GUIA DA EFICIÊNCIAENERGÉTICA
GUIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
06   PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA                      55        ACABAMENTOS ExTERIORES E ENvOlvENTES DO EDIFíCIO08    CO...
VAMOS    Promover a eficiência energética é tornar o mundo            melhor e mais sustentável.  POUPAR ENERGIA          ...
PRODUÇÃO E CONSUMO    DE ENERGIA6
À medida que uma sociedade é maisdesenvolvida, aumenta o consumode energia, mas nem sempre de ummodo eficiente. Com uma ut...
CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA8
O consumo de energia                     FONtES DE ENErGIA rENOvávEIS E NãO rENOvávEISé necessário para o                 ...
IMPACtOS NEGAtIvOS SOBrE O MEIO AMBIENtE     A transformação, transporte e uso          Há que ter em conta que a produção...
NÓS tAMBéM PrODUzIMOS CO2 EM CASAO uso do veículo, o aquecimento e, inclusivamente, o nosso consumo eléctrico(nas centrais...
O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl12
Peso dos sectores no consumo de                                                                                           ...
A HABITAÇÃO14
O consumo de energia na nossa habitação depende de diversosfactores, tais como a zona onde se situa a casa, a qualidadede ...
ElECTRODOMÉSTICOS16
Os electrodomésticos de linha branca (máquinas de lavar,                                                  Existem 7 classe...
Este é o electrodoméstico que mais energia consome. Por ter um uso contínuo                   (apenas se desliga para limp...
Praticamente 32% da electricidade consumida nas habitações portuguesas                                  conselHos Práticos...
É um dos electrodomésticos                                                             etiQueta energÉtica Para máQuinas d...
conselHos PráticosUM CASO PRáTICO                                                                                         ...
A maior parte da energia que                                                                  etiQueta energÉtica Para máQ...
UM CASO PRáTICO                                                                                             conselHos Prát...
É um grande consumidor de                                                               etiQueta energÉtica Para máQuinas ...
A secagem pode ser feita por:UM CASO PRáTICO                                                                              ...
A máquina de lavar e secar                                                                        etiQueta energÉtica Para...
Existem 2 tipos de fornos:                                        etiQueta energÉtica fornos elÉctricos        a gás e elé...
conselHos Práticos     1.   Procure um forno de classe A.     2.   Não abra o forno          desnecessariamente. Cada vez ...
Dependendo da energia que utilizam, podemos         distinguir dois tipos de placas: a gás e eléctricas.         Estas últ...
Trata-se de um dos electrodomésticos com maior                  taxa de crescimento nos últimos anos.                  Uti...
PEQUENOS DOMéStICOS                                            Os pequenos electrodomésticos que se limitam a realizar alg...
Tal como acontece com os                                      frigoríficos, a potência                                    ...
Na última década, os equipamentos                            informáticos tiveram um rápido                       Os equip...
IlUMINAÇÃO34
A luz faz parte da nossa vida. Por esta razão é uma das necessidadesenergéticas mais importantes nos nossos lares, represe...
As lâmpadas convencionais     incandescentes só aproveitam em     iluminação cerca de 5% da energia     eléctrica que cons...
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AQUECIMENTO38
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  1. 1. GUIA DA EFICIÊNCIAENERGÉTICA
  2. 2. GUIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
  3. 3. 06 PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA 55 ACABAMENTOS ExTERIORES E ENvOlvENTES DO EDIFíCIO08 CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA 55 PAISAGISMO09 FONTES DE ENERGIA RENOvávEIS E NÃO RENOvávEIS 55 IlUMINAÇÃO NATURAl10 IMPACTOS NEGATIvOS SOBRE O MEIO AMBIENTE 56 ENERGIAS RENOvávEIS EM CASA11 NóS TAMBÉM PRODUzIMOS CO2 EM CASA 57 ENERGIA SOlAR TÉRMICA11 O EFEITO DE ESTUFA 57 ENERGIA SOlAR FOTOvOlTAICA11 O PROTOCOlO DE QUIOTO 58 ENERGIA DA BIOMASSA12 O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl 59 ENERGIA EólICA13 CONSUMO DE ENERGIA13 POR SECTORES 61 O CARRO 63 CONSUMO, CUSTOS E UTIlIzAÇÃO14 A HABITAÇÃO 64 O CARRO E A POlUIÇÃO16 ElECTRODOMÉSTICOS 64 EMISSÕES18 FRIGORíFICO 64 RUíDO20 MáQUINA DE lAvAR lOIÇA 64 A COMPRA DO CARRO22 MáQUINA DE lAvAR ROUPA 65 NOvAS ENERGIAS NOS TRANSPORTES24 MáQUINA DE SECAR ROUPA 65 ETIQUETA INFORMATIvA DE ECONOMIA DE COMBUSTívEl26 MáQUINA DE lAvAR E SECAR ROUPA 65 CONDUÇÃO EFICIENTE DO AUTOMóvEl27 FORNO 66 OS 10 MANDAMENTOS DE UMA CONDUÇÃO EFICIENTE29 PlACAS 70 MOBI.E — A ENERGIA QUE NOS MOvE30 MICROONDAS 70 FUNCIONAMENTO DA REDE31 ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA 71 REDE DE ABASTECIMENTO32 Tv E EQUIPAMENTOS AUDIOvISUAIS 72 lOCAlIzAÇÃO DOS PONTOS DE ABASTECIMENTO33 EQUIPAMENTOS INFORMáTICOS 72 ABASTECIMENTO DO vEíCUlO ElÉCTRICO34 IlUMINAÇÃO 73 FUNCIONAMENTO DO ABASTECIMENTO38 AQUECIMENTO 73 NO FUTURO43 O ISOlAMENTO45 AR CONDICIONADO 74 O lIxO E O APROvEITAMENTO ENERGÉTICO47 áGUA QUENTE 77 A REGRA DOS TRÊS RS (REDUzIR, REUTIlIzAR, RECIClAR)50 A CASA NOvA 80 PlANO NACIONAl DE ACÇÃO PARA52 CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DAS CASAS A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA54 ASPECTOS BIOClIMáTICOS54 FORMA E ORIENTAÇÃO 82 QUEM É A ADENE?
  4. 4. VAMOS Promover a eficiência energética é tornar o mundo melhor e mais sustentável. POUPAR ENERGIA Algumas medidas de eficiência energética são amplamente conhecidas por serem do senso comum, por exemplo, apagar a luz quando não estamos numa divisão da casa. Outras, são alcançadas por desenvolvimentos PARA tecnológicos e não são do conhecimento geral, por exemplo, a possibilidade de produzimos energia na nossa casa. POUPAR Este guia pretende ajudar a utilizar a energia de forma moderada e eficiente assim como apresentar algumas medidas para que todosPORTUGAL possamos contribuir com um consumo mais racional e aumentar deste modo, a eficiência global.
  5. 5. PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA6
  6. 6. À medida que uma sociedade é maisdesenvolvida, aumenta o consumode energia, mas nem sempre de ummodo eficiente. Com uma utilizaçãoresponsável podemos ter disponíveisuma maior diversidade de serviços econforto, sem aumentar o consumo.Os países serão mais competitivos à medidaque aumentarem a sua eficiência energética,consumindo menos energia por unidade deproduto realizado ou de serviço prestado.Este é o cenário actual dos países desenvolvidos,particularmente no sector industrial.No entanto, nos sectores dos transportes e dosedifícios, incluindo as habitações, a situação édiferente, pois a eficiência energética não temaumentado como seria desejável. 7
  7. 7. CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA8
  8. 8. O consumo de energia FONtES DE ENErGIA rENOvávEIS E NãO rENOvávEISé necessário para o As fontes de energia renováveis Podem ser de origem fóssil, Inevitavelmente, se se mantiver são todas aquelas a que se pode formadas pela transformação de o modelo de consumo actual, osdesenvolvimento económico recorrer de forma permanente, restos orgânicos acumulados na recursos não renováveis deixarãoe social a nível mundial. porque são inesgotáveis, como por natureza há milhões de anos ou de estar disponíveis num futuro exemplo a energia Solar, Hídrica, de origem mineral. São de origem próximo, quer seja pela extinçãoGraças à energia, é possível ter um Eólica, Biomassa, Marés, Energia fóssil o carvão, o petróleo e o gás das suas reservas, quer seja porqueestilo de vida que seria impossível das Ondas e Geotérmica. natural. De origem mineral, temos a sua extracção deixará de serdesfrutar caso não dispuséssemos As energias renováveis caracterizam-se o urânio, utilizado para produzir economicamente rentável ade recursos energéticos. igualmente por terem um impacto energia eléctrica. médio prazo. ambiental nulo na emissão de gasesEntão por que é que temos que poupar À medida que as reservas são que provocam o efeito de estufa.energia? Por que é que devemos mudar menores, torna-se cada vezo modelo energético actual? Por que As energias não renováveis, são mais difícil a sua extracção e,é que se torna necessário aumentar a aquelas cujas reservas são limitadas, consequentemente, aumenta oeficiência energética? ou seja, diminuem à medida que seu custo. as consumimos. São exemplos oExistem razões importantes, tais como: Carvão, Gás Natural, Petróleo• A extinção das energias não e Urânio. renováveis ou de origem fóssil.• Os impactos negativos sobre Recursos Anos o meio-ambiente. Carvão 200-250 Urânio 70-90 Gás Natural 60-80 Exemplo de energias renováveis Exemplo de energias não renováveis Petróleo 40-50 9
  9. 9. IMPACtOS NEGAtIvOS SOBrE O MEIO AMBIENtE A transformação, transporte e uso Há que ter em conta que a produção PrinciPais emissões causadas Pelo consumo de energia final da energia causam impactos de energia e o seu uso, tanto na Origem Efeitos negativos no meio-ambiente, quer seja indústria como nas habitações e a nível local, quer seja a nível global. meios de transporte, é responsável CO2 reacções de combustão Contribui para o efeito de Inicialmente, durante a fase de pela maioria das emissões de CO2 (Dióxido de carbono) estufa ao reter a radiação infravermelha que a terra emite exploração produzem-se resíduos, causadas pelo Homem. para o espaço contaminam-se as águas e os solos, Devemos saber também que a CO Produz-se na combustão Altamente tóxico para além de se gerarem emissões para geração de electricidade com centrais (Monóxido de carbono) incompleta da mistura o Homem a atmosfera. também o transporte nucleares não produz CO2, criando combustível-ar e distribuição da energia afecta o resíduos radioactivos de difícil e NOX reacções de alta temperatura Chuva ácida, alterações de meio-ambiente através dos impactos dispendioso tratamento. (Óxido de Nitrogénio) entre o nitrogénio e o ecossistemas florestais e oxigénio presentes no ar, nos aquáticos. Irrita os brônquios das redes eléctricas ou oleodutos e processos de combustão gasodutos e até as chamadas marés negras, com dramáticas consequências SO2 resulta da combustão dos Chuva ácida, alterações de (Dióxido de enxofre) combustíveis fósseis, devido ao ecossistemas florestais e para os ecossistemas e economias das enxofre que contêm aquáticos. Doenças do tipo zonas afectadas. alérgico, irritação dos olhos e vias respiratórias Paralelamente, o consumo energético a partir de energias fósseis, COV Gases de escape originários de Efeitos cancerígenos, doenças (Compostos Orgânicos uma combustão deficiente ou do tipo alérgico, irritação dos necessita sempre de um processo voláteis) da evaporação de combustível olhos e vias respiratórias de combustão, tanto nas centrais eléctricas para produzir electricidade, Partículas e fumo resulta da má combustão dos Sujidade ambiental, visibilidade como localmente em caldeiras ou combustíveis (especialmente reduzida e afectam as vias motores Diesel) respiratórias motores de veículos. Esta combustão dá lugar à formação de CO2, o principal gás causador do efeito de estufa, e a outros gases e partículas poluentes que prejudicam a saúde.10
