O Mundo e o Brasil: Cenários Focalizados na Crise e Pós-Crise Econômica – um ensaio exploratório Claudio Porto e Rodrigo V...
Sobre a Macroplan <ul><li>Empresa brasileira de consultoria especializada em estudos prospectivos, planejamento e administ...
Experiência da Macroplan  Alguns   clientes e projetos em Cenários Cenários focalizados do Sistema SENAC 2000-2005 e do SE...
Cenários publicados  1 2 3
<ul><li>“ A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis...
A utilidade dos cenários para a formulação estratégica de longo prazo <ul><li>O  futuro é um espaço aberto a várias possib...
Lições de nossa experiência com cenários <ul><li>Na vida real, nenhum cenário acontece exatamente como descrito </li></ul>...
A crise econômica mundial Origens, impactos e cenários de médio prazo O Brasil em face da crise Canais de transmissão, imp...
Parte I: O mundo e o Brasil em tempos de crise
<ul><li>A crise econômica mundial </li></ul>
As origens da crise <ul><li>Desequilíbrios macroeconômicos globais </li></ul><ul><li>Países superavitários :  </li></ul><u...
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As origens da crise Relação entre a economia financeira e a economia real – 1990 e 2008 Grau de alavancagem de alguns banc...
As origens da crise A metáfora do iceberg Eventos <ul><li>Aumento dos  desequilíbrios macroeconômicos  globais </li></ul><...
A crise mundial Alguns dados e evidências <ul><li>A  maior crise desde a Grande Depressão  de 1929 </li></ul><ul><li>Grand...
A crise mundial Alguns dados e evidências (Cont.) <ul><li>Redução do  fluxo global de capitais  para emergentes </li></ul>...
A crise mundial: alguns dados e evidências Produção Industrial (% a.a.) Comércio mundial (% a.a.) Emprego (% a.a.) Vendas ...
O que é certo ou quase certo até 2012 “O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última...
O que é certo ou quase certo até 2012   “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande es...
A crise mundial Principais incertezas <ul><li>Como evoluirá a atual crise econômica mundial? </li></ul><ul><li>Como evolui...
Dois cenários para a crise: 2009-2012 <ul><li>Risco de calote no mercado imobiliário  permanece elevado, acentuando o  ris...
Painel das expectativas mais recentes em relação à economia mundial <ul><li>“ Não há nenhuma dúvida de que isso (...) aind...
<ul><li>O Brasil em face da crise </li></ul>
Três principais canais de propagação da crise para o Brasil <ul><li>Redução da demanda externa </li></ul><ul><ul><li>Reduç...
Impactos da crise no Brasil A  Vale cortou investimentos  previstos para 2009 em quase 40%.  (O Globo, junho/2009) Em 2009...
Impactos da crise no Brasil Fonte:  MTE, 2009 Fonte:  CNI, 2009 Fonte:  EPE, 2009 Fonte:  IBGE, 2009 Criação de trabalho f...
Brasil: projeções para o ano de 2009  (Relatório Focus/Banco Central) <ul><li>Desaceleração do crescimento do PIB: de 5,08...
Composição do investimento total da economia brasileira Formação Bruta de Capital Fixo – decomposição por origem em 2008  ...
Como o Brasil e a China vêm enfrentando a crise  <ul><li>Impulsionar a  demanda agregada  interna (investimentos e consumo...
O Brasil pode ser um dos países menos afetados pela crise mundial <ul><li>Relativo  fechamento da economia   + magnitude d...
“ Reaping the Rewards of Indolence”   (Revista The Economist, março de 2009) <ul><li>Elevada influência do Estado na econo...
As incertezas econômicas para o Brasil em face da crise: 2009-2012  Aposta de risco Estratégia de travessia Como o Brasil ...
Cenários Econômicos para o Brasil 2009-2012 <ul><li>Travessia Segura e Controlada </li></ul><ul><li>A  retomada do crescim...
Pontos de atenção <ul><li>Riscos potenciais: </li></ul><ul><li>Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do...
Parte II: O mundo e o Brasil pós-crise
<ul><li>Brasil: potencialidades e gargalos estruturais </li></ul>
Brasil: o crescimento econômico numa perspectiva de longo prazo <ul><li>Entre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experime...
Potencialidades x Gargalos  <ul><li>O futuro da economia brasileira no  longo prazo  está condicionado à evolução de algun...
Potencialidades estruturais <ul><li>Diversidade e abundância de  fontes de energia , inclusive renováveis </li></ul><ul><l...
Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento <ul><li>Baixo nível de  escolaridade  e de  capacitação da populaçã...
<ul><li>Ensaio exploratório para o pós-crise </li></ul>4
A principal incerteza de longo prazo para o Brasil <ul><li>Incerteza síntese:  o  Brasil  consolidará ou não  uma  trajetó...
Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil? <ul><li>“ As recessões são parte inerent...
O mundo pós-crise: algumas incertezas <ul><li>Como evoluirão os  desequilíbrios macroeconômicos globais ? O aumento da pou...
O mundo pós-crise: algumas incertezas <ul><li>Conseguirão os governos administrar seus monumentais  déficits públicos , re...
Dois mundos “pós-crise” <ul><li>Equacionamento gradual dos desequilíbrios globais , com aumento da poupança nos EUA e UE e...
PIB Mundial (variação % anual do PIB) Fonte:  Macroplan, 2009 Dois mundos “pós-crise” (Conjecturas sobre a evolução do PIB...
O Brasil no pós-crise <ul><li>Com que intensidade nós enfrentaremos os  gargalos estruturais ao desenvolvimento  sustentad...
