Julho 2010
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Julho 2010

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Julho 2010 Document Transcript

  • 1. Ín d i c e Pal a v r a d o Pr o v i n c i a l Anunciar o Evangelho de modo sempre novo......................................5 Cap a Regional MS: Confrades Valorizam a Vida Apostólica...........................6 Dep oim e n t o s Pe. Dirson Gonçalves, CSsR...................................................................8 Pe. Roque Gabriel, CSsR........................................................................8 Entr e v i s t a do mê s Pe. Sérgio Reis ......................................................................................9 Pe. Francisco.........................................................................................11 Noti ci a s Pr o v i n c i a i s Milhares de Fiéis na festa da Unidade em T. Borba.............................12 Visita do Ícone do Perpétuo Socorro...................................................15 Jubileu de Ouro da realização da novena em Curitiba........................16 XV Congresso de Marketing Católico..................................................20 Papa nomeia Padre J. Tobin................................................................26 Motivando as Vocações da Província..................................................27 Refletindo a Vocação Redentorista.....................................................29 JUMIRE Celebra primeiro Aniversário..................................................31 Es piritu a li d a d e O Sentido da Cruz em nossa Vida........................................................32 Mensagem do XXIV Capítulo Geral.....................................................36
  • 2. Cel e b r a ç õ e s ....................................................................................... ...........40 Aniv e r s á r i o s ........................................................................................ .........41 Pal a v r a d o Pr o v i n c i a l ANUNCIAR O EVANGELHO DE MODO SEMPRE NOVO Renovando esperança, corações e estruturas para missão Neste primeiro semestre a Província vivenciou importantes momentos de fraternidade, como exemplos: o retiro anual, os encontros regionais, as formações nas comunidades e muita entrega dos confrades na vida apostólica. Percebe-se aí um sincero desejo de vivenciar o que pediu o XXIV Capítulo Geral, que é ‘Anunciar o Evangelho de modo sempre novo (S. Clemente) com renovada esperança, com corações convertidos, tudo em vista da missão’. Embora ‘o mundo tenta desacreditar à Igreja e sua missão evangelizadora’, os Redentoristas ‘seguem o exemplo do Salvador proclamando a Boa Nova aos abandonados’ (Const. 1), sendo ‘fortes na fé, alegres na esperança, fervorosos na caridade, inflamados no zelo, humildes e sempre dados à oração’ (Const. 20). Os Redentoristas são chamados na Igreja a ser este ‘sinal profético’ ao mundo. Mesmo diante da ‘desesperança’ proclamar o Evangelho de modo sempre novo, como fez São Clemente, Santo Afonso... pois para os Redentoristas é essencial o seguimento do Cristo, que passou por Cruz e Ressurreição. 4
  • 3. Cada confrade, e também cada comunidade da Província, é convidado a refletir e aprofundar como está adesão ao tema deste sexênio. Temos que nos colocar no processo de conversão (Const. 11, 40, 41 e 42) e crescermos neste anúncio de modo sempre novo. É necessário renovar a nossa esperança, corações e estruturas. Em síntese, é necessário um ato de fé no Deus da Redenção! Pe. Joaquim Parron, CSsR Superior Provincial Re g i o n a l MS: Co n f r a d e s V a l o r i z a m a Vi d a Ap o s t ó l i c a Encontro motiva a partilha e o entusiasmo pelo apostolado Momento de partilha... Com um espírito fraterno e marcado pela partilha, os confrades que residem e atuam no Mato Grosso do Sul se encontraram para o Regional do 5
  • 4. MS, nos dias 7 e 8 de junho, em Campo Grande, com participação da maioria dos confrades. Além de aprofundarem as várias dimensões da Vida Missionária Redentorista, os confrades partilharam as realizações apostólicas nas Comunidades do MS: missões, paróquias e santuário e também falaram de seus anseios. Num primeiro momento Pe. Parron CSsR trabalhou o texto do confrade Lourenço Kearns CSsR sobre o ‘valor da amizade na Vida Religiosa para perseverar na fidelidade’. Na seqüência os confrades partilharam suas experiências e suas buscas. Também partilharam a necessidade de fortalecer a comunhão entre os confrades nas comunidades e a necessidade, em um ou outro contexto, dos superiores serem mais pastores (e não apenas administradores). As Comunidades que pastoreiam as Paróquias: São José, em Ponta Porá, Nossa Senhora da Guia, em Campo Grande, Imaculada Conceição, em Aquiadauna e a Comunidade do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande e também a Comunidade itinerante das Missões apresentaram uma síntese da ação pastoral. É maravilhoso perceber tantas realizações com tanto amor e generosidade dos confrades nas diversas realidades pastorais! Estas partilhas trouxeram ânimo às comunidades. Pose para a foto oficial... O promotor vocacional, Pe. Marcos Vinicius CSsR e o formador, Pe. Mello, apresentaram as realizações do processo formativo provincial. Na linha da partilha, Pe. Primo, ecônomo, apresentou os avanços da Província na área 4
