NDICE   PALAVRA DO PROVINCIAL   Capítulo Provincial na perspectiva do Sexênio...............................              ...
PALAVRA DO PROVINCIAL                               CAPÍTULO PROVINCIAL NA                               PERSPECTIVA DO SE...
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“Um Capítulo não é uma simples reunião de estudo, um encontro superficial ouuma revisão transitória de vida. Um Capítulo é...
isto é, Cristo. Então o Capítulo ser| irresistível” 3 Abertura à Palavra e aos irmãoscapitulares fundamenta as decisões do...
mais contundentes. Tais dados mostram que em poucas décadas a configuraçãodemográfica mudou assustadoramente no país. O pa...
todos estão preocupados em pagar o condomínio, a luz, a água, em comprarfrutas, verduras, alimento, vestuário e trabalhar ...
clube de Jesus é de não deixar que os excluídos se encontrem com ele. Mas, Jesus,munido de muita sensibilidade, extrapola ...
cuidando para que seus filhos não caiam no buraco, mas que orienta seus filhos aencontrar juntos, como família/comunidade,...
CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR278 ANOS DA COPIOSA REDENÇÃO AOS POBRES          E MAIS ABANDONADOS         “A Congregaç...
Igreja. Muitos atuam com notável eficácia em suas comunidades. O que inspiraseu interesse pela Vida Religiosa é ver homens...
REDENTORISTAS PROPAGAM A MÃE DO          PERPÉTUO SOCORRO NO PR   Confrades do Perpétuo de Curitiba continuam a peregrinaç...
para as paróquias. As pessoas vibram com as visitas e sentem muito confortadas eanimadas com Nossa Senhora. Ainda, disse M...
DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS                        Confrades agradecem a Deus pelas graças do ano        O almoço de ação de gra...
Momentos de convivência na casa Provincial, no dia de Ação de Graças                                                      ...
VISITA MISSIONÁRIA AOS COLÉGIOS EM                  CURITIBA   O Documento de Aparecida é categórico ao afirmar que se faz...
Visita nas Escolas. Os Padres Alexandre de Castro e Wilson Marques estiveramvisitando os Colégios que estão na área geográ...
um depoimento enviado pelo Professor Paulo que é o Diretor do Colégio EstadualCons. Zacarias – EFM de Curitiba:“Queremos a...
SETORES – MISSÃO QUE INICIA NO CORAÇÃO           DE CADA CRISTÃO                                 O Santuário de           ...
A terceira fase realizada nos dias nos setores Santo Afonso, São JoãoNewmann, nos dias 25 de outubro à 30 de outubro e São...
A missão redentorista encerrou a terceira fase com a Celebração daperseverança presidida pelo missionário Pe. Sérgio, e co...
ENTREVISTA COM O PADRE GERAL               Michael Brehl fala sobre o início do sexênio                                   ...
2. CONTACT:           Depois de um         ano como Superior Geral dosRedentoristas,   como     se   sente   neste   minis...
3. CONTACT: Como você vê o processo de reestruturação? Quais são osdesafios?Padre Brehl:        É importante lembrar que o...
4. CONTACT: Como o tema do sexenio está influenciando os confradesmundialmente?Padre Brehl: Em minha experiência, o tema e...
pobres. Nas duas últimas semanas estive nas vices-Províncias de Recife, Manaus eFortaleza. Foi uma alegria estar no Brasil...
1. CONTACT: Fale um pouco da tua vocação!Parron: Já com nove anos de idade, na primeira comunhão, senti um desejoem ser re...
trabalhar com a ética teológica, pois coordeno o curso de pós-graduação emteologia moral aqui em Curitiba e tenho dado aul...
6. CONTACT: Sua mensagem final.Parron:     Quero atuar no sentido de serviço neste quadriênio, e estouconsciente que não v...
A Festa da Padroeira do Paraná, maior comemoração religiosa do Estado,reuniu milhares de pessoas no Santuário Estadual de ...
Confrades que trabalham no Santuário do Rocio, expressam alegria pelo                                         sucesso da f...
encontrou uma pequenina imagem de Nossa Senhora. A partir daquele dia, apescaria tornou-se farta e abundante para todos.  ...
Durante uma semana a equipe itinerante de missão, forneceu ummissionário para pregar missão no hospital das clinicas. Fora...
JUMIRE NO HALLEL           Redentoristas Evangelizando de Modo Sempre Novo       O Hallel é o maior evento de música catól...
JUMIRE, Junioristas e Pe. Alexandre no Hallel, trabalhando pelas vocações.                                                ...
Os candidatos são oriundos das seguintes regiões: dois jovens daParóquia Nossa Senhora da Guia-Lageado-Campo Grande, dois ...
REDENTORISTAS CELEBRAM 80 ANOS                  DE MS E PR          Da origem norte-americana à Província brasileira,     ...
Mas o trabalho, que teve início com padres norte-americanos, hoje temvida e identidade tupiniquim. Alguns dos pioneiros ai...
NOSSA SENHORA DA GUIA – LAGEADO                      Por uma paróquia missionáriaAnimados pelo espírito da Conferência de ...
PASTORAIS E EVANGELIZAÇÃO:                                                    Também são dois temas que                   ...
cozinhas comunitárias, etc. Durante o ano de 2010 foram investidos mais de R$100.000,00 (Cem mil reais) nas obras das sete...
MISSÃO DOS POSTULANTES NO LAGEADO                       Por uma paróquia missionária        Ainda dentro do espírito de ev...
DATAS IMPORTANTES                    46
Contact em “Capas”: As capas dos meses de Abril a              Novembro de 2010.                                          ...
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  1. 1. NDICE PALAVRA DO PROVINCIAL Capítulo Provincial na perspectiva do Sexênio............................... 04 O sentido do capítulo numa província................................................ 05 Evangelizar de modo novo a partir da urbanidade....................... 07 Congregação do Santíssimo Redentor 278 anos............................. 12 Redentoristas propagam a Mãe do Perpétuo Socorro no interior do Pr.................................................................................................. 14 Dia de Ação de Graças................................................................................ 16 Visita Missionária aos colégios de Curitiba....................................... 18 Setores – Missão que inicia no coração de cada Cristão.............. 21 ENTREVISTAS Padre Geral: Michel Brehl............................... 24 Padre Provincial: Joaquim Parron............... 28 Redentoristas evangelizam na festa do Rocio.................................. 31 A gotinha que salva...................................................................................... 34 JUMIRE no Hallel.......................................................................................... 36 Convivência Vocacional............................................................................. 37 Redentoristas celebram 80 anos de Ms e Pr..................................... 39 Nossa Senhora da Guia – Lageado......................................................... 41 Missão dos Postulantes no Lageado..................................................... 44 DATAS IMPORTANTES............................................................................ 45 4
  2. 2. PALAVRA DO PROVINCIAL CAPÍTULO PROVINCIAL NA PERSPECTIVA DO SEXÊNIO Anunciar o Evangelho de modo sempre novo... A partir do dia 3 de janeiro de 2011 nós entraremos em Capítulo Provincial. O Capítulo é um evento que renova uma Província e traz novos elementos para Vida Apostólica Redentorista, de modo especial no espírito da conversão. O tema destesexênio est| enraizado na linha da conversão: “Anunciar o Evangelho de modosempre novo (S. Clemente), renovada esperança, corações renovados, estruturasrenovadas para a missão”. Deste modo, o Capítulo é um evento para escutar a vozdo Senhor que se revela em Sua Palavra e nas partilhas dos irmãos. Várias comissões foram organizadas para produzirem documentos para oOitavo Capítulo de Campo Grande, no entanto, todos os confrades são motivadosa também participarem enviando sugestões e rezando pelo êxito deste evento. Nesta primeira sessão do Oitavo Capítulo Províncial, a partir do dia 3 dejaneiro, várias comissões estarão apresentando propostas iluminadas a partir dotema do sexênio. Neste sentido escreve o Padre Geral, Brehl: “Estamos certos deque a Congregação está sendo chamada a responder sempre mais generosamentee radicalmente ao seu chamado à conversão contínua. A conversão nos chama devolta ao nosso primeiro amor (Cfr. Ap. 2,4) a ‘manter nossos olhar fixo em Jesus’(Hb 12, 2).” (Brehl, Mensagem do XXIV Cap. Geral). Que o Espírito do Senhor dirijaos trabalhos dos capitulares na busca de revitalizar a nossa vocação no anuncioda copiosa redenção! Pe. Joaquim Parron, C.Ss.R. Provincial 5
  3. 3. O SENTIDO DO CAPÍTULO NUMA PROVÍNCIA Um evento para escutar a voz do Senhor O Capítulo Provincial vai realizar-se entre os dias 3 a 5 de janeiro de2011. No entanto, nem sempre temos uma compreensão adequada do Capítulo,seja Geral ou Provincial, pois muitos pensam que estes encontros ficam apenasem torno de questões legislativas e passageiras. Mas de fato, o Capítulo numaProvíncia é um evento para ‘escutar a voz do Senhor’ para levar os congregados aperceberem mais profundamente o amor de Deus e assim revitalizar a VidaConsagrada, se colocando a serviço do Reino. Assim, o Capítulo não interessaapenas aos capitulares, mas a todos de uma Província, pois é um acontecimentoque abre uma página de esperança na vida de todos os congregados. Na perspectiva dos Atos dos Apóstolos, 2, 42, “eram assíduos ao ensinodos apóstolos, e { união fraterna, { fração do pão e de orações”, o Capítulo é aunião fraterna dos confrades na busca de prescrutar a vontade de Deus. OCapítulo, numa perspectiva de conversão, tem o objetivo de fortalecer a VidaApostólica Redentorista a partir da confiança no amor de Deus. Também o temado sexênio está muito nesta linha de conversão: “Anunciar o Evangelho de modosempre novo (S. Clemente)...”. Escreveu o Prefeito da Congregação para os Religiosos: 6
  4. 4. “Um Capítulo não é uma simples reunião de estudo, um encontro superficial ouuma revisão transitória de vida. Um Capítulo é essencialmente uma celebraçãopascal. Por isso mesmo, antes de tudo, uma celebração ‘penitencial’ que tendepara viver fortemente duas coisas: uma sincera atitude de conversão, e umabusca profunda e dolorosa dos caminhos do Senhor. Os caminhos do Senhor énecessário ir descobrindo-os todos os dias na dor e na esperança. Porque é umacelebração ‘penitencial’, um Capítulo é sempre feito na alegria e na sinceridade dacaridade fraterna.”1 Nesta linha, o Capítulo tem muito a ver com o processo de renovação econversão numa Província, de modo especial agora em sintonia com o tema dosexênio. A atitude de conversão leva os confrades a se colocarem no caminho dodiscipulado mission|rio com entusiasmo e perseverança. As vezes o ‘caminho doSenhor também é doloroso’, pois a vida do discípulo missionário é feita deressurreição, mas também de morte. E morte, especialmente para as coisas que jápassaram, isto é o pecado. A atuação dos capitulares também assume uma nova postura, pois elesestão ali não para fazer suas vontades, mas a vontade de Deus manifestada nacomunidade provincial. Assim afirma Pirônio: “a primeira condição para elegerum bom capitular, não é a sua inteligência, mas a sua elementar capacidade deconversão. Um Capítulo mede-se não pela profundeza ou a beleza dos seusdocumentos, mas pela sua capacidade de transformar a inteligência e o coraçãode todos.”2 O espírito de conversão é parte integrante do processo capitular. Quem preside o Capítulo? Embora tenha-se o presidente e osmoderadores do Capítulo, de fato quem preside este evento é a Palavra doSenhor: “O Capítulo é antes de tudo, um modo “escutar a Palavra de Deus e de arealizar” (Lc 11,29). Mas de a escutarmos juntos, para depois realiz|-lacomunitariamente. Quem deve presidir sempre um Capítulo é a Palavra de Deus,1 Cardeal Eduardo F. Pirônio, Prefeito da Sagrada Congregação para os Religiosos e InstitutosSeculares. Este texto foi publicado em Osservatore Romano, Edição portuguesa, em 5 desetembro de 1976, páginas 6/7.2 Ibid. 7
  5. 5. isto é, Cristo. Então o Capítulo ser| irresistível” 3 Abertura à Palavra e aos irmãoscapitulares fundamenta as decisões do Capítulo. A partir deste prisma, o Capítulo torna-se um evento que revitaliza aComunidade Provincial, pois estar| buscando ‘escutar a vontade de Deus’ para aProvíncia. Tudo isto não quer dizer que não possa haver opiniões diferentes ediversidades nas propostas, mas o espírito é de busca da fraternidade e davivência do amor de Deus presente na vida dos irmãos. Rezemos para que estaPrimeira Sessão do Oitavo Capítulo abra mais uma pagina de esperança erenovação na vida de todos os congregados da Província de Campo Grande! Assimseja! Pe. Joaquim Parron C.Ss.R. EVANGELIZAR DE MODO NOVO A PARTIR DA URBANIDADE Nosso Capítulo Geral de 2009 estipulou para o sexênio o desafio deAnunciar o Evangelho de modo sempre novo. Para isso, é importante refletir novasperspectivas pastorais. Nesses novos tempos, a configuração da realidade mudoue, na realidade urbana, precisamos reconfigurar também a nossa açãoevangelizadora. Desse modo, é preciso nos perguntar sobre como evangelizar apartir desses lugares e suscitar discípulos missionários que evangelizem essarealidade.A Realidade Atual Desde as ultimas décadas o Brasil tem experimentado uma realidadetipicamente urbana. Segundo dados do IBGE, a população rural em 1940 eraestimada em 69% contra 31% da urbana. No ano 2000 a população rural baixoupara 19% e a urbana subiu para 81%. O novo censo deve revelar números ainda3 Ibid. 8
  6. 6. mais contundentes. Tais dados mostram que em poucas décadas a configuraçãodemográfica mudou assustadoramente no país. O país se tornou mais urbano,conglomerando diversas culturas, etnias e ambientes distintos em espaços muitopróximos. As transformações provindas dessa mobilidade – do campo para a cidade– possibilitaram a mentalidade urbana brasileira. É importante deixar claro que o“ser urbano” não pode ser visto como configuração espacial territorial de cidade,sim como uma cultura, um modo de vida e de visibilidade no mundo. Por essacultura urbana nascem as transformações dos valores, hábitos e pensamento,influenciando o social, político, econômico e religioso. Nessas mudanças drásticascabe-nos, como Igreja, perguntar sobre o tipo e o modo de evangelização maisprópria para os grandes centros urbanos. Desse modo, evangelizar na cidade éevangelizar a cultura urbana.Ruralidade x Urbanidade No mundo rural há uma sacralidade bem exposta, pois é Deus quem dá ofruto, a verdura, manda a chuva, abençoa as colheitas e os animais. Deledependem as coisas. Revelando-se a imagem de um Deus providente, que mereceser louvado, amado, lembrado e honrado, pois dele dependem muitas coisas. Asamizades são mantidas na base da partilha e das trocas: mata-se um boi e este épartilhado com todos, sendo sempre uma prática recíproca. Há reuniões devizinhos para conversar sobre os problemas da região, do clima, das desavençasentre vizinhos ou familiares, etc. A festa de casamento ou a morte de alguém ésempre motivo de encontros e celebrações comunitárias. A visita entre famílias ésempre motivo de alegria e de muita conversa. Exerce-se a solidariedade e oreconhecimento humano. A construção de uma casa, galpão ou um roçado a serterminado em tempo urgente é motivo de solidariedade de todos os vizinhos eparentes. Uma vida bem marcada pela comunitariedade, solidariedade,fraternidade e proximidade. Um mundo quase todo feito de incluídos, visíveis eidentificados. Na cultura urbana Deus perde seu lugar de providente para umamentalidade econômica e de sobrevivência familiar individual. Cada famíliafecha-se em seu mundo e não se preocupa com os outros. Há edifícios com maisde 100 famílias e 90% não se conhece ou nunca se cumprimentaram. No urbano, 9
  7. 7. todos estão preocupados em pagar o condomínio, a luz, a água, em comprarfrutas, verduras, alimento, vestuário e trabalhar muito para ter cada vez maiscomodidades. As amizades até acontecem, mas sempre com pessoas distantes deonde se mora, para evitar compromissos mais sérios ou por medo de serincomodado por quem quer que seja. Essa solidão e afastamento humano geram omedo, por isso o mundo urbano é feito cada vez mais de muros e sistemas desegurança. As pessoas não confiam e ignoram que podem ser ajudadas pelasoutras. Há uma clara fragmentação humana, comunitária, religiosa e social.Multiplicam-se casas e dinheiro, mas não solidariedade, fraternidade e fé. Fica delado a referência do Deus providente em detrimento do deus-economia. Oindividual sobrepõe o comunitário. Cada um age por si. A cultura urbana junta,separa, aglomera e segrega. Um mundo de visíveis e invisíveis, de excluídos eincluídos, de identificados e sem identidade, de pessoas com endereço e semendereço.O Catolicismo e sua dificuldade em evangelizar o Urbano A história do cristianismo mostra que ele nasceu e se desenvolveu, nosprimeiros séculos, num espaço tipicamente urbano. Parece estranho falar emdificuldades de evangelizar nesse ambiente se ele é fruto desse contexto.Portanto, as dificuldades do agir missionário no contexto urbano apontam parauma drástica mudança dentro do cristianismo. O que teria mudado que o deixoudistante da cultura urbana? O que teria de rebuscar para reconfigurar sua ação? Lembremos que o catolicismo é uma experiência específica docristianismo, compartilhada por cristãos que vivem em comunhão com a Igreja deRoma, portanto, não é o cristianismo todo. Pesquisadores apontam que a Igrejacatólica tem deixado de atender os pobres de modo mais incisivo, e estes temacorrido às denominações evangélicas. Diz-se que os católicos fizeram opçãopelos pobres e os evangélicos os assumiram. Por atuar mal nos estrados maispobres da sociedade brasileira, que compõe a maioria de pessoas que vivem nacultura urbana, a Igreja católica tem ficado com as camadas sociais mais bemestabelecidas. Deixou de olhar pelos sem endereço e olha mais para os que temendereço, para os bem casados, etc. Tem reunido seu fã clube e se contentadocom ele. Havia um fã clube de Jesus, que o queria só para ele e que tentava oafastar das crianças, dos doentes, dos leprosos e até da morte. A atitude do fã 10
  8. 8. clube de Jesus é de não deixar que os excluídos se encontrem com ele. Mas, Jesus,munido de muita sensibilidade, extrapola seu fã clube e traz para perto de si ascrianças, o cobrador de impostos, a adúltera, o jovem morto, a samaritana, etc. Ao afastar-se dos pobres, o catolicismo distancia-se do projeto de Jesus, porisso, tem tomado uma postura mais rígida, mais doutrinal, menos preocupado coma justiça; tem se acomodado e, consequentemente, tem sido menos missionário.Assim, é possível dizer que não foi o cristianismo que mudou sua configuração nacultura urbana, mas é o catolicismo que, com suas peculiaridades, tem precisadoviver melhor o cristianismo. Evangelizar a cultura urbana exige que o catolicismorepense sua catolicidade desencantada. Um dos principais motivos do desencanto éa multidão de batizados não evangelizados, descompromissados e sem referencialentre fé e vida (cf. DAp, 2007, n.13;38). Há carência de discipulado. Renovar acatolicidade é rebuscar uma identidade católica que oriente a participação dapessoa em sua comunidade eclesial e na sociedade, num rebuscar a missionariedadepela pessoa do Cristo. Mais do que falar de doutrina e Igreja é preciso, antes de tudo,falar e anunciar o Cristo. Ser Igreja é conseqüência da fé em Cristo, não aocontrário.A Evangelização na Cultura Urbana A encíclica Redemptoris Missio diz que a Igreja precisa encarnar oevangelho nas culturas, o que requer tempo e processo (Cf. RM, 1990, n.52). Adiversidade é característica marcante da cultura urbana. Nela convivemantogonismos: gritos e silêncios, choros e risos, festas e tristezas, nascimentos emortes, pobres e ricos, etc. Um monumental mosaico. Pensar uma açãomissionária evangelizadora, em qualquer contexto urbano, exige trabalhar com odiferente, divergente, ausente, contraditório, contrário e de grande mobilidade.Isso é conflitivo, tenso, exige desacomodo, observação, tempo, paciência e muitaespiritualidade. Para entrar em apartamentos, casas e condomínios somos barrados. Parafalar de um Deus que é justo no salário, misericórdia no crime, perdão na ofensa,solidário na partilha e compromisso na comunidade exige profetismo eextrapolar o fã clube. É preciso voltar à mística do Deus providente, que não fica 11
  9. 9. cuidando para que seus filhos não caiam no buraco, mas que orienta seus filhos aencontrar juntos, como família/comunidade, uma saída. O Deus providente nãoretira os sofrimentos, mas ajuda a encará-los de modo diferente. É importanteperceber que o Reino de Deus se apresenta pela visibilidade e acontecimento, nãopelo lugar. O agir missionário no urbano exige conhecer a realidade e ocomportamento urbano. Estipular horários que sejam mais condizentes com arealidade que envolve o urbano. Buscar serviços mais amplos, além da paróquia edas foranias. Fazer um planejamento missionário para além dos limites fechadosde paróquias, dioceses ou institutos. Ter estruturas mais justas, contribuindopara que a cidade seja mais justa e mais humana. Investir em comunidadessolidárias, fraternas que sejam sinais para a urbanidade, isso exige mais formaçãopara os leigos nas dimensões sociais e comunitárias. A evangelização no meiourbano urge pela participação dos leigos, caso contrário, dificilmente acontecerá.É preciso um resgate do leigo, que requer pessoas liberadas e investimento.Investir em pequenas comunidades de vários tipos, com um ideal comunitáriocristão. Há tantas outras pistas a serem propostas para a pastoral urbana, mas denada adianta ter propostas, pistas, reflexões e recursos se não há um desejohumano para isso. Ele é o primeiro princípio modelador de uma novamentalidade. Pe. Gelson Luiz Mikuszka, C.Ss.R Curitiba/ 12
  10. 10. CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR278 ANOS DA COPIOSA REDENÇÃO AOS POBRES E MAIS ABANDONADOS “A Congregação do Santíssimo Redentor, fundada por Santo Afonso, é uminstituto religioso de diversos ritos, missionário, clerical, de direito pontifício eisento, cuja finalidade é: ‘continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, pregandoaos pobres a Palavra de Deus, como disse Ele de si mesmo: Enviou-me paraevangelizar os pobres’...Fortes na fé, alegres na esperança, fervorosos na caridade,inflamados no zelo, humildes e sempre dados à oração, os Redentoristas, comohomens apostólicos e genuínos discípulos de Santo Afonso, seguindo contentes aCristo Salvador, participam do seu mistério e anunciam-no com evangélicasimplicidade de vida e de linguagem, pela abnegação de si mesmos, peladisponibilidade constante para as coisas mais difíceis, a fim de levar aos homens a“Copiosa Redenção” (Const. 1 e 20). Nove de novembro de 2010. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo,Redentor da humanidade! Duzentos e setenta e oito anos de amor a Deus e àIgreja. Hoje queremos louvar a Deus pelos redentoristas do mundo todo, mas, deum modo especial, pelos redentoristas vivos e falecidos da Província de CampoGrande e Baltimore. Queremos louvar a Deus pelo chamado que, continuamente,vem nos fazendo, para que sejamos homens de fé, a exemplo do fundador, SantoAfonso de Ligório. Hoje, mais uma vez, queremos louvar a Deus pela nossavocação e suplicar ao Senhor da Messe que nos envie santas e numerosasvocações. Queremos, como disse o Papa Bento XVI, que o nosso testemunhosuscite mais vocações. Sabemos que todos somos responsáveis pela promoçãodas vocações (Const. 79), mas para que tenha fruto esse trabalho, terá que serfeito dentro do marco de uma vida que vibre com a oração pessoal e comunitária.Profundamente comprometidos com a nossa Congregação, deveremos estardispostos a pagar o preço de um compromisso desse tipo. Os jovens que pensam na Vida Religiosa hoje estão buscando duas coisas:1) uma vida em comum; 2) uma espiritualidade vibrante. Consideram que não énecessário ser religioso ou sacerdote para poder exercer algum ministério na 13
