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1. 1. CursoContabilidade Básica ÍNDICE1. BREVE HISTÓRICO ....................................................................................................................... 3 1.1. NOÇÕES PRELIMINARES ............................................................................................................. 3 1.2. ORIGENS HISTÓRICAS DA CONTABILIDADE ................................................................................. 3 1.3. LUCA PACIOLI E AS PARTIDAS DOBRADAS .................................................................................. 82. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE .......................................................... 9 2.1. PRINCÍPIO DA ENTIDADE ............................................................................................................ 9 2.2. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE .................................................................................................. 10 2.3. PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE ................................................................................................. 10 2.4. PRINCÍPIO DO CUSTO HISTÓRICO ............................................................................................. 11 2.5. PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA ............................................................................... 11 2.6. PRINCÍPIO DA REALIZAÇÃO DA RECEITA EM CONFRONTAÇÃO COM AS DESPESAS ................... 12 2.7. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA ................................................................................................... 13 2.8. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA (OU CONSERVADORISMO) ............................................................... 133. POSTULADOS CONTÁBEIS ....................................................................................................... 144. CAPITAL , PATRIMÔNIO E CONTABILIDADE .................................................................... 15 4.1. CONTABILIDADE ...................................................................................................................... 15 4.2. USUÁRIOS DA CONTABILIDADE................................................................................................ 16 4.3. OBJETO DA CONTABILIDADE .................................................................................................... 17 4.4. O CAMPO DE APLICAÇÃO .......................................................................................................... 17 4.5. FINALIDADE DA CONTABILIDADE ............................................................................................ 17 4.6. BENS ........................................................................................................................................ 18 4.7. DIREITOS .................................................................................................................................. 19 4.8. OBRIGAÇÕES ............................................................................................................................ 19 4.9. PATRIMÔNIO ............................................................................................................................ 205. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS ...................................................................................... 216. CONTAS .......................................................................................................................................... 22 6.1. CONTAS PATRIMONIAIS ........................................................................................................... 22 6.2. CONTAS DE RESULTADO .......................................................................................................... 23 6.2.1. Receitas............................................................................................................................... 24 6.2.2. Despesas ............................................................................................................................. 