Solução out09
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Like this? Share it with your network

Share
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
2,605
On Slideshare
2,605
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
20
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. OUTUBRO Nº 12 2009 1#12 2009GL O B A L S OLU TI ON S FOR L OC AL C U S T O M ERS – EVERY W H ERE ESAB e Estaleiro Atlântico Sul: parceria de sucesso no segmento Naval e Offshore
  • 2. OUTUBRO Nº 12 2009 3índiceESAB e Estaleiro AtlânticoSul: parceria de sucesso nosegmento Naval e Offshore página 12O que está por trás de umequipamento ESAB página 17Novas OrigoTMMig página 19 Saiba o que aconteceu na 12ª Feimafe e conheça os novos produtos apresentados pela ESABSistema sinérgico para página 8soldagem de alta performance página 20Arames tubulares comdiâmetro de 1,00 mm página 25Nova linha de eletrodoscelulósicos Pipeweld Plus página 30Columbus Software: integraçãode informações maximizandoa produtividade página 31Seleção de Equipamentos deProteção Individual – Parte 1 página 34Proteção ocular página 36 Process Centre: o sucesso do cliente é o nosso objetivo página 10Linha de máscaras deautoescurecimento ESAB página 39Dicas para o soldador –Como reconhecer um eletrodorevestido e calcular a correntecom a qual soldar página 40A última palavra em robôs dealta tecnologia de soldagem página 44Localização estratégica parao melhor atendimento detodo o Nordeste página 47Um pouco de história empreto e amarelo página 48 Tecnologia nacional reconhecida no exteriorJanela da Memória III página 50 página 23
  • 3. 4 OUTUBRO Nº 12 2009
  • 4. OUTUBRO Nº 12 2009 5Editorial OUTUBRO Nº 12 2009 1 #12 2009 #12 2009 G L O B A L S O L U T I O N S F O R L O C A L C U S T O M E R S – E V E RY W H ERE O ano de 2009 foi marcado pela incerteza provo-cada pela crise que atingiu todos os países, em escalamundial. Com a exceção da China, que continua atu-ando como locomotiva da economia mundial, todos ESAB e Estaleiro Atlântico Sul: parceria de sucesso no segmentoos países sofreram, em maior ou menor escala, com Naval e Offshorequeda do nível de atividade da economia, perda deempregos, falência e fusões de empresas tradicionais.Os governos dos países desenvolvidos, e aí incluímoso Brasil, reagiram rapidamente e implementaram medi-das de salvamento que ajudaram a evitar o pior. Neste 2º Semestre, vemos que a crise foi controlada Expedientee que lentamente os diversos países começam a se Publicação institucional da ESAB Brasilreerguer. Neste contexto, o Brasil se destaca entre as Rua Zezé Camargos, 117grandes economias com uma posição forte e saudável, Cidade Industrialcapaz de aproveitar de forma positiva os tempos melho- CEP. 32210-080 – Contagem – MGres que se descortinem e iniciar um ciclo sustentável de marketing@esab.com.brcrescimento como há muito não se via. Longe vão as www.esab.com.br“Décadas Perdidas”, dos anos 80 e 90, e já vemos previ-sões de taxas de crescimento para a economia brasileira • Diretor-Presidenteque nos remetem aos tempos do Milagre Econômico. Ernesto Eduardo Aciar Nesta revista, destacamos um dos maiores empre- • Diretor de Vendas e Marketingendimentos em curso no Brasil, atualmente: o Estaleiro Newton de Andrade e SilvaAtlântico Sul, que, quando concluído figurará lado a • Diretor Financeiro Luís Fernando Velascolado com os mais modernos estaleiros do mundo. • Gerente de MarketingA ESAB é parceira do EAS desde seus primeiros Antonio Plaismomentos, com treinamento e assistência técnica, ese orgulha de fornecer consumíveis de soldagem e • Produçãoequipamentos dentro das estritas exigências de quali- Prefácio Comunicaçãodade do empreendimento. (31) 3292-8660 Preparada para suportar este ciclo de desenvolvi- • Jornalista responsávelmento que se anuncia, a ESAB apresenta uma série de Cristina Mota – MG 08071 JPações que a fortalece ainda mais, como o Programa “Eu • RedaçãoAssino Embaixo”, a abertura da nova filial em Recife, o Alexandre Asquini eProcess Centre e diversas soluções em produtos, nas Paula Völkerdiversas áreas em que a empresa atua. Terminamos com • Coordenação Débora Santana – MG 12717 JPuma deliciosa crônica do nosso amigo Vito D’Aléssio e • Revisãoum pouco da memória da ESAB. Cibele Silva Esperamos que esta revista possa trazer informação • Editoraçãoe conhecimento de interesse da nossa comunidade e Tércio Lemos e Angelo Camposgostaríamos de receber suas críticas e sugestões para • Fotografiasmatérias através do endereço marketing@esab.com.br. Arquivo da ESAB / outros • Revisão técnica Boa leitura. Antonio Plais Antonio Plais Cristiano Borges Gerente de Marketing ESAB Brasil
  • 5. 6 OUTUBRO Nº 12 2009 A ESAB está presente em toda a tecnologia aplicada às máquinas agrícolas produzidas no Brasil. Fornecedora da CNH, empresa do Grupo Fiat, que detém as marcas Case IH e New Holland, a ESAB produz os arames de solda para utilização na montagem de todas as peças estruturais das colheitadeiras e tratores produzidos na planta de Curitiba (PR).
  • 6. A QUIES OUTUBRO TEM Nº AB 12 2009 7 Divulgação Case IH - José Medeiros
  • 7. 8 OUTUBRO Nº 12 2009 Feimafe 2009 Saiba o que aconteceu e conheça os novos produtos apresentados pela ESAB Cristiano Borges Departamento de Marketing ESAB Brasil D e 18 a 23 de maio, a Paulo. A empresa esteve presente ESAB participou da com um estande de 264 m², o maior Feimafe 2009 (12ª Fei- dentre todas as empresas da “Ilha ra Internacional de da Soldagem”, espaço organizado Máquinas-Ferramenta e Sistemas pela Associação Brasileira de Sol- Integrados de Manufatura), em São dagem e destinado exclusivamente
  • 8. OUTUBRO Nº 12 2009 9 Feimafe 2009às empresas de soldagem e corte. gico para soldagem de alta perfor-O estande foi projetado com todo o mance, que reconhece automatica-cuidado e seguindo o padrão glo- mente a tensão de entrada, é imunebal de identidade e funcionalidade a flutuações de rede e possibilita oESAB, que prima por proporcionar gerenciamento dos dados de sol-aos clientes a mesma experiência dagem através do software Weld-de qualidade em qualquer local do Point.mundo em que estejam. Inúmeros outros lançamentos Apesar do cenário econômico de equipamentos para soldagem edesfavorável vigente no período, os corte, automatização de soldagem eresultados do evento e o interesse corte automatizado CNC foram fei-dos visitantes pelos novos produtos tos durante os seis dias da Feimafe.ESAB superaram as expectativas. Porém, o grande destaque ficou porSegundo Pedro Rossetti Neto, ge- conta do pré-lançamento da nova li-rente da filial São Paulo, “a Feimafe nha de EPI, Acessórios e Pequenasproporcionou uma apresentação Ferramentas ESAB, cuja abrangên-forte e rápida dos novos produtos cia e qualidade dos produtos gera-aos clientes. Foi extremamente im- ram enorme interesse nos visitantes.portante estar presente, já que os A nova linha já tem suas primeirasvisitantes eram bastante selecio- peças disponíveis para vendas.nados e estavam ávidos por novi-dades. A feira facilitou a apresen-tação do novo sistema AristoMig ParceriasMultiVoltage U8 2 e da nova linha de Durante a feira, centenas deEPI, Acessórios e Pequenas Ferra- clientes – entre novos e já conso-mentas”. lidados – estiveram presentes ao A participação na Feimafe é um estande da ESAB para conhecertrabalho que envolve equipes de vá- novidades, tirar dúvidas e aprimorarrios departamentos da ESAB, técni- seus processos de soldagem e cor-cos e vendedores de todo o Brasil e te. E esse, em muitos casos, é ape-também de outros países, presen- nas um primeiro contato, que acabates no evento a fim de proporcionar resultando em parcerias e melhoreso melhor atendimento possível aos soluções de soldagem. Inúmeras vi-clientes. sitas futuras foram agendadas, nas quais os técnicos de cada região do Lançamentos país – e da América do Sul – visita- Para a ESAB, a participação na rão os clientes, a fim de estabelecerFeimafe 2009 foi marcada pelo lan- parcerias.çamento de produtos que já estão A Feimafe foi uma grande opor-mexendo com o mercado de solda- tunidade para, mais uma vez, estrei-gem e corte. A linha Smashweld de tar o relacionamento com os clien-equipamentos para soldagem MIG/ tes, apresentar novos produtos eMAG foi apresentada com novas demonstrar o alinhamento estreitofuncionalidades e novas opções de da ESAB com as necessidades doequipamentos. Os oito modelos de mercado e o foco na produtividadeequipamentos da linha foram gran- e lucratividades dos clientes. Tudo ode sucesso no evento. que justifica o lema da ESAB para o Foi lançado também o Aristo evento: “Produtividade Gerando Lu-MultiVoltage U82, um sistema sinér- cratividade – A Solução ESAB”.
  • 9. 10 OUTUBRO Nº 12 2009 Process Centre O sucesso do cliente é o nosso objetivo Ronaldo Cardoso Junior Consultor Técnico ESAB Brasil A ESAB está cada dia mais preo- Serviços Oferecidos cupada com o sucesso de seus 1) Consultoria Técnica clientes. Desta maneira, ela in- Muitas vezes é possível otimizar o pro- vestiu em sua estrutura física e cesso produtivo, reduzindo custos e au- de profissionais, de forma obter a capacida- mentando a produtividade. Porém, devido de de prover soluções efetivas e inovadoras. à constante e rápida evolução tecnológica, Nesse contexto se enquadra o Process as empresas demandam suporte quanto à Centre. Trata-se de um centro de processos, melhor forma de fazer isso. aplicações e conhecimento que tem como A equipe do Process Centre é capaz propósito fornecer suporte técnico de alto de determinar os mais eficientes métodos e nível aos clientes atuais e potenciais, dispo- processos de soldagem para cada etapa de nibilizando as ferramentas necessárias para produção e sugerir soluções que garantirão Universidade Federal de Uberlândia que eles possam melhorar sua performance maior eficiência, produtividade e redução sig- e aumentar sua competitividade em seu seg- nificativa de custos. Ao longo dos anos, os mento de mercado, agregando valor a seus profissionais adquiriram extensa experiência negócios. em todos segmentos de mercado ligados à Atualmente, o Grupo ESAB conta com indústria de soldagem. nove centros ao redor do mundo, sendo cin- São propostas atualizações de estações co na Europa, dois na Ásia, um na Argentina de soldagem, equipamentos, consumíveis e e um no Brasil, que tem amplitude de atuação procedimentos. Os clientes podem também em toda a América Latina. Todos os centros requerer treinamento no Process Centre ou trocam informações e experiências, de forma solicitar que a equipe ESAB vá até a em- a sempre oferecer uma solução global. presa. Estrutura 2) Treinamentos Universidade Federal de Uberlândia O Process Centre da ESAB Brasil conta O Process Centre conta com pessoas ca- com uma equipe de engenheiros, técnicos e pacitadas e um amplo banco de dados de trei- soldadores altamente capacitados e capazes namentos teóricos e práticos. A titulo de exem- de oferecer soluções a todos os segmentos plo, é possível citar os seguintes treinamentos: de mercado relacionado à soldagem. Já a estrutura física conta com uma área • Soldagem com Eletrodos Revestidos (teóri- destinada a práticas de soldagem, ensaios co e prático). mecânicos e escritório. Todo o espaço é do- • Soldagem MIG/MAG (teórico e prático). tado de equipamentos modernos e robustos, • Soldagem TIG (teórico e prático). permitindo a realização de todos os tipos de • Soldagem com Arames Tubulares (teórico serviços de soldagem e corte. e prático). Toda a estrutura física e de profissionais • Soldagem Arco Submerso (teórico e prático). se unifica com os outros oito Process Cen- • Metalurgia da Soldagem (teórico). Voith Hydro tre, conferindo ao centro do Brasil a possi- • Simbologia da Soldagem (teórico). bilidade de atender aos mais diversificados • Física da Soldagem (teórico). clientes e aplicações, garantindo que sem- • Soldagem de Aços de Alta Resistência (te- pre seja disponibilizada ao cliente a melhor órico e prático). solução. • Soldagem de Tubulações (teórico e prático).
