INDICE
-AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRA……….……..………… 9

CAP I
1

* - Informação como instrumento de gestão …………………………..10

1.1
...
1.15.4

-Demonstração dos Fluxos de Caixa ………………………………….31

1.15.4.1 - Fluxos de caixa ………………………………………………………31
1.15.4.2 - ...
CAP IV -ANÁLISE FINANCEIRA…………………………………….…….. 51
4.1

- Introduçao ……………………………………………………..…….52

4.2

- Tecnicas de analise...
5.2.1.d) - Classificação dos Fundos de Investimento............................................ 86
5.2.1.d1) - Quanto ao e...
5.2.1.2.m)- Critérios de análise..............................................................................100
5.2.1.2....
5.12.1

- Taxa de Capitalização....................................................................... 118

5.12.2

- Capi...
CAP 6

-CONTROLO FINANCEIRO DE EMPREITADAS..........................137

.

6.1

- Noção de empreitada…......................
Cap I

9

A. Financeira – 2010
1 - Informação como instrumento de gestão
1.1 - Conceito de informação
Facto – algo que acontece no mundo real e que pode ...
1.6 - Sistema de informação contabilística

NTABILIDADE
1.7 - Quadros de informação contabilística:
SISTEMA DE INFORMAÇÃO
...
1.10 - O Estado como utilizador da informação financeira
- Conhecer a situação tributária dos sujeitos passivos;
- Control...
e de saídas para os clientes (receitas) torna-se necessário proceder à correspondente
contraprestação pecuniária - Fluxos ...
1.12 - Sistema de Normalização Contabilística (SNC)
O SNC é o novo modelo de normalização contabilística aprovado em Conse...
1.13.1 - Limites para uma empresa ser considerada uma Pequena Entidade
São consideradas Pequenas Entidades (PE) pelo enqua...
1.14.1 - O que se entende no SNC por demonstrações financeiras?
No âmbito do novo sistema de normalização contabilística, ...
1.14.2 - Reclassificação das Contas POC/SNC
Com o novo normativo será importante fazer uma reclassificação do sistema POC
...
6 Gastos ( Ex Custos)
Os gastos são diminuições nos benefícios económicos durante o período
contabilístico na forma de exf...
1.15 - Demonstrações Financeiras - SNC
1.15.1- Balanço

Informação acerca da posição financeira, que é afectada pelos recu...
Activo
É um recurso controlado pela empresa como resultado de acontecimentos passados
e do qual se espera que fluam para a...
Balanço
Activo

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A. Financeira – 2010
Passivo e Capital Próprio

22

A. Financeira – 2010
Passivo e Capital Próprio

Passivo
É uma obrigação presente da empresa proveniente de acontecimentos passados, da
liquidaç...
Balanço - Exemplo

24

A. Financeira – 2010
Balanço - Exemplo

25

A. Financeira – 2010
1.15.2 - Demonstração de Resultados
Pretende evidenciar a posição económica ou de desempenho da empresa através da
relação...
Demonstração de Resultados

Rendimentos (Ex Proveitos e Ganhos)
Rendimentos e ganhos obtidos respeitantes ao período.
Gast...
Demonstração de Resultados

28

A. Financeira – 2010
1.15.3- Demonstração alterações Capital Próprio

É um documento que pretende demonstrar, justificar e explicar as modifica...
Demonstração alterações Capital Próprio

30

A. Financeira – 2010
1.15.4 - Demonstração dos Fluxos de Caixa
1.15.4.1 - Fluxos de caixa
Compreende:
- O dinheiro em caixa e em depósitos á or...
Demonstração dos Fluxos de Caixa

32

A. Financeira – 2010
1.16 - O orçamento de tesouraria
O orçamento de tesouraria corresponde à previsão de todos os recebimentos e
pagamentos da...
Orçamento Tesouraria de Investimentos

Orçamento Tesouraria de Financiamento

Estes 3 sub-orçamentos, o Balanço Previsiona...
1.16..2 - Controlo do orçamento de tesouraria
O orçamento de Tesouraria é um instrumento indispensável de gestão e control...
Exemplo de Orçamento de Tesouraria Anual
Pagamentos
Jan

Fev

Total

Neste exemplo, verificamos que em Janeiro o saldo pre...
1.16.3 - Tesouraria Deficitária vs Tesouraria Excedentária:
O orçamento de tesouraria permitirá ao gestor conhecer mês a m...
1.18 - A importancia do fluxo de caixa (liquidez financeira)
Muitas entidades que reportam resultados positivos têm, por v...
1.20 - Análise em função da variável temporal
1.20.1 - Análise estática (1)
Conceito
Todos os elementos de analise estão r...
CAP II

40

A. Financeira – 2010
2 – Rácios
2.1 Designação
Designa-se por RACIO um quociente ou uma relação característica entre duas
grandezas.
Um RACIO p...
INDICADOR DE ECONOMICIDADE
Este rácio visa atingir níveis previamente fixados. Resulta da comparação entre os
resultados o...
2.3 - Rácios económicos
Pretendem revelar aspectos da situação económica como a estrutura dos gastos, dos
rendimentos, a c...
CAP III

44

A. Financeira – 2010
3 – Análise económica
3.1 - Rácios
Analisam a evolução e a formação do lucro e do autofinanciamento
.

RACIOS DE RENDIBILI...
EQUAÇAO FUNDAMENTAL DA RENDIBILIDADE DOS CAPITAIS (1)
Engloba a:
RENDIBILIDADE DAS VENDAS (2) e a ROTAÇÃO DE CAPITAIS (3)
...
- ROTAÇAO DO CAPITAL OU DO ACTIVO
Este rácio indica o grau de utilização dos activos
VENDAS LIQUIDAS
---------------------...
- TEMPO MEDIO DE RECEBIMENTOS
CRÉDITOS (CLIENTES)
-------------------------------------- X 12
VENDAS
Indica qual o prazo m...
3.2 - Autofinanciamento - vantagens e inconvenientes
Considerandos
O Autofinanciamento desempenha um papel fundamental no ...
-Inconvenientes
O Autofinanciamento não é gratuito. Tem um custo em juros já que as somas
disponíveis poderiam ser colocad...
CAP IV

51

A. Financeira – 2010
4 – Análise financeira
4.1 - Introduçao
Compete-lhe:

A recolha de informações e o estudo por forma a se poder obter
um ju...
Será como que o ponto de partida para o futuro, partindo do principio que se
conhece o presente e o passado.
Assim o balan...
4.2.2 - Descriçao das varias tecnicas de analise
Comparação de balanços e contas de resultados de exercícios sucessivos.
4...
4.2.2.2. - Em percentagens
Este método complementa o anterior e neste há todo o interesse em agregar as
diversas rubricas ...
4.2.2.3 - Em gráficos

2008

2009

Passivo
Activo

Activo

Corrente

Corrente

2010

Activo
Passivo

Passivo

Corrente

Co...
4.3.3 - Os rácios na analise financeira
No estudo do Balanço, utilizam-se os Rácios - relações entre os dados contabilísti...
Os valores deste rácio, para uma empresa bem gerida, oscilam
entre 1,3 e 1,5.
O rácio descrito não permite, por si só, tir...
RACIOS DE AUTONOMIA E DEPENDENCIA FINANCEIRA
CAPITAIS PRÓPRIOS
AUTONOMIA = ----------------------------------- x 100
ACTIV...
Superior a 100
O Passivo Corrente apresenta um valor superior ao Activo
Corrente e financiam parte do Activo Não Corrente....
CAP V

61

A. Financeira – 2010
5- Análise de investimentos
5.1 - Noção de investimento
Por INVESTIMENTO entende-se a aquisição de bens com vista à sua ut...
Na linguagem de negócios entende-se por INVESTIMENTO

A AFECTAÇAO DE MEIOS FINANCEIROS A
MODERNIZAÇAO E A EXPANSAO DOS EQU...
5.1.1 - Diversificar para melhorar resultado
Uma regra base que deveria orientar o comportamento do investidor é a aplicaç...
Tudo isto é claro, mas nem sempre se tem à disposição o capital suficiente para
satisfazer todos estes requisitos. Existem...
5.2 – Investir no Mercados de Valores Mobiliários ( ou de Capitais )
5.2 a) Introdução
Os mercados de valores são espaços ...
de bolsa a contado e a prazo. Nas primeiras, a entrega dos valores mobiliários e o
pagamento do preço de compra ocorre ime...
O investidor em ações contribui assim para a produção de bens, dos quais ele também
é consumidor. Como acionista ele é sóc...
Diversifique as suas opções
Aplique as suas poupanças em diversos activos financeiros de modo a ficar menos
dependente da ...
- Preferenciais
Garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em
percentagem mais elevada do...
-Valor real é o preço pelo qual se compra e vende uma acção no mercado, em
resultado da oferta e procura dos títulos.
O va...
da obrigação, o seu preço altera-se, tornando-se superior ou inferior ao valor
nominal, transaccionando-se acima ou abaixo...
As Obrigações, destinam-se a investidores mais conservadores face ao risco, que
valorizam a segurança e a distribuição per...
destacável da obrigação e por isso transaccionável separadamente.
- Obrigações convertíveis: obrigações que podem ser conv...
Podem emitir obrigações hipotecárias as instituições de crédito ou outras
instituições financeiras legalmente autorizadas ...
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74501713 2010-2011-teorica-analise-financeira

