Apostila curso básico de fotografia

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  • 1. FUNDAÇÃO ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA DDPI - CURSOS DE EXTENSÃO PROFESSOR MARCELO SALCEDO GOMES CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA NOVO HAMBURGO 2012/01
  • 2. DDPI - CURSOS DE EXTENSÃO 2012/01Curso Básico de Fotografia - 21 horasOBJETIVOSIdentificar os princípios da câmera fotográfica, seus principais mecanismos técnicos eoperacionalizar seus usos integrados para a formação da imagem. Apontar os principaiselementos da linguagem fotográfica (luz, profundidade de campo, foco, enquadramento,composição, cor, momento decisivo etc) e sua inter-relação com os elementos técnicos(tipos de lentes, tempo de exposição, velocidade do obturador, abertura do diafragma,ISO etc). Entender os elementos estéticos, técnicos e sociais implicados no processo deconstrução das imagens fotográficas, bem como a diferença entre fotojornalismo,fotodocumento, foto publicitária, foto arte etc.PÚBLICO ALVOAlunos dos curso Técnico em Design, dos demais cursos da Fundação Liberato ou daUERGS e interessados em fotografia.DOCENTEMarcelo Salcedo Gomes: Fotógrafo, Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo(Unisinos 2010), com Especialização em Fotografia Instrumental e Mestrando emCiências da Comunicação no PPGCC Unisinos. Primeiro colocado do Prêmio AdelmoGenro Filho da SBPJor 2011 pelo TCC intitulado As Fantásticas Fotografias da NationalGeographic e 1º lugar do Prêmio de Jornalismo Experimental da Unisinos 2009 nacategoria Fotojornalismo. Realiza pesquisa no campo da comunicação em contexto demidiatização com foco na teoria da fotografia.CALENDÁRIO E HORÁRIO DAS AULASAs aulas ocorrerão nas quintas-feiras à tarde, das 13h30 as 17h nos dias 19 e 26 de abril;03, 10, 24 e 31 de maio.OBSERVAÇÕES1. É desejável que cada participante traga seu próprio equipamento, podendo ser amador(câmeras compactas digitais, celulares ou analógicas compactas de filmes), semi-
  • 3. profissionais ou profissionais (analógicas ou digitais), pois será ministrada uma visão geralde como aproveitar o máximo de cada equipamento.2. Serão realizados exercícios práticos no decorrer dos encontros.PROGRAMA1º Encontro (19/04) - História da Fotografia. Os elementos da linguagem fotográfica.Operações básicas de câmera fotográfica. Tarefa para o próximo encontro: produção de5 fotografias identificando os elementos básicos da linguagem fotográfica.2º Encontro (26/04) - Os tipos de câmeras. Os tipos de lentes. Guia de equipamentos.Como fazer boas fotos com equipamentos limitados. Técnicas fotográficas avançadas.Tarefa para o próximo encontro: fazer 5 fotos utilizando as técnicas aprendidas.3º Encontro (03/05) - A importância da luz para a fotografia. Noções sobre iluminação deestúdio, foto ao ar livre e uso do flash. Tipos de arquivos. Formas de armazenagem. Dicasde edição de imagem e programas de edição. Tarefa para o próximo encontro: produzir eeditar 5 fotografias para apresentação.4º Encontro (10/05) - Como fazer retratos, fotografia de eventos, fotografia de paisageme foto artística. Os tipos de suportes para apresentação e a escolha adequada dotamanho do arquivo. Tarefa para a próxima aula: escolher uma modalidade fotográfica eproduzir 10 fotografias impressas em papel 15x21cm.5º Encontro (24/05) - Os diversos ofícios que envolvem fotografia. Grandes fotógrafos eseus portifólios. A fotografia entre o documento e a arte. A busca do fotógrafo pelaautoralidade. Tarefa para próxima aula: Fazer uma autobiografia fotográfica contendo 10fotografias e montar seu portifólio com as melhores imagens produzidas nas aulas.6º Encontro (31/05) - A diferença entre fotografia analógica e digital. A ascensão daimagem fotográfica no mundo digital. Noções sobre manipulação de imagens digitais. Afotografia como matéria prima para o designer. Dicas para quem quer se profissionalizar,sites e bibliografia sobre fotografia.
  • 4. 1 História da Fotografia A primeira fotografia foi creditada ao francês Joseph Nicéphore Niépce, em 1826. Otempo de exposição era de cerca de oito horas. Anos mais tarde, Daguerre, continuandoas experiências de Niépce, reduziu o tempo de exposição para minutos, o que tornou oprocesso fotográfico prático. Esta é considerada a 1ª fotografia, feita por Fotografia feita por Louis Daguerre em 1839. Joseph Nicéphore Niépce em 1826. A fotografia foi fruto da compilação de diversos experimentos e de conhecimentosópticos muito antigos. Os pintores renascentistas frequentemente utilizavam a técnica dacâmera obscura para esboçar seus trabalhos. No Renascimento, a câmera obscura erautilizada como um código de representação denominado perspectiva artificialis. No final da Idade Média, o renascimento Gravura datada de 24 de Janeiro de 1544 das artes na Europa vai criar nova função com a inscrição: Solis Designium (Desenho para as câmaras escuras: instrumento do Sol) demonstrando o principio da Câmara especial para desenhistas (utilizadas por Escura de Orifício. 150 anos antes da invenção da fotografia.
