Doutrina espiritual de santo  afonso
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Doutrina espiritual de santo  afonso Doutrina espiritual de santo afonso Presentation Transcript

  • DOUTRINA ESPIRITUAL DE SANTO AFONSO
    CAMINHO
    PARA A SANTIDADE
  • Toda a doutrina espiritual de Afonso está contida e resumida no seu livro "A Prática do Amor a Jesus Cristo".
    Esse livro é o mais maduro e mais pessoal de todos os livros espirituais de Afonso. Embora que ele citasse seus autores favoritos, especialmente Santa Teresa d'Avila e São Francisco de Sales, o livro é uma descrição da alma e do caminho pessoal da pessoa de Afonso mesmo,um tipo de auto-biografia, especialmente quando ele conta seus períodos fortes de desolação.
  • O livro também foi um ataque contra os Jansenistas que pregaram um Deus severo que ia jogar a maioria no inferno. Afonso ofereceu ao povo uma nova visão de um Deus de “Copiosa Redenção”. Ele chamou o povo de novo para APROXIMAR-SE DE DEUS SEM MEDO. Chamou o povo de novo para a recepção freqüente da eucaristia que foi proibido pelos Jansenistas. Então foi um ataque e também uma consolação.
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  • JANSENISMO E A RESPOSTA DE AFONSO
    Uma das mais nocivas heresias da Igreja foi aquela chamada de Jansenismo. É importante notar que essa heresia estava tomando conta da Igreja no tempo de Afonso. Bispos e sacerdotes lideraram essa heresia e, portanto, os leigos sem educação teológica foram ao mais afetados e infectados.
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    • Só para entender a força dessa heresia citamos as próprias palavras de Afonso:
    BISPO JENSEN
    “Não conheço nada mais nocivo para as almas e para a Igreja do que um errodisfarçado com a “perfeição evangélica”. Os Jansenistas são os mais perigososà Igreja”. “
    • A Igreja, desde o começo de sua busca de colocar a teologia no papel, sempre ficou preocupada com certas questões. O que causou muito discussão e especulações foram especialmente quatro assuntos em particular:
    • 1 - a predestinação
    • 2 - a natureza de graça
    • 3 - a natureza humana
    • 4- o pecado original.
    • Houve 3 sínteses tradicionais, mas diferentes sobre essas questões no percurso da história:
    Aescola Agostinianaque apresentou uma visão pessimista do homem
    A escola Nominalista que apresentou uma visão otimista demais do homem
    Aescola Tomistaque procurou encontrar uma via média entre as primeiras duas escolas.
  • Sempre houve erros sérios e heresias sobre todas essas quatro questões. Já vimos as crenças de João Calvino, mas no século 17 apareceu uma quarta visão até mais pessimista do que a síntese Agostiniana. O Bispo Jansen publicou um livro, “Augustinus”em 1640 que foi um ensinamento exatamente sobre essas quatro questões. As crenças que Bispo Jansen ensinou foram basicamente as mesmas crenças de Calvino. Espalhou-se rapidamente na Igreja francesa essa heresia. Suas idéias foram as seguintes:
  • que o homem é totalmente corrupto. Nasce em pecado e a maioria vão morrer em seu pecado.
    o homem tem “concupiscência total” e por isso quase sempre é forçado a pecar seriamente. Não há jeito para escapar disso. O homem é condenado desde o começo de sua vida ao inferno. Não há vontade livre.
    a ignorância, até a ignorância sem culpa, não desculpa da responsabilidade de pecado. Deus julgará os ignorantes na mesma maneira como os culpáveis.
    ignorância até da lei natural (escrito no coração do homem) ou da lei divina (revelada nas escrituras e tradição) não desculpa o homem de pecado. Pecado objetivo é o que manda.
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  • o terceiro efeito do pecado original é que ele tira do homem a liberdade de escolha. O homem é condenado a escolher o pecado por causa de sua concupiscência. Somente uma ajuda especial de Deus pode ajudar o homem a escapar dessa situação. Mas Deus não dá essa ajuda especial a todos para poder agir corretamente e santamente.!
    Somente alguns poucos “perfeitos” recebem essa graça. São predestinados por Deus e o resto da humanidade certamente irá para o inferno, culpável ou não! Há, então uma salvação seletivana parte de Deus.
