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  • 1. Secretaria Municipal de Educação Prefeitura Municipal de SantarémEsc. Mul. de Ens. Fund. Irmã Leodgard Gausepohl PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Santarém 2012
  • 2. 1As organizações são unidades sociais (e,portanto, constituídas de pessoas quetrabalham juntas) que existem para alcançardeterminados objetivos. Os objetivos podemser o lucro, as transações comerciais, oensino, a prestação de serviços públicos, acaridade, o laser, etc. Nossas vidas estãointimamente ligadas às organizações,porque tudo que fazemos é feito dentro deorganizações ( Chiavenato, 1989, p. 3).
  • 3. 2 Secretaria Municipal de Educação Prefeitura Municipal de Santarém Esc. Mul. de Ens. Fund. Irmã Leodgard Gausepohl EQUIPE GESTORA ELANA PETRONILA PORTELA WANZELER (Diretora) ELIANA MARIA DOS SANTOS NEVES (Vice-diretora) HERLENS REGINA GONÇALVES DE SOUSA (Secretária) DORIANE MARIA EZEQUIEL DA SILVA (Coordenadora pedagógica) DARICLEIDE RODRIGUES DOS SANTOS (Coordenadora pedagógica) LUCIA MARIA MAIA PIMENTEL (Coordenadora do PROUCA)FULVIA RAFAELA FIGUEIRA DA MOTA (Coordenadora do Programa Mais Educação) EQUIPE DE ADMINISTRATIVA ANA SÍLIA SILVA DE ALMEIDA ANIELE MOTA DOS SANTOS MARIA ELITA DOS SANTOS GOMES MARIVALDO PEIXOTO RIBEIRO
  • 4. 3 EQUIPE DE APOIO ELIANA CONCEIÇÃO DE SOUSA FRANCISCA DO MONTE ALMEIDA IVONETE FERREIRA DE CASTRO JAIRSON MOREIRA ALVES JOAQUIM ELBECY SILVA SANTOSMARIA DA CONCEIÇÃO RAMOS DE CARVALHO MARIA EDILEUZA DE SOUSA ANDRADE REINALDO SILVA DOS REIS SANDRA MARIA SANTOS GOMES DOCENTES FILOMENA GENTIL QUEIROZ LEILA MARIA MAIA DA SILVA MARIA DELZANIRA FLEXA DOS SANTOS MARIA EDMEÉ NASCIMENTO DA SILVAMARIA ELIZABETH DOS SANTOS FERNANDES MARIA JUREMA SANTANA DE BARROS MARIA LADIR CARVALHO VALENTE MARLENE CAMPOS NASCIMENTO SIRLENE CRISTO LOPES VANUSA CRISTINA CERDEIRA PAZ WALDILENE CORREA DE SOUSA YOJI BARROSO YANO
  • 5. 4 SUMÁRIO1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA.............................................................. 52.MISSÃO......................................................................................................... 7 2.1VISÃO...................................................................................................... 7 2.2VALORES DA ESCOLA......................................................................... 7 2.3 INOVAÇÃO............................................................................................ 7 2.4COMPROMISSO..................................................................................... 7 2.5 EXCELÊNCIA......................................................................................... 8 2.6 RESPEITO ............................................................................................. 8 2.7 PARTICIPAÇÃO.................................................................................... 8 2.8 OBJETIVO GERAL................................................................................ 8OBJETIVOS ESPECÍFICOS............................................................................ 8 2.9 METAS .................................................................................................. 93. JUSTIFICATIVA .......................................................................................... 104. FUNDAMENTOS.......................................................................................... 11 4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS............................................................... 11 4.2 FUNDAMENTOS ETNICOS................................................................... 12 4.3 POLÍTICA DA IGUALDADE.................................................................. 13 4.4 ESTÉTICA DA SENSIBILIDADE........................................................... 145. FUNDAMENTOS ESPISTEMOLÓGICOS................................................... 156. PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS....................................................... 167. PRESSUPOSTOS DA AVALIAÇÃO........................................................... 17 7.1 FUNDAMENTOS DA AVALIAÇÃO....................................................... 17 7.2 FASES DA AVALIAÇÃO....................................................................... 18 7.3 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA................................................................ 19 7.4 AVALIAÇÃO QUALITATIVA................................................................. 19 7.5 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA.............................................................. 20 7.6 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PROFESSOR........................... 20 7.7 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS.................... 21 7.8 AVALIAÇÃO DA EQUIPE GESTORA................................................... 218. PROPOSTA CURRICULAR ........................................................................ 239. PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA............................................ 2610. PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE..... 30 10.1 PLANO DE AÇÃO................................................................................ 32REFERÊNCIAS................................................................................................ 34APÊNDICESANEXOS
  • 6. 5 1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA A Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl, localizadana Rua Uruará, s/n, na cidade de Santarém, Estado do Pará Brasil, inaugurada no dia03 de março de 2003, na Administração do Prefeito Joaquim de Lira Maia, o discursoinaugural foi feito pela Diretora Simone Patrícia Sherer,o nome da escola se deu emhomenagem a Irmã Leodgard Gausepohl, nessa que se constituiu num modelo dededicação ao próximo, que por seu trabalho social, tem impacto perene em nossahistória, que foi uma grande personalidade pública que, neste século, ocupou posiçãode destaque em nosso comunidade. A Estrutura Física da Escola iniciou em alvenaria, com dois pavilhões, oito salasde aula, secretaria, sala dos professores, cozinha, depósito de alimentos, doisbanheiros e posteriormente a escola foi contemplada com uma quadra de esportes. Amatrícula inicial foi de 462 alunos do ensino regular, mais 127 alunos da EducaçãoInfantil, que funcionava nas escolas anexas Chapeuzinho vermelho, localizada na Rua:Nossa Senhora da Conceição e Cantinho Mágico localizado na rua Gonçalves Dias.Esta unidade de ensino tendo como gestora Roseli Evangelista da Silva passounovamente por ampliação em 2010, na gestão da Prefeita Maria do Carmo, com aconstrução do laboratório de informática, sala do Projeto UCA, sala do Mais Educaçãoe a Maloca. A escola é mantida pela Secretaria Municipal de Educação e Desporto –SEMED, assim também com os recursos do Governo Federal (PDDE, PDE e MaisEducação). A mesma funciona nos turnos matutino e vespertino, ofertando as seguintesmodalidades: Educação Infantil (Pré-Escola), Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano) eEducação Especial. A Escola atende em média 550 discentes, onde os mesmos na sua maioriasão oriundos do próprio bairro como também de bairros adjacentes como Área Verde,Santana e Prainha. Esses são de família na maioria de classe baixa, que tiram osustento da pesca como também da agricultura, neste bairro possui apenas duasescolas municipais , Irmã Leodgard e Aderbal Tapajós, foi um bairro que surgiu de
