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Redes arquitetura de redes rm osi e tcp_ip

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Segue um trabalho que desenvolvi no curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de sistemas sobre o aprendizado da arquitetura de redes RM/OSI e TCP/IP

Segue um trabalho que desenvolvi no curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de sistemas sobre o aprendizado da arquitetura de redes RM/OSI e TCP/IP

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  • 1. APLICAÇÕES EM REDES DE COMPUTADORES – 2012 REDES: arquitetura de redes RM/OSI e TCP/IP AUTOR: LUIZ PAULO ARAUJO LADEIRA VARGINHA, 2012
  • 2. APLICAÇÕES EM REDES DE COMPUTADORES – 2012 Trabalho extra-classe apresentado no curso de Tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas do Centro Universitário do Sul de Minas – UNIS/MG, tendo como pré-requisito a obtenção de aprendizado para a conclusão do conhecimento de arquitetura de redes. VARGINHA, 2012
  • 3. ÍndiceINTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 1ARQUITETURAS ....................................................................................................................................... 2 Arquitetura de redes RM/OSI ............................................................................................................. 2 Camada Física .................................................................................................................................. 5 Camada de Enlace ........................................................................................................................... 5 Camada de Rede.............................................................................................................................. 6 Camada de Transporte .................................................................................................................... 7 Camada de Sessão ........................................................................................................................... 8 Camada de Apresentação ............................................................................................................... 8 Camada de aplicação....................................................................................................................... 9 Arquitetura de redes TCP/IP ............................................................................................................. 10 Camada Inter-Redes ...................................................................................................................... 10 Camada de Transporte .................................................................................................................. 12 Camada de Aplicação .................................................................................................................... 12 Camada de Host/Rede .................................................................................................................. 13COMPARAÇÕES ..................................................................................................................................... 13CONCLUSÃO .......................................................................................................................................... 17REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................................. 18
  • 4. INTRODUÇÃO Os protocolos associados ao modelo OSI raramente são usados nos dias de hoje, omodelo em si é de fato bastante geral e ainda é válido, suas caracteristicas descritas em cadacamada ainda são muito importantes. O modelo TCP/IP tem características opostas, pois o modelo propriamente dito não émuito utilizado, mas os protocolos têm uso geral. Por essa razão, examinaremosambos em detalhes. 1
  • 5. ARQUITETURASArquitetura de redes RM/OSI O modelo de arquitetura RM/OSI surgiu em 1984, através de uma proposta da ISO(International Standard Organization) para facilitar o desenvolvimento de padrões para ainterconexão de sistemas. O modelo é chamado de referência OSI (Open SystemsInterconection), pois ele trata da interconexão de sistemas abertos – no sentido de que nãoimpõem a utilização de nenhuma implementação ou tecnologia específica. O modelo de arquitetura RM/OSI divide todas suas tarefas relacionadas a redes decomputadores em sete camadas sendo elas: física, enlace, rede, transporte, sessão,apresentação e aplicação conforme o Quadro 01. Os princípios aplicados para se chegar assete camadas foram: 1. Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau de abstração; 2. Cada camada deve executar uma função bem definida. 3. A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente. 4. Os limites de camadas devem ser escolhidos para minimizar o fluxo de informações pelas interfaces. 5. O número de camadas deve ser grande o bastante para que funções distintas não precisem ser desnecessariamente colocadas na mesma camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil de controlar. 2
  • 6. Cada camada é responsavel por um subconjunto de funçoes que devem ser realizadaspor uma rede. Para isso, cada camada tem seus proprios protocolos que são manipulados poruma unidade de dados que é chamada de PDU (Unit Protoco Data - Unidade de Dados doProtocolo). O PDU nada mais é que um conjunto de informações, pacotes gerados por umacamada. Nº Camada PDU 7 Aplicação Mensagem 6 Apresentação Mensagem 5 Sessão Mensagem 4 Transporte Segmento 3 Rede Pacote 2 Enlace Quadro 1 Físico Bit Quadro 01 - Camadas do modelo de referência OSI com suas respectivas PDU’s Conforme o Quadro 01, tem se uma breve explicação de como é feito a comunicaçãoentre suas camadas. “ No transmissor, as informações descem da camada 7 até a camada 1 eno receptor elas são recebidas pela camada 1 e sobem até a camada 7. À medida que os dadosdescem nas camadas, a camada inferior trata os dados recebidos da camada superior comouma caixa preta, colocando-os no seu campo de dados. Desse modo, a PDU é formada por umcampo de dados que corresponde aos dados recebidos da camada superior, acrescido dealguns campos adicionais que são inseridos pela própria camada para que possa realizar suastarefas. Esses campos adicionais são chamados de cabeçalhos. Na máquina receptora, àmedida que as informações sobem nas camadas, cada camada lê as informações do cabeçalhoda sua PDU (gerada pela mesma camada na origem), processa essas informações, e as retirado pacote passando apenas o conteúdo da parte de dados para a camada superior. O conteúdodesse campo de dados é, evidentemente, a PDU da camada superior. Explicaremos quaisinformações são exatamente esses cabeçalhos quando descreveremos cada camada 3
  • 7. individualmente.”(http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/sist_conect/aula_05.html> Acessadoem 17 de Junho às 13h 48m) Figura 1 - Transmissão de dados no modelo OSI Fonte: <http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/sist_conect/aula_05.html> Acessado em 17 de Junho às 13h 48m. Na Figura 1, podem-se ver as PDUs ao lado de cada camada. As PDUs de aplicação eapresentação estão delimitadas por uma linha oval. Observe que os cabeçalhos adicionadospor cada camada são representados por um retângulo cinza dentro da PDU com a letra inicialda camada. A parte branca (sem nenhuma cor) de cada PDU corresponde ao seu campo dedados. Veja que eles são exatamente a PDU da camada superior. Isso mostra que quando umaPDU é passada para uma camada inferior, seu conteúdo é tratado apenas como uma sequênciade bytes a serem transferidos por essa camada, sem que ela se preocupe com seu significado. De acordo com o livro de Andrew Tanenbaum “O modelo OSI propriamente dito nãoé uma arquitetura de rede, pois não especifica os serviços e os protocolos exatos que devemser usados em cada camada. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer.”(TANENBAUM, Andrew S, 4. ed. 2003). 4
  • 8. Camada Física Essa camada é a responsável por transformar os bits (0 e 1) que representam asinformações a serem transmitidas pelos meios de transmissão (cabos de par trançado, caboscoaxiais, fibras ópticas e etc.) em forma de pulsos elétricos ou em forma de sinais de luz (casodas fibras ópticas). No receptor, a camada física desfaz o processo, ou seja, transforma essessinais recebidos em bits novamente. Como foi mostrado no Quadro 1, a PDU da camadafísica é o bit, pois essa camada se preocupa apenas em transmitir os bits individualmente, semse importar com o que eles significam em conjunto. Como as principais funções da camada física, podemos citar: 1) Definir como os bits 0 e 1 serão representados no enlace durante a transmissão; 2) A quantidade de tempo dado em nano segundos que um bit deve durar; 3) Especificar se a transmissão pode ocorrer nos dois sentidos simultaneamente; 4) A quantidade de pinos dos conectores, e qual será a finalidade de cada pino etc. Desse modo, como a camada física é responsável por essas questões, a especificaçãodos tipos de cabeamento e conectores que podem ser utilizados em uma dada rede édeterminado por essa camada. Saiba que o esquema de codificação e decodificação dos bits,ou seja, a forma como os 0 e 1 são representados através dos sinais elétricos ou pulsos de luz,tem influência direta na taxa de transmissão da rede.Camada de Enlace A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal detransmissão bruta em uma linha que pareça livre de erros de transmissão não detectados para acamada de rede. Para executar essa tarefa, a camada de enlace de dados faz com que otransmissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que, em geral, têm algumascentenas ou alguns milhares de bytes), e as transmita os quadros sequencialmente. Se o 5
  • 9. serviço for confiável, o receptor confirmará a recepção correta de cada quadro, enviando devolta um quadro de confirmação. Outra questão que surge na camada de enlace de dados (e na maioria das camadasmais altas) é como impedir que um transmissor rápido envie uma quantidade excessiva dedados a um receptor lento. Com frequencia, é necessário algum mecanismo que regule otráfego para informar ao transmissor quanto espaço o buffer do receptor tem no momento.Muitas vezes, esse controle de fluxo e o tratamento de erros estão integrados. As redes de difusão têm uma questão adicional a ser resolvida na camada de enlace dedados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. Uma subcamada especial da camadade enlace de dados, a subcamada de controle de acesso ao meio é o que cuida desse problema.Camada de Rede A camada de rede controla as operações da sub-rede. Uma questão fundamental deprojeto é determinar a maneira como os pacotes são roteados da origem até o seu destino. Asrotas podem se basear em tabelas estáticas, "amarradas" à rede e raramente alteradas, podendotambém ser determinadas no início de cada conversação. Por fim, elas podem ser altamentedinâmicas, sendo determinadas para cada pacote, com o objetivo de refletir a carga atual darede. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo, eles dividirão o mesmocaminho, provocando gargalos. O controle desse congestionamento também pertence àcamada de rede. De modo geral, qual é a idade do serviço fornecido (retardo, tempo emtrânsito, instabilidade etc.) também é uma questão da camada de rede. Quando um pacote temde viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino, podem surgir muitos problemas. Oendereçamento utilizado pela segunda rede pode ser diferente do que é empregado pelaprimeira rede. Pois, talvez a segunda rede não aceite o pacote devido a seu tamanho 6
  • 10. excessivo. Os protocolos podem ser diferentes e assim por diante. Cabe à camada de redesuperar todos esses problemas, a fim de permitir que redes heterogêneas sejaminterconectadas. Nas redes de difusão, o problema de roteamento é simples, e assim a camadade rede com frequência é estreita, ou mesmo inexistente.Camada de Transporte As funções implementadas pelas camadas físicas, enlace e de rede estão preocupadasem fazer a informação transmitida chegar à máquina de destino. Como foi possivel observar,o serviço fornecido pela camada de rede permite o envio de informações entre duas máquinasem rede diferentes. A camada de transporte é a primeira camada (olhando de baixo para cima)onde as informações de cabeçalhos adicionadas serão analisadas apenas na máquina dedestino. O objetivo da camada de transporte é permitir que as aplicações usem os serviçosoferecidos pela camada de rede. Quando se escreve um programa que transmite informaçõespela rede, utilizam-se funções para interagir com a camada de transporte. Assim como acamada de rede, a camada de transporte é um software instalado na máquina. Se a mensagem passada para a camada de transporte for muito grande, a camada podeoptar em dividi-lá em partes menores para que sejam transmitidas separadamente. Lembre-sede que a camada de rede pode ou não garantir a entrega dos pacotes em ordem ou não. Dessemodo, é função da camada de transporte fornecer esses recursos caso eles sejam necessários,podendo também realizar controle de fluxo. Veja que controle de erros e de fluxo tambémpodem ser serviços oferecidos na camada de enlace, mas lá essas operações eram realizadaspara um enlace isoladamente, enquanto aqui ela é realizada fim a fim. Uma mesma máquina pode ter mais de uma implementação (protocolo) de camada detransporte instalada e cada aplicação pode usar o protocolo que quiser. Isso é importante 7
  • 11. porque as aplicações têm características diferentes. Para uma aplicação, a perda de um pacotepode não ser importante, como é o caso de aplicações que transmitem voz, mas para outrasaplicações isso seria inaceitável, de modo que o pacote perdido precisaria ser retransmitido.Naturalmente, uma aplicação só consegue se comunicar com outras que utilizem a mesmacamada de transporte. Até agora, falamos sempre em endereços para identificar as máquinas, mas precisamosde uma forma de identificar para qual aplicação as informações transmitidas são destinadas.Existem, evidentemente, várias aplicações sendo executadas em cada máquina, de modo quequando ela recebe um pacote precisa saber para qual das aplicações deve entregá-lo. A PDUda camada de transporte possui um dos seus campos de cabeçalho destinado a essa finalidade.Camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçamsessões entre eles. Uma sessão oferece diversos serviços, inclusive o controle de diálogo(mantendo o controle de quem deve transmitir