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Cenários Econômicos para o  Brasil Focalizados na Crise Mundial
 

Cenários Econômicos para o Brasil Focalizados na Crise Mundial

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    Cenários Econômicos para o  Brasil Focalizados na Crise Mundial Cenários Econômicos para o Brasil Focalizados na Crise Mundial Presentation Transcript

    • Cenários Econômicos para o Brasil Focalizados na Crise Mundial Claudio Porto e equipe Macroplan Março de 2009
      • A crise econômica mundial
        • Origens, impactos e cenários futuros
      • O Brasil em face da crise
        • Canais de transmissão, impactos e cenários futuros
      • Implicações para os Governos Estaduais
        • Oportunidades, ameaças e posicionamento estratégico
      Plano da Apresentação
      • A crise econômica mundial
    • As origens da crise A metáfora do iceberg Eventos
      • Expansão do consumo nos EUA , acima do potencial de crescimento da economia
      • Aumento do endividamento norte-americano ( déficits gêmeos )
      • Crédito farto e barato
      • Alto grau de alavancagem das instituições financeiras
      • Desregulamentação do sistema financeiro internacional
      • Forte aumento da participação dos ativos financeiros na geração de riqueza
      • Inovações no sistema financeiro
      • Profunda interligação entre as economias mundiais
      • B oom imobiliário e a disseminação das hipotecas do mercado subprime (securitização)
      Fonte: Macroplan (2008)
    • Origens da Crise Relação entre a economia financeira e a economia real – 1990 e 2008 Grau de alavancagem de alguns bancos americanos 31 30 25 18 Recomendado pelo BIS 12 Merrill Lynch Lehman Brothers Goldman Sachs Citigroup EUA: poupança familiar em percentual da renda disponível EUA: dívida dos mutuários em percentual da renda disponível Fontes: Revista Veja (out/2008) e The Economist (nov/2008) 1990 95 2000 05 08 8 6 4 2 0 -2 130 120 110 100 90 80 70 1990 95 2000 05 08 1980 ATIVOS FINANCEIROS 12 Trilhões de Dólares 2006 ATIVOS FINANCEIROS 170 Trilhões de Dólares (crescimento de 1300%)
    • A crise global O que já é certo ou quase certo
      • A maior crise desde a Grande Depressão de 1929
      • Velocidade e intensidade de propagação sem precedentes
        • 4º trimestre de 2008: queda de 6% no PIB global (anualizado)
      • Grande perda de riquezas
        • US$ 34 trilhões entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009
      • Todos os países foram, estão sendo ou serão afetados
        • Apenas 2 países tiverem crescimento positivo no 4º trimestre de 2008: Filipinas e Noruega (Bloomberg)
      • Os emergentes sairão mais fortes
        • Até 2015 os emergentes poderão superar os desenvolvidos na participação no PIB mundial (Fontes: FMI e DEPEC/Bradesco)
    • A Grande Depressão de 1929 PIB e Dow Jones: Curvas L EUA: Taxa de crescimento do PIB (var.% anual) EUA: Índice Dow Jones (pontos-base) Fonte: Banco Central do Brasil Fonte: Bernanke (2000)
    • A crise global Incertezas
      • Qual o tamanho e a natureza dos problemas ?
        • Haverá uma “segunda onda” (rebote) ?
      • As medidas tomadas serão eficazes ?
      • Quanto tempo durará esta crise ?
      • Qual a será a disseminação dos impactos da crise financeira sobre a “economia real” ?
      As incertezas econômicas globais
      • Ampla
      • Todos os países, inclusive os emergentes
      • Localizada
      • EUA
      • Europa
      • Japão
      Hipótese mais provável
    • As incertezas econômicas globais
      • Qual será a duração desses impactos ?
      Curta 9 a 18 meses (Formato V ) Longa 2 anos ou mais (Formato L )
    • Quatro cenários focalizados da crise econômica mundial Ampla Localizada 1. Recessão prolongada nos EUA, Europa e Japão e moderada desaceleração dos emergentes Longa Curta 4. Recessão mundial passageira 3. Recessão rápida nos EUA, Europa e Japão e pequena desaceleração dos emergentes 2. Recessão mundial prolongada Cenário perseguido pelos Governos
      • Roubini
      • Spencer
      • McFadden
      • Stiglitz
      Cenários mais prováveis
    • Painel das expectativas mais recentes em relação à economia mundial
      • “ Recessão global será mais profunda, diz FMI - PIB global deve encolher 0,6% em 2009.“ (Valor Econômico, 18/03/09)
      • “ Não há nenhuma dúvida de que isso (...) ainda está longe de se resolver. Ainda deve durar algum tempo.” (Alan Greenspan – ex-presidente do Fed)
      • "O modelo baseado no fundamentalismo de mercado não funciona. Falhou. É preciso trabalhar sobre outra solução. É preciso um sistema mais pluralista, com mais pilares além do setor privado.” (Joseph Stiglitz – vencedor do Prêmio Nobel de Economia)
      • “ Mesmo que seja adotada uma adequada política agressiva, a taxa de crescimento não chegará perto dos 2% até 2011. Esta recessão durará talvez 36 meses.” (Nouriel Roubini – vencedor do Prêmio Nobel de Economia)
      • "É admissível que a economia mundial continue a se contrair (...) mesmo para além de 2011. Temo que se repita em escala mundial o que aconteceu ao Japão nos anos 90 (...) e a economia continue sem dar sinais de retomada durante um período muito longo.” (Paul Krugman - vencedor do Prêmio Nobel de Economia)
      • O Brasil em face da crise
    • Canais de propagação da crise para o Brasil
      • Demanda externa
        • Redução do saldo da balança comercial brasileira de 40 bilhões para 24,7 bilhões entre 2007 e 2008. Projeção de queda de 33,5% nas exportações brasileiras em 2009. ( Fonte: MDIC, dados históricos e DEPEC/Bradesco, estimativa 2009)
      • Mercado de trabalho
        • Aumento da taxa de desemprego aberto de 7,4% para 8,6% entre outubro de 2008 e janeiro de 2009. ( Fonte: PME/IBGE, 2009)
      • Crédito total (externo e doméstico)
        • Redução da taxa de crescimento do crédito nominal, de 31,1% para 12,9% no período 2008-2009. ( Fonte: Banco Central, 2009)
      • Confiança dos consumidores e dos empresários
        • Confiança do empresário industrial é a menor em 10 anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (IFEI) atingiu 47,4 pontos em janeiro de 2009, 5,1 pontos inferior em comparação a outubro de 2008. ( Fonte: CNI, 2009)
    • Os impactos negativos já estão ocorrendo
      • Queda na produção industrial
      PIB Nacional Fonte: IBGE 7.51 7.60 1.83 1.73 3.89 -0.65 6.64 1.58 2.73 0.05 8.30 3.09 2.82 6.02 3.12 -3.53 -3.73 -5.0 -3.0 -1.0 1.0 3.0 5.0 7.0 9.0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 (p) -2.03 1998 1999 3% 2 % 1 % 0 % -1 % -2 % -3 % -4 % 2005 T4 2006 T1 2006 T2 2006 T3 2006 T4 2007 T1 2007 T2 2007 T3 2007 T4 2008 T1 2008 T2 2008 T3 2008 T4
    • Os impactos negativos já estão ocorrendo Taxa média de desemprego nas seis principais RM do país - % Fonte: IBGE e MTE-CAGED PIB vs geração líquida de emprego formal acumulada no ano (1996 – 2009) 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 2003 2004 2005 2006 2007 2008p 2009p 2010p 11,7 10,0 10,1 9,3 7,9 9,0 8,4 12,5 -1.000 -500 0 500 1.000 1.500 2.000 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009* -4,0 -2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 5,3 0,3 0,6 5,7 4,0 3,2 5,7 3,4 0,04 2,7 1,3 1,1 4,3 1.452 500 1.617 1.254 1.523 645 762 591 658 -196 -582 -271 -36 1.229 2,1 Caged acumulado no ano Crescimento real do PIB
    • Painel de expectativas para a economia brasileira 2009-2010
      • Projeções (Focus/BC – março de 2009):
        • PIB (% de crescimento)
          • 2009 – 0,59
          • 2010 – 3,50
        • IPCA (%)
          • 2009 – 4,52
          • 2010 – 4 ,50
    • Painel de expectativas para a economia brasileira para o ano de 2009
      • Queda no saldo da balança comercial de US$ 24,7 bilhões para US$ 13,9 bilhões
      • Redução da taxa de crescimento da produção industrial de 3,12% para -3,53% anuais
      • Crescimento médio da população ocupada se reduz de 3,36% para 0,71% anuais
      • Redução da taxa de crescimento da massa salarial do trabalho de 7,5% para 2,2% anuais
      • Taxa de crescimento real do investimento negativa. Redução de +13,96% para -3,39%
          • Fontes: IBGE e BACEN / BRADESCO
      Investimento público é muito relevante, mas não compensará de forma integral a redução do investimento privado
    • Composição do investimento total da economia brasileira Fonte: IBGE/SCN 2008 Anual Formação Bruta de Capital Fixo – decomposição por origem em 2008 (% do investimento total)
    • Mas o Brasil tem chance de ser menos afetado
      • Relativo fechamento da economia + magnitude do mercado interno  impactos positivos no crescimento do PIB
        • Expectativas: Bradesco (+ 0,6%) e MB Associados (+ 0,5%)
      • Tamanho e cobertura da rede de proteção social
        • Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscal
      • Inflação provavelmente não será problema
      • A solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança
    • “ Reaping the Rewards of Indolence” (Revista The Economist, março de 2009)
      • Elevada influência do Estado na economia
        • Influência do setor estatal no mercado financeiro (Banco do Brasil e Caixa Econômica)
        • BNDES – crédito mais barato
      • Melhorias significativas
        • Dívida do setor público inferior a 40% do PIB
        • Aumento do volume das reservas internacionais
        • Baixo déficit de conta corrente
      Alerta: risco de crescimento acentuado das despesas governamentais e do endividamento público
    • Incertezas Hipóteses As incertezas econômicas para o Brasil em face da crise Qual será a reação dos agentes públicos? Organizada, cooperativa e pró-ativa (foco na mitigação dos riscos de CP e na sustentabilidade de LP) Reativa e desarticulada (foco exclusivo na mitigação dos riscos de CP Qual será o comportamento predominante do setor empresarial brasileiro? Empreendedor (retomada dos principais projetos de investimento em contexto de aumento da confiança) Conservador (adiamento e cancelamento de grandes projetos de investimento em contexto de redução da confiança) Como evoluirá a atratividade do ambiente de negócios para investimentos estrangeiros? Aumento da atratividade (fortalecimento da imagem externa e diferenciação positiva do Brasil em um ambiente de escassez de oportunidades de negócio) Redução da atratividade (deterioração da imagem externa do Brasil e limitada capacidade de atração de investimentos) Reação imediatista, improvisada e desarticulada Reação organizada, como ênfase na sustentabilidade a médio e longo prazos Como o Brasil reagirá à crise?