  • 7. 6invasões e por isso sua situação sócio econômica é muito difícil, onde os pais deixamos filhos sozinhos com um irmão mais velho ou com avós e saem para trabalhar e sóvoltam a noite. Essa é a realidade vivenciada por nossos alunos, muitos vivem emextrema pobreza e são vitimas do alagado pela água da chuva que ficam retidas pelasobras do PAC, que estão em pleno andamento no bairro. Com a vinda dessa obraespera-se que de fato a infraestrutura do bairro mude para melhor e que esse povo vivacom mais dignidade. A Escola tem em seu quadro 33 servidores sendo: 08 especialistas, 14graduados, 06 graduandos, 02 ensino médio e 05 com ensino fundamental. As turmasestão distribuídas: 02 turmas de Pré – Escola 04 turmas de 1º Ano 04 turmas de 2º Ano 04 turmas de 3º Ano 03 turmas de 4º Ano 03 turmas de 5º Ano Na estrutura física da escola temos: uma secretaria que funciona também comosala de direção, sala dos professores com banheiro, sala do PROUCA (PROGRAMAUCA), 10 salas de aula, 01 sala e 01 maloca para a realização das oficinas doPrograma Mais Educação, 01 laboratório de informática, uma cozinha, uma áreacoberta, 6 sanitários para os alunos e 01 quadra não coberta. Já passaram por esta instituição de ensino os seguintes gestores: 2003 a 2006 Simone Patrícia Alves Sousa (Diretora) 2003 Teodora Maria Siqueira Viana (Vice – Diretora) 2004 Silvia da Silva Pinho (Vice – Diretora) 2006 a 03/ 2012 Roseli Evangelista da Silva ( Diretora) 2006 Sônia Maria Passos ( Vice – Diretora) 2007 a 03/2012- Elana Petronila Portela Wanzeler (Vice – Diretora) 2012- Elana Petronila Portela Wanzeler (Diretora) 04/2012- Eliana Maria dos Santos Neves( Vice-Diretora
  • 8. 7 2. MISSÃO Trabalhar pela qualidade de ensino promovendo a formação de um cidadãocritico, reflexivo, participativo, consciente e transformador da comunidade em que vive. 2.1 VISÃO Fazer desta instituição um espaço de transformação intelectual, contribuindoconstantemente para a melhoria das condições educacionais, visando assegurar umaeducação de qualidade aos nossos alunos, num ambiente de responsabilidade social eindividual, participativo, criativo, inovador e de respeito ao próximo. 2.2 VALORES DA ESCOLA Os valores dependem muito da cultura de cada um. Ou seja, o meio em que vive.De repente, aquilo que para a nós é ilegal para alguém de um país distante não é. Parauns, enganar, falsificar, corromper é normal. Porque foi neste meio criado. Quanto aosvalores da escola. Ela tem uma função social, lida com todos os valores presentes nasociedade, orienta, exemplifica coordena e ensina. Dentro de princípios éticos e morais.A escola leva para as gerações mais jovens os conteúdos acumulados pela cultura etransversalidades a eles estão questões como: ética, pluralidade cultural, sexualidade emeio ambiente. Sendo que a escola Irmã Leodgard Gausepohl defende os seguintesvalores: 2.3 INOVAÇÃO Incentivamos ao dever de abraçar nossas causas, nossos ideais e objetivos de vidacom força e garra, e assim buscar soluções criativas e inovadoras para enfrentar osnossos desafios. 2.4 COMPROMISSO "No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, nãoexiste meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz."
  • 9. 8(Ayrton Senna). Baseado nisso a Escola Irmã Leodgard é comprometido com o ensinode qualidade de seus alunos. 2.5 EXCELÊNCIA A qualidade de nosso trabalho tem tudo a ver com a qualidade de nossa vida. Énesse contexto que os funcionários da escola Irmã Leodgard buscam incessantementea qualidade em tudo que fazem em prol da comunidade escolar. 2.6 RESPEITO Ser capaz de respeito é hoje em dia quase tão raro como ser digno de respeito, eé por isso que respeitamos a dignidade e os direitos de cada pessoa em nossa escola. 2.7 PARTICIPAÇÃO Trabalhamos e discutimos a importância da ação coletiva no dia-a-dia escolar doprojeto político-pedagógico e também o papel das instâncias colegiadas tais como:Comunidade, Conselho Escolar, Mestres, Funcionários e Conselho de Classe. Essasinstâncias são facilitadoras no desenvolvimento de um trabalho coletivo. 2.8 OBJETIVO GERAL Desenvolver trabalhos integrados com o corpo administrativo, técnico, docentes,discentes e comunidade em geral, procurando acompanhar as práticas diárias docotidiano escolar.OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Criar parcerias que favoreçam a integração entre escola, comunidade e famílias;  Contribuir para o crescimento profissional e pessoal de todos os segmentos;  Favorecer a aquisição e construção de conhecimentos fundamentais, de forma interdisciplinar, contribuindo na formação de cidadãos atuantes;
  • 10. 9  Criar condições para aperfeiçoamento básico, leituras interpretativas e escritas significativas;  Proporcionar atendimento aos alunos que apresentem dificuldades, que poderá interferir no processo ensino-aprendizagem;  Incentivar os educandos a participarem das atividades esportivas;  Valorizar os profissionais da educação.2.9 METAS  Cumprir os 200 dias letivos e 800 horas de atividade pedagógica;  Construir ambiente educativo onde todos segmentos da comunidade escolar sintam-se responsáveis pelo processo educativo e conservação do patrimônio escolar;  Elevar o índice de frequência dos professores;  Elevar o índice de frequência dos alunos;  Diminuir o índice de evasão escolar;  Elevar o índice de aprovação do 1º ao 5º ano;  Inserir na grade curricular os Projetos oriundos da escola: Educação Fiscal, Família na Escola, Leitura e Produção Textual, Talento Mirim, Criança Nosso Futuro,(PSE) Programa Saúde na Escola Governo Federal, Estadual e Municipal, Policia Militar (PROERD) e Governo Federal (ProUca).  Incentivar a participação dos pais nas atividades da escola;  Garantir uma Gestão Democrática e Participativa;  Alfabetizar 90% das crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental;  Melhorar as práticas pedagógicas da escola;  Elevar o desempenho acadêmico dos discentes.
  • 11. 10 3. JUSTIFICATIVA O “Projeto Político Pedagógico é um trabalho coletivo e democrático” tem comoobjetivo demonstrar a importância desse instrumento de estudo no âmbito escolar. Ointuito é que a escola exerça a sua autonomia e assuma o compromisso de construirseu Projeto Politico Pedagógico (PPP), embasado na coletividade, sendo que, ossujeitos participantes desse processo necessitam ter entendimento e compreensão doque se está querendo para a escola, pois, é pela participação que as pessoas sentem-se incluídas, responsáveis, valorizadas e respeitadas como sujeitos pensantes dedecisões e escolha é importante, e deve ficar bem claro que o PPP para repercutir navida dos alunos, precisa necessariamente repercutir também na vida de todos osintegrantes da escola . Buscando a maior participação dos agentes escolares previstopela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96). A qualressalta em vários de seus artigos a importância desse instrumento dentro do âmbitoescolar: no Artigo 15, a LDB concede a escola progressivos graus de autonomiapedagógica, administrativa e de gestão financeira, dando um espaço de liberdade eresponsabilidade para elaborar seu próprio plano de trabalho, definir seus rumos eplanejar suas atividades de modo a responder as demandas da sociedade. Permite aescola a construção de sua identidade e a equipe escolar uma atuação que a tornasujeito histórico de sua própria prática. Na LDB, o PPP está assegurado no título IV,nos artigos 12, 13 e 14, sendo que no Artigo 12 (inciso I) os estabelecimentos deensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão aincumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica; no inciso VII regeinformar os pais e responsáveis sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem comosobre as execuções de sua proposta pedagógica. No Artigo 13 (inciso I) a lei define queos docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica doestabelecimento de ensino, no inciso II, define a elaboração e o cumprimento do planode trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. No artigo14, os sistemas de ensino definirão as normas, a gestão democrática e a participaçãodos profissionais da educação na elaboração do PPP da escola. Levando em consideração a grande importância e necessidade que a escola tem