  11. 11. Igreja. Muitos atuam com notável eficácia em suas comunidades. O que inspiraseu interesse pela Vida Religiosa é ver homens felizes e esperançados, eexperimentar a hospitalidade estendida pelos irmãos e sacerdotes, gente que são,em si, uma verdadeira Boa Notícia. Querem ser parte de algo maior que elesmesmos e querem viver suas vidas de uma maneira que faça uma diferença nestemundo. Querem ver em nós, seguidores de Jesus Cristo, seguidores de santoAfonso. Não precisamos de muita estratégia. Basta que sejamos entusiasmadoscom a nossa vocação. Eles querem levar a sério o que significa seguir Jesus Cristoe servir a Deus de uma maneira radical. Querem falar sobre Jesus, sobre a oraçãoe sobre a fé e sobre o que significa ter com Deus uma relação que requersacrifício. Sentem-se confusos quando encontram religiosos calados sobre estestemas. Querem uma Vida Religiosa que lhes exija algo. Querem saber se os valorese prioridades da Congregação valem a entrega de suas vidas. Buscam uma comunidade e um sentido de pertença. Desejam tambémum estilo de vida simples e alguns meios para expressar sua preocupação pelomundo. Buscam algo que dê sentido a suas vidas. Amam a Igreja e esperam omesmo de nós. Como posso contribuir? Não procuram pessoas ou congregações perfeitas, mas ministérios querespondam às mais profundas necessidades humanas, um enfoque comum e aconvicção de que a mensagem evangélica e uma vida de oração são fundamentaispara a vida do grupo e seu trabalho em conjunto. Vivamos nossa vocação!Vivamos nossa consagração que, com certeza, surgirão muitas e boas vocações. Pe. Antonio Carlos de Mello, CSsR 09 de novembro de 2010. Curitiba-PR 14
  12. 12. REDENTORISTAS PROPAGAM A MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO NO PR Confrades do Perpétuo de Curitiba continuam a peregrinação do Pe. Primo fortalecendo a fé e a devoção na Mãe do Perpétuo Socorro ícone Os Redentoristas do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,Curitiba, continuam, com uma motivada equipe de leigos, levando emperegrinação o ícone para muitas paróquias do interior do Estado do Paraná etambém para o interior de São Paulo. O planejamento é feito com os párocos,onde uma equipe de leigos do Santuário, junto com um dos Redentoristas, visita aparóquia por um ou dois dias. Para Marco Marinho, que coordena a equipe de leigos, a visita do ícone,além de propagar a devoção à Mãe do Perpétuo Socorro, tem sido uma bênção 15
  13. 13. para as paróquias. As pessoas vibram com as visitas e sentem muito confortadas eanimadas com Nossa Senhora. Ainda, disse Marco, a presença de um MissionárioRedentorista é muito motivador. Segundo Padre Primo Hipólito C.Ss.R. estas visitas devem continuar, poisalém de ser uma presença dos Redentoristas em outras localidades as visitas doícone cumpre o mandato do Papa Pio IX: “Fazei-a conhecida no mundo inteiro”. Além do mais, diz padre Primo, estas visitas fortalecem a evangelização nacomunidade visitada. Momentos de evangelização e testemunho, mostrando o Amor Redentor de Jesus, que perpassa pela devoção a Mãe do Perpétuo Socorro. 16
  14. 14. DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS Confrades agradecem a Deus pelas graças do ano O almoço de ação de graças (dia 25 de novembro de 2010) reuniu váriosconfrades na Casa Central vindo de várias comunidades Redentoristas. MembrosComunidade Vida Nova também participaram. Foi um momento de ação de graçaspelas graças recebidas. Padre Egídio Gardiner C.Ss.R. dirigiu belíssimas palavras na abertura doalmoço, afirmando que ele agradece a Deus pelos confrades jovens querespondem o chamado de Deus na Província e pelas novas vocações que estãosurgindo em nosso meio. Ele motivou a todos à perseverança no espíritomissionário. e celebram em ação de graças pela vocação que os uniu Gerações se encontram a Cristo e a comunidade Redentorista. 17
  15. 15. Momentos de convivência na casa Provincial, no dia de Ação de Graças 18 25 de Novembro de 2010
  16. 16. VISITA MISSIONÁRIA AOS COLÉGIOS EM CURITIBA O Documento de Aparecida é categórico ao afirmar que se faz necessáriointensificar de diversas maneiras a Pastoral Vocacional, nas famílias, na paróquia,inclusive nas Escolas (cf. DA 314). Pois, as vocações são Dom de Deus e nãodevem faltar orações especiais ao “Dono da messe”. O Documento de Aparecida faz um apelo à pastoral vocacional para quesuscite vocações, para isso, é preciso sair da pastoral de manutenção e investirprincipalmente nas Escolas. Afirma ainda que a renovação das paróquias exigeatitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço dela (cf. DA 201).No mundo de hoje, percebemos que é urgente a criação de novas estruturaspastorais para que nossas paróquias se tornem verdadeiramente missionárias evão ao encontro dos nossos jovens. Foi neste intuito que a 3ª Fase das SantasMissões Populares no Santuário do Perpétuo Socorro em Curitiba promoveu a 19
  17. 17. Visita nas Escolas. Os Padres Alexandre de Castro e Wilson Marques estiveramvisitando os Colégios que estão na área geográfica que abrange o Santuário. Visitamos os alunos do Ensino Médio e Fundamental, fomos de sala emsala falando da importância de se ter uma vocação bem definida para se ter umfuturo melhor, sobretudo no que se refere à questão profissional, daí anecessidade de se estudar bem valorizando o Dom de Deus. Nos momentos deintervalo fizemos convivência com os Professores e depois com os alunos no pátioda Escola. Destacamos a importância dessa experiência que nos fez perceber umasérie de desafios, dentro e fora da sala de aula. Nesta fase da juventude eadolescência, a vida começa a exigir uma série de responsabilidades, com isso, épreciso aprender a lidar com vários problemas e desafios que vão surgindo, ouseja, o que antes era sempre solucionado pelos outros, pelos pais. Percebe-se aimportância de se posicionar na vida e escolher os próprios caminhos. O mundo de hoje, na era digital, apresenta uma avalanche de informações ehorizontes para o jovem se auto-afirmar. Este é um período muitas vezesproblemático, onde se tem a sensação de incompreensão, causando revolta.Dúvidas, medos e desejos de ser aceito na turma. É uma fase feita de transformações, não apenas hormonais, mas tambémsociais, onde a personalidade vai se firmando. A Escola se torna o ambiente ondeas amizades se afloram, desperta os amores e o corpo fala. Tudo vai acontecendosimultaneamente e de forma muito rápida. Neste sentido, a Escola se torna um ambiente propício para lançar assementes da Vocação. Enquanto igreja, não podemos perder essa oportunidade,pois, além de contribuir com as Escolas na formação de bons cidadãos eeducadores, estamos investindo na Promoção Vocacional de um jeito novo comonos pede o Documento de Aparecida: “Não podemos ficar tranqüilos em esperapassiva em nossos templos” (cf. DA 548). Concluímos que é preciso intensificar aPastoral Vocacional nos Colégios. Recebemos pelo site do Devoto Perpétuo 20
  18. 18. um depoimento enviado pelo Professor Paulo que é o Diretor do Colégio EstadualCons. Zacarias – EFM de Curitiba:“Queremos agradecer em nome da Direção, professores, equipe pedagógica,funcionários e alunos, a visita que recebemos dos missionários da Igreja PerpetuoSocorro em nosso Colégio. A visita foi na sexta-feira dia 29/10/10. Foi engrandecedorpara os alunos, apensar de termos notado algumas resistências de alunos nãocatólicos, tudo transcorreu de forma plena. Por isso reiteramos nosso agradecimento,as canções, a mensagem tudo veio de encontro as nossas necessidades. Gostaríamosde contar com sua visita mais vezes em nosso colégio, para a Igreja Perpétuo socorroestamos sempre com as nossas portas abertas. Desta forma fica nossoagradecimento em nome de todos do Colégio Estadual Zacarias. Cordiais saudações”.Prof. Diretor Paulo Colégio Estadual Cons. Zacarias – EFM. Assim, agradecemos o apoio dos confrades e abertura da direção doColégio. Pe. Wilson Marques CSsR Comunidade Missionária do MS. 21
  19. 19. SETORES – MISSÃO QUE INICIA NO CORAÇÃO DE CADA CRISTÃO O Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro iniciou um novo processo de evangelização, a partir das missões redentoristas, propondo a setorização – formar uma rede de comunidades, contemplando assim uma espiritualidade missionária. 22