  10. 10. NÓS tAMBéM PrODUzIMOS CO2 EM CASAO uso do veículo, o aquecimento e, inclusivamente, o nosso consumo eléctrico(nas centrais térmicas onde é gerada a electricidade) são responsáveis pela emissãode 5 toneladas de CO2 por ano.O EFEItO DE EStUFA nÃo se esQueÇaO efeito estufa é o processo natural responsável pela regulação da temperatura naterra. A radiação directa do sol é absorvida à superficie, existindo uma quantidade de • O consumo de energias de origem fóssilcalor que é reflectida pela próprio Planeta. Esta última, é por sua vez devolvida pelas provoca a extinção de reservas, dependênciamoléculas de determinados gases existentes na atmosfera. Quando artificialmente se energética, dificuldade de abastecimento eaumenta a concentração destes no ar, rompe-se o equilíbrio natural e é devolvida uma contaminação ambiental;quantidade maior de radiação, a qual produz um aumento artificial da temperatura. Este • O principal problema do consumo actual doacto conduz a fenómenos como a desertificação, diminuição das massas de gelo nos meio ambiente à escala mundial é o efeitopólos ou inundações. Por isso, a atmosfera actua como o vidro de uma estufa: permite de estufa;a passagem de luz, mas não deixa escapar o calor recolhido junto da superfície. Este • O uso do veículo, do aquecimentofenómeno conduz ao aquecimento do planeta terra. e o consumo eléctrico em casa, são os principais responsáveis pela emissão de CO2 para a atmosfera, aumentandoO PrOtOCOlO DE QUIOtO o efeito de estufa;A consequência mais importante do aumento do efeito de estufa são as alterações • As energias renováveis não se esgotamclimáticas. Para diminuir ao máximo as suas consequências, 36 países industrializados quando as consumimos, visto que seassinaram em 1997 o Protocolo de Quioto, cujo principal objectivo é a redução renovam de forma natural. Além disso, têmglobal de emissões de gases que provocam o efeito de estufa. um reduzido impacto ambiental.Para que o Protocolo de Quioto entrasse em vigor deveria ser assinado por umnúmero suficiente de países, que em conjunto fossem responsáveis por 55% dasemissões dos países industrializados. Depois da assinatura da rússia em 2004, oprotocolo entra em vigor em Fevereiro de 2005, e, para o período de 2008-2012,prevê a redução global acordada de 5,2%. A redução seria de 8% para o conjunto daUE comparativamente às emissões de 1990. 11
  11. 11. O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl12
  12. 12. Peso dos sectores no consumo de energia %CONSUMO DE ENErGIA POr SECtOrES 1990 2008Segundo a DGEG (Direcção Geral de Energia e De acordo com a DGEG, desde o início da década Indústria 35,4 29,5Geologia) em 2008, a dependência de Portugal em de noventa, o consumo de energia final cresceu Transportes 30,7 36,3termos de importação de energia foi de 82%. A 3,2% ao ano, cerca de sete décimas acima da taxa Sector Doméstico 20,8 16,8produção interna baseou-se, exclusivamente, em de crescimento média do PIB registada nesse Serviços 6,7 11,5fontes de energia renováveis, fundamentalmente período.hídrica e eólica. Esta produção cresceu 45% desde A pressionar o crescimento energético estiveram Agricultura 4,9 2,41990. os sectores de Serviços e transportes, que cresceram Construção e 1,5 3,4O abastecimento de energia primária no nosso consistentemente acima dos 5% ao ano. Especial Obras Públicaspaís também cresceu visivelmente desde 1990 em destaque para o sector de Serviços que, na TOTAL 100,0 100,0cerca de 55%. Este valor deve-se, principalmente, segunda metade da década, apresentou taxas de Fonte: DGEG - Direcção Geral de Energia e Geologiaao aumento do abastecimento de petróleo (29% crescimento médias anuais de dois dígitos (11%).desde 1990) e de combustíveis sólidos (31% desde No balanço de 2008, os transportes eram1990). responsáveis por 36,3% da energia consumida, nÃo se esQueÇaO gás natural foi introduzido no abastecimento de a Indústria por 29,5%, o Sector Doméstico porenergia primária de Portugal, pela primeira vez em 16,8%, os Serviços por 11,5% e os restantes 5,8% • Cada vez consumimos mais energia.1997 e atingiu os 17% de quota de abastecimento em outras actividades como a Agricultura, Pesca, Assim, apenas serão necessáriostotal de energia em 2008. Em termos de fontes Construção e Obras Públicas. 35 anos para duplicar o consumorenováveis a quota foi de 18%. mundial de energia e menos de 55A nível internacional existem os seguintes anos para o triplicar. abastecimento de energia Primária (2008)compromissos até 2020: • Os sectores da habitação e dos• redução do consumo de energia primária transportes foram, nos últimos anos, 3% em 20% (meta da eficiência energética); 18% os que mais aumentaram o consumo.• aumento do recurso a energias renováveis Petróleo • Portugal tem uma dependência para 20% do mix europeu (meta indicativa Combustiveis sólidos energética do exterior de 82%. para Portugal: 31%); 17% 52% Gás natural Renováveis • A principal fonte de energia para• incorporação de 20% dos biocombustíveis o consumo energético em Portugal Outros nos carburantes até 2020. é o petróleo e os seus derivados 10% (gasolina, gasóleo, butano e propano). Fonte: DGEG, Estatísticas-Balanços Energéticos 2008 (provisório) 13
  13. 13. A HABITAÇÃO14
  14. 14. O consumo de energia na nossa habitação depende de diversosfactores, tais como a zona onde se situa a casa, a qualidadede construção, o nível de isolamento, o tipo de equipamentosutilizados e até o uso que lhe damos.Em Portugal, o sector residencial, Com algumas pequenas intervenções rePartiÇÃo dos consumos de electricidade Pelos diferentes usoscom cerca de 3,3 milhões de edifícios, nos edifícios, é possível poupar até finais (TOTAL 2004: 11087 GWh)contribuiu com 17% do consumo de 30-35% de energia, mantendo asenergia primária em termos nacionais, mesmas condições de conforto. Frigorífico / Combinadorepresentando cerca de 29% do consumo 12% Congeladorde electricidade, o que evidencia, 1% 22%desde logo, a necessidade de moderar Existem medidas de baixo Máquina Lavar Roupa 2%especialmente o consumo eléctrico. custo, ou sem qualquer custo Secador RoupaOutra causa para o aumento do adicional, que podem reduzir Máquina Lavar Loiça o nosso gasto de energia entreconsumo de energia reside na ineficiência os 10% e os 40%. 15% Audiovisuaisdos próprios equipamentos utilizados 10% Informáticano sector, edifícios incluídos, e dos Iluminaçãoprocedimentos e hábitos de utilização Os consumos energéticos dasdesses mesmos equipamentos. AQS Eléctrico habitações portuguesas têm registado 5% 5%Isto deve-se, não só a razões um crescimento significativo, em parte, Aquecimento ambientecomportamentais dos consumidores, também devido ao aumento da aquisição 12% 3% 2% Arrefecimento ambiente 2%como também ao período necessário de equipamentos consumidores de energia. 9% Fornopara a substituição dos equipamentos e No que diz respeito ao consumo Outrosprogressiva recuperação dos edifícios. eléctrico, uma habitação média consome cerca de 4.000 kWh por ano, divididos da Fonte: DGEG/IP-3E, Eficiência Energética em Equipamentos e Sistemas Eléctricos no Sector seguinte forma: Residencial, Abril 2004 15
