Microsoft power point   aulas - regional -teoriasdesenvolvimento regional [modo de compatibilidade]
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Microsoft power point aulas - regional -teoriasdesenvolvimento regional [modo de compatibilidade] Presentation Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSECONOMIA REGIONAL E URBANATEORIAS DO DESENVOLVIMENTO REGIONALAULAS 39, 40, 41, 42, 43, 44,45 e 46 29/10/2012 05/11/2012 09/11/2012 12/11/2012
  • 2. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL• Teoria dos Pólos de CrescimentoPERROUX, F. A Economia do Século XX. Porto: Herder, 1967..• Teorias da Base de ExportaçãoNORTH, D.C. Teoria da localização e crescimento econômico regional.In: SCHWARTZMAN, J. Economia regional: textos escolhidos. BeloHorizonte, Cedeplar,1977.• Teoria do Desenvolvimento DesigualMYRDAL, G. Economic theory and under-developed regions, London:Duckworth, 1957. (caps.2, 3 e 4) - a Teoria da Causação CircularCumulativa
  • 3. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTO REGIONALNo período pós-II Guerra, a problemática regional discutida por diversosteóricos influenciou fortemente o planejamento econômico regional nospaíses periféricos, especialmente na América Latina.O processo de desenvolvimento econômico não ocorre de maneira iguale simultânea em toda a parte. É um processo bastante irregular e edesigual no espaço , fortalecendo áreas/regiões mais dinâmicas e queapresentam maior potencial decrescimento. Desenvolvimento econômico desiquilibrado – atuação do Estado noprocesso de desenvolvimento ( políticas de desenvolvimento regional) O processo de determinação da renda urbana (desenvolvimentoeconômico desigual) é a expressão e a causa do movimento do capitalno espaço (concentração do capital na economia capitalista). Oprocesso de crescimento se manifesta em pontos ou pólos comintensidades diferentes.
  • 4. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTOREGIONAL• Teoria dos Pólos de Crescimento François Perroux (19 de dezembro de 1903 a 2 de junho de1987) foi um economista francês. Foi Professor do Collège deFrance, depois de ensinar na Universidade de Lyon e na FrançoisUniversidade de Paris. Ele elaborou sua teoria dos pólos de Perrouxcrescimento em 1955, quando estudou a concentraçãoindustrial na França, em torno de Paris, e na Alemanha, aolongo do Vale do Ruhr (Perroux, 1977)Jacques Boudeville Raoul, nascido em 1919, é um economistafrancês e seguidor de Perroux. Ele se especializou emeconomia dos territórios.
  • 5. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Teoria dos Pólos de Crescimento: FrançoisPerroux e Jacques R. Boudeville A noção de espaço - descarta o conceito de espaçoeuclidiano e utiliza o conceito matemático de espaçoabstrato, sendo este mais adequado para analisar asinterrelações econômicas. Desta forma existiriam tantosespaços econômicos quantos fossem os fenômenoseconômicos estudados.Espaço vulgar (ou geonômico) é o local onde situam osmeios materiais e pessoais (local de funcionamento deuma atividade produtiva)
  • 6. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTeoria dos Pólos de Crescimento: FrançoisPerroux e Jacques R. BoudevilleTrês espaços econômicos:1) Espaço definido como conteúdo de um plano, sendo este oconjunto das relações estabelecidas entre a empresa, seusfornecedores de input (matérias-primas, mão-de-obra, capital) eseus compradores de output (intermediários e finais).Este plano é mutável no tempo, independe de seu espaço vulgar eé instável, o que dificulta sua representação cartográfica;
  • 7. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTeoria dos Pólos de Crescimento: FrançoisPerroux e Jacques R. BoudevilleTrês espaços econômicos:2) Espaço definido como campo de forças, constituído porcentros (pólos ou sedes) de emanação de forças centrífugas erecepção de forças centrípetas. A empresa atrai ao seu espaço vulgar homens e coisas(elementos econômicos) ou afasta-os dele, determinando suazona de influência econômica.