em cada momento), o gerenciamento desímbolos (impedindo que duas partes tentem executar a mesma operação crítica ao mesmotempo) e a sincronização (realizando a verificação periódica de transmissões longas parapermitir que elas continuem a partir do ponto em que estavam ao ocorrer uma falha).Camada de Apresentação Os computadores representam as informações através de códigos binários. A tabelaASCII, por exemplo, define um valor inteiro de um byte para cada possível caractere. Mas,existem outras formas de representação, como o EBCDIC. Portanto, Uma máquina podeutilizar a tabela ASCII enquanto outra utiliza o esquema EBCDIC. Desse modo, uma mesmasequência de bits vai significar um valor se for considerada como um código ASCII e outra seforem considerada como EBCDIC. Problemas semelhantes também ocorrem para tipos de 8
  • 12. dados numéricos com mais de um byte. Um inteiro em uma máquina pode ter 2 bytesenquanto em outra pode ter 4 bytes. Além disso, a forma como esses bytes são armazenadosna memória do computador pode ser diferente. Uma das funções da camada de apresentação é evitar que as máquinas precisemconhecer os esquemas de codificação utilizados pelas outras máquinas. Para isso, asinformações são transmitidas usando um formato padrão de representação. Caso o formatoutilizado pelo transmissor seja diferente desse formato, ele realiza uma operação de conversãoantes da transmissão. Do mesmo modo, caso o formato do receptor seja diferente do formatopadrão, ele converte as informações recebidas para seu formato. Além dessa operação, a camada de apresentação também pode realizar a compressãodos dados, de modo a gastar menos banda de rede, e a criptografia, para proteger asinformações transmitidas contra a leitura indevida e adulteração.Camada de aplicação A camada de aplicação contém uma série de protocolos comumente necessários paraos usuários. Um protocolo de aplicação amplamente utilizado é o HTTP (Hyper Text TransferProtocol), que constitui a base para a World Wide Web. Quando um navegador deseja umapágina da Web, ele envia o nome da página desejada ao servidor, utilizando o HTTP. Então, oservidor transmite a página de volta. Outros protocolos de aplicação são usados paratransferências de arquivos, correio eletrônico e transmissão de notícias pela rede. 9
  • 13. Arquitetura de redes TCP/IP O Modelo de Referencia TCP/IP foi originado através da história da ARPANET, logoapós isso centenas de universidades e repartições públicas começaram a conectar, usandolinhas telefônicas dedicadas. Quando foram criadas as redes de televisão, rádio e satélitecomeçou a surgir problemas com os protocolos existentes, o que forçou a criação de umanova arquitetura de referência chamada TCP/IP. Diante da preocupação do Departamento de Defesa dos EUA de que seus preciososhosts, roteadores e gateways de interconexão de redes fossem destruídos de uma hora paraoutra, definiu-se também que a rede deveria ser capaz de sobreviver à perda do hardwa re desub-redes, com as conversações existentes sendo mantidas em atividade. Em outras palavras,o Departamento de Defesa dos EUA queria que as conexões permanecessem intactasenquanto as máquinas de origem e de destino estivessem funcionando, mesmo que algumasmáquinas ou linhas de transmissão intermediárias deixassem de operar repentinamente. Alémdisso, era necessária uma arquitetura flexível, capaz de se adaptar a aplicações com requisitosdivergentes como, por exemplo, a transferência de arquivos e a transmissão de dados de vozem tempo real.Camada Inter-Redes Todas essas necessidades levaram à escolha de uma rede de comutação de pacotesbaseada em uma camada de interligação de redes sem conexões. Essa camada, chamadacamada inter-redes, integra toda a arquitetura. Sua tarefa é permitir que os hosts injetassempacotes em qualquer rede e garantir que eles trafegarão independentemente até o destino(talvez em uma rede diferente). 10
  • 14. Eles podem chegar até mesmo em uma ordem diferente daquela em que foramenviados, obrigando as camadas superiores a reorganizá-los, caso a entrega em ordem sejadesejável. Observe que, nesse caso, a expressão "inter-rede" é usada em sentido genérico,muito embora essa camada esteja presente na Internet. A analogia usada nesse caso diz respeito ao sistema de correio (convencional). Umapessoa pode deixar uma sequência de cartas internacionais em uma caixa de correio em umpaís e, com um pouco de sorte, a maioria delas será entregue no endereço correto no país dedestino. Provavelmente, as cartas atravessarão um ou mais gateways internacionais ao longodo caminho, mas esse processo é transparente para os usuários. Além disso, o fato de cadapaís (ou seja, cada rede) ter seus próprios selos, tamanhos de envelope preferidos e regras deentrega fica oculto dos usuários. A camada inter-redes define um formato de pacote oficial e um protocolo chamado IP(Internet Protocol). A tarefa da camada inter-redes é entregar pacotes IP onde eles sãonecessários. O roteamento de pacotes é uma questão de grande importância nessa camada,assim como a necessidade de evitar o congestionamento. Por esses motivos, é razoável dizerque a função da camada inter-redes do TCP/IP é muito parecida com a da camada de rede doOSI. A Figura 2 mostra a correspondência entre elas. Figura 2 - O modelo de referência TCP/IP 11
