Curso de-ministros

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Curso de-ministros

  1. 1. Paróquia Menino Jesus de Praga São José do Rio Preto - SP FORMAÇÃO PARA MINISTROSEXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARISTICA - MECE - 2010 Pároco: Pe. Geomar Coordenadores: Felizardo e Cleusa
  2. 2. ANEXO: CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA(Breve Resumo) OS LEIGOS A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA2 – OS MINISTÉRIOSMinistérioTipos de MinistériosA comunhão, participação no sacrifício de CristoDesignação dos Ministros Extraordinários3 – MINISTRO EXTRAORDINÁRIO DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA1.3. Espiritualidade2.3. Missão3.3. Alguns critérios para o exercício4.3. Atitudes do Ministro5.3. O que não deve ocorrer na vida prática do Ministro4 – SAGRADA CEIA DO SENHOR: “O MISTÉRIO DA FÉ”1.4. Missa2.4. A Eucaristia - O que é a Eucaristia?3.4. Encontro com Jesus amor4.4. Adoração Eucarística5.4. A exposição6.4. A liturgia é o cume e a fonte da ação da igreja7.4. O uso do incenso na liturgia - Devemos exalar o bom odor de Cristo8.4. Posições corporais - Nosso corpo também reza9.4. O sinal da Cruz: Sinal de pertença ao rebanho de Cristo10.4. As procissões na liturgia - O povo de Deus em caminhada5 – AS CORES LITÚRGICAS: SUA FUNÇÃO E SIGNIFICADOS6 – SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS À NATUREZA7 – PRINCIPAIS PARTES DO EDIFÍCIO SAGRADO8 – OBJETOS LITÚRGICOS E VASOS SAGRADOS1.8. Alfaias9 – LIVROS LITURGICOS10 – VESTES LITÚRGICAS11 – PARAMENTOS LITÚRGICOS - INSÍGNIAS EPISCOPAIS12 – ANO LITURGICO13 – CELEBRAÇÕES1.13. Celebração da Palavra2.13. Espaço Celebrativo3.13. Como Celebrar4.13. Roteiros para celebrações: Dominical, Enfermo e Exéquias.14 – O PADROEIRO - SÃO TARCISIO ORAÇÃO DO MINISTRO 2
  3. 3. 1 - CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA (Breve resumo)A Igreja como sacramento1. A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentementeiluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho atoda a criatura (cfr. Mc. 16,15). Mas porque a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e oinstrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano, pretende ela, na seqüênciados anteriores Concílios, por de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a suanatureza e missão universal. E as condições do nosso tempo tornam ainda mais urgentes este dever daIgreja, para que deste modo os homens todos, hoje mais estreitamente ligados uns aos outros, pelosdiversos laços sociais, técnicos e culturais, alcancem também a plena unidade em Cristo.A vontade salvífica do Pai2. O Eterno Pai, pelo libérrimo e insondável desígnio da Sua sabedoria e bondade, criou o universo,decidiu elevar os homens à participação da vida divina e não os abandonou uma vez caídos em Adão,antes, em atenção a Cristo Redentor «que é a imagem de Deus invisível, primogênito de toda a criação»(Col. 1,15) sempre lhes concedeu os auxílios para se salvarem. Aos eleitos, o Pai, antes de todos os séculosos «discerniu e predestinou para reproduzirem a imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênitode uma multidão de irmãos» (Rom. 8,29). E, aos que crêem em Cristo, decidiu chamá-los à santa Igreja, aqual, prefigurada já desde o princípio do mundo e admiravelmente preparada na história do povo de Israele na Antiga Aliança (1), foi constituída no fim dos tempos e manifestada pela efusão do Espírito, e serágloriosamente consumada no fim dos séculos. Então, como se lê nos Santos Padres, todos os justos depoisde Adão, «desde o justo Abel até ao último eleito» (2), se reunirão em Igreja universal junto do Pai.Missão e obra do Filho: fundação da Igreja3. Veio, pois o Filho, enviado pelo Pai, que nEle nos elegeu antes de criar o mundo, e nos predestinou parasermos seus filhos de adoção, porque lhe aprouve reunir nEle todas as coisas (cfr. Ef. 1, 4-5. 10). Por isso,Cristo, a fim de cumprir a vontade do Pai, deu começo na terra ao Reino dos Céus e revelou-nos o seumistério, realizando, com a própria obediência, a redenção. A Igreja, ou seja, o Reino de Cristo já presenteem mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus. Tal começo e crescimento exprimem-noso sangue e a água que manaram do lado aberto de Jesus crucificado (cfr. Jo. 19,34), e preanunciam-nos aspalavras do Senhor acerca da Sua morte na cruz: «Quando Eu for elevado acima da terra, atrairei todos amim» (Jo. 12,32 gr.). Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, na qual «Cristo, nossa Páscoa, foiimolado» (1 Cor. 5,7), realiza-se também a obra da nossa redenção. Pelo sacramento do pão eucarístico, aomesmo tempo é representada e se realiza a unidade dos fiéis, que constituem um só corpo em Cristo (cfr. 1Cor. 10,17). Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, porquem vivemos, e para o qual caminhamos.O Espírito santificador e vivificador da Igreja4. Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para Ele cumprir na terra (cfr. Jo. 17,4), foi enviado oEspírito Santo no dia de Pentecostes, para que santificasse continuamente a Igreja e deste modo os fiéistivessem acesso ao Pai, por Cristo, num só Espírito (cfr. Ef. 2,18). Ele é o Espírito de vida, ou a fonte deágua que jorra para a vida eterna (cfr. Jo. 4,14; 7, 38-39); por quem o Pai vivifica os homens mortos pelopecado, até que ressuscite em Cristo os seus corpos mortais (cfr. Rom. 8, 10-11). O Espírito habita naIgreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cfr. 1 Cor. 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dátestemunho da adoção de filhos (cfr. Gál. 4,6; Rom. 8, 15-16. 26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total(cfr. Jo. 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos donshierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (cfr. Ef. 4, 11-12; 1 Cor. 12,4; Gál. 5,22). Pelaforça do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu 3
  4. 4. Esposo (3). Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: «Vem» (cfr. Apoc. 22,17)! Assim a Igrejatoda aparece como «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo (4).O Reino de Deus5. O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igrejapregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-seo tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nasobras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14):aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), járeceberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc.4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora osdemônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Maseste Reino manifesta-se, sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio«para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45). E quando Jesus, tendo sofrido peloshomens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. At. 2,36;Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. At. 2,33). Pelo quea Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, dehumildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todosos povos e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspirapela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.As figuras da Igreja6. Assim como, no Antigo Testamento, a revelação do Reino é muitas vezes apresentada em imagens,também agora a natureza íntima da Igreja nos é dada a conhecer por diversas imagens tiradas quer da vidapastoril ou agrícola, quer da construção ou também da família e matrimônio, imagens que já se esboçamnos livros dos Profetas. Assim a Igreja é o redil, cuja única porta e necessário pastor é Cristo (Jo. 10, 1-10).E também o rebanho do qual o próprio Deus predisse que seria o pastor (cfr. Is. 40,11; Ez. 34,11 ss.), ecujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são, contudo guiadas e alimentadas sem cessarpelo próprio Cristo, bom pastor e príncipe dos pastores (cfr. Jo. 10,11; 1 Ped. 5,4), o qual deu a vida pelassuas ovelhas (cfr. Jo. 10, 11-15). A Igreja é a agricultura ou o campo de Deus (1 Cor. 3,9). Nesse campocresce a oliveira antiga de que os patriarcas foram a raiz santa e na qual se realizou e realizará areconciliação de judeus e gentios (Rom. 11, 13-26). Ela foi plantada pelo celeste agricultor como umavinha eleita (Mt. 21, 33-43 par.; Is. 5,1 ss.). A verdadeira videira é Cristo que dá vida e fecundidade aossarmentos, isto é, a nós que pela Igreja permanecemos nEle, sem o qual nada podemos fazer (Jo. 15, 1-5).A Igreja, Corpo místico de Cristo7. O filho de Deus, vencendo, na natureza humana a Si unida, a morte, com a Sua morte e ressurreição,remiu o homem e transformou-o em nova criatura (cfr. Gál. 6,15; 2 Cor. 5,17). Pois, comunicando o SeuEspírito, fez misteriosamente de todos os Seus irmãos, chamados de entre todos os povos, como que o SeuCorpo. É nesse corpo que a vida de Cristo se difunde nos que crêem, unidos de modo misterioso e real, pormeio dos sacramentos, a Cristo padecente e glorioso(6). Com efeito, pelo Batismo somos assimilados aCristo; «todos nós fomos batizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo» (1 Cor. 12,13). Poreste rito sagrado é representada e realizada a união com a morte e ressurreição de Cristo; «fomossepultados, pois, com Ele, por meio do Batismo, na morte»; se, porém; «nos tornamos com Ele um mesmoser orgânico por morte semelhante à Sua, por semelhante ressurreição o seremos também (Rom. 6, 4-5).Ao participar realmente do corpo do Senhor, na fração do pão eucarístico, somos elevados à comunhãocom Ele e entre nós. ; «Porque há um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, vistoparticiparmos todos do único pão» (1 Cor. 10,17). E deste modo nos tornamos todos membros desse corpo(cfr. 1 Cor. 12,27), sendo individualmente membros uns dos outros» (Rom. 12,5). E assim como todos osmembros do corpo humano, apesar de serem muitos, formam, no entanto um só corpo, assim também osfiéis em Cristo (cfr. 1 Cor. 12,12). Também na edificação do Corpo de Cristo existe diversidade demembros e de funções. É um mesmo Espírito que distribui os seus vários dons segundo a sua riqueza e as 4
  5. 5. necessidades dos ministérios para utilidade da Igreja (cfr. 1 Cor. 12, 1-11). Entre estes dons, sobressai agraça dos Apóstolos, a cuja autoridade o mesmo Espírito submeteu também os carismáticos (cfr 1 Cor. 14).O mesmo Espírito, unificando o corpo por si e pela sua força e pela coesão interna dos membros, produz epromove a caridade entre os fiéis. Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofremjuntamente; e se algum membro recebe honras, todos se, alegram (cfr. 1 Cor. 12,26). A cabeça deste corpoé Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível e n Ele foram criadas todas as coisas. Ele existe antes de todasas coisas e todas nEle subsistem. Ele é a cabeça do corpo que a Igreja é. É o princípio, o primogênito deentre os mortos, de modo que em todas as coisas tenha o primado (cfr. Col. 1, 15-18). Pela grandeza doSeu poder domina em todas as coisas celestes e terrestres e, devido à Sua supereminente perfeição e açãoenchem todo o corpo das riquezas da Sua glória (cfr. Ef. 1, 18-23) (7). Todos os membros se devemconformar com Ele, até que Cristo se forme neles (cfr. Gál. 4,19). Por isso, somos assumidos nos mistériosda Sua vida, configurados com Ele, com Ele mortos e ressuscitados, até que reinemos com Ele (cfr. Fil.3,21; 2 Tim. 2,11; Ef. 2,6; Col. 2,12; etc.). Ainda peregrinos na terra, seguindo as Suas pegadas natribulação e na perseguição, associamo-nos nos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, sofrendo comEle, para com Ele sermos glorificados (cfr. Rom. 8,17). É por Ele que «o corpo inteiro, alimentado e coesoem suas junturas e ligamentos, se desenvolve com o crescimento dado por Deus» (Col. 2,19). Ele mesmodistribui continuamente, no Seu corpo que é a Igreja, os dons dos diversos ministérios, com os quais,graças ao Seu poder, nos prestamos mutuamente serviços em ordem à salvação, de maneira que,professando a verdade na caridade, cresçamos em tudo para Aquele que é a nossa cabeça (cfr. Ef. 4, 11-16gr.). E para que sem cessar nos renovemos nEle (cfr. Ef. 4,23), deu-nos do Seu Espírito, o qual, sendo ume o mesmo na cabeça e nos membros, unifica e move o corpo inteiro, a ponto de os Santos Padrescompararem a Sua ação à que o princípio vital, ou alma, desempenha no corpo humano(8). Cristo ama aIgreja como esposa, fazendo-se modelo do homem que ama sua mulher como o próprio corpo (cfr. Ef. 5,25-28); e a Igreja, por sua vez, é sujeita à sua cabeça (ib. 23-24). «Porque nEle habita corporalmente toda aplenitude da natureza divina» (Col. 2,9), enche a Igreja, que é o Seu corpo e plenitude, com os donsdivinos (cfr. Ef. 1, 22-23), para que ela se dilate e alcance a plenitude de Deus (cfr. Ef. 3,19).A Igreja, sociedade visível e espiritualAssim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada aseguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. “Cristo Jesus que era decondição divina despojou-se de si próprio tomando a condição de escravo (Fil. 2, 6-7) e por nós, sendorico, fez-se pobre” (2 Cor. 8,9): assim também a Igreja, embora necessite dos meios humanos para oprosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar ahumildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai « a evangelizar ospobres... a sarar os contritos de coração» (Luc. 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Luc. 19,10). Deigual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhecenos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suasnecessidades, e intenta servir neles o Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Hebr. 7,26),não conheceu o pecado (cfr. 2 Cor. 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Hebr. 2,17), aIgreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada depurificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.O sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial10. Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de entre os homens (cfr. Hebr. 5, 1-5), fez do novo povo um«reino sacerdotal para seu Deus e Pai» (Apor. 1,6; cfr. 5, 9-10). Na verdade, os batizados, pela regeneraçãoe pela unção do Espírito Santo, são consagrados para ser casa espiritual, sacerdócio santo, para que, pormeio de todas as obras próprias do cristão, ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daqueleque das trevas os chamou à sua admirável luz (cfr. 1 Ped. 2, 4-10). Por isso, todos os discípulos de Cristo,perseverando na oração e louvando a Deus (cfr. At., 2, 42-47), ofereçam-se a si mesmos como hóstiasvivas, santas, agradáveis a Deus (cfr. Roma 12,1), dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àquelesque lha pedirem dêem razão da esperança da vida eterna que neles habita (cfr. 1 Ped. 3,15). .O sacerdóciocomum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não 5
  6. 6. apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do únicosacerdócio de Cristo (16). Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz opovo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo às vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome detodo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócioreal (17), que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho dasantidade de vida, na abnegação e na caridade operosa.O exercício do sacerdócio comum nos sacramentosA índole sagrada e, orgânica da comunidade sacerdotal efetiva pelos sacramentos e pelas virtudes. Os fiéis,incorporados na Igreja pelo Batismo, são destinados pelo caráter batismal ao culto da religião cristã e,regenerados para filhos de Deus, devem confessar diante dos homens a fé que de Deus receberam por meioda Igreja (18). Pelo sacramento da Confirmação, são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidoscom uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé porpalavras e obras como verdadeiras testemunhas de Cristo (19). Pela participação no sacrifício eucarísticode Cristo, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a vítima divina e a si mesma juntamentecom ela (20); assim, quer pela oblação quer pela sagrada comunhão, não indiscriminadamente mas cadaum a seu modo, todos tomam parte na ação litúrgica. Além disso, alimentados pelo corpo de Cristo naEucaristia, manifestam visivelmente a unidade do Povo de Deus, que neste augustíssimo sacramento éperfeitamente significada e admiravelmente realizada.O sentido da fé e dos carismas no povo cristão12. O Povo santo de Deus participa também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunhovivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade oferecendo a Deus o sacrifício de louvor, fruto dos lábios queconfessam o Seu nome (cfr. Hebr. 13,15). A totalidade dos fiéis que receberam a unção do Santo (cfr. Jo.2, 20 e 27), não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentirsobrenatural da fé do povo todo, quando este, «desde os Bispos até ao último dos leigos fiéis» (22),manifesta consenso universal em matéria de fé e costumes. Com este sentido da fé, que se desperta esustenta pela ação do Espírito de verdade, o Povo de Deus, sob a direção do sagrado magistério quefielmente acata, já não recebe simples palavra de homens, mas a verdadeira palavra de Deus (cfr. 1 Tess.2,13), adere indefectivelmente à fé uma vez confiada aos santos (cfr. Jud. 3), penetra-a maisprofundamente com juízo acertado e aplica-a mais totalmente na vida.Os fiéis católicos; a necessidade da Igreja14. O sagrado Concílio volta-se primeiramente para os fiéis católicos. Fundado na Escritura e Tradição,ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. Com efeito, só Cristo émediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcarexpressamente a necessidade da fé e do Batismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), confirmou simultaneamente anecessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Batismo. Pelo que, não se poderiamsalvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo,como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar.Caráter missionário da Igreja17. Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos (cfr. Jo. 20,21)dizendo: «ide, pois, ensinai todas as gentes, batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,ensinai-as a observar tudo aquilo que vos mandei. Eis que estou convosco todos os dias até à consumaçãodos séculos» (Mt. 28, 19-20). A Igreja recebeu dos Apóstolos este mandato solene de Cristo, de anunciar averdade da salvação e de levá-la até aos confins da terra (cfr. At. 1,8). Faz, portanto, suas as palavras doApóstolo: «ai de mim, se não prego o Evangelho» (1 Cor. 9,16), e por isso continua a mandarincessantemente os seus arautos, até que as novas igrejas se formem plenamente e prossigam, por sua vez,a obra da evangelização. Pois é impelida pelo Espírito Santo a cooperar para que o desígnio de Deus, quefez de Cristo o princípio de salvação para todo o mundo, se realize totalmente. Pregando o Evangelho, aIgreja atrai os ouvintes a crer e confessar a fé dispõe para o Batismo, liberta da escravidão do erro e 6
  7. 7. incorpora-os a Cristo, a fim de que nEle cresçam pela caridade, até à plenitude. E a sua ação faz com quetudo quanto de bom encontra no coração e no espírito dos homens ou nos ritos e cultura próprias de cadapovo, não só não pereça, mas antes seja sanada, elevada e aperfeiçoada, para glória de Deus, confusão dodemônio e felicidade do homem. A todo o discípulo de Cristo incumbe o encargo de difundir a fé, segundoa própria medida (35). Mas se todos podem batizar os que acreditam, contudo, é próprio do sacerdoteaperfeiçoar, com o sacrifício eucarístico, a edificação do corpo, cumprindo assim a palavra de Deus,anunciada pelo profeta: «do Oriente até ao Ocidente grande é o meu nome entre as gentes, e em todos oslugares é sacrificada e oferecida ao meu nome uma oblação pura» (Mal. 1,11) (36). É assim que a Igrejasimultaneamente ora e trabalha para que toda a humanidade se transforme em Povo de Deus, corpo doSenhor e templo do Espírito Santo, e em Cristo, cabeça de todos, se dê ao Pai e Criador de todas as coisastoda a honra e toda a glória.Os Bispos, sucessores dos Apóstolos20. A missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos durará até ao fim dos tempos (cfr. Mt. 28,20), umavez que o Evangelho que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na Igreja. Peloque os Apóstolos trataram de estabelecer sucessores, nesta sociedade hierarquicamente constituída. Assim,não só tiveram vários auxiliares no ministério (40), mas, para que a missão que lhes fora entregue secontinuasse após a sua morte, confiaram a seus imediatos colaboradores, como em testamento, o encargode completarem e confirmarem a obra começada por eles (41), recomendando-lhes que velassem por todoo rebanho, sobre o qual o Espírito Santo os restabelecera para apascentarem a Igreja de Deus (cfr. Act. 20,28). Estabeleceram assim homens com esta finalidade e ordenaram também que após a sua morte fosse oseu ministério assumido por outros homens experimentados (42). Entre os vários ministérios que na Igrejase exercem desde os primeiros tempos, consta da tradição que o principal é o daqueles que, constituídos noepiscopado em sucessão ininterrupta (43) são transmissores do múnus apostólico (44). E assim, comotestemunha santo Irineu, a tradição apostólica é manifestada em todo o mundo (45) e guardada (46) poraqueles que pelos Apóstolos foram constituídos Bispos e seus sucessores.O Episcopado como Sacramento21. Na pessoa dos Bispos, assistido pelos presbíteros está presente no meio dos fiéis o Senhor Jesus Cristo,pontífice máximo. Sentado à direita de Deus Pai, não deixa de estar presente ao corpo dos seus pontífices(53), mas, antes de mais, por meio do seu exímio ministério, prega a todas as gentes a palavra de Deus,administra continuamente aos crentes os sacramento da fé, incorpora por celeste regeneração e graças à suaação paternal (cfr. 1 Cor. 4,15) novos membros ao Seu corpo e, finalmente, com sabedoria e prudência,dirige e orienta o Povo do Novo Testamento na peregrinação para a eterna felicidade. Estes pastores,escolhidos para apascentar o rebanho do Senhor, são ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios deDeus (cfr. 1 Cor. 4,1); a eles foi confiado o testemunho do Evangelho da graça de Deus (cfr. Rom. 15,16;At. 20,24) e a administração do Espírito e da justiça em glória (cfr. 2 Cor. 3, 8-9).O Colégio dos Bispos e a sua Cabeça22. Assim como, por instituição do Senhor, S. Pedro e os restantes Apóstolos formam um colégioapostólico, assim de igual modo estão unidos entre si o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos,sucessores dos Apóstolos. A natureza colegial da ordem episcopal, claramente comprovada pelos Concíliosecumênicos celebrados no decurso dos séculos, manifesta-se já na disciplina primitiva, segundo a qual osBispos de todo o orbe comunicavam entre si e com o Bispo de Roma no vínculo da unidade, da caridade eda paz (59); e também na reunião de Concílios (60), nos quais se decidiram em comum, coisas importantes(61), depois de ponderada a decisão pelo parecer de muitos (62); o mesmo é claramente demonstrado pelosConcílios Ecumênicos, celebrados no decurso dos séculos. E o uso já muito antigo de chamar váriosBispos a participarem na elevação do novo eleito ao ministério do sumo sacerdócio insinua-a já também.É, pois, em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros docolégio que alguém é constituída membro do corpo episcopal. O cuidado de anunciar o Evangelho emtodas as partes da terra pertence ao corpo dos pastores, aos quais em conjunto deu Cristo o mandato,impondo este comum dever, como já o Papa Celestino recordava aos Padres do Concílio de Éfeso (71). 7
  8. 8. Pelo que, cada um dos Bispos, quanto o desempenho do seu próprio ministério o permitir, está obrigado acolaborar com os demais Bispos é com o sucessor de Pedro, a quem, dum modo especial, foi confiado onobre encargo de propagar o cristianismo (72). Devem, por isso, com todas as forças, subministrar àsMissões, não só operários para a messe, mas também auxílios espirituais e materiais, tanto por si mesmosdiretamente como fomentando a generosa cooperação dos fiéis. Finalmente, os Bispos, em universalcomunhão de caridade, prestem de boa vontade ajuda fraterna às outras igrejas, em especial às maisvizinhas e necessitadas, segundo o venerando exemplo dos antepassados.O tríplice ministério dos Bispos24. Os Bispos, com sucessores dos Apóstolos, recebem do Senhor, a quem foi dado todo o poder no céu ena terra, a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos oshomens se salvem pela fé, pelo Batismo e pelo cumprimento dos mandamentos (cfr. Mt 28,18; Mc. 16, 15-16; At. 26, 17 ss.). Para realizar esta missão, Cristo Nosso Senhor prometeu o Espírito Santo aos Apóstolose enviou-o do céu no dia de Pentecostes, para, com o Seu poder, serem testemunhas perante as nações, ospovos e os reis, até aos confins da terra (cfr. At. 1,8; 2,1 ss.; 9,15). Este encargo que o Senhor confiou aospastores do Seu povo é um verdadeiro serviço, significativamente chamado «diaconia» ou ministério naSagrada Escritura (cfr. At. 1, 17 e 25; 21-19; Rom. 11, 13; 1 Tim. 1,12).O ministério episcopal de ensinar25. Entre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho (75). OsBispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo,são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática;ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesouro da revelação coisas novas e antigas (cfr. Mt.13,52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (cfr. 2 Tim. 4, 1-4).O ministério episcopal de santificar26. Revestido da plenitude do sacramento da Ordem, o Bispo é o «administrador da graça do supremosacerdócio» (84), principalmente na Eucaristia, que ele mesmo oferece ou providencia para que sejaoferecida (85), e pela qual vive e cresce a Igreja. Esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente emtodas as legítimas comunidades locais de fiéis, as quais aderindo aos seus pastores, são elas mesmaschamadas igrejas no Novo Testamento (86). Pois elas são, no local em que se encontram o novo Povochamado por Deus, no Espírito Santo e com plena segurança (cfr. 1 Tess. 1, 5).O ministério episcopal de reger27. Os Bispos governam as igrejas particulares que lhes foram confiadas como vigários e legados de Cristo(94), por meio de conselhos, persuasões, exemplos, mas também com autoridade e poder sagrado, queexercem unicamente para edificar o próprio rebanho na verdade e na santidade, lembrados de que aqueleque é maior se deve fazer como o menor, e o que preside como aquele que serve (cfr. Luc. 22, 26-27). Estepoder que exercem pessoalmente em nome de Cristo, é próprio, ordinário e imediato, embora o seuexercício seja superiormente regulado pela suprema autoridade da Igreja e possa ser circunscrito dentro decertos limites para utilidade da Igreja ou dos fiéis.Os diáconos29. Em grau inferior da hierarquia estão os diáconos, aos quais foram impostas as mãos «não em ordem aosacerdócio, mas ao ministério» (109). Pois que, fortalecidos com a graça sacramental, servem o Povo deDeus em união com o Bispo e o seu presbitério, no ministério da Liturgia, da palavra e da caridade. Épróprio do diácono, segundo for cometido pela competente autoridade, administrar solenemente o Batismo,guardar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o Matrimônio em nome da Igreja, levar o viático aosmoribundos, ler aos fiéis a Sagrada Escritura, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dosfiéis, administrar os sacramentais, dirigir os ritos do funeral e da sepultura. Consagrados aos ofícios da 8
  9. 9. caridade e da administração, lembrem-se os diáconos da recomendação de S. Policarpo: «misericordiosos,diligentes, caminhando na verdade do Senhor, que se fez servo de todos» (110). OS LEIGOSProêmio: Caráter peculiar dos leigos30. Declaradas as diversas funções da Hierarquia, o sagrado Concílio volta de bom grado a sua atençãopara o estado daqueles fiéis cristãos que se chamam leigos. Com efeito, se é verdade que todas as coisasque se disseram a respeito do Povo de Deus se dirigem igualmente aos leigos, aos religiosos e aos clérigos,algumas, contudo, pertencem de modo particular aos leigos, homens e mulheres, em razão do seu estado emissão; e os seus fundamentos, devido às circunstâncias especiais do nosso tempo, devem ser maiscuidadosamente expostos. Os sagrados pastores conhecem, com efeito, perfeitamente quanto os leigoscontribuem para o bem de toda a Igreja. Pois eles próprios sabem que não foram instituídos por Cristo parase encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargosublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas,que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum. Pois é necessário que todos,«praticando a verdade na caridade, cresçamos de todas as maneiras para aquele que é a cabeça, Cristo; peloinfluxo do qual o corpo inteiro, bem ajustado e coeso por toda a espécie de junturas que o alimentam com aação proporcionada a cada membro, realiza o seu crescimento em ordem à própria edificação na caridade(Ef. 4, 15-16).Conceito e vocação do leigo na Igreja31. Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estadoreligioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídosem Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo,exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja se no mundo.Unidade na diversidade32. A santa Igreja, por instituição divina, é organizada e governada com uma variedade admirável. «Assimcomo num mesmo corpo temos muitos membros, e nem todos têm a mesma função, assim, sendo muitos,formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros» (Rom. 12, 4-5).Um só é, pois, o Povo de Deus: «um só Senhor, uma só fé, um só Batismo (Ef. 4,5); comum é a dignidadedos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma sósalvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e naIgreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo, porque «não há judeu nem grego,escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos vós sois um» (Gál. 3,28gr.; cfr. Col. 3,11). Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por irmão aCristo, o qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser servido mas para servir (cfr. Mt. 20,28), deigual modo têm por irmãos aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam afamília de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo, de modo que omandamento da caridade seja por todos observado. A este respeito diz belissimamente S. Agostinho:«aterra-me o ser para vós, mas consola-me o estar convosco. Sou para vós, como Bispo; estou convosco,como cristão. “Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo; aquele, de risco; este, de salvação” (111).O Apostolado dos leigos33. Unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça, os leigos, sejamquais forem, todos são chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam dabondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação. Oapostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e para ele todos são destinadospelo Senhor, por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia,comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens, que é a alma de todo oapostolado. Mas os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais 9