  • 8. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTeoria dos Pólos de Crescimento: FrançoisPerroux e Jacques R. BoudevilleTrês espaços econômicos:3) Espaço definido como conjunto homogêneo. As relações dehomogeneidade dizem respeito às unidades e sua estrutura ou àsrelações entre estas unidades. Quaisquer que sejam ascoordenadas no espaço vulgar, as empresas localizam se nomesmo espaço econômico.A determinação dos espaços econômicos é bastante complexa,pois “o espaço da economia nacional não é o território da nação,mas o domínio abrangido pelos planos econômicos do governo edos indivíduos” (PERROUX, 1967, p.158).
  • 9. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTeoria dos Pólos de Crescimento: FrançoisPerroux e Jacques R. BoudevilleO processo de crescimento irregular: “o crescimento não surge em todaparte ao mesmo tempo; manifesta-se com intensidades variáveis, empontos ou pólos de crescimento; propaga-se, segundo vias diferentes e comefeitos finais variáveis, no conjunto da economia” (PERROUX, 1967, p.164).• Crescimento desigual consiste no aparecimento e desaparecimento de indústrias e em taxas de crescimento diferenciadas para as diversas indústrias no decorrer do tempo.• O aparecimento de uma indústria nova (ou grupos de indústrias) que produz efeitos de propagação na economia através de preços, fluxos e antecipações desempenha o papel da indústria motriz no complexo de indústrias e no crescimento dos pólos de desenvolvimento
  • 10. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Indústrias motrizes são aquelas que “mais cedo do que asoutras, desenvolvem-se segundo formas que são as da grandeindústria moderna” (PERROUX, 1967, p. 166), cujas taxas decrescimento do seu próprio produto são mais elevadas do que ataxa média de crescimento do produto industrial e do produto daeconomia nacional durante determinados períodos. Estas indústrias exercem ações específicas sobre outrasindústrias e sobre a economia como um todo, pois seu lucro éfunção não apenas de seu volume de produção e de compra deserviços, mas também do volume de produção e compra deserviços de outras empresas, ou seja, as firmas estão ligadaspelo preço e pela tecnologia, o que caracteriza economiasexternas e evidencia a importância das interrelações industriais.
  • 11. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS O processo de crescimento econômicocompreende três elementos na sua análise:1) Indústria-chave. A Indústria, denominada MOTRIZ, tem a propriedade de, mediante o aumento do seu volume de produção e de compra de serviços produtivos, aumentar o volume de produção e compra de serviços de outra(s) indústria(s) as quais são chamadas de indústria MOVIDA.2) Regime não concorrencial. Combinação de forças oligopolísticas responsáveis por elevar a produtividade da indústria implicando acumulação de capital superior àquela que resultaria de uma indústria sujeita a um regime maior de concorrência e por consequencia gerando um crescimento econômico instável e desequilibrado entre as regiões.
  • 12. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS O processo de crescimento econômicocompreende três elementos na sua análise:3) Concentração territorial do complexo (num póloindustrial complexo geograficamente concentrado e emcrescimento, registram-se efeitos de intensificação dasatividades econômicas devido à proximidade e aconcentração urbana: diversificação do consumo,necessidades coletivas de moradia, transportes e serviçospúblicos, rendas de localização, etc., pois o pólo transformaseu meio geográfico imediato).
  • 13. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS O pólo de desenvolvimento é uma unidade econômicamotriz ou um conjunto formado por várias dessas unidadesque exercem efeitos de expansão, para cima e para baixo,sobre outras unidades que com ela estão em relação.Para Perroux a noção de pólo só tem valor a partir domomento em que se torna instrumento de análise e meio deação de política, ou seja, o mesmo só pode ser entendidocomo uma visão abstrata de espaço.A economia nacional apresenta-se como uma combinação deconjuntos relativamente ativos (indústrias motrizes, pólos deindústria e de atividades geograficamente concentradas) e deconjuntos relativamente passivos (indústrias movidas, regiõesdependentes dos pólos geograficamente concentrados).
  • 14. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS• Desenvolvimento econômico – Pólos de desenvolvimento (estratégia fundamental) “A nação do século XX encontra nos pólos de desenvolvimento a sua força e o seu meio vital” (Perroux, 1967, p. 204).• A produção do pólo é tecnicamente necessária ao desenvolvimento nacional; do seu desempenho depende a vida da região, pois através de seus efeitos de complementaridade e concentração são estimuladas zonas de desenvolvimento.
  • 15. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSA importância da atuação do Estado nodesenvolvimento de uma região segundo Perroux(1967, p. 213):
  • 16. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSAs noções de espaço segundo Boudeville . O espaço seriauma realidade concreta, ao mesmo tempo, material ehumana (relações existentes entre dois conjuntos, dasatividades econômicas e dos lugares geográficos).Este espaço é mutável e distintos: 1) Espaço homogêneo caracteriza-se de acordo com suamaior ou menor uniformidade (ponto de vista econômico)2) Espaço polarizado (interdependências e hierarquias dasaglomerações urbanas)3) Espaço programa/plano (centro de decisão e do objetivosda política de desenvolvimento regional)
  • 17. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSCrescimento econômico desigual ou irregular: Boudevillerefere-se à necessidade de políticas econômicas paraharmonizar o crescimento, enquanto Perroux consideravao plano de ação como sendo de unidades produtoras (aindústria motriz), apenas referindo-se a possibilidadedessa unidade ser estatal.
  • 18. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTOREGIONALTeoria da causação circular e cumulativade MyrdalGunnar Myrdal (Gustafs, 6 de Dezembro de 1898 —Estocolmo, 17 de Maio de 1987) foi um economista suecosocialista.Myrdal formou-se em Direito na Universidade de Estocolmo em1923 onde se doutorou em Economia, em 1927. Estudou nosEstados Unidos, como bolsista da Fundação Rockefeller, em1929-30, após o que se tornou professor associado no Institutode Estudos Internacionais de Genebra, na Suíça. Foi professorde Economia Política (1933-50) e de Economia Internacional(1960-67) na Universidade de Estocolmo. Tornou-se ProfessorEmérito dessa universidade em 1967.Ganhador do prêmio Nobel de 1974
  • 19. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSA teoria da causação cumulativa consiste em 4 teses queafirmam que o crescimento das economias regionaistenderiam a divergir ao longo do tempo.1) A tese básica: conceito de efeitos de polarização ou regressivos de mudanças adversas “backwash effects”. Os efeitos de polarização “backwash effects” aumenta as disparidades regionais, por meio da migração seletiva dos fluxos de capitais das regiões periféricas para as regiões centrais.2) O oposto ou tese excepcional: o conceito de efeitos propulsores (propagação) “spread effects”3) Tese relacionada ao escopo da análise (não somente fatores econômicos): a ideia da importância de fatores institucionais4) A tese de implicações políticas
  • 20. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSOs “efeitos de retroação” (backwash effects) são os resultadosperversos que o desenvolvimento de uma região gera sobre asdemais. Os “efeitos difusão” (spread effects) ou forças centrífugas levamao transbordamento do impulso de desenvolvimento para asregiões atrasadas. Essas forças contrabalançariam, em parte, osefeitos de retroação, mas não seriam, por si só capazes degarantir um desenvolvimento regional mais equilibrado. Por issoMyrdal defende a intervenção pública (governo).Myrdal destaca a importância de Estados Nacionais integrados eda sociedade organizada, visto que intervenções públicas podemcontrabalançar/neutralizar a lei de funcionamento do sistema decausação circular cumulativa, minimizando as disparidades entreas regiões.
  • 21. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular Cumulativacausação circular e acumulativa: haveriamecanismos que, uma vez iniciados, seriam mutuamentereforçados pelas forças de mercado e conduziriam asregiões por caminhos divergentes.Surto de crescimento em uma determinada região por umarazão fortuita atração de recursos produtivos (trabalho,capital e espírito empreendedor) de outras regiões .ampliação do mercado e novos empreendimentos gerandomais lucro e mais poupança e, em consequência, outrarodada de investimentos
  • 22. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaOcorre uma migração seletiva para as regiões mais ricaspodendo reforçar ainda mais essa tendência dedesigualdade.Os imigrantes são os mais empreendedores e capazes, aopasso que as regiões perdedoras tenderiam a reter ostrabalhadores menos produtivos.Também em relação ao capital, o sistema bancário o fará fluirdas regiões estagnadas para as regiões dinâmicas,ampliando a desigualdade regional.
  • 23. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaMyrdal Investiga as disparidades econômicas existentesentre países, classificados em dois grupos:1) Os países “desenvolvidos” (altos níveis de renda per capita, integração nacional e investimento - Europa Ocidental)2) Os países “subdesenvolvidos” (níveis de renda per capita e índices de crescimento baixos - África e a América Latina)Há disparidades de crescimento dentro dos própriospaíses, nos desenvolvidos existem regiões estagnadas enos subdesenvolvidos existem regiões prósperas.
  • 24. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaSegundo Myrdal, a hipótese do equilíbrio estável dateoria econômica não é insuficiente para explicarcomplexidade do sistema econômico.A separação entre fatores econômicos e não-econômicoslimita análise, pois estes últimos podem ser relevantes paraa explicação do processo de crescimento.Myrdal usa sua teoria, baseada em um processo decausação circular cumulativa, para explicar a dinâmicaeconômica regional entre e dentro de países –, a qualafirma que o sistema econômico é eminentemente instávele desequilibrado.
  • 25. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaO processo cumulativo pode ocorrer nas duas direções,positiva e negativa, e o mesmo, se não regulado tende aaumentar as disparidades entre regiões. Não há umatendência automática das forças econômicas em direção aum ponto de equilíbrio (equilíbrio estável).ciclo vicioso explica como um processo se torna circular ecumulativo, no qual um fator negativo é ao mesmo tempocausa e efeito de outros fatores negativos: “The conceptimplies, of course, a circular constellation of forces tending to actand react upon one another in such a way as to keep a poorcountry in a state of poverty” (MYRDAL, 1957, p.11)
  • 26. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular Cumulativa. Teoria da Causação Circular Cumulativa analisa as interrelaçõescausais de um sistema social enquanto o mesmo se movimentasobre a influência de questões exógenas Esta teoria identifica os fatores que influenciam o processo decausação circular cumulativa, quantificando como os mesmosfatores interagem e influenciam uns aos outros e como sãoinfluenciados por fatores exógenos. Os fatores exógenos movem o sistema continuadamente, aomudarem a estrutura das forças dentro do próprio sistema,justificando assim a intervenção pública.
  • 27. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaProcesso de causação circular explica uma infinidade derelações sociais - por exemplo - a perda de uma indústriaem determinada região desemprego e diminuição darenda e da demanda do setor e das demais atividades daregião (processo de causação circular cumulativa em umciclo vicioso )Se não houever mudanças exógenas nesta localidade, amesma se tornará cada vez menos atrativa, de tal formaque seus fatores de produção (capital e trabalho) migrarãoem busca de novas oportunidades, provocando uma novadiminuição da renda e da demanda local.
  • 28. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaSegundo Myrdal se as forças de mercado não foremcontroladas por uma política intervencionista, a tendência àconcentração espacial das atividades econômicas eculturais em determinadas localidades deixa o resto do paísrelativamente estagnado.Os efeitos regressivos ou de polarização “backwasheffects” aumentam as disparidades regionais por meio damigração seletiva dos fluxos de capitais (vazamento depoupança das regiões periféricas) para as regiões ricas eavançadas.
  • 29. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular Cumulativa.O processo de causação circular pode ser desencadeadopor vários fatores que não são considerados na análise dasforças de mercado (sistema de transportes, a qualidade doensino e da saúde pública, etc). Mudanças adversas nestesfatores, originadas fora da região, são consideradas“backwash effects”Os efeitos propulsores “spread effects” agem em direçãocontrária aos “backwash effects”. Representam ganhosobtidos pelas regiões estagnadas por meio do fornecimentode bens de consumo e/ou matérias-primas para a regiãoem expansão, bem como os transbordamentos de novastecnologias.
  • 30. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaO processo cumulativo explica a causa da diminuição dasdisparidades regionais nos países desenvolvidos e oaumento da mesma nos países subdesenvolvidos: Quantomaior o nível de desenvolvimento econômico de um país,maiores os “spread effects” e mais facilmente os “backwasheffects” são neutralizados. Nas regiões pobres ocorre ocontrário, o baixo nível de desenvolvimento minimiza os“spread effects” justamente pela existência de grandesdisparidades, ou seja, estas representam um dos maioresimpedimentos para o progresso. Os “spread effects” sãofunção do próprio nível de desenvolvimento e, portanto, sãomais elevados nos países ricos
  • 31. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO Processo de Causação Circular CumulativaO Estado deve agir, por meio de políticas públicas de formamais ativa, para inibir a tendência concentradora doprocesso cumulativo. O propósito principal da política governamental deve serestimular os “spread effects” entre regiões e ocupações.Mas esta intervenção não deve considerar apenasquestões econômicas (mercado), mas também sociais detal forma a garantir o desenvolvimento nacional.
  • 32. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTOREGIONALOs efeitos de encadeamentos deHirschmanAlbert Otto Hirschman (nasceu em 7 de Abrilde 1915) é um influente economista queescreveu vários livros sobre economiapolítica. Sua maior contribuição foi na área dedesenvolvimento econômico, enfatizando ocrescimento desequilibrado entre os países.O seu livro A estrágia do desenvolvimentoeconômico deu grandes contribuições aodesenvolvimento regional
  • 33. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Desenvolvimento Desigual e Transmissão Inter-regional do CrescimentoSegundo Hirschman, o crescimento econômico seriaalcançado por meio de uma sequência de desajustes. Osdesequilíbrios seriam a forma de as economias (ou regiões)periféricas potencializem seus recursos escassos.Nos termos do próprio Hirschman (1958, p. 36), “... asdesigualdades internacionais e interregionais de crescimentosão condição inevitável e concomitante do próprio processode crescimento”.Hirschman discute a questão regional usando os conceitos deefeitos para frente (forward linkages) e para trás (backwardlinkages).
  • 34. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Desenvolvimento Desigual e Transmissão Inter-regional do Crescimento Os efeitos para trás são a forma encontrada porHirschman (1958) para expressar as externalidadesdecorrentes da implantação de indústrias, que, aoaumentarem a demanda de insumos no setor a montante(para trás ou para nascente) , viabilizariam suas escalasmínimas de produção na região determinada.Os efeitos para frente, por sua vez, resultariam da oferta deinsumos, que tornaria viáveis os setores que seposicionassem a jusante (para a frente ou para poente).
  • 35. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Desenvolvimento Desigual e Transmissão Inter-regional do Crescimento sob a ótica de Albert O.HirschmanO objetivo do estudo elaborado por Hirschman (1958) éanalisar o processo de desenvolvimento econômico e comoo mesmo pode ser transmitido de uma região (ou país) paraoutra.A teoria focada na dinâmica essencial do progresso dedesenvolvimento econômico, considerando que este nãoocorre simultaneamente em toda parte e que tende a seconcentrar espacialmente em torno do ponto onde se inicia,o que é fundamental para uma análise estratégica domesmo (estratégia do desenvolvimento econômico)
  • 36. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Desenvolvimento Desigual e Transmissão Inter-regional do Crescimento sob a ótica de Albert O.HirschmanO planejamento do desenvolvimento deve consistir noestabelecimento de estratégias seqüenciais, considerandoque a utilização dos recursos tem impactos diferenciadossobre os estoques disponíveis, conduzindo a formação decapital complementar em outras atividades de acordo coma capacidade de aprendizado local.
  • 37. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO problema do crescimento econômico não é a escassez derecursos mas a incapacidade de dinamizá-los.O diagnóstico do crescimento econômico tem uma característicaespecial: ele não está preocupado com a falta de um ou mesmode vários fatores ou elementos (capital, educação etc) quedevem ser combinados com outros elementos para produzir odesenvolvimento econômico, mas com a eficiência em combiná-los no processo produtivo.Nosso diagnóstico: os países falham em tirar vantagens do seudesenvolvimento potencial por razões extremamenterelacionadas às mudanças ( image of change), acham dificiltomar decisões necessárias para o desenvolvimento emnúmeros e velocidades requeridos (corretos) [Hirschiman, 1958)
  • 38. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS A escassez de determinados fatores ou pré-requisitos daprodução deve ser interpretada como uma manifestação dadeficiência na organização do país. Assim, Hirschmandefende mecanismos de intervenção para efetivar asoportunidades de investimento locais. Para ele, o desenvolvimento é resultado da capacidade deinvestir, que depende dos setores mais modernos daeconomia e do empreendedorismo local.
  • 39. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSHirschman discorda que o desenvolvimento ocorresimultaneamente em muitas atividades. Na realidade, odesenvolvimento ocorre como uma cadeia de desequilíbriosdurante longo período de tempo, cuja simultaneidade é apenasparcial. O crescimento inicia-se nos setores líderes e transfere-separa os seguintes (satélites) de forma irregular/desequilibrada(conceito de investimento induzido).As decisões de investimento (ranking de preferências de projetosde acordo com o retorno social dos mesmos) tornam-se aprincipal questão da teoria sobre o desenvolvimento elaboradapor Hirschman e principal objeto de política econômica. Aseqüência de escolha de projetos é um importante aspecto doprocesso de desenvolvimento e evidencia que investimentosisolados obtêm sucesso apenas durante determinado período.
  • 40. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSA determinação da seqüência ótima dos projetos deinvestimentos requerer a diferenciação de projetosbaseados em atividades básicas (infraestrutura,educação etc) e a atividades produtivas (primária,secundária e terciária).A sequência ideal entre projetos de investimentodeve obter uma combinação entre estes tipos deinvestimento que maximize o retorno das atividadesprodutivas e minimize os custos envolvidos, já queos recursos são escassos
  • 41. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSO investimento deve priorizar o setor chave da economia, oqual tem efeitos de encadeamentos (ligação) para trás epara frente no processo produtiva acima da média (grau deinterdependência entre setores).Os efeitos de encadeamento para trás “backward linkageeffects” são os relacionados à compra de insumo (inputs)de outras atividades, e os efeito de encadeamento parafrente “forward linkage effects” são aqueles relacionadosao fornecimento de inputs para outras atividades.A indústria chave (mestre) pode induzir o surgimento devárias outras, chamadas indústrias satélites.
  • 42. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSA falta de interdependência setorial e, conseqüentemente,os baixos linkage effects, constituem uma das principaiscaracterísticas das economias subdesenvolvidas edominadas por atividades tradicionais (têxtil, alimentos,calçados etc).A adoção de políticas intervencionistas (tarifas, subsídios,etc.) de estímulos ao desenvolvimento de indústriasmestres nos países subdesenvolvidos é necessária paraque estes setores chave maximizem os linkage effects.
  • 43. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSPara completar sua análise, Hirschman discute como ocrescimento é transmitido de uma região (ou país) para outra (oprocesso de desenvolvimento implica inevitavelmente emdiferenças nos níveis de crescimento regionais e internacionais)Os investimentos devem ser concentrados no ponto decrescimento inicial durante determinado período, o que auxilia aconsolidação do crescimento econômico. Duas regiões: Norte,desenvolvida, e Sul, subdesenvolvida.O crescimento do Norte tem uma série de implicações sobre oSul, algumas favoráveis (efeitos de encadeamentos - compras doSul - economias são complementares) outrasdesfavoráveis(aumento da competitividade e do poder debarganha do Norte, além da migração seletiva). Mas mesmocom os efeitos desfavoráveis, o Sul pode crescer a partir daexpansão do Norte.
  • 44. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSComparando a transmissão do crescimento entre países eentre regiões, Hirschman destaca que no âmbitointernacional a transmissão é muito mais suave devido aospróprios obstáculos existentes entre Estados Nacionais(legislação, cultura, língua, religião, etc.).
  • 45. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSTEORIAS DO DESENVOLVIMENTOREGIONALA Teoria da Base de ExportaçãoDouglass C. North Douglass Cecil North (Cambridge, 5 deNovembro de 1920) é um economistaestadunidense. Historiador econômico eganhador do prêmio Nobel DouglassNorth (1955).
  • 46. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSA Teoria da Base de ExportaçãoA Teoria da Base de Exportação foi elaborada por North nadécada de 50 devido às inadequações, segundo o mesmo, dasteorias da localização e do crescimento regional para explicar adinâmica da economia norte americana, que não correspondia àsequência de estágios de desenvolvimento. Este autor contestaque o desenvolvimento regional teria ocorrido em etapassucessivas: regiões agrícolas autossuficientes, especializaçãodo comércio entre as regiões em decorrência da redução doscustos de transporte, e alcançariam, com os retornosdecrescentes no setor primário e o aumento da população, aindustrialização e a especialização dessas atividadessecundárias.
  • 47. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSNorth argumenta que essa sequência de desenvolvimentoregional talvez se aplique ao caso da Europa, mas não seaplicaria a outras experiências, como a das Américas. Ele observa-se uma baixa capacidade de explicação dasteorias clássica de localização sobre a dinâmica regional. De acordo com North, a história econômica do PacíficoNoroeste dos EUA, cujo desenvolvimento foi baseado naprodução e exportação de três produtos principais (trigo,farinha e madeira).A taxa de crescimento esteve diretamente relacionada àsexportações básicas. Todo o desenvolvimento da regiãodependeu desde o início de sua capacidade de produzirartigos exportáveis.
  • 48. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSNorth desenvolveu então o conceito de base de exportaçãopara designar coletivamente os produtos exportáveis deuma região, quer primários, secundários ou terciários. Essaexportação refletia uma vantagem comparativa nos custosrelativos da produção da região, e, tais regiões cresciamem torno desta base gerando economias externas.A base de exportação desempenha assim papelfundamental na conformação da economia de uma região eem seus níveis de renda absoluta e per capita e,consequentemente, na determinação da quantidade deatividades locais, secundárias e terciárias.
  • 49. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS North descreve o desenvolvimento regional a partir dosurgimento de uma atividade de exportação baseada emfatores locacionais específicos.As atividades ligadas a esse setor são chamadas de baseexportadora, cujos efeitos sobre a economia local sãotambém indiretos. A atividade de exportação induz, dessaforma, o surgimento de polos de distribuição e cidades, nasquais começam a se desenvolver atividades deprocessamento industrial e serviços associados ao produtode exportação. A diversificação setorial para North é oresultado do sucesso das atividades de base e não oresultado do esgotamento do setor primário.
  • 50. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSCríticas à teoria da base exportadora de NorthArgumentos de Tiebout (1958):1) Essa teoria depende da delimitação da região. Se a região expande seus limites, aquilo que é considerado exportação passa a ser um componente interno à região e não da base.2) North ignorou a possibilidade de que uma melhor alocação de fatores poderia levar, inclusive, a uma redução das exportações3) A teoria da base não chega a ser uma teoria de desenvolvimento, sendo, na melhor das hipóteses, uma teoria da determinação da renda no curto prazo que mostra uma relação causal entre as atividades exportadoras e a atividade total de uma região.
  • 51. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSCríticas à teoria da base exportadora de NorthQuatro anos após a publicação de seu trabalho clássico, North(1959) revê seus argumentos e questiona a exportação deprodutos agrícolas como uma forma inequívoca de alavancar odesenvolvimento regional. North afirma que, caso a atividade primária seja baseada emgrandes propriedades, seus efeitos econômicos sobre a regiãoserão limitados. Perfis de demanda concentrados levariam, deum lado, à produção de bens de subsistência para os maispobres e, de outro, à importação de bens de consumo de luxopara a elite. (Economia dual de Celso Furtado).A produção de manufaturados ficaria restrita e a região teria seucrescimento abortado mais cedo ou mais tarde, quando retornosdecrescentes surgissem na atividade principal.
  • 52. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSDualismo econômico ou estrutural é caracterizado porsistemas econômicos nos quais obsersava-se acoexistência de setores pré-capitalistas e capitalistas.Economia dual, dividida em dois setores: o moderno (setorcapitalista) e o arcaico ou tradicional (setor pré-capitalista).O setor moderno, voltado à exportação, e o arcaico,representado pela produção de subsistência e por outrasatividades econômicas voltadas a atender o setor exportador. O setor moderno exportador apresenta pouca capacidade deinduzir internamente a diversificação das estruturas econômicas,sendo responsável, quando muito, pela possibilidade dedesenvolvimento de atividades acessórias – inclusive industriais-de características tradicionais e com baixa produtividade.
  • 53. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSOs conceitos de base de exportação, de economiasexternas são desenvolvidas por Jane Jacobs na sua teoriasobre o crescimento econômico das cidades.As próprias cidades possibilitam o avanço das maisvariadas atividades, inclusive agrícolas, devido àsfacilidades, inovações e especializações existentes nasmesmas.Segundo Jacobs (1969), para crescer é essencial exportare produzir internamente bens e serviços para a atividadeexportadora e o mercado local.
  • 54. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSUma cidade (região ou país) cresce através de umprocesso de diversificação e diferenciação gradual de suaeconomia, estimulado por um trabalho exportador(inicialmente recursos naturais, artesanato, etc.) e umaprodução voltada para o mercado interno.No decorrer do processo de crescimento econômico,através da adição de novo trabalho na economia, éessencial que os produtos internos passem a serexportados e que novos produtos sejam criados para omercado interno. Ou seja, adicionar novo trabalho éfundamental para criar e recriar economias.
  • 55. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROSEconomias que não criam novas atividades e novos tipos de bens eserviços não conseguem se desenvolver, pois é somente assim queo trabalho se diversifica e se expande.Para a economia desenvolver é essencial o crescimento do produto ea adição de trabalho em diferentes períodos de tempo, ou seja, paraprosperar é preciso inovar (adicionar trabalho) e diversificar(substituir por trabalho local atividades antes importadas)continuadamente. O efeito multiplicador das exportações - gera renda, estimula oemprego local e viabiliza o aumento das importações. O efeito multiplicador das importações à medida que as cidadescrescem e apreendem o modo de produção de determinadosprodutos, elas substituem importações, desde que economicamenteviáveis, com novo trabalho local. A substituição de importações é achave para o processo de crescimento da cidade
  • 56. Referências BibliográficasLeitura obrigatóriaLIMA, A. C; SIMÕES, R. F. Teorias do desenvolvimento regional esuas implicações de política econômica no pós-guerra: o caso doBrasil . Texto para discussão n°358. Belo Horizonte:UFMG/CEDEPLAR, 2009.http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/td/TD%20358.pdfMONASTERIO, L; CAVALCANTE, L, R. Fundamentos dopensamento econômico regional. Economia regional e urbana:Teorias e métodos com ênfase no Brasil / organizadores: Bruno deOliveira Cruz ... [et al.]. Brasília: IPEA, 2011.Leitura complementar:FUJITA, N. Myrdal’s Theory of Cumulative Causation. Evol. Inst.Econ. Rev. 3(2): 275–283; 2007.
  • 57. SEGUNDA AVALIÇÃO Leitura obrigatóriaLIMA, A. C; SIMÕES, R. F. Teorias do desenvolvimentoregional e suas implicações de política econômica no pós-guerra: o caso do Brasil . Texto para discussão n°358. BeloHorizonte: UFMG/CEDEPLAR, 2009.http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/td/TD%20358.pdfMONASTERIO, L; CAVALCANTE, L, R. Fundamentos dopensamento econômico regional. Economia regional eurbana: Teorias e métodos com ênfase no Brasil /organizadores: Bruno de Oliveira Cruz ... [et al.]. Brasília:IPEA, 2011.Obs: RESENHA (questão da prova) .
  • 58. SEGUNDA AVALIÇÃO Leitura complementarJACOBS, J. La Economia de las ciudades. Barcelona: Ed.Península, 1975.GALINARI, R. Retornos crescentes urbano-industriais espillovers espaciais: evidências a partir da taxa salarial noestado de São Paulo. Dissertação (mestrado). UFMG, BeloHorizonte, 2006. (1.4.2. - O modelo de crescimento urbanode Jacobs pg. 35 a 41)SILVA, F. F. Centralidade e impactos regionais de políticamonetária: um estudo dos casos brasileiro e espanhol. Tese(doutorado). UFMG, Belo Horizonte, 2012.
  • 59. RESENHA Referências BibliográficasTextos obrigatóriosDiniz, C. C; SANTOS, F; CROCCO, M. Conhecimento,inovação e desenvolvimento regional/local.DINIZ, C. C. Globalização, escalas territoriais e políticatecnológica regionalizada no brasil. Belo Horizonte:UFMG/Cedeplar, 2001. (Texto para discussão; 168)Textos Complementares:DINIZ, C. C. O papel das inovações e das instituições nodesenvolvimento local.DINIZ, C. C. Celso Furtado e o desenvolvimento regional.Nova Economia. Belo Horizonte, 19 (2) 227-249; maio-agostode 2009.