A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos

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A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos

  1. 1. A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos <br />Claudio Porto e Alexandre Mattos<br />29 de setembro de 2009<br />
  2. 2. 2<br />Plano da Apresentação<br />Parte I: O mundo e o Brasil - crise e pós-crise<br />O mundo e o Brasil em tempos de crise<br />O mundo e o Brasil pós-crise<br />Pontos fortes e debilidades do Espírito Santo face ao futuro<br />Parte II: O futuro do Espírito Santo<br />O que é certo ou quase certo<br />1<br />2<br />3<br />4<br />5<br />O que é incerto<br />
  3. 3. 3<br />“A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis”<br />Michel Godet<br />
  4. 4. 4<br />1<br />O mundo e o Brasil em tempos de crise<br />
  5. 5. Economia global: o que é certo ou quase certo até 2012“O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última década” (Martin Wolf)<br />Queda da atividade econômica mundial, com recessão nos EUA e demais economias desenvolvidas e desaceleração do crescimento nos países emergentes<br />Desaceleração do comércio internacional e redução do fluxo de capitais ao redor do mundo<br />Redução do consumo e aumento da poupança nos EUA<br />Risco de deflação nas economias desenvolvidas<br />Diminuição da liquidez e do crédito em escala mundial<br />Aumento da regulação sobre o sistema financeiro internacional<br />Maior aversão ao risco<br />Aumento da demanda por ativos reais de baixo risco<br />o que pode trazer benefícios para o Brasil, que se destaca como uma fronteira de oportunidades de investimentos de menor risco, em especial na área de infraestrutura<br />5<br />
  6. 6. Economia global: O que é certo ou quase certo até 2012 “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande escala” (Martin Wolf) <br />Nas economias desenvolvidas haverá forte aumento da dívida pública como proporção do PIB nos próximos quatro anos, reduzindo o espaço para a política fiscal<br />Dívida pública (% do PIB)<br />Dívida pública do G20 <br />(em % do PIB)<br />Fonte: OCDE apud TheEconomist (jun/09)<br />6<br />Fonte: IMF<br />
  7. 7. A crise econômica mundialPrincipais incertezas<br />Como evoluirá a atual crise econômica mundial?<br /><ul><li>Como evoluirá o mercado imobiliário nas economias desenvolvidos e quais serão seus efeitos sobre o crédito?
  8. 8. As grandes instituições financeiras e não financeiras conseguirão equacionar de forma sustentável os problemas em seus balanços patrimoniais?
  9. 9. As políticas econômicas de enfrentamento à crise serão implementadas de forma orquestradaentre os países?
  10. 10. O risco de deflação neutralizará a expansão monetária, inibindo, assim, a recuperação econômica?
  11. 11. Quais serão os efeitos da política macroeconômica sobre a demanda agregada? Conseguirão impulsioná-la?
  12. 12. Como evoluirão as economias emergentes neste contexto?</li></ul>Dupla recessão<br />(formato W)<br />Superação eficaz<br />(formato U) <br />7<br />
  13. 13. 8<br />Dois cenários para a crise: 2009-2012<br />“Dupla recessão (W)”<br />“Superação eficaz (U)”<br />Risco de calote no mercado imobiliário permanece elevado, acentuando o risco sistêmico e inibindo o crédito e o consumo<br />Implantação fragmentada das políticas macroeconômicas, abrindo excessivo espaço para arbitragem nos mercados<br />Queda nos preços dos ativos, perdas nos balanços patrimoniais e aumento do número de falências<br />Deflação nos principais países desenvolvidos, anulando os efeitos da política monetária<br />Ausência de reformas institucionais profundas no setor financeiro anulam os efeitos da política fiscal expansionista e do suporte financeiro dos governos<br />Aumento do grau de incerteza, aprofundamento da recessão mundial e desaceleração dos emergentes<br />Reequilíbrio rápido do mercado imobiliário nos países desenvolvidos, redução do risco sistêmico e aumento dos níveis de crédito e consumo<br /> Cooperação dos países na implantação das políticas macroeconômicas<br />Recuperação dos balanços patrimoniais e aumento da confiança do setor privado<br />Risco de deflação neutralizado pela recuperação da atividade econômica<br />Recuperação da confiança dos agentes e incremento da demanda agregada (efetividade da política macroeconômica expansionista e das reformas institucionais no setor financeiro)<br />Descolamento incremental dos emergentes, com crescimento da China, Índia e Brasil impulsionado pelos seus mercados internos<br />
  14. 14. O Brasil provavelmente será um dos países menos afetados pela crise mundial<br />Relativo fechamento da economia+ magnitude do mercado interno reduzem os impactos negativos no crescimento do PIB<br />Expectativas mais recentes (Boletim Focus)  0 %<br />Tamanho e cobertura da rede de proteção social <br />Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscal<br />Inflação não será problema em 2009<br />Há espaço para uma queda acentuada dos juros (em especial o cobrado pelos bancos para PF e PJ) e para expansão do crédito<br />A solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança <br />9<br />
  15. 15. Brasil: o crescimento econômico a médio e longo prazos<br />Entre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de crescimento do mundo: 7% a.a. em média<br />Mas entre 1980 e 2007 o crescimento arrefeceu e o país cresceu a taxas inferiores às da média mundial<br />A partir de 2005 o Brasil acelerou o crescimento e em 2008 superou a média mundial (5,08 x 3,4%)<br />A atual crise econômica mundial abortará nossa aceleração recente? <br />Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2008 – Brasil x Mundo (Índice 1980 = 100)<br />Fonte: Banco Mundial (2009)<br />10<br />
  16. 16. Desfechos plausíveis das eleições de 2010<br />11<br />Uma incerteza fundamental: que coalizão de forças políticas será vitoriosa em 2010 ? <br />
  17. 17. 12<br />Cenário de ajustes estruturais x Cenário de adaptações incrementais<br />Cenário de adaptações incrementais<br />Cenário de ajustes estruturais <br /><ul><li>Medidas anticíclicas capazes de produzir efeitos mais imediatos, mitigando riscos econômicos (e políticos) de curto prazo, predominantemente por meio de:
  18. 18. expansão das despesas públicas correntes em caráter temporário ou permanente com impactos imediatos na renda e no consumo
  19. 19. desonerações fiscais setoriais para estimular o consumo e/ou investimentos
  20. 20. Estímulo à expansão do consumo doméstico
  21. 21. Avanços incrementais na agenda de reformas econômicas
  22. 22. Ampliação da presença do Estado na economia (por meio das empresas estatais e parcerias com empreendedores privados nacionais e estrangeiros)</li></ul>Neste segundo cenário, o Estado (incluindo suas empresas) é o principal ’motor’ do crescimento econômico<br /><ul><li>Medidas anticíclicas orientadas à mitigação de riscos de curto prazo e à sustentabilidade do crescimento no médio prazo, predominantemente por meio de:
  23. 23. investimentos públicos de grande porte e elevado poder multiplicador, com bom potencial de impacto na competitividade
  24. 24. forte incentivo aos investimentos privados
  25. 25. desonerações fiscais horizontais e bônus ficais temporários
  26. 26. redução agressiva dos juros e forte contenção das despesas públicas de custeio
  27. 27. Retomada da agenda de reformas econômicas
  28. 28. Atração de empreendedores privados nacionais e estrangeiros para investimentos em grandes projetos</li></ul>Neste primeiro cenário, o setor privado é o principal ’motor’ do crescimento econômico<br />
  29. 29. Pontos de atenção<br />Riscos potenciais:<br />Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do déficit previdenciário<br />Risco inflacionário<br />Aumento, a médio prazo, da desconfiança dos agentes quanto à solvência das finanças públicas (redução do superávit primário)<br />Necessidade de novos aumentos nos juros no futuro<br />Diminuição do espaço de atuação da política fiscal<br />Redução do espaço para investimentos públicos<br />Aperto do setor exportador (apreciação do câmbio)?<br />13<br />
  30. 30. 14<br />O mundo e o Brasil pós-crise<br />2<br />
  31. 31. A principal incerteza de longo prazo para o Brasil<br />Incerteza síntese: o Brasil consolidará ou não uma trajetória decrescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos anos?<br />Esta incerteza se desdobra em:<br />Incerteza externa:como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?<br />Incerteza interna: com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos?<br />15<br />
  32. 32. Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?<br />O mundo no pós-crise<br />Como a economia global e o sistema financeiro internacional que a suporta emergirão da atual crise econômica mundial?<br />16<br />“As recessões são parte inerente do capitalismo. Os períodos de alta e baixa do ciclo de negócio ‘purificam’ a economia e têm o potencial de prepará-la para novos ciclos de inovação.”<br />(Joseph Schumpeter)<br />
  33. 33. Dois mundos “pós-crise”<br />“A Emergência dos Emergentes”<br />“Business as Usual”<br />Equacionamento gradual dos desequilíbrios globais, com aumento da poupança nos EUA e UE e incremento da demanda interna no Japão e nos emergentes. Recuperação do fluxo de capitais.<br />Reforma regulatória das finanças, com recuperação da confiança no setor financeiro<br />Recuperação da confiança do setor privado, estimulando a recuperação econômica<br />Retorno gradual aos padrões de endividamento nos países, incentivado pela recuperação econômica<br />Predomínio das inovações tecnológicas e produtivas, estimulando o aumento da produtividade<br />Progressiva adoção de uma cesta de moedas<br />Mulltipolaridade política e econômica. Maior protagonismo dos emergentes<br />Mais destaque para a “economia verde”<br />Adesão a Copenhagen e mobilização global em face das mudanças climáticas<br />Manutenção dos desequilíbrios globais, reduzindo a atratividade dos ativos americanos. Aumento do protecionismo.<br />Leve aumento na regulamentação das finanças, propiciando o surgimento de novas bolhas e ativos de risco<br />Incertezas e riscos inibem a recuperação econômica sustentável<br />Retorno lento aos padrões de endividamento nos países desenvolvidos (em percentual do PIB), com pressões inflacionárias<br />Predomínio das inovações financeiras<br />Dólar continua como moeda de referência<br />Mulltipolaridade econômica. Maior protagonismo econômico dos emergentes. Aumento gradual de sua relevância política<br />Combustíveis fósseis predominam<br />Baixa adesão a Copenhagen e mitigação reativa de impactos ambientais<br />17<br />
  34. 34. Brasil: Potencialidades x Gargalos Estruturais<br />O futuro da economia brasileira no longo prazo está condicionado à evolução de alguns fatores estruturais que poderão impulsionar ou inibir o seu desenvolvimento sustentado:<br />Potencialidades<br />Gargalos<br />18<br />
  35. 35. Potencialidades estruturais<br />Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveis<br />Disponibilidade de água e solos agricultáveis<br />Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos<br />Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional<br />Dimensão e dinamismo do mercado interno<br />Pujança do mercado acionário<br />Acúmulo de reservas internacionais<br />Diversificação de mercados<br />19<br />
  36. 36. 1. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveis<br />Produção de petróleo:<br />2008: 2 milhões de barris dia<br />2015: 3,5 a 4 milhões de barris dia <br />As reservas do Pré-sal: <br />11 reservatórios<br />Bep: Tupi (4 a 8 bi) e Iara (3 a 4 bi) <br />Bioenergia: <br />Forte expansão <br />2ª maior fonte de geração primária de energia<br />Energia hidráulica:<br />Potencial - 258.410 MW<br />Somente 28,2% é explorado<br />Matriz Energética Brasileira - 2007 <br />Carvão e mineral e derivados<br />Urânio e derivados <br />6,2%<br />1,4%<br />Gás Natural<br />9,3%<br />Petróleo e derivados <br />36,7%<br />Energia hidráulica <br />e eletricidade <br />14,7%<br />Produtos da <br />cana-de-açúcar<br />Biomassa <br />16,0%<br />15,6%<br />Fonte: EPE (2007)<br />20<br />
  37. 37. 2. Disponibilidade de água e solos agricultáveis<br />A maior disponibilidade hídrica do planeta: cerca de 10% da vazão média mundial está nos rios brasileiros<br />106 milhões de hectares de terras agricultáveis não utilizadas, área correspondente à soma dos territórios de França e Espanha<br />Áreas disponíveis para agropecuária <br /> (em milhões de hectares)<br />Áreas degradadas <br />Novas áreas<br />Uso e disponibilidade da terra – EUA x Brasil<br />Fonte: Revista Veja edição 1843 (2004)<br />21<br />
  38. 38. A Multiplicação dos Grãos<br />Evolução da produtividade da safra brasileira (em milhões de toneladas colhidas e em milhões de hectares plantados)<br />A produção aumenta...<br />... A área cultivada cresce lentamente e....<br />... A produtividade dispara <br />(em toneladas por hectare)<br />*previsão IBGE Fonte: Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento<br />3.Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos<br />1º produtor mundial de jatos regionais (exportações da Embraer 2006: US$ 3,3 bilhões)<br />Maior exportador mundial de café, açúcar, carne bovina e frango <br />2º maior exportador de soja<br />2º maior produtor de pisos e azulejos<br />3º maior mercado de cosméticos e celulares do mundo<br />3º produtor mundial de calçados<br />3º produtor mundial de refrigerantes<br />5º maior parque de computadores <br />8º maior mercado de automóveis do mundo<br />22<br />
  39. 39. 4. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional<br />Elevada (Bradesco e Itaú) estão entre as 10 maiores instituições financeiras das Américas produtividade em função de investimentos pesados em novas tecnologias de informação e automação bancária<br />Reestruturação do setor bancário (liderada pelo Bacen), levando à consolidação, fechamento e liquidação de muitos bancos privados <br />Dois bancos brasileiros em valor de mercado<br />Há apenas quatro anos ocupavam o 43º e o 34º lugares<br />Lucro líquido dos principais bancos atuantes no Brasil (em bilhões de reais)<br />8,8<br />7,6<br />2008<br />2006<br />3,2<br />3,9<br />2,0<br />Fonte: FSP (2009)<br />23<br />
  40. 40. 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno<br />Expansão da classe média de 44% para 52% da população brasileira (2002 a 2008) <br />(Famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.561) (FGV)<br />Principais fatores:<br />Melhora do nível de escolaridade da população<br />Migração dos empregos informais para os formais <br />Rápido crescimento do crédito<br />24<br />
  41. 41. 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno (cont.)<br />Grande espaço para crescimento do consumo energético final no Brasil<br />Fonte: Plano Nacional de Energia 2030 (EPE, 2007)<br />25<br />
  42. 42. 6. Pujança do mercado acionário<br />Capitalização das ações em bolsas ( em US$ bilhões)<br />592<br />234<br />132<br />38<br />38<br />2008<br />Fonte: Federação Mundial de Bolsas de Valores - Ibovespa (2008) APUD Mundo Corporativo 20 (2º trim./2008)<br />26<br />
  43. 43. 6. Pujança do mercado acionário (cont.)<br />“Em 2009 ... as operações de captação somam 13,5 bilhões ... Volume que supera os 8,8 bilhões levantados na Bovespa em 2004, primeiro ano da retomada do mercado de capitais brasileiro” <br />(Valor Econômico, 2 de junho de 2009)<br />“Somente entre janeiro e maio de 2009, os Investimentos Externos Diretos somaram US$ 11,2 bilhões. A perspectiva para 2009 é de que o IED atinja US$ 25 bilhões” <br />(Banco Central, julho de 2009)<br />27<br />
  44. 44. 7. Acúmulo de reservas internacionais<br />O Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maior volume de reservas internacionais: US$ 209,5 bilhões<br />Reservas internacionais e spread da dívida<br /> (2001-2008)<br />As 10 maiores reservas do mundo<br />Fonte:Ipeadata (2008)<br />Fonte: Banco Central (2009)<br />28<br />
  45. 45. 8. Diversificação de mercados<br />Os 8 principais destinos (países) das exportações brasileiras respondem, atualmente, por 48% do volume exportado<br /> Na década de 90, o mesmo grupo respondia por 65% do total vendido<br />A ampliação das vendas para mercados pouco tradicionais é um importante ativo estratégico em tempos de crise<br />Forma de reduzir o impacto negativo de crises internacionais sobre as exportações brasileiras<br />Principais destinos das exportações brasileiras (em bilhões de US$)<br />Outros 18,2 <br />União Européia 40,4 <br />África 8,6 <br />Mercosul17,4 <br />Aladi19,1 <br />Nafta 31,9 <br />Ásia 25,1 <br />Fonte: MDIC (2008)<br />29<br />
  46. 46. Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento<br />Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população<br />Violênciaurbana<br />Gargalos na infra-estrutura logística<br />Carga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público<br />Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário<br />Excesso de burocracia<br />Elevada pressão antrópica<br />Baixo desempenho em P&D e Inovação<br />30<br />
  47. 47. 1. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população<br />Proficiência em Leitura – PISA 2006<br />Proficiência em Matemática– PISA 2006<br />Fonte: OCDE<br />Resultados do teste Pisa em 2006 com estudantes de 15 anos<br /><ul><li>O Brasil está abaixo da faixa de 400 pontos – é o antepenúltimo colocado entre 44 países</li></ul>31<br />
  48. 48. 2. Violência urbana<br />Até 1999, os pólos da violência localizavam-se nas grandes metrópoles. A partir daí observou-se o deslocamento da dinâmica para o interior dos estados. (Mapa da Violência, 2008)<br />Brasil: Taxa média de homicídios – População total 2006<br />Os 10 municípios mais violentos do Brasil<br />Fonte: Mapa da Violência (2008)<br />32<br />
  49. 49. 3. Gargalos na infra-estrutura logística<br />As deficiências em transportes custaram R$ 271 bi (11,7% do PIB) para as empresas em 2006<br />Entre 2005 e 2006 o tempo médio de espera de navios para atracar em portos aumentou 78%<br />18 dias é o tempo médio de demora de exportação do produto brasileiro em contêineres, saindo do Porto de Santos; em Hong Kong, a média é 5 dias<br />Condições das rodovias no <br />Brasil (2007)<br />Fonte: CNT (2008)<br />33<br />
  50. 50. 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público<br />As despesas correntes do governo federal saltaram de R$ 339 bi (2002) para 692 bi (2008). Crescimento de 104%<br />O crescimento nominal do PIB no mesmo período foi de 78%<br />A receita corrente teve expansão nominal superior à do PIB (96%), porém inferior ao crescimento das despesas<br />A carga tributária cresceu 11% entre 2002 a 2008<br />2002 – 32,65% do PIB<br />2008 – 36,5% do PIB<br />Crescimento das Receitas e Despesas Correntes do Governo Federal (2002 = 100)<br />300 <br />Despesa<br />Receita<br />250 <br />PIB<br />200 <br />150 <br />100 <br />50 <br />-<br />2000<br />2001<br />2002<br />2003<br />2004<br />2005<br />2006<br />2007<br />Fonte: SIAFI/STN (2008)<br />34<br />
  51. 51. 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público (cont.)<br />Benefícios <br />Previdenciários <br />Transferências a <br />Estados, DF e <br />Municípios<br />Nos 4 primeiros meses de 2009, na União as despesas aumentaram 19% e a receita total encolheu 1,7%.<br />As despesas de pessoal da União cresceram 24,2% em comparação com 2008<br />Há forte rigidez nas despesas de custeio e nas transferências no orçamento federal. <br />A rigidez do orçamento<br />Cortar gastos, como?<br />Composição da despesa corrente da União<br />Investimentos<br />Demais Despesas <br />Correntes<br />2%<br />Pessoal e <br />Encargos Sociais<br />16%<br />22%<br />Rigidez superior a 80%<br />Margem de manobra<br />34%<br />26%<br />Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional<br />35<br />
  52. 52. 5. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário<br />A previdência no Brasil consome 12% do PIB. Na China e no Chile, apenas 3%. <br />Relação contribuinte/ beneficiário caiu de 2,5 em 1990, para 1,2 em 2002<br />Com o envelhecimento da população e o atual modelo previdenciário esta relação tende a cair ainda mais<br />Relação contribuinte/beneficiário do sistema previdenciário (1950-2002)<br />Gastos anuais do INSS 1988-2007 (% do PIB)<br />Fonte: Rossetti (2002)<br />Fonte:Giambiagi (2007)<br />36<br />
  53. 53. 6. Excesso de burocracia<br />2007<br />2008<br />A Burocracia tira competitividade do Brasil...<br />O Brasil ocupa a 122ª posição do ranking de facilidades para realizar negócios entre 178 países estudados<br />O tempo médio de abertura de empresas é de 152 dias<br />São necessários em média 4 anos para o fechamento de uma empresa<br />Justiça: cara e lenta<br />...E a Posição Relativa do País tem Piorado<br />Abertura de empresa<br />Licenciamento<br />Contratação de empregados<br />Registro de prioridade<br />Obtenção de crédito<br />Pagamento de tributos<br />Comércio exterior<br />Fechamento de empresa<br />150<br />0<br />25<br />50<br />75<br />100<br />125<br />Fonte: Doing Business 2008, Banco Mundial<br />37<br />
  54. 54. 7. Elevada pressão antrópica<br /><ul><li>Aumento do desmatamento na Amazônia Legal
  55. 55. Entre 2001 e 2004 cerca de 5,4 mil Km² de florestas foram diretamente convertidas em áreas de plantio de grãos ou em pastagens
  56. 56. Visível queda da vegetação nativa no cerrado decorrente da expansão do agronegócio
  57. 57. Mantidas as atuais taxas de desmatamento, este bioma poderá estar extinto em 2030</li></ul>Área de distribuição original do Cerrado<br />Principais remanescentes de vegetação nativa de Cerrado 2002<br />Fonte: Ministério Meio ambiente<br />Fonte: CI-Brasil<br />38<br />
  58. 58. ... mas a expansão da produção de cana-de-açúcar não é parte relevante desta pressão<br />RN<br />PB<br />PE<br />AL<br />Convenções<br />Áreas de produção <br />Áreas de expansão ~ 1990-2005<br />Floresta Amazônica<br />Fonte: MPOG / IBGE, 2007<br />7. Elevada pressão antrópica (Cont.)<br />39<br />
  59. 59. 8. Baixo desempenho em P&D e Inovação<br />Pedidos de patentes solicitadas no Wipo<br />Recursos Investidos em P&D (US$ bilhões de 2005) <br />Fonte: MCT <br />Fonte: Wipo (World InternationalPatentOrganization)<br />40<br />