  • 5. O aparato óptico da fotografia, portanto, já havia sido concebido nos séculos XV eXVII; o que houve no século XIX foi um avanço tecnológico, com a substituição do pinceldo pintor pelas substâncias químicas no momento de fixar a imagem projetada em umasuperfície plana. Alguns cientistas e inventores, como o italiano Angelo Sala em 1602, oalemão Johann Heinrich Shulze em 1622 e o inglês Thomas Wedgwood em 1802 fizeramexperiências com nitrato de prata, no entanto, não conseguiram desenvolver uma técnicaque fixasse as imagens. Foi Niépce que conseguiu o grande feito quando utilizou umaplaca metálica emulsionada em Betume da Judéia e depois Daguerre aperfeiçoou oprocesso, utilizando o nitrato de prata. O próximo estágio do progresso dessa tecnologia se deu com a criação de matrizes,capazes de produzir um número indeterminado de cópias fotográficas. Esse foi o primeiropasso para o desenvolvimento da fotografia como meio de comunicação de massa. Foi oamericano William Fox Talbot que, em 1835, conseguiu obter o primeiro negativodenominado Calotipo, obtido através de papel sensibilizado. Fotografia obtida pelo processo de calotipia desenvolvido por William Fox Talbot. A partir destes primeiros precursores, a fotografia ganhou força com apopularização dos retratos. Rápidos, baratos e “fiéis”, eles logo se tornaram mania,inaugurando uma nova forma de representar as pessoas, antes feita apenas pela pintura.Os retratos serviram como suporte para fotógrafos comercializarem imagens depaisagens, costumes e povos das mais diversas culturas em grandes tiragens. Afotografia conquistou um importante papel social como forma de comunicação edivulgação de conhecimento, pois apresentava imagens de um mundo desconhecido,principalmente através dos fotógrafos viajantes.
  • 6. Em 1854, André Disderi patenteou um A Brownie, lançada em 1900, popularizou a sistema chamado de Carte-de-Visite, que fotografia. Ela produzia fotos de qualidade consistia em uma única chapa que produzia com 6x6 centímetros em filme de rolo em até 10 retratos, tornando-se um mania na cartucho de forma bastante simplificada. Europa a partir de 1859. Em 1888, George Eastmann criou a Kodak juntamente com o slogan: “Você apertao botão, nós fazemos o resto”1, salientando a facilidade em usar o equipamento.Eastmann perseguia a ideia de um sistema fotográfico simples e barato. A fotografia ficourealmente acessível ao grande público em 1900, quando ele lançou a Brownie, umacâmera de 6 x 6 centímetros que custava 1 dólar ou 5 xelins. Assim, os princípios fundamentais da fotografia foram estabelecidos desde asprimeiras décadas do século XX, sendo o lançamento da Leica 2, em 1925 e a criação dofilme fotográfico colorido em 1936, as últimas fronteiras para a nova linguagem seestabelecer por completo. Apenas alguns avanços tecnológicos ao longo das décadastornaram o ato fotográfico mais popular e barato, além de contribuir na melhoria daqualidade das imagens produzidas. Porém, a digitalização dos sistemas fotográficos que iniciou a partir de 1990 esegue até os dias de hoje colocou em pauta um novo debate: a codificação bináriaempregada nesse novo processo descaracteriza a natureza da fotografia de registrarsinais luminosos em um suporte? Ainda não houve um consenso por parte dos teóricossobre este assunto. Por hora, podemos afirmar que a fotografia digital minimizou oscustos, reduziu etapas, modificou formas de visualização, armazenamento e transmissãode imagens e, sobretudo, acelerou e facilitou os processos de produção e manipulação.1 “You press the button, we do the rest”.2 A Leica, foi a primeira máquina fotográfica miniaturizada de precisão. Graças a seu obturador de planofocal e transportador de filme acoplado, preparou o terreno para a revolução ocorrida no sistema defotografia de 35mm (BUSSELLE, 1979).
