DOSSIÊ DOS TERRORISTAS

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  • 1. QUEM SÃO ?ONDE ESTÃO ? Foram terroristas nos anos 60 e 70. Recorreram à luta armada e envolveram-se em atentados, assaltos e assassinatos na tentativa de derrubar o governo militar. Beneficiados pela Lei da Anistia de 79,  se  reintegraram  na  vida  política.   Foram  transformados  de criminosos em heróis e hoje estão nas altas esferas, onde militam pelas  mesmas  idéias  na  esperança  de  colocar  o  país  sob  um regime idêntico àquele que malogrou no Leste da Europa.                               Veja quem são e onde estão.
  • 2. O OBJETIVO DA LUTA ARMADASabe qual era o objetivo dos que combateram o regime militar?Quem responde é Daniel Aarão Reis, um ex-terrorista do MR-8, atualmente professor de História Contemporâneana Universidade Federal Fluminense:“As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitigadas. Nem para um lado nem parao outro. Não compartilho a lenda de que, no fim dos anos 1960 e no início de 1970, (inclusive eu) fomos obraço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha daanistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerdaque defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial, Pretendia-se implantar umaditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentamcomo instrumento da resistência democrática”.“As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria umademocracia, mas para instaurar o socialismo no País, por meio de uma ditadura revolucionária, comoexistia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito maissimpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra.”
  • 3.   JOSÉ DIRCEUNome completo: José Dirceu de Oliveira e SilvaTerrorista dos anos 60/70. Na clandestinidade era conhecido pelocodinome de Daniel.Filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) quandouniversitário e acompanhou Carlos Marighella, líder do PCB, na“Corrente Revolucionária” criada para promover a luta armada. Em1968, liderou o conflito entre estudantes na rua Maria Antônia, emSão Paulo, o qual culminou com a morte de um estudante, dezenas deferidos e carros incendiados e depredados. Suas estrepolias tiveramfim com sua prisão em 1968. Em setembro de 1969, foi banido para oMéxico com outros 14 militantes comunistas em troca do embaixadornorte-americano seqüestrado no Rio de Janeiro.Do México, “Daniel” foi para Cuba, onde durante 18 meses participou de um curso de guerrilhas.De volta ao Brasil, com o rosto mudado por uma operação plástica, radicou-se em Cruzeiro do Oeste,Paraná, com o falso nome de “Carlos Henrique Gouveia de Mello”. Ali viveu até o fim do regime militar,sem se expor publicamente como militante comunista e sem revelar seu passado de terrorista nem mesmo paraa mulher com quem se casara.Com a anistia, José Dirceu reapareceu e se integrou na vida política dentro do PT. Com a eleição deLula, foi colocado à frente da Casa Civil onde assumiu o comando do governo enquanto o presidente faziapraticamente o papel de “inocente útil”. Sua atuação na Casa Civil, que lhe garantiu o título de “chefe dequadrilha”, dado por um juiz devido à corrupção nos casos Waldomiro Diniz e “Mensalão”, terminou com suademissão. De volta ao Congresso, foi cassado por falta de decoro parlamentar.Atualmente, para consumo externo, aparece como advogado e assessor de empresas. Na política, é um dosdirigentes do PT. Na sombra e atrás dos bastidores, mantém a liderança e atuação dos tempos da Casa Civil.
  • 4. DILMA ROUSSEFFNome completo: Dilma Vana Rousseff Linhares Terrorista dos anos 60/70. Na clandestinidade atendia pelos codinomes de“Estela”, “Luiza”, “Patrícia” e “Wanda”.Dilma nasceu em 1947. Aos 20 anos começou a militar na organizaçãomarxista Política Operária – POLOP. Foi recrutada pelo noivo e depois maridoCláudio Galeno de Magalhães Linhares, (“Aurélio” e “Lobato”). Com asprimeiras prisões de terroristas, abandonou o POLOP e com o marido aderiu aoComando de Libertação Nacional – COLINA. Participou da organização deassaltos a bancos e quartéis. Acompanhou a fusão do COLINA com a VanguardaPopular Revolucionária, que deu origem à Vanguarda Armada RevolucionáriaPalmares (VAR-P), liderada pelo desertor e terrorista Carlos Lamarca.Depois que o marido se asilou em Cuba, em 1970, tornou-se companheira de Carlos Franklin Paixão deAraújo, militante da VAR, advogado e ex-deputado estadual pelo PDT gaúcho. Com ele foi viver e militar noRio Grande do Sul e, logo depois, em São Paulo, onde foi presa em 1970. Condenada em três processos, ficoupresa no presídio Tiradentes. Em depoimento ao “Tortura Nunca Mais”, disse ter sido torturada durante 22dias, um caso raro que não se sabe por que não foi incluído até hoje no Guiness, pois conseguiu sobreviverdurante 528 horas aos diferentes tipos de tortura a que alega ter sido submetida.Em 1974, foi libertada em circunstâncias consideradas muito estranhas até mesmo pelos seuscompanheiros de terrorismo. Sem seqüelas físicas e muito bem de saúde, mudou-se neste mesmo ano com seucompanheiro Carlos Franklin Paixão de Araújo para o Rio Grande do Sul, onde , em 1977, antes da anistia,concluiu seu bacharelado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Depois daanistia, bem de saúde, simpática e fagueira, militou durante algum tempo no PDT, para ingressar, depois, noPT em 2001.Graças à folha corrida invejável de que é detentora, toda recheada de proezas na luta armada, elaascendeu no governo. No Rio Grande do Sul, foi secretária de Minas, Energia e Comunicações. No primeiromandato de Lula, esteve à frente do Ministério de Minas e Energia e hoje, ´Ministra Chefe da Casa Civil ondesucedeu José Dirceu, tem em mãos a condução do governo do homem que se apresenta como o “mais moral eético de toda a História do Brasil”.