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  • portanto, para os “imperfeitos” não adianta freqüentar os sacramentos, especialmente a eucaristia porque aumenta o castigo (indigno, sacrilégio) nem a confissão porque mais uma vez aumenta o pecado com o pecado de sacrilégio e, por isso, uma maior pena no inferno. Resumo: “Está frito”.
    toda devoção popular é suspeita e perigosa para a alma. É melhor não praticar porque não adianta para os imperfeitos e vai aumentar seus pecados.
    no campo de moralidade e ética somente a opinião mais estrita e rigorosa tem que ser seguida. Quem segue outra opinião menos rigorosa já está em pecado sério.
     
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  • Então isto foi a situação da Igreja no tempo de Santo Afonso. Muitos, especialmente o clero, seguiram os pressupostos do Bispo Jansen que desembocou no desespero do povo simples e os lazarroni que abandonaram a prática de religião.
    Os pobres, e os pecadores sentiram-se entre os “não perfeitos”. Por isso, essa situação já foi um sinal que eles não foram um dos escolhidos e que vão para o inferno. Por isso não adianta tentar escapar (sacramentos e devoções). Já estão condenados. A heresia afastou cada vez mais o povo simples de seu próprio Deus e da prática de religião.
  • VOLTAMOS PARA AFONSO
    E O CONTEÚDO DE SEU LIVRO
    “A PRÁTICA DO AMOR A JESUS
    CRISTO”.
  • A base do livro é um comentário sobre a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios capitulo 13. (Cântico de Caridade).
    Mas no fundo, é um comentário sobre o próprio crescimento espiritual de Afonso e sua busca de santidade.
    São Influenciou
    Paulo Santo Afonso
  • O sumário do livro de 17 capítulos é o seguinte:
    1. O Amor de Deus por nós;
    2. Qual é a resposta do homem ao Amor de Deus? (Fé – Esperança – sobretudo Caridade)
    3. Uma definição de santidade;
    4. A uniformidade de nossa vontade com a vontade divina.
  • Segundo Afonso, amor é a resposta mais concreta que podemos dar a Deus. Afonso abre o livro com essa frase:
    "Toda a santidade e perfeição de uma alma consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso bem supremo e nosso salvador".
    Eis o coração do livro!!
  • Imediatamente ele dá uma lista dos meios que podem enganar o cristão como se fossem o meio principal para conseguir a santidade. Essa lista é altamente auto-biográfica, e foi uma lição dura para Afonso que teve que passar por esses meios errados.
    I - Mortificação severa
    2 - Oração
    3- Freqüência dos sacramentos
    4 - Esmolas.
  • Afonso fala que tudo isso é em vão porque a perfeição consiste somente em amar a Deus com todo seu coração (Aliança do batismo).
    Afonso insiste no início do livro que todos os meios citados são exatamente o que são: "MEIOS" e nunca podemos absolutizar esses meios que ele mesmo fez em sua caminhada. São meios, que podem nos ajudar, mas não são em si a santidade. Sem o amor como o elo e centro de nossa espiritualidade esses meios são inúteis.
  • OS CONCEITOS BÁSICOS DE SANTO AFONSO
    SEU CONCEITO DE DEUS
    Seu conceito básico de Deus é que Ele é amor, bondade, doador de si mesmo.Alguém que está constantemente saindo de si para doar-se no amor. Afonso concluiu que no fundo Deus é um mistério. Nunca vamos entender Deus totalmente, mas certamente Deus é amor e bondade que podemos conhecer e experimentar.
  • Deus é sobretudo misericordioso e essa característica de Deus é transformante, isto é, Ele me ama não porque sou bom, mas para me fazer bom, e foi Ele quem me amou primeiro.
    Por isso, o amor dele é maior do que minha pessoa, e vence qualquer pecado.
  • A perfeição Cristã está fundada no amor a Deus com todo o seu coração e no amor ao próximo. Todo o resto é apenas meios, mas não o fim. Todo o resto é uma expressão da minha resposta de amor diante desse Deus que me amou primeiro.
  • Afonso coloca o relacionamento entre Deus e nós no realidade de namoro. Deus é um Amante Divino, alguém que está apaixonado por mim. Portanto, minha resposta diante do Amante é de admiração, espanto e êxtase. O cristão precisa da necessidade de contemplar esse Deus, doador de si mesmo. A necessidade de ficar quieto diante desse Amor que me levaria para a transformação e para ação.
  • SEU CONCEITO DE CRIAÇÃO
    Afonso encarou a criação como um dom de Deus. Um dom cósmico que o Pai amoroso deu como dom aos seus filhos. O Pai se revela por meio da natureza, e contemplando a natureza que posso conhecer e amar o mistério do Amor de Deus. Está lá que vou descobrir a ternura de Deus.
