer de próstata, quando detectado precocemente, tem altos índices de cura. E o que fazer, então? É bem verdade que, como citado anteriormente, os tempos são outros, as coisas evoluíram, a medicina avançou, e muito. Porém, do ponto de vista histórico-cultural, as mudanças estão recém iniciando. Não é fácil romper com um conceito, com preconceitos que estão enraizados, e que levaram anos formando-se. São conceitos, crenças, medos, que foram passando de geração para geração. Agora, aos 165
  • 166. [Digitare il testo] poucos, estão sendo rompidos. São mudanças inclusive de paradigmas. E isto leva tempo. O primeiro passo, no entanto, já está sendo dado. É justamente poder reconhecer que, dentro de um contexto em geral, cada ser humano, quando acometido por uma doença considerada grave, como é o câncer, tem suas particularidades. E que muito disto está relacionado, também, com questões de ordem cultural. A partir daí, é poder orienta-los e buscar, aos poucos, criar novos conceitos, ajudalos a compreender melhor, a enfrentar os medos, e deixar os préconceitos para trás. Acredito que, cada um fazendo a sua parte, dando seu pequeno passo, conseguiremos romper com questões que estão enraizadas na nossa sociedade há séculos. E, a partir daí, o câncer tornar-se-á uma doença que já não causará tanto medo, tanta apreensão. La paura del cancro e la sua relazione con gli aspetti culturali Il cancro è una malattia che “tocca” molto con l’essere umano, sia quello che è da lui colpito, come gli amici, la famiglia e le persone che gli sono vicine. E, quando mi riferisco a “tocca”, non penso solo agli aspetti fisici, organici, ma anche negli aspetti psicologici, emozionali. 166
  • 167. [Digitare il testo] Davanti a una diagnosi di cancro, tutti hanno una reazione. Paura, rabbia, tristezza, resinazione. Non importa quale, neanche quando lei succede. Ma che tocca, tocca. Che colpisce, colpisce. E uno degli aspetti che è molto presente quando si parla di una malattia come il cancro, è quello che io avrei chiamato di “Aspetti Culturali”. Il cancro è una malattia dalla quale le persone, in modo generale, hanno molta paura. Paura questa che, molte volte, finisce per intralciare, e molto, sia la diagnosi sia il trattamento. Avendo paura, le persone temono investigare, cercare aiuto, non vogliono “trovare”, “scoprire” il cancro. E finiscono per non rendersi conto che, in realtà, il primo passo per il trattamento, o sia, per trovare una strada, una via da seguire, è appunto questo: investigare, pur di avere una diagnosi. È poter riconoscere la malattia per, da quel momento, poter curarla. “Chi cerca trova” è una frase che si sente con frequenza. Trova? Può darsi di sì. Ma la trova in tempo, di curare, di “fare qualcosa”. Ma allora, perché tutta questa paura, in un momento in cui le ricerche sono sempre più in avanti, nuovi farmaci sono collaudati e approvati costantemente e che, sempre di più, si sa che quanto prima è fatta la diagnosi, meglio è? Perché il timore, in un momento in cui la grande tendenza è che il cancro sia ritenuto come una malattia cronica, con la quale i pazienti, quando non guariti, potranno conviverci 167
  • 168. [Digitare il testo] quotidianamente, come succede nei giorni attuali con dei mali come il diabete e l’ipertensione? Qui è che, tra l’altro, interferiscono gli aspetti culturali. Il cancro, per molto tempo, è stato direttamente legato alla questione della morte. Ricevere una diagnosi di cancro, era come ricevere una sentenza di morte. Parlare di cancro era proibito, lo “attirava”, “portava sfortuna”. E le persone che ne erano colpite morivano in silenzio, in sofferenze, perché non potevano condividere i loro dolori, il loro dramma. S’isolavano, erano guardate con pregiudizio, con timore. Avevano “quella malattia”. Molti morivano, senza che se ne sapesse la ragione. Senza che potessero avere l’opportunità di parlare della malattia, di riconoscerla, e, dunque curarla. E, con ciò la paura si faceva (e si fa) presente. Inoltre esistono altre questioni importanti da rilevare, quando ci riferiamo agli aspetti culturali. Tra cui il proprio pregiudizio o pregiudizio10 che riguarda sia la malattia stessa che la propria questione della prevenzione. Un esempio molto presente è la resistenza che, ancora oggi, molti uomini presentano se devono fare l’esame di tocco rettale e altri, pur di prevenire il tumore della prostata. Anzi, forse quando si pensa agli aspetti culturali, questo pre-giudizio che è 10 La parola “pregiudizio” è fatta dal radicale “pre”+ giudizio: o sia, un giudizio fatto previamente, come un giudicare qualcosa prima di conoscerla veramente. 168