Uma incerteza adicional para 2010, de natureza política, com impactos até 2014 <ul><li>Que coalizão de forças políticas se...
Desfechos plausíveis das eleições de 2010 Coalizão Pró-Mudanças Estruturais Coalizão Pró-Mudanças Incrementais Coalizão Ne...
Quatro Cenários Econômicos para o Brasil  2012-2030 1. Um salto para o 1º mundo A  conquista da prosperidade sustentável 4...
PIB Brasil (variação % anual do PIB) Fonte:  Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômicos para o Brasil  2012-2030 (Conjectu...
Brasil: Taxa de Investimento (% do PIB) Fonte:  Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômicos para o Brasil  2012-2030 (Conje...
Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (% do fluxo mundial de capitais) Fonte:  Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômico...
<ul><li>Algumas Questões para Reflexão Estratégica sobre o Setor Elétrico Brasileiro </li></ul>5
Qualquer que seja o cenário, é certo ou quase certo que algumas tendências estruturais com forte impacto no  setor elétric...
Por último: o futuro do setor elétrico brasileiro não é totalmente incerto: qualquer que seja o cenário predominante nos p...
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O Mundo e o Brasil: Cenários Focalizados na Crise e Pós-Crise Econômica – um ensaio exploratório

  1. 1. O Mundo e o Brasil: Cenários Focalizados na Crise e Pós-Crise Econômica – um ensaio exploratório Claudio Porto e Rodrigo Ventura Julho de 2009
  2. 2. Sobre a Macroplan <ul><li>Empresa brasileira de consultoria especializada em estudos prospectivos, planejamento e administração estratégica, gestão para resultados e gestão estratégica da inovação </li></ul><ul><li>Fundada em 1989, tem escritórios, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Atua em todo o Brasil </li></ul><ul><li>Mais de 250 projetos de consultoria para grandes organizações </li></ul><ul><li>Equipe multi-geracional de 40 profissionais com vínculo permanente e formação pluridisciplinar aliada a uma ampla rede de parceiros e especialistas </li></ul><ul><li>Soluções “sob medida” e construção em conjunto com os clientes </li></ul>75% dos clientes desenvolveram mais de um projeto com a Macroplan
  3. 3. Experiência da Macroplan Alguns clientes e projetos em Cenários Cenários focalizados do Sistema SENAC 2000-2005 e do SENAC SP 2000-2010 Cenários e Plano Estratégico do Sistema 1996-2010 e Regiões Cenários da Indústria de Cerâmicas e Revestimento1995-2005 Cenários Exploratórios e Plano de Desenvolvimento do ES 2005-2025 Cenários Exploratórios do Rio de Janeiro 2007-2027 e Plano Estratégico 2007 - 2010 Cenários Energéticos da Amazônia 1998-2020 Cenários do setor de telecomunicações 1996-2010 Cenários Corporativos 2004-2015 e Regionalização do Cenário Corporativo Cenários do Ambiente de Atuação das Organizações de Pesquisa 2007-2023 Cenários Exploratórios e Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 Cenários e Plano Estratégico 2003-2010 Cenários Focalizados no Ambiente das MPE Fluminenses 2008-2027
  4. 4. Cenários publicados 1 2 3
  5. 5. <ul><li>“ A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis” </li></ul><ul><li> Michel Godet </li></ul>
  6. 6. A utilidade dos cenários para a formulação estratégica de longo prazo <ul><li>O futuro é um espaço aberto a várias possibilidades e repleto de incertezas </li></ul><ul><li>Para lidar com esses fatores incertos, a construção de cenários é uma das técnicas mais eficazes </li></ul><ul><li>O seu propósito primário não é o de predizer o futuro , e sim, organizar, sistematizar e delimitar as incertezas explorando os pontos de mudança ou manutenção dos rumos de uma dada evolução de situações </li></ul><ul><li>Os cenários contribuem para a melhoria da qualidade da reflexão estratégica ao antecipar futuros alternativos a longo prazo </li></ul>
  7. 7. Lições de nossa experiência com cenários <ul><li>Na vida real, nenhum cenário acontece exatamente como descrito </li></ul><ul><li>Na grande maioria dos casos, a trajetória da realidade evolui dentro do espaço de possibilidades antecipada pelo conjunto de cenários </li></ul><ul><li>Um bom conjunto de cenários proporciona, aos que estão ‘pilotando’ governos ou organizações, referências consistentes e úteis para os inevitáveis ajustes na rota planejada que a realidade impõe </li></ul><ul><li>Um conjunto de cenários adequadamente utilizado reduz os conflitos de percepção a respeito do futuro </li></ul><ul><li>É perda de tempo pretender que os cenários ‘adivinhem’ o que vai acontecer no futuro </li></ul>
  8. 8. A crise econômica mundial Origens, impactos e cenários de médio prazo O Brasil em face da crise Canais de transmissão, impactos e cenários de médio prazo Brasil: potencialidades e gargalos Entraves e impulsionadores do desenvolvimento sustentado Ensaio exploratório para o pós-crise Cenários de longo prazo Parte I: O mundo e o Brasil em tempos de crise Parte II: O mundo e o Brasil pós-crise Parte III: Implicações para o Setor elétrico brasileiro Algumas Questões para Reflexão Estratégica sobre o Setor Elétrico Brasileiro 5 Plano da Apresentação 4
  9. 9. Parte I: O mundo e o Brasil em tempos de crise
  10. 10. <ul><li>A crise econômica mundial </li></ul>
  11. 11. As origens da crise <ul><li>Desequilíbrios macroeconômicos globais </li></ul><ul><li>Países superavitários : </li></ul><ul><li>Aumento da poupança interna </li></ul><ul><li>Estratégia de desenvolvimento orientada para exportações (câmbio desvalorizado) </li></ul><ul><li>Acúmulo de reservas </li></ul><ul><li>China, Índia, Japão, outras economias asiáticas e países exportadores de commodities </li></ul><ul><li>Países deficitários : </li></ul><ul><li>Aumento do déficit fiscal (guerras no Iraque, Afeganistão etc) </li></ul><ul><li>Aumento do consumo e redução da poupança das famílias </li></ul><ul><li>Aumento do déficit externo </li></ul><ul><li>Atratividade dos ativos financeiros </li></ul><ul><li>EUA, Reino Unido e países da Zona do Euro </li></ul>Crédito farto e barato <ul><li>Falhas nos instrumentos de regulação e supervisão financeira </li></ul><ul><li>Falhas nos mecanismos de avaliação de riscos </li></ul><ul><li>Alto grau de alavancagem das instituições financeiras </li></ul><ul><li>Criação de ativos de risco </li></ul><ul><li>Aumento da razão entre a riqueza financeira e a real </li></ul><ul><li>Surgimento de “ bolhas ” de preços nos EUA e em outras economias desenvolvidas </li></ul>Aumento da interligação das economias e disseminação do risco
  12. 12. As origens da crise Desequilíbrio macroeconômico global e seus efeitos Fonte: World Economic Outlook/FMI (abr/2009) Contas externas: economias superavitárias e deficitárias 1 Somatório, em valores absolutos, dos balanços em transações correntes como percentual do PIB global Desequilíbrios globais, liquidez e preços dos imóveis norte-americanos Desequilíbrios globais 1 (escala da direita) Índice de preços dos imóveis dos EUA (escala da esquerda) Base monetária + reservas internacionais (escala da esquerda) % do PIB global Índice Balanço em Transações Correntes (Em % do PIB global) EUA Japão Emergentes asiáticos União Européia Países exportadores de petróleo % do PIB global
  13. 13. As origens da crise Relação entre a economia financeira e a economia real – 1990 e 2008 Grau de alavancagem de alguns bancos americanos 31 30 25 18 Recomendado pelo BIS 12 Merrill Lynch Lehman Brothers Goldman Sachs Citigroup EUA: poupança familiar em percentual da renda disponível EUA: dívida dos mutuários em percentual da renda disponível Fontes: Revista Veja (dez/2008) e The Economist (nov/2008) 1990 95 2000 05 08 8 6 4 2 0 -2 130 120 110 100 90 80 70 1990 95 2000 05 08 1980 ATIVOS FINANCEIROS 12 Trilhões de Dólares 2008 ATIVOS FINANCEIROS 170 Trilhões de Dólares (crescimento de 1300%)
  14. 14. As origens da crise A metáfora do iceberg Eventos <ul><li>Aumento dos desequilíbrios macroeconômicos globais </li></ul><ul><li>Intensificação dos déficits gêmeos nos EUA (fiscal e externo) </li></ul><ul><li>Expansão do consumo nos EUA , acima do potencial de crescimento da economia </li></ul><ul><li>Crédito farto e barato </li></ul><ul><li>Alto grau de alavancagem das instituições financeiras </li></ul><ul><li>Desregulamentação do sistema financeiro internacional </li></ul><ul><li>Forte aumento da participação dos ativos financeiros na geração de riqueza </li></ul><ul><li>Inovações no sistema financeiro </li></ul><ul><li>Profunda interligação entre as economias mundiais </li></ul><ul><li>Estouro da bolha do mercado imobiliário subprime norte-americano </li></ul>Fonte: Macroplan (2009)
  15. 15. A crise mundial Alguns dados e evidências <ul><li>A maior crise desde a Grande Depressão de 1929 </li></ul><ul><li>Grande perda de riquezas </li></ul><ul><ul><li>US$ 35 trilhões entre outubro de 2008 e março de 2009 </li></ul></ul><ul><li>Velocidade e intensidade de propagação sem precedentes </li></ul><ul><ul><li>Queda de 6,25% no PIB global , 7,5% no PIB das economias desenvolvidas e 4% no PIB das economias emergentes (taxas anualizadas) no 4º trimestre de 2008 </li></ul></ul><ul><li>Todos os países foram afetados </li></ul><ul><ul><li>O Japão anunciou queda do PIB no 1º trimestre de 2009 de 15,2%, a Alemanha de 14,4% e o México de 21% </li></ul></ul>
  16. 16. A crise mundial Alguns dados e evidências (Cont.) <ul><li>Redução do fluxo global de capitais para emergentes </li></ul><ul><ul><li>O volume de empréstimos internacionais para emergentes caiu 70% em relação a 2008 (IIF, 2009) </li></ul></ul><ul><li>Risco de deflação nas economias desenvolvidas </li></ul><ul><li>Pacotes de apoio aos bancos: os governos realizaram estímulos monetários e socorros financeiros jamais vistos , já totalizando US$ 15 trilhões ao redor do mundo (FMI, 2009) </li></ul><ul><li>Governos empreenderam políticas fiscal (programas de investimentos, pacotes setoriais e desonerações) e monetária (limitada pelos juros baixos e pela expectativa de deflação) expansionistas para estimular a demanda agregada </li></ul>
  17. 17. A crise mundial: alguns dados e evidências Produção Industrial (% a.a.) Comércio mundial (% a.a.) Emprego (% a.a.) Vendas no varejo (% a.a.) Fonte: World Economic Outlook/FMI (abr/2009) Economias avançadas Mundo Emergentes Em US$ (valor) Volume (quantum) União Européia EUA Japão Emergentes Mundo Economias avançadas