  • 5. JOSÉ GENOINONome completo: José Genoino Guimarães NetoTerrorista dos anos 60/70. Usava o codinome “Geraldo”.Nasceu em 1946 e aos 20 anos, em Fortaleza, ingressou no PartidoComunista do Brasil – PC do B. Com a decretação do AI-5, em dezembrode 1968, mudou-se para São Paulo e passou a viver na clandestinidadedepois de ter sido preso por participação em agitação e protestos nos meiosuniversitários. Em 1970, foi para Goiás onde participou da Guerrilha doAraguaia, uma das principais ações desenvolvidas pelo PC do B na época.Em abril de 1972, foi capturado durante uma incursão dos militares quecombatiam os guerrilheiros, fato que selou o fim da Guerrilha. A partir desua prisão, o Exército localizou os esconderijos edepósitos de armas e ficou sabendo dos nomes dos líderes e militantes da guerrilha. Um a um, elescomeçaram a ser mortos pelo Exército. Dos 176 participantes da Guerrilha, Genoino foi o felizardo etalvez único sobrevivente. Tudo isto aconteceu porque ele, sob pressão, teria dado aos militares asinformações de que necessitavam para acabar com os guerrilheiros, fato confirmado mais tarde por umoficial do Exército. Julgado e condenado, cumpriu pena até 1977.Em 1978, abandonou o PC do B e, dois anos mais tarde, participou da fundação do Partido dosTrabalhadores – PT. Foi eleito deputado federal pelo PT em 1982 pela primeira vez e reeleito nasquatro eleições seguintes. Em 2002 foi eleito presidente nacional do PT e nesse mesmo anocandidatou-se, sem sucesso, ao governo do Estado de São Paulo.Em 2006, envolvido num grande esquema de corrupção: compra de votos de parlamentares, ofamoso “mensalão”, e empréstimos vultuosos para o PT, sem conhecimento de membros da executivado Partido, foi obrigado a deixar a presidência do PT. Denunciado pelo Procurador Geral da República,está sob investigação do Supremo Tribunal Federal como um dos responsáveis pelo “mensalão”.Atualmente é deputado federal pelo PT.
  • 6. FRANKLIN MARTINSNome completo: Franklin de Souza MartinsTerrorista dos anos 60/70. Usava os codinomes “Waldir”, “Francisco”,“Rogério”, “Comprido”, “Grande”, “Nilson” e “Lula”.Nasceu em 1948 e deu os primeiros passos no jornalismo na ÚltimaHora e Manchete. Aderiu à militância política comunista em 1966, quandoingressou no Partido Comunista Brasileiro – PCB e desenvolveu intensaatividade nos meios estudantis. Militante do MR-8, esteve preso em São Pauloem 1968. Escreveu em jornais clandestinos, como Unidade Proletária e BrasilSocialista, onde usava o pseudônimo de Luís Antônio Tovar.Em 1969, foi eleito para a Direção Geral do MR-8 e no mesmo ano foi um dos planejadores e executoresdo sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick. A divulgação de um manifesto redigido com acolaboração de Franklin Martins e a libertação de 15 presos políticos, levados para o México, foram asexigências dos terroristas para libertar o embaixador.Em fins de 1969, fugiu do Brasil e foi viver em Cuba, onde fez curso de guerrilhas em companhia deoutros brasileiros ali refugiados. De Cuba foi para o Chile, para se abrigar sob o governo de Salvador Allende.Em 1973 retornou ao Brasil.Com a anistia, aposentou o pseudônimo Tovar, para atuar como jornalista. Começou em O Globo, depoisfoi para o JB¸em 85. Na metade dos anos 90, voltou para as Organizações Globo, onde foi diretor da sucursalde O Globo em Brasília e colunista político no jornal e comentarista na TV. Foi demitido da Globo em abrilde 2006 depois de uma denúncia de que mantinha “relações promíscuas” com o poder político atual.Encantado com seu passado e sua folha corrida, Lula o levou para o Palácio do Planalto. Com status deministro, ele está encarregado do setor de comunicação, propaganda e imprensa do governo Lula. Uma desuas iniciativas foi a criação da TV estatal, já no ar, com propaganda aberta dos atuais ocupantes do poder.
  • 7. TARSO GENRONome completo: Tarso Fernando Herz GenroTerrorista dos anos 60/70. Na clandestinidade usava os codinomes“Carlos” e “Rui”. Nasceu em Santa Maria, RS, e bem cedo filiou-seao Partido Comunista do Brasil – PC do B. Atraído para a luta armadapor outros militantes comunistas, abandonou o PC do B em 1968 eaderiu à Ala Vermelha. Nessa época, ainda atuando como líderestudantil na Universidade de Santa Maria, onde cursava Direito, foieleito vereador pelo MDB. Em dezembro de 1968, depois do AI-5,intensificou suas atividades como militante da Ala Vermelha e em1970 foi preso duas vezes. Ao saber que havia sido expedida uma.nova ordem de prisão contra ele, abandonou o país e foi refugiar-se no Uruguai.Em 1972, retornou ao Brasil e passou a advogar para os sindicatos e movimentos sociais. Emboraestivesse filiado ao MDB, mantinha ligações com organizações de esquerda e militava no clandestinoPartido Revolucionário Comunista - PRC, uma dissidência do PC do B. Permaneceu no PRC até acriação do PT e em 1986 candidatou-se a deputado federal pelo PT, mas a votação obtida só lhegarantiu a suplência.Em 1988, foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre na chapa com Olívio Dutra. De 1992 a 1996 foiprefeito de Porto Alegre, cargo que voltou a ocupar em 2000. Na eleição seguinte, candidatou-se aogoverno do Estado, mas foi derrotado no segundo turno.Logo depois de assumir, Lula o colocou à frente do Conselho de Desenvolvimento Econômico eSocial e em 2004 assumiu o Ministério da Educação, do qual se afastou em 2005 para ocuparinterinamente a presidência nacional do PT. Em 2006, foi nomeado ministro das RelaçõesInstitucionais, e, em 16 de março de 2007, tomou posse como Ministro da Justiça, cargo que ocupaatualmente.
  • 8. BRUNO MARANHÃONome completo: Bruno Costa de Albuquerque MaranhãoTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de“Carlos”, “Fabiano”, “Fred”, “Henrique”, “Márcio” “Paulo”,“Roque”, “Tião”, “Valmir”, “Ceci”, “Marinho” e “Robson”.Nasceu em 1939 e, quando tinha 20 anos, iniciou sua militânciapolítica na Ação Popular, aderiu depois à “Corrente Revolucionária” eparticipou da fundação do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro –PCRB. Em Pernambuco esteve à frente do PCRB e liderou ações armadascomo assaltos a bancos e atentados. No início da década de 70, sem nuncater sido preso, buscou refúgio no exterior. Viveu na França e no Chile.Com a anistia, retornou ao Brasil e ajudou a fundar o PT, partido de que o PCRB passou a fazer parte como nome fantasia de Tendência Brasil Socialista.Em 1997, Bruno Maranhão, filho de um rico usineiro de Pernambuco, amigo do presidente Lula efrequentador do Palácio do Planalto e da Granja do Torto, provocou uma cisão no Movimento dos Sem Terra– MST – que deu origem ao Movimento de Libertação dos Sem Terra – MLST. Esse grupo, que pode serconsiderado extensão ou braço armado do PCRB na área rural, é sustentado com dinheiro que o governo Lularepassa para a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária, mantenedora do MLST.Sob a liderança de Bruno Maranhão, o MLST tem realizado invasões de Ministérios e repartiçõespúblicas. A última foi em 2006, quando 500 militantes do MLST invadiram o Congresso Nacional eprovocaram depredação na Câmara dos Deputados para protestar contra a demora na desapropriação de terraspara reforma agrária. Devido à repercussão do caso, Bruno Maranhão foi afastado da Executiva do PT ondeocupava o cargo de secretário de Movimentos Populares, mas continua ativo à frente do MLST, presente em12 Estados e responsável pela invasão de fazendas sob o olhar complacente do governo Lula.
  • 9. PAULO VANNUCHINome completo: Paulo de Tarso VannuchiTerrorista dos anos 60/70.Foi militante da Ação Libertadora Nacional – ALN, onde se familiarizoucom ações terroristas como seqüestros políticos, assaltos a bancos e quartéis,atentados a bomba, roubo de armas, assassinatos e outras atrocidades quefiguram no Manual do Guerrilheiro Urbano, de autoria de Carlos Marighela,líder da organização. Pelas proezas que praticou, foi parar na prisão em 1971 elá permaneceu até 1976. Beneficiado pela anistia, hoje se jata de ter sido um“herói da liberdade e da democracia”, quando na verdade o que buscava com aluta armada era simplesmente a conquista do poder para implantar a ditadurado proletariado no Brasil.Paulo Vannuchi sempre se pautou pelos princípios do marxismo-leninismoe certamente por isso e pelo seu passado, Lula, que governa cercado de remanescentes da luta armada, onomeou ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. No desempenho de suas funções, age commuita liberdade e desenvoltura na defesa de posições revanchistas. Ainda recentemente declarou que a lei daanistia de 1979 deve ser revogada para que os militares sejam punidos pelo que fizeram durante o regimemilitar. Em defesa de sua tese invocou documentos internacionais que deveriam ser usados para anular a lei deanistia, uma vez que condenam os crimes cometidos por motivos políticos. Nada disse a respeito dos terroristase dos crimes cometidos por eles. E ainda criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal contrárias à linhapolítica do governo Lula afirmando que “o Judiciário é o mais defasado dos três Poderes na questão dorespeito aos direitos humanos”.Pelas posições que adota à frente da Secretaria dos Direitos Humanos, a conclusão a que se chega é queela foi criada para promover o revanchismo político, afrontar as instituições militares e defender organizaçõesde esquerda. Até hoje não saiu em defesa dos direitos dos que têm suas propriedades invadidas e depredadaspelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. E certamente não o fez e não o faz porqueapóia esses criminosos. É bom lembrar que ele é um dos fundadores do Instituto Cajamar, instituição voltadapara a formação de líderes de organizações desse tipo.
  • 10. CARLOS MINCNome completo: Carlos Minc BaumfeldTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de“Jair”, “José” e “Orlando”.Nasceu no Rio de Janeiro em 1951 e aos 18 anos era um liderestudantil atuante. Com o início da luta armada contra o regime militaraderiu à Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares – VAR-Palmares, liderada por Carlos Lamarca. Com outros militantes daVAR-PALMARES, sob o comando de Juarez Guimarães de Brito,participou no dia 16/10/1969 do famoso assalto à casa de AnnaCapriglione, no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, de onde foiroubado o “Cofre de Adhemar de Barros”. Levado para um dos esconderijos dos terroristas, o cofre foiarrombado e nele foram encontrados mais de dois milhões de dólares. Uma parte do dinheiro foiutilizada para financiar as atividades dos terroristas e comprar armas. A outra, a maior, desapareceumisteriosamente e até hoje ninguém sabe onde foi parar. Antes, em março de 1969, havia participado doassalto ao Banco Andrade Arnaud, de onde foram roubados 45 milhões de cruzeiros. Na ocasião, foiassassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.Em outubro de 1969, foi detido num dos “aparelhos” da VAR-PALMARES e permaneceu preso até15 de junho de 1970, quando saiu do país formando parte do grupo dos 40 militantes comunistasbanidos para a Argélia em troca do embaixador da Alemanha, sequestrado cinco dias antes.Com anistia, retornou ao Brasil e foi um dos fundadores do Partido Verde – PV com FernandoGabeira. Em 1986, foi eleito deputado estadual pelo PV do Rio de Janeiro e reeleito, já como candidatodo PT, em 1990, 1994, 1998 e 2002.Foi secretário estadual do Meio Ambiente no Rio de Janeiro. Atualmente é ministro do MeioAmbiente.
  • 11. GILNEY VIANANome completo: Gilney Amorim VianaTerrorista dos anos 60/70. Entre os companheiros da luta armadaera conhecido pelo codinome de “Augusto”.Era membro do Comitê Municipal do Partido Comunista Brasileiro– PCB, quando cursava Medicina em Belo Horizonte. Abandonou oPCB por considerar sua atuação moderada demais e ingressou, em 1968,na Corrente Revolucionária que deu origem à Ação LibertadoraNacional – ALN. Foi um dos redatores do documento-base da Corrente,denominado “Orientação Básica para Atuação: 20 Pontos”. Participou devárias ações terroristas da Corrente e da ALN em Belo Horizonte.Em 25/10/68 comandou o assalto à Drogaria São Félix, na Av. Amazonas. Em 01/12/68,planejou e comandou o violento assalto à boite “Seis às Seis”, na av. Nossa Senhora do Carmo, quandoforam baleados três civis: o terrorista Nelson José de Almeida, codinome “Beto”, na cozinha, atirou eferiu no peito o cozinheiro Antônio Joaquim de Oliveira; Gilney baleou o freguês Wellington GadelhaCampelo, e “Beto”, dentro da boite, atirou pelas costas no gerente Antônio de Almeida Ribeiro. Outraspessoas que estavam no local foram agredidas, espancadas e roubadas. Em 20/01/69, era um dosmembros do grupo que tentou, sem êxito, roubar explosivos na Pedreira Belo Horizonte, no bairro SãoGeraldo. Em 31/03/69 comandou o assalto à Caixa Econômica Federal na Av. Alfredo Balena.Sua atividades terroristas foram interrompidas em 1970, quando foi preso e condenado pelos crimesque cometera. Beneficiado pela anistia, deixou a prisão e foi residir em Cuiabá, Mato Grosso, ondeassumiu a liderança do PT em 1980.Em 1994, foi eleito deputado federal pelo PT e em 1998, deputado estadual, também pelo PT.Atualmente está em Brasília, no Ministério do Meio Ambiente, onde é secretário de Políticaspara o Desenvolvimento Sustentável.
  • 12. DIÓGENES DE OLIVEIRANome completo: Diógenes José Carvalho de OliveiraTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de “Leandro”,“Leonardo”, “Luiz” e “Pedro”.Em 1964, já era militante do Partido Comunista Brasileiro. Fugiu para oUruguai e de lá, em 1966, foi para Cuba, onde fez curso de guerrilhas eespecializou-se em explosivos. Em 1968, retornou ao Brasil e colaborou, emSão Paulo, na organização da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR. Apartir daí teve participação ativa em São Paulo em assaltos a bancos, atentadoscom bombas, seqüestros e assassinatos. A lista é longa. Vamos ficar com osprincipais. Participou do atentado contra o Consulado dos Estados Unidos, em20/03/68, do atentado contra a sede do jornal O Estado de S. Paulo, na ruaMajor Quedinho em 20/04/68 e do assalto ao Hospital do Exército em SãoPaulo em 22/06/68.Em 26/06/68, era um dos 10 terroristas que lançaram o carro-bomba contra o Quartel General do II Exércitono Ibirapuera. Nessa ação foi morto o sentinela Mário Kosel Filho. Fez parte do grupo que assaltou o BancoMercantil de São Paulo, no bairro do Itaim em 01/08/68 e assaltou o quartel da Força Pública no Barro Branco em20/09/68. Na ocasião foi morto o policial Antônio Carlos Jeffery.Em 12/10/68 integrou o grupo que assassinou o capitão Charles Rodney Chandler, do Exército dos EUA. Foiele quem descarregou seis tiros a queima-roupa no militar. Participou ainda do atentado a bomba contra a loja Searsem 27/10/68, do assalto ao BANESPA da rua Iguatemi em 06/12/68, do assalto à Casa de Armas Diana em 11/12/68 edo assalto e roubo de armas no Quartel de Quitaúna em 24/01/69. Em março de 1969 foi preso na Praça da Árvore,na Vila Mariana e em 14/03/70 foi banido para o México com outros quatro em troca do cônsul do Japão seqüestradoem São Paulo. Do México saiu numa longa peregrinação por vários países até retornar ao Brasil, onde, depois daanistia, foi agraciado com uma gorda indenização e passou a receber mensalmente uma generosa aposentadoria pelosserviços prestados ao terrorismo.O Diógenes da VPR é o Diógenes do PT. Nos últimos anos, em Porto Alegre, foi presidente do Clube de Segurosda Cidadania, órgão encarregado de coletar fundos para o PT. Denunciado pelo Ministério Público, foi afastado dapresidência do Clube e está sendo investigado por atos praticados à margem da lei quando presidia o Clube.
  • 13.                                        ALOYSIO NUNES FERREIRANome completo: Aloysio Nunes Ferreira Filho  Terrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de“Beto” e “Mateus”Em 1964, quando os militares assumiram o poder, ingressou no PartidoComunista Brasileiro, mas logo depois, descontente com a linha dopartido, aderiu à Ação Libertadora Nacional – ALN, liderada por CarlosMarighela. Em 1968, como presidente do Centro Acadêmico XI deAgosto liderou a invasão e ocupação da Faculdade de Direito do LargoSão Francisco em São Paulo e ameaçou incendiá-la caso fosse invadidapela Polícia. Entre as ações terroristas da ALN de que se orgulha de terparticipado figuram os assaltos ao trem-pagador da Santos-Jundiaí e aocarro-pagador da Massey-Ferguson no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em outubro do mesmo ano.Como essas e outras proezas o colocaram na lista dos terroristas procurados, Carlos Marighela, dequem era motorista, decidiu enviá-lo para o exterior. Com documentos falsos foi para a França ondepassou a coordenar as ligações dos comunistas e terroristas brasileiros com Cuba e outros regimes queos apoiavam. Permaneceu três anos em Paris e ali se filiou ao Partido Comunista Francês. Negocioucom o presidente Houari Chedid Boumedienne para que os comunistas brasileiros recebessemtreinamento militar na Argélia.Com a anistia, retornou ao Brasil e ingressou na política filiando-se ao PMDB. Foi eleito deputadoestadual em São Paulo em 1982 e reeleito em 1986. Foi vice do governador Luiz Antônio Fleury. Foieleito deputado federal pelo PSDB em 1994 e reeleito em 2000. No governo de Fernando HenriqueCardoso foi, primeiro, secretário-geral da Presidência da República e, depois, ministro da Justiça.Atualmente é secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo.
  • 14. DANIEL AARÃO REISNome completo: Daniel Aarão Reis FilhoTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de “Plínio”,“Djalma”, “Luciano” e “Sandro”. Iniciou sua militância política em 1965na Dissidência Guanabara do Partido Comunista Brasileiro. Nesse ano,esteve preso durante dois meses em razão de sua militância no movimentoestudantil. No ano seguinte, abandonou o Partido Comunista do Brasilporque considerava o partido pouco atuante no meio estudantil.Em 1969, aderiu ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro – MR-8. Em 15/02/69, participou do assalto ao Hospital Central da Aeronáutica .Em 16/02/70, quando a polícia estourou o “aparelho” da rua Montevidéu,no Rio de Janeiro, conseguiu fugir com outros cinco companheiros. Naocasião, foi baleado o policial Daniel Balbino de MenezesEm 06/03/70, foi preso no Rio de Janeiro e em 15 de junho do mesmo ano foi um dos 40 militantescomunistas banidos para a Argélia em troca do embaixador da Alemanha. Viajou por vários países e naFrança formou-se em História e fez mestrado na mesma área. Com a anistia, retornou ao Brasil ondeparticipou da fundação do Partido dos Trabalhadores. Depois, abandonou a política para se dedicar ao ensino.Atualmente é professor titular de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense.Em entrevista ao jornal O Globo, deixou bem claro qual era o objetivo dos que combatiam o regimemilitar: “As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitigadas. Nem para um lado nem para ooutro. Não compartilho a lenda de que no fim dos anos 1960 e no início de 1970, ( inclusive eu) fomos obraço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Aolongo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiama luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária.Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentam como instrumento da resistênciademocrática”.
