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Estrategia ilpf embrapa_florestas_moa_e_porfa
 

Estrategia ilpf embrapa_florestas_moa_e_porfa

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Palestra apresentada em curso internacional sobre agrofloresta, por solicitação do CPATU

Palestra apresentada em curso internacional sobre agrofloresta, por solicitação do CPATU

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    Estrategia ilpf embrapa_florestas_moa_e_porfa Estrategia ilpf embrapa_florestas_moa_e_porfa Presentation Transcript

    • ESTRATÉGIA ILPFEMBRAPA FLORESTAS 2008 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • ESTRATÉGIA ILPF ANTECENDENTES Problemas Globais Problemas Nacionais Problemas Locais Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • 15 Principais problemas da Humanidade neste séculoExtinção de Crueldade FundamentalismosentimentosEgoismo Corrupção ConsumismoCompetição Falta de ética EgoismoDemolição da tradição Superpopulação Terrorismo e guerrasBanalização da vida Abandono de valores IntolerânciaPolítica sem princípios Prazer sem consciência Conhecimento sem caráterRiqueza sem trabalho Comércio sem moral Ciência sem sacrificioFonte – MIRSHAWKA, VICTOR – Qualidade com humor Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • CRISE MUNDIAL ??????????????? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Há estimativas de que desde 2.000 perde-se em torno de 6 milhões de hectares por ano. http://www.curtoegrosso.com/2008/07/charges-de-mudanas-climticas.html Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • "O terrorismo não é a única ameaça. Caso uma parte da Groenlândia se derreta, os efeitos sobre Manhattan seriam muito piores do que o atentado de 11 de setembro de 2001", "Estamos queimando combustíveis fósseis a um ritmo que fará com que, emmenos de 45 anos, os níveis de CO2 dobrem, ... o que ... seria uma catástrofe". “... ciclones, furacões ou tornados... aumentaram a potência em 50%", “As companhias de seguros perderam juntas US$ 1 bilhão pelos desastres naturais...”"Plantar árvores não é a única solução, mas é parte da saída para a crise climática“ Al Gore -Fonte: JB Online Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Lista de Reproduç ão2.wpl Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • A qualidade dos ecossistemas mundiais de água doce caiu 45%, em apenas 26 anos (1970 à 1995). (WWF - relatório Planeta Vivo), Temos cerca de 20% das reservas mundiais de água doceInúmeros países do mundo já sofrem escassez de abastecimento. Alguns países árabes necessitam importar água potável a preços superiores ao petróleo que exportam.A crise mundial de abastecimento hídrico está cada vez mais clara. Brasil - Lei federal nº 9.433, de 8/01/97(Lei das Águas) Brasil – Lei da consciência popular? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Lista de Reproduç ão2.wpl Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • ÁREA FOCAL: Situação e tendências dos componentes da diversidade biológica Tendências na extensão dos biomas, ecossistemas e *** (1) habitats selecionados Tendências na abundância e distribuição das espécies *** selecionadas Mudança na situação das espécies selecionadas *** Tendências na diversidade genética do animais * domésticos, das plantas cultivadas e das espécies de peixes de grande importância econômica Cobertura das áreas protegidas ******. Bom indicador ** médio indicador * indicador necessita de maior elaboraçãoFlecha mais grossa indica tendência segura e as mais finas tendência de menor segurança(1) Para as florestas, não existem dados disponíveis a nível mundial para todos os biomas, ecossistemas e hábitats Fonte: UNEP/CBD/COP/8/12 - 15 de febrero de 2006 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • ÁREA FOCAL: Integridade de ecossistema e bens e serviços de ecossistema Indice trófico marinho *** Conectividade – fragmentação de ecossistemas ** Qualidade da água de ecossistemas aquáticos ***Fonte: UNEP/CBD/COP/8/12 - 15 de febrero de 2006 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • ÁREA FOCAL: Ameaças à diversidade biológica Deposição de nitrogênio *** Tendências nas espécies exóticas invasoras *ÁREA FOCAL: Utilização sustentável Área de floresta, ecossistemas agrícolas e aquícolas sob * gestão sustentável Marca ecológica e conceitos relacionados ***ÁREA FOCAL: Situação dos conhecimento, inovações e práticas tradicionais Situação e tendências da diversidade linguística e * número de pessoas que falam línguas indígenasFonte: UNEP/CBD/COP/8/12 - 15 de febrero de 2006 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUEM PERDE MAIS? POBRES OU RICOS? O URBANO OU O RURAL? Serviços de ecossistemas sadios e biodiversos fundamentam o bem estar humanoDos 24 serviços prestados pelos ecosssistemas acompanhados na Avaliação deEcossistemas do Milênio 15 estão decrescendo. (Provisão de água potável - auto-descontaminação da atmosfera – polinização -capacidade dos agroecossistemas em regular pragas) As consequências da perda de diversidade biológica frequentemente são mais duras para a vida rural – imediata dependência dos serviços ecossistêmicos locais. A Avaliação dos Ecossistemas do Milênio tem confirmado que a perda de biodiversidade obstaculiza de forma mais significativa a vida dos mais pobres Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • PROBLEMAS NACIONAIS Agronegócio com base insustentável Destruição de biomas  Amazônia - Amazônia  Cerrado - Cerrado  Caatinga - Caatinga  Mata atlântica – Mata Atlântica Avanço da monocultura Descumprimento da legislação ambiental Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Representa cerca de 30% do PIB nacional, gera 37% dos empregos, responde por 40% das exportações e sustenta o saldo comercial. Ampliou, nos últimos 15 anos, a área de produção de grãos em 25% e aumentou a produção em 107%. Em 12 anos, cresceu a produção de carne bovina em 71%, a suína em 113% e a de frango em 170%. De 1989 a 2004, teve um saldo comercial maior que o dos outros setores e sua balança comercial aumentou de US$ 15 bilhões, em 1995, para US$ 34 bilhões, em 2004. Pertence a um país megabiodiverso e com cerca de 20% da água doce do mundo. Estamos falando do agronegócio norte-americano, chinês, indiano ou de algum país europeu?Fonte: MEDRADO, M.J.S. Revista Opiniões Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • A área desmatada de seus três maiores biomas soma 2,7 milhões de km², ou 31,7% do território nacional. Um sofreu, nos últimos 25 anos, uma destruição de 15% ou 551 mil km², outro perdeu 93% da cobertura florestal original e o terceiro, de acordo com estimativas de instituições importantes, deverá desaparecer até 2030. Estamos falando da Indonésia, de Nova Guiné, do Quênia, de Madagascar, do Congo ou de países europeus?Fonte: MEDRADO, M.J.S. Revista Opiniões Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • NAS DUAS QUESTÕESESTAMOS FALANDO DO BRASIL Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • PROBLEMAS REGIONAIS/LOCAIS Insustentabilidade de modelos de produção atuais Falta de conhecimento sobre novos modelos Falência de propriedades rurais familiares Aumento dos trabalhadores sem terra Poucas alternativas para adequação ambiental Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUAL A FORMA DE REAGIR A TANTOS PROBLEMAS ? Estabelecer uma política agrária baseada em:Conservação e preservação dos Recursos Naturais;Recuperação de áreas degradadas; Aplicação de ManejoFlorestal de Uso Múltiplo com Sustentabilidade; Utilizaçãode agroecossistemas sustentáveis. Buscando o equilibrio ecológico, principalmente o hídrico, ao tempo em que propicie a equidade e a segurança alimentar. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • NESTA POLÍTICA CABERÁ A ILPF? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • PARA QUÊ ILPF? Para contribuir na solução de problemas globais, nacionais e locais visando a sustentabilidade da exploração agropecuária e florestal Integração Lavoura- Pecuária - Floresta Conservação DesenvolvimentoAdaptado de Vilela, 2005 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • VISÃOA visão consensual da integração lavoura-pecuária-floresta é de ser uma estratégia gerencial que integrasistemas de produção agrícola, pecuário e florestal,em dimensão espacial e/ou temporal, buscando efeitossinérgicos entre os componentes do agroecossistemapara a sustentabilidade da unidade de produção,contemplando sua adequação ambiental e avalorização do capital natural.Consenso tirado em grupo de trabalho entre pesquisadores da Embrapa em Reunião em Sete Lagoas, MG Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • A ILPF contempla sistemas produtivos diversificados de grãos,fibra, carne, leite, lã e produtos florestais dentre outros, realizadosna mesma área, em plantio consorciado, em sucessão ourotacionado.Tem por objetivo maximizar a utilização dos ciclos biológicos dasplantas, animais, e seus respectivos resíduos, assim como efeitosresiduais de corretivos e nutrientes.Visa ainda minimizar e otimizar a utilização de agroquímicos,aumentar a eficiência no uso de máquinas, equipamentos e mão deobra, gerar emprego, renda, melhorar as condições sociais no meiorural, além de reduzir os impactos ao meio ambiente. Fonte: Grupo de Trabalho sobrfe conceituação de ILPF - Sete Lagoas, MG Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • A concepção sistêmica dessa estratégia gerencial incorpora outrosatributos desejáveis ao agroecossistema no que diz respeito a suaadequação ambiental, como a manutenção das Áreas dePreservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL),reconhecendo os benefícios dos serviços ambientais por elasprestados aos sistemas de produção.Incorpora, ainda, outras posturas gerenciais, como o corretogerenciamento dos resíduos gerados pela unidade de produção(embalagens de agroquímicos (lei dos agrotóxicos), águasresiduárias, esgotos, entre outros) consideradas nas BoasPráticas Agropecuárias (BPA). Fonte: Grupo de Trabalho sobrfe conceituação de ILPF - Sete Lagoas, MG Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • POR QUÊ ESTRATÉGIA ILPF NA EMBRAPA? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • • Pressão sobre empresários/produtores - conservação dabiodiversidade em áreas de uso agropecuário;• Áreas agropecuárias podem adotar práticas favorecedorase alcançar considerável nível de biodiversidade• Necessidade de consolidar a pecuária brasileira,ambientalmente adequada, no cenário mundial. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • • Oportunidade: Os rebanhos brasileiros são conduzidos/manejado àpasto - diferencial• Grandes áreas com pastagens que poderão produzir, também, madeirae contribuir para os objetivos do Plano Nacional de Florestas –PNF/MMA.• Agregar renda às áreas de pastagens existentes, beneficiando grandecontingente da agricultores familiares produtores de leite e que ,estrategicamente, necessitam complementar renda oriunda da pecuáriade leite e contribuir para os objetivos da Secretaria de Agricultura Familiar–SAF/MDA• As cadeias do complexo carne, couro e pele e dos produtos florestaisconstituem-se na segunda e terceira força do agronegócio brasileiro,respectivamente Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Sua importância passa a ser ainda maior quandoimplementado em regiões pastoris com grande fragmentaçãoe insulamento de remanescentes florestais naturais e/ou compastagens degradadas (Porfírio-da-Silva, 2006). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • OBJETIVOS DA ILPF Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • GERAL Promover mecanismo para o desenvolvimento ecorregional e conservação da biodiversidade.ESPECÍFICOS Ampliar a base florestal plantada em apoio ao desenvolvimento das indústrias de base florestal. Valorizar aspectos ambientais, sociais e econômicos dos serviços e benefícios proporcionados por práticas favorecedoras da biodiversidade. Estimular a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas. Mitigar impactos negativos da pecuária convencional. Incentivar a conversão de pastos convencionais para sistema silvipastoril Advogar a complementariedade de conservação da biodiversidade em áreas de agropecuária manejadas por práticas favorecedoras da biodiversidade. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUAL O CAMINHO DA ESTRATÉGIA ILPF NA EMBRAPA FLORESTAS? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • A ABORDAGEM ECOSSISTÊMICA Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUAL O PALCO PRINCIPAL DESTA AÇÃO? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    •  Microbacias Propriedades Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • COMO OPERACIONALIZAR A ESTRATÉGIA ILPF? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    •  Estabelecimento de um programa específico Avaliação dos recursos naturais: água, floresta (APP – RL)Avaliação da estrutura produtiva: sistemas de uso da terraDefinição de ações estratégicas para:  recuperação – conservação – uso dos RN  readequação de SUTs  transição dos agroecossistemas atuais, para:  Sistemas sustentáveis  Plantio direto  ILP  SAFs Silviagrícolas  Silvipastoris  Agrossilvipastoris  Multiestratas  Incorporação do conceito de Boas PráticasDefinição de indicadores de desenvolvimento sustentávelAvaliação socio-economica-ambiental -AMBITEC Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Exemplo com google Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUAL A ABORDAGEM DO PROGRAMA DE ILPF? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • • Produção sustentável • Ênfase em SAFs• Planejamento integrado de Unidades Produtivas • Alianças mercadológicas •Qualidade; quantidade; constância  contratos (certificaçao)• Prestação de serviços ambientais • Cooperativas de crédito de carbono • Melhoria da qualidade da água/abatimento de erosão Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • QUAL A ESTRATÉGIA DO PROGRAMA? Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Adequação Ambiental Capacitação Continuada Integração de Tecnologias Sustentáveis Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Adequação ambiental Linha de “árvores- sinalizadoras” delimitam a APP do SSPfoto : Leonardo Cel. Pacheco,MG Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs PROCEDIMENTOS MÍNIMOS PARA INSTALAÇÃO DE SILPF EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA TECNOLÓGICA NA ILPF URTMatelândia,PR Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs TRANSIÇÃO AMENAO planejamento de uma URT deve prever e permitir uma transitoriedadeamena, ou seja, enquanto o componente arbóreo não puder suportar cargaanimal, a área será utilizada para cultivos anuais.É o caso, por exemplo, da reforma de pasto ou implantação de pastagens complantio de árvores em terraços ou em curvas de nível; enquanto as árvorescrescem, o solo é submetido a adubações e cultivos de ciclo anual.A transitoriedade acontece de um sistema pastoril (pasto e gado) que,passando inicialmente por um sistema silviagrícola (árvores + lavouras) chegaao silvipastoril (árvores + pasto + gado), com vantagens econômicas capazesde diminuir, ou até mesmo suplantar, os custos de implantação do novo Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto bom”.Tipo de Arranjo: renques em curva de nível com espaçamento variando de 14 a 35 metros entrerenques e de 1,5 a 4,0 metros entre árvores.Implantação: eliminação da pastagem na faixa de 2,0 metros ao longo da linha de plantio dasmudas arbóreas sulcar ou abrir covas no centro da faixa e plantar as mudas no espaçamentoselecionadoManejo inicial: proteção das mudas de árvore com cerca temporária, geralmente cerca-elétricacolocada ao longo da linha de plantio estabelecer piquete de pastoreio entre dois renquesprotegidos por cerca-elétrica manter as mudas “no limpo” (capinar a faixa de plantio) até atingiremaltura de 1,50m Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto em degradação”.Recuperação da pastagemMedidas gerais: fazer análise do solo para provável recomendação e aplicação de aduboscontrole de plantas “invasoras” efetuado por roçada ou herbicida, sempre antes da aplicação decorretivos ou de abubos controle de erosão através da construção de terraços em nívelManejo da área: dividir a pastagem em piquetes usando cerca-elétrica estabelecer os piquetes depastoreio sempre entre dois renques de árvores, de modo a protege-las com a cerca-elétricaManejo da pastagem: o piqueteamento da área favorece o manejo da pastagem respeitar operíodo de ocupação e/ou carga animal, bem como o período de repouso da pastagem não aplicaradubos quando a pastagem estiver “rapada” ou com tempo seco Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto em degradação”.Implantação das árvoresTipo de Arranjo: renques em curva de nível com espaçamentos variando de 14 a 35 metros entre-renques,acompanhando o terraceamento da área, e de 1,5 a 4,0 metros entre as árvores na linha de plantioPlantio: eliminação da pastagem na faixa de 1,5 a 2 metros ao longo da linha de plantio das mudas; sulcar ouabrir covas no centro da faixa e plantar as mudas de árvores no espaçamento selecionado; aplicar adubaçãoem doses recomendadas pela análise de soloManejo inicial: proteção das mudas de árvores com a cerca-elétrica usada para o piqueteamento da pastagemmanter as mudas “no limpo” (capinar a faixa de