Ano1 professor genero textual

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  • 1. III CADERNO DE APOIO PEDAGÓGICO - 2010Coordenadoria de EducaçãoProfessor(a)I- ApresentaçãoII- Orientações PedagógicasIII- Sugestões de Atividades: Tema IntegradorIV- Sugestões para utilização das atividades – Caderno Aluno(a)1º Ano
  • 2. Caderno do(a) Professor(a)Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoEduardo PaesPrefeito da Cidade do Rio de JaneiroProfª Claudia CostinSecretária Municipal de EducaçãoProfª Regina Helena Diniz BomenySubsecretária de EnsinoProfª Maria de Nazareth Machado de Barros VasconcellosCoordenadora de EducaçãoProfª Maria Socorro Ramos de SouzaProfª Maria de Fátima CunhaCoordenaçãoProfª Drª Iza LocatelliProfª Drª Maria Teresa TedescoConsultoras de Língua PortuguesaProfª Julia Yolanda Paes MendesProfª Maria Lucia de Souza e MelloElaboração e DiagramaçãoProfª Leila Cunha de OliveiraRevisão e DiagramaçãoProf. Maurício Mendes PintoCriação de layout1º ANO/ outubro 2010
  • 3. Coordenadoria de EducaçãoI- Apresentação1º ANO/ outubro 2010Caro(a) Professor (a)Nos três Cadernos encaminhados durante esse ano, não propusemos um caminho único para concretização da sua práticapedagógica, Professor/a, apresentamos ideias, pressupostos e algumas informações teóricas com o objetivo de estimular areflexão sobre o trabalho realizado, para que a apropriação da leitura e da escrita se efetive no primeiro ano de escolaridade deseus alunos.No I Caderno de Apoio Pedagógico-2010, conversamos sobre o processo de aquisição de leitura e escrita de seus alunos, naperspectiva de alfabetizar-letrando, tendo como principal objetivo o domínio do código linguístico pelas crianças.No II Caderno, nossas reflexões e as atividades propostas estavam voltadas para a leitura e escrita de pequenos textos,acreditando que, nesse momento, seus alunos já estariam alfabetizados, isto é, já teriam o domínio do código linguístico.Nesse III Caderno de Apoio Pedagógico-2010 ampliamos o trabalho com textos, de forma a consolidar a aquisição da leitura eda escrita de nossos alunos. Sugerimos, então, as narrativas, os contos de fada, como tema integrador. Abordamos os contos emdiferentes gêneros textuais mas propomos que, inicialmente, você apresente os livros com o contos em forma narrativa para,posteriormente, explorá-los em outros gêneros.O III Caderno está organizado da seguinte forma:• Parte 1: Apresentação .• Parte 2: Algumas considerações sobre a metodologia de trabalho na perspectiva de alfabetizar-letrando, ressaltando aimportância do trabalho com as narrativas (contos de fadas).• Parte 3: Proposta de atividades com o objetivo de que seja desenvolvida uma prática pedagógica baseada em temas que integremas diferentes áreas do conhecimento.• Parte 4: Fichas relacionadas às que compõem o Caderno do Aluno, esclarecendo as habilidades a seremdesenvolvidas em cada atividade e as possibilidades de ampliação do trabalho proposto.Recrie e enriqueça-o.Bom trabalho! Equipe E/SUBE/CED - 2010III Caderno
  • 4. III CadernoCoordenadoria de EducaçãoII- Orientações PedagógicasALFABETIZAÇÃO: CONSIDERAÇÕES SOBRE DIFERENTES ASPECTOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA1. Sobre alfabetizar – letrando: letramento literário1º ANO/ outubro 2010Professor/a, no III Caderno de Apoio Pedagógico-2010, destacamos o trabalho com a literatura. Nessesentido, enfatizamos que a literatura infantil é literatura, é arte. Nela se entrelaçam o imaginário e o real.“Compartilhar histórias na Escola” é uma ação que favorece o letramento literário de nossos alunos.Vários estudos sobre letramento consideram a existência de diferentes tipos de letramento ou deletramentoss, no plural. Consideramos, então, como letrado o indivíduo que participa, em sua comunidade, dediferentes práticas sociais que giram em torno da escrita. É nessa perspectiva que estamos falando emletramento literário.Os usos sociais da leitura e da escrita, portanto, são muito variados e as práticas escolares são um dostipos de práticas de letramento que nossos alunos vivenciam e que podem variar, por exemplo,da leitura de um pequeno bilhete à escrita de um romance.Conhecer ofuncionamento do sistemade escrita é tão importantequanto participar depráticas sociais letradas.
  • 5. III CadernoCoordenadoria de EducaçãoII- Orientações PedagógicasALFABETIZAÇÃO: CONSIDERAÇÕES SOBRE DIFERENTES ASPECTOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA1. Sobre alfabetizar – letrando: letramento literário1º ANO/ outubro 2010Ouvir e ler narrativas literárias são atos necessários quando pensamos na formação do leitor, noletramento literário de nossos alunos. Ao escolhermos esse tema, destacamos as narrativas, das mais simples àsmais complexas, e priorizamos os contos de fadas. Pensamos, enfim, nas histórias que têm, de fato, uma linhadireta com a nossa emoção, com as nossas lembranças...www t...91 jpg420 x 471 | 32k7 dibujos color... g gif 615 x 615 | 49kAs histórias da Carochinha (lembram?) e as históriasde encantamento: de bruxas, de fadas, deduendes... As lendas e os mitos – daqui e de outroslugares. Os textos infantis clássicos de Perrault, dosIrmãos Grimm e de Andersen com suas históriasinesquecíveis: Chapeuzinho Vermelho, Gato deBotas, Cinderela, Patinho Feio, Soldadinho deChumbo e outras...bruxamdf01jpg480x640|174kwww.estrelar13.com/
  • 6. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20101. Sobre alfabetizar – letrando: letramento literárioLembramos das histórias de Monteiro Lobato que formaram uma legião de leitores ansiosos pormergulharem nas fantásticas aventuras do Sítio do Picapau Amarelo, um lugar absolutamente encantadoque se tornou íntimo de várias gerações de brasileiros.Temos ainda os Contos Populares de Câmara Cascudo, o nosso grande folclorista, que já compreendia,em sua época, que “a voz do povo é a voz de Deus!”… Em seus livros encontramos dezenas de contos, querefletem a nossa cultura e a nossa gente. Compartilhar essas histórias oriundas da tradição oral, quer sejana vida, quer seja na escola, é uma maneira de não deixá-las morrer, já que todas fazem parte do acervoda nossa memória nacional, isto é, da nossa cultura, da nossa própria identidade.
  • 7. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII - Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20102. Compartilhando históriasEstamos, constantemente, ouvindo e contando histórias. Deonde vem esse hábito tão forte de contar e de ouvir histórias? Aatividade de narrar é muito antiga, tão antiga, talvez, quanto ohomem.Inicialmente, a comunicação entre os homens era feita atravésde desenhos nas paredes das cavernas.Com a descoberta do fogo, com o desenvolvimento dalinguagem, as experiências da tribo e as aventuras de cada indivíduoeram contadas em volta da fogueira, passando de bocas a ouvidos,de geração em geração. A história da humanidade é, assim, umagrande narrativa.A tradição oral de contar e ouvir histórias garantiu, em parte, atransmissão do conhecimento acumulado pela humanidade.O surgimento da escrita possibilitou ao homem registrar suasdescobertas, invenções, emoções, expandindo suas histórias paramuito além, no tempo e no espaço.As histórias de encantamento, os contos de fada, contados pelavovó, pela mamãe… são muito antigos e chegaram aos temposatuais, passando de geração a geração, porque foram registrados.As histórias, antes de morarnos livros, moravamna boca do povo efoi desse jeito queelas se espalharampelo mundo.
  • 8. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Devemos despertar nos nossosalunos o “prazer de ler” ,desenvolver o “gosto pela leitura” eo olhar estético.Os textos literários e as histórias sãoparte integrante dodesenvolvimento das aulas ea “ hora do conto” se torna umarealidade sonhada todos os dias.originalaspx590x467|80ksol.sapo.ptlivrohistoria1jpg150x140|42kmoderna.com.brtaisa1jpg030...762774500x363|175ksetrem.com.brcover145597600jpg459x600|303kpublifolha.folha.com.br2. 1 Compartilhando histórias na escola
  • 9. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010É importante que você traga para a sua turmaUMA HISTÓRIA, TODOS OS DIAS,para compartilhar, contando, mostrando,lendo… Mas não qualquer história!A melhor história.Abrir um livro é libertar as palavras que moram dentro dele. Compartilhar essas palavras… Contar, ler suaspalavras, suas imagens, conversar sobre as histórias nele contadas. Ele, o livro, é um material rico, riquíssimo,para que se conheça o mundo, outros mundos, outras pessoas.As pessoas se divertem lendo um livro. Elas viajam… Sentem prazer! Sonham… constroem novas ideiassobre velhos conceitos. A leitura alimenta as ideias! Quem lê, ou tem contato frequente com histórias – lendoou ouvindo – tem o que dizer, escrever, argumentar, discordar, acrescentar, concordar, transcender…As múltiplas experiências de leitura tornam nossos alunos cada vez mais íntimos das palavras e contribuem,também, para a formação do leitor crítico, do cidadão.2.1 Compartilhando histórias na escolaHistórias375x375-41Kjpgpequenopolis
  • 10. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoLer para seus alunos é uma oportunidade que você e as crianças têm de se constituirem leitores de fato,formando-se, na comunhão, leitores críticos e, em última instância, cidadãos conscientes. É um momento detransformação, já que se instaura a possibilidade do SONHO. E sonhar é sempre um começo para atransformação do mundo em um mundo mais afetivo, mais feliz.II- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010OsabraçosdaPoesia541x685-137k-jpgJoaquimevonio.comNão esqueçam que o afeto, a alegria e as histórias são excelentesparceiros e que devem visitar nossas salas de aula todos os dias.Adaptação do texto: Compartilhando Histórias na EscolaProfessora Sônia Regina Rosa de Oliveira Dias de JesusPedagoga, Escritora e Especialista em LeituraProfessora da Rede Municipal do Rio de Janeiro – Equipe E/SUBE/CED2.1 Compartilhando histórias na escola
  • 11. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoO bom livro de literatura é aquele que tem uma história bem escrita e bem contada, com ritmo eentonação adequados, respeitando a língua a que pertence.No livro infantil, as imagens e o texto devem proporcionar um conjunto harmonioso, criativo e sedutor quedesperte o desejo de ser lido em toda a sua dimensão: texto e imagens.II- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Um livro bem ilustrado,um livro bem escrito...É uma obra de arte que necessita sercompartilhada nas escolas e emoutros espaços.Que todos leiam, admirem,deliciem-se...3. Contando histórias: algumas referênciasEstabelecemos uma relação muito próxima entre palavra e imagem, durante a leitura. Para algunsestudiosos do assunto, Professor/a, a ilustração, além de “enfeitar” ou explicar o texto, dialoga com ele.Lemos os textos e as ilustrações, ao mesmo tempo. Se isso acontece, as ilustrações podem interferir nanossa leitura e, até mesmo, modificar a compreensão do texto.Nas histórias, a descrição feita pelos escritores, muitas vezes, estimula a nossa construção deimagens. A leitura, nesse caso, provoca a associação entre as palavras e as imagens.Proponha a seus alunos ilustrarem uma história lida por você.
  • 12. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20103. Contando histórias: algumas referênciasAlgumas “dicas” para o momento da contação de histórias:Não esqueça! Você deve fazer uma leitura prévia da história que irá contar.Na arte de contar histórias você pode utilizar várias técnicas: dividir a contação emdiferentes momentos e, se forem longas, em vários dias. Conte em capítulos, como nas novelas.A voz é o seu principal instrumento para uma contação emocionante. Sua entonação,obedecendo à pontuação, às pausas necessárias, envolverão as crianças. É, portanto, através da sua voz queseu aluno vai adentrar na história..Dê vida às histórias!Não esqueça, também,de citar o nome do autor,o título da história e aeditora.Depois da voz, o olhar é o segundo ponto de contato maisimportante com seu aluno.Através dele podem ser compartilhadas emoções,Estabelecendo-se, assim, uma relação de cumplicidade com oouvinte. Olhe diretamente para cada aluno, como se estivessecontando para cada um, individualmente.Esse olhar tem o poder de um abraço.
  • 13. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20103. Contando histórias: algumas referênciascomente sobre o comportamento necessário para que todos ouçam aleitura feita por você;crie uma expectativa sobre a história a ser lida, antecipando o seutema;desperte a imaginação de seus alunos, propondo que falem sobre osaspectos do tema que podem ter sido abordados na história;leia o título da história: o que ele sugere?leia o nome do/a autor/a: já conhecem outras histórias escritas por ele/ela?leia para a turma: explore a pontuação, as pausas do texto, o ritmo, dando entonação à leitura;converse sobre o significado das palavras que eles não conhecem;proponha a representação por meio de desenho e de dramatização.Mais algumas “dicas” a serem seguidas, durante a contação de histórias:
  • 14. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20104. O trabalho com a narrativaProfessor/a, até os cinco ou seis anos de idade, as crianças estão entregues à magiadas narrativas, à sonoridade de sua fala, ao ritmo das canções.As narrativas apresentam uma estrutura básica que pode ser esquematizada em:1 – Apresentação 2 - Complicação ou Desenvolvimento 3 – Clímax 4 – DesfechoA produção de um texto narrativo exige o conhecimento de elementos que são a base para suaprodução, como: foco narrativo, enredo, personagens, espaço e tempo.Narrador (foco narrativo): A narração pressupõe que haja ação; esta ação é praticada por personagens. Onarrador, personagem ou não, pode aparecer como um personagem ou observador neutro, comentandosobre os fatos que ocorrem ou ocorreram.Enredo: o que aconteceu e como se desenrolou.Personagens: quem participou: protagonista (personagem principal), antagonista (oponente do protagonista)e coadjuvante (personagem secundário).Espaço: onde o enredo se desenrolou.Tempo: quando se deu o fato.
  • 15. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Quem vainarrar?Um narrador observador, em terceira pessoaO quê? Situação inicial - O Lobo cansado de ser Mau pede ajuda a Chapeuzinho.Quebra - A menina aceita ajudá-lo.Conflito-gerador- O Lobo, reeducado, deixa de ser Mau e ganha muitapopularidade, o que deixa a menina enciumada.Clímax – Chapeuzinho prepara uma armadilha: um sanduíche misterioso queoferece ao Lobo.Desfecho - O Lobo come o sanduíche e volta a ser Mau; e a Chapeuzinho volta aser a menina mais querida da Floresta.Por quê? Porque o Lobo, cansado de ser Mau, pediu ajuda e, reeducado porChapeuzinho, passou a ser bom e o mais popular da cidade e da floresta, o quedeixou a menina enciumada.Como? Ela o reeducou, tornando-o bom e preparou uma armadilha para ele voltar a sero Lobo Mau.Quem? Protagonista: Chapeuzinho VermelhoAntagonista: Lobo MauCoadjuvante: Crianças, a mãe da menina, a vovó, o Lenhador ...Onde? Cidade da Chapeuzinho e Floresta do Lobo.Quando? Do momento da decisão do Lobo de escrever a carta ao da menina se tornarquerida e voltar a ficar contente, levando guloseimas para a Vovozinha.4. O trabalho com a narrativaApresentamos uma sugestão para você trabalhar com um texto narrativo, tanto em uma atividade deleitura como em uma de produção textual. Exploramos o livro A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho.http://www.brinquebook.com.br/capasBARUZZI,A., NATALINI,S. A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho. SP: BRINQUE-BOOK Edit. Ltda, 2009,
  • 16. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20104. O trabalho com a narrativaComo vimos, as narrativas, de maneira geral, apresentam umesquema de organização que se assemelha:.introdução ou apresentação: identifica, de forma descritiva, o local eo tempo em que a ação ocorrerá e apresenta os personagens principais;.complicação ou desenvolvimento: traz a sucessão dosacontecimentos, instalando-se, também, uma “complicação”, um conflito.Ocorre, então, a quebra do equilíbrio inicial – protagonista X intervençãoopositora do(s) antagonista(s);.clímax: momento culminante da narrativa;.desfecho: quando o conflito é resolvido.Destacamos, a seguir, alguns aspectos a serem explorados com seus alunos:-a identificação dos elementos que constroem a narrativa e do conflito gerador, quebrando o equilíbrio inicial;-a relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto (ex.:o fato do lobo ter ficado bonzinhoteve como consequência…);-a percepção das semelhanças e das diferenças, na forma, na convergência ou não de pontosde vista, quando o mesmo tema é abordado em textos diferentes (ex.: relacionar as diferentesadaptações da história “Chapeuzinho Vermelho” para perceber a convergência ou não deideias, de pontos de vista acerca do tema);www.rainhasdolar.com/media/2/lupe.jpg&imgrefurl=h
  • 17. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010- a identificação do tema do texto, ou seja, do assunto principaldo texto;- a localização de informações explícitas em um texto(ex.:enciumada, o que Chapeuzinho Vermelho preparou para oLobo?/ o que aconteceu com o Lobo após comer o sanduícheESPECIAL?);- a identificação do efeito de sentido decorrente do uso dapontuação no texto: interrogação, exclamação, travessão etc;- o reconhecimento de diferentes opiniões relativas ao mesmotema ou fato. Ex.: a história contada pelo Lobo e a históriatradicional, na versão de Chapeuzinho Vermelho;- a identificação da finalidade de textos de diferentes gêneros.Ex.: identificar o objetivo dos diferentes “artigos” e seções” do “OJornal da Floresta”: informar, anunciar (vender um produto),explicar, comentar, divertir, recomendar etc;4. O trabalho com a narrativa- a distinção de um fato, da opinião relativa a esse fato. Ex.: na reportagem “O Lobo é nosso herói”que está no “O Jornal da Floresta”, o “jornalista”/narrador, B. de Neve, relata porque o Lobo setornou herói de todos e traz a opinião da Vovó sobre o fato.BARUZZI,A.,NATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:BRINQUE-BOOKEdit.Ltda,2009,p.11.
  • 18. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20105. Lendo e escrevendo com sucessoA importância da organização de um planejamento, indicando as habilidades específicas envolvidas noprocesso de construção da escrita. Esta visão antecipada de seus objetivos e dos caminhos que devem serpercorridos para atingi-los, proporcionará aos alunos oportunidades de experimentar e compreender nãoapenas as convenções do código (a ortografia, a pontuação etc) e os traços típicos necessários a um textoformal (a concordância, a regência etc) mas também as situações de uso da escrita e suas diversaspossibilidades de realização.As propostas de escrita devem estar inseridas em um planejamento amplo da escola. O trabalho dealfabetização/letramento deve ter continuidade para que os avanços sejam percebidos e as dificuldadessuperadas.É importante conhecer as especificidades da organização do texto oral e do texto escrito. Assim vocêpoderá desenvolver procedimentos pedagógicos que possibilitem a seu aluno vivenciar situaçõesque o levem não só a usar os dois sistemas como também a compreender as diferenças e assemelhanças entre a oralidade e a escrita.A escrita é um processo que envolve ao mesmo tempo aquele que aprende eaquele que ensina, conforme dissemos nos Cadernos anteriores. O ensino da línguaescrita implica procedimentos que você, enquanto mediador/a, precisa colocar emprática, na sala de aula.Algumas considerações para a realização da produção escrita:
  • 19. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Na sala de aula, a multiplicidade de formas e funções dos textos – os diferentes gêneros textuais –devem ser apresentados não só nos momentos de leitura como também em propostas de produção textual.Para que seus alunos aprendam a escrever é necessário que eles, de fato, escrevam e que as situaçõesde escrita sejam constantes e variadas. Quanto mais a criança escreve, quanto mais analisa o próprio texto,quanto mais produz textos com diferentes objetivos e em diferentes situações, mais pode ampliar as suashabilidades de produtora de texto.O processo de produção necessita de um acompanhamento sistemático e de uma reflexão orientada.A sua atuação é fundamentalna condução do processo de aprendizagem: suas intervenções sistematizadas,durante e após a atividade de produção textual, favorecem ao seu alunoa compreensão do funcionamento da língua escrita.5. Lendo e escrevendo com sucesso
  • 20. Desde o começo da aprendizagem da escrita, as crianças precisam produzir textos variados porquedemonstram conhecimentos diferenciados durante o processo de aprendizagem-desenvolvimento. Dessa formaterão a oportunidade de experimentar as diferentes propriedades da escrita.Estimule sempre a escrita de seus alunos mesmo que, inicialmente, ainda não esteja nos padrões linguísticosconvencionais. Aproveite as situações surgidas em sala de aula e crie outras.Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Os diferentes gêneros textuais apresentam diferentes estruturas.Não é a mesma coisa escreverum bilhete ou fazer uma lista de convidados.Também não é amesma coisa escrever individualmente, a dois, a três ou em grupo.Você deve propiciar situações que provoquem a necessidade de escrita dediferentes gêneros, isto fará com que as crianças aprendamcomo escrever, em cada caso.5. Lendo e escrevendo com sucesso
  • 21. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20105. Lendo e escrevendo com sucessoSugerimos procedimentos variados para a produção de texto, que você pode usar com seus alunos:escrever com a sua ajuda; escrever a partir de um modelo; escrever sem modelos; ditar para você, Professor/a,e, nesse caso, você é o escriba; você ditar para os alunos e as crianças ditarem umas para as outras.Outros procedimentos, ainda, favorecem a aprendizagem e odesenvolvimento das crianças:peça a seu aluno que leia para você o próprio texto;leia para ele o que ele escreveu. Converse com a criança,estimulando-a a confrontar a sua intenção ao escrever com o que registrou.organize seus alunos em duplas para que um leia o texto do outro.O entendimento ou não, tanto pelo professor quanto pelo colega, leva a criança a perceber a necessidade douso de uma escrita “padrão”. Estimule a troca de conhecimentos entre as crianças;proponha a reescritura do próprio texto, após a correção;proponha a reescritura de uma história ouvida.Você perceberá, no registro, o pensamento do seu aluno ainda que, muitas vezes, de formafragmentada e a criança perceberá, gradativamente, o movimento da escrita para ser lida pelooutro/a escrita para o outro.http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/2807
  • 22. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Os textos trazidos por você ampliam o universo cultural dos alunos, seusconhecimentos, o repertório de palavras conhecidas por eles.Sugerimos que você estabeleça dois momentos diferentes na sua rotina: acontação de histórias na “roda de leitura” ou “ hora do conto” e um outro momento, a“hora do estudo”, quando serão propostas atividades para que as criançasdesenvolvam os comportamentos, as habilidades de leitura e de escrita.Na “roda de leitura” ou “ hora do conto”:- leia, em capítulos, por exemplo, as histórias do Sítio do Picapau Amarelo.5. Lendo e escrevendo com sucesso- Apresente o livro, converse sobre a capa: o que imaginam encontrar nele?- Crie um suspense, uma expectativa sobre o capítulo que vai ser lido no dia seguinte.- Estimule a imaginação de seus alunos. Desfrute, com as crianças, do encantamento de uma boa leitura.Na “hora do estudo”:- procure identificar quais os conhecimentos prévios que os alunos já têm sobre as histórias do Sítio doPicapau Amarelo: assistiram ao programa, na TV? Conhecem suas músicas, seus personagens?- converse, também, sobre o autor: já conhecem alguma outra obra de Monteiro Lobato?- verifique se eles estabelecem uma relação entre o autor do livro e o seriado da televisão.
  • 23. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010- leia a biografia de Monteiro Lobato: escritor, jornalista, tradutor, sociólogo, político;- peça que conversem em casa ou com vizinhos sobre o Sítio do Picapau Amarelo: o que mais ficaramsabendo?- leia a história: após a leitura, dê pistas para que as crianças identifiquem o gênero textual a que pertence,sua finalidade;- apresente, registrada em blocão ou similar, a letra da música, tema do programa. Cante com a turma,dramatize;- estabeleça semelhanças e diferenças entre a estrutura do gênero lido e de outros como, por exemplo, amúsica; entre um conto e um poema; entre o poema e a parlenda etc.http://dessafofs.blogspot.com/2008/09/cozinhando-com-turma-do-stio-do-picapau.html&usg5. Lendo e escrevendo com sucesso- converse sobre o assunto abordado na história e identifique quais asinformações explícitas que estão nela;- leia outras vezes, apontando as palavras lidas. Este procedimentoajuda os alunos a estabelecerem relações entre a oralidade e a escritae a perceberem, também, a finalidade dos espaços entre as palavras.- comente sobre a estrutura do texto narrativo: apresentação;complicação ou desenvolvimento; clímax; desfecho.Procure identificar, com seus alunos, esses momentos,na história lida.
  • 24. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20105. Lendo e escrevendo com sucesso- Apresente uma parte da história reproduzida no papel, para os alunos:NarizinhoMonteiro LobatoNuma casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo, mora uma velha de maisde 60 anos. Chama-se Dona Benta. Quem passa pela estrada e a vê na varanda, decestinha de costura no colo e óculos de ouro na ponta do nariz, segue seu caminhopensando:“Que tristeza viver assim tão sozinha neste deserto…”.Mas engana-se. Dona Benta é a mais feliz da vovós, porque vive em companhiada mais encantadora das netas – Lúcia, a menina do Narizinho arrebitado, ouNarizinho como todos dizem. Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gostamuito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bens gostosos”.Na casa ainda existem duas pessoas – Tia Nastácia, negra de estimação quecarregou Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano bastante desajeitadade corpo. Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhastão lá em cima que é como ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela;não almoça nem janta sem a ter ao lado, nem se deita sem primeiro acomodá-lanuma redinha entre dois pés de cadeira.Além da boneca, o outro encanto da menina é o ribeirão que passa pelosfundos do pomar. Suas águas, muito apressadinhas e mexeriqueiras, correm por entrepedras negras de limo, que Lúcia chama as”Tias Nastácias do rio”.Todas as tardes Lúcia toma a boneca e vai passear à beira d’água, onde sesenta na raiz de um velho ingazeiro para dar farelo de pão aos lambaris.Não há peixe no rio que não a conheça; assim que ela aparece, todos acodemnuma grande faminteza. Os mais miúdos chegam pertinho; os graúdos parece quedesconfiam da boneca, pois ficam ressabiados, a espiar de longe. E nessedivertimento leva a menina horas, até que Tia Nastácia apareça no portão dopomar e grite na sua voz sossegada:– Narizinho, vovó está chamando!...Reinacões de Narizinho, vol.1, SP: Globo, 2008,p.12.http//www..gpdesenhos.com.br/paginas/outros/outros/sitiodopicapauamarelo/narizinho.htm
  • 25. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20105. Lendo e escrevendo com sucesso- Leia o capítulo sobre Narizinho com ritmo, entonação.- Apresente o texto reproduzido em papel e peça aos alunos para:. sublinhar o título; o nome do livro de onde foi copiado; o autor do texto;. contar o número de parágrafos;. marcar os parágrafos onde ocorre mudança de assunto;. marcar os sinais de pontuação;. marcar as margens do texto.- Crie, com as crianças, símbolos para que elas identifiquem parágrafossignificativos:. o que fala sobre a criação da Emília; sobre o que faz Lúcia todas as tardes;. a fala dos personagens.- Crie, com as crianças, símbolos para que identifiquem o sinal que precede a fala dos personagens (travessão).- Peça que localizem o nome do sítio e destaquem os nomes dos personagens que aparecem no texto;. Estimulea confecção de livrinhos e organize um VARAL, expondo-os na escola, para leitura de todos.Professor/a, caso seus alunos ainda necessitem, proponha também questões que os ajudarão a ampliarseus conhecimentos sobre o código linguístico: contar letras, sílabas; identificar palavras com maiorou menor número de sílabas; identificar o nome dos alunos que começam com a mesma letra donome dos personagens; trocar letras para formar novas palavras, tendo como referência, porexemplo, o nome da avó da Narizinho; brincar de rima etc.Consulte, também, o I Caderno de Apoio Pedagógico - 2010.
  • 26. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20106. A escrita de nossos alunosAs crianças, durante o processo de produção textual, percebem anecessidade de que a sua escrita seja entendida pelo “outro”, seuinterlocutor. O esforço de explicitar seu pensamento que, como vimos no IICaderno, é abreviado, sincrético, povoado de imagens, torna-se umtrabalho de grande elaboração nos momentos da produção do texto.A análise das escritas dos seus alunos é importante porque revela oprocesso de elaboração das crianças, as possibilidades que têm detrocarem ideias e conhecimentos e as diferentes formas que utilizam paraa organização do próprio texto.www.planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_253091.shtmlEsses dados devem ser observados por você para que, ao organizar seus alunos, transforme sua sala deaula em um espaço onde eles falem, relacionem-se, de forma a possibilitar a interação, a troca de ideias e deconhecimentos. É importante, também, considerar os materiais e os recursos que estão disponíveis e que osauxiliam nesse processo.A interação e a interlocução presentes na sua sala de aula, com certeza, provocam movimentação ebarulho: risos, discussões, brigas… As crianças conversam, trocam informações, segredos. Nas suas escritasemergem suas vivências, dados de suas realidades, mas a imaginação também aparece, portanto,realidade e ficção se fundem.Nesse movimento, elas escrevem o que querem ou o que precisam dizer.
