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  • 1. Esporotricose na espécie canina: relato de um caso na cidade de Mossoró, RN 673 RELATO DE CASO ESPOROTRICOSE NA ESPÉCIE CANINA: RELATO DE UM CASO NA CIDADE DE MOSSORÓ, RN Kilder Dantas Filgueira1 1. Médico veterinário do Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. E-mail: kilderfilgueira@bol.com.br RESUMO A esporotricose é uma micose causada pelo Sporo- dermatológico demonstrou alopecia e nódulos subcutâneosthrix schenckii e pouco frequente em cães. A confirmação cervicais. Exame citológico, raspado cutâneo para pesquisadiagnóstica é por isolamento fúngico em meio de cultura, de ácaro, sorologia para leishmaniose e cultura fúngica fo-mas este procedimento pode ser difícil em caninos infec- ram solicitados. O resultado sorológico foi não reagente e otados. Em virtude de ser rara nesta espécie, por possuir raspado exibiu negatividade. Porém, a citologia evidencioudiagnóstico definitivo difícil e pela carência de relatos da estruturas, no citoplasma de macrófagos, sugestivas de S.doença no Nordeste brasileiro, o presente trabalho objetivou schenckii. O isolamento do fungo em cultura confirmoua descrição de um caso de esporotricose canina, na cidade de o diagnóstico de esporotricose. Fez-se o tratamento comMossoró, RN. Uma cadela, de três anos de idade, apresenta- itraconazol. A inclusão constante da esporotricose para ova lesões cutâneas crônicas. O animal era alojado em quintal diagnóstico diferencial de pápulas, nódulos e ou úlcerascom areia, plantas e felinos peridomiciliados. O exame cutâneas é fundamental na espécie canina.PALAVRAS-CHAVES: Canino, dermatologia, esporotricose, Mossoró. ABSTRACT SPOROTRICHOSIS IN THE CANINE SPECIES: A CASE REPORT ON CITY OF MOSSORO, RN Sporotrichosis is a mycosis caused by Sporothrix examination showed alopecia and cervical subcutaneousschenckii and little frequent in canines. The diagnosis con- nodules. Cytology, scraping, serology for leishmaniasis andfirmation occurs by fungal isolation in culture medium, but fungal culture were requested. The serological result wasthis procedure can be difficult on infected dogs. Because not reagent and the scraping showed negative. However,it is rare in canines, its definitive diagnosis is difficult to cytology evidenced suggestive structures of S. schenckiiachieve and due to a lack of reports about the disease in on macrophages cytoplasm. The fungal isolation confirmedthe northeast region of Brazil, the present study aimed to the sporotrichosis diagnosis. The treatment corresponded todescribe a canine sporotrichosis case, in the city of Mos- itraconazole. The constant inclusion of sporotrichosis forsoro, RN. A three-year-old female canine presented chronic papules differential diagnosis, nodules and/or cutaneouscutaneous injuries. The animal was lodged at the backyard, ulcers is basic on canine species.in touch with sand, plants and felines. The dermatologicalKEY WORDS: Canine, dermatology, sporotrichosis, Mossoro. Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 673-677, abr./jun. 2009
  • 2. 674 FILGUEIRA, K. D. INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS A esporotricose é uma micose subcutânea Atendeu-se, no Hospital Veterinário dagranulomatosa a piogranulomatosa (FARIAS, Universidade Federal Rural do Semi-Árido2000; CHIESA, 2007) de evolução subaguda (localizado na cidade de Mossoró, RN), no mêsou crônica (SCHUBACH & SCHUBACH, de agosto de 2006, uma cadela, de três anos de2000; SANTOS et al., 2005), causada pelo idade, sem raça definida, com 18 kg. A pacientefungo dimórfico Sporothrix schenckii. Este apresentava histórico de lesões de pele há apro-microrganismo existe como saprófita no solo ximadamente dois anos, sendo realizados váriose debris orgânicos (SCOOT et al., 1996). tratamentos anteriores, porém sem sucesso. OEncontra-se amplamente disperso na natureza, animal encontrava-se alojado em um quintal deespecialmente