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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
AVALIAÇÃO PSICOPATOLÓGICA• Entrevista: principal instrumento de  conhecimento da psicopatologia.• Importância da entrevist...
AVALIAÇÃO FÍSICA• Morbidade física mais frequente.• Doenças físicas subdiagnosticadas.• Clínico não examina por “não ser s...
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA• Identificar possível lesão ou disfunção do SNC  ou SNP (nem todas alterações  neuropsiquiátricas pr...
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Sucção: protrusão labial + desvio para o lado estimulado  + sucção após a estimulação da região per...
PSICODIAGNÓSTICO• Área desenvolvida pela psicologia  clínica.• Mais usados na prática: testes de  personalidade e rastream...
EXAMES COMPLEMENTARES• Líquor: encefalites, doenças inflamatórias,  neoplasias, infecções do SNC.• EEG: diagnóstico difere...
ENTREVISTA COM O PACIENTE
INTRODUÇÃO• Entrevista: um dos elementos mais importantes da prática  psiquiátrica e da Psicopatologia.• Particularidades ...
INTRODUÇÃO• Iniciando a entrevista: Apresentar-se para o paciente; Atitude de respeito e interesse, sem criticar; Inici...
INTRODUÇÃO• Variáveis da entrevista: Paciente: personalidade, estado  mental/emocional e capacidades cognitivas. Context...
INTRODUÇÃO• O sigilo Esclarecer ao paciente que ele está sendo visto por um  psiquiatra, que visa ajudá-lo; Deve ficar c...
INTRODUÇÃO• Atitudes inadequadas: Posturas rígidas e estereotipadas. Atitude excessivamente neutra ou fria. Reações exa...
INTRODUÇÃO• Regras “de ouro” da entrevista:  1a) Organizados, inteligência normal, boa e razoável es-  colaridade e fora d...
PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Importância da entrevista inicial: Crucial no diagnóstico e tratamento; Gerar confiança e esperan...
PRIMEIRAS ENTREVISTAS Sigilo e discrição. Colaboração mútua entre profissional e paciente. Colher dados sociodemográfic...
PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Procedimentos para facilitar a lide do silêncio do  paciente: Perguntas e colocações breves, demon...
PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Importância da fala livre: Melhor avaliação da personalidade e avaliação dos  conflitos do pacient...
PRIMEIRAS ENTREVISTAS• O sigilo Esclarecer ao paciente que ele está sendo visto por um  psiquiatra, que visa ajudá-lo; D...
TRANSFERÊNCIA E     CONTRATRANSFERÊNCIA• TRANSFERÊNCIA: Sua compreensão torna a entrevista mais habilidosa e  facilita ab...
TRANSFERÊNCIA E     CONTRATRANSFERÊNCIA• CONTRATRANSFERÊNCIA: Projeção inconsciente, no paciente,de sentimentos que o  an...
AVALIAÇÃO PSIQUÁTRICA GERAL• Entrevista inicial com anamnese e coleta de dados socio-  demográficos, queixa principal, ant...
AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICA GERAL• EXAMES COMPLEMENTARES:  - Laboratoriais: bioquímica, citologia, imunologia, hemo-    grama, ...
PONTOS ADICIONAIS• Avaliar e averigüar os sintomas objetivos e a vivência  subjetiva deles, com a cronologia dos fenômenos...
PONTOS ADICIONAIS• DISSIMULAÇÃO: Esconde ou nega voluntariamente a presença de sinal ou  sintoma psicopatológico. Motiva...
PONTOS ADICIONAIS• DIMENSÕES DA HISTÓRIA: Longitudinal: descrição de relações temporais de forma  clara e compreensível e...
PONTOS ADICIONAIS Evitar tecnicismo exagerado. O relato deve ser sempre organizado e coerente, mesmo  quando descreve fe...
FUNÇÕES PSÍQUICASELEMENTARES E SUAS    ALTERAÇÕES
ADVERTÊNCIAS• Separação da vida e da atividade mental em diferentes  áreas ou funções psíquicas é um procedimento  essenci...
FUNÇÕES PSÍQUICAS• Mais afetadas nos transtornos psicorgânicos: Consciência, atenção, orientação, memória, inteligência e...
• OBRIGADO!!!rafael_heitor_nunes@yahoo.com.br
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  1. 1. LAMPSI – Liga Acadêmica de Medicina Psiquiátrica do Rio Grande do Norte Curso de PsicopatologiaPSICOPATOLOGIA – Aula 02 Palestrante: Rafael Heitor Nunes R. Costa 12 de maio de 2012
  2. 2. AVALIAÇÃO DO PACIENTE
  3. 3. AVALIAÇÃO PSICOPATOLÓGICA• Entrevista: principal instrumento de conhecimento da psicopatologia.• Importância da entrevista: Diagnóstico clínico; Dinâmica afetiva do paciente; Melhor intervenção e planejamento terapêuticos; Permite realizar os principais aspectos da avaliação: Anamnese e exame psíquico
  4. 4. AVALIAÇÃO FÍSICA• Morbidade física mais frequente.• Doenças físicas subdiagnosticadas.• Clínico não examina por “não ser seu doente” e o psiquiatra não examina por ser “especialista”.• Estigma de “louco” invalida as queixas somáticas.• Exame como forma de aproximação afetiva.
  5. 5. AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA• Identificar possível lesão ou disfunção do SNC ou SNP (nem todas alterações neuropsiquiátricas produzem sintomas localizatórios).• Observar assimetria de forças, reflexos miotáticos profundos e musculocutâneos superficiais.• Sinais e reflexos neurológicos primitivos (lesões frontais/cerebrais difusas e encefalopatias): Preensão: Se bilateral, indica, no adulto, lesão/disfunção frontal ou sofrimento cerebral difuso.
  6. 6. AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Sucção: protrusão labial + desvio para o lado estimulado + sucção após a estimulação da região perioral. Ex: lesão frontal e encefalopatia. Orbicular dos lábios: percussão da área acima do lábio superior gera projeção para a frente dos lábios (faz um “bico”). Ex: Dano cerebral difuso. Palmomentual: estímulo cutâneo da eminênia tenar gera contração e elevação do músculo mentual e, eventual- mente, do lábio inferior ipsilaterais. Ex: idoso, lesão pira- midal e encefalopatia difusa.
  7. 7. PSICODIAGNÓSTICO• Área desenvolvida pela psicologia clínica.• Mais usados na prática: testes de personalidade e rastreamentos para organicidade. Testes projetivos: Rorschach. Testes estruturados de personalidade: MMPI (Minnesota Multiphasic Personality Inventory). Alterações orgânicas.
  8. 8. EXAMES COMPLEMENTARES• Líquor: encefalites, doenças inflamatórias, neoplasias, infecções do SNC.• EEG: diagnóstico diferencial de quadros confusionais agudos, classificação das diferentes formas de epilepsia e avaliação de transtornos do sono (polissonografia).• Neuroimagem estrutural e funcional (TC, RNM, PET, SPECT): diagnóstico diferencial em psicopatologia.
  9. 9. ENTREVISTA COM O PACIENTE
  10. 10. INTRODUÇÃO• Entrevista: um dos elementos mais importantes da prática psiquiátrica e da Psicopatologia.• Particularidades da entrevista e do entrevistador: Profissional habilidoso é qualificado pelo capacidade de dominar a técnica de entrevista. Psiquiatra:“perito do campo das relações interpessoais”. Importância da entrevista: informações fornecidas e efeitos terapêuticos que gera. Habilidade de entrevista: intuitiva + patrimônio da personalidade + sensibilidade nas relações interpessoais.
  11. 11. INTRODUÇÃO• Iniciando a entrevista: Apresentar-se para o paciente; Atitude de respeito e interesse, sem criticar; Iniciar com perguntas mais gerais, menos constrangedoras; Permitir que o paciente fale livremente; A entrevista tem finalidades diagnósticas e terapêuticas (mesmo as iniciais).
  12. 12. INTRODUÇÃO• Variáveis da entrevista: Paciente: personalidade, estado mental/emocional e capacidades cognitivas. Contexto institucional: PS, enfermaria, ambulatório... Objetivos: diagnóstico clínico, estabelecimento de vínculo terapêutico, questão forense. Personalidade do entrevistador.
  13. 13. INTRODUÇÃO• O sigilo Esclarecer ao paciente que ele está sendo visto por um psiquiatra, que visa ajudá-lo; Deve ficar claro aos pacientes que as informações fornecidas são sigilosas. Caso perceba dúvidas, explicitar isto ao paciente. Esclarecer quando necessário que o sigilo poderá ser rompido se houver risco para o paciente, seus familiares ou a sociedade.
  14. 14. INTRODUÇÃO• Atitudes inadequadas: Posturas rígidas e estereotipadas. Atitude excessivamente neutra ou fria. Reações exageradamente emotivas. Comentários valorativos/emissão de julgamentos. Reações emocionais intensas de pena ou compaixão. Responder com hostilidade ou agressão. Permitir que o paciente seja demasiadamente prolixo. Fazer muitas anotações ao longo da entrevista.
  15. 15. INTRODUÇÃO• Regras “de ouro” da entrevista: 1a) Organizados, inteligência normal, boa e razoável es- colaridade e fora da psicose: entrevista de forma aberta. 2a) Desorganizados, baixo nível intelectual, estado psi- cótico ou paranóide, “travados” por alto nível de ansie- dade: forma + estruturada, falando mais e com pergun- tas simples e dirigidas. 3a) Tímidos, ansiosos e paranóides: perguntas neutras e, depois, mais profundas.
  16. 16. PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Importância da entrevista inicial: Crucial no diagnóstico e tratamento; Gerar confiança e esperança no alívio do sofrimento ou abortamento do tratamento.• Sandifer et al. (1970): Primeiros 3 minutos da entrevista são significativos e decisivos para a identificação do perfil dominante de sintomas do paciente e a formulação da hipótese diagnóstica final.• APRESENTAÇÃO:
  17. 17. PRIMEIRAS ENTREVISTAS Sigilo e discrição. Colaboração mútua entre profissional e paciente. Colher dados sociodemográficos. Intervir para melhorar o prosseguimento da fala do pa- ciente e evitar posição passiva. Evitar pausas e silêncios prolongados: deixa a entrevista tensa e improdutiva e  o nível de ansiedade.• Fases iniciais da entrevista: paciente usa manobras e mecanismos defensivos como risos, silêncio, perguntas inadequadas e comentários circunstanciais.
  18. 18. PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Procedimentos para facilitar a lide do silêncio do paciente: Perguntas e colocações breves, demonstrando atenção e tranquilidade para ouvi-lo. Evitar perguntas fechadas e perguntas complexas demais. Usar frases tais como: “Como foi isso?”, “Explique melhor!”, “Conte um pouco mais sobre isso!”. Particularizar a interação com o paciente.
  19. 19. PRIMEIRAS ENTREVISTAS• Importância da fala livre: Melhor avaliação da personalidade e avaliação dos conflitos do paciente. Catarse e desabafo.
  20. 20. PRIMEIRAS ENTREVISTAS• O sigilo Esclarecer ao paciente que ele está sendo visto por um psiquiatra, que visa ajudá-lo; Deve ficar claro aos pacientes que as informações fornecidas são sigilosas. Caso perceba dúvidas, explicitar isto ao paciente Esclarecer quando necessário que o sigilo poderá ser rompido se houver risco para o paciente, seus familiares ou a sociedade
  21. 21. TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA• TRANSFERÊNCIA: Sua compreensão torna a entrevista mais habilidosa e facilita abordagem menos ingênua e mais profunda. Inclui sentimentos positivos e negativos. Freud: repetição inconsciente do passado onde o ana- lista ocupa o lugar do pai/mãe, levando a relações emo- cionais que não se baseiam na situação real.
