ética e virtude na política da antiguidade
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    ética e virtude na política da antiguidade ética e virtude na política da antiguidade Document Transcript

    • 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETOCOORDENAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “ÉTICA E VIRTUDE POLÍTICA NA ANTIGUIDADE” MARCOS MARCELO SOARES Orientador: Prof. António Marcelo Jackson Resenha do Fórum 1- Apresentada à Universidade Federal de Ouro Preto da Disciplina: Ciências Políticas – EAD 346 Itapevi-SP 2012
    • 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETOCOORDENAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “ÉTICA E VIRTUDE POLÍTICA NA ANTIGUIDADE” MARCOS MARCELO SOARES Resenha do Fórum 1- Apresentada à Universidade Federal de Ouro Preto da Disciplina: Ciências Políticas – EAD 346 Itapevi-SP 2012
    • 3 SUMÁRIO PáginaCAPITULO 1: INTRODUÇÃO................................................................................ 04CAPITULO 2: CONCEITO DE DEMOCRACIA NA ANTIGUIDADE E NOS DIASATUAIS.................................................................................................................. 062.1 Formas de Democracia.................................................................................... 062.2 A Democracia no Brasil.................................................................................... 06CAPITULO 3: CONCEITO DE ÉTICA................................................................... 08CAPITULO 4: CONCLUSÃO................................................................................. 09REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 10
    • 4CAPITULO 1: INTRODUÇÃO Para se entender um pouco o pensamento cognitivo dospolíticos da antiguidade, necessário se faz nos remetermos aos tempos narrados notexto, mas não apenas nos atermos a eles. Como o texto narra existia uma democracia forjada na Gréciaantiga, forjada pois esta democracia era limitada apenas aos grandes e poderososda época, fatos que deram origem à indignação e ao mesmo tempo a demagogia deSócrates que via e entendia, que esta “entre aspas” democracia da época deveria eera aberta apenas à poucos, aos socialmente mais abastados e não davaoportunidade de participação política aos pequenos, fatos que demonstram que “aDemocracia da época era relativista”, pois promoviam o elevo e a subserviência aosgrandes e poderosos em detrimento dos pequenos, não muito diferente daquilo queocorre na Democracia dos nossos dias. Isto posto, igualmente não há que se falar em princípios éticosna antiguidade, tampouco na classe política dos nossos dias. Para Sócrates (Conforme Narra o texto) há distinção nopotencial intelectual dos homens, pois alguns têm maior capacidade intelectual queoutros, isso é fato. No Entanto não há que se falar em maior ou menor capacidadeintelectual numa democracia, prova disso é o que ocorreu recentemente no Brasil,onde um homem, simples, nordestino de origem pobre e de baixíssimo nível cultural, Falo isso a respeito do Ex-Presidente Luis Ignácio Lula da Silva que conseguiugovernar o Brasil por 8 anos, satisfatoriamente, sem jamais ter cursado um cursosuperior e colocou o Brasil entre as maiores economias do Mundo em apenas 8anos, isso desmonta então a tese de Sócrates, de que apenas os enculturadosdeveriam ter acesso à política.
    • 5 Platão, igualmente não foge muito destas ideologias, quandodefendia que distinção era comparada à modelação de homens, feita por Deus, deouro, prata, ferro e bronze, o que determina três classes de indivíduos, cada qualadequada a uma função social específica. Aos homens modelados no ferro e bronzecorresponde a função de trabalhar (lavradores e artífices), aos modelados na prata,a função guerreadora e aos modelados no ouro, a função exclusiva de governar.Nada portanto a se falar de ética até aqui. Do Contrário, chega quase a poder sercomparado ao sistema administrativo do início do século XX, Quando se pode traçaruma diferença de meios de gestão de Taylor, Fayol e Ford. Onde o Alvo era omesmo; produzir, produzir e produzir, apenas com uso de estratégias diferentes,onde um, alcançou resultados melhores que os outros, apenas mudando as regrasdo jogo. Já Protágoras, defendia um modelo mais ético e democráticode verdade, onde defendia a tese de que; qualquer cidadão poderia serdesenvolvido para exercer cargos políticos à partir de um simples treinamento paraisso, independendo do seu nível cultural e posição social. Protágoras já inserido nocontexto da ética, defendia a punição à aqueles membros/políticos que usassem deseus poderes, afim de auferir vantagem própria em detrimento do coletivo. O quedemonstra que ele tinha e acreditava na ética, como meio interlocutor daDemocracia.