  20. 20. A terceira fase realizada nos dias nos setores Santo Afonso, São JoãoNewmann, nos dias 25 de outubro à 30 de outubro e São Clemnte nos dias 01 à06 de novembro de 2010. Esta etapa da missão levaram crianças, jovens, idosos,enfim, as famílias a uma comoção espiritual, pelas celebrações temáticasrealizadas às 19h30min nas casas e condomínios e a uma experiência de févivenciada pelos missionários e moradores num encontro pessoal com Jesus omédico de almas, através do sacramento da unção dos enfermos nas visitasrealizada durante o dia aos enfermos. Podemos notar que a experiência de Deus mexe mais com as pessoas doque uma mensagem anunciada a partir da doutrina. Constatamos essaexperiência em partilhas, testemunhos de famílias, e a participação de pessoas deoutras denominações religiosas nas celebrações. O Secretariado Geral para aEvangelização acena para essa realidade nos apontando propostas: “Mas, o cristianismo não consiste no conhecimento de uma doutrina; nem amensagem cristã é um simples sistema doutrinal. Evangelizar não é sobretudoenunciar uma doutrina, propor uma ética ou promover práticas religiosas, masatualizar a experiência salvadora, humanizadora e esperançosa que começou comCristo e em Cristo. Haverá evangelização na medida em que haja anúncio do amorde Deus e na medida em que haja anúncio do amor de Deus e na medida que acomunidade cristã ofereça experiências concretas de vida, sobretudo de vida emcomunidade-grupo, para experimentá-lo”. A experiência da missão redentorista em Curitiba especificamente nossetores nos levou a uma experiência forte, marcante, transformante, e vivificante.Temos que fazer uma reflexão sobre o paradigma da evangelização num centrourbano. É necessário fazer um estudo, uma reflexão acerca da evangelização nos“novos areópagos”, que são os centros de decisão, a vida pública, a cidade, o além-fronteiras(território), as universidades, o ambiente político, as empresas, asescolas, o comércio, os hospitais, repúblicas estudantis, e entre outras realidadesurbanas. Cada espaço, cada setor precisa ser atingido pela missão. A missãourbana, é complexa, compreenda o espaço geográfico – social-cultural-teológico-pastoral-antropológico, reconhecendo cada um na sua singularidade,subjetividade e complexidade. 23
  21. 21. A missão redentorista encerrou a terceira fase com a Celebração daperseverança presidida pelo missionário Pe. Sérgio, e concelebrada pelosmissionários Pe. Alexandre, pregador, Ir. Adilson, conduziu o reenvio e olevantamento do cruzeiro no dia 07 de novembro às 16h, propondo aosmissionários redentoristas representados na pessoa do reitor do Santuário Pe.Celso, e especialmente os discípulos missionários redentoristas dos setores queforam abençoados e reenviados em missão para dar continuidade a quarta fase damissão nos setores. Unidos em Cristo perseveramos. Nossa Senhora do PerpétuoSocorro, rogai por nós! Informa: Missionários redentoristas itinerantes Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Curitiba Paraná 24
  22. 22. ENTREVISTA COM O PADRE GERAL Michael Brehl fala sobre o início do sexênio Michael Brehl, Superior Geral dos Redentoristas, eleito em 2009, assumiu o sexênio 2009-2015 com muita esperança e no espírito do tema do sexênio. Depois de concluir sua primeira faculdade, Padre Brehl ingressa na formação dos Redentoristas indo estudar na Escola de Teologia de Toronto – Canadá. Durante ainda no período de formação atuou no Santuário Redentorista Ste-Anne de Beaupreo, onde aprendeu o francês. Depois dos votos perpétuos atuou vários anos no ministério paroquial, nas missões e vinte anos na formação de novos Redentoristas. Padre Brehl, canadense de origem, hoje com 55 anos de idade,fala neste mês com os confrades de Campo Grande através desta entrevista doCONTACT.1. CONTACT: Nós do CONTACT queremos conversar contigo. Seja bemvindo a esta entrevista!Padre Brehl: Em primeiro lugar é uma alegria muito grande falar com osconfrades da Província de Campo Grande. Sempre ouço coisas boas de vocês.Obrigado pela ajuda que vocês dão à Manaus, Líbano, Coréia, Academia Afonsianae Newark. Parabéns pelo espírito de solidariedade que tem esta Provínciaajudando várias unidades! 25
  23. 23. 2. CONTACT: Depois de um ano como Superior Geral dosRedentoristas, como se sente neste ministério de liderança daCongregação?Padre Brehl: Este primeiro ano como Superior Geral tem sido um tempo deaprendizagem, no ministério da liderança, da animação e também nas decisões.Eu não era membro do conselho geral anterior, e neste ano pude conhecer mais aCongregação mundialmente. Neste primeiro ano já pude visitar os confrades e osleigos associados e as irmãs afiliadas a nós em mais de 20 países. Ouvindo seusdesafios e seus sonhos, percebendo a encarnação da Congregação nos cincocontinentes, com uma rica variedade de culturas e situações sociais. Participandodas primeiras Assembléias das Conferências tem me dado uma ideia sobre anossa presença apostólica. Com toda a diversidade de culturas e línguas, eu tenho percebido aidentidade comum dos Redentoristas. Assim h| uma ‘cultura Redentorista’ nomundo. Há diferenças nas expressões em diferentes lugares do mundo, mas ocoração da nossa Vida Apostólica é a mesma em toda parte na Congregação,expressando a unidade da família Redentorista. A Constituição 20 não é apenasum ideal, mas contem características reais dos Missionários Redentoristas queassumem contorno em nossas vidas e na vida das comunidades. Do mesmo modo, e está ficando mais claro para mim os desafios queenfrentamos mundialmente. Muitos destes desafios são comuns em muitasUnidades, embora em contextos sociais diferentes: crescimento do secularismo,materialismo, empobrecimento... Em algumas áreas há um envelhecimento dosmembros mostrando fragilidade destas Unidades. Mas tudo isto está sendoenfrentado com muito esforço evangélico dos Redentoristas, sendo fiéis a missãode pregar o Evangelho aos mais abandonados, especialmente aos pobres. Há muita esperança e muito encorajamento no trabalho comum dosmembros do Governo Geral da Congregação, em Roma. O XXIV Capítulo Geralelegeu talentosos e comprometidos confrades que forma o time do ConselhoGeral. Formamos, assim, uma comunidade internacional no coração dacongregação. 26
  24. 24. 3. CONTACT: Como você vê o processo de reestruturação? Quais são osdesafios?Padre Brehl: É importante lembrar que o tema do sexenio não éreestruturação, mas a renovação da Congregação em sua vida e sua missão:‘Anunciar o Evangelho de modo sempre novo (St. Clemente), renovada esperança,corações renovados, estruturas renovadas para missão’. O processo dereestruturação deve ser visto a partir da renovação da Congregação. Eu acreditoque a Congregação iniciou o processo muito bem. Quatro Conferências já tiveramsuas primeiras Assembleias e já estão elaborando os seus estatutos, suaprioridades pastorais, formação e solidariedade econômica. A Assembleia daAmérica Latina Caribe será entre os dias 7 a 12 de março de 2011. A AméricaLatina Caribe tem três sub-conferências. O desafio será encontrar meios efetivosde engajar todos os confrades no nível local deste processo. Este foi um aspectoconsiderado pelo Capítulo Geral e isto temos que manter em mente. É importanteque cada confrade e cada comunidade estudem cuidadosamente os princípios dareestruturação (estes princípios estão no documento final do XXIV CapituloGeral). Segundo, será o desafio de pensar e trabalhar além das fronteiras das(vices) Províncias ou Regiões, em vista de engajar a colaboração nos projetoscomuns. Em várias partes da Congregação já existem trabalhos comuns na áreada formação inicial e também em iniciativas pastorais. A missão da URB noSuriname é um exemplo concreto da reestruturação. O terceiro desafio é descobrir meios mais efetivos de otimizar osrecursos humanos e matérias na missão junto aos pobres abandonados. Asdistâncias geográficas, a falta de recursos econômicos, os diferentes idiomas sãodesafios a serem superados. Mas o principal recurso que temos é a ‘culturacomum Redentorista’ presente em todas as partes da Congregação. 27
  25. 25. 4. CONTACT: Como o tema do sexenio está influenciando os confradesmundialmente?Padre Brehl: Em minha experiência, o tema está sendo muito bem aceitopelos confrades. Em alguns lugares temos que relembrar que o tema não é‘reestruturação’. Houve uma confusão porque o tema do XXIV Capítulo Geral eraReestruturação para missão. Mas reestruturação é apenas um elemento do temado sexênio, que é muito mais lato que reestruturação. O tema do sexênio(Anunciar o Evangelho de modo sempre novo...) é realmente sobre conversão erenovação para pregar o Evangelho de modo sempre novo no mundocontemporâneo. Algumas Unidades estão fazendo um esforço para encontrar meioscriativos para apresentar este tema para todos os confrades, através de áudio-visual, reflexões teológicas, retiros, dias de estudos. Muitas unidades têmestudado o tema cuidadosamente nas assembleias Provinciais e nos capítulos. Oprocesso de avaliar as prioridades apostólicas e os planos de pastoral devem ser aluz do tema do sexênio. Em geral os confrades estão bem conscientes queprecisamos ser pioneiros na pregação do Evangelho de modo sempre novo emnossa sociedade contemporânea. Ao mesmo tempo, está crescendo a consciênciaque necessitamos renovar a nossa ‘Vita Apostólica’ em todas as dimensões. Paraos Redentoristas ‘a missão, a vida comunit|ria e a dedicação ao Cristo Redentor’estão integrados num todo. Eu percebo que durante este sexênio o tema vai sendoassumido nas Unidades pelos confrades.5. CONTACT: Deixei uma mensagem para a província!Padre Brehl: Estamos vivendo um momento muito especial com oestabelecimento das Conferências e tornando mais efetivos no serviço derenovação da Congregação. A renovação é um ‘trabalho progresso’ e uma ‘vida emprogresso’, isto é, sempre dinâmica. No mesmo tempo, no início da formação dasConferências, cada confrade e cada Unidade é chamada para conversão erenovação, para responder o chamado num espírito de esperança. Este chamadovem de Deus e a nossa resposta é o trabalho do Espírito Santo, continuando oseguimento de Jesus, o Redentor, na Sua missão de anunciar o Evangelho aos 28
  26. 26. pobres. Nas duas últimas semanas estive nas vices-Províncias de Recife, Manaus eFortaleza. Foi uma alegria estar no Brasil, e conhecer mais a presença daCongregação neste país. È crescente a liderança dos Redentoristas brasileiros emnível de Congregação, e estou confiante que os Redentoristas do Brasil irãocontribuir muito neste momento de renovação para missão. [Entrevista feita em inglês, tradução: Pe. Joaquim Parron, CSsR] ENTREVISTA COM O PADRE PROVINCIAL Joaquim Parron fala sobre o próximo quadriênio Padre Joaquim Parron, hoje com 51 anos de idade, é de origem paulista (Presidente Prudente), mas foi criado no Mato Grosso do Sul (Campo Grande). Emitiu os primeiros votos em 05 de fevereiro de 1981. Professou perpetuamente em 04 de agosto de 1986, momento que ele chama de decisivo em sua vida religiosa. Fez parte do COP (1992-1995), CEP (1995-1997 e 2005-2007), Economato (2001-2004) e atualmente é Provincial reeleito para um quadriênio (2011-2014). Atuou no ministério paroquial,formativo e santuário. Parron tem um grande amor pela Vida Redentorista e ficaentusiasmado quando fala da Vida Apostólico Redentorista. 29
  27. 27. 1. CONTACT: Fale um pouco da tua vocação!Parron: Já com nove anos de idade, na primeira comunhão, senti um desejoem ser religioso/padre, quando naquele dia o nosso pároco pediu para que cadaum rezasse pensando no seu futuro. Mas fui encontrar os Redentoristas somentemais tarde em 1975, na Paróquia St. Antonio, em Campo Grande. Padre TomásSiconolfi (que ainda é vivo e está na Província de Baltimore) me dirigiu por quasedois anos refletindo a vocação Redentorista. Padre Tomás foi falar com meus paise os ajudaram a compreender a importância da Vida Consagrada Redentorista.Minha família tem uma importância muito grande neste momento. Nodiscernimento vocacional sou muito grato aos grandes formadores que tive noprocesso formativo, entre eles ainda estão na Província: Lourenço, Ângelo, Alfeo,Charles Coury. Agradeço também os confrades, pois graças a eles persevero navocação Redentorista. Percebi a confirmação do Senhor ao chamado napreparação para os Votos Perpétuos. Para mim foi muito significativo estemomento dos votos perpétuos, pois era um momento que eu podia dizer ‘sim’com clareza e discernimento. De fato, para nós Redentoristas os Votos Perpétuosé o momento definitivo em nossa vida.2. CONTACT: Como tem sido a tua vivência como Redentorista?Parron: Ainda no processo de formação, como professo, pude experimentar avivência como Redentoristas em trabalhos pastorais no Xaxim e em váriaslocalidades da Província. Naquele tempo fizemos v|rias ‘missõezinhasvocacionais’ com o padre Moacyr Bossay. Depois de encerrar a formação inicialtive o desafio de atuar na região de Miranda e Bodoquena, atuando com a CPT eas pastorais sociais por vários anos. Depois do CETESP atuei na formação inicialpor três anos, ajudei no Perpétuo Socorro de Curitiba. Durante o período que euatuava na formação conclui o Mestrado em Pedagogia Universitária. Em 1996,numa reunião da URB, o meu nome foi indicado pelo padre Márcio Fabri, paraajudar no ITM (Instituto de Teologia Moral). Então, padre Wilton Moraes pediuque eu encaminhasse o doutorado. A experiência de estudar e trabalhar nos EUAme ajudou muito a pensar e atuar num mundo pluralista. No meu retorno dosEUA o ITM havia fechado as portas e então, padre Edson Ulanowicz pediu que euo ajudasse na administração como ecônomo. Mas mesmo assim, não deixo de 30
  28. 28. trabalhar com a ética teológica, pois coordeno o curso de pós-graduação emteologia moral aqui em Curitiba e tenho dado aulas em alguns seminários. Enfim,ser Redentorista faz parte da minha vida e tenho um grande amor por estaCongregação. Sei que entre nós temos ‘santos e pecadores’, e procuro enxergarmais as virtudes do que os pecados dos co-irmãos.3. CONTACT: Como você percebe a Província atualmente?Parron: Percebo uma Província amadurecida e com um potencial enorme.Também percebo uma Província ‘não fechada em si mesma’, mas aberta {Congregação que pede solidariedade. Por exemplo: hoje ajudamos em Manaus, naAcademia Afonsiana, no Líbano, na Coréia e também em Newark. Além disso,temos várias atividades de solidariedade com outras unidades. Não podemos nosenganar querendo que todos sejam ‘santos a partir do meu ponto de vista’, mastemos que perceber a riqueza e o potencial do co-irmão na caminhada. Tenho emmim que ‘se eu quiser mudar o mundo, tenho que mudar a mim primeiro’, isto ébuscar a conversão contínua.4. CONTACT: Como você percebe o valor do tema do sexênio?Parron: O tema do sexênio pede conversão a todos nós: ‘Anunciar o Evangelhode modo sempre novo (St. Clemente), renovada esperança, corações renovados,estruturas renovadas para missão’. É fundamental que todos os confrades e todasas comunidades procurem refletir este tema e perceber como este tema podeajudar no dinamismo missionário. Acredito que este tema vai trazer uma granderenovação da Congregação em nível mundial.5. CONTACT: Quais as urgências atuais para Província?Parron: A Província necessita trabalhar mais a dimensão vocacional (não ficarchorando que não temos vocações), mas estrategicamente elaborar um trabalhoque motive a todos a se unirem neste projeto. Também necessitamos fortalecer anossa Vida Apostólica, que inclui oração, comunidade e missão. Tambémprecisamos revitalizar o sentido profundo da Profissão Religiosa, que é a nossaconsagração ao Deus de amor. 31
  29. 29. 6. CONTACT: Sua mensagem final.Parron: Quero atuar no sentido de serviço neste quadriênio, e estouconsciente que não vou agradar a todos. Muitas decisões importantes não vãoagradar alguns, mas serão decisões necessárias. No entanto, eu não canso deagradecer a perseverança e a fidelidade de tantos confrades que doam a vida pelaCopiosa Redenção nesta Província. (Entrevista concedida ao Pe. Dirson Gonçalves, CSsR) REDENTORISTAS EVANGELIZAM NA FESTA DO ROCIOMilhares de pessoas participaram do evento da Padroeira do Paraná Confrades Abençoam os devotos de Nossa Senhora do Rocio 32
  30. 30. A Festa da Padroeira do Paraná, maior comemoração religiosa do Estado,reuniu milhares de pessoas no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio duranteo mês de novembro. Em sintonia com o Congresso Eucarístico Nacional, com o tema“Mãe do Rocio, Sacrário do Senhor”, os Missionários Redentoristas conduziram ascelebrações, que tiveram início no dia 6 e se estenderam até o dia 16, com arealização diária de missas e novenas, além das tradicionais procissões.Somente no dia 15, data oficial da Padroeira, aproximadamente 100 mil pessoaspassaram pelo Santuário. Um clima de intensa devoção tomou conta da Praça daFé, onde está instalada a gruta de Nossa Senhora. Ali, os devotos fazem suasorações, depositam flores e velas e pedem a proteção da Virgem Maria. O agricultor Leonardo Tulik, de Araucária, foi pedir que Nossa Senhora oabençoe com uma boa colheita. “Também pedi muita saúde e paz para toda minhafamília.” A dona de casa Vera Lucia Santos Lima chegou bem cedo ao Santu|riojunto com uma excursão da cidade de Castro, região dos Campos Gerais. Para ela,j| é uma tradição vir { Festa do Rocio. “Hoje, vim fazer um pedido especial praNossa Senhora do Rocio e se Deus quiser voltarei no próximo ano paraagradecer”, diz. A pensionista Dirce Petersen, de Curitiba, participou de todaprogramação religiosa da festa. “Vim ao Santu|rio pedir pra Nossa Senhora doRocio interceder pela minha filha que estava muito doente, internada na UTI.Graças a Ela, minha filha melhorou, foi uma graça muito especial. Sou devota hámuito tempo e já recebi muitas graças. Meu filho mais velho tava desenganado, omédico disse que ele não ia sobreviver, mas graças a Deus e a Nossa Senhora doRocio hoje ele est| com 40 anos”, relata. A missa campal, presidida pelo bispo emérito de Duque de Caxias, domMauro Morelli, reuniu milhares de fiéis na Praça da Fé e contou com a presençado governador Orlando Pessuti, o senador Flávio Arns e a senadora eleita GleisiHoffmann, além de autoridades locais. 33