  • 27. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20106. A escrita de nossos alunosDurante o processo de explicitação de suas ideias, seus conhecimentos, suas emoções, as crianças“erram”.Não podemos,no entanto, confundir acompetência textual dosnossos alunos com o seuconhecimento ortográfico,gramatical.Devemos entender o “erro” dos nossos alunos como parte do processo de aprendizagem enão como falha. A produção das crianças dará pistas, enfim, ajudará você a compreender alógica que está subjacente aos seus processos de aprendizagem/desenvolvimento e a intervir, nomomento e do modo certos, para que eles avancem.Nesse esforço que fazem para explicitar suas ideias, por escrito, as crianças hesitam, trocam, fazemtentativas ortográficas.Crie muitas situações de escrita porque ao escrever seus alunos vão experenciando as normas, asconvenções da língua. As situações de interlocução, de leitura dos próprios textos por outra pessoa,você, Professor/a, ou um colega, apontam a necessidade de normas comuns para que a leituraseja possível.
  • 28. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20107. Ninguem lê sem reconhecer o códigoNo trabalho de explicitar suas ideias, por escrito, para o outro, para um interlocutor, as crianças vivenciamsituações que geram conflitos e confrontos entre o que é legível (lido pelo outro) e o que é legítimo (o que anorma linguística define como “correto”).Como ajudá-las a escrever de forma a serem entendidas, superando os “erros”?http://www.lendorelendogabi.com/contos/autores_monteiro_lobato_img15iComo se pode escrever determinada palavra?Quando, em sua turma, surgir essa questão, alguns procedimentos podem ser utilizados:- As trocas, o intercâmbio de trabalhos entre os alunos possibilita diferentes leituras, provoca discussõese pesquisas sobre a escrita. Diversas possibilidades de registro surgem, durante as discussões. Nessa diversidadede interpretações, de organizações e formulações possíveis, trabalha-se o uso e o funcionamento das normas.- A partir das discussões, organize com os alunos as situações que se repetem e se assemelham, em“quadros”, deduzindo, então, as normas, as regras da língua, as suas regularidades e,também, as suas irregularidades.- Faça, com as crianças, uma viagem ao “Bairro da Ortografia”. Levadas por Quindim,o rinoceronte do Sítio do Picapau Amarelo, acompanhem Emília e os demaismoradores do Sítio nessa aventura ao “País da Gramática”.“Nesse passeio entre os sons que representam as letras, os padrões queregem o uso do português transformam-se em um jogo curioso einteligente”. MONTEIRO LOBATO. Emília no País da Gramática. SP: Globo, 2008, p.8.
  • 29. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20107. Ninguem lê sem reconhecer o códigoViajando ao País da Gramática…“Dona Benta, com aquela sua paciência de santa, estava ensinando gramática a Pedrinho. Nocomeço Pedrinho rezingou.– Maçada, vovó. Basta que eu tenha de lidar com essa caceteação lá na escola. As férias quevenho passar aqui são só para brinquedo. Não, não e não…– Mas, meu filho, se você apenas recordar com sua avó o que anda aprendendo na escola, issovalerá muito para você mesmo, quando as aulas recomeçarem. Um bocadinho só, vamos! Meiahora por dia. Sobram ainda vinte e três horas e meia para os famosos brinquedos.Pedrinho fez bico, mas afinal cedeu; e todos os dias vinha sentar-se diante de Dona Benta, de pernas cruzadas comoum oriental, para ouvir explicações de gramática. (…)Emília habituou-se a vir assistir às lições, e ali ficava a piscar, distraída, como quem anda com uma grande ideia nacabeça. É que realmente andava com uma grande ideia na cabeça.– Pedrinho – disse ela um dia depois de terminada a lição – por que, em vez de ficarmos aqui a ouvir falar degramática, não vamos passear no País da Gramática?O menino ficou tonto com a proposta.– Que lembrança, Emília! Esse país não existe, nunca existiu. Gramática é um livro.– Existe, sim. O rinoceronte, que é um sabidão, contou-me que existe. Podemos ir todos montados nele. Topa?” (…)Que tal visitar o País da Gramática, o Bairro da Ortografia, com seus alunos?MONTEIRO LOBATO. Emília no País da Gramática. SP: Globo, 2008, p.14.
  • 30. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20107. Ninguem lê sem reconhecer o códigoNa visita ao “Bairro da Ortografia”, as crianças vão descobrir, dentre outras coisas, que…a ortografia, isto é, a escrita correta das palavras, é uma convenção definida socialmente e varia com opassar do tempo (ex.: já escrevemos farmácia com ph - pharmacia).a ortografia “cristaliza” na escrita as diferentes maneiras de falar dos usuários de uma mesma língua, paraque possamos nos comunicar com maior facilidade.Brincando com os contos de fada…_Vamos auxiliar o LOBO MAU a melhorar sua ortografia?BARUZZI,A.eNATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:Brinque-bookltda,2009,p.1.As nomenclaturas gramaticasdevem ser usadas por você,mas não é necessário que ascrianças aprendam seusnomes. É importante quesaibam usar as regras queorganizam o sistema de escrita.O uso do dicionárioauxiliará as crianças eo Lobo a melhoraremsuas ortografias.
  • 31. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20108. Sobre a organização do tempo e do espaço da sala de aulaNa organização da rotina escolar, você deve prever tempo para trabalhar asatividades relacionadas ao desenvolvimento da língua materna e, também, àsdemais áreas do conhecimento. Aprender a manusear os materiais de leitura(livros, revistas, jornais etc) e de escrita (caderno, livro etc) são aprendizados quedevem estar previstos no seu planejamento.http://eventosebenezer.zip.net/images/leitura.JPGNesse Caderno propusemos os contos, as narrativas, como tema integrador para desenvolvimento dasatividades pedagógicas. Eles abrem caminho para as descobertas, compreensão do mundo. Conte-os,Professor/a, na Roda de Leitura ou Hora do Conto, para que seus alunos tenham a oportunidade de ouvir boashistórias.Essas narrativas possibilitam, também, aprofundar e/ou ampliar conteúdos e habilidades escolares. Na suarotina de trabalho, explore-as no horário destinado ao “estudo”.Devemos nos ocupar, também, com a organização do espaço de sala de aula. É importante que osmateriais para manuseio dos alunos estejam em lugares acessíveis e o Cantinho da Leitura seja um lugaraconchegante, com diferentes materiais de leitura, que serão sempre renovados.Explore, também, outros espaços da escola. Frequente a Sala de Leitura e integre-se aosprojetos desenvolvidos nesse espaço.
  • 32. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 20109. Sobre o planejamento…www.sinprors.org.br/O planejamento constitui-se num roteiro, nas várias possibilidades de caminhos aseguir, para a concretização dos seus objetivos. Nele estão programadas asatividades que você pretende desenvolver com a sua turma.Ele consiste em uma das possibilidades de estabelecer uma rotina de trabalho,de organização do tempo pedagógico. Nele está presente a distribuição do tempodestinado à apresentação, sistematização, ampliação dos conhecimentos dos seusalunos.É importante ressaltar que, principalmente nas séries iniciais, temos destinadomais horas às atividades de leitura e escrita do que às demais áreas doconhecimento. O planejamento, então, Professor/a, será seu auxiliar no controle doseu próprio trabalho, possibilitando as adequações necessárias.Se você organiza um planejamento semanal ele pode se tornar seu auxiliar na coleta de informações e deavaliação sobre a semana que acabou. Ele dará a você possibilidades de avaliação e revisão constantes dopróprio trabalho.De acordo com os avanços e as dificuldades demonstrados por seus alunos, o planejamento possibilitaráque você visualize as atividades realizadas e reflita sobre o que ficou faltando. Assim, a avaliação diagnósticanão se destina somente ao seu aluno, mas também ao seu trabalho e ao projeto da escola,sendo necessária para que sejam feitos os ajustes necessários nos caminhos traçados. Dessa forma,você promoverá aprendizagens que provocarão o desenvolvimento das criancas.,
  • 33. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 201010. Sobre a integração dos conhecimentosNeste Caderno trabalharemos com a literatura infantil e propomos o tema EM CANTOS, EM CONTOS como objetivo de integrar as diferentes áreas do conhecimento.A literatura,seja ela em prosa ou verso,traz para a sala de aula outros interlocutores,de outros lugares, de outros tempos, com outroscostumes, ampliando a troca de saberes entrevocê e seus alunos.Favorece o desenvolvimento da imaginação,da criatividade, da expressão de ideias esentimentos.LEIA! CONTE MUITAS HISTÓRIAS.Por que trabalhar com literatura infantil?
  • 34. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Ao abordar os CONTOS em diferentes gêneros textuais, temos como objetivo o reconhecimento deque um mesmo tema pode ser abordado de formas diferenciadas e, ainda, o desenvolvimento de umtrabalho com a marca da intertextualidade. Sugerimos, no entanto que, inicialmente, você apresente oslivros de literatura com os contos em versão narrativa e, posteriormente, explore-os em outros gêneros.Seus alunos, Professor/a, começam a ler muito cedo. Ainda pequenos, quando distinguem seus própriosobjetos, pessoas e familiares mais próximos, estão realizando uma leitura do mundo que os cerca. Esse mundoestá repleto de palavras e, também, de imagens.O trabalho desenvolvido por você com a literatura, em livros, vídeos etc, possibilita não só a articulaçãoentre a linguagem verbal e visual como também amplia e enriquece as trocas de conhecimentos – o espaçointerdiscursivo – porque sua sala de aula é “invadida” por outros interlocutores.A literatura infantil cria um mundo mágico, as palavras envolvem as crianças, dão acesso à fantasia etransportam seus alunos para um mundo maravilhoso.Lembre-se, Professor, os textos literários não são textos de interpretação fechada, dependem da visão doleitor, várias interpretações podem ser dadas a ele.10. Sobre a integração dos conhecimentos
  • 35. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoII- Orientações Pedagógicas1º ANO/ outubro 2010Professor/aNeste Caderno apresentamos sugestões deatividades para o desenvolvimento de uma práticapedagógica permeada pelas narrativas, pelos contos defada, tendo, então, como referência, o tema integrador EMCANTOS, EM CONTOS.Inicialmente apresentamos o Sítio do Picapau Amarelocom seus personagens.Em seguida, é Dona Benta, uma grande mestra na artede contar histórias, quem conta para a Emília, o Visconde deSabugosa, seus netos e para nós, os contos de fadatradicionais: Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida,Cinderela, Alice no País das Maravilhas e, também, históriasde lobos e de bruxas.As fichas do Caderno de Apoio Pedagógico do Alunoforam elaboradas considerando o tema acima. Cabe avocê utilizá-las, organizando-as de acordocom o seu planejamento.
  • 36. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010EM CANTOS, EM CONTOSSítio do Pica Pau AmareloGilberto GilMarmelada de banana, bananada de goiabaGoiabada de marmeloSítio do Pica-Pau amareloSítio do Pica-Pau amareloBoneca de pano é gente, sabugo de milho é genteO sol nascente é tão beloSítio do Pica-Pau amareloSítio do Pica-Pau amareloRios de prata, pirataVôo sideral na mata, universo paraleloSítio do Pica-Pau amareloSítio do Pica-Pau amareloNo país da fantasia, num estado de euforiaCidade polichineloSítio do Pica-Pau amarelohttp://letras.terra.com.br/gilberto-gil/46244/ http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/sitiodopicapau/imagens/sitio1.jpg- inicialmente, apresentar o livro;-criar uma expectativa sobre a letra da canção, antecipando o seu tema;-despertar a imaginação de seus alunos, propondo que falem sobre os aspectos dotema que podem ter sido abordados na canção;-ler o seu título: o que ele sugere? CANTE ! DANCE !
  • 37. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Que tal fazer um mergulho no “reino da Imaginação”, abrindo a“porteira do Sítio do Picapau Amarelo, onde a fantasia não tem limitese tudo pode acontecer”?Você vai conhecer “uma boneca de pano que destrava alíngua com pílulas falantes do Doutor Caramujo e nunca mais fechoua torneirinha de asneiras; uma espiga de milho que se transforma noVisconde de Sabugosa, cheio de sabedoria.Vai ser apresentado também à Tia Nastácia, famosa por seus deliciosos bolinhos; à Dona Benta, uma avómuito especial; a sua neta Lúcia, a menina do nariz arrebitado, que está sempre inventando novas reinações eao seu primo Pedrinho, que passa sempre uma temporada de férias no sítio.Ao lado do Saci-Pererê, do caubói do cinema americano chamado Tom Mix, do Gato Félix, saído de umdesenho animado, e de muitos outros personagens interessantes, os netos de Dona Benta fazem as maiorestravessuras do mundo.”Fonte: MONTEIRO LOBATO, Reinacões de Narizinho vols.1 e 2, SP: Globo, 2008.- Identificar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre o assunto que vai ser abordado:.conhecem um sítio? O que encontramos normalmente em um sítio? Que animais costumammorar nele?.já assistiram na televisão ou escutaram alguma história sobre o Sítio do Picapau Amarelo?.conhecem alguns dos seus personagens?- Apresentar os moradores do Sítio do Picapau Amarelo:
  • 38. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Dona Benta Encerrabodes de Oliveira, uma grande mestra na geografia e na arte decontar histórias. Essa senhora com cerca de 60 anos é dona do Sítio do Picapau Amarelo,um lugar muito bonito, com uma casa grande, muito antiga onde tudo é muito amplo efresco. Ela mora aí com a Tia Nastácia, que cuida da cozinha e da limpeza da casa e suaneta Lúcia, que todo mundo conhece como Narizinho. Pedrinho, outro neto de DonaBenta, não troca o sítio por nenhum outro lugar do mundo para passar suas férias.http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/sitiodopicapau/imagens/sitio1.jpgA melhor quituteira deste e de todos os mundos que existem. Ela cozinhou atépara São Jorge, na Lua. Quem comia uma vez os seus bolinhos não podia nem sequersentir o cheiro de bolos feitos por outras cozinheiras. Além de cuidar da cozinha, ela éuma faz-tudo na casa. Foi ela quem praticamente criou a Narizinho, e quem fez aEmília. É também uma grande contadora de estórias. A turma do sítio adora ficar ànoite ouvindo seus "causos ", comendo rosquinha de polvilho.Conhecendo um pouco mais a DONA BENTA e a TIA ANASTÁCIA-Organizar um glossário com os termos desconhecidos pelos alunos.-Inferir o sentido de palavras, tendo como referência o texto lido: quituteira, por exemplo.-Localizar informações explícitas no texto: o dono do Sítio do Picapau Amarelo, por exemplo.