  15. 15. ElECTRODOMÉSTICOS16
  16. 16. Os electrodomésticos de linha branca (máquinas de lavar, Existem 7 classes de eficiência, vida útil que supera os 10 anos,frigoríficos, etc), os fornos eléctricos, o ar condicionado e as identificadas por um código de podemos ter uma poupança cores e letras que vão desde energética de 780€.fontes de luz, são equipamentos de uso comum nas nossas casas. o verde para a letra A, no Por isso, na hora da compra,Comprar um equipamento eficiente é importante e fácil de caso dos equipamentos mais há que ter em atenção oidentificar, graças à etiqueta energética.. eficientes, até ao vermelho consumo energético e escolher, para a letra G, no caso dos preferencialmente, os de classe equipamentos menos eficientes. A, pois são energeticamente A etiqueta energética é mais eficientes. regulada a nível europeu porA EtIQUEtA ENErGétICA uma normativa composta por É muito importanteO seu âmbito de utilização Estabelecem o valor máximo A etiqueta energética permite diversas Directivas Europeias. escolher umé comum em toda a Europa para o consumo energético do ao consumidor conhecer electrodoméstico adaptado às nossas necessidades.e constitui uma ferramenta aparelho quando não está a ser de forma rápida a eficiência + Eficiente Não basta que seja Ainformativa ao serviço dos utilizado ou quando está em energética de um equipamento. B eficiente, mas tambémutilizadores de aparelhos modo de espera (stand-by). As etiquetas têm uma parte C que tenha o tamanho eeléctricos. Segundo a legislação Os tipos de equipamentos que comum que faz referência D desempenho ajustado aovigente, é obrigatório o têm estabelecida a etiquetagem à marca, denominação do E que precisamos. F Por exemplo, um frigoríficovendedor exibir a etiqueta energética são: aparelho e classe de eficiência G de classe A de 300 litrosenergética de cada modelo de energética. têm uma outra - Eficiente de capacidade pode gastarelectrodoméstico, assim como • Frigoríficos, congeladores e parte, que varia consoante mais electricidade do combinados. é fundamental saber que que um de 100 litros deé obrigatório para o fabricante o electrodoméstico, quefornecer os valores que apresenta outras características, o consumo de energia, para classe G. • Máquinas de lavar e/ouavaliam um dado modelo de secar roupa. segundo a sua funcionalidade. desempenhos idênticos,electrodoméstico com etiqueta Por exemplo, a capacidade de pode chegar a ser quase • lâmpadas.energética. congelamento para frigoríficos três vezes superior nosAs etiquetas Energy Star e GEA • Forno eléctrico. ou o consumo de água para electrodomésticos da classe G,são utilizadas em equipamentos máquinas de lavar roupa. quando comparados com os da • Ar condicionado.de escritório e na electrónica classe A. Se a isto, juntarmos ode consumo. facto de que a maior parte dos equipamentos (com excepção das fontes de luz) têm uma 17
  17. 17. Este é o electrodoméstico que mais energia consome. Por ter um uso contínuo (apenas se desliga para limpeza ou devido a ausências prolongadas), tem um consumo considerável, ainda que não tenha uma potência elevada: 200 W, face a um secador que pode chegar a atingir potências de 2.000 W. No entanto, o uso que fazemos do secador é inferior, tal como o seu consumo ao longo do ano. O gelo que se forma no etiQueta energÉtica Para eQuiPamentos de frio domÉstico interior do frigorífico é isolante e dificulta o arrefecimento. Existem modelos, conhecidos Energia Designação ou marca por “no-frost”, ou sem gelo, Fabricante do fabricante/Referência que têm uma circulação Modelo do aparelho contínua de ar no interior Mais Eficiente Classe de que evita a formação de gelo, A eficiência energética resultando numa melhoria B C da eficiência energética. Etiqueta ecológica europeia D E Classe A+ e A++ F Para os frigoríficos e congeladores G Menos Eficiente aprovaram-se duas novas Consumo de Energia kWh/ano Com base nos resultados de ensaio classes energéticas ainda mais normalizado de 24 h Consumo anual de energia kWh O consumo real varia com as condições de eficientes do que a classe A: utilização da máquina e com a sua localização a classe A+ que engloba todos Volume de alimentos frescos L Capacidade (I) aqueles aparelhos que tenham Volume de alimentos congelados L e número de estrelas um consumo inferior a 42% Nível de ruído Nível de ruído (dB(A)) do consumo médio de um [dB(A) re 1 pW] aparelho equivalente e a classe ficha pormenorizada no folheto do produto A++ para todos aqueles com Bandeira Europeia Norma EN 153, Maio de 1990 um consumo inferior a 30%. Directiva 94/2/CE relativa a etiquetagem de FRIGORíFICO frigoríficos18
  18. 18. Praticamente 32% da electricidade consumida nas habitações portuguesas conselHos Práticos destina-se à refrigeração e congelação dos alimentos. 1. Compre frigoríficos com etiqueta energética de classetabela comParativa de classe de eficiência energÉtica A+ e A++. Poupam energia e dinheiro. Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por 2. Não compre um equipamento com mais capacidade em 15 anos (kWh) em 15 anos (ˆ ) um produto de classe A++ (ˆ ) do que necessita. a++ 2.956 325 - 3. Coloque o frigorífico ou o congelador num local fresco a+ 4.138 455 130 e ventilado, afastado de possíveis fontes de calor: radiação solar, forno, etc. a 5.420 596 271 6.406 705 380 4. limpe, pelo menos uma vez por ano, a parte traseira b do aparelho. c 8.130 894 569 5. Descongele antes que a camada de gelo atinga os d 9.855 1084 759 3mm de espessura. Com isto, poderá conseguir e 10.348 1138 813 poupanças até 30%. f 11.580 1274 949 6. Certifique-se que as borrachas das portas estão em g 12.319 1355 1030 boas condições e fecham bem de modo a evitar perdasFonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ de frio. 7. Nunca coloque alimentos quentes no frigorífico. causas Para a Perda de frio Se os deixar arrefecer no exterior, poupa energia. 4% 8. Quando tira um alimento do congelador, para consumi-lo 7% no dia seguinte, descongele-o no frigorífico em vez de 8% Isolamento no exterior. Deste modo, terá ganhos gratuitos de frio. Alimentos 9. Abra a porta o menos possível e feche-a rapidamente. 13% Junta da porta Evitará um gasto inútil de energia. 68% Aberturas 10. Ajuste o termostato de forma a manter a temperatura Outros de 5ºC no compartimento do frigorífico e -18ºC no congelador. 19
