Cartografia
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Elementos de cartografia, incluindo escala, latitude, longitude, fusos horários e projeções.

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  • 1. Professor Leider Lincoln da Silva Só CartografiaNOÇÕES DE CARTOGRAFIAOrientaçãoO conceito mais apropriado de orientação é direção, rumo, cada uma das orientações que são marcadas pelaRosa-dos-Ventos. O homem, para se deslocar sobre a superfície da terra, tomou por base o nascer e o pôr dosol, criando os pontos de orientação.O conceito de orientação está associado à determinação da posição do elemento no espaço geográfico e suarelação com os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Veja o desenho da Rosa-dos-Ventos, tambémchamada de Rosa-dos-Rumos.A Rosa-dos-VentosA rosa-dos-ventos – Figura 1 - é a representação gráfica dos principais pontos de orientação. É assimchamada por indicar as diversas direções que o vento pode tomar A orientação pelas estrelas é distinta nos dois hemisférios – veja a Figura 3. Assim como o Soldurante o dia, elas parecem deslocar-se de leste para oeste. No hemisfério norte, apenas a ESTRELAPOLAR parece estar fixa, pois encontra-se quase diretamente acima do pólo norte. Portanto, para sedeterminar a direção do pólo norte, basta traçar uma linha imaginária perpendicular da Estrela Polar à Terra.
  • 2. No hemisfério sul não existe qualquer estrela que indique a posição do pólo sul. A orientação doCRUZEIRO DO SUL (Figura 4), devido à sua forma peculiar, é utilizada para a orientação e indicação dopólo sul. Para determinar a direção do pólo sul, basta prolongar quatro vezes o braço maior da cruz e, então,traçar uma linha imaginária, perpendicular à linha do horizonte, até a Terra.LatitudeÉ a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre em relação ao Equador (Figura 7). Pode serdefinida como o ângulo que a vertical desse lugar forma com o plano do Equador. latitude pode ser norte ousul e variar de 0º a 90º. Cada grau divide-se em 60 minutos e cada minuto em 60 segundos.MeridianosMeridianos são semicircunferências imaginárias traçadas na Terra de pólo, possuindo a mesma extensão,sendo 180º a leste e 180º a oeste de Greenwich.LongitudeÉ a distância em graus entre um ponto da superfície terrestre e o Meridiano Inicial, ou de Greenwich.A longitude pode ser ocidental ou oriental, variando de 0º a 180º em cada um.Através dos paralelos e dos meridianos determinam-se LATITUDE e LONGITUDE e, conseqüentemente, aposição exata de um ponto qualquer da superfície terrestre. A latitude, e a longitude constituem asCOORDENADAS GEOGRÁFICAS.A representação dos Aspectos Físicos e Humanos nos MapasA representação dos diversos aspectos físicos e humanos nos mapas pode ser feita por meio de váriosprocessos: graduação de cores, linhas, hachuras, sombreamento e sinais gráficos. Para facilitar seumanuseio, todo mapa deve conter uma legenda, que explica o significado dos símbolos utilizados.As cores utilizadas são determinadas por convenções• Altimétricas• Hipsométricas• Batimétricas• Planimétricas
  • 3. Quando são usadas para representar aspectos localizados na superfície terrestre, cores básicas.Exs.:Vermelho = correntes marinhas, estradas rodoviárias.Azul = aspectos relacionados a água.Preto = cidades, vilas, limites, etc.Verde = vegetação, cultivos.LegendasA linguagem do mapa baseia-se no uso correto dos símbolos. Qualquer símbolo representadoprecisa de quatro itens principais.• Apresentar uniformidade.• Facilitar a compreensão.• Apresentar-se com fácil leitura.• Apresentar-se preciso.IsolinhasAs isolinhas unem pontos de igual valor, relacionados ao que está sendo representado, e recebem nomediferentes, dependendo do aspecto que foi cartografado.Isoieta: linha que une os dois pontos de igual precipitação.Isóbata: linha que une os pontos de igual profundidade, abaixo do nível do mar.Isóbara: linha que une pontos de igual pressão atmosférica.Isoterma: linha que une os locais de igual temperatura.Isoípsa: linha que une os pontos de igual altitude, acima do nível do mar.Isoígra: linha que une pontos de igual unidade atmosférica.Isócrona: linha que une pontos de horas iguais.Curvas de nívelSão linhas traçadas num mapa que unem os pontos do relevo de uma mesma altitude (isoípsa). Sabendo-seas altitudes do relevo, é possível representa-lo.Veja o desenho: sua escala vertical é de 2 mm, isto é, cada 2 mm no desenho da elevação significa 10metros de altitude.Observe, também, que as cotas entre as isoípsas representam a mesma altitude, ou seja, 10 metros. Volte aobservar o desenho a seguir.A diferença de nível entre duas curvas é quase sempre a mesma. Se duas curvas se aproximam, é sinal deque o declive inclinação do terreno é maior; caso se afastem, o declive é mais suave, menos abrupto.2 mm = 10 m.
  • 4. Escala Escala é a relação matemática entre o comprimento ou a distância medida sobre um mapa e a sua medida real na superfície terrestre. Esta razão é adimensional já que relaciona quantidades físicas idênticas de mesma unidade. A escala pode ser representada numericamente e graficamente. A escala numérica, ou fracionária, é expressa por uma fração ordinária (denominador/numerador) ou por uma razão matemática. O numerador corresponde a uma unidade no mapa, enquanto o denominador expressa a medida real da unidade no terreno. A escala, por exemplo, 1:10.000 indica que uma unidade no mapa corresponde a 10 mil unidades no terreno, ou seja, considerando como unidade o centímetro, 1 cm no mapa equivale a 10.000 cm no terreno. Quanto maior o denominador, menor a escala, menor o detalhamento e maior a extensão da área mapeada, considerando a mesmadimensão do plano de representação. A documentação cartográfica com escalas de até 1/25.000 é denominada como plantas ou cartas cadastrais. Entre 1/25.000 e 1/250.000, estes documentos são denominados como cartas topográficas (IBGE, 2005). A escala gráfica é representada por um segmento de reta graduada em uma unidade de medida linear, dividida em partes iguais indicativas da unidade utilizada. A primeira parte, denominada como talão ou escala fracionária, é subdividida de modo a permitir uma avaliação mais detalhada das distâncias ou dimensões no mapa (Figura 11). Escala,como vimos, é uma relação matemática existente entre as dimensões ( tamanho ) verdadeirasde um objeto e sua representação ( mapa ). Essa relação deve ser proporcional a um valor estabelecido.A cartografia trabalha somente com uma escala de redução, ou seja, as dimensões naturais sempre seapresentam nos mapas de forma reduzida. Você vai encontrar nos mapas dois tipos de escalas: escalanumérica e escala gráfica.Escala Numérica: é representa da por uma fração, onde o numerador corresponde à distância no mapa ( 1cm ) , e o denominador à distância real, no terreno. Pode ser escrita das seguintes maneiras:
  • 5. ex. ____1___ , 1/300 000 e 1:300 000 300 000 Nos três casos lê-se a escala da seguinte forma: um por trezentos mil, significando que a distânciareal sofreu uma redução de 300 000 vezes, para que coubesse no papel.No exemploacima de escala numérica, a fração tem o seguinte significado: numerador distância medida no mapa ( 1 cm ) denominador distância real ( 300 000 cm ) O aluno sabendo que cada 1 cm medido no mapa, corresponde a uma medida real ( ex. 300 000 cm ),deverá agora aprender a converter os 300 000 cm em Quilômetros ( Km ), que é a unidade de medida usualpara grandes distâncias. Para fazer a transformação de cm ( centímetro ) para km ( quilômetro ) ,devemos utilizar umatabela com os submúltiplos e múltiplos do metro: O estudante observando a tabela acima, deverá verificar que um número que esteja na casa do cm( centímetro ), e para ser transformado em km ( quilômetro ), deverá deslocar-se por 5 ( cinco ) casas.Retornando a escala do nosso exemplo;1:300 000 ---> 1 cm no mapa equivale 300 000 cm na realidade ou ( 3 00000 ) 3(três) km.1:20 000 000 ---> 1 cm no mapa equivale 20 000 000 cm na realidade ou ( 200 00 000 ) 200 km.1:200 000 ---> 1 cm no mapa equivale 200 000 cm naa realidade ou ( 2 00 000 ) 2 km.1:154 000 000 ---> 1 cm no mapa equivale a 154 000 000 cm na realidade ou ( 1540 00000 ) 1540 km.1:100 ---> 1 cm no mapa equivale a 100 cm na realidade ou ( 0,001 00 ) 0,001 km.ESCALA GRÁFICA: é representada por uma linha reta graduada.0 10 20 30 40 50 60|____|____|____|____|____|____| , ( km - quilômetros ) Cada intervalo da reta graduada no mapa corresponde a 1 cm, que na realidade , neste exemploutilizado, representa no terreno 10 km. A escala gráfica é mais simples que escala numérica. É que na escalagráfica não há necessidade de conversão de cm ( centímetro ) para km ( quilômetros ). A escala jádemonstra quantos quilômetros corresponde cada centímetro.Atividades 1 - (Mackenzie - 2006) Considere que a distância real, em linha reta, entre Conchas e Pereiras, no interiorde São Paulo seja de 7,5 km. Isso equivale a 1 cm no mapa. Em que escala o mapa foi desenhado?a) 1: 7 500 000 b) 1: 750 000 c) 1: 750 d) 1: 7 500 e) 1: 75 000Resposta:Num mapa a escala tem a função de mostrar a relação entre a medida no mapa e as dimensões reais.Se 1 cm no mapa corresponde a 7,5 km na realidade e sabemos que 7,5 km correspodem a 750 000 cm, jáesta definida a escala 1:750 000 ( que dever lida como 1 por 750 mil). Ou 1 cm no mapa corresponde a 750000 cm no terreno(real).(B)
  • 6. ( 2 - ufscar - 2006 ) 2 - (ufscar - 2006) Considerando as escalas e as duas representações cartográficas, assinale a alternativa correta. (A) A área expressa numa representação cartográfica é diretamente proporcional à escala. (B) A escala da representação 1 é maior que a escala da representação 2. (C) Na representação 1, a superfície real foi reduzida 100 vezes e na 2 a redução foi de 1000 vezes. (D) A distância aproximada entre os pontos A e B é de 35 km. (E) A distância aproximada entre os pontos C e D é de 8 km. Resolução: A alternativa (A) é falsa, pois não há relação entre a área e a escala, há sim uma relação entre escala e distância linear. A alternativa (B) também é falsa, pois quem tem o menor denominador é a maior escala, no caso é a representação 2. Na alternativa (C) a redução da escala em 2 é de 100 000 vezes, logo também é falsa. Na alternativa (D), refere-se a distância entre A e B, que esta na representação 1, onde cada cm equivale a 100 km, logo a distância entre A e B será de 350 km, portanto também é falsa. Finalmente na alternativa (E), a distância aproximada entre C e D, que esta na representação 2, onde 1 cm equivale a 1 km, logo esta distância é aproximadamente 8 km, logo correta.3 - Fatec - 2002-Q13 Assinale a alternativa que apresenta informações corretas sobre escala cartográfica.a) 1:200.000 (1 cm - 20 km ) b) 1:50.000 (1 cm - 50 km) c) 1:12.000 (1 cm - 120 km)d) 1:550.000 ( 1 cm - 5500 km) e) 700.000 (1 cm - 7 km)4 - Assinale V ( verdadeiro ) ou F ( falso ): a.( ) A escala é uma relação entre o tamanho real de um objeto ou espaço que se quer representar e suarepresentação. b.( ) A cartografia trabalha com escalas de redução e de ampliação. c.( ) A escala numérica tem a forma de fração, onde o numerador representa a unidade de medida nomapa, e o denominador a indicação da medida real.VVV5 - Relacione as colunas. a)1:250.000 1.(b) 1 cm=250 km b)1:25.000.000 2.(a) 1 cm=2,5 km c)1:250.000.000 3.(d) 1 cm=25 km d)1:2.500.000 4. (c) 1 cm=2.500 km6 - Em um mapa de escala 1:100.000, a distância entre dois pontos é de 6 cm. Qual a distância real entre osmesmos ?6 km7 - Em um mapa feito na escala 0 5 10 15 20 25 Kmas cidades "A" e "B" estão separadas por 10 cm. Qual seria a escala numérica de um outro mapa onde asmesmas cidades estão separadas por 5 cm?a) 1:500.000. b) 1:10.000. c) 1:1.000.000. d) 1:15.000.000. e) 1:100.000.
  • 7. 8 - Considere os mapas A, B e C.Podemos afirmar que:a - os três mapas apresentam a mesma riqueza de detalhes.b - os mapas A e B apresentam maior riqueza de detalhes que o mapa C.c - mapa B é proporcionalmente cinco vezes maior que o mapa C.d - mapa C apresenta maior riqueza de detalhes que o mapa A.e - os três mapas possuem o mesmo tamanho.9 - (U. Católica Salvador-BA) Analise o seguinte trecho da planta da cidade de Salvador:Estima-se que o Instituto Geográfico Histórico de Salvador(I) dista da Igreja N. S. da Piedade (II) 130m(13mm na planta) e da Igreja da Lapa (III) 350m (35mm na planta).Com base nesses dados, a escala dessa planta é:a) 1:13.000 b) 1:10.000 c) 1:3.500 d) 1:1.000 e) 1:100
  • 8. 10 - (UFPE) Utilizando o mapa, calcule a distância real, em linha reta, entre as cidades de Florianópolis eLajes, sabendo que a distância gráfica é de 1,7cm:Assinale as afirmações verdadeiras e as afirmações falsas.a) 1.700 km;b) 170.000 m;c) 1.700.000 m;d) 170 km;e) 1.700 m.Alternativas verdadeiras b) 170.000 m e a d) 170 km; Alternativas falsas são: a, c , e11 - (unicamp2009F1Q2 - adaptada) A abelha, no Brasil, é um híbrido das abelhas européias (Appismellifera mellifera, Apis mellifera ligustica, Appis mellifera caucasica, e Appís mellifera carnica) com aabelha africana (Appis melifera scutellata). Essa abelha, africanizada possui um comportamento muitosemelhante ao da Appis melifera scutellata, em razão da maior adaptabilidade desta raça às condiçõesclimáticas do país. Muito agressiva porém menos que a africana, a abelha no Brasil tem muita facilidade deenxamear, alta produtividade e tolerância as doenças.(Embrapa Meio-Norte)Calcule a distância, em quilômetros, de propagação da abelha africana entre o ponto de origem e a cidade deFortaleza. Por que a propagação da abelha africana não avançou para a Patagônia Argentina e a Cordilheirados Andes? A escala no mapa é de 1:150 000 000 (lê-se, 1 por 150 milhões) e com base na teoria já explicadanesse texto sabe-se que 1cm no mapa corresponde a 1500 km. A distância do ponto de origem atéFortaleza, esta indicada no mapa, 16 mm, que corresponde a 1,6 cm. Agora uma regra de três simples da asolução final. 1cm=1500 km, logo 1,6 cm=X, então X=2400 km. A propagação das abelhas não avançoupara a Patagônia e Cordilheira dos Andes, devido a fatores de ordem geográfica, como, clima, vegetação,adaptação, competição entre espécies e etc.