  • 10. OUTUBRO Nº 12 2009 11 Process Centre• Soldagem de Trilhos com Eletrodos Revesti- zação de soldas de união de trilhos com eletro-dos (teórico e prático). dos revestidos OK.• Recuperação de Cruzamentos Ferroviários • Treinamento de Simbologia de Soldagem(teórico e prático). – O evento aconteceu na Voith Hydro, nos• Custos na Soldagem (teórico). dias 16 e 17 de julho, e fez parte do treina-• Maneiras de Aumentar a Produtividade (te- mento dos soldadores visando à disputa doórico e prático). Concurso Soldador Padrão do Senai-SP. Este• Seleção de Consumíveis (teórico). treinamento faz parte da parceria da ESAB• Soldagem de Reparo e Manutenção (teórico com a Voith.e prático).• Soldagem com Backing Cerâmico (teórico • Abertura do I Curso de Especializa-e prático). ção em Engenharia da Soldagem (En- NOMA do Brasil S.A. genheiro Internacional de Soldagem)3) Recomendação de Parâmetros de da Universidade Federal de UberlândiaSoldagem (UFU) – Em 7 de agosto de 2009, a ESAB É oferecido o serviço de recomendação foi convidada a participar da abertura dode procedimentos de soldagem para qual- curso de pós-graduação em soldagem,quer situação. O importante e essencial é oferecido pela UFU, através do Centroum procedimento otimizado, que explore ao para Pesquisa e Desenvolvimento de Pro-máximo a performance dos equipamentos cessos de Soldagem da sua Faculdadee consumíveis e seja, ao mesmo tempo, re- de Engenharia Mecânica. O curso atendealista, levando as condições de campo em aos requisitos do IIW e é credenciado peloconsideração. ABS-ANB e, por isso, os alunos podem se candidatar também ao diploma de en-4) Ensaios genheiro internacional, além do titulo de Em algumas situações, ensaios es- Especialista em Soldagem, com reconhe- NOMA do Brasil S.A.peciais são requeridos. Nesses casos, o cimento pelo MEC. O Process Centre, emProcess Centre realiza todo o serviço de conjunto com a filial Belo Horizonte, estevesoldagem e ensaios, fornecendo os dados na UFU e realizou demonstrações e umanecessários para elaboração de certifica- palestra sobre arames tubulares.dos e relatórios. • Desenvolvimento de Processos e Apli- Exemplos de Parcerias cações – Em parceria com a V&M, o Pro-• Treinamento de Soldagem de Aços cess Centre estudou o procedimento dede Alta Resistência – Em 9 e 10 de ju- soldagem dos aços inoxidáveis supermar-lho de 2009, o Process Centre da ESAB tensíticos (tubos produzidos na V&M) comesteve em Maringá para treinar 31 en- consumíveis de soldagem Super Duplexgenheiros e soldadores da fabricante de (ESAB). Este aço é utilizado na indústria deimplementos rodoviários Noma do Brasil óleo e gás (tubos de produção) e apresen-S/A. O treinamento teórico e prático foi fo- ta alta resistência mecânica, aliada a uma Transnordestina Logística S.A.cado na soldagem de aços de extra-alta elevada resistência à corrosão. Além disso,resistência. apresenta também boa soldabilidade, apa- A engenheira de processos Carolina recendo como alternativa para aplicaçõesNihy Tamamar apoia a ação: “Com essa Pipeline (tubos de condução), em que a sol-parceria, temos como melhorar constante- da é necessária. Este trabalho resultou emmente os conhecimentos e aplicações nos um artigo no Congresso Brasileiro de Sol-nossos processos”. dagem 2009.• Treinamento de União de Trilhos – Noperíodo de 17 a 21 de agosto, foi realizado no Você pode entrar em contatoProcess Centre, em Contagem-MG, o treina-mento de três soldadores e um engenheiro da através do emailTransnordestina Logística S.A. O objetivo foi processcentre@esab.com.brqualificá-los conforme as normas para a reali- V&M
  • 11. 12 OUTUBRO Nº 12 2009 Naval ESAB e Estaleiro Atlântico Sul: parceria de sucesso no segmento Naval e Offshore Hans Van Manteuffel Vista aérea do Estaleiro Atlântico Sul F ornecendo 100% dos consumí- Suape, município de Ipojuca, em Pernam- veis utilizados nas operações de buco, e está presente na fabricação dos soldagem manual e semiauto- primeiros produtos dessa jovem empresa. mática e, mais recentemente, a Apontada como parte importante do partir de agosto de 2009, com a entrega esforço de revitalização da indústria na- de um primeiro lote de máquinas de solda- val brasileira, a implantação do Estaleiro gem, a ESAB participa, de forma decisiva, Atlântico Sul ostenta números significati- da implantação do Estaleiro Atlântico Sul vos. Segundo dados do próprio estaleiro, (EAS) no Complexo Industrial Portuário de o empreendimento resulta de investimen-
  • 12. OUTUBRO Nº 12 2009 13 Navaltos de R$ 1,4 bilhão e, quando completa- começou em novembro de 2005, quan-mente implantado, terá capacidade insta- do dois grandes grupos privados brasilei-lada de processamento da ordem de 160 ros – Camargo Corrêa e Queiroz Galvãomil toneladas de aço por ano. – somaram-se à também brasileira PJMR O EAS está capacitado a produzir to- Empreendimentos, formalizando uma so-dos os tipos de navios cargueiros de até ciedade, com suporte tecnológico de uma500 mil toneladas de porte bruto (TPB) e, gigante mundial do segmento, a coreanatambém, plataformas offshore dos tipos Samsung Heavy Industries. Com 70 anossemisubmersível, sistemas flutuantes de de atividades, o Grupo Camargo Corrêaprodução, armazenamento e transferência atua em 20 países, em áreas diversifica-de petróleo e, ainda, plataformas de per- das, tais como engenharia e construçãonas atirantadas, entre outros equipamen- – as mesmas que haviam dado origem aotos destinados à exploração de petróleo e grupo – cimento, calçados, têxteis e side-gás em mar aberto. A área industrial co- rurgia, entre outras, com 57 mil emprega-berta do Estaleiro tem 130 mil m2, e seu dos e receita bruta consolidada em 2007dique seco apresenta as seguintes dimen- de R$ 12,4 bilhões.sões: 400 metros de extensão, 73 metros O Grupo Queiroz Galvão foi fundadode largura e 12 metros de profundidade. em 1953 e atua nos setores de constru-O dique é servido por dois pórticos Golia- ção pesada; perfuração e produção deths, cada qual com capacidade de 1.500 óleo e gás; concessões de serviços pú-toneladas; dois guindastes de 50 tonela- blicos; siderurgia; cultivo e beneficiamentodas cada, e dois outros guindastes de 35 de alimentos; finanças; limpeza urbana etoneladas cada. Os dirigentes do EAS as- engenharia ambiental, com 25 mil empre-sinalam que o porte desses equipamentos gados e receita bruta anual da ordem depossibilita reduzir de forma significativa o R$ 4,4 bilhões.tempo dedicado à fase de fabricação dos A PJMR é mais recente: empresa deprojetos, facultando ao empreendimento participação acionária e de gerenciamentobrasileiro fazer parte do reduzido grupo de de empreendimentos na área de constru-plantas de construção naval de quarta ge- ção naval e offshore, foi fundada em 1996,ração, figurando ao lado dos estaleiros da mas acumulou expertise participando deÁsia, considerados a vanguarda mundial empreendimentos em construção naval e,do setor. Quanto ao cais, o de acabamen- hoje, é acionista do Estaleiro Aker Yardsto possui 730 metros de extensão, equi- no Brasil, do Estaleiro Atlântico Sul e dapado com dois guindastes de 35 tonela- Noroil Empresa de Navegação Ltda.das, e outros 680 metros serão utilizados Em junho de 2008, a Samsung Heavypara a construção e reparo de plataformas Industries passou a fazer parte da compo-offshore. sição acionária do EAS. Criada há 35 anos A vocação do EAS é mesmo construir e atualmente integrante de um grupo denavios e plataformas, e nesse compasso corporações que lideram mundialmenteé que tem vivido os seus primeiros meses o segmento da construção naval, a Sam-como unidade já produtiva. Porém, levan- sung Heavy Industries possui um estaleirodo em conta a localização estratégica no na ilha de Geoje, na Coréia do Sul – insta-que concerne ao transporte marítimo glo- lações que ocupam 4 milhões de m2, con-bal e a posição privilegiada em relação a tam com quatro diques secos e geram 10grandes regiões produtoras de óleo e gás mil empregos, podendo processar 600 milem águas profundas, a empresa assegura toneladas de aço por ano, produzindo 52que também estará preparada para forne- navios anualmente.cer uma considerável gama de serviços Por ora, os principais clientes do Esta-de reparo de embarcações e unidades de leiro Atlântico Sul são a Petrobras e a Trans-exploração de petróleo. petro, que integra a holding Petrobras e é considerada o maior armador da América Começo de tudo Latina e principal participante do mercado A história do Estaleiro Atlântico Sul de logística e transporte do Brasil.
  • 13. 14 OUTUBRO Nº 12 2009 Naval A construção A preparação de equipes Eudes Santana Em 2007, começaram as obras de para a crítica atividade construção da planta industrial do EAS; de soldagem em fevereiro daquele ano, foram iniciados Ao falar sobre o significado da solda os trabalhos de terraplanagem e, seis me- no processo de fabricação de navios e ses mais tarde, as obras civis. Domingos plataformas, o gerente Domingos Edral Edral, gerente de produção, explica que diz: “Considero a solda o ponto mais im- um ano depois, já em agosto de 2008, en- portante. É o fator que permite a perfeita trou em operação a área fabril do estalei- ligação das partes metálicas e garante a ro, que passou a dar apoio à construção solidez da estrutura de um navio ou de da planta – prevista para estar concluída uma plataforma”. Com toda essa respon- ainda em 2009 – e também a participar da sabilidade, os procedimentos de solda- fabricação dos primeiros projetos de em- gem exigem profissionais perfeitamente barcações em carteira. Desde esse estágio qualificados e treinados para desenvolver inicial, estão em operação, na área fabril, adequadamente as diferentes operações. o pátio de chapas de aço e as oficinas de Mas obter essa mão-de-obra não é uma pré-tratamento, corte, submontagem, tu- tarefa tão simples. bulação e caldeiraria. “O estaleiro esteve diante de grande Os dirigentes do EAS costumam dizer desafio”, afirmou Luiz Fernando Breiten- que a construção do estaleiro exige uma bach, gerente geral das filiais Salvador e verdadeira “operação de guerra”, e não Recife da ESAB, unidades responsáveis parece haver nenhum exagero nesse tipo pelo atendimento do EAS. Ele explicou de afirmação. Em agosto de 2009, havia cerca de 9 mil trabalhadores em atividade por quê: “O grosso da indústria naval no local. Desse contingente, aproximada- estava implantado no Sul e Sudeste, e o Com a planta em pleno mente 6 mil trabalhavam na construção do Estaleiro Atlântico Sul se propôs a instalar funcionamento, o EAS vai contar estaleiro, e os outros 3 mil já estavam atu- uma planta naval de grandes proporções com 4.500 trabalhadores ando no processo de fabricação de navios em uma região do país que não possuía e plataformas. “Quando a planta estiver profissionais qualificados para a constru- em pleno funcionamento, haverá cerca de ção naval – pelo menos não no volume re- 4.500 trabalhadores no Estaleiro Atlântico querido pelo projeto. Mas eles venceram Sul”, informa Edral. o desafio, partiram do zero, preparando Outros números também ajudam a dar mão-de-obra local com a implantação uma ideia do que significa a fase de im- de um centro de treinamento”. A siste- plantação de instalações para construção mática de atração e preparação envolve naval em altíssimo nível. Participam desse a administração pública do Estado de esforço nada menos do que 300 empresas Pernambuco e de municípios próximos ao – entre as quais estão aquelas contratadas Complexo de Suape, todos interessados diretamente, as subcontratadas e ainda to- em abrir e consolidar oportunidades de dos os fornecedores, entre os quais, com empregos qualificados na região. destaque, a ESAB. O trabalho é ininterrup- Em agosto de 2007, o governo de to. A ideia é manter a atividade num regime Pernambuco e os municípios de Cabo de de 24 horas por dia, a fim de que a planta Santo Agostinho, Moreno, Jaboatão dos industrial do EAS esteja concluída até o final Guararapes, Escada e Ipojuca firmaram de 2009. No estágio mais frenético, a obra um protocolo de intenções para um pro- consumia, por mês, 15 mil m³ de concreto, jeto de reforço escolar, visando capacitar 1,8 mil toneladas de aço, 6 mil toneladas 5 mil estudantes de escolas estaduais e de cimento, 10,5 mil m³ de areia, 6 mil m³ municipais para concorrer às vagas do Es- de brita, 13.500 m² de formas para concre- taleiro Atlântico Sul e da Refinaria Abreu e tagem, 2 mil toneladas de pré-moldados e Lima. A ideia era recrutar estudantes com 12.650 m² de estruturas metálicas – tudo idade mínima de 18 anos, que tivessem isso movimentado com o apoio imprescin- concluído o Ensino Fundamental I (4ª série) dível de oito guindastes. da Rede Pública Estadual ou Municipal. O