24 6.2.3. Custos ................................................................................................................................. 257. DÉBITO, CRÉDITO E SALDO .................................................................................................... 25 7.1. LANÇAMENTO CONTÁBIL – MECANISMO DO DÉBITO E DO CRÉDITO ...................................... 25 7.2. PASSOS PARA EFETUAR UM LANÇAMENTO. .............................................................................. 278. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO................................................................. 28 8.1. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................................................................................................. 28 8.2. BALANÇO PATRIMONIAL .......................................................................................................... 28 8.2.1. Ativo (A) - (Lei 11.638/07, art. 178 e 179 e Lei 11.941/09, art.37) .................................... 29 8.2.2. Passivo (P) - (Lei 11.638/07, art. 180 e Lei 11941/09, art.37)......................................... 31 8.2.3. Patrimônio Líquido (PL) - (Lei 11.638/07, art. 182 e Lei 11.941/09, art. 37) ................... 33 8.3. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) ......................................................... 349. EXEMPLOS DE LANÇAMENTOS CONTÁBEIS ..................................................................... 3510. PLANO DE CONTAS .................................................................................................................... 37 10.1. MODELO DE PLANO DE CONTAS............................................................................................... 37Versão 1.017/07/2012 1/45
2. 2. Curso Contabilidade Básica para não Contadores11. EXERCÍCIOS ................................................................................................................................. 43Versão 1.017/07/2012 2/45
3. 3. Curso Contabilidade Básica para não Contadores1. Breve Histórico 1.1. Noções Preliminares Contabilidade é a ciência que tem como objeto de estudo o patrimônio dasentidades, seus fenômenos e variações, tanto no aspecto quantitativo quanto noqualitativo, registrando os fatos e atos de natureza econômico-financeira que oafetam e estudando suas consequências na dinâmica financeira. O nome deriva douso das contas contábeis. De acordo com a doutrina oficial brasileira (organizadapelo Conselho Federal de Contabilidade), a contabilidade é uma ciência social, damesma forma que a economia e a administração. No Brasil, os profissionais de contabilidade são chamados de contabilistas.Aqueles que concluem os cursos de nível superior de Ciências Contábeis recebem odiploma de bacharel em ciências contábeis. A fim de receberem a titulação deContador, devem se submeter ao Exame de Suficiência do Conselho Federal deContabilidade. Existe também o título técnico de contabilidade aos que têmformação de nível médio/técnico. Em Portugal o termo "contador" tornou-se arcaico, sendo sempre utilizado otermo contabilista, independentemente do nível acadêmico. Existe, no entantodistinção na classificação profissional entre técnicos oficiais de contas (TOC) erevisores oficiais de contas (ROC). Até a primeira metade da década de 70, o profissional do ofício técnico tambémera conhecido como guarda-livros (correspondente do inglês bookkeeper), mas otermo caiu em desuso e tem atualmente caráter pejorativo. Em fevereiro de 2009 o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) apurou no Brasila existência de 403.912 contabilistas e 69.779 organizações contábeis ativas. 1.2. Origens históricas da contabilidadeVersão 1.017/07/2012 3/45
