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30 abril 30 abril Presentation Transcript

  • A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Abril/Maio 2011
  • “ É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.” Clarice Lispector
  • Sexualidade?...
  • O QUE É A SEXUALIDADE?
    • SEXO
    • =
    • SEXUALIDADE?
  • O QUE É A SEXUALIDADE?
    • A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou umas quantas palavras.
    • O que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas a partir de diferentes ciências.
    • Por isso, a sexologia é, provavelmente, mais do que nenhuma outra, uma ciência interdisciplinar.
    • López, F. e Fuertes, A. (1999)
    • “ A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.”
    • Organização Mundial de Saúde
  • O QUE É A SEXUALIDADE?
    • “ A sexualidade é
    • todo o nosso ser.”
    • (Merleau Ponty, 1975)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL?
  • EDUCAÇÃO SEXUAL?
    • Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois “somos seres sexuados e objecto de um processo educativo desde que nascemos até que morremos”.
    • Frade, A. et al. (2001)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL
    • Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras significativas
    • Decorre das experiências do quotidiano, de forma espontânea
    • Apela essencialmente a aspectos emocionais
    • Relação com pais, pares e media
    • Vaz, J. M. (1996)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL
    • A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informações, instruções e reforços do comportamento e, ainda, pela observação de modelos.
    • As práticas educativas, ao nível dos conteúdos sexuais, são, no entanto, pouco consistentes e explícitas, o que não favorece a aprendizagem de atitudes, opiniões e comportamentos.
    • Vaz, J. M. (1996)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL
    • Há 3 estratégias socializadoras básicas:
        • “ Evitativa” – atitudes como o silêncio, a desatenção e a proibição;
        • “ Anedótica” – exemplos ficcionais, anedotas que distorcem a realidade;
        • “ Solene” – didácticas em desarmonia com o estilo de comunicação habitual ou com o ritmo de desenvolvimento do indivíduo.
    • Vaz, J. M. (1996)
  • “ A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
  • EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL
    • Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade humana, desenvolvidos na escola extra-curricularmente e ou paralelamente ao sistema educativo formal.
    • Vaz, J. M. (1996)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL
    • É um processo intencional e programado através do currículo
    • Os conteúdos são seleccionados, sequenciados e desenvolvidos de acordo com os objectivos estabelecidos
    • São previstas actividades integradas por níveis de conhecimento, competências e valores/atitudes de acordo com a fase de desenvolvimento
    • Implica a adequação de metodologias
    • Vaz, J. M. (1996)
  • EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL
    • Um currículo comporta quatro elementos básicos:
    • Objectivos e conteúdos gerais: o quê e para quê ensinar?
    • Objectivos e conteúdos específicos: quando ensinar?
    • Planificação de actividades: como ensinar?
    • Avaliação da aprendizagem: o quê, como e quando avaliar?
    • Sanchez, L. (1990)
  • EDUCAÇÃO SEXUALIZADA
    • A educação quer-se global e o desenvolvimento integral
    • A educação existe contínua e paralelamente ao longo do desenvolvimento
    • A escola nunca é neutra!...
    • É fundamental a complementaridade de papéis entre os vários agentes educativos
    Educação Sexualizada
  • ENQUADRAMENTO LEGAL
    • Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto
    • Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola
    • Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
    • Regulamenta a Lei n.º 60/2009
  • ENQUADRAMENTO LEGAL
    • Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto
      • Inclusão obrigatória no PE
      • Projecto de ES e ES
      • Importância da transversalidade
      • Professor Coordenador da ES e da ES
      • Equipa interdisciplinar de ES e ES
      • Gabinete de Informação e Apoio aos Alunos
      • Participação/ informação dos EE
  • AFINAL, O QUE É A EDUCAÇÃO SEXUAL?...
  • VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL
    • previne gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis;
    • forma opiniões e desenvolve o senso crítico;
    • desenvolve valores éticos como respeito à diversidade e responsabilidade;
    • promove amadurecimento sem traumas, tabus, preconceitos ou medos;
    • previne o abuso sexual pois fornece conhecimentos para que a criança saiba diferenciar certo e errado, saiba dizer não, além de abrir caminhos para que ela se sinta acolhida para conversar sobre alguma dificuldade que venha a enfrentar.
      • Enquanto persistir uma visão que separa a natural ligação entre corpo e mente, quer dizer, enquanto se debaterem medidas de intervenção nas vivências da sexualidade de forma desintegrada do espaço afectivo, é impossível ir muito longe.
      • Strecht, P. (2005)
  • E OS MEUS MEDOS?...
  • UM DESAFIO PEDAGÓGICO…
    • Questionamento dos nossos próprios valores, atitudes e tabus
    • Variedade ou falta de experiências pessoais
    • O sexo pode ser constrangedor ou um mistério
    • Receio de não estar de acordo com a moral dominante ou com a dos colegas
    • Preocupação com o uso de linguagem apropriada…
  • PERFIL DO PROFESSOR
    • Aceitação confortável da sua sexualidade e da dos outros;
    • Respeito pelas opiniões das outras pessoas;
    • Atitude favorável ao envolvimento dos pais;
    • Confidencialidade sobre informações pessoais;
    • Capacidade para reconhecer situações que requeiram outros técnicos para além do professor;
    • Ser tão neutro quanto possível;
    • Controlar a emissão de juízos de valor;
    • Demonstrar disponibilidade e confiança…
    • Went, D. (1985)
  • PERFIL DO PROFESSOR
    • O grande desafio, que é simultaneamente a maior dificuldade, é atingir o coração destes miúdos, e sempre que se fala de sexo, falar-se de amor.
    • Strecht, P. (2005)
  • SÍNTESE
    • Quando falamos de educação sexual, estamos a utilizar um conceito global e abrangente de sexualidade que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva.
    • Assim, o objectivo principal será o de contribuir (ainda que parcialmente) para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável, da sexualidade.
  • A SEXUALIDADE AO LONGO DA VIDA
    • A sexualidade manifesta-se desde o início da vida e acompanha o desenvolvimento geral do indivíduo
    • No entanto, vivemos a sexualidade de formas bastante diferentes em cada etapa da vida
    • A forma como a criança, o adolescente,
    • o jovem, o adulto e o idoso vivem
    • a sexualidade é diferente
  • AINDA NO ÚTERO…
    • O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do período de gestação;
    • A resposta eréctil começa a aparecer mais ou menos às 16 semanas;
    • Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos do sexo feminino se inicia também nesta altura (embora não seja imediatamente observável).
  • DO NASCIMENTO AO 2.º ANO
    • Importância das figuras de apego nos processos de vinculação;
    • Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar, chupar no dedo – que podem ser entendidas como actividades eróticas não genitais;
    • Reconhecimento dos papéis sexuais, estabelecendo a diferença dos papéis atribuídos a um ou ao outro sexo.
  • DOS 2 AOS 6 ANOS
    • Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano;
    • Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de forma espontânea;
    • Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas diferenças anatómicas entre os dois sexos;
    • É a fase dos “porquês”;
    • Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de construção do pudor.
  • DOS 6 AOS 12 ANOS
    • Jogos sexuais infantis – exploração do corpo;
    • Jogo do “faz-de-conta” – continua a fazer a exploração sexual;
    • Mantém-se a curiosidade;
    • Constitui grupos do mesmo sexo;
    • Inicia a selecção de amizades;
    • Utiliza palavras relativas à sexualidade, mesmo sem lhes conhecer o sentido.
  • A SEXUALIDADE DA CRIANÇA
  • ADOLESCÊNCIA
    • Alterações pubertárias;
    • O grupo assume um lugar privilegiado;
    • Identidade, autonomia pessoal;
    • Fantasias eróticas;
    • Descoberta do próprio corpo – masturbação;
    • Petting ;
    • Início da actividade sexual.
  • QUE VALORES HOJE?
  • BIBLIOGRAFIA
    • Assembleia da República. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097
    • Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora.
    • López, Félix e Antonio Fuertes. (1999). Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF.
    • Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA.
    • Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010). Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa.
    • Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim.
    • Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta.