O paradigma do mercado interno na sustentabilidade do golfe em Portugal
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    O paradigma do mercado interno na sustentabilidade do golfe em Portugal O paradigma do mercado interno na sustentabilidade do golfe em Portugal Document Transcript

    •   O paradigma do mercado interno na sustentabilidade do golfe em Portugal  As  óptimas  condições  climatéricas  que  Portugal  reúne  para  a  prática  do  golfe  bem  como  a  qualidade dos campos que possui espalhados pelo seu território, tornam o destino nacional num  destino  de  golfe  de  excelência,  englobando  alguns  dos  melhores  campos  a  nível  mundial.  As  regiões de Lisboa e do Algarve já foram, aliás, distinguidas, respectivamente, com o prémio de  melhor destino de golfe europeu (2007) e mundial (2006), atribuído pela IAGTO. No entanto, os  responsáveis  e  os  praticantes  desta  modalidade  não  constituem  massa  crítica  suficiente  para  atrair a população nacional até aos inúmeros greens que se encontram espalhados de Norte a Sul  do país…o que nos leva a questionar se o golfe será um desporto suficientemente atractivo e se  a promoção efectuada é a mais eficaz.   Segundo  a  Federação  Portuguesa  de  Golfe  (FPG),  existem  actualmente  86  campos  de  golfe  classificados a nível nacional e 12.998 jogadores federados, o que se traduz numa média de 151  jogadores por campo, valor este extremamente reduzido tendo em conta que os jogadores não  praticam  esta  modalidade  diariamente,  o  que  bem  evidencia  a  dependência  dos  campos  nacionais face a praticantes internacionais a fim de se conseguir um maior equilíbrio ao nível das  receitas  operacionais.  Deve  ainda  mencionar‐se  que  se  estima  que  o  número  de  jogadores  não  federados possa chegar a cerca de 50% do número de federados.  Os factores que determinam a escolha de um campo de golfe pelos jogadores, em detrimento de  outros,  prende‐se  nomeadamente  com  a  qualidade  do  campo  e  o  nível  de  manutenção,  os  preços  praticados,  a  localização,  a  existência  de  outros  campos  de  qualidade  na  região  e  a  assinatura de um arquitecto de renome.   Tendo  em  conta  o  anteriormente  exposto,  o  que  poderá  ser  feito  a  nível  nacional,  a  fim  de  reduzir a dependência dos campos nacionais relativamente a jogadores internacionais?  O  incremento  da  procura  desta  modalidade  passa  muito  pela  criação  de  uma  mentalidade  golfista  a  nível  nacional,  algo  que  actualmente  não  existe.  Em  Portugal,  o  desporto  que  realmente  se  encontra  enraizado  na  nossa  mentalidade  é  o  futebol,  sendo  esta  a  única  modalidade  que  recebe  um  elevado  grau  de  cobertura  mediática.  Importa  pois  dinamizar  e  incutir o espírito golfista, para se atrair um maior número de jovens, e não só, para a prática do  golfe.   Alguns  campos,  conscientes  da  necessidade  de  aumentar  o  número  de  praticantes  nacionais,  para fazer face à actual dependência de jogadores internacionais, bem como aos elevados custos  de manutenção que um campo acarreta, criaram parcerias com escolas locais para a integração  desta modalidade no plano curricular das mesmas, como é o caso do Golfe Quinta da Barca e o  Castro Marim Golfe.  Praça Duque de Saldanha Ed. Atrium Saldanha 10ºJ 1050-094 Lisboa Tel. (+351) 21 314 54 81 Fax. (+351) 21 314 54 82  
    •   Com a mesma finalidade, cremos que algo haverá a explorar no estabelecimento de acordos com  grandes  empresas  visando  o  estabelecimento  de  condições  preferenciais  para  a  prática  da  modalidade por parte dos respectivos colaboradores, conjuntamente com acções de patrocínio e  promoção das respectivas organizações.  O golfe ainda é visto como uma modalidade elitista e somente acessível para a classe média‐alta  e alta, algo que condiciona logo à partida a prática desta modalidade por um maior número de  jogadores.  A  FPG,  ciente  desta  realidade,  pretende  alargar  a  prática  de  preços  low  cost  para  jogadores  nacionais,  tendo  assinado  em  Maio  um  protocolo  com  os  campos  Quinta  da  Ria,  Quinta de Cima e Montado, para a aplicação de tarifas de 25€ a jogadores federados nacionais.  Porém,  o  golfe  low  cost  acaba  por  ser  uma  moeda  “de  duas  faces”,  uma  vez  que  os  campos  nacionais,  todos  eles  geridos  por  entidades  privadas,  têm  de  apresentar  resultados  positivos,  sendo por isso extremamente difícil para os mesmos reduzir os preços dos seus green fees sem  apoios  da  instituição  que  defende  a  prática  do  golfe  low  cost.  Alguns  directores  de  campos  nacionais  defendem  que  a  FPG  deveria  dar  incentivos  aos  privados  para  a  criação  de  tais  condições  ou  então  desenvolver  campos  municipais,  como  é  o  caso  do  campo  do  Jamor  actualmente em construção, de modo a que um maior número de praticantes possa ter acesso a  esta  modalidade  o  que,  inevitavelmente,  conduziria  os  privados  a  reduzir  os  valores  dos  seus  green fees.   Igualmente,  ao  nível  da  promoção  se  têm  feito  esforços  no  sentido  de  aumentar  a  visibilidade  deste produto, de que são exemplos a organização, pelo segundo ano consecutivo, da primeira  feira  exclusivamente  dedicada  ao  golfe  –  o  Portugal  Golf  Show  e  a  realização  de  torneios  com  cobertura  internacional,  como  é  o  caso  da  passagem  da  PGA  European  Tour  em  território  nacional.  Por  fim,  resta‐nos  questionar  se,  na  actual  conjuntura  económica,  será  viável  a  construção  dos  muitos  campos  que  se  encontram  em  projecto  a  nível  nacional,  tendo  em  conta  o  reduzido  número  de  praticantes  nacionais  e  as  dificuldades  que  os  actuais  campos  enfrentam  devido  à  forte  dependência  de  jogadores  internacionais  e  se  serão  os  modelos  de  desenvolvimento  adoptados  para  os  mesmos  os  mais  adequados  às  necessidades  da  oferta.  É  igualmente  necessário  ter  em  conta  que  o  golfe  é  um  produto  estratégico  que  poderá  contribuir  para  o  desenvolvimento turístico, bem como para a dinamização de algumas regiões, como é o caso do  Alqueva,  Litoral  Alentejano  e  Oeste,  criando  produtos  âncora  capazes  de  atrair  turistas  até  localidades  que  de  outra  forma  teriam  maior  dificuldade  em  se  impor  no  panorama  turístico  nacional.   Se as medidas anteriormente enunciadas surtirão efeitos positivos ou não, é algo que só o tempo  o  dirá,  porém  sem  dúvida  que  estas  questões  demonstram  que  algumas  das  preocupações  Praça Duque de Saldanha Ed. Atrium Saldanha 10ºJ relacionadas com esta modalidade começam finalmente a ganhar notoriedade e a ser colocadas  1050-094 Lisboa Tel. (+351) 21 314 54 81 Fax. (+351) 21 314 54 82  
    •   em  prática,  esperando‐se  que  com  o  tempo  diferentes  projectos  dinamizadores  desta  modalidade sejam igualmente levados a cabo.      Maria João Silva  Junior Analyst – ILM Advisory  msilva@ilm‐portugal.com    Praça Duque de Saldanha Ed. Atrium Saldanha 10ºJ 1050-094 Lisboa Tel. (+351) 21 314 54 81 Fax. (+351) 21 314 54 82