4. 4. Curso Contabilidade Básica para não Contadores Há relatos de que as primeiras manifestações contábeis datam de cerca de 2.000a.C, com os sumérios. Num mercado baseado na troca de mercadorias, acontabilidade servia para definir quanto alguém possuía de uma determinadamercadoria e qual o valor de troca dessa mercadoria em relação à outra. Acontabilidade iniciou-se empiricamente (ver contabilidade do mundo antigo e quipu).Com Leonardo Fibonacci e depois o monge Luca Pacioli, principal divulgador dométodo das partidas dobradas, encerrou-se a fase empírica e menos organizada dacontabilidade a partir do século XV. A chamada escola inglesa (Francis Bacon, Locke,Hume) contestou o excesso de especulação científica e concebeu o Empírico comoum critério determinante do que seria ciência ou não (indução empírica, segundo osociólogo Pedro Demo). Mas a contabilidade só foi reconhecida como ciência propriamente dita no iníciodo século XIX. Por longo período sua história se confundiu com os registrospatrimoniais de organizações mercantis e econômicas e até os dias de hoje é possívelse notar alguma confusão entre a ciência contábil e a escrituração de fatospatrimoniais.Versão 1.017/07/2012 4/45
5. 5. Curso Contabilidade Básica para não Contadores Banqueiro Jacob Fuger com seu contador A partir de 1500, com o descobrimento do Brasil, o novo país começaria aescrever uma parte da história da contabilidade. Entretanto, é somente muitos anosdepois, a partir de 1770, que surge a primeira regulamentação da profissão contábilem terras brasileiras, quando Dom José, rei de Portugal, expede a carta de lei atodos os domínios lusitanos. Neste documento, dentre outras regulamentações, ficaestabelecida a obrigatoriedade de registro da matrícula de todos os guarda-livros najunta comercial. Em 1870 acontece à primeira regulamentação brasileira da profissão contábil, pormeio do decreto imperial nº 4475. É reconhecida oficialmente a Associação dosGuarda-Livros da Corte, considerada como a primeira profissão liberal regulamentadano país. Nesse período foram dados os primeiros passos rumo ao aperfeiçoamento da área.Na contadoria pública passou-se a somente admitir guarda-livros que tivessemcursado aulas de comércio. O exercício da profissão requeria um carátermultidisciplinar. Para ser guarda-livros era preciso ter conhecimento das línguasportuguesa e francesa, esmerada caligrafia e, mais tarde, com a chegada da máquinade escrever, ser eficiente nas técnicas datilográficas. Em 1902, o então presidente Rodrigues Alves declara de utilidade pública, comcaráter oficial, os diplomas conferidos pela Academia de Comércio do Rio de Janeiro,Versão 1.017/07/2012 5/45
8. 8. Curso Contabilidade Básica para não Contadoresuniversidades, oferecendo aos profissionais da Contabilidade condições de sequalificarem a e atenderem às exigências do mercado de trabalho, além deoferecerem à sociedade um serviço de qualidade. 1.3. Luca Pacioli e as partidas dobradas Luca Bartolomeo de Pacioli O.F.M. (Sansepolcro, 1445 — Sansepolcro, 19 de junhode 1517) foi um monge franciscano e célebre matemático italiano. É considerado opai da contabilidade moderna. Apesar da infância pobre, foi educado pelo matemático Dominico Bragadino etornou-se professor de matemática de uma escola local. Em 1470, na cidade de Veneza, como tutor dos filhos de um comerciante,escreveu a sua primeira obra de matemática na área de álgebra. Em 1475, tornou-se o primeiro professor de matemática da Universidade dePerugia. No ano de 1494 foi publicado em Veneza sua famosa obra “Summa deArithmetica, Geometria proportioni et propornalità” (colecção de conhecimentos dearitmética, geometria, proporção e proporcionalidade). Pacioli tornou-se famosodevido a um capítulo deste livro que tratava sobre contabilidade: “Particulario deVersão 1.017/07/2012 8/45
9. 9. Curso Contabilidade Básica para não Contadorescomputies et scripturis”. Nesta secção do livro, Pacioli foi o primeiro a descrever acontabilidade de dupla entrada, conhecido como método veneziano ("el modo deVinegia") ou ainda "método das partidas dobradas". O livro “Summa” tornou Pacioli famoso, sendo convidado em 1497 para ensinarmatemática na corte de Ludovico em Milão. Um dos seus alunos e amigo foi Leonardoda Vinci. Em 1509, escreveu a sua segunda obra mais importante, De Divina Proportioni,ilustrada por da Vinci, que tratava sobre proporções artísticas. Continuou a estudar, lecionar e escrever até sua morte no mosteiro deSansepolcro, em 1517.2. Princípios Fundamentais da Contabilidade Os princípios da contabilidade são os pontos de partida para a compreensão daprópria ciência contábil, pois são eles que fundamentam os conceitos, a teoria e aprática desta ciência, destacam-se os seguintes (Resolução 750/93, CFC): • Princípio da entidade • Princípio da continuidade • Princípio da oportunidade • Princípio do custo histórico • Princípio da atualização monetária • Princípio da realização da receita em confrontação com as despesas • Princípio da competência • Princípio da prudência 2.1. Princípio da EntidadeVersão 1.017/07/2012 9/45