  18. 18. O que é certo ou quase certo até 2012 “O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última década” (Martin Wolf) <ul><li>Queda da atividade econômica mundial, com recessão nos EUA e demais economias desenvolvidas e desaceleração do crescimento nos países emergentes </li></ul><ul><li>Desaceleração do comércio internacional e redução do fluxo de capitais ao redor do mundo </li></ul><ul><li>Redução do consumo e aumento da poupança nos EUA </li></ul><ul><li>Risco de deflação nas economias desenvolvidas </li></ul><ul><li>Diminuição da liquidez e do crédito em escala mundial </li></ul><ul><li>Aumento da regulação sobre o sistema financeiro internacional </li></ul><ul><li>Maior aversão ao risco </li></ul><ul><li>Aumento da demanda por ativos reais de baixo risco </li></ul><ul><ul><li>o que pode trazer benefícios para o Brasil , que se destaca como uma fronteira de oportunidades de investimentos de menor risco, em especial na área de infraestrutura </li></ul></ul>
  19. 19. O que é certo ou quase certo até 2012 “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande escala” (Martin Wolf) <ul><li>Nas economias desenvolvidas haverá forte aumento da dívida pública como proporção do PIB nos próximos quatro anos, reduzindo o espaço para a política fiscal </li></ul>Dívida pública (% do PIB) Fonte: OCDE apud The Economist (jun/09) Dívida pública do G20 (em % do PIB) Fonte: IMF   2007 2014 Reino Unido 46,9 87,8 França 70,1 89,7 Alemanha 65,5 91 Itália 113,2 129,4 Japão 170,6 234,2 Espanha 42,7 69,2 EUA 62,9 106,7
  20. 20. A crise mundial Principais incertezas <ul><li>Como evoluirá a atual crise econômica mundial? </li></ul><ul><li>Como evoluirá o mercado imobiliário nas economias desenvolvidos e quais serão seus efeitos sobre o crédito? </li></ul><ul><li>As grandes instituições financeiras e não financeiras conseguirão equacionar de forma sustentável os problemas em seus balanços patrimoniais? </li></ul><ul><li>As políticas econômicas de enfrentamento à crise serão implementadas de forma orquestrada entre os países? </li></ul><ul><li>O risco de deflação neutralizará a expansão monetária, inibindo, assim, a recuperação econômica? </li></ul><ul><li>Quais serão os efeitos da política macroeconômica sobre a demanda agregada? Conseguirão impulsioná-la? </li></ul><ul><li>Como evoluirão as economias emergentes neste contexto? </li></ul>Dupla recessão (formato W ) Superação eficaz (formato U )
  21. 21. Dois cenários para a crise: 2009-2012 <ul><li>Risco de calote no mercado imobiliário permanece elevado, acentuando o risco sistêmico e inibindo o crédito e o consumo </li></ul><ul><li>Implantação fragmentada das políticas macroeconômicas, abrindo excessivo espaço para arbitragem nos mercados </li></ul><ul><li>Queda nos preços dos ativos, perdas nos balanços patrimoniais e aumento do número de falências </li></ul><ul><li>Deflação nos principais países desenvolvidos, anulando os efeitos da política monetária </li></ul><ul><li>Ausência de reformas institucionais profundas no setor financeiro anulam os efeitos da política fiscal expansionista e do suporte financeiro dos governos </li></ul><ul><li>Aumento do grau de incerteza , aprofundamento da recessão mundial e desaceleração dos emergentes </li></ul><ul><li>Reequilíbrio rápido do mercado imobiliário nos países desenvolvidos, redução do risco sistêmico e aumento dos níveis de crédito e consumo </li></ul><ul><li>Cooperação dos países na implantação das políticas macroeconômicas </li></ul><ul><li>Recuperação dos balanços patrimoniais e aumento da confiança do setor privado </li></ul><ul><li>Risco de deflação neutralizado pela recuperação da atividade econômica </li></ul><ul><li>Recuperação da confiança dos agentes e incremento da demanda agregada (efetividade da política macroeconômica expansionista e das reformas institucionais no setor financeiro) </li></ul><ul><li>Descolamento incremental dos emergentes , com crescimento da China, Índia e Brasil impulsionado pelos seus mercados internos </li></ul>“ Superação eficaz (U)” “ Dupla recessão (W)”
  22. 22. Painel das expectativas mais recentes em relação à economia mundial <ul><li>“ Não há nenhuma dúvida de que isso (...) ainda está longe de se resolver. Ainda deve durar algum tempo.” (Alan Greenspan – ex-presidente do Fed) </li></ul><ul><li>“ Lamentavelmente os problemas ainda estarão conosco por muitos e muitos meses.” (Joseph Stiglitz – vencedor do Prêmio Nobel de Economia) </li></ul><ul><li>“ Os EUA perderão uma década de crescimento, assim como ocorreu com o Japão nos anos 90” (Edward Prescott - vencedor do Prêmio Nobel de Economia) </li></ul><ul><li>“ A economia continuará caindo, mas em ritmo mais devagar. A queda livre da economia terminou. Os EUA podem sair da recessão ainda este ano. Mas para isso talvez seja preciso um segundo pacote.” (Nouriel Roubini – vencedor do Prêmio Nobel de Economia) </li></ul><ul><li>&quot;É admissível que a economia mundial continue a se contrair. Temo que se repita em escala mundial o que aconteceu ao Japão nos anos 90.” (Paul Krugman - vencedor do Prêmio Nobel de Economia) </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O Brasil em face da crise </li></ul>