  • 7. 2 A técnica fotográfica e o sentido A origem da palavra fotografia vem do grego (foto=luz/grafia=escrita) que significaescrever com a luz. Se ela é um tipo de escrita, então podemos pensar que isso demandao conhecimento de um código para podermos entender a mensagem. Esse código é alinguagem fotográfica. Para Ivan Lima (1988, p. 19): “É um grande erro achar que alinguagem da fotografia é universal. Não existe nem uma foto que possa ser interpretadada mesma forma por um brasileiro, um francês e um chinês, por uma moça de 18 anos eum homem de 80”. Essas ferramentas são utilizadas conforme a intencionalidade do autor da foto, natentativa de direcionar o entendimento do leitor. Os de ordem material são as escolhastécnicas como: câmeras, lentes, velocidade do obturador, abertura do diafragma,quantidade de luz, uso ou não do flash, etc. Já os de ordem imaterial ou mentais são asescolhas de ordem mais subjetiva como: contraste, foco, enquadramento, composição,etc. A soma de todos componentes escolhidos terá como produto final a fotografia com asubjetividade e ideologia do produtor, o que veremos a partir de agora.2.1 Componentes de ordem material Desde o lançamento da Kodak e da Brownie, ainda no final do século XIX, o sensocomum diz que qualquer um pode “tirar” uma foto. As grandes dificuldades técnicas, ospesados equipamentos, os processos de revelação química foram todos suplantados porGeorge Eastmann com seu “You Press The Button and We Do The Rest". O que dizerentão das minúsculas máquinas digitais de hoje, constantes inclusive em boa parte dostelefones celulares, nas quais é possível visualizar a imagem pronta no instante seguinteao da captura da cena e permitem que se faça um milhão de tentativas “sem custo” se osujeito tiver tempo e paciência? Todavia, a fotografia profissional e, principalmente, deimprensa exigem um pouco mais que “apontar para uma cena e apertar um botão”. Osfotojornalistas precisam conhecer a linguagem fotográfica e aplicá-la nas escolhastécnicas para chegar ao resultado almejado. Veremos a seguir os principais componentesmateriais que interferem na produção de sentido.2.1.1 Luz
  • 8. Ao nosso entendimento, a luz é a “matéria prima da fotografia” enquanto o objeto(referente) dá a sua forma. Para o fotógrafo, o domínio da luz, pode ser comparado aodomínio do barro ao oleiro. Segundo Weston (apud Busselle, 1977, p. 22): “Enquantohouver luz, o fotógrafo tem condições de trabalhar, pois seu ofício — sua aventura — éuma redescoberta do mundo em termos de luz.” Existem, na linguagem fotográfica, códigos razoavelmente convencionados para ouso da iluminação, conforme as intencionalidades do fotojornalista. A escolha de um tipoespecífico de luz para uma cena vai determinar a sensação que o fotógrafo quertransmitir. Há muitos conceitos e conhecimentos sobre luz que são úteis para a práticafotográfica, principalmente em estúdios. Todavia, para efeito de simplificação,abordaremos duas situações de luz com as quais se depara o fotógrafo e que farão adiferença no processo de significação: luz direta ou “dura” e luz difusa ou “suave”. A luz direta é aquela em que não há obstáculo entre a fonte de luz e o objetofotografado, proporcionando sombras duras e contrastes altos, como nas fotografiastiradas ao ar livre, no sol do meio-dia ou sob lâmpadas sem difusor. Os manuais defotografia consideram que esse tipo de luz traz sensação de desconforto e dramaticidade.“A luz dura, (...), cria sombras fortes que resultam em fotos nada bonitas (Guia Completode Fotografia - National Geographic, 2008, p. 99).” Exemplo de luz direta Exemplo de luz difusa Já a luz difusa é conseguida, basicamente, de duas formas: (a) a luz passa porum meio translúcido antes de atingir o objeto, como uma cortina ou papel vegetalcolocado em frente à uma lâmpada; (b) a luz é rebatida por uma superfície clara quereflete os raios luminosos, incidindo no objeto à sombra, como por exemplo, alguém pertode uma janela. Esse tipo de luz dispersa os raios luminosos, criando uma iluminaçãouniforme e suave. O efeito pretendido é uma luz diluída, criando sombras poucopronunciadas e proporcionando sensação de conforto.2.1.2 Obturador
  • 9. É um dispositivo localizado na câmera, responsável pelo tempo de exposição domaterial foto-sensível à luz (filme ou sensor nas câmeras digitais). Quanto maior for otempo de abertura do obturador, maior será a quantidade de luz que atingirá o materialfoto-sensível. A escolha da velocidade do obturador para a exposição desejada estarásujeita à combinação com a luz disponível no ambiente a ser fotografado e com aabertura do diafragma, que serão dadas pela leitura do fotômetro3. As velocidades maiscomuns são: B, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000,1/4000, (...) 1/200004. Botão de regulagem do obturador “Cortina do obturador”, visível quando o compartimento do de uma câmera analógica. filme está aberto. Movimento congelado, alta Movimento borrado, baixa velocidade do obturador. velocidade do obturador. Geralmente, em uma exposição considerada “correta”, o ajuste da velocidadenormal do obturador serve como parâmetro para a escolha da abertura do diafragma,conforme a luz disponível como, por exemplo, em um retrato formal. Porém há dois3 Dispositivo destinado a medir a luz com exatidão, disponível na maioria das câmeras.4 As velocidades do obturador são dadas em frações de segundo, sendo que o número 1 representa umsegundo e o denominador representa o número de vezes em que este segundo foi dividido. Em algumascâmeras o numerador 1 não é representado para economia de espaço.
  • 10. efeitos interessantes que podem ser conseguidos alterando-se a velocidade do obturador:(a) o movimento borrado é conseguido quando um objeto ou pessoa passa em frente àcâmera com o obturador de velocidade baixa, como um carro de corrida que deixa umrastro na foto, por exemplo; (b) o movimento congelado é obtido quando um objeto oupessoa em movimento passa em frente à câmera com obturador de velocidade altacomo, por exemplo, em fotos de esportes onde os atletas são congelados em plena ação.2.1.3 Diafragma É um dispositivo constituído de lâminas semicirculares justapostas que podem serajustadas alterando o diâmetro do orifício pelo qual passa a luz que atinge o material foto-sensível. É localizado na objetiva, portanto sua escala vai depender da lente que ofotógrafo estiver usando. Quanto maior for o diâmetro da abertura, maior será aquantidade de luz que atinge o material foto-sensível. Quanto menor o diâmetro dodiafragma, menor a quantidade de luz que atinge o material foto-sensível. A representação do diafragma é dada pela letra f seguida do número. Há, contudo, uma consequência direta da abertura do diafragma com aprofundidade de campo5 (extensão da zona nítida da foto), que é inversamenteproporcional à entrada de luz, ou seja, quanto mais aberto o diafragma, menosprofundidade de campo; quanto mais fechado o diafragma, maior será a profundidade decampo. Isso significa que o fotógrafo pode optar por menos profundidade de campoquando quer chamar atenção para uma área específica da fotografia, média5A profundidade de campo na prática é a extensão da zona nítida disponível quando se tira uma fotografia eestá subordinada à distância de focalização, ao tamanho da abertura e à distância focal da objetivautilizada.
  • 11. profundidade de campo quando quer alguns elementos na zona nítida da foto e maiorprofundidade de campo quando quer que todos os elementos apareçam nítidos naimagem. As escalas numerais dos diafragmas nas lentes são inversas, ou seja, quantomaior o número do diafragma menor será seu diâmetro e vice-versa. As escalas maiscomuns de diafragmas são: 1.8, 2.0, 2.8, 3.5, 4.5, 5.6, 8.0 (menor profundidade decampo) e 11, 16, 22, 32, 64, (maior profundidade de campo). Menor profundidade de campo f/2 - somente b Maior profundidade de campo f/16 - a, b e c está em foco. estão em foco Posição do fotógrafo em relação a a, b e c.2.1.4 Objetiva Também conhecida como lente, ela é acoplada em frente à câmera a fim derefratar os raios luminosos para um mesmo ponto, tornando a imagem muito mais nítida e
  • 12. luminosa. É na objetiva que se encontram o diafragma e a regulagem de foco. A objetiva éclassificada conforme sua distância focal6 . Há basicamente três categorias de objetivas: a)grande angular - tem uma distância focal menor que 50mm e ângulo de visão amplo, entre 46 e 180 graus, tem a vantagem de permitir que uma grande área apareça na imagem; b)normal - tem uma distância focal de 50mm e seu ângulo de visão é de 45 graus, semelhante ao do olho humano; c)teleobjetiva - distância focal maior que 50mm com ângulo de visão restrito, menor que 45 graus, mas tem a vantagem de “aproximar” o objeto fotografado na imagem. Teleobjetiva Ângulos de Visão conforme a lente Normal Grande Angular Distâncias Focais6 Segundo Busselle (1977, p.42), a distância focal é “a distância do centro da lente até o ponto no qualconvergem os raios paralelos que incidem nela.
  • 13. 2.1.5 Filmes O filme 7, constituído de material foto-sensível, é o responsável pelo registro daimagem a partir dos raios luminosos refletidos do objeto fotografado e refratados para ointerior da câmera pela objetiva. São classificados conforme sua sensibilidade à luz,quanto mais sensível é o filme, menos luz será preciso para registrar uma imagemsatisfatoriamente. Por esse motivo, sua escolha está intimamente ligada à qualidade equantidade de luz disponível no local da foto. A escala mais usada dos filmes chama-se ISO e seus valores mais comuns são:100, 200, 400, 800, 1600, 3200, 6400. Um filme de ISO 200, por exemplo, é duas vezesmais sensível que um de ISO 100 e daí por diante. A qualidade da imagem produzida estáligada à escolha do ISO do filme. Quanto menor o ISO, menor será a granulação daimagem e melhor será o contraste e a saturação de cores. Sendo assim, o uso do ISObaixo proporcionará uma imagem de qualidade excelente; ISO médio proporcionará umaimagem de qualidade razoável e ISO alto proporcionará uma imagem de baixa qualidade. ISO Baixo ISO Alto2.2 Componentes de ordem imaterial Segundo Kossoy (2002, p. 27), os componentes imateriais “se sobrepõemhierarquicamente” aos componentes materiais, pois são articulados na mente do fotógrafoe não dependem da tecnologia, mais sim de escolhas culturais e ideológicas. Fazem7 Usaremos a terminologia filme também para nos referir ao sensor da câmera digital, uma vez que suaescala (ISO), segue o mesmo padrão das películas e sua escolha, teoricamente, causa o mesmo efeito naimagem.
  • 14. parte de uma intrincada rede de pensamentos e ações integrantes da linguagemfotográfica da qual o produtor da foto lança mão quando constrói o signo fotográfico.2.2.1 Ângulos de tomada O ângulo de tomada de uma imagem é o ângulo de visão da câmera em relação aoobjeto fotografado. É decidido pelo fotógrafo conforme seu ponto de vista sobre o tema oumotivo fotografado. Basicamente, divide-se em três tipos: a) plongée - quando a tomada é feita de cima para baixo, tende a diminuir o elemento fotografado, desvalorizando-o, reduzindo sua importância, conotando ares de fraqueza, submissão e derrota; b) normal - respeitando as proporções do objeto, denota igualdade; c) contre-plongée - quando o ângulo de tomada é feito de baixo para cima, valorizando o elemento fotografado, representando-o maior do que ele realmente é, ressaltando sua grandeza e conotando superioridade. Plongée Normal Contre-Plongée2.2.2 Plano de enquadramento É a seleção dos elementos e do espaço que faz parte do quadro da fotografia.Varia de acordo com a objetiva utilizada e com a distância do fotógrafo em relação aoobjeto fotografado. É uma das ferramentas que mais permitem ao fotojornalista construirsua concepção da cena, uma vez que ele tem o poder de adicionar ou excluir oselementos que serão representados na imagem. Aqui, mais do que em qualquer outra
  • 15. ferramenta, podemos entender o termo “filtro cultural” de que fala Kossoy (2001), uma vezque o fotojornalista estará editando previamente o que o observador “verá” e “não verá”do que aconteceu de fato. Os planos de enquadramento são classificados conformesegue: a) grande plano geral - o ambiente como um todo pode ser visto em seu contexto geral, é feito normalmente com lente grande angular; b) plano geral - o elemento principal aparece em seu contexto de igual para igual com os outros elementos em cena, geralmente é feito com uma lente normal ou grande angular; c) plano médio - o elemento principal preenche quase todo o quadro, pouco do contexto é mostrado, levando o observador a dar atenção para o objeto fundamental da imagem, é feito geralmente com uma lente teleobjetiva curta de até 180 mm que não apresenta distorções, sendo, por esse motivo, muito usado em retratos; d) primeiro plano - destaque total ao elemento principal, não havendo nenhum contexto, é feito geralmente com teleobjetivas acima de 200 mm e quando usado para retratos, destaca o semblante e emoções do retratado; e) plano detalhe - somente detalhes do elemento principal aparecem como únicos elementos da cena, é feito, principalmente, com lentes macro e muitas vezes é de difícil identificação. Grande plano geral Plano geral Plano médio Primeiro plano Plano detalhe
  • 16. 2.2.3 Plano de foco Diretamente ligado ao diafragma e à objetiva utilizada, o plano de foco decide quaiselementos, dentre os estabelecidos na composição, ficarão nítidos e quais ficarãodesfocados. Em outras palavras, seria o mesmo que dizer ao observador, “nesse contextoexistem muitos elementos, mas preste atenção especial neste aqui, pois ele é o que maisimporta”. Os planos de foco podem ser divididos em três grandes grupos: a) plano de foco amplo - quando existe grande quantidade da imagem em foco; b) plano de foco mediano - quando existe uma quantidade mediana da imagem em foco; c) plano de foco restrito - quando a imagem apresenta uma quantidade de foco pequena. Plano de foco amplo Plano de foco mediano Plano de foco restrito2.2.4 Perspectiva Imagens fotográficas são projeções do mundo tridimensional em um suportebidimensional, que possui altura e largura, mas não profundidade. Para representar esseterceiro eixo dos objetos o fotógrafo utiliza a perspectiva. Trata-se, na verdade, de umatécnica para criar a ilusão da tridimensionalidade e foi desenvolvida para dar mais
  • 17. realismo a uma cena. Muitas vezes o observador tem a impressão de que há umacontinuidade do espaço para dentro da imagem ou então de que esta vai “saltar dopapel”. Há basicamente dois tipos de perspectivas quanto à linguagem fotográfica: a) linear - também conhecida como central ou artificialis é a mais conhecida técnica de representação pictórica desde a renascença, na qual todas as linhas convergem para o ponto de fuga, causando a ilusão de profundidade; b) atmosférica - também chamada de “efeito bruma”, é o efeito atmosférico em que há o enfraquecimento da imagem com a distância, quanto maior a distância entre o objeto fotografado e a câmera, menor será a nitidez. Perspectiva linear Perspectiva atmosférica2.2.5 Contraste É a diferença entre as partes iluminadas e não iluminadas, entre o preto e obranco, entre as cores da imagem. Nas fotografias PB quanto maior for a quantidade detons de cinza menor será o contraste; na fotografia a cores, quanto maior for a diferençaentre os tons, maior será o contraste. O contraste pode ser utilizado pelo fotografo para impressionar o observador.Geralmente, contrastes mais altos vivificam a imagem dando a impressão de aproximaçãodos objetos, da mesma forma que contrastes mais baixos deixam a imagem sem graçadando a impressão de apagamento. Alto contraste
  • 18. 2.2.6 Cor ou preto e branco As fotografias em cores conduzem o observador a um maior realismo, pois omundo é colorido. Diante disso, o observador estará dispensado da interpretaçãocromática, deixando sujeitos à interpretação apenas os outros elementos icônicos daimagem. Nas fotografias em preto e branco, a interpretação da cor fica por conta doobservador, deixando as imagens com um forte apelo estético, pois são mais distantes denossa realidade cotidiana. A atenção a outros aspectos da imagem como textura,contraste, luz, etc é ampliada, pois não há a distração causada pela cor. O processo designificação fica mais aberto para que o observador complete as lacunas deixadas pelaausência de cor com suas próprias interpretações. Sebastião Salgado La Chapelle2.2.7 Composição A composição está ligada diretamente à forma de apresentação da imagem, éresponsável pela disposição dos elementos no quadro da foto, posicionados de acordocom as intenções do fotojornalista. A escolha dos elementos que irão compor a fotografia— animais, humanos, objetos, ambiente, etc — está diretamente ligada à sensibilidadeestética do fotógrafo, e determinará seu ponto de vista. Basicamente, a composiçãopoderá causar dois tipos de sensação no observador: conforto - quando há harmonia,equilíbrio e unidade estética na imagem; e desconforto - quando há desorganizaçãoestética, poluição visual e falta de hierarquia entre os elementos.
  • 19. Exemplo de conforto na composição Exemplo equilíbrio na imagem2.2.8 Equilíbrio O equilíbrio da imagem fotográfica está relacionado à disposição harmônica doselementos que nela figuram. O equilíbrio proporciona uma maior facilidade de acesso doobservador à imagem como um todo, deixando claro as ideias e conceitos que elaapresenta. Uma imagem equilibrada apresenta uma boa composição, de forma que háhierarquização ou simetria dos elementos, facilitando a leitura da mensagem que ofotógrafo pretende transmitir. Uma imagem desequilibrada gerará um certo incômodo, pela dificuldade de acessoaos dados disponíveis. O acúmulo de informações em um quadrante da imagem deixandoo restante da fotografia sem informação relevante é um exemplo de desequilíbrio.Todavia, uma imagem desequilibrada ou poluída nem sempre é “errada” ou “ruim”, poisdepende das intenções do fotógrafo.2.2.9 Textura Cria uma sensação tátil na imagem. Consiste em detalhar os objetos quanto a seurelevo, utilizando para isso o contraste entre luz e sombra. A textura permite adiferenciação entre a qualidade dos materiais que compõem a imagem causandosensações de lisura, rigidez, porosidade, maciez, aspereza, robustez, fragilidade, entreoutras. A textura é mais um efeito de tridimensionalidade que pode ser usado nafotografia para aumentar sua possibilidade de leitura. A aparência da textura dependefundamentalmente do ângulo de incidência da luz sobre o objeto fotografado, criandosombras no relevo desse objeto.
  • 20. Exemplo do uso da textura2.2.10 Regra dos terços Consiste em dividir mentalmente o quadro da fotografia em nove partes iguaiscomo se fosse um “jogo da velha” e situar o objeto fotografado em uma das quatrointerseções das linhas. Essas quatro interseções são conhecidas como seções áureas,consideradas regiões de maior dinamismo em uma imagem, nas quais o elemento vital émais enfatizado e também onde existe a convergência natural dos olhos do observadorpara dar início ou finalizar a leitura. Essa regra de composição foi criada no Renascimento e utilizada por grandesmestres da pintura, como Da Vinci, Giotto e Michelângelo. Todavia, não existe técnicamais intuitiva que a regra dos terços quando se trata de contextualizar a informação ou deprivilegiar algum elemento na imagem. Exemplos do uso da regra dos terços2.2.11 Elementos secundários Elementos secundários são todos os elementos que fazem parte da composiçãoalém do principal, servindo para contextualizar o objeto fotografado e produzir sentido àfotografia. Geralmente, são usados pelos fotógrafos para facilitar a leitura da imagem e
  • 21. reforçar ideias, a fim de ajudar o observador na construção de um significado próximo aoobjetivo do autor da imagem. Tem que haver um cuidado, da parte do fotografo quanto à utilização de elementossecundários, pois a imagem poderá fugir ao seu objetivo se algum elemento estiver forade contexto. Desta forma, a quantidade de informação deverá ser reduzida, pois umexcesso de elementos poderá poluir a imagem, comprometendo o resultado final. Exemplo do uso dos elementos secundários3 A Câmera Fotográfica As câmeras podem ser classificadas de diversas maneiras, em relação a históriada tecnologia, em relação a sofisticação de seus recursos e até mesmo em relação aopreço. Para os nossos objetivos neste curso, vamos categorizá-la de acordo aspossibilidades de aplicação contemporânea. Em relação a forma de registrar a fotografia,podemos classificar as câmeras de duas maneiras:a) analógicas - são câmeras totalmente mecânicas ou elétro/mecânicas que utilizam películas, também chamada de filme, emulsionadas por sais de prata que atuam como negativos e precisam ser revelados em laboratório para posteriormente serem ampliadas em cópias fotográficas.b) digitais - são aparelhos eletrônicos que dispensam o uso de filmes, sendo que as imagens são registradas em cartões de memórias ou discos rígidos com capacidade variadas através do código binário. Posteriormente esse código será lidos por outros aparelhos eletrônicos como computadores, celulares etc.
  • 22. 3.1 Tipos de Câmeras3.1.1 Grande Formato São as mais utilizadas pelos estúdios profissionais importantes, fundamentalmenteporque são câmeras que permitem basculamentos e movimentos de compensação deforma e perspectiva junto a rígidos controles na profundidade de campo tendo comoresultado a máxima qualidade. As câmaras de grande formato fornecem negativos ecromos de tamanhos que melhoram a qualidade da reprodução em comparação diretacom as de médio e pequeno formato. As marcas mais conhecidas são: SINAR,PLAUBEL, CAMBO, LINHOF, CALUMET, S&K etc. Câmera Sinar de estúdio3.1.2 Médio Formato São câmeras usadas geralmente por estúdios, artistas ou entusiastas da fotografiae produzem fotografias de alta qualidade. Muitas destas câmeras são antigas e operamcom negativos de 6 × 6 cm, 6 × 7 cm, 6 × 4,5 cm e 6 × 9 cm, etc, porém existemfabricantes que se especializaram em produzir câmeras digitais desta categorias que sãobastante caras. As marcas mais utilizadas e conhecidas são: HASSELBLAD,ROLLEYFLEX, BRONCA, MAMIYA. etc. Rolleyflex antiga Mamiya antiga Hasselblad atual
  • 23. 3.1.3 Pequeno Formato São câmeras também conhecidas pelo nome de 35mm, largura do filme queutilizam no caso das analógicas, sendo que suas características principais se mantiveramnas digitais. São os aparelhos mais utilizados para quase todos tipos de fotografia por suaversatilidade, portabilidade e preço acessível. Os principais tipos de câmeras de pequenoformato são:a. Reflex monobjetiva ou SLR (Single Lens Reflex) - É sem dúvida o mais bem sucedido projeto de câmera de todos os tempos. Usa a mesma lente para visualizar a imagem e fotografá-la. Um espelho reflete a imagem da lente para o visor. Quando o botão do obturador é pressionado, o espelho sai da frente e o obturador se abre, expondo o sensor ou filme à luz. Têm uma infinidade de características e funcionalidades, além da capacidade de usar lentes intercambiáveis. São essenciais para fotografar paisagens e esportes. Diversos tipos de acessórios estão disponíveis para elas, tais como uma ampla variedade da flashes, equipamentos especiais para closes e macros, apetrechos de controle remoto, etc. Laica M de 1950 Nikon D300 digitalb. Compactas - São câmeras muito simples e baratas que servem para usos não profissionais e domésticos. Possuem lente única e fixada a câmera. Têm funcionamento automático programado pelo fabricante com o intuito de facilitar o uso. As atuais câmeras compactas digitais oferecem um menu com algumas funções que podem ser escolhidas pelo usuário, como ISO, temperatura de cor, tamanho da imagem, etc. Sony Compacta
  • 24. c. Ultra compactas - São câmeras embutidas em outros aparelhos como notebooks e celulares. Possuem funções ainda mais limitadas que as compactas.4 Funções da Câmera Há inúmeros tipos, modelos e fabricante de câmeras, cada com uma configuraçãoprópria das funções disponíveis. Todavia, de uma maneira geral, para fazer boasfotografias temos que saber localizar e regular as seguintes funções:•F - Abertura do Diafragma - localizado na objetiva ou em algumas compactas no menu.A escala depende da lente usada.•1/x - Velocidade do obturador - localizado no corpo da câmera e em algumascompactas no menu. A escala depende da câmera.•ISO - Sensibilidade de ISO - escolhe-se o filme para cada situação ou nas digitaislocaliza-se no menu da câmera.•Temperatura de Cor - Balanço de Branco - localizado no menu da câmera.•AF - Área de Foco - escolha da amplitude da área que será focalizada, localizado nomenu.•Tamanho da Imagem - com relação o tamanho do arquivo da câmera digital e o uso quese dará para fotografia posteriormente, localizado no menu.•Qualidade da Imagem - Escolha do tipo de arquivo que será gerado pela câmera digital,localizado no menu.•EV - Compensação da exposição ou do flash - usado para alterar o valor de exposiçãosugerido pela câmera ou do flash, localizado no menu.•Flash - Modo de flash - localizado no menu.•Temporizador - O temporizador automático pode ser utilizado para reduzir oestremecimento da câmara ou para auto-retratos. Localizado no menu.5 Tipos de Arquivos As câmeras digitais possibilitam tirar fotografias em um série de tipos de arquivos.Para a escolha do arquivo temos que levar em consideração o uso que faremos daimagem posteriormente. Os principais tipos de arquivos são:
  • 25. a. RAW - também conhecido como NEF, é um formato disponível em câmeras SLR e algumas compactas. Este formato é muito usado pelos profissionais, pois os dados são armazenados “crus”, conforme vêm do sensor da câmera, não sofrendo nenhuma processamento. Este formato tem a vantagem de proporcionar uma edição muito rica em detalhes que podem ser trabalhados pelos softwares, tendo como resultado uma imagem de altíssima qualidade. O inconveniente neste caso é que o arquivo RAW ocupa muito mais espaço do que outros.b. TIFF - é um formato que permite armazenar arquivos digitais já processado pela câmera mas sem nenhuma perda de qualidade, portanto gera um arquivo que ocupa um espaço considerado grande se comparado ao formato JPEG. Este tipo de arquivo é o preferido para imagens que serão publicadas em material impresso.c. JPEG - é o formato de armazenamento de imagem digital mais utilizado. Permite uma variedade bastante grande de níveis de compactação para os diversos usos que poderão ter a imagem, por isso mesmo é o formato mais utilizado para imagens na web. É um formato que sofre perdas devido ao processo de compactação, sendo que os arquivos menores serão os que terão menos qualidade nas imagens. Isto não significa que os arquivos JPEG grandes não possam ter qualidade razoável para usos diversos.6 Formas de Armazenagem•Reflita sobre o propósito de seu arquivo.•Aproveite o tempo com sabedoria.•Abordagem minimalista: arquivamento para quem odeia arquivar.•Organize seus arquivos desde o início: crie subpastas dentro da pasta imagens, comcada evento ou tema fotografado.•Navegue pelas fotografias usando o modo de visualização de fotos, sem precisar abrirprogramas de edição.•Faça Back Up das fotografias. Se tiver pouco espaço disponível faça a cópia desegurança pelo menos das melhores imagens, evitando perder suas fotos caso algoaconteça ao seu disco rígido.•Use um gerenciador de arquivos.•Faça o grosso do trabalho na hora de descarregar: já na primeira visualização use a telacheia e classifique as melhores fotos das não tão boas e elimine as que você não vai
  • 26. usar, como as muito escuras ou completamente tremidas. Assim você poupa espaço nodisco e ainda diminui o trabalho na hora de editar.•Escolha um software de edição de imagens que seja adequado ao seu uso.•Digitalize suas fotos impressa com um scanner ou pelo processo de foto-da-foto.•Faça back up dos melhore trabalhos em CDs ou DVDs.7 Guia de Equipamentos Existe uma quantidade infindável de equipamentos disponíveis para os diversostipos de trabalho realizados na área de fotografia. Com o objetivo deste curso éapresentar as noções básicas sobre o assunto, vamos descrever de forma sucinta omaterial elementar para o fotógrafo iniciante.1. Câmera Fotográfica - Com a popularização das câmeras digitais a partir do início do século XXI, aumentou muito o número de pessoas que fazem fotografias. A maioria absoluta destas pessoas deixa-se levar pelo programa automático da câmera. Se você se interessa de maneira mais profunda pelo assunto uma boa dica seria pensar em adquirir uma câmera SLR com lentes intercambiáveis e as diversas possibilidades que estes aparelhos proporcionam.2. Objetivas - Se você possui uma câmera SLR, o investimento mais interessante é em lentes de qualidade, conforme o uso que se está fazendo do equipamento ou interesses pessoais.3. Tripé - Todos os fotógrafos, amadores ou profissionais, não podem abrir mão de um tripé que servirá tanto para reduzir vibrações como para fazer fotografias no modo temporizador.4. Flash - Se sua câmera tem sapata para flash acessório, a dica é investir neste equipamento que melhora consideravelmente a qualidade de suas fotos em condições de baixa luminosidade. A diferença deste equipamento para o flash que já vem incorporado à câmera é muito expressiva, enquanto que o flash comum apenas produz um luz dura e evidentemente artificial, as possibilidade do flash acessório permitem diversos usos criativos e resultados surpreendentes.5. Cases - Para carregar seus equipamentos de forma segura e manter tudo limpo e indispensável que você acomode-os em bolsas especiais revestidas com material anti- choque e impermeável. Há cases para todo tipo de equipamento e de diversos tamanhos.
  • 27. 6. Baterias extras - Se você pretende fazer muitas fotografias de uma só vez, fazer viagens na qual não há possibilidade de recarregar a bateria, cobrir eventos sociais ou esportivos, seria bom considerar em adquirir baterias extras.7. Cartão de memória - É de extrema importância que você tenha espaço suficiente para fazer suas fotografias de forma tranquila em um evento ou em suas férias. A falta de espaço pode levar o fotógrafo a optar por tirar certas fotos em detrimento de outras, ficando com aquela sensação de que está “perdendo algo” interessante. A solução para isso é ter sempre um cartão de memória reserva de no mínimo 2G.8. Iluminação auxiliar ou de estúdio - Se você está pretendendo se profissionalizar, já deve pensar que terá que adquirir um conjunto de iluminação auxiliar ou de estúdio. Esse tipo de equipamento varia muito em termo de sofisticação e preço, conforme o bolso e a intenção do fotógrafo. 1 2 6 4 7 3 5