  • 39. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://3.bp.blogspot.com/_vaXAmq8Ogek/S66QdG-KVsI/Monteiro Lobato é o inventor desse faz de conta!“Durante sua infância, Monteiro Lobato passavahoras brincando, subindo em árvores e pescando noriacho. Mas ele não dispensava um bom livro deaventuras, que lia na biblioteca do seu avô. Desdepequeno, escreveu para para os jornaizinhos doscolégios que frequentou. Continuou escrevendodepois de formado em Direito e, em vez de trabalharcomo advogado, tornou-se escritor, criando o Sítiodo Picapau Amarelo.”José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 deabril de 1882 na cidade de Taubaté, em São Paulo emorreu em 04 de julho de 1948, em São Paulo.Fonte: MONTEIRO LOBATO, Reinacões de Narizinho vols.1 e 2, SP: Globo, 2008.- Observar a ilustração do texto: é possível interpretá-lo, observando-a?- Identificar o tema do texto acima. Discutir com os alunos.- Ler uma biografia resumida de Monteiro Lobato para seus alunos. Ler outras biografias(veja a coleção “Crianças Famosas”, na Sala de Leitura de sua escola).- Propor que cada um escreva a sua “biografia”.
  • 40. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010“Reinacões de Narizinho, uma das obras de Monteiro Lobato, é mais queum livro. É uma coleção de histórias, cada qual com seu começo, meio e fim.Elas podem ser lidas no conjunto ou saboreadas uma a uma, como frutascolhidas no pé.”Fonte: MONTEIRO LOBATO, Reinacões de Narizinho vols.1 e 2, SP: Globo, 2008.Que tal contá-las em capítulos para seus alunos?“...Todas as tardes, Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, vai passear com suaboneca Emília, feita por Tia Nastácia, no ribeirão que passa no fundo do pomar. Numcerto dia, depois de dar comida aos peixinhos, elas conhecem um besouro decasacão e o Príncipe Escamado, rei do Reino das Águas Claras, e vivem umagrande aventura...Elas conhecem, então, a costureira das fadas, Dona Aranha, o Major Agarra-e-não-Larga-Mais e o DoutorCaramujo, capaz de tudo curar. Além do mais, Emília, a boneca muda de Narizinho, toma uma pílula mágicado Doutor Caramujo e começa a falar, ainda que de maneira confusa e atrapalhada.De retorno ao Sítio, Narizinho, mudada, começa a imaginar mil e uma aventuras e descobre que Emíliafala a língua das formigas e das abelhas. A menina quer casar Emília com Rabicó, um porquinho que amenina e seu primo Pedrinho, recém-chegado da cidade, dizem ser Marquês...”.http://pt.shvoong.com/books/children-and-youth/1678459-reina%C3%A7%C3%B5es-narizinho/Vamos viver essas e outras aventuras com a turma do Sítio do Picapau Amarelo?
  • 41. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.colegioreginamundi.com.br/blog/- Leitura da história, pela professora, com interrupção em determinadosmomentos, para que as crianças imaginem a sua continuidade, quepoderá ser confirmada ou não, com a leitura, possibilitando um diálogocom o texto;- montar uma galeria com os retratos/desenhos dos personagens do Sítiodo Picapau Amarelo;- escrever as principais características de cada um deles;- propor outros nomes para cada um deles, tendo como referência assuas características;- comparar a letra da música com a história narrada: mesmo temaabordado em gêneros textuais diferentes.- Antes da leitura da história recomenda-se que você situe os alunos chamando aatenção:. para o suporte: a história está impressa em um livro ou em papel ofício? Se fizerparte de um livro, converse sobre a capa: o que imaginam encontrar nele?. converse, também, sobre o autor: já conhecem alguma outra produção dele?. o que o título de uma obra costuma indicar?Sugestões de atividades:http://4.bp.blogspot.com/_f0ftLILbjPg/SeqJEl7BQUI/
  • 42. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/Dê asas à imaginacão!- Organizar esquetes de teatro com os personagens do Sítio do PicapauAmarelo. De acordo com as suas possibilidades, você pode usar:. fantoches de luva;. fantoches de papier maché, confeccionados com seus alunos;. dedoches etc.Registre os diálogos do esquete.Esse é um bom momento para você mostrar comose organiza um diálogo e explicar o sentido dapontuação no texto.http://descobrindoapedagogia.blogspot.com/2009/08/tv-teatro-feita-de-caixa-de-papelao.html-Propor aos alunos desenharem o episódio da história que mais agradou acada um:. organizar os desenhos em sequência, unindo-os com fita durex ou similar;. assistir, na TV, à história narrada pelas crianças.- Registrar, coletiva e/ou individualmente, as histórias narradas.- Propor outra sequência para a história.- Reescrever trechos das histórias contadas pela professora.- Montar livros com os desenhos e os registros dos alunos.
  • 43. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://1.bp.blogspot.com/_cAFJigUKtoE/SwRu7G9WCtI/http://fotos.sapo.pt/8yUZzBDE9nOcHohjjho4/340x255Material necessário:-palitos de churrasco-papel-canetas coloridas-tesoura-fita adesiva-caixa de papelãoModo de fazer:-desenhar os personagens da história,produzida individual ou coletivamente,-recortar ,-colar no palito, com fita adesiva,-forrar a caixa de papelão,-preparar o cenário.Vamos fazer um Teatro de Vara?Dramatizando:- escrever os diálogos (registro coletivo);- listar as tarefas a serem realizadas;- distribuir as tarefas entre os alunos.- preparar a caracterização dos personagens(utilizaradereços e apliques que os identifiquem ).- montar o cenário (identificar o espaço onde se passou ahistória dramatizada).- quem assistirá à apresentação?- fazer um convite, indicando o dia, a hora e o local daapresentação.
  • 44. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.educacional.com.br/upload/blogSite/6284/6284809/16460/zsitio2.jpghttp://educaresonhar.blogspot.com/2008/03/meninas.htmlQue tal confeccionar “Emílias”?Esta é a Ynari: a menina das cinco tranças.Você pode saber mais sobre ela e como confeccioná-la no site:http://cibersludicos.blogspot.com/2008/08/conto-africano.htmlA Ynari pode ser confeccionada com lã de diferentes cores, pode-se,também, vesti-la. Que tal fazê-la semelhante à Emília?Professor/a, convide um responsável para ensinar sua turma a confeccionarbonecas/ bonecos. Liste, com os alunos, os materiais necessários.Com as/os bonecas/os prontas/os, cada criança dará um nome à sua e diráporque escolheu o nome.O que um/a boneco/a dirá para o/a outro/a? Registrar os diálogos.
  • 45. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://4.bp.blogspot.com/_5Ec36RiXbMQ/Sv87ghU4qfI/Todas as noites Dona Benta contava e lia, para a criançada,histórias fantásticas com fadas, bruxas, lobos e muitos outrospersonagens.Quando via Dona Benta se encaminhando para sua poltronacom um livro na mão, Emília corria em sua direção e Dona Benta“punha-a no colo para lhe contar histórias. Porque não havia nomundo quem gostasse mais de história do que a boneca. Viviapedindo que lhe contassem a história de tudo – do tapete, do cuco,do armário.”– Que história querem ouvir hoje? Perguntou Dona Benta.– Chapeuzinho Vermelho, gritou Narizinho. Emília fez algumascaretas mas acabou concordando.– Mas quero comer as rosquinhas da Tia Nastácia, disse a boneca.Todos aplaudiram a ideia e correram para a cozinha, porquegostavam muito de ajudar no preparo de comidinhas.MONTEIRO LOBATO, Reinacões de Narizinho vols.1 , SP: Globo, 2008, p.37. Adaptacão livre.-Após ler a história, conversar com seus alunos: o que falaram Dona Benta, Narizinho e Emília.- Propor que imaginem um outro diálogo entre esses personagens. Registrar.
  • 46. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://3.bp.blogspot.com/_zs_ni03OkJg/SOS4rYKbNPI/Rosquinha é um tipo debiscoito. O termo biscoito vem dapalavra francesa biscuit, quesignifica assado duas vezes.Antigamente o biscoito era umpão assado duas vezes para ficarseco e duro. Assim ele durava maistempo e podia ser levado nabagagem para alimentar osviajantes em suas longas jornadas.– Vocês sabem o que é uma rosquinha? Perguntou Dona Benta.DONABENTAparacriancas.SP:CiaEditoraNacional;Globo,2005,p.61.Conversar com as crianças: esse é um texto que traz várias informações.- Qual o seu tema?- O que aprendemos, ao lê-lo?
  • 47. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://1.bp.blogspot.com/_xUlEFthCBPc/SWNMi_w4OfI/– Hoje vou fazer rosquinhas de queijo, disse Tia Nastácia.Receita de ROSQUINHAS DE QUEIJOIngredientes:-1/2 xícara de chá de queijo parmesão ralado-1/2 xícara de chá de margarina-1 xícara de chá de farinha de trigo- margarina para untar- farinha de trigo para polvilharComo fazer:1-Ligue o forno e deixe aquecendo em temperatura média.2- Na tigela, amasse com as mãos o queijo ralado e a margarina.3-Acrescente, aos poucos, a farinha de trigo e continue amassando até que toda a farinha tenha semisturado ao queijo e à margarina.4-Coloque a massa em uma superfície limpa. Enrole-a com as mãos até formar rolinhos compridos e nãomuito finos.5- Em seguida, corte os rolinhos em pedaços e faça argolinhas.6- Distribua as rosquinhas em uma assadeira untada com margarina e polvilhada com farinha detrigo. Asse-as no forno em temperatura média, por mais ou menos 15 minutos ou até ficaremdouradas.7- Retire a assadeira com as rosquinhas, espere esfriar e sirva.DONABENTAparacriancas.SP:CiaEditoraNacional;Globo,2005,p.60/61.
  • 48. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Rosquinhas na mesa, atenção na história!ERA UMA VEZ…http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://francobeck.files.wordpress.com/2009/07/lobomau.jpgE u souEu sou o LOBOnem bom, nem mauMas o CONTOcontou diferente:EU SOU O LOBO MAUde bração pra te puxar,de olhão pra te enxergar,de unhão pra te arranhar,de goelão pra te devorar.http://imagem05.vilamulher.terra.com.br/interacao/original/1899517/chapeuzinho-vermelho-http://1.bp.blogspot.com/_St5a55WY3tI/EU SOU A VOVOZINHAque morava sozinha,que ouviu o toc-toc,que foi ver o que era,e viu o LOBO MAU…Vovozinha, assustada,que quis escapar dele,que acabou engolida,por uma grande escuridão! EU SOU A CHAPEUZINHOque viu um lobo sabido,que me levou na conversa,que disse-que-me-disse,que olhão era olhinho,que bocão era boquinha,que bração era bracinho,que fingi acreditar,e quase ERA UMA VEZCHAPEUZINHO VERMELHO!Fonte: GÓES, Lucia P. Vamos brincar com as palavras? SP: Larousse do Brasil, 2005,p.16/17.
  • 49. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010EU SOU O CAÇADORque caçava a paca,que passeava pela horta,que a vovó zelava.EU SOU O CAÇADORque o lobo não esperava.http://www.raizprod.com.br/festguararema/3%20festguararema/EU SOU A ESPINGARDAque o caçador levava,que a paca detestava,e que não serviu de nada,nessa inesperada caçada.http://www.gartic.com.br/imgs/EU SOUA FACAque abriu a barrigado Lobo, não da paca,que devolveu a Vovozinhae a Chapeuzinho assustada.EU SOU A PEDRAque, no final do conto,lotou a barriga do Lobo,que tropeçou, caiu no riachoe tchau, tchau, Lobo Mau.http://1.bp.blogspot.com/_wVgdoRhM0V4/SWePz2-QGWI/ERA UMA VEZ UM LOBOQUE NÃO ERA NEM BOM NEM MAU:ERA UM LOBOQUE FOI INDO POR UM CAMINHO…TCHAU, TCHAU, LOBO MAU!Fonte: GÓES, Lucia P. Vamos brincar com as palavras? SP: Larousse do Brasil, 2005,p.18/19.
  • 50. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integradorde um deles1º ANO/ outubro 2010Emília, tagarela, esperta e atrevida, inventa mil ideias!http://3.bp.blogspot.com/_hGGq2Bji6rE/SeQy0AhcHHISerá que o LOBOé mesmo malvado?Vou conversar com ele parasaber a verdade…O LOBO contou, então, o que aconteceu antes da famosa história começar.BARUZZI,A.eNATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:Brinque-bookltda,2009.,p.1.
  • 51. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integradorde um deles1º ANO/ outubro 2010http://www.brinquebook.com.br/capasO LOBO estava cansado de ser MAU. Escreveu, então, uma carta paraChapeuzinho Vermelho, pedindo que a menina o ajudasse a ser bonzinho, terbons modos, ser gentil e até melhorar sua ortografia.Chapeuzinho telefonou para o Lobo, dizendo-lhe que iria ajudá-lo econvidando-o para vir à sua casa. A sua reeducação começaria logo.Depois que o Lobo tomou banho, eles jantaram um prato vegetariano,porque o Lobo estava proibido de comer carne.Desse dia em diante, o Lobopassou a praticar boas ações: limpara casa, pegar as crianças no colégio,ajudar a mamãe a confeitar bolos,jogar cartas com a vovó.“Em pouco tempo, todo mundopercebeu como o Lobo estavabonzinho. Ele se tornou umacelebridade na floresta.”BARUZZI,A.eNATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:Brinque-bookltda,2009.AdaptacãoLivre
  • 52. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Saiu publicado no jornal que circulava na floresta:BARUZZI,A.,NATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:BRINQUE-BOOKEdit.Ltda,2009,p.11.
  • 53. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010A popularidade do Lobo cresceu tanto que deixou Chapeuzinho Vermelho roxa de raiva!“– CHEGA! Isso foi longe demais. Eu é que devia ser a pessoa mais popular aqui. Então ela bolou um planopara mostrar a todos como o Lobo era DE VERDADE…”O Lobo estava muito feliz na festa da Chapeuzinho Vermelho , mas a menina tinha “preparado umaarmadilha perigosa para ele: um sanduíche ESPECIAL.Assim que o Lobo deu uma mordida no sanduíche misterioso, ele voltou a ser o malvado de antes,perseguindo o Lenhador ao redor da mesa até ser expulso da cidade.”“Chapeuzinho Vermelho ficou muito contente de voltar a ser a pessoa mais boazinha da Floresta. Paraprovar, ela foi levar uma cesta de guloseimas para a Vovozinha.Quanto ao que aconteceu depois…Bem, você conhece a história oficial.”BARUZZI,A., NATALINI,S. A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho. SP: BRINQUE-BOOK Edit. Ltda, 2009,p.17.
