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Elaborado para socializar considerações gerais da sobre o processo de desertificação no estado do Rio Grande do Sul. Esta ação constituiu-se em embrião do trabalho de sistemas silvipastoris na ...

Elaborado para socializar considerações gerais da sobre o processo de desertificação no estado do Rio Grande do Sul. Esta ação constituiu-se em embrião do trabalho de sistemas silvipastoris na metade sul do Rio Grande do Sul, coordenado pela Embrapa Floresta e Embrapa Clima Temperado

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    Desertificacao Desertificacao Presentation Transcript

    • CONSIDERAÇÕESGERAIS SOBRE OPROCESSO DEDESERTIFICAÇÃOFlorestas
    • ACIMA E ABAIXO DO ESQUADOR EXISTEM DUASFAIXAS DE ARIDEZ QUE PROPICIARAM A FORMAÇÃODE EXTENSAS ÁREAS DESÉRTICAS.INSOLAÇÃO DURANTE TODO O ANO NO EQUADORAR AQUECIDO SOBE E CRIA ZONA DE BAIXA PRESSÃODEVIDO GRANDE EVAPORAÇÃO A GRANDE MASSA DE ARQUE SOBE É CARREGADA DE UMIDADE.MASSA AQUECIDA E ÚMIDA RESFRIA-SE NAS PARTESMAIS ALTAS E SE CONDENSA.DESLOCA-SE EM AMBOS OS LADOS DO EQUADOR.DESCE EM DIREÇÃO ÀS DUAS ZONAS SUBTROPICAIS DEALTA PRESSÃOAO PERCORRER O CAMINHO O AR VAI PERDENDO SUAUMIDADE ATÉ TORNAR-SE COMPLETAMENTE SECO
    • DESERTOPRECIPITAÇÃO REDUZIDA, SOLOEXTREMAMENTE ARENOSO E COM POUCARETENÇÃO D’ÁGUA, RÁPIDA EVAPORAÇÃOPELA ELEVADA TEMPERATURA DURANTE ODIA, E ACENTUADA REDUÇÃO DATEMPERATURA NOTURNA.Florestas
    • DESERTIFICAÇÃOQUALQUER ÁREA PODERÁ SETRANSFORMAR EM DESERTO, EMCONSEQUENCIA DE PERDA DE PARTE DE SUACAMADA SUPERFICIAL DE SOLO E DE UMDEFICIT HÍDRICO INTENSO, ALIADO AALTAS TEMPERATURAS. A DESERTIFICAÇÃOPODE OCORRER, PORTANTO, A PARTIR DEUM GRAVE PROCESSO DE DEGRADAÇÃO DEUMA ÁREA.
    • REGIÃO %AMÉRICA DO NORTE 31,5ÁSIA 29,0EUROPA 20,0ÁFRICA 18,0AMÉRICA DO SUL 11,0AUSTRÁLIA 36,5REGIÕES POLARES 100,0FONTE: A VIDA NO DESERTO, 197329,5 MILHÕES DE QUILOMETROS QUADRADOS E 1/5DA SUPERFÍCIE DO GLOBO
    • PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE NÚCLEOS DEDESERTIFICAÇÃOCONDIÇÕES INTRÍNSECASMAU USOEROSÃODEFLAÇÃOA DEFLAÇAO É RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DE GRANDESBACIAS NAS REGIÕES DESÉRTICAS, ALCANÇANDO EM CERTOSLOCAIS, A PROFUNDIDADE DE MAIS DE 130 m ABAIXO DO NÍVELDO MAR. NORMALMENTE QUANDO TAIS DEPRESSÕES ATINGEM ONÍVEL HIDROSTÁTICO, OCORRE A FORMAÇÃO DE OÁSIS.