19. 19. Curso Contabilidade Básica para não Contadores Bens Móveis – podem ser removidos de um lugar (veículos, máquinas, dinheiro,etc.); Bens Imóveis – não podem ser deslocados de seu lugar (imóveis, terrenos, etc). Bens Imateriais (Intangíveis) – são aqueles que não possuem corpo, mesmo sendoconsiderados Bens. Os mais comuns são Marcas e Patentes, quando uma empresacompra ou registra uma marca (nome comercial ou industrial) ou de uma patente deinvenção. 4.7. Direitos É comum as empresas efetuarem vendas de mercadorias a prazo. Apesar de nãoreceber nenhum valor no momento da venda, a entidade adquire o Direito de receberdo cliente o valor da respectiva venda em um prazo determinado. Vale ressaltar que as vendas não são as únicas operações que geram Direitos.Empréstimos a terceiros, alugueis de bens móveis ou imóveis e vendas a prazo deoutros Bens ou serviços são alguns casos em que também são gerados Direitos para aempresa. Constituem Direitos para a empresa todos os valores que ela tem a receberde terceiros (clientes, inquilinos, etc.). Esses Direitos geralmente são registrados na Contabilidade com o nome doelemento representativo do respectivo Direito, seguido da expressão a Receber.Exemplo: Duplicatas a Receber, Alugueis a Receber. 4.8. Obrigações É comum as empresas efetuarem compras de mercadorias a prazo. Apesar de nãopagar nenhum valor no momento da compra, a entidade adquire a Obrigação depagar ao fornecedor o valor da respectiva compra em um prazo determinado. Vale ressaltar que as compras não são as únicas operações que geram Obrigações.Empréstimos de terceiros, alugueis de bens móveis ou imóveis e compras a prazo deoutros Bens ou serviços são alguns casos em que também são geradas Obrigações paraVersão 1.017/07/2012 19/45
20. 20. Curso Contabilidade Básica para não Contadoresa empresa. Constituem Obrigações para a empresa todos os valores que ela tem apagar para terceiros (fornecedores, empregados, Governo, etc.) 4.9. Patrimônio Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica, semprerepresentada por um valor, utilizando a moeda corrente nacional como padrão demensuração monetária, e a situação patrimonial e financeira das empresas, em umdeterminado momento, é demonstrada pelo BALANÇO PATRIMONIAL (BP). O Patrimônio é um conjunto de bens. Esse conjunto de bens pode pertencer auma pessoa física ou jurídica. Enquanto pessoas físicas possuem um conjunto de bense consumo (caneta, televisão, relógio, etc..) as entidades, pessoas jurídicas de finslucrativos (empresas) ou de fins ideais (instituições), possuem outros tipos de bens(mercadorias, máquinas, instalações, etc..). Considerando o Patrimônio de uma empresa, ele pode se apresentar de trêsformas diferentes: -Os bens da empresa, que estão em seu poder (computador, prédio, casa, carro,dinheiro em sua mão, maquinas e etc..). -Os bens da empresa, em poder de terceiros, ou seja, os seus DIREITOS (umavenda feita a prazo (é direito seu receber esse dinheiro, como esse dinheiro aindanão esta contigo, ele não é um bem, e sim um direito, direito de recebê-lo), odinheiro no banco (ele não esta com você) entre outros). Podemos entender que o que diferencia BENS de DIREITO é a posse. Pois naverdade tudo que esta nos dois exemplos acima podem ser avaliados em dinheiro, oque diferencia é se esta ou não com você. - Os bens de terceiros, em poder da empresa, - as suas OBRIGAÇÕES (é o inversode DIREITOS, ou seja, é algo avaliável em dinheiro que não lhe pertence mais estácontigo). Exemplo: - COMPRA À PRAZO – seu fornecedor lhe vendeu mercadorias a prazo, é umVersão 1.017/07/2012 20/45
21. 21. Curso Contabilidade Básica para não Contadoresdireito dele receber e uma OBRIGAÇÃO sua de pagar; - UM EMPRÉSTIMO – é um direito do banco ou financeira, e uma OBRIGAÇÃO apagar. Assim, definimos o Patrimônio como “o conjunto de bens, direitos e obrigações,avaliável em moeda e pertencente a uma pessoa física ou jurídica”.5. Atos e Fatos Administrativos Atos: os atos administrativos não afetam ou modificam o patrimônio da empresa. Fatos: os fatos administrativos são eventos que provocam alterações nopatrimônio da empresa e devem ser registrados pela Contabilidade, classificados em: Fatos Permutativos: apenas trocam de contas patrimoniais sem que ocorraaumento ou diminuição do Patrimônio Líquido. Ex.: aquisição à vista de terreno. Fatos Modificativos: alteram o PL em importância igual à que alterou o Ativo ouPassivo, e são classificados como: Aumentativos ou Positivos: quando provocam o aumento do PL. EX.: recebimento de bonificação de fundo de investimento. Diminutivos ou Negativos: quando provocam a diminuição do PL. Ex.: Pagamento de salários Fatos Mistos: Trocam de contas patrimoniais e ao mesmo tempo provocamalteração no PL para mais ou para menos. Aumentativos ou Positivos: quando provocam o aumento do PL.Versão 1.017/07/2012 21/45
22. 22. Curso Contabilidade Básica para não Contadores EX.: venda de mercadoria com lucro. Diminutivos ou Negativos: quando provocam a diminuição do PL. Ex.: venda de mercadoria com prejuízo Ex.: pagamento a fornecedor com acréscimos legais6. Contas As contas compõem os registros de débitos e créditos da mesma natureza,identificadas por um título que as qualifica, ou como um componente do patrimônio(bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido), ou como uma variação patrimonial(receitas e despesas).Cada tipo de conta recebe uma denominação permanente, identificando claramentea natureza dos fatos que ela representa. 6.1. Contas Patrimoniais Registram os elementos ativos e passivos (bens, direitos, obrigações e patrimôniolíquido) que compõem o complexo patrimonial. ATIVO – natureza devedora. PASSIVO – natureza credora.Contas do Ativo – apresentam os bens e os direitos e são de natureza devedora. Exemplos de contas mais comuns: Caixa: registra toda a entrada e saída de dinheiro, que estão fisicamente naempresa. Bancos - Conta Movimento: neste grupo de contas estão representas todas asVersão 1.017/07/2012 22/45
23. 23. Curso Contabilidade Básica para não Contadores movimentações do dinheiro da empresa que se encontra depositado em estabelecimentos bancários, e que poderá ser retirado mediante cheque, cartão magnético ou recibo. Duplicatas a receber: representa um direito e apresenta as duplicatas emitidas pela venda de produtos a prazo.Contas do Passivo - apresentam as obrigações e o patrimônio líquido e são denatureza credora. Exemplos de contas mais comuns: Salários a Pagar: representa uma obrigação e apresenta o valor líquido da folha de pagamento que se encontra pendente de pagamento. Duplicatas a pagar: representa uma obrigação e apresenta as duplicatas emitidas pela compra de produtos a prazo. 6.2. Contas de Resultado Registram as variações patrimoniais (receitas e despesas) e demonstram oresultado do exercício, que irão compor a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Despesas e – natureza devedora. Receitas – natureza credora. Custos Para a apuração dos resultados existem dois sistemas: REGIME DE CAIXA: considera como receitas e despesas do exercício aquelasefetivamente recebidas e pagas dentro desse período, independente de seu período dereferência. Ex.: salário de Janeiro, pago em Fevereiro será considerado despesa deFevereiro. REGIME DE COMPETÊNCIA: as receitas e as despesas são apropriadas noVersão 1.017/07/2012 23/45
24. 24. Curso Contabilidade Básica para não Contadores período em que incorreram, independente de seus reflexos no caixa (recebidas ou pagas). 6.2.1. Receitas Consideram-se como receita de uma empresa os valores recebidos, emdinheiro ou com direito a receber, proveniente de suas atividades. As receitasrefletem positivamente no PL. Receitas: provenientes das atividades principais ou acessórias da empresa, que constituam o objeto social da pessoa jurídica, ou provenientes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa, que constituam o objeto do negócio. Ex.: Receita de Vendas: apresenta as operações de saída de mercadorias com vencimentos à vista ou a prazo. O que determinará se é à vista ou a prazo será a contrapartida do lançamento. Outro exemplo é o ganho com uma venda do ativo permanente. 6.2.2. Despesas Considera-se despesa os gastos da empresa, desembolsados ou devidos,necessários ao desenvolvimento de suas atividades. As despesas refletemnegativamente no PL. Despesas: não enquadrada nos custos, mas necessárias às atividades e à manutenção da respectiva fonte produtora da empresa, ou provenientes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa, tal como o custo de bem do ativo permanente que deve ser apurado quando este for alienado, baixado ou liquidado. Ex.: Salários: representa uma despesa com funcionários, e apresenta o valor bruto da folha. Outro exemplo é a perda com uma venda do ativoVersão 1.017/07/2012 24/45