    • 6CAPITULO 2: CONCEITO DE DEMOCRACIA NA ANTIGUIDADE E NOS DIASATUAIS A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga(demo=povo e kracia=governo). Este sistema de governo foi desenvolvido emAtenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga). Embora tenha sido o berço da democracia, nem todos podiamparticipar nesta cidade. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças nãoparticipavam das decisões políticas da cidade. Portanto, esta forma antiga dedemocracia era bem limitada. Atualmente a democracia é exercida, na maioria dos países, deforma mais participativa. É uma forma de governo do povo e para o povo.2.1 Formas de Democracia Existem várias formas de democracia na atualidade, porém asmais comuns são: direta e indireta. Na Democracia Direta, o povo, através de plebiscito,referendo ou outras formas de consultas populares, pode decidir diretamente sobreassuntos políticos ou administrativos de sua cidade, estado ou país. Não existemintermediários (deputados, senadores, vereadores). Esta forma não é muito comumna atualidade. Na Democracia Indireta, o povo também participa, porématravés do voto, elegendo seus representantes (deputados, senadores, vereadores)que tomam decisões em novo daqueles que os elegeram. Esta forma também éconhecida como democracia representativa.2.2 A Democracia no Brasil
    • 7 Nosso país segue o sistema de democracia representativa.Existe a obrigatoriedade do voto, diferente do que ocorre em países como osEstados Unidos, onde o voto é facultativo (vota quem quer). Porém, no Brasil o votoé obrigatório para os cidadãos que estão na faixa etária entre 18 e 65 anos. Com 16ou 17 anos, o jovem já pode votar, porém nesta faixa etária o voto é facultativo,assim como para os idosos que possuem mais de 65 anos. No Brasil elegemos nossos representantes e governantes. É opovo quem escolhe os integrantes do poder legislativo (aqueles que fazem as leis evotam nelas – deputados, senadores e vereadores) e do executivo (administram egovernam – prefeitos, governadores e presidente da república).
    • 8CAPITULO 3: CONCEITO DE ÉTICA Ética é uma palavra de origem grega, com duas origenspossíveis. A primeira é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzidapor costume, a segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significapropriedade do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latinaMoral, enquanto que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atualque damos a palavra Ética. Para Moore(1975), Ética é a investigação geral sobre aquiloque é bom. A Ética tem por objetivo facilitar a realização das pessoas. Queo ser humano chegue a realizar-se a sí mesmo como tal, isto é, como pessoa. (...) AÉtica se ocupa e pretende a perfeição do ser humano (CLORET,1986). A Ética existe em todas as sociedades humanas, e, talvez,mesmo entre nossos parentes não-humanos mais próximos. Nós abandonamos opressuposto de que a Ética é unicamente humana. Para Singer (1984), A Ética pode ser um conjunto de regras,princípios ou maneiras de pensar que guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar,as ações de um grupo em particular (moralidade), ou é o estudo sistemático daargumentação sobre como nós devemos agir (filosofia moral). Para a ética grega a Ética era como uma estética moral, ouuma poética, preocupando-se com a arte de viver, com a elaboração de uma vidabela e boa, diferente do pensamento ético real, onde deve sempre se primar nãoapenas pelo relativismo, mas pela moral e boa conduta, sempre..
    • 9CAPITULO 4: CONCLUSÃO Pelo exposto, entendo que é quase impossível traçar umparalelo entre a ciência pólitica dos tempos antigos e dos atuais, muito embora estestenham muitas semelhanças em alguns aspectos. Destarte, nos nossos dias é impossível pensar em Democraciasem Ética, temos visto que até o Judiciario brasileiro tem se posicionado a favor dacultura da ética na política, como principio fundamental para a construção dacidadania. Democracia (no meu modesto entendimento), é proporcionarpossibilidade de igualdade à todos, seja de direitos e deveres, isso inclusive estáprevisto na nossa carta magna, em seu Artigo 5º “in verbis”; - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-seaos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,à segurança e à propriedade. Só com a garantia de fato destes direitos, viveremos de fatonum País Democrático Realmente!
    • 10 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICASClotet J. Intrução ao Tema da Ética. Psico 1986Moore GE. Princípios Éticos. São Paulo: Abril Cultural, 1975.Site : http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/democracia.htm