  • 5. administrativa, mostrando aos co-irmãos que hoje a Província, graças a Deus e apoio dos confrades, consegue pagar todas as contas com recursos próprios ganhos no Brasil e está passo a passo aumentando o seu patrimônio. Pe. Mello e Pe. Henrique, do Conselho Ordinário, iluminaram o encontro com reflexões sobre a Vida Religiosa e Vida Missionária. Pe. Mello apresentou motivações para um maior aprofundamento da Vida Consagrada entre os confrades e Pe. Henrique elencou elementos que estão fortalecendo a vitalidade missionária na Província. O encontro foi abençoado com a celebração da Santa Missa onde os confrades puderam experimentar o mais profundo do seguimento de Jesus, viver em comunidade e partilhar a fé no espírito missionário: ‘sendo discípulos missionários’ proclamando o Evangelho de modo sempre novo (S. Clemente). No final Pe. Álvaro e Pe. Jorge Rocha serviram um delicioso churrasco para todos os participantes. Agradecemos os confrades que ajudaram na organização deste encontro e todos que participaram deste momento tão importante! Pe. Joaquim Parron, CSsR Missionário Redentorista Dep oi m e n t o s “O R e g i o n a l MS fort a l e c e u a fr a t e r n i d a d e ” “Percebi e senti que o REGIONAL foi muito agradável, tranqüilo, fraterno... Nota-se também uma busca sincera de perdoar e reconhecer os dons e talentos do outro. Há um NOVO CLIMA na província, graças a Deus. Valeu a pena a insistência na área da formação humana, comunitária, durante esses últimos tempos. Percebe-se, agora, os resultados. Sabendo perdoar, valorizando o outro e buscando o encontro com o Senhor a vida torna-se mais fraterna. Obrigado por este Regional!” Pe. Dirson Gonçalves, CSsR 5
  • 6. Paróquia Nossa Senhora da Guia “ N o Re gi o n a l a fé partilh a d a do s ir m ã o s n o s revi g o r a ” “O Regional no MS foi um momento forte de encontro e fortalecimento da nossa caminhada. Gosto sempre de participar desses encontros porque a gente se reanima, olhando o exemplo do outro, a presença amiga, a fé do irmão nos revigora. Gostei principalmente, porque houve partilha do que fazemos em nosso trabalho apostólico, quanta riqueza temos, e percebi entre nós crescimento humano e respeito pelo confrade. Agradecemos pela oportunidade que tivemos. Deus continue abençoando a Congregação, para sermos fiéis a missão!” Pe. Roque Gabriel, CSsR Equipe Missionária Ent r e v i s t a s do Mê s Nesta edição do CONTACT escolhemos o P e S é r g i o R e i s da equipe missionária de Campo Grande e P e . Fr a n c i s c o de Aquidauana, como os entrevistados deste mês. Segue o resultado da conversa. C ont a c t: Sérgio, você é o “caçula” padre de nossa província. Tem cinco meses de ordenação. Como está sendo sua experiência como sacerdote redentorista? 4
  • 7. P e . S é r g i o : Agradeço o convite para estar partilhando minha experiência ministerial na equipe missionária itinerante, dirigindo algumas palavras aos confrades através desse informativo da província. Tem sido uma experiência formidável, de grande aprendizado poder exercer o meu ministério sacerdotal durante cinco meses em lugares diferentes. C ont a c t: A Equipe Missionária está sendo sua primeira experiência dentre os trabalhos da província de Campo Grande. Como você se sente como missionário itinerante, membro de uma equipe de missão? P e . S é r g i o : Acolhido pelos meus confrades. Acredito é fundamental ter um bom relacionamento com os confrades, para poder desenvolver um bom apostolado. É essencial a promoção humana. Procuro caminhar na fé, me apoiando numa esperança cristã, luminosa – Divino, renovando cada dia minha opção diante dos novos desafios, re-elaborando e re-significando a vida. C o n t a c t : O que mais te motiva a ser um Missionário Redentorista? P e . S é r g i o : Ouvir o Mestre Jesus, a partir de um silêncio discipular, para captar os sinais dos tempos: Reino de Deus, revelado no grito dos crucificados e abandonados para comunicar uma esperança cristã ancorada na “Palavra” que anuncia “um Homem Deus”. É por esse Reino de Deus, que iremos passar os nossos dias como o jardineiro que pacientemente prepara jardins e não se cansa de cultivar a terra prometida – nem sempre onde corre leite e mel – mas de espinhos e flores. C ont a c t: Deixe uma mensagem final: P e. S ér g i o : Peço a intercessão do nosso Venerável Pai, Santo Afonso Maria de Ligório, para que Deus abençoe todos os confrades da província, e que todos nós tenhamos como referência para nossa vida apostólica, Jesus - Mestre, “Mestre em humanidade” e “no acolhimento das pessoas”, especialmente as mais simples e abandonadas e às levem a busca da Páscoa. 5
  • 8. Um fraterno abraço. Contact: Como se sente neste momento de sua vida? P e . C hi c o : Realizado: "Combati o bom combate" até o momento, embora com o peso da 4
  • 9. idade e problema de saúde, nos últimos anos, tenho caído no desânimo por não poder fazer mais do que ainda poderia fazer pela missão redentorista e vida comunitária. Contact: Que conselho o senhor daria aos jovens que desejam ser redentoristas? P e . C hi c o : "O Espírito sopra onde quer", portanto, os que se sentem chamados, devem apenas seguir seu sonho de um dia se tornarem redentoristas com a graça de Deus e, como futuros filhos de Santo Afonso, alimentar sempre o desejo de um dia poderem trabalhar pelo reino de Deus como um verdadeiro missionário redentorista. Contact: Fale um pouco sobre seu trabalho pastoral em Aquidauana... P e . C hi c o : Na medida do possível ajudo meus jovens padres, companheiros de vida e de trabalho. Minhas responsabilidades maiores são de cuidar das aldéias, asilo, lar dos idosos e legião de Maria. Contact: Deixe uma mensagem para todos os leitores de CONTACT. P e . C hi c o : Aos leitores do CONTACT o meu carinho especial, pois todos são redentoristas de coração e cada um deles, homem ou mulher, criança, jovem ou adulto, naquilo que é ou que faz na vida, realiza a obra redentora na família, escola, sociedade, política e, acima de tudo, em sua comunidade. Notí ci a s Pr o v i n c i a i s 5
  • 10. Mil h a r e s d e Fi é i s n a F e s t a d a Uni d a d e e m Tel ê m a c o B o r b a Festa da Padroeira motiva a participação dos leigos nas Comunidades Confrades concelebrando a Santa Missa... Os Missionários Redentoristas de Telêmaco Borba, juntamente com o povo das Comunidades, realizaram a Festa da Padroeira 2010, no mês de maio, com enfoque na ‘Unidade das Comunidades’. Foi surpreendente o número de pessoas participando todos os dias nas novenas na igreja Matriz, pregada esta pelo Redentorista Marcos Vinicius CSsR. Além da pregação missionária, o confrade Marcos Serrart, animou as liturgias com melodias que contagiaram muitas pessoas. A participação, segundo os leigos, foi a maior na história desta paróquia. Com cânticos, preces, coreografias e encenações, foi descortinando o sentimento religioso,carregado de amor a Virgem Maria, sentimento que 4
  • 11. veio à tona na alma de todos. Tudo culminando com a pregação missionária e, sobretudo com a celebração da Eucaristia em cada noite do Novenário. Temos a memória dos mais de sessenta anos da presença redentorista, de centenas e centenas de confrades missionários, que falaram de Nossa Senhora. De centenas e centenas de confrades que divulgaram a devoção a Nossa Senhora por todos esses anos. Que a memória deles ecoe nas vozes de tantas ave-marias, de tantas melodias, que a Virgem recebeu! Que o entusiasmo missionário deles, impulsione o nosso entusiasmo. Deixe os nossos corações se abrasarem de amor como o deles se abrasou, pela glória de coisas nobres, de coisas santas, que abrasou o coração de nosso irmão maior, Santo Afonso Maria de Ligorio! Que o silencio sagrado da Consagração, de cada missa do Novenário de nossas vidas, mostre a eloqüência do Espírito. Eloqüência do Espírito que mostrará sua forca e eficácia, no discipulado missionário do nosso dia a dia , quer ele aconteça nas nossas Missões Populares, quer ele aconteça na rotina de nossas paróquias, ou no canteiro de cada casa de formação. 5
  • 12. Igreja lotada para a Santa Missa... Por sua vez, a Festa Social foi também um sucesso. As comunidades participaram com barracas, cartelas do show de prêmios e outras promoções e levaram em torno de 90% do lucro líquido. As lideranças ficaram irradiantes e agradeceram a oportunidade de levantar fundos para investir nas comunidades locais. No final do novenário, centenas de rosas a ela oferecidas digam-lhe o quanto o povo a ama e quanto seus filhos prediletos, os missionários redentoristas, a querem sempre , cobrindo com seu manto, nossos projetos, nossos sonhos e nossa vida redentorista. Enfim, é uma paróquia que cresce na organização pastoral e na participação do povo. Pe. Henrique Lima CSsR e Pe. Adriano Franzoi CSsR Paróquia Nossa Senhora de Fátima 4
  • 13. Vi s i t a d o Í c o n e d o Per p é t u o So c o r r o no Para n á Dezenas de paróquias receberam o ícone peregrino da Mãe do Perpétuo Socorro 5
  • 14. Ir. Jorge Tarachuque e Pe. Celso Cruz numa das visitas A Comunidade Redentorista do Santuário do Perpétuo Socorro, em Curitiba, no primeiro semestre de 2010, visitou dezenas de paróquias com o ícone da Mãe do Perpétuo Socorro, propagando a devoção em diversas cidades do Paraná e também em duas cidades de São Paulo. De fato, foi um trabalho pastoral árduo, com apoio de vários leigos, cumprindo o pedido do Papa Pio IX: “Fazei-a conhecida no mundo inteiro!”. Parabéns aos Redentoristas e leigos envolvidos neste importante apostolado! J u bi l e u d e O u r o d a re aliz a ç ã o da nov e n a do Perp é t u o So c o rr o e m Curiti b a 4
  • 15. Di m e n s ã o hi s t ó r i c a Neste ano de 2010, completamos 50 anos da realização das novenas em Curitiba. Uma data a ser muito bem lembrada. Nesse meio século, muitas realizações aconteceram. Fruto das Missões Populares Redentoristas, realizadas em Curitiba no ano de 1959, tal obra de devoção e amor a Deus através de nossa Senhora, completa meio século. Uma missão urbana e permanente de atendimento, evangelização, devoção e graças. De tantas coisas acontecidas em todos esses anos, lembremos da ocorrência às novenas. De oito pessoas, hoje são média de 40 mil toda semana. De uma pequena capela, hoje é um santuário, ricamente arquitetado e com uma beleza invejável. De um pequeno livrinho de orações trazido dos Estados Unidos, hoje são milhares. Das poucas cartas de agradecimento, hoje são dezenas todas as semanas. Das orações feitas numa pequena capela, possivelmente apenas com a força da voz e sem instrumentos de som, hoje há transmissão pela TV, rádios e internet. Não se pode negar que essa devoção tem mexido com a história da população curitibana e dos arredores dessa capital. Entre tempo de chuva, frio, sol ou calor, as novenas foram acontecendo. No primeiro ano eram apenas duas novenas, uma às 7h30 e outra às 19h30. Um ano mais tarde foram acrescentados mais três horários: 5
  • 16. 15h 16h e 17h. No dia 30 de setembro de 1964 foram acrescentados mais dois horários; em 1980 já eram onze. Quando o tempo estava bom tudo era mais fácil, mas quando chovia as coisas se complicavam. Os missionários começaram a ser conhecidos como a “salvação da cidade”, pois todos sabiam que às quartas-feiras era possível confessar a qualquer hora do dia naquele refúgio Perpétuo de Socorro. A Mãe do Perpétuo Socorro, com seu Ícone que inspira a teologia da redenção, certamente escolheu os redentoristas para ajudar a redimir a cidade de Curitiba e as pessoas de todas as regiões que para aqui acorrem. Di m e n s ã o so cial Pela Doutrina Social da Igreja toda empresa, instituição e organização é chamada a prestar uma contribuição à sociedade, assumindo a chamada responsabilidade social. Entende-se, eclesialmente, que a dimensão social, mais do que modismo é uma convergência para o Evangelho e a evangelização. Com isso, vem a necessidade de ações concretas em prol da vida. Nos últimos tempos, o agravamento das desigualdades sociais tem levado a sociedade a repensar sua estrutura e seus valores em todos os sentidos. Isso é tão forte, que o que antes era considerado pelos governos como despesa, hoje é negócio. A dimensão social integrada à saúde, educação, cultura, lazer, entretenimento, entre outros, demonstra ser um fator de transformação do 4
  • 17. ser humano. Quando se fala em social, não se pode ficar somente preso ao assistencialismo, é preciso olhar mais longe e entende-la como necessidade vital, global e evangelizadora. Neste novenário, trabalhou-se bastante essa dimensão, em especial na proposta de um gesto concreto para aumentar as doações de medula óssea. Com a consciência de que muitas vidas podem ser salvas e transformadas por esse gesto. Pastorais do santuário se uniram e viveram esse gesto, conscientizando e trazendo doadores, mostrando que a fé defende a vida e que a vida e fé estão intimamente aliadas. Quase mil potenciais doadores foram cadastrados. Di m e n s ã o Reli g i o s a Deu-se continuidade à dinâmica da construção do mistério do terço (Você Constrói), como já havíamos feito o ano passado. Todo o novenário foi orientado para a celebração do jubileu de ouro da realização das novenas, buscando não ficar somente presos ao santuário, mas levando a devoção para mais longe, com as visitas do Ícone à dezenas de paróquias da região de Curitiba e de outras cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Equipes de divulgação foram montadas para convidar as mais de 130 paróquias da Arquidiocese de Curitiba e também de outras dioceses 5
  • 18. circunvizinhas, para a celebração desses 50 anos. Uma verdadeira multidão de voluntários que se colocaram como missionários do Perpétuo Socorro. Todos os dias do novenário, aconteceram missas e em cada missa a novena, que contribuiu para a excelente participação em cada evento. Veio de Roma a réplica do Ícone original, trazido pelo padre Enrique Lopez, que abrilhantou a festa. Foi produzido todo um documentário desses 50 anos, mostrando um pouco da história, importância da fé e devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Curitiba. Um grande evento religioso aconteceu no dia 27 de junho, coroando essa festa na realização da Novena de Ouro, uma grande procissão, missa e um evento musical com a presença do padre Zezinho, reunindo cerca de 20 mil pessoas, que coroou toda a programação e encheu o estádio Couto Pereira de fé e emoção. Como disse o padre Lourenço, num dos pensamentos sobre o cinqüentenário: “Não temos ouro para dar a Nossa Senhora, mas temos um coração de ouro”. Certamente que tal jubileu irá repercutir no coração, na história e na vida de muitas pessoas que freqüentam este Santuário e buscam de Deus, através de Nossa Senhora, consolo, graças e santidade. Pe. Gelson Luiz Mikuszka, C.Ss.R xv Co n g r e s s o de Mark e t i n g Cat óli c o RIO DE JANEIRO, 07 a 10 de Junho de 2010. 4
  • 19. Em muitas ocasiões refletimos sobre o papel do líder, sobretudo em nossas comunidades. Vimos que o superior de comunidade, acima de tudo, deve ser um pastor, alguém que dialoga, que delega poderes, que ama e respeita outro. Neste Congresso de Marketing, mais uma vez, um dos assuntos bem debatidos foi o papel do líder do ambiente empresarial e no ambiente religioso. Ative-me mais no que refere à Vida Religiosa. Neste ano vocacional, com certeza, refletimos ou estamos refletindo sobre nossa vocação. “Deus não chama os capacitados, mas capacita aqueles a quem Ele chama para que exerça bem seu ministério”. Quem pode ser um líder? Onde estão os bons líderes? Como se evidencia hoje em dia a falta de uma liderança a nível mundial? No país? Em nossa comunidade? Na Igreja? Algumas qualidades do bom líder: Falou-se que existe um teste muito simples para discernir se alguém é um líder ou não: “Olha para trás para ver se alguém te segue!” Talvez exista muita verdade nesta definição. Sem dúvida, a pergunta é: O que é ou quem é um bom líder? Com certeza, Moisés é um dos líderes mais respeitados da história. Segundo Hb 11,24-28, podemos perguntar: A que se devia sua grandeza? Que qualidades de liderança se pode identificar em sua vida? - Demonstrava fé, disciplina e humildade - Identificou-se com seu povo, negando-se a seguir o caminho fácil. Era um homem íntegro. 5
  • 20. - Mantinha uma perspectiva eterna, postergando o prazer. Foi motivado por valores espirituais. - Não temia o que o outro lhe podia fazer. Perseverava. Tinha visão. - obedecia a Deus. As quatro áreas necessárias para um líder: bom caráter, dependência em Deus, capacidade, tarefa definida. Dependência de Caráter de Deus “de boa “cheios do Espírito” reputação” Tarefa “para encarreguar- lhes esta responsabilidade” • .Disciplina pessoal: é um homem de fé • .Honestidade: é fiel na oração e Palavra 4
  • 21. • .Compromisso: escuta a “voz” do Espírito • .Sabe escutar: Identificar o que se há de fazer • .Sabe se comunicar: Perseverar até que se cumpra • .Sabe delegar • .Sabe trabalhar • .Sabe fixar-se e estabelecer metas Existem diferentes formas de assumir a liderança. Há diferentes tipos de lideranças, depende de como se assuma. Nem todos os líderes têm o mesmo resultado ou a mesma influência. Alguns assumem uma liderança porque lhes agrada ou porque os ajuda. A única forma de exercer uma liderança com autoridade, como chamado de Deus, é ser desinteressado por coisas materiais; é um chamado que se assume em vista do outro, um chamado de compromisso e sem condições. Estes ministérios não darão um fruto por um momento nem por uns anos. Estes ministérios sobreviverão aos flagelos que se apresentam; sobrevivem às tormentas familiares e críticas do mundo. Estes líderes são para sempre e transcendem na história. Um líder é uma pessoa que guia a outros para uma meta comum, mostrando o caminho pelo exemplo e criando um ambiente no qual os outros membros se sintam ativamente parte do processo. Um líder não é o chefe da equipe, mas a pessoa que está comprometida a levar adiante a missão do projeto. Infelizmente, na Igreja e, principalmente na Vida Religiosa, muitos confundem liderança com status, poder. É influência, é a habilidade de influenciar as pessoas a fazer o trabalho que não querem, mas que o fazem com gosto. A liderança começa pela oportunidade que damos aos demais. O líder vai na frente, assim como o pastor vai na frente de suas ovelhas. Por isso, 5
  • 22. todos, o seguem. Jesus mesmo disse que as ovelhas ouvem a voz do pastor e o seguem. Se ninguém o segue, ele deve perguntar: por que não? Algumas diferenças entre líderes e seguidores: - os líderes são verdadeiros pastores; o outros o seguem. - os líderes respeitam; os seguidores o amam. - os líderes também são seguidores, vão atrás das ovelhas desgarradas, motivando-as. - os líderes criam um clima; os seguidores desfrutam do clima. - os líderes compartilham a visão; os seguidores se mantém em igualdade. - os líderes ajudam os outros; os seguidores se ajudam entre si. Quando falamos de líderes cristãos, algumas perguntas básicas nos vem à mente: Que é um líder? Que faz um líder? Onde encontramos um líder? Por que se necessita de um líder? Por que alguém deseja converter-se em um líder? Por que a gente segue a um líder? Se cada cristão pode e deve ser líder, como ele responde a estas perguntas? Na Bíblia encontramos muitos líderes: Noé, Abraão, Moisés, José, Neemias, Daniel, Paulo, etc. Devo me perguntar: Que requer Deus de mim como seu líder cristão? Que é necessário para ser um ministro efetivo? Além das qualidades acima mencionadas, podemos elencar alguns princípios primários de liderança, que também são qualidades necessárias para quem quer servir. 1. Te s t e m u n h o . “O Senhor estava com José, que se demonstrou um homem eficiente... (Gn 39,2) E José estava com Deus. Isto caracterizou toda sua vida. Ele criou a sua família na tradição hebreia. Ele tinha uma relação com Deus muito próxima, pessoal e de companheirismo. Quando uma pessoa busca o ministério da liderança no serviço do Senhor, o primeiro que deve analisar é sua experiência de conversão a Cristo. Seu testemunho faz com os outros se aproximem de Cristo. Cada cristão e, mais ainda, cada líder cristão deve 4
  • 23. demonstrar que é um homem ou uma mulher cheio(a) da Palavra de Deus e de oração. Um líder cristão mostra que está próximo de Deus, através de sua oração comunitária e pessoal. As pessoas, às quais ele serve, observam sua vulnerabilidade dentro do testemunho cristão. 2. Cert e z a . “Mas não vos aflijais agora e não vos atormenteis por me terdes vendido para cá, pois foi Deus quem me enviou antes de vós para conservar-vos a vida. Portanto, não fostes vós que me enviastes aqui, mas Deus. Ele me promoveu a Pai de Faraó, senhor de toda a sua casa e regente de toda a terra do Egito. Apressai-vos em subir novamente para meu pai para dizer-lhe: assim fala José, teu filho: Deus promoveu-me senhor de todo o Egito, desce a mim sem demora”. (Gn 45, 5.8-9). Em minhas reflexões sobre liderança, me dei conta que algumas pessoas nasciam dentro numa situação de liderança (descendentes de famílias reais que herdavam as posições), alguns adquiriam liderança (por ter qualidades especiais ou por ser promovidos) e outros eram chamados a ser líderes. José sabia que tinha um chamado, tanto de Deus como de Faraó para ser líder. Deus preparou, preservou e chamou José. Foi um chamado divino, pessoal, para servir a Deus e seus propósitos antes que um chamado humano para servir às necessidades de um grupo de pessoas. O cristão deve ter a necessidade do chamado para ser um líder de Deus. Isto é o que dará certeza e segurança a quem é chamado para esse ministério. Esta convicção de ser um líder chamado lhe dará também a fé interior e fortaleza para servir em seu ministério de liderança sem importar com os desafios do trabalho. 3. In t e g r i d a d e . A integridade é a base não só para que a gente respeite o líder, mas para que confie nele e o siga. As novas congregações podem estabelecer-se de uma maneira saudável 5
  • 24. quando seus fundadores são homens de Deus, tanto em suas vidas pessoais como em comunidade. As pessoas não seguirão um líder com inconsistências morais por muito tempo. Todas as vezes que ele compromete o caráter, compromete também a liderança. Quando ele diz que vai estar em um certo lugar e numa certa hora, mas se atrasa ou não aparece, trata-se de um problema de caráter. Quando ele promete retornar uma ligação e não o faz, isso faz com que as pessoas se sintam desvalorizadas. Quando seus companheiros de equipe não sabem onde ele está, isso corrói a confiança. 4. Cap a c i d a d e . José se transformou em um líder durante seus 80 anos de serviço. A habilidade maior de um líder cristão é sua dependência do Senhor. 5. Aut o r i d a d e . “José tinha 30 anos quando se apresentou na presença de Faraó, rei do Egito. Despediu-se dele para percorrer toda a terra do Egito” (Gn 41,46). José conhecia a fonte de sua autoridade como líder. Recebeu do líder que estava acima dele. Todo líder tem um líder. Ele recebe autoridade daqueles que o seguem. Um indivíduo não é líder se ninguém o segue. Mas José sabia seu poder vinha de Deus. Os líderes que abusam de sua autoridade sofrem as consequências de usar mal esse privilégio e poder. Jesus nos mostra que toda autoridade está no serviço. Ele nos mostra, através da autoridade, a paciência e a misericórdia de Deus. O uso da autoridade na Igreja é exclusivamente para guiar, ajudar o outro a se encontrar consigo mesmo, com os outros e com Deus. Pe. Antonio Carlos de Mello, CSsR Curitiba/PR 4
  • 25. Pap a Nom e i a Padr e J. To bi n Redentorista será visitador apostólico para os religiosos masculinos da Irlanda Vaticano anunciou, neste mês de maio, que dois sacerdotes e duas religiosas farão a visita às ordens religiosas na Irlanda, numa área de assistência que está sendo confiados a Bispos, membros do clero, religiosos e fiéis leigos da Irlanda, procurando dar uma resposta adequada à situação causada pelos casos trágicos e dificuldades que a Igreja enfrenta neste país. Outro objetivo é contribuir para a desejada renovação espiritual e moral que já está sendo promovida pela Igreja na Irlanda. O Pe. Joseph W. Tobin, redentorista, superior geral emérito da sua Congregação, e o padre jesuíta Gero McLoughlin, incentivador da espiritualidade inaciana entre os jesuítas da Província britânica, vão visitar as ordens religiosas masculinas. A Irmã norte-americana Sharon Holland, pertencente à Congregação das Servas do Coração Imaculado de Maria, ex-oficial do Vaticano, e a Irmã irlandesa Mairin McDonagh, das Religiosas de Jesus e Maria, vão fazer a visita às comunidades femininas. Os quatro religiosos apresentarão seus relatórios à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. 5
  • 26. Mo ti v a n d o a s Vo c a ç õ e s na Pr o v í n c i a CONVIVÊNCIA VOCACIONAL No início de julho, nos dias 3 a 5, vários jovens estarão fazendo a primeira convivência vocacional de 2010, na Casa Santo Afonso, em Ponta Grossa. Sob a coordenação do Padre Marcos Vinicius CSsR, estes jovens irão conhecer um pouco mais sobre a Vida Redentorista e serão ajudados no discernimento vocacional. Os formadores e formandos estarão ajudando neste encontro. Rezemos pelas vocações Redentoristas! ENCONTROS VOCACIONAIS Várias paróquias-santuários da Província estarão promovendo encontros vocacionais neste final de julho e durante o mês de agosto. São encontros que motivam os jovens a fazerem o discernimento vocacional e também conhecerem um pouco mais sobre a Vida Missionária Redentorista. 4
  • 27. Embora seja impossível o padre Marcos Vinicius CSsR estar em todos estes encontros, é importante que os confrades promovam estes encontros nas comunidades-paróquias! Não deixe de promover em tua comunidade estes encontros! SAV – Serviço de Animação Vocacional O Serviço de Animação Vocacional deve estar organizado nas Paróquias e Santuários da Província. Esta é uma importante dimensão pastoral em nossas comunidades. Pedimos que cada confrade, na medida de sua estima e amor à própria vocação, promova a vocação Redentorista (Cf. Const. 79) no local de sua atuação pastoral. Fraternalmente, Pe. Joaquim Parron, CSsR Superior Provincial 5
  • 28. R e fl e t i n d o a Vo c a ç ã o Red e n t o r i s t a SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, “O GENUÍNO REDENTORISTA” Na tarde do dia 09 de junho de 2010, aconteceu na casa paroquial de Nossa Senhora Perpetuo Socorro em Londrina, uma reflexão sobre “O Genuíno Redentorista”, a vocação redentorista segundo o próprio fundador da C. Ss.R. Esteve presente nesse encontro Pe.Joaquim Parron, Pe.Henrique, Pe.Marcelo, Pe.Pedro, Pe.Agenor, Pe.Pedro Hélio, Fr.Aparecido, Fr.Loacir e Fr.Marco. Foi uma tarde muito agradável onde buscamos estar refletindo a verdadeira vocação redentorista, seguindo os passos e exemplos da vida santa de Jesus Cristo, que viveu desapegado e mortificado, reconciliado com os sofrimentos e desprezos. “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). É necessário, pois, a quem quer pertencer à Congregação do Santíssimo Redentor, que entre com ânimo resoluto de superar-se em tudo, excluindo do coração todo plano e desejo que não é Deus e para Deus. Por 4
  • 29. isso, haverá de se libertar de tudo, especialmente: I – das comodidades; II – dos parentes; III – da própria estima; IV – da própria vontade. Tomar a decisão de ser santo e assumir todas as dores interiores e exteriores a fim de ser fiel a Deus e não perder sua vocação. É belo ver na Congregação homens que se deram inteiramente a Deus, que vivem neste mundo sem compactuar com as corrupções deste mundo. Homens que só têm o pensamento de dar gosto a Deus. Nesta terra seremos pobres, desprezados, tidos como loucos e imprudentes, mas diante dele nossa sorte é outra. Confiemos sempre em Jesus presente no Santíssimo Sacramento e em Maria Santíssima, pois os membros deste Instituto devem professar um grande amor a Jesus Sacramentado e a Maria Imaculada. Tenhamos bastante confiança! Jesus nos escolheu para sermos grandes em seu Reino, como podemos concluir evidentemente com a proteção que mostra para com nossa Congregação e com cada um de seus membros em particular: “O Senhor é minha luz e salvação; de quem terei medo?” (Sl 27,1). Que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santo Afonso e todos os santos redentoristas nos abençoem, para que sejamos causa de alegria onde passarmos! Fr. Loacir Resner Teologia 5
  • 30. JU MIR E C e l e b r a Pri m e i r o Ani v e r s á r i o Em uma missa muito bonita, presidida pelo Pe. Joaquim Parron e concelebrada pelos padres Dirson e Roberto, um bom número de pessoas festejou o primeiro ano de vida do JUMIRE da Paróquia Nossa Senhora da Guia, em Campo Grande. A missa foi no dia 20 de Junho, às 10h30, na Comunidade São Paulo Apóstolo. Logo em seguida, foi servido um delicioso almoço no salão da comunidade. Alguns aspectos merecem destaque nesta celebração. Primeiro a bravura dos membros do grupo, que perseveraram. Outro aspecto é como eles conseguiram inserir os pais dos jovens na convivência e nas atividades deles. Outro aspecto importante que merece destaque é que o JUMIRE tem saído da paróquia para ajudar nas Missões redentoristas. Há uma boa integração. Isso é ótimo.Que Deus continue abençoando esses jovens missionários, sempre pela intercessão de Nossa Senhora. Pe. Roberto Claudiano da Silva Filho, CSsR Diretor espiritual do JUMIRE na paróquia. 4
  • 31. Espiritu a li d a d e O S e n t i d o d a Cru z e m N o s s a Vi d a “É preciso que, como no passado, a cruz esteja sempre presente em nossa existência como uma clara sinalização do caminho que se há de seguir e como a luz que ilumina toda nossa vida”1. Nossa cultura ocidental cultua a moda de tudo o que é “light”, aquilo que não nos compromete. Elaboram- se e oferecem produtos ou serviços que brindam cada vez maior comodidade, diversão, prazer. Os admiráveis avanços tecnológicos, pouco a pouco, vêm nos libertando de esforços e sacrifícios. Tudo é mais fácil, mais cômodo. Um certo tipo de “vida feliz” se promete a quem possui essas comodidades. Muitos homens e mulheres, influídos ou submetidos a esta mentalidade se tornam evasivos ao sacrifício pessoal, à entrega generosa, à renúncia difícil. A cruz é desprezada. “A corrente anticristã pretende anular seu valor, negando que o homem encontre nela as raízes de sua nova vida; pensando que a cruz não pode abrir nem perspectivas nem esperanças”2. Somos milhões de cristãos batizados que estamos no mundo3 e não estamos livres dessa mentalidade. Quantos cristãos acabam sendo do mundo ao assumir essas perspectivas! Quantos filhos da Igreja, hoje reclamam uma maior compreensão com respeito a certos temas que exigem sacrifícios ou renúncias! Quantos exigem que a Igreja – por misericórdia e dom livre de Deus, portadora da voz e ensinamentos do Senhor4, se adeqüe à mentalidade dos tempos, para oferecer-lhes um “cristianismo light”, de acordo com sua comodidade ou própria visão das coisas!. 1 João Paulo II. Homilia, 10/06/99 2 João Paulo II. Ut unum sint 3 Jo 17, 11 4 Lc 10, 16 5
  • 32. Mas... Pode haver um cristianismo sem cruz? Pode ser um discípulo de Cristo sem carregar sua própria cruz, isto é, assumir as exigências da vida cristã, sem querer viver a obediência dos ensinamentos do Senhor e da Igreja, sem querer abraçar inclusive a dor e o sofrimento para oferecê-lo como uma participação no sofrimento do Senhor?5 Ele nos diz claramente: “Aquele que não carrega a sua cruz e não vem em meu seguimento não pode ser meu discípulo”6; e disse também: “se o grão de trigo que cai em terra não morre, ele fica só; se, ao contrário, ele morrer, produzirá fruto em abundância”7. “Se alguém quer vir em meu seguimento, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”8 Não podemos esquecer que Cristo morreu crucificado. Desse modo, o cristianismo ficou para sempre associado à cruz. E, se um discípulo procura assemelhar-se a seu mestre9, se quer ser como Cristo, se quer ser de Cristo, tem que segui-Lo radicalmente. Ao tomar a cruz em seu sentido figurado, como sinal e dor, de sofrimento e de morte, podemos perguntar-nos: Quem de nós, de uma forma ou de outra, não experimenta diariamente a realidade da cruz? Ela não é algo estranho para a vida de todo homem e de toda mulher, de qualquer idade, povo e condição social. Toda pessoa, de diferentes modos, encontra a cruz em seu caminho, é tocada e, de certo modo, marcada profundamente por ela. “Se a cruz está inscrita na vida do homem, querer excluí-la é como querer ignorar a realidade da condição humana. Fomos chamados à vida e, sem dúvida, não podemos eliminar de nossa história pessoal o sofrimento e a prova”10. A experiência do mal e o sofrimento não é vontade de Deus. Entrou no mundo e em nossa vida pelo pecado de nossos primeiros pais. Experimentamos a cruz na família, quando em vez da harmonia e amor mútuo, reina a incompreensão, intolerância e agressão mútua; quando recebemos palavras muito duras de nossos entes queridos; quando 5 Cl 1, 24 6 Lc 14, 27 7 Jo 12, 24 8 Mc 8, 34 9 Lc 6, 40; Mt 10, 24-25 10 João Paulo II. Discurso no Encontro com os jovens. 02/04/1998 4
  • 33. experimentamos a traição de quem amamos; quando somos vítimas da injustiça e das calúnias; quando o mal nos golpeia de uma ou outra forma; quando aumentam as dificuldades nos estudos; quando fracassa um projeto ou um apostolado; quando não encontramos trabalho; quando o dinheiro não é suficiente para o sustento da família; quando aparece uma enfermidade incurável; quando, repentinamente, morre uma pessoa amiga ou da família; quando nos vemos submersos na solidão e no vazio...Quantas e que variadas são as ocasiões que fazem experimentar o peso da cruz em nossa vida! Ao olharmos ao nosso redor, descobrimos que toda existência humana tem o selo do sofrimento. Não há ninguém que não sofra, que não morra. Mas vemos também como sem Cristo, todo sofrimento carece de sentido, é estéril, absurdo e afunda na amargura, endurece o coração. O Senhor não nos tira a cruz, que carregou sobre si, fazendo dela o lugar da redenção da humanidade, unindo e reconciliando nela, por seu Sangue, o que o pecado dividiu: a Deus e ao homem11. Ele mesmo, na cruz, mudou a maldição em bênção, a morte em vida. Ressuscitando, transformou a cruz de árvore de morte em árvore de vida. O Senhor nunca nos dá uma cruz que, com sua graça e esforço nosso, não sejamos capazes de carregar. TOME SUA CRUZ E SIGA-ME “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem não toma sobre si a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Quem tiver a própria vida assegurada vai perdê-la, e quem perder a vida por minha causa vai achá-la”12. Neste interessante relado, Cristo põe a prova máxima. Se você, por amar a seu pai ou sua mãe, a seu filho ou sua filha, a seu esposo ou sua esposa, deixa de amar a Deus e o põe em segundo lugar, não é digno dEle. O primeiro amor, o maior e mais importante é o amor de Deus. Não há nada que possa igualá-lo. Jesus disse que o que ama sua vida, perdê- la-á e o que a perdê-la por sua causa, se salvará. Quem é que perde a vida por causa de Cristo? Aquele que se consome diariamente em servir a Cristo Jesus 11 2 Cor 5, 19 12 Mt 10, 37-39 5
  • 34. sendo um pai fiel, um filho respeitoso ou constituindo um matrimônio honrado. Aquele que em sua paróquia, comunidade e grupo de oração é fiel aos compromissos ou o que assume seu papel de discípulo missionário, como leigo, sacerdote, religioso ou religiosa, para trabalhar pelo Reino e para maior glória de Deus. Quem são os que perdem sua vida por Cristo? Aqueles que todos os dias cumprem humildemente seu compromisso de ser autênticos cristãos, deixando para trás o mal e cumprindo os mandamentos de Deus; os que são fiéis à Palavra; os que se mantém firmes na fé e que preferem deixar aquilo que parece bom, mas que não é o melhor para seguir Jesus. Isso é o que significa assumir a cruz de Cristo. A cruz de Cristo é caminho salvífico. Quer ser de Jesus? Tome sua cruz cada dia, suba ao calvário, deixe-se pregar na cruz por amor, siga a Cristo e assim você será santo, para a maior glória de Deus. A cruz, por si só, desencarnada, é dura e cruel. A cruz de madeira, só, sem Cristo, não está completa. É uma paixão inútil. Cremos que a paixão de Jesus completa em nossa carne aquilo que não podemos superar por nossas próprias forças. Neste sentido, assim como Jesus fez sua entrega ao Pai; aquele que sofre, se entrega ao Deus da vida que, em sua bondade e misericórdia também o aceitará. Pe. Antonio Carlos de Mello, CSsR Curitiba/PR Men s a g e m do xxiv Capítul o Geral 4
  • 35. A todos os Redentoristas, às Irmãs Redentoristas, aos Leigos associados e aos Membros dos Institutos afiliados ‘ANUNCIAR O EVANGELHO DE MODO SEMPRE NOVO’ (SÃO CLEMENTE) RENOVADA ESPERANÇA, CORAÇÕES RENOVADOS, ESTRUTURAS RENOVADAS PARA A MISSÃO RENOVADA ESPERANÇA PARA A MISSÃO… Prontos a dar testemunho da esperança que existe em nós. (cfr. 1Pd 3,15; Const. 10) 1. O XXIV Capítulo Geral foi celebrado num espírito de esperança evangélica. Desde o começo, com as apresentações da vida e da missão dos confrades e dos leigos associados em todo o mundo, tivemos uma viva percepção dos desafios e das crises que hoje as pessoas enfrentam. Isto levou-nos a apreciar e afirmar decididamente a relevância da resposta afonsiana de compaixão pelos mais abandonados, especialmente os pobres. 2. Durante o Capítulo reconhecemos as realidades dramáticas do nosso mundo em rápida mudança. Atentos à voz do Espírito e aos sinais dos tempos, sentimo-nos na obrigação de responder de modo criativo às atuais urgências pastorais que encontramos em toda parte onde servimos, particularmente na África, em Madagascar e outras áreas frágeis. O chamado a sermos testemunhas de esperança para os mais abandonados e especialmente para os pobres foi reforçado ao vermos o zelo missionário de tantos confrades e leigos associados. 3. Os anos de reflexão, discussão e preparação para este Capítulo Geral ajudaram a concentrar nossa atenção em novas formas de solidariedade, atendendo ‘de modo especial os pobres, os mais fracos e oprimidos.’ 5