  • 9. 12 - (ETEC-Centro Paula Souza-2010S1Q7)Roberto, morador da capital paulista, é um cidadão ecoprático.Com o tempo, acostumou-se a deixar seu carro na garagem e ir a pé ao lugar que necessita, desde que seutrajeto não ultrapasse 2 quilômetros. Assim, quando viajou pela primeira vez para Fortaleza, consultou omapa a seguir para saber se deveria ir a pé da Praça da Bandeira (ponto A) até a Praia de Iracema (ponto B).No mapa, com o uso de uma régua, constatou que a distância entre A e B era de 7 centímetros. Em seguida,consultou a escala do mapa para calcular a distância real entre os pontos.Segundo os critérios ecopráticos de Roberto, ele deve(A) ir a pé, pois a distância não chega a 1 quilômetro.(B) ir a pé, pois a distância está entre 1 e 2 quilômetros.(C) usar transporte público, pois a distância está entre 2 e 4 quilômetros.(D) usar transporte público, pois a distância está entre 4 e 6 quilômetros.(E) usar transporte público, pois a distância ultrapassa 6 quilômetros. A escala no mapa mostra que cada 1 cm (medido no mapa) corresponde a 200 m medidos no espaçoreal A distância a ser percorrida por Roberto, medida sobre o mapa, correspondeu a 7 cm Logo Roberto vaipercorrer 7 espaços de 200 metros cada., ou seja 1.400 metros.13) Considerando a distância no mapa entre os pontos A e B DE 5,5 cm e a escala do mapa de 1:7.500.000,dê a distância real entre esses dois pontos.E= 1/7500000d= 5,5cmD= x
  • 10. Representação da Terra em um Plano Os mapas correspondem à representação, aproximada, em um plano dos aspectos - geográficos,naturais, culturais e antrópicos -em proporção reduzida de toda superfície terrestre ou de parte dela. Paraconfecção de um mapa é necessária a aplicação de um conjunto de procedimentos que visa relacionar ospontos da superfície terrestre a pontos correspondentes no plano de projeção (mapa). Estes procedimentosconsistem em (IBGE, 2004):• Adotar um modelo matemático simplificado que melhor represente a forma da Terra ;• Projetar os elementos da superfície terrestre sobre o modelo de representação selecionado;• Relacionar, através de um processo projetivo ou analítico, pontos do modelo matemático dereferência ao plano de projeção, selecionando a escala e o sistema de coordenadas.A Forma da Terra A superfície terrestre é totalmente irregular, não existindo, até o momento, definições matemáticascapazes de representá-la sem deformá-la. A forma da Terra se assemelha mais a um elipsóide, o raioequatorial é aproximadamente 23 km maior do que o polar, devido ao movimento de rotação em torno doseu eixo (Figura 1). O modelo que mais se aproxima da sua forma real, e que pode ser determinado atravésde medidas gravimétricas, é o geiodal. Neste modelo, a superfície terrestre é definida por uma superfíciefictícia determinada pelo prolongamento do nível médio dos mares estendendo-se em direção aoscontinentes. Esta superfície pode estar acima ou abaixo da superfície topográfica, definida pela massaterrestre (Figura 2).Figura 1: Comparação entre os três modelos de representação da superfície terrestre.Figura 2: Comparação entre a superfície topográfica, elipsoidal e geoidal.Para representar a superfície terrestre em um plano, é necessário que se adote uma superfície de referência,que corresponda a uma figura matematicamente definida. O elipsóide de revolução, gerado por uma eclipserotacionada em torno de eixo menor, é a figura geométrica que mais se aproxima da forma real da Terra.Para representações em escalas muito pequenas – menores do que 1:5.000.000, a diferença entre o raioequatorial e o raio polar apresenta um valor insignificante, o que permite representar a forma a Terra, emalgumas aplicações, como uma esfera. Este modelo é bastante simplificado e o mais distante da realidade,pois os elementos da superfície terrestre apresentam-se bastante deformados em relação às suas
  • 11. correspondentes feições reais e à posição relativa. O globo terrestre é uma representação deste tipo (Figura3).Figura 3: Globo terrestre. Os meridianos são semi-círculos gerados a partir da interseção de planos verticais que contém o eixode rotação terrestre com a superfície da Terra. Um semi-círculo define um meridiano que com seuantimeridiano formam um círculo máximo (Figura 5). O meridiano de origem (0º), denominadocomoGreenwich, com o seu antimeridiano (180º), divide a Terra em dois hemisférios: leste ou oriental eoeste ou ocidental. A leste deste meridiano, os valores da coordenadas são crescentes, variando entre 0º e +180°. A oeste, as medidas são decrescentes, variando entre 0º e -180º. Os meridianos são referência para medição da distância angular entre um ponto qualquer e o meridiano de Greenwich. Este ângulo, denominado longitude, corresponde, assim, ao arco da circunferência, em graus, medido do meridiano de origem ao meridiano onde se localiza um determinado ponto sobre o Equador ou outro paralelo (Figura 6). A linha do Equador é um círculo máximo gerado a partir da interseção de um plano perpendicular ao eixo de rotação terrestre com a superfície da Terra passando pelo centro da esfera (Figura 7). Eqüidistante aos pólos, divide a Terra em dois hemisférios, norte ou setentrional e sul ou meridional. Os paralelos são círculos menores, gerados a partir da interseção de planos paralelos ao plano do Equador terrestre com a superfície da Terra. Devido à curvatura da Terra, a extensão dos paralelos diminui em direção pólos, até se tornarem um ponto neste local. Ao norte do Equador, os valores da coordenadas sãocrescentes, variando entre 0º e +90°. Ao sul desta linha, as medidas são decrescentes, variando entre 0º e-90°. Os meridianos são semi-círculos gerados a partir da interseção de planos verticais que contém o eixo de rotação terrestre com a superfície da Terra. Um semi-círculo define um meridiano que com seu antimeridiano formam um círculo máximo (Figura 5). O meridiano de origem (0º), denominado comoGreenwich, com o seu antimeridiano (180º), divide a Terra em dois hemisférios: leste ou oriental e oeste ou ocidental. A leste deste meridiano, os valores da coordenadas são crescentes, variando entre 0º e +180°. A oeste, as medidas são decrescentes, variando entre 0º e -180º. Os paralelos são referências para medição da distância angular entre um ponto, localizado sobre um paralelo, e a linha do Equador. Esta ângulo, denominado latitude, corresponde,
  • 12. assim, ao arco da circunferência, em graus, medido entre um ponto localizado em um paralelo qualquer e a linha do Equador o plano do meridiano ou anti-meridiano (Figura 8). O sistema de coordenadas cartesianas é composto por dois eixos perpendiculares: um eixo horizontal correspondendo ao eixo das abscissas e denominado com x, e outro vertical correspondendo ao eixo das ordenadas e denominado como y . A interseção dos eixos corresponde a origem do sistema (Figura 9). Um ponto qualquer no sistema é definido pela interseção de duas retas perpendiculares entre si e paralelas aos respectivos eixos, e expresso, assim, por dois valores, um correspondente à projeção sobre o eixo x, e outro correspondente à projeção sobre o eixo y. O par das coordenadas deorigem, normalmente, apresenta valor (0,0), mas, por convenção, pode receber valores diferentes de zero.
  • 13. PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS A palavra projeção vem do latim - "projectione". Projeção é o processo pelo qual se incidem raiossobre um objeto em um plano chamado plano de projeção. A projeção do objeto é sua representação gráficano plano de projeção. Como os objetos têm três dimensões, sua representação num plano bidimensional sedá através de alguns artifícios de desenho, para tanto, são considerados os elementos básicos da projeção:1. Plano de projeção.2. Objeto.3. Raio projetante.4. Centro de projeção. A Projetante é a reta que passa pelos pontos do objeto e intersecta o plano de projeção. Pode seroblíqua ou ortogonal ao plano de projeção, dependendo da direção adotada. O Centro de Projeção é o pontofixo de onde partem ou por onde passam as projetantes.UM PONTO SE PROJETA NUM PLANO QUANDO A PROJETANTE INTERSECTA O PLANO DEPROJEÇÃO.As propriedades de uma carta/mapa ideal são: • Manutenção da verdadeira forma das áreas (conformidade). • Inalterabilidade das áreas (equivalência). • Constância das relações entre as distâncias dos pontos representados e as distâncias dos seus correspondentes (eqüidistância).- Não há como transformar uma superfície esférica em um mapa plano sem que ocorram distorções.- Cada projeção é adequada a um tipo de aplicação- Na impossibilidade de se desenvolver uma superfície esférica ou elipsóidica sobre um plano semdeformações, na prática, buscam-se projeções tais que permitam diminuir ou eliminar parte das deformaçõesconforme a aplicação desejada. Assim, destacam-se:a) Eqüidistantes - As que não apresentam deformações lineares para algumas linhas em especial, isto é, oscomprimentos são representados em escala uniforme.b) Conformes - Representam sem deformação, todos os ângulos em torno de quaisquer pontos, e emdecorrência dessa propriedade, não deformam pequenas regiões.c) Equivalentes - Têm a propriedade de não alterar as áreas, conservando assim, uma relação constante comas suas correspondentes na superfície da Terra. Seja qual for a porção representada num mapa, ela conservaa mesma relação com a área de todo o mapa.d) Afiláticas - Não possui nenhuma das propriedades dos outros tipos, isto é, equivalência, conformidade eeqüidistância, ou seja, as projeções em que as áreas, os ângulos e os comprimentos não são conservados.-Uma projeção é uma transformação matemática.Há projeções sem um análogo geométrico simples. Mas as principais projeções, pela geometria adotada,são: • Polar: quando o centro do plano de projeção é um pólo; • Equatorial: quando o centro da superfície de projeção situa-se no equador terrestre; • Oblíqua: quando está em qualquer outra posição. • Transversa: quando o eixo da superfície de projeção (um cilindro ou um cone) encontra-se perpendicular em relação ao eixo de rotação da Terra;
  • 14. PROJEÇÃO CÔNICA A projeção cônica, também chamada de projeção central, é o tipo de projeção, cujos raios queincidem no objeto e no plano de projeção são todos concorrentes no ponto V (vértice do cone), como asgeratrizes do cone. Imagine um objeto sendo iluminado por uma lanterna a sombra que este objeto faz sobreuma superfície lisa, uma calçada, é a projeção do objeto, os raios de luz da lanterna são os raios projetantes,a lanterna que emite os raios luminosos é o centro de projeção de onde partem os raios projetantes e acalçada é o plano de projeção. O centro de projeção, neste caso, está a uma distância finita do objeto e asprojetantes são convergentesDistorções na Projeção Cônica • Os paralelos estão representados em escala. A distorção é menor em uma faixa estreita ao longo do paralelo aumentando ao se distanciar do mesmo. • Os paralelos localizados entre os dois paralelos de referência (secantes) são menores que seu verdadeiro comprimento no esferóide, enquanto paralelos externos aos de referência são maiores. • O uso da secância na representação permite uma melhor distribuição da distorção e reduz a mesma nas proximidades do norte e sul do mapa.
  • 15. PROJEÇÃO CILÍNDRICA A projeção cilíndrica, também chamada de projeção paralela, é o tipo de projeção, cujos raiosprojetantes que incidem no objeto e no plano de projeção são todos paralelos entre si, como as geratrizes docilindro. A projeção cilíndrica pode ser ortogonal ou oblíqua. Agora, imagine o mesmo objeto ao sol, asombra que este objeto faz sobre uma superfície lisa, uma calçada, é a projeção do objeto, e os raios solares,são os raios projetantes. O centro de onde os raios partem é o sol, mas ele está tão distante da terra que osraios emitidos podem ser considerados paralelos, podemos dizer que o centro de projeção dos raios, nestecaso, está a uma distância infinita do objeto.
  • 16. Distorções na Projeção Cilíndrica • No caso tangente, o Equador está representado em escala e a distorção aumenta a medida que se distancia do Equador. Este tipo de projeção é geralmente usado para representação de regiões de latitude média-alta (entre -70° e +70° de latitude). • O uso da secância na representação permite uma melhor distribuição da distorção e reduz a mesma nas proximidades do norte e sul do mapa
  • 17. A Projeção de Gall-Peters é um tipo de projeção cartográfica dita cilíndrica e equivalente. As retasperpendiculares aos paralelos e as linhas meridianas têm intervalos menores, o que resulta numa reproduçãofiel das áreas dos continentes à custa de uma maior deformação do formato dos mesmos. A projeção de Gall-Peters é dita "terceiro-mundista", por dar um realce maior às nações quehistoricamente compõem a parte mais pobre do mundo. Arno Peters o batizou de "mapa para um mundomais solidário.Projeta a idéia de igualdade entre as nações. A maior diferença da projeção de Gall-Peters para a representação de Mercator é o achatamento docontinente europeu e alongamento do continente africano. As Projeções equivalentes são bastante usadaspara mapas temáticos que mostram distribuição de cenários como população, distribuição de terrasagricultáveis, áreas florestadas, etc.
  • 18. PROJEÇÃO CILÍNDRICA TRANSVERSA DE MERCATOR (Secante)- Cilíndrica.- Conforme.- Secante.- Só o Meridiano Central e o Equador são linhas retas.- Projeção utilizada no SISTEMA UTM - Universal Transversa de Mercator desenvolvido durante a 2ªGuerra Mundial. Este sistema é, em essência, uma modificação da Projeção Cilíndrica Transversa deMercator.- Aplicações: Utilizado na produção das cartas topográficas do Sistema Cartográfico Nacional produzidaspelo IBGE e DSG* a. Um cilindro que toca o globo em um meridiano central de uma zona de longitude está completamentefora do globo e regiões distantes do meridiano central são representadas com área maior que a real.* b. Um cilindro que toca o globo nas bordas de uma zona de longitude (secante) está dentro do globonaquela zona, regiões dentro da zona terão projeções com área menor que a real.* c. Assim escolheu-se um ponto ótimo para passar a secante, de forma que as distâncias de toda a zona sãosemelhantes às reais. Essa posição está a 180 km do meridiano central da zona.
  • 19. PROJEÇÃO PLANA (AZIMUTAL OU ZENITAL): • Plano tangente • Podem ser Polares, Normais ou Oblíquas • São freqüentemente usadas para mapear as regiões polares.
  • 20. Variações da Projeção PlanaA projeção plana é feita em relação a um ponto fixo (centro de perspectiva ou ponto de vista),havendo 3situações: • Projeção gnomônica: PV é o centro da Terra; • Projeção estereográfica: PV é o ponto na superfície terrestre que se encontra diretamente oposto; • Projeção ortográfica: PV se acha no infinito.
  • 21. Distorções na Projeção Plana A distorção no mapa aumenta conforme se distancia do ponto de tangência. Considerando quedistorção é mínima perto do ponto de tangência
  • 22. PR0JEÇÃO DE ROBINSONProjeção de Robinson é uma projeção não conforme e não equivalente desenvolvida por Arthur H. Robinsonem 1961. É baseada em coordenadas e não em formulação matemática e foi concebida para minimizar asdistorções angulares e de área.É uma combinação das situações positivas de várias outras projeções resultando em distorção mínima damaioria das massas de terra do globo.Essa projeção, conhecida como Projeção Cilíndrica Afilática ou Arbitrária, não preserva nenhuma daspropriedades de conformidade, equivalência ou eqüidistânciaÉ bastante adequada para mostrar o mundo em Atlas escolares, pois não distorce o Planeta de forma tãoacentuada como os outros tipos de projeções.
  • 23. PROJEÇÃO DE MOLLWEID Essas projeções são do tipo equivalente, isto é, conservam a proporção ou equivalência das áreasrepresentadas em detrimento da forma. Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhascurvas. Sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresentamgrande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções.Elas têm formato elíptico e são muito utilizadas para a confecção de mapas-múndi..