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Classe e Estado na teoria política recente CARNOY, Martin.  Estado e Teoria Política . Campinas, SP: Papirus,1990.
<ul><li>Visão norte americana, fundamento em J. Locke e Adam Smith, Estado do “bem comum”, ausência da noção da existência...
<ul><li>Erik Olin Wright - Marxistas norte americanos reagem:  </li></ul><ul><li>rejeitam as hipóteses testáveis; </li></u...
1. Relação entre a classe no capitalismo e o Estado (Estrutura do poder) <ul><li>Relação entre economia e Estado: reproduç...
<ul><li>Classe alta: quantidade desproporcional de riqueza, controla os grupos que tomam as decisões no país. Seleciona e ...
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<ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Reduzir a taxa decrescente de lucros; </li></ul><ul><li>Cobrir despesas de legitimação ...
<ul><li>Limite da acumulação: crise do subconsumo e crescimento dos movimentos operários </li></ul><ul><li>Troca a visão k...
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Classe e estado na teoria política recente

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  1. 1. Classe e Estado na teoria política recente CARNOY, Martin. Estado e Teoria Política . Campinas, SP: Papirus,1990.
  2. 2. <ul><li>Visão norte americana, fundamento em J. Locke e Adam Smith, Estado do “bem comum”, ausência da noção da existência de classes sociais antagônicas. </li></ul><ul><li>Novas perspectivas: a partir da discussão de classe, numa versão Americana da tradição marxista européia. </li></ul><ul><ul><li>Preocupada com a relação entre capitalismo e movimentos sociais (discussão do tema democracia) </li></ul></ul><ul><ul><li>O efeito da realidade política americana sobre a democracia, saber se há conflito inerente na relação entre capitalismo e democracia e como isso reflete no Estado. </li></ul></ul><ul><ul><li>Trabalho de investigação baseado em dados empíricos (teoria econômica neoclássica, teoria social parsoniana, política empirista-pluralista) </li></ul></ul>
  3. 3. <ul><li>Erik Olin Wright - Marxistas norte americanos reagem: </li></ul><ul><li>rejeitam as hipóteses testáveis; </li></ul><ul><li>produzem estudos marxistas com base empírica; </li></ul><ul><li>Pesquisas fundamentadas nas discussões dialéticas históricas e não em categorias predefinidas. </li></ul><ul><li>Três áreas: relação entre capitalistas e o estado; relação entre a lógica do capital e as políticas de Estado; luta de classes e o Estado. </li></ul>
  4. 4. 1. Relação entre a classe no capitalismo e o Estado (Estrutura do poder) <ul><li>Relação entre economia e Estado: reprodução das relações capitalistas de produção </li></ul><ul><li>EUA: classe alta é a classe dominante: </li></ul><ul><li>Discussão sobre a possibilidade de mobilidade social dos não membros em direção ao grupo dominante </li></ul><ul><li>Conflitos no seio da classe dominante (Estado, enquanto os interesses da elite) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Classe alta: quantidade desproporcional de riqueza, controla os grupos que tomam as decisões no país. Seleciona e treina o grupo governamental (elite no poder). Visão de Marx/Gramsci/Poulantzas: quem tem a hegemonia econômica, tem a hegemonia política do poder;(Estado como estrutura política do poder) </li></ul><ul><li>Poulantzas: a participação da classe governante no Estado é efeito e não causa da reprodução capitalista, em razão do funcionamento do próprio sistema. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Domhoff: Classe dominante mantém a sua posição sem restringir a entrada de outros grupos; no conflito dentro da classe dominante Estado joga contra alguns interesses sem deixar de representar o todo. </li></ul><ul><li>Przeworski: os interesses entre capital e o trabalho podem não ser irreconciliáveis, questão do consumo; </li></ul><ul><li>Estado é espaço de conciliação, acordo coorporativo (crise hegemônica/ Gramsci). O Estado pode operar como representante ideologicamente impassível na relação capital X trabalho </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Crítica pós-estruturalista: </li></ul><ul><li>Block: a classe dominante não tem consciência de classe, divisão entre os que acumulam capital e os que dirigem o aparelho de Estado. A capacidade de racionalidade do capitalismo é resultado do conflito entre a classe capitalista/ administrativa do aparelho de Estado/ classe trabalhadora. ( Offe: a administração do Estado reproduz as relações capitalistas porque dependem economicamente da burguesia) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A luta de classes é responsável pela dinâmica capitalista. </li></ul><ul><li>Estado agente relativamente autônomo frente a classe dominante, é o terceiro agente da luta de classes (visão que não trabalha a questão mundial e despreza a questão hegemômica) </li></ul>
  9. 9. A relação entre a acumulação de capital, legitimidade e Estado <ul><li>James O’Connor: análise do Estado no contexto da luta de classes e da lógica do capital. </li></ul><ul><li>Trabalho com a questão da subprodução capitalista e não da superprodução. </li></ul><ul><li>A crise do Estado desenvolveu-se de acordo com a sua própria lógica e está relacionada reciprocamente e dialéticamente com a crise econômica </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Papel econômico do Estado é intervencionista (atividades fiscais do Estado): </li></ul><ul><ul><li>Contradições da extração de impostos para garantir a acumulação e legitimar o desenvolvimento capitalista </li></ul></ul><ul><ul><li>Contradições no processo de trabalho dentro do Estado. (fusão base econômica e superestrutura) </li></ul></ul><ul><li>O Estado assume as empresas não lucrativas e aumenta os tributos para garantir a acumulação privada </li></ul><ul><li>O Estado intervém para administrar o conflito de classes, regulando a relação capital/trabalho </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O Estado garante os gastos que subsidiam a acumulação do capital privado (infra) </li></ul><ul><li>Cobre os custos sociais da produção, despesas para estabilizar a ordem social, transferência de renda. </li></ul><ul><li>Duas contradições do aumento de encargos: </li></ul><ul><li>A expansão do Estado, implica aumento dos impostos sobre os trabalhadores e o gastos com despesas militares (imperalismo) e como o social (welfare-warfare state) </li></ul><ul><li>Revolta pelo aumento de taxas, reflexo da crescente crise os empregados do Estado se revoltam contra os adminitradores </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Função de legitimação: oriundos dos benefícios sociais para as massas eleitorais; </li></ul><ul><li>Wolf: Estado Liberal esgotou os métodos para garantir a contradição entre necessidades liberais e os desejos democráticos. Incapacidade do Estado capitalista para manter a retórica democrática: </li></ul><ul><li>Processo de reificação do Estado (personificação, objetivação, epicização) </li></ul><ul><li>Oposto a reificação há a resignação, proposta de reprivatização da economia, ataque as despesas sociais da democratização (visão anti democrática). </li></ul><ul><li>A mudança não é só do Estado, mas do processo político: transformação dos partidos (+ despolitizados). Estado ativo, cidadãos passivos </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Classe dominante: temor de que a democracia possa funcionar mesmo (muita democracia não é bom) </li></ul><ul><li>Wolf: acrescenta a dimensão da visão democrática com ideológica que resulta das contradições do Estado democrático liberal </li></ul>
  14. 14. Lutas de Classes e o Estado <ul><li>A contradição no Estado é resultado da ação direta da luta entre subordinados e classe dominante, interferindo diretamente na produção e no Estado como forma de manter as influências ideológicas. </li></ul><ul><li>Castells: Crise dos EUA é resultado da relações sociais de produção, distribuição e administração. Já a política para administrar a crise é resultado de um processo político americano próprio (não estrutural) </li></ul><ul><li>Estado relativamente autônomo não independente da classe política </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Reduzir a taxa decrescente de lucros; </li></ul><ul><li>Cobrir despesas de legitimação </li></ul><ul><li>Reduzir a resistência dos trabalhadores </li></ul><ul><li>Fatores resultantes de uma classe trabalhadora mobilizada. </li></ul><ul><li>Erik Olin Wright: nova versão para a luta de classe do Estado capitalista </li></ul><ul><li>Estado em termos das forças e relações de produção em transformação (resultado da luta de classes e da concorrência capitalista) ramos produtivos do capitalismo reestrutura suas formas de acumulação </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Limite da acumulação: crise do subconsumo e crescimento dos movimentos operários </li></ul><ul><li>Troca a visão keynesiana para o envolvimento do Estado no processo de produção; </li></ul><ul><li>As condições estruturais são resultados da luta de classe </li></ul><ul><li>Bowles e Gintes: Estado liberal democrático é a articulação da luta social que alterou o processo de acumulação (deslegitimação do Estado) </li></ul>
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