    • Cenários Econômicos para o Brasil 2009-2010 Recessão mundial curta (Formato “V”: duração de 9 a 18 meses) Reação imediatista, improvisada e desarticulada Reação organizada, como ênfase na sustentabilidade a médio e longo prazos
      • Travessia Segura e Controlada
      • A retomada do crescimento sustentado
      Recessão mundial prolongada (Formato “L”: duração de 2 anos ou mais) 4. Nova Crise à Vista A contratação de uma crise futura 3. Travessia na Escassez Um difícil crescimento com barreiras 2. Aposta de Alto Risco Uma escolha de resultado duvidoso Como o Brasil reagirá à crise? Como evoluirá a crise econômica mundial?
    • Cenário 1 Travessia Segura e Controlada
      • Política econômica anti-cíclica:
        • Forte aperto fiscal incluindo forte contenção das despesas de custeio (consumo) do Governo
        • Aceleração de investimentos prioritários com maior capacidade de geração de empregos
        • Manutenção das redes de proteção social
        • Redução dos juros, flexibilização dos depósitos compulsórios e expansão do crédito
      • Melhoria do ambiente de negócios:
        • Redução de impostos e estímulo aos agentes privados (consumidores e empresários)
        • Aprimoramento dos marcos regulatórios
        • Aceleração das privatizações e concessões, atraindo novos investimentos privados para projetos de infra-estrutura, especialmente portos, aeroportos e saneamento
    • Cenário 2 Aposta de Alto Risco
      • Política econômica expansionista:
        • Expansão do gasto público, em especial das despesas de custeio (consumo) do Governo
        • Endividamento crescente do setor público
        • Atrasos na execução de investimentos prioritários
        • Forte redução dos juros (com pressões inflacionárias) e expansão limitada do crédito, restrita aos bancos governamentais
        • “ Queima” das reservas internacionais
      • Deterioração do ambiente de negócios:
        • Aumento de impostos para financiamento dos gastos públicos crescentes
        • Desonerações tributárias pontuais para setores específicos
        • Investimentos privados em infra-estrutura limitados a algumas rodovias federais e estaduais
    • Cenário 3 Travessia na Escassez
      • Política econômica restritiva:
        • Forte aperto fiscal incluindo forte contenção das despesas de custeio (consumo) do Governo
        • Desaceleração de investimentos, com a manutenção daqueles com maior capacidade de geração de empregos
        • Manutenção das redes de proteção social
        • Redução gradual dos juros e expansão limitada do crédito
      • Melhoria do ambiente de negócios:
        • Redução gradual de impostos a setores com maior capacidade de geração de empregos
        • Aprimoramento dos marcos regulatórios
        • Aceleração das privatizações e concessões, atraindo novos investimentos privados para projetos de infra-estrutura, especialmente portos, aeroportos e saneamento
    • Cenário 4 Nova Crise à Vista
      • Flexibilização da política econômica :
        • Forte expansão do gasto público, em especial das despesas de custeio (consumo) do Governo
        • Flexibilização da meta de superávit primário
        • Endividamento crescente do setor público
        • Atrasos na execução de investimentos prioritários
        • Forte redução dos juros (com pressões inflacionárias) e expansão limitada do crédito, restrita aos bancos governamentais
        • Grave deterioração das contas externas
      • Deterioração do ambiente de negócios:
        • Aumento de impostos para financiamento dos gastos públicos crescentes
        • Desonerações tributárias pontuais para setores específicos
        • Arrefecimento e adiamento de investimentos privados
    • Cenários Econômicos para o Brasil 2009-2010 Fonte: Macroplan, 2009 C1 - Travessia Segura e Controlada C2 - Aposta de Alto Risco C3 - Travessia na Escassez C4- Nova Crise à Vista Taxa de crescimento do PIB mundial (var % a.a.) Obs: C1 = C2 C3 = C4