Hipertensão arterial e diabetes mellitus

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Aula informativa. Por: Madeline Guimarães

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Hipertensão arterial e diabetes mellitus

  1. 1. HIPERTENSÃO ARTERIAL EDIABETES MELLITUS Por Madeline Guimarães Doenças Crônicas não-transmissíveis
  2. 2. Doenças Crônicas – Uma visão Geral  Doenças crônicas são aquelas normalmente de desenvolvimento lento, que duram períodos extensos – mais de 6 meses – e apresentam efeitos de longo prazo, difíceis de prever.  A maioria dessas doenças não tem cura, como diabetes, asma, doença de Alzheimer e hipertensão. Entretanto, várias delas podem ser prevenidas ou controladas por meio da detecção precoce, adoção de dieta e hábitos saudáveis, prática de exercícios e acesso a tratamento adequado recomendado pelo profissional de saúde.  As doenças crônicas não transmissíveis constituem uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos e nas grandes cidades brasileiras.
  3. 3. Hipertensão Arterial Hipertensão Arterial é o aumento da pressão arterial que pode ter como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo etc. É considerada um problema de saúde pública por sua magnitude, risco e dificuldades no seu controle. É também reconhecida como um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento do acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.
  4. 4. Hipertensão Arterial Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiência renal e cardíacas, etc.
  5. 5. Rim x Hipertensão O rim e a hipertensão arterial interagem de maneira íntima e complexa. Enquanto a hipertensão primária tem sido atribuída, em parte, a alterações intrínsecas no manuseio renal de sódio, a hipertensão secundária é mais comumente causada por doença renal parenquimatosa.  Hipertensão sistêmica, seja primária ou secundária, é o fator de risco mais importante para a perda progressiva da função renal. Ademais, a grande maioria dos pacientes com doença renal desenvolve ou agrava a hipertensão sistêmica à medida que a função renal diminui.
  6. 6. RIM COMO CAUSA DE HIPERTENSÃOARTERIAL PRIMÁRIA e SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIAA) Sódio e Volume A. Doença renalB) Sistema renina- parenquimatosa angiotensina B. HipertensãoC) Sistema nervoso renovascular simpático renal C. Nefropatia diabéticaD) Mecanismos hipotensores renais
  7. 7. RIM COMO VÍTIMA DA HIPERTENSÃO Mecanismos da lesão renal causada por hipertensão sistêmica Hipertensão como causa de doença renal progressiva Hipertensão acelerando a progressão da insuficiência renal
  8. 8. DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).
  9. 9. Diabetes Mellitus Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:  a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;  b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;  c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;  d) Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, etc.
  10. 10. Fatores de Risco e Sintomas FATORES DE RISCOS SINTOMASA. Obesidade (inclusive a obesidade A. Poliúria – a pessoa urina demais e, infantil); como isso a desidrata, sente muitaB. Hereditariedade; sede (polidpsia);C. Falta de atividade física regular; B. Aumento do apetite;D. Hipertensão; C. Alterações Visuais;E. Níveis altos de colesterol e D. Impotência Sexual; triglicérides; E. Infecções fúngicas na pele e nasF. Medicamentos, como os à base de unhas; cortisona F. Feridas, que demoram aG. Idade acima dos 40 anos (para o cicatrizar; diabetes tipo II); G. Neuropatias diabéticas provocadaH. Estresse emocional pelo comprometimento das terminações nervosas; H. Distúrbios cardíacos e renais.
  11. 11. Nefropatia Diabética Constitui-se por alterações nos vasos dos rins, fazendo com que haja a perda de proteína na urina. É uma situação em que o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até a paralisação total. A nefropatia diabética se desenvolve em 35 a 45% dos pacientes com diabete tipo I (DMI) e acomete uma proporção variável entre 6 e 20% daqueles com diabete do tipo II (DMII) podendo nestes últimos atingir uma prevalência de 50%, na dependência do grupo étnico considerado.
  12. 12.  Embora não se tenha estabelecido se a hipertensão é causa ou conseqüência da lesão renal, não existem dúvidas de que a elevação da pressão arterial acelera a evolução da nefropatia diabética e que o tratamento anti hipertensivo efetivo reduz de forma marcante a velocidade de queda da filtração glomerular. Uma vez iniciado, o processo de lesão renal e elevação dos níveis pressóricos tendem a se perpetuar e estima-se que sem tratamento anti hipertensivo a pressão arterial se eleva a uma taxa anual de 5 a 8% e a filtração glomerular se reduz a uma taxa de 10ml/min por ano.

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