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Poema: gênero lírico <ul>Mariana Castro Cavalcante Lima Silva </ul>
MARÍLIA DE DIRCEU TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA LIRA I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De to...
Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil Pastora, Depois que teu afeto me segura, Que queres do que t...
Leve-me a sementeira muito embora O rio sobre os campos levantado: Acabe, acabe a peste matadora, Sem deixar uma rês, o né...
http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/modules/debaser/singlefile.php?id=19744 Depois de nos ferir a mão da morte, Ou sej...
EXPLORANDO O TEXTO <ul><li>Apresentação de “Lira I - Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga” declamada por Lauro Morei...
Definição do termo lira (referia-se ao instrumento musical que entoava melodias junto aos poemas); </li></ul>Discussão sob...
ATIVIDADES <ul>1 –  O poema retrata uma paisagem campestre, com todos os elementos que a compõe. O eu-lírico se mostra um ...
<ul>3 –  O poeta se expõe, nas duas primeiras estrofes do texto, como possuidor de muitas riquezas, no entanto, no decorre...
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Poema: estudo do gênero lírico

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  1. 1. Poema: gênero lírico <ul>Mariana Castro Cavalcante Lima Silva </ul>
  2. 2. MARÍLIA DE DIRCEU TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA LIRA I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d’ expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os pastores, que habitam este monte, Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
  3. 3. Mas tendo tantos dotes da ventura, Só apreço lhes dou, gentil Pastora, Depois que teu afeto me segura, Que queres do que tenho ser senhora. É bom, minha Marília, é bom ser dono De um rebanho, que cubra monte, e prado; Porém, gentil Pastora, o teu agrado Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! Os teus olhos espalham luz divina, A quem a luz do Sol em vão se atreve: Papoula, ou rosa delicada, e fina, Te cobre as faces, que são cor de neve. Os teus cabelos são uns fios d’ouro; Teu lindo corpo bálsamos vapora. Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora, Para glória de Amor igual tesouro. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
  4. 4. Leve-me a sementeira muito embora O rio sobre os campos levantado: Acabe, acabe a peste matadora, Sem deixar uma rês, o nédio gado. Já destes bens, Marília, não preciso: Nem me cega a paixão, que o mundo arrasta; Para viver feliz, Marília, basta Que os olhos movas, e me dês um riso. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela! Irás a divertir-te na floresta, Sustentada, Marília, no meu braço; Ali descansarei a quente sesta, Dormindo um leve sono em teu regaço: Enquanto a luta jogam os Pastores, E emparelhados correm nas campinas, Toucarei teus cabelos de boninas, Nos troncos gravarei os teus louvores. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
  5. 5. http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/modules/debaser/singlefile.php?id=19744 Depois de nos ferir a mão da morte, Ou seja neste monte, ou noutra serra, Nossos corpos terão, terão a sorte De consumir os dois a mesma terra. Na campa, rodeada de ciprestes, Lerão estas palavras os Pastores: “ Quem quiser ser feliz nos seus amores, Siga os exemplos, que nos deram estes.” Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!
  6. 6. EXPLORANDO O TEXTO <ul><li>Apresentação de “Lira I - Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga” declamada por Lauro Moreira ;
  7. 7. Definição do termo lira (referia-se ao instrumento musical que entoava melodias junto aos poemas); </li></ul>Discussão sobre o gênero lírico, o eu-lírico do poema, sua devoção pela amada, a linguagem do e os elementos poéticos utilizados no texto.
  8. 8. ATIVIDADES <ul>1 – O poema retrata uma paisagem campestre, com todos os elementos que a compõe. O eu-lírico se mostra um poeta-pastor que se dedica inteiramente à natureza. Porém, nos versos “ Mas tendo tantos dotes da ventura,/ Só apreço lhes dou, gentil Pastora,” assim como em alguns outros, o eu-poético exprime sua postura diante do sentimento que tem. Justifique a afirmação. 2 – O refrão “Graças, Marília bela/ Graças a minha Estrela!” traz melodia ao poema, assim como uma música entoada pela lira. Essa característica define os textos líricos da época medieval. Discorra sobre a intenção de Dirceu (eu-lírico) ao recitar em todas as estrofes esse refrão. E explique o emprego da inicial maiúscula na palavra “Estrela”. </ul>
  9. 9. <ul>3 – O poeta se expõe, nas duas primeiras estrofes do texto, como possuidor de muitas riquezas, no entanto, no decorrer do poema já se define como um “servo”, devoto de sua Pastora. Exemplifique essa afirmação com trechos do texto. </ul>
  10. 10. OBRIGADA!!!
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