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Conflito entre Palestina e Israel (trabalho escrito)
 

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    Conflito entre Palestina e Israel (trabalho escrito) Conflito entre Palestina e Israel (trabalho escrito) Document Transcript

    • CENTRO EDUCACIONAL SESI - 1093ºA – ENSINO MÉDIOLeonardo RonneTrabalho Destinado a Disciplina de GeografiaConflito entre Palestina e IsraelFranca, 05 de Outubro de 2012
    • Conflito: Palestina e Israel1. IntroduçãoOs conflitos entre Israel e Palestina nasceram em tempos remotos, pois seenraízam nos ancestrais confrontos entre árabes e israelenses. Mas os embates entreestes povos, que detêm a mesma origem étnica, recrudesceram no final do séculoXIX, quando o povo judeu, cansado do exílio, passou a expressar o desejo de retornarpara sua antiga pátria, até então habitada em grande parte pelos palestinos, emborasob o domínio dos otomanos.O ideal judaico de retorno á terra natal de seus antepassados éconhecido como Sionismo, vigente desde 1897, estimulado pela Declaração deBalfour, iniciativa britânica, que dá aos judeus aquilo que até então eles não tinham,direitos políticos próprios de um povo. Neste momento, vários colonos judeuscomeçaram a partir na direção da terra prometida.2. Versão BíblicaAs histórias dos povos judeus e palestinos começam de dois personagens daBíblia, filhos de Abraão, Ismael e Isaac. Sendo que Ismael deu origem ao povopalestino e Isaac aos judeus.Ismael é filho de Abraão com Agar, a escrava. Sara esposa de Abraão eraestérea e tinha uma idade avançada, Deus havia prometido um filho ao casal, mascom a demora da promessa se cumprir, Sara mandou seu marido engravidar aescrava, e depois que o filho nascesse ela o trataria como se fosse seu.Passados quatorze anos, Sara concebeu Isaac, esse sim o filho da promessa.Quando crescidos, Ismael caçoava de Isaac, Sara disse a Abraão então, querejeitasse a escrava e seu filho. Dizendo: “O filho dessa escrava não será herdeirocom Isaac, meu filho.”Abraão achou penoso tomar tal atitude, mas Deus disse a ele que não temessee obedecesse à sua mulher. Deus afirmou ainda que Ismael seria chamado àdescendência de Abraão.
    • “Abraão acordou de madrugada, tomou pão e um odre de água, pôs nascostas de Agar, deu-lhe o menino e a despediu.” (Gênesis 21.14)Gênesis 12.1: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vaipara a terra que te mostrarei. De ti farei uma grande nação, e te abençoarei".Gênesis 12.7: "Darei à tua descendência esta terra.”Gênesis 13.14: "Ergue os olhos desde onde estás para o norte, para o sul,para o oriente e para o ocidente, porque toda esta terra darei a ti e à tua descendênciapara sempre."Gênesis 15.18: "Naquele dia fez o Senhor aliança com Abraão, dizendo: à tuadescendência dei esta terra, desde o rio do Egito (córrego Arish) até o grande rioEufrates.”Estes foram os limites de Israel marcados por Deus. E o território entre Nabluse Hebrom é exatamente o lugar que está sendo requisitado pelos Palestinos."Quanto a Ismael, eu te ouvi: Abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicareiextraordinariamente; [...] dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém,estabelecê-la-ei com Isaque." Gênesis, 17. 20. Segundo especialistas em OrienteMédio, os povos árabes são 38 vezes mais numerosos que Israel, e o território deles é574 vezes maior que o de Israel, sem contar hoje o controle total do petróleo, que seencontra nas mãos do povo Árabe.Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina,biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentespróximos umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios.Pesquisadores fizeram um estudo de DNA e comprovaram que judeus eárabes são parentes próximos, como diz a Bíblia. A descoberta significa que todos sãooriginários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há4.000 anos.3. Versão HistóricaOs hebreus, povo do qual descendem os judeus, foram os primeiros a habitar aregião (cerca de 2000 a.C.). Os judeus foram expulsos da Palestina pelos romanos
    • que os dominaram. Passaram então a viver espalhados por várias regiões do mundo.Embora dispersos pelo mundo, os judeus preservaram uma profunda consciêncianacional e conservaram suas tradições religiosas e seus costumes.Com o fim do Império Romano e a criação do Islamismo, no século VII, aPalestina passou a ser dominada pelos árabes. O povo palestino lá permaneceumesmo sem formar um país.3.1 Períodos:• Jugo Otomano: Desde o ano 1516, a terra conhecida pelos romanoscomo Palestina era parte do Império Turco Otomano. Região inóspita,agrária e economicamente estagnada, dividida em três distritosadministrativos, todos ligados à Síria Meridional.• Mandato Britânico: Em 1920, após a conquista no campo de batalha,a Liga das Nações confiou um grande torrão do Oriente Médio à Grã-Bretanha, com a principal missão de facilitar o estabelecimento de umanação para o povo judeu – de acordo com os termos da Declaração deBalfour (1917). Ao nome Palestina foi acrescentado o termo EretzIsrael(Terra de Israel, em hebraico).• Divisão Administrativa Britânica: Na tentativa de garantir segurança eordem à problemática região, a Grã-Bretanha, em 1922, dividiu aPalestina em dois Distritos administrativos. A área a leste do rio Jordãoé denominada Transjordânia foi entregue para administração ao emirAbdullah, respeitando os termos britânicos. Os judeus poderiam ficarapenas a oeste - 22% da área total do mandato da Palestina.3.2 Propostas de Partilha• Proposta de Partilha: Comissão Peel: Depois da revolta árabe de1936, o governo britânico montou uma comissão para investigar aquestão Palestina. Em 1937, seu relatório final recomendou a aboliçãodo mandato (exceto em duas áreas, uma delas Jerusalém) e a criaçãode estados independentes. Árabes rebateram o plano, judeus dividiram-