  • 12. 11de construir o seu PPP, foi que se pensou na sua elaboração, como um documentooficial que vai nortear o desenvolvimento das atividades desenvolvidas na escola IrmãLeodgard Gausepohl. Este documento possibilita uma nova visão aos docentes,proporcionando uma vivência democrática necessária para a participação de todos osmembros da comunidade escolar, podendo interagir nas decisões a seremdesenvolvidas no campo educacional. Portanto, o PPP é responsabilidade de todos que fazem parte da comunidadeescolar e exige um processo ativo e participativo no qual todos os envolvidos podemexpressar suas ideias, propiciando um espaço aberto para o dialogo. Visto que a suaconstrução é gradativa, isto é, aos poucos vai se estruturando e ampliando ganhandocorpo e consistência, dessa forma a escola deve pensar e implementar o que é melhorpara assegurar o sucesso do seu projeto, de acordo com suas possibilidades e limites,estabelecendo prioridades e amenizar os problemas mais graves. Diante das transformações pelo qual passa o mundo globalizado e sendo aeducação o alicerce principal para um futuro promissor é que a Escola Irmã LeodgardGausepohl visa formar cidadãos críticos reflexivos integrantes em uma sociedade ondepossa reinar a liberdade de expressão e, ação da coletividade inserida no processoensino aprendizagem, mesmo porque a clientela envolvida são cidadãos periféricos,famílias com falta de infraestrutura e situação socioeconômica precária. Percebe-se quegrande parte é oriunda de famílias vindas das comunidades ribeirinhas, pescadores,pedreiros e autônomos, porém, pessoas que sobrevivem com muita dignidade, devido aessa situação econômica. 4. FUNDAMENTOS 4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS Para construir ou reconstruir, de fato, a democracia, a legislação de uma unidade de ensino é o Regimento Escolar, pois ele é um conjunto de regras as quais determinam a organização administrativa, didática, pedagógica, para se estabelecer disciplina de como desenvolver um bom trabalho e as normas de como realizá-lo
  • 13. 12 nesse ambiente, juntamente com os direitos e deveres, objetivos e os níveis, para assim dividir as responsabilidades e atribuir a cada um a democracia que foi determinada, de como se deve fazer a reflexão da escola sobre esta. Trata-se de um ato educativo que se institui não apenas na escola, como também na família, nos movimentos sociais e outros grupos organizados por pessoas que intencionalmente misturam suas vidas com a educação, ressaltando que todo ato pedagógico deve ser dialógico com a sociedade onde se desenvolve com a leitura de mundo para o qual se pretende educar, e ainda, com a concepção de homem que se quer educar, desse modo, implica-se em um processo indissociável contínuo de reflexão e discussão das questões que perpassam no dia-a-dia da escola. 4.2 FUNDAMENTOS ÉTNICOS ÉTINICA DA IDENTIDADE Formar e educar não significa negar, mas criar condições para a construção dosalunos e a dos educadores. Cada professor constrói a sua identidade docente, quandosoma a sua formação inicial e continuada com a sua experiência. As transformaçõesdos valores éticos e sociais, as mudanças nas estruturações familiares tambéminterferem bastante e exigem laços mais estreitos no relacionamento família-escola.Entretanto, sabemos da importância da participação efetiva e interventiva dos pais naescola pública atual. Esta não pode limitar-se a função de ensinar os conteúdoscurriculares. Precisa considerar o contexto social e cultural de seus alunos, bem comointeresses e necessidades. A escola é uma instituição universal, cuja função é transmitire construir conhecimentos e se sustenta sob o pressuposto de que todos têm direito aeducação. Se não houver disponibilidade interna para o diálogo, amor à vida, ao mundoe, principalmente ao ser humano, não é possível mudar, criar e recriar. Sem dúvidas, épreciso que o educador tenha amor à vida, à profissão, a criança em desenvolvimento.É necessário ter projeto e ter esperança na construção de um futuro melhor. A educação de boa qualidade é uma prática exercida por profissionaiseducadores comprometidos com o desenvolvimento, sob todas as formas, da classe
  • 14. 13oprimida. A Identidade Moral acontece também na escola, com isso não estamosexcluindo todos os outros elementos participantes nesta construção. Também nãoafirmamos que a escola seja o único espaço no qual a identidade moral seráconstruída. Em diversos artigos esta pode ser buscada em situações específicas, taiscomo a ação da família, das comunidades de bairros, dos meios de comunicação, dosespaços de lazer e recreação ou no trabalho. Estabelecemos a construção daIdentidade na prática pedagógica, visando oferecer aos professores subsídios para asua reflexão que os ajudem no dia-a-dia da escola. Pode-se também, denominar estaaquisição, pois a Identidade Moral não faz parte do patrimônio inato do sujeito, mas queisto, a Identidade depende do que acontece na prática pedagógica, do que a escolapode oferecer em complementação a Educação iniciada, e continuada na família, e pelafamília, principalmente por que: [... Considera-se que a finalidade da vida é a felicidade, cuja obtenção exige a capacidade, como poderíamos dizer em terminologia moderna, de se adaptar ao próprio ambiente mais efetivo consistente tanto com a natureza humana em geral como com as próprias características pessoais. Isto envolve entender como o cosmo funciona e também a natureza do próprio eu e do próprio papel na sociedade. O desenvolvimento de certas excelências de caráter e da mente, ou virtudes tais como o controle dos desejos físicos e das emoções, a coragem e especialmente sabedoria, é de importância fundamental...] (JONAS, 2005, pg.226) 4.3 POLÍTICA DA IGUALDADE A proposta do Ministério da Educação de novas Diretrizes Curriculares Nacionaispara a Educação cabe, portanto, analisar e apreciar esses documentos na elaboraçãodas Diretrizes para possibilitar e definir as metodologias de modo a considerar aspeculiaridades do desenvolvimento com flexibilidade e atender às demandas docidadão, do mercado de trabalho e da sociedade.
  • 15. 14 Nessa construção, a escola concilia as demandas identificadas, sua vocaçãoinstitucional e sua capacidade de atendimento. Além disso, as diretrizes não devem seesgotar em si mesma, mas conduzir ao contínuo aprimoramento do processo,assegurando sempre a construção de currículos que atendam princípios, estabelecendoo trabalho tradicionalmente como universal, abrangendo a educação profissional naótica do direito à educação e ao trabalho, associando unicamente a formação de mão-de-obra, tem reproduzido o dualismo existente na sociedade brasileira entre as “elitescondutoras” e a maioria da população levando inclusive, a se considerar o ensinonormal, frequentemente associado ao esforço manual e físico se agregando ao termo,transmitido de forma sistemática através da escola, incorporado aos direitos sociais doscidadãos, considerando como condições básicas o exercício da cidadania, a educação,a saúde, o bem-estar econômico e a profissionalização. 4.4 ESTÉTICA DA SENSIBILIDADE O ensino fundamental e educação infantil determinam as escolas estabelecercomo norteadores suas ações pedagógicas, os princípios estéticos da sensibilidade quepadroniza e estimula o espírito, a curiosidade, a criatividade, facilitando a construção daidentidade do aluno, diferenciando o momento e a influência dos meios de produção,sendo o fator, dominante, a maneira pela qual se distribuem os bens culturais, o saber ea informação, o valor de troca, como se sabe, é a verdadeira realização do valor noaspecto estético, importantíssimo para satisfazer as condições reais dos alunos,incentivando a massa através de experiências e sua sensibilidade indispensável parauma pedagogia universal aos conteúdos adquiridos. Cumprir os compromissos queabracem o projeto de melhoria da escola e inclusão educacional, para a valorização dosdocentes e um bom desempenho da escola, como tal, contém utopias e desejos demudança, pois é preciso paciência e sapiência para buscar novas estratégias etransformá-la em um ambiente aconchegante propício a construção do conhecimento.As ações serão realizadas através dos projetos que a escola desenvolve, como: ProjetoFamíla na Escola, Projeta de Leitura e Produção Textual, Educação Fiscal(Sefin/Semed), Mais Educação (Governo Federal/Semed), Projeto Criança Nosso
  • 16. 15Futuro, PSE Prgrama Saúde na Escola (Governo Federal, Estadual/Semed). E oProUca( Programa Uca) (Governo Federal/ Semed). 5. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS Podemos observar historicamente que a educação sempre esteve relacionada àformação de certo tipo de homem, vinculada a determinada organização social, destemodo a Escola Irmã Leodgard Gausepohl tem como função social contribuir com aformação integral do aluno conhecendo a realidade em que estes vivem e tomarconsciência de sua condição histórica, centrado no ensino como forma dedemocratização Progressista Crítico Social dos Conteúdos, atendendo as necessidadesdo educando, dando ênfase na filosofia, no diálogo, na ideia de bom e bem vinculadaao político, a ética, a estética, sendo que os pensadores que contribuíramdecididamente para a concepção burguesa do homem, sociedade e educação foramComênios, Rousseau, entre outros que buscam explicar o fenômeno educativo a partirda concepção determinista e outra, teóricos como Pestalozi, Herbert, Comênius,Rousseau, Dilthey, Piaget, Vigotski, procuram dar tônica do que seria a característicado ato de educar. Tais concepções não ficaram imunes as críticas que levaram algunsteóricos e educadores a mesclarem as pedagogias da essência e da existênciabuscando O contexto brasileiro introduz a educação pelos colonizadores numa ocomplemento da a outra.portugueses com o auxílio irrestrito da “Companhia de Jesus”,os padres Jesuítas, sendo que esta prática educacional predominou por todo períodoimperial e parte do republicano, influenciando o pensamento político educacionalbrasileiro, a educação escolar não legrou êxito dos princípios postos, pelo menos até ofinal da primeira República. Cabe-nos agora outro questionamento: Que concepção dehomem e de sociedade fundamenta as propostas educacionais emergentes nasdécadas de vinte e trinta? Dermeval Saviani explicita que as pedagogias podem sersegundo a concepção burguesa (positivista) de homem, sociedade e conhecimento,
  • 17. 16teria a educação um poder e uma autonomia que independem da ordem social de que ohomem é determinado pela natureza e que pode se superar pela educação, nointelecto, na lógica, na disciplina, no conteúdo, tendo como função social contribuir coma formação integral do aluno. 6. PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS A linha de trabalho das atividades na Escola Irmã Leodgard é baseada naPedagogia Progressista dentro da Tendência Pedagógica Progressista Crítico-Socialdos Conteúdos, a qual se fundamenta nos estudos de Carlos Libâneo e DermevalSaviane, essa Tendência tem como característica fundamental segundo Libâneo adifusão dos conteúdos. Dessa forma, “são os conteúdos culturais universais que seconstituíram em domínios de conhecimento relativamente autônomos, incorporadospela humanidade, mas permanentemente reavaliados face às realidades sociais”. Paragarantir a todos os educandos acesso, permanência e aprendizagem com sucesso faz-se necessário refletir sobre a escola que temos para avançarmos em direção a escolaque queremos, o que significa uma articulação e participação ativa de todos os sujeitosque formam a comunidade escolar. É necessário ainda promover uma integração entreensino-aprendizagem, o conteúdo-realidade, gestão democrática, trabalho coletivo, vidaescolar e vida dos alunos. A prática de todo professor mesmo de forma inconsciente,sempre pressupõe uma concepção de ensino e aprendizagem e determina suacompreensão dos papéis de professor e aluno, da metodologia da função social daescola e os conteúdos a serem trabalhados. Nessa perspectiva a Escola Irmã Leodgard Gausepohl tem como princípiosteóricos norteador de aprendizagem à tendência progressista crítico- social dosconteúdos, que acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidadessociais. A atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo e suascontradições, fornecendo-lhe instrumento para uma participação organizada e ativa nademocratização da sociedade, pois na visão da pedagogia dos conteúdos, admite-se oprincípio da aprendizagem significativa, partindo do que o aluno já sabe. Cabe ao
  • 18. 17professor escolher os conteúdos mais significativos para o aluno, os quais passam acontribuir na sua formação profissional. A atividade didático-pedagógica relaciona aexperiência vivida pelos alunos com os conteúdos a serem desenvolvidos. É importanteque o professor compreenda o que o aluno diz e faz da mesma maneira que éimportante que o aluno compreenda o que o docente está querendo dizer. ConformeLibâneo, “[...]” a aprendizagem se dá a partir do momento da síntese, isto é, quando oaluno supera sua visão parcial e confusa e adquire uma visão mais clara e unificadora. 7 . PRESSUPOSTOS DA AVALIAÇÃO 7.1 FUNDAMENTOS DA AVALIAÇÃO A avaliação no contexto escolar assume um papel muito importante. Ela é o meiode ajudar a escola a cumprir uma função social transformadora. Para que a avaliaçãopasse a fazer parte do processo de aprendizagem do aluno, é preciso reconstruir osignificado da ação avaliativa, no sentido de ser um acompanhamentopermanentemente do desenvolvimento do aluno. A avaliação contribui para aorganização dos conhecimentos e determinação da utilidade dos mesmos, estimulandoa assimilação sólida e consciente, favorecendo o interesse e ampliando aspossibilidades de transferência para situações reais da vida. Este conhecimento se dámediatizado pelo professor, quando esclarece para o aluno os enfoques a seremseguidos, os princípios ideológicos que defende e a política educacional que éfavorável. Dentro das novas concepções orientadas pelos processos do sistemaglobalizados, a política educacional a partir dos anos 90, atribui várias alterações nalegislação do sistema de ensino, entre elas a LDB 9.349/96, as Diretrizes Curricularespara Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e adultos (EJA). Aescola através da formação continuada pretende desenvolver uma cultura que de fatoavalie, onde o professor compreenda primeiro que a prática avaliativa não estádissociada do contexto do trabalho pedagógico. E a avaliação passa ser vista comomediação entre ensino do professor e a aprendizagem do aluno, é o fio da
  • 19. 18comunicação entre as formas de aprender considerando que os alunos aprendamdiferentemente porque tem história de vida diferente, são sujeitos históricos, e issocondiciona a sua relação com o mundo e influência sua forma de aprender. 7.2 FASES DA AVALIAÇÃO Entendemos que a sala de aula deve ser um local de interação sujeito /objeto/realidade com a mediação do professor, em que o aluno seja capaz de produzir seuconhecimento e de pesquisar. Isso se aprende a partir de situações e conteúdosconcretos, que devem abranger os conteúdos históricos - sociais, com o objetivo maiorde uma melhor qualidade de vida no meio em que vive, tornando- se o educando umsujeito participativo e comprometido com a sua realidade. A Escola Irmã LeodgardGausepohl visa o desenvolvimento integral do aluno, compreendendo-o como umsujeito bio - psico - social - espiritual. A avaliação no contexto escolar assume um papelmuito importante. Ela é o meio de ajudar a escola a cumprir uma função socialtransformadora. Não podemos negar que o aspecto quantitativo é uma exigência legal,mas, no entanto, podemos olhá-lo de outra forma. O fundamental, pois é que aquantidade – enquanto um indicador – esteja a serviço da qualidade, de uma propostaeducacional. Sendo assim, tem-se que se pensar em uma avaliação quantitativa.Enquanto que os aspectos qualitativos devem sobrepor-se aos aspectos quantitativos.Porém o que deve ser realmente avaliado é a aprendizagem dos discentes, de queforma estão aprendendo e se estão lendo e interpretando através dos métodoslinguísticos. Oportuniza condições para que o educando se torne um sujeito crítico,participativo, responsável, comprometido e ciente da importância e da necessidade doseu envolvimento no processo de aprendizagem. Oferece trabalhos diversificados queabrangem todas as disciplinas, através de desafios individuais ou coletivos, onde oaluno participa ativamente refletindo, construindo o seu conhecimento e elaborandosuas hipóteses durante a investigação do tema escolhido para o projeto de estudo.
  • 20. 19 7.3 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA A avaliação diagnóstica é um precioso instrumento para o alfabetizador, poispossibilita que o aluno reflita sobre o que já é capaz de ler, escrever, compreender,opinar, entre outros, e ao alfabetizador, avaliar e fazer a intervenção pedagógicanecessária. É necessário que haja periodicidade na aplicação dessas avaliações. Naescola em que trabalho elas são feitas por bimestre. Anote todo o processo deapropriação da escrita que você observou em cada criança, nesse e em outrosinstrumentos que você utiliza. Registre se o aluno tem avançado em suasaprendizagens ou se ainda há necessidade de intervenção. Sugerimos que osprofessores não se prendam apenas num tipo de instrumento, mas que varie,recorrendo a instrumentos menos formais, como a observação diária dos alunos. Aavaliação diagnóstica deve contemplar a produção de escrita e leitura. É fundamentalque o aluno leia o que escreveu para que seja observado se ele estabelece relaçãoentre o que escreveu e o que leu, e entre a fala e escrita. Se a avaliação envolverditado, dite normalmente as palavras ou a frase, sem silabar. Dê preferência nessemomento, ao papel sem pauta para que possa observar o alinhamento e a direção daescrita do aluno. Se possível, faça a avaliação em grupos menores de alunos e deixe orestante da turma envolvido em outras atividades que não necessite da suaintervenção, um desenho livre porexemplo. 7.4 AVALIAÇÃO QUALITATIVA (formativa) A avaliação formativa permite aos aprendizes conhecer o seu rendimento duranteo processo de aprendizado e ajuda os professores atenderem as necessidadesindividuais de seus alunos por meio de um ensino diferenciado (diferenciação daavaliação). Avaliação só tem sentido para a aprendizagem quando os resultadospermitem ao aluno continuar progredindo. e isto só será possível quando a avaliaçãodos resultados que se transmite ao aluno for feita com relação a suas capacidades e aoesforço realizado. este é provavelmente o único conhecimento que é preciso saber com
  • 21. 20justiça, já que é o permite promover a auto-estima e a motivação para continuar. Zabala(1998:P.103). É de fundamental importância que se desenvolvam na escola as habilidadesnecessárias para se adquirir um aprendizado duradouro, pois, ao empregarestrategicamente as avaliações formativas, os alunos desenvolvem capacidades parase tornarem aprendizes auto-suficiente à (aprender a aprender). 7.5 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA (somativa) Pensando na prática de avaliação, sabemos que ela tem sido tratada como atode atribuir ao aluno uma nota ou um conceito. Nessa perspectiva em que é executada,conforme Hadji, a avaliação serve para medir o desempenho dos alunos. A nota é umdos indicadores que demonstram se os alunos estão ou não atingindo os objetivos. Osalicerces da avaliação são valores construídos por uma escola: Que educaçãopretendemos? Que sujeito pretendemos formar? O que significa aprender, nessetempo, nessa escola? Determina o grau de domínio do aluno em uma área deaprendizagem, que permite qualificação que, por sua vez, pode ser utilizada como umsinal de credibilidade da aprendizagem realizada. A avaliação somativa contêminformações úteis aos professores e alunos, e requer que reservem um tempo paraanalisá-las. Os professores podem detectar falhas que devem ser corrigidas nasunidades futuras. Os alunos podem identificar áreas problemáticas e estabelecer metasde aprendizado futuro. 7.6 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE PROFESSOR A avaliação do desempenho de professores tem sido bastante utilizada pelasinstituições de ensino. Na escola Irmã Leodgard está sendo realizada com intuito demelhorar a qualidade do ensino-aprendizagem e contribuir com o constante processode formação docente. Essa avaliação é realizada através de questionários contendotrinta itens, uns versam diretamente sobre aspectos ligados ao desempenho do
  • 22. 21professor, outros referem-se a auto-avaliação. Os resultados dessa avaliação sãosocializados em reuniões com os professores. A avaliação tem como objetivo examinaro desempenho dos professores a auto-reflexão para que eles possam conscientizar-sede suas práticas educativas e tenham condições de realizar uma auto-avaliação do seudesempenho em sala de aula, e neste sentido elevar a qualidade do ensino. 7.7 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS Com objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados a comunidadeescolar, a escola realiza anualmente a avaliação de desempenho dos funcionáriosatravés de questionários que são aplicados aos docentes, discentes, conselho escolar egestão escolar. Visando assim, um melhor desempenho das funções. Os resultados sãotabulados e socializados com a comunidade escolar através da Secretaria de EducaçãoMunicipal. 7.8 AVALIAÇÃO DA EQUIPE GESTORA Visando uma nova prática de gestão escolar, democrática e participativa aequipe gestora da nossa escola é avaliada anualmente através de relatórios equestionários que são aplicados aos docentes, pais, funcionários, conselho escolar ealunos. Os resultados são tabulados e expostos à comunidade escolar e encaminhadoà secretaria de educação. O sistema de ensino atual é um processo Democrático, sendo assim, escola temnecessidade de se avaliar e de ser avaliada externamente e internamente devido aocaráter público de suas ações. A avaliação institucional é também uma maneira deestimular a melhoria do desempenho e evitar que a rotina descaracterize os objetivosfundamentais que são os resultados das ações educativas da escola. Visando esseaspecto, a instituição escolar é avaliada a cada semestre, através de questionários quesão aplicados aos pais, alunos, professores e funcionários, buscando o grau desatisfação sobre diversos temas relacionados a escola. Os resultados são tabulados esocializados em reuniões com a comunidade escolar.
  • 23. 22 A sociedade brasileira tem acompanhado, nos últimos anos, discursos quedefendem a aplicação de testes educacionais unificados nacionalmente, com objetivode aferir o desempenho dos alunos nos diferentes graus de ensino, para controlar aqualidade de ensino ministrado nas escolas brasileiras. Entretanto, a determinação decritérios de avaliação revela a posição, as crenças e a visão de mundo de quem apropõe. Os exames nacionais em vigor enfatizam a medição do desempenho escolarpor meio de testes padronizados, o que os vincula a uma concepção objetivista deavaliação. Tendo em vista os alicerces da avaliação são os valores construídos por umaescola, e o ponto mais importante a ser levado em consideração pelo professor, em umprocesso de avaliação é o aluno. A escola deve estar atenta para o que avaliar, ou seja, que sujeito pretendeformar? O que estão aprendendo? Por que não estão aprendendo? Quais os pontosque apresentam mais dificuldades? O que fazer para que os alunos adquiram asaprendizagens fundamentais? Será que as metodologias desenvolvidas em sala deaula estão adequadas ao conteúdo ensinado? Quais as dificuldades dos professorespara ensiná-los? São algumas das perguntas que devem ser formuladas pelosprofessores, no processo avaliativo. Outro processo que a escola precisa rever é comoavaliar o ensino-aprendizagem dos alunos. Para Méndes, 2002, p.67; “o valor daavaliação não está no instrumento em si, mas no uso que se faça dele”. Partindo dessecontexto, para que uma avaliação possa desempenhar as funções que a educaçãomoderna exige, faz-se necessário o uso combinado de várias técnicas e instrumentosde avaliação que permitam ao professor deduzir o que o aluno aprendeu. Nessa perspectiva, em nossa escola as avaliações serão realizadas diariamenteatravés de diversas atividades de classe como: revisão do “para casa”, diagnóstico deleitura e escrita, trabalhos em grupo, trabalhos individuais, trabalhos de pesquisa,projetos, aplicação de testes, aplicação de provas, atividades extraclasse e outros senecessário for. Quanto maior for a amostragem dos recursos disponíveis de avaliaçãoem sala de aula, mais perfeito será a obtenção dos dados. Sabemos que a avaliaçãodeve ser constante e contínua, com essa visão, a escola Irmã Leodgard Gausepohl em
  • 24. 23consonância com seus educadores definiu que: 50 pontos serão atribuídos para examebimestral e 50 pontos serão distribuídos entre outras avaliações quantitativas,qualitativas e continua, contemplando a LDB 9394 / 96, Regimento Municipal e oProjeto Político Pedagógico da escola. A recuperação paralela será feita mediante os resultados colocados emdiscussão no Conselho de Classe, podendo ser modificada se houver necessidade,obedecendo a LDB 9496/96, regimento unificado aprovado para escolas da redemunicipal de ensino, e ao regimento escolar interno, acontecerá no mês de junho,agosto e após o termino do ano letivo. O Projeto Político-Pedagógico será avaliado no início de cada ano letivo, levandoem consideração os objetivos e metas, no intuito de redirecioná-lo, se for necessário, jáque será aplicado aos pais, alunos, professores e funcionários buscando o grau desatisfação sobre diversos temas relacionados à escola. Contudo, a avaliação servirátambém para rever constantemente o processo e a prática pedagógica, sendo o erroum ponto de reflexão, levando-o ao desafio de buscar soluções para o mesmo. 8. PROPOSTA CURRICULAR Conforme a Lei de Diretrizes e Base da educação brasileira LDB – Nº9394/96 noartigo 21, no inciso I , a educação básica é formada pela educação infantil, ensinofundamental e ensino médio. Hoje, com o ingresso obrigatório de crianças com seisanos no primeiro ano do ensino fundamental (Lei nº. 11.114/2005) e a ampliação dessaetapa escolar para nove anos de duração (Lei nº. 11.274/2006) , que compreende osanos iniciais de cinco anos , Educação Infantil e Fundamental de 1º ao 5º ano. Ocontexto educacional é outro , discute-se como fazer a inclusão das crianças de seisanos no ensino obrigatório de forma articulada com a educação infantil. Projetarproposta curriculares para o ensino de nove anos , necessita de um olhar diferenciadopara as múltiplas linguagens , do lúdico da criança que sai da Educação Infantil porexemplo , para as práticas pedagógicas voltadas ao primeiro ano, como assegurar asaprendizagens necessárias para essa criança respeitando esse período de transição do
  • 25. 24educando, acredita-se seja esse o grande desafio de se elaborar propostascurriculares atendendo as características, potencialidades e necessidades específicasdas crianças , no contexto educativo. Dentre as propostas curriculares neste educandário , garantido pela LDB nº9.394/96 ,os direitos da criança foram incorporados a Educação Infantil como sendo oprimeiro nível da Educação Básica. Em determinação da LDB e em consonância com oReferencial Curricular Nacional da Educação Infantil(RCNEI- 2008), aqui na escola oensino na Educação Infantil prima pelo trabalho voltado para propostas educacionaisatravés do brincar, cuidar e do educar. Em se tratando de currículo a LDB em seuartigo 26 , estabelece que “Os currículos do ensino fundamental e médio devem teruma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino eestabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas característicasregionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela”. e em seu § 1ºvem ressaltar a importância do currículo no ensino. “Os currículos a que se refere ocaput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e damatemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,especialmente do Brasil”. Outra proposta curricular que a escola está inserindo no sistema educacional é oensino através das TICs (Tecnologias, Informação e Comunicação), com a inclusão doPROUCA (Programa Uca). Principalmente porque neste momento da história do Brasilo Projeto Uca (Um Computador por Aluno) que era uma medida provisória passa a serLei. A Lei nº. 12.249 de 10 de junho de 2010, entretanto se faz necessário que esteprograma seja uma lei válida na prática, para que de fato as TICs sejam utilizadas naprática pedagógica do professor, no cenário educacional brasileiro. Sabe-se que oProUca faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que contempla,entre suas metas, a disseminação do uso pedagógico da tecnologia digital. As açõesprevistas são inseridas no contexto político-pedagógico de qualificação da educação,construção das competências amplas da cidadania e do desenvolvimento humano. Considerando a importância da tecnologia digital como ferramenta pedagógicana educação contemporânea, pelas suas múltiplas possibilidades de aprendizado.
  • 26. 25Percebe-se que um dos grandes avanços e desafios na educação digital no Municípiode Santarém , é o ProUca (Programa Uca) que foi inserido na Escola Municipal deEnsino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl. Projeto esse que é do GovernoFederal em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Desporto_semed.Como Instituição Educacional pioneira em nosso município, com essa nova forma deensinar, entende-se que se faz necessário uma nova postura na prática educativa, poistemos a tecnologia na escola e essa grande responsabilidade de mudanças e quebrasde paradigmas na educação em Santarém, com o uso dos laptops como instrumento deinovação na educação de modo a contribuir com a melhoria da qualidade de ensinoem nossa escola. Diante da grande responsabilidade social e educacional que a escola estáinserindo em sua prática docente a partir do Projeto Uca , se faz necessário que aescola propicie aos educandos o acesso a essa nova tecnologia e às suas múltiplaslinguagens de acordo com a adequação e reformulação do seu Plano PolíticoPedagógico, assim como apresentar a comunidade escolar , a proposta dessa inovaçãona prática docente , buscando o apoio dos pais de nossos alunos , do NIE ( Núcleo deInformática Educativa) da Semed com a parceria de um técnico de informática paramanutenção do laptops educacionais na escola e uma professora facilitadora paranos dar suporte nas atividades desenvolvidas. Garantido pela LDB nº9.394/96, os direitos da criança foram incorporados aeducação infantil como primeiro nível da educação básica, atendendo as determinaçõesda lei e com apoio no Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI,2008) guia-se na pratica de trabalho de brincar , do cuidar e do educar, além disso, a leinº 11.645/08 que altera a lei nº 10.639/03 onde no currículo do ensino fundamental foiincluído o ensino sobre a Historia e Cultura Afro- Brasileira e Indígena –Art.26,respeitando a autonomia dos sistemas e estabelecimentos de ensino, sendoimprescindível a colaboração dos estudiosos e movimentos sociais para que subsidiemas discussões e construam novos saberes, atitudes, valores e posturas. É nesse contexto que o ensino, na Escola Municipal de Ensino FundamentalIrmã Leodgard Gausepohl, encontra-se inserido, em parceria também com o Conselho
  • 27. 26Municipal de Ensino. O Ensino aqui funciona nos turnos Matutino e Vespertino, comturmas organizadas de forma mista , respeitando os aspectos cognitivos e idade doaluno. Temos alunos portadores de necessidades especiais que são inseridos nasturmas , que recebem atendimento especializado da Secretaria Municipal de Educaçãoe Desporto –SEMED, de acordo com a LBD artigo 58 em § 1º “Haverá , quandonecessário , serviços de apoio especializado, na escola regular para atender àspeculiaridades da clientela de educação especial. Na escola o Ensino Religioso é realizado de forma ecumênica, com professoresencaminhados pela diocese de Santarém, respeitando a liberdade de expressãoreligiosa dos discentes. A escola também se preocupa com a formação integral de seusalunos através de projetos com temas transversais como o “Projeto Família na Escola”,que contribui para a formação de valores éticos , morais e espirituais de nossacomunidade escolar, além de ser voltado para o ensino aprendizagem contextualizandoa educação . Em cumprimento a Lei Municipal nº 18.034/2006, que tornou obrigatória aEducação Fiscal como tema transversal nas escolas públicas e particulares deSantarém. Com a Criação do Programa Municipal de Educação Fiscal – PMEF ,trabalha-se a Educação Fiscal em forma de projeto interdisciplinar , proporcionando acomunidade escolar o conhecimento dos recursos e bens públicos aplicados com ostributos arrecadados pelo Estado. Uma vez que a Educação Fiscal tem como missão“conscientizar a sociedade através da escola da função sócia- econômica do tributo.Além disso, busca o despertar do cidadão para acompanhar a aplicação dos recursospostos da administração pública , tendo em vista o beneficio de toda população . 9. PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA Segundo Lino de Macedo (1994), a formação dos professores é semprefundamental porque corresponde a um dos eixos básicos da tarefa escolar, que éformar ou instrumentalizar os futuros cidadãos de uma sociedade. Cidadãoscomprometidos com os valores de sua cultura, com os saberes acumulados, cidadãosatualizados com técnicas e problemas, em função de projetos pessoais e coletivos.
  • 28. 27Essa necessidade de formação é importante, uma vez que processar informações, ouseja, produzir conhecimentos, está se tornando o projeto mais importante atualmente.De acordo com MEC (Ministério da Educação e Cultura) , no que se refere a Formaçãocontinuada, o plano consolida a Política Nacional de Formação de Professores,instituída pelo Decreto 6755/2009, que prevê um regime de colaboração entre União,estados e municípios, para a elaboração de um plano estratégico de formação inicialpara os professores que atuam nas escolas públicas. A ação faz parte do Plano deDesenvolvimento da Educação (PDE), em vigor desde abril de 2007. Sabe-se que nasociedade atual a educação passa por mudanças ,em busca de uma educação dequalidade , mas para que isso aconteça se faz necessário que se promova formação ea qualificação dos profissionais que trabalham na educação . Na Rede Municipal de Ensino de Santarém a formação de professores estacontemplada no PME (Plano Municipal de Educação),que foi aprovado sob a Lei Nº17.867/2004 de 04 de novembro de 2004, além de contemplar entre outros aspectos osdiferente níveis e modalidades de ensino e outras temáticas no campo educacional.Nesse prisma o Ministério da Educação e Cultura – MEC , oferece através daSecretaria Municipal de Educação e Desporto-SEMED, formação continuada paraprofessores e funcionários nas áreas afins como: Graduação , Especialização , Pró-Letramento , além oficinas e projetos desenvolvidos pela própria Secretaria deEducação. Nos últimos anos temos visto a preocupação do governo brasileiro em promovera inclusão digital nas escolas através da informática educativa, possibilitando umaprendizado através das TICs. Em parceria com a Secretaria Municipal de Ensino, noano de 2007 a Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl , foiinserida no Projeto Uca ( Um Computador por Aluno). Nossos professores e gestores ,encontram-se em processo de formação continuada desde 2010, sobre “ApropriaçãoTecnológica”, em parceria com a SEDUC, pelo NTE/Santarém (Núcleo de TecnologiaEducacional), no ambiente colaborativo de aprendizagem e-proinfo, ainda estamosfazendo essa capacitação , com previsão para término em novembro de 2012. O
  • 29. 28processo de formação se dará em três níveis ou ações e envolverá, além das escolasparticipantes, as universidades (IES), Secretarias de Educação (SE) e os Núcleos deTecnologia Educacional (NTE). A formação terá caráter semi-presencial e será divididaem módulos, abrangendo as dimensões teórica, tecnológica e pedagógica. É nesse contexto que propõem-se oficinas com a parceria do NIE (Núcleo deInformática Educativa ) da SEMED , para nossos docentes para incluirmos asmúltiplas tecnologias, em nossas ações pedagógicas ,focando o trabalho cooperativonos projetos de aprendizagem interdisciplinares. Conforme pesquisas é através daformação continuada que o professor torna-se capaz de refletir sobre suas práticasdirecionando-a segundo a realidade em que atua, voltada para os interesses e asnecessidades dos alunos. “A troca de experiência e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando”. Nóvoa (1997,p.26) Neste ano de 2012 , em abril, iniciamos a formação continuada sobre aImplementação da Lei Nº 10.639/03 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para aEducação Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana.Uma vez que a escola foi inserida no programa de Educação e DiversidadeÉtnicorracial, pois de acordo com essa lei fica instituída a obrigatoriedade do ensino dehistória e dos africanos no currículo escolar do ensino fundamental e médio resgatandohistoricamente a contribuição dos negros na construção e formação da sociedadebrasileira .Trata-se de uma política curricular , fundada em dimensões históricas ,sociais, antropológicas oriundas da realidade brasileira, e busca combater o racismo eas discriminações propondo a formação de atitudes, posturas e valores que eduquemcidadãos orgulhosos do seu pertencimento étnicorracial.
  • 30. 29 Examinando o tema de formação continuada, observa-se que as dissertações eteses se distribuem entre as que investigam propostas oficiais, principalmente deSecretarias de Educação, Programas e Cursos de diferentes instituições, processos deformação e pratica pedagógica. Cada um desses subconjuntos apresenta uma grandevariação de aspectos focalizados, que incluem diferentes níveis de ensino (educaçãoinfantil, superior, educação de jovens e adultos, letramento, pós -graduação e outros,etc.) .Acredita-se que os professores precisam de tempo para estudar, um bomplanejamento dos horários de trabalho coletivo. A presença de um formador que tenhaa confiança e o respeito da equipe, todos esses elementos fazem parte do que sechama de formação continuada. Embora algumas redes ofereçam essas capacitaçõespara docentes, o melhor espaço para colocá-lo em prática é na própria escola, sob ocomando do coordenador pedagógico. Que seja bem estruturado, o aprimoramento profissional dentro do ambiente detrabalho é um dos mais eficientes instrumentos para a melhoria do ensino. Contudo, aspráticas eficazes de gestão escolar mostrou que, muitas vezes, a formação em serviçonão passa de ficção mesmo nas redes que tem o horário de trabalho pedagógicocoletivo, ele muitas vezes é desvirtuado e acaba servindo para qualquer outra coisa,menos discutir as questões enfrentadas pelos professores na sala de aula. Para Novoa(1997, p.26) “A troca de experiências e as partilhas de saberes consolidam espaços deformação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenharsimultaneamente, o papel de formador e de formado”. Sendo assim, chegamos a conclusão que a cinco aspectos essenciais para que aformação continuada aconteça e traga um bom resultado. Tempo: Os horários detrabalho coletivo devem ser predefinidos com duração suficiente para odesenvolvimento de estratégias formativas. Organização da rotina: O dia a dia doscoordenadores deve priorizar o planejamento das reuniões formativas e as atividadescomo observações das aulas, seleção de referenciais teóricos e análise dos registrosdas praticas dos professores para que nos encontros reflitam as necessidades dosdocentes. Conhecimento: Para ser bem utilizado o horário do trabalho pedagógico é
  • 31. 30preciso que o coordenador cuide da própria formação, estudando as novas didáticas eas teorias que embasam a prática docente. Tato Pedagógico: É como se denomina ajunção de três capacidades: A saber ouvir, se comunicar e se relacionar, sãofundamentais para estabelecer uma relação de confiança e respeito com a equipe.Transformação da prática: A formação será tão eficiente, quanto mais ela levar osprofessores a repensar e transformar sua maneira de ensinar para fazer com que todosos alunos aprendam. No entanto, podemos observar que ainda existe a necessidade de que oprofessor seja capaz de refletir sobre suas práticas, e direcioná-la segundo a realidadeem que atua, voltada aos interesses e as necessidades dos alunos. A Escola IrmãLeodgard Gausepohl visando tanto o desenvolvimento pessoal, profissional e ointeresse de cada a direcionar e de preparar os alunos para a realização de suas atuaistarefas possa surgir, estimula seus profissionais a se capacitarem dentre as áreasespecíficas para que busquem cada vez mais o conhecimento e aperfeiçoamento deum ensino participativo e contínuo, para que junto possamos compartilhar novas ideiase reconstrução de conhecimento em prol de todos os comprometimentos pelaeducação. 10 . PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE O homem não vive isolado no universo, ele é um ser social, e por ser social, fazparte de um contexto histórico, político, cultural e econômico. É um ser que cria econstrói e nessa criação e construção vai mudando e modificando a comunidade emque vive e essa mudança vai refletindo no âmbito mundial e afeta a realidade de suacomunidade, inclusive no campo educacional, uma vez que a escola está inseridanessa comunidade e os fatos ocorrem de maneira desordenada. Com base nisso, os funcionários da Escola Irmã Leodgard Gausepohl em suasanálises e reflexões, surgiram propostas através de suas experiências que contribuemcom a qualidade da educação na comunidade na qual esta inserida, fazendo com que avida das pessoas da comunidade do bairro do Uruará se modifique para uma vida
  • 32. 31social melhor do que a atual, que reflita não só na cidade de Santarém, mas tambémmundialmente sem esquecer que o homem é um ser social. E onde ele estiver modificao seu meio para uma forma negativa ou positiva. Percebe-se que o ser humano sódesenvolve seu potencial crítico, ativo quando se oportuna a colocar em prática seusconhecimentos através da participação ativa dentro da comunidade, sendo que aparticipação da comunidade é de suma importância para a sociedade seja através deassociações de bairros, projetos escolares, membros de conselhos, considerando ocontexto social e cultural dos comunitários. Visto que a lei de Diretrizes e Bases daEducação nº 9.394/96, possibilita a comunidade sua participação na gestão escolar.Citamos ainda o artigo 53 da Lei nº 8.069/90; Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA), que afirma ser direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processopedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Nessesentido a Escola Irmã Leodgard desenvolve projetos que fazem com que a comunidadeparticipe ativamente da educação de nossas crianças e adolescentes. Projeto Família na Escola: Tem por objetivo promover a integração entre família eescola e proporcionar aos pais o conhecimento que é repassado pela instituição, nosentido de desenvolver a autoestima da criança e preparar para um futuro com osdesafios do mundo globalizado e o mercado de trabalho; Projeto de Leitura e ProduçãoTextual: Por ser um instrumento de inclusão social que permite ao indivíduo conhecer omundo, houve a necessidade de realizar esse projeto que tem como objetivo promovero conhecimento da tipologia textual, narração, descrição, dissertação e oralidade. Programa Mais Educação: Foi criado pelo Governo Federal, tendo como base aperspectiva de universalizar o acesso, a permanência, a aprendizagem na escolapública e a construção participativa de uma proposta de educação integral. Projeto deEducação Fiscal sub tema Meio Ambiente e Sociedade: Devido as mudanças queocorrem na sociedade de maneira acelerada com a chamada globalização. A atividadehumana irresponsável vem produzindo danos a biosfera que vem afetando o nossoplaneta. Com base nisso o Projeto Meio Ambiente visa despertar na comunidadeescolar e circunvizinha, a consciência social e fiscal de que o lixo representa um grave
  • 33. 32problema social, ecológico, econômico e político. ProUca (Programa Uca): Entende-se dessa forma que a inclusão digital seja ogrande desafio da educação brasileira nos tempos atuais e que aos poucos estáchegando às escolas públicas, facilitando o acesso digital às camadas excluídasdigitalmente. Projeto Criança Nosso Futuro, este é desenvolvido pelo professor deeducação física aos sábados, tem como objetivo tirar as crianças das ruas nos finais desemana, já que o bairro do Uruará oferece poucas opções de laser para estas crianças.E ainda a escola foi contemplada com o PSE Programa Saúde na Escola (GovernoFederal, Estadual/Semed) que tem como objetivo principal a prevenção da saúde dascrianças e adolescentes. Ao ceder o espaço físico da escola para ações da comunidadee a participação na gestão escolar, estamos sempre em contato direto com acomunidade, oportunizando-os a fazerem parte da formação e da educação de seusfilhos e comunitários. Portanto, escola, família e comunidade estão sempre juntas naluta por uma educação participativa, possibilitando um ambiente saudável onde possamvivenciar a tão sonhada educação integral. 10.1 PLANO DE AÇÃO O Plano de Ação consiste basicamente numa metodologia para implementar oPlano Anual de Atividades, em que as atividades de cada setor devem serespecificadas com clareza, segundo um cronograma possível de ser executado. Destemodo, o Plano de Ação pode contribuir na organização, sistematização, aplicação econtrole das principais tarefas a serem traçadas ao longo do ano, no âmbito de todos ossetores da escola Irmã Leordgard Gausepohl. O ato de planejar é sempre um processo de reflexão, que tem como objetivoprincipal incentivar o trabalho cooperativo entre todos os componentes da escola, coma participação sempre que possível, a família, a comunidade, o conselho escolar, aassociação de bairros e os funcionários, criando um ambiente que proporcionecondições centradas em ações e atividades que estimule o educando no
  • 34. 33desenvolvimento de habilidades específicas para construir uma postura justa e solidáriafrente aos problemas de sua realidade social e comunitária. A confecção e a implementação do plano de ação deve ser compartilhado portodos os seguimentos da escola, nem todos farão tudo, mas é importante que todostenham o acesso as informações sobre a elaboração e o acompanhamento das açõesevitando que alguns pensem e outros façam, sem saber por que o fazem. É noplanejamento das ações que contém as metas que explicitam os resultados que aescola espera obter, os responsáveis pela implementação das ações, o período em queelas vão acontecer e os recursos materiais e humanos necessários para execuçãodessas ações e estratégias.
  • 35. 34REFERÊNCIASLIBÃNEO,José Carlos, OLIVEIRA, João Ferreira de, MIRZA, Seabra Toschi. EducaçãoEscolar: Políticas, Estrutura e Organização. São Paulo: Cortez, 2009 – 8º ed.LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola. Goiânia: Alternativa, 2001.LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública - A Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 2002 - 18º ed.LIBÂNEO, José Carlos. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. SãoPaulo: Cortez, 2003.ULBRA, Universidade Luterana do Brasil, Didática: Organização do TrabalhoPedagógico. Curitiba: IBPEX, 2007 – 1º ed.VGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. 7 ed. São Paulo: Martins Fontes,2007.CADOTI, M. Gestão Democrática do Sistema Municipal de Educação. E Romão, J E(org.) Município e Educação. São Paulo, p. 135-171, Cortez, 1993.Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96)PASSOS, Hilma Alencastro Veiga (Org.). Projeto Político-Pedagógico da escola: umaconstrução coletiva. In: VEIGA, Ilma Passos. (Org) Projeto Político-Pedagógico daescola: uma construção possível. Campinas, SP; Papirus, 15ª Edição, 2002.BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação a Distância.Salto Para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, Projeto Político-Pedagógico,Brasília: SEED, 1998.ISBN.SAVIANI, Demerval, Escola e Democracia; polêmica do nosso tempo. Campinas:Autores Associados, 1994.
  • 36. 35FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 8, ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra 1980.LIBÂNEO, José Carlos. Que destino os educadores darão à pedagogia? InPIMENTA, Selma Garrido (Org). Pedagogia. Ciência da educação. São Paulo: Cortez,1996.ANDRE, M. E LUDKE, M. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. SãoPaulo: EPU, 1986.FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.OLIVEIRA, M. K. Vygotsky. Aprendizado e desenvolvimento. Um processo sócio-histórico. São Paulo:Scipione, 1993.MACHADO, N. J. Educação: Projetos e Valores. São Paulo: Escrituras, 2000.TYLER, R. W. Princípios Básicos de Currículo e Ensino. Rio de Janeiro: EditoraGlobo, 1949.VYGOSTKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993FAZENDA, I.Práticas Interdisciplinares na escola . São Paulo: Cortez, 1993.VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenador pedagógico: do projeto político-Pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 7. ed. São Paulo: Libertad, 2006. (Subsídiospedagógicos do Libertad;3).VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (Org.). Quem sabe faz a hora de construir o projetopolítico-Pedagógico. Campinas, São Paulo: Papirus, 2007. (Coleção magistério:formação do trabalho pedagógico).BRASIL, Constituição Federal de 1988_______Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional,-9.394, de 20 de dezembro de1996.
  • 37. 36_______Lei nº 8.069, de 1999, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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