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  • Como Coordenador da obra citada, concordamos com todos os termos expressos pela Professora Iracilde Moura Fe Lima
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  • Como Coordenador da obra citada pela Professora Iracilde Moura Fé Lima, corroboro que tudo que ela expressa no texto acima.
    José Luis Lopes Araújo
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  • Sr. Lucas Ramiro,
    Vi seu texto publicado no google e fiquei surpresa. Textos cientificos não podem ser escritos (e muito menos publicados) sem as respectivas fontes. O mais grave é que você usou como um trabalho de pesquisa de um programa de iniciação à docência (PIBID). Seu orientador não fez a revisão do seu trabalho? Pois saiba que o texto e os mapas são de minha autoria, publicados no Atlas Escolar do Piauí (Editora Grafset), nos capítulos 3 e 4. Ainda, os mapas que o senhor inclui nesse texto estão com as fontes cortadas. Este não é o comportamento adequado para alguém que quer se dedicar à docencia e à pesquisa. Esclareço também que esse fato pode ser motivo de processo judicial (desrespeito aos direitos autorais) por parte da editora que publicou a referida obra.
    Espero, então, que o senhor faça as devidas correções para que o seu texto possa ser publicado. Profa. Iracilde Moura Fé Lima (UFPI).
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  • 1. Relevo e Hipsometria A análise do relevo de qualquer área tem como base a sua formação geológica e o seuclima. O contorno oeste do Piauí é formado pelo vale do rio Parnaíba; já o leste e o sul da BaciaSedimentar do Maranhão-Piauí formam um arco de planaltos (chamados de serras e chapa-das), resultantes do soerguimento dessa bacia por movimentos tectônicos [VER MAPA 01].Neste arco de fronteiras estão as maiores altitudes do território piauiense, que variam de 600a 800 metros de altitudes. Na sequencia de norte para sul, encontram se a Cuesta da Ibiapa-ba/Serra Grande, que formam limite com o Ceará; a Serra do Bom Jesus do Gurgueia (seccio-nada em várias Serras locais, como a da Capivara, das Confusões, dos Gerais e Vermelha) e aChapada das Mangabeiras, que forma limites estaduais com a Bahia, Tocantins e Maranhão. Destaque-se que em vários pontos dessa bacia sedimentar encontram-se curiosas e belasformas de relevo, elaboradas a partir do desgaste das rochas areníticas expostas à erosão daschuvas e dos ventos, chamadas de feições ruiniformes.  Compartimentos regionais de relevo e formas locaisObserve a classificação estrutural de Iracilde Maria de M. Fé Lima (1983 e 1987) [VER MAPA01]. Em linhas gerais, os grandes conjuntos de formas e os tipos de formas locais que ocorremnos compartimentos regionais do relevo piauiense são a seguir identificados: I. Depressões Periféricas à Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí II. Chapadões do Alto-Médio Parnaíba III. Planalto Oriental da Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí IV. Baixos Planaltos do Médio-Baixo Parnaíba V. Tabuleiros Litorâneos VI. Planície Costeira I – DEPRESSÕES PERIFÉRICAS À BACIA SEDIMENTAR DO MARANHÃO-PIAUÍ Este compartimento é representado por uma faixa de áreas do Sudeste e parte do Sul doPiauí, elaborado em estrutura cristalina pré-Cambriana. Esta faixa corresponde a uma porçãodas depressões que se estendem pelo interior da região Nordeste brasileira, denominada dedepressões intermontanas e genericamente conhecidas por “sertões nordestinos”. Tambémfaz parte deste compartimento uma pequena porção da área do extremo nordeste do estado(próxima ao mar), como continuação dessas depressões cristalinas que se estendem pela áreacearense, no limite norte do planalto ou serra da Ibiapaba. Topograficamente, essa área piauiense corresponde a uma faixa deprimida que se limitade um lado pelo bordo da bacia sedimentar do Maranhão-Piauí e do outro por um conjunto deserras cristalinas, nos limites com os estados da Bahia e Pernambuco, sendo as de maior ex-pressão a Serra da Tabatinga e a Serra Dois Irmãos, que formam os divisores topográficos dasbacias hidrográficas do Rio Parnaíba e do São Francisco, neste trecho. Desta forma, adota-se neste trabalho a classificação de Iracilde Lima, que tem por base osindicadores da geologia, de relevo e de hidrografia, em níveis sub-regional e local, para deno-minar este compartimento de “Depressões Periféricas à Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí”, ao invés de “depressões periféricas do médio São Francisco”, uma vez que esta depres-são pertence à bacia hidrográfica do Parnaíba e não à bacia hidrográfica do São Francisco. Estaúltima classificação é adotada em estudos que utilizam a bacia hidrográfica do rio São Francis-co como referência regional, como é o caso do Projeto Radam (1973). É importante observar, ainda, que no contato com Pernambuco e Ceará, entre a SerraGrande e a dos Dois Irmãos, penetra sobre o Cristalino piauiense uma pequena porção daChapada do Araripe, formada por sedimentos da Era Mesozóica, cujo topo na área piauiense é
  • 2. de aproximadamente 600 metros. II – CHAPADÕES DO ALTO-MÉDIO PARNAÍBA Este compartimento corresponde ao conjunto de extensos Planaltos tabulares, conheci-dos como chapadões do Sul do Piauí. Inicia-se no bordo da bacia sedimentar do Maranhão-Piauí, no contato com as Depressões Periféricas à Bacia Sedimentar do Maranhão-Piauí, indoaté o vale do rio Paranaíba (no sentido leste-oeste). No sentido sul-norte, localiza-se desde aChapada das Mangabeiras, que chega a 800 m de altitude, até os planaltos mais baixos, nasproximidades da barragem de Boa Esperança, com cerca de 300 m de altitude. Topograficamente, esses planaltos correspondem às superfícies tabulares de estruturahorizontal, de topos planos e levemente inclinados, decrescendo gradativamente de sul paranorte. O nível de base local desse compartimento (que corresponde ao fundo dos vales) situa-se em cerca de 200 m de altitude. Esses planaltos são isolados uns dos outros pelos vales dos grandes rios, que se apresen-tam com fundos chatos e encostas predominantemente retilíneas verticais. Essas vertentes ouencostas são mantidas pelas rochas resistentes à erosão, mescladas com camadas rochosasmenos resistentes, formando patamares estruturais voltadas para o fundo dos vales. O limite sudeste deste compartimento é formado pelo planalto conhecido por Serra doBom Jesus do Gurgueia, cujas escarpas se encontram voltadas para a depressão periférica,intensamente dissecada pela erosão diferencial. Essa grande serra encontra-se seccionada,formando vários planaltos de menores dimensões, como a Serra da Capivara, do Congo, dasConfusões, das Guaribas e a Vermelha. Essas serras formam os divisores topográficos dos altoscursos dos rios Gurgueia, Itaueiras e Piauí, pois aí nascem afluentes desses grandes rios quedrenam todo o compartimento [como pode ser visto nos mapas 01 e 02]. Em algumas dessasserras forma-se, ainda, estreito e profundos vales (chamados de boqueirões ou “canyons”) etambém grutas areníticas, que formam nas linhas de falhas e fraturas. III – PLANALTO ORIENTAL DA BACIA SEDIMENTAR DO MARANHÃO-PIAUÍ Este compartimento corresponde ao bordo leste da bacia sedimentar do Maranhão-Piauí,sendo sua porção Norte conhecida com Serra da Ibiapaba e sua porção sul como Serra Grande.Estas duas grandes serras compõem, assim, um mesmo conjunto estrutural, que foi seccionadapelo rio Poti, formando um vale canyon (ou boqueirão). Este é formado pelo encaixamentodesse rio, que nasce no Ceará em estrutura cristalina e entra na bacia sedimentar, indo desa-guar no rio Parnaíba, na cidade de Teresina, Capital do Piauí. Topograficamente, esse conjuntoreflete o soerguimento do bordo leste da bacia sedimentar e o mergulho de suas formaçõesgeológicas para o interior dessa bacia, a oeste, formando um planalto tipo “cuesta”. Este pla-nalto apresenta suas maiores altitudes no estado vizinho do Ceará, para onde tem voltado oseu front (escarpa abrupta), e alcança a altitude de 900 m. Assim, apresenta-se com suavesdeclividades para o lado piauiense (que corresponde ao seu reverso), com altitudes decres-cendo para oeste, sendo desdobrado ou compartimentado por vales estruturais chamadosdepressões ortoclinais, como a que ocorre em Pedro II e Domingo Mourão, nas serras dos Ma-tões e da Cangalha. Também é cortado por vales fluviais, formando planaltos de menores di-mensões dentro dessa grande cuesta regional.