  31. 31. Confrades que trabalham no Santuário do Rocio, expressam alegria pelo sucesso da festa. O ponto alto da programação foi a tradicional Procissão Soleneda Mãe do Rocio, que já é a segunda maior do Brasil. Milhares de pessoasacompanharam a imagem até a Catedral Nossa Senhora do Rosário, no centro dacidade. Muitos fizeram o trajeto descalços em agradecimento pelas graçasrecebidas. Para padre Sérgio Campos este evento ajuda fortemente no processo deevangelização do povo do Paraná. Queremos evangelizar com Maria, pois ela é osacrário do Senhor. Padre Luiz Langer, ressaltou, a devoção à Mãe do Rocio estácrescendo em todo o Paraná. Já padre Ademar Maia, que lançou um livro sobre ahistória do Rocio, afirmou que cultura e fé se misturam nesta devoção mariana. DEVOÇÃO A devoção a Nossa Senhora do Rocio existe desde o século XVII eespalhou-se pelo Brasil afora. Conta a tradição que, no local onde hoje está oSantuário, moravam humildes pescadores. Certa vez, um deles, chamado Pai Berê,insistia em lançar a rede ao mar, sem conseguir um só peixe. Desanimado,suplicou aos céus que não o desamparasse e ao jogar a rede pela última vez 34
  32. 32. encontrou uma pequenina imagem de Nossa Senhora. A partir daquele dia, apescaria tornou-se farta e abundante para todos. A fé em Nossa Senhora do Rocio se expandiu ainda mais entre apopulação a partir de 1686, depois que uma peste matou várias famílias. O povorecorreu à Mãe do Rocio e foi atendido. A partir daí, a fé em Nossa Senhora doRocio só cresceu e ela se tornou intercessora para levar a Deus os pedidos maisurgentes e difíceis. Em 1977, a Santa Fé declarou Nossa Senhora do Rocio comopadroeira do Paraná. Na linguagem antiga, Rocio quer dizer orvalho. Os Redentoristas da Província de Campo Grande pastoreiam estesantuário há vários anos, no entanto, nos últimos anos a devoção cresceu com ouso mais constante dos meios de comunicações sociais. (fonte: Folha do Litoral) A GOTINHA QUE SALVA Missão no Hospital das Clinicas em Curitiba Pregar missão no Hospital das clinicas, não foi apenas administrar sacramento e levar Jesus para os doentes, mas também visitar e cuidar de Jesus na pessoa dos enfermos, “Eu estava doente e cuidastes de mim”(Mt 25, 36). Alguns de casa brincavam comigo, chamando-me de São Camilo de Lellis, pois todos os dias eu saia de habito para o hospital, mas eu preferia ser chamado de Santo Afonso do Hospital dos incuráveis. 35
  33. 33. Durante uma semana a equipe itinerante de missão, forneceu ummissionário para pregar missão no hospital das clinicas. Foram momentos demuitas graças e curas para os enfermos, familiares e funcionários, com visitas nosquartos, unção dos enfermos, confissões e missas na capela do Hospital. A gotinha que salva era o lema das visitas aos doentes nas enfermarias.“Alguém dentre vós esta doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para queorem sobre ele, ungindo-o com óleo no nome do Senhor. A oração feita com fésalvará o doente, e o Senhor o levantará. E se tiver cometido pecados, receberá operdão”. (Tiago 5, 14-15) O fato da gotinha, era devido alguns pacientes estarem internados emquartos de isolamento, por motivo de infecção hospitalar, sendo assim, a unçãodos enfermos era ministrada com um frasco de conta gotas para evitar o contatofísico com o paciente. Devido eu estar com habito e um jaleco branco por cima, segurando ofrasquinho com o óleo da unção, teve uma criança da ala infantil que disse quenão queria tomar o remédio, mas com muito jeito eu disse a ela que eu só iriapingar um remedinho de Jesus na testinha dela e que logo ela iria sarar e voltarpara casa, na mesma hora ela concordou. Tive o privilégio de encontrar alguns ministros do Santuário PerpétuoSocorro, que são voluntários no Hospital, mas acreditamos que precisa de maisvoluntários e uma colaboração mais efectiva dos Redentoristas do Santuário. Pe Alex de Castro, C.Ss.R. 36
  34. 34. JUMIRE NO HALLEL Redentoristas Evangelizando de Modo Sempre Novo O Hallel é o maior evento de música católica da América Latina. Com aproposta inovadora de evangelização e anúncio da Palavra de Deus. A palavra Hallel é de origem aramaica e significa cântico de louvor a Deus, música que celebra a vida. Era uma grande manifestação do povo que louvava a Deus através dos sons de instrumentos musicais e da dança, cf Salmos 135 (136), 150. Nos dias atuais, em lugar de cítaras, harpas, liras e trombetas, ouvimosguitarras baterias, teclados, percussão, baixos, microfones e efeitos especiais, comqualidade para que o anúncio de Jesus Cristo chegue às pessoas. Mais de 100 mil pessoas participaram da 16ª edição do Hallel deMaringá, ocorrida no sábado 13 e 14 de novembro, com o tema "Meu Senhor eMeu Deus", o evento ocorreu no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro.Grande público pôde conferir a apresentação do mexicano Martin Valverde, alémde nomes cristãos de grande sucesso nacional, como Adriana e a banda Rosa deSaron. No Hallel do ano passado, foi registrado um público de 85 milparticipantes. Varias Congregações e comunidades de vida, participaram doevento, fazendo exposição de seus carismas. Os Redentoristas representados pelaProvíncia de Campo Grande se fizeram presente através do JUMIRE e aparticipação especial dos Junioristas. Foi montado um Stand Vocacional compromoção e apresentação dos trabalhos do Santuário N S Perpétuo Socorro deCuritiba. 37
  35. 35. JUMIRE, Junioristas e Pe. Alexandre no Hallel, trabalhando pelas vocações. Pe Alex cssr assessor JUMIRE CONVIVÊNCIA VOCACIONAL Jovens preparam-se para ingressar na formação Redentorista Deus sempre surpreende! Continua chamando e enviando para aMissão, razão pela qual, nos dias 27 e 28 de novembro, 11 jovens oriundos dasvárias comunidades do PR e MS, participaram de mais uma ConvivênciaVocacional, coordenada pelo Promotor Vocacional, Pe. Marcos Vinicius, na Casade Formação Santo Afonso, em Ponta Grossa-PR, com a participação e ajuda dosconfrades: Joaquim Parron (Superior Provincial), Celso Cruz, Paulo Nascimento,Antonio Mello e Aparecido (juniorista). 38
  36. 36. Os candidatos são oriundos das seguintes regiões: dois jovens daParóquia Nossa Senhora da Guia-Lageado-Campo Grande, dois jovens deTelêmaco Borba, quatro jovens de Paranaguá e região, um jovem de CampoMourão, um jovem de Nova Esperança e um jovem de Carambei. Algumas comunidades locais da Província fizeram um bom trabalhovocacional e enviaram jovens para esta convivência. Isto é motivador para anossa caminhada Redentorista. Fica o desafio para que outras comunidades paratambém fazerem este trabalho de animação vocacional neste quadriênio que estápara iniciar. Pe. Parron e o Secretariado de Formação na convivência vocacional em Ponta Grossa-Pr. 39
  37. 37. REDENTORISTAS CELEBRAM 80 ANOS DE MS E PR Da origem norte-americana à Província brasileira, uma história de fé, devoção e perseverança Os Missionários Redentoristas da Província de Campo Grande estãocelebrando 80 anos de atuação no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Uma históriade interação entre dois países, dois estados e dois povos, diferentes em quasetudo, separados por milhares de quilômetros, mas com algo em comum: o mesmoideal. Uma semelhança que, ao longo de oito décadas inspira, comove e mobilizamultidões. Um legado de fé e esperança, devoção e perseverança, que foilembrado neste domingo (14/11), em Paranaguá, durante os festejos de NossaSenhora do Rocio, Padroeira do Paraná, uma das comunidades religiosas doestado sob a coordenação da Província. Os primeiros redentoristas desembarcaram no Brasil em 1930,vindos de Nova York, nos Estados Unidos. As primeiras incursões foramna região do Pantanal do Mato Grosso do Sul e, em seguida, Tibagi,Paranaguá, Telêmaco Borba eCuritiba, onde está uma dasprincipais referências daProvíncia, o Santuário NossaSenhora do Perpétuo Socorro,no bairro Alto da Glória, quereúne, todas as quartas-feiras,mais de 30 mil pessoas. Sãodevotos de toda a RegiãoMetropolitana de outras cidadesdo Paraná e do Brasil que vêmacompanhar as tradicionaisnovenas, que ocorrem das 6 às22 horas. 40
  38. 38. Mas o trabalho, que teve início com padres norte-americanos, hoje temvida e identidade tupiniquim. Alguns dos pioneiros ainda estão na ativa. Eles sãoa história viva da Província e dos missionários no Brasil. Mas, atualmente, agrande maioria dos confrades é de religiosos brasileiros. Padres e irmãos quefazem, inclusive, o caminho inverso, participando de missões de evangelização naAmérica do Norte. O padre Joaquim Parron, Provincial Redentorista, lembra do esforço dosnorte-americanos em aprender a língua portuguesa e se adaptar à culturabrasileira. “Tudo era diferente, alimentação, língua, costumes, mas a nossa grandepaixão era evangelizar o povo”, afirma o padre Egídio Gardiner, um dos pioneiros,hoje com 97 anos de idade. Embora tenha uma idade avançada, padre Egídio,continua atuando nos trabalhos pastorais em Telêmaco Borba. Na sequência, pouco a pouco vieram as vocações brasileiras. O primeiroRedentorista brasileiro da província foi o padre Armando Russo, ainda vivo, com86 anos de idade, ainda atuante no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.“Os primeiros confrades norte-americanos foram meus heróis. E foi animado pelochamado de Deus que entrei nesta amada congregação”, diz padre Armando. Atualmente, a Província é composta de aproximadamente de 70confrades, dos quais a maioria é nativa. “Somos muito gratos aos redentoristasque vieram de Nova York, pois eles lançaram a semente que vingou e produziuem terras brasileiras”, destaca padre Joaquim Parron. De duas missões, abertasem Aquidauana e Miranda (MS), hoje a província congrega: três santuários, váriasparóquias, duas comunidades missionárias itinerantes e várias obras sociais,como recuperação de alcoólatras. Há, assim, um enorme trabalho social, seja na recuperação de pessoasdependentes (com chácaras em Telêmaco Borba e Ponta Grossa) e com centrossociais que promovem os mais necessitados. O braço social dos Redentoristassempre esteve a serviço dos mais pobres, primeiro eram as escolas e agora são oscentros sociais, afirma padre Parron. 41
  39. 39. NOSSA SENHORA DA GUIA – LAGEADO Por uma paróquia missionáriaAnimados pelo espírito da Conferência de Aparecida e com os projetos deevangelização da CNBB e da Arquidiocese de Campo Grande, a paróquia NossaSenhora da Guia vem passando por um processo de reestruturação na busca de“evangelizar de modo sempre novo”. Esse processo d|-se em três níveis:FORMAÇÃO E ESPIRITUALIDADE: São dois temas que caminham juntos. A partir do carisma próprio dos missionários redentoristas e com o desejo de não ter uma paróquia de “manutenção”, mas “decididamente mission|ria”, estamos passando por um processo de reestruturação que tem dois eixos: formação eespiritualidade. Na assembléia paroquial do início de 2010, as liderançasdecidiram que deveríamos investir e formar novos líderes, capacitando-os paramelhor servir. Investimos, então, na catequese, nos jovens e nas famílias. Osresultados são visíveis. Paralelo a isso, foram criados fortes momentos deespiritualidade porque não adianta capacitar sem fortalecer a fé. Não precisamosde técnicos, mas discípulos de Jesus.Foram realizados retiros espirituais, missas temáticas (como a missa doSantíssimo e a missa da Misericórdia), celebração religiosa e espiritual de casapadroeiro das comunidades, distribuição de 1.000 bíblias para as lideranças,Novenário na padroeira da paróquia, incentivo ao ECC (Encontro de Casais comCristo), resgate da devoção popular e das festas religiosas. Graças a Deus houveum envolvimento das pessoas e um crescimento das comunidades. 42
  40. 40. PASTORAIS E EVANGELIZAÇÃO: Também são dois temas que devem caminhar juntos. Com lideranças bem formadas e orientadas, com espiritualidade firme e sabendo para onde caminham, as pastorais ganham novo vigor e dinamismo. Aqui na paróquia fortalecemos as pastorais estruturais: catequese, dízimo, liturgia, MECES e pastoral familiar Investidura de Novos Ministros Estraordinários da Comunhão. (ECC). A Arquidiocese de Campo Grande está no auge davivencia do 11º Plano de Pastoral que foca como prioridade, a Setorização. Todasas pastorais se esforçam, desse modo, para que a paróquia seja setorizada, ouseja, as famílias sejam organizadas em pequenos setores, onde acontecemorações, terços, atendimentos aos enfermos, catequização de adultos eencaminhamento para a vida de comunidade. Ainda temos muito que fazer nessaárea, mas há uma conscientização de que o caminho da evangelização realmente éesse, das pequenas células, dos núcleos, dos setores.CONSTRUÇÕES E REFORMAS: Dentro da perspectiva de que a boa acolhida faz a toda a diferença, estamos também investindo na infra-estrutura de nossas comunidades. Precisamos aumentar nossas igrejas, melhorar as instalações, ter salas de catequese, salões para eventos, Obras na Matriz Nossa Senhora da Guia 43
  41. 41. cozinhas comunitárias, etc. Durante o ano de 2010 foram investidos mais de R$100.000,00 (Cem mil reais) nas obras das sete comunidades. Todo esse valor veiodo Dízimo consciente, das campanhas especiais e dos projetos de captação derecursos, além das festas (pastelada, festa de padroeiro, churrasco dançante,show de prêmios, etc). A paróquia inteira se mobilizou e todas as comunidadespassaram por reformas e/ou ampliações. Crescemos de forma igual. Nenhumacomunidade foi deixada para trás. Todas fortaleceram as suas coordenações paramotivarem o povo de Deus a participar e se comprometer.Enfim, uma paróquia missionária precisa de todas essas áreas funcionando(formação e espiritualidade, pastorais e evangelização, construções e reformas).A dinamicidade dos grupos, das pessoas, dos dons, das comunidades vai fazendocom que a engrenagem toda se movimente. É no desinstalar-se que a missãoacontece de fato, saindo do previsível, do quotidiano, do já estabelecido, indo abusca do novo, do diferente, do crescimento e da renovação. Nós agradecemos atodas as pessoas que acreditam no sonho da missão. Todos os confrades que nosapoiaram e incentivaram durante esse ano de 2010. Foi um tempo especial demuito trabalho, dentro de tantas limitações. Mas valeu a pena o desejo de fazertudo de modo sempre novo. Essa dinâmica que está na alma de nosso carismamissionário faz parte de nosso ser redentorista como província de Campo Grande. Pe. Dirson Gonçalves, CSsR e Pe. Roberto Claudiano, CSsR 44
  42. 42. MISSÃO DOS POSTULANTES NO LAGEADO Por uma paróquia missionária Ainda dentro do espírito de evangelização e missão, a Paróquia NossaSenhora da Guia estará com um trabalho diferente na primeira quinzena deDezembro. Os postulantes redentoristas estarão todos na paróquia fazendo umtrabalho de missão. Nos primeiros dias estarão sozinhos. Nos últimos dias contarão com a ajuda da Equipe Missionária deAquidauana. O foco do trabalho é a setorização, visitas as famílias, celebraçõestemáticas e preparação para as novenas de natal. Um trabalho genuinamenteredentorista e uma integração entre a paróquia missionária, a equipe missionáriae os nossos dedicados postulantes missionários. Agradecemos ao Pe. Parron e ao Pe. Mello pelo grande apoio e incentivo.Com certeza será um tempo marcante e especial para todos que participarem doprojeto. Que a intercessão de Santo Afonso e todos os santos redentoristasestejam conosco, nos motivando. Teremos a presença dos postulantes: Bruno,Sérgio, Oliton, Cleverson, Rodrigo e Cássio. E dos confrades: Pe. Roque, Pe. Wilson,Pe. Sérgio e Ir. Hélio. 45
  43. 43. DATAS IMPORTANTES 46
  44. 44. Contact em “Capas”: As capas dos meses de Abril a Novembro de 2010. 47
  45. 45. 48

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