  • Por isso, Afonso ficou num sentimento de espanto e reverência diante da criação.
    Por isso, (Francisco de Sales) o homem tem que viver a valorização do cotidiano. Podemos e devemos tentar ver a Trindade em tudo e descobrir Deus em tudo, não só descobrir, mas buscar a vontade de Deus no cotidiano.
  • Portanto, Afonso concluiu:
    a santidade está ao alcance de todos e não de um ou alguns privilegiados (Clero e hierarquia; Jansenistas).
    Até os ignorantes e analfabetos podem buscar e achar Deus nas coisas pequenas. Portanto, o cosmos nos ensina como achar Deus por que o dom reflete o doador, mas o homem tem que buscar esse Deus na simplicidade, na humildade, e na oração que todos podem fazer. Quem reza se salva.
  • A ENCARNAÇÃO
    Segundo Afonso, a criação da natureza e do cosmos já teria sido suficiente para o homem descobrir o amor de Deus, mas o amor do Pai nos deu uma prova extrema de seu amor na doação de seu filho Jesus Cristo que é a maior manifestação e dom do amor do Pai ao homem.Cristo é a proclamação eterna do amor do Pai.
    “Quem
    Me
    Vê Vê
    O Pai”.
  • O Verbo saiu do interior do Pai para manifestar o verdadeiro rosto e coração do Pai. Na sua encarnação, Paixão e Morte, Cristo simplesmente proclamou e manifestou o amor do Pai "Para ver e sentir o Amor do Pai basta olhar para Cristo na cruz“. (Stº Afonso)
  • É por isso que nós, como Redentoristas, contemplamos os mistérios da Encarnação, da Eucaristia e da Paixão de Cristo porque esses fatos na vida de Cristo nos mostram e nos ajudam a experimentar o Amor do Pai. (herança nossa)
    A redenção, para Afonso, não é só expiação (Cristo pagando por nossos pecados na cruz), mas, sobretudo é um anúncio da presença amorosa de Deus em nós. O Pai mandou seu filho para nos salvar, mas a razão não foi tanto para fazer a expiação, mas porque Ele nos ama (Afonso)
  • Um Cristão então é convidado a contemplar freqüentemente esse amor de Deus nos mistérios de seu Filho para enxergar e amar a Deus em resposta de amor. Sou convidado por Deus a experimentar seu amor e responder para esse amor. Toda a espiritualidade de Afonsoé resposta - orientada.
    DEUS EU
    ME AMANDO
    AMANDO A DEUS
  • Portanto, Afonso conclui que não posso experimentar esse ato da redenção em mim e em nós hoje, se não contemplo a Pessoa de Jesus Cristo.É um convite para identificar-se com a Pessoa de Jesus Cristo e com sua Missão. É continuar Cristo no mundo de hoje oferecendo a Copiosa Redenção a todos sem exceção. É ficar apaixonado por Cristo e por Cristo ajudar outras a fazer a mesma coisa
  • O maior ato da Redenção, segundo Afonso, foi a cruz. Na contemplação da Cruz devemos reconhecer o que Cristo fez e ver não somente um Cristo sofredor, mas devemos penetrar no mistério de seu grande amor na Paixão. Afonso creu que a cruz foi o ápice do mistério Pascal porque inclui a Teologia do Fracasso e a Teologia do Paradoxo, isto é, o homem que morreu na cruz é vitória.
  • Por meio da Paixão o homem entra na nova criação cuja essência é que o homem pode participar em, e viver a vida divina de amor. (GRAÇA) Isto é a boa nova. Afonso não só ficou admirado com um Cristo histórico e sofredor, mas pelo fato que o homem de hoje tem capacidade de ser parte dessa paixão por meio de seus sofrimentos e assim o homem participa na Copiosa Redenção de seu mundo. Podemos continuar o amor de Deus e a salvação de Deus hoje.
  • Nos olhos do homem, a cruz é absurda, mas é, no fundo, a sabedoria divina por que mostra o grau do amor de Deus a nós. Aqui nós temos que contemplar que Deus salva pela fraqueza. Temos que contemplar freqüentemente esse ato da Redenção. Cristo aniquilado e Cristo fracasso para descobrir esse Deus “impazzito”por amor a todos os homens.
  • 2 - A RESPOSTA DO HOMEM DIANTE DESSE AMOR
    Não foi a intenção de Afonso de dar uma lista de virtudes, mas ele insiste que há algumas respostas essenciais:
    I - A CARIDADE: para Afonso a caridade é a grande resposta diante do amor de Deus. Temos que deixar o Espírito Santo agir em nós. Mas para abrir-nos ao Espírito Santo, doador da caridade precisamos de fé e de esperança
    2 - A FÉ : A fé para Afonso é a resposta concreta à proposta amorosa de Deus e ao seu mistério de amor na história. A fé significa que aceito e acolho esse amor em minha vida. Portanto a fé não é conhecer certas verdades, mas sim, é minha resposta concreta diante da proposta amorosa de Deus hoje em minha vida. Diante do mistério de Deus que é amor, o homem fica na admiração. O homem experimenta o amor de Deus (São Paulo). Portanto, fé para Afonso é sentir a presença de Deus – seu amor em sua vida. (contra os jansenistas).
  • Fé é a valorização do cotidiano: minha experiência do amor de Deus está nas coisas pequenas, nas coisas comuns. Fé é estar alerto para perceber essa presença amorosa de Deus na história. Afonso, graças à Santa Teresa, esteve contra qualquer extremo na espiritualidade e a busca de coisas extraordinárias. (iluminismo, Jansenismo, super-sentimentalismo, e êxtase). A fé é acreditar na presença amorosa e redentora de Cristo que se manifesta especialmente na oração que é um dom universal.
  • A fé é acreditar no amor de Deus, mas o homem através da fé tem que responder para esse amor.
    A fé para Afonso é prática e não teórica. A fé segundo Afonso exige uma resposta concreta na parte do homem.
    E essa resposta acontece nas coisas simples da vida.
  • 3 – Esperança
    Afonso evitou toda a teologia complicada sobre a questão de predestinação, isto é, quem vai ser salvo? (Jansenistas)
    Esperança para Afonso é aceitar a fragilidade humana como um pecador, mas nunca perder a confiança no plano amoroso da salvação de Deus e sua misericórdia.
    Se o Pai nos deu seu próprio Filho, o que Ele pode nos recusar? Esperança é, portanto, assumir o fato que o amor de Deus é maior do que os nossos pecados, e que em Deus há Copiosa Redenção.
  • E, por isso, não há razão para se desesperar (Jansenismo). A esperança portanto, é confiança sem limite no amor e na salvação de Deus. Por isso, a importância e o valor de oração da súplica. Afonso sempre quis que seus confrades fossem homens profissionais da oração, para ser testemunho ao povo, mas também para ensinar o povo a rezar nas missões populares e retiros. Oração é um caminho para a salvação.
  •  O CONCEITO DE SANTIDADE EM SANTO AFONSO
    Afonso frisou o fato que a santidade é a vocação de todos os batizados e não o privilégio de poucos. Por isso, Afonso, com seu sistema de missão, pregou o Grande Sermão sobre o estado de vida.
    Afonso disse que todos são chamados para uma opção radical para santidade segundo sua vocação. Portanto, essa opção deve ser radical. Segundo Afonso, o formulário para ser santo não é um formulário mágico. A santidade é simplesmente tentar fazer tudo para agradar a Deus.
  • E para conseguir isso, nada é mais importante do que buscar e estar em sintonia com a vontade de Deus. Santidade então, é a busca diária do “sacramento da vontade de Deus”. Essa vontade de Deus se manifesta na Bíblia, nos sinais dos tempos, na comunidade, mas, sobretudo, está nas coisas simples do cotidiano.Tentar agradar a Deus nas coisas simples é o caminho para a santidade.
  • “DISTACCO”
    A palavra italiana "distacco" tem muitos significados como desapego, desprendimento, submissão, resignação e a conformidade de vontades. Afonso quis dizer com essa palavra, a morte do próprio “egoismo”, e a aniquilação de si mesmo, mas não no sentido negativo (Masoquismo) mas no sentido de uma atitude positiva e constante em buscar a vontade de Deus. Exige renuncias.
  • Significa uma abertura constante diante de opções que se apresentam em minha vida cotidiana, para escolher livremente o que mais agradaria a Deus (Afonso)
    OU
  • Distacco é buscar aqui e agora na história da salvação a vontade do Pai nas pessoas e nos acontecimentos cotidianos. Portanto, distacco é abertura, é estar atento, é aceitar a vontade de Deus em opção consciente em todas as circunstâncias de vida. Afonso termina dizendo que: "não é fácil viver DISTACCO sempre".