  19. 19. É um dos electrodomésticos etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar loiÇa que mais energia consome, correspondendo 90% desse Máquina de consumo ao aquecimento lavar loiça da água. Energia Designação ou marca Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho A etiqueta energética de uma Mais Eficiente Classe de máquina de lavar loiça tem A eficiência energética em linha de conta a eficácia B da lavagem, da secagem e os C Etiqueta ecológica europeia D consumos de água e energia E por lavagem, mensurados no F programa económico. G Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo Com base nos resultados dos ensaios para Consumo de energia o ciclo de lavagem padrão recomendado pelo fabricante, com enchimento a água fria (kWh) por ciclo padrão O consumo real de energia dependerá das condições de utilização do aparelho Eficiência de lavagem Classe de A: mais elevada G: mais baixa eficiência de lavagem Eficiência de secagem Classe de A: mais elevada G: mais baixa velocidade de centrifugação eficiência de secagem Serviços de loiça padrão Capacidade do aparelho e Consumo de água l/ciclo consumo de água (I) Nível de ruído Nível de ruído [dB(A) re 1 pW] ficha pormenorizada no folheto do produto Norma EN 50242 Bandeira Europeia Directiva 97/17/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar loiça MÁQUINA DE LAVAR LOIÇA20
  20. 20. conselHos PráticosUM CASO PRáTICO 1. As máquinas com etiqueta energética de classe ANesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma poupam dinheiro e energia.máquina de lavar loiça de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra declasse inferior. 2. Escolha a capacidade da sua máquina de acordo com as suas necessidades. Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por 3. Procure utilizar a máquina quando está em 10 anos (kWh) em 10 anos (€) um produto de classe A (€) completamente cheia. A 2.544 280 - 4. Com meia carga, use programas curtos ou B 2.784 306 26 económicos. C 3.240 356 77 5. Se necessita de passar a loiça por água antes D 3.720 409 129 de a meter na máquina, utilize água fria. E 4.200 462 182 6. Uma boa manutenção melhora o comportamento F 4.680 515 235 energético: limpe frequentemente o filtro. G 4.920 541 261 7. Mantenha sempre cheios os depósitos de abrilhantador e sal, pois reduzem o consumo deFonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11€ energia na lavagem e secagem, respectivamente. 21
  21. 21. A maior parte da energia que etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar rouPa consome (entre 80% e 85%) é utilizada para aquecer a água, pelo que é muito importante Máquina de lavar roupa recorrer a programas de Energia Designação ou marca baixas temperaturas. Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho Mais Eficiente Na etiqueta energética Classe de A eficiência energética da máquina de lavar roupa B aparecem reflectidos a eficácia C Etiqueta ecológica europeia da lavagem e da centrifugação D E assim como o consumo de F água e de energia por ciclo. G Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo Começam a aparecer no Com base nos resultados do ciclo de Consumo de energia (kWh) mercado máquinas de lavar lavagem normalizado de tecidos de algodão a 60ºC relativamente a um ciclo a 60ºC O consumo real de energia dependerá das roupa de entrada bitérmica condições de utilização do aparelho (entradas separadas para água Eficiência de lavagem Eficiência de lavagem quente e fria), as quais reduzem A: mais elevada G: mais baixa o tempo de aquecimento Eficiência de centrifugação A: mais elevada G: mais baixa Eficiência de centrifugação da água, alcançando uma velocidade de centrifugação importante poupança de Capacidade (algodão) kg e Capacidade (algodão) kg energia, especialmente Consumo de água l consumo de água (I) associada à utilização de painéis Nível de ruído Lavagem Nível de ruído para a lavagem solares térmicos. [dB(A) re 1 pW] Centrifugação e centrifugação (dB(A)) ficha pormenorizada no folheto do produto Norma EN 60466 Bandeira Europeia Directiva 95/12/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar roupa MÁQUINA DE LAVAR ROUPA22
  22. 22. UM CASO PRáTICO conselHos Práticos Nesta tabela, podemos ver a poupança de energia que se pode obter, ao longo 1. Compre máquinas de lavar roupa com etiqueta da sua vida útil, com uma máquina de lavar roupa de classe A, face a outra de energética de classe A. Poupará energia e dinheiro. classe inferior. 2. Aproveite ao máximo a capacidade da sua Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por máquina e coloque-a em funcionamento sempre em 10 anos (kWh) em 10 anos (ˆ ) um produto de classe A (ˆ ) com carga completa. A 2.508 276 - 3. Existem no mercado máquinas com programas B 2.964 326 50 de meia carga, o que reduz substancialmente o consumo de energia. C 3.762 414 138 4. As máquinas com sonda de água, que mede a D 4.560 502 226 sujidade da mesma, não a renovam enquanto E 4.788 527 251 tal não for necessário, reduzindo de forma importante o consumo de água e de energia. F 5.358 589 314 G 5.700 627 351 5. Utilize preferencialmente programas de baixa temperatura. Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ 6. Aproveite o calor do sol para secar a roupa. Ao substituir uma máquina de classe G por uma de classe A, a poupança ao longo 7. Utiliza-se muito menos energia centrifugando da sua vida útil ascende a 351ˆ , compensando assim o valor da nova. do que utilizando uma máquina de secar roupa. 8. Use produtos anti-calcário e limpe regularmente de impurezas o filtro da máquina. Assim, não diminuirá o seu desempenho, poupando energia. 9. Se tem contratada a tarifa bi-horária, procureEmbora pouco difundidas, existem no mercado máquinas bitérmicas, com duas fazer as lavagens e utilizar a maior parte dosentradas de água independentes: uma para a água fria e outra para a quente. electrodomésticos no período nocturno.Desta forma utiliza-se o sistema de produção de águas quentes da casa, permitindopoupanças de 25% no tempo de lavagem. 23
