O PERFIL EMPREEDEDOR COMO DIFERENCIAL NA INTERCIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS

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Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração.

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  • 1. FACULDADE 7 DE SETEMBRO – FA7 CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO BRUNO BEZERRA MONTEO PERFIL EMPREEDEDOR COMO DIFERENCIAL NA INTERCIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS FORTALEZA – 2011 1
  • 2. BRUNO BEZERRA MONTEO PERFIL EMPREEDEDOR COMO DIFERENCIAL NA INTERCIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador: Prof. Maíso Dias Alves Júnior, MSc. FORTALEZA – 2011 2
  • 3. O PERFIL EMPREEDEDOR COMO DIFERENCIAL NA INTERCIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. ______________________________________ Bruno Bezerra MonteMonografia aprovada em: ______ / ______ / ______ ______________________________________ Prof. Maíso Dias Alves Júnior, MSc.1ºExaminador:______________________________________2ºExaminador:______________________________________ ______________________________________ Prof. Hercílio Brito, MSc. (FA7) Coordenador do Curso 3
  • 4. Aos meus pais, que fizeram da nossamesa de jantar a melhor sala de aula do mundo. 4
  • 5. AGRADECIMENTOSSobretudo agradeço a Deus, por me dar capacidade física, mental e intelectual depoder concluir as etapas da minha vida. Pela misericórdia derramada sobre mimainda que não merecida.Aos meus pais que me ensinam a amar Jesus sobre todas as coisas antes de tudo.Por me apontar o caminho certo e me incentivar, incessantemente, a perseverar emqualquer circunstância.Aos meus irmãos Carol e Biel, meus alicerces e herança dos meus pais na minhavida e companheiros de muitas lutas ainda vindouras.À Bia, minha melhor amiga, amada e preciosa a quem tenho amor inestimável ecompanheira em todas as horas. Obrigado por me inspirar e se arriscar juntocomigo.Aos professores da Faculdade 7 de Setembro, que sem dúvida alguma confirmaramque minha escolha foi a melhor. Em especial agradeço ao Professor Maiso DiasAlves Junior, orientador, amigo e bom sambista a quem devo muito pela paciência e,sobretudo inspiração que talvez nem mesmo tenha conhecimento que a tenho.Agradeço também ao Professor Hercílio Brito que com muita destreza conduz acoordenação do curso de Administração de Empresas e por algumas vezes mesalvou de mim mesmo. 5
  • 6. RESUMOO objetivo dessa monografia é analisar por meio de uma pesquisa bibliográfica eaplicação de questionário a relação entre o perfil empreendedor encontrado nosempresários e o sucesso obtido em uma incursão internacional. Também sepretende conferir quais são as principais barreiras que se apresentam paraempresários que queiram se lançar ao mercado internacional. É também a intençãodo presente trabalho apresentar quais são as estratégias necessárias para se obtersucesso em relações inter comerciais entre duas nações. Após serem elencadas asdificuldades e as estratégias, o objetivo do trabalho se da pela identificação decaracterística pessoais e profissionais que são imprescindíveis para qualquer gestor,empresário ou administrador interessado em negociar com o estrangeiro.Palavras Chave: Perfil empreendedor, Comércio Internacional, Estratégias.ABSTRACTThe purpose of this thesis is to examine through a literature search andquestionnaire the relationship between entrepreneurial profile found in entrepreneursand its success in an international foray. Also it is wanted to check which are themain barriers that are presented to entrepreneurs who want to launch to theinternational market. It is also the intention of this paper to present what are thestrategies needed to succeed in international trade relations between two nations.After being listed difficulties and strategies, the objective of the work is theidentification of personal and professional characteristics that are essential for anybusiness owner or manager interested in trading with foreign countries.Keywords: Entrepreneurial profile, International Trade, Strategies 6
  • 7. ÍNDICEIntrodução ....................................................................................................................... 08Pressuposto da Pesquisa................................................................................................ 10Desenvolvimento.............................................................................................................. 11Problema.......................................................................................................................... 11Objetivo Geral.................................................................................................................. 11Objetivo Específico ......................................................................................................... 11Fundamentação Teórica.................................................................................................. 12Comércio Exterior............................................................................................................. 12Empreendedorismo.......................................................................................................... 18Empreendedorismo no Brasil........................................................................................... 20Perfil Empreendedor ....................................................................................................... 22Ingresso no Comércio Internacional ................................................................................ 27Metodologia...................................................................................................................... 32Análise de Resultados..................................................................................................... 34Referências Bibliográficas................................................................................................ 37Anexo............................................................................................................................... 41A internacionalização expande negócios, os benefícios são inúmeros: maiores retornos deinvestimentos, economia de escala, acesso a recursos críticos, custos menores, clientes maisfortes, etc. 7
  • 8. 1 INTRODUÇÃO Quando se fala em economia brasileira, ainda que de maneira superficial, nãoé necessário a ninguém conhecimentos profundos sobre o tópico para que seconstate o papel do Brasil como um player internacional em diversos setores. Nestecaso, o conceito de globalização deve ser analisado de maneira ampla e profunda,não se limitando ao “lugar comum” ao qual o termo remete. Este trabalho se propõeexatamente a analisar um produto desse fenômeno chamado Internacionalização. A tomada de decisão por parte da gestão de uma empresa em direção a umprocesso de internacionalização não é fácil. É preciso responder a três perguntas:  Onde estou?  Onde quero ir?  Como chegar lá?Para obter essas respostas é necessário um profundo conhecimento sobre aempresa. Em caso de instituições de médio e grande porte, é necessária tambémuma boa equipe de pessoas que consigam pensar sobre o assunto. Mas o objeto deestudo deste trabalho está na etapa anterior a este processo de tomada de decisão.Um conhecimento tácito que habita na mente, muitas vezes, apenas do dono daempresa. O termo “Empreendedorismo” foi usado pelo economista austríaco JosephSchumpeter (1950) e segundo ele, o empreendedor é aquele que é capaz detransformar uma idéia em uma inovação de sucesso. Em seu Livro “Capitalismo,Socialismo e Democracia” Schumpeter populariza o conceito de “DestruiçãoCriativa”. É sabido que o comércio internacional, quando bem analisado, proporcionauma grande compreensão para o desenvolvimento econômico dos Estadosnacionais no que diz respeito às PME’s. Neste sentido, Maurício Manfré (2007) afirma que: “a internacionalização é um fenômeno econômico de considerável importância no desenvolvimento das empresas, entre outras coisas pelo crescimento e expansão gerado.” 8
  • 9. As pequenas e médias empresas representam mais de 98% do total deempresas existentes no Brasil - algo em torno de 5 milhões de empresas - erespondem por cerca de 60% dos empregos gerados, participando com 43% dofaturamento total dos setores industrial, comercial e de serviços. Serviços,respondem ainda por cerca de 1 % do total das exportações do país. Segundo Claudio Antonelli (2004), considerando que uma das prioridades dapolítica econômica brasileira é o incremento das exportações; percebe-se a falta depolíticas governamentais específicas e que deveriam ser inseridas no contexto darealidade mundial, lançando instrumentos que pudessem viabilizar o aumento novolume dos produtos negociáveis no mercado externo; embora isto não comporteainda um julgamento de valor. Políticas de governo à parte, a pesquisa edesenvolvimento (P&D), tão comentados e necessários no processo de inserção dosnegócios no cenário internacional, não deve prescindir à elaboração, análise eaplicação dos conceitos e técnicas universais de gestão empresarial. Urge uma mudança de cultura, o aumento de capacidade, de competitividadee de um rápido crescimento no número de pequenas e médias empresas eempresas emergentes no cenário sócio-econômico brasileiro, comparado à falta dacriação de uma política organizacional voltada para o mercado global, nos leva aidentificar e analisar, através de um diagnóstico sistêmico, tanto da empresa como ado empreendedor, os fatores inibidores que minimizam a capacidade da empresaem ultrapassar as fronteiras nacionais. A qualidade dos pequenos empresários quefazem parte do desenvolvimento econômico, não somente do Brasil, mas daAmérica Latina das empresas emergentes apresentam quadros alarmantes; de cadatrês empresas criadas, duas fecham as portas; Em se tratando das pequenasempresas, a estatística é ainda mais desesperadora: 99% delas abrem falênciaprematuramente, justamente por falta da capacidade de programar um conjunto deações gerenciais no ambiente interno do empreendimento. Não se duvida que asempresas, com características globais, devem viver a lógica da melhor qualidade aomenor preço, como resultado de sua internacionalização, envolvendo os trêsprincipais níveis de atividades corporativas: estratégia/estrutura, cultura e pessoas,respaldadas por sólidos investimentos e a aplicação e domínio de novas tecnologias. 9
  • 10. Na primeira parte deste trabalho, será abordado o conceito de Internacionalização.Segundo o sociólogo canadense Guy Rocher (1962), é a troca econômica, políticaou cultural entre nações, e as relações que daí resulta pacíficas ou conflituosas, decomplementaridade ou concorrência. De maneira análoga, podemos dizer que aInternacionalização de uma empresa é um processo de expansão na qual aempresa se relaciona com outro país através de interação comercial. Na segunda parte deste trabalho, será abordado o conceito deEmpreendedorismo a luz dos principais pensadores desta escola. Na terceira e ultima parte deste trabalho, a intenção é associar oEmpreendedorismo como força motriz para o inicio do processo deinternacionalização de uma empresa. No livro Empreendedorismo, Hisrich, Peters eShepard definem que o comportamento empreendedor abrange: (1) tomar iniciativa,(2) organizar e reorganizar e (3) aceitar o risco ou o fracasso. Essas mesmascaracterísticas são fundamentais para o processo de internacionalização de umaempresa segundo Marcos Amatucci em seu livro Internacionalização de Empresas –Teoria, Problemas e Casos (2008). 10
  • 11. 2 DESENVOLVIMENTO2.1 ProblemaQue relação é possível se observar entre o pensamento empreendedor e ainternacionalização de uma empresa brasileira?2.2 Objetivo GeralAnalisar de que forma o empreendedorismo dentro das empresas brasileiras,impulsiona ou acelera o processo de internacionalização.2.3 Objetivos Específicos- O que é comércio internacional, como funciona, como as empresas brasileiras serelacionam com o exterior;- Diagnosticar quais são as principais características necessárias para umempreendedor que deseja internacionalizar suas operações.- Identificar as barreiras, as estratégias e as formas de inserção em um mercadointernacional 11
  • 12. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAEste capítulo tem como finalidade discutir mais profundamente o universo docomércio exterior e as suas nuances. Tem como objetivo também, analisar asafirmações e pressuposições dos teóricos acerca dos pensamentosempreendedores. Por ultimo, mas não menos importante, traçar um perfil adequadode pessoas empreendedoras.O objetivo da presente monografia é fazer uma analise da relação que se tem entreo empreendedorismo e o êxito de empresas que se lançaram no mercadointernacional seja para comercialização de bens ou serviços.3.1 COMÉRCIO EXTERIORAo entrar em uma grande rede de supermercados e olhar para as prateleiras cheiasde produtos importados já se está experimentando os efeitos do comércio exterior. OComércio Exterior ou Comércio Internacional nos permite expandir os mercadostanto para bens como serviços que em outros tempos não estariam disponíveis. Éum dos segmentos da economia que possibilita escolher entre um carro americano,japonês ou alemão. Graças ao comércio internacional, o mercado goza de umambiente mais competitivo o que resulta em preços também mais competitivos.Mas o que é Comércio Exterior?O comércio internacional é a troca de bens e serviços entre os países. Este tipo decomércio dá origem a uma economia mundial, em que os preços da oferta e aprocura, afetam e são afetados por eventos globais. Uma mudança política na Ásia,por exemplo, poderia resultar em um aumento no custo do trabalho, aumentandoassim os custos de produção para um fabricante de tênis americano com sede naMalásia, que então resultaria em um aumento no preço praticado para o produtofinal. A diminuição do custo do trabalho, por outro lado, resultaria em uma reduçãodo preço praticado. Operações de comércio exterior, em geral, dão aosconsumidores e países a oportunidade de serem expostos a produtos e serviços nãodisponíveis em seus próprios países. Quase todo tipo de produto pode serencontrado no mercado internacional: alimentos, roupas, peças de reposição, óleo,jóias, vinhos, ações, moedas e água bem como serviços: turismo, operações 12
  • 13. bancárias, consultoria e transporte. Em termos básicos, um produto que é vendidopara o mercado global é uma exportação, e um produto que é comprado no mercadoglobal é uma importação.OS MODELOSO modelo RicardianoO comércio exterior permite que os países se utilizem de seus recursos – tecnologia,mão de obra ou capital - de forma mais eficiente. Como os países são dotados dediferentes ativos e recursos naturais (terra, trabalho, capital e tecnologia), algunspaíses podem produzir o mesmo produto de forma mais eficiente e, portanto, vendermais barato do que em outros países. Partindo dessas premissas surge o primeiromodelo de comércio internacional. Se um país não pode eficientemente produzir umitem, ele pode obter o item de outra nação que tem mais conhecimento na produção.Isto é conhecido como especialização no comércio internacional.O conceito de especialização é uma das tangentes do modelo proposto pelo inglêsDavid Ricardo. Em seu livro “On the principles of Political Economy and Taxation” de1817, Ricardo faz a seguinte analogia em tradução livre:“Inglaterra e Portugal produzem blusas de algodão e vinho. Inglaterra produz 10 blusas e seisgarrafas de vinho por