  • 169. [Digitare il testo] intimamente in rapporto con la cultura, sia uno dei motivi principali perché gli uomini siano non soltanto colpiti dal tumore di prostata, ma specialmente, che quando scoperto, la malattia abbia raggiunto gradi elevati. Infine si sa, nei giorni di oggi che il tumore di prostata quando scoperto precocemente ha alti indici di guarigione. Che cosa fare, dunque?È ben vero che, come menzionato prima, i tempi sono altri, le cose sono evolute, la medicina ha fatto molti progressi. Però dal punto di vista storico-culturale, i cambiamenti sono appena cominciati. Non è facile rompere un concetto, con dei pregiudizi che hanno forti radici e che si sono formati negli anni. Sono concetti, credenze, timori che furono trasmessi da generazione a generazione. Ora, a poco a poco sono superati. Sono pure cambiamenti di paradigmi e questo ci mette molto tempo. Il primo passo tuttavia fu fatto. È appunto poter riconoscere che, in generale, ogni essere umano quando colpito da una malattia considerata grave com’è il cancro, ha le sue particolarità. E che molto di tutto ciò è collegato a questioni di ordine culturale. A partire da questo fatto, si devono orientare e ricercare, a poco a poco, dei nuovi concetti, aiutare a capire meglio e affrontare le paure e lasciar stare i pre-giudizi. Credo che se ognuno farà la sua parte, il suo piccolo passo, ce la faremo a distruggere queste questioni che sono radicate nella nostra società da secoli. E dunque il cancro diventerà una malattia che non causerà tanto timore e tanta apprensione. 169
  • 170. [Digitare il testo] Xiii, ele perdeu o apetite! E agora? Receber um diagnóstico de uma doença grave, por si só, já gera medo, angústia, stress, raiva, insegurança, tensão, e tantas outras reações, algumas difícies de serem explicadas com palavas. Também os familiares, ao verem que um ser amado adoeceu, reagem à sua maneira, com raiva, angústia, medos, negação, enfim, apresentam, igualmente, sintomas, sejam físicos, sejam emocionais. A angústia, a ansiedade que acompanham uma doença como, por exemplo, o câncer, começa bem antes do diagnóstico. Sintomas, exames, testes, muitas vezes, o processo para conseguir diagnosticar “qual é o problema”, por si só, já gera stress. Mas a resposta chega. E, por mais dura que seja a realidade da doença, com o diagnóstico, chega o tratamento, a “saída”, a possível solução. E o renascer da esperança. Como se não bastasse, porém, durante o tratamento, o paciente deverá enfrentar, além das mudanças ditas “normais” na rotina, na sua vida (e na dos familiares mais próximos) em geral, os efeitos do desenvolver da doença e do próprio tratamento. Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia. Efeitos colaterais. Efeitos estes que são muito individuais, e, embora exista 170
  • 171. [Digitare il testo] um “elenco” de efeitos esperados, estes podem varias de paciente para paciente. Muitos destes efeitos podem ser “encarados de frente”, enfrentados, minimizados. Mas mais uma vez repito: vai depender de cada sujeito ,de cada organismo, de uma série de fatores combinados, lembrando que, a doença, geralmente, possui aspectos bio-psico-sociais, espirituais. O paciente e seus familiares tentam, conforme lhes foi recomendado, ou pelo médico, ou pela psicóloga, ou até por aquele amigo mais chegado, viver a vida “ o mais normal possível, sem mudar tanto a rotina do dia-a-dia. E chega a hora das refeições. Hora de comer, e o paciente não tem fome! Ele simplesmente não consegue comer! E agora, o que fazer? O ato de alimentar-se, na nossa sociedade, é associado à questões ligadas ao prazer e à satisfação no mais amplo dos sentidos. Basta notar como, até hoje, mães que não conseguem, por um motivo ou outro, amamentar seus filhos no seio, sentem-se, muitas vezes, incompletas, culpadas, não boas “o suficiente”. (Esta teoria, na verdade, já caiu por terra há muito tempo, mas infelizmente muitas a introjetaram de tal forma, que seguem sofrendo no seu interior) A comida e, mais ainda, o alimentar-se, tem a ver não apenas com satisfazer de uma necessidade biológica, mas também (e especialmente com) uma função afetiva e social. 171