  24. 24. Três principais canais de propagação da crise para o Brasil <ul><li>Redução da demanda externa </li></ul><ul><ul><li>Redução do saldo da balança comercial brasileira de 40 bilhões para 24,7 bilhões entre 2007 e 2008. </li></ul></ul><ul><ul><li>Projeção de queda de 33,5% nas exportações brasileiras em 2009. </li></ul></ul><ul><ul><li>( Fonte: MDIC, dados históricos e DEPEC/Bradesco, estimativa 2009) </li></ul></ul><ul><li>Redução do acesso a linhas de financiamento (queda do crédito externo e doméstico) – em processo de recuperação </li></ul><ul><ul><li>Redução da taxa de crescimento do crédito nominal, de 31,1% para 12,9% no período 2008-2009. Para 2010, espera-se recuperação da taxa para 19%. </li></ul></ul><ul><ul><li>( Fonte: Banco Central e Febraban, 2009) </li></ul></ul><ul><li>Redução da confiança dos consumidores e dos empresários – em processo de reversão </li></ul><ul><ul><li>Após ter alcançado seu menor nível em 10 anos em janeiro de 2009, a confiança do empresário industrial vem se recuperando gradualmente. </li></ul></ul><ul><ul><li>( Fonte: CNI, 2009) </li></ul></ul>
  25. 25. Impactos da crise no Brasil A Vale cortou investimentos previstos para 2009 em quase 40%. (O Globo, junho/2009) Em 2009, o consumo nacional de energia elétrica vai encolher pela primeira vez desde o apagão de 2001: queda de 1%, puxada pelo setor industrial. (EPE, 2009) <ul><ul><li>Aumento da taxa de desemprego aberto de 7,4% para 8,1% entre outubro de 2008 e junho de 2009. ( Fonte: PME/IBGE, 2009) </li></ul></ul><ul><ul><li>Arrecadação federal acumula redução de 7% em 2009 após oito quedas consecutivas. </li></ul></ul><ul><ul><li>( Fonte: Receita Federal, 2009) </li></ul></ul>O PIB brasileiro caiu 0,8% no 1º trimestre de 2009. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda foi de 1,8%. (IBGE, 2009) PIB no 1º trimestre de 2009 (var.% em relação ao período anterior)
  26. 26. Impactos da crise no Brasil Fonte: MTE, 2009 Fonte: CNI, 2009 Fonte: EPE, 2009 Fonte: IBGE, 2009 Criação de trabalho formal, em mil, nos meses de abril Consumo industrial de energia (em GWh) Índice de Confiança do consumidor PIB trimestral (em var. %) 1º trim. 09 4º trim. 08 3º trim. 08 2º trim. 08 1º trim. 08
  27. 27. Brasil: projeções para o ano de 2009 (Relatório Focus/Banco Central) <ul><li>Desaceleração do crescimento do PIB: de 5,08% para -0,34% a.a. </li></ul><ul><li>Leve queda no saldo da balança comercial: de US$ 24,7 bilhões para US$ 23 bilhões </li></ul><ul><li>Redução da taxa de crescimento da produção industrial: de 3,12% para -6,29% a.a. </li></ul><ul><li>Crescimento médio da população ocupada se reduz: de 3,36% para 0,71% a.a. </li></ul><ul><li>Redução da taxa de crescimento da massa salarial do trabalho: de 7,5% para 2,2% a.a. </li></ul><ul><li>Taxa de crescimento do investimento negativa: redução de 13,9% para -3,4% a.a. </li></ul><ul><ul><ul><li>Fontes: IBGE e BACEN / BRADESCO </li></ul></ul></ul>Investimento público é muito relevante, mas não compensará de forma integral a redução do investimento privado
  28. 28. Composição do investimento total da economia brasileira Formação Bruta de Capital Fixo – decomposição por origem em 2008 (% do investimento total) Fonte: IBGE/SCN 2008 Anual
  29. 29. Como o Brasil e a China vêm enfrentando a crise <ul><li>Impulsionar a demanda agregada interna (investimentos e consumo) </li></ul><ul><li>Fomentar exportações ( quantum e valor) </li></ul><ul><li>Pesados investimentos governamentais em projetos de infraestrutura e PD&I (pacote econômico de US$ 586 bilhões ) </li></ul><ul><li>Incentivo ao consumo (pacote de US$ 4,4 bilhões em subsídios à compra de automóveis e bens de consumo duráveis) </li></ul><ul><li>Redução dos juros </li></ul><ul><li>Manutenção do câmbio desvalorizado (câmbio fixo) </li></ul>CHINA Foco Instrumentos <ul><li>Sustentar o consumo doméstico (consumo de massa) </li></ul><ul><li>Política monetária expansionista: redução da taxa básica de juros (Selic) e diminuição do compulsório </li></ul><ul><li>Flutuação administrada do câmbio, com uso das reservas internacionais </li></ul><ul><li>Aumentos dos gastos governamentais especialmente os de custeio: R$ 36 bilhões (apenas R$ 1,3 bilhões com investimentos ) </li></ul><ul><li>Redução de impostos para automóveis, bens de consumo duráveis e habitação </li></ul>BRASIL
  30. 30. O Brasil pode ser um dos países menos afetados pela crise mundial <ul><li>Relativo fechamento da economia + magnitude do mercado interno reduzem os impactos negativos no crescimento do PIB </li></ul><ul><ul><li>Expectativas mais recentes (Boletim Focus)  queda de 0,34% </li></ul></ul><ul><li>Tamanho e cobertura da rede de proteção social </li></ul><ul><ul><li>Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscal </li></ul></ul><ul><li>Inflação não será problema em 2009 </li></ul><ul><li>Há espaço para uma queda acentuada dos juros (em especial o cobrado pelos bancos para PF e PJ) e para expansão do crédito </li></ul><ul><li>A solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança </li></ul>
  31. 31. “ Reaping the Rewards of Indolence” (Revista The Economist, março de 2009) <ul><li>Elevada influência do Estado na economia </li></ul><ul><ul><li>Influência do setor estatal no mercado financeiro (Banco do Brasil e Caixa Econômica) </li></ul></ul><ul><ul><li>BNDES – crédito mais barato </li></ul></ul><ul><li>Melhorias significativas </li></ul><ul><ul><li>Dívida do setor público = 43% do PIB. Já foi > 50%. </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento do volume das reservas internacionais </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixo déficit de conta corrente </li></ul></ul>Alerta: risco de crescimento acentuado das despesas governamentais e do endividamento público Outros países estão elevando gastos na crise, mas concedem bônus de uma única vez. No Brasil, os gastos adicionais são permanentes.