ano, enquanto Portugal produz seis blusas e 10 garrafas de vinho por ano.Ambos podem produzir um total de 16 unidades. Portugal, no entanto, leva três horas para produziras 10 blusas e duas horas para produzir as seis garrafas de vinho (total de cinco horas). Já Inglaterra,por outro lado, leva uma hora para produzir 10 blusas e três horas para produzir seis garrafas devinho (total de quatro horas).Mas estes dois países percebem que eles poderiam produzir mais,concentrando-se naqueles produtos com os quais eles têm uma vantagem comparativa. Portugalcomeça então a produzir vinho e Inglaterra produz apenas blusas de algodão. Cada país pode agoracriar uma saída especializadas de 20 unidades por ano e comercializar proporções iguais de ambosos produtos. Como tal, cada país tem agora acesso a 20 unidades de ambos os produtos.”O conceito por trás do exemplo citado acima é o conceito da VantagemComparativa. Vantagem comparativa é a força motriz do modelo ricardiano quedescreve um mundo no qual os bens são produzidos de maneira competitiva a partirde um único fator de produção e trabalho que diferem entre países e bens.Aplicando a teoria com apenas dois bens e dois países, o modelo teórico padrãomostra que os países irão exportar o bem em que têm vantagem comparativa. O 13
  • 14. equilíbrio, que é o foco principal deste modelo, assume o formato dos dois paísescompletamente especializados e ganhando a partir de comércio entre si.O modelo de Heckscher–OhlinO modelo H-O foi criado por Eli Heckscher e seu aluno Bertil Ohlin em Estocolmo em1933. É um modelo muito mais complicado do que o modelo ricardiano muitoembora tenha suas bases fundamentadas na concepção da vantagem comparativano que diz respeito aos padrões adotados pelo comércio e produção. Na suaessência, o modelo diz que os países vão exportar os produtos que usem seusrecursos mais abundantes enquanto serão importados produtos que o país sofreescassez para produzir.Segundo este modelo, as características próprias de cada nação em relação aosfatores de produção (terra, trabalho e capital) determinam a vantagem comparativa.Os países, nesse caso, têm vantagens comparativas nos produtos para os quais oselementos necessários de produção são relativamente abundantes localmente. Issoocorre porque a rentabilidade dos bens é determinada pelo custo dos insumos. Bensque necessitam de insumos que são abundantes serão mais barato para produzir doque os bens que necessitam de insumos que são escassos.O modelo de gravitaçãoO modelo de gravitação é um modelo importante no comércio internacional e temsido utilizado pelos economistas para descrever as interações entre os países. Temsido aplicado a um grande número de questões: a migração, a negóciosinternacionais e a investimento direto estrangeiro. A idéia é que os padrõesgeográficos, em atividades econômicas, podem ser descrito por dois fatores. Umfator é a massa econômica, muitas vezes descrita pelo PIB. E o outro fator, que édeterminante do modelo, é a distancia dos custos de um país para outro. É umaidéia muito simples e há uma semelhança com a lei da gravidade de Isaac Newton.De fato, a idéia foi adaptada por Tinbergen (1962) e Poyhonen (1963) para ocomércio internacional. Segundo Tinbergen, o comércio entre duas nações édiretamente proporcional ao seu tamanho (econômico) e inversamente proporcionalaos custos do comércio entre os países. Esses custos, de acordo com Poyhonen,são relacionados a transporte, barreiras tarifárias e língua. Ou seja, há relevância 14
  • 15. no aspecto da disposição geográfica dos países. A fórmula desenvolvida porTinbergen é a seguinte:Onde:F: Fluxo de ComércioM: Massa econômica de cada paísD: DistanciaG: ConstanteO modelo gravitacional estima os padrões do comércio internacional. Enquanto aforma básica do modelo consiste de fatores que têm mais a ver com a geografia e aespacialidade, o modelo gravitacional tem sido usado também para testar hipótesesenraizadas nas teorias mais puras do comércio exterior. Essa teoria prevê que ocomércio será baseado no fator de abundância relativa assim como outros modelosde abundância relativa como o modelo de Heckscher-Ohlin citado acima.ÓRGÃOS DE REGULAMENTAÇÃOCom o fim do feudalismo, o capitalismo toma assume a posição de sistemaeconômico vigente para o mundo ocidental. Segundo os maiores estudiosos dosistema, John Locke e Adam Smith, o comércio é o principal pilar do capitalismo e éa razão do enriquecimento das nações. Durante todo o período mercantilista, leischamadas suntuárias foram estabelecidas para controlar o comercio e, sobretudo oconsumo. Essas leis foram fortemente contestadas a medida que a sociedademoderna se desenvolvia pois elas serviam muito mais para privar e perdurar asdistinções de classes. Com o passar dos anos, o governo deixa de ter o domínioabsoluto do comércio praticado dentro das fronteiras e surge uma idéia de comérciolivre (laissez-faire) que tinha suas idéias cunhadas pelo mesmo Adam Smith. Osvalores do comercio livre foram vistos pela primeira vez em 1776 em sua obraintitulada “The Wealth of Nations”: 15
  • 16. “É a máxima de todo mestre prudente de uma família, nunca tentar fazer em casa o que vai custar-lhe mais para fazer do que comprar.... Se um país estrangeiro pode nos fornecer uma mercadoriamais barata do que nós mesmos podemos produzir”.Esse conceito, porém, tem alguns pontos sensíveis que podem levar a sériasconseqüências econômicas para uma nação. Em um sistema de comércio livre, aprecificação dos produtos é um retrato da oferta e procura. É como imaginar um paísescasso de um recurso, com uma demanda alta, ter que arcar com o preço praticadopor um país com o referido recurso abundante. Os governos, sendo os primeiros emáximos órgãos de regulamentação de comércio de um dado país passam atrabalhar com preços virtuais. Estes preços virtuais provêem de políticasprotecionistas que é a maneira mais direta pela qual um governo controla omercado.Comumente, o comércio internacional é regulamentado através de tratados entreduas nações. A partir da segunda guerra mundial, tratados multinacionais foramsurgindo para criar uma estrutura de comércio internacional que padronizasse aprática ao redor do mundo. A exemplo disso é possível citar o GATT queposteriormente viria a ser a OMC. A Organização Mundial do Comércio foi criada em1995 para substituir o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) e tem comofunção principal supervisionar o comércio internacional. A OMC trabalha paragarantir a implantação e administração dos acordos discutidos pelos 153 membros.Serve também como foro de discussões e negociações para eventuais litígios. Alémdisso, é dever da OMC examinar e propagar as políticas comerciais nacionais, eassegurar a coerência e a transparência dessas políticas comerciais através davigilância na econômica interna. Outra prioridade da OMC é o auxílio nodesenvolvimento dos países menos desenvolvidos e de baixa renda em transiçãopara se adaptarem às regras e disciplinas da OMC através de cooperação técnica etreinamento.COMÉRCIO EXTERIOR NO BRASILHistoricamente o Brasil manteve uma relação comercial intensa com Portugal queestabeleceu assim o pacto colonial. Ou seja, os portugueses monopolizavam ocomércio brasileiro e assim foi durante a maior parte da história. Depois, com achegada da família real ao Brasil, o que se fez foi a abertura dos portos as nações 16