  • 54. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://3.bp.blogspot.com/_UBq6-1qVl9w/S0XfH8_QpaI/Viram só!Eu disse que oLOBO não eratão MAU comodiziam!ERA UMA VEZ uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho…
  • 55. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010- Conversar sobre as versões em prosa e verso e também a música dahistória Chapeuzinho Vermelho, para que as crianças percebam assemelhanças e diferenças, na forma e no conteúdo, quando o mesmotema é abordado em textos diferentes.- Dramatizar cada uma das diferentes opiniões relativas ao mesmo tema oufato: a história oficial que mostra a Chapeuzinho Vermelho como uma boamenina e a história na versão do Lobo Mau.http://www.viverzen.com/images/fantoches.jpghttp://www.bicodocorvo.com.br/wp-content/gallery/chapeuzinho-vermelho/- Dramatizar, com sua turma, a história de Chapeuzinho Vermelho: oscontos de fada facilitam a identificação dos elementos da narrativa.- Identificar e ressaltar o que gera o conflito ao enredo.Sugestões de Atividades
  • 56. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Conversar sobre alimentação:- O que é um cardápio vegetariano?- Por que o lobo tinha que ter um cardápio vegetariano para suareeducação?- O que teria no Sanduíche Misterioso ?- Por que, depois de comê-lo, o lobo ficou mau novamente?Cardápio do LOBO MAUhttp://www.bolsademulher.com/corpo/vegetarianismo_um_estilo_de_vida-3925-1.htmlComer ou não comer carne? Eis a questão. Saborosa, macia e nutritiva, é figura garantidaem quase todas as nossas refeições, satisfazendo rapidamente nosso apetite.Para alguns, viver sem ela é impensável. Para outros, mantê-la fora do cardápio é muitomais do que uma escolha por uma vida saudável ou pela manutenção do peso.É, também, uma filosofia de vida – seja por motivos religiosos, idealismo ou consciênciaecológica.Mas será que trocar a carne, seus derivados e outros alimentos de origem animal porfrutas, hortaliças, sementes e vegetais faz mesmo bem à saúde? Ou um suculento bifecontinua imbatível nos quesitos nutrição e fonte de energia? É, parece que a polêmicaainda é o tempero dessa discussão.http://www.bolsademulher.com/corpo/vegetarianismo_um_estilo_de_vida-3925-1.html
  • 57. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Construir uma TV com caixa de papelão:- Propor que os alunos ouçam, em casa, notícias no telejornal e apresentemna TV confeccionada por eles. Registrar.- Imaginar o que a repórter “Cristina Andersen” perguntará ao Lobo, em suaentrevista para o “Jornal Florestal”. Registrar a entrevista.- Alternar os papéis de repórter e de lobo entre as crianças para que umentreviste e o outro responda, encarnando o papel do lobo. Registrar asrespostas dos diferentes lobos.“Repórter por um dia…”Escrever uma carta convidando o Lobo Mau para uma visita à turma.BARUZZI,A.,NATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:BRINQUE-BOOKEdit.Ltda,2009.BARUZZI,A.,NATALINI,S.AVerdadeiraHistóriadeChapeuzinhoVermelho.SP:BRINQUE-BOOKEdit.Ltda,2009.O Jornal da Floresta-Ler as notícias do Jornal da Floresta para os alunos.-Trazer jornais para a sala de aula e observar as suas seções: comparar com as doJornal da Floresta.-Discutir a função dos classificados , comparar com “Porquinhos Construtores”.-Produzir, coletivamente, um anúncio para a seção de classificados de um jornal.- Discutir o significado da pesquisa de opinião, comparar com as quetêm sido publicadas nos jornais.-Fazer uma reportagem sobre um assunto de interesse da turma. Registrar.
  • 58. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Por queaparecem sempreLobos Maus eBruxas, nas históriasque vovó conta?Emília passou o dia pensativa. À noite, quando Dona Benta perguntou à criançada que história gostariamde ouvir, Emília saiu-se com essa…http://lgollo.blog.terra.com.br/files/2008/12/lobo-mau1.jpg“… Por que o Lobo sempre fezna fábula, no era uma vez,o papel de mensageiro do malatraindo o medo universal?O perigo foi criadopra testar a coragem.O Lobo projeta a imagemdo medo que a todos convém…”MIGUEZ, Fátima, Inventário do Lobo mau. SP:Editora DCL, 2006.
  • 59. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010“Era a Chapeuzinho Amarelo,Amarelada de medo.Tinha medo de tudo,Aquela Chapeuzinho. (…)Mas o engraçado é que,assim que encontrou o LOBO,a Chapeuzinho Amarelofoi perdendo aquele medo:o medo do medo do medoDe um dia encontrar um LOBO.Foi passando aquele medoDo medo que tinha do LOBO.Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.O lobo ficou chateado de ver aquela menina olhando pra cara dele,só que sem o medo dele.Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.É feito um lobo sem pelo.Lobo pelado.
  • 60. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010O lobo ficou chateado.Ele gritou: sou um LOBO!Mas a Chapeuzinho, nada.E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!Chapeuzinho deu risada.E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!Chapeuzinho, já meio enjoada,com vontade de brincar de outra coisa.Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBOumas vinte e cinco vezes, que era pro medo ir voltandoe a menininha saber com quem não estava falando:LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LOAí, Chapeuzinho encheu e disse:“Para assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!”E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.Era um BO-LO. Um bolo de lobo fofo,tremendo que nem pudim,com medo de Chapeuzim.Com medo de ser comido,com vela e tudo, inteirim.” (...)http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.com/_3PBwlu7yKxQ/R2CjLUoTMHIFonte: BUARQUE, Chico. Chapeuzinho Amarelo. RJ: José Olímpio Edit., 1997
  • 61. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010– Hoje vou contar histórias de princesas, de fadas…, disse Dona Benta.”... Eu sou a Princesa Bela Adormecida,que, encantada pela Bruxa,dormiu profundo sono por cem anos,até que o beijo de um Príncipeme tirou do encantamento.E, então, vivemos felizes para sempre…”http://2.bp.blogspot.com/_VCLABPKvaS4/SwfcGVvrHNI/Fonte:GÓES,LuciaP.Vamosbrincarcomaspalavras?SP:LaroussedoBrasil,2005,p.18/19Hiiiii!!!!Onde temprincesa, temfada, tem bruxa!
  • 62. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.imagensdahora.com.br/clipart/cliparts_imagens/15Terror/bruxa_no_caldeirao.gifCALDEIRÃO DA BRUXARasputin, atchim, ai de mim,resmunga a bruxa, enquantomexe e remexe o seu imensocaldeirão.Asas de morcego, rabo de lagartixa,cocô de baleia, unha de sereia,a bruxa mexe e remexeo seu panelão.Meleca de sapo, bico de pinto,pena de pavão, goiaba bichada,mexe e remexe com pau de seboo seu sopão.Nabo estragado, casca de besouro,pó de ferro, pó de ouro,ai de mim, atchim, rasputin.MURRAY, Roseana, MURRAY, André. Poemas e comidinhas. SP: Paulus, 2008.
  • 63. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010SIM, SALABIM…ASA DE MORCEGO,RABO DE LAGARTIXA…AI DE MIM, RASPUTIN!TRANSFORME ESSA BRUXINHAEM UMA BRUXA MÁ !!!FURNARI, Eva. A Bruxinha Atrapalhada.SP: Global Edit. E Distribuidora Ltda, 1992
  • 64. Tia Nastácia!Que tal fazer uma receitaigualzinha à da bruxa paracomermos, enquanto aVovó conta mais umahistória?CRUZES!!!Essa boneca temcada ideia!http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/– Hoje eu vou fazer uma surpresa, disse Tia Nastácia.“Dizem que a maior parte das delícias que a Cinderela era obrigada acozinhar para sua madrasta e as filhas desta ela aprendeu com a FadaMadrinha.(…) Contam que, mesmo quando não havia quase nada nadespensa, Cinderela usava sua imaginação e os ensinamentos da FadaMadrinha para criar um cardápio. Um dos seus pratos preferidos erabolinhos de nuvem.”http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.sabetudo.net/wp-content/uploads/2010/04/Fonte: ALEGRIA, João. Come-Come:pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Edito, 2002, p.19 e 20.Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010
  • 65. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Como fazer bolinhos de nuvem.Ingredientes:.1/2 colher de sopa de óleo. 1colher de farinha de trigo. 3 ovos (só vamos usar as claras, mas guarde as gemas!). 1 xícara de açúcarÉ simples.-Unte uma assadeira usando meia colher de sopa de óleo. Espalhe bem o óleo com os dedos, sem deixarempapar nos cantos.-Polvilhe farinha de trigo sobre ela, formando uma fina camada. É para os seus bolinhos de nuvem nãogrudarem no fundo da assadeira, depois de prontos.-Acenda o forno em fogo médio e deixe aquecendo.- Bata as claras de três ovos, até ficarem brancas como nuvem e firmes como neve.-Junte às claras uma xícara de açúcar, aos pouquinhos, e vá mexendo suavemente com uma colher de pau.- Depois de misturar bem, faça pequenos flocos de nuvem sobre a assadeira, com ajuda de uma colher.-Leve ao forno por 40 minutos, ou um pouco mais, até que estejam assados.-Está pronto! É só deixar esfriar e, depois, comer.http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.assimcomoeu.com.br/Fonte: ALEGRIA, João. Come-Come:pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Edito, 2002, p. 21.Os Bolinhos de Nuvem da Cinderela
  • 66. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010HUM!O gosto dessesbolinhos de nuvem mefaz lembrar outrodoce…DICA DE MESTRE:Não se deixe enganar.Hoje em dia, os bolinhos de nuvem também sãoconhecidos como “suspiros”.Depois de muitos estudos, um sábio duende da florestachegou à conclusão de que este nome surgiu devidoaos suspiros de prazer que todos davam ao experimentaros famosos bolinhos de nuvem feitos pela Cinderela.Fonte: ALEGRIA, João. Come-Come:pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Edito, 2002, p. 21.
  • 67. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://2.bp.blogspot.com/_xdBZa4Bn0nM/SsY_RRpcwjI/http://3.bp.blogspot.com/_jurjUQQIRUo/R6iFa7d1cJI/“…Eu sou a Princesa Cinderela.Minha cama era a lareira,me chamavam de Borralheira.Mas, um dia, minha Fada Madrinha,com uma vara de condãome transformou na Princesados Sapatinhos de Cristal. ...”Fonte: GÓES, Lucia P. Vamos brincar com as palavras? SP: Larousse do Brasil, 2005,p.15.ERA UMA VEZ… começou Dona Benta.
  • 68. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/dia-nacional-do-livro-infantil/imagens/dona-benta.gif&iNastácia!Os Bolinhos de Nuvemda Cinderela estavamuma delícia, você éuma verdadeiraMESTRE CUCA!CUCA!!!!Cuidado com a CucaQue a Cuca te pegaE pega daquiE pega de láA Cuca é malvadaE se fica irritadaA Cuca zangadaCuidado com elaA Cuca é matreiraE se fica zangadaA Cuca é danadaCuidado com elaCuidado com a CucaQue a Cuca te pegaE pega daquiE pega de láA Cuca é malvadaE se fica irritadaA Cuca zangadaCuidado com elaCuidado com a CucaQue a Cuca te pegaA Cuca é danadaEla vai te pegarhttp://blogdositiodopicapauamarelo.blogspot.com/2009/02/letra-da-musica-da-cuca-cassia-eller.htmlhttp://blogdositiodopicapauamarelo.blogspot.com/2008/07/cuca-da-abertura-– Dona Benta, a senhora está dizendo que a Tia Nastácia é a Cuca? Perguntou Emíliamuito espantada. E começou a cantar…MÚSICA DA CUCACássia Eller
  • 69. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010– EMÍLIA!– A Cuca é uma velha feia que tem forma de jacaré e que, segundo a lenda,rouba as crianças desobedientes. É usada, muitas vezes, para fazer medo emcrianças que não querem dormir.– Eu vou contar pra vocês, crianças, a história do MESTRE-CUCA.“Quando eu estava aprendendo a cozinhar, tive um professor que ficouconhecido como Mestre Cuca. Na verdade, o nome dele era FranciscoAssafrango. Mestre Cuca era apenas um apelido, porque ele guardavatodas as receitas na memória e conhecia os ingredientes de cor e salteado.Certa vez uma bruxa fominha, cansada de tomar suas sopas de asade barata, escamas de cobra e bigodes de rato, as únicas receitas que elasabia preparar, resolveu enganar o Mestre Cuca e roubar os segredos deseus pratos deliciosos.A bruxa fominha deu com os burros n’água. Uma noite, revirou adespensa do cozinheiro, fez uma grande bagunça e, mesmo assim, nãoencontrou o caderno de receitas que procurava. Mas, não era para menos.Como poderia encontrar um caderno de receitas se ele não existia?http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://troll-urbano.weblog.com.pt/arquivo/bruxa.gif&imgrefurl=h
  • 70. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Então a bruxa fominha armou outro plano. Lembrou-se de uns óculosenfeitiçados que havia recebido como herança de uma tia-avó, tambémbruxa, e resolveu utilizá-los para descobrir os segredos do Mestre Cuca.Por fora, os óculos aparentavam ser óculos normais, sem nenhumaqualidade. Porém, eram óculos que permitiam, a quem os colocasse, veras pessoas por dentro. “Com estes óculos vou poder enxergar dentro dacabeça do Mestre Cuca e descobrir os segredos das suas receitas”,imaginou a bruxa fominha, dirigindo-se à casa do cozinheiro paraescarafunchar sua cuca e surrupiar suas receitas.Desconfiado da bruxa, Francisco Assafrango, o Mestre Cuca, inventou um chapéu para si. Era umchapéu branco e alto, todo escrito por dentro, com ingredientes e receitas fora de ordem, confundindo quemas procurasse entender. A bruxa tentou, tentou, mas se deu mal. Voltou para casa resmungando e, até hoje,continua fazendo as mesmas receitas com baratas, cobras e ratos que a sua avó lhe ensinou.Desde esse tempo, os cozinheiros passaram a usar o chapéu do Mestre Cuca. Assim, acreditam que ascomidas que estão preparando sempre vão ficar deliciosas e bonitas. E o melhor: é umchapéu multiuso. Usando um destes, nenhum fiozinho de cabelo sequer cai nospratos que estamos preparando.”http://extensaosaladeartes.blogspot.com/2008/06/junior-achievement-rondnia.htmlFonte: ALEGRIA, João. Come-Come: pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Editor, 2002, p.15 e 16.
  • 71. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010– Sinhá! Hoje eu vou fazer pipoca.– Oba! Oba! Oba!Gritaram todos,– Vamos comer pipoca.http://www.planetamais.com.br/mensagens/mensagem.jsp– Peguem um pedaço de papel quadrado.Fonte: ALEGRIA, João. Come-Come:pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Edito, 2002,– E eu vou ensinar à criançada como fazer copinhos para colocar a pipoca.21cm21cm
  • 72. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Fonte: ALEGRIA, João. Come-Come:pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Edito, 2002,– Dobrem na diagonal para criar um triângulo.– Agora, dobrem as pontas do triângulo.– Em seguida dobrem, para baixo, as abas do lado de cima .– Pronto, está feito. Abram o copo, encham com pipoca e corram para a sala!
  • 73. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.blogdaresenhageral.com.br/v“Alice estava começando a se cansar de ficar sentadasobre o barranco, sem nada para fazer. Uma vez ou duastinha dado uma olhada no livro que sua irmã estava lendo.(...) Foi quando subitamente um Coelho Branco deolhos cor-de-rosa passou correndo bem pertinho dali.Não havia nada de extraordinário nisso. Alice não achou verdadeiramente notável nem mesmo quandoo Coelho Branco disse para si mesmo: – Meu Deus! Meu Deus! Vou chegar atrasado! – Mas quando ele tirou umrelógio de bolso do colete, olhou as horas e depois continuou seu caminho a toda pressa, Alicelevantou-se. (...) Ardendo em curiosidade, correu atrás do coelho através do campo e, por sorte,chegou justo a tempo de vê-lo mergulhar na abertura de uma grande toca, perto da cerca.Num instante Alice estava descendo também, sem se perguntar nem por um momentocomo faria depois para voltar. Enquanto caía…CARROLL, Lewis. Alice no país das maravilhas. SP: Editora Ática, 1992, p.11.Hoje vamosfazer um passeio aopaís das maravilhas.Vamos todos descerna toca doCoelho Branco!
  • 74. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Alice no país da poesiaNo país das maravilhashavia mar e ilhas,havia liras e rimas,e no ar levitavam palavrase dançavam sons em harmonia.Alice descobriu com seu criadorque com palavras se brincade muitas maneiras.E descobriu que tudo começacom letras, que são desenhosreproduzindo sons e sensações.Sozinhas…pouco podem as letras…Elas são como andorinhase gostam de se agrupar.Agrupadas, formam palavrasque vêm e vão em livre voo,Em leve voo, em breve voo,buscando outras palavraspara multiplicarem sons e sentidos.Na fala mágica de Alice,palavras e mais palavras se juntaram,e brincaram e dancarame provocaram lágrimas, risose sensacões emotivas e esquisitas.E Alice um dia descobriuque as palavras ficam mais saborosasse jogadas numa página em branco.Com elas, Alice inventou maisbrincadeiras.Buscou traços, sentidos, laços, sons eformas.Escrevendo, Alice criou versos e estrofes,e captou a poesia que há no ar, emtudo.E da palavra maravilhas surgiramno ar, além do mar e da ilha,as maravilhas do verbo amar.Aí Alice se encantou e se eternizoue ainda canta e cantae nos encanta…Fonte: JOSÉ, Elias. Alice no país da poesia.SP: Peirópolis, 2009,p.7.http://4.bp.blogspot.com/_MC9XvQiuf24/S1AQ8TPgK9I/
  • 75. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Seria maravilhosose os personagens domundo encantadoviessem morar aqui noSítio doPicapau Amarelo.UMA HISTÓRIA PUXA OUTRA!MAS POR HORA, VAMOS FICANDO AQUI …ENTROU POR UMA PORTA,SAIU PELA OUTRA,QUEM QUISER QUE CONTE OUTRA!E o desejo da Emília tornou-se realidade...“Para alegria de Pedrinho, de Narizinho, do Visconde de Sabugosa e da Emília, os moradores dos contosde fadas e dos livros de aventuras resolveram mudar-se para o Sítio do Picapau.Após uma troca de cartas com o Pequeno Polegar, começaram os preparativos para receber osfamosos visitantes.”MONTEIRO LOBATO , O Picapau Amarelo, SP: Globo, 2010.
  • 76. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010Sugestões de atividades (para serem realizadas com as diferentes histórias narradas):- Organizar, com os alunos, uma galeria de “retratos” dos personagensdas diferentes histórias.- Registrar as características de cada um deles.- Propor aos alunos desenharem o episódio da história que mais agradoua cada um:. organizar os desenhos em sequência, unindo-os com fita durex ousimilar;. assistir, no “cineminha”, a história narrada pelas crianças.- Registrar, coletiva e/ou individualmente, as histórias narradas.- Criar finais diferentes para as histórias. Registrar.- Confeccionar livrinhos de história.- Propor outras sequências para as histórias. Registrar.- Criar novos diálogos para os personagens das histórias. Registrar.- Reescrever trechos das histórias contadas pela professora.- Criar novos enredos, misturando os personagens das diferentes histórias. Registrar.- Criar diálogos entre personagens de diferentes histórias. Registrar.- Organizar uma Feira de Livros, com os que forem confeccionados pelas crianças.http://feiurinha.sites.uol.com.br/imagem.jpg
  • 77. Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoIII-Sugestões de atividades: Tema Integrador1º ANO/ outubro 2010http://www.vozeacao.com.br/- Conversar sobre o medo:. desenhar o que faz sentir medo;. escrever o que faz sentir medo.. Como a Chapeuzinho Amarelo curou seu medo?- Inventar novas receitas para a bruxa. Registrar.- Organizar os quadrinhos da “ A Bruxinha Atrapalhada” econtar a história formada. Registrar.- Conversar sobre palavras iguais que têm sentidos diferentes.- “Pesquisar” outras palavras, desenhando seus diferentes sentidos.Como Alice, vamos brincar com as palavras?
  • 78. Atividade: 1,2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,10 e 11Habilidades:- Localizar informações explícitas em um texto.- Perceber o ritmo, fluência e entonação da leitura.- Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento dosuporte, do gênero e das características gráficas.- Antecipar o assunto de um texto a partir de título, subtítuloe imagem.- Inferir uma informação implícita em um texto.- Reconhecer relações de continuidade temática.O III Caderno é um convite para viajar no universo dashistórias infantis, começando pelo mundo encantado deMonteiro Lobato. Para iniciar o trabalho, sugerimos, aleitura dos livros “Reinações de Narizinho Volumes 1 e 2”.Você poderá lê-los em capítulos, fazendo o resgate dospersonagens mais conhecidos e imortalizados pelatelevisão.Para os que possuem TV a cabo, poderá ser sugerido queassistam à reprise do Sítio do Picapau Amarelo no canal 36(canal Viva), diariamente, às 8h e às 13.Utilize vários recursos (livro, vídeo, música etc) para que osalunos conheçam os personagens do Sítio do PicapauAmarelo, dando-lhes condições para que façam adescrição dos moradores do Sítio , da casa e arredores,onde se passam todas as histórias contadas.1º ANO/ Outubro 2010Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoSugestões para o Professor
  • 79. Lembre-se, ler para as crianças exigeorganização:a) Escolha previamente o livro a ser lido, treine a leitura,capriche na entonação.b) Estabeleça um horário fixo e diário para a roda deleitura.c) Crie um cantinho aconchegante: vale a pena investirem almofadas ou acomodar as crianças sobre umtapete criado com TNT ou manta de sofá, use suacriatividade!d) Mostre as ilustrações do livro enquanto faz a leitura.e)Faça pausas na leitura, criando suspense,perguntando às crianças como elas resolveriam oproblema apresentado pelos personagens, criandonovas opiniões, construindo novos finais etc.f) Ao final da história, pergunte sobre o trecho que maisgostaram e quem foram seus personagenspreferidos etc.Leia mais em Sugestões de Atividades: Tema Integrador.1º ANO/ Outubro 2010Coordenadoria de EducaçãoIII CadernoSugestões para o ProfessorA leitura prévia dos livros citados ajudará seu alunoa se envolver com as aventuras dos personagens e naconstrução do universo imaginário. O gosto pela leituraé despertado pelo próprio entusiasmo do adulto queincentiva a criança a se aproximar dos livros. Por estarazão, o mediador mais importante nessa tarefa é você,Professor/a.Após todo o trabalho inicialmente sugerido, seualuno terá condições de, ao ler ou ouvir a música daFicha 1, fazer correlações com as histórias do Sítio doPicapau Amarelo e o resgate dos personagens. Vocêpoderá explorar, então, o que é um sítio, como é apaisagem, os animais nele existentes, os personagensmoradores; comparar as diferenças existentes entreas duas estruturas de texto apresentadas, como ahistória do livro(em prosa) e a da música (verso) –temos, aí, um exemplo de intertextualidade.Como sugerido nos cadernos anteriores, explore otexto da música, destacando a rima, a sonoridade daspalavras, as letras inicial e final, a quantidade de letrasem cada palavra etc. Reproduza o texto no blocão.As fichas seguintes (da Ficha 3 à Ficha 11) sãosugestões que poderão ser ampliadas por você,Professor/a, fazendo a descrição de outros personagensdo Sítio e também dos alunos da sala de aula.Construa listas sobre o ambiente do sítio. Inventecom seus alunos outras histórias sobre sítios e outrospersonagens. Elabore um livro das melhores histórias daturma.
  • 80. Sugestões para o ProfessorAtividades: 12, 13, 14, e15Habilidades:• Escrever textos curtos tendo em vista as condições deprodução (finalidade, gênero e interlocutor).• Inferir uma informação implícita em um texto.•. Reconhecer a leitura de textos verbais comopossibilidade de acesso a diferentes conteúdos.• Reconhecer e utilizar recursos coesivos emproduções coletivas e individuais.O texto sugerido é uma pequena biografia do autorMonteiro Lobato. É muito importante sempre que apresentarum livro de histórias, comentar sobre o(a) autor/a da obra eo(a) ilustrador/a, no momento da apresentação da capa edo título do livro, para que a criança, desde cedo, comece ase familiarizar com os textos iniciais apresentados na obra.Os livros que apresentam boas ilustrações auxiliam acriança a interpretar com mais facilidade o texto escrito,servindo de pré-leitura para aqueles que ainda não dominamo código linguistico. Desta forma, você pode aproveitar o textosugerido para explorar, inicialmente, a ilustração e fazer umatentativa de interpretá-la com a opinião dos alunos. Registre noblocão.Você poderá apresentar outras biografias, como aColeção “Crianças Famosas” , que integra o acervo da Salade Leitura da sua escola.Nossa proposta na Ficha 14 é de uma autobiografia,que acontece quando o biografado (pessoa que está tendoa vida contada na biografia) é o próprio autor. Dependendodo nível de conhecimento da sua turma, você poderá ampliara exploração do tema, mostrando as diferenças entrebiografia e autobiografia.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoEscreva a sua autobiografia e a de seus alunos. Sequiser, como exemplo, apresente também aautobiografia da autora *Sylvia Orthof, bastanteinteressante e divertida.O que Monteiro Lobato mais gostava de fazer era lere escrever aventuras que ultrapassaram gerações ehoje ainda estão tão vivas como na época em queforam criadas.Com o trabalho proposto, você poderá pesquisar comos alunos quem ainda conserva, na família, o hábito decontar histórias. Faça o registro das histórias coletadaspelos alunos.Converse com seus alunos sobre a origem dacontação de histórias, que se iniciou quando o homemcontava suas histórias somente através de desenhospintados nas cavernas e da importância social desseato. Veja texto a respeito no caderno do Professor(Orientações Pedagógicas).
  • 81. Sugestões para o ProfessorAtividades 16, 17, 18, 19, 20, 70 e 71Habilidades:•Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento do suporte, dogênero e das características gráficas.•Reconhecer palavras como unidade gráfica do texto.•Reconhecer a leitura como produção de significados.O primeiro texto na Ficha 16 apresenta Tia Nastáciadescrevendo as coisas que ela faz no Sítio do Picapau Amarelo. Ela temum papel importante na história do Sítio, porque foi a criadora da bonecaEmília e também é uma contadora de histórias. Todos os “causos” que tiaNastácia conta para a turma do sítio são acompanhados com muitosbiscoitos e guloseimas feitos por ela.O segundo texto da Ficha 16 é sobre Dona Benta, a dona doSítio do Picapau Amarelo, e também traz informações sobre quem ela é equais atividades desempenha no Sítio. Com essa ficha você poderáexplorar toda a descrição sobre as duas personagens, aproveitando paracriar fichas de outros personagens.Aproveite as sugestões contidas nas Fichas 17 e 18 paraenriquecer o trabalho pedagógico com algo divertido como aelaboração de receitas em sala de aula. Confeccione um livro de receitascaseiras da turma, aproveitando as receitas trazidas pelos alunos. Realizeuma feira culinária com contação de histórias e direito à degustação,outra mostra com as receitas da turma etc.Você pode, ainda, fazer uma coletânea dos chamados“causos”, que são histórias do folclore popular, contados pela família dosalunos.Sugerimos a exploração do tema “profissões” tendo, comoexemplo, as múltiplas funções que tia Nastácia desempenha no Sítio.Elabore listas de profissões da família e outra de profissões aspiradas pelascrianças.Com todas as informações contidas nos textos apresentadosnas fichas, você poderá organizar um glossário com os termosdesconhecidos pelos alunos.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 82. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoAtividades 21 e 22Habilidades:• Localizar informações explícitas em um texto.• Antecipar o assunto de um texto a partir de título,subtítuloe imagem.• Reconhecer que textos não verbais são formas de expressão.• Reconhecer a leitura como produção de significados.Como já indicamos em cadernos anteriores, o professor deve estimular o contatocom os livros, pois os primeiros contatos são fundamentais para a formação deum futuro leitor. É importante dispor o acervo para que as crianças possammanuseá-lo livremente. O acervo indicado, particularmente, nesse caderno,deve conter muitas obras de Monteiro Lobato.Na Ficha 21, observe a gravura da capa do livro “Caçadas de Pedrinho”,explorando com seus alunos: quem são os personagens; qual a situaçãoapresentada na capa; o que os alunos esperam encontrar no livro a partir daobservação da capa; quem é o autor; o ilustrador; somente com a observaçãoda capa tentar adivinhar a próxima cena etc.Da mesma forma, observe a Ficha 55 e, juntamente, com seus alunos,explore a gravura, reconhecendo que é um outro gênero textual: propagandade uma peça teatral em cartaz. Explore todo o texto contido nela; monte umespetáculo teatral e crie uma propaganda escrita para o espetáculo, como ada ficha.Para garantir o sucesso de uma experiência leitora dos seus alunos, vocêdeverá proporcionar uma ampla prática de leitura: contação de históriascotidianamente; criação de histórias a partir de ilustrações de livros; leituraindividual, leitura em grupos; compartilhamento de leituras em casa, na escolaetc. Também ofereça contato com materiais escritos diversos: jornais, revistas,livros infantis, gibis, dicionários, folhetos de propaganda, cartazes, mapas etc.
  • 83. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoAtividades 22, 23, 24, 25 e 26Habilidades:• Antecipar o assunto de um texto a partir de título,s ubtítuloe imagem.• Identificar elementos não verbais na comunicação: gestos,expressões faciais, entonação etc.• Empregar os sinais de pontuação em textos escritos.• Escrever textos curtos, tendo em vista as condições deprodução (finalidade, gênero e interlocutor).• Estimular a imaginação e a criatividade (Arte Cênicas).• Perceber/ Identificar emoções e sentimentos nospersonagens das histórias (Artes Cênicas).Nossa proposta com essas fichas não é somente dereconhecimento do suporte de textos ( a propaganda de teatro e asinopse da história). Sugerimos a criação de diálogos entre ospersonagens, proposta de elaboração de peça de teatro, exploraçãodos elementos necessários para se criar um espetáculo teatral etc.Todas as sugestões são importantes para ir familiarizando nossosalunos com esse tipo de atividade e lhes oferecer outras formas de leitura,.Importante: a atividade não se encerra aqui.Buscamos nesse trabalho explorar a expressão corporal e aimaginação criadora, a partir da leitura da sinopse da peça, que tem aintenção de propor um mergulho ao mundo do faz-de-conta.Você poderá, inicialmente, fazer a leitura da Ficha 22 com aidentificação do texto da propaganda da peça.Explore o nome da peça teatral, o autor, os dias da semana ehorários de exibição, a ilustração do ingresso. Na mesma ficha temos asinopse da peça, que traz: a apresentação : onde se passa a história(Floresta do Faz de Conta), o conflito (o roubo da varinha de condão domago Merlyn), o clímax (O bruxo Malvino se alia
  • 84. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educaçãoà bruxa Trinebrosina para acabar com os finais felizes); as protagonistas(as mocinhas da história) – Branca de Neve, Cinderela, A Pequena Sereia,Yasmim e a Bela Adormecida – e os antagonistas (vilões da história) –bruxo Malvino e bruxa Trinebrosina. O desfecho (final) da peça é vocêquem vai dar, juntamente com sua turma.Os termos em negrito são a base do texto narrativo. Você verá outroexemplo como esse nas Fichas 32 e 33.Explore a história, crie diálogos entre os personagens. Crie outraspeças a partir das histórias contadas. Brinque a vontade!Ainda na sinopse da peça, temos novamente as informações deonde a peça está em cartaz, endereço do teatro, dias da semana daapresentação e o período em que permanecerá em cartaz .Para enriquecer ainda mais sua aula e fazer com que seus alunoscompreendam ou identifiquem melhor o que é um musical, conversecom eles, inicialmente, sobre livros que contem histórias e tenhammúsicas para apresentar os personagens, como a História daChapeuzinho Vermelho e Lobo Mau, músicas que são feitas para contarhistórias, como a da Ficha 1 desse caderno. Se houver possibilidade,exiba o DVD “HIstórias de um João de Barro”, onde Bia Bedran fazreleituras dos contos de fadas, cantando e contando histórias, use os CDs“Era uma vez”, de Sandra Peres/ Arnaldo Antunes, “Canções de Brincar” –Palavra Cantada”, e ainda exiba filmes da Disney ,como “Encantada”,“Aladim” e outros.A proposta das Fichas 24 e 25 é soltar a imaginação e escreveruma música que será o desfecho da peça. Para isso, proponha observar aexpressão facial das princesas que revela se elas foram ou não vitoriosas.Discuta com seus alunos se o final, de acordo com a foto, será feliz ounão, e escolha músicas que expressem o sentimento observado na foto.Faça listas de músicas conhecidas pelos alunos que poderiam servir paraa atividade proposta. Bom trabalho!Teatro musical é um estilo de teatroque combina música, canções,dança e diálogos falados.É muito comum ao teatro musicalque os trabalhos que tenhamsucesso sejam usados no cinema ouadaptados para televisão.Fonte: pt.wikipédia.orgObs : A sinopse da peça constaem todas as fichas com opropósito de facilitar aexecução do trabalho proposto,sem a necessidade do alunoretornar à ficha inicial para darcontinuidade ao trabalho .
  • 85. Sugestões para o ProfessorAtividades 27, 28, 42, 43, 44 e 59Habilidades:•Reconhecer que tudo que se fala pode ser escrito.•Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento do suporte, do gênero e dascaracterísticas.•Escrever textos curtos, tendo em vista as condições de produção (finalidade, gêneroe interlocutor).•Produção coletiva de pequenos textos : convites, bilhetes, pequenas narrativas,agenda da semana, diários, listas etc.Leitura e escrita precisam ser planejadas, como atividades cotidianas,porque somente com o exercício constante é que podemos nos aperfeiçoar,portanto, devemos escrever diariamente: palavras, frases, bilhetes, cartas, textos,poemas, músicas etc. É a prática que nos dá segurança de expor o que pensamosatravés da escrita.A proposta dessas fichas é a escrita de cartas entre os personagens.Acreditamos que os alunos, nesse momento, já entenderam o que é a estrutura daescrita do bilhete e, por essa razão, ampliamos para a elaboração de cartas. Paraenriquecer, compare as duas formas de escrita (carta das Fichas 28 e 42), combilhete da Ficha 59).Consta nas Fichas 28 e 42, proposta de escrita de cartas entre ospersonagens da história. As fichas ainda trazem a estrutura básica de uma carta,que poderá ser explorada por você com seus alunos. Propomos, ainda, nas Fichas43 e 44, o preenchimento correto do envelope, quando você poderá explorar: oremetente, o destinatário, o endereço e, dependendo do nível de conhecimento dasua turma, o CEP(Código de Endereçamento Postal ).A partir dessa atividade, crie outras possibilidades de escrita e troca decartas: cartas dos alunos para o autor da história comentando se eles gostaram ounão do livro, de que parte que mais gostaram , de quais personagens etc.Conte para eles que muitos autores, como Monteiro Lobato, trocavamcartas com seus leitores , além de inseri-los em suas histórias,: alguns leitores, então,passaram a fazer parte das histórias do Sítio do Picapau Amarelo.1º ANO/ Outubro 2010II CadernoCoordenadoria de EducaçãoDica: Crie o correio daturma, comtroca de correspondênciasentre osalunos.
  • 86. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010II CadernoCoordenadoria de EducaçãoVeja ao lado uma carta que MonteiroLobato, criador do Sítio do PicapauAmarelo, escreveu para um de seusleitores. Aproveite a sugestão e leia a cartapara seus alunos.Você encontrará cartas e outrosdocumentos de Monteiro Lobato emwww.unicamp.br/iel/monteirolobatoContinuação da ficha anterior.
  • 87. Sugestões para o ProfessorAtividades 29, 30 e 31Habilidades:Identificar elementos não verbais na comunicação: gestos,expressões faciais, entonação etc.Empregar os sinais de pontuação em textos escritos.Escrever textos curtos, tendo em vista as condições deprodução (finalidade, gênero e interlocutor).Estimular a imaginação e a criatividade (Arte Cênicas).Perceber/ Identificar emoções e sentimentos nos personagensdas histórias (Artes Cênicas).Professor/a, proponha atividades que, a partir daleitura de histórias infantis, transformem-se em exercícios deimaginação e explorem a expressão corporal. Nada maisindicado que o teatro para esse propósito. Pode ser teatro defantoches de feltro (como nas Fichas 29, 30 e 31); teatro comfantoches de luva; fantoches de papier mâché; teatro de varaetc (Veja mais sugestões de atividades no Tema Integrador).Organize com seus alunos esquetes de teatro com ospersonagens do Sítio do Picapau Amarelo. Comeceorganizando os diálogos (registro coletivo), liste as tarefas aserem organizadas, distribua as tarefas entre os alunos, preparea caracterização dos personagens, monte o cenário, façaconvites indicando o dia, a hora e o local da apresentação.Com tudo isso pronto, sucesso na apresentação!!!!1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoEsquetes TeatraisPodemos definir esquetes teatrais comouma peça de teatro com duraçãomenor, sem o glamour de uma peçateatral, com duração, normalmente, de5 a 10 minutos, que tem a finalidade dereforçar um conteúdo trabalhado numevento.Fonte : www.toquedeareia.com.br
  • 88. Sugestões para o ProfessorAtividades 32, 33, 34, 35, 36, 37 e 38Habilidades:•Identificar a direção da escrita da Língua Portuguesa.•Identificar a existência de espaço, separando uma palavra da outra.•Reconhecer a leitura como produção de significados.•Perceber o ritmo, fluência e entonação da leitura.•Localizar informações explícitas em um texto.•Identificar o assunto de um texto lido ou ouvido.•Distinguir os diferentes sinais de pontuação.•Reconhecer um texto como “um todo” e delimitar “suas partes”.O texto sugerido, “O garoto do Olha o Lobo” é uma fábula deEsopo. Comece explicando para os seus alunos a definição de Fábula,mostrando outros fábulas escritas em prosa ou verso, constatando queno final há sempre uma lição moral.Leia o texto com os alunos apontando cada palavra, paraque as crianças observem a direção da escrita e percebam a existênciade espaço entre as palavras. Para isso, escreva o texto em blocão. Nofinal, discuta qual a lição moral para a qual o texto sinaliza.Com a interpretação sugerida na Ficha 33, você poderámostrar aos seus alunos como é a estrutura básica de um texto narrativo :1. Apresentação (onde se passa a história?); 2. Complicação oudesenvolvimento (o que o pastorzinho gostava de fazer e por que elefazia sempre a mesma coisa?); 3. Clímax (o que aconteceu para omenino ficar desesperado?); 4. Desfecho (Como é o final da história?);Protagonista – o pastorzinho (garoto); Antagonista - (lobo); Coadjuvantes- (habitantes do povoado).Veja mais sugestões com esse trabalho em:Orientações Pedagógicas – O trabalho com a narrativa.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoFábula: é uma história ou pequenanarrativa em que os animais ou forçasda Natureza falam e dialogam unscom os outros como se fossemhumanos. No final, há sempre umalição ou moral a retirar. Os fabulistasmais famosos foram: Esopo e LaFontaine.
  • 89. Sugestões para o ProfessorAtividades: 32, 33, 34, 35, 36, 37 e 38.Após a análise da estrutura do texto com seusalunos, passe para a explicação das fichas seguintes (34 a 38),que é a história da fábula contada em quadrinhos. Mostrecada quadrinho e explore as figuras com a turma, tentandoprimeiro numerá-los oralmente. Utilizando a Ficha 34, escrevano blocão, o que cada personagem está dizendo, explore aescrita e a pontuação dos diálogos. Somente após essaetapa, mostre aos seus alunos a Ficha 35 e compare o que aturma escreveu, com que está escrito na Ficha 35.Numere os diálogos da ficha 35 com o número doquadrinho da história correspondente.A Ficha 36 é para ser recortada(quadrinhos ebalões) e colada nas Fichas 37 e 38. Divirtam-se !1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educaçãocontinuação da ficha anterior.
  • 90. Sugestões para o ProfessorAtividades 39, 40, 82, 83, 84, 85, 86, 87 e 88Habilidades:•Identificar a direção da escrita da Língua Portuguesa.•Identificar a existência de espaço, separando uma palavra da outra.•Reconhecer a leitura como produção de significados.•Perceber o ritmo, fluência e entonação da leitura.•Localizar informações explícitas em um texto.•Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento do suporte, do gêneroe das características gráficas.•Identificar o assunto de um texto lido ou ouvido.Professor/a, nas Fichas 39 e 40 apresentamos uma proposta nova deadivinhação. Os nomes dos personagens foram retirados, com o propósito defazer com que os alunos, ao lerem o poema, possam identificar qual o nomedo personagem que está sendo citado, apenas com as pistas que estãosendo dadas com a leitura do mesmo.Você poderá, com essas fichas, fazer o resgate oral da história daChapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau, depois fazer o registro escrito noblocão.Aproveite e leia o livro “Vamos brincar com as palavras”, de Lúcia PimentelGóes, pois ele traz outros personagens de contos de fada, adivinhas etc,todos escritos em forma de poema. Crie, invente outras brincadeiras com osalunos.Como o tema é brincar com as palavras, selecionamos o poema ”Alice noPaís da Poesia” de Elias José (Fichas 82 e 83). Além de brincar com as palavrascom maestria, o autor nos presenteia com uma poesia linda, que vocêpoderá explorar em sala de aula, porque fala o tempo todo doencantamento de descobrir o universo das palavras, citando que tudocomeça com as letras, que juntas formarão palavras. Fala, ainda, da estruturade uma poesia. Dê asas à sua imaginação!1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 91. Sugestões para o ProfessorAtividades 39, 40, 82, 83, 84, 85, 86, 87 e 88A Ficha 84 repete, propositadamente, umtrecho da poesia “Alice no País da Poesia”, de EliasJosé, que traz o momento em que Alice descobre amagia da brincadeira com as palavras. Nas fichasseguintes (85, 86, 87 e 88) propomos algumasbrincadeiras com as palavras, utilizando textos dopróprio caderno.Você poderá reproduzir a forquinha noblocão e criar outras palavras. A regra aqui é aprenderse divertindo! Invente outras brincadeiras.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoContinuação da ficha anterior.
