Apostila de desenho arquitetônico

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Apostila de desenho arquitetônico

  1. 1. ULBRA - TORRES2010Apostila de DesenhoArquitetônicoCurso de Arquitetura e UrbanismoProfessora: Vanessa Goulart Dorneles[ D I G I T E O E N D E R E Ç O D A E M P R E S A ]
  2. 2. Professora Vanessa Dorneles2SumárioSUMÁRIOParte 011. O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO...............................4 1.1. O DESENHO TÉCNICO ..............................................................4 1.2. A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICAS...........................5 2 O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO: equipamentos emateriais................................................................................................6 2.1. LÁPIS OU LAPISEIRAS................................................................6 2.2. BORRACHA ................................................................................7 2.3 ESQUADROS................................................................................7 2.4 ESCALÍMETRO..............................................................................9 2.5 COMPASSO.................................................................................9 2.6 GABARITOS..................................................................................9 2.7 RÉGUA PARALELA ....................................................................10 2.8 PRANCHETA ..............................................................................10 3 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA ...............................................12 3.1. AS LINHAS .................................................................................12 3.2 TIPOS DE LETRAS E NÚMEROS .................................................17 3.3 FORMATO E DIMENSÕES DO PAPEL ......................................18 3.4 ESCALAS ....................................................................................21 3.5 DIMENSIONAMENTO/ COTAGEM – Colocação de cotasno desenho..................................................................................... 23Parte 024 O PROJETO E O DESENHO DE ARQUITETURA ............................. 26 4.1. OS ELEMENTOS DO DESENHO ARQUITETÔNICO................ 26 5. A PLANTA BAIXA ............................................................................ 29 5.1 CONCEITUAÇÃO ..................................................................... 29 5.2 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE .......................................... 30 5.3 COMPOSIÇÃO DO DESENHO................................................ 31 5.4 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS .......... 31 5.5 REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES ................................ 35 5.6 ROTEIRO SEQUENCIAL DE DESENHO..................................... 38 5.7 OBSERVAÇÕES GERAIS........................................................... 41 6. OS CORTES...................................................................................... 42 6.1 CONCEITUAÇÃO ..................................................................... 42 6.2 POSICIONAMENTO DOS CORTES ......................................... 43 6.3 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS .......... 45 6.4 EXEMPLO DE CORTES .............................................................. 48 6.5 ETAPAS PARA O DESENHO DO CORTE................................. 50 7 AS ELEVAÇÕES OU FACHADAS.................................................... 51 7.1 CONCEITUAÇÃO ..................................................................... 51 
  3. 3. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG3 Apostila de Desenho Arquitetônico7.2 QUANTIDADE DE ELEVAÇÕES ................................................51 7.3 DENOMINAÇÃO DAS ELEVAÇÕES........................................52 7.4 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS.......................................52 7.5 ETAPAS PARA O DESENHO DA ELEVAÇÃO..........................53 7.6 OBSERVAÇÕES GERAIS ...........................................................54 7.7 ALGUNS EXEMPLOS..................................................................54 8 A PLANTA DE COBERTURA.............................................................57 8.1 CONCEITUAÇÃO......................................................................57 8.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO ................................................58 8.3 INFORMAÇÕES GERAIS ...........................................................59 8.4 EXEMPLO....................................................................................59 9 A PLANTA DE LOCALIZAÇÃO, LOCAÇÃO OU IMPLANTAÇÃO61 9.1 CONCEITUAÇÃO......................................................................61 9.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO ................................................61 9.3 OBSERVAÇÕES GERAIS ...........................................................62 9.4 EXEMPLO....................................................................................63 10. A PLANTA DE SITUAÇÃO .............................................................65 10.1 CONCEITUAÇÃO....................................................................65 10.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO ..............................................65 10.3 OBSERVAÇÕES GERAIS .........................................................65 Parte 0311. Representação de Escadas e Elementos Verticais.............. 67 11.1. Escada em “L”...................................................................... 67 11.2. Escada em “U” ..................................................................... 67 11. 3. Escada Circular ................................................................... 68 11.4. Roteiro para representação de escada ......................... 68 11. 5. Degraus................................................................................. 71 11. 6. Rampas................................................................................. 71 11. 7. Elevadores ............................................................................ 72 12. Representação de Tipos de Coberturas............................. 73 12.2. Treliças:................................................................................... 76 13. Representação de Vegetação ........................................... 80 14. Representação de Projeto Executivo ..................................... 81 14.1. Planta de Forro ..................................................................... 82 14.2. Planta de Piso ....................................................................... 84 14.3. Detalhamento ...................................................................... 85 
  4. 4. Professora Vanessa Dorneles41. O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃOPARTE 1 – NOÇÕES GERAIS DODESENHO TÉCNICO1. O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃODesde suas origens o homem comunica-se através degrafismos e desenhos. As primeiras representações queconhecemos são as pinturas rupestres, em que o homemrepresentava não apenas o mundo que o cercava, mastambém as suas sensações: alegrias, medos, crenças,danças...Ao longo da história, a comunicação através do desenho, foievoluindo, dando origem a duas formas de desenho: odesenho artístico – que pretende comunicar idéias esensações, estimulando a imaginação do espectador; e odesenho técnico – que tem por finalidade a representaçãodos objetos o mais próximo do possível, em formas edimensões.Em arquitetura, o desenho é a principal forma de expressão. Éatravés dele que o arquiteto exterioriza as suas criações esoluções, representando o seu projeto, seja ele de um móvel,um espaço, uma casa ou uma cidade.1.1. O DESENHO TÉCNICOO desenho começou a ser usado como meio preferencial derepresentação do projeto arquitetônico a partir doRenascimento, quando as representações técnicas foraminiciadas nos trabalhos de Brunelleschi e Leonardo da Vinci.Apesar disso, ainda não havia conhecimentos sistematizadosde geometria descritiva, o que tornava o desenho mais livre esem nenhuma normatização. Um dos grandes avançosem desenho técnico se deu com a geometria descritiva deGaspar Monge (1746-1818), que pesquisou e apresentou ummétodo de representação das superfícies tridimensionais dosobjetos sobre a superfície bidimensional. A geometriamongeana, como é conhecida, embasa a técnica dodesenho até os dias atuais.Com a Revolução Industrial, os projetos das máquinaspassaram a necessitar de maior rigor e os diversos projetistasnecessitaram de um meio comum para se comunicar. Destaforma, instituíram-se a partir do século XIX as primeiras normastécnicas de representação gráfica de projetos. Anormatização hoje está mais avançada e amadurecida.O Desenho Arquitetônico é uma especialização do desenhotécnico normatizado voltada para a execução erepresentação de projetos de arquitetura. O desenho dearquitetura, portanto, manifesta-se como um código para umalinguagem, estabelecida entre o emissor (o desenhista ouprojetista) e o receptor (o leitor do projeto). Dessa forma, seuentendimento envolve um certo nível de treinamento. Por estemotivo, este tipo de desenho costuma ser uma disciplinaimportante nos primeiros períodos das faculdades dearquitetura.Assim, o Desenho Arquitetônico é a forma de comunicação doarquiteto. Quando o elaboramos estamos criando umdocumento. Este contém, na linguagem de desenho,informações técnicas relativas a uma obra arquitetônica. Esse