  • 17. amigas especialmente a Inglaterra e dessa maneira o Brasil vai passo-a-passo,abrindo seus portos e por conseqüência, seu comércio para países da Europaocidental de uma maneira mais geral. Ou seja, passa-se a diversificar o número depaíses com os quais o Brasil faz comércio internacional. No final do século IXX, oBrasil estabelece uma relação de aproximação com os Estados Unidos. Essainiciativa é muita mais conseqüência de um esforço norte americano que tinham aintenção de aumentar o seu comércio com países da América Latina como um todocomo forma de garantir uma área de influência na região. Vem a velha doutrinaMonroe. América para os americanos. E os americanos buscam influenciar ospaíses próximos através de grandes acordos comerciais em muitos casos setornando o principal parceiro comercial de vários países na América Latina. Eraassim que o Brasil se relacionava com os EUA na época da crise de 29 quando aeconomia americana teve problemas e esses problemas foram transferidos em partepara o Brasil porque os americanos eram os principais compradores de café,produto fundamental da economia brasileira na época. Nos início dos anos 90, oBrasil cria junto com Argentina, Paraguai e Uruguai o MERCOSUL. Ou seja, umaestratégia de comércio mais regionalizada. O Brasil busca se aproximar de paísesvizinhos e estabelecer trocas comerciais bastante favorável sendo assim uma novacaracterística do comércio exterior brasileiro. Porém, nos últimos 15 anos é possívelperceber que o MRE estabeleceu uma política de abertura comercial, fazendo doBrasil um país de intercâmbio multidirecional. Ou seja, o Brasil vai deixar de ser umpaís que vai deixar de ter aqueles principais parceiros tradicionais e vai buscar termuitos parceiros no mundo inteiro. Hoje o Brasil não é só um país parceiro dos EUA,da Argentina, do Uruguai, do Paraguai. O Brasil é parceiro de diversos países naÁfrica, Ásia Europa. O Brasil está tentando se abrir para o mundo para trazerprodutos de todo o mundo e principalmente levar produtos brasileiros para todos oscontinentes.3.2 EMPREENDEDORISMOO termo “Empreendedorismo” foi usado pelo economista tcheco Joseph Schumpeterpela primeira vez em 1950 e segundo ele, o empreendedor é aquele que é capaz detransformar uma idéia em uma inovação de sucesso. Em geral, essa transformaçãoresulta em novas organizações ou reestrutura organizações já existentes comoresposta a mudanças no ambiente. A forma mais óbvia de empreender é o começo 17
  • 18. de um novo negócio (Startup Company). Contudo, nos últimos anos, o termo tem seexpandido para incluir formas sociais e políticas de atividades empreendedoras.Segundo Paul Reynolds, professor de empreendedorismo e criador do GlobalEntrepreneurship Monitor, nos EUA, ao chegarem à aposentadoria, metade dostrabalhadores provavelmente tiveram um período de auto-emprego de 1 ou maisanos. Um a cada quatro se mantiveram no auto-emprego por um período superior a5 anos. Participar na criação de um novo negócio é comum em países com aeconomia aquecida e nos últimos anos tem sido estudado por professores ao redordo mundo, o advento de novas empresas sendo este um dos grandes responsáveispelo desenvolvimento econômico dos países.Atividades empreendedoras são sensivelmente diferentes dependendo do tipo deorganização e criatividade envolvidas. Empreendedorismo abrange de pequenosprojetos pontuais (envolvendo o empreendedor informal ou empreendedor desegunda renda) até grandes mudanças em empresas que geram várias novasoportunidades de trabalho. Muitos empreendimentos de alto valor buscam “capitaisde risco” ou algum “investidor anjo” como forma de adquirir fundos para montar onegócio. Hoje, existem várias organizações, governamentais ou privadas, que temcomo razão de ser, o fomento de possíveis novos negócios. Isso inclui agênciasespecializadas do governo, incubadoras de negócios, parques tecnológicos (ouTecnopólos) e algumas ONG’s. Em tempos mais contemporâneos, o termoempreendedorismo se adaptou de um forma diferente de modo que fosse tambémenquadrado alguns elementos que não necessariamente resultam em atividadesformadoras de novos negócios. Assim, o conjunto de suposições que conceituam oempreendedorismo, também se aplica para iniciativas empreendedoras nas formasde empreendedorismo social, empreendedorismo político ou conhecimentoempreendedor.No século 20, o entendimento sobre empreendedorismo deve muito ao trabalho doeconomista Austríaco Joseph Schumpeter. Schumpeter elaborou duas teoriascomumente chamadas de Mark I e Mark II. Em Mark I, argumenta que inovação emudança tecnológica de uma nação vêm de mentes empreendedoras. À época,cunhou o termos Unternehmergeist (alemão para empreendedorismo). Eleacreditava que esses indivíduos eram responsáveis por fazer a economia de um 18
  • 19. país dar certo. Durante o período que lecionou em Harvard, desenvolveu a suasegunda teoria. Mark II sugeria que os atores que conduzem inovação e economiasão as grandes empresas que possuem recursos para investir em pesquisa edesenvolvimento.Joseph Schumpeter, a partir da década de 50, passa a discutir sobre um temarecorrente no discurso marxista. De acordo com Schumpeter, o empreendedorismoemprega a chamada destruição criativa. A destruição criativa é amplamenteresponsável pelo dinamismo das indústrias em termos de crescimento econômico delongo prazo. A suposição de que o empreendedorismo conduz ao crescimentoeconômico é uma interpretação de fragmentos da teoria do crescimento endógeno ecomo tal é muito debatido na academia. O empreendedorismo resultou em novasindústrias, mas também em novas combinações de fatores atualmente existentes. Oexemplo inicial, citado por Schumpeter no livro “A marcha para o Socialismo”, diziaque a combinação de um motor a vapor com uma carroça gerava uma tecnologiacapaz de substituir o cavalo. Isso não era de fato uma nova tecnologia, mas umacombinação de práticas já inventadas. Essa nova prática não substituiu as carroçaspuxadas a cavalo de imediato, mas com o tempo o animal foi substituído de vez pelamáquina.Para Joseph Schumpeter, o empreendedor não suporta correr riscos. Risco seria, nocaso, um fato para os capitalistas. Essa teoria seria discordada por Frank Knight(1921) e Peter Drucker (1946). Para os dois economistas e também expoentes daeconomia, empreendedorismo está diretamente ligado a correr riscos. Nestatendência, o perfil empreendedor é descrito como uma pessoa inclinada a colocarem risco sua carreira e segurança financeira por uma idéia gastando assim, tempo edinheiro em um empreendimento incerto. Frank Knight em seu livro “Risco, Incertezae Lucro”, define bem as barreiras enfrentadas pelo empreendedor.  Risco: É um fator medido estatisticamente. Ex: A probabilidade de se tirar uma bola branca de um jarro com 5 bolas branca e 5 bolas vermelhas.  Ambigüidade: É difícil de medir estatisticamente. Ex: A probabilidade de se tirar uma bola branca de um jarro com 5 bolas brancas e um número incerto de bolas vermelhas. 19
  • 20.  Incerteza ou Incerteza Knightiana: É impossível medir estatisticamente. Em: A probabilidade de se tirar uma bola branca de um jarro onde não se sabem quantas bolas brancas ou quantas bolas vermelhas se tem.As ações empreendedoras, em geral, se utilizam da incerteza knightiana.Principalmente quando envolve a criação de um negócio novo para o mercado.Contudo, mesmo que o mercado já exista, não há garantias de êxito. Drucker foialém dos conceitos de Knight e definiu o empreendedor como alguém que procurapor mudanças, responde a essas mudanças de maneira rápida e transforma essasmudanças em oportunidades.A maioria dos economistas concorda que o empreendedorismo é um temperonecessário para estimular economia, crescimento e as oportunidades de empregoem todas as sociedades. No mundo em desenvolvimento, pequenas empresas desucesso são os motores primários de renda a criação de emprego e redução dapobreza. Portanto, o apoio do governo para o empreendedorismo é uma estratégiacrucial para o desenvolvimento dessa prática.3.3 EMPREENDEDORISMO NO BRASILDe acordo com a pesquisa GEM 2009, o Brasil é o líder em empreendedorismo. Apesquisa relata que a cada oito adultos, um apresenta perfil empreendedor. Mas oque isso representa? Como sugerem alguns economistas, o Empreendedorismo éresponsável por parte de desenvolvimento econômico do Brasil. Um olhar maisprofundo sobre algumas das tendências em empreendedorismo no Brasil sugereque o esforço do país para aumentar a sua cultura de inovação eempreendedorismo tem como foco, sustentar seu crescimento nos próximos anos.De acordo com dados da Endeavor Brazil, uma organização que promove odesenvolvimento do empreendedorismo, os novos negócios, ou “Young business”,como foram chamados, tem um papel crucial na economia e no futuro do Brasil.Segundo dados do Sebrae, atualmente as PME’s (Pequenas e Médias Empresas)são responsáveis por aproximadamente 96% da oferta de cargos no mercado. Essacategoria de empresas também compreende algo em torno de 98% de todas asempresas oficialmente reconhecidas pelo governo. Esse dado, vale ressaltar nãoleva em conta as empresas que funcionam de modo informal ou irregular. Segundo 20