  10. 10. e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (112). Deste modo, todo e qualquerleigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missãoda própria Igreja, «segundo a medida concedida por Cristo» (Ef. 4,7). Além deste apostolado, que dizrespeito a todos os fiéis, os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração maisimediata no apostolado da Hierarquia 3, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam oapóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor (cfr. Fil. 4,3; Rom. 16,3 ss.). Têm ainda acapacidade de ser chamados pela Hierarquia a exercer certos cargos eclesiásticos, com finalidadeespiritual.A consagração do mundo pelo apostolado dos leigos34. O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seutestemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita. Eassim, àqueles que Intimamente associaram à própria vida e missão concedeu também participação no seumúnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação dos homens.Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocaçãoadmirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez maisabundantemente. Pois todos os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal efamiliar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se for feitos no Espírito, e as própriasincomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais,agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cfr. 1 Ped. 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos aoPai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia. E deste modo, os leigos,agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.Relações dos leigos com a Hierarquia37. Como todos os fiéis, também os leigos têm o direito de receber com abundância, dos sagrados pastores,os bens espirituais da Igreja, principalmente os auxílios da palavra de Deus e dos sacramentos (116); e comaquela liberdade e confiança que convém a filhos de Deus e a irmãos em Cristo, manifestem-lhes as suasnecessidades e aspirações. Segundo o grau de ciência, competência e autoridade que possuam, têm odireito, e por vezes mesmo o dever, de expor o seu parecer sobre os assuntos que dizem respeito ao bem daIgreja (117). Se o caso o pedir, utilizem os órgãos para isso instituídos na Igreja, e procedam sempre emverdade, fortaleza e prudência, com reverência e amor para com aqueles que, em razão do seu cargo,representam a pessoa de Cristo. Como todos os cristãos, devem os leigos abraçar prontamente, comobediência cristã, todas as coisas que os sagrados pastores, representantes de Cristo, determinar na suaqualidade de mestres e guias na Igreja, a exemplo de Cristo, o qual com a Sua obediência, levada até àmorte, abriu para todos o feliz caminho da liberdade dos filhos de Deus. Nem deixem de encomendar aoSenhor nas suas orações os seus prelados, já que eles olham pelas nossas almas, como devendo dar contasdelas, a fim de que o façam com alegria e não gemendo (cfr. Hebr. 13,17).Conclusões: os leigos vivificadores do mundo38. Cada leigo deve ser, perante o mundo, uma testemunha da ressurreição, da vida do Senhor Jesus e umsinal do Deus vivo. Todos em conjunto, e cada um por sua parte, devem alimentar o mundo com frutosespirituais (cfr. Gál. 5,22) e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que oSenhor no Evangelho proclamou bem-aventurados (cfr. Mt. 5, 3-9). Numa palavra, “sejam os cristãos nomundo aquilo que a alma é no corpo” (119) A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJAA Virgem mãe de Cristo52. Querendo Deus, na Sua infinita benignidade e sabedoria, levar a cabo a redenção do mundo, «ao chegara plenitude dos tempos, enviou Seu Filho, nascido de mulher,... a fim de recebermos a filiação aditiva»(Gál. 4, 4-5). «Por amor de nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e encarnou na Virgem 10
  11. 11. Maria, por obra e graça do Espírito Santo» (171). Este divino mistério da salvação é-nos relevado econtinua na Igreja, instituída pelo Senhor como Seu corpo; nela, os fiéis, aderindo à cabeça que é Cristo, eem comunhão com todos os santos, devem também venerar a memória «em primeiro lugar da gloriosasempre Virgem Maria Mãe do nosso Deus e Senhor Jesus Cristo» (172).A Virgem e a Igreja53. Efetivamente, a Virgem Maria, que na anunciação do Anjo recebeu o Verbo no coração e no seio, e deuao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. Remida dum modomais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foienriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai etemplo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem á todas as demais criaturas docéu e da terra. Está, porém, associada, na descendência de Adão, a todos os homens necessitados desalvação; melhor, «é verdadeiramente Mãe dos membros (de Cristo), porque cooperou com o seu amorpara que na Igreja nascessem os fiéis, membros daquela cabeça» (173). É, por esta razão, saudada comomembro eminente e inteiramente singular da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade; ea Igreja católica, ensinada pelo Espírito Santo, consagra-lhe, como a mãe amantíssima, filial hábito depiedade.A maternidade espiritual61. A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade simultaneamente com aencarnação do Verbo, por disposição da divina Providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, aSua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando aCristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou demodo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas avida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça. 2 – OS MINISTÉRIOS1.2. Ministério A palavra ministério (do latim, ministerium) tradução da palavra grega “diaconia” significa serviçodos irmãos para os irmãos, serviço prestado a comunidade, “função servil” onde todo cristão é chamado aservir, é uma espécie de prestação de serviços prestado à comunidade, respondendo a uma necessidadeduradoura ou permanente. A pessoa que tem esta função representa a própria comunidade, agindo commuita cautela, longe de ser autoritário, longe de exercer poder, por isso o chamado a fazer de modoespontâneo e organizado. Os ministérios são testemunhos (mais do que classe na comunidade) de serviço aDeus, á Igreja e aos irmãos onde um Ministério se completa com o outro tornando-se necessários edependentes, sem poderem como membros dizer um ao outro que é mais importante e que não depende umdo outro.2.2. Tipos de Ministérios Há na Igreja Ministérios ordenados e não ordenados:A – Ministérios Ordenados – aqueles que recebem o Sacramento da Ordem: Bispos, Padre, Diáconos eReligiosos. A Igreja atribui um valor muito especial a esses ministérios, porque os considera instituídos porCristo. No Sacramento da Ordem, é o próprio Cristo que investe da sua autoridade aos ministrosordenados. O ministério ordenado ou sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio batismal. Garanteque, nos sacramentos, é Cristo que age pelo Espírito Santo para a Igreja. A missão de salvação confiadapelo Pai a seu Filho encarnado é confiada aos apóstolos e, por meio deles, a seus sucessores: recebem oEspírito de Jesus para agir em seu nome e em sua pessoa. Assim, o ministro ordenado e consagrado pelosacramento da ordem (padres, diáconos e religiosos) é o elo sacramental que liga a ação litúrgica àquiloque disseram e fizeram os apóstolos, e, por meio destes, ao que disse e fez Cristo, fonte e fundamento dossacramentos. 11
  12. 12. B – Ministérios não Ordenados – É certo que ao lado dos Ministérios Ordenados, a Igreja reconhecetambém o lugar dos Ministérios não Ordenados que seja apto para assegurar um especial serviço da mesmaIgreja. São os que têm como base o batismo e a crisma. Não estão acima do padre, não o superam, masprestam um serviço voluntário dentro da consciência e espiritualidade exigida pelo ministério, uma vez quepreenchido os requisitos de vivencia e pratica na Igreja. Este ministério sagrado deve ser exercido porleigos que tenham uma vida cristã autêntica, sejam maduros na fé, e possam servir a Igreja.Ministério eclesial - O próprio Cristo é a fonte do Ministério na Igreja. Instituiu-a, deu-lhe autoridade emissão, orientação e finalidade: Para apascentar e aumentar sempre o Povo de Deus. Cristo Senhorinstituiu em sua Igreja uma variedade de ministérios que tendem ao bem de todo o Corpo. Pois os ministrosque são revestidos do sagrado poder servem a seus irmãos para que todos os que formam o Povo de Deus...cheguem à salvação.Ministério da Reconciliação - A vontade de Cristo é que toda a sua Igreja seja, na oração, em sua vida eem sua ação, o sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que "Ele nos conquistou ao preço de seusangue". Mas confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico, encarregado do"ministério da reconciliação" (2Cor 5,18). O apóstolo é enviado "em nome de Cristo", e "é o próprio Deus"que, por meio Dele, exorta e suplica: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 5,20).Ministério Apostólico - Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: "Eu te darei as chaves do Reinodos Céus: o que ligares na terra será ligado nos Céus, e o que desligares na terra será desligado nos Céus"(Mt 16,19). O "poder das chaves" designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Ospresbíteros receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos nem aos arcanjos. Deus sanciona lá noalto tudo o que os sacerdotes fazem aqui embaixo.Ministério catequético pregação palavra - O ministério da catequese haure energias sempre novas nosConcílios. O Concílio de Trento constitui neste ponto um exemplo a ser sublinhado: deu à catequeseprioridade em suas constituições e em seus decretos; está ele na origem do Catecismo Romano, quetambém leva seu nome e constitui uma obra de primeira grandeza como resumo da doutrina cristã.Ministério de guardar e interpretar a Palavra - "É dever de todo cristão leigo praticante de sua féesforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da SagradaEscritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja.Ministérios particulares ou Ministérios não ordenados - No intuito de servir às funções do sacerdóciocomum dos fiéis, existem também outros ministérios particulares, não consagrados pelo sacramento daordem, e cuja função é determinada pelos bispos de acordo com as tradições litúrgicas e as necessidadespastorais. Portanto, Ministério não é status e nem privilégio, é dom e graça, tarefa de todos e todo cristãobatizado é co-responsável pela Igreja e salvação de seus fiéis, está ai a necessidade do cumprimento damissão, se colocar a serviço, se fazendo da própria vida ministerialidade da Igreja como uma “comunhão”,uma união de consciência, de corações e de vida. Em resumo Ministério é um carisma, ou seja, um dom doalto, do Pai pelo Filho no Espírito nos torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades eserviços ministeriais em ordem de salvação (confira Lúmen Gentium 12).Ministério da ComunhãoMinistério sagrado que deve ser exercido por leigos que tenham uma vida cristã autêntica, sejam madurosna fé, e possam servir a Igreja. Além disso, o Ministro extraordinário da comunhão eucarística deve teruma boa formação doutrinária, pois pode também realizar a celebração da palavra, orientar as pessoas aquem leva a Eucaristia, etc. Ele deve ensinar e viver o que a Igreja ensina, especialmente em relação àEucaristia e as condições para recebê-la dignamente. Isto exige conhecimento da doutrina da Igreja.3.2. A comunhão, participação no sacrifício de Cristo 12