  1. 1. INDICE -AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRA……….……..………… 9 CAP I 1 * - Informação como instrumento de gestão …………………………..10 1.1 * - Conceito de nformação…………………………………………… .10 1.2 * - Requisitos da informação geral…………………………………… 10 1.3 * - Informação e gestão………………………………………….…….10 1.4 * - Evolução da informação contabilística………………………….…10 1.5 * - Contabilidade – missão e objectivos…………………………….…10 1.6 * - Sistema de informação contabilística……………………………. ..11 1.7 * - Quadros de informação contabilística……………………….……..11 1.8 * - Objectivo da elaboração das demonstrações financeiras…………..11 1.9 * - Utilizadores da informação contabilística…………………….……11 1.10 * - O Estado como utilizador da informação financeira……………….12 1.11 * - Fluxos da empresa …………………………………………………12 1.11.1* - Tipos de fluxos……………………………………………………..13 1.12 * - Sistema de Normalização Contabilística (SNC)……………………14 1.12.1* - O que é o SNC?..................................................................................14 1.12.2 * - SNC – Aplicabilidade ( Decreto Lei nº 158/2009 de 13/7/2009)…..14 1.13 * - Norma Contabilistica e de Relato Financeiro Pequenas entidades....14 1.13.1 * - Limites para uma empresa ser considerada Pequena Entidade…......15 1.14 * - Instrumentos do Sistema de Normalização Contabilística SNC)…..15 1.14.1* - O que se entende no SNC por demonstrações financeiras? ……… 16 1.14.2* - Reclassificação das Contas POC/SNC ………………..…………..17 1.15 - Demonstrações Financeiras - SNC……………………………….. 19 1.15.1 - Balanço ………………………………………………………….... 19 1.15.2 - Demonstração de Resultados ……………………………………... 26 1.15.2.1 - Rendimentos Gastos e Resultados ………………………………... 26 1.15.3 - Demonstração alterações Capital Próprio …………….….…….…. 29 2 A. Financeira – 2010
  2. 2. 1.15.4 -Demonstração dos Fluxos de Caixa ………………………………….31 1.15.4.1 - Fluxos de caixa ………………………………………………………31 1.15.4.2 - Demonstração de fluxos de caixa.……….……………………………31 1.16 - Orçamento de tesouraria ……………………………………………..33 1.16.1 - Orçamento de Tesouraria – Elaboração ……………………………..33 1.16.2 - Controlo do orçamento de tesouraria ……………………….………35 1.16.3 - Tesouraria Deficitária vs Tesouraria Excedentária: …….….………..37 1.16.3.1 - Déficit de Tesouraria ……………………………………….…….….37 1.16.3.2 - Superavit de Tesouraria …………………………….…………..……37 1.17 - Regra do Equilíbrio Financeiro Mínimo ………………………….…37 1.18 - A importancia do fluxo de caixa (liquidez financeira) ……….……..38 1.19 - O Serviço de Tesouraria ……………………………………………. 38 1.20 - Análise em função do tempo ………………………………………..39 1.20.1 - Análise estática ……………………………….……………………..39 1.20.2 - Análise dinâmica ………………………………………….………....39 CAP II - RÁCIOS………………………………………………………..…....40 2 - Rácios …………………………………………………………..……41 2.1 - Designação …………………………………………………….…….41 2.2 - Racios técnicos …………………………………………….……..….41 2.3 - Rácios económicos ………………………………………….……....43 2.4 - Rácios financeiros ………………………………………………..…43 2.5 - Limitaçoes dos rácios ……………………………………………..…43 CAP III - ANÁLISE ECONÓMICA……………………………………….....44 3.1 - Rácios ………………………………………………………….……45 3.2 - Autofinanciamento - vantagens e inconvenientes ……………..……49 3.2.1 - Autofinanciamento, liquidez e disponibilidade ………………..……50 3 A. Financeira – 2010
  3. 3. CAP IV -ANÁLISE FINANCEIRA…………………………………….…….. 51 4.1 - Introduçao ……………………………………………………..…….52 4.2 - Tecnicas de analise ………………………………………….………52 4.2.1 - Introduçao …………………………………………………..……….52 4.2.2 - Descriçao das varias tecnicas de analise ………………………...….54 4.2.2.1 - Em valores absolutos ………………………………………..…..…..54 4.2.2.2. - Em percentagens ………………………………………………..…..55 4.2.2.3 - Em gráficos …………………………………………………………56 4.3. - Os rácios na analise financeira ……………………………….…….57 CAP 5 - ANALISE DE INVESTIMENTOS............................................... 61 5.1 - Noção de Investimento.......................................................................62 5.1.1 - Diversificar para melhorar resultados ............................................... 64 5.1.2 - Mecanismo da alavanca .................................................................... 64 5.2 - Investir no Mercados de Valores mobiliarios( ou de Capitais )….... 66. 5.2 a) - Introdução.......................................................................................... 66 5.2 b) - Características das Bolsas .................................................................66 5.2 c) - Porque investir no Mercado de Valores Mobiliários......................... 67 5.2 d) - Como tomar uma decisão de investimento em valores mobiliários.. 68 5.2 e) - Principais tipos de Valores Mobiliários ............................................ 69 5.2 e1) - Acções................................................................................................ 69 5.2 e2) - Obrigações......................................................................................... 71 5.2 e3) - Obrigações hipotecárias.................................................................... 74 5.2 e4) - Titulos de participação.......................................................................78 5.2 e5) - Warrants.............................................................................................78 5.2.1 - Fundos de Investimento.....................................................................84 5.2.1.a) - Introdução..........................................................................................84 5.2.1.b) - Evolução dos fundos de investimento em Portugal...........................84 5.2.1.c) - Estrutura dos fundos de investimento................................................85 4 A. Financeira – 2010
  4. 4. 5.2.1.d) - Classificação dos Fundos de Investimento............................................ 86 5.2.1.d1) - Quanto ao espaço de actuação............................................................... 86 5.2.1.d2) - Quanto à forma de remuneração do participante................................... 86 5.2.1.d3) - Quanto Às entidades de supervisão........................................................87 5.2.1.d4) - Quanto a natureza dos activos................................................................87 5.2.1.1 - Fundo de Investimento Mobiliário (FIM )........................................... 88 5.2.1.1.a) - Fundos de Acções.................................................................................. 88 5.2.1.1.b) - Fundos deObrigações............................................................................ 88 5.2.1.1.c) - Fundos Mistos....................................................................................... 89 5.2.1.1.d) - Fundos de Tesouraria............................................................................ 89 5.2.1.1.e) - Fundos de Fundos................................................................................. 89 5.2.1.1.f) - Fundos do Mercado Monetáro….......................................................... 90 5.2.1.1.g) - Fundos de Poupança-Reforma/Educação e de Acções…..................... 90 5.2.1.1.h) - Fundos Garantidos................................................................................ 91 5.2.1.1.i) - Fundos de Índices................................................................................. 91 5.2.1.2 - Fundo de Investimento imobiliário ( FII )........................................... 92 5.2.1.2.a) - Noção de Fundo de Investimento Imobiliário...................................... 92 5.2.1.2.b) - Vantagens............................................................................................. 92 5.2.1.2.c) - Os Fundos de Investimento Imobiliário em Portugal........................... 92 5.2.1.2.d) - Vantagens fiscais.................................................................................. 94 5.2.1.2.e) - Constituição do activo dos FII..............................................................95 5.2.1.2.f)- Administração dos FII........................................................................... 96 5.2.1.2.g)- Natureza dos participantes dos FII........................................................ 97 5.2.1.2.h)- Gestão dos FII....................................................................................... 97 5.2.1.2. i) - Tipos de Fundos de Investimento Imobiliário quanto capital............. 97 5.2.1.2.j) - Estrutura dos Fundos de Investimento................................................. 98 5.2.1.2.k) - Actividades realizadas pelos Fundos Investimento Imobiliário…….. 99 5.2.1.2.l) - Avaliação dos FII.................................................................................99 5 A. Financeira – 2010
  5. 5. 5.2.1.2.m)- Critérios de análise..............................................................................100 5.2.1.2.n) - Composição da carteira dos FII...........................................................100 5.2.1.2.o) - Calculo da rentabilidade de um Fundo................................................100 5.2.1.2.p) - Análise de competitividade..................................................................101 5.3 - Investir no sector produtivo ............................................................... 105 5.4 - Investir em bens de reserva de valor .................................................. 105 5.5 - Investir em imóveis ............................................................................ 105 5.6 - Classificação dos Investimentos por objectivos…............................. 105 5.6.1 - Investimento de substituição.............................................................. 106 5.6.2 - Investimento de expansão.................................................................. 106 5.6.3 - Investimento de inovação ou modernização...................................... 106 5.6.4 - Investimentos estratégicos................................................................. 106 5.7 - Classificação devido á interdependência dos projectos..................... 107 5.8 - Principais etapas de um projecto de investimento..............................107 5.8.1 - Identificação...................................................................................... 107 5.8.2 - Preparação..........................................................................................108 5.8.3 - Análise............................................................................................... 108 5.8.3.1 - Análise financeira...............................................................................109 5.8.3.2 - Análise económica..............................................................................109 5.8.3.3. - Decisão...............................................................................................109 5.8.3.4 - Execução.............................................................................................109 5.9 - Elementos a considerar no estudo de um projecto de investimento....110 5.9.1 - Estudo de mercado..............................................................................110 5.9.2 - Métodos de previsão...........................................................................110 5.9.3 - Estudo técnico do investimento..........................................................112 5.10 - Valor residual do investimento...........................................................117 5.11 - Taxas equivalentes. Fórmula e calculo...............................................117 5.12 - Capitalização......................................................................................118 6 A. Financeira – 2010
  6. 6. 5.12.1 - Taxa de Capitalização....................................................................... 118 5.12.2 - Capitalização - Fórmula.................................................................... 118 5.13 - Noção de actualização....................................................................... 118 5.13.1 - Fórmula............................................................................................. 118 5.13.2 - Calculo da taxa a utilizar.................................................................. 119 5.14 - Cash-Flow......................................................................................... 120 5.14.1 - Os meios libertos ou cash-flow de investimento.............................. 121 5.15 - Critérios da análise de investimentos............................................... 122 5.15.1 - Valor Actual Liquido........................................................................ 123 5.15.2 - Taxa interna de rendibilidade............................................................126 5.15.3 - Período de reembolso....................................................................... 128 5.15.4 - Índice de rendibilidade......................................................................128 5.16 - Fontes de financiamento ...................................................................130 5.16.1 - Internas ..............................................................................................130 5.16.2 - Externas ............................................................................................130 5.16.2.1 – Empréstimos Bancários e Obrigacionistas……….….……..………..131 5.16.2.2. - Linha de crédito, factoring e leasing…………...………..………….132 5.16.2.3 - Business angels ……………………………....………………..…..133 5.16.2.4 - Capital de risco………………………….……….……….…..…….134 5.16.2.5 - Franchising …………………………….………..……..……….….134 5.16.2.6 - Management Buy Out………..………….……..……………..……135 5.16.2.7 - Management Buy In……………….……………………………….135 5.16.2.8 - Oferta Pública de Aquisição………...………..……………………135 5.16.2.9 - Garantia Mútua……..……………………..……...….….…………135 5.16.2.10 - Titularização de Créditos (Securitization)…..….…….…....………136 7 A. Financeira – 2010