  60. 60. 8. A China está ‘disparando’ em P&D e o Brasil é o últimos entre os BRICs (Cont.)<br />Crescimento dos investimentos em P&D dos 4 BRICs – 1996 a 2006<br />Índice <br />525<br />China<br />(1996 = 100) <br />475<br />425<br />375<br />325<br />275<br />Índia<br />225<br />Rússia<br />175<br />Brasil<br />125<br />75<br />1996<br />1998<br />2000<br />2002<br />2004<br />2006<br />Fonte: Banco Mundial (2007) e Unesco (2007)<br />Nota: Dados extrapolados para 2006<br />41<br />
  61. 61. O Brasil no pós-crise<br />Com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentadodo país nos próximos anos?<br />Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população<br />Gargalos na infra-estrutura logística<br />Carga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público. <br />Baixo nível de poupança. <br />Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário<br />Como o Brasil lidará com a questão fiscal nos próximos anos?<br />Como se dará a inserção internacional do Brasil nos próximos anos?<br />42<br /><ul><li>Excesso de burocracia
  62. 62. Elevada pressão antrópica
  63. 63. Baixo desempenho em P&D e Inovação
  64. 64. Forte crescimento e generalização da violência urbana
  65. 65. Baixo crescimento da produtividade total dos fatores de produção</li></li></ul><li>Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030<br />Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado<br />Baixa<br />Alta<br />A emergência dos<br />emergentes<br />Ambiente econômico mundial <br />“Business as usual”<br />1. Um salto para o 1º mundo<br />A conquista da prosperidade sustentável<br />2. Um emergente retardatário<br />Perdendo espaço em um mundo de oportunidades<br />4. Crescimento inercial<br />O desperdício das melhores oportunidades<br />3. Mudança de patamar<br />Prosperidade à vista<br />43<br />
  66. 66. 44<br />Dois mundos “pós-crise”<br />(Conjecturas sobre a evolução do PIB Global)<br />PIB Mundial (variação % anual do PIB)<br />Fonte: Macroplan, 2009<br />
  67. 67. 45<br />Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030<br />(Conjecturas sobre a evolução do PIB brasileiro)<br />PIB Brasil (variação % anual do PIB)<br />Fonte: Macroplan, 2009<br />
  68. 68. 46<br />Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030<br />(Conjecturas sobre a evolução da taxa de investimento)<br />Brasil: Taxa de Investimento (% do PIB)<br />Fonte: Macroplan, 2009<br />
  69. 69. 47<br />Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030<br />(Conjecturas sobre a evolução do IED)<br />Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (% do fluxo mundial de capitais)<br />Fonte: Macroplan, 2009<br />
  70. 70. 48<br />3<br />Pontos Fortes e Debilidades do Espírito Santo Face ao Futuro<br />
  71. 71. Pontos Fortes<br />Inserção diferenciada e competitiva no processo de globalização da economia brasileira<br />Crescentes reservas de óleo e gás em fase de expansão da produção <br />Qualidade e robustez do setor público, notadamente do Governo Estadual (um Governo que funciona)<br />Capital social e institucional: elevada capacacidade de articulação e cooperação entre os principais atores públicos, privados e da sociedade civil<br />49<br />
  72. 72. Debilidades<br />Capital humano – qualificação da força de trabalho<br />Infraestrutura física (rodovias, aeroporto e malha ferroviária) e tecnológica<br />Insuficiente capacidade de internalização dos benefícios do crescimento<br />Segurança e saúde públicas<br />50<br />
  73. 73. 51<br />Plano da Apresentação<br />Parte I: O mundo e o Brasil - crise e pós-crise<br />O mundo e o Brasil em tempos de crise<br />O mundo e o Brasil pós-crise<br />Pontos fortes e debilidades do Espírito Santo face ao futuro<br />Parte II: O futuro do Espírito Santo<br />O que é certo ou quase certo<br />1<br />2<br />3<br />4<br />5<br />O que é incerto<br />
  74. 74. Cenários para o Futuro do Espírito Santo - 2025<br />Integração competitiva de uma economia diversificada e de maior valor agregado sustentada pelo capital humano, social e institucional de alta qualidade<br />CENÁRIO A<br />Mudança de qualidade<br />Industrialização baseada no capital estatal, privado e internacional<br />CENÁRIO B<br />Industrialização baseada no capital Local<br />Ciclo do Café<br />CENÁRIO C<br />2025<br />1960<br />2005<br />Fonte: Macroplan<br />52<br />
  75. 75. Plano de Apresentação<br />Futuro do ES no longo prazo - pós crise<br />O que é certo ou quase certo<br />Restrições nos países desenvolvidos<br />A China, as commodities e o Espírito Santo<br />A expansão da atividade de produção de petróleo<br />O que ainda é incerto<br />Internalização dos benefícios do crescimento industrial e da exploração mineral<br />Diversificação econômica, agregação de valor e adensamento das cadeias produtivas (grandes cadeias e APLs)<br />Competitividade sistêmica: educação e capital humano, base tecnológica, qualidade das instituições, segurança pública, saúde pública e metrópole de qualidade, sustentabilidade<br />53<br />
  76. 76. 54<br />4<br />O que é certo ou quase certo<br />
  77. 77. O que é certo ou quase certo<br /><ul><li>Endividamento americano e europeu restringem a intensidade da retomada do crescimento econômico destes países no médio prazo. (Risco: Caso Japonês)
  78. 78. China e demais emergentes: principal expectativa para a sustentação do crescimento econômico mundial na próxima década
  79. 79. Impacto ES: Volumes e preços das commodities no mercado internacional: A recuperação atual é passageira ou será sustentada?