  23. 23. É um grande consumidor de etiQueta energÉtica Para máQuinas de secar rouPa energia. Assim, recomenda-se que o seu uso seja restrito a situações em que as secador de roupa condições climatéricas não Energia Designação ou marca permitam a secagem da roupa Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho ao sol. Em qualquer caso, é conveniente centrifugar Mais Eficiente Classe de a roupa antes de utilizar a A eficiência energética B máquina de secar. C Etiqueta ecológica europeia D E Depois de uma centrifugação F a 1.000rpm existe um G remanescente de humidade de Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo 60%. Quer isto dizer que se a Com base nos resultados do ciclo Consumo de energia (kWh) normalizado “secagem de tecidos de carga da máquina é de 6kg de algodão” relativamente a programa de O consumo real varia com as condições de 5kg de algodão algodão, no final da lavagem utilização da máquina e com a sua localização a roupa contém cerca de 3,5 Capacidade (algodão) kg Capacidade (kg) litros de água que tem que Extracção (Saída de Ar) Tipo de aparelho ser eliminada pelo processo Condensação de secagem. Por isso, é tão Nível de ruído Lavagem Nível de ruído (dB(A)) - [dB(A) re 1 pW] Centrifugação Facultativo importante centrifugar a roupa o máximo possível para poupar ficha pormenorizada no folheto do produto energia durante a secagem. Norma EN 61121 Bandeira Europeia Directiva 95/13/CE relativa a etiquetagem Na etiqueta energética da de secadores de roupa máquina de secar está indicado se a lavagem é de extracção ou condensação. MÁQUINA DE SECAR ROUPA24
  24. 24. A secagem pode ser feita por:UM CASO PRáTICO • EXtrACÇãO: O ar aquecido e húmido é expulso para o exteriorNesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma de modo a eliminar a humidade e continuar a secagem (Ineficiente).máquina de secar roupa de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra de • CONDENSAÇãO: O ar quente e húmido da secagem é utilizadoclasse inferior. num circuito de condensação que elimina a água (Eficiente). Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por O controlo pode ser por: em 10 anos (kWh) em 10 anos (ˆ ) um produto de classe A (ˆ ) • SENSOr DE HUMIDADE: Sistema inteligente que pára o processo A 1.672 184 - quando é atingida a humidade desejada pelo utilizador (Eficiente). B 1.976 217 33 • tEMPOrIzADOr: O processo pára quando passa o tempo C 2.508 276 92 previsto de programação (Ineficiente). D 3.040 334 150 E 3.192 351 167 conselHos Práticos F 3.572 393 209 G 3.800 418 234 1. Aproveite ao máximo a capacidade de cargaFonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ e procure que trabalhe sempre quando completa. 2. Antes de cada utilização, centrifugue a roupa na máquina de lavar. 3. Não seque a roupa de algodão e a roupa pesada na mesma carga de secagem. 4. Periodicamente limpe o filtro da máquina e inspeccione a saída de ventilação para assegurar-se que a mesma não está obstruída. 5. Use o sensor de humidade para evitar que a sua roupa seque excessivamente. 6. Se tiver disponível, utilize o programa “passar a ferro”, que não seca a roupa completamente. 25
  25. 25. A máquina de lavar e secar etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar e secar rouPa combina duas funções num só equipamento. Máquina de lavar e secar roupa Energia Designação ou marca Como máquina de lavar Fabricante do fabricante/Referência aplicam-se as mesmas melhorias Modelo do aparelho tecnológicas das máquinas de Mais Eficiente Classe de lavar "normais". A eficiência energética As recomendações de B C manutenção são também Etiqueta ecológica europeia D idênticas. E F Como máquina de secar, G Menos Eficiente Consumo de energia (kWh) para um trata-se de um tipo especial de Consumo de Energia kWh ciclo completo (lavagem + centrifugação + secagem) a 60ºC secador por condensação, mais Com base nos resultados de ensaio para um ciclo completo (lavagem e secagem de capacidade máxima de 60ºC) eficiente que um de extracção. Lavagem (unicamente) Consumo de energia (kWh) para um O consumo de energia dependente das ciclo completo (lavagem + centrifugação) condições de utilização do aparelho a 60ºC Numa máquina de lavar e secar Eficiência de lavagem A: mais elevada G: mais baixa roupa pode-se secar metade Velocidade de centrifugação Eficiência de lavagem da roupa que se pode lavar Capacidade Lavagem Capacidade para a lavagem e (algodão) kg Secagem secagem (kg) (6kgs lavados contra apenas Consumo de água (total) l Consumo de água (I) 3kgs secos). A sua etiqueta Nível de ruído Lavagem energética, na verdade, unifica [dB(A) re 1 pW] Centrifugação Nível de ruído (dB(A)) Secagem 2 etiquetas, com especial ficha pormenorizada no atenção para a lavagem. folheto do produto Bandeira Europeia Norma EN 50229 Directiva 96/60/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar/secar roupa MÁQUINA DE LAVAR E SECAR ROUPA26
  26. 26. Existem 2 tipos de fornos: etiQueta energÉtica fornos elÉctricos a gás e eléctricos, sendo que os primeiros são energeticamente mais forno eléctrico eficientes. Energia Designação ou marca Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho Os fornos eléctricos dispõem Mais Eficiente Classe de de etiquetas energéticas que A eficiência energética nos permitem saber quais os B aparelhos mais eficientes. C Etiqueta ecológica europeia A sua etiqueta energética D E distingue entre 3 tipos de F tamanho, segundo o volume G útil do forno: pequeno, médio Menos Eficiente e grande. Consumo de Energia Função de aquecimento: (kWh) Convencional Convecção focada de ar Consumo de energia (kWh) Um forno de classe G (Com base na carga - padrão) consumirá mais do dobro Volume Útil litros Volume útil (I) da energia de um forno de Tamanho Pequeno Médio Tamanho do compartimento classe A. Grande Nível de ruído Nível de ruído (dB(A)) [dB(A) re 1 pW] ficha pormenorizada no folheto do produto Bandeira Europeia Norma EN 50304 Directiva 2002/40/CE relativa a etiquetagem de fornos eléctricosFORNO 27