  22. 22. TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA• CONTRATRANSFERÊNCIA: Projeção inconsciente, no paciente,de sentimentos que o analista nutria/nutre por pessoas significativas de sua vida.
  23. 23. AVALIAÇÃO PSIQUÁTRICA GERAL• Entrevista inicial com anamnese e coleta de dados socio- demográficos, queixa principal, antecedentes mórbidos somáticos e psíquicos pessoais (incluindo hábitos e uso de substâncias químicas), antecedentes mórbidos famili- ares, história de vida (desenvolvimento somático, neuro- lógico, psicológico e psicossocial) e avaliação das intera- ções familiares e sociais do paciente.• Exame do estado mental, exame físico geral, neurológico.• Exames complementares: testes de personalidade e cognição.
  24. 24. AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICA GERAL• EXAMES COMPLEMENTARES: - Laboratoriais: bioquímica, citologia, imunologia, hemo- grama, eletrólitos, metabólitos, hormônios. - Neuroimagem e neurofisiologia.
  25. 25. PONTOS ADICIONAIS• Avaliar e averigüar os sintomas objetivos e a vivência subjetiva deles, com a cronologia dos fenômenos, dados pessoais e familiares.• Alguns pacientes podem não ter nenhuma queixa ou, simplesmente, não terem insight sobre o que sentem.• DADOS DE UM INFORMANTE: - Também há o componente subjetivo. - Fundamental para pacientes: demenciais, déficits cogni- tivos, psicose grave e mutismo.
  26. 26. PONTOS ADICIONAIS• DISSIMULAÇÃO: Esconde ou nega voluntariamente a presença de sinal ou sintoma psicopatológico. Motivações: evitar internação, medo de ser medicado ou medo do rótulo de “louco”.• SIMULAÇÃO: Cria sintoma/sinal inexistente de forma consciente. Motivações; dispensa laboral, aposentadoria, esconder- se de traficante.
  27. 27. PONTOS ADICIONAIS• DIMENSÕES DA HISTÓRIA: Longitudinal: descrição de relações temporais de forma clara e compreensível e observação dos sentimentos e reações aos eventos passados. Transversal: história atual.• ESCREVENDO A HISTÓRIA: Linguagem simples, precisa e compreensível, detalhada no que for essencial e concisa no que for secundário por razões clínicas, por razões legais (proteção de possíveis acusações futuras) e por razões institucionais.
  28. 28. PONTOS ADICIONAIS Evitar tecnicismo exagerado. O relato deve ser sempre organizado e coerente, mesmo quando descreve fenômenos caóticos e irracionais. Deve fornecer compreensão suficientemente ampla da personalidade do paciente, da dinâmica de sua família e de seu meio sócio-cultural imediato. Uso das próprias palavras do paciente e informante quando descreve sintomas mais relevantes.
  29. 29. FUNÇÕES PSÍQUICASELEMENTARES E SUAS ALTERAÇÕES
  30. 30. ADVERTÊNCIAS• Separação da vida e da atividade mental em diferentes áreas ou funções psíquicas é um procedimento essencial-mente artificial.• Divisão em funções é um construto da psicologia e psi- copatologia para permitir uma comunicação mais fácil e um melhor entendimento dos fatos.• Separação em funções é teórica e, não, real.
  31. 31. FUNÇÕES PSÍQUICAS• Mais afetadas nos transtornos psicorgânicos: Consciência, atenção, orientação, memória, inteligência e linguagem.• Mais afetadas nos transtornos afetivos, neuróticos e de personalidade: Afetividade, vontade, psicomotricidade e personalidade.• Mais afetadas nos transtornos psicóticos: Sensopercepção, pensamento, vivência do tempo e es- paço, juízo da realidade e vivência do eu.
  32. 32. • OBRIGADO!!!rafael_heitor_nunes@yahoo.com.br
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