  • 15. Camada de Transporte No modelo TCP/IP, a camada localizada acima da camada inter-redes é chamadacamada de transporte. A finalidade dessa camada é permitir que as entidades pares dos hostsde origem e de destino mantenham uma conversação, exatamente como acontece na camadade transporte OSI. Dois protocolos fim a fim foram definidos aqui. O primeiro deles, o TCP(Transmission Control Protocol — protocolo de controle de transmissão), é um protocoloorientado a conexões confiável que permite a entrega sem erros de um fluxo de bytesoriginário de uma determinada máquina em qualquer computador da inter-rede. Esseprotocolo fragmenta o fluxo de bytes de entrada em mensagens discretas e passa cada umadelas para a camada inter-redes. No destino, o processo TCP receptor volta a montar asmensagens recebidas no fluxo de saída. O TCP também cuida do controle de fluxo, impedindo que um transmissor rápidosobrecarregue um receptor lento com um volume de mensagens maior do que ele podemanipular.Camada de Aplicação O modelo TCP/IP não tem as camadas de sessão e de apresentação. Como não foipercebida qualquer necessidade, elas não foram incluídas. A experiência com o modelo OSIdemonstrou a correção dessa tese: elas são pouco usadas na maioria das aplicações. Acima dacamada de transporte, encontramos a camada de aplicação. Ela contém todos os protocolosde nível mais alto. Dentre eles estão o protocolo de terminal virtual (TELNET), o protocolode transferência de arquivos (FTP) e o protocolo de correio eletrônico (SMTP). O protocolode terminal virtual permite que um usuário de um computador se conecte a uma máquina 12
  • 16. distante e trabalhe nela. O protocolo de transferência de arquivos permite mover dados comeficiência de uma máquina para outra. Originalmente, o correio eletrônico era um tipo de transferência de arquivos; noentanto, foi desenvolvido mais tarde um protocolo especializado para essa função (oSMTP). Muitos outros protocolos foram incluídos com o decorrer dos anos, como o DNS(Domain Name Service), que mapeia os nomes de hosts para seus respectivosendereços de rede, o NNTP, o protocolo usado para mover novos artigos de notícias daUSENET, e o HTTP, o protocolo usado para buscar páginas na World Wide Web, entremuitos outros.Camada de Host/Rede Abaixo da camada inter-redes, encontra-se um grande vácuo. O modelo de referênciaTCP/IP não especifica muito bem o que acontece ali, exceto o fato de que o host tem de seconectar à rede utilizando algum protocolo para que seja possível enviar pacotes IP . Esseprotocolo não é definido e varia de host para host e de rede para rede.COMPARAÇÕES Os modelos de referência OSI e TCP/IP têm muito em comum. Os dois se baseiam noconceito de uma pilha de protocolos independentes. Além disso, as camadas têmpraticamente as mesmas funções. Por exemplo, em ambos os modelos estão presentes ascamadas que englobam até a camada de transporte para oferecer um serviço de transporte fima fim independente da rede a processos que desejam se comunicar. Essas camadas formam oprovedor de transporte. 13
  • 17. Apesar dessas semelhanças fundamentais, os dois modelos também têm muitasdiferenças. As principais diferenças existentes entre os dois modelos de referência. Éimportante notar que estamos comparando os modelos de referência, e não as pilhas deprotocolos correspondentes. Para examinar as semelhanças e as diferenças entre o TCP/IP e oOSI são:O modelo OSI tem três conceitos fundamentais: Serviços Interfaces Protocolos Provavelmente, a maior contribuição do modelo OSI é de se tornar explícita a distinçãoentre esses três conceitos. Cada camada executa alguns serviços para a camada acima dela. Adefinição do serviço informa o que a camada faz, e não a forma como as entidades acima delao acessam ou como a camada funciona. Essa definição estabelece a semântica da camada. Ainterface de uma camada informa como os processos acima dela podem acessá-la. A interfaceespecifica quais são os parâmetros e os resultados a serem esperados. Ela também não revelao funcionamento interno da camada. A camada pode usar os protocolos que quiser desde que eles viabilizem a realização dotrabalho (ou seja, forneçam os serviços oferecidos). Ela também pode alterar esses protocolossem influenciar o software das camadas superiores. Essas ideias se adaptam perfeitamente aosnovos conceitos da programação orientada a objetos. Um objeto, assim como uma camada,tem um conjunto de métodos (operações) que os processos externos ao objeto podem invocar.A semântica desses métodos define o conjunto de serviços que o objeto oferece. Osparâmetros e os resultados dos métodos formam a interface do objeto. O código interno doobjeto é seu protocolo, que não é visível e nem interessa aos elementos que estão fora do 14
  • 18. objeto. Originalmente, o modelo TCP/IP não distinguia com clareza a diferença entre serviço,interface e protocolo, embora as pessoas tenham tentado adaptá-lo ao modelo OSI. (Porexemplo, os únicos serviços reais oferecidos pela camada inter-redes são: SEND IP PACKETque envia pacotes IP) e RECEIVE IP PACKET (que recebe pacotes IP). Por essa razão, os protocolos do modelo OSI são mais bem encapsulados que os domodelo TCP/IP e podem ser substituídos com relativa facilidade, conforme as mudanças datecnologia. Um dos principais objetivos das diversas camadas de protocolos é permitir aimplementação dessas alterações. O modelo de referência OSI foi concebido antes dos protocolos correspondentes teremsido criados. Isso significa que o modelo não foi desenvolvido com base em um determinadoconjunto de protocolos, o que o deixou bastante flexível e genérico. No entanto, por não teremexperiência no assunto, os projetistas não tinham muita noção sobre a funcionalidade quedeveria ser incluída em cada camada. Por exemplo, a camada de enlace de dados lidava originalmente com redes ponto a ponto.Quando surgiram as redes de difusão, foi preciso criar uma nova camada no modelo. Quandoas pessoas começaram a criar redes reais com base no modelo OSI e nos protocolosexistentes, elas perceberam que as especificações de serviço obrigatórias não eramcompatíveis. Portanto, foi necessário enxertar no modelo subcamadas de convergência quepermitissem atenuar as diferenças. Por fim, como acreditava que cada país teria uma redecontrolada pelo governo e baseada nos protocolos OSI, o comitê não se preocupou com asconexões inter-redes. Para encurtar a história: na prática, tudo aconteceu de maneira muitodiferente da teoria. Com o TCP/IP, ocorreu exatamente o contrário: como os protocolosvieram primeiro, o modelo foi criado como uma descrição desses protocolos. Os protocolos não tiveram problemas para se adaptar ao modelo. Foi um casamentoperfeito. O único problema foi o fato de o modelo não se adaptar a outras pilhas de 15
  • 19. protocolos. Consequentemente, ele não tinha muita utilidade para descrever outras redes quenão faziam uso do protocolo TCP/IP. Deixando a filosofia de lado e entrando em questões ma is práticas, uma diferença óbviaentre os dois modelos está no número de camadas: o modelo OSI tem sete camadas e oTCP/IP tem quatro. Ambos têm as camadas de (inter-) rede, transporte e aplicação, mas asoutras são diferentes. Outra diferença está na área da comunicação sem conexão e dacomunicação orientada a conexões. Na camada de rede, o modelo OSI é compatível com acomunicação sem conexão e com a comunicação orientada a conexões, no entanto, na camadade transporte, o modelo aceito apenas a comunicação orientada a conexões, onde ela de fato émais importante (pois o serviço de transporte é visível para os usuários). O modelo TCP/IP sótem um modo de operação na camada de rede (sem conexão), mas aceita ambos os modos nacamada de transporte, oferecendo aos usuários a possibilidade de escolha. Essa escolha éespecialmente importante para os protocolos simples de solicitação. 16
  • 20. CONCLUSÃO O modelo de referência OSI, é dividido em funções de uma rede em grupos, os quaissão chamados de camadas. Sempre que se comenta sobre algum protocolo de rede ou sobrealgum equipamento é comum se fazer referência a qual camada do modelo OSI ele trabalha.Desse modo, já se sabe um pouco sobre as funções que ele desempenha. Essa estruturação emcamadas facilita bastante o processo de entendimento do funcionamento de uma rede. O modelo de referência TCP/IP foi criado principalmente para facilitar odesenvolvimento de novos padrões de rede, uma vez que torna as tarefas mais independentesuma das outras. Cada camada não determina como as coisas devem ser feitas, mas apenaslimita o que deve ser feito. 17
  • 21. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAFOROUZAN, B. Comunicação de dados e redes de computadores. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.KUROSE, J.; ROSS, K. Redes de computadores e a internet. 5. ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.SOARES, l. F. G. Redes de computadores das LANs, MANs e WANs às redes ATM. 2. ed. São Paulo:Editora Campus, 1995.TANENBAUM, Andrew S. Redes de computadores. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2003.Metrópole Digital<http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/sist_conect/aula_05.html>Acessado dia 16/05/2012 às 13:48 18