A importância do patrimônio histórico cultural e ambiental 15[1].03.08

  • 12,660 views
Uploaded on

 

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • Na verdade, no português brasileiro, é 'patrimônio', mesmo. Como eu sou brasileiro, logo está correto o termo supra citado.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • património
    Are you sure you want to
    Your message goes here
No Downloads

Views

Total Views
12,660
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
113
Comments
2
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. A IMPORTÂNCIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, CULTURAL E AMBIENTAL PATRIMÔNIO CULTURAL Patrimônio cultural é o conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais,que, pelo seu valor próprio, devam ser considerados de interesse relevante para apermanência e a identidade da cultura de um povo. O patrimônio é a nossaherança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às geraçõesfuturas. Do patrimônio cultural fazem parte bens imóveis tais como castelos,igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivovalor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bensmóveis, incluem-se por exemplo, pinturas, esculturas e artesanato. Nos bensimateriais considera-se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e oscostumes.O Patrimônio é importante para a humanidade, já que ele é a nossa Identidade,nossa história. PATRIMÔNIO HISTÓRICO Patrimônio histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, quepossua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico,documental, científico, social, espiritual ou ecológico. CARTAS PATRIMONIAIS Desde há muito tempo, medidas administrativas foram adotadas em antigosimpérios e reinos para a proteção de edificações importantes para a suassociedades. A partir do século XIX, um pensamento mais estruturado sobre a proteçãodo patrimônio cultural começa a ser organizado. Mas somente no início do séculoXX que posturas, legislações e atitudes mais abrangentes e concretas são postasem prática. Em 1931, surge a Carta de Atenas, que discute a racionalização deprocedimentos em arquitetura e propõe normas e condutas em relação àpreservação e conservação de edificações, para terem caráter internacionais epara garantirem a perpetuação das características históricas e culturais nosmonumentos a serem preservados. As técnicas e as teorias dominantes a cada momento da evolução dopensamento preservacionista, muitas vezes possibilitaram a descaracterização deprédios de valor histórico, ao permitirem certas adaptações de técnicasconstrutivas ou ao consentirem na modernização de instalações parareadequação dos espaços às demandas da vida moderna. Os documentos gerados inicialmente, em geral, não têm maior grau deobservância com a explicação de detalhes para o restauro ou para intervençõesnos monumentos de patrimônio histórico. Assim, com a evolução do pensamento e frente a avaliações de casosocorridos, outras regulamentações e orientações foram sendo editadas, no esforço
  • 2. de controle das modernizações que eram introduzidas pelas intervenções, e parao equacionamento de diretrizes de resgate da memória e da cultura naconservação do patrimônio edificado. Uma maior e mais criteriosa abordagem sobre restauro aconteceu em 1964com a elaboração da CARTA DE VENEZA – Carta Internacional do Restauro. As carta ao longo do tempo, permanecem atuais e são complementadaspor novas e recomendações que nos descortinam novos ou mais amplosprocedimentos na preservação do patrimônio cultural. Muitas Cartas,Recomendações e Leis propõem tipos de atitudes em relação aos benspatrimoniais, que é necessário analisar os conceitos nelas contidos para umaatitude consciente na adoção de políticas preservacionistas do patrimônio.RELAÇÃO DAS CARTAS PATRIMONIAIS E SEUS OBJETIVOS ESPECÍFICOSCarta de Atenas – sociedade das Nações – outubro de 1931Carta de Atenas – CIAM – novembro de 1933Recomendação de Nova DélhiRecomendação de Paris 1962Carta de VenezaRecomendação Paris 1964Normas de QuitoRecomendação Paris 1968Compromisso Brasília 1970Compromisso SalvadorCarta do RestauroDeclaração de EstocolmoRecomendação Paris 1972Resolução de São DomingosDeclaração de AmsterdãManifesto de AmsterdãCarta do Turismo CulturalRecomendações de NairóbiCarta de Machu PichuCarta de BurraCarta de FlorençaDeclaração de NairóbiDeclaração TlaxcalaDeclaração do MéxicoCarta de Washington 1986Carta PetrópolisCarta de Washington 1987Carta de Cabo FrioDeclaração de São PauloRecomendação de Paris 1989Carta de LausanneCarta do RioConferência de Nara
  • 3. Carta de Brasília 1995Recomendação Europa de 1995Declaração de SofiaDeclaração de São Paulo IICarta de FortalezaCarta de Mar del PlataCartagenas de Índias – ColômbiaRecomendação Paris 2003 PATRIMÔNIO IMATERIAL O debate sobre a conservação do patrimônio imaterial mostra que osprocessos de produção cultural são tão importantes como o patrimônio material,pois este torna-se uma categoria social quase vazia quando é extirpada de seusvalores imateriais. Estaremos fadados a propor políticas e programas de desenvolvimento queserão de grande importância para a conservação da “cal e da pedra” mas depouca importância para o engrandecimento humano de homens e mulheres quehabitam as nossas cidades. Os aspectos imateriais da cultura são decisivos para a manutenção daidentidade dos povos frente às rápidas mudanças impostas pelo mundo. No dia 7 de agosto de 2000, foi publicado o decreto instituindo o Registrode Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o patrimônio culturalbrasileiro. O texto da constituição federal de 1988, em seu artigo 216, járeconhecia a dupla natureza material e imaterial dos bens culturais, estabelecendotanto o tombamento quanto o registro. Como o tombamento pode ser consideradoum processo inadequado para a preservação de práticas culturais intangíveis edinâmicas, necessita-se de instrumentos de identificação, valorização e apoio quefavoreçam a sua permanência. É de fundamental importância que comecemos a explorar, no meioacadêmico e técnico, uma estrutura pública de cuidado com esses bens culturais,que possam organizar:1-Inventário, pesquisa, registro e difusão do patrimônio imaterial;2-Publicação de obras de referência sobre o patrimônio imaterial brasileiro;3-Projetos educacionais que contribuam para a transmissão dos conhecimentostradicionais e para preservação dos aspectos físicos que dão suporte à existênciade manifestações do patrimônio imaterial. PATRIMÔNIO MATERIAL A questão do patrimônio histórico perpassa diversos setores da sociedade,trazendo ao debate seu papel no contemporaneidade. O conjunto do patrimôniohistórico engloba debate de seu papel na contemporaneidade. O conjunto dopatrimônio histórico engloba todos os bens culturais que possuemrepresentatividade para a história e a identidade da sociedade, que seja por suaexemplaridade, que por sua singularidade.
  • 4. O conceito de patrimônio histórico tem evoluído ao longo do tempo e abusca de identidade do homem urbano em meio à avalanche de informações dosmais variados setores e dos mais variados matizes – decorrentes do processo demundialização da cultura e “facilitadas” pelo avanço da tecnologia, queproporciona o acesso à informação em tempo real, pela difusão quase quesimultânea à ocorrência dos fatos – tem tirado do homem moderno o sentido depertencimento. Na busca de sua identidade o homem recorre, inicialmente, ao patrimôniomaterial no qual se inserem os bens edificados e os objetos que tiveramsignificado na formação de nossa identidade cultural. Num segundo momento,busca-se o resgate do intangível, o patrimônio imaterial, no qual se inserem asfestas, as celerações, os lugares e os saberes que fazem parte de nossaformação cultural e que, de alguma forma, encontram-se latentes no inconscientecoletivo. Pois bem, o resgate dessa história é fundamental, não só sob o aspectocultura como por sua função social. As construções históricas que, no passado, tiveram momentos de glória navida das cidades e hoje se encontram abandonadas e em avançado processo dedeterioração precisam ser recuperadas, não só como resgate da cultura epreservando traços de uma época, mas permitindo, também, a possibilidade doestabelecimento de novos usos, sejam eles comerciais ou residenciais. Antigos prédios comerciais que, no passado, abrigaram lojas e escritórios,hoje podem ser utilizados como residências para a população de baixa rendacumprindo, assim, uma importante função social e contribuindo para a redução dodéficit habitacional. A existência de infra-estrutura urbana no entorno dessesimóveis torna sua recuperação e utilização muito menos onerosas para asociedade que a construção de novas moradias. O Projeto Tiradentes, no Rio deJaneiro é um ensaio desse processo de revitalização urbana e contou com aportede recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Interamericano deDesenvolvimento (BID). O projeto de revitalização do antigo “Bairro do Recife”tenta unir o resgate histórico cultural com a sustentabilidade do patrimônio, pelacriação de pólos de empresas de tecnologia de informação e exportadoras. Já a utilização de imóveis de valor histórico para fins culturais tem sidolugar-comum nas grandes cidade, como é o caso dos Centros Culturais do Bancodo Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e mais recentemente, do SantanderCultural, em Porto Alegre.