25. 25. Curso Contabilidade Básica para não Contadores permanente. 6.2.3. Custos Considera-se custo toda e qualquer aplicação de recursos para a produção edistribuição de mercadorias, ou prestação de serviços, até o ponto em que possareceber o preço convencionado. O custo final é a soma dos custos realizados noprocesso de produção e distribuição, compreendendo todos os valores que devem sercobertos pelo preço de venda, inclusive as despesas de cobrança das vendas, ostributos e as despesas de administração, transporte, etc. EX.: matéria-prima, mão-de-obra, materiais, embalagens, energia, aluguel,seguro, etc.7. Débito, Crédito e Saldo Débito de uma conta – situação de dívida de responsabilidade da conta. As contas que representam: bens, direitos, despesas e custos têm saldo devedor. Crédito de uma conta – situação de direito de haver da conta. As contas que representam: obrigações (P), Patrimônio Líquido (PL) e receitas, têm saldo credor. Saldo de uma conta - representa a diferença entre o valor do débito e do crédito. Os saldos podem ser: devedor, credor ou nulo. a) Devedor - quando o valor do débito for superior ao do crédito (D > C); b) Credor - quando o valor do crédito for superior ao do débito (D < C); c) Nulo - quando o valor do débito for igual ao do crédito (D = C). 7.1. Lançamento Contábil – Mecanismo do Débito e do Crédito Lançamento é o registro dos fatos contábeis (aqueles que provocam mudanças naVersão 1.017/07/2012 25/45
26. 26. Curso Contabilidade Básica para não Contadorescomposição do patrimônio da empresa), efetuados de acordo com o método daspartidas dobradas. É feito em ordem cronológica e obedecendo a determinadatécnica. O lançamento é feito nas contas Patrimoniais, pertencentes ao grupo doATIVO, PASSIVO EXIGÍVEL e PATRIMÔNIO LÍQUIDO, e nas contas de Resultado,representadas pelas RECEITAS,e DESPESAS. As contas de ATIVO, por terem saldo devedor, são aumentadas de valor porDÉBITO e diminuídas por CRÉDITO. As contas de PASSIVO EXIGÍVEL e de PATRIMÔNIO LÍQUIDO, por apresentaremsaldo credor, são aumentadas de valor por CRÉDITO e diminuídas por DÉBITO. As contas relativas às RECEITAS e DESPESAS, por afetarem diretamente o PL,são, respectivamente, CREDITADAS (porque aumentam o PL) e DEBITADAS (porquediminuem o PL). Natureza Para o Saldo Das Contas Do Saldo Aumentar Diminuir Ativo = Bens e Direitos D D C Passivo = Obrigações C C D Patrimônio Líquido C C D Receitas C C D Despesas e Custos D D C Contas Retificadoras do Ativo C C D Contas Retificadoras do Passivo D D CVersão 1.017/07/2012 26/45
27. 27. Curso Contabilidade Básica para não Contadores 7.2. Passos para efetuar um Lançamento. Dado um fato contábil, devemos seguir alguns passos para efetuar seu devidolançamento. Exemplo: Compra de um veículo à vista em dinheiro no valor total de \$1.000,00.1º passo – identificar as contas envolvidas no fato; Caixa (valor em dinheiro) Veículo (bem)2º passo – identificar a natureza das contas, ou seja, a que grupos pertencem: Ativo(A); Passivo (P); Patrimônio Líquido (PL); Receitas (R); ou Despesas (D). Caixa – conta do Ativo (A) Veículo – conta do Ativo (A)3º passo – identificar o que o fato provoca sobre o saldo das contas, ou seja, se osaldo aumentará ou diminuirá; no caso: Caixa (A) o saldo diminuirá (-); Veículos (A) o saldo aumentará (+);4º passo – efetuar o lançamento contábil segundo o método das partidas dobradas,com a utilização do quadro-resumo do mecanismo do débito e crédito, da seguinteforma: DÉBITO = APLICAÇÃO DE RECURSO CRÉDITO = ORIGEM DO RECURSOVersão 1.017/07/2012 27/45
28. 28. Curso Contabilidade Básica para não Contadores8. Representação Gráfica do Patrimônio 8.1. Demonstrações Contábeis As principais Demonstrações Contábeis são: Diário Geral, Razão Analítico,Balancete de Verificação, Balanço Patrimonial, DRE (Demonstração do Resultado doExercício), DLPA (Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados), DFC(Demonstração de fluxo de caixa), DVA (Demonstração de Valor Adicionado) – paracompanhia aberta e Livro Caixa. A seguir demonstraremos o Balanço Patrimonial (demonstra o patrimônio atual daempresa) e a DRE (demonstra todas as receitas, custos e despesas da empresa em umdeterminado período, apurando seu resultado – Lucro ou Prejuízo). 8.2. Balanço Patrimonial Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica, e a suasituação patrimonial e financeira, em um determinado momento, sempre utilizando amoeda nacional como padrão de mensuração, é demonstrada pelo BALANÇOPATRIMONIAL (BP), composto por três elementos básicos: ATIVO = Bens + Direitos PASSIVO = Obrigações PATRIMÔNIO LÍQUIDO = Bens + Direitos –Versão 1.017/07/2012 28/45
29. 29. Curso Contabilidade Básica para não Contadores Obrigações EMPRESA DEMONSTRAÇÃO LTDA BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 - (Em Milhares de Reais) ATIVO PASSIVO1. Ativo Circulante (1.1 + ...1.5) 6.394.600,00 4. Passivo Circulante (4.1 + 4.2 + 4.3) 5.748.730,001.1 – Disponibilidades 1.375.501,00 4.1 – Empréstimos e Financiamentos 913.773,001.2 - Clientes 4.221.020,00 4.2 - Debêntures 994.577,001.3 – Outros Créditos 34.980,00 4.3 - Fornecedores 3.840.380,001.4 - Estoque 459.898,00 5. Passivo Não Circulante 9.749.835,001.5 – Outros 303.201,00 5.1 Empréstimos e Financiamentos 15.498.565,002. Ativo Não Circulante 4.902.838,00 6. Patrimônio Líquido (6.1 + ...6.5) 7.522.453,002.1 Ativo Realizável a Longo Prazo 11.911.278,00 6.1 - Capital Social 1.621.538,002.2 – Investimentos 998.875,00 6.2 - Reservas de Capital 4.032.222,002.3 - Imobilizado 10.829.657,00 6.3 – Ajustes de Avaliação Patrimonial 1.841.570,002.4 - Intangível 82.746,00 6.4 – Reservas de Lucros 1.841.570,00 6.5 - Prejuízos Acumulados 27.123,00Total do Ativo (1 + 2) 23.208.716,00 Total do Passivo e do PL (4 + 5 + 6) 23.208.716,00 8.2.1. Ativo (A) - (Lei 11.638/07, art. 178 e 179 e Lei 11.941/09, art.37) O Ativo compreende as aplicações de recursos, que a empresa possui, representadas por valores, bens e direitos (resultantes de quantias que terceiros devem), expressos em moeda. Os componentes do Ativo são classificados de acordo com a destinação específica, que varia de acordo com os fins da empresa, e estão dispostos em ordem decrescente de grau de liquidez, e os principais elementos que compõem o Ativo são: 1 Ativo 1.1 Ativo Circulante (1.1.1 + 1.1.2 + 1.1.3 + 1.1.4 + 1.1.5) 1.1.1 - Disponibilidades Versão 1.0 17/07/2012 29/45
30. 30. Curso Contabilidade Básica para não Contadores 1.1.2 - Clientes 1.1.3 – Outros créditos 1.1.4 - Estoques 1.1.5 – Outros 1.2 Ativo Não Circulante (1.2.1 + 1.2.2 + 1.2.3 + 1.2.4) 1.2.1 - Ativo Realizável a Longo Prazo 1.2.2 - Investimentos 1.2.3 - Imobilizado 1.2.4 - Intangível Total do Ativo (1.1 + 1.2)Ativo Circulante: direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e asaplicações de recursos e, despesas do exercício seguinte.Disponibilidades: recursos financeiros que estão à disposição imediata da empresa.Clientes: valores a receber decorrentes de vendas a prazo de mercadorias e serviçosa clientes, ou provenientes de transações inerentes à atividade da empresa.Outros créditos: títulos, valores e outras contas a receber normalmente nãooriginadas do objeto principal da empresa.Estoques: bens adquiridos ou produzidos pela empresa com o objetivo de venda ouutilização própria no curso normal de suas atividades.Outros: qualquer outro bem ou direito que não se enquadre em nenhum dossubgrupos anteriores.Ativo Não Circulante: Composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,imobilizado e intangível.Ativo Realizável a Longo Prazo: direitos de mesma natureza que os classificados noAtivo Circulante, porém que tenham sua realização, certa ou provável, após otérmino do exercício social seguinte.Investimentos: participações permanentes em outras sociedades e os direitos deVersão 1.017/07/2012 30/45