  • 92. Sugestões para o ProfessorAtividades 41, 42, 43, 44 e 45Habilidades:•Antecipar o assunto de um texto a partir de titulo, subtitulo e imagem.•Reconhecer a leitura de textos não verbais como possibilidades deacesso a diferentes conteúdos•Inferir uma informação implícita em um texto.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.•Escrever textos curtos, tendo em vista as condições de produção(finalidade, gênero e interlocutor).•Empregar os sinais de pontuação em textos escritos.Converse, inicialmente, com a turma para saber se as criançasreconhecem o nome da história que está escrito na página. Explore odesenho que aparece na gravura. Faça o resgate oral da história que osalunos conhecem da Chapeuzinho, e proponha-lhes conhecer uma novahistória, com o livro “ A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho”,de Agnese Baruzzi e Sandro Natalini, da Editora Brinque-Book. A história dolivro será contada da Ficha 41 à Ficha 60 desse caderno.A Ficha 41 é o início da história, propõe que os alunosescrevam uma carta do Lobo Mau para a Chapeuzinho, pois o mesmocansou de ser mau e quer ser bonzinho. Discuta com seus alunos se issopoderia ser verdade e como a Chapeuzinho poderia ajudá-lo. Faça oregistro coletivo.Nas Fichas 42, 43 e 44, propomos a escrita da carta com oesquema já apresentado em fichas anteriores. Veja.Você poderá completar o envelope com seus alunos ouconfeccionar a partir de modelo da ficha 44. Aproveite para conversarcom os alunos sobre o nome da rua em que eles moram, o código deendereçamento postal (CEP), importantíssimo para localizar o endereçodo destinatário. Utilize como referência o endereço e o CEP da escola.Na Ficha 45, propomos a escrita do diálogo entre Chapeuzinhoe Lobo Mau. Chame atenção para a pontuação empregada nodiálogo.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 93. Sugestões para o ProfessorAtividades 46, 47, 48, 49 e 50Habilidades:•Antecipar o assunto de um texto a partir de titulo, subtitulo e imagem.•Reconhecer a leitura de textos não verbais como possibilidades deacesso a diferentes conteúdos .•Inferir uma informação implícita em um texto.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.•Escrever textos curtos, tendo em vista as condições de produção(finalidade, gênero e interlocutor).•Empregar os sinais de pontuação em textos escritos.A história”A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho”continua nas fichas seguintes até a Ficha 60.Na ficha 46, Chapezinho Vermelho recebe a visita do Lobo queconcorda com as regras que a menina impõe, a primeira talvez, a maisdifícil : Nada de carne. Para isso, ela começa a preparar um cardápioespecial, vegetariano para o Lobo.Discuta com seus alunos porque seria necessário tirar a carne docardápio do lobo, para ele poder ficar bonzinho. Registre as opiniões.Pesquise e converse com seus alunos sobre o valor nutricional dacarne, dos legumes e verduras e qual a importância desses alimentospara o nosso organismo. Aproveite o cardápio da merenda escolar paramontar o cardápio do Lobo com pratos feitos apenas de legumes everduras. Use a imaginação com a sua turma.As Ficha 49 e 50 falam da importância do trabalho para que oLobo não faça maldades. Aproveite o tema e liste tarefas que o lobopoderia fazer e confronte com as tarefas que os alunos desempenhamem suas casas. Converse com os alunos para saber se eles se organizamem casa não só para as tarefas da casa, mas também para o lazer eestudo. Monte um quadro de horário, coletivamente, com as atividades.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 94. Sugestões para o ProfessorAtividades 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58 e 60Habilidades:•Reconhecer que textos não verbais são formas de expressão.•Perceber o ritmo, fluência e entonação da leitura.•Reconhecer a leitura como produção de significados.•Localizar informações explícitas em um texto.•Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento do suporte, dogênero e das características gráficas.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.• Empregar os sinais de pontuação em textos escritos.•Escrever textos curtos, tendo em vista as condições de produção(finalidade, gênero e interlocutor).A Ficha 51 retrata como o comportamento do Lobo mudou coma ajuda da Chapeuzinho, que se torna agora uma celebridade, dandoaté entrevista na televisão. Converse com sua turma explorando a gravurae escreva o diálogo proposto, chamando a atenção para a pontuaçãoempregada e a entonação da leitura.No Caderno do Professor III - Sugestões de Atividades, TemaIntegrador, você encontrará mais sugestões para ampliação dessa ficha.A proposta das Fichas 52, 53, 54, 55, 56 e 57 é a de explorar o textoinformativo (jornal) . O texto informativo é aquele que forneceinformações sobre algum assunto, seja ele técnico, científico ou cultural.Ao trabalhar com jornal, sugerimos, num primeiro momento,somente identificar as imagens, que estimulam a criança a perceber quejá consegue ler, e também a incentiva a descobrir a ideia principal danotícia; dão, ainda, oportunidade de comparar e contrastar, examinarcausa e efeito. O jornal oferece diferentes formas de escrever e registrar arealidade.Leve o jornal para a sala de aula e explore algumas seções,como: tempo e clima, quadrinhos, charges, palavras cruzadas, caça-palavras, classificados e esportes.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 95. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoNas Fichas 52 e 53, faça a observação do Jornal da Floresta:qual a notícia da capa do jornal (notícia principal)? Quais as outrasnotícias que o jornal traz.? Veja o anúncio do jornal dos PorquinhosConstrutores e, aproveitando o tema das eleições, veja a pesquisa comos dados sobre a popularidade da Chapeuzinho e do Lobo. Todos essestemas são capazes de dar bons conteúdos para suas aulas. Aproveite!Com a Ficha 53, você poderá criar, com seus alunos, a notíciaprincipal do jornal. Destaque, oralmente, as diferenças existentes entreum texto narrativo e um texto informativo. Depois registre a notícia coma linguagem adequada. Se quiser, crie também um telejornal.As Fichas 54, 55, 56 e 57 auxiliarão na criação de anúncios declassificados. Escolha com seus alunos um produto divertido, usando ashistórias que foram contadas ao longo desse caderno. Veja o exemploda Ficha 55.A história “A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho” estáterminando. A chapeuzinho causou uma revolução na vida do LoboMau, a tal ponto que ele se tornou mais popular que a Chapeuzinho, oque a deixou enfurecida. Foi então que ela bolou um plano paramostrar a todos que o Lobo não era verdadeiramente bom. Conversecom seus alunos sobre os sentimentos positivos (amor, bondade,gratidão etc) e os sentimentos negativos (raiva, inveja, falsidade, ódioetc). Discuta com seus alunos se a atitude da Chapeuzinho foi certa ouerrada e por quê. Registre.Na Ficha 58, seus alunos irão expressar a raiva da Chapeuzinhoatravés do desenho. Capriche no roxo!Na Ficha 60, os alunos registrarão o plano da Chapeuzinhocontra o Lobo Mau e o final da história. Você poderá tambémdramatizá-la com as crianças.Continuação da ficha anterior.
  • 96. Sugestões para o ProfessorAtividades 61, 62, 63, 64 e 65Habilidades:•Localizar informação explícita em um texto.•Identificar a existência de espaço, separando uma palavra deoutra.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.•Escrever frases.Professor/a, pergunte aos seus alunos se elesconhecem a música da Ficha 61 e explore a gravura.Aproveite para falar dos outros personagens da história e se osalunos conhecem a música desses personagens. Crie fichascom os desenhos dos personagens e suas canções.A proposta das Fichas 62 e 63 é observar a escritadas palavras do poema, que foram todas embaralhadas, edepois remontar o poema em outra página. Você poderáescrever o texto em um blocão e montar esse quebra-cabeçade palavras juntamente com seus alunos, fazendo com queleiam atentamente cada palavra à medida que forem sendoapresentadas.As Fichas 64 e 65 servirão para as criançasarrumarem a música da forma como desejarem. Faça umaexposição com as melhores composições. Leia para a turmatodas as ideias apresentadas.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 97. Sugestões para o ProfessorDenotaçãoQuando a palavra é utilizada com seusentido comum (o que aparece nodicionário) dizemos que foi empregadadenotativamente.ConotaçãoQuando é utilizada com um sentidodiferente daquele que lhe é comum,dizemos que foi empregadaconotativamente. Este recurso é muitoexplorado na literatura e na poesia, jáque transmite os sentimentos e asemoções.Atividades 66, 67, 68, 69, 70 e 71Habilidades:•Localizar informação explícita em um texto.•Identificar a existência de espaço, separando uma palavra de outra.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.•Escrever frases.O texto da Ficha 66 faz parte do livro “Vamos brincar com aspalavras?”, de Lúcia Pimentel Góes. O poema é sobre a Cinderela.Brinque com as rimas do poema, troque as palavras, construa novasrimas, complete o nome da princesa na ficha, brincando de adivinha.Resgate oralmente a história da Cinderela, depois faça o registro escritonas Fichas 67 e 68.As Fichas 69 e 70 apresentam dois textos que dialogam entresi : “Nuvens”, de Roseana Murray, que fala do mundo das fadas e “Osbolinhos de Nuvem da Cinderela”. O propósito é apresentar doisgêneros textuais diferentes que abordam o mesmo assunto.Aproveite para conversar com seus alunos a respeito daconotação e da ambiguidade que as palavras adquirem, quandoempregadas em um poema, por exemplo, a palavra nuvem. Descreva anuvem que é apresentada nos dois poemas; qual delas é a verdadeira?Qual pertence à ficção?Proponha escrever outros poemas com a sua turma.A Ficha 70 tem a proposta de uma receita de suspiros, queadquiriu o nome “Os bolinhos de nuvem da Cinderela”. Leve outrasreceitas para a sala de aula e proponha aos alunos trocar os nomesdelas por outros bem poéticos.Utilize para a apresentação do poema uma leituraexpressiva. Explore também a sonoridade, o ritmo e a própria linguagem.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 98. Sugestões para o ProfessorAtividades 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80 e 81Habilidades:•Localizar informação explícita em um texto.•Identificar a existência de espaço, separando uma palavra de outra.•Identificar a direção da Língua Portuguesa.•Utilizar a oralidade como forma de interação social.•Identificar a finalidade do texto pelo reconhecimento do suporte, dogênero e das características gráficas.•Antecipar o assunto de um texto a partir de título, subtítulo e imagem.•Escrever frases.Apresente o poema “Caldeirão da Bruxa”, dando-lhe aentonação correta, para que as crianças imaginem a receita sendo feitapela bruxa. Proponha distinguir o que é bruxa e o que é fada. Escrevauma receita de bruxa e uma receita de fada e compare os dois textos.As Fichas 73 e 74 são receitas do divertido livro “ReceitasNojentas e Ideias Bolorentas”, de Eliana Martins. O livro traz uma históriabem interessante de uma menina que não gosta de comer legumes everduras, é levada pela mãe à uma médica, que através de umaestratégia divertida, consegue convencê-la a comer de tudo semreclamar. Vale a pena conferir.Leia a receita “Pudim de língua de anta” e pergunte aosseus alunos por que o pudim tem esse nome. Dê pistas sobre a cor dalíngua da anta que é amarelada, e qual seria o ingrediente que dariaessa cor para o pudim. Pesquise uma figura ou foto de anta, trabalhecom as letras da palavra anta, forme outras palavras a partir dessa.Monte uma outra receita bem esquisita com as crianças, mas que possaser degustada.A Ficha 74 é pura brincadeira de criança! Como elas sãosempre atraídas por histórias de terror ou de suspense, sugerimos também“Campo Santo”, de Bia Bedran.1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de Educação
  • 99. Sugestões para o Professor1º ANO/ Outubro 2010III CadernoCoordenadoria de EducaçãoContinuação da ficha anterior.Como as crianças são muito atraídas pelomundo do faz-de-conta, as histórias de terrorexercem muito fascínio nelas, por se tratar de ummundo desconhecido.Da Ficha 76 até a 79 temos alguns exemplosde bruxa. Classifique-as em bruxas boas e más, falesobre elas, descreva-as, faça desenhos.Na Ficha 76, com a história da Bruxinha,descreva todos detalhes dos personagens dosquadrinhos, trabalhe a sequência dosacontecimentos e desenhe uma continuação paraa história.Retornando ao Sítio do Picapau Amarelo,temos a bruxa do sítio, a Cuca (Ficha 79). Leia a letrada música, cante–a com seus alunos. Invente outramúsica trocando as palavras. Dramatize a música.A Ficha 80 é uma dobradura de um copode pipocas. Faça a dobradura, leve pipocas para asala de aula e conte os “causos” de mistério que aturma conhece. Bom trabalho!!!
  • 100. Coordenadoria de EducaçãoFICHA 951º ANO/ outubro 2010BIBLIOGRAFIA UTILIZADA1. ALEGRIA, João. Come-Come: pais e filhos na cozinha. RJ: Jorge Zahar Editor, 2002.2. AQUINO, Gilda de. Brinque- Book com as criança na cozinha.SP: Brinque-Book,2005.3. BARUZZI,A., NATALINI,S. A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho. SP: BRINQUE-BOOK Edit. Ltda, 2009.4. BUARQUE, Chico. Chapeuzinho Amarelo. RJ: José Olímpio Edititora, 1997.5. CARROLL, Lewis. Alice no país das maravilhas. SP: Editora Ática, 1992.6. CHEMELLO, Thereza. Brincando com Dobraduras. SP: Gaia, 2008.7. DONA BENTA para crianças. SP: Cia Editora Nacional; Globo,2005.8. DVD Histórias de um João de Barro de Bia Bedran.9. FURNARI, Eva. Você Troca? SP: Moderna, 2002.10. FURNARI, Eva. A Bruxinha Atrapalhada. SP: Global Edit. e Distribuidora Ltda, 1992.11. GÓES, Lucia P. Vamos brincar com as palavras? SP: Larousse do Brasil, 2005.12. JOSÉ, Elias. Alice no país da poesia. SP: Peirópolis, 2009.13. MARTINS. Eliana. Receitas Nojentas, Ideias Bolorentas. SP: Melhoramentos, 2006.14. MIGUEZ, Fátima. Inventário do Lobo mau. SP:Editora DCL, 2006.
  • 101. Coordenadoria de EducaçãoFICHA 961º ANO/ outubro 201015. MONTEIRO LOBATO . O Pica-pau Amarelo, SP: Globo, 2010.16. _______. Peter Pan, SP: Globo, 2009.17. _______. Reinações de Narizinho vols.1 e 2, SP: Globo, 2008.18. _______. Emília no País da Gramática. SP: Globo, 2008.19. MURRAY, Roseana, MURRAY, André. Poemas e comidinhas. SP: Paulus, 2008.20. PERRAULT, Charles. Contos de Fadas. SP: Companhia Editora Nacional,2007.21. RAMOS, Mario. Eu sou o mais forte.SP: Martins Fontes, 2005.22. REVISTA NOVA ESCOLA. Edição Especial nº 30, Produção de texto. Editora Abril.23. RODRIGUES ALMODÓVAR, Antônio. Chapeuzinho Vermelho: a verdadeira história. SP: Instituto Callis, 2008.24. SCIESZKA , Jon. A verdadeira história dos três porquinhos..SP: Companhia das Letrinhas, 2005.25. SOUZA, Flávio de. Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas. SP: FTD, 2009.26. SOUZA, Maurício de. Turma da Mônica em Contos de Andersen, Grimm e Perrault. SP: Girassol, 2008.27. VENEZA, Maurício. A Princesa e o Sapo. Belo Horizonte: Compor, 1999.28. ZANETTI, Eloi. Ruivão: o lobo bom com cara de lobo mau. SP: Lazulli, 2008.http://revistaescola.abril.com.br/leitura-literaria/era-uma-vez.shtmlhttp://www.lojaabril.com.br/detalhes/revista-nova-escola-especial-contos_edicao-32-105442
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