  • 14. OUTUBRO Nº 12 2009 15 Navalobjetivo do projeto é oferecer reforço no se instalar na região.Ensino Básico para futuras capacitações De acordo com Domingos Edral, até otécnicas e profissionais. Houve distribui- início de agosto de 2009, 2.200 trabalha-ção das vagas pelos municípios: Cabo de dores contratados pelo Estaleiro AtlânticoSanto Agostinho (1.400), Jaboatão (800), Sul haviam passado pelo Centro de Trei-Moreno (400) e Escada (400 vagas). Em namento, dos quais aproximadamente 700Ipojuca, onde está implantado o EAS, 2 soldadores. Luiz Fernando Breitenbachmil candidatos foram recrutados. assinala que, levando em conta o fato de O critério para inscrição era ter idade mí- que todas as atividades de soldagem ma-nima de 18 anos, ter concluído a 4ª série do nual e semiautomática executadas no EASEnsino Fundamental em escolas da Rede Pú- utilizariam consumíveis da ESAB, 100%blica Estadual e Municipal e ser residente em dos soldadores treinados, capacitados eum dos municípios conveniados ao projeto. contratados para atuar no EAS passaramA Secretaria de Educação de Pernambuco e por um treinamento específico oferecidoo Serviço Social da Indústria (Sesi) foram res- pela ESAB.ponsáveis pelo curso de reforço escolar. As O gerente explica que, no caso dosprefeituras disponibilizaram a infraestrutura, soldadores, a estratégia de preparaçãocomo salas de aula, transporte e alimentação não discrepa da adotada para a forma-dos estudantes e professores. ção de profissionais para outras áreas, Outro parceiro envolvido no processo seguindo um plano: primeiro, direciona-tem sido o Serviço Nacional de Aprendi- mento para o Senai de Cabo de Santozagem Industrial (Senai), entidade pública Agostinho. “Nessa unidade do Senai, ode direito privado, de compleição nacional, futuro profissional cumpre as primeirasque, como o Sesi, é administrada pelas or- atividades de treinamentos com a solda.ganizações da indústria – a Confederação Depois, há uma seleção dos mais aptosNacional da Indústria (CNI) e federações es- a prosseguir na profissão de soldador, ostaduais – e que ostenta quase 70 anos de quais são direcionados para o Centro deexperiência na formação de profissionais de Treinamento Engenheiro Francisco C. E.todos os níveis para os mais diferentes seto- Vasconcelos. Nesse centro, entre outrasres e tecnologias industriais. Fornecedores atividades, o soldador – agora já contrata-do Estaleiro Atlântico Sul, entre os quais a do – passa por novas baterias de prepara-ESAB, também participam desse esforço. ção, entre elas um treinamento intensivo, Encerrada a etapa de reforço escolar, de uma semana, ministrado por membrosos participantes são levados a cumprir da equipe técnica da ESAB.uma etapa de capacitação, com dois me- Basicamente, os consumíveis adota-ses de duração, na unidade do Senai em dos no Estaleiro Atlântico Sul são aramesCabo de Santo Agostinho. Se aprovados tubulares, eletrodos revestidos e fluxos,nessa fase, os candidatos são contratados entre outros. O produto da ESAB mais Eudes Santanapelo EAS e encaminhados para o Centro utilizado é o Dual Shield 7100 LH, comode Treinamento Engenheiro Francisco C. informa Breitenbach. Atuante no BrasilE. Vasconcelos, com 2.700m2 de área desde 1955, a ESAB é pioneira na produ-construída e dotado de equipamentos ção e comercialização no país de aramesatualizados, que reproduzem, em escala tubulares para soldagem; em 1991, inicioudidática, as condições reais de trabalho. a produção destes produtos em sua unida-Esse centro foi construído pelo EAS, inau- de de Contagem, em Minas Gerais. Desdegurado pelo governador Eduardo Campos então, consolidou sua posição de líder naem março de 2008 e doado ao governo fabricação e comercialização desse tipo deestadual, em cumprimento à promessa do consumível, com aprovação dos clientesentão presidente do EAS, Paulo Haddad, que, como o EAS, têm como filosofia agre-que garantiu que essas instalações seriam gar produtividade e qualidade aos seusutilizadas pelo governo estadual para a processos de soldagem “O relacionamentoformação de recursos humanos para ou- com a ESAB tem sido muito bom. Estamostras empresas já instaladas ou que virão a muito satisfeitos”, conclui Domingos Edral.
  • 15. 16 OUTUBRO Nº 12 2009
  • 16. OUTUBRO Nº 12 2009 17 Estrutura O que está por trás de um equipamento ESABQ uando você compra um equi- produtos passam por rigorosos testes. Cristiano Borges pamento ESAB, adquire tam- • Moderna fábrica de máquinas: os equi- Departamento de Marketing bém toda uma estrutura que pamentos ESAB são fabricados de acordo ESAB Brasil está por trás do produto de que com os melhores e mais eficientes proces-você precisa. Desde o início de um proje- sos, sempre com foco em qualidade e me-to de desenvolvimento até a maior rede de lhoria contínua.assistência técnica do Brasil, passando por • A maior assistência técnica do Brasil: sãoum cuidadoso e criterioso processo de fa- mais de 250 pontos espalhados por todasbricação, os equipamentos ESAB são feitos as regiões do país.com total foco em você, cliente, para quem • Empresa certificada ISO 9001, ISO 14001é oferecido: e OHSAS 18001: além da qualidade, preo-• Estrutura de desenvolvimento de equipa- cupação ambiental e com saúde e seguran-mentos, sempre focada em desenvolver as ça do trabalhador.melhores soluções. • Programa Best in Class – BiC: foco em• Laboratório de desenvolvimento de equi- qualidade e no cliente.pamentos: a ESAB tem o maior e melhor • Customer Care: equipe especializada elaboratório de desenvolvimento de equipa- treinada para atender as necessidades dosmentos da América Latina, onde todos os clientes.
  • 17. 18 OUTUBRO Nº 12 2009 Estrutura Desenvolvimento de equipamentos – Assistência técnica – presente em onde tudo começa todos os Estados do Brasil A ESAB possui uma notável equipe de A ESAB Brasil tem a maior rede de as- engenheiros que trabalha constantemente sistência técnica do país quando se trata de no desenvolvimento e no aprimoramento equipamentos para soldagem e corte. São da linha de equipamentos para soldagem e mais de 250 SAEs espalhados pelo Brasil, corte. Sempre atenta às demandas do mer- os quais são constantemente treinados a cado, a equipe busca não somente projetar fim de prestar o melhor serviço, em caso os melhores equipamentos, mas também de eventuais necessidades. Peças de repo- entender as necessidades dos mais diversos sição sempre disponíveis e total integração Teste de IP perfis de clientes, para que se possa ofere- com a fábrica fazem com que o serviço de cer soluções eficazes. No Brasil, são desen- qualidade seja prestado sempre que o clien- volvidos produtos para o mercado nacional e te precisar, onde precisar. também para o mundo. Certificação ambiental, saúde Laboratório de desenvolvimento e segurança do trabalho de equipamentos Além do constante foco em qualidade – A ESAB Brasil possui o maior e melhor certificação ISO 9001 –, a ESAB alcançou, laboratório de desenvolvimento de equipa- em 2008, a certificação de seu Sistema de mentos da América Latina. Os equipamentos Gestão Ambiental, Saúde e Segurança do passam, antes mesmo de entrar em produ- Trabalho em nível global. Auditorias feitas em ção, pelos mais rigorosos testes, de acordo diversas plantas ESAB pelo mundo – inclusive com normas nacionais e internacionais. São no Brasil – atestaram à empresa as certifica- submetidos a exigentes testes de solda de ções ISO 14001 e OHSAS 180001 em nível longa duração, ensaios de temperatura, tes- global. Acredita-se que a ESAB seja a pri- te de IP para averiguar o funcionamento sob meira empresa, incluindo todos os ramos de as mais severas condições de uso e ensaios atividade, a alcançar globalmente certificação elétricos nos nossos laboratórios de ensaio com tamanha abrangência de gerenciamento de potência e microeletrônica. ambiental, saúde e segurança. Os equipamentos ESAB são os únicos fabricados no Brasil de acordo com a norma Programa BiC – Best in Class europeia IEC 60.974. O BiC é uma filosofia de sucesso implan- tada na ESAB. Trata-se de programa que visa A maior e melhor fábrica de entregar qualidade aos clientes. Passando por equipamentos para soldagem e toda a empresa, as atividades são sempre vol- corte da América Latina tadas para oferecer os melhores produtos e Fabricando equipamentos não somen- serviços aos clientes. Best in Class, esse é o te para o Brasil, mas também para a Amé- lema a orientar constantemente para propor- rica Latina e para diversas outras partes cionar o que há de melhor ao cliente ESAB. do mundo, a ESAB possui uma moderna fábrica de equipamentos. Inaugurada em Customer Care – o cliente em 1º lugar 2008, em substituição à unidade antiga, a O Customer Care é uma equipe espe- nova fábrica prima pela qualidade em to- cializada e treinada para solucionar dúvidas dos os seus processos. Programas como e dar suporte ao cliente ESAB. Sua missão é o “Eu assino embaixo”, no qual cada fornecer as melhores soluções para os clien- equipamento passa individualmente por tes, objetivando fidelizá-los e gerar constan- testes e traz a identificação de quem o te melhoria em processos. aprovou, e o “Lean Manufacturing”, que Na ESAB, a satisfação dos clientes é estabelece as melhores e mais eficientes uma preocupação constante e, por isso, práticas nos processos de fabricação fo- são disponibilizados canais de comunica- cados nas necessidades dos clientes, de- ção eficazes e profissionais treinados para monstram o alto grau de qualidade com fornecer as melhores soluções. Você pode que trabalhamos. Além disso, as equipes entrar em contato com a ESAB através do são constantemente treinadas, dentro e e-mail faleconosco@esab.com.br ou do fora do Brasil. Help Desk (31) 3503-4595.
  • 18. OUTUBRO Nº 12 2009 19 MIG/MAG Novas OrigoTMMIG Mariana Carmelinda Martins Engenharia ESAB Brasil Cristiano Magalhães Campos Ferreira Supervisor de Engenharia ESAB BrasilM ais uma linha de equipa- performance de soldabilidade com CO2, e mentos MIG/MAG da ESAB com mistura, oferecendo versatilidade ao passa por reformulações cliente. que irão adicionar va- A plataforma única e padronizada é maislor para o cliente. Os atuais modelos LAI um diferencial para a disponibilidade de en-407/550/550P passam por melhorias que trega e de peças de reposição. Os novosincluem novos design e nome: OrigoTMMig modelos foram projetados dentro dos parâ-408T/558T/558TP, respectivamente, onde metros de segurança operacional especifi-o T significa “Thyristorized”, e o P, “Pulse”. cados pela norma IEC 60974-1.Com isso, os novos modelos darão pros-seguimento ao conceito de equipamen- Características:tos que a ESAB Brasil vem lançando no • Ajuste de tensão realizado no painel frontalmercado, máquinas padronizadas com os ou no próprio alimentador de arame.modelos europeus, mas adaptadas à de- • Compensação do parâmetro de saídamanda do mercado nacional, com conceito (tensão/corrente) em até 10% para mais ouinovador e mais ergonômico. para menos, de variação da rede elétrica. A nova OrigoTMMig 408T continua com • Proteção contra curto-circuito franco ouas mesmas características técnicas e de sobrecorrente vinda da rede elétrica, maiorsoldabilidade que a LAI 407 trouxe para o proteção ao operador e garantia de durabili-mercado, destacando a sua excelente sol- dade do equipamento.dabilidade com CO2. Os modelos OrigoTM- • Terminais de saída com conector OKCMig 558T/558TP também mantém robustez (engate rápido), garantia de segurança dee confiabilidade consagrados pelos atuais uso para o operador.equipamentos LAI 550/550P, oferecendo o • Plataforma de montagem padronizada,modelo 558TP pulsado, que auxilia o solda- que possibilita uma montagem mais inteli-dor na soldagem de chapas finas, aços ino- gente e robusta.xidáveis e alumínio e nas posições vertical e • Excelente desempenho de soldabilidadesobrecabeça. com CO2. Ambas continuam com as característi- • Chaparia eletro-galvanizada, para evitar acas de suas antecessoras em relação ao oxidação das peças.fator de trabalho e à capacidade de forne- A previsão de lançamento das máqui-cimento de corrente e tensões, excelente nas é dezembro de 2009.
  • 19. 20 OUTUBRO Nº 12 2009 MultiVoltage Sistema Sinérgico para Soldagem de Alta Performance Marco Aurélio Alves Ferreira Engenharia ESAB Brasil A ESAB está lançando o sistema por uma fonte de soldagem multitensão, um sinérgico para soldagem Aristo alimentador de arame de alta performance e o MultiVoltage U82. Trata-se de controlador de soldagem U82, que traz o que um conjunto para soldagem há de mais moderno em controle de parâme- MIG/MAG, MIG/MAG Pulsado e com eletrodos tros e qualidade de soldagem. O sistema pode revestidos que pode ser instalado em qualquer ser utilizado tanto para soldagem manual como alimentação elétrica. O sistema é composto para soldagem automatizada ou robotizada.
  • 20. OUTUBRO Nº 12 2009 21 MultiVoltage Tecnologia MultiVoltage A nova tecnologia MultiVoltage possibilitaa conexão da fonte de soldagem AristoMig5001i MultiVoltage em qualquer rede elétri-ca existente no país, seja em 220, 380 ou440V mono ou trifásica. O sistema é capazde reconhecer em qual rede o equipamentofoi conectado e ajustar seus parâmetros deforma que a soldabilidade não seja com-prometida. Além desta facilidade, devem-sedestacar também outros ganhos obtidoscom o sistema multitensão:• Qualidade de energia elétrica: baixo nívelde harmônicos inseridos na rede elétrica.• Fator de potência unitário: atingido atravésde uma forma de onda de corrente senoidalna entrada (diferentemente dos inversoresvistos no mercado atual).• Baixo consumo de energia elétrica: éobservada uma economia em relação àtecnologia convencional.• Imunidade à flutuação da rede elétrica:o sistema se ajusta automaticamente para AristoMig 5001 MultiVoltagetensões entre 198 e 484V. Novo Controlador de Soldagem U82 Este lançamento demonstra a cons-tante evolução tecnológica dos produtosESAB, aliada à preocupação em oferecersoluções modernas e que agreguem valorao negócio dos clientes. Todas as funcio-nalidades do já consagrado controladorU8 foram mantidas e, ainda, agregadas aoutras vantagens, como design moderno,mínima complexidade, apenas cinco botõesde funções, fácil operação com luvas epossibilidade de coleta dos dados de sol-dagem, além da atualização do sistema por Aristo U82conexão USB. WeldPointTM Outra grande novidade é o softwareWeldPointTM de gerenciamento de dadosdo sistema Aristo. Com ele, é possívelmonitorar todo o processo de solda deaté 10 máquinas ao mesmo tempo, viaethernet, além da possibilidade de extrair,inserir, atualizar e gerenciar os dados nocontrolador U82.
  • 21. 22 OUTUBRO Nº 12 2009
  • 22. OUTUBRO Nº 12 2009 23 CaB 2200 Tecnologia nacional reconhecida no exteriorC om um amplo know-how em Argentina, além de clientes na Colômbia e manipuladores de solda, a Venezuela. ESAB Brasil desenvolveu a A CaB 2200 é a primeira máquina de Coluna Manipuladora CaB automação em solda desenvolvida no Brasil2200. Lançada oficialmente no Brasil na 12ª a entrar no catálogo global de máquinas doFeimafe, em maio deste ano, e considerada Grupo, um reconhecimento da tecnologiaum dos equipamentos-chave para o negócio nacional. “Abrimos novos mercados, comode automação da ESAB, a CaB 2200 já é América e Europa, mostrando que no Brasilsucesso no mercado exterior. O equipamen- também se produzem equipamentos con-to, que foi desenvolvido e agora é produzido fiáveis e de qualidade”, afirma Igor Albertono Brasil, possui marcação CE, certificando a de Souza Aarão Lima, consultor técnico deaprovação em todos os testes de segurança, Automação e Corte da Exportação. Opiniãoconforto e operação, adequando-se a nor- compartilhada por Pedro Henrique Pereiramas internacionais. Ela será comercializada Muniz, gerente de Automação e corte dapor todas as unidades da ESAB no mundo, ESAB Brasil: “O reconhecimento da CaB 2200onde cada mercado tem a sua necessidade pelo mercado internacional é muito importan-e aplicação. te para a ESAB, pois queremos expandir Dois meses após seu lançamento em nosso leque de produtos no catálogo global.Milão, durante um evento realizado no O sucesso da coluna nos possibilitou mostrarDemocenter da ESAB, na Itália, dez equi- que podemos ser um fornecedor global”.pamentos foram vendidos, sendo seis para O produto é o único da empresa noa Itália, dois para o Canadá e dois para mundo para soldagem de peças de peque-os Emirados Árabes. Outras várias solicita- nas dimensões. Além disso, tem a possibili-ções já foram feitas por empresas do Grupo dade de ser utilizado em quase todos os tipos CaB 2200em Portugal, Espanha, Suécia, Singapura e de processo de soldagem. Conheça mais sobre a CaB 2200 Destinada a trabalhos leves e para namento vertical, a partir de um fuso de utilização com as cabeças de solda ESAB esferas, o que garante um deslocamento A2S GMAW e SAW e os controladores uniforme e linear, requisitos necessários a de solda ESAB PEJ ou PEH, a CaB 2200 uma soldagem sem interferências causa- permite o posicionamento vertical e o des- das pelo dispositivo de deslocamento. locamento horizontal motorizado da cabe- Além disso, o carro pode ser mon- ça de soldagem. Possui uma construção tado sobre trilhos, com um sistema de robusta, compacta e simples, com rotação segurança contra tombamento e freio manual de 360°, altura útil de 2 metros e de segurança, bem como um sistema alcance útil do braço de 2 ou 3 metros, de bloqueio antiqueda da lança (braço) de acordo com o modelo, além do painel permitindo uma condição de trabalho elétrico (desenvolvido conforme NR-10) mais segura ao operador. As colunas integrado ao controle remoto, auxiliando no manipuladoras ESAB CaB 2200 também posicionamento da cabeça de solda. possuem uma ampla gama de acessó- O deslocamento vertical e horizontal é rios para atender a todas as necessida- feito a partir de guias lineares e o posicio- des de trabalho.
  • 23. 24 OUTUBRO Nº 12 2009
  • 24. OUTUBRO Nº 12 2009 25 Artigo Técnico Arames tubulares com diâmetro de 1,00 mm Ronaldo Cardoso Junior Consultor Técnico ESAB BrasilC om o aumento da competiti- Allen and Widgery [2] propuseram uma vidade entre as empresas e equação similar à equação 1, em que a a consequente corrida pelo taxa de fusão do arame pode ser escrita aumento de produtividade, a como:taxa de deposição dos consumíveis e pro-cessos de soldagem vem sendo um parâ- βLI2metro intensamente debatido. No entanto, M = k + αI + (eq. 3) d2ainda se veem certos conceitos errôneosno mercado, um deles com relação ao na qual k, α e β são constantes.diâmetro do arame. No chão de fábrica, muitas pessoas Analisando as equações 2 e 3, pode-seacreditam que quanto maior o diâmetro observar que, para uma mesma correntedo arame, maior a quantidade líquida de de soldagem, quando menor o diâmetrometal que ele deposita por unidade de do arame, maior a sua taxa de fusão. Essetempo (definição de taxa de deposição). fato está associado à maior densidade deEntretanto, para uma mesma corrente de corrente elétrica, que, por efeito joule, gerasoldagem, a taxa de fusão será maior para mais calor. Como exemplo, as figuras 1 emenores diâmetros de arame. 2 apresentam, respectivamente, as taxas de deposição para arames sólidos e ara- Fundamentação Teórica mes tubulares de diferentes diâmetros, nas A equação 1 representa um modelo quais pode ser observado claramente opara taxa de fusão, M(g/s), do arame na comportamento descrito acima.soldagem GMAW. Para um arame maciçocilíndrico, essa equação pode ser re-escritaem termos do diâmetro do arame, d(mm),conforme equação 2. αLI2M (QK +β) = UEI + (eq. 1) [1] S 4αLI2M (QK +β) = UEI + (eq. 2) d2 Nesta, α (Ω.mm) é a resistência espe-cifica do arame a uma determinada exten-são de eletrodo, β(J/g) energia térmica doarame a temperatura ambiente, QK energiatérmica da gota imediatamente após odestacamento, UE(V) queda de tensão anó-dica, catódica e S(mm2) área da secção Figura 1: Taxa de deposição para diversostransversal do arame, L(mm) extensão do diâmetros de arames sólidos. Especificaçãoeletrodo e I(A) corrente de soldagem. do arame: ASME SFA 5.18 ER70S-6. Gás de Para soldagem com arames tubulares, proteção 75%Ar+25%CO2
  • 25. 26 OUTUBRO Nº 12 2009 Artigo Técnico b) Figura 3: Macrografia do cordão de solda. a) Arame ER70S-6 1,32mm, 390A, 31V, 330mm/min, gás de proteção Ar+8%CO2; b) Arame OK Tubrod 70MC 1,40mm (E70C-6M), 390A, 31V, 330mm/min, gás de proteção Ar+8%CO2 Figura 2: Taxa de deposição para Vantagens dos arames diversos diâmetros de arames tubulares tubulares. Especificação do arame: ASME SFA 5.18 E70C-6M. Gás de Flexibilidade no ajuste de parâmetros proteção 75%Ar+25%CO2 – Os arames tubulares funcionam correta- mente em uma grande extensão de parâme- tros, garantindo grande flexibilidade em seu ajuste. Como resultado, tem-se um menor tempo gasto na regulagem do equipamento, bem como uma redução na chance de ocor- a) rência de defeitos, como respingo excessivo, falta de fusão e acabamento inadequado. Homogeneidade na penetração – A trans- ferência metálica presente na soldagem com arames tubulares garante um espalhamento das gotas e, como consequência, tem-se uma penetração mais homogênea quando comparada à de um arame maciço, confor- me pode ser visto na figura 3. Na prática, esse comportamento propicia uma menor b) tendência à falta de fusão. Figura 4: Macrografia do cordão de solda. a) Arame ER70S-6 1,20mm, gás de proteção Ar+25%CO2; b) Arame OK Tubrod 71Ultra 1,20mm (E71T-1C), gás de proteção CO2 No caso de arames tubulares “flux cored”, na maioria das vezes é possível usar dióxido de carbono puro como gás de pro- teção, obtendo-se baixo índice de respingos, grande estabilidade de arco e favorecendo uma penetração ainda mais uniforme, con- a) forme pode ser oservado na figura 4.
  • 26. OUTUBRO Nº 12 2009 27 Artigo TécnicoMaior produtividade – Por meio dafigura 5, é possível observar que, parauma mesma corrente de soldagem, osarames tubulares “metal cored” e “fluxcored” possuem maiores taxas de depo-sição do que os arames sólidos. Isso per-mite imprimir uma maior velocidade desoldagem e, consequentemente, maiorprodutividade. Linha de Produtos Nesse contexto, a ESAB lança uma linhade arames tubulares de 1,00 mm, uma ino-vação no mercado nacional. Esses arames Figura 5: Taxa de deposição em funçãosão ideais para soldagem em que é requeri- da corrente de soldagem para aramesdo baixo nível de aporte térmico, como união tubulares “metal cored” (E70C-6M), “fluxde chapas finas e soldagem de aços de alta cored”(E71T-1) e arames sólidos (ER70S-6)resistência. Os arames tubulares de 1,00mm dediâmetro possuem boa estabilidade dearco em correntes a partir de 90A, permi- OK Tubrod 70MC Ultra – 1,00mmtindo a soldagem de baixo aporte térmico, Posições de Composição Propriedades Classificação Gás de Proteçãocom excelente desempenho e elevada Soldagem Química (%)(a) Mecânicas(a)produtividade. ASME/AWS A5.18 Ar+20-25%CO2 C 0,04 L.R. 570MPa Atualmente, os arames tubulares OK E70C-6M Si 0,40 L.E. 480MPaTubrod 70MC Ultra, OK Tubrod 71 Ultra e o Mn 1,40 A 29%OK Tubrod 110MC já estão disponíveis nodiâmetro de 1,00mm. ChV(-30°C) 55J (a) Valores típicos.OK Tubrod 70MC Ultra – É um arametubular do tipo “metal cored” de elevadodesempenho, ideal para soldagem empasse único e multipasse. Devido à suaformulação composta de pós-metálicos, a ER70S-6 1,00mm OK Tubrod 70MC Ultra 1,00mmaplicação desse arame não gera escória, Corrente de Soldagem(A) T.D.(a)(kg/h) T.D.(b)(kg/h)somente pequenas ilhas de sílica similar 90 1,04 1,14aos arames sólidos. 120 1,41 1,67 Esse arame possui aplicação similar 150 1,87 2,36ao arame sólido ER70S-6, porém com 180 2,42 3,22vantagens como perfil de penetração 210 3,06 4,23mais regular, maior flexibilidade no ajuste 240 3,80 5,41de parâmetros e maiores taxas de depo-sição. Pode ser usado tanto em solda- 270 4,62 6,75gem manual como robotizada. (a) Stick-out de 12,0mm (recomendado para arames sólidos). (b) Stick-Out de 20,0mm (recomendado para arames tubulares).OK Tubrod 71Ultra – É um arame tubu-lar de baixo teor de carbono, do tipo “fluxcored” rutílico, ideal para soldagem empasse único e multipasses. Possui exce-lente soldabilidade em todas as posiçõesde soldagem. Sua escória apresentaótima destacabilidade, facilitando suaremoção.
  • 27. 28 OUTUBRO Nº 12 2009 Artigo Técnico OK Tubrod 71 Ultra OK Tubrod 110MC – É um arame Posições de Composição Propriedades Classificação Gás de Proteção tubular de baixa liga, do tipo “metal Soldagem Química (%)(a) Mecânicas(a) cored” de elevado desempenho, ideal L.R. 600MPa para soldagem em passe único e ASME/AWS A5.20 C 0,04 L.E. 580MPa multipasse. Devido à sua formulação, E71T1-1/9 C(M) 100%CO2 Si 0,50 A 26% composta de pós-metálicos, a aplica- Mn 1,30 ChV(-30°C) 60J ção desse arame não gera escória, L.R. 670MPa somente pequenas ilhas de sílica, C 0,05 L.E. 630MPa similar aos arames sólidos. Ar+20-25%CO2 Si 0,60 A 24% Esse arame possui aplicação simi- Mn 1,50 ChV(-30°C) 55J lar ao arame sólido ER110S-G, porém com vantagens como perfil de pene- (a) Valores típicos. tração mais regular, maior flexibilidade no ajuste de parâmetros e maiores taxas de deposição. Pode ser usado tanto em soldagem manual como ER70S-6 1,00mm OK Tubrod 71Ultra 1,00mm robotizada. Corrente de Soldagem(A) T.D.(a)(kg/h) T.D.(b)(kg/h) Sua aplicação é destinada à união 90 1,04 1,28 de aços de elevada resistência mecâ- 120 1,41 1,70 nica. 150 1,87 2,25 180 2,42 2,93 210 3,06 3,73 240 3,80 4,66 270 4,62 5,71 (a) Stick-out de 12,0mm (recomendado para arames sólidos). (b) Stick-Out de 20,0mm (recomendado para arames tubulares). OK Tubrod 110MC Posições de Composição Propriedades Classificação Gás de Proteção Soldagem Química (%)(a) Mecânicas(a) ASME/AWS A5.28 Ar+20-25%CO2 C 0,03 L.R. 850MPa E110C-G Si 0,50 L.E. 800MPa Mn 1,60 A. 18% Ni 2,25 ChV(-30°C) 50J Mo 0,60 (a) Valores típicos. ER110S-G 1,00mm OK Tubrod 110MC 1,00mm Corrente de Soldagem(A) T.D.(a)(kg/h) T.D.(b)(kg/h) 90 1,04 1,14 120 1,41 1,67 Referências Bibliográficas 1,87 [1] M Suban, J. Tusek. Dependence of 150 2,36 Melting Rate in MIG/MAG welding on 180 2,42 3,22 the type of shielding gas used. Journal of 210 3,06 4,23 Materials Processing Technology,119, 185- 240 3,80 5,41 192, 2001. 270 4,62 6,75 [2] J.S. Allen, D. Widgery. Cored wire deve- (a) Stick-out de 12,0mm (recomendado para arames sólidos). lopments and objectives of BS 7084, Weld. (b) Stick-Out de 20,0mm (recomendado para arames tubulares). Mat. Fabr. 6, 274-282, 1990.
  • 28. OUTUBRO Nº 12 2009 29
  • 29. 30 OUTUBRO Nº 12 2009 Pipeweld Plus Nova linha de eletrodos celulósicos Pipeweld Plus João Guilherme Ferreira Consultor Técnico ESAB Brasil A ESAB, através da grande experi- ência no segmento Pipeline, inova no mercado brasileiro, lançando a nova linha de eletrodos celulósi- cos Pipeweld Plus, destinados especialmente para o segmento de construção de dutos em aço, como gasodutos e oleodutos. Disponível em latas de 20 quilos, esta linha de eletrodos é composta pelo Pipeweld 6010 Plus, destinado ao uso no passe de raiz; Pipeweld 7010 Plus, Pieweld 8010 Plus e Pipeweld 9010 Plus, que são aplicados aos passes de enchimento/acabamento, aten- dendo aos requisitos da norma AWS 5.5 na classificação E XX10-P1, garantindo, assim, Produto Classificação AWS Diâmetros (mm) altos valores de tenacidade em temperaturas até -30 ºC. Pipeweld 6010 Plus E6010 2,5; 3,25; 4,0; 5,0 Alem das vantagens das propriedades Pipeweld 8010 Plus E7010-P1 3,25; 4,0; 5,0 mecânicas superiores, a nova linha traz van- Pipeweld 8010 Plus E8010-P1 3,25; 4,0; 5,0 tagens para os soldadores, como: • Facilidade para aplicação no passe de Pipeweld 9010 Plus E9010-P1 3,25; 4,0; 5,0 raiz através de um arco elétrico potente que garante alta penetração e excelente controle Quadro de aplicação do arco. • Melhor estabilidade do arco e maior con- Aço e grau do tubo Raiz Passe quente Enchimento Acabamento trole da poça de fusão. • Melhor perfil do cordão de solda, propor- 5L A25 • • • • cionando um melhor acabamento do cordão 5L, 5LS, A • • • • de solda. 5L, 5LS, B • • • • Estes novos produtos contam com o 5LS, 5LX42 • • • • know-how ESAB no seu desenvolvimento, 5LS, 5LX46 • • • • garantindo qualidade superior, disponibilidade de estoque e assistência técnica do corpo de 5LS, 5LX52 • • engenheiros e especialistas em soldagem. 5LX56 • • 5LX60 • • Pipeweld 6010 Plus 5LX65 • • Pipeweld 7010 Plus 5LX70 • • Pipeweld 8010 Plus 5LX80 ** • Pipeweld 9010 Plus ** limitado a espessuras de até 10 mm.
  • 30. OUTUBRO Nº 12 2009 31 CNC Columbus Software: integração de informações maximizando a produtividade Cybele Ozório Especialista em Columbus Software Departamento de Automação e Corte ESAB BrasilA o adquirir uma máqui- A ESAB conta, ainda, com na de corte, tão impor- treinamento online, utilizando um tante quanto a escolha software para acesso remoto que do processo correto é possibilita comunicação audiovisu-o nível de informações a serem al em tempo real. Essa ferramentadisponibilizadas para o equipa- também é utilizada para suporte emento, bem como as informações demonstração, diminuindo o tempoque se recebe dele. Para tanto, do atendimento e aumentando suaa ESAB disponibiliza o Software eficácia.Columbus. O módulo básico, Vision Plus O Columbus é uma solução Desktop, compreende:ESAB para a acomodação de • Acomodação semiautomática depeças e criação de planos de peças em um plano de corte.corte para o CNC. Entretanto, suas • Importação de peças em DWG efuncionalidades não se limitam a DXF, com a possibilidade de ediçãoesse aspecto: muito mais se pode dessas peças dentro do própriofazer utilizando todos os recursos Columbus, através do modo dedisponíveis dentro desse softwa- Cad interno, o DigiCad.re. Pode-se também customizá-lo • Preparação de cortes em cadeiade acordo com a necessidade de (uma única abertura de corte exe-cada cliente. cuta todo o arranjo de peças). Uma das principais vantagens • Habilidade de corte em linhado Columbus é sua total integração comum, para os processos quecom os sistemas ESAB, pois, como assim permitem (pode-se utilizar ostodas as informações sobre proces- dois lados do corte como peça).sos de corte, equipamentos, dados • Extensa biblioteca de peças edi-técnicos e software se encontram táveis.em um único lugar, potencializa-se Além do Vision Plus Desktop,o entendimento das necessidades o Software Columbus contémdos clientes e pode-se apresentar módulos que podem ser total-a melhor solução para atendê-los, mente integrados à versão bási-com agilidade e precisão, tanto na ca, com o intuito de maximizar adefinição exata da máquina a ser produtividade e utilizar todos osadquirida quanto no momento de recursos do equipamento. Essesprestar suporte técnico. módulos são:
  • 31. 32 OUTUBRO Nº 12 2009 CNC Nesting automático O módulo de nesting automático adiciona um completo recurso de otimi- zação de chapa ao sistema Vision Plus Desktop. É um pacote completo para acomodação automática que contribui para um melhor aproveitamento de cha- pas, posicionando as peças a serem cortadas no menor espaço possível, otimizando todo o plano de corte através das seguintes funções: • Acomodação peça a peça e interligação das peças. • Nesting de tochas múltiplas quando requerido. • Possibilidade de importação de qualquer geometria para execução da acomodação. • Uso de partes internas de peças para otimizar o uso do material. Nesting automático • Ajuste de ângulo de rotação de 0 a 360 graus. • Prioridade de peça ajustável na sequência de corte. • Capacidade de assistência na precisão de localização das peças para evitar sobre- posições. • Corte em linha comum e corte em ponte. • Módulo de dados de estimativa de peças. Manipulação manual ou automática pode ser feita sobre qualquer acomodação criada, podendo ser gerada tanto para chapas retan- gulares quanto para retalhos de chapa. Módulo de gerenciamento de chapas O módulo de gerenciamento de chapas (PMM) adiciona o inventário e o localizador de chapas e retalhos ao Vision Plus Desktop. Auxilia em uma precisa administração dos Módulo de gerenciamento de chapas retalhos, de forma a maximizar os lucros atra- vés da maior utilização das chapas, e oferece: • Fácil entrada de dados de inventário de chapas. • Importação de arquivos .dxf como chapas ou retalhos. • Importação de qualquer parte de progra- ma como retalho. • Completa monitoração de busca de dados de chapas. • Exposição gráfica da chapa ou retalho. • Funções de filtros e classificação (agru- pamento).
  • 32. OUTUBRO Nº 12 2009 33 CNC Módulo de gerenciamento de dados O módulo de gerenciamento de dados éuma adição ao Vision Plus Desktop, que oferecegerenciamento de peças cortadas e capacidadede busca, transformando o sistema de arranjo decorte em uma poderosa ferramenta de controlede produção, através de filtros que organizam aspeças a serem cortadas de acordo com materialutilizado, espessura e tamanho da chapa. Alémdesses itens, também tem a facilidade de impor-tar peças diretamente do plano de corte para oinventário, a manipulação simples e intuitiva dosdados de corte e a integração total com todosos outros módulos do Columbus, possibilitandoum melhor gerenciamento e planejamento deprodução. Módulo de informação de dados O módulo de informação de dados (DIM) oferececálculo dos tempos totais de corte, furação, com-primento de corte em uma peça ou em um arranjode peças. Fornece relatórios na tela ou impressos ecálculos mais precisos, baseados no desempenhodo equipamento. Apresenta, também, habilidade de customi-zar dados e campos de nomenclaturas, a fim dese obterem todas as informações pertinentes enecessárias referentes a tempo X consumo. Módulo de transição Utilizando o módulo de transição, projetos 3-D Módulo de gerenciamento de chapaspodem ser configurados de forma rápida e fácil,com gráficos em 3-D que permitem visualizaçõesexatas da forma que se está criando. Possui totalcomunicação com o seu desenho CAD; sendoassim, este sistema oferece flexibilidade para fazeralterações na peça, como a adição de linhas demarcação ou furos adicionais, se necessário, equando estiver pronta, para enviá-la ao plano decorte. Bevel Suporte Módulo que possibilita a programação de equi-pamentos que possuem ferramentas de chanfro. A ESAB Brasil é o segundo maior consumidorde Software Columbus, o que traz a determinaçãoem levar aos clientes não somente um softwarepara conversão de linguagem CAD/CAM, mas umaferramenta completa para otimização, organizaçãoe gerenciamento de produção. Bevel suporte
  • 33. 34 OUTUBRO Nº 12 2009 EPI Seleção de Equipamentos de Proteção Individual – Parte 1 Antonio Plais Gerente de Produto EPI ESAB Brasil
  • 34. OUTUBRO Nº 12 2009 35 EPIE quipamentos de proteção individual • Proteção auditiva: abafadores tipo concha (EPI) englobam uma larga oferta de ou plugue. roupas e equipamentos a serem • Proteção das mãos: luvas e cremes pro- usados pelos trabalhadores, quan- tetores.do apropriado, para proteger ou isolar o seu • Proteção para os pés: sapatos e botinas.corpo dos perigos do ambiente de trabalho. • Proteção para a cabeça: capacetes, A Norma Regulamentadora 6 (NR-6) do bonés, toucas, máscaras etc.Ministério do Trabalho e Emprego estabe- • Proteção contra quedas: cinturão e dispo-lece que a empresa é obrigada a fornecer sitivos trava-quedas etc.aos empregados, gratuitamente, EPI ade- • Proteção para a pele: chapéus, protetorquado ao risco, em perfeito estado de con- solar, roupas com mangas longas.servação e funcionamento, nas seguintes • Outros: roupas para trabalho em ambientecircunstâncias: resfriado ou em altas temperaturas, por a) sempre que as medidas de ordem exemplo.geral não ofereçam completa proteção con-tra os riscos de acidentes do trabalho ou de Responsabilidades emdoenças profissionais e do trabalho; relação ao EPI b) enquanto as medidas de proteção Conforme estabelecido na NR-6, cabecoletiva estiverem sendo implantadas; ao empregador, quanto ao EPI: c) para atender a situações de emer- • Adquirir o EPI adequado ao risco de cadagência. atividade. De acordo com a hierarquia de contro- • Exigir seu uso.les (eliminação, substituição, adequação, • Fornecer ao trabalhador somente o EPIadministração e proteção individual), EPIs aprovado pelo órgão nacional competen-são considerados o método menos satis- te em matéria de segurança e saúde nofatório de prevenção de acidentes e doen- trabalho.ças associadas ao trabalho, e somente • Orientar e treinar o trabalhador sobre odevem ser usados quando outras medidas uso adequado, guarda e conservação.preventivas são inviáveis ou não podem • Substituir imediatamente o EPI, quandoser implementadas imediatamente. EPIs danificado ou extraviado.devem também ser usados, no entanto, • Responsabilizar-se pela higienização epara suplementar ou aumentar a eficácia manutenção periódica.de outros meios de controle de riscos, para Cabe ao empregado, quanto ao EPI:reduzir ainda mais o risco de lesões. • Usar corretamente o EPI, utilizando- Diversos problemas afetam o uso e a o apenas para a finalidade a que seeficácia da utilização de EPIs, entre eles o destina.desconforto, a inconveniência e a interfe- • Responsabilizar-se pela sua guarda erência na execução das tarefas, bem como conservação.a inadequação ou falta de manutenção • Comunicar ao empregador qualquer alte-apropriada dos equipamentos. É, desta ração que o torne impróprio para uso.forma, de vital importância que problemas • Cumprir as determinações do emprega-de seleção, adequação e manutenção dos dor sobre o uso adequado.EPIs não prejudiquem a efetividade de suautilização. Esta série de artigos terá como meta oferecer orientações para seleção e uso Tipos de EPIs de equipamentos de proteção individual EPIs são classificados nas seguintes de forma segura e capaz de oferecer acategorias, de acordo com o tipo de prote- proteção adequada para o usuário. Sãoção proporcionada pelo equipamento: recomendações baseadas nas diversas• Proteção respiratória: máscaras descartá- normas brasileiras, europeias e america-veis, filtros, linha de ar, peça facial inteira ou nas que tratam do assunto, cuja leiturasemi-facial etc. cuidadosa nós recomendamos (uma lista• Proteção visual: óculos/goggles, escudos, das normas aplicáveis será objeto de umvisores etc. artigo futuro).
  • 35. 36 OUTUBRO Nº 12 2009 EPI Proteção ocular Antonio Plais Gerente de Produto EPI ESAB Brasil P roteção ocular específica deve exemplo: radiação, impacto, poeira ou par- ser proporcionada para todas as tículas abrasivas, respingos de líquidos ou pessoas que atuam em locais produtos químicos etc. onde existe risco de ferimentos • Condições nas quais a pessoa desempe- nos olhos. Perigos típicos incluem: partículas nha seu trabalho. volantes, poeira, respingos de líquidos, gases • Requerimentos visuais específicos da tarefa. agressivos, vapores, aerossóis, radiação de • Preferência pessoal e conforto do usuário. alta intensidade proveniente de operações de Isso inclui a aparência, peso, ventilação e soldagem e fontes de calor intenso. áreas de interferência à visão. Atenção deve ser dada à proteção de • Acuidade visual do usuário. pessoas que trabalhem ou passem próximo Os seguintes tipos de equipamentos para a locais onde existam riscos aos olhos. É proteção para olhos estão disponíveis: essencial que o máximo grau de proteção • Goggles – um protetor ocular que se ajusta seja proporcionado para todas as pessoas ao contorno da face e é mantido em posição que estejam no ambiente onde exista o risco através de uma faixa elástica. e não somente para aquelas diretamente • Goggles de ampla visão – um protetor ocular envolvidas nas operações. cuja lente, ou lentes, se estende por toda a extensão da face, proporcionando um campo Seleção de visão aumentado. Os seguintes fatores devem ser conside- • Máscara proteção de soldagem – um protetor rados na seleção de proteção para olhos: ocular rígido, que é usado pelo soldador para • A natureza do risco para os olhos, por proteger olhos, face, testa e frente do pescoço.
  • 36. OUTUBRO Nº 12 2009 37 EPI• Escudo de proteção de soldagem – um do não está sendo usado. Esta proteção podeprotetor ocular rígido, que é seguro na mão ser obtida através do uso de óculos de segu-do soldador para proteger olhos, face, testa e rança ou goggles com lentes com resistênciafrente do pescoço. e nível de escurecimento adequado. O uso de• Protetor facial – uma proteção plástica ou óculos de segurança em tempo integral prote-metálica, colocada à frente da face, para pro- ge os olhos do soldador de partículas volantesteção da face e dos olhos. durante a limpeza e remoção da escória da• Óculos de segurança – um protetor ocular solda ou provenientes de outros trabalhoscom lentes protetoras montadas ou moldadas sendo executados nas proximidades.em uma armação, com ou sem proteção late- Auxiliares de soldagem, montadores eral, mantidas na posição através de hastes. outras pessoas que necessitem ficar próximo• Óculos de segurança coloridos – podem ser aos soldadores devem receber um nível defornecidos para trabalhadores em condições proteção compatível com o seu nível de expo-especiais de trabalho, como trabalho ao ar livre sição. Em geral, o nível de proteção requeridoou em ambiente com baixa iluminação. por estes auxiliares é similar ao indicado para o soldador. A tabela 1 apresenta uma indicação Proteção para os olhos dos níveis de proteção adequados para diver- contra radiação ultravioleta sas situações de soldagem. e infravermelha Todas as pessoas que estejam ou transi- Processos que requerem proteção mode- tem nas proximidades de áreas onde opera-rada contra radiação visível e proteção contra ções de soldagem estejam sendo executadasradiação ultravioleta e infravermelha: também devem receber proteção compatível• Corte e soldagem a gás, soldagem por resis- contra os efeitos danosos da radiação infra-tência e brasagem – deve ser proporcionada vermelha, ultravioleta e da luz visível de altaproteção contra radiação invisível; proteção intensidade. Deve ser observado o uso deadequada pode ser fornecida com filtros com biombos capazes de filtrar e absorver as radia-níveis de escurecimento entre 3 e 7. ções danosas provenientes das operações de soldagem. Processos que requerem redução consi-derável da radiação visível e proteção contra Proteção contraradiação ultravioleta e infravermelha: radiação difundida• Em processos que emitam radiação ultravio- Soldagem com arco elétrico e outras ope-leta, mas nos quais a radiação infravermelha rações similares devem ser executadas emnão seja um risco, protetores oculares com ambientes enclausurados por paredes, biom-filtros ultravioleta devem ser usados. bos ou cortinas adequadas. Onde isso não é• Para trabalhos próximos a fornos ou outras possível, o uso de biombos móveis é recomen-fontes de calor intenso, onde calor e luz visível dado para isolar outras pessoas da radiaçãosão emitidos, mas luz ultravioleta não seja um difundida oriunda do arco elétrico. Chapas derisco, protetores oculares com filtros infraver- aço ou outros materiais usados na construçãomelhos devem ser usados. de barreiras e que possuam grandes superfí-• Para operações de soldagem e corte ao cies refletivas devem ser pintadas ou tratadasarco elétrico, deve ser proporcionada proteção com alguma espécie de substância absorventecontra radiação visível, radiação infravermelha de luz, pois o efeito refletivo desses materiaise ultravioleta. Uma máscara ou escudo apro- aumenta o risco e os danos causados pelapriado deve ser usado, provido de filtros com radiação difundida.nível de escurecimento entre 6 e 15, de acordocom as condições de trabalho específicas. Distribuição e adequação da proteção ocular Proteção para os olhos para Procedimentos devem ser estabelecidos soldadores para garantir que: Onde o soldador possa ser exposto à • o tipo correto de protetor ocular seja sele-radiação gerada por trabalhos de soldagem cionado;em andamento nas proximidades, é essencial • o protetor ocular seja ajustado ao usuárioa sua proteção enquanto a máscara ou escu- por alguém competente para escolher o tipo e
  • 37. 38 OUTUBRO Nº 12 2009 EPI tamanho mais adequados às suas caracterís- • Inspeção regular e limpeza de todos os ticas pessoais; protetores oculares a intervalos regulares, após • a frequência de uso do protetor ocular (con- cada uso, e antes de serem reutilizados por tínua, temporária ou eventual) seja adequada outra pessoa. para a situação de risco a que o trabalhador As instruções para limpeza fornecidas pelo esteja exposto. fabricante do protetor ocular devem ser segui- das à risca e, na falta delas, utilize o seguinte Embaçamento e transpiração procedimento genérico (não é válido para Produtos antiembaçantes devem ser apli- máscaras de proteção para soldagem com cados às lentes em caso de necessidade. autoescurecimento): lave o protetor facial com O uso de cintas de absorção de suor pode água abundante, detergente neutro e um pano também ser necessário, e as cintas devem macio e limpo, enxágue e deixe secar à som- ser substituídas regularmente. Óculos e lentes bra. Evite o uso de produtos abrasivos ou que com uma camada protetora antiembaçante possam riscar as lentes. Lenços adequados podem proporcionar um maior nível de confor- para limpeza de lentes devem estar disponíveis to para o usuário. nos locais de trabalho, em dispensadores pre- sos à parede, por exemplo. Manutenção e reutilização Um conjunto de procedimentos deve Substituição ser estabelecido para garantir a manuten- Os protetores oculares e lentes devem ção adequada dos protetores oculares. ser substituídos sempre que o uso, acidentes Tais medidas devem incluir, entre outras: ou tempo de vida resultar na deterioração de • Ambiente adequado para armazenamento, suas propriedades, até um ponto em que o limpeza, manutenção e substituição de prote- seu uso se torne um risco em si ou quando tores oculares e lentes. o protetor não atender às exigências normati- • Treinamento e orientação adequados, garan- vas e/ou legais. Em particular, lentes opacas, tindo que os usuários conheçam os procedi- riscadas, marcadas ou com qualquer sinal de mentos corretos de limpeza, reparo e subs- dano devem ser substituídas imediatamente, tituição de protetores oculares defeituosos, e pois esses danos podem diminuir a proteção para ajuste dos protetores às características oferecida pelas lentes e prejudicar a visão do pessoais e da tarefa a ser executada. usuário. Tabela 1 – Seleção de Filtros para Soldagem, Corte e Processos Associados (conforme norma européia EN 169:2002) Processo Condição de aplicação e Números de escala de escurecimento Soldagem a gás de metais ligados (1) Fluxo de actileno (l/h) <70 70-200 200-800 > 800 Número do filtro 4 5 6 7 Soldagem a gás de ligas macias (2) Fluxo de acetileno (l/h) <70 70-200 200-800 > 800 Número do filtro 4 5 6 7 Oxi-corte Fluxo de oxigênio (l/h) 900-2000 2000-4000 4000-8000 Número do filtro 5 6 7 Eletrodos revestidos Corrente (A) <60 60-100 100-150 150-200 200-300 300-450 >450 Número do filtro 8 9 10 11 12 13 14 MIG em metais ligados Corrente (A) <125 125-175 175-250 250-350 350-450 >450 Número do filtro 9 10 11 12 13 14 MIG em ligas macias Corrente (A) <175 175-225 225-300 300-400 400-500 Número do filtro 10 11 12 13 14 TIG em todos os metais Corrente (A) <30 30-7 70-125 125-200 200-300 >300 Número do filtro 8 9 10 11 12 13 MAG em todos os metais Corrente (A) <70 70-100 100-150 150-225 225-400 400-600 >600 Número do filtro 8 9 10 11 12 13 14 Goivagem com eletrodo de grafite Corrente (A) <175 175-200 200-250 250-350 350-450 >450 Número do filtro 10 11 12 13 14 15 Soldagem com micro-plasma Corrente (A) <40 40-60 60-100 100-125 125-175 175-225 225-300 Número do filtro 6 7 8 9 10 11 12 (1) O termo “metais ligados” se aplica ao aço, aço inoxidável e suas ligas, ao cobre e suas ligas. (2) O termo “ligas macias” se aplica à soldagem com ligas de alumínio e à brasagem.
  • 38. OUTUBRO Nº 12 2009 39 EPI Linha de máscaras de autoescurecimento ESABA ESAB traz para o Brasil anos de ESAB NewTech experiência no desenvolvimento Composta por quatro modelos, com e comercialização de máscaras diferentes opções de níveis de escureci- de autoescurecimento, adquiridos mento entre 6 e 13, com ajuste interno ounos mercados mais exigentes do mundo. As externo, as máscaras NewTech são o que hálinhas de máscaras ESAB OrigoTech e ESAB de mais moderno em matéria de filtros de luzNewtech possuem desempenho e qualidade de autoescurecimento. Nossa avançada tec-incomparáveis e estabelecem um novo pata- nologia ADC proporciona um escurecimentomar na relação custo/benefício em máscaras uniforme e maior conforto para o usuário. Asde proteção de soldagem. máscaras ESAB NewTech podem ser com- binadas com capacetes de proteção para a ESAB OrigoTech cabeça(2), respiradores motorizados ou de Apresentada em duas cores brilhantes e linha de ar comprimido(2) e visores de pro-distintivas, amarelo e preto, as máscaras ESAB teção contra impactos(2). Oferece ainda trêsOrigoTech oferecem um nível de escurecimen- anos de garantia para o filtro LCD sem custoto de 9 a 13 com ajuste externo, ajuste da adicional, uma das maiores do mercado.sensibilidade do disparo e retardo da transiçãoescuro-claro. O filtro de luz LCD é alimentado Modelos ESAB NewTechpor células fotoelétricas de forma contínua,sem a necessidade de troca de baterias. Odesligamento é automático, e o acionamento,imediato, na presença de luz, sem incômodaschaves liga-desliga. Mas o mais importante,e uma demonstração da confiança da ESABem seus produtos: oferece dois anos degarantia para o filtro LCD(1), marca inéditaem máscaras dessa categoria. As máscarasESAB OrigoTech podem ser combinadas comcapacetes de proteção para a cabeça(2) e res- NewTech 11 – nível de escurecimentopiradores motorizados(2) para maior proteção fixo 11, com ajuste interno de sensibilidadee conforto do soldador. e retardo. NewTech 9-13 – nível de escurecimento variável 9-13, com ajuste interno do nível de escurecimento, sensibilidade e retardo. NewTech 9-13 ADC – nível de escureci- mento variável 9-13, com ajuste externo do nível de escurecimento, sensibilidade e retar- do. Área de visão 22% maior: 46,x95 mm. (1) A garantia para o filtro LCD é NewTech 6-13 ADC – nível de escure- válida para condições normais de cimento variável 6-13, com ajuste externo uso, conforme indicado no manu- do nível de escurecimento, sensibilidade e al que acompanha o produto retardo. Área de visão 22% maior: 46x95 (2) Os acessórios citados podem mm. Possui modo de lixamento, que man- não estar disponíveis no momento tém o filtro desligado em operações de em que esta matéria é publicada. desbaste e lixamento. Consulte seu representante ESAB.
  • 39. 40 OUTUBRO Nº 12 2009 Dicas para o soldador Como identificar um eletrodo revestido e calcular a corrente com a qual soldar Por Eng. Werner Gehl / Assistência Técnica ESAB Argentina Traduzido do Boletín Soldar Conarco # 131/2008 Aços carbono Muitas vezes nos deparamos com uma situação na qual não conhecemos a iden- tificação do eletrodo com o qual iremos soldar. Isso acontece, por exemplo, quando a etiqueta da embalagem foi danificada ou quando simplesmente se desconhece a nomenclatura utilizada. Por isso, daremos algumas dicas sobre qual eletrodo é ideal para cada aplicação. Em geral, um eletrodo em condições normais trará uma identificação em seu revestimento, na extremidade próxima à ponta. Esta identificação deverá ser com- posta de uma letra e quatro números. A sigla pertence, em geral, à norma americana de soldagem AWS (American Welding Society, ou Associação Americana de Soldagem). A figura 1 mostra identificação do eletrodo através de códigos Com relação à identificação da norma AWS 5.1 para eletrodos revestidos para aço carbono, podemos observar que a letra E indica que se trata de um eletrodo revestido; os dois números seguintes nos dão o limite de resistência, medido em psi. Nas versões métricas da norma AWS, identificadas como M, as unidades de medidas se baseiam no sistema internacional, no qual, por exemplo, o limite de resistência se mede em MPa (1 MPa = 0,102 Kg/mm2). Em nosso caso, utilizando o exemplo de um eletrodo classifi- cado como E6013, este corresponde a uma
  • 40. OUTUBRO Nº 12 2009 41 Dicas para o soldador Último dígito 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Corrente e Polaridade CC(+) CA/CC(+) CA/CC(-) CA/CC(+/-) CA/CC(+/-) CC(+) CA/CC(+) CA/CC(-) CA/CC(+) Escória Celulósica Celulósica Rutílica Rutílica Rutílica Básica Básica Mineral Básica Arco Forte Forte Médio Fraco Fraco Médio Médio Fraco Médio Penetração Profunda Profunda Média Pouca Pouca Média Média Média Média Pó de Fe 0 – 10 % ––– 0 – 10 % 0 – 10 % 30 – 50 % ––– ––– 50 % 30 – 50 % Tabela 1 Eletrodo Indicam resistência a tração (por 1.000 psi) Indica a posição de soldagem: 1 – Todas as posições. 2 – Posição plana e horizontal. 3 – Posição vertical. 4 – Todas as posições, inclusive vertical descendente.E XX (X)-YZ Indica a corrente e a polaridade com as quais soldar, o tipo de escória depositada, o tipo de arco, a penetração sobre o metal base e a quantidade de pó de ferro.resistência mínima à tração de 60.000 psi • A corrente com a qual soldar e a polarida-(cerca de 42Kg / mm2 ou 415 MPa). de a ser utilizada, no caso em que é neces- O terceiro número indica a posição de sário definir. A corrente pode ser contínuasoldagem. Esta nos permite trabalhar na ou alternada. No caso de corrente contínua,posição desejada, dependendo da aplica- existem duas possíveis polaridades: positivação a ser realizada. ou negativa. Para o nosso caso, na classificação E • O tipo de escória depositada na soldagem.6013, o número 1 nos indica que podemos Esta pode ser celulósica, rutílica e básica.soldar em todas as posições. • O tipo de arco que se produz na solda- Se tivéssemos um número 2, a posição gem: forte, fraco ou médio.de soldagem seria apenas a posição plana e • A penetração sobre o metal base, quevertical. Já se a posição de soldagem tivesse pode ser pouca, média ou profunda.sido 4, todas as posições seriam possíveis, • A quantidade de pó de ferro. Esta podeincluindo a vertical descendente. A figura 2 chegar a 50%.mostra s possíveis classificações. A tabela 1 mostra as características O quarto número é muito importante na correspondentes para cada designação dohora de conhecer o eletrodo revestido. Este último dígito.permite saber, entre outras coisas: Além da classificação descrita, a norma
  • 41. 42 OUTUBRO Nº 12 2009 Dicas para o soldador AWS permite, principalmente para eletrodos as classificações opcionais em relação à de revestimento básico, utilizar uma classifi- quantidade de hidrogênio. cação opcional. Estes são apenas alguns exemplos Esses eletrodos utilizam uma sigla que que podemos encontrar na indústria. é acrescentada à classificação básica da Para mais informações, recomendamos norma AWS. Elas são R e HZ, sendo R = consultar a norma AWS 5.1 ou entrar Eletrodo resistente à umidade. Em uma em contato com o Departamento de condição ambiente de temperatura equi- Assistência Técnica ESAB. valente a 26,7ºC, umidade relativa do ar Há outra maneira simples para cal- de 80%, para uma exposição de 9 horas cular a corrente de soldagem em função à umidade, o nível de absorção deve ser do diâmetro do eletrodo, além da norma inferior a 0,4%. Exemplo: E7018R. AWS: calcular 30A de corrente de solda- A segunda classificação adicional gem para cada milímetro de diâmetro. (HZ) se refere ao nível de hidrogênio do Vale lembrar que este será um valor eletrodo, sendo que a letra Z equivale aproximado de corrente, que poderá ao nível de hidrogênio (16, 8, 4 ml (H2) aumentar ou diminuir de acordo com a / 100g de metal depositado). Exemplo aplicação. Finalmente, a tabela 3 mostra E7018H4 uma relação entre corrente e diâmetro do A continuação, na tabela 2, mostra eletrodo. Classificação Designação Conteúdo médio de AWS Hidrogênio Hidrogênio Difusível Difusível H2ml / 100g E7015 H16 / H8 / H4 16, 8, 4 E7016 H16 / H8 / H4 16, 8, 4 E7018 H16 / H8 / H4 16, 8, 4 E7028 H16 / H8 / H4 16, 8, 4 E7048 H16 / H8 / H4 16, 8, 4 Tabela 2 Classificação AWS E XX10 E XX12 E XX13 E XX14 E XX24 E XX15 E XX18 E XX11 E XX10-XX E XX16 E XX18-XX Diâmetro (mm) Corrente de Soldagem (A) 1,60 – 25–40 30–50 – – – – 2,00 – 40–65 40–65 – – – 45–70 2,50 55–75 60–85 60–85 60–90 80–120 65–90 70–90 3,25 90–130 100–130 100–130 100–140 180–225 100–130 100–140 4,00 130–160 140–180 140–180 140–180 270–320 130–170 130–190 5,00 160–200 200–250 200–250 200–250 300–340 180–230 180–250 6,00 180–220 280–350 270–350 230–300 320–360 230–300 230–310 Tabela 3
  • 42. OUTUBRO Nº 12 2009 43
  • 43. 44 OUTUBRO Nº 12 2009 Robótica A última palavra em robôs de alta tecnologia de soldagem ABB e ESAB uniram forças para criar a última tecnologia em robôs de soldagem ao arco elétrico – projetado para rápida integração e operação. Alex Jiroflé, ESAB Holdings Ltda. Tradução da Svetsaren, revista da ESAB Global C ombinando o melhor da exper- Os robôs possuem o pacote de inte- tise de cada parceiro na sol- gração Aristo W8 da ESAB – um conjunto dagem e automação, o novo completo de equipamentos e consumíveis pacote abrangente inclui robôs para a soldagem – com base na última tec- versáteis, de desempenho elevado IRB1600, nologia de fonte de energia digital da ESAB. IRB1600ID ou IRB2400L da ABB, pacote O pacote consiste em: de robô Aristo W8 da ESAB e a escolha • Inversor Aristo™Mig 5001i MultiVoltage. preferida do cliente em relação à tocha de • Interface Aristo W8, que se comunica com a soldagem. Os robôs são disponibilizados unidade de controle do robô IRC5 da ABB. através da fábrica da ABB em Västerås, • Alimentador de arame Robofeed 3004w Suécia, e são ideais para a soldagem de ELP, com encapsulamento. aço carbono, aço inoxidável e alumínio. • Conjuntos de cabo. • Embalagem Marathon Pac, com conduí- tes de engate rápido, ou suporte de bobina separado. D1 Inversor Aristo™Mig 5001i MultiVoltage Este inversor representa a última gera- ção da ESAB em fontes de energia digitais Embalagem MarathonPac TM Aristo TM com até 500A/39V a 60% de ciclo de traba- RoboFeed lho, projetado especificamente para a sol- D2 dagem robotizada MIG/MAG nas indústrias de fabricação em geral. O inversor Aristo é Controlador do robô e muito flexível, suportando diversos modos cabo de conexão de transferência e processos, como curto circuito, spray arc, arco pulsado, a tecno- D3 logia de soldagem rápida (rapid arc) e a tecnologia exclusiva SuperPulse™. As fon- tes de energia são compactas e resisten- Robô C tes, com base na tecnologia de Transistor Bipolar de Base Isolada (IGBT) no inversor e um regulador avançado de processo. Combinados, eles oferecem confiabilidade W8 com características excelentes de soldabi- A lidade, fornecendo um controle excelente Figura 1 B com um mínimo de respingo – mesmo em O pacote de robô ESAB W8 Fonte de energia velocidades elevadas de soldagem.
  • 44. OUTUBRO Nº 12 2009 45 Robótica Figura 2 Pacote de Soldagem Aristo™Mig 5001i MV É uma fonte de energia de fácil utiliza- a 25m/min. Encontra-se disponível com rol-ção, com instalações de controle embutidas danas de Ø30 mm para diâmetros de aramena unidade de controle do robô IRC5 da de até Ø1,6 mm. Possui todas as funçõesABB. A comunicação com o controlador importantes para a soldagem robotizada,do robô é feita por meio da interface W8, como avanço e retrocesso manual do arame,na parte de trás da fonte de energia através purga de limpeza de gás, sensor de gás, testedo cabo de conexão W8 (CAN Bus/Device de ar e detecção anticolisão, que são aces-Net). Ele apresenta a biblioteca completa síveis por meio da unidade de controle IRC5das linhas sinérgicas da ESAB para aço não através da comunicação CanBus. O sistemaligado/baixa liga, aço inoxidável, alumínio e TrueArc-VoltageTM da ESAB foi desenvolvi-soldagem MIG brazing. Além disso, o sis- do para medição contínua do comprimentotema conta com as linhas sinérgicas ABB do arco. As janelas no encapsulamento dodesenvolvidas para soldagem de chapas alimentador de arame permitem a inspeçãofinas. Isto é importante para novos robôs e visual do mecanismo de alimentação sem terretrofitting, porque as mesmas linhas sinérgi- de abrir o alimentador.cas podem ser utilizadas. O alimentador de arame é facilmen- O Aristo™Mig 5001i MV é uma fonte de te conectado/desconectado, pois utilizaenergia multiprocesso que também pode conectores de engate rápido para gás,ser utilizada para a soldagem manual, por líquido, sinais de controle e corrente de sol-exemplo, soldagem de raiz (selamento), dagem, assim como um conector Euro pararevestimento com TIG e goivagem. Uma a tocha de soldagem e um conector rápidofonte de energia reserva, utilizada para para o Marathon Pac.soldagem manual, é opcional para as insta- O Robofeed 3004w ELP incorpora olações do robô. comutador ELP (ESAB Logic Pump), que garante o acionamento da bomba ape- Alimentador de arame nas quando as mangueiras de refrigeração encapsulado Robofeed forem conectadas. 3004w ELP As unidades são equipadas com para- Este alimentador de arame encapsulado, fusos de montagem com absorvedoresmontado sobre o robô possui quatro rolda- de impacto de borracha, para proteger osnas de tração. A unidade de alimentação de componentes internos do alimentador dasarame é controlada digitalmente, fornecendo forças elevadas de aceleração e retardo docontrole de velocidade preciso utilizando um robô. O Robofeed 3004w ELP apresenta:encoder, possui velocidades variando de 0,8 • Teste de gás (também do robô e U8)
  • 45. 46 OUTUBRO Nº 12 2009 Robótica Figura 3: Interface W8 no lado traseiro da fonte de energia Figura 4: Cabo de conexão W8 ao controlador do robô IRC5 • Retrocesso do arame (também do robô e IRB 2400L. Outros comprimentos estão e U8). disponíveis sob solicitação. • Avanço lento do arame (também do robô e U8). Marathon Pac • Saídas para resfrigeração à água e limpe- A família Marathon Pac da ESAB ofe- za com ar comprimido. rece uma escolha de três tamanhos de • Lâmpada de indicação 42V ligado. embalagem para uma variedade de tipos Saída Remota para: de arames – incluindo arames de qualidade • Teste de gás, retrocesso de arame, avan- para robotização, como OK AristoRod, Matt Stainless e OK Tubrod 14,11 – 1,2 mm –, ço lento do arame. todos podendo ser incorporados no pacote • Push pull. de robô W8. O Marathon Pac minimiza o • Conexão do sinal anticolisão. tempo de setup para para troca do arame. Com o Endless Marathon Pac, uma nova Conjunto de cabo embalagem é conectada ao que está em Os conjuntos de cabos que conectam uso, enquanto o robô continua a soldar. a fonte de energia AristoTMMig 5001i MV O Marathon Pac fornece uma alimenta- ao alimentador de arame Robofeed 3004w ção de arame de baixo torque, livre de defei- ELP encontram-se disponíveis nos com- tos, permitindo o uso de um alimentador de primentos de 7,5 m e 10 m para os robôs arame cabo leve e reduzindo o desgaste do de soldagem ABB IRB 1600, IRB 1600 ID alimentador e do robô. A família Marathon PacTM – classificação dos arames e quantidades por embalagem. Marathon Pac Marathon Pac Marathon Pac Endless Marathon Pac LxA 513 x 830 mm Padrão 595 x 935 mm Jumbo 513 x 500 mm Mini 2 x Padrão ou Jumbo Aço sem liga e de baixa liga Arames sólidos 250 kg 475 kg 2 x 250 kg (Ø 0,8 mm: 200 kg) (min Ø 1,0 mm) 2 x 475 kg Arames com núcleo Dependendo do tipo Arames SAW Ø 1,6 mm: 475 kg Ø 2,0 mm: 450 kg Aço inoxidável Arames sólidos 250 kg 475 kg 100 kg 2 x 250 kg (Ø 0,8 mm: 200 kg) (min Ø 1,0 mm) 2 x 475 kg Arames com núcleo Dependendo do tipo Alumínio Arames sólidos 141 kg À base de cobre Arames MIG brazing 200 kg
  • 46. OUTUBRO Nº 12 2009 47 Filial RecifeLocalização estratégica para o melhor atendimento de todo o NordesteA abertura de uma filial ESAB em Recife, em 2008, beneficiou não somente os clientes do Estado de Pernambuco, mas também os de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Isso porque, de acor-do com o estudo Evolução e Perspectivas de Desenvolvimento dePernambuco, da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estadode Pernambuco, a cidade de Recife atua como um centralizadoreconômico no Nordeste, devido à sua posição geográfica e àsdisposições históricas. Segundo o documento, estima-se que12 milhões de pessoas, R$54,7 bilhões de PIB, vivam num raiode 300 quilômetros do Recife. Ao estender o raio para 800 qui-lômetros, consegue-se concentrar 90% do PIB de toda a regiãoNordeste. O estudo atribui tal cenário principalmente à posiçãocentral da Região Metropolitana do Recife em relação ao Nordestee à proximidade dela das outras capitais de Estados. Outra razão para a escolha da cidade de Recife para umanova filial da ESAB é o Complexo Industrial e Portuário de Suape.O empreendimento é o mais completo polo para a localização denegócios industriais e portuários da Região Nordeste, dispondode infraestrutura completa para atender às necessidades dosmais diversos empreendimentos e atraindo um número cada vezmaior de empresas interessadas em colocar seus produtos nomercado regional ou exportá-los para outros países. Mais de 70empresas já se instalaram no Complexo Portuário de Suape, taiscomo Estaleiro Atlântico Sul, IMPSA e RM Eólica Pernambucana,todos já atendidos pela nova filial da ESAB. E outros estão emfase de implantação, como a Refinaria Abreu e Lima – Petrobras,Planta para fabricação de PTA – Odebrecht etc. Segundo Luiz Fernando Breitenbach, responsável pelas filiaisESAB de Salvador e Recife, outros Estados do Nordeste, alémde Pernambuco, estão em franco desenvolvimento industrial,com bem-sucedidos programas governamentais voltados paraestimular a geração de empregos e o crescimento da economia,ratificando a decisão da ESAB em instalar uma segunda filialna região. “A filial Recife foi um importante investimento para aempresa, porque, além de consolidar ainda mais a marca daESAB no mercado regional, representou uma fantástica melhoria A filial Recife iniciou suas atividades em 2008na logística de armazenagem e distribuição dos produtos daempresa na região”. Com um ano de funcionamento, a filial Recife conta, atual-mente, com 11 colaboradores, entre internos e externos. A filialRecife está instalada na Rua Jornalista Edson Regis, nº 456,bairro do Ibura, próximo do Aeroporto Internacional de Recife,em localização estratégica, com fácil acesso para qualquerdireção da cidade.
  • 47. 48 OUTUBRO Nº 12 2009 Logomarca ESAB Um pouco de história em preto e amarelo Cristiano Borges Departamento de Marketing ESAB Brasil U ma empresa global com 105 anos de his- tória. Desde sua fundação, em 1904, pelo engenheiro naval sueco Oscar Kjellberg, a ESAB se transformou em líder mundial em soldagem e corte. O amarelo e preto da atual logomarca está presente nos cinco continentes, em diversos países, sempre simbolizando os valores que a empresa sustenta, assim como a imagem constru- ída ao longo dos anos: a de uma empresa que prima pelo mesmo padrão de qualidade em qualquer lugar do mundo em que esteja. A atual logomarca ESAB é utilizada desde 1973, mas outras duas foram usadas anteriormente. A pri- meira foi registrada em 1914, e a segunda data de 1933. Na década de 1980, uma logo do Grupo ESAB também foi utilizada para simbolizar o grupo de compa- nhias adquiridas pela empresa. A primeira logomarca da ESAB traz o desenho do leme de um navio e um martelo. A intenção é referen- A primeira logomarca foi registrada em 1914, ciar o tipo de trabalho realizado pela empresa na época porém há registros de 1906 de utilização desta logo e simbolizar o método de soldagem de Oscar Kjellberg, por uma empresa norueguesa licenciada pela ESAB que fora inicialmente desenvolvido para manutenção naval. Kjellberg tinha boas relações com o Oriente, por meio da empresa japonesa Mitsu Bishi Goshi Kwaisha, que havia comprado a licença para utilização do seu método de soldagem. Presume-se que, dessa manei- ra, ele tenha se tornado um observador do símbolo chinês Yin e Yang. Nascia aí o embrião da segunda logomarca ESAB. Quando o empreendedor fundou a filiada alemã Kjellberg-Elektroden GmbH, em Berlim, sua intenção principal era fabricar e vender equipamentos e eletro- dos, mas não prestar serviços de soldagem. Kjellberg A segunda logomarca data de 1933 queria, então, um novo símbolo para a empresa e instruiu um engenheiro a desenhar um símbolo que havia visto em uma revista. Ele considerou que a parte escura do símbolo Yin e Yang remeteria à gota fundida de um eletrodo. O símbolo foi, assim, introduzido na Alemanha, com a marca “Kjellberg Elektroden”. A combinação das cores amarelo e preto presente na atual logomarca foi escolhida por suas associações positivas e por ser bastante visível e atrativa. O desenho foi desenvolvido a fim de simbolizar chapas de metal, Logomarca atual, utilizada desde 1973 uma referência à atividade de soldagem e corte da ESAB. A logomarca ESAB traz, assim, onde quer que seja utilizada, a história de cuidado em oferecer ao mundo os melhores produtos, processos e soluções em soldagem e corte. Oferecemos soluções globais para clientes locais – em todos os lugares. Nos anos 1980, foi criada a logomarca The ESAB Group
  • 48. OUTUBRO Nº 12 2009 49 Logomarca ESAB Anúncio publicado na revista O Cruzeiro em 17/3/1971 Pelé jogando pelo New York Cosmos – ao fundo, logo ESAB em placa publicitária
  • 49. 50 OUTUBRO Nº 12 2009 Crônica Janela da Memória III* Vito D’Aléssio** O Vito D’Aléssio rlando Villas Boas foi o grande nome do indigenismo brasileiro, alguém que, na década de 40, ainda muito jovem, junto com seus irmãos Cláudio e Leonardo, se integrou clandestinamente às fileiras desbravadoras do comandante Rondon. A partir daí, apontaram o prumo das vidas para o coração da Amazônia e ali ataram seu destino aos índios do Xingu. Era uma tarde ensolarada de São Paulo, Orlando estava sentado à minha frente, contando causos deliciosos na tranquilidade do seu quintal, seus olhos brilhavam diante das lembranças apaixonadas e, vez por outra, se espremiam pela dor da “Gota” que lhe maltratava o joelho. Estávamos ali por conta do trabalho de pesquisa sobre a tribo dos meinacus, então a comunidade mais isolada do Parque Indígena. Orlando foi responsável direto ou indireto por todos os trabalhos acadêmicos sobre o Parque Indígena do Xingu. Antropólogos, lingüistas, indigenistas, médicos levados por ele e que em sua maioria tiveram a carreira marcada por esta experiência. Por conta de tudo isso, Paulo Pinagé, companheiro do projeto, perguntou ao mestre sobre as melhores lite- raturas e fontes para a nossa pesquisa. Orlando então balançou cadenciadamente a cabeça e falou baixinho: – Claro, claro... e olhava para o chão, como quem desfruta do íntimo prazer de alguma saborosa visão interior e de novo silenciou. O velho indigenista ergueu lentamente a face e nos olhou profundamente: – Eu sei o lugar ideal, lá vocês vão encontrar tudo! Paulo não disfarçava a ansiedade por aquela pre- ciosa informação e então a face de Orlando se iluminou da brejeirice e com indisfarçável ironia, do alto de sua sabedoria, disparou: – Por um acaso estes índios estão mortos? Vão até lá e falem com eles! Por vir de quem veio, este encontro mudaria para sempre minha forma de ver meu trabalho e minha vida. São Paulo – Primavera de 1986. *Crônica do livro Latino América – Memória Afetiva **Jornalista e fotógrafo