  7. 7. CAP 6 -CONTROLO FINANCEIRO DE EMPREITADAS..........................137 . 6.1 - Noção de empreitada…...........................................................................138 6.2 - O Auto de Medição ................................................................................138 6.3 - O Pagamento ..........................................................................................138 6.4 - Factura comercial ...................................................................................138 6.5 - Factura proforma ....................................................................................138 6.6 - Factura provisória ................................................................................. 139 6.7 - Tipos de factura da empreitada ............................................................. 139 6.8 - Quando facturar ..................................................................................... 139 6.9 - Saldos das contas clientes- medidas a tomar ….................................... 139 6.10 - Garantias ............................................................................................... 141 6.11 - O controlo de garantias bancárias ......................................................... 141 6.12 - Como montar o controlo ....................................................................... 141 Cap 7 - PAPERS................................................................................................ 142 - O I.V.A. e as notas de crédito ............................................................................... 143 - As obras em curso no final do ano - situação ........................................................ 145 - Juros de mora - Cálculo ......................................................................................... 147 8 A. Financeira – 2010
  8. 8. Cap I 9 A. Financeira – 2010
  9. 9. 1 - Informação como instrumento de gestão 1.1 - Conceito de informação Facto – algo que acontece no mundo real e que pode ser observado; Dado – facto obtido mediante investigação empírica ou verificação; Conhecimento – facto ou dado recolhido de qualquer modo, armazenado e sistematizado para futura referência e utilização; Informação – respeita a dados ou conhecimentos avaliados para um fim específico. 1.2 - Requisitos da informação geral Oportunidade – estar disponível no momento em que é necessária; Economicidade – estar subordinada ao princípio ou lógica do custo-benefício; Credibilidade – permite aos seus utilizadores retirar conclusões idóneas. 1.3 - Informação e gestão: Desafios aos gestores: - Entender a informação como fonte de conhecimento dos negócios, metodologias, processos de gestão, e relação entre recursos e produção; - Desenvolvimento de sistemas de gestão para um melhor desempenho; - Aumento da qualificação e competência dos seus recursos humanos; - Criação de uma atitude pró-activa para a inovação com todos os “stakeholders” (pessoal, clientes, fornecedores...). 1.4 - Evolução da informação contabilística: - Rudimentar: nos primórdios; - Organizada segundo o método contabilístico: século passado; - Normalizada: final do século passado; - Normalizada e harmonizada: tendências no início do século XXI. 1.5 - Contabilidade – missão e objectivos: - “A contabilidade é uma actividade de serviços.A sua função é proporcionar informação financeira sobre as entidades económicas com o fim de permitir a tomada de decisões face a diferentes alternativas” - Subsistema de informação financeira que a partir dos factos patrimoniais os regista em suportes próprios por forma a dar a conhecer aos múltiplos utilizadores, a situação económica, financeira e monetária da organização. 10 A. Financeira – 2010
  10. 10. 1.6 - Sistema de informação contabilística NTABILIDADE 1.7 - Quadros de informação contabilística: SISTEMA DE INFORMAÇÃO - Balanço; - Demonstração das alterações nos capitais próprios - Demonstração dos resultados; - Demonstração dos fluxos de caixa. 1.8 - Objectivo da elaboração das demonstrações financeiras - Evidenciar o desempenho dos responsáveis da empresa; - Proporcionar informação sobre a posição financeira da empresa, a sua situação económica e respectivas evoluções; - Auxiliar a tomada de decisão 1.9 – Utilizadores da informação contabilística - Investidores/Accionistas - Financiadores/Trabalhadores - Fornecedores/Clientes - Público/ Administração pública 11 A. Financeira – 2010
  11. 11. 1.10 - O Estado como utilizador da informação financeira - Conhecer a situação tributária dos sujeitos passivos; - Controlar a matéria tributável / lucro tributável - Prevenir / evitar a fraude e a evasão fiscal; - Elaborar estatísticas (Instituto Nacional de Estatística) - Concorrência (Autoridade da Concorrência) - Mercado de Valores Mobiliários (CMVM); 1.11 - Fluxos da empresa Com a aquisição de bens e serviços, nasce a obrigação de efectuar o pagamento correspondente, ou seja, uma saída presente ou futura de meios líquidos da entidade. A essa aquisição e respectiva obrigação financeira designa-se Despesa. Na venda de bens e prestações serviços, nasce o direito de receber o valor correspondente, ou seja, uma entrada presente ou futura de meios líquidos para a entidade. A esse venda e respectivo direito financeiro designa-se Receita DESPESA: consiste na obrigação financeira do comprador correspondente a uma aquisição de bens ou serviços, independentemente da sua utilização ou consumo, ou dos seu pagamento. RECEITA: consiste no direito financeiro do vendedor, ou seja, no direito a receber a contraprestação pecuniária equivalente ao bem que vende, ou ao serviço que presta. Para que os bens e serviços sejam postos à disposição dos clientes, procede-se a um conjunto de transformações dos meios adquiridos pela empresa, geram-se portanto novos fluxos (internos): - Consumos ou utilizações dos meios ou recursos na produção, nas vendas e nas prestações de serviços; - Obtenção de produtos (bens ou serviços aptos a serem vendidos ou utilizados pelos clientes), vendas e prestações de serviços. GASTO: consiste no valor dos fluxos representativos dos consumos ou utilizações dos meios pela empresa, ou seja, diminuições nos benefícios económicos da entidade. RENDIMENTO: representa o fluxo representativo da produção de bens, das vendas e da prestação de serviços ou seja, aumentos nos benefícios económicos da entidade. Ao analisarmos a empresa em função dos fluxos reais internos, estamos atentos à forma como ela consome ou utiliza os seus recursos (meios) e gera os seus produtos e serviços. Para se assegurarem os fluxos reais externos de entrada dos fornecedores (despesas) 12 A. Financeira – 2010
  12. 12. e de saídas para os clientes (receitas) torna-se necessário proceder à correspondente contraprestação pecuniária - Fluxos monetários- ( recebimentos e pagamentos) RECEBIMENTOS PAGAMENTOS Óptica monetária (DFC) Demonstração de Fluxos de Caixa RECEITAS Óptica financeira (BAL/DVCP) Balanço Demonstração das Variações do Capital Próprio DESPESAS RENDIMENTOS Óptica económica (DR) Demonstração dos Resultados GASTOS (Por Natureza ou Funções) 1.11.1 - Tipos de fluxos Consoante os fluxos considerados, assumimos diferentes perspectivas que são evidenciadas por diferentes demonstrações financeiras: Tipos de Fluxos Perspectiva Fluxos Monetários - Pagamentos Demonstração dos Monetária - Recebimentos Financeira Fluxos Económicos - Gastos Fluxos Caixa Fluxos Financeiros - Despesas - Receitas Demonstrações Financeiras - Balanço - Demonstração das Alterações no Capital Próprio - Demonstração dos Resultados Económica - Rendimentos 13 (por Natureza ou por Função) A. Financeira – 2010
  13. 13. 1.12 - Sistema de Normalização Contabilística (SNC) O SNC é o novo modelo de normalização contabilística aprovado em Conselho de Ministros a 23 de Abril de 2009. Esta é uma medida que permitirá a convergência internacional em matéria de relato financeiro. 1.12.1 - O que é o SNC? Conjunto de normas coerente com as normas internacionais de contabilidade em vigor na União Europeia. 1.12.2 - SNC – Aplicabilidade ( Decreto Lei nº 158/2009 de 13/7/2009 ) É obrigatóriamente aplicável às seguintes entidades: - Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais - Empresas individuais reguladas pelo Códiço Comercial - Estabeleciemntos individuis de responsabilidade limitada - Empresas públicas - Cooperativas - Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de interesse económico. O artigo 5ª do Dec. Lei, exclui a aplicação do SNC às entidades sujeitas à supervisão do: - Banco de Portugal - Instituto de Seguros de Portugal - Comissão de Mercado de Valores Mobiliários Ficam dispensadas da aplicação do SNC (artigo 10º) as pessoas que, exercendo a título individual qualquer actividade comercial, industrial ou agrícola, não realizem na média dos últimos três anos, um volume de negócios superior a 150.000 € 1.13 - Norma Contabilistica e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades Para estas entidades,consideradas de “menor dimensão” foi especificamente criada uma norma designada Norma Contabiisitica e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF- PE), que permite delimitar e simplificar num único documento, mais acessível e de mais fácil aplicação, as exigências contabilisticas mais comuns a esse universo. 14 A. Financeira – 2010
  14. 14. 1.13.1 - Limites para uma empresa ser considerada uma Pequena Entidade São consideradas Pequenas Entidades (PE) pelo enquadramento do SNC as empresas cuja dimensão não ultrapasse dois dos três limites seguintes: - Total do balanço : € 500.000 - Total das vendas liquidas e outros rendimentos : € 1.000.000 - Número de trabalhadores empregados em média durante o exercício: 20 Portanto as empresas que não ultrapassem nenhum ou que só ultrapassem 1 destes 3 limites, são consideradas PE e por isso podem adoptar a NCRF-PE. Nota: Qualquer entidade pode optar pela aplicação do conjunto das NCFR, mesmo que a sua dimensão apenas obrigue à aplicação da NCRF-PE. 1.14 - Instrumentos do Sistema de Normalização Contabilística (SNC • Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADF) Estabelecem os requisitos globais que permitem assegurar a comparabilidade quer com as demonstrações financeiras de períodos anteriores da empresa quer com as de outras empresas. • Modelos de Demonstrações Financeiras (MDF) Publicados em Portaria do Ministério das Finanças e contemplam modelos para as demonstrações financeiras previstas no SNC. • Código de contas (CC ) Quadro síntese de contas, (lista codificada de contas)) • Normas Contabilísticas de Relato Financeiro (NCRF) • Norma Contabilística e de Relato Financeiro Pequenas Entidades(NCRF-PE) • Normas Interpretativas (NI) Esclarecimentos e orientações 15 A. Financeira – 2010
  15. 15. 1.14.1 - O que se entende no SNC por demonstrações financeiras? No âmbito do novo sistema de normalização contabilística, um conjunto completo de demonstrações financeiras, inclui: - Um balanço, - Uma demonstração de resultados, - Uma demonstração de alterações do capital - Uma demonstração de fluxos de caixa, próprio, - Um anexo em que se divulguem as bases de preparação e políticas contabilísticas adoptadas e outras divulgadas pelas NCRF. Que riscos corre uma empresa que não cumpra no prazo previsto pela lei o novo modelo de contabilidade e fiscalidade? As empresas que estejam sujeitas ao SNC e que não apliquem qualquer das disposições constantes nas Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) cuja aplicação lhe seja exigível, é punida com coima de 500€ a 15000€. 16 A. Financeira – 2010
  16. 16. 1.14.2 - Reclassificação das Contas POC/SNC Com o novo normativo será importante fazer uma reclassificação do sistema POC para o sistema SNC, como mostrado no quadro abaixo. 1 Meios Financeiros Líquidos. (Ex Disponibilidades) Destina-se a registar os meios financeiros líquidos que incluem, quer o dinheiro e depósitos bancários, quer todos os activos ou passivos financeiros mensurados ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na Demonstração de Resultados. 2 Contas a Receber e a Pagar (Ex Terceiros) Destina-se a registar as operações relacionadas com clientes, fornecedores, pessoal, Estado, financiadores, accionistas, bem como outras operações com terceiros que não tenham cabimento nas contas anteriores ou noutras classes específicas. Os diferimentos e as provisões também são incluídos para permitir o registo dos gastos e dos rendimentos no período a que respeitam. 3 Inventários e Activos Biológicos. (Ex Existências) Inclui os inventários (existências) e os activos biológicos (animais e plantas vivos). 4 Investimentos (Ex Imoblizações) Bens e direitos com continuidade e permanência e que não se destinam a ser vendidos ou transformados no decurso normal da actividade, quer sejam da propriedade da própria entidade, quer estejam em regime de locação financeira. 5 Capital, Reservas e Resultados Transitados (manteve nome) Valor aplicado pelos sócios, bem como os resultados transitados. 17 A. Financeira – 2010
  17. 17. 6 Gastos ( Ex Custos) Os gastos são diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de exfluxos ou deperecimentos de activos ou na incorrência de passivos que resultem em diminuições do capital próprio, que não sejam as relacionadas com distribuições aos participantes no capital próprio. 7 Rendimentos (Ex Proveitos) Os rendimentos são aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou aumentos de activos ou diminuições de passivos que resultem em aumentos no capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio. 8 Demonstração de Resultados Evidencia a posição económica ou de desempenho da empresa através da relação entre os rendimentos obtidos e os gastos incorridos 18 A. Financeira – 2010
  18. 18. 1.15 - Demonstrações Financeiras - SNC 1.15.1- Balanço Informação acerca da posição financeira, que é afectada pelos recursos económicos que a entidade controla, pela sua estrutura financeira, pela sua liquidez e solvência. É útil - Na predição da capacidade da entidade para gerar no futuro caixa e equivalentes de caixa -Na predição de futuras necessidades de empréstimos, de como os lucros futuros e fluxos de caixa serão distribuídos entre os interessados e sucesso que terá em conseguir fundos adicionais - Na predição da capacidade da entidade para satisfazer os seus compromissos financeiros à medida que estes se vencerem, quer a Curto Prazo, quer a Médio/Longo Prazo O SNC – Balanço passa a assumir uma forma vertical pelo facto do activo passar de três para apenas uma coluna de valores, sendo colocadas na coluna as quantias líquidas. O SNC tem uma lógica de entendimento da operação e dos agregados envolvidos, enquanto que o POC tem a lógica baseada na conta. 19 A. Financeira – 2010
  19. 19. Activo É um recurso controlado pela empresa como resultado de acontecimentos passados e do qual se espera que fluam para a empresa benefícios económicos futuros BENS E DIREITOS Activo corrente Um Activo deve ser considerado como corrente quando: - Se espera que seja realizado, vendido ou consumido, no decurso do ciclo operacional normal da empresa - É detido essencialmente com a finalidade de ser negociado - Se espera que seja realizado num prazo inferior a 12 meses a contar da data do balanço - Quando se trata de dinheiro ou equivalente (não existindo restrições quanto à sua utilização). Activo não corrente. São o inverso do anterior. Podem ser: - Activos biológicos (Novo); - Activos fixos tangíveis (Nova denominação); - Activos fixos intangíveis (Nova denominação); - Locações; - Propriedades de investimento (Novo); - Activos contingentes (Novo); - Activos detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas (Novo). Estes activos podem ser: - Máquinas, Patentes e direitos. 20 A. Financeira – 2010
  20. 20. Balanço Activo 21 A. Financeira – 2010
  21. 21. Passivo e Capital Próprio 22 A. Financeira – 2010
  22. 22. Passivo e Capital Próprio Passivo É uma obrigação presente da empresa proveniente de acontecimentos passados, da liquidação da qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da empresa OBRIGAÇÕES Deve-se ter sempre presente a distinção entre uma obrigação presente e um compromisso futuro. Passivo corrente Um Passivo deve ser considerado como corrente quando: - Se espera que seja liquidado, no decurso do ciclo operacional normal da empresa - É detido essencialmente com a finalidade de ser negociado - Se espera que seja liquidado num prazo inferior a 12 meses a contar da data do balanço Os passivos correntes podem ser: - Fornecedores; - Empréstimos a menos de 12 meses. Passivo não corrente Os passivos não correntes podem ser: - Empréstimos concedidos de longo prazo; - Obrigações. Capital próprio É o interesse residual nos activos da empresa depois de deduzir todos os seus passivos . Corresponde ao interesse residual, ou seja, Activos – Passivos. RESPONSABILIDADE PERANTE OS ACCIONISTAS 23 A. Financeira – 2010
  23. 23. Balanço - Exemplo 24 A. Financeira – 2010
  24. 24. Balanço - Exemplo 25 A. Financeira – 2010
  25. 25. 1.15.2 - Demonstração de Resultados Pretende evidenciar a posição económica ou de desempenho da empresa através da relação entre os rendimentos obtidos e os gastos incorridos. A sua forma no SNC vai assumir a forma vertical. É útil - Na predição da capacidade da entidade para gerar fluxos de caixa a partir dos seus recursos básicos existentes; - Na formação de juízos de valor acerca da eficácia com que a entidade pode empregar recursos adicionais. 1.15.2.1 - Rendimentos Gastos e Resultados Rendimentos São aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou aumentos de activos ou diminuições de passivos que resultem em aumentos no capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio. A anterior designação de proveitos (POC) passa a designar-se por réditos ou rendimentos (SNC) Gastos São diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de exfluxos ou deperecimentos de activos ou na incorrência de passivos que resultem em diminuições do capital próprio, que não sejam as relacionadas com distribuições aos participantes no capital próprio. A anterior designação de custos (POC) passa a gastos (SNC). Resultados Destina-se a apurar o resultado líquido do período. Esta classe fica reduzida a apenas duas contas: - Resultados antes de impostos - Valor do imposto estimado para o período. 26 A. Financeira – 2010
  26. 26. Demonstração de Resultados Rendimentos (Ex Proveitos e Ganhos) Rendimentos e ganhos obtidos respeitantes ao período. Gastos (Ex Custos e Perdas). Gastos e perdas suportadas pela empresa respeitantes ao período. 27 A. Financeira – 2010
  27. 27. Demonstração de Resultados 28 A. Financeira – 2010
  28. 28. 1.15.3- Demonstração alterações Capital Próprio É um documento que pretende demonstrar, justificar e explicar as modificações ocorridas na composição e valor do Capital Próprio através das respectivas rubricas. Dá aos utilizadores informação útil de explicação da variação ocorrida na Posição Financeira da empresa, No fundo, explica como variou o Património Líquido da entidade, de um exercício económico para o outro; Encontra-se subdividida nas alterações provocadas pelos resultados líquidos, pelos detentores do capital e por outras alterações no Capital Próprio. Excepto as pequenas entidades que estão dispensadas, as restantes entidades abrangidas pelo SNC, são obrigadas a apresentar a demonstração das alterações no capital próprio 29 A. Financeira – 2010
  29. 29. Demonstração alterações Capital Próprio 30 A. Financeira – 2010
  30. 30. 1.15.4 - Demonstração dos Fluxos de Caixa 1.15.4.1 - Fluxos de caixa Compreende: - O dinheiro em caixa e em depósitos á ordem - Os equivalentes de caixa São investimentos financeiros a curto prazo, altamente líquidos que sejam prontamente convertíveis para quantias conhecidas de dinheiro ( maturidade inferior a três meses) e que estejam sujeitos a um risco insignificante de alterações de valor. Os fluxos de caixa são entradas /recebimentos e saídas /pagamentos de caixa e seus equivalentes 1.15.4.2 - Demonstração de fluxos de caixa Serve para avaliar: - Da capacidade da entidade para gerar caixa. - Da capacidade de uma entidade para pagar aos seus empregados e fornecedores, satisfazer pagamentos de juros, reembolsar empréstimos e fazer distribuições aos seus proprietários. 31 A. Financeira – 2010
  31. 31. Demonstração dos Fluxos de Caixa 32 A. Financeira – 2010
  32. 32. 1.16 - O orçamento de tesouraria O orçamento de tesouraria corresponde à previsão de todos os recebimentos e pagamentos da entidade mês a mês, permitindo obter assim o saldo de tesouraria previsional ao longo do ano. 1.16.1 - Orçamento de Tesouraria – Elaboração Para a elaboração do orçamento de tesouraria é necessário conhecer mês a mês as previsões de compras, vendas e despesas, transferências e investimentos e seu financiamento. Na estimativa das compras, despesas e vendas (tesouraria de exploração) deverá ter em conta a contabilidade orçamental e aos valores do ano anterior aplicar a percentagem de crescimento ou diminuição. Na previsão dos investimentos deverá efectuar uma relação pormenorizada de todas os investimentos a efectuar ao longo do ano. Para os pagamentos e recebimentos relacionados com o financiamento, é necessário ter em conta a amortização dos empréstimos, assim como todos os encargos financeiros tais como os juros. Orçamento Tesouraria de exploração: 33 A. Financeira – 2010
  33. 33. Orçamento Tesouraria de Investimentos Orçamento Tesouraria de Financiamento Estes 3 sub-orçamentos, o Balanço Previsional e a conta de Exploração Previsional, dão origem ao orçamento de tesouraria, o qual inclui todos os pagamentos e recebimentos previstos na actividade de exploração da empresa, dos investimentos e do seu financiamento. 34 A. Financeira – 2010
  34. 34. 1.16..2 - Controlo do orçamento de tesouraria O orçamento de Tesouraria é um instrumento indispensável de gestão e controlo financeiro a curto-prazo. No orçamento de tesouraria é necessário efectuar um controlo periódico dos desvios, análise das causas que o originaram e a introdução das medidas correctivas. É importante que o gestor financeiro efectue reanálises regulares do orçamento de tesouraria. Exemplo de Orçamento de Tesouraria Anual Recebimentos 35 A. Financeira – 2010
  35. 35. Exemplo de Orçamento de Tesouraria Anual Pagamentos Jan Fev Total Neste exemplo, verificamos que em Janeiro o saldo previsional de tesouraria é negativo em 1.600 €, em resultado essencialmente do investimento efectuado de 6.000 € o qual foi apenas financiado nesse mês por 4.000 €. Em Fevereiro o saldo previsional de tesouraria é positivo em 650 €, pelo facto de os recebimentos serem superiores aos pagamentos (verificou-se um aumento de capital de 1.500 €). O saldo final do ano da tesouraria é positivo em 3.300 €. 36 A. Financeira – 2010
  36. 36. 1.16.3 - Tesouraria Deficitária vs Tesouraria Excedentária: O orçamento de tesouraria permitirá ao gestor conhecer mês a mês, se a entidade irá necessitar de mais fundos do que aqueles que são libertados pelos proveitos e custos da empresa e de quando irá necessitar em cada momento. Assim, poderá prever a tempo e horas eventuais faltas de fundos, necessidades de financiamento e excessos de tesouraria e tomar também as medidas mais convenientes. Deste modo, o Orçamento Tesouraria Anual irá prever em dinheiro, o estado da tesouraria da empresa ao longo dos vários meses do ano, a qual será positiva ou negativa. 1.16.3.1 - Déficit de Tesouraria No caso de saldo negativo (deficit) o gestor vai prever a forma de financiamento a curto-prazo, para evitar situações de ruptura. Esta situação de tesouraria deficitária é também frequente em organizações saudáveis e rentáveis, as quais poderão ter prazos médios de pagamento a fornecedores reduzidos ou uma reduzida rotação dos seus stocks, o que implica que o valor das compras já pagas aos fornecedores não tenha ainda sido recebida. É então necessário encontrar formas de antecipar esta situação, tais como: empréstimo a curto-prazo; crédito bancário a curto prazo (apoio à tesouraria); factoring (adiantamento das facturas a crédito); negociar alargamento de prazo de pagamentos a fornecedores, etc. 1.16.3.2 - Superavit de Tesouraria Inversamente, se o saldo for positivo (superavit) o gestor poderá aplicar esse excedente em aplicações financeiras obtendo assim juros, poderá antecipar pagamentos para obter des€ financeiros,etc. Esta tesouraria positiva deverá ser optimizada no sentido de aumentar os resultados por juros recebidos em aplicações ou des€ por pagamento a pronto. 1.17 - Regra do Equilíbrio Financeiro Mínimo Em complemento à elaboração do orçamento de tesouraria, o gestor deverá ter em conta um aspecto essencial que é a Regra do Equilíbrio Financeiro Mínimo. Esta regra pressupõe financiar com capitais permanentes (capital próprio ou empréstimos de longo-prazo) os investimentos em imobilizado (equipamentos, terrenos, etc). Se esta condição não estiver satisfeita, isto é, se os investimentos forem superiores ao financiamento de longo-prazo, esta diferença estará a ser paga pela tesouraria corrente. Este facto, implica dificuldades imediatas de tesouraria, pois os recebimentos de exploração estarão a financiar um investimento a longo prazo. Esta é uma das principais razões da asfixia de tesouraria de muitas organizações. 37 A. Financeira – 2010
  37. 37. 1.18 - A importancia do fluxo de caixa (liquidez financeira) Muitas entidades que reportam resultados positivos têm, por vezes, problemas de liquidez (i.e., dificuldade e incapacidade para assumir os seus compromissos a curto prazo). A fim de se dar um crescimento sustentado das organizações é de extrema importância que os fluxos de caixa (cash flow’s) sejam devidamente planeados e controlados. No entanto alguns gestores, por diversas razões, ignoram esta área. 1.19 - O Serviço de Tesouraria Tem como função efectuar/autorizar os pagamentos, registar os recebimentos e efectuar os devidos registos contabilisticos, bem como gerir e incrementar os recursos financeiros disponíveis. São englobados no serviço de Tesouraria a realização das seguintes tarefas: a) Orçamentação e Controlo de Tesouraria - esta actividade consiste na realização das seguintes tarefas: Previsão Financeira - Ferramenta de gestão de Tesouraria, que permite fundamentar as decisões de aplicação ou solicitação de fundos Gestão Diária de Tesouraria b) Gestão de Bancos - Este processo engloba as seguintes actividades: Contabilização de documentos bancários Certificação das contas bancárias - Verificação da conformidade dos saldos apresentados nos extractos das contas correntes bancárias, e a garantia de que estes se encontram integralmente reflectidos na Contabilidade c) Contabilização de Pagamentos e Recebimentos 38 A. Financeira – 2010
