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Resistências à Ditadura Militar no Brasil
 

Resistências à Ditadura Militar no Brasil

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    Resistências à Ditadura Militar no Brasil Resistências à Ditadura Militar no Brasil Document Transcript

    • CENTRO EDUCACIONAL SESI - 1093ºA – ENSINO MÉDIOLeonardo RonneTrabalho Destinado a Disciplina de HistóriaResistências À Ditadura Militar No BrasilFranca, 02 de Maio de 2012
    • 1. Movimento Estudantil.O movimento estudantil (ME) historicamente sempre esteve alinhado asgrandes lutas que ocorreram no país. Na ditadura militar os estudantes foram àlinha de frente das organizações que lutavam contra o regime e foramdecisivos para o processo de redemocratização no país. Na década de 1970,em meio ao período decadente e não menos violento da ditadura, osestudantes mostravam suas forças criando e reconstituindo suas entidades deluta. É nesse momento que se reconstitui a UNE (união nacional dosestudantes). Esse movimento vinha em resposta à truculência da ditadura, umdos casos mais conhecidos dessa época foi a morte do estudante Edson Luisem 1968, morto por PM´s no refeitório de sua universidade quando preparava-se para uma passeata.Os Estudantes, organizados pela UNE era um dos grupos que maispressionavam o governo João Goulart no sentido de fazê-lo avançar eradicalizar, na realização das reformas sociais. Por isso, aos olhos dos militaresque tomaram o poder, eles eram um dos setores mais identificados com aesquerda comunista e isso se justificava para a intensa perseguição que seestabeleceu.Logo em novembro de 1964 o governo Castelo Branco aprovou uma lei quereorganizava as entidades, proibindo-as de desenvolverem atividades políticas.Os estudantes reagiram negando-se a participar das novas entidades oficiaise realizando manifestações públicas (passeatas), que se tornaram cada vezmais freqüentes e concorridas. Ao mesmo tempo, o movimento estudantilprocurou assegurar a existência das suas entidades legítimas, agora naclandestinidade.As manifestações estudantis foram os mais expressivos meios de denúnciae reação contra a subordinação brasileira aos conceitos do capitalismo norte-americano. O movimento estudantil não parava de crescer, e com ele arepressão. No dia 28 de março de 1968 uma manifestação contra a máqualidade do ensino, realizada no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de
    • Janeiro, foi violentamente reprimida pela polícia, resultando na morte doestudante Edson Luís Lima Souto.Em outubro do mesmo ano, a UNE (na ilegalidade) convocou um congressopara a pequena cidade de Ibiúna, no interior de São Paulo. A polícia descobriua reunião, invadiu o local e prendeu os estudantes.2. Movimentos Urbanos e RuraisA greve dos metalúrgicos de Osasco, São Paulo, e de Contagem, MinasGerais, ambas em 1968, foram as últimas manifestações operárias da décadade 60. Em 12 de maio de 1978, a greve de 1.600 trabalhadores, no ABCpaulista, marcou a volta do movimento operário à cena política. Em junho,movimento se espalhou por São Paulo, Osasco e Campinas. Até 27 de julhoregistraram-se 166 acordos entre empresas e sindicatos, beneficiando cerca de280 mil trabalhadores.Em conseqüência de uma greve realizada no dia 1º de Abril de 1980 pelosmetalúrgicos do ABC paulista e de mais 15 cidades do interior de São Paulo,no dia 17 de Abril, o ministro do Trabalho, Murillo Macedo, determinou aintervenção nos sindicatos de São Bernardo do Campo e Santo André,prendendo 13 líderes sindicais dois dias depois. A organização da grevemobilizou estudantes e membros da Igreja.A resistência aconteceu também no campo. Além da sindicalização,registrou-se a formação de Ligas Camponesas que, sobretudo no Nordeste,sob a liderança do advogado Franscisco Julião, foram importantesinstrumentos de organização e de atuação dos camponeses. Em 15 de maio de1984 cerca de 5 mil cortadores de cana e colhedores de laranja do interiorpaulista entraram em greve por melhores salários e condições de trabalho. Nodia seguinte invadiram as cidades de Guariba e Bebedouro. Um canavial foiincendiado. O movimento foi reprimido por 300 soldados. Greves detrabalhadores se espalharam por várias regiões do país, principalmente noNordeste.