  • 21. o estudo Educação Empresarial feito pelo diretor técnico do Sebrae, Luiz CarlosBarboza, o aumento no número de novas empresas que surgiram no Brasil estádiretamente relacionado ao crescimento do espírito empreendedor nos brasileiros.Ainda segundo Barboza, é possível ter uma idéia desse crescimento através dealguns dados. O número de participantes na Brazil’s Global Entrepreneurship Weeksubiu de 1.5 milhões em 2008 para 5.3 milhões em 2009. Um fomento ao espíritoempresarial é crucial para um país onde os jovens com idades entre 18 e 24compreendem 36% da mão de obra desempregada e já reconheceu isso e tem dadopassos determinados a incentivar novos empresários.O Brasil é bastante consciente em relação ao impacto do crescimento de novasempresas não só no que diz respeito a emprego, mas também na inovação, e issose reflete através dos esforços para apoiar empresas start-ups. Como o ChristianScience Monitor relatou recentemente no estudo “Five Nations boosting their cultureof innovation”, "O que acontece no Brasil simboliza que os continentes do Sul estãoaumentando os esforços para fomentar novos negócios.” Isso se confirma aoanalisarmos algumas posturas do governo como a disponibilidade de R$ 65 milhõespara investimento em projetos start-up através do FINEP. A meta é investir em10.000 empresas com foco em inovação ao longo de quatro anos e através disso,gerar 10 novos empregos diretos por empresa.3.4 PERFIL EMPREENDEDORQuem é o empreendedor ?A figura do empreendedor é definida de várias formas e varia de um autor para ooutro. Mas é possível encontrar pontos de intercessão entre algumas definições. Deacordo com o dicionário Aurélio é definido como uma pessoa que exercita total ouparcialmente as atividades de:  Coordenar, iniciar, instituir e controlar mudanças em algum negócio ou empresa  Assumir riscos derivados da natureza dinâmica da sociedade e do conhecimento incerto sobre o futuro. 21
  • 22. Porém, vamos começar por descrever uma pessoa que NÃO é empreendedora. Em24 de julho de 2002, um artigo da revista EXAME com o título de “Falsas verdadessobre empreendedores” foi publicado. No artigo o autor explana sobre 6 “mitos” quecercam o conceito de empreendedor. Um deles diz que “O empreendedorismo nãopode ser ensinado. É uma habilidade inata”. Essa afirmação se opõe ao fato de quenos Estados Unidos, país onde se observa o maior número de empresas no mundo,a maioria surge em decorrência de uma eventual demissão. Isso é comprovadosegundo estudo da Ernst & Young, publicado em 2007, que diz que os líderes sãofeitos ao longo do tempo. O estudo aponta inicialmente que não há evidencias deque existe um gene humano que define empreendedorismo como hereditário.Todavia, há traços na personalidade de cada um que, combinados com experiênciasvividas, culminam em atitudes ou negócios visionárias.Ainda segundo o estudo, existe um grande número de atitudes comportamentais quecaracterizam um empreendedor. Isso inclui o olho para enxergar oportunidades,inquietude, resiliência e a já citada coragem para correr riscos. Os líderes, como oestudo da E&Y chama os empreendedores, podem até não ter nascido comhabilidades especiais para empreender, mas certamente a maioria deles embarcana primeira aventura empresarial com pouca idade como é possível observar nográfico abaixo: Gráfico 1 – Idade em que os empresários começaram o primeiro negócio Idade em que empresários começaram o primeiro negócio Entre 50-59 Entre 40-49 Entre 30-39 Entre 20-29 Abaixo de 20 0% 10% 20% 30% 40% 50% Fonte: Ernst & Young (2007)Mas apesar de começarem ainda jovens, a maioria dos empreendedores nãocomeça logo de cara com o próprio negócio. De acordo com a pesquisa do estudo,feito com 685 empreendedores ao redor do mundo, a maioria dos entrevistados 22
  • 23. relatou uma ou mais transição entre empregos até chegarem onde estão. Issosignifica que eles já tem um background de experiência fora do mundo doempreendedorismo antes de lançarem seu próprio negócio.Compreendendo o EmpreendedorMas quem pode se tornar um empreendedor? Não existe um perfil único e definitivo.Os empreendedores bem sucedidos se apresentam em contextos variados no quediz respeito a idade, nível de renda, gênero e raça. Eles diferem em educação eexperiência. São variadas as características do perfil empreendedor e dentre elaspodemos citar algumas que estão no quadro abaixo: Quadro 1 – Características do Perfil Empreendedor CARACTERÍSTICAS DO PERFIL EMPREENDEDOR é o que dá impulso para o desenvolvimento de novos produtos ou • Criatividade serviços ou formas de fazer negócios. É o impulso para a inovação e melhoria. é o que motiva o empresário a trabalho duro, várias horas por dia, sete dias por semana, especialmente no início, para obter conhecimento e controle. • Dedicação Planejamento e idéias devem ser unidos pelo trabalhar duro para ter sucesso. Como diz Roberto Shinyashiki, dedicação faz acontecer. é um desejo extremamente forte de alcançar o sucesso. Ele inclui a persistência e a capacidade de se • Determinação: recuperar depois de tempos difíceis. É o que motiva o empresário a fazer a décima ligação quando as nove anteriores não deram em nada. • Flexibilidade: é a capacidade de mover-se rapidamente 23
  • 24. em resposta à evolução das necessidades do mercado. É estar sendo fiel a uma idéia e ao mesmo tempo, estar atento às realidades do mercado. é a capacidade de criar regras e definir objetivos. É também a capacidade de • Liderança: acompanhar se essas regras são seguidas e as metas são cumpridas. é o que incentivou os empresários e o que os mantém lá. Dá a capacidade para convencer os outros a acreditar em sua • Paixão: visão. Não pode substituir o planejamento, mas vai ajudá-los a permanecer focados. dá o empreendedor a capacidade de • Autoconfiança: ouvir sem ser facilmente influenciado ou intimidado É a junção de inteligência com o • Know-How: conhecimento adquirido em um determinado negócio.Fonte: Elaborado pelo autor (2011)De acordo com Emanuel Leite o empreendedor é multifuncional com domínio deinformática, trabalham com o que gostam, possuem um bom conhecimento sobre osprincípios básico da administração. Cunha e Ferla (2002) vão além e dizem queesse profissional estabelece suas próprias metas. Já Michael Gerber (2004) acreditaque esse domínio não pode ser citado como características pois podem muito bemserem adquiridos ao longo do tempo. Para ele, o empreendedor pode ser chamadode estrategista e sua principal característica é transformar possibilidade emprobabilidade.Características Comportamentais EmpreendedorasDavid McClelland, um psicólogo americano desenvolveu alguns questionários paraauxiliar suas pesquisas. Em 1971 McClelland, eu seu artigo “Motivating economic 24