  • 172. [Digitare il testo] Afetiva, como a mãe que alimenta o bebê, como uma troca de carinhos, de cuidados. Social, bem, basta considerarmos o fato de, muitas vezes, escolhermos bares ou restaurantes para os nossos encontros, sejam estes encontros de trabalho, com amigos, ou quando queremos surpreender alguém. (Quem recusaria um convite para jantar em um bom restaurante?) Voltando então ao nosso paciente. Lhe falta o apetite, ele não tem a mínima vontade de se alimentar. E o familiar? O familiar, ansioso e angustiado com aquela situação, sentindo-se “com as mãos atadas”, por não poder fazer “algo mais” para o paciente, tende a, como uma mãe, repelta de boas intenções, mas nem sempre completamente ciente dos seus atos, insistir para que ele se alimente. E, o que acontece? O apetite do paciente e a sua vontade de comer não é que voltam miraculosamente! Insistir para que o paciente se alimente, talvez não seja a melhor solução. Isto pode acabar por aumentar ainda mais a angústia e o stress, seja dele, seja do familiar que, não vendo uma “mudança concreta” do ato de se alimentar, sente-se ainda mais impotente diante da situação. 172
  • 173. [Digitare il testo] O ato de “insistir”, pode gerar ainda mais angústia, tanto no paciente que, sob pressão, pode inclusive vir a ter reações de raiva, descontrole, choro ou até reatança, ou seja, se antes comia um pouco, a partir daí, simplesmente se negar a se alimentar. Outras reações à pressão sofrida podem ser a caràter psicológico, refletidas no físico, como aumento de náuseas, mal-estar, vomitos, sem falar em insonia, nervosismo e agitação. E o familiar? Sim, não podemos esquecer do familiar! Tudo isto pode aumentar ainda mais a sua ansiedade, a sua insegurança e a sua sensação de “inutilidade”. “Não sei o que fazer para ajudar!” Mas então, como gestir esta situação? Antes de mais nada, do ponto de vista nutricional, é importante uma boa avaliação com uma nutricionista, de preferencia do ramo oncológico, afim de receber orientações adequadas sobre como gestir a alimentação do paciente e, se necessàrio, fazer uso de suplementos alimentares específicos. Do ponto de vista emocional, precisa, primeiramente, se dar conta de que as funções dadas ao “alimentar-se” foram simbolicamente representadas pela comida, mas podem muito bem ser substituídas, ou gestidas em um modo diverso. O “afeto”, por exemplo, não está no ato de “limpar o prato”, mas na troca de carinho, no contato olho no olho, na simples presença. Mais 173
  • 174. [Digitare il testo] do que ser pressionado para comer, talvez o que possa aumentar, não digo tanto o apetite, mas a “vontade” de se alimentar, seja poder estimular não apenas a “fome”, mas todos os sentidos! Uma mesa bem arrumada, elegante, com enfeites, pequenos detalhes. Um prato bem colorido, apetitoso, daqueles que a gente “come com os olhos”. Se possível, decorado, e feito com os ingredientes mais importantes: carinho e amor. Quem sabe uma música suave de fundo. Todos à mesa juntos, televisão DESLIGADA! Buscar formas de estimular a visão, o olfato, a audição, o paladar. Que tal sugerir ao paciente simplesmente tentar saborear as coisas? E, com ele, tentar achar novos temperos, novas combinações, novos sabores? (Muitas vezes a medicação altera o gosto dos alimentos e, vamos combinar, carne com gosto de papel não deve ser lá essas coisas!) O momento da refeição, pode (e deve) ser também um momento de trocas, de afeto, de socialização. Eu arriscaria a dizer que a “comida” ali não é a causa, mas a consequencia! A vimos como “causa” como se, para estarmos juntos, precisássemos de uma “desculpa”. Na verdade, porém, talvez o mais importante destes momentos sejam exatamente as trocas. De afeto, de idéias, de conhecimentos, enfim. Mesmo que o paciente não tenha fome, é importante que ele esteja presente, e participe destes momentos. 174 Sentar à mesa, todos