em climas temperados e tropicais areia, com presença de plantas e de felinos peri-(SCHUBACH & SCHUBACH, 2000). O reino domiciliados. O canino foi submetido a examevegetal constitui a maior fonte de contágio, físico de rotina e exame dermatológico. Diantesem predileção por alguma planta ou vegetação das alterações cutâneas encontradas, solicitaram-(BRUM et al., 2007). se exames complementares. Para tanto, procedeu- A esporotricose é uma antropozoonose e se à citologia por punção aspirativa com agulhacorresponde à micose subcutânea humana mais fina, raspado cutâneo para pesquisa de ácaro,comum na América Latina (SONODA et al., sorologia para leishmaniose (pelos métodos de2006; BRUM et al., 2007). É pouco frequente imunofluorescência indireta e ELISA) e culturaentre os caninos, mas já ocorreram relatos nas fúngica em meio ágar Sabouraud dextrose acres-regiões Sul (MADRID et al., 2007) e Sudeste do cido a cloranfenicol e cicloheximida, incubadoBrasil (RAMADINHA et al., 2006; SONODA a 25 e 37°C.et al., 2006). Em cães, a forma cutânea é a maiscomumente relatada, caracterizada por nódulos RESULTADOS E DISCUSSÃOfirmes e múltiplos, placas ulceradas com bordaselevadas ou áreas anulares crostosas e alopéci- Dentre as alterações dermatológicas en-cas (SCOOT et al., 1996). Para a confirmação contradas verificou-se a presença de alopeciadiagnóstica, faz-se necessário o isolamento e múltiplos nódulos subcutâneos, envolvendodo S. schenckii em meio de cultura (SCHU­ apenas a região cervical dorsal e esternocefálicaBACH & SCHUBACH, 2000). Entretanto este (Figura 1). Alguns destes estavam ulcerados eisolamento pode ser difícil em cães infectados com trajetos fistulosos que exsudavam secreção(MEDLEAU & HNILICA, 2003). Além disso, purulenta e hemorrágica enquanto que outrosa esporotricose possui um amplo número de exibiam áreas de cicatrização. As lesões eramdiagnósticos diferenciais, como o complexo indolores e levemente pruriginosas. O examegranuloma eosinofílico, abscesso, leishmaniose, sorológico revelou-se negativo para leishma-demodicidose, escabiose, actinomicose, nocar- niose e o raspado cutâneo foi negativo paradiose, tuberculose, histoplasmose, criptococose, ácaros. A análise citopatológica evidenciou umacorpo estranho, neoplasias (SCHUBACH & inflamação granulomatosa, caracterizada porSCHUBACH, 2000; GREMIÃO et al., 2005). numerosos neutrófilos íntegros e degenerados deEm virtude de a doença ser incomum e rara permeio a macrófagos espumosos, eosinófilos eem cães, por possuir um diagnóstico definiti- células multinucleadas. Coexistia a presença devo difícil, e dada a carência de relatos dela na microrganismos arredondados, variando apro-região Nordeste do Brasil, o presente trabalho ximadamente de 2 a 10 µm de comprimento,objetivou a descrição de esporotricose cutânea no citoplasma de macrófagos. Estas estruturasem um canino, na cidade de Mossoró, RN. intracitoplasmáticas possuíam padrão morfoló-Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 673-677, abr./jun. 2009
  • 3. Esporotricose na espécie canina: relato de um caso na cidade de Mossoró, RN 675gico sugestivo de S. schenckii (Figura 2), seme- O animal foi tratado com itraconazol (10mg/lhantes à descrição de SCOOT et al. (1996). O kg, VO, durante a alimentação, SID, por sessentadiagnóstico de esporotricose foi confirmado com dias, inicialmente) e o proprietário foi advertidoo isolamento do fungo em cultura. As colônias da possibilidade de contágio e orientado paraobtidas a 25ºC apresentavam coloração casta- a adoção de práticas de prevenção da doença.nha e exibiam, microscopicamente, uma forma Observou-se uma involução dos sinais clínicos ini-filamentosa e no cultivo a 37ºC possuíam cor ciais, contudo não foi possível o acompanhamentovariando de branco a amarelo, com micromor- durante todo o tratamento, em virtude da mudançafologia leveduriforme. residencial do animal para outra região. FIGURA 2. Fotomicrografia do exame citológico. Macró-FIGURA 1. Nódulos subcutâneos na região cervical dorsal fago com estruturas intracitoplasmáticas arredondadas deexibindo áreas de alopecia e ulceração. tamanho variável e envolvidas por um halo claro, sugesti- vas de S. schenckii (objetiva de imersão). Em cães não ocorre predisposição etária ou radas, drenando um líquido serossanguinolentosexual para a esporotricose. Entretanto, trata-se marrom-avermelhado, especialmente na cabeça,de micose subcutânea que é mais comumente ob- orelhas e tronco (SCOOT et al., 1996; HARVEYservada em animais caçadores (FARIAS, 2000), & McKEEVER, 2004). Nos cães acometidos,o que sugere infecção por objetos pontiagudos as lesões não são dolorosas nem pruriginosas, ocomo espinhos ou lascas de madeira (BRUM et fungo é difícil de ser encontrado nos exsudatos eal., 2007). Classicamente, a esporotricose cutânea geralmente os animais estão saudáveis (SCOOTocorre pela inoculação traumática do fungo, que é et al., 1996).encontrado no solo, matéria orgânica e em plantas Assim, as alterações relacionadas à es-(GREMIÃO et al., 2005), ou ainda pela morde- porotricose cutânea do paciente em discussãodura, arranhadura ou contato direto com exsudato encontraram-se compatíveis com as descriçõesde lesões de animais infectados (RAMADINHA da literatura. Nos felinos com esporotricose,et al., 2006). Três a cinco semanas após a inocu- o número de microrganismos encontrados noslação aparecem as lesões típicas, como tumefa- tecidos, exsudatos e fezes de animais infectadosções papulares ou nodulares, alopécicas e ulce- é maior do que em outros seres, o que aumenta Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 673-677, abr./jun. 2009
  • 4. 676 FILGUEIRA, K. D.o risco de transmissão para as demais espécies CONCLUSÃO(FARIAS 2000; HARVEY & McKEEVER, 2004).Nesse sentido, o ambiente no qual se encontrava A esporotricose canina deve ser incluída noo canino em questão poderia ser considerado um diagnóstico diferencial das dermatoses papulares,reservatório para a esporotricose, uma vez que nodulares e ulcerativas nos cães domiciliadospossuía areia, matéria orgânica vegetal e presença na cidade de Mossoró, RN. Embora esta micosede gatos peridomiciliados. Na maioria das vezes, subcutânea canina possua um significado reduzidoa enfermidade evolui como infecção benigna, em saúde pública, torna-se necessária uma investi-limitada à pele e ao tecido subcutâneo (BRUM gação epidemiológica no Nordeste brasileiro, emet al., 2007), sendo essa forma da esporotricose virtude da escassez de descrições do S. schenckiidenominada cutânea e correspondendo à que aco- nesta região.metia o animal do presente relato. A cidade de Mossoró, RN, na qual foi diag- REFERÊNCIASnosticada a esporotricose canina, encontra-se sobinfluência do clima tropical (BAPTISTA et al., BAPTISTA, G. M. M.; CARVALHO, J. M.; CAMACHO,2005), estando de acordo com a epidemiologia R. G. V.; BIAS, E. S.; ZARA, L. F. Variação sazonal da vegetação e da temperatura de superfície em Mossoró, RN,do agente, o qual pode estar presente em regiões por meio de dados ASTER. In: SIMPÓSIO BRASILEIROtropicais (SCHUBACH & SCHUBACH, 2000). DE SENSORIAMENTO REMOTO, 12., 2005, Goiânia.O diagnóstico presuntivo pela citopatologia as- Anais... Goiânia, 2005. p.2843-2850.sim como o diagnóstico definitivo pela culturapodem ser dificultados pela reduzida quantidade BRUM, L. C.; CONCEIÇÃO, L. G.; RIBEIRO, V. M.;do S. schenckii nos tecidos e secreções dos cães. HADDAD JÚNIOR, V. Principais dermatoses zoonóticas deApesar de ser pouco frequente, a esporotricose cães e gatos. Clínica Veterinária, n. 69, p. 29-46, 2007.canina deve sempre ser considerada no diagnóstico CHIESA, S. C. Esporotricose: aspectos clínicos e tera-diferencial de lesões pápulo-nodulares ulceradas pêuticos. In: CONGRESSO PAULISTA DE CLÍNICOSou não, exsudativas, com ou sem linfadenite VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS, 7., 2007,regional e não responsivas à antibioticoterapia São Paulo. Anais... São Paulo: ANCLIVEPA-SP, 2007. p.(RAMADINHA et al., 2006). Com relação ao 76-78.tratamento, o itraconazol tem se mostrado eficaze seguro na terapia da esporotricose cutânea, em FARIAS, M. R. Avaliação clínica, citopatológica e his-detrimento dos iodetos e cetoconazol, pelos efeitos topatológica seriada da esporotricose em gatos (Felis catus – Linnaeus, 1758) infectados experimentalmente.indesejáveis desses agentes antifúngicos (JESUS 2000. 97 f. Dissertação (Mestrado em Clínica Veterinária)& MARQUES, 2006). A terapia com o itraconazol – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Univer-é realizada por um período mínimo de dois meses sidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Botucatu,e continuidade de trinta dias após cura clínica São Paulo, 2000.(CHIESA, 2007). Para o sucesso terapêutico, énecessário que o tratamento prossiga até que as GREMIÃO, I. D. F.; LEME, L. R. P.; PEREIRA, S. A.;lesões cicatrizem e as culturas sejam negativas SANTOS, I. B.; HONSE, C. O.; FIGUEIREDO, F. B.; TROTE, M. N. S.; NASCIMENTO, K. C. S.; MIRANDA,(BRUM et al., 2007). Nos felinos, a esporotricose L. H. M.; SILVA, J. N.; REIS, R. S.; SCHUBACH, T. M.apresenta um potencial zoonótico significante en- P. Importância do exame citopatológico no diagnósticoquanto que, em cães, a doença tem um potencial presuntivo da esporotricose felina naturalmente adquirida.zoonótico mínimo (SCHUBACH & SCHUBACH, Anclivepa Brasil, n. 3, p.163-164, 2005.2000). Contudo, deve-se ter precaução ao se lidarcom caninos infectados, exsudatos ou materiais HARVEY, R. G.; McKEEVER, P. J. Dermatoses ulcerati-contaminados desses animais (HARVEY & vas: esporotricose. In: HARVEY, R. G.; McKEEVER, P. J. Manual colorido de dermatologia do cão e do gato:McKEEVER, 2004).Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 673-677, abr./jun. 2009
  • 5. Esporotricose na espécie canina: relato de um caso na cidade de Mossoró, RN 677diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. SANTOS, I. B.; OKAMOTO, T.; SCHUBACH, T. M. P.;p.104-105. FIGUEIREDO, F. B.; QUINTELLA, L. P.; PEREIRA, S. A.; LEME, L. R. P.; HONSE, C. O.; REIS, R. S.; TORTELLY,JESUS, J. R.; MARQUES, S. M. T. Esporotricose cutânea R; SCHUBACH, A. O. Esporotricose espontânea em cães:em gato: relato de caso. Clínica Veterinária, n. 65, p.72- aspectos histopatológicos e micológicos. Arquivo Brasi-74, 2006. leiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 57, supl.1, p. 76-77, 2005.MADRID, I. M.; SANTOS JÚNIOR, R.; SAMPAIO JÚ-NIOR, D. P.; MUELLER, E. N.; DUTRA, D.; NOBRE, M. SCHUBACH, T. M. P.; SCHUBACH, A. O. EsporotricoseO.; MEIRELES, M. C. A. Esporotricose canina: relato de em gatos e cães: revisão. Clínica Veterinária, n. 29, p.três casos. Acta Scientiae Veterinariae, v. 35, n.1, p.105- 21-24, 2000.108, 2007. SCOOT, D. W.; MILLER, W. H.; GRIFFIN, C. E. DoençasMEDLEAU, L.; HNILICA, K. A. Micoses cutâneas esporo- fúngicas da pele: esporotricose. In: SCOOT, D. W.; MILLER, W.tricose. In: MEDLEAU, L.; HNILICA, K. A. Dermatologia H.; GRIFFIN, C. E. Muller & Kirk: dermatologia de pequenosde pequenos animais: atlas colorido e guia terapêutico. São animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Interlivros, 1996. p. 333-336.Paulo: Roca, 2003. p. 51-52. SONODA, M. C.; OTSUKA, M.; FERRER, L. C.; FOND-RAMADINHA, R. H. R.; AZEVEDO, S. C. S.; SOUZA, VILLA, D.; MICHALANY, N. S.; VIEIRA, S. A. M.;C. P.; CAMPOS, S. G. Esporotricose em cães: relato de 2 GAMBALE, W.; LARSSON, C. E. Esporotricose canina:casos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DA ANCLIVEPA, relato de caso insólito em São Paulo. In: CONGRESSO27., 2006, Vitória. Anais... Vitória: ANCLIVEPA-ES, 2006. BRASILEIRO DA ANCLIVEPA, 27., 2006, Vitória.p. 46. Anais... Vitória: ANCLIVEPA-ES, 2006. p. 21. Protocolado em: 24 out. 2007. Aceito em: 23 out. 2008. Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 673-677, abr./jun. 2009