    • se -mas o governo britânico rejeitou a sugestão, considerando a partilhaimpraticável.• Proposta de Partilha ONU: As Nações Unidas aprovaram em 1947 umplano de partilha da Palestina em dois estados, um árabe e outro judeu- a Transjordânia havia obtido sua independência um ano anterior.Jerusalém seria considerada zona internacional. A proposta foi aceitapelos judeus, mas recusada pelos árabes. Em 14 de maio de 1948,Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel.4. Guerras e Organizações• Primeira Guerra Árabe-Isralense: Os árabes palestinos não aceitaram apartilha e atacaram Israel. Os israelenses venceram a guerra e anexaramterritórios palestinos previstos pela ONU. A partir daí, o conflito entre Israel eárabes, especialmente os palestinos, tornou-se constante.• Organização para a Libertação da Palestina: Em 1964, líderes de paísesárabes fundaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A OLPé uma organização política e militar formada com a finalidade de unir os grupospalestinos em oposição à presença israelense no antigo território da Palestina.• Guerra dos Seis Dias: Em 1967, Egito, Síria e Jordânia atacaram Israel, quereagiu com um ataque-relâmpago e venceu em seis dias os três exércitos econquista a Faixa de Gaza, o Sinai, a Cisjordânia e as Colinas de Golã.• Guerra do Yom Kippur: Em 6 de outubro de 1973, forças do Egito e da Sírialançaram um ataque-surpresa contra Israel, no dia do feriado judaico do YomKippur (Dia do Perdão). O exército israelense, porém, contra-atacou. Os paísesárabes produtores de petróleo ameaçaram o Ocidente com um boicote aospaíses que apoiaram Israel, provocando a alta dos preços do petróleo e umacrise econômica de repercussão mundial.
    • 5. Acordos de paz:• Acordos de Oslo (1993): Um plano de paz provisório foi assinado pelo líderpalestino, Yasser Arafat, e o primeiro-ministro de ISrael, Yitzhak Rabin, emWashington (EUA), após negociações secretas em Oslo, na Noruega. Omediador foi o presidente americano Bill Clinton.Negociações:1. O reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP;2. A criação da Autoridade Nacional Palestina, com a devoluçãogradual da autonomia e de terras aos palestinos;3. A retirada de tropas israelenses de partes da Cisjordânia e da faixade Gaza.• Conferência de Maryland (1998): O líder palestino, Yasser Arafat, e o premiêisraelense, Benjamin Netanyahu, participaram de um encontro em Wye River,Maryland(EUA). Novamente o mediador foi o presidente americano Bill Clinton.Negociações:1. Israel concordou em passar os palestinos o controle de mais de 13%do território na Cisjordânia, aumentando o controle palestino paracerca de 40%;2. O país também prometeu libertar presos palestinos e suspenderrestrições comerciais.• Acordos de Camp David (2000): O líder palestino, Yasser Arafat, e o premiêisraelense, Ehud Barak, se reuniram em Camp David, Maryland (EUA), após ofim do prazo para acordos provisórios. Mais uma vez o mediador foi opresidente americano Bill Clinton.Negociações:1. Israel ofereceu um estado palestino em Gaza e a maior parte daCisjordânia, além de uma base em Jerusalém;2. Teria que manter 69 assentamentos judaicos em terras palestinas;
    • 3. Não queria a volta dos palestinos expulsos durante a Guerra deIndependência em 1948.• Conferência de Annapolis (2007): O presidente da Autoridade NacionalPalestina, Mahmoud Abbas, e o premiê israelense, Ehoud Olmert, participaramde encontro na Academia Naval dos EUA em Annapolis, Maryland (EUA). Omediador foi o presidente americano George W. Bush.Negociações:1. Estabelecimento de um estado palestino.6. Conclusão• Que razões tem os judeus para acreditar que essa terra lhes pertence?1. Algumas pessoas pensam que Deus se comprometeu a dar a terra aIsrael hoje por causa da promessa a Abraão: "Toda a terra de Canaã,onde agora você é estrangeiro, darei como propriedade perpétua avocê e a seus descendentes; e serei o Deus deles" (Gênesis 17:8);2. Após séculos de trágicas Cruzadas, que persergue por fim oHolocausto, as maiores partes dos judeus acreditam que apenasestarão a salvo de perseguições se existir um Estado Judeuindependente.• Que razões tem os árabes para acreditar que essa terra lhes pertence?1. Os povos árabes habitaram essa terra por séculos. Suas presençasaumentaram significativamente após a conquista muçulmana no séculoVII;2. Jerusalém é um centro cultural, social e religioso para a populaçãoárabe;3. Lá ficam as Mesquitas de al-Aqsa e de Omar, o 3º local mais sagradopara os muçulmanos.