  32. 32. As incertezas econômicas para o Brasil em face da crise: 2009-2012 Aposta de risco Estratégia de travessia Como o Brasil enfrentará a crise? Incertezas Hipóteses Qual será a natureza da estratégia de reação à crise por parte dos agentes públicos ? <ul><li>Foco no médio prazo </li></ul><ul><li>Medidas anticíclicas orientadas à mitigação dos riscos de curto prazo e na sustentabilidade de médio prazo: </li></ul><ul><ul><li>Investimentos públicos estruturantes e incentivo aos investimentos privados (financiamento e melhoria do ambiente de negócios) </li></ul></ul><ul><ul><li>Desonerações fiscais horizontais e temporárias </li></ul></ul><ul><li>Foco exclusivo no curto prazo </li></ul><ul><li>Medidas anticíclicas imediatistas com foco exclusivo na mitigação dos riscos econômicos (e políticos) de curto prazo: </li></ul><ul><ul><li>Aumento das despesas públicas correntes (custeio , pessoal, aposentadorias, etc) de caráter permanente </li></ul></ul><ul><ul><li>Desonerações fiscais setoriais </li></ul></ul>Qual será o comportamento predominante do setor empresarial brasileiro? <ul><li>Empreendedor </li></ul><ul><li>Aumento da eficiência e preservação de competências </li></ul><ul><li>Aumento da confiança e sustentação de projetos de investimento </li></ul><ul><li>Defensivo </li></ul><ul><li>Redução generalizada de custos e perda de competências </li></ul><ul><li>Redução da confiança e cancelamento de investimentos </li></ul>Como evoluirá a atratividade do ambiente de negócios para investimentos estrangeiros? Aumento da atratividade Fortalecimento da imagem externa e diferenciação positiva do Brasil em um ambiente de escassez de oportunidades de negócio Limitação da atratividade Risco de deterioração da imagem externa do Brasil e limitada capacidade de atração de investimentos
  33. 33. Cenários Econômicos para o Brasil 2009-2012 <ul><li>Travessia Segura e Controlada </li></ul><ul><li>A retomada do crescimento sustentado </li></ul>4. Uma Crise Anunciada A contratação de uma crise doméstica futura 3. Travessia na Escassez Um difícil crescimento com barreiras 2. Solução Rápida de Alto Risco Uma escolha de resultado perigoso Como o Brasil enfrentará a crise? Como evoluirá a crise econômica mundial? Aposta de risco Estratégia de travessia Estamos por aqui Dupla recessão (formato W ) Superação eficaz (formato U )
  34. 34. Pontos de atenção <ul><li>Riscos potenciais: </li></ul><ul><li>Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do déficit previdenciário </li></ul><ul><ul><li>Risco inflacionário </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento, a médio prazo, da desconfiança dos agentes quanto à solvência das finanças públicas (redução do superávit primário) </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade de novos aumentos nos juros no futuro </li></ul></ul><ul><li>Diminuição do espaço de atuação da política fiscal </li></ul><ul><ul><li>Redução do espaço para investimentos públicos </li></ul></ul><ul><li>Aperto do setor exportador (apreciação do câmbio)? </li></ul>
  35. 35. Parte II: O mundo e o Brasil pós-crise
  36. 36. <ul><li>Brasil: potencialidades e gargalos estruturais </li></ul>
  37. 37. Brasil: o crescimento econômico numa perspectiva de longo prazo <ul><li>Entre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de crescimento do mundo: 7% a.a. em média </li></ul><ul><li>Mas entre 1980 e 2007 o crescimento arrefeceu e o país cresceu a taxas inferiores às da média mundial </li></ul><ul><li>A partir de 2005 o Brasil acelerou o crescimento e em 2008 superou a média mundial (5,08 x 3,4%) </li></ul><ul><li>A atual crise econômica mundial abortará nossa aceleração recente? </li></ul>Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2008 – Brasil x Mundo (Índice 1980 = 100) Fonte: Banco Mundial (2009)
  38. 38. Potencialidades x Gargalos <ul><li>O futuro da economia brasileira no longo prazo está condicionado à evolução de alguns fatores estruturais que poderão impulsionar ou inibir o seu desenvolvimento sustentado: </li></ul><ul><li>Potencialidades </li></ul><ul><li>Gargalos </li></ul>
  39. 39. Potencialidades estruturais <ul><li>Diversidade e abundância de fontes de energia , inclusive renováveis </li></ul><ul><li>Disponibilidade de água e solos agricultáveis </li></ul><ul><li>Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos </li></ul><ul><li>Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional </li></ul><ul><li>Dimensão e dinamismo do mercado interno </li></ul><ul><li>Pujança do mercado acionário </li></ul><ul><li>Acúmulo de reservas internacionais </li></ul><ul><li>Diversificação de mercados </li></ul>
  40. 40. Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento <ul><li>Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população </li></ul><ul><li>Violência urbana </li></ul><ul><li>Gargalos na infra-estrutura logística </li></ul><ul><li>Carga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público </li></ul><ul><li>Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário </li></ul><ul><li>Excesso de burocracia </li></ul><ul><li>Elevada pressão antrópica </li></ul><ul><li>Baixo desempenho em P&D e Inovação </li></ul>