  • 175. [Digitare il testo] juntos. Beliscar uma ou outra coisinha. Ousar, arriscar. Se não der, tudo bem. Nada de insistir demais, pois, como visto anteriormente, isto pode acabar piorando a situação. Conversar. Sobre a vida, sobre as coisas, sobre o que vai bem, o que melhorou, enfim, esquecer um pouco dos problemas, da doença, do sofrimento, da dor. Ajudar o paciente a sentir-se, ainda, não um paciente, uma pessoa doente, mas um ser humano. Uma pessoa simplesmente. Com medos, inseguranças, mas também com sonhos, esperanças, e com uma VIDA que ultrapassa, que vai além, muito além do seu diagnóstico! E os familiares? Estes poderão se tranquilizar de que fizeram, de que estao fazendo a sua parte. Sem cobranças, sem angústias “extras”, sem stress, reconhecendo os limites do paciente, mas também (e especialmente) as próprias limitações. Xii, lui ha perso l’appetito! E ora? Ricevere una diagnosi di una grave malattia, di per sé, genera paura, angoscia, stress, rabbia, insicurezza, tensione e tante altre reazioni, alcune difficile da essere spiegate con le parole. Anche i famigliari, quando vedono che un essere da loro amato si è ammalato, reagiscono a modo suo, con rabbia, angoscia, paura, negazione, infine, presentano, anche loro, sintomi, siano fisici, siano emozionali. 175
  • 176. [Digitare il testo] L’angoscia, l’ansia che accompagnano una malattia come, ad esempio, il cancro, comincia molto prima della diagnosi, Sintomi, esami, test, tante volte, il processo per riuscire a diagnosticare “qual è il problema”, di per sé, già genera stress. Ma la risposta arriva. E, per più difficile che sia la realtà della malattia, con la diagnosi, arriva anche il trattamento, “l’uscita”, la possibile soluzione. E il rinascere della speranza. Come se questo non fosse abbastanza, il paziente dovrà anche affrontare, oltre ai cambiamenti “normali” di routine nella sua vita (e in quella dei famigliari più vicini), gli effetti dello sviluppo della malattia e del trattamento stesso. Chirurgia, radioterapia, ormonoterapia. Effetti collaterali. Effetti questi che sono molto individuali, e, anche se esiste un “elenco” di effetti che si può aspettare, questi possono variare da paziente a paziente. Molti di questi effetti possono essere "visti da davanti, affrontati, minimizzati. Ma ancora una volta ripeto: dipenderà da ogni soggetto, ogni organismo, da una serie di fattori combinati, ricordando che la malattia generalmente ha aspetti bio-psico-socialispirituali. Il paziente e i suoi famigliari cercano, come li è stato raccomandato o dal medico, o dalla psicologa, o anche da quel amico più vicino, vivere 176
  • 177. [Digitare il testo] la vita “il più normale possibile, senza cambiare tanto la routine del giorno. E arriva il momento di mangiare. Ora di mangiare, e il paziente non ha fame! Egli semplicemente non riesce a mangiare! E ora, cosa fare? L'atto del mangiare, nella nostra società, è associato a questioni relative al piacere e alla soddisfazione nel senso più ampio di tutti. Basta notare come, tutt'oggi, le madri che non riescono, per un motivo o un altro, allattare i loro bambini al seno, si sentono, molte volte, incomplete, colpevoli, non "sufficientemente buone". (Questa teoria, in realtà, si è “sbriciolata” molto tempo fa, ma purtroppo molte madri l’hanno introiettata in tal modo da continuare a soffrire dentro di sé) . Il cibo e, ancor più, l'alimentazione ha a che fare non solo col soddisfare un bisogno biologico, ma anche (e soprattutto) con una funzione affettiva e sociale. Affettiva, come la madre che nutre il bambino, come uno scambio di affetto, cure. Sociale, bene, basta pensare al fatto che spesso scegliamo bari o ristoranti per i nostri incontri, questi siano questi incontri di lavoro, incontri con gli amici o quando vogliamo sorprendere qualcuno. (Chi rifiuterebbe un invito a cena in un bel ristorante?) 177
  • 178. [Digitare il testo] Tornando quindi al nostro paziente. Gli manca l’appetito, egli non ha nessuna voglia di alimentarsi. E i famigliari? Il famigliare, ansioso e angosciato con quella situazione, sentendosi con le mani legate per non poter fare qualcosa di più per il paziente, tende a come una madre, piena di buone intenzioni, ma non sempre completamente cosciente dei suoi atti, insistere per che egli mangi. E cosa succede? L’appetito del paziente e la sua voglia di mangiare non è che tornano così, come per miracolo! Insistere sul fatto che il paziente si nutra, potrebbe non essere la soluzione migliore. Questo potrebbe in ultima analisi, aumentare ulteriormente l'ansia e lo stress,sia il suo, sia quello del familiare che, non vedendo un "vero cambiamento" nell'atto di mangiare, si sente ancor più impotenti davanti alla situazione. L’atto di insistere può generare ancora più angoscia, sia nel paziente che, sotto pressione, può persino arrivare ad avere reazioni di rabbia, pianto incontrollato o anche reattanza, vale a dire, se prima mangiava almeno un po’, ora semplicemente si rifiuta di mangiare. Altre reazioni alla pressione sofferta possono essere a carattere psicologico, che se riflettono nel fisico, come ad esempio un aumento della nausea, malessere, vomito, per non parlare di insonnia, nervosismo e agitazione. 178
  • 179. [Digitare il testo] E il famigliare? Sì, non possiamo dimenticare il famigliare! Tutto questo può aumentare ulteriormente l'ansia, l’insicurezza e il senso di "inutilità". "Io non so cosa fare per aiutare!" Ma allora, come gestire questa situazione? Prima di tutto, da un punto di vista nutrizionale, è importante una buona valutazione con un nutrizionista, preferibilmente del ramo dell'oncologia, al fine di ricevere un'adeguata guida su come gestire l'alimentazione del paziente e, se necessario, fare uso di integratori alimentari specifici. Dal punto di vista emozionale, bisogna, inizialmente, rendersi conto che le “funzioni” date all’ato di mangiare sono state simbolicamente rappresentate dal cibo, ma possono essere sostituite o gestite in un modo diverso. L '"affetto", per esempio, non è nel 'atto di "pulire il piatto", ma nel cambio di carezze, nel contatto occhio con l'occhio, nella sola presenza. Più che essere spinti a mangiare, forse quello che potrebbe aumentare non dico tanto l' appetito, ma la "voglia"" di alimentarsi sia poter stimolare non solo la "fame", ma tutti i sensi! Un tavolo ordinato, elegante, con decorazioni, piccoli dettagli , Un piato colorato, appetitoso,, di quelli che "si mangia con gli occhi" , Se possibile, decorati e realizzati con gli ingredienti più importanti: affetto e amore. 179
  • 180. [Digitare il testo] Forse un sottofondo di musica soft. Tutti a tavola insieme, TV FUORI! Trovare il modo per stimolare la visione, olfatto, udito, gusto . Che ne dite di suggerire al paziente semplicemente provare a sperimentare le cose ? E insieme a lui, cercare di trovare nuove spezie, nuovi accostamenti, nuovi sapori? (Spesso il farmaco altera il gusto del cibo e, tra di noi, una carne che sa di carta non deve essere un gran ché)! Il momento del pasto, può (e deve) essere anche un momento di scambio, di affetto, di socializzazione. Oserei dire che il "cibo" qui non vi è la causa ma la conseguenza! Lo vediamo come “causa", come se, per stare insieme, avessimo bisogno di una "scusa". In realtà, però, forse il più importante di questi momenti siano esattamente gli scambi. Di affetto, di idee, di conoscenze, infine . Anche se il paziente non sente fame, è importante che sia presente, e partecipe di questi momenti. Sedersi a tavola tutti insieme. pizzicare una o l'altra cosa. Osare, rischiare. Se non ce la fa, bene. Niente di insistere troppo, perché, come visto in precedenza, questo può finire per peggiorare la situazione. Parlare. A proposito della vita, delle cose, circa quello che sta andando bene, quello che è migliorato, infine, dimenticare un po' i problemi, la malattia, la sofferenza, il dolore. Aiutare il paziente a sentirsi, ancora, non un paziente, un malato, ma un essere umano. Una persona semplicemente. Con paure, insicurezze, ma anche sogni, speranze, e con una vita che supera, che va oltre, ben oltre la diagnosi! 180
  • 181. [Digitare il testo] E i famigliari? Questi possono essere rassicurati sul fatto che hanno fatto, che stanno facendo la loro parte. Senza angosce supplementari, senza stress , riconoscendo i limiti del paziente, ma anche (e soprattutto) le proprie limitazioni. Psicooncologia: uma vertente da Psicossomática A Medicina Psicossomática visa a tratar o sujeito como um todo, corpo, mente, espírito, ambiente, cultura, sociedade, ou seja, um ser inteiro, complexo, que influencia e é influenciado pelo meio em que vive. Desde a Grécia antiga, sabe-se da influência que os aspectos emocionais exercem sobre a saúde e a doença e vice-versa, sendo impossível tratar do corpo sem pensar na alma. Sócrates diz: “...assim como não é possível tentar a cura dos olhos sem a cabeça, nem a cabeça sem a do corpo, do mesmo modo não é possível tratar do corpo sem cuidar da alma, sendo essa a causa de desafiarem muitas doenças o tratamento dos médicos helenos, por desconhecerem estes o conjunto que importa ser tratado, pois não pode ir bem a parte quando vai mal o todo”. 181