31. 31. Curso Contabilidade Básica para não Contadoresqualquer natureza (não classificáveis no Ativo Circulante), e que não se destinem àmanutenção da atividade da empresa.Imobilizado: Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados amanutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essafinalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a companhia osbenefícios, riscos e controle desses bens.Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados amanutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo decomércio adquirido. 8.2.2. Passivo (P) - (Lei 11.638/07, art. 180 e Lei 11941/09, art.37) O Passivo compreende as obrigações assumidas pela empresa, origens derecursos, expressos em moeda, resultante de quantias que a empresa deve aterceiros, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Permanente. Os elementos do Passivo estão dispostos em ordem crescente dos prazos deexigibilidade, estabelecidos ou esperados, e os principais elementos que compõem oPassivo são: 2 Passivo 2.1 Passivo Circulante (2.1.1 + 2.1.2 + 2.1.3 + 2.1.4 + 2.1.5) 2.1.1 - Empréstimos e Financiamentos 2.1.2 - Debêntures 2.1.3 – Fornecedores 2.1.4 – Obrigações Fiscais 2.1.5 – Outros 2.2 Passivo Não Circulante (2.2.1 + 2.2.2) 2.2.1 Empréstimos e Financiamentos 2.2.2 Obrigações fiscais federais diferidas Total do Passivo (2.1 + 2.2)Versão 1.017/07/2012 31/45
32. 32. Curso Contabilidade Básica para não ContadoresPassivo Circulante: as obrigações da companhia e os encargos estimados, cujosprazos de vencimento situem-se até o curso do exercício subsequente à data doBalanço Patrimonial.Empréstimos e Financiamentos: registram as obrigações da empresa junto ainstituições financeiras do País e do Exterior, cujos recursos são destinados parafinanciar imobilizações ou para capital de giro para ser aplicado na empresa, parapagamento em curto prazo.Debêntures: é um título de crédito representativo de empréstimo que umacompanhia faz junto a terceiros e que assegura a seus detentores direito contra aemissora, nas condições constantes da escritura de emissão.Fornecedores: representa uma obrigação e apresenta as duplicatas emitidas pelacompra de produtos a prazo.Obrigações Fiscais: Impostos a recolher.Outros: qualquer outra obrigação que não se enquadre em nenhum dos subgruposanteriores.Passivo Não Circulante: obrigações conhecidas e encargos estimados, cujos prazosestabelecidos ou esperados situem-se após o término do exercício social seguinte.Empréstimos e Financiamentos: registram as obrigações da empresa junto ainstituições financeiras do País e do Exterior, cujos recursos são destinados parafinanciar imobilizações ou para capital de giro para ser aplicado na empresa, parapagamento em longo prazo.Obrigações fiscais federais diferidas: são os valores do imposto de renda e dacontribuição social a pagar em períodos futuros, com relação a diferençastemporárias tributáveis.Versão 1.017/07/2012 32/45
33. 33. Curso Contabilidade Básica para não Contadores 8.2.3. Patrimônio Líquido (PL) - (Lei 11.638/07, art. 182 e Lei 11.941/09, art. 37) O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da empresa, quecompõe o capital social, as reservas, os prejuízos acumulados, e o seu valor totalequivalem à diferença entre o Ativo (A) e o Passivo (P). A origem do Patrimônio Líquido pode ser proveniente de fontes deinvestimento e de lucros, sendo que os investimentos são efetuados pelosproprietários em troca de ações, quotas ou outras participações, e os lucros são osresultados positivos de suas operações acumulados na empresa como fonte(adicional) de financiamento, e está dividido: 2.3 Patrimônio Líquido 2.3.1 – Capital Social 2.3.2 – Reserva de Capital 2.3.3 – Ajuste de Avaliação Patrimonial 2.3.4 – Reserva de Lucro 2.3.5 – Prejuízos Acumulados Total do Passivo (2.3.1 + 2.3.2 + 2.3.3 + 2.3.4 + 2.3.5)Patrimônio Líquido: compreende os recursos próprios da empresa. Diferença entre ototal do Ativo e o total do Passivo = recursos próprios.Capital social: valores recebidos ou gerados pela empresa, formalmente incorporadosao capital, cujos valores foram investidos pelos proprietários e/ou os incorporadosdas reservas e dos lucros. A conta do Capital social discriminará o montante subscritoe, por dedução, a parcela ainda não realizada.Reserva de Capital: as contribuições do subscritor de ações que ultrapassar o valornominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar aimportância destinada a formação do capital social, inclusive nos casos de conversãoVersão 1.017/07/2012 33/45