  41. 41. <ul><li>Ensaio exploratório para o pós-crise </li></ul>4
  42. 42. A principal incerteza de longo prazo para o Brasil <ul><li>Incerteza síntese: o Brasil consolidará ou não uma trajetória de crescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos anos? </li></ul><ul><li>Esta incerteza se desdobra em: </li></ul><ul><ul><li>Incerteza externa: como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil ? </li></ul></ul><ul><ul><li>Incerteza interna: com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos? </li></ul></ul>
  43. 43. Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil? <ul><li>“ As recessões são parte inerente do capitalismo. Os períodos de alta e baixa do ciclo de negócio ‘purificam’ a economia e têm o potencial de prepará-la para novos ciclos de inovação.” </li></ul><ul><li>(Joseph Schumpeter) </li></ul><ul><li>O mundo no pós-crise </li></ul><ul><ul><li>Como a economia global e o sistema financeiro internacional que a suporta emergirão da atual crise econômica mundial? </li></ul></ul>
  44. 44. O mundo pós-crise: algumas incertezas <ul><li>Como evoluirão os desequilíbrios macroeconômicos globais ? O aumento da poupança nos países deficitários será compensada pela intensificação da demanda agregada nas economias superavitárias? </li></ul><ul><li>Como evoluirá a arquitetura do Sistema Financeiro Internacional ? Haverá uma reforma regulatória das finanças? </li></ul><ul><li>Até que ponto os elevados níveis de endividamento e queda no patrimônio líquido gerarão maior propensão a poupar nas famílias mais afetadas nos Estados Unidos? Como evoluirão os níveis de confiança e de percepção de risco dos agentes privados ? </li></ul>
  45. 45. O mundo pós-crise: algumas incertezas <ul><li>Conseguirão os governos administrar seus monumentais déficits públicos , recolocando-os em trajetória sustentável? Quando os mercados vão exigir maior remuneração pelo risco desses déficits? Os bancos centrais conseguirão gerar uma saída não inflacionária? </li></ul><ul><li>Com os investimentos limitados, conseguirá o aumento da produtividade (eficiência econômica) sustentar o crescimento econômico potencial nas principais economias desenvolvidas? </li></ul><ul><li>Como será a governança global no pós-crise? </li></ul>
  46. 46. Dois mundos “pós-crise” <ul><li>Equacionamento gradual dos desequilíbrios globais , com aumento da poupança nos EUA e UE e incremento da demanda interna no Japão e nos emergentes. Recuperação do fluxo de capitais. </li></ul><ul><li>Reforma regulatória das finanças , com recuperação da confiançano setor financeiro </li></ul><ul><li>Recuperação da confiança do setor privado, estimulando a recuperação econômica </li></ul><ul><li>Retorno gradual aos padrões de endividamento nos países, incentivado pela recuperação econômica </li></ul><ul><li>Predomínio das inovações tecnológicas e produtivas , estimulando o aumento da produtividade </li></ul><ul><li>Progressiva adoção de uma cesta de moedas </li></ul><ul><li>Mulltipolaridade política e econômica . Maior protagonismo dos emergentes </li></ul><ul><li>Mais destaque para a “ economia verde ” </li></ul><ul><li>Adesão a Copenhagen e mobilização global em face das mudanças climáticas </li></ul><ul><li>Manutenção dos desequilíbrios globais , reduzindo a atratividade dos ativos americanos. Aumento do protecionismo . </li></ul><ul><li>Leve aumento na regulamentação das finanças, propiciando o surgimento de novas bolhas e ativos de risco </li></ul><ul><li>Incertezas e riscos inibem a recuperação econômica sustentável </li></ul><ul><li>Retorno lento aos padrões de endividamento nos países desenvolvidos (em percentual do PIB), com pressões inflacionárias </li></ul><ul><li>Predomínio das inovações financeiras </li></ul><ul><li>Dólar continua como moeda de referência </li></ul><ul><li>Mulltipolaridade econômica. Maior protagonismo econômico dos emergentes. Aumento gradual de sua relevância política </li></ul><ul><li>Combustíveis fósseis predominam </li></ul><ul><li>Baixa adesão a Copenhagen e mitigação reativa de impactos ambientais </li></ul>“ Business as Usual” “ A Emergência dos Emergentes”
  47. 47. PIB Mundial (variação % anual do PIB) Fonte: Macroplan, 2009 Dois mundos “pós-crise” (Conjecturas sobre a evolução do PIB Global)
  48. 48. O Brasil no pós-crise <ul><li>Com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos? </li></ul><ul><ul><li>Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população </li></ul></ul><ul><ul><li>Gargalos na infra-estrutura logística </li></ul></ul><ul><ul><li>Carga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público. </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixo nível de poupança. </li></ul></ul><ul><ul><li>Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário </li></ul></ul><ul><li>Como o Brasil lidará com a questão fiscal nos próximos anos? </li></ul><ul><li>Como se dará a inserção internacional do Brasil nos próximos anos? </li></ul><ul><ul><li>Excesso de burocracia </li></ul></ul><ul><ul><li>Elevada pressão antrópica </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixo desempenho em P&D e Inovação </li></ul></ul><ul><ul><li>Forte crescimento e generalização da violência urbana </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixo crescimento da produtividade total dos fatores de produção </li></ul></ul>
  49. 49. Uma incerteza adicional para 2010, de natureza política, com impactos até 2014 <ul><li>Que coalizão de forças políticas será vitoriosa nas eleições de 2010 ? </li></ul><ul><ul><li>Presidente da República </li></ul></ul><ul><ul><li>27 Governadores de Estado </li></ul></ul><ul><ul><li>2/3 do Senado </li></ul></ul><ul><ul><li>Câmara dos Deputados </li></ul></ul><ul><ul><li>27 Assembléias Legislativas Estaduais </li></ul></ul>
  50. 50. Desfechos plausíveis das eleições de 2010 Coalizão Pró-Mudanças Estruturais Coalizão Pró-Mudanças Incrementais Coalizão Neopopulista Escopo das mudanças <ul><li>Mudanças estruturais: </li></ul><ul><li>Previdência Social </li></ul><ul><li>Sistema tributário </li></ul><ul><li>Sistema político </li></ul><ul><li>Legislação Trabalhista </li></ul><ul><li>Regulação </li></ul><ul><li>Educação </li></ul><ul><li>Melhorias incrementais </li></ul><ul><li>Previdência social </li></ul><ul><li>Sistema tributário </li></ul><ul><li>Sistema político </li></ul><ul><li>Regulação </li></ul><ul><li>Educação </li></ul>Não há reformas nem melhorias Política econômica <ul><li>Câmbio flutuante </li></ul><ul><li>Metas de inflação </li></ul><ul><li>Responsabilidade fiscal (superávit nominal) </li></ul><ul><li>Câmbio flutuante </li></ul><ul><li>Metas de inflação </li></ul><ul><li>Responsabilidade fiscal (superávit primário) </li></ul><ul><li>Câmbio administrado </li></ul><ul><li>Controle de preços </li></ul><ul><li>Forte expansão do gasto e do déficit público </li></ul>Atratividade do ambiente de negócios para investimentos privados Muito alta Média Baixa
  51. 51. Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030 1. Um salto para o 1º mundo A conquista da prosperidade sustentável 4. Crescimento inercial O desperdício das melhores oportunidades 3. Mudança de patamar Prosperidade à vista 2. Um emergente retardatário Perdendo espaço em um mundo de oportunidades Baixa Alta Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado A emergência dos emergentes “ Business as usual” Ambiente econômico mundial
  52. 52. PIB Brasil (variação % anual do PIB) Fonte: Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030 (Conjecturas sobre a evolução do PIB brasileiro)
  53. 53. Brasil: Taxa de Investimento (% do PIB) Fonte: Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030 (Conjecturas sobre a evolução da taxa de investimento)
  54. 54. Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (% do fluxo mundial de capitais) Fonte: Macroplan, 2009 Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030 (Conjecturas sobre a evolução do IED)
  55. 55. <ul><li>Algumas Questões para Reflexão Estratégica sobre o Setor Elétrico Brasileiro </li></ul>5
  56. 56. Qualquer que seja o cenário, é certo ou quase certo que algumas tendências estruturais com forte impacto no setor elétrico brasileiro serão mantidas <ul><li>Aceleração das inovações tecnológicas especialmente nos domínios da eficiência energética e da ‘energia limpa’ </li></ul><ul><li>Fortalecimento dos instrumentos e das práticas de proteção ao meio ambiente </li></ul><ul><li>Consolidação do consumidor como ator social relevante </li></ul><ul><li>Aumento da complexidade do setor de energia (novo modelo, mercado mais competitivo, novos atores, multi-setorialidade, integração energética continental) </li></ul>
  57. 57. Por último: o futuro do setor elétrico brasileiro não é totalmente incerto: qualquer que seja o cenário predominante nos próximos anos, alguns aspectos podem ser antecipados... <ul><li>Em qualquer cenário haverá expansão de investimentos em energia </li></ul><ul><li>O aumento da aversão ao risco decorrente da atual crise econômica estimulará o investimento em ativos reais </li></ul><ul><ul><li>O Brasil emerge como uma das principais fronteiras de oportunidades em investimentos de baixo risco: infraestrutura, energia, habitação e saneamento </li></ul></ul><ul><li>A obtenção do investment grade e a percepção positiva do posicionamento do Brasil ampliarão os investimentos externos diretos de longo prazo no país e tendem a reduzir o custo de captação de recursos (em comparação com outros países) </li></ul><ul><li>O ambiente mundial é favorável à expansão da geração hidroelétrica, em função das baixas emissões de GEE e também à energia nuclear </li></ul><ul><li>As oportunidades de diversificação para outras fontes de geração de energia tornam-se mais atraentes </li></ul>Conclusão: apesar da crise, o ambiente ainda é muito favorável para negócios relacionados à expansão da oferta de energia no Brasil
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