  27. 27. conselHos Práticos 1. Procure um forno de classe A. 2. Não abra o forno desnecessariamente. Cada vez que o faz está a perder no mínimo 20% da energia acumulada no seu interior. 3. Procure aproveitar ao máximo a capacidade do forno e cozinhe, se tal for possível, o maior número de alimentos. 4. Normalmente não é necessário pré-aquecer o forno para cozinhados com duração superior a 1 hora. 5. Apague o forno um pouco antes de acabar de cozinhar: o calor residual será suficiente para acabar o processo. 6. Os fornos com ventilação interna favorecem a distribuição uniforme de calor, poupam tempo e, portanto, gastam menos energia.28
  28. 28. Dependendo da energia que utilizam, podemos distinguir dois tipos de placas: a gás e eléctricas. Estas últimas, por sua vez, podem ser de resistências convencionais, de tipo vitrocerâmico ou de indução. As placas de indução aquecem os alimentos ao gerarem campos magnéticos. São muito mais rápidas e eficientes que as eléctricas. Numa placa eléctrica, se utilizarmos uma panela aberta e com um fundo com má difusão de calor, implica que para manter em ebulição 1,5 litros de água seja necessária uma potência de 850 W. Numa panela com um fundo que difunda bem o calor, o mesmo exercício requer apenas 150 W.PLACAS 29
  29. 29. Trata-se de um dos electrodomésticos com maior taxa de crescimento nos últimos anos. Utilizar o microondas em vez do forno tradicional reduz o consumo de energia em cerca de 60% a 70%, para além de uma poupança significativa de tempo. conselHos Práticos 1. Para cozinhar, escolha eficazmente os recursos disponíveis: microondas, fogão e por último, o forno. 2. Procure que o fundo dos recipientes seja ligeiramente maior do que o bico do fogão de modo a aproveitar o calor ao máximo. 3. Utilize panelas com fundos de grande difusão de calor. 4. Sempre que possível, utilize panelas de pressão: consomem menos energia e poupam muito tempo. 5. tape as panelas durante a cozedura: consumirá menos energia. 6. Aproveite o calor residual das placas eléctricas, apagando-as uns cinco minutos antes do prato MICROONDAS estar pronto.30
  30. 30. PEQUENOS DOMéStICOS Os pequenos electrodomésticos que se limitam a realizar alguma acção mecânica (bater, cortar, etc.), com excepção do aspirador, têm geralmente baixas potências. No entanto, os que produzem calor, (ferro, torradeira, secador, etc.) têm potências maiores e, consequentemente, consumos mais significativos. Uma curiosidade: o uso de uma máquina de barbear eléctrica pode significar um consumo de energia menor do que uma barba feita com uma lâmina. tudo depende do tempo que a água estiver aberta, pois o consumo desta implica igualmente um consumo de electricidade, ao accionarem-se bombas de pressão eléctricas que fazem chegar a água à torneira.ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA conselHos Práticos 1. Não deixe os aparelhos ligados se tiver que interromper a tarefa (por exemplo, o ferro de engomar). 2. Aproveite o aquecimento do ferro para passar grandes quantidades de roupa de uma só vez, evitando ligar o ferro muitas vezes para pequenas quantidades de roupa. 3. A escolha acertada de um pequeno electrodoméstico pode poupar energia, devido ao seu menor consumo energético. 4. Às vezes, é possível evitar o uso da ventilação, abrindo a janela e provocando correntes de ar naturais. 31
  31. 31. Tal como acontece com os frigoríficos, a potência unitária destes aparelhos é pequena, mas a sua utilização é constante, o que os faz serem responsáveis por um consumo importante de energia. A tendência actual evidencia Os audiovisuais representam 9% do consumo eléctrico das famílias portuguesas e, depois um aumento da procura de dos frigoríficos, são o equipamento de maior aparelhos de ecrã cada vez consumo a nível global. maior e com mais potência. Uma televisão em modo de espera (stand-by), pode consumir conselHos Práticos até 15% do consumo realizado 1. Não deixe a sua televisão em modo em condições normais. Por isso, de espera. em ausências prolongadas ou quando não está a ver televisão, 2. Uma boa ideia é ligar a televisão e todos convém apagá-la, no botão os equipamentos audiovisuais (sistema de de desligar. som, DvD, descodificador digital, etc.) a uma ficha múltipla com botão ON e OFF. Ao desligarmos este botão, apagaremos todos os aparelhos, conseguindo-se poupanças superiores a 40 euros por ano. TV E EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS32
  32. 32. Na última década, os equipamentos informáticos tiveram um rápido Os equipamentos informáticos crescimento. com etiqueta Energy Star têm a capacidade de passar ao modo de baixo consumo (estado de repouso) passado O ecrã do computador é o algum tempo de não estarem componente que mais energia a ser utilizados. Neste estado consome e quanto maior for, o seu consumo de energia é mais consumirá. apenas 15% do normal. Os ecrãs planos (tFt) consomem menos energia do que os convencionais. conselHos Práticos 1. Compre equipamentos com sistemas de poupança de energia (símbolo Energy Star) e desligue-os completamente caso preveja ausências superiores a 30 minutos. 2. Opte por comprar impressoras que imprimam dos dois lados do papel e aparelhos de fax que usem papel comum. 3. Ao utilizarmos o computador apenas por períodos curtos, podemos desligar somente o ecrã, poupando assim energia. Ao regressarmos, não teremos que esperar que se reinicie o equipamento. 4. Os ecrãs lCD poupam cerca de 37% de energia em funcionamento e cerca de 40% em modo de espera. 5. A protecção do ecrã que mais energia poupa é a totalmente negra. 6. Devem ligar-se vários equipamentos informáticos a uma ficha múltipla com botão de ON e OFF. Ao desligar este botão, desligaremos automaticamente todos os aparelhos,EQUIPAMENTOS INFORMÁTICOS poupando energia. 33
  33. 33. IlUMINAÇÃO34