  80. 80. Expectativa: recuperação e manutenção de volumes por longo prazo. No entanto, os preços são ainda uma incerteza!
  81. 81. Manutenção das condições favoráveis aos produtos capixabas no exterior e retomada de investimentos
  82. 82. Forte atividade de exploração e produção de petróleo no pós e pré-sal</li></ul>55<br />
  83. 83. A População Mundial<br />10<br />8<br />6<br />4<br />2<br />0<br />2000<br />6,1 Bilhões<br />População mundial (em Bilhões)<br />Países menos desenvolvidos<br />Países mais desenvolvidos<br />1750 1800 1850 1900 1950 2000 2050 2100 2150<br />Fonte:UnitedNations, World PopulationProspects, The 1998 Revision (New York: UM, 1998); andestimatesbythePopulationReference Bureau.<br />56<br />
  84. 84. Consumo de Alimentos, Petróleo e Emissões <br />Terra / Água<br />+<br />-<br />ND<br />Projeção de Consumo de Alimentos no Mundo<br />Disponibilidade de terras agricultável e água por País<br />Trigo<br />3.000<br />3.000<br />Arroz<br />2.000<br />2.000<br />Milhões de toneladas<br />Grãos<br />1.000<br />1.000<br />0<br />0<br />1964 -66 1974-76 1984-86 1997-99 2015 2030<br />Fonte: ICONE – Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais – “A Dinâmica do Agronegócio Mundial no Século XXI “ (2007)<br />Fonte: FoodandAgricultureOrganizationoftheUnitedNations (2000)<br />Projeção de emissões de CO2 <br />Projeção de Consumo de Petróleo<br />35<br />35<br />8500<br />China<br />8000<br />30<br />30<br />7500<br />25<br />25<br />EUA<br />7000<br />+ 1,75 bilhão de toneladas<br />20<br />20<br />6500<br />Milhões de barris por dia<br />6000<br />15<br />15<br />Milhões toneladas<br />Milhões toneladas<br />5500<br />10<br />10<br />5000<br />Índia<br />5<br />5<br />4500<br />0<br />0<br />4000<br />2006<br />1990<br />1995<br />2003<br />2010<br />2015<br />2020<br />2025<br />2004<br />2006<br />2008<br />2010<br />2012<br />2014<br />2016<br />2018<br />2020<br />2022<br />2024<br />2004<br />2006<br />2008<br />2010<br />2012<br />2014<br />2016<br />2018<br />2020<br />2022<br />2024<br />Fonte: U.S. Department of Energy e IAGS (2004)<br />Fonte: EIA, 2005<br />57<br />
  85. 85. Pré-Sal<br />Pré-sal<br />Fonte:Santos BasinPre-Salt Cluster – José Formigli – Rio Oil & Gas (2008) - Petrobras <br />58<br />
  86. 86. 59<br />5<br />O que ainda é incerto<br />
  87. 87. O que ainda é incerto<br />Apropriação dos recursos de royalties e participações especiais pelo Espírito Santo<br />Discussão da política nacional para o pré-sal<br />Internalização dos benefícios da economia do petróleo por meio de fornecimento de bens e serviços de valor agregado<br />Desenvolver empresas fornecedoras de base tecnológica foi uma das estratégias bem sucedidas na Noruega!<br />São Paulo (especialmente São José dos Campos) e Rio de Janeiro serão fortes competidores. <br />60<br />
  88. 88. Pré-Sal<br />Aracruz<br />Vitória<br />Anchieta<br />Macaé<br />Itaboraí<br />São José dos Campos<br />Itaguaí<br />Niterói<br />Angra<br />Caraguatatuba<br />S.Sebastião<br />Santos<br />Pré-sal<br />Fonte:Santos BasinPre-Salt Cluster – José Formigli – Rio Oil & Gas (2008) - Petrobras <br />61<br />
  89. 89. O que ainda é incerto<br />Qual o volume, a localização e o “timing” de investimentos na cadeia minero-siderúrgica no Brasil e no Espírito Santo?<br />62<br />
  90. 90. Novos portos nas costas do Espírito Santo e Rio de Janeiro<br />Super Porto do Açu (em construção)<br /><ul><li>6 berços de atracação para navios graneleiros
  91. 91. 4 berços de atracação para cargas gerais,
  92. 92. Embarcações de apoio à atividades offshore.
  93. 93. Profundidade 18,50 m- atracação de navios Capesize (até 220.000 ton) e navios superconteineiros (até 11,000 TEUs)</li></ul>Porto de Praia Mole: Exemplo (há opções alternativas de mesma magnitude na Barra do Riacho e em Ubu)<br /><ul><li>5 berços para navios porta-contêiners
  94. 94. Profundidade mínima de 26 m</li></ul>Fonte: site da LLX - ttp://www.llx.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=162&lng=br<br />Fonte: site da CODESA - http://www.portodevitoria.gov.br/noticias.php?uid=3720&language=english e site da codesa http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Portos/Vitoria.pdf<br />63<br />
  95. 95. O que ainda é incerto<br />Qual o volume, a localização e o “timing” de investimentos na cadeia minero-siderúrgica no Brasil e no Espírito Santo?<br />Papel e celulose – Como evoluirão preços no mercado internacional e quais serão os impactos da consolidação do setor?<br />Haverá avanços significativos na competitividade dos principais arranjos produtivos capixabas <br />Consolidação de alguns segmentos<br />Inovação tecnológica<br />Agregação de valor<br />64<br />
  96. 96. O que ainda é incerto<br />Haverá sucesso na promoção de investimentos no Espírito Santo? <br />Diversificação econômica<br />Agregação de valor<br />Adensamento das cadeias produtivas<br />65<br />
  97. 97. O que ainda é incerto<br />Haverá avanços significativos na competitividade sistêmica da economia capixaba?<br />Fundap e a Reforma tributária<br />Base de capital humano<br />Base tecnológica estadual<br />Qualidade institucional<br />Pobreza <br />Segurança<br />Saúde da população<br />Qualidade da metrópole e rede de cidades<br />Ambiente<br />66<br />
  98. 98. Pobreza<br />Pessoaspobres – perfilbolsafamília 2006 (% dapopulação) <br />40%<br />35%<br />35%<br />30%<br />27%<br />24%<br />25%<br />20%<br />20%<br />11%<br />15%<br />SP<br />10%<br />5%<br />0%<br />Guarapari<br />Cariacica<br />Serra<br />Vila Velha<br />Vitória<br />Notas: Renda per capita mensal de até R$ 137,00. <br />Cálculo da estimativa percentual de pessoas pobres considerou a média do Espírito Santo de 4,4 pessoas por família com renda per capita mensal de até ¼ de salário mínimo (IBGE, 2005).<br />Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate á Fome – 2008. Disponível em <http://www.mds.gov.br/adesao/mib/matrizsrch.asp><br />67<br />
  99. 99. Mapa de Concentração dos Homicídios na Grande Vitória no ano de 2007<br />68<br />
  100. 100. Segurança Pública<br />Homicídios dolosos São Paulo e Rio de Janeiro – 1998 a 2007 (números absolutos)<br />Taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes<br />60,0<br />PE<br />ES<br />50,0<br />40,0<br />RJ<br />30,0<br />RJ<br />20,0<br />SP<br />SP<br />10,0<br />0,0<br />2000<br />2001<br />2002<br />2003<br />2004<br />2005<br />2006<br />2007<br />2008<br />Fonte: SIM/DATASUS, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SP), ISP (RJ), INFOPOL / SDS (PE), Polícia Civil/DML/ES – 2009<br />Fontes: ISP-RJ e SSP-SP apud Centro de Estudos de Segurança e Cidadania<br />População Carcerária São Paulo x Rio de Janeiro<br />SP<br />+ Projeto Inteligência Policial<br />Melhoria no desempenho das forças policiais com base na utilização da tecnologia da informação e da comunicação<br />RJ<br />Os investimentos em execução no Espírito Santo projetam trajetória de crescimento do encarceramento como a do estado de São Paulo. Espera-se para o Espírito Santo, resultados semelhantes aos de São Paulo, no médio prazo.<br />Fonte: Ministério da Justiça - Departamento Penitenciário Nacional e Sec. Administração Penitenciária de São Paulo <br />69<br />
  101. 101. Taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes<br />60,0<br />Pernambuco<br />Espírito Santo<br />50,0<br />40,0<br />Rio de Janeiro<br />30,0<br />20,0<br />São Paulo<br />10,0<br />0,0<br />2000<br />2001<br />2002<br />2003<br />2004<br />2005<br />2006<br />2007<br />2008<br />Fonte: SIM/DATASUS, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SP), ISP (RJ), INFOPOL / SDS (PE), Polícia Civil/DML/ES – 2009<br />70<br />
  102. 102. Homicídios dolosos São Paulo e Rio de Janeiro – 1998 a 2007 (números absolutos)<br />Fontes: ISP-RJ e SSP-SP apud Centro de Estudos de Segurança e Cidadania<br />71<br />
  103. 103. População Carcerária São Paulo x Rio de Janeiro<br />+ Projeto Inteligência Policial<br />Melhoria no desempenho das forças policiais com base na utilização da tecnologia da informação e da comunicação<br />Os investimentos em execução no Espírito Santo projetam trajetória de crescimento do encarceramento como a do estado de São Paulo. Espera-se para o Espírito Santo, resultados semelhantes aos de São Paulo, no médio prazo.<br />72<br />
  104. 104. Desenvolvimento da região metropolitana da Grande Vitória<br />Concentração urbana na RMGV em 1976<br />Concentração urbana na RMGV em 2005<br />O desenvolvimento tardio da RMGV traz uma oportunidade de se evitar erros observados em outras metrópoles brasileiras <br />Fonte: Secretaria de estado da Educação - Gerência da Informação e Avaliação Educacional – 2009<br />73<br />
  105. 105. Mobilidade urbana<br /><ul><li>Tempo médio de deslocamento por pessoa na RMGV aumentou 30% entre 1998 e 2007</li></ul>Evolução da participação dos modais no total de viagens realizadas na RMGV<br />Tempo médio de deslocamento por pessoa na RMGV<br />80%<br />62%<br />55%<br />45%<br />38%<br />20%<br />Transporte privado<br />Transporte coletivo<br />1985<br />1998<br />2007<br />Fonte: CONDEVIT. Pesquisa Origem Destino da RMGV (2007)<br />Evolução da frota de Vila Velha<br />Fonte: Denatran – 2009<br />74<br />
  106. 106. Percentual de estudantes em cada nível de proficiência em Matemática<br />PISA 2006<br />75<br />
  107. 107. Percentual de estudantes em cada nível de proficiência em Leitura<br />76<br />PISA 2006<br />
  108. 108. Qualidade do Ensino<br />IDEB: Ensino Fundamental Regular Municipal – Séries Finais (5ª a 8ª série)<br />IDEB: Ensino Fundamental Regular Municipal – Séries Iniciais (1ª a 4ª série)<br />6,3<br />5,6<br />5,8<br />4,7<br />4,5<br />4,3<br />4,3<br />4,4<br />4,3<br />4,3<br />4,2<br />4,2<br />4,1<br />5,0<br />4,1<br />3,2<br />4,1<br />3,8<br />3,7<br />4,2<br />3,8<br />4,1<br />3,6<br />3,8<br />3,9<br />2,9<br />3,6<br />3,7<br />3,7<br />3,6<br />3,4<br />3,5<br />3,4<br />3,2<br />3,5<br />3,3<br />3,4<br />3,2<br />3,2<br />3,1<br />Brasil<br />São <br />Paulo<br />Fundão<br />Vila <br />Velha<br />Vitória<br />Serra<br />Viana<br />Cariacica<br />Guarapari<br />Brasil<br />São <br />Paulo<br />Fundão<br />Vila <br />Velha<br />Serra<br />Viana<br />Vitória<br />Cariacica<br />Guarapari<br />Meta do Plano Nacional de Educação para o Estado em 2021<br />Meta do Plano Nacional de Educação para o Estado em 2015<br />2005<br />2007<br />Nota: As metas foram definidas pelo Ministério da Educação e são referentes ao Estado do Espírito Santo<br />Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) – 2007<br />77<br />
  109. 109. Plano de Apresentação<br />Futuro do ES no longo prazo - pós crise<br />O que é certo ou quase certo<br />Restrições nos países desenvolvidos<br />A China, as commodities e o Espírito Santo<br />A expansão da atividade de produção de petróleo<br />O que ainda é incerto<br />Internalização dos benefícios do crescimento industrial e da exploração mineral<br />Diversificação econômica, agregação de valor e adensamento das cadeias produtivas (grandes cadeias e APLs)<br />Competitividade sistêmica: educação e capital humano, base tecnológica, qualidade das instituições, segurança pública, saúde pública e metrópole de qualidade, sustentabilidade<br />78<br />
  110. 110. Experiência da Macroplan Alguns clientes e projetos em Cenários<br />Cenários Corporativos 2004-2015 e Regionalização do Cenário Corporativo <br />Cenários Exploratórios e Plano de Desenvolvimento do ES 2005-2025<br />Cenários Exploratórios do Rio de Janeiro 2007-2027 e Plano Estratégico 2007 - 2010<br />Cenários Energéticos da Amazônia 1998-2020<br />Cenários do setor de telecomunicações 1996-2010<br />Cenários do Ambiente de Atuação das Organizações de Pesquisa 2007-2023<br />Cenários Exploratórios e Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023<br />Cenários Focalizados no Ambiente das MPE Fluminenses 2008-2027<br />Cenários e Plano Estratégico do Sistema 1996-2010 e Regiões<br />Cenários focalizados do Sistema SENAC 2000-2005 e do SENAC SP 2000-2010<br />Cenários e Plano Estratégico 2003-2010<br />Cenários da Indústria de Cerâmicas e Revestimento1995-2005<br />79<br />
  111. 111. Sobre a Macroplan<br />Empresa brasileira de consultoria especializada em estudos prospectivos, planejamento e administração estratégica, gestão para resultados e gestão estratégica da inovação<br />Fundada em 1989, tem escritórios, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Atua em todo o Brasil<br />Mais de 250 projetos de consultoria para grandes organizações<br />Equipe multi-geracional de 40 profissionais com vínculo permanente e formação pluridisciplinar aliada a uma ampla rede de parceiros e especialistas<br />Soluções “sob medida” e construção em conjunto com os clientes<br />80<br />75% dos clientes desenvolveram mais de um projeto com a Macroplan<br />
  112. 112. Cenários publicados <br />1<br />2<br />3<br />81<br />

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