  13. 13. O Papa Pio X, querendo uma renovação da vida da Igreja, começou pela liturgia, recomendando,em diversos momentos, a comunhão freqüente (1905) e a comunhão das crianças (1910). O Papa Pio XII,em seus decretos sobre jejum eucarístico e a missa vespertina, tinha igualmente este objetivo; convidar opovo a participar da comunhão. O Concilio Vaticano II também faz um veemente apelo aos fiéis para queparticipem da comunhão (SC 55), permitindo mesmo a comunhão sob duas espécies. Os fiéis responderama esse apelo da Igreja e, atualmente, na maioria dos casos, os ministros ordinários da comunhão (bispos,padres e diáconos) não conseguem mais responder as necessidades. Nas missas, os fiéis que comungam são, muitas vezes, numerosos. E importante, para o bomequilíbrio da celebração, que a procissão da comunhão não seja muito demorada. Reter os padres, aosdomingos, só para distribuir a sagrada Comunhão não é de bom senso, quando outras atividadesapostólicas reclamam sua presença. Os doentes, em geral, quando impedidos de participar da celebraçãoeucarística da comunidade, expressam o desejo de receber a Sagrada Comunhão. Dessa forma, serãofortalecidos pela presença do Senhor e se unirão a comunidade, ao receberem a Eucaristia. Ascomunidades sem padre sofrem, muitas vezes, por não possuírem a Sagrada Comunhão. É importante queessas comunidades se reúnam aos domingos, escutem a Palavra de Deus, respondam pela oração e recebama Sagrada Comunhão, unindo-se às Celebrações Eucarísticas que se realizam em outros lugares.4.2. Designação dos Ministros Extraordinários Diante dessa situação, as Conferências Episcopais solicitaram à Santa Sé a permissão de MinistrosExtraordinários para a distribuição da Sagrada Comunhão. Apoiando-se nas experiências feitas alguns anosatrás, a Santa Sé autorizou a designação de tais ministros, que podem receber o mandato por determinadacircunstancias (ad actum), para um período de tempo determinado. Em resumo, a Instrução Immensae Charitatis, que facilita a comunhão sacramental, traz a data de29/01/73, mas só foi divulgada no dia 29/03/73. Dado que essas faculdades foram concedidas unicamenteem vista do bem espiritual dos fiéis verificando-se verdadeira necessidade. Importa que o fiel designadopara ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, seja devidamente preparado, se distinga pela vidacristã, pela fé e costumes exemplares. Assim deverá este se empenhar num esforço por estar a altura destaalta função, por cultivar a piedade para com a Santíssima a Eucaristia, e por ser sempre de edificação paraos outros fiéis, pela sua devoção e reverencia para com o augustissimo sacramento do altar. 3 – MINISTRO EXTRAORDINÁRIO DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA O Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística exerce um ministério. É um servidor e deverá conscientizar-se de que a sua preocupação deve estar voltada para umarelação intima entre o ministério, Jesus e a comunidade, ou seja, a pessoa deve carregar consigo que oministério é estar a serviço de Jesus antes da comunidade, isto é, uma intimidade de pura espiritualidade,tornando essa comunidade mais cristã, mais missionária e ativa a caminho da salvação. O Ministério requer a consciência do compromisso assumido mediante Cristo e a comunidade paraisso o Ministro extraordinário da comunhão eucarística deve buscar conhecer melhor sua fé e o espírito devivência comunitária e que seja um promovedor e transformador da fraternidade. Portanto todos osministérios devem ser exercidos em um espírito de serviço fraterno e dedicação à Igreja, em nome doSenhor. Ao mesmo tempo, a consciência de cada fiel, em seu julgamento moral sobre seus atos pessoais,deve evitar a encerrar-se em uma consideração individual, ao contrário deve-se fazer plenamentecomunhão Deus e o irmão, na alegria, na tristeza e na vida como um todo. Pode-se dizer que estacomunhão só acontece com a convicta consciência “do estar a serviço para quem”. Serviço este quedignifica aquele que já é digno para levar a partilha desta dignidade ao outro, ao irmão. A presença do Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística é um sinal da sensibilidade aoapelo à colaboração fraterna e ao serviço na Igreja que se faz comunhão com Deus, os MinistrosOrdenados (Padre, diáconos e religiosos), Ministros não Ordenados, a comunidade e a fé. Todo oministério tem uma característica comunitária, divina e humana: “A cada um Deus confere dons para quepossa colocá-los a serviço da comunidade”, na dimensão divina, Deus fortalece aquele que se dispõe a 13
  14. 14. pratica de Sua vontade e na dimensão humano a pessoa é fortalecida pela graça da aceitação ao chamado ese colocar ao serviço. Todo Ministério só é completamente fortalecido quando nutrido pelo amor a Deus, ao irmão e aoserviço se fazendo comum união verdadeira e perpetuando pela consciência da missão que se tornatestemunho no mundo promovendo a transformação que possa levar todos a salvação, lembrada sempreque Jesus é o centro da vida e de todo Ministério.1.3. Espiritualidade Cada Ministro, por ser perante o mundo, testemunho da ressurreição e da vida do Senhor Jesus, esinal do Deus vivo, deve aprimorar-se na oração, praticar a penitência, conhecer os documentos da Igreja eviver a doutrina cristã. O aprimoramento espiritual dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhãoconsiste no aprofundamento, escuta e vivência da Palavra. O Ministro se dispõe a caminhar em nome deJesus e da comunidade até o irmão e leva-lhe o Pão da Vida! É responsabilidade da comunidade daratenção primeira aos mais necessitado fazendo chegar até eles a força do Pão Vivo, a Eucaristia. Atravésdos Sacramentos a vida do homem, sua experiência passam a ter novo sentido! A vida nos reservamomentos e situações que sem a iluminação da fé, não conseguimos compreender. Sem a força do PãoVivo da Eucaristia, temos dificuldades em aceita-los e, sem a certeza de que em Cristo todo o sofrimento emorte tornam-se nova vida e libertação, não conseguimos caminhar. Por isso, iluminados pela fé efortalecidos pelo Pão da Eucaristia, seguimos com coragem o caminho de Cristo. O ministro é um servidor e com esta consciência cristã ajuda, em nome de Deus e da comunidadede fé, no trabalho que a Igreja necessitar antes de ver qualquer empecilho, a força maior está com aqueleque se coloca a servir. A Espiritualidade do ministro seja essencialmente leiga, com consciênciasuficientemente esclarecida sobre a sua condição laical. Sendo então o Ministro um servidor, que se doa eque empresta seus pés e se dispõe a caminhar para a comunidade, até aquele que busca a Jesus, fazendochegar até ele a força do Pão Vivo, a Eucaristia, com a responsabilidade de dar atenção e ser a presençaviva do próprio Jesus. Para isso é importante que o Ministro conheça documentos, especialmentereferentes à Eucaristia, a fim de exercer retamente esse ministério, e que conheça a “Instrução Geral doMissal Romano”, que disciplina a celebração da Santa Missa, evitando muitos procedimentos de maneiraerrada. O Senhor quer que seus discípulos tenham um poder imenso em Seu nome, quer que seus pobresservidores realizem tudo como Ele faria estando na terra. É também essencial que a teologia do sacerdócio comum dos fiéis esteja à base da espiritualidade,redescobrindo todas as dimensões dos sacramentos da iniciação cristã e que toda a formação espiritual sejaadequada a todas as áreas da personalidade, que não seja artificial, fugindo às realidades temporais e quedê a sua atividade e à sua presença um sentido de fé, de esperança e de caridade cristã, que adesenvolvimento do serviço o leve a descobrir e a apresentar aos outros a presença de Deus nas realidadestemporais, que o leve sempre a renovar a identidade Cristã no mundo, que tenha uma espiritualidade de sal,luz e fermento, que seja um Ministro de ação, de oração e dos sacramentos, que mantenha contato com aPalavra de Deus, a intimidade com Cristo na Eucaristia, na celebração dos Sacramentos e na prática daoração individual e comunitária.2.3. Missão O Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão tem por objetivo de suprir uma necessidade daIgreja atribuindo além de assumir a identidade engajando-se mais profundamente na comunidade dandocom maior intensidade sua contribuição para a construção do Reino de Deus e desempenhando com maiorassiduidade sincrônica e harmoniosamente com os ministérios afins e outras pastorais da Igreja algumasatividades.1 - Conhecer as necessidades da comunidade, seus apelos, as prioridades mais urgentes a seremrespondidas.2 - Conscientizar, a partir da realidade, dinamizando as tarefas comunitárias, sob a luz da Palavra de Deus.3 - Apoiar os grupos da comunidade, ajudando-os a um trabalho participativo de comunhão. Ministério éserviço na comunidade. 14
  15. 15. 4 - Cristo é o Pão da vida. O Ministro não só distribui o Pão Eucarístico, mas está comprometido com a"vida dos irmãos".5 - O Ministro deverá estar ligado profundamente a Cristo, dinamizando e fermentando a comunidade,promovendo a fraternidade.6 - O Ministro é chamado a conhecer melhor sua fé, ao estudo permanente, e à vivência concreta da fé nacomunidade, principalmente junto aos necessitados e doentes.7 - É importante que o Ministro cultive sua fé, o espírito comunitário, cresça na consciência do anúncio doReino de Deus e da denúncia daquilo que não constrói fraternidade. Cresça no dom de si mesmo, naespiritualidade Eucarística, visando transformação. Suas atividades são diárias e constantes, concentrando-se, basicamente no servir.8 - A de "servir o altar", junto ao sacerdote durante as Missas, obedecendo a uma escala previamenteelaborada no intuito de que haja um justo revezamento para que todos tenham oportunidade de participartanto das Missas semanais, como nas dominicais.9 - A visitação aos doentes: onde é realizado deverá ser realizada uma preparação do doente para receber oSacramento despertando também os familiares para a consciência do sacramento. Este trabalho pode serfeito em conjunto com a Pastoral da Saúde, de tal maneira que, no mínimo uma vez por semana, esta sejaefetuada pelo Ministro da Comunhão acompanhado do agente visitador da Saúde, visando uma perfeitaintegração em benefício do doente, realizando atividades que se complementam. Ao conforto espiritualpara o corpo, oferecido pelo visitador da Pastoral da Saúde, acrescenta-se o “alimento da alma”, o PãoVivo da Eucaristia, oferecido ao enfermo no momento da comunhão que, nesta específica ocasião somenteao Ministro caberá administrar.10 - Estar presente nas celebrações das exéquias sempre que houver necessidade, levando juntamente comoutros membros o conforto aos familiares do falecido, dando um sentido cristão à morte.11 - Presidir o culto eucarístico na ausência do sacerdote.12 - Irradiar sempre que oportuno, a mensagem da Palavra de Deus por ocasião das visitas, ou no ambientecomunitário, de forma evangelizadora.13 - Formar a comunidade cristã através da Palavra de Deus, despertar-lhe a fé e prepará-la para celebraçãoeucarística.14 - Expor e repor o Santíssimo Sacramento, nos termos do CAN 943.15 - Participar ativamente da festa de Corpus Christi, congressos eucarísticos e semanas eucarísticas.16 - Zelar pela dignidade do culto eucarístico e de tudo que lhe diz respeito.17 - Dar resposta ou tirar dúvidas com respostas concretas, senão buscar a resposta certa antes de passá-la.18 - Os ministros extraordinários deverão ajudar-se mutuamente e confraternizar-se entre si, tanto no planoespiritual como no plano material.3.3. Alguns critérios para o exercício1 - Seja crismado e tenha participação ativa na comunidade;2 - Tenha vida cristã idônea, coerente e praticar a penitência;3 - Se casado, que tenha um bom relacionamento e vida familiar cristã;4 - Não podendo excluir os mais jovens deste ministério;5 - Disponibilidade para o serviço (celebrações, visitas aos doentes e reuniões) e para participar de cursosespecíficos, promovidos pela Igreja ou Diocese;6 - Capacidade para trabalhar em grupo, tanto na comunidade quanto com os ministros.7 - Testemunho vivo de amor a Eucaristia;8 - Indicação feita pela comunidade ou atitude visível e testemunhada;9 - O mandato ter validade por tempo determinado, podendo ser prorrogável a critério da Igreja;10 - Em caso de necessidades pastorais o Padre pode convocar qualquer fiel para este serviço;11 - Aprimorar-se e ter vida ativa de oração e comunhão;12 - Estar unido a Cristo e aos irmãos na vivencia da doutrina cristã e dos mandamentos da Lei de Deus, daIgreja e dos Sacramentos;13 - Ter uma fé pura, não acreditar em superstições, crendices, espiritismos, macumbas, benziçoescontrárias aos princípios evangélicos e à Santíssima Trindade; 15
  16. 16. 14 – Fazer da oração alimento diário para si, familiares e para a comunidade;15 - Disponibilidade, humildade e obediência ás orientações da Igreja;16 - Presteza e solicitude;17 - Comprometido, acolhedor e alegre;18 - Respeitador dos direitos de outrem, vivendo de acordo com os valores evangélicos religiosamente esocialmente;19 - Estar aberto ao aprendizado de coisas novas, nunca pensar que já sabe tudo, e não ter vergonha dedizer que não sabe;20 – Ser bom conselheiro sem faltar com o sigilo e respeito, tendo o bom senso de usar mais os ouvidos.4.3. Atitudes do Ministro • Considerando que a escala é passada com antecedência, numa eventualidade de coincidência de compromisso o Ministro é responsável por fazer a troca não deixando vaga a sua posição de servir. • A preparação para o cumprimento do serviço vem da total consciência e modo de cada um desde que se faça sintonia com Jesus e demais membros em atividade (Padre, equipe de liturgia, música e demais Ministros) a parte do Ministro não deve e não pode ser isolado, um ministério alheio. • Usar trajes adequados, que inspirem o respeito que a ocasião requer, porém, asseados e sem formalismo; • Apresentar-se com a aparência (penteado, maquiagem e unhas cuidadas) mantendo devidos cuidados que o lugar e a situação requerem; • Não utilizar acessórios que possam atrapalhar ou desviar a atenção; • Evitar distribuir a comunhão quando estiver com ferimentos, ataduras ou bandagens, sobretudo nas mãos e nos dedos; • Verificar de acordo com o costume do Padre, o Missal deve estar sobre o altar no momento oportuno e deve ser preferido ao folheto, por questão de dignidade e beleza; • Quando escalado o Ministro deve chegar ao mínimo 40 minutos antes do inicio da celebração. • Na chegada na Igreja, antes de iniciar os serviços a visita ao santíssimo é indispensável para a oração pessoal (colocar-se na presença a serviço de Jesus). • Contribuir sempre para arrumação que antecede a celebração, ajudar a observar detalhes. • Discutir atividades, onde sentar, aspersão e comunhão ou mudanças e observações antes da Celebração para que não haja bate papo e trânsitos desnecessários durante a celebração desviando a atenção. • Estar atento e em sintonia ao acontecimento e a alguma necessidade extra ou fato inesperado. • Ceder o lugar do serviço a outro, caso não esteja em condição adequada ao momento.5.3. O que não deve ocorrer na vida prática do Ministro • Ver o Ministério como status e não como um serviço • Ter dupla personalidade: ser amável pela frente e rancoroso pela costa • Curtir no coração certas rivalidades, indiferenças e inimizades com alguém • Falta de piedade ao entregar a hóstia ao comungante • Gostar de exercer o ministério só dentro da Igreja e perto do Padre • Usar vestes impróprias • Dizer fórmulas inventadas na hora de entregar a hóstia em vez de “O Corpo de Cristo” • Misturar hóstias consagradas com hóstias sem consagrar • Deixar para usar a veste de ministro somente na hora de distribuir a comunhão • Não ter zelo pelos objetos litúrgicos e alfaias • Achar que já sabe tudo e que só o seu jeito é certo e não buscar aprendizado dentro do ministério • Não ser verdadeiramente amigo dos outros membros do grupo • Não ser pontual chegando em cima da hora • Não se preocupar com a preparação que antecede a celebração porque espera que os outros façam 16
  17. 17. •Achar que a missão de servir cabe só aos olhos do Padre, dos coordenadores e da comunidade •Deixar de contribuir para a arrumação do local após o termino da celebração, deixando para os outros, deve haver um consenso.PALAVRAS-CHAVES: RESPEITO, DEVOÇÃO, DISCRIÇÃO E HUMILDADE. 4 – SAGRADA CEIA DO SENHOR: “O MISTÉRIO DA FÉ”1.4. Missa A Missa guarda uma íntima relação com a última Ceia, porque esta foi a primeira Missa celebradapor Cristo, as que seguem depois é o cumprimento das palavras que então pronunciou “Fazei isto emmemória de mim” À luz da Revelação na Escritura, e no desenvolvimento da Tradição, vemos e entendemos que oSenhor tem uma intenção clara na última Ceia, onde também fica instituído o sacramento da Ordem (emvirtude do requerimento do mandato). Deixa um mandamento claro "fazei isto em memória de mim", paraque sua presença e sua salvação cheguem a todos os homens e em todas as épocas, para que possamos tervida eterna, ao comer sua carne e beber seu sangue. O caráter de "memorial" que a Missa tem por definição, exige dos cristãos a atitude de nosintroduzirmos no mistério pascal tal e como é; não como lembrança de algo que aconteceu, masassociando-nos a uma ação que continua se verificando hoje. Por isso quando celebramos a Santa Missa,nos trasladamos e nos fazemos presentes na Ceia do Senhor onde estamos com Maria ao pé da Cruz.Estamos nos alimentando do Corpo e Sangue do Senhor, estamos sendo salvos em virtude de seusacrifício. Estaremos participando da unidade em comunhão com o Senhor e por isso podemos unir nossossacrifícios e sofrimentos aos de Cristo. Só "por Ele, com Ele e nEle" têm um profundo sentido e dãoacesso à dimensão redentora. A Missa também tem um valor de impetração, isto é, nos consegue de Deus tais graças que só odesconhecimento do que se pode alcançar com Missa explica o pouco empenho que tantos católicoscolocam em não assistir a ela. Enquanto louvor e ação de graças tem um valor infinito, pois tem a Deuscomo referência e aí não há limite para a ação de Cristo. Posto que em todo pecado há culpa que mereceuma pena, a Missa, no que tem de sacrifício que satisfaz pelo pecado, afeta em sua aplicação a culpa e apena, a saber, expiando a culpa e satisfazendo pela pena, mas não absolutamente, mas na medida que opermite a capacidade de recepção que existe. Seu efeito depende da disposição que tenha o fiel. Quando participamos da Eucaristia experimentamos a divindade do Espírito Santo, que não só nosconforta com Cristo, como nos cristifica por inteiro, associando-nos à plenitude de Cristo. Enquanto oSacramento Eucarístico só aproveita quem o recebe, pois um alimento (e a Eucaristia é um alimento para aalma) só aproveita quem o toma, a Missa é um sacrifício, uma vítima que se oferece a Deus, e que podeser oferecida por outros para benefício de outros. Em resumo nas partes principais da Missa – Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística está aberto atodos os fiéis o convite a estarem em sintonia, vivencia e a Palavra de Deus e leva todos a refletirem sobreatitudes nas quais as leituras e homilias nos cativa a nos fazer parte delas e até viver as parábolas comJesus, nos colocando junto dos discípulos, apóstolos e povos das mesmas. E mais a liturgia nos leva aaprender colocar Jesus junto de nós nas tristezas, dificuldades e problemas, alegrias, sucessos e superações,afirmando sempre o que diz a Palavra: “Eis que estarei convosco todos os dias até o final dos tempos...” Por último, a Missa não é um ato puramente pessoal do sacerdote ou de cada fiel, maseminentemente comunitário, pois é a Igreja que o oferece, e a Igreja é um Corpo no qual todos seusmembros são solidários, o cristão que se beneficia da Santa Missa não deve se beneficiar somente para ele,mas também para os outros.2.4. A Eucaristia - O que é a Eucaristia? A Eucaristia é a consagração do pão no Corpo de Cristo e do vinho em seu Sangue que renovamística e sacramentalmente o sacrifício de Jesus na Cruz. A Eucaristia é Jesus real e pessoalmentepresente no pão e no vinho que o sacerdote consagra. Pela fé cremos que a presença de Jesus na Hóstia e 17
  18. 18. no vinho não é só simbólica, mas real; isto se chama o mistério da transubstanciação já que o que muda é asubstância do pão e do vinho; os acidentes, forma, cor, sabor, etc. permanecem iguais. "A Eucaristia é um mistério altíssimo, é propriamente o Mistério da fé, como se exprime a SagradaLiturgia: Nele só, estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as realidadessobrenaturais. [...] Sobretudo deste Mistério é necessário que nos aproximemos com humilde respeito, nãodominados por pensamentos humanos, que devem emudecer, mas atendo-nos firmemente à Revelaçãodivina" (carta encíclica Mysterium Fidei). Um símbolo litúrgico será necessariamente simples, pois a realidade que ele nos faz penetrar étambém simples, como o é o Criador de todos os mistérios. Portanto, não desprezemos os gestos, aspalavras ditas, as vestes, o sagrado rito, por sua simplicidade, para não corrermos o risco de desprezarmostambém o mistério que esses símbolos escondem e apontam. Se um homem enamorado devota às cartas desua namorada o amor que dirige à sua autora, muito mais devemos nós, também, zelar para que a santamissa seja sempre honrada e respeitada, em toda a sua inteireza. A instituição da Eucaristia aconteceu durante a última ceia pascal que celebrou com seus discípulose os quatro relatos coincidem no essencial, em todos eles a consagração do pão precede a do cálice; emboradevamos lembrar que na realidade histórica, a celebração da Eucaristia (Fração do Pão) começou na Igrejaprimitiva antes da redação dos Evangelhos. Os sinais essenciais dos sacramentos eucarísticos são pão detrigo e vinho da videira, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo e o presbítero pronuncia aspalavras da consagração ditas por Jesus na última Ceia: "Isto é meu Corpo entregue por vós... Este é ocálice do meu Sangue..." A palavra Eucaristia vem da língua grega e quer dizer “Ação de Graças” quer dizer tambémcelebração dos mistérios cristãos; a partir do pão, como fala São Paulo (Cor. 10, 15). Somente em casoextremo se recebe a Eucaristia fora da Missa. Por isso se diz que a Eucaristia é sinal de união, comunhão.A Eucaristia é uma refeição sacrifical em que se faz comunitária, revivendo o sacrifício de Jesus. A últimaceia pascal de Jesus foi a primeira Santa Missa da Sua Igreja, por isso em cada Missa esse Mistério dosacrifício, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é re-atualizado e re-presencializadosacramentalmente, no altar, sob os sinais do pão e do vinho.3.4. Encontro com Jesus amor Necessariamente o encontro com Cristo Eucaristia é uma experiência pessoal e íntima, e que supõeo encontro pleno de dois que se amam. É, portanto, impossível generalizar sobre eles. Porque só Deusconhece os corações dos homens. Entretanto, sim devemos transluzir em nossa vida, a transcendência doencontro íntimo com o Amor. É lógico pensar que quem recebe esta Graça, está em maior capacidade deamar e de servir ao irmão e que, além disso, alimentado com o Pão da Vida deve estar mais fortalecidopara enfrentar as provações, para encarar o sofrimento, para contagiar sua fé e sua esperança. Em fim, paralevar a feliz término a missão, a vocação, que o Senhor lhe dá. Se apreciássemos de veras a Presença de Cristo no sacrário, nunca o encontraríamos sozinho,acompanhado apenas pela lâmpada Eucarística acesa, o Senhor hoje nos diz a todos e a cada um, o mesmoque disse aos Apóstolos "Com ânsias desejei comer esta Páscoa convosco” Lc.22,15. O Senhor nos esperaansioso para entregar-se a nós como alimento; somos conscientes disso, de que o Senhor nos espera noSacrário, com a mesa celestial servida? E nós, por que o deixamos esperando? Ou é por acaso, quandovem alguém de visita a nossa casa, o deixamos na sala e vamos nos ocupar de nossas coisas? É exatamente isso o que fazemos em nosso apostolado, quando nos enchemos de atividades e nosdescuidamos na oração diante do Senhor, que nos espera no Sacrário, preso porque nos "amou até oextremo" e resulta que, por quem se fez o mundo e tudo o que nele habita (nós inclusive) encontra-se ali,oculto aos olhos, mas incrivelmente luminoso e poderoso para saciar todas nossas necessidades.4.4. Adoração Eucarística Sendo o pão uma comida que nos serve de alimento e conserva sendo guardada, Jesus Cristo quisficar na terra sob as espécies de pão, não para servir de alimento às almas que o recebem na sagradaComunhão, mas também para ser conservado no sacrário e tornar-se presente no meio de nós,manifestando-nos por este eficacíssimo meio o amor que tem por nós. Em toda forma de culto a este 18
  19. 19. Sacramento é preciso levar em conta que sua intenção deve ser uma maior vivência da celebraçãoeucarística. As visitas ao Santíssimo, as exposições e bênçãos devem ser um momento para aprofundar na graçada comunhão, revisar nosso compromisso com a vida cristã; a verificação de cada um frente a Palavra doEvangelho, juntar-se ao silencioso mistério do Deus calado... Esta dimensão individual do tranqüilosilêncio da oração, estando diante dele no amor, deve impulsionar a contrastar a verdade da oração, noencontro dos irmãos, aprendendo a estar com eles na comunicação fraternal.5.4. A exposição A exposição e bênção com o Santíssimo Sacramento é um ato comunitário no qual deve estarpresente a celebração da Palavra de Deus e o silêncio contemplativo. A exposição eucarística ajuda areconhecer nela a maravilhosa presença de Cristo ou convida à união mais íntima com ele, que adquire seucume na comunhão Sacramental. Tendo-se reunido o povo, e, se oportuno, tendo iniciado algum cântico, oministro se aproxima do altar. Se o Sacramento não está reservado no altar da exposição, o ministro, com opano de ombros o traz do lugar da reserva, acompanhado por acólitos ou por fiéis com velas acesas. OOstensório ou a custódia deve ser colocado sobre o altar coberto com manto; mas se a exposição seprolongar durante algum tempo e se for feita com a custódia, pode ser usado o manifestador, colocado emum lugar mais alto, mas tendo cuidado de que não fique muito alto nem distante. Se a exposição é feitacom a custódia, logo se retira. Se a exposição é solene e prolongada, a hóstia deve ser consagrada para a exposição, na Missa queantes for celebrada, e será colocada sobre o altar, na custódia, depois da comunhão. A Missa concluirácom a oração depois a da comunhão, omitindo os ritos de conclusão. Antes de retirar-se do altar, osacerdote, se achar oportuno, colocará a custódia e fará a incensação. Durante o tempo da exposição, será feitas orações, cantos e leituras, de tal sorte que os fiéis,recolhidos em oração, se dediquem exclusivamente a Cristo Senhor. Para alimentar uma profunda oração,devem ser aproveitadas as leituras da sagrada Escritura, com a homilia, ou breves exortações, quepromovam um maior apreço do mistério eucarístico. É também conveniente que os fiéis respondam àpalavra de Deus, cantando. Também é necessário guardar piedoso silêncio nos momentos oportunos.6.4. A liturgia é o cume e a fonte da ação da igreja A liturgia renova e aprofunda a aliança do Senhor com os homens, na eucaristia, fazendo-os arderno amor de Cristo. Dela, pois, especialmente da eucaristia, como de uma fonte, derrama-se sobre nós agraça e brota com soberana eficácia a santidade em Cristo e a glória de Deus, fim para o qual tudo tende naIgreja. Sacrosanctum Concilium, 77.4. O uso do incenso na liturgia - Devemos exalar o bom odor de Cristo O uso do incenso para o culto é antiqüíssimo, pré-cristão. Novamente recorramos a Bíblia paracompreender melhor. No Templo de Jerusalém – já antes em torno da Arca da Aliança – o rito do incensoera clássico. No cap. 30 do Êxodo estabelecem-se como será o “altar do incenso”, no Evangelho de Lucas1, 8-9. O profeta Isaías anunciou que na nova era de Jerusalém viriam reis do oriente ouro e incenso emhonra do Senhor (Is 60, 6). O evangelho vê a profecia cumprida nos dons que os magos do oriente aoMenino Divino: ouro, incenso e mirra. Elegantemente e solenemente, o uso do incenso dentro da Celebração litúrgica, expressa o respeitoe a reverência ao Senhor nosso Deus. Todavia, em profundidade maior, indica a atitude de elevação damente para Deus. Já o salmo 40 nos faz rezar: “que minha prece seja o incenso diante de Ti”. Tambémpodemos conferir no Apocalipse de S. João 8, 3-4. O incenso, cheio de perfumes que sobe aos céus,simboliza a fé, o amor, a oração, a adoração e sobre tudo a atitude de oferenda e sacrifício dos fiéis diantede Deus. Devemos ter consciência de que o verdadeiro perfume agradável a Deus – do qual o incenso ésinal exterior – é a nossa vida como oferta e sacrifício de louvor. Exorta-nos o apóstolo Paulo: “vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo aDeus por nós em oblação de vítima, como perfume de agradável odor” (Ef 5,2). Os ritos de incensação 19
  20. 20. querem indicar nossa própria vida como um sacrifício agradável a Deus e perfume benfazejo para osdemais. Contemplando o Mistério inexaurível do Cristo sacrificado sobre o altar nas espécies sagradas.8.4. Posições corporais - Nosso corpo também rezaPosições corporais e gestos na liturgia se tornam oração. Na liturgia toda a pessoa é chamada a participar.Assim, os gestos corporais são também vivamente litúrgicos. Assim, temos:- Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer, prontopara partir. Demonstra prontidão para por em prática os ensinamentos de Jesus.- Estar sentado: é a posição de escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta posiçãocabe principalmente ao se ouvir as leituras (salvo a leitura do Evangelho), na hora da homilia e quando apessoa está concentrada, meditando.- Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante.- Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração, pelo que é reservadoao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário. Não fazem genuflexão nem inclinaçãoprofunda aqueles que transportam os objetos que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, oscastiçais, o livro dos evangelhos.- Prostrar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, etambém de súplica. Gesto previsto na sexta-feira santa, no início da celebração da Paixão. Também os quevão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram.- Inclinar o corpo: é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de reverência e dehonra que se presta às pessoas ou às imagens. Faz-se inclinação diante da cruz, no início e no fim dacelebração; ao receber a bênção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante dotabernáculo; antes e depois da incensação, e todas as vezes em que vier expressamente indicada nosdiversos livros litúrgicos.- Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta do coração a Deus. Geralmente se usa durante arecitação do Pai-Nosso e nos cantos de louvor.- Bater no peito: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oraçãoConfesso a Deus todo poderoso...- Silêncio: atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação, desejode ouvir e aprofundar a palavra de Deus. Na celebração eucarística, se prevê um instante de silêncio no atopenitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia. Depois da comunhão,todos são convidados a observar o silêncio sagrado.9.4. O sinal da Cruz: Sinal de pertença ao rebanho de CristoDentro da celebração Eucarística nós o fazemos três vezes:1- no principio da Missa2- na proclamação do Evangelho3- na benção finalSinal este que em um rito muito eloqüente, no batismo, o sacerdote traçou sobre nossas cabeças o sinal dacruz dizendo: “Eu te assinalo com o sinal de Cristo Salvador”.10.4. As procissões na liturgia - O povo de Deus em caminhadaNa procissão de abertura o presidente com os demais ministros avançam em marcha para o Altar, enquantoa comunidade entoa o canto de abertura. Esse gesto tem por fim salientar que o presidente é o sinal visívelde Cristo, verdadeiro Sacerdote ao qual nos uniremos.A procissão do Evangeliário: Durante o canto de aclamação ao evangelho, o ministro se aproxima doAltar onde está, desde a abertura da celebração, o livro dos evangelhos (evangeliário). Esse significativolivro litúrgico que simboliza o Cristo que fala ao seu povo, na procissão de entrada é deitado sobre o Altar.Podemos observar algo interessante: Altar e Livro: um binômio que acena para o duplo encontro quevamos ter com Cristo. Palavra e divino alimento da comunidade cristã. Tomado o Evangeliário, o ministro 20
  21. 21. translada até o ambão acompanhado das duas velas e também do turíbulo fumegando. Chegando ao Ambãoabre o livro para a proclamação da Boa Nova de Cristo.A procissão do ofertório: É a procissão onde os fiéis levam até o Sacerdote os dons para o sacrifício: pãoe vinho. Também podem trazer em procissão outras ofertas como alimento e donativos aos pobres, porémnão se deve s colocá-las sobre o Alar do Sacrifício. Seja o que for que se trouxer na procissão, o pão e ovinho, sinais escolhidos desde o princípio dos tempos para a Eucaristia, devem ser o último dos sinais a serapresentados ao Sacerdote. Depois de analisarmos as procissões dentro da celebração Eucarística, vemos que o movimento decaminhar na Liturgia é muito constante. Para entendermos seu significado podemos recorrer a SagradaEscritura. A vida cristã é “seguir Jesus”, é fazer caminho. Os primeiros cristãos identificavamfreqüentemente a fé com caminho (At 9,2). Também Paulo falava da “corrida” de um cristão (Gl 2,2;5,7).No antigo testamento vemos o povo da antiga aliança que caminhou incessantemente rumo a sua libertação(livro do Êxodo). Também a Igreja está em marcha, ela é peregrina na terra. Somos povo de Deus quecaminha rumo a eternidade, rumo a vida verdadeira e a amizade com Cristo. 5 – AS CORES LITÚRGICAS: SUA FUNÇÃO E SIGNIFICADOS O uso das cores litúrgicas pode ajudar-nos a penetrar no mistério que celebramos, quer nacelebração do dia quer no tempo litúrgico. Como nos diz o Missal Romano em suas instruções gerais:“A diversidade de cores nas vestes sagradas tem como fim expressar com mais eficácia, ainda queexteriormente, as características dos mistérios da fé que se celebram...” (IGMR 307)O branco: Resultado de todas as cores juntas simbolizam a pureza, paz, alegria, júbilo. Sendo assim éusada no Natal e na Epifânia, durante todo o tempo pascal. Também se usa nas festas e solenidades deCristo e da Virgem Maria, nas festas dos anjos e santos que não se tornaram mártires. O jovem anjo queaparece junto ao sepulcro do Ressuscitado está vestido de branco (Mc 16,5). Os vencedores do Apocalipsetriunfam vestidos de linho branco e montados em cavalos brancos (Ap 19, 14). Na transfiguração no monteTabor, a glória de Cristo é simbolizada com vestes brancas como a luz e a neve (Mt 17,2). Usa-se: naquinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo doNatal, nas festas dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto as da Paixão). É a corpredominante da ressurreição.O vermelho: Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. Sendo assim, seu simbolismo adapta-se ao sentido do amor ardente: uma paixão tão profunda que leva a doação da própria vida. É usada doDomingo de Ramos na ação litúrgica da Paixão, na Sexta-Feira da Paixão e na festa da exaltação da SantaCruz, no Domingo de Pentecostes é a melhor aproximação simbólica dos tormentos do Cristo sofredor.Também é usada nas festas dos apóstolos, evangelistas e todos os santos, mártires; eles deram testemunhode Cristo com o próprio sangue. Seu uso se dá ainda na solenidade de pentecostes e na celebração daconfirmação, uma vez que o Espírito Santo é o fogo da vida.O verde: O verde é a cor da esperança, a cor da vegetação mais viva, e daí advêm a essa cor diversossimbolismos e aproximações metafóricas: é a cor do equilíbrio ecológico, da serenidade, e, sobretudosimboliza a esperança. O verde é a cor do Tempo Comum : as 34 semanas nas quais não se celebra ummistério concreto de Cristo, mas o conjunto da história da salvação e sobretudo o mistério semanal doDomingo como o dia do Senhor. Simboliza os frutos que o mistério pascal de Cristo deve produzir noscorações dos fiéis. Usa-se no Tempo Comum. (Quando no TC se celebra uma festa do Senhor ou dossantos, usa-se então a cor da festa).O roxo: Simboliza a penitência. È a junção do azul e do vermelho. Indica discrição, contrição, penitência,e às vezes adquire uma conotação de dor e tristeza. Sendo assim é a cor que distingue as celebrações dosofrimento, da reflexão e da espera. Também é utilizada nas celebrações penitenciais e nas celebrações 21
  22. 22. para os fiéis defuntos. Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios emissas pelos mortos. (Quanto ao Advento, está havendo uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo,para distingui-lo da Quaresma, pois Advento é tempo de feliz expectativa e de esperança, num viversóbrio, e não de penitência, como a Quaresma).O Preto: É símbolo de luto. É a negação da cor, evoca espontaneamente a escuridão, falta de luz; étipicamente a cor do luto e da tristeza. Na idade média era a cor do Advento e da Quaresma. Seu uso agoraficou muito mais discretamente indicado: permanece apenas como uso facultativo nas celebrações deexéquias e demais celebrações para os defuntos. Pode ser usado nas missas pelos mortos, mas nessascelebrações pode-se usar também o branco, dando-se então ênfase não à dor, mas à ressurreição.O rosa: Simboliza a alegria. È a cor litúrgica usada em apenas duas ocasiões do ano litúrgico: no 3ºdomingo do Advento (domingo Gaudete) e também no 4º domingo da Quaresma (domingo Laetare),ambos os domingos da alegria. Seu uso deu-se a pedagogia de um tempo que chegou a sua metade e queradiantar de alguma forma a meta festiva a que se dirige. 6 – SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS À NATUREZAA água - A água simboliza a vida (remete-nos, sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos para umavida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado).O fogo - O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascaldo Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-seindefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo, sobretudo da ação do Espírito Santo.A luz - A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz dosol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, podemultiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de chamas edestruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como noCírio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.O pão e o vinho - Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício danatureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifícioredentor.O incenso - Com sua especificidade aromática. Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos santos, que sobea Deus, ora como louvor, ora como súplica.O óleo - Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, da Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamentenos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três sacramentos, trata-se do gestolitúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto - no caso, o óleo - além de ele próprio ser um símbolo, faznascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. Tal também acontece com a água: ela supõe e cria obanho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo e do "lavabo" (abluções), e do "asperges", este emsentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal denosso Batismo. A esses gestos litúrgicos e tantos outros, podemos chamar de "símbolos rituais". A unçãocom o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, eculmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus. A palavraCristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência. As cinzas - As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas. 7 – PRINCIPAIS PARTES DO EDIFÍCIO SAGRADO A casa de oração onde a Eucaristia é celebrada e conservada, onde os fiéis se reúnem, onde apresença do Filho de Deus é honrada para auxílio e consolação dos cristãos deve ser bela e adequada para a 22
  23. 23. oração e as celebrações religiosas. Nesta casa de Deus, a verdade e a harmonia dos sinais que a constituemdevem manifestar o Cristo que está presente e age neste lugar. (CIC 1180) As palavras do papa Paulo VI ajudam-nos a compreender o papel da sagrada liturgia. Somos, pornatureza, apegados aos sentidos. Diante de uma realidade sobrenatural, como o é a santa missa, a liturgiavem em nosso socorro, para que, através de símbolos e gestos concretos, alcancemos o entendimentodaquilo que pela fé cremos. Não que se exija do fiel que o mistério seja plenamente entendido, pois este é,antes, para ser crido, mais que explicado; mas, iluminados pela sagrada liturgia, possamos dirigir a Deus oculto de adoração que lhe é devido, de modo que a nossa oração seja um espelho fiel da nossa fé.1.7. Espaço celebrativoPresbitério - Espaço reservado ao sacerdote e aos ministros do altar fica ao redor do altar, geralmente umpouco mais elevado, onde se realizam os sacramentos da santa e amada igreja de Cristo Deus.Nave - Espaço com bancos reservado aos fieis para participarem do santo sacrifício da missa. 8 – OBJETOS LITÚRGICOS E VASOS SAGRADOS1.8. Alfaias: Designam todos os objetos utilizados nas Celebrações, os paramentos litúrgicos. Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia. Sobre o Altar, que é o centro da igreja, para onde se deve convergir nossos olhares e toda a nossa atenção, se faz presente o Sacrifício da Cruz sob os sinais sacramentais. Ele representa dois aspectos de um mesmo mistério: o altar do sacrifício e a mesa do Senhor, e isto tanto mais porque o altar cristão é o símbolo do próprio Cristo,presente no meio da assembléia dos fiéis como vítima de reconciliação e alimento celeste. “Não aosmártires, mas ao Deus dos mártires erigimos nossos altares” - S. Agostinho“Com efeito, que é o altar de Cristo senão a imagem do corpo de Cristo?” - S. AmbrósioToalha do Altar: Sendo o altar é a mesa do Senhor e que ocupa lugar de destaque no Templo, a toalhanele colocada deve expressar também beleza e dignidade para o grande acontecimento.Credencia - É uma mesinha que fica perto do altar, do lado da epístola, onde se colocam os objetosnecessários às funções litúrgicas. Nas missas solenes, recebe as galhetas, o cálice, o livro da epístola e doEvangelho e os castiçais dos acólitos. Ambão: Estante onde é proclamada a palavra de Deus. Mesa da Palavra É o verdadeiro trono da sabedoria do qual Cristo se revela como nosso único Mestre. É a cátedra de onde Deus nos fala. A Palavra nos é dada do alto. “A dignidade da Palavra de Deus exige que exista na igreja um lugar que favoreça o anúncio desta palavra e para a qual, durante a liturgia da Palavra, se volta espontaneamente a atenção dos fiéis”. (CIC 1184)Cadeira Presidencial: É o lugar daquele que preside à assembléia litúrgica, seu significado é este: é olugar de Cristo que preside ao seu povo, na pessoa do ministro sagrado: o sacerdote (presbíteros ou bispos).Quando se trata de sede episcopal o nome a ela atribuído é Cátedra ,ou seja, lugar do ensinamento, dainstrução, da catequese. isso também pode ser aplicado para a cadeira presidencial. É o lugar de onde quempreside, também ensina o povo de Deus. Por isso o Missal Romano e o Cerimonial da Igreja orientam quea homilia seja feita da cadeira. Sacrário - Sacrário ou tabernáculo do Senhor Eucarístico é um pequeno cofre. É o lugar onde se guarda o Santíssimo Sacramento para a adoração dos fiéis e distribuição da Sagrada Comunhão para os enfermos. Seria de se desejar que os tabernáculos fossem feitos de ouros maciços, cravejados de pedras preciosas, em todas as igrejas; mas, se isso não for possível, seja ele de lâminas de prata ou bronze douradas, ou de mármore fino, 23

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