  • 182. [Digitare il testo] Com o passar dos anos e as novas descobertas, especialmente, no campo da ciência, surgiu, com Descartes, uma tendência à fragmentação. O dividir para reduzir, e assim conhecer. Essa era uma prática de outras áreas do conhecimento, transferiu-se também para a Medicina. Instituiu-se a dicotomia corpo-mente, e ainda subdividiuse o corpo em vários pedaços menores. Em se tratando de saúde/ doença, se trata a doença, e não o doente. E a herança disto ainda se mantém, o que pode ser visto, por exemplo, no grande número de Especializações dentro da área médica. Um oftalmologista trata os olhos do paciente, um oncologista vai tratar o câncer, e assim por diante. O que é visto é mais a doença do que o sujeito em si. No entanto, tudo ocorre em ciclos, e há um movimento que tende a resgatar aquela visão anterior de ser humano, como um ser uno, indivisível. E isto graças também à ciência, à pesquisa e às novas descobertas tecnológicas, as quais comprovam muitas afirmações dos antigos filósofos. As teorias de Einstein, bem como estudos na área da Psiconeuroimunologia mostram a influência não apenas do meio sobre o ser humano, mas a influência que este (ser humano) exerce no meio em que vive. Além disto, demonstram a capacidade, que cada um possui, de agir e influenciar diretamente sobre seu próprio sistema imunológico e que em tudo no universo, a parte contém o todo, mas a junção das partes forma algo diferente do todo. 182
  • 183. [Digitare il testo] Confuso? São mudanças de paradigmas! E, com esta visão, temos a Medicina Psicossomática, que visa à compreensão do ser humano como um todo, considerando os sistemas psíquico, somático, social e cultural. E, como sua vertente, há a Psicooncologia. A Psicooncologia visa ao entendimento global do paciente oncológico e de seu processo de adoecimento, bem como oferecer suporte emocional aos familiares e profissionais da saúde, os quais lidam com esta doença. O câncer é uma doença cuja causa é um somatório de fatores. Não há como negar a influência que os fatores emocionais, somados a vários outros, exercem sobre a doença e o percurso que esta virá a tomar. Leshan coloca: “O câncer pode ter suas origens nas tensões ou distúrbios emocionais. A depressão e o desespero podem deixar marcas não apenas na mente, mas também no corpo”. No entanto, quando falamos na influência do emocional, devemos sempre lembrar que é “um” fator, e não o “único” E que a influência da emoção em relação ao câncer não se dá por via tão direta, ou seja, não é que aquela mágoa guardada se transformou em câncer de mama, ou que a raiva contida manifestou-se através de um tumor de pâncreas. Isso pode ocorrer, mas de um outro modo. Na verdade, pensamentos e sentimentos agem diretamente sobre o Sistema Imunológico, fortalecendo-o (quando 183 são positivos) ou
  • 184. [Digitare il testo] enfraquecendo-o (quando são ruins). Isto, “somado” a outros fatores preexistentes, pode contribuir para o adoecimento. O mesmo ocorre com os efeitos colaterais da quimioterapia, que acabam variando de acordo com a sensibilidade de cada paciente, bem como ao modo como ele decide encarar o tratamento, se como um sofrimento, ou se como algo que vai contribuir para ajudá-lo a melhorar. À medida que fatores emocionais influenciam no processo de adoecimento, pode-se pensar na relação prevenção versus emoção e, a partir daí, perceber o trabalho da Psicooncologia, também, com um foco preventivo. Alguns estudos, como os realizados pelos hospitais John Hopkings e Kings College, descrevem os efeitos da repressão das emoções e da desesperança sobre a saúde. Simonton, médico americano, interessando-se pelos estudos de biofeedback, descobriu que algumas técnicas de visualização ajudavam as pessoas a influenciar seus processos internos. Quando ensinadas aos doentes cancerosos, ajudavam a si mesmos a detectar e destruir a doença, em conseqüência, fortalecer as defesas naturais do corpo. Seu trabalho mostra o quanto nossa reação ao stress e outros fatores emocionais podem contribuir para o início e a progressão de um câncer e como expectativas positivas, consciência e cuidado consigo mesmos podem contribuir para o controle e até a cura da doença. Neste trabalho, o 184