  38. 38. 1.20 - Análise em função da variável temporal 1.20.1 - Análise estática (1) Conceito Todos os elementos de analise estão referidos ao mesmo momento ou período de tempo. Refere-se a um determinado momento da vida da empresa e relaciona várias grandezas integrantes do BALANÇO, sem considerar a variável tempo. Compara valores do balanço (no ano X). Ex: Fundo de Maneio (do ano X)= Cap.Permanentes (do ano X) – Activo Fixo. (do ano X) 1.20.2 - Análise dinâmica (1) Conceito Nesta analise uns elementos referem-se a um período e pelo menos algum elemento a outro período diferente. Analisa a situação da empresa em momentos diferentes, considerando a variável tempo. Facilita a previsão e a tomada de decisões, principalmente as correctivas para remediar uma situação indesejável. Ex: Comparação do: F Maneio (do ano X) com o F Maneio (do ano Y) e com o F Maneio (do ano Z) (1) Tema a desenvolver aquando da execução de exercicios práticos 39 A. Financeira – 2010
  39. 39. CAP II 40 A. Financeira – 2010
  40. 40. 2 – Rácios 2.1 Designação Designa-se por RACIO um quociente ou uma relação característica entre duas grandezas. Um RACIO pode ser expresso com um quociente ou com uma percentagem. O interesse dos RACIOS reside essencialmente no facto de permitirem comparações intertemporais e interempresas. 2.2 - Racios tecnicos São indicadores referentes á produtividade e exprimem a eficiência dos factores produtivos na produção. INDICADOR DA PRODUTIVIDADE GLOBAL Trata-se de uma razão entre a produção realizada e os facto res utilizados nessa produção. Estas duas grandezas podem ser traduzidas em unidades físicas ou monetárias. Produção 200.000 ------------------------------------------ = ------------- = 4 Factores produtivos utilizados 50.000 Significa que, por cada 4 unidades monetárias produzidas do bem Y , se utilizou 1 unidade monetária referente a factores produtivos. INDICADOR DE PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Para uma melhor análise da medida de eficiência atrás referida, devemos considerar a produtividade do trabalho, pois reflecte melhor a evolução da produtividade geral . Produçao 200.000 ------------------------ = ------------- = 6,6 População activa 30.000 (1) (2) (1) Horas de trabalho x custo da hora (2) 60 H x 500 u.m. Ou seja 6,6 unidades monetárias do produto por cada unidade monetária de salários 41 A. Financeira – 2010
  41. 41. INDICADOR DE ECONOMICIDADE Este rácio visa atingir níveis previamente fixados. Resulta da comparação entre os resultados obtidos e os resultados previstos. Resultados efectivos Lucro efectivo ------------------------------ = ---------------------Resultados previstos Lucro previsto Traduz o grau de alcance dos objectivos previamente fixados, permitindo correcções futuras ou na execução e/ou na previsão. 42 A. Financeira – 2010
  42. 42. 2.3 - Rácios económicos Pretendem revelar aspectos da situação económica como a estrutura dos gastos, dos rendimentos, a capacidade de autofinanciamento, etc. 2.4 – Rácios financeiros São os que analisam os aspectos financeiros, tais como a estrutura financeira, a liquidez, a solvabilidade, etc. 2.5 - Limitaçoes dos rácios Numa altura em que a técnica dos rácios se vulgariza e se utiliza com frequência para quase todos os fins, convém alertar que este instrumento tem algumas limitações, devendo pois ser usado com prudência, sob pena de se tirarem conclusões no mínimo com pouco significado, senão mesmo incorrectas. Algumas das limitações a referir são: - Os rácios tratam apenas dados quantitativos. Não têm em consideração factores qualitativos como a ética, a motiva ção, a qualidade dos gestores, a capacidade técnica dos quadros, etc. - Decisões de curto prazo podem afectar profundamente os documentos financeiros e os rácios que lhes estão inerentes. Por exemplo, vendas intempestivas de existências à data do balanço. - A comparação de rácios entre empresas do mesmo sector, ou com médias de sector, pode ser falseada pelas diferenças das práticas contabilísticas da empresa. - Não existe uma definição normalizada a nível nacional e muito menos internacional de cada rácio. Assim, dois analistas podem calcular um mesmo rácio para a mesma empresa com valores diferentes. 43 A. Financeira – 2010
  43. 43. CAP III 44 A. Financeira – 2010
  44. 44. 3 – Análise económica 3.1 - Rácios Analisam a evolução e a formação do lucro e do autofinanciamento . RACIOS DE RENDIBILIDADE DA EMPRESA - Medem a capacidade que todos ou parte dos capitais postos à disposição da empresa, têm de originar resultados. RENDIBILIDADE DOS CAPITAIS PROPRIOS LUCRO OPERATIVO ----------------------------------- x 100 CAPITAL PRÓPRIO em que Lucro Operativo = Rendimentos normais - Gastos normais Este rácio exprime a percentagem de remuneração dos capitais próprios da empresa. Quanto mais elevado for, maior é a capacidade de autofinanciamento da empresa. RENDIBILIDADE NA OPTICA DOS ACCIONISTAS LUCROS DISTRIBUÍDOS LUCRO LIQUIDO --------------------------------------- X 100 E ----------------------------- X 100 CAPITAL SOCIAL CAPITAL SOCIAL RENDIBILIDADE DOS CAPITAIS TOTAIS (OU ECONOMICA) LUCRO ---------------------------- X 100 ACTIVO (TOTAL) Mede a capacidade que todos os capitais postos á disposição da empresa tem em originar resultados 45 A. Financeira – 2010
  45. 45. EQUAÇAO FUNDAMENTAL DA RENDIBILIDADE DOS CAPITAIS (1) Engloba a: RENDIBILIDADE DAS VENDAS (2) e a ROTAÇÃO DE CAPITAIS (3) LUCRO LUCRO VENDAS LIQUIDAS ------------------------- = ------------------------------ X -----------------------------ACTIVO TOTAL VENDAS LIQUIDAS ACTIVO TOTAL (1) (2) (3) Daqui se infere que a Rendibilidade dos capitais dependerá : - Do lucro obtido por escudo vendido(2) - Do numero de escudos vendidos por cada escudo investido (3) RENDIBILIDADE DAS VENDAS PREÇO MÉDIO VENDAS X QUANT. VENDIDAS - CUSTOS ---------------------------------------------------------------------------------------- X 100 PREÇO MÉDIO VENDAS X QUANT. VENDIDAS Este rácio define o montante do lucro que se origina por cada 100 unidades monetárias. Pode ser alterado por: - Variação do preço de venda - Variação do preço de custo - Variação das quantidades vendidas Daqui se infere que o aumento da rendibilidade das vendas é função das variações do preço de custo e/ou de venda. 46 A. Financeira – 2010
  46. 46. - ROTAÇAO DO CAPITAL OU DO ACTIVO Este rácio indica o grau de utilização dos activos VENDAS LIQUIDAS -------------------------------ACTIVO Representa a relação entre o montante de vendas de um período com o capital investido (Activo). O aumento deste rácio dá-se por: - Aumento das vendas sem aumento do Activo - Aumento das vendas em maior proporção ao aumento do Activo - Aumento das vendas e redução do Activo - Redução do Activo mantendo vendas constantes - ROTAÇAO DO ACTIVO CORRENTE VENDAS LIQUIDAS --------------------------------ACTIVO CORRENTE A rotação deste Activo reveste-se de especial importância, na medida em que é ele que mais influencia a rotação do Activo Total. Assim, é sinal de uma sã política a preocupação pela gestão deste Activo, nomeadamente no que diz respeito aos stocks em armazém. Estes devem ser reduzidos ao mínimo de modo a realizar vendas rentáveis com um stock limitado. Por outro lado, devem-se reduzir as dívidas dos clientes. - ROTAÇAO DOS STOCKS (Tempo médio em meses) INVENTÁRIO (EXISTÊNCIAS) ----------------------------------------------- X 12 VENDAS Exprime o tempo médio de transformação dos Inventários em disponibilidades. 47 A. Financeira – 2010
  47. 47. - TEMPO MEDIO DE RECEBIMENTOS CRÉDITOS (CLIENTES) -------------------------------------- X 12 VENDAS Indica qual o prazo médio de transformação dos créditos em disponibilidades. Um rácio alto é, em termos financeiros, desfavorável, mostrando por vezes ineficiência do departamento de cobrança ou falta de poder negocial da empresa perante os seus clientes. - TEMPO MEDIO DE PAGAMENTOS DÉBITOS (FORNECEDORES) ---------------------------------------------- X 12 COMPRAS Mede a velocidade com que a empresa costuma pagar as suas dividas aos fornecedores. Quanto mais baixo o seu valor, menor o grau de financiamento que os fornecedores fazem á exploração. Pode também revelar falta de poder negocial da empresa perante os seus fornecedores. Mas será de referir que um valor muito elevado pode identificar dificuldades da empresa em satisfazer as suas obrigações. ROTAÇAO DO ACTIVO FIXO VENDAS LIQUIDAS ------------------------------------ACTIVO NÃO CORRENTE Tem este rácio a finalidade de comparar o valor do montante das vendas de um período com o valor actual do Activo Não Corrente. A empresa deve vender os Activos Não Correntes com fraca rendibilidade e com poucas perspectivas futuras. 48 A. Financeira – 2010
  48. 48. 3.2 - Autofinanciamento - vantagens e inconvenientes Considerandos O Autofinanciamento desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da empresa. Permite assegurar o crescimento do activo económico sem recursos a terceiros, sem originar encargos financeiros directos - juros e reembolsos -. O autofinanciamento, além disso, aumenta a faculdade de obtenção de empréstimos por parte da empresa. O AUTOFINANCIAMENTO é o conjunto de recursos financeiros gerados na própria empresa e que são as AMORTIZAÇÕES, RESERVAS, PROVISÕES. As AMORTIZAÇÕES constituem uma verdadeira fonte de financiamento que proporciona disponibilidades á tesouraria e permite novos investimentos. De notar que as AMORTIZAÇOES são para a empresa uma fonte de financiamento muito especial, pois está isenta de impostos. As RESERVAS são constituídas pela fracção de lucro que, por decisão da assembleia geral ou por estatuto, não é distribuída aos accionistas, ficando na empresa para o seu financiamento. Como fonte de financiamento apresentam o inconveniente de recair sobre elas imposto. As PROVISÕES para gastos futuros ou para riscos ocasionados mas não realizados, constituem uma fonte de financiamento isenta de impostos. Importa mencionar que nem todas as PROVISÕES são Autofinanciamento. Com efeito, cada vez que uma provisão é constituída, com vista a fazer face a perdas ou a encargos claramente fixados, a empresa apenas disporá dos fundos por um período muito limitado, pois desaparecerão com a constatação do encargo. Como exemplo, refira-se o caso das provisões para créditos de cobrança duvidosa. Torna-se portanto necessário separar todas as provisões que são apenas encargos a prazo. Em compensação, é preciso tomar em consideração as provisões para depreciação dos títulos de participação ou dos empréstimos a mais de um ano que têm por objecto constatar uma depreciação real e portanto uma perda de capital Vantagens e inconvenientes do AUTOFINANCIAMENTO - Vantagens: Evita que a empresa se endivide de forma exagerada Permite às empresas que não podem ter acesso ao mercado financeiro, libertar os recursos necessários ao seu desenvolvimento. Não origina qualquer encargo de juro e reembolso. 49 A. Financeira – 2010
  49. 49. -Inconvenientes O Autofinanciamento não é gratuito. Tem um custo em juros já que as somas disponíveis poderiam ser colocadas no exterior em aplicações lucrativas. 3.2.1 - Autofinanciamento, liquidez e disponibilidade O autofinanciamento anual (quando positivo) significa um aumento da liquidez da empresa, mas não necessariamente das suas disponibilidades, pois aquela pode ser automática ou deliberadamente absorvida por outras rubricas do activo ( v.g., crédito concedido aos clientes);assim importa distinguir os conceitos de liquidez e disponibilidade A liquidez (entendida como grau de liquidez) de um elemento activo consiste na sua aptidão para se converter a curto prazo em meios monetários (meios financeiros liquidos);a disponibilidade (grau de disponibilidade) de um elemento activo é revelada pela sua aptidão para se transformar imediatamente em meios monetários. O que acabámos de afirmar permite-nos concluir que, quanto maior for o nível do autofinanciamento anual, maior será o grau de liquidez por si gerado, dependendo as variações das disponibilidades (durante o período de referência) dos seguintes aspectos primordiais: - Política de concessão de créditos a clientes - Política de formação de stocks - Política de obtenção de crédito - Política de investimento em capital fixo - Política de distribuição de lucros 50 A. Financeira – 2010
  50. 50. CAP IV 51 A. Financeira – 2010
  51. 51. 4 – Análise financeira 4.1 - Introduçao Compete-lhe: A recolha de informações e o estudo por forma a se poder obter um julgamento seguro sobre a situação financeira da empresa. Daqui se infere que cabe á ANALISE FINANCEIRA determinar em que medida são conseguidos os objectivos gerais e particulares que correspondem ao conjunto das tarefas que integram a função financeira Assim a ANALISE FINANCEIRA deve dar resposta a duas questões fundamentais: 1) Em que medida a empresa dispõe dos meios financeiros adequados às suas necessidades operacionais, ou tem possibilidade de vir a deles dispor, por forma a poder funcionar com independência perante terceiros. Estamos perante o estudo do equilíbrio financeiro em geral e da liquidez e solvabilidade em particular. 2) Qual a sua aptidão para gerar valor ou rendimento, para dar satisfação adequada a todos os que dela participam, e, ao mesmo tempo, assegurar a sua permanência no mercado e a expansão da actividade. Estamos perante problemas relacionados com o grau de eficiência da empresa, a rendibilidade e a produtividade, cuja tradução financeira assenta, respectivamente, no lucro e no valor acrescentado. 4.2 - Tecnicas de analise 4.2.1 - Introduçao Já se fez referência aos balanços e ás demonstrações de resultados com sendo os elementos que servem de base á análise financeira/económica, pois eles correspondem á estrutura de capitais da empresa e á forma como se processou a obtenção dos resultados. O balanço reúne em si todas as consequências da gestão passada, independentemente de ter sido boa ou má, e dos condicionalismos que afectaram a vida da empresa. Não evidencia a trajectória percorrida, mas sim a situação num dado momento. 52 A. Financeira – 2010