  • 25. achievement”, sintetizou em 10 as características básicas do empreendedor e asordenou por categoria. Esse trabalho se baseia em seu maior trabalho: a teoria dasnecessidades de McClelland. Segundo a teoria, as pessoas adquirem algumasnecessidades ao longo da vida na medida em que vão se relacionando com outros.McClelland adaptou essa teoria para tentar compreender melhor o comportamentoempreendedor das pessoas. Abaixo estão as 10 Características ComportamentaisEmpreendedoras. Quadro 2 – Características Comportamentais Empreendedoras CATEGORIA: REALIZAÇÃO CCE: Busca de oportunidades e iniciativa Faz as coisas antes de solicitado, ou antes, de forçado pelas circunstâncias; Agem para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços; Aproveita portunidades fora do comum para começar um negócio, obter financiamentos, equipamentos, terrenos, local de trabalho ou assistência. CCE: Correr riscos calculados Avalia alternativa e calcula riscos deliberadamente; Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados; Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados. CCE: Persistência Age diante de um obstáculo significativo; Age repetidamente ou muda de estratégia, a fim de enfrentar um desafio ou superar um obstáculo; Faz um sacrifício pessoal ou desenvolve um esforço extraordinário para completar uma tarefa. CCE: Exigência de qualidade e eficiência Encontra maneiras de fazer as coisas melhor, mais rápidas ou mais barato; Age de maneira a fazer coisas que satisfazem ou excedem padrões de excelência; Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja terminado a tempo ou que o trabalho atenda a padrões de qualidade previamente combinados. CCE: Comprometimento Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário ao atingimento de metas e objetivos; Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para terminar um trabalho; Esmera-se em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa vontade a longo prazo, acima do lucro a curto prazo. CATEGORIA: PLANEJAMENTO 25
  • 26. CCE: Busca de informações Dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores e concorrentes; Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço; Consulta especialista para obter assessoria técnica ou comercial. CCE: Estabelecimento de metas Estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal; Define metas de longo prazo, claras e específicas; Estabelece objetivos mensuráveis e de curto prazo. CCE: Planejamento e monitoramento sistemáticos Planeja dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos definidos; Constantemente revisa seus planos, levando em conta os resultados obtidos e mudanças circunstanciais; Mantém registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões. CATEGORIA: PODER CCE: Persuasão e redes de contato Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros; Utiliza pessoas- chave como agentes para atingir seus próprios objetivos; Age para desenvolver e manter relações comerciais. CCE: Independência e autoconfiança Busca autonomia em relação a normas e controles de outros; Mantém seu ponto de vista mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores; Expressa confiança na sua própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio.Fonte: McClelland, D. C. Motivating economic achievement. New York: Free Press, 19713.5 INGRESSO NO COMÉRCIO INTERNACIONALQuando uma organização toma a decisão de entrar num mercado internacional, háuma variedade de considerações em aberto para serem analisadas. Estasconsiderações variam de acordo com custo, risco e grau de controle que pode serexercido. Porém, não há muito mistério. A estratégia mais simples para entrada emmercados externos é a exportação, seja utilizando um método direto ou indireto. Aimportação também é uma ótima estratégia para alguns casos. A importação debens para comercialização fica está diretamente ligada ao valor praticado pelovendedor inicial do bem. Mas também existe a importação afim de redução decustos como, por exemplo, a importação de maquinário em um pólo tecnológico com 26
  • 27. preço mais barato reduzindo assim o custo de fabricação de um determinadoproduto. Formas mais complexas incluem operações globais que pode envolver jointventures, ou zonas de processamento de exportação. Tendo decidido pela forma deestratégia, as decisões têm de ser feitas nos canais específicos.Mas quais são as principais barreiras a serem transpostas? Segundo relatório daOMC de 2009 considerando as principais barreiras incidentes sobre quem quer fazernegócios internacionais é destacado:  Mercado - que países, quais os segmentos, como gerenciar e implementar esforços de marketing, como entrar - com intermediários ou diretamente, com que informações?  Sourcing - fazer ou comprar?  Investimento e controle - joint venture, parceiro global, aquisição?Nas decisões na área de mercado, o foco está na cadeia de valor de Porter. Figura 1 – Cadeia de Valor de Porter Elaboração: OMC – Organização Mundial de ComércioA estratégia de acesso deve assegurar que as atividades da cadeia de valornecessárias sejam realizadas e integradas. Essas atividades são as primarias, queestão relacionadas ao processo de criação dos produtos ou serviço a ser oferecido,as de apoio que direta ou indiretamente apóiam as atividades primárias e a margem.No que diz respeito a sourcing, que é a busca por informações sobre algum possívelparceiro comercial, é importante ter em mente uma boa estratégia para negociar.Nesse caso, a teoria do modelo gravitacional de Tinbergen (1962), citada no capitulo 27
  • 28. primeiro deste trabalho, que sugere uma proporcionalidade entre o êxito de umnegócio com a sua proximidade geográfica, é um ótimo auxílio para tomada dedecisão. Referente a investimento e controle, a questão é realmente o quão longe aempresa deseja controlar seu próprio destino. O grau de risco envolvido, as atitudese a capacidade de atingir os objetivos nos mercados-alvo são aspectos importantesnas decisões.Philp Kotler cita em seu livro “Os Princípios do Marketing” (2008) que:“com certeza, a maioria das empresas preferiria permanecer em seus negócios domésticosse o mercado fosse suficientemente grande e atrativo, pois os administradores nãoprecisariam aprender a língua e as leis de outro país, lidar com moedas estranhas evoláteis, enfrentar incertezas e problemas políticos e legais ou ter que redesenhar seusprodutos para atender às diferentes necessidades e expectativas dos consumidoresexternos.”Ainda segundo Kotler, os principais motivos que levam uma empresa a seinternacionalizar são:  empresas globais oferecendo produtos melhores ou preços menores  a empresa pode descobrir que alguns mercados externos apresentam maiores oportunidades de lucro que no mercado doméstico  a empresa pode necessitar de uma base mais ampla de consumidores para obter economia de escala  a empresa pode desejar diminuir sua dependência de qualquer mercado e, assim reduzir o risco  os clientes da empresa podem estar indo para o exterior exigindo assim serviços internacionaisMas como ingressar em um mercado internacional? Como tornar uma empresa localem global? Neste capitulo abordamos até agora possíveis barreiras que incidemsobre o processo. Falamos também sobre o que justifica uma empresa sair de umazona de conforto e se aventurar em mercados inóspitos.Margaret H. Cunningham, autora de Administração de Marketing (2006) juntamentecom Kotler, identifica cinco estratégias usadas por empresas que obtiveram sucessoao buscarem mercados internacionais: 28