  • UNIFORMIDADE DE VONTADES
    Segundo Afonso, a uniformidade de vontades é a meta de toda santidade, e não é nada fácil.
    Não é fácil porque exige sofrimento e identificação com Cristo Redentor o grande obediente especialmente em seu ato de Redenção que foi a Cruz. Portanto, uniformidade primeiramente significa uma total aceitação de todas as minhas limitações: físicas, morais e psíquicas.
  • Dor, sofrimento e privações ,em si, não tem nenhum valor. Dor e sofrimento são conseqüências do pecado e desordem no mundo, e vem das próprias limitações do homem. Chegamos até o ápice da espiritualidade Afonsiana. Na dor, privações ou sofrimentos nós temos que identificar-nos com Cristo Sofredor e oferecer isso como nossa resposta de amor ao Pai, e isso numa atitude contínua e concreta.
  • É por meio dessa atitude que eu mostro que realmente amo a Deus. Expiação, portanto é secundário e o amor é primário. Afonso fala muita dessa intenção básica ou opção fundamental. É o centro de sua espiritualidade. Para Afonso, uniformidade com a vontade divina é simplesmente o outro lado da moeda de amor.
  • Até amantes humanos estão constantemente tentando adivinhar o que seu amado está querendo, e procuram fazer isso para agradar o outro, e assim dá prazer ao outro. Esse é então o tema central de Afonso.Fala de amor.
  • "0 efeito principal de amor é para unir a vontade dos amantes para que eles possam tersomente uma mente e um só coração. Portanto, todas as ações, nossos trabalhos de penitência, nossassantas comunhões, nosso trabalhos de misericórdia são agradáveis a Deus somente até o grau queeles estão em conformidade com sua vontade divina. Se não estão, então, não são boas obras”.
     
  • DESOLAÇÃO
    Desolação é, segundo Afonso, o sofrimento mais intenso que uma alma, querendo amar a Deus, pode agüentar.
    Foi o que Cristo sofreu na cruz quando disse: " Pai, por que me abandonou?" Essa parte do livro é certamente auto-biográfico porque Afonso passou o sofrimento de desolação por alguns anos – foi sua noite da alma.
  • Ele descreve desolação assim:
    I -A pessoa não se sente num estado de graça;
    2 -Há uma escuridão profunda na qual parece que a pessoa não está procurando Deus mais
    3 - Um tempo de tentações ferozes que atacam principalmente a parte inferior do homem (sensualismo)
    4 -Há pensamentos fortes de descrença, desespero e até de ódio de Deus.
    5 -A impressão que o Senhor tem desaparecido e que não ouve mais sua oração.
    6 -O sentimento que Deus não o ama mais a e até tem ódio de você
  • Afonso descreve esse sofrimento como o estado extremo do abandono total ou o que sua amiga Santa Teresa chamava de "Castelo das Trevas" ou "a Noite da Alma".
  • Afonso fala que é um período de grande provação, e um estado de desordem no nível psíquico - emotivo. A única resposta é não perder esperança no amor de Deus. O único remédio é conformar sua vontade com a vontade de Deus nesse momento de “trevas”.
  • Aqui Afonso mostra todo seu realismo espiritual. Ele diz que a vocação à santidade é universal, mas é algo que precisa de muita garra. Ele apresenta três remédios que precisamos tomar para conseguir essa santidade:
    I - sustentar uma condição quase constante de uniformidade com a vontade do Pai
    2 - o sofrimento é uma parte essencial em nossa vida de um cristão
    3 - a desolação faz parte do "acordo" ( aliança do batismo) e, por isso, deve ser encarada como um "dom" e não como um castigo de Deus.( paradoxo de amor de Deus e sofrimentos)
  • O significado profundo de sofrimento para Afonso está na continuação dos sofrimentos de Cristo, o Santíssimo Redentor. O cristão é alguém profundamente unido a Cristo, e portanto o sofrimento é essencial se quisermos ser um com Cristo Sofredor em seu Mistério Pascal que foi redentor.
  • Afonso rejeita totalmente a linha espanhola de misticismo que deu um valor para sofrimento como se fosse algo de valor em si. Foi totalmente masoquista. Mas, sofrimentos que não podemos controlar, e que são oferecidos ao Pai em união com sua vontade é um sinal de amor e de santidade.
  • SANTO AFONSO
    ROGAI POR NÓS