  52. 52. Será como que o ponto de partida para o futuro, partindo do principio que se conhece o presente e o passado. Assim o balanço e a demonstração de resultados que o apoia servirão de base para a tomada das medidas impulsoras e correctoras que coloquem a empresa numa evolução consentânea com os objectivos que se pretendem alcançar. ANALISAR O PRESENTE, RECORRENDO AO PASSADO PARA SE PERSPECTIVAR O FUTURO é o que interessa numa análise financeira. Consideremos as empresas ALFA, BETA, GAMA, com a seguinte evolução: Situação Financeira Muito boa GAMA Boa ALFA BETA Má -3 -2 -1 0 1 2 Anos No momento actual (Ano 0 ) todas tem uma boa situação financeira. A empresa ALFA apresenta-se estável. A empresa BETA que tinha uma situação muito boa, tem vindo a degradar-se. A empresa GAMA tendo vindo de uma situação difícil, demonstra grande vitalidade e antevê-se uma evolução favorável. Pretende-se com este exemplo chamar a atenção para o principio de que a análise financeira a uma empresa NUNCA deve ser feita somente com o último balanço, mas sim com os balanços de anos sucessivos (geralmente de 3 a 5) 53 A. Financeira – 2010
  53. 53. 4.2.2 - Descriçao das varias tecnicas de analise Comparação de balanços e contas de resultados de exercícios sucessivos. 4.2.2.1 - Em valores absolutos Através da comparação do último balanço da empresa com os anteriores, em termos absolutos, obtém-se uma visão directa e rápida da evolução da situação financeira. Para o efeito elabora-se o mapa de mutação de valores. Apresenta-se seguidamente um exemplo sucinto do mapa de mutação de valores. MAPA DE MUTAÇAO DE VALORES 2009 2010 + - ACTIVO Activo Não Corrente Propriedades de investimento Activos intangiveis Activos fixos tangiveis Activo Corrente Meios Financeiros liquidos Outros activos financeiros Estado Adiant. a fornecedores Clientes Inventários CAPITAL PRÓPRIO Capital realizado Acções próprias Reservas legais Resultados transitados PASSIVO Passivo Não Corrente Provisões Fianciamentos obtidos Passivo Corrente Fornecedores Adiant. de clientes Financiamentos obtidos 54 A. Financeira – 2010
  54. 54. 4.2.2.2. - Em percentagens Este método complementa o anterior e neste há todo o interesse em agregar as diversas rubricas nos grupos patrimoniais mais significativos COMPARAÇAO DE BALANÇOS SUCESSIVOS EM PERCENTAGENS 2003 Valor € % 2004 Valor € % 2005 Valor € % ACTIVO Activo Não Corrente Propriedades de investimento Activos intangiveis Activos fixos tangiveis Activo Corrente Meios Financeiros liquidos Outros activos financeiros Estado Adiant. a fornecedores Clientes Inventários 100 100 100 100 100 100 CAPITAL PRÓPRIO Capital realizado Acções próprias Reservas legais Resultados transitados PASSIVO Passivo Não Corrente Provisões Fianciamentos obtidos Passivo Corrente Fornecedores Adiant. de clientes Financiamentos obtidos 55 A. Financeira – 2010
  55. 55. 4.2.2.3 - Em gráficos 2008 2009 Passivo Activo Activo Corrente Corrente 2010 Activo Passivo Passivo Corrente Corrente Corrente Corrente Activo Passivo Activo Não Não Passivo Corrente Corrente Não Passivo Activo Não Não Não Corrente Corrente Corrente Corrente Cap. Cap. Cap. Próprio, Próprio, 56 Próprio, A. Financeira – 2010
  56. 56. 4.3.3 - Os rácios na analise financeira No estudo do Balanço, utilizam-se os Rácios - relações entre os dados contabilísticos. Podem ser expressos sob a forma de quociente ou sob a forma de percentagens. LIQUIDEZ E TESOURARIA LIQUIDEZ GERAL Por liquidez entende-se a capacidade que a empresa tem de fazer face aos seus compromissos a curto prazo. ACTIVO CORRENTE ---------------------------------PASSIVO CORRENTE Se este rácio é < 1 , significa: Fundo de Maneio negativo. Poderá haver dificuldades de Tesouraria. Tudo depende dos prazos de disponibilidade dos elementos do Activo Corrente, e dos prazos de exigibilidade das dividas do passivo corrente. Esta situação provoca geralmente dificuldades. QUE FAZER ? Diminuir prazo médio de credito a clientes Tentar o aumento do prazo médio de pagamentos aos fornecedores Recorrer ao crédito bancário Se este rácio é = 1, significa: Todo o Capitais Corrente é financiado pelo Passico Corrente. Não há margem de segurança. É uma situação instável. Pode no futuro ocasionar problemas como no caso anterior. QUE FAZER ? Diminuir prazo médio de credito a clientes Tentar o aumento do prazo médio de pagamentos aos fornecedores Se este rácio é > 1, significa : Estamos perante uma situação favorável. A. Financeira – 2010 57
  57. 57. Os valores deste rácio, para uma empresa bem gerida, oscilam entre 1,3 e 1,5. O rácio descrito não permite, por si só, tirar conclusões determinantes sobre a verdadeira liquidez da empresa. Torna-se necessário recorrer a outros dois Rácios. LIQUIDEZ REDUZIDA OU DE TESOURARIA ACTIVO CORRENTE – INVENTARIOS (Ex Existências) --------------------------------------------------------------------------------PASSIVO CORRENTE Ao expurgar dos Activoss Circulantes a componente Inventários, estamos a libertálo de um elemento cujo peso é normalmente elevado e que poderia levar a conclusões menos correctas da liquidez . As empresa bem geridas apresentam valores compreendidos entre 0,9 e 1,1. LIQUIDEZ IMEDIATA MEIOS FINANCEIROS LIQUIDOS -----------------------------------------------------PASSIVO CORRENTE Este rácio revela a capacidade que a empresa tem para liquidar imediatamente os compromissos a Curto Prazo. SOLVABILIDADE E a capacidade de a empresa fazer face aos compromissos a médio e longo prazo. RACIO DE SOLVABILIDADE TOTAL ACTIVO TOTAL --------------------------PASSIVO Para valores > 1 o Activo é > que o Passivo, pelo que as dividas a pagar estão garantidas pelos bens da empresa. Para valores < 1 o Activo não tem capacidade de responder pelas dividas a pagar. 58 A. Financeira – 2010
  58. 58. RACIOS DE AUTONOMIA E DEPENDENCIA FINANCEIRA CAPITAIS PRÓPRIOS AUTONOMIA = ----------------------------------- x 100 ACTIVO TOTAL CAPITAIS ALHEIOS DEPENDENCIA = ----------------------------------- X 100 ACTIVO TOTAL Mostram em que proporção a empresa utiliza os meios próprios e alheios que estão á sua disposição. O rácio de AUTONOMIA mostra o total de Capitais Próprios aplicados em cada 100 unidades monetárias do Activo. O rácio de DEPENDENCIA mostra a dependência financeira em relação ao exterior, ou seja, o total de capitais alheios (Passivo) aplicados em cada 100 unidades monetárias da Activo. O grau de autonomia varia em consequência da variação do Capital Alheio e/ou do Capital Próprio. Os dois rácios apresentados são complementares. FINANCIAMENTO DO ACTIVO CORRENTE (CIRCULANTE) O rácio PASSIVO CORRENTE ------------------------------------- X 100 ACTIVO CORRENTE Indica o total de unidades monetárias do Passivo Corrente que contribuíram para financiar 100 do Activo Corrente (Circulante). Este rácio pode apresentar os seguintes valores: Igual a 100 Este valor leva a concluir que o Activo Corrente é igual ao Passivo Corrente , tendo um Fundo de Maneio igual a 0. Inferior a 100 O Activo Corrente foi financiado não só pelo Passivo Corrente, mas também por Capitais Permanentes.(Passivo Não Corrente + Cap Próprios) Há uma margem de segurança, o FUNDO de MANEIO. 59 A. Financeira – 2010
  59. 59. Superior a 100 O Passivo Corrente apresenta um valor superior ao Activo Corrente e financiam parte do Activo Não Corrente. Não está de acordo com a regra de equilíbrio financeiro mínimo quando diz que os capitais utilizados devem permanecer na empresa num período correspondente pelo menos à duração do elemento activo que financiou. FINANCIAMENTO DO ACTIVO NÃO CORRENTE O rácio CAPITAIS PERMANENTES -------------------------------------------- x 100 ACTIVO NÃO CORRENTE informa o contributo em unidades monetárias dos Capitais Permanentes para o financiamento de 100 u.m. do Activo Não Corrente. Se: Igual a 100 Os Capitais Permanentes financiam somente o Activo Não Corrente. Há que ter cuidado. Inferior a 100 Os Capitais Permanentes são insuficientes, pelo que parte do Activo Não Corrente está a ser financiado pelo Passivo Corrente. Situação perigosa e de dificil resolução. Superior a 100 Capitais Permanentes financiam o Activo Não Corrente e parte do Activo Corrente. 60 A. Financeira – 2010
  60. 60. CAP V 61 A. Financeira – 2010
  61. 61. 5- Análise de investimentos 5.1 - Noção de investimento Por INVESTIMENTO entende-se a aquisição de bens com vista à sua utilização no processo produtivo e não para satisfação imediata de uma necessidade. Assim considera-se Investimento a aquisição de uma máquina escavadora ou de uma casa. Mas também se chama investimento à aquisição de um título de Estado, de uma acção de uma empresa, de um certificado de aforro: e é também investimento simples mente deixar o dinheiro na sua conta corrente, pois ("compram-se" depósitos bancários). Estes activos financeiros são investimentos para quem os faz, no sentido em que quem investe não gasta o dinheiro em bens de consumo (para satisfação imediata de uma necessidade) mas põe-os de parte. Estes recursos financeiros investidos irão transformar-se depois em «activos reais» (máquinas, escritórios, fabricas, etc.,). Tudo depende do uso que é feito do dinheiro por quem o pede emprestado. Para a Economia, na sua globalidade, os únicos investimentos são aqueles feitos em activos reais, ou, seja, aqueles investimentos que se transformam em bens físicos. O TEMPO e o RISCO O Tempo e o Risco são duas variáveis sempre presentes no investimento. Podemos comparar o Investimento a: Uma viagem que empreendemos com espírito de aventura e com o equipamento certo.O terreno a explorar é fascinante e apresenta aspectos variados segundo as possibilidades de cada aforrador, da sua disponibilidade para o risco e do tempo que prevê dedicar à sua estada no país do investimento. Claro que se o viajante se aventurar pelo terreno bem cultivado dos “ TITULOS DO ESTADO " terá a seu favor o factor TEMPO que irá favorecer consideravelmente o amadurecimento dos frutos (juros) a colher no final. Como é óbvio, quanto mais longo for o tempo de aplicação do capital, maior será a probabilidade de incidentes de percurso, como, por exemplo, a diminuição do preço do título do Estado. Porém, globalmente, a viagem é calma e baseada no factor tempo. Se o viajante quiser sentir emoções fortes, estiver disposto a enfrentar campos minados, onde o FACTOR RISCO e o FACTOR TEMPO são igualmente importantes, "deleitar-se-á" com uma incursão no campo das ACÇOES. Para tal deverá equipar-se contra possíveis abalos telúricos "accionistas" e preparar-se para combater ou abandonar o campo numa retirada mais ou menos estratégica. O RISCO é representado pela possibilidade de que se verifiquem factos que possam reduzir o prazer da viagem, ou seja, o rendimento que se pensava obter em troca da renuncia à utilização do dinheiro para outros fins. 62 A. Financeira – 2010
  62. 62. Na linguagem de negócios entende-se por INVESTIMENTO A AFECTAÇAO DE MEIOS FINANCEIROS A MODERNIZAÇAO E A EXPANSAO DOS EQUIPAMENTOS Esta noção é relativamente restrita, visto que não compreende sequer a afectação de meios financeiros á substituição de equipamentos Investimento em sentido restrito Toda a despesa de meios financeiros com vista á aquisição de bens concretos duráveis de instrumentos de produção ( equipamentos ) e que a empresa utilizará durante muitos anos com vista á realização do seu objectivo social. Investimento em sentido lato Engloba não só as despesas consentidas em equipamento, mas também as que tem como fim a aquisição de mercadorias, de matérias primas, de matérias para consumo interno, bem como as prestações de serviços pelo pessoal ou por terceiros. Neste sentido (lato), considera-se que INVESTIMENTOS compreendem, não somente as imobilizações, mas todas as operações que consistem em transformar uma soma de dinheiro num elemento destinado a ser utilizado permanentemente pela empresa durante um tempo mais ou menos longo. Os investimentos cobrem então: 1- As imobilizações (terrenos, construções, material e apetrechos, material de transporte mobiliário, trespasses, licenças e direitos de fabrico). 2- Os títulos de participação em outras empresas (aquisição de acções de outras empresas com o objectivo de participação ou controlo). 3- Os investimentos intelectuais (despesas de organização e aperfeiçoamento de pessoal). 4- Os investimentos em investigação (despesas de pesquisa ou de estudos científicos e tecnológicos). 5- Os investimentos técnicos (estudo e realização de novos processos e protótipos). 6- Os investimentos comerciais (desenvolvimento da rede comercial). De uma maneira geral, existe investimento a partir do momento em que uma despesa é feita com o fim de obter ulteriormente uma receita que lhe seja superior. Uma receita que constitua a recuperação desta despesa e produza um excedente, quer dizer, traga um LUCRO. 63 A. Financeira – 2010
  63. 63. 5.1.1 - Diversificar para melhorar resultado Uma regra base que deveria orientar o comportamento do investidor é a aplicação do seu capital em actividades financeiras diversas. Na verdade, não é difícil diferenciar os investimentos, porque o investidor típico possui uma conta corrente no banco, títulos do Estado, imóveis, acções, e isto é o suficiente para constituir um conjunto de actividades financeiras. Porque é importante que exista esta diversificação do investimento ? A resposta é simples: PARA DIMINUIR O RISCO Por conseguinte, se se fala de investimento, a primeira preocupação deve ser a de criar uma carteira (portfolio) de actividades diversas, de modo a que o risco seja igualmente dividido. Com efeito, se se utilizarem 90% do capital em títulos do Estado, que dão um rendimento anual de 10 %, e os restantes em acções da Bolsa, das quais se espera um rendimento de 15% então a média do rendimento (ponderada) do portfolio será de 10,5%.([900+150]/100). Além da média, também é preciso calcular os elementos de risco que incidem consideravelmente sobre o rendimento. Sabemos que as situações imprevistas podem mudar o curso dos acontecimentos e fazer cair as cotações de algumas actividades financeiras, podendo, simultaneamente privilegiar outras. Assim, o segredo de uma boa diversificação consiste na escolha de actividades cujo rendimento não seja igualmente prejudicado por mudanças súbitas da cena económica, mas actividades que, perante a mesma situação, tenham reacções opostas. Desta forma, haverá maiores probabilidades de as descidas na cotação de um título serem compensadas por eventuais subidas de outros títulos. Torna-se então claro que quanto mais alto for o número de actividades constantes do portfolio, menor é o risco que o investidor corre. O limite teórico e prático desta formula é que dificilmente se consegue encontrar um número de actividades que tenham reacções muito diferentes perante um choque externo. 5.1.2 O mecanismo da alavanca Voltemos ao investidor que se aventurou no mundo complicado dos investimentos e que quer sair dele da melhor forma possível. Neste momento ele já sabe que tem que calcular os riscos, logo de inicio, e pode escolher o campo mais adaptado aos seus recursos para se medir com os factores «TEMPO» e «RISCO». Sabe que, para limitar as surpresas de acontecimentos inesperados, tem de diversificar os investimentos de tal modo que os seus rendimentos não vão todos na mesma direcção. A. Financeira – 2010 64
  64. 64. Tudo isto é claro, mas nem sempre se tem à disposição o capital suficiente para satisfazer todos estes requisitos. Existem limites mínimos para cada investimento, por isso as aplicações diferentes significam, na prática, possuir muito capital. Esta falta de capital, no entanto, pode ser superada por um mecanismo particular que multiplica o rendimento na mesma proporção do capital investido. Estamos perante o EFEITO DE LEVIER OU EFEITO ALAVANCA. Valorização dos capitais próprios da empresa através do recurso ao capital alheio. 65 A. Financeira – 2010
  65. 65. 5.2 – Investir no Mercados de Valores Mobiliários ( ou de Capitais ) 5.2 a) Introdução Os mercados de valores são espaços onde um conjunto indeterminado de pessoas pode realizar negócios sobre valores mobiliários. Em Portugal, é permitido o funcionamento dos seguintes mercados para a negociação de valores mobiliários: - Mercados de Bolsa de Valores Mercado regulamentado em que a emissão das ofertas e a conclusão das operações são centralizadas num só espaço . Caracteriza-se ainda por ter obrigatoriamente um mercado de cotações oficias - Outros Mercados Regulamentados Mercado Especial da Divida Pública - Mercados Organizados PEX - Mercado organizado mas não regulamentado que iniciou em Setembro de 2003 . O seu objectivo é o de permitir às pequenas e médias empresas assegurar financiamento directo juntos dos investidores Em qualquer um destes mercados, a sua boa gestão é atribuída a uma sociedade gestora e os negócios só podem efectuar-se através dos chamados membros do mercado (por ex., sociedades corretoras e sociedades financeiras de corretagem). 5.2 b) Características das Bolsas As Bolsas apresentam as seguintes características: - São geridas por uma entidade gestora; - São mercados de acesso público mas apenas através dos membros da bolsa; - Funcionam regularmente em sessões públicas (normais ou especiais); - Os valores mobiliários que aí se negoceiam são previamente admitidos à negociação, de acordo com determinadas regras; - As operações de bolsa realizam-se através de sistemas de negociação adequados; - É disponibilizada aos investidores toda a informação relevante quer pela entidade que emite os valores mobiliários, quer pela entidade gestora do mercado de bolsa. Em Bolsa, a compra e venda de valores mobiliários realiza-se através de ordens de compra e ordens de venda, dadas aos intermediários financeiros relativamente a qualquer um dos tipos de valor mobiliário; acções, obrigações, títulos de participação, etc. Os intermediários financeiros que sejam membros do mercado de bolsa, para executarem as ordens recebidas dos clientes, introduzem ofertas no sistema de negociação bolsista. Na mesma bolsa podem ser criados mercados diferentes em função das características das operações que aí se realizem, dos valores mobiliários que aí se negoceiem ou mesmo das entidades que os emitem. Por ex., até há bem pouco tempo existiam, em Portugal, duas bolsas de valores - a Bolsa de Valores de Lisboa (BVL) e a Bolsa de Derivados do Porto (BDP) - criadas, respectivamente, para a negociação de operações 66 A. Financeira – 2010
  66. 66. de bolsa a contado e a prazo. Nas primeiras, a entrega dos valores mobiliários e o pagamento do preço de compra ocorre imediatamente após a realização do negócio ou num espaço de tempo muito curto. Nas segundas, existe uma dilação temporal entre o momento da celebração do negócio e o da entrega dos valores mobiliários e pagamento do respectivo preço, de tal forma que os investidores "especulam" em torno dessa dilação temporal. A negociação em Bolsa de Valores apresenta diversas vantagens: - Maior Liquidez, dada a possibilidade de aí se realizar um número elevado de operações; - Formação mais adequada de preços; - Maior protecção dos investidores; - Maior transparência e segurança. Como em qualquer mercado, numa Bolsa também o "preço" dos valores mobiliários é fixado em função da sua oferta e da sua procura. Assim, pode afirmar-se que: - Se para um determinado valor mobiliário há mais procura do que oferta, o respectivo "preço" tenderá a subir; - Se para um determinado valor mobiliário há mais oferta do que procura, o respectivo "preço" tenderá a descer. 5.2 c) Porque investir no Mercado de Valores Mobiliários ? À medida que cresce o nível de poupança, maior é a disponibilidade para investir. A poupança individual e a poupança das empresas (lucros) constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos de um país. Tais investimentos são o motor do crescimento econômico e este, por sua vez, gera aumento de renda, com conseqüente aumento da poupança e do investimento, e assim por diante. Esse é o esquema da circulação de capital, presente no processo de desenvolvimento econômico. As empresas, à medida que se expandem, carecem de mais e mais recursos, que podem ser obtidos por meio de: - Empréstimos de terceiros; - Reinvestimento de lucros; - Participação de acionistas. As duas primeiras fontes de recursos são limitadas. Geralmente, as empresas utilizam-nas para manter sua atividade operacional. Mas é pela participação de novos sócios – os acionistas – que uma empresa ganha condição de obter novos recursos não exigíveis, como contrapartida à participação no seu capital. Com os recursos necessários, as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas, melhorando seu processo produtivo, tornando-o mais eficiente e beneficiente para toda a comunidade. 67 A. Financeira – 2010
  67. 67. O investidor em ações contribui assim para a produção de bens, dos quais ele também é consumidor. Como acionista ele é sócio da empresa e se beneficia da distribuição de dividendos sempre que a empresa obtiver lucros. Essa é a mecânica da democratização do capital de uma empresa e da participação em seus lucros. Para operar no mercado secundário de ações, é necessário que o investidor se dirija a uma sociedade corretora membro de uma bolsa de valores, na qual funcionários especializados poderão fornecer esclarecimentos e orientação na seleção do investimento, de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. Se pretender adquirir ações de emissão nova, ou seja, no mercado primário, o investidor deverá procurar um Banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do lançamento das ações pretendidas 5.2 d) Como tomar uma decisão de investimento em valores mobiliários Avalie os seus conhecimentos O investimento em valores mobiliários tem consequências directas no seu património: exige não só um acompanhamento permanente mas também determinados conhecimentos técnicos. Antes de decidir investir as suas poupanças em valores mobiliários avalie os seus conhecimentos e a sua disponibilidade de tempo. Se os considerar insuficientes, opte por deixar essa tarefa a cargo de especialistas. Pondere a sua decisão O investimento em valores mobiliários deve ser cuidadosamente pensado. Não decida sob pressão. Esteja preparado para técnicas de venda agressivas e desconfie de receitas milagrosas para ganhar muito dinheiro em pouco tempo e de forma segura. Pondere convenientemente as vantagens e desvantagens de investir em determinados valores mobiliários. Faça um plano de investimento Antes de tomar qualquer decisão de investimento, defina um objectivo de rendibilidade e um limite de prejuízo para um determinado período de tempo. A definição de objectivos é importante para proceder à reavaliação periódica do investimento realizado. Invista progressivamente Opte por uma intervenção gradual no mercado de valores mobiliários: comece por investir em valores mobiliários mais seguros, passando progressivamente a investimentos que envolvam maior risco à medida que adquire maior sensibilidade ao risco, mais conhecimento, mais confiança e conforto financeiro. 68 A. Financeira – 2010
  68. 68. Diversifique as suas opções Aplique as suas poupanças em diversos activos financeiros de modo a ficar menos dependente da rendibilidade incerta de um único activo. A diversificação implica um menor risco, ou seja, "não deve colocar todos os ovos no mesmo cesto." Cada investimento comporta um risco que lhe está associado. Diversificando os seus investimentos os riscos podem compensar-se mutuamente e a carteira ou grupo de instrumentos tende a ter um rendimento menos flutuante. Invista regularmente Invista de forma regular. Haverá momentos em que aproveitará oportunidades e outros em que o mercado não será especialmente atractivo para os investimentos. Informe-se Recolha e analise toda a informação relevante, nomeadamente a relativa às entidades emitentes, às principais características dos valores mobiliários e aos mercados disponíveis para investir, dando atenção às respectivas vantagens e desvantagens. Conheça os custos Solicite ao seu intermediário financeiro informação sobre todos os custos derivados dos serviços que lhe são prestados. Evite contrair empréstimos para investir Procure investir com dinheiro que efectivamente lhe pertence e não com dinheiro emprestado. 5.2 e) Principais tipos de Valores Mobiliários 5.2.e.1) Acções São títulos que representam capital social de sociedades anónimas. O investidor em acções é um co-proprietário da sociedade anónima da qual é acionista, É-lhe conferindo: - Direito de voto - Direito de eleger os membros dos órgãos sociais - Direito de receber dividendos As acções são convertíveis em dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores. Tipos de Acções - Ordinárias Proporcionam participação nos resultados da empresa e conferem ao acionista o direito de voto em assembleias gerais. São as preferidas pelas empresas para efectuar aumento de capital social . 69 A. Financeira – 2010
  69. 69. - Preferenciais Garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em percentagem mais elevada do que a atribuída às acções ordinárias) e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. Formas - Nominativas Cautelas ou certificados que apresentam o nome do acionista, cuja transferência é feita com a entrega da cautela e a averbação de termo, em livro próprio da sociedade emitente, identificando novo acionista. - Escriturais Acções que não são representadas por cautelas ou certificados, funcionando como uma conta corrente, na qual os valores são lançados a débito ou a crédito dos acionistas, não havendo movimentação física dos documentos. Rentabilidade das acções É variável. Parte dela, composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa, advém da posse da ação; outra parte advém do eventual ganho de capital na venda da ação. Dividendos A participação nos resultados de uma sociedade é feita sob a forma de distribuição de dividendos em dinheiro, em percentagem a ser definida na Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, de acordo com os resultados obtidos pela empresa em determinado período . Bonificação em Acções Advém do aumento de capital de uma sociedade, mediante a incorporação de reservas e lucros, quando são distribuídas gratuitamente novas acções a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas. Direitos de Subscrição O direito de aquisição de novo lote de acções pelos acionistas - com preferência na subscrição - em quantidade proporcional às possuídas, em contrapartida à estratégia de aumento de capital da empresa. Venda de Direitos de Subscrição Como não é obrigatório o exercício de preferência na subscrição de novas acções, o acionista poderá vender a terceiros, em bolsa, os direitos que detém. O valor nominal, real e contabilístico - Valor nominal é o que consta no título e, no caso das acções, é o valor que consta no certificado de emissão. A. Financeira – 2010 70
  70. 70. -Valor real é o preço pelo qual se compra e vende uma acção no mercado, em resultado da oferta e procura dos títulos. O valor de mercado permite a cada momento fazer uma valorização real de cada companhia. O valor nominal e o valor de mercado não têm de coincidir, mas devem manter uma certa relação; uma empresa com um valor nominal muito baixo relativamente à sua cotação dará sempre a ideia de ser mais cara que outra cujos valores estejam mais próximos; para evitar esta imagem, muitas empresas optam por reduzir o seu valor nominal («stock split»), com uma consequente redução no seu valor de mercado. - Valor contabilístico de uma acção é outro conceito frequentemente utilizado para valorizar o preço de uma acção. Consiste numa estimativa do valor de uma acção calculada segundo o balanço de uma empresa: para a calcular, há que subtrair ao valor contabilístico de uma empresa o valor das suas dívidas a curto e a médio/longo prazo assim como o valor contabilístico das acções preferenciais, se estas existirem. Dividindo depois pelo número de acções ordinárias emitidas encontra-se o valor contabilístico da acção. Quanto ao valor nominal das acções nacionais constata-se que têm sofrido alterações nos últimos tempos, devido à vaga de operações de «stock split» que têm ocorrido. Esta operação consiste em dividir o valor nominal para incrementar a liquidez do título, transmitindo ao investidor a sensação de que possui mais acções e que estas se encontram mais baratas. Em termos financeiros trata-se de um erro, pois na realidade os investidores têm o mesmo valor, mas dividido em várias partes. 5.2.e2) Obrigações São titulos de crédito que que representam fracções iguais de um empréstimo, dando ao seu titular o direito de receber juros periódicamente e o reembolso do capital no vencimento As Obrigações, destinam-se a investidores mais conservadores face ao risco, que valorizam a segurança e a distribuição periódica de rendimentos. São, por isso, um instrumento que se pode situar em termos de nível de risco entre as aplicações mais tradicionais, como os depósitos a prazo, e as de maior risco como as acções ou os warrants. Características - Valor nominal: valor inscrito no título. - Emitente: empresa, instituição financeira, Estado ou entidades públicas. - Preço de aquisição: preço a pagar para se adquirir uma obrigação, que pode ser diferente do valor nominal. Frequentemente, as obrigações são emitidas ao par, ou seja, o preço a que são vendidas, coincide com o valor nominal. Contudo, com a alteração das condições de mercado e a evolução da actividade do emitente, ao longo da vida 71 A. Financeira – 2010
  71. 71. da obrigação, o seu preço altera-se, tornando-se superior ou inferior ao valor nominal, transaccionando-se acima ou abaixo do par (a prémio ou a desconto). - Taxa de juro ou de cupão: é a taxa anual que se aplica ao valor nominal para apurar o montante do rendimento (cupão) da obrigação. - Periodicidade do cupão: frequência de pagamento do juro, que normalmente é trimestral, semestral ou anual. - Maturidade: data do último reembolso de capital da obrigação. - Amortização: reembolso do capital. Pode ser realizado através de um ou vários reembolsos periódicos, de valor constante ou crescente. O método mais comum é um único reembolso, a todos os obrigacionistas, na maturidade. - Valor de reembolso: é o montante pago pelo emitente ao detentor de uma obrigação que amortiza a dívida contraída. Em geral é igual ao valor nominal e nesse caso diz-se que o reembolso é feito ao par. Caso fosse superior ou inferior denominar-se-ia, respectivamente, reembolso acima ou abaixo do par (a prémio ou a desconto). - Call option: cláusula através da qual o emitente tem a opção de reembolsar antecipadamente a emissão. - Put option: cláusula através da qual o obrigacionista tem a opção de receber antecipadamente o capital da emissão. - Juro decorrido: tempo que medeia entre o último pagamento de cupão e o momento da liquidação da transacção do título em mercado secundário. Deverá ser pago pelo comprador da obrigação ao vendedor e não está incluído no preço. - Juro decorrido = Taxa de cupão para o período de cálculo de juro X valor nominal / nº de dias do período de cálculo de juro X nº de dias decorridos desde o último pagamento de cupão até à data de liquidação Exemplo A empresa X emite um empréstimo obrigacionista de 1 milhão de Eur representado por 10 000 obrigações com o valor nominal (VN) de 100 Eur (10 000 * 100 = 1 000 000 Eur). O preço das obrigações é usualmente expresso em percentagem do valor nominal. Neste caso, se as obrigações transaccionarem a 98 Eur, diz-se que o seu preço é 98%. Se supusermos uma taxa de cupão de 5% ao ano, paga semestralmente, então o detentor da obrigação receberia juros todos os semestres de 5%/2*100 Eur = 2,5 Eur. A cotação das obrigações em mercado secundário não inclui o juro decorrido, pelo que, supondo que passaram 160 dias entre o último pagamento de cupão e a liquidação da aquisição, o juro decorrido seria calculado da seguinte forma: 5%/2*160 dias/180 dias*100 Eur=2,22 (assume-se que 180 dias são o número de dias do semestre). 72 A. Financeira – 2010
  72. 72. As Obrigações, destinam-se a investidores mais conservadores face ao risco, que valorizam a segurança e a distribuição periódica de rendimentos. São, por isso, um instrumento que se pode situar em termos de nível de risco entre as aplicações mais tradicionais, como os depósitos a prazo, e as de maior risco como as acções ou os warrants. Alguns tipos de Obrigações - Obrigações de taxa indexada: o cupão depende da evolução de uma determinada referência (por exemplo, taxa de juro de mercado, cabaz de acções, índices, matérias primas). - As obrigações normalmente designadas de obrigações a taxa variável, são um caso especial de obrigações a taxa indexada, em que o indexante é uma referência das taxa de juro praticadas em mercado (por exemplo, a Euribor). Normalmente esta referência é acrescida de uma percentagem, que vai depender das características do emitente das obrigações e visa reflectir a capacidade do mesmo cumprir com as responsabilidades assumidas (risco de crédito). A taxa de cupão pode ser fixada no início do período do cupão ou apenas no final, ou seja, no momento do pagamento de juro. - Obrigações de taxa fixa: a taxa de juro é constante e conhecida até à maturidade do empréstimo. Na data de emissão são conhecidos todos os cash flows originados pela obrigação. Este tipo de obrigações é indicado para investidores que não acreditam que as taxas de juro de mercado vão subir a partir do momento da compra das obrigações. - Obrigações cupão zero: obrigações sem cupão, não pagam juros. O rendimento resulta da diferença entre o valor de reembolso e o valor de aquisição da obrigação. - Obrigações de caixa: obrigações com algumas especificidade legais, que passamos a discriminar: (i) Apenas podem ser emitidas por instituições de crédito com fundos próprios não inferiores a 2.500.000 Eur (ii) Podem ser emitidas de forma contínua ou por séries, (iii) São emitidas com prazo fixo, podendo ser concedido ao obrigacionista a opção de reembolso antecipado, o qual não poderá efectuar-se antes de decorridos 12 meses após a data de emissão das obrigações, e implicará a amortização das mesmas, (iv)Não podem ser adquiridas ou reembolsadas por iniciativa da instituição emitente antes de decorrido o prazo de dois anos sobre a data de emissão, (v) O valor nominal das obrigações é de 50 Eur ou múltiplos desse valor. - Obrigações com warrants: possuem as mesmas características das obrigações tradicionais mas na data de emissão têm associado um warrant. Este warrant confere ao seu detentor o direito de adquirir um determinado número de acções da empresa emitente, a um preço pré-definido, até uma determinada data e é 73 A. Financeira – 2010
  73. 73. destacável da obrigação e por isso transaccionável separadamente. - Obrigações convertíveis: obrigações que podem ser convertidas num determinado número de acções do emitente por opção do obrigacionista. A opção de conversão não pode ser transaccionada separadamente da obrigação, como acontece no caso dos warrants. As obrigações convertíveis em acções de uma entidade que não a emitente denominam-se de exchangeables. O Valor de uma obrigação O valor de uma obrigação depende de duas variáveis fundamentais: os níveis de taxas de juro de mercado e a capacidade do emitente cumprir com as suas obrigações, que são influenciadas pelo risco macroeconómico, político, de mercado, sectorial e específico do emitente. O preço das obrigações corresponde ao valor actual dos cupões pagos pelo emitente ao longo do tempo e do capital a reembolsar, actualizados a uma determinada taxa. A taxa de actualização destes fluxos reflecte o custo de oportunidade de alternativas de investimento com o mesmo nível de risco das obrigações em causa, ou seja, o risco soberano, implícito nas taxas de juro da dívida pública adicionado de um spread, que visa reflectir a diferença entre a capacidade do emitente e do Estado cumprirem com as suas responsabilidades. Exemplo: Supondo uma obrigação da empresa X, a 5 anos, com um valor nominal de 5 Eur e um cupão pago anualmente de 5%. Sabendo que as taxas da dívida pública em Eur a 5 anos se encontra nos 3,17% e que o risco de crédito da empresa X implica um acréscimo de 1% à taxa de juro da dívida pública, qual o valor actual da obrigação? Taxa de actualização: 3,17%+1%=4,17% 5,18/5= 103,6% 5.2.e3) Obrigações hipotecárias Introdução O Decreto-Lei nº 125/90, de 16 de Abril, alterado pelo Decreto-Lei nº 17/95, de 27 de Janeiro, trouxe para o panorama financeiro português as obrigações hipotecárias. Estas obrigações, que visam a dinamização do sector imobiliário e que podem ser admitidas à cotação nas bolsas de valores, conferem aos seus titulares privilégio creditório especial sobre os créditos hipotecários afectos à respectiva emissão. 74 A. Financeira – 2010
  74. 74. Podem emitir obrigações hipotecárias as instituições de crédito ou outras instituições financeiras legalmente autorizadas a conceder créditos, garantidos por hipoteca, para financiamento da construção ou aquisição de imóveis. O prazo de reembolso não pode ser inferior a três nem superior a trinta anos. A taxa de juro pode ser variável ou fixa, devendo, no entanto, os créditos hipotecários afectos à emissão vencer uma taxa de juro do mesmo tipo. As três emissões de obrigações deste tipo realizadas em Portugal foram da iniciativa da Caixa Geral de Depósitos (duas em 1991 e uma em 1996). Foi publicado no passado dia 20 de Março de 2006, o Decreto-Lei nº 59/2006, que estabelece o novo regime aplicável às obrigações hipotecárias, bem como o regime das obrigações sobre o sector público. Neste texto tentaremos dar uma panorâmica, necessariamente genérica e sumária, do referido diploma, referindo, no entanto, apenas as obrigações hipotecárias, que são um instrumento de dívida que permite aos seus emitentes por um lado, a captação de recursos e, por outro lado, a cessão aos investidores do risco inerente aos créditos hipotecários que lhes estão subjacentes. As obrigações hipotecárias são directamente concorrentes das titularizações de créditos hipotecários, apresentando contudo assinaláveis diferenças de regime no que respeita à sua montagem, gestão e intervenientes. Com efeito, nas obrigações hipotecárias pode existir uma relação directa entre o detentor dos créditos hipotecários e os investidores, com a consequente dispensa do envolvimento de veículos de titularização o que faz das obrigações hipotecárias um instrumento financeiro mais flexível e desburocratizado. Quem pode emitir Podem emitir obrigações hipotecárias as instituições de crédito que disponham de fundo próprios não inferiores a € 7.500.000 e que estejam autorizadas a conceder créditos hipotecários, bem como as instituições de crédito hipotecário, uma nova espécie de instituições de crédito criadas com este diploma. A emissão A emissão de obrigações hipotecárias (i) pode ser feita de forma contínua ou por séries e deve ser precedida de deliberação do órgão de administração da entidade emitente, (ii) pode ser realizada por oferta particular, caso em que não estão sujeitas a registo comercial, ou por oferta pública, sendo aplicável o disposto para o efeito no Código dos Valores Mobiliários. As obrigações hipotecárias podem ainda ser admitidas à negociação em mercado, sendo de realçar que são equiparadas a títulos cotados em bolsas de valores nacionais para efeitos de composição das reservas das instituições de segurança social. O respectivo prazo de reembolso não pode ser inferior a dois anos nem superior a cinquenta anos. 75 A. Financeira – 2010

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