  • 29. 1) Estratégias de Inovação Tecnológica – Apresentação e percepção de um produtosuperior2) Estratégias de adaptação de produtos – Modificação em produtos ou serviços jáexistentes3) Estratégias de disponibilidade e segurança - superar os riscos de transporte porcontrariar os riscos percebidos.4) Estratégias de preço baixo – Preço de penetração5) Estratégias de total conformidade – Oferecer um produto exatamente igual a umexistente por exigência de um comprador.Para Kotler, a decisão de como internacionalizar a empresa pode ter um impactosignificante nos resultados. Expandir para mercados internacionais pode ser dar viaalgumas das quatro maneiras abaixo:  exportação  licenciamento  joint-venture  investimento diretoExportaçãoÉ a comercialização e venda direta de um bem ou serviço produzido dentro do paísde origem da empresa em outro país diferente. A exportação é um métodoconsolidado e tradicional de se alcançar mercados internacionais. Já que naexportação não há produção em outro país, também não há necessidade parainvestimentos em estrutura além daquele já feito. Assim, as despesas associadas apratica ficam por conta de todo o processo já conhecido de compra e venda. Aexportação requer harmonia de trabalho entre os quatro players envolvidos:exportador, importador, meio logístico e governo.LicenciamentoLicenciamento existencialmente permite que uma empresa no mercado alvo usepropriedade do licenciador. Essas propriedades geralmente são intangíveis como 29
  • 30. marcas registradas, patentes e métodos de produção. O licenciado paga um valorem troca do direito de uso da propriedade e em alguns casos, direito a assistênciastécnicas. Um exemplo disso é o crescente número de franquias multinacionais quesurgem ao redor do mundo.Joint VentureExistem 5 objetivos básicos em uma joint venture: entrada em um mercado, dividiros riscos, dividir conhecimento tecnológico, desenvolvimento de produtos, econformidade com regulamentações do governo. Uma joint venture se justificaquando: 1) as metas estratégicas dos parceiros convergem assim como sua diferenciação competitiva se divergem 2) o tamanho, poder de mercado e recursos individuais dos parceiros são pequenos comparados aos líderes 3) os parceiros conseguem aprender um com o outro a medida que também se consegue limitar o acesso a informações.Investimento DiretoÉ a compra direta de partes de empresas em outros países. Envolve transferênciade recursos como capital, tecnologia e pessoal. O investimento estrangeiro diretopode ser feito através da compra de uma empresa existente ou o surgimento de umanova. Essa modalidade oferece um alto nível de controle nas operações bem comocerta habilidade em conhecer os consumidores e o mercado. Contudo, requer altoinvestimento financeiro e total comprometimento da direção. 30
  • 31. 4 METODOLOGIAEste projeto foi desenvolvido através de uma pesquisa documental e pesquisabibliográfica, diferenciadas pelo fato da documental utilizar apenas fontes depesquisas quer não recebem tratamento analítico, como livros e revistas, mastambém através de projetos e pesquisa on-line. Segundo Lakatos e Marconi (2001),têm por objetivo descrever completamente um determinado fenômeno.A coleta de dados para o presente trabalho foi feita, além de pesquisa bibliográfica,através da aplicação de um questionário. A proposta deste questionário édiagnosticar um perfil real dos empreendedores se lançaram em incursõesinternacionais e, ato continuo, cruzar este perfil com o perfil proposto pelos autoresacima citados. Para que as respostas tenham maior credibilidade e relevância, nãoserão identificados os respondentes. Os entrevistados que responderam asperguntas do questionário são todos responsáveis diretos pelas decisõesestratégicas de sua empresa e obtiveram êxito em seus negócios extra-fronteiriços.Ao todo foram selecionados 10 empresários sendo eles, 7 homens e 3 mulherestodos com suas bases operacionais situadas em Fortaleza. A escolha dosentrevistados se deu através de uma indicação feita pelo Centro Internacional deNegócios com alguns casos considerados pelo órgão como sendo de sucesso.O questionário utilizado para obtenção dos dados foi o Teste de Auto-avaliação deseu Perfil Empreendedor (ambiente, atitudes e know-how) elaborado por JoséDornelas e publicado em seu livro Empreendedorismo – Transformando Idéias emNegócios.O objeto de estudo será realizado de forma descritiva, onde as características doperfil empreendedor serão apresentadas estabelecendo uma relação entre elas e oêxito obtido por uma empresa ao se lançar em mercados internacionais de formaexplicativa, que se baseia na determinação de um objeto de estudo, na seleção dasvariáveis que possam influenciá-lo e definição das formas de controle e observaçãodos efeitos que a variável produz sobre o projeto.Será utilizada como fonte de pesquisa a do tipo terciário que se dá pela seleção defontes primárias, que seria na verdade a fonte original sobre o assunto abordado, ede fontes secundárias, que seriam as análises, opiniões, críticas e etc. das fontes 31
  • 32. primárias. Baseada na natureza dos dados, a pesquisa será do tipo qualitativabaseada na coleta de informações, no levantamento de variáveis onde cada caso éanalisado separadamente com a construção de um quadro teórico geral através deum método indutivo onde a indução leva a conclusões de caráter geral, a partir decasos particulares. É um processo de raciocínio inverso ao método dedutivo onde adedução parte de enunciados mais gerais para chegar a uma conclusão particular, jáa indução parte do registro de fatos singulares para chegar a uma conclusãoampliada. 32
  • 33. 6 CONCLUSÃOO questionário Teste de auto-avaliação de seu perfil empreendedor (ambiente,atitudes e know-how) foi aplicado com 10 empreendedores que alcançaram êxito emsuas incursões internacionais. A análise para o questionário proposta pelo autor ébaseada em um ranking pré estabelecido que, leva em consideração o somatóriodas respostas e os enquadra em uma determinada categoria. Contudo, antes deanalisarmos as categorias enquadradas é importante analisar as partes doquestionário. Gráfico 2 - Comprometimento e Determinação 6. Imersão total nas atividades que… 5. Disposição ao sacrifício para atingir metas Insuficiente 4. Persistência em resolver problemas Fraco 3. Disciplina, dedicação Regular Bom 2. Tenacidade, obstinação Excelente 1. Proatividade na tomada de decisão 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011) Gráfico 3 – Obsessão pelas Oportunidades 9. Obsessão em criar valor e satisfaze aos clientes Insuficiente 8. É dirigido pelo mercado (Market Fraco driven) Regular Bom7. Procura ter conhecimento profundo das necessidades dos clientes Excelente 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011) 33
  • 34. Gráfico 4 – Tolerância ao risco, ambigüidades e incertezas14. Habilidade em resolver problemas e integrar soluções 13. Tolerância ao estresse e conflitos Insuficiente 12. Tolerância às incertezas e falta de Fraco estrutura Regular 11. Procura minimizar os riscos Bom 10. Toma riscos calculados (analisa Excelente tudo antes de agir) 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011) Gráfico 5 – Criatividade, autoconfiança e habilidade de adaptação 19. Hábil em definir conceitos e detalhar idéias 18. Não tem medo de falhar Insuficiente 17. Hábil em se adaptar a novas Fraco situações Regular 16. Não se conforma com o status quo Bom 15. Não-convencional, cabeça, aberta, Excelente pensador 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011) Gráfico 6 – Motivação e Superação 25. Tem censo de humor e procura… 24. Ciente de suas fraquezas e forças Insuficiente 23. Autoconfiança Fraco 22. Não se preocupa com status e… Regular Bom 21. Dirigido pela necessidade de… Excelente 20. Orientação a metas e resultados 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011) 34