  • 15. CÉSAR BENJAMINNome completo: César de Queiroz BenjaminTerrorista dos anos 60/70. Usava os codinomes "Menininho", "Cesinha","Fidelis", "Eduardo", "Gilberto", "Gil", "Domingos", "Ribamar", "Julinho","Cabral", "Flo", "Paraíba", "Paraibinha", "Laerte Abreu Junior" e “Laerte”.Começou cedo na luta armada contra o regime militar. Em dezembro de 1969,com 16 anos, já era intregrante do Grupo de Fogo do MR-8 e teve participação emassaltos e outras ações dos terroristas. Em 12/11/1970, ele e outros dois membrosdo MR-8 foram detidos pela polícia no jardim da Igreja do Divino Salvador, noEncantado, Rio de Janeiro. Reagiram a bala e conseguiram fugir. Abandonaramno local uma sacola com uma pistola e dinamite. Na ocasião, foram feridos ospoliciais José Evaristo da Silva e Valter Modesto Dias.Em 06/08/1971, estava no centro de Salvador com José Carlos de Souza (“Rocha”), quando foram reconhecidos porpoliciais que lhes deram voz de prisão. “Menininho” atracou-se com um dos policiais, chegou a atirar e conseguiufugir. José Carlos, no entanto, foi preso e começou a denunciar os companheiros.Em 21/08/1971, “Menininho” e outros três terroristas do MR-8 estavam num Volks e, ao chegar à av. Vieira Souto,na altura do Jardim de Alá, encontraram uma “Operação Pára-Pedro”. Ao serem solicitados os documentos dosquatro, “Menininho” abriu a porta e conseguiu fugir correndo entre os transeuntes. No carro, a polícia apreendeu odiário de Lamarca e cartas para Iara Iavelberg que forneceram aos órgãos de segurança as informações de quenecessitavam a respeito dos terroristas. Sem saber do acontecido, “Menininho” decidiu sair do Rio e retornou aSalvador, onde foi preso no dia 30 de agosto no Rio Vermelho.Após uma longa série de assaltos e de três fugas em choques com a polícia, “Menininho”, com apenas 17 anos,mostrou-se dócil nos interrogatórios e suas declarações puseram a descoberto a linha de ação do MR-8. Com essasinformações, os policiais retornaram à região de Brotas de Macaúba, para localizar Lamarca e Zequinha.Com a anistia, ele aderiu ao PT, mas acabou desiludido com o partido em 1994, quando descobriu que osdirigentes petistas metiam a mão no dinheiro do FAT e Dirceu e Lula lhe pediram que fechasse os olhos “em nome dopartido”. Filiou-se ao PSOL. Em 1995 criou a Editora Contraponto e nas eleições presidenciais de 2006 concorreucomo vice na chapa de Heloísa Helena (PSOL).
  • 16. CID  BENJAMINNome completo: Cid Queiroz BenjaminTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomes de “Vitor”,“Billy”, “Miro” e “Levi”.Nasceu em Recife em 26 de outubro de 1948 e em 1968, como membro doMovimento Revolucionário 8 de Outubro – MR-8, já participava de assaltos abancos e estabelecimentos comerciais, ataques a instalações militares, roubo dearmas, atentados a bomba e outras ações terroristas.Em 15/02/1969, participou do assalto ao Hospital Central da Aeronáuticano Rio de Janeiro.Um dos atos terroristas em que seu nome aparece com destaque é oseqüestro de Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos no Brasil.Essa ação, planejada cuidadosamente por ele, Franklin Martins e FernandoGabeira, teve a participação de militantes da Frente do Trabalho Armado, do MR-8 e da Aliança LibertadoraNacional – ALN e foi executada no dia 4 de setembro de 1969. Pela libertação do embaixador, os terroristasexigiram que fosse divulgado pelo rádio, TV e jornais um manifesto contra o regime militar e a libertação de15 presos políticos, escolhidos por eles, os quais foram banidos para o México.Em dezembro de 1969, assumiu a direção do Grupo de Fogo do MR-8, que atuava no Rio de Janeiro.Em 16/02/1970, quando a polícia estourou o “aparelho” da rua Montevidéu, ele e outros cinco terroristasreagiram a bala e conseguiram fugir. Acabou preso mais tarde e em 15 de junho de 1970 foi um dos 40militantes comunistas banidos para a Argélia em troca do embaixador da Alemanha, seqüestrado pelaVanguarda Popular Revolucionária -VPR e ALN em 11 de junho no Rio de Janeiro.Da Argélia foi para a Suécia e de lá para o Chile, onde acabou se desligando do MR-8 devido àsdivergências que surgiram dentro da organização a respeito de sua linha de atuação.Retornou ao Brasil beneficiado pela anistia e integrou-se na política. Em 2006 concorreu a deputadoestadual no Rio de Janeiro pelo PSOL, mas não conseguiu eleger-se. É jornalista.
  • 17.                     FERNANDO  PIMENTELNome completo: Fernando Damata PimentelTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos outrosterroristas pelos codinomes de “Oscar”, “Chico” e “Jorge”.Nasceu em Belo Horizonte e depois de militar no COLINA ena Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, aderiu àVanguarda Popular Revolucionária – VPR, onde atuou na Unidadede Combate “Manoel Raimundo Soares”, no Rio Grande do Sul.Participou de diversas ações armadas, entre as quais a de 2 demarço de 1970, quando chefiou o assalto ao carro forte do Bancodo Brasil, que transportava dinheiro para pagamento dosfuncionários da Companhia Ultragás.Participou também da fracassada tentativa de seqüestro deCurtis Carly Cutter, cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre. Essa ação, inspirada no bemsucedido seqüestro do embaixador norte-americano, no Rio de Janeiro, foi planejada durante semanase, para executá-la, os terroristas do VPR receberam ajuda do Movimento Revolucionário 26 de Marçoe de outras organizações extremistas existentes no Rio Grande do Sul. Em quatro ocasiões, a execuçãodo seqüestro teve de ser abortada devido a erros primários cometidos pelos organizadores eparticipantes da ação. Na quinta tentativa, o resultado foi desastroso. Apesar de estarem armados comrevólveres, metralhadoras e granadas e utilizarem dois carros, os terroristas não conseguiram deter acaminhonete do cônsul. Dias depois, os oito participantes do malogrado seqüestro, entre os quaisFernando Pimentel, acabaram presos e isto aconteceu graças às pistas que deixaram num dos carrosutilizados na ação, que foi abandonado no local.Cumpriu pena na prisão durante vários anos. Ao ser libertado, foi beneficiado pela lei de anistiae optou pela política. Hoje é prefeito de Belo Horizonte pelo PT.
  • 18. FERNANDO GABEIRANome Completo: Fernando Paulo Nagle GabeiraTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomesde “Mateus”, “Honório”, “Bento”, “João” e “Inácio”.Mineiro de Juiz de Fora, foi militante da dissidência doPartido Comunista Brasileiro no Rio de Janeiro e do MovimentoRevolucionário 8 de Outubro.Em meados de 1969 pediu demissão do Jornal do Brasil,onde trabalhava como redator, para se dedicar mais ativamente àluta armada contra o regime militar. Participou com FranklinMartins e outros terroristas do planejamento e execução doseqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, no Riode Janeiro, em setembro de 1969. No livro “O que é isso,companheiro?”, que escreveu anos mais tarde, ao narrar esseepisódio, ele assinala que o objetivo do seqüestro foi forçar o governo militar a libertar os 15 presospolíticos, que foram levados para o México.Foi preso em São Paulo em 31 de janeiro de 1970 e, cinco meses depois, foi um dos 40 miliantescomunistas banidos para a Argélia em troca do embaixador da Alemanha. Ficou dez anos fora doBrasil. Viveu no Chile, Suécia e Itália até retornar ao Brasil em 1979, beneficiado pela anistia. Deinício, militou no Partido Verde, do qual foi um dos fundadores. Depois, deixou o Partido Verde parase filiar ao PT. Rompeu com a legenda logo no primeiro ano do governo Lula e no discurso em quemanifestou sua desilusão com os rumos do governo, disse que havia sonhado um sonho errado.Completou qualificando os petistas de “deslumbrados, emergentes, aburguesados e impostoreshistóricos.”Atualmente é deputado federal pelo Partido Verde.
  • 19. CHIZUO OSAVATerrorista dos anos 60/70. Usava os codinomes “Fernando” e“Mário Japa”.Era militante da Vanguarda Armada Revolucionária – VAR. Em26/07/68, fez parte do grupo que invadiu a Rádio Independência, em SãoBernando do Campo, para divulgar mensagem revolucionária redigidapor Carlos Marighela.Em setembro de 1969, participou do Congresso da VanguardaPopular Revolucionária - Palmares , em Teresópolis, e passou a fazerparte do grupo dissidente liderado por Carlos Lamarca.Por intermédio de Chizuo Osava, o terrorista Celso Lungaretticomprou o Sítio Palmital, na região de Barra do Azeite, no Vale doRibeira, onde Lamarca instalou um campo de treinamento de guerrilha.Em 27/02/70, Chizuo sofreu um acidente na Estrada das Lágrimas, em São João Clímaco SP.Quando foi socorrido, foram encontrados dentro do carro documentos comprometedores e armas, oque provocou sua prisão. Ao saberem do acontecido, Lamarca e o comando da VPR ficaramapreensivos, pois Chizuo tinha estado no Vale do Ribeira e poderia comprometer a ação da guerrilhanaquela área. Para libertá-lo e tirá-lo do país, foi planejado e executado o sequestro do cônsul doJapão em São Paulo. Em troca dele, Chizuo e outros quatro militantes comunistas foram banidos para oMéxico. Para ficarem mais seguros, os líderes da VAR utilizaram seus contatos para saber o queChizuo havia revelado nos interrogatórios, depois de preso. Na mensagem que passou para Lamarca,Chizuo disse que os militares acreditavam que o foco da guerrilha estava em Goiás.Do México, Chizuo foi para Cuba e de lá para a Europa e posteriormente para o Chile. Com aanistia, retornou ao Brasil e como anistiado político foi indenizado e recebe uma pensão mensal.Atualmente é correspondente da agência de notícias Inter Press Service.
  • 20. ELIZABETH MENDESNome completo: Elizabeth Mendes de OliveiraTerrorista dos anos 60/70. Usava os codinomes “Rosa” e “BeteMendes”. Este último ainda é usado como abreviação de seu nome.Era militante da Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares,em São Paulo. Atuava no setor de inteligência da organização e sededicava à propaganda e arregimentação no meio estudantil euniversitário.Foi presa pela primeira vez em 29/09/70 e permaneceu detidadurante quatro dias. Em outubro do mesmo ano foi novamente presa edepois de trinta dias no cárcere, foi absolvida pelo Tribunal SuperiorMilitar e recuperou a liberdade.Depois da anistia, Bete Mendes, formada em artes cênicas, além da carreira artística, dedicou-se àpolítica. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores – PT, pelo qual se elegeu deputadafederal em 1983. Foi expulsa do PT por ter votado em Tancredo Neves na eleição indireta para escolhado presidente. Filiou-se ao PMDB, participou da elaboração da Constituição de 1988 e foi secretáriaestadual da Cultura em São Paulo.Em 1985 acusou o cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, adido militar do Brasil no Uruguai, de tersido submetida a torturas por ele durante o tempo que esteve presa no DOI-CODI em São Paulo. Nolivro Rompendo o Silêncio, que escreveu para contestar as acusações, o Cel. Ustra negou que elativesse sido torturada durante o tempo que esteve à frente do combate ao terrorismo em São Paulo.Provou que não passava de mentiras a série de fatos que ela citou em suas denúncias e entrevistas. Emresumo, deixou claro que ela, esquecida de que sua atuação quando terrorista era criticada pelos seuscompanheiros, tentava se fazer de vítima e posar de heroína, como se a ficção e a fantasia pudessemsubstituir a realidade e dar uma nova dimensão ao que de fato aconteceu durante o regime militar.
  • 21. JOÃO QUARTIM DE MORAISNome completo: João Carlos Kfouri Quartim de MoraisTerrorista dos anos 60/70. Era conhecido pelos codinomesde “Manoel”, “Mané” e “Maneco”.Foi militante da Política Operária – POLOP, mas em 1968,ao voltar ao Brasil depois de dois anos de estudos na França,abandonou o POLOP e participou da criação da Vanguarda PopularRevolucionária – VPR. Foi um dos dirigentes da organização e teveparticipação em ações armadas do grupo.Em setembro de 1968, foi um dos integrantes do “TribunalRevolucionário” que condenou à morte o capitão norte-americanoCharles Rodney Chandler. Ele admitiu, mais tarde, ter sido um dosmandantes do assassinato de Chandler, qualificado de “justiçamento” pelos terroristas, mas, aover publicada essa informação nos jornais, contestou-a com veemência, qualificando-a de calúnia. Averdade, no entanto, é bem diferente, pois em 1977 a Justiça o condenou por esse crime.Em dezembro de 1968, por divergências políticas foi expulso da VPR e, quatro mesesdepois, com nome falso, fugiu para o Uruguai. De lá, em outubro de 1970, foi para Paris. Estevetambém na Inglaterra, Itália, Iugoslávia e Chile.Em 1970, no Chile, foi um dos fundadores da revista “Debate”, posteriormente editadatambém na Europa. Essa publicação defendia basicamente a união dos comunistas brasileiros.Com a anistia , regressou ao Brasil, onde passou a atuar na ABI e foi contratado comoprofessor da UNICAMP. Em 1983, em São Paulo, foi nomeado secretário de imprensa pelogovernador Franco Montoro.Atualmente é professor titular da UNICAMP, onde criou o Centro de Estudos Marxistas.
  • 22. MARIA AUGUSTANome completo: Maria Augusta Carneiro RibeiroTerrorista dos anos 60/70. Era conhecida pelos codinomes de“Guta” e “Zazá”.Mineira de Montes Claros, onde nasceu em 1947, aderiu bemcedo à militância política no meio estudantil, mas em 1964, quando osmilitares assumiram o poder, foi para os EUA onde passou um anonum intercâmbio de estudantes. Ao regressar, ingressou na Faculdadede Direito e participou do movimento estudantil no CentroAcadêmico Cândido de Oliveira – CACO, quando iniciou suamilitância no Partido Comunista Brasileiro – PCB.Defensora da luta armada, que acreditava ser o meio de resistir e pôr fim ao regime militar,aderiu à dissidência do PCB, que depois se transformou no Movimento Revolucionário 8 de Outubro– MR-8. Participou de várias ações armadas, entre as quais roubo de armas e assalto a bancos.Em outubro de 1968, foi reconhecida por um policial numa praça no Rio de Janeiro e, depoisde um tiroteio entre terroristas e policiais, acabou presa com outros três companheiros.Em 06/09/69, foi a única mulher entre os 15 militantes comunistas banidos para o México emtroca do embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick, sequestrado dois dias antes.Do México foi para Cuba, onde fez curso de guerrilha. Em novembro de 1972, já morando noChile, participou da assembléia em que o MR-8 acabou cindido em dois grupos, um, que continua atéhoje com a sigla MR-8, e outro, que adotou a sigla MR-8/CP, de “Construção Partidária”. Este grupo,mais radical e defensor da luta armada, teve a liderança de Guta e Vladimir Palmeira, mas acabou sedissolvendo no ano seguinte. Esteve também na Itália, Argélia e Suécia.Regressou ao Brasil após a anistia de 1979 e filiou-se ao PT.Atualmente, está à frente daOuvidoria Geral da Petrobrás. Além de salário, recebe uma pensão mensal como anistiada política.
  • 23. FLÁVIO KOUTZIITerrorista dos anos 60/70. Usava o codinome “Laerte”.Em meados da década de 60, era militante do Partido ComunistaBrasileiro – PCB, no Rio Grande do Sul. Convencido de que a lutaarmada era o caminho para derrubar o regime militar, aderiu à CorrenteRevolucionária que surgiu dentro do PCB. Em outubro de 1967,compareceu à reunião dessa dissidência, que, em abril de 1968 deuorigem ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. No anoseguinte, em Santos SP, participou da fundação do Partido OperárioComunista – POC, formado pela fusão da dissidência do PCB gaúchocom dissidentes da Política Operária – POLOP. Nessa ocasião, foi eleitomembro do Comitê Nacional do POC e seu dirigente no Rio Grande do Sul.Planejou e participou de diversas ações armadas, dentre as quais se pode citar o assalto aoBanco Industrial e Comercial do Sul, em Porto Alegre em 23/07/69.Em abril de 1970, fugiu do Brasil. Em julho de 1971, já no Chile, abandonou o POC e filiou-seao trotskismo, ingressando na Tendência Combate, organização do Secretariado Unificado da IVInternacional.Na Argentina, foi detido e permaneceu na prisão de 1975 a 1979. Viveu depois exilado naFrança, de onde retornou ao Brasil em 1984 e filiou-se ao PT gaúcho. Foi eleito vereador em PortoAlegre em 1988 e deputado estadual em 1990, sendo reeleito em 1994, 1998 e 2002. Foi chefe da CasaCivil do primeiro governo da Frente Popular no Rio Grande do Sul de janeiro de 1999 a abril de 2002.Desistiu de concorrer à reeleição em 2006, desiludido com os rumos do governo Lula.Qualificou de traição ao programa do PT a linha adotada pelo governo e os escândalos tipo “mensalão”,fatos que na visão de petistas, entre os quais Lula, não passam de erros cometidos por dirigentes dopartido.