  • 3. Os planaltos de menores dimensões são considerados formas de relevo locais e corres-pondem ao desdobramento da grande cuesta em vários planaltos, divisores topográficos dealguns afluentes dos rios Piranji, Longá, Poti e Canindé. IV – BAIXOS PLANALTOS DO MÉDIO-BAIXO PARANAÍBA Este compartimento corresponde ao conjunto dos baixos planaltos dissecados, que for-mam divisores topográficos dos rios Longá, do baixo curso do rio Poti, do médio e baixo cursosdo rio Canindé, com altitudes máximas variando entre 200 e 300 metros. As formas locais são resultantes da dissecação sob climas atuais ou sob paleoclimas,quando a drenagem foi isolando pequenos planaltos rebaixados. As formas modeladas se a-presentam em formas tipo “mesa” (encostas retilíneas e topos horizontais) que ocorrem oraagrupadas, ora de forma isoladas. Nas áreas mais úmidas, esses baixos planaltos apresentam-se com encostas levemente convexas e topos mais abaulados, formando baixos planaltos ecolinas. V – TABULEIROS PRÉ-LITORÂNEOS Este compartimento corresponde a uma área de topografia plana, caimento para o norte,denominada de tabuleiros pré-litorâneos. Representa uma faixa de 30-50 km de largura, ela-borado em rochas da Formação Barreiras, entre a bacia sedimentar do Maranhão-Piauí e olitoral piauiense. As cotas mais elevadas dessa área encontram-se no seu limite sul, com altitu-des um pouco abaixo de 100 m, formando o divisor topográfico que limita a bacia hidrográficado rio Parnaíba com as pequenas bacias dos rios litorâneos. VI – PLANÍCIE COSTEIRA Conforme se observa no MAPA 01 e na figura ao lado, a PlanícieCosteira piauiense corresponde à faixa litorânea, que se inicia na baíadas Canárias, indo até a baía formada na foz conjunta dos rios Ubatuba(piauiense) e Timonha cearense. Apresenta largura que varia de me-nos de 1 km no trecho entre o seu limite leste até o rio Camurupim,passando a alargar-se para 5 a 7 km em direção à Ilha Grande de SantaIsabel. 1 Planície Costeira Os campos de dunas se formam a partir das praias, compondo-se 2 Tabuleiros Pré-litorâneosde dunas móveis, dunas fixas e paleodunas, que se distribuem na pla-nície litorânea, entre os sedimentos Terciários do Grupo Barreiras e o Oceano Atlântico. As principais formas locais que ocorrem nessa faixa são as praias, as ilhas do Delta do rioParnaíba e a ilha da Mota, os campos de dunas, as baías e as planícies flúvio-marinhas [VERMAPA 03]. As praias são predominantemente arenosas e sofrem influência das marés, sendoas mais frequentadas: Cajueiro da Praia, Barra Grande, Macapá, Coqueiro, Atalaia e Pedra doSal. As maiores baías são a das Canárias, Amarração e Ubatuba/Timonha, que se formam nafoz dos rios que têm sentido sul-norte e sofrem maior influência das marés. As ilhas que selocalizam entre os canais do rio Parnaíba, formam o delta na foz desse rio, onde se alternammangues e dunas.
  • 4. MAPA 03 As planícies flúvio-marinhas correspondem aos traços dos rios que sofrem influência dasmarés altas, quando inundam os leitos dos rios, fazendo-os transbordarem e alargarem os seusleitos, inundando frequentemente os seus terraços fluviais. Em maior expressão, esse fenô-meno ocorre nos rios Igaraçu, Cardoso, Camurupim e alguns afluentes.
  • 5. Vegetação e Fauna A vegetação resulta da inter-relação entre o clima, as rochas, o relevo e os solos de umdeterminado espaço. E bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certonível de homogeneidade. São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organis-mos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambien-te físico chamado biótopo. No espaço piauiense encontram-se partes de três dos grandes biomas brasileiros: costei-ro, cerrado e caatinga. Estes ocorrem intercalados pelas áreas de transição ou ecótonos: ocerrado-caatinga e o cerrado-amazônia. As formações vegetais que compõem estes biomas eecótonos estão identificados no MAPA 04. 1. Bioma costeiro É composto pelas formações vegetais litorâneas ou costeiras que acompanham toda acosta brasileira, formando conjuntos florísticos bastante diversificados, pois a vegetação édiferente e litoral rochoso, arenoso ou de mangue. Na faixa litorânea ocorre a vegetação de mangues nas áreas do delta do Parnaíba e tam-bém nas áreas das planícies flúvio-marinhas dos rios Portinho, Camurupim e Ubatuba, princi-palmente. Dentre as espécies destes ecossistemas encontram-se o Mangue vermelho, sapatei-ro ou verdadeiro. Apresenta grandes raízes aéreas que ficam expostas durante a maré baixa.Outras espécies vegetais arbóreas e arbustivas que ocorrem nesta área são o Mangue-pretoou siriúba ou canoé; Mangue-manso, rajadinho ou branco; Mangue-botão ou de bolota; Anin-ga; Sambaíba-de-mangue; Algodão-de-mangue; dentre outras. A Carnaúba ocorre no interior das ilhas do delta e também nos vales dos rios, entre omangue e a caatinga litorânea, em grande concentração. Destaque-se a presença de Salgadosou Apicuns, que são manchas que se apresentam destituídas de vegetação arbustiva e arbó-rea, ora como um ambiente de transição entre o mangue e as áreas arenosas de praias e du-nas, ora entremeando os manguezais. No litoral as algas marinhas também são encontradas com certa abundância, desde os ti-pos que podem ser utilizadas para fins farmacêuticos, de alimentação e de adubação. Dentreos animais mais abundantes das áreas do delta e planícies flúvio-marinhas, estão os crustá-ceos. Entre as aves estão maçarico, guará, lavandeiras etc. Entre os mamíferos destacam-se omacaco-prego e o peixe-boi-marinho. Ocorre também nas águas do delta e proximidades umagrande quantidade de peixes, como bagre, voador, agulha, pargo, arraia, camurupim, cioba,pescada etc. Nas praias, principalmente onde afloram recife de arenito e conchas durante as marésbaixas, encontram-se pequenos animais como a estrela-do-mar, búzios e tatuís. Na faixa pós-praia e campos de dunas encontra-se a vegetação pioneira como a salsa-da-praia e o pinheiro-da-praia. Nas dunas e areias já fixadas, mais distante da praia, encontram-se o bredo-da-praia,tiririca e vassorinha-de-botão. Dentre as espécies arbóreo-arbustivas estão murici, cajuí, co-queiro da praia, caatingueira etc. A fauna dessas áreas de solos arenosos corresponde princi-palmente aos répteis, aves e mamíferos. Alguns exemplos são a cobra jibóia, garça azul, sabiá-da-praia, raposa, preá, etc.
  • 6. 2. Bioma cerrado Constituído por formações vegetais que apresentam, geralmente, três estratos: herbáceo,arbustivo e arbóreo. Conforme variações ambientais regionais e locais, formam-se diversosecossistemas, com subtipos ora arbóreo, ora arbustivo e herbáceo. Assim, sob o ponto de vistafisionômico, são classificados como cerradão, cerrado típico, campo cerrado, campo sujo decerrado e campo limpo de cerrado. São características marcantes do cerrado os seus troncostortuosos, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. Estas resultam da adaptação àscondições de solo que, mesmo dispondo de umidade suficiente, apresentam teores elevadosde acidez pela presença do alumínio e ferro, o que dificulta o desenvolvimento das plantas elhes dá essa fisionomia. Destaque-se que em muitos vales ocorre a formação de brejos, que são locais onde aflo-ram os olhos d’água que geralmente formam nascentes de riachos que vão alimentar grandesrios. Nesses locais de solos úmidos destaca-se o buriti que, muitas vezes, acompanha o leitodos rios, como indicador de que o lençol freático se encontra próximo à superfície do solo. Ofruto desta palmeira é muito utilizado para a fabricação de doces e sucos, além do óleo quetem uso medicinal. Dentre as espécies mais frequentes no cerrado piauiense encontram-se faveira, fava-danta, jatobá, pau-de-terra, sambaíba ou lixeira, piqui, amargoso, cachamorra, pau-pombo,chapada, barba-timão etc. Os animais encontrados neste bioma com maior frequência são:veado-campeiro, ema, lobo-guará, perdiz, raposa, macacos, tatu-canastra, cobras, araras, pa-pagaios, periquitos, gaviões, carcará, capivara, paca, ratos, e muitos outros. 3. Bioma caatinga É considerada o único bioma exclusivamente brasileiro. Considerando os aspectos fisio-nômicos, a caatinga apresenta-se em subtipos, conforme as variações nas condições locais deumidade de clima e dos solos. Assim, forma ecossistemas classificados como: caatinga arbusti-va aberta, abustivo-arbórea e caatinga densa. Em alguns locais mais úmidos como serras echapadas, por exemplo, desenvolve-se a fisionomia arbórea ou de floresta. Aí ocorrem espé-cies que podem alcançar grande altura, como angico, aroeira e braúna. Nas áreas mais secas,ocorre a caatinga arbustiva aberta, com a presença do marmeleiro, jurema-preta, unha-de-gato e favela. Destaque-se que é frequente a ocorrência de carnaubeira, em algumas áreasmais úmidas dos vales, onde formam manchas significativas, embora não seja exclusiva dacaatinga, pois no Piauí ela ocorre também nos biomas costeiro e cerrado. A característica mais marcante da caatinga é xerofismo ou xeromorfismo das espécies ve-getais. Ele traduz a adaptação da vegetação às condições climáticas sob regime de baixos índi-ces pluviométricos e elevadas temperaturas do ar e do solo. Assim, muitas espécies vegetaisperdem as folhas no período seco (caducifólias), como forma de se protegerem contra a perdade água e se manterem vivas durante o período seco, quando adquirem aspecto seco, como seestivessem mortas. Outras espécies da caatinga também desenvolveram mecanismos diferentes de adapta-ção às condições secas do ambiente semi-árido, como o juazeiro, que produz cerosidade queforma uma película nas suas folhas, e os cactos e bromélias que, no seu processo de evolu-ção/adaptação, substituíram as folhas por espinhos. A fauna do bioma caatinga é representada por animais como: sapo-cururu, asa-branca,andorinha, acauã, canário-da-terra, galo-campina, currupião, rolinha, beija-flor, bicudo, chico-preto, azulão, cancan, cotia, gambá, preá, veado-caatingueiro, onça pintada, onça vermelha ouparda, seriema, tatu-peba, tatu-bola, macaco-prego, tamanduá-manbira, tamanduá-bandeira,etc. 4. Áreas de transição
  • 7. As Áreas de Transição ou ecótonos, que ocorrem no espaço piauiense correspondem àsáreas de passagem do bioma Cerrado para o da Amazônia, e as áreas entre o Bioma Cerrado eo Bioma Caatinga. Também existem enclaves de cerrados na caatinga e de caatinga no cerra-do, por influência de fatores locais. Observando o MAPA 04, percebe-se que a área de transição cerrado-amazônia localiza-sena região noroeste do estado, formando a floresta mista sub-caducifólia, acompanhando ovale do rio Parnaíba, a partir da foz do rio Canindé até os Tabuleiros Pré-litorâneos. Ocorretambém uma faixa de menor extensão deste tipo de vegetal no vale do rio Gurgueia. Nestaformação florestal predominam as espécies arbóreas, apresentando espécies que se mantêmverdes durante todo o ano e outras que perdem as folhas durante o período seco. Dentre elasdestacam-se: cedro, bacuri, sapucaia, angico-branco, candeias, ingá, cajá, ipês (pau-d’arco) etc.Nesta área, assim como em vários trechos do cerrado que acompanham o rio Parnaíba, encon-tram-se os babaçuais, ora de forma mais densa, ora entremeados com as demais espécies queocorrem nas áreas de relevo mais baixo, em toda a extensão desse vale. Em direção ao centro-norte, observa-se a ocorrência de outras manchas de tipos vegetais,destacando-se o ecossistema denominado Complexo de Campo Maior (no médio curso do rioLongá), caracterizado pela predominância de área de campos inundáveis, onde se entremeiamcarnaubais e outras palmeiras, principalmente o tucum, bem como algumas espécies de cerra-do e da faixa de transição que abrange maior área, de centro-nordeste ao sul do Piauí. Fre-quentemente, se alternam manchas de cerrado com outras de caatinga, ou áreas em que asespécies destes dois biomas se misturam, formando uma faixa de transição com fisionomiavegetal própria e variada, ora se aproximando do cerrado, ora da caatinga. A fauna dessas áreas de transição é composta por várias espécies, notadamente dos bio-mas do cerrado e da caatinga, se adaptando a outros habitats, principalmente na busca deágua e alimentos nos períodos secos. A Mata de Cocais corresponde a uma área de transição entre os domínios da Amazônia ea Caatinga.