    • OCORRÊNCIA DE NÚCLEOS DE DESERTIFICAÇÃONO BRASILBAHIA - 52,5 MIL KM2PERNAMBUCO - 25 MIL KM2RIO GRANDE DO NORTEPIAUÍRIO GRANDE DO SULFlorestas
    • DESERTIFICAÇÃO NO RIO GRANDE DO SULMUNICÍPIO ÁREA TOTAL (ha) ÁREA ARENÍTICA (ha) %ALEGRETE 782.800 197.061,3 25,2URUGUAIANA 656.000 14.503,0 2,2ITAQUI 513.000 52.528,0 10,2QUARAÍ 290.000 18.692,5 6,4SANTANA DOLIVRAMENTO 692.000 196.029,9 28,3ROSÁRIO DO SUL 435.000 89.081,1 20,5SÃO FRANCISCO DE ASSIS 366.000 214.402,3 58,6JAGUARI 96.000 47.690.3 49,7CACEQUI 239.000 146.900,0 61,5SÃO PEDRO DO SUL 102.500 41.000,0 40,0SÃO VICENTE DO SUL 107.200 73.482,0 69,0SANTA MARIA 323.000 153.995,4 47,7SÃO GABRIEL 615.000 122.151,6 19,9MATA 34.800 11.376,9 32,7SÃO SEPÉ 252.800 13.962,5 5,5TOTAL 5.504.300 1.392.876,8 25,3
    • 1969 - MINISTÉRIO DO INTERIOR - SUDESULPROJETO SUDOESTE - DESENVOLVER FRONTEIRAAGRÍCOLA - 19 MUNICÍPIOS - 72.000 km 2PASTAGENS; SOJA; TRIGO; SORGO.CULTIVO INDISCRIMINADOTERRAS ARENÍTICASARRENDAMENTO DE TERRAS PARA AGRICULTURAA PARTIR DE MEADOS DA DÉCADA DE 70 INICIAM OSNÚCLEOS DE DESERTIFICAÇÃOFlorestas
    • OUTRAS CAUSAS DE DESERTIFICAÇÃO1. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA E RELEVOOs acidentes geográficos condicionam a intensidadedos ventos regionais, canalizando-os e direcionando-os.2. PRECIPITAÇÃOUma concentração de chuvas num curto espaço detempo, num solo arenoso, desprovido de coberturapromove um grande carregamento de partículas.Quando o solo está desnudo e mobilizado, os efeitoserosivos se agravam.
    • OUTRAS CAUSAS DE DESERTIFICAÇÃO3. VEGETAÇÃO E TIPOS DE SOLOSA cobertura vegetal no sudoeste do Rio Grande doSul é constituída de espécies em que predominam asgramíneas de ciclo estival, em cujo períodoapresentam um crescimento ótimo, o que permiteuma boa lotação animal. Com as primeiras geadas,esta cobertura fica extremamente reduzida deixandoo solo quase descoberto à mercê dos fenômenoserosivos. Além disto há o problema do fogo naspastagens, em agosto.
    • OUTRAS CAUSAS DE DESERTIFICAÇÃO4. VENTOSO deserto de São João não parece ter uma causadefinida de procedência e tudo leva a crer que o mesmose origina de processos naturais de imtemperismo.Uma das explicações para o fato é que os ventos sãointerceptados, canalizados entre coxilhas edirecionados num único sentido, para o topo dasmesmas já com uma velocidade cerca de três vezesmaior. Todavia, há 50 anos atrás ele não passava de12ha, sendo hoje mais que 10 vezes maior. O ventoatua mais quando outros fatores lhe facilitam otrabalho.Florestas
    • ESFORÇO GOVERNAMENTAL PARARECUPERAÇÃO1976 - OBSERVAÇÃO, PROTEÇÃO DOS VENTOSE PLANTIO DE ESPÉCIESEQUIPE DO CENTRO DE MATERIAISVEGETAIS DO LITORAL - CMVLTRAMANDAÍENG. FLOR. MURILO MENEZES FARIAFlorestas
    • TRABALHOS DO CMVL1. USO DE ANTEPAROS FÍSICOS1.1. ESTEIRAS DE JUNCOAlguns dos alinhamentos das esteiras que foram testados,intensificaram o transporte de material até em quatrovezes, uma vez que o vento soprava paralelo às esteiras,propiciando sua canalização e intensificando sua ação. Ocusto das esteiras era elevado, uma vez que vinham dolitoral.Florestas
    • TRABALHOS DO CMVL1. USO DE ANTEPAROS FÍSICOS1.2. FARDOS DE RESTEVA DE SOJAObjetivava aproveitar resíduos da lavoura, quenormalmente eram queimados. Esta alternativa nãoapresentou os resultados esperados, e se mostrou muitoonerosa, em virtude da contínua reposição dos fardos queeram soterrados.Florestas
    • TRABALHOS DO CMVL2.COBERTURA DO SOLO COM RESÍDUOS VEGETAISTestou-se a cobertura do solo com acícula de Pinus, paradiminuir os efeitos da temperatura no solo, uma vez queessa chega em algumas épocas do ano, ao redor de 40 grausCelsius. Esta técnica mostrou-se bastante onerosa e nãomelhorou o desempenho das mudas de Pinus plantadas naárea.Florestas
    • TRABALHOS DO CMVL3. PLANTIOS DE ESPÉCIES FLORESTAISCom o objetivo de se testar a substituição dos anteparosfísicos por barreiras vegetadas, implantou-se na área, cercade 1.500 mudas de Pinus e Eucalipto. O desenvolvimentodas espécies apesar dos fatores restritivos, foi satisfatório,considerando-se a não utilização de fertilizantes.Florestas
    • TRABALHOS DO CMVL3. PLANTIOS DE ESPÉCIES FLORESTAIS (contin.)A semeadura de Acacia trinervis não alcançou osresultados esperados em virtude da grande evaporação ebaixa umidade do ar, durante o verão, que provocaram adesidratação das plantas, acarretando um alto índice demortalidade. Além desses fatores, devem ser ressaltadosos efeitos nocivos das geadas. Seu custo elevado tambémse constituiu num ponto negativo.Florestas
    • PLANO PILOTO DE ALEGRETESECRETARIA DE AGRICULTURA E MINISTÉRIO DEAGRICULTURA - 30.09.1977TRABALHO CONCENTRADO NO DESERTO DE SÃOJOÃOETAPAS DO TRABALHO PILOTO1. INTERDIÇÃO DA ÁREAProteção da flora existente2. IMPLANTAÇÃO DE ESTEIRASA distância ideal entre as esteiras foi de 24 m, por conciliar a redução decustos de implantação com a proteção oferecida às plantas.3. PLANTIO DE ESPÉCIES ARBÓREASPlantio de Pinus, Eucalipto e Acacia-negra, entre as linhas de esteiras.
    • PLANO PILOTO DE ALEGRETESECRETARIA DE AGRICULTURA E MINISTÉRIO DEAGRICULTURA - 30.09.1977TRABALHO CONCENTRADO NO DESERTO DE SÃO JOÃOETAPAS DO TRABALHO PILOTO4. QUEBRA-VENTOSA escolha das espécies para compor as cortinas reduziu-se a um pequeno númerode espécies exóticas, principalmente Pinus, Eucalipto e Acacia-negra, que melhorsuportaram as condições adversas do meio.Testou-se um quebra-vento com árvoresem contorno (quadrilátero) mas que não apresentou bons resultados. Uma boaalternativa foi a utilização de cortinas com eucalipto e pinus em conjunto.5. PLANTIO DE BOSQUES ISOLADOSPlantou-se também vários bosques isolados de diversas espécies de árvores earbustos nativos e exóticos.
    • PLANO PILOTO DE ALEGRETE6. USO DE TÉCNICAS INTEGRADAS DE CONTROLE DADESERTIFICAÇÃO ATRAVÉS DA VEGETAÇÃONATURAL.Conjuga vegetação nativa e cortinas arbóreas.Inclui-se dentro do núcleo a ser controlado, uma faixa comvegetação nativa na periferia da área, o suficiente para areposição da flora nativa através da semeadura natural.Quando a primeira faixa estiver com uma altura queintercepte os ventos, nova fileira será plantada e assimsucessivamente. Este método de recuperação pelas bordas étalvez um dos mais seguros para a recuperação de núcleosreduzidos.
    • PLANO PILOTO DE ALEGRETE7. PLANTIO DE PASTAGENS.Para restabelecimento da flora nativa dos núcleos, de mododefinitivo, o único caminho foi testar espécies de pastagenspara um rápido recobrimento da área, conjugando aestabilização do solo com a proteção oferecida pelas cortinasvegetais. Destacaram-se o capim-chorão e as braquiárias.Florestas
    • TÉCNICOS ENVOLVIDOS DIRETA OUINDIRETAMENTE COM A ÁREA DEDESERTIFICAÇÃOJOÃO JOSÉ P. SOUTO - RSMIRIAM LAILA ASBYENEAS SALATI - CENAHERBERT OTTO ROGER SCHUBAR - INPAPHILIP M. FEARNSIDE - INPAANTONIO CARLOS DE SOUZA REIS - IPA/PECILLES R. RICHÉ - EMBRAPA/CPATSAIEDO BEZERRA DE SÁ - EMBRAPA/CPATSAJOSÉ LUCIANO SANTOS DE LIMA - EMBRAPA/CPATSAGEORGES A. FOTIUS - EMBRAPA/CPATSABRAULIO FERREIRA DE SOUZA DIAS
    • INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS DIRETA OUINDIRETAMENTE COM O PROBLEMADESERTIFICAÇÃOUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - RSSECRETARIA DE AGRICULTURA - RSUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - PESUPERINTENDÊNCIA DO NORDESTE - SUDENEEMBRAPA FLORESTASEMBRAPA CLIMA TEMPERADOEMBRAPA PECUÁRIA SULINSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE - IBAMAINSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS - INPE
    • ATIVIDADES A SEREM REALIZADASPELO GRUPO DE TRABALHO1. EXAUSTIVO LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO COMPUBLICAÇÃO DE UMA BIBLIOGRAFIA DA DESERTIFICAÇÃO PELAEMBRAPA - FLORESTAS, EM CD.2. EXAUSTIVO LEVANTAMENTO DE PROFISSIONAIS EINSTITUIÇÕES ENVOLVIDOS COM DESERTIFICAÇÃO3. PROMOÇÃO CONJUNTA EMBRAPA FLORESTAS E EMBRAPACLIMA TEMPERADO, DE UMA WORKSHOP INTERNACIONALSOBRE DESERTIFICAÇÃO NO ÂMBITO DOS PAÍSES DO CONE SUL.4. ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA FINANCIAMENTO DOPADCT.