plantio) até atingirem altura de 1,50 metro fazer o “desponte”dos ramos que atingirem a cerca. Isto evita que os animais puxem e quebrem os ramos, danificando a árvore,além de evitar o “aterramento” pela árvore, o que faz com que a cerca-elétrica não funcione adequadamente Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto degradado”.Reimplantação da pastagemI) Reimplantação da pastagem sobre pasto existente.Para as áreas que apresentam solos sem sérias limitações de fertilidade, com invasoras de fácil controle, semlimitações para a mecanização e com possibilidade de cultivo mínimo.A reimplantação da pastagem pode ser com espécies perenes pelos métodos convencional, cultivo mínimo ousucessão pasto anual de inverno - pasto perene.II) Reimplantação da pastagem pela rotação com lavouras.Onde há necessidade de adequação das condições de fertilidade do solo e quando há invasoras de difícilcontrole. As lavouras cultivadas na área, geralmente, custeiam a implantação da pastagem. As rotações delavoura e pasto podem ser variadas. Esquemas comuns incluem: pasto anual de inverno - lavoura - pasto anualde verão - pastagem perene; ou lavoura - pasto anual de inverno - pastagem perene Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto degradado”.Para qualquer das opções serão necessários os seguintes procedimentos:Medidas gerais: análise do solo; pastoreio pesado para "rapar" o pasto existente; retirda deanimais do pasto para que a rebrota seja vigorosa facilitando a eliminação com herbicida;construção de terraços em nível; preparo do solo; calagem; adubação.Manejo da área: dividir a pastagem em piquetes, usando cerca-elétrica; estabelecer os piquetesde pastoreio sempre entre dois renques de árvores, de modo a proteger as árvores com a cerca-elétricaManejo da pastagem: piqueteamento da área para melhor manejo da pastagem; respeito aoperíodo de ocupação e/ou carga animal, bem como o período de repouso da pastagem; não aplicaradubos quando a pastagem estiver "rapada" ou com tempo seco Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Implantação de URTs Procedimentos mínimos para a introdução do componente arbóreo em uma pastagem considerada “pasto degradado”.Implantação das árvoresTipo de Arranjo: renques em curva de nível com espaçamentos variando de 14 a 35 metros entre-renques, acompanhando o terraceamento da área, e de 1,5 a 4,0 metros entre as árvores na linha de plantioPlantio: eliminação da pastagem na faixa de 1,5 a 2 metros ao longo da linha de plantio das mudas; sulcamento ou abertura de covas no centro da faixa; plantio de mudas de árvores no espaçamento selecionado; aplicação de adubos nas doses recomendadas pela análise de soloManejo inicial: proteção das mudas de árvores com a cerca-elétrica usada para o piqueteamento da pastagem; manter as mudas “no limpo” (capinar a faixa de plantio) até atingirem altura de 1,50 m; despontar os ramos que atingirem a cerca evitando que os animais danifiquem as árvores e evitando o “aterramento” pela árvore e o funcionamento inadequado da cerca- elétrica. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • URT – Saudade do Iguaçu Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • CIANORTE - PR Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Utilização da URT Matelândia,PR Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • EDUCAÇÃO CONTINUADAAS URTs FUNCIONAM COMO LABORATÓRIOS PARA TREINAMENTO DE TÉCNICOS E PRODUTORES EPARA VALIDAÇÃO DE MATERIAIS E METODOLOGIAS GERADAS PELA EMBRAPA FLORESTAS (?) Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Estabelecimento de multiplicadoresNível 1 – técnicos Nível 2 – produtores Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Tempo Objetivos específicos Contéudos básicos Procedimento didático14:00 / Abertura do curso 1.Protocolo de abertura Expositivo em sala14:15 14:15 / Integração dos Apresentação dos participantes Dinâmica de grupo 15:00 participantes/ Percepção de expectativas 15:00 / Introdução ao Tema •Importância. Legislação sumária. Histórico da silvicultura Expositivo em sala 16:30 de espécies nativas e de RED no Brasil: exemplos marcantes. Ecologia de plantações de árvores nativas. Nivelamento: conceitos básicos da Ecologia da Restauração; princípios norteadores da RED; restrições 16:30 / encontradas na vida real 18:00 Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Tempo Objetivos Contéudos básicos Procedimento didático específicos 08:00 / 12:00 Estabelecer Contato prático, no campo, com noções apresentadas Visita a áreas de APP e de Reserva marco-zero do no dia anterior Legal com problemas e soluções grupo. típicas Colocação de situação-problema para construção, pelos GTs, de uma proposta de solução 14:00 / 18:00 Aprofundar x Expositivo/dialogado conhecimentos de ecologia e de silvicultura aplicados à RED 08:00 / 12:00 continuação Expositivo/dialogado 14:00 / 18:00 Elaborar proposta Justificativa para a solução adotada; detalhamento do GTs de intervenção sistema de campo e de sua dinâmica sucessional física em uma esperada; justificativa dos componentes e atividades área de do sistema (espécies, arranjo, manutenção, manejo pastagem silvicultural, CAI). Rendimentos esperados (para convencional Reserva legal). Indicadores de evolução08:00 / 11:30 Apresentação/ •Trabalhos elaborados pelos GTs GT em sala de aula avaliação das Expositivo/dialogado propostas Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • 14:00 / 14:15 Abertura do curso 1. Protocolo de abertura Expositivo em sala14:15 / 15:00 Integração dos participantes/ Apresentação dos participantes Dinâmica de grupo Percepção de expectativas15:00 / 16:30 Apresentar perspectivas das  Dados e informações dessas cadeias produtivas em Expositivo em sala cadeias produtivas da seus aspectos socioeconômicos. madeira, da carne/leite e  Informações da tendência da “revolução pecuária” das principais culturas16:40 / 18:00 Introdução ao Tema  Histórico de SAFs Expositivo em sala/Dialogado  Usos e formas de sistemas de arborização  Depoimentos gravados  Experiências / Trabalhos existentes08:00 / 12:00 Estabelecer Marco-zero ou 1. Conhecimento existente - background – dos Grupos de Trabalho (GT) a campo: Base-line do grupo participantes - visita a uma área de pastagem convencional 2. Conteúdo apresentado pela manhã - construção pelos GT de uma proposição para a conversão da situação observada14:00 / 18:00 Apresentar fundamentos 1. Principais efeitos: Expositivo/dialogado agroecológicos para  Da retirada da cobertura florestal sistemas de arborização  Das árvores no solo  Das árvores na pastagem  Das árvores na produção animal Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • 14:00 / 18:00 Apresentar fundamentos 1. Principais efeitos: Expositivo/dialogado agroecológicos para  Da retirada da cobertura florestal sistemas de arborização  Das árvores no solo  Das árvores na pastagem  Das árvores na produção animal08:00 / 09:00 Apresentar  Produtos ambientalmente adequados Expositivo/dialogado perspectivas/oportunidade  Madeira certificada s de negócios em  Produção agroecológica sistemas agroflorestais  Serraria móvel  Sequestro de carbono 09:00 / Conhecer parâmetros para 1. Espécies e arranjos espaciais  Expositivo/dialogado 12::0 implantação e manejo de 2. Manejo de copa  GT em sala de aula 0 sistemas de arborização 3. Condição da pastagem Discutir estratégias para implantação e manejo14:00 /15:30 Apresentar espécies potenciais  Características ecológicas e silviculturais tendo em vista  Expositivo em sala para sistemas silvipastoris a produção de madeira. .14:00 / 18:00 Elaborar proposta de intervenção  Base-line do grupo GT física em uma área de  Roteiro pastagem convencional08:00 / 11:30 Apresentação/ avaliação das  Trabalhos elaborados pelos GT GT em sala de aula propostas Expositivo/dialogado 11:30 ENCERRAMENTO Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • DC – URT Matelândia,PRSSP APP e RL Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Resultados alcançados na URT Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • AGREGANDO VALOR AO PRODUTO Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • CONTRIBUIÇÕES DA ILPFQualifica o agronegócio brasileiro Produtos com origem em agroecossistemas mais limposProduz matéria prima para produtos florestais de vida longa - 40 a 60 anos serrados – laminados - compensadosPromove a proteção à biodiversidade e à água via APP - RLMelhora as condições socioeconômicas da família Incorpora mais um produto de alto valor no mercadoContribui para a exploração sustentável nas microbacias Agroecossistemas sustentáveis – controle a erosão - APP e RL Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • CAMINHA NO SENTIDO DE:Respeito ao meio ambienteRespeito aos consumidoresBoas PráticasSegurança alimentar Lista de Reproduç ão2.wpl Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • É DIFÍCIL CAMINHAR DO LOCAL PARA O GLOBAL? SIM Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • É INCRÍVEL• Quem acreditaria há alguns anos que o Petróleo poderia chegar a valerUS$ 140 o Barril e, pior, de uma hora para outra cair aos níveis atuais?• Quem acreditaria há alguns anos que as reservas de US$ 4.3 trilhões dosPaíses Emergentes é que serviriam de sustentáculo para a crise que sealastrou por EUA e EU não se tornasse uma crise Global?• Quem acreditaria que um dia o Dólar seria questionado como moedapadrão?• Quem acreditaria que um dia o Brasil seria credor externo?Fonte: eduardo.figueiredo@tradeagro.com Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • ESTAMOS NO COMEÇO Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • MAS ESTAMOS COMEÇANDO1.000litros/dia R$ 3.720,00/mês R$ 18.600,00/mês Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • AGRADECIMENTO AOS PARCEIROS EXTERNOS• FAMÍLIA PEZOLLATO• Emater – PR• IAPAR• IAP• PREFEITURA DE SAUDADE DO IGUAÇU Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • AGRADECIMENTO AOS PARCEIROS INTERNOS• Projeto ILPF da Embrapa• Projeto Boas Práticas• Unidades da Embrapa• Colegas pesquisadores colaboradores dos trabalhos• Funcionários da área de Apoio Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • MUITO OBRIGADO!• mjsmedrado@gmail.com• medrado@cnpf.embrapa.br Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Considerações para o planejamento da implantação de árvores na pastagemA distribuição espacial das árvores é um importante elemento estrutural em pastagens arborizadas, edeve ter, como critérios de planejamento: a finalidade da produção de madeira (serraria, laminação,lenha, palanques de cerca); a declividade e face de exposição do terreno; a proteção do rebanho e daspastagens; a conservação de solo e água.As pastagens produzem bem em grandes espaços sem árvores. Assim, o agrupamento de árvores(bosquetes) e o plantio de árvores em grandes espaçamentos quadrados (plantio reticulado ou emgrade), ou em linhas (renques) largamente espaçadas, podem proporcionar alta produção de forragem.A influencia da distribuição espacial das árvores na produção de pastagem aumenta com o número deárvores por unidade de área e pelo crescimento (aumento de tamanho) de cada árvore. A distribuiçãodas árvores em renques largamente espaçados pode proporcionar alta produção de forragem efacilidade para operações mecanizadas e condução dos rebanhos.O crescimento das árvores é pouco afetado pelo padrão de distribuição, desde que cada árvore tenhapelo menos um lado de sua copa que receba luz solar direta. No entanto, na fase de estabelecimentodas árvores, as mudas não devem sofrer concorrência da pastagem, pois isto afeta sua sobrevivência ecrescimento. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Aportes para o soloa) pela manutenção ou incremento da matéria orgânica do solo através da fixação decarbono pela fotossíntese e pela transferência decorrente da queda de folhas/ramos eapodrecimento de raízes velhas.pela fixação de nitrogênio por árvores leguminosas e também por algumas árvores nãoleguminosas (p.e.: Casuarinas).pela elevação do teor de nutrientes extraídos de rochas intemperizadas nas camadasprofundas do solo, devido às raízes que induzem um grau de intemperismo nas rochas,especialmente nos horizontes B e C, acessando “novos” nutrientes (Young, 1994).pelas árvores proporcionando condições favoráveis para ganhos/entradas de nutrientespela chuva e poeira, inclusive via chuva interna (gotejamento) e fluxo de caule (Lima,1986; Bird et al., 1992; Myers et. al., 1994 ). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • b) Reduzindo perdas do solo:pela proteção do solo contra erosão, viabilizando a redução dasperdas de matéria orgânica e nutrientes.pela recuperação dos nutrientes, fixando e reciclando nutrientesque poderiam ser de outra maneira perdidos.pela menor taxa de mineralização da matéria orgânica decorrenteda existência da sombra. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • c) Atuando nas condições físicas e químicas do solo:pela manutenção ou melhoria das propriedades físicas do solo(porosidade, estrutura, infiltração e capacidade de retenção deumidade) através de uma combinação dos efeitos da matéria orgânicae das raízes.pelas raízes das árvores que fragmentam as camadas compactadas dosolo.pela diminuição da amplitude de temperaturas do solo mediante acombinação do sombreamento pelas copas e cobertura do solo porresíduos ( folhas, ramos). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • d) Atuando em processos biológicos do solo e seus efeitos:na transferência de produtos assimilados entre sistemas radiculares eentre organismos associados (micorrizas e rizóbios).na liberação de nutrientes de forma otimizada. Existe o potencial paracontrolar a decomposição de serapilheira (resíduos), selecionandoespécies de árvores e administrando podas, para sincronizar aliberação de nutrientes, oriundos da serapilheira em decomposição,com os requerimentos das plantas por nutrientes (como exemplo, cita-se o cultivo em aléias ou entre renques).na ativação das condições ambientais que permitem a restauração damicrofauna e da vida animal silvestre. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das arvores sobre as pastagensa) VentosO pasto pode ter seu crescimento comprometido pelo vento devido a danos físicos causados pela agitação mecânica. Para a maioria das plantas forrageiras, ventos acima de 6 m.s-1 (21,6 km.hora-1), é potencialmente danoso (Gregory, 1995).A agitação física das folhas pode reduzir a expansão foliar e induzir o fechamento estomatal e, se persistir a agitação, pode reduzir totalmente o suprimento de CO2 e portanto a fotossíntese líquida (Grace & Thompson, 1973).As pastagens plantadas a pleno sol, com uma única espécie, tende a ter um dossel de menor rugosidade, a movimentação laminar de massas de ar pode ser favorecida e assim aumentar a velocidade dos ventos. A atenuação da velocidade dos ventos pode ser obtida pela disposição adequada de árvores na pastagem. Porfírio-da- Silva et al., (1998), registraram, numa pastagem arborizada com renques de G. robusta, reduções na velocidade média dos ventos de 26% a 61%, para o inverno e verão, respectivamente. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das arvores sobre as pastagensa) VentosPara se obter um suprimento mais adequado de CO2 para as pastagens, é preciso que a movimentação do ar seja mais turbulenta (com velocidades de vento não sendo altas, nem baixas, nem constantes) de maneira a promover a difusão da concentração de CO2 e quebrar gradientes térmicos.A atenuação da velocidade do vento implica no incremento do rendimento das pastagens, basicamente devido aos seguintes aspectos:economia de água (menor evaporação, tanto do solo como das plantas);ar com maior teor de umidade fazendo com que as temperaturas diurnas e noturnas não oscilem muito rapidamente, evitando assim choques térmicos;otimiza o suprimento de CO2 pela quebra de gradientes, e;diminui os danos físicos nas plantas que mantêm, então, maior área fotossintética ativa.Propicia uma condição microclimática favorável pela conservação, nos períodos frios, do calor do solo e do ar nas áreas protegidas e, por prevenir dos ventos quentes e secos nos períodos de verão. Nos sistemas silvipastoris, os princípios utilizados em quebra-ventos “clássicos” são modificados. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Árvores e restrição de energia luminosa (sombreamento)Sob ótimo suprimento de água, a competição por luz é a principal determinante de qual(is) espécie(s)dominarão a pastagem.O sombreamento pode afetar espécies de pasto diferentementeA tolerância de plantas ao sombreamento é crítico em silvipastoril e pode variar sensivelmente entreas espécies.A taxa de mineralização de N do solo é afetada pela sombra. Ela assegura atividade microbiana maisefetiva na quebra da matéria orgânica e conseqüente liberação de mais N para o crescimento dagramínea (Wilson, 1990; Wilson et al., 1990),É comum aceitar bons rendimentos de pastagens crescendo sob a influência de árvores leguminosasou não (Wilson et al. 1990)A presença de árvores numa pastagem, além de alterar a disponibilidade de radiação solar, afeta oespectro da radiação que atinge a pastagem sob a sombra e, conseqüentemente, pode provocaradaptações das plantas às condições predominantes.Ribaski (2000), registrou maior proporção de clorofilas a e b em folhas de Cenchrus ciliaris sob asombra de Prosopis juliflora do que a pleno sol, uma evidência de que as folhas do Capim-buffelhaviam se adaptado à sombra (Whatley e Whatley, 1982). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Tabela 6: Níveis de tolerância ao sombreamento de algumas forrageiras herbáceas, gramíneas e leguminosas. Gramíneas LeguminosasTolerância ao sombreamento Alta Axonopus compressus Arachis pintoi Brachiaria miliformis Callopogonium caeruleum Ischaemum aristatum Centrosema macrocarpum Ischaemum timorenses Desmodium heterophylium Panicum maximum Desmodium ovalifolium Paspalum conjugatum Mimosa pudica Paspalum dilatatum Stenotaphrum secundatum Média Brachiaria brizantha Callopogonium mucunoides Brachiaria decumbens Centrosema pubescens Brachiaria humidicola Desmodium intortium Hermarthria altissima Leucaena leucocephala Paspalum plicatulum Pueraria phaseoloides Setaria sphacelata Neonotonia wightii Vigna luteola Baixa Andropogon gayanus Macroptilium atropurpureum Brachiaria mutica Stylosanthes hamata Cynodon plectostachyus Stylosanthes guianensis Digitaria decumbens Mellinis minutiflora Pennisetum purpureum Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Arvores e TemperaturaAs oscilações da temperatura ambiental afetam a taxa de fotossíntese líquida, a taxa dedesenvolvimento da área foliar e a produção de matéria seca das pastagens.Embora as temperaturas altas também possam representar fator de estresse para odesenvolvimento de pastagens tropicais, são as baixas temperaturas que representam umgrande fator de estresse às forrageiras tropicais.As pastagens tropicais funcionam, produtivamente, somente em temperaturas acima de 5°ou 7°C, ou bem superiores a estas (Larcher, 1986), pois a 10°C a produção de matéria seca,para várias espécies, é ainda quase nula (Pedro Jr et al. ,1990).Espécies com capacidade de suportar o estresse decorrente de baixas temperaturas, sãoimportantes para regiões tropicais de altitude e subtropicais, onde pode haver ocorrência degeadas. Para essas regiões se busca espécies capazes de tolerar geadas, crescer bem nooutono e, de preferência manter folhagem verde no inverno (Ludlow, 1980). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Árvores e TemperaturaA presença de um estrato arbóreo em pastagens pode promover a manutenção deforragem verde no inverno (Sibbald et al.1991; Silva, 1994; Feldhake, 2002).Ele diminui as perdas de radiação de ondas longas durante a noite, impedindo aformação de geadas de radiação (geada branca) e os ventos gélidos e dessecantes(geada negra), contribuindo para a conservação de calor do solo e do ar, ao proteger aárea da ação dos ventos que arrastariam a umidade do ar. Em termos práticos, verifica-se a ocorrência de pastagens verdes sob árvores durante o inverno.As árvores numa pastagem, ao sombrear, e portanto, restringir a incidência de energialuminosa (radiação solar), promovem alteração na temperatura do ar e do solo. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Árvores e a umidade do soloEm condições hídricas consideradas normais de uma dada região, os efeitos daproteção das árvores sobre a economia de água quase passam desapercebidos.Porém, em condições de deficiência, é perceptível o favorecimento às plantas sobinfluência protetiva de árvores (Tabela 7).Na região noroeste do Estado do Paraná, árvores de Grevillea robusta (grevílea)associadas a pastagens mantiveram-se forragem verde durante veranicos, comoconseqüência da atenuação do vento, menor temperatura do solo devido aosombreamento e menor déficit de pressão de vapor (Porfírio-da-Silva et al., 1998;Porfírio-da-Silva, 1998).Em condições de verão seco as pastagens arborizadas também permanaceramverdes por maior tempo do que aquelas sem a proteção de árvores (Gregory, 1995;Rakocevic e Ribaski; 2003) Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Árvores e nutrientes em pastagensAs árvores podem melhorar o fluxo de nutrientes nas pastagens por suas ações no solo,particularmente:a) Pela contribuição de matéria orgânica para o solo (folhas e pequenos ramos que caem)melhorando a retenção de umidade e pela melhoria nas propriedades físicas do solo, tambémassociada ao efeito de suas raízes no solo.b) Pela retenção/captura de nutrientes: por meio da fixação biológica do nitrogênio atmosférico; daretenção de poeira na folhagem e deposição (no solo) dessa poeira e dos nutrientes contidos nelacom a chuva; de raízes que induzem um certo grau de intemperismo em rochas nos horizontes B e C,acessando assim nutrientes que são (re)ciclados para o horizonte superficial (Young, 1994).c) Por reduzir ou prevenir a acidificação do solo, problema comum em solos com baixa saturação debases e onde são praticadas pastagens com leguminosas.O papel das árvores ainda tem de ser amplamente reconhecido, mas existem evidências que árvoresem pastagens tem diminuído a acidificação do solo, possibilitado por sua capacidade de reter nitratoe pela sua substancial adição de Ca na água que goteja das folhas e na serapilheira (Bird et al.1992). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no GadoO melhoramento genético tem formado raças mais tolerantes a altas temperaturas, masmesmo essas sofrem com a insolação direta;Por isso, sugere-se pesquisas de manejo ambiental como alternativa e/ou complementação demedidas à melhoria genéticaO conforto térmico é uma das variáveis do bem-estar animal que tem sido negligenciada peloscriadores de gado. As áreas de pastagens do Brasil estão sob condições climáticas quedeterminam graus médio e severo de estresse térmico calórico (Inmet, 2005) para os animaissem proteção a campo.As condições de temperatura do ar, velocidade dos ventos e insolação direta atuam sobre aintensidade do metabolismo dos animais. Quando essas condições atingem certos valoresextremos, o animal consome mais energia para manter o equilíbrio da temperatura corporal(homeotermia) e começa a sofrer desgastes (estresse) pois está fora dos limites queconfiguram a sua zona de conforto térmico, refletindo negativamente na produção (Hafez,1973; Naãs, 1989) e na capacidade imunológica (Costa e Silva, 2003). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no GadoNas condições edafoclimáticas do centro-sul brasileiro, a temperatura do ar, noverão, foi reduzida em até 8°C, e a incidência de radiação solar global (radiaçãodireta + radiação difusa), foi 80% menor sob a proteção de árvores dispostasem renques curvilíneos (Porfirio-da-Silva et al.,1998). Os autores argumentam ainda que, durante condições de tempo frio, osrenques arbóreos podem funcionar como fonte de calor, e que a radiação deonda longa recebida pelo corpo do animal protegido sob as copas ou próximodelas, também melhora o seu conforto térmico. Em dias quentes e de forteinsolação, a sombra decisivamente pode contribuir para condições de confortoanimal. Em acordo com Mota et al. (1997), "a melhor e mais eficiente sombra éa das árvores, cercada por pastagem verde..."Dentre os efeitos decorrentes da presença de árvores em pastagens, naprodução animal devem ser destacadas as seguintes influências nos animais Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Redução das necessidades de energia de mantença do animalExcessos de calor ou de frio aumentam a necessidade de energia para a manutenção defunções vitais, desviando energia que seria utilizada para fins produtivos.Os excessos de temperatura também podem alterar o comportamento de pastejo, reduzindo aingestão de alimentos. Em bovinos de corte, o consumo de matéria seca pode diminuir em até10% quando a temperatura ambiente sobe de 25 para 30o C (Bergigier, 1989).Uma redução de 33% na velocidade do vento (de 10km/h para 6,6km/h) pode resultar em 10%de economia em energia e de 55% (4,5km/h) (Bird et al. ,1992)Os bovinos são sensíveis às condições úmidas e quentes (Bergigier, 1989), portanto a ofertade sombra pode melhorar sua tolerância e sua produção (Mota et al,,1997; Klowoski etal.,2002).Piquetes sombreados têm melhorado a eficiência da conversão de alimentos (Bizinoto et al.,2005) e sobrevivência do gado (Bird et al. ,1992). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Proteção da fertilidadeEstresse por calor pode reduzir a fertilidade, afetando aovulação, o estro, a concepção e sobrevivência doembrião. Nos machos pode reduzir a viabilidade dosespermatozóides, bem como a libido (Müeller, 1989; Silva,2000). Segundo Bird et al. (1992), vacas estressadas pelocalor produzem bezerros menores e aumentam o intervalode tempo entre uma cria e outra. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Melhoria da sobrevivência e crescimentoEspecialmente em animais recém-nascidos a provisão de sombra por árvores podemelhorar a sobrevivência e subsequente desenvolvimento.Por apresentar comportamento de parto escondedor, a presença de árvores podeconstituir-se um elemento ambiental positivo para a fêmea bovina que procura isolamentodo restante do grupo e de potenciais predadores no momento do parto. O isolamento nasprimeiras horas de vida do filhote resulta em melhor ligação mãe-filho e condições ótimaspara a primeira mamada e ingestão do colostro o mais cedo possível, passando aimunidade passiva para a cria, o que aumenta a taxa de sobrevivência (PinheiroMachado Fº, 1997 - comunicação pessoal).Além disso, a perspectiva de isolamento sentido pela vaca, a deixa mais tranqüila paraefetuar a “limpeza” do recém-nascido, o que pode propiciar também a transmissão debactérias ruminais ao bezerro, predispondo-o a pastar mais precocemente.Novilhas em crescimento em pastagem arborizada atingiram condições para reprodução(idade para cobertura) cinco meses antes do que aquelas em pasto sem sombreamento(Simón et al. 1995). Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Diretamente pela toxicidade de algumas espécies arbóreas A folhagem de algumas espécies arbóreas, quando ingeridas,podem causar aborto no gado (por exemplo, o Cupressus spp); outraspodem causar timpanismo e morte (exemplo típico é do pessegueiro-bravo - Prunus sellowii).Ainda carecendo de comprovação, existem algumas evidências de queas sementes dos frutos da uva-do-japão (Holvenia dulcis), que sãoingeridos pelos bovinos, podem causar a formação de “pelotas”concrecionárias no interior do rúmen. As sementes pequenas não sãoexpulsas do rúmen, e dependendo da ingestão de frutos, grandesquantidades de sementes acumulam-se formando as concreções. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Pela provisão de forragem arbóreaAs folhas, ramos e/ou frutos de algumas espécies arbóreaspodem ser utilizadas pelos animais, quer seja por pastejodireto (ramoneio) quer seja por corte e oferta no cocho.Exemplos característicos são a leucena (Leucaena spp), atrema ou crindiúva (Trema micrantha), a algaroba (Prosopisspp), a cratílea (Cratylea argentea), a amora (Morus nigra),entre outras.No Brasil, embora com grande potencial florístico, é poucoutilizado o potencial forrageiro de espécies arbóreas. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V
    • Efeitos das Árvores no Gado Pela provisão de forragem arbóreaAs folhas, ramos e/ou frutos de algumas espécies arbóreas podem serutilizadas pelos animais, quer seja por pastejo direto (ramoneio) querseja por corte e oferta no cocho. Exemplos característicos são aleucena (Leucaena spp), a trema ou crindiúva (Trema micrantha), aalgaroba (Prosopis spp), a cratílea (Cratylea argentea), a amora (Morusnigra), entre outras.No Brasil, embora com grande potencial florístico, é pouco utilizado opotencial forrageiro de espécies arbóreas. Medrado, M.J.S; Porfirio-da-Silva, V