  34. 34. A luz faz parte da nossa vida. Por esta razão é uma das necessidadesenergéticas mais importantes nos nossos lares, representando cercade 20% da electricidade que consumimos em casa.Para conseguir uma boa iluminação, há que EXIStEM DIFErENtES tIPOlOGIAS DE lÂMPADASanalisar as necessidades de luz de cada uma 1. Lâmpadas incandescentes: A luz 3. Lâmpadas fluorescentes e suportes (casquilhos) dasdas zonas da casa, já que nem todos os produz-se pela passagem da tubulares: Baseiam-se na lâmpadas a que estamosespaços requerem a mesma luminosidade, corrente eléctrica através de emissão luminosa que alguns normalmente habituados.nem durante o mesmo tempo, nem com um filamento metálico, com gases como o flúor emitem Por esta razão, as lâmpadasa mesma intensidade. torna-se fundamental grande resistência. São as que quando submetidos a uma de baixo consumo são tambémesclarecer a ideia errada, mas muito comum, apresentam maior consumo corrente eléctrica. A eficácia conhecidas por compactas. Sãode associar a luz que uma lâmpada difunde eléctrico, as mais baratas e as de luminosa é assim muito maior mais caras que as tradicionais,com a quantidade de electricidade necessária menor duração (1.000 horas). do que no caso das lâmpadas se bem que a sua poupança empara a produzir. Falamos assim de uma incandescentes, pois neste electricidade permite amortizarlâmpada de 60 a 100 watts como sinónimo 2. Lâmpadas de halogéneo: têm o processo produz-se menos um maior investimento muitode lâmpadas que produzem uma certa mesmo princípio das anteriores. calor e a electricidade destina-se, antes de terminar o seu tempoluminosidade, quando na realidade, o "watt" Caracterizam-se por uma em maior proporção, à de vida útil (entre 8.000 eé uma medida de potência e a luz tem a sua maior duração e pela qualidade obtenção da própria luz. São 10.000 horas).própria unidade de medida: "o lumen". especial da sua luz. mais caras do que as lâmpadas Duram oito vezes mais que Existem lâmpadas de halogéneo incandescentes, mas consomem as lâmpadas tradicionais e que necessitam de um até menos 80% de electricidade proporcionam a mesma luz, transformador. Os do tipo que estas para a mesma poupando cerca de 80% de A eficácia luminosa de uma lâmpada é a quantidade de luz emitida por electrónico diminuem as perdas emissão luminosa e têm uma energia quando comparado unidade de potência eléctrica (W) de energia, quando comparados duração entre 8 a 10 vezes com as incandescentes. Por isso, consumida. Mede-se em “lumens por com os tradicionais, e o consumo superior. o seu uso é recomendável. watt” e permite comparar a eficiência final de electricidade (lâmpada Em locais onde o acender e de diferentes fontes de luz. A eficácia mais transformador) pode 4. Lâmpadas de baixo consumo: apagar seja muito frequente, luminosa das lâmpadas incandescentes ser até 30% inferior ao das São pequenos tubos não é recomendável o uso de situa-se entre os 12 lm/W e os 20 lâmpadas convencionais. fluorescentes que têm sido lâmpadas de baixo consumo lm/W, sendo que, para as lâmpadas convencionais, isto porque a sua fluorescentes, a eficácia situa-se entre progressivamente adaptados a vários tamanhos, formas vida útil será reduzida de forma os 40 lm/W e os 100 lm/W. significativa. 35
  35. 35. As lâmpadas convencionais incandescentes só aproveitam em iluminação cerca de 5% da energia eléctrica que consomem. Os restantes 95% são transformados em calor, sem aproveitamento luminoso. INStAlAÇõES EM UM CASO PRÁTICO CONDOMíNIOS Lâmpada Lâmpada de baixo Poupança em kWh Poupança em custo Podem-se conseguir poupanças convencional consumo com a durante a vida de de electricidade a substituir mesma intensidade uma lâmpada durante a vida de energéticas, criando-se sectores de de luz uma lâmpada (€) iluminação de forma a que se acendam 25 W 5W 160 18 somente as luzes do espaço onde se encontra. 40 W 9W 248 27 60 W 11 W 392 43 Nas zonas de passagem, como escadas ou halls, é importante 75 W 15 W 480 53 utilizar sistemas temporizados ou 100 W 20 W 640 70 detectores de presença que accionem Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11€ automaticamente as luzes.36
  36. 36. conselHos Práticos nÃo se esQueÇa1. Sempre que possível, utilize luz natural. • Os equipamentos com a etiqueta energética A,2. Prefira cores claras nas paredes e tectos. Aproveitará melhor A+ ou A++ são os mais eficientes e, ao longo a iluminação natural e poderá reduzir a artificial. da sua vida útil, poderão trazer poupanças significativas na factura de electricidade.3. Não deixe luzes acesas em divisões que não estão a ser utilizadas. • Não escolha aparelhos com maior potência4. reduza ao mínimo a iluminação ornamental em zonas do que aquilo que necessita. Estará a gastar exteriores (jardins, etc.). dinheiro e energia.5. Mantenha limpas as lâmpadas e respectivas protecções • A manutenção adequada e a limpeza dos ou ornamentos. terá mais luminosidade, sem aumentar electrodomésticos, prolonga a sua vida e a potência. poupa energia.6. Substitua as lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo. • O frigorífico e a televisão são os electrodomésticos Para um nível idêntico de iluminação, poupam até 80% de de maior consumo global, apesar de terem energia e duram 8 vezes mais. Na substituição, dê prioridade potências unitárias inferiores a outros às que têm mais uso. electrodomésticos, tais como as máquinas de7. Adapte a iluminação às suas necessidades e dê preferência lavar roupa, loiça ou o ferro eléctrico. à que é localizada. Para além de poupar, conseguirá ambientes • é recomendável desligar a televisão e ter todos mais confortáveis. os aparelhos em modo de repouso quando não8. Coloque reguladores de intensidade luminosa electrónicos. estão em uso. Poupará energia. • Escolha computadores e impressoras que9. Use lâmpadas tubolares fluorescentes onde necessite de luz por tenham modo de poupança de energia. muitas horas, como por exemplo, na cozinha. • Nos pontos de luz que estejam acesos mais10. Nos halls, garagens ou zonas comuns, coloque detectores do que uma hora por dia, instale lâmpadas de de presença para que as luzes se acendam e apaguem baixo consumo ou tubolares fluorescentes. automaticamente. 37
  37. 37. AQUECIMENTO38
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