  • 36. (Const. 4) 4. Um sentimento de esperança, alimentado pela vida de oração do Capítulo, permeou todas as discussões. A esperança foi essencial quando enfrentamos o discernimento de nosso futuro como apóstolos que continuam ‘o exemplo de Jesus Cristo, o Redentor, pregando a palavra de Deus aos pobres’. (Const. 1) 5. Marcos significativos de esperança foram a eleição do Pe. Michael Brehl como Superior Geral e a eleição dos Conselheiros Gerais, entre os quais, pela primeira vez em nossa história, está um Irmão, Jeffrey Rolle. 6. A esperança evangélica deu forma e motivação às decisões tomadas a respeito de nossas estruturas, para podermos continuar sendo fiéis ao nosso chamado. A reestruturação é ao mesmo tempo dom e tarefa para a Congregação e não meramente uma nova instância burocrática. Como missionários discípulos do Redentor, enfrentamos o futuro com confiança ‘como colaboradores, companheiros e ministros de Jesus Cristo na grande obra da redenção’. (Const. 2) Cor a ç õ e s Ren o v a d o s P a r a a Mi s s ã o ‘Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo.’ (Ez 36,26) ‘Toda a sua vida cotidiana deve ser marcada pela conversão do coração e constante renovação do espírito. ’ (Const. 41) 7. Estamos certos de que a Congregação está sendo chamada a responder sempre mais generosamente e radicalmente ao seu chamado à conversão contínua. A conversão nos chama de volta ao nosso primeiro amor, (cfr. Ap 2,4) a ‘manter nosso olhar fixo em Jesus’. (Hb 12,2) A conversão é um dom 4
  • 37. não só para cada confrade, mas também para nossas comunidades e para toda a Congregação. (Const. 12) Conduz a uma nova solidariedade em Cristo e a uma nova disponibilidade para responder com generosidade ao chamado de Deus. 8. Entender a nossa vocação através das lentes da conversão nos leva a um zelo apaixonado pela missão da Congregação. A conversão envolve um ‘pleno e contínuo’ processo de renovação de todos os aspectos de nossas vidas. (Const. 11) Sentimos a necessidade de estar mais abertos à novidade do coração e do espírito, para sermos fiéis à nossa tradição. Ficamos firmemente persuadidos da necessidade de eliminar aquilo que nos impede ou nos limita na vivência de nosso carisma e do chamado a crescermos mais intensamente em nosso compromisso com o Reino de Deus. Quanto mais radical for a nossa conversão, tanto mais radical e profética será nossa Vita apostólica. (Const. 1) Estrut u r a s Ren o v a d a s Para a Mi s s ã o ‘Diga ao povo que se ponha a caminho.’ (cfr. Ex 14,15) ‘Anunciar o Evangelho de modo sempre novo.’ (São Clemente) 9. Participamos da missão da Igreja pela ‘evangelização propriamente dita e a opção em favor dos pobres’. (Const. 5) Queremos também ser fiéis à nossa tradição de anunciar o Evangelho de modo sempre novo. Nesse tempo, estamos plenamente cônscios das novas situações de missão que precisam urgentemente de evangelização. Focalizamos algumas delas nas decisões de nosso Capítulo. Precisamos de novas estruturas para anunciar hoje o Evangelho de modo novo e atender as novas áreas de urgente necessidade pastoral. 10. À luz dos sete princípios orientadores, e para dinamizar a vida e a obra missionária da Congregação, o Capítulo Geral criou estruturas novas – Conferências, a Rede Inter-Conferências, a solidariedade em termos de 5
  • 38. pessoal e em questões financeiras. Essas decisões vão afetar todos os confrades e leigos associados. Ao passarmos das condições rotineiras para novas e proféticas oportunidades missionárias, seguimos o exemplo do próprio Santo Afonso em seu êxodo de Nápoles para os pobres abandonados de Scala. Como aconteceu com Santo Afonso, os pobres vão nos evangelizar e nos fortalecer com a esperança. 11. Convidamos todos os Redentoristas e os que compartilham de nossa missão a ‘descobrirem com perspicácia, como pioneiros, novos caminhos, através dos quais o Evangelho seja pregado a toda criatura’. (Const. 15) É essencial que a reestruturação de nossa Congregação, de nossas comunidades e de nossas vidas pessoais seja guiada pelo Espírito Santo. Não devemos ter medo de assumir riscos por amor à missão. Esperamos que as novas estruturas gerem maior liberdade quanto ao objetivo e aos métodos de nossas iniciativas missionárias. 12. Que Nossa Mãe do Perpétuo Socorro, Santo Afonso e todos os Santos e Beatos de nossa Congregação nos acompanhem nessa caminhada de renovação. 13. Temos renovada esperança, corações renovados e estruturas renovadas para a missão porque o próprio Redentor está no coração de nossa comunidade. (Const. 23) É Deus que renova todas as coisas. (cfr. Ap 21,5) Capitulares do XXIV Capítulo Geral, 2009. (fonte: XXIV Capítulo Geral, Documentos finais, Curie Générale C.Ss.R., Roma, 2010). Cel e b r a ç ã o 4
  • 39. Padr e Guil h e r m e Cel e b r o u 8 1 a n o s d e Id a d e Com muito carinho a Comunidade Vida Nova celebrou com um delicioso almoço, dia 5 de junho, os 81 anos do nosso querido confrade Padre Guilherme Tracy CSsR. Cooperadores, confrades e internos participaram desta celebração. Parabéns, Guilherme! Como você mesmo costuma dizer em nossos aniversários, “obrigado por você existir!”. Padr e Egi di o Cel e b r o u 97 an o s d e Id a d e Padre Egídio, dia 11 de junho, cortou o bolo dos 97 anos de idade com os seus confrades. Parabéns Egídio! 5
  • 40. Ani v e r s a r i a n t e s do Mê s Pe. Edson Ir. Jorge Tarachuque Fr. Marco Leuterio 04/07 08/07 10/07 Pe. Pedro Aguiar Pe. Celso Cruz Pe. Pedro Hélio 11/07 12/07 16/07 Pe. Jorge Rocha Pe. Henrique 27/07 28//07 4
  • 41. Jo ã o 17, 2 0 - 2 6 “ Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles.” 5