  • 185. [Digitare il testo] sujeito é visto como o próprio agente de cura. Hoje, existem cursos de formação no Método Simonton, nos Estados Unidos, Alemanhã, Polônia, Japão e Itália. Conhecer a Psicooncologia é uma forma de compreendermos a nós e ao outro de uma forma mais ampla (tendo câncer ou não). É um modo de desmistificar o câncer, deixando para trás culpas, medos e inseguranças. Psiconcologia: un vertice della Psicosomatica La medicina psicosomatica si propone di trattare il soggetto nel suo insieme, corpo, mente, spirito, ambiente, cultura, società, vale a dire un essere completo,complesso, che influenza ed è influenzato dall'ambiente in cui vive. Fin dall’antica Grecia, è nota l'influenza che gli aspetti emotivi hanno sulla salute e sulla malattia, e viceversa, rendendo impossibile trattare il corpo senza pensare nell'anima. Socrate (,Zalmoxis, in Carmide) dice: “non bisogna cercare dì guarire gli occhi senza la testa né la testa senza il corpo, allo stesso modo il corpo senza l'anima, ma questa sarebbe anche la causa del fatto che molte malattie sfuggono ai medici greci, perché trascurano il tutto, di cui bisognerebbe aver cura; e se il tutto non sta bene, è impossibile che la parte stia bene”. 185
  • 186. [Digitare il testo] Tuttavia, col passare degli anni e le nuove scoperte, soprattutto nel campo della scienza, è sorta, con Cartesio, una tendenza alla frammentazione. Dividere per ridurre, in modo da poter conoscere. Questa, che era una pratica di altre aree di conoscenza, è stata spostata anche alla medicina. È stato istituita la dicotomia corpomente e anche il corpo è stato diviso in pezzi più piccoli. Quando si parla di salute / malattia, quella che viene trattata è la malattia, non il paziente. E l’eredità di ciò rimane ancora,e può essere vista, ad esempio, nel grande numero di specializzazioni che ci sono nel campo medico. Un oftalmologo tratta gli occhi del paziente, un oncologo andrà a trattare il cancro, e così via. Ciò che si vede è più la malattia che il soggetto stesso. Tuttavia, tutto avviene in cicli, e c'è un movimento che tende a riscattare quello modo di vedere gli esseri umani che c’era in precedenza: l’essere umano come un essere uno, indivisibile. E questo anche grazie alla scienza, alla ricerca e alle nuove scoperte tecnologiche, le quali rivelano molte asserzioni degli antichi filosofi. Le teorie di Einstein, siccome gli studi nell’area della Psiconeuroimunologia dimostrano l’influenza non solo dell’ambiente sull’essere umano, ma anche l’influenza di esso (l’essere umano) sull’ambiente in cui vive. Oltre a questo, gli studi dimostrano la capacità che ognuno possiede di agire ed influenzare direttamente sul suo sistema immune stresso, e che in tutto nell’universo, la parte 186
  • 187. [Digitare il testo] contiene il tutto, ma l’unione delle parti orma qualcosa di diverso del tutto. Confuso? Sono cambiamenti di paradigmi! E, con questa visione, abbiamo la Medicina Psicosomatica, che è volta a comprendere l'essere umano nel suo complesso, considerando i sistemi psicologici, somatiche, sociali e culturali. E, come un suo “vertice”, c'è la Psiconcologia. La Psicooncologia mira alla comprensione globale dei malati di cancro e il loro processo di malattia, oltre a fornire supporto emotivo alle famiglie e operatori sanitari, i quali si occupano di questa malattia. Il cancro è una malattia la cui causa è una somma di fattori. Non si può negare l'influenza che i fattori emotivi, sommati a molti altri, esercitano sulla malattia e sul percorso che avverrà. Leshan dice che: “Il cancro può avere le sue origini in tensioni o disturbi emotivi. La depressione e la disperazione possono lasciare segni non solo nella mente, ma anche nel corpo”. Tuttavia, quando si parla dell’influenza dell’emozionale, bisogna sempre ricordare che questo è “un” fattore, e non “l’unico”! E che l'influenza delle emozioni in relazione al cancro non arriva così diretta, vale a dire, non è che quella angoscia che è “tenuta dentro” si trasforma in un cancro al seno, o che la rabbia repressa si manifesta attraverso un tumore al pancreas. Questo può succedere, ma in un altro modo. In realtà, pensieri e sentimenti agiscono direttamente sul sistema immune, 187
  • 188. [Digitare il testo] rafforzandolo (quando sono positivi) o indebolendolo (quando sono cattivi). Questo, in aggiunta a altri fattori preesistenti, può contribuire per l’insorgenza della malattia. Lo stesso succede con gli effetti collaterali della chemioterapia, che finiscono per variare d’accordo con la sensibilità di ogni paziente, siccome al modo in cui egli decide di affrontare il trattamento, se come una sofferenza, o qualcosa che contribuirà per farlo stare meglio. Nella misura in cui i fattori emotivi influenzano il processo della malattia, si può pensare nella relazione fra prevenzione ed emozione e, da lì, capire il lavoro di Psicooncologia, anche con una particolare attenzione alla prevenzione. Alcuni studi, come quelli realizzati dagli ospedali John Hopkings e Kings College, descrivono gli effetti della repressione delle emozioni e della disperazione sulla salute. Simonton, medico americano, essendo interessato agli studi di biofeedback, ha scoperto che alcune tecniche di visualizzazione aiutavano le persone a influenzare i loro processi interni. Quando insegnate ai pazienti con tumore, aiutavano se stessi a rilevare e distruggere la malattia, di conseguenza, rafforzare le difese naturali del corpo. Il suo lavoro mostra il quanto il modo come reagiamo allo stress e altri fattori emotivi possono contribuire all’insorgenza e alla progressione del cancro e come le aspettative positive, la consapevolezza e la cura di se stessi possono contribuire a controllare e anche curare la malattia. In questo lavoro, 188
  • 189. [Digitare il testo] il soggetto è visto come il guaritore stesso. Oggi, ci sono corsi di formazione nel metodo Simonton negli Stati Uniti, Germania, Polonia, Giappone e Italia. Conoscere la Psiconcologia è un modo di comprendere a noi e agli altri in un senso più ampio (avendo il cancro oppure no). È un modo per demistificare il cancro, lasciando dietro i sensi di colpa, le paure e le insicurezze. 189
  • 190. [Digitare il testo] Agradecimentos O momento de agradecer é, talvez, o momento mais importante de todo o livro. Porque se algumas pessoas não tivessem passado pela minha vida, seja no papel de amigo, paciente ou familiar, eu provavelmente não teria feito muitas das reflexões que apareceram aqui. Da mesma forma, se a minha vida, até hoje, não tivesse sido exatamente como foi, meus artigos talvez seriam sobre outros temas, ou sequer existiriam. Assim sendo, são inumeras as pessoas para as quais eu tenho que agradecer. Partindo da minha mãe, ao Bibi, às tias, tios, primos, primas, amigas e amigos de todas as épocas e gerações. Preciso agradecer à quem esteve, está e estará sempre ao meu lado, em particular com o coração. Agradecer os colegas, de estudos, de trabalho, bem como os pacientes, por terem me ensinado tanto! Agradecer o meu amor. Porque basta um seu olhar, para que eu fique bem. E porque um oceano de distância nao impediu o nosso amor de crescer, e virar uma linda realidade. Agradecer à vida, à missão que me foi concebida e, sim, agradecer a mim mesma, porque muito do que sou, ou do lugar em que cheguei, tem a ver com o outro. Mas grande parte tem a ver comigo mesma. 190
  • 191. [Digitare il testo] Ringraziamenti Il momento d ringraziare forse sia il momento più importanti di tutto il libro. Perché se certe persone non fossero passati nella mia vita, sia nel ruolo di amico, paziente o famigliare, io probabilmente non avrei fatto molte delle riflessioni che appaiono qui. Nello stesso modo, se la mia vita, fino ad oggi, non fosse stata esattamente così come è stata, forse i miei articoli sarebbero stati su altri argomenti, o non esisterebbero neanche. Essendo così, sono innumerevoli le persone alle quali dovrei ringraziare. Partendo dalla mia madre, al “Bibi”, alle zie, zii, cugini, cugine, amiche e amici di tutti i periodi e generazioni. Ho bisogno di ringraziare a chi è stato, c’è e ci sarà sempre al mio fianco, in particolare col cuore. Ringraziare ai colleghi, di studi, di lavoro, siccome ai pazienti, per avermi insegnato tanto! Ringraziare il mio amore. Perché è sufficiente un suo sguardo perché io stia bene. E perché un oceano di distanza non ha impedito al nostro amore di crescere e diventare una bellissima realtà. Ringraziare alla vita, alla missione che mi è stata concepita e, sì, ringraziare anche me stessa,. perché molto di quello che sono , o del posto dove sono arrivata, è collegato agli altri. Ma grande parte ha a che vedere con me stessa. 191