  • 35. Gráfico 7 – Liderança 30. Sabe construir times e trabalhar em equipe 29. É paciente e sabe ouvir Insuficiente 28. Transmite integridade e Fraco confiabilidade Regular 27. Poder de autocontrole Bom Excelente 26. Tem iniciativa 0 2 4 6 8 10Fonte: Elaborado pelo autor (2011)Em cada uma dessas categorias, observa-se que algumas respostas são quaseuníssonas. Através dessa pesquisa é possível dizer que os entrevistados sãoextremamente envolvidos nas atividades que desenvolvem (Gráfico 2), sãoantenados aos rumos que o mercado toma e sempre buscam saber dasnecessidades de seus cliente (Gráfico 3), procuram minimizar os riscos, mas aindaassim, de forma unânime, entendem que o risco é absolutamente normal e deve serencarado (Gráfico 4), concordando assim com Frank Knight (1921), não tem medode falhar e são resilientes para se adaptarem as novas situações (Gráfico 5), não sepreocupam com status nem poder, ou seja, a vaidade não é um sentimentopertinente ao universo empreendedor e isso é reforçado quando se percebe aorientação por metas e resultados (Gráfico 6) e transmitem confiança e acreditamque a reputação de um empreendedor deve ser ilibada além de serem proativos(Gráfico 7).Analisando o desempenho de acordo com o ranking proposto, observa-se que dos10 entrevistados apenas 1 ficou abaixo dos 59 pontos. Ao se deparar com odiagnostico, o entrevistado atribui a baixa pontuação a sua necessidade emmelhorar pontos como disciplina e dedicação, tomar riscos, e habilidade para seadaptar a novas situações. Na categoria compreendida entre 60 a 89 pontos, o quecaracteriza o individuo como um administrador tradicional, é possível observar aincidência de 2 dos entrevistados enquadrados neste nível. São obstinados, tem 35
  • 36. algumas habilidades para conduzir processos internos, mas não são abertos aosriscos que possivelmente se apresentam. A esses 3 casos, nos quais, segundo osparâmetros do questionário, não são empreendedores de fato, conclui-se que sãomotivados muito mais pelas oportunidades que se aparecem com o crescentemercado do que propriamente por enxergar ou criar uma necessidade. O restantedos entrevistados foram todos enquadrados na categoria compreendida entre 120 e150 pontos e que segundo o ranking são empreendedores e tem tudo para sediferenciar. Observa-se que todos estão dispostos a tomar riscos e entendem que orisco e a incerteza são necessários para um negócio dar certo. São extremamentecomprometidos com o trabalho e suas metas, são dirigidos pelo mercado e tem boarelação com o ambiente.Portanto conclui-se com o presente trabalho que a inclinação em correr riscos é aforça motriz para se ingressar em um mercado internacional. Todavia é necessáriotambém um alto comprometimento para que os processos executados junto aoestrangeiro sejam fiéis ao planejamento inicial de modo que, através de um alto nívelde controle os riscos inerentes ao negócio sejam cada vez mais minimizados. Aadaptabilidade a novas culturas também é ponto fundamental para que se tenhasucesso. Neste ponto, incide a capacidade de se moldar e compreender o ambienteem que se está inserido. Por fim, no que diz respeito a barreiras como os impostos,certificações e conformidades é impreterível que a empresa seja guiada comconfiança e integridade. 36
  • 37. 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAAMATUCCI, M (2009) Internacionalização de Empresas. EDITORA ATLAS, Rio deJaneiroANTONELLI, C ; PAULA, A, S. (2005) Empreendedorismo no Comércio Internacional[Versão Eletrônica]. Acesso em 18/09/11:http://pt.scribd.com/doc/20749966/EMPREENDEDORISMO-NO-COMERCIO-EXTERIORDJANKOV, S ; QIAN, Y ; ROLAND, G ; ZHURAVSKAYA, E. (2007). What Makes aSuccessful Enrepreneur? Acesso em15/11/11:http://emlab.berkeley.edu/~groland/pubs/brazilent0907.pdfHISRICH, R ; PETERS , M; SHEPHERD, D. (2009) Empreendedorismo. BOOKMAN,São PauloKOTLER, P; (2009) Administração em Marketing. 12ª Edição, Pearson Education,OntárioMANFRÉ, M (2009) Manual de Gestão do Comércio Internacional [VersãoEletrônica]. Acesso em 18/09/11: www2.seplan.go.gov.br/femep/down/livro.pdfROCHER, G. (1989) Sociologia Geral. EDITORIAL PRESENÇA, Lisboa:,RICARDO, D (1996). Princípios de Economia, Política e Tributação [VersãoEletrônica]. Acesso em 12/10/11: http://pt.scribd.com/doc/7004034/David-Ricardo-Principios-de-Economia-Politica-e-TributacaoSHUMPETER, J. (1984) Capitalismo, Socialismo e Democracia. ZAHAR, São PauloSOUSA, E, R. (2005) Dificuldades no Comércio Internacional. Acesso em 07/11/11:http://jus.com.br/revista/texto/7614/dificuldades-no-comercio-internacional 37
  • 38. SANTANA, E. (2005) Empreendedorismo no Brasil. Acesso em 10/11/11:http://www.sucessoempresarial.com/blog/empreendedorismo-no-brasil-analise-historicaTINBERGEN, J. (1991) The Tinbergen Legacy. CHAPMAN & HALL, Nova York 38
  • 39. 5 ANEXO TESTE 1 – AUTO-AVALIAÇÃO DE SEU PERFIL EMPREENDEDOR (AMBIENTE, ATITUDES E KNOW-HOW) Insuficiente Características Nota Excelente Regular Fraco Bom 5 4 3 2 1Comprometimento e determinação1. Proatividade na tomada de decisão2. Tenacidade, obstinação3. Disciplina, dedicação4. Persistência em resolver problemas5. Disposição ao sacrifício para atingir metas6. Imersão total nas atividades que desenvolveObsessão pelas Oportunidades7. Procura ter conhecimento profundo dasnecessidades dos clientes8. É dirigido pelo mercado (Market driven)9. Obsessão em criar valor e satisfaze aosclientesTolerância ao risco, ambigüidade e incertezas10. Toma riscos calculados (analisa tudo antesde agir)11. Procura minimizar os riscos12. Tolerância às incertezas e falta deestrutura 39
  • 40. 13. Tolerância ao estresse e conflitos14. Habilidade em resolver problemas eintegrar soluções Características Nota Insuficiente Excelente Regular Fraco Bom 5 4 3 2 1Criatividade, autoconfiança e habilidade de adaptação15. Não-convencional, cabeça, aberta, pensador16. Não se conforma com o status quo17. Hábil em se adaptar a novas situações18. Não tem medo de falhar19. Hábil em definir conceitos e detalhar idéiasMotivação e superação20. Orientação a metas e resultados21. Dirigido pela necessidade de crescer e atingirmelhores resultados22. Não se preocupa com status e poder23. Autoconfiança24. Ciente de suas fraquezas e forças25. Tem censo de humor e procura estar animadoLiderança26. Tem iniciativa27. Poder de autocontrole28. Transmite integridade e confiabilidade 40
  • 41. 29. É paciente e sabe ouvir30. Sabe construir times e trabalhar em equipeTOTAL 1. Atribua à sua pessoa uma nota de 1 a 5 para cada uma das características a seguir e escreva a nota na última coluna. 2. Some as notas obtidas para todas as características. 3. Analise seu resultado global com base nas explicações ao final. 4. Destaque seus principais pontos fortes e pontos fracos. 5. Quais dos pontos fortes destacados são mais importantes para o desempenho de suas atribuições atuais na empresa? 6. Quais dos pontos fracos destacados deveriam ser trabalhados para que o seu desempenho na empresa seja melhorado? É possível melhorá-los?Analise seu desempenho:120 a 150 pontos: Você já é um empreendedor, possui as característicascomuns aos empreendedores e tem tudo para se diferenciar em suaorganização.90 a 119 pontos: Você possui muitas características empreendedoras e àsvezes se comporta como um, porém pode melhorar ainda mais se equilibrar ospontos ainda fracos com os pontos fortes.60 a 89 pontos: Você ainda não é muito empreendedor e provavelmente secomporta, na maior parte do tempo, como um administrador tradicional e nãoum “fazedor”. Para se diferenciar e começar a praticar atitudesempreendedoras procure analisar os seus principais pontos fracos e definirestratégias pessoais para eliminá-los.Menos de 59 pontos: Você não é empreendedor e, se continuar a agir comoage dificilmente será um. Isso não significa que você não tenha qualidades,apenas que prefere seguir a ser seguido. Se sua posição na empresa exigir umperfil mais empreendedor, reavalie sua carreira e seus objetivos pessoais. 41