  5. 5. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG5 Apostila de Desenho Arquitetônicodesenho segue normas de linguagem que definem arepresentatividade das retas, curvas, círculos e retângulos,assim como dos diversos outros elementos que nele aparecem.Dessa forma, poderão ser perfeitamente lidos pelos outrosprofissionais envolvidos na construção. Esses desenhos podemser realizados sobre uma superfície de papel, dentro depranchas, na maioria das vezes em papel sulfurizê (quandoutiliza-se o grafite) ou vegetal (para o desenho a tinta, como onanquim), ou na tela de um micro computador, para posteriorreprodução.Do modo convencional, são executados sobre pranchetas,com uso de réguas, esquadros, lapiseiras, escalas, compassos,canetas de nanquim, etc. Hoje podem ser tambémdigitalizados através da computação gráfica, em programasde computador específicos, que quando reproduzidos devemter as mesmas informações contidas nos convencionais. Ouseja, os traços e os demais elementos apresentados deverãotransmitir todas as informações necessárias, para a construçãodo objeto, com a mesma representatividade, nos doisprocessos.1.2. A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICASSendo o desenho a principal forma de comunicação etransmissão das idéias do arquiteto, é necessário que os outrosprofissionais envolvidos possam compreender perfeitamente oque está representado em seus projetos. Da mesma forma, énecessário que o arquiteto consiga ler qualquer outro projetocomplementar ao arquitetônico, para possibilitar acompatibilização entre estes. Assim, é necessário que todos osenvolvidos “falem a mesma língua”, nesse caso, a linguagemdo desenho técnico.A normatização para desenhos de arquitetura tem a funçãode estabelecer regras e conceitos únicos de representaçãográfica, assim como uma simbologia específica e pré-determinada, possibilitando ao desenho técnico atingir oobjetivo de representar o que se quer tornar real.A representação gráfica do desenho em si corresponde a umanorma internacional (sob a supervisão da ISO – InternationalOrganization for Standardization). Porém, geralmente, cadapaís costuma ter suas próprias normas, adaptadas por diversosmotivos. No Brasil, as normas são editadas pela ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para desenhotécnico, a principal norma é a NBR 6492 – Representação deProjetos de Arquitetura. As recomendações dos próximoscapítulos são baseadas nesta norma.
  6. 6. Professora Vanessa Dorneles62 O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO: equipamentos e materiais2 O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO:EQUIPAMENTOS E MATERIAISEmbora a mão e a mente controlem odesenho acabado, materiais e equipamentosde qualidade tornam o ato de desenharagradável, facilitando a longo prazo aobtenção de um trabalho de qualidade.CHING, Francis D. K.2.1. LÁPIS OU LAPISEIRAS2.1.1 Lapiseira TradicionalDevido ao seu grafite relativamente espesso, ela facilita otraçado de diversos pesos de linhas nítidos. O principiantedeve manter a ponta bem afiada até desenvolver habilidadede girar a lapiseira enquanto desenha.2.1.2 Lapiseira MecânicaUtiliza uma mina de grafite, que não necessita ser apontada.Ela é utilizada para o traçado de linhas nítidas e finas se giradasuficientemente durante o traçado. Para linhas relativamenteespessas e fortes, recomenda-se utilizar uma série de linhas, ouuma lapiseira com minas de grafite mais espessas. Estãodisponíveis lapiseiras que utilizam minas de 0,3 mm, 0,5mm,0,7mm e 0,9mm, principalmente.O ideal é que a lapiseira tenha uma pontaleta de aço, com afunção de proteger o grafite da quebra quando pressionadoao esquadro no momento da graficação.2.1.3 LápisO lápis comum de madeira e grafite também pode ser usadopara desenho. O lápis dever ser apontado, afiado com umalixa pequena e, em seguida, ser limpo com algodão, pano oupapel. De maneira geral, costuma se classificar o lápis atravésde letras, números, ou ambos, de acordo com o grau dedureza do grafite (também chamado de “mina”).A dureza de um grafite para desenho depende dosseguintes fatores:O grau do grafite, que varia de 9H (extremamenteduro) a 6B (extremamente macio), ou Nº 1 (macio) aNº 3 (duro), conforme classificação;Tipo e acabamento do papel (grau de aspereza):quanto mais áspero um papel, mais duro deve ser ografite;
  7. 7. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG7 Apostila de Desenho ArquitetônicoA superfície de desenho: quanto mais dura asuperfície, mais macio parece o grafite;Umidade: condições de alta umidade tendem aaumentar a dureza aparente do grafite.Classificação por números:Nº 1 – macio, geralmente usado para esboçar e para destacartraços que devem sobressair;Nº 2 – médio, é o mais usado para qualquer traçado e para aescrita em geral;Nº 3 – duro, usado em desenho geométrico e técnico.Classificação por letras:A classificação mais comum é H para o lápis duro e B paralápis macio. Esta classificação precedida de números dará agradação que vai de 6B (muito macio) a 9H (muito duro),sendo HB a gradação intermediária.Outras classificações:4H – duro e denso: indicado para lay-outs precisos; nãoindicado para desenhos finais; não use com a mão pesada –produz sulcos no papel de desenho e fica difícil de apagar;não copia bem.2H – médio duro: grau de dureza mais alto, utilizado paradesenhos finais; não apaga facilmente se usado com muitapressão.FH – médio: excelente peso de mina para uso geral; para lay-outs, artes finais e letras.HB – macio: para traçado de linhas densas, fortes e de letras;requer controle para um traçado de linhas finas; facilmenteapagável; copia bem; tende a borrar com muito manuseio.* Atualmente é mais prático o uso de lapiseira. Recomenda-sea de 0,5mm e a de 0,9mm, com grafite B.**Todos os três tipos de instrumentos são capazes de produzirdesenhos de qualidade. Sua preferência pessoal é umaquestão de OPÇÃO e de HABILIDADE PESSOAL.2.2. BORRACHASempre se deve utilizar borracha macia, compatível com otrabalho para evitar danificar a superfície do desenho. Evitar ouso de borrachas para tinta, que geralmente são maisabrasivas para a superfície de desenho.A borracha deve ser escolhida conforme o que se desejaapagar e o papel utilizado. As borrachas mais sintéticasacabam borrando o desenho a grafite em papel vegetal, porexemplo.2.3 ESQUADROSÉ o conjunto de duas peças de formato triangular-retangular,uma com ângulos de 45º e outra com ângulos de 30º e 60º(obviamente, além do outro ângulo reto – 90º). Sãodenominados Jogo de Esquadros quando são de dimensõescompatíveis, ou seja, o cateto maior do esquadro de 30/60tem a mesma dimensão da hipotenusa do esquadro de 45.Utilizados para o traçado de linhas verticais, horizontais e
  8. 8. Professora Vanessa Dorneles82 O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO: equipamentos e materiaisinclinadas, sendo muito utilizado em combinação com arégua paralela.ESQUADRO DE 45º ESQUADRO DE 30º/60ºOs esquadros devem ser de acrílico e sem marcação de suagradação.Ainda com a combinação destes esquadros torna-se possíveltraçar linhas com outros ângulos conhecidos.OBSERVAÇÕES:Aspectos de qualidade dos esquadros:Materiais de desenho de acrílico não amarelamrapidamente com o tempo;Maior resistência a arranhões;Facilidade de manuseio;Retenção da linearidade da borda.
  9. 9. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG9 Apostila de Desenho ArquitetônicoCuidados:Não usar o esquadro como guia para corte;Não usar o esquadro com marcadores coloridos;Manter os esquadros limpos com uma soluçãodiluída de sabão neutro e água (não utilizar álcoolna limpeza, que deixa o esquadro esbranquiçado).2.4 ESCALÍMETROInstrumento destinado à marcação de medidas, na escala dodesenho. Pode ser encontrado com duas gradações de escalas, masa mais utilizada e recomendável em arquitetura é o que marca asescalas de 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125.Não deve ser utilizado para o traçado de linhas.2.5 COMPASSOÉ o instrumento que serve para traçar circunferências dequaisquer raios ou arcos de circunferência. Deve oferecer umajuste perfeito, não permitindo folgas.Usa-se o compasso da seguinte forma: aberto com o raiodesejado, fixa-se a ponta seca no centro da circunferência atraçar e, segurando-se o compasso pela parte superior com osdedos indicador e polegar, imprime-se um movimento derotação até completar a circunferência.2.6 GABARITOSSão chapas em plástico ou acrílico, com elementos diversosvazados, que possibilitam a reprodução destes nos desenhos.O gabarito de círculos é útil para o traçado de pequenoscírculos de raios pré-disponíveis. Outros gabaritos úteis:equipamentos sanitários/hidráulicos, formas geométricas emobiliário.PONTA-SECAGRAFITE
  10. 10. Professora Vanessa Dorneles102 O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO: equipamentos e materiaisPara curvas de raio variável usa-se a “curva francesa” ouréguas flexíveis.2.7 RÉGUA PARALELADestinada ao traçado de linhas horizontais paralelas entre si nosentido do comprimento da prancheta, e a servir de base parao apoio dos esquadros para traçar linhas verticais ou comdeterminadas inclinações. O comprimento da régua paraleladeve ser um pouco menor do que o da prancheta. A réguaparalela, de certo modo, substituiu a régua “T”, que erautilizada com a mesma função.2.8 PRANCHETAGeralmente de madeira, em formato retangular, onde se fixamos papéis para os desenhos.È importante que a prancheta bem como o banco possibilitemao aluno uma correta postura ergonômica. A iluminaçãoadequada também é importante para um bom trabalho.Para cobrir as pranchetas, pode-se usar o seguinte:
  11. 11. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG11 Apostila de Desenho Arquitetônico1. Coberturas de vinil, que fornecem uma superfície dedesenho suave e uniforme. Furos de alinhamento e cortesficam naturalmente encobertos.2. Revestimento em fórmica ou material resistente similar, semimperfeições de superfície.
  12. 12. Professora Vanessa Dorneles123 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA3 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICASempre que possível o desenho deve estar bem paginado,dentro de pranchas padronizadas com margens e carimbocom as informações necessárias. Deve estar limpo e semrasuras. Conter traços homogêneos, com espessurasdiferenciadas que identifiquem e facilitem a compreensão doselementos desenhados. Textos com caracteres claros que nãogerem dúvidas ou dupla interpretação. Dimensões e demaisindicações que permitam a boa leitura e perfeita execuçãoda obra. Sempre que possível seguir uma norma de desenhoestabelecida (NBR 6492). Para quem está iniciando parecedifícil, mas com a prática se torna um prazer.A base para a maior parte do desenho arquitetônico é a linha,cuja essência é a continuidade. Em um desenho constituídosomente de linhas, a informação arquitetônica transmitida(espaço volumétrico; definição dos elementos planos, sólidos evazios; profundidade) depende primordialmente dasdiferenças discerníveis no peso visual dos tipos de linhasusados.3.1. AS LINHASAs linhas são os principais elementos do desenho arquitetônico.Além de definirem o formato, dimensão e posicionamento dasparedes, portas, janelas, pilares, vigas, objetos e etc,determinam as dimensões e informam as características decada elemento projetado. Sendo assim, estas deverão estarperfeitamente representadas dentro do desenho.As linhas de um desenho normatizado devem ser regulares,legíveis (visíveis) e devem possuir contraste umas com asoutras.Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir profundidade, aslinhas sofrem uma gradação no traçado em função do planoonde se encontram. As linhas em primeiro plano – mais próximo– serão sempre mais grossas e escuras, enquanto as dosegundo e demais planos visualizados – mais afastados – serãomenos intensas.TRAÇO GRAFITE TIPO DE LINHA USOGROSSO, FORTEESCUROHBPrincipais/secundáriasLinhas queestão sendocortadasMÉDIOH SecundáriasLinhas emvista/elevaçõesFINO, FRACO,CLARO2H 4HGrades/layouts/representaçãoLinhas deconstrução/cotas/ texturasTraço forte: As linhas grossas e escuras são utilizadas pararepresentar, nas plantas baixas e cortes, as paredes e todos osdemais elementos interceptados pelo plano de corte. Nodesenho a lápis pode-se utilizar a lapiseira 0,5 e retraçar a linhadiversas vezes, até atingir a espessura e tonalidade desejadas,ou então utilizar-se o grafite 0,9, traçando com a lapiseira bemvertical. Com o uso de tinta nanquim a pena pode ser 0.6;
  13. 13. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG13 Apostila de Desenho ArquitetônicoTraço médio: As linhas médias, ou seja, finas e escuras,representam elementos em vista ou tudo que esteja abaixo doplano de corte, como peitoris, soleiras, mobiliário, ressaltos nopiso, paredes em vista, etc. É indicado o uso do grafite 0,5,num traço firme, com a lapiseira um pouco inclinada,procurando girá-la em torno de seu eixo, para que o grafitedesgaste homogeneamente mantendo a espessura do traçoúnico. Para o desenho a tinta pode-se usar as penas 0,2 e 0,3;Traço fino: Para linhas de construção do desenho – que nãoprecisam ser apagadas – utiliza-se linha bem fina. Nas texturasde piso ou parede (azulejos, cerâmicas, pedras, etc), as juntassão representadas por linhas finas. Também para linhas decota, auxiliares e de projeção. Utiliza-se normalmente o grafite0,3, ou o grafite 0,5 exercendo pequena pressão na lapiseira.Para tinta, usa-se as penas 0,2 ou 0,1.*** textos e outros elementos informativos podem serrepresentados com traços médios. Títulos ou informações queprecisem de destaque poderão aparecer com traço forte.Tipos de LinhasLinhas de Contorno – contínuasA espessura varia com a escala e a natureza do desenho,exemplo:± 0,6 mmLinhas Internas – ContínuasFirmes, porém de menor valor que as linhas de contorno,exemplo:± 0,4 mmLinhas situadas além do plano do desenho – Tracejadas.Mesmo valor que as linhas de eixo.± 0,2 mmLinhas de projeção – traço e dois pontosQuando se tratar de projeções importantes, devem ter omesmo valor que as linhas de contorno. São indicadas pararepresentar projeções de pavimentos superiores, marquises,balanços, etc.± 0,2 mmLinhas de eixo ou coordenadas – traço e pontoFirmes, definidas, com espessura inferior às linhas internas e comtraços longos.± 0,2 mm
  14. 14. Professora Vanessa Dorneles143 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICALinhas de cotas – contínuasFirmes, definidas, com espessura igual ou inferior à linha de eixoou coordenadas± 0,2 mmLinhas auxiliares – contínuasPara construção de desenho, guia de letras e números, comtraço; o mais leve possível.± 0,1 mmLinhas de indicação e chamadas – contínuas. Mesmo valor queas linhas de eixo.± 0,2 mm3.1.1 Qualidade da LinhaA qualidade da linha refere-se:À nitidez e à claridade;Ao grau de negrume e à densidade;E ao peso apropriado.As linhas a lápis ou lapiseira podem variar tanto emintensidade como em espessura, assim o peso dessa linha édosada pela densidade do grafite usado – o qual é afetadopelo seu grau de dureza, pela superfície de desenho, pelaumidade e também pela pressão exercida sobre o desenho.Ao realizar um desenho, é essencial que se saiba o que cadalinha representa, quer seja uma aresta, uma intersecção dedois planos, uma linha em corte, ou simplesmente umamudança de material ou de textura.Todas as linhas devem começar e terminar de forma definida,o encontro de duas linhas devem ser sempre tocando nos seusextremos, mantendo uma relação lógica do início ao fim.Quando os cantos não seencontram nitidamente, elesparecem arredondados.Linhas traçadas de uma sóvez, tem melhor acabamentoe são sempre preferíveis.
  15. 15. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG15 Apostila de Desenho ArquitetônicoComo o desenho é o meio de expressão do arquiteto, torna-seimportante que o seu traçado seja o mais preciso e perfeitopossível. A precisão milimétrica em todos os traços é muitoimportante e, a partir desse momento, todos os seus “riscos”deverão ser desenhados. Até mesmo a escrita do arquiteto éum desenho de letras técnicas, como se verá mais adiante.Para tanto, alguma técnicas são de grande importância:Enquanto estiver desenhando qualquer linha éimportante que o lápis ou lapiseira sejagradualmente rotacionado enquanto se traça amesma. Isso impede que o grafite se desgaste emuma das laterais gerando linhas com diferentesespessuras.Gire o lápis enquanto desenhaDurante o traçado puxe sempre a lapiseira e nãoempurre no sentido da linha que está fazendo, assimterá maior controle do traço.No desenho com esquadros, mantenha a lapiseira na posiçãovertical, ligeiramente inclinada sobre o esquadro. Pois odesenho apoiado nos cantos do instrumento suja o esquadroO transpasse excessivo noscantos aparece como fora deproporção em relação aotamanho do desenho.Os cantos são críticos.Todas as linhas devemtocar a outra extremidadeem todos os cantos.
  16. 16. Professora Vanessa Dorneles163 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICAou régua e ocasiona borrão na folha de desenho e se ainclinação sobre o esquadro for excessiva, perde-se o controleda orientação da linha, permitindo que essa não saiaexatamente reta.Não desenhe com o grafiteapoiado nos cantos doinstrumento – suja o esquadro ourégua e ocasiona borrão nafolha de desenho.Desenhe sobre a borda reta,deixando um pequeno espaçoentre a borda e a grafite.Para o desenho de linhas curvas ou circulares, é preciso setomar o seguinte cuidado: sempre trace a linha curva (com ocompasso ou gabarito de circunferência ou ainda com curvasfrancesas) antes da linha reta, pois assim poderá encaixá-lasperfeitamente sobre a linha curva. O processo contrárioraramente tem bons resultados. Experimente!Cuidado ao desenhar a junção de umalinha com uma curva. Para evitar quefiquem desalinhados: sempre desenhe ossegmentos circulares primeiro.Após desenhe os segmentos retos a partirdas curvas.No desenho com compasso siga o que mostra a figura aseguir:Para o compasso, recomenda-seuma ponta em formato decunha para obter linhas maisnítidas sem excesso de pressão –a ponta gasta-se facilmente edeve ser refeita com freqüência.A seqüência que se deve adotar para se obter um bomresultado final:1. Esboce levemente as principais linhas verticais ehorizontais;2. Preencha as linhas secundárias;3. Reforce as linhas finais, tendo em mente a intensidadeapropriada de cada uma delas.
  17. 17. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG17 Apostila de Desenho Arquitetônico3.2 TIPOS DE LETRAS E NÚMEROSAs características mais importantes para a graficação dasletras são LEGIBILIDADE e CONSISTÊNCIA, tanto em estiloquanto em espaçamento.A B C D E F G H I J K L M N O P Q 0,5 cmA B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z0,3 cmNÚMEROS0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0,5 cmObs.: A dimensão das entrelinhas não deve ser inferior a 2mm.As letras e cifras das coordenadas devem ter altura de 3mm.3.2.1 Letras de MãoNa década de 60, quando os desenhos de arquiteturapassaram a ser feitos a lápis em papel "Albanene", foiintroduzida nas normas de desenho dos escritórios dearquitetura do Rio de Janeiro, inicialmente pelo escritório deHenrique Mindlin, um tipo de "letra de mão", que praticamenteaposentou os normógrafos (instrumento que era utilizado parao desenho de letras). Ela se difundiu por todos os demais e020301
  18. 18. Professora Vanessa Dorneles183 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICApassou a ser chamada de "Letra de Arquiteto". É composta porcaracteres próprios, que apresentam pequenas inclinaçõesem elementos que os compõem, determinando assim a suapersonalidade. São utilizadas na transmissão das informaçõescontidas nos desenhos, sob forma de textos ou números.Normalmente elas aparecem nos desenhos, entre "linhas guia",em três dimensões: 2mm (dois milímetros) para locais onde oespaço para a escrita seja bastante restrito; 3mm (trêsmilímetros) a mais utilizada; e 5mm para títulos, designações ouqualquer outro texto ou número que necessite de destaque.São representadas sempre em "caixa alta" (letras maiúsculas).O uso de linhas guia é obrigatório para que as letras sejamconsistentes na altura.As letras devem comunicar e não distrair ou prejudicar odesenho em si. Desta forma, algumas dicas:1. As letras devem ser sempre maiúsculas e não inclinadas– letras inclinadas geralmente são direcionais, distraindoa visão em um desenho retilíneo.2. Para manter as letras verticais, um pequeno esquadroajuda a manter os traços verticais das letras.3. Mantenha a proporção de áreas iguais para cada letra,para que seu texto seja mais estável.3.3 FORMATO E DIMENSÕES DO PAPELAs folhas em que se desenha o projeto arquitetônico édenominada prancha. Os tamanhos do papel devem seguir osmesmos padrões do desenho técnico. No Brasil, a ABNT adotao padrão ISO: usa-se um módulo de 1 m², cujas dimensõesseguem uma proporção equivalente raiz quadrada de 2 (841 x1189 mm), que remete às proporções áureas do retângulo.Esta é a chamada folha A0 (a-zero). A partir desta, obtém-semúltiplos e submúltiplos (a folha A1 corresponde à metade daA0, assim como a 2A0 corresponde ao dobro daquela).A maioria dos escritórios utiliza predominantemente osformatos A1 e A0, devido à escala dos desenhos e àquantidade de informação. Em nossas aulas utilizaremosgeralmente os formatos A2 e A3, pela facilidade de manuseioe dimensões das pranchetas e réguas paralelas disponíveis.
  19. 19. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG19 Apostila de Desenho ArquitetônicoApesar da normatização incentivar o uso das folhaspadronizadas, é muito comum que os desenhistas consideremque o módulo básico seja a folha A4 ao invés da A0. Istocostuma se dever ao fato de que qualquer folha obtida apartir desde módulo pode ser dobrada e encaixada em umapasta neste tamanho, normalmente exigida pelos órgãospúblicos de aprovação de projetos. Este formato pode serconseguido também pelas folhas padronizadas, desde que seutilize as recomendações para dobramento das folhas,conforme a norma referida.Do formato A0 resultará os demais formatos de papéis:Referência X (mm) Y (mm) a (mm)2 A0 1189 1682 15A0 841 1189 10A1 594 841 10A2 420 594 7A3 297 420 7A4 210 297 7A5 148 210 5
  20. 20. Professora Vanessa Dorneles203 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA3.3.1 Dobramento Das PranchasAs cópias dos projetos podem ser arquivadas dobradas,ocupando menor espaço e sendo mais fácil seu manejo. Oformato final deve ser o A4, para arquivamento.A NBR 6492 mostra uma seqüência de dobramento, para ostamanhos-padrão de papel.Efetua-se odobramento apartir do ladodireito em dobrasverticais de185mm.
  21. 21. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG21 Apostila de Desenho Arquitetônico3.4 ESCALASAtravés do Desenho Arquitetônico o arquiteto ou o desenhistagera os documentos necessários para as construções. Essessão reproduzidos em "pranchas", isto é, folhas de papel comdimensões padronizadas, por norma técnica, onde o espaçoutilizável é delimitado por linhas chamadas de margens. Umaprancha "A4", por exemplo, tem 21cm de largura por 29,7cmde altura e espaço utilizável de 17,5 cm de largura por 27,7 cmde altura. Desta forma se tivermos que desenhar a planta, ocorte e a fachada de uma edificação, nesta prancha, estesdeverão estar em ESCALA. As escalas são encontradas emréguas próprias, chamadas de escalímetros.Assim, a escala é a relação que indica a proporção entrecada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto.Um dos fatores que determina a escala de um desenho é anecessidade de detalhe da informação. Normalmente, naetapa de projeto executivo, quando elementos menores echeios de detalhes da construção estão sendo desenhadospara serem executados, como por exemplo as esquadrias(portas, janelas, etc), normalmente as desenhamos em escalasmais próximas do tamanho real (1:20 ou 1:25). Outro fator queinfluencia a escolha da escala é o tamanho do projeto.Prédios muito longos ou grandes extensões urbanizadas emgeral são desenhados nas escalas de 1:500 ou 1:1000. Istovisando não fragmentar o projeto, o que quando ocorre,dificulta às vezes a sua compreensão. A escolha da escalageralmente determina também o tamanho da prancha quese vai utilizar.Com a prática do desenho, a escolha da escala certa se tornaum exercício extremamente simples. À medida que aprodução dos desenhos acontece, a escolha fica cada vezmais acertada. Só uma dica: um prédio com 100 metros decomprimento (10.000 cm) para ser desenhado na escala de1:100, precisa de 1 metro (100 cm) de espaço disponível nafolha de papel para ser desenhado. Na de 1:50 o dobro. Assimvocê pode determinar a prancha a ser utilizada.Por exemplo, um projeto pequeno desenhado na escala de1:100 (ou 1/100), talvez possa utilizar uma prancha A4, ou A3.Um projeto nesta escala significa que o desenho estará 100vezes menor que a verdadeira dimensão/grandeza (VG).Então, se estamos desenhando uma porta de nosso projeto,com 1 metro de largura (VG), ela aparecerá no desenho, emescala, com 1 centímetro de comprimento. Se escolhermos1:50 (ou 1/50) o desenho será 50 vezes menor, e assim pordiante. Como podemos observar, o tamanho do desenhoproduzido é inversamente proporcional ao valor da escala. Por
  22. 22. Professora Vanessa Dorneles223 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICAexemplo: um desenho produzido na escala de 1:50 é maior doque ele na escala de 1:200.Escalas recomendadas:Escala 1:1, 1:2, 1:5 e 1:10 - Detalhamentos em geral;Escala 1:20 e 1:25 - Ampliações de banheiros,cozinhas ou outros compartimentos;Escala 1:50 - É a escala mais indicada e usada paradesenhos de plantas, cortes e fachadas de projetosarquitetônicos;Escala 1:75 - Juntamente com a de 1:25, é utilizadaapenas em desenhos de apresentação que nãonecessitem ir para a obra – maior dificuldade deproporção.Escala 1:100 - Opção para plantas, cortes efachadas quando é inviável o uso de 1:50; plantasde situação e paisagismo; também para desenhosde estudos que não necessitem de muitos detalhes;Escala 1:175 - Para estudos ou desenhos que nãovão para a obra;escala 1:200 e 1:250 - Para plantas, cortes efachadas de grandes projetos, plantas de situação,localização, topografia, paisagismo e desenhourbano;Escala 1:500 e 1:1000 - Planta de localização,paisagismo, urbanismo e topografia;Escala 1:2000 e 1:5000 - Levantamentosaerofotogramétricos, projetos de urbanismo ezoneamento.As escalas são classificadas em dois tipos:Escala Numérica:A escala numérica pode ser de redução ou de ampliação.É chamada de ampliação quando a representação gráfica émaior do que o tamanho real do objeto. Exemplo: 3:1, 5:1, 10:1A escala de redução é mais utilizada em arquitetura. Quandoo desenho é sempre realizado em tamanho inferior ao que oobjeto real. Exemplo: 1:25, 1:50, 1:100Ex. Escala 1:5 – cada 1 cm do desenho representa 5cm dapeça.Para desenhar nesta escala divide-se por 5 a verdadeiragrandeza das medidas.DRGráficasDe reduçãoDe ampliaçãoEscalasUma medida no desenhoA mesma medida feita no desenho(Medida real)
  23. 23. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG23 Apostila de Desenho ArquitetônicoEscalas GráficasÉ a representação através de um gráfico proporcional àescala utilizada.É utilizada quando for necessário reduzir ou ampliar o desenhopor processo fotográfico. Assim, se o desenho for reduzido ouampliado, a escala o acompanhará em proporção. Paraobter a dimensão real do desenho basta copiar a escalagráfica numa tira de papel e aplicá-la sobre a figura.Ex.: A escala gráfica correspondente a 1:50 é representada porsegmentos iguais de 2cm, pois 1 metro/50= 0,02 = 2cm.IMPORTANTE!!!!!!!!Cada folha de desenho ou prancha deve ter indicada em seu títuloas escalas utilizadas nos desenhos ficando em destaque a escalaprincipal. Além disto, cada desenho terá sua respectiva escalaindicada junto dele.3.5 DIMENSIONAMENTO/ COTAGEM – COLOCAÇÃO DECOTAS NO DESENHOCotas são os números que correspondem às medidas reais nodesenho.As cotas indicadas nos desenhos determinam a distância entredois pontos, que pode ser a distância entre duas paredes, alargura de um vão de porta ou janela, a altura de um degraude escada, o pé direito de um pavimento, etc.. A ausênciadas dimensões provocará dúvida para quem executa, e nadificuldade de saná-las, normalmente o responsável pela obra,extrai do desenho, a informação, medindo com o metro, adistância desejada. Portanto, não são indicadas, para osdesenhos de projetos executivos, as escalas de 1:25, 1:75,1:125, difíceis de se transformar com a utilização do “metro” deobra.É a forma pela qual passamos nos desenhos, as informaçõesreferentes às dimensões de projeto. São normalmente dadasem centímetros. Isso porque nas obras, os operários trabalhamcom o "metro" (trena dobrável com 2 metros de comprimento),que apresenta as dimensões em centímetros. Assim, paraquem executa a obra, usuário do "metro", a visualização eaplicação das dimensões se torna mais clara e direta. Isso nãoimpede que seja utilizada outra unidade, desde que mantidaem todo o desenho a mesma unidade. Normalmente, paradesenhos de alguns detalhes, quando a execução requerrigorosa precisão, as dimensões podem ser dadas emmilímetros. Na hora de cotar, deve-se ter o cuidado de nãoapresentar num mesmo desenho, duas unidades diferentes,centímetros e metros por exemplo.As áreas podem e devem ser dadas em metros quadrados.Assim, procurar sempre informar através de uma "nota dedesenho" as unidades utilizadas, como por exemplo: "cotasdadas em centímetros" e "áreas em metros quadrados".Os desenhos de arquitetura, bem como todo desenho técnico,devem ter as suas medidas indicadas corretamente.-1 0 1 32metros
  24. 24. Professora Vanessa Dorneles243 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICAIndicar a medida da cota errada ou uma má indicaçãocostuma trazer prejuízos e aborrecimentos.As cotas, sempre que possível devem estar margeando osdesenhos, ou seja, fora do limite das linhas principais de umaplanta, corte, ou qualquer outro desenho. Isso não impedeque algumas cotas sejam dadas no interior, mas deve-seevitar, a fim de não dificultar a leitura das informações. Na suarepresentação, são utilizadas linhas médias-finas para traçadodas "linhas de cota" - que determina o comprimento do trechoa ser cotado; "linhas de chamada" - que indicam asreferências das medidas; e o "tick" - que determina os limitesdos trechos a serem dimensionados. Nos desenhos, a linha decota, normalmente dista 2,5cm (em escala 1/1) da linhaexterna mais próxima do desenho. Quando isso não for possíveladmite-se que esteja mais próxima ou mais distante, conformeo caso. A distância entre linhas de cota deve ser de 1,0 cm(escala 1/1). As linhas de chamada devem partir de um pontopróximo ao local a ser cotado (mas sem tocar – deixar 0,5 cmem escala 1/1), cruzar a linha de cota e se estender até umpouco mais além desta (0,5 cm em escala 1/1). O tick, semprea 45º à direita, ou uma circunferência pequena cheia, quecruza a interseção entre a linha de cota e a de chamada. Estedeve ter um traçado mais destacado, através de uma linhamais grossa ou circunferência cheia para facilitar avisualização do trecho cotado. O texto deve estar sempreacima da linha de cota, sempre que possível no meio dotrecho cotado e afastado aproximadamente 2mm da linha decota. Caracteres com 3mm de altura.Princípios Gerais:As cotas de um desenho ou projeto devem serexpressas em uma única unidade de medida;As cotas devem ser escritas sem o símbolo daunidade de medida (m, mm ou cm);As cotas devem ser escritas acompanhando adireção das linhas de cota;Qualquer que seja a escala do desenho, as cotasrepresentam a verdadeira grandeza das dimensões(medidas reais);As linhas de cota devem ser contínuas e osalgarismos das cotas devem ser colocados ACIMAda linha de cota;
  25. 25. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG25 Apostila de Desenho ArquitetônicoQuando a peça for muito grande deve-seinterromper a peça e não a linha de cota: FUTUROS ARQUITETOS (AS):Deve-se colocar as cotas prevendo sua UTILIZAÇÃO futura naconstrução/obra, de modo a evitar cálculos pelo operário na obra.As cotas oblíquasdevem acompanharas linhas de cotas eestas devem serparalelas à facecotada.Cotas horizontaisAs cotas verticaisdevem acompanhara linha de cota,como se oobservador estivesseà direita do desenho.
  26. 26. Professora Vanessa Dorneles264 O PROJETO E O DESENHO DE ARQUITETURAPARTE 2 – O DESENHOARQUITETÔNICO4 O PROJETO E O DESENHO DE ARQUITETURAOs projetos arquitetônicos devem conter todas as informaçõesnecessárias para que possam ser completamente entendidos,compreendidos e executados. O projeto de arquitetura écomposto por informações gráficas, representadas pelosdesenhos técnicos através de plantas, cortes, elevações eperspectivas – e por informações escritas – memorial descritivoe especificações técnicas de materiais e sistemas construtivos.O desenho arquitetônico é uma especialização do desenhotécnico normatizado voltada para a representação dosprojetos de arquitetura. O desenho de arquitetura, portanto,manifesta-se como um conjunto de símbolos que expressamuma linguagem, estabelecida entre o emissor (o desenhista ouprojetista) e o receptor (o leitor do projeto). É através dele queo arquiteto transmite as suas intenções arquitetônicas econstrutivas.Assim, o projeto arquitetônico é composto por diversosdocumentos, entre eles as plantas, os cortes e as elevações oufachadas. Neles encontram-se as informações sob forma dedesenhos, que são fundamentais para a perfeitacompreensão de um volume criado com suascompartimentações. Nas plantas, visualiza-se o que acontecenos planos horizontais, enquanto nos cortes e elevações o queacontece nos planos verticais. Assim, a partir do cruzamentodas informações contidas nesses documentos, o volumepoderá ser construído. Para isso, devem ser indicadas todas asdimensões, designações, áreas, pés direitos, níveis etc. As linhasdevem estar bem diferenciadas, em função de suaspropriedades (linhas em corte ou vista) e os textos claros ecorretos.4.1. OS ELEMENTOS DO DESENHO ARQUITETÔNICOOs elementos do desenho arquitetônico são vistas ortográficasformadas a partir de projeções ortogonais, ou seja, sistemasem que as linhas projetantes são paralelas entre si eperpendiculares ao plano projetante. Se forem consideradasas linhas projetantes como raios visuais do observador, seriacomo se o observador estivesse no infinito – assim os raiosvisuais seriam paralelos entre si.Os desenhos básicos que compõem um projeto de arquitetura,a partir de projeções ortogonais, são: as plantas baixas, oscortes, as elevações ou fachadas, a planta de cobertura, aplanta de localização e a planta de situação.α
  27. 27. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG27 Apostila de Desenho ArquitetônicoPlanta Baixa: desenho onde são indicadas as dimensõeshorizontais. Este desenho é o resultado da interseção de umplano horizontal com o volume arquitetônico. Consideramospara efeito de desenho, que este plano encontra-se entre 1,20a 1,50m de altura do piso do pavimento que está sendodesenhado, e o sentido de observação é sempre em direçãoao piso (de cima para baixo). Então, tudo que é cortado poreste plano deve ser desenhado com linhas fortes (grossas eescuras) e o que está abaixo deve ser desenhado em vista,com linhas médias (finas e escuras). Sempre considerando adiferença de níveis existentes, o que provoca umadiferenciação entre as linhas médias que representam osdesníveis.Cortes: são os desenhos em que são indicadas as dimensõesverticais. Neles encontramos o resultado da interseção doplano vertical com o volume. A posição do plano de cortedepende do interesse de visualização. Recomenda-se semprepassá-lo pelas áreas molhadas (banheiro e cozinha), pelasescadas e poço dos elevadores. Podem sofrer desvios, sempredentro do mesmo compartimento, para possibilitar aapresentação de informações mais pertinentes. Podem sertransversais (plano de corte na menor dimensão daedificação) ou longitudinais (na maior dimensão). O sentido deobservação depende do interesse de visualização. Os cortesdevem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar suavisualização e interpretação.Elevações ou Fachadas: são desenhos das projeções verticaise horizontais das arestas visíveis do volume projetado, sobre umplano vertical, localizado fora do elemento arquitetônico.Nelas aparecem os vãos de janelas, portas, elementos defachada, telhados assim como todos os outros visíveis de forada edificação.Planta de Cobertura: representação gráfica da vistaortográfica principal superior de uma edificação, ou vistaaérea de seu telhado, acrescida de informações do sistemade escoamento pluvial.Planta de Localização: representação da vista ortográficasuperior esquemática, abrangendo o terreno e o seu interior,com a finalidade de identificar o formato, as dimensões e alocalização da construção dentro do terreno para o qual estáprojetada.Planta de Situação: vista ortográfica superior esquemáticacom abrangência de toda a zona que envolve o terreno ondeserá edificada a construção projetada, com a finalidade deidentificar o formato, as dimensões do lote e a amarraçãodeste no quarteirão em que se localiza.Outros: as perspectivas e as maquetes são também deextrema importância para a visualização e compreensão deum projeto arquitetônico. Nelas temos a visualização daterceira dimensão, o que não ocorre nas plantas, cortes efachadas já que são desenhos em 2D.
  28. 28. Professora Vanessa Dorneles284 O PROJETO E O DESENHO DE ARQUITETURA
  29. 29. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG29 Apostila de Desenho Arquitetônico5. A PLANTA BAIXA5.1 CONCEITUAÇÃOA planta baixa é a representação gráfica de uma vistaortográfica seccional do tipo corte, obtida quandoimaginamos passar por uma construção um plano projetantesecante horizontal, de altura a seccionar o máximo possível deaberturas (média de 1,20 a 1,50m em relação ao piso dopavimento em questão) e considerando o sentido devisualização do observador de cima para baixo, acrescido deinformações técnicas.
  30. 30. Professora Vanessa Dorneles305. A PLANTA BAIXAJ115154121538856370251515290160130+0.201601530 15018000200200 15180150151515BANHO5.70 M²21.20 M²+0.35TERRAÇOPISO CERÂMICOPISO CERÂMICO120 15P2+0.50380+0.48500SALA13.75 M²PISO MADEIRAP1+0.5015301534056060J21002530153701540015J3100251515015152751527515PROJ. COBERTURAPLANTA BAIXASEME SCALA5.2 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADEQualquer construção projetada para um único piso terá anecessidade óbvia de uma única planta baixa, que serádenominada simplesmente “Planta Baixa”. Em construçõesprojetadas com vários pavimentos, será necessária uma plantabaixa para cada pavimento distinto arquitetonicamente.Vários pavimentos iguais terão como representação umaúnica planta baixa, que neste caso será chamada de “PlantaBaixa do Pavimento Tipo”. Quanto aos demais pavimentos, otítulo da planta recebe a denominação do respectivo piso.Exemplo: Planta Baixa do 1º Pavimento; Planta Baixa do Sub-solo; Planta Baixa do Pavimento de Cobertura...Utilizam-se as denominações “piso” ou “pavimento” e nãoandar.
  31. 31. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG31 Apostila de Desenho Arquitetônico5.3 COMPOSIÇÃO DO DESENHOComo em todos os desenhos técnicos, a representaçãográfica não se constituirá apenas na reprodução do objeto,mas também na complementação através de umdeterminado número de informações, ou indicadores.Do ponto de vista didático, convém então dividir os elementosgraficados em dois grupamentos: desenho dos elementosconstrutivos e representação das informações. Em plantabaixa, os componentes mais comuns e normalmentefreqüentes, em cada um dos casos, são os seguintes:Desenho dos elementos construtivos: paredes e elementosestruturais; aberturas (portas, janelas, portões); pisos e seuscomponentes (degraus, rampas, escadas); equipamentos deconstrução (aparelhos sanitários, roupeiros, lareiras); aparelhoselétricos de porte (fogões, geladeiras, máquinas de lavar) eelementos de importância não visíveis.Representação das informações: nome das dependências;áreas úteis das peças; tipos de pisos dos ambientes; níveis;posições dos planos de corte verticais; cotas das aberturas ousimbologia de representação com quadro de esquadrias;cotas gerais; informações sobre elementos não visíveis; outrasinformações.5.4 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS5.4.1 PAREDESSão representadas de acordo com suas espessuras e comsimbologia relacionada ao material que as constitui.Normalmente desenha-se a parede de 15cm, ela pode variarconforme a intenção e necessidade arquitetônica.parede de tijolos:parede de concreto:h=100PAREDE A MEIA ALTURA:INDICADA COM TRAÇO MÉDIONÃO ESTÁ SENDO CORTADAPAREDE ALTA PISO-FORROTRAÇO GROSSOESTÁ SENDO CORTADAA LETRA "h" MINÚSCULA É USADAPARA INDICAR A ALTURAAo utilizar a escala 1/200 ou outras similares que originemdesenhos muito pequenos, torna-se impraticável desenhar asparedes utilizando dois traços, deve-se portanto desenhar asparedes “cheias”.
  32. 32. Professora Vanessa Dorneles325. A PLANTA BAIXAh=100ESCALAS 1/200; 1/250; 1/500; OU SIMILARESPAREDES CHEIAS PARA FACILITAR A REPRESENTAÇÃO5.4.2 PORTAS E PORTÕESSão desenhados representando-se sempre a(s) folha(s) daesquadria, com linhas auxiliares, se necessário, procurandoespecificar o movimento da(s) folha(s) e o espaço ocupado.de abrir/pivotante eixo lateralpivotante eixo centralde correr externa/internapantográfica/ camarão
  33. 33. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG33 Apostila de Desenho Arquitetônicosanfonada5.4.3 JANELASSão representadas através de uma convenção genérica, semdar margem a uma maior interpretação quanto ao número decaixilhos ou funcionamento da esquadria.para escalas inferiores a 1/50:para escala 1/50 (mais adotada):convenção alternativa:convenção com detalhamento:5.4.4 PISOSEm nível de representação gráfica em Planta Baixa, os pisossão apenas distintos em dois tipos: comuns ou impermeáveis –representados apenas em áreas dotadas de equipamentoshidráulicos. Salienta-se que o tamanho do reticulado constituiuma simbologia, não tendo a ver necessariamente com otamanho real das lajotas ou pisos cerâmicos (convenciona-seutilizar 30x30cm ou 50x50cm).pisos comuns:b) pisos impermeáveis:
  34. 34. Professora Vanessa Dorneles345. A PLANTA BAIXA5.4.5 EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃODependendo de suas alturas, podem ser seccionados ou nãopelo plano que define a planta baixa. Em uma ou outrasituação, são normalmente representados pelo número mínimode linhas básicas para que identifiquem sua natureza.Vaso sanitário:Lavatório:Balcão com pia:Tanque:Chuveiro:5.4.6 APARELHOS ELÉTRICOSEm Planta Baixa são representados os aparelhos elétricos deporte, de posição fixa ou semi-fixa e projetada, pelanecessidade de conhecimento de seus posicionamentos, comvista aos projetos complementares.Geladeira:
  35. 35. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG35 Apostila de Desenho ArquitetônicoFogão:Máquina de Lavar:5.4.7 ELEMENTOS NÃO VISÍVEISNo desenho da Planta Baixa deve-se indicar elementosjulgados de importância pelo projetista, mas situados acimado plano de corte, ou abaixo, mas escondidos por algumoutro elemento arquitetônico. Neste caso, deve-se semprerepresentar o contorno do elemento considerado, através doemprego de linhas tracejadas curtas, de espessura fina,conforme exemplificações a seguir.5.5 REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES5.5.1 NOME DAS PEÇASEm todo e qualquer projeto arquitetônico,independentemente da finalidade da construção, éindispensável a colocação de denominação em todas aspeças, de acordo com suas finalidades. Esta denominaçãodeve atender ao seguinte:Nomes em letras padronizadas, conforme NBR;Nomes sempre na horizontal;Utilização sempre de letras maiúsculas;Tamanho das letras entre 3 e 5mm;Letras de eixo vertical, não inclinadas;Colocação convencional no centro das peças.
  36. 36. Professora Vanessa Dorneles365. A PLANTA BAIXA5.5.2 ÁREAS DAS PEÇASSão igualmente de indispensável indicação a colocação dasáreas úteis de todas as peças (áreas internas aproveitáveis),de acordo com o seguinte:Colocação sempre abaixo do nome da peça(deixar espaçamento de 2mm entre cada texto);Letras um pouco menores do que a indicação donome das peças (3mm ou 2mm);Algarismos de eixo vertical;Indicação sempre na unidade “M²” (metrosquadrados);Precisão de dm² (duas casas após a vírgula).5.5.3 TIPO DE PISO DOS AMBIENTESDeve ser indicado também, em cada peça/ambienterepresentado em planta baixa, o seu respectivo tipo de piso,da seguinte forma:Colocação sempre abaixo da área útil da peça(deixar espaçamento de 2mm entre cada texto);Letras do mesmo tamanho que o texto da área(3mm ou 2mm);Algarismos de eixo vertical;SALA DE ESTAR18,30 M²PISO DE MADEIRABANHEIRO3,20 M2PISO CERÂMICO5.5.4 NÍVEIS DAS DEPENDÊNCIASOs níveis são cotas altimétricas dos pisos, sempre em relação auma determinada Referência de Nível pré-fixada peloprojetista e igual a 0 (zero). A colocação os níveis deveatender ao seguinte:Colocados dos dois lados de uma diferença de nível;Evitar repetição de níveis próximos em planta;Não marcar sucessão de desníveis iguais (escada);Algarismos padronizados pela NBR;Escrita horizontal;Colocação do sinal + ou - antes da cota de nível;Indicação sempre em metros;simbologia convencional:5.5.5 COTAS NAS ABERTURAS – FORMA 1PORTAS: Todas as portas e portões devem ser cotados,identificando-se sua largura e altura, de acordo com oseguinte:Sempre na ordem “l x h” (largura por altura);Algarismos padronizados;Posicionamento ao longo das folhas;
  37. 37. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG37 Apostila de Desenho ArquitetônicoJANELAS: todas as janelas devem ser cotadas em Planta Baixa,identificando-se sua largura, altura e peitoril, de acordo com oseguinte:Sempre na ordem “l x h / p” (largura por altura sobrepeitoril);Algarismos padronizados;Posicionamento interno ou externo à construção(apenas uma opção em um projeto).5.5.6 COTAS NAS ABERTURAS – FORMA 2 – UTILIZAÇÃO DEQUADRO DE ESQUADRIASA forma mais recomendada, por ser mais completa, para arepresentação das informações relativas às esquadrias, é autilização de códigos e quadro de esquadrias. Segundo essametodologia, cada esquadria diferente entre si deverá seracompanhada por um código seqüencial dentro de umacircunferência. O mesmo código deve aparecer em umquadro, denominado QUADRO de ESQUADRIAS, quedescreverá as informações relevantes de tal esquadria. Oquadro deve ser localizado próximo ao selo, ligeiramenteacima desse.Comumente utiliza-se para janelas os códigos J1, J2, J3,... epara portas P1, P2, P3, P4...O quadro de esquadrias deverá conter pelo menos: código,dimensões, tipo de funcionamento e materiais da esquadriaque está sendo descrita.5.5.7 COTAS GERAISO desenho da Planta Baixa só será considerado completo se,além da representação gráfica dos elementos, contiver todosos indicadores necessários, dentre os quais as cotas(dimensões) são dos mais importantes. A cotagem deve seguiras seguintes indicações gerais:a) As cotas devem ser preferencialmente externas;As linhas de cota no mesmo alinhamento devem sercompletas;A quantidade de linhas deve ser distribuída noentorno da construção, sendo que a primeira linhadeve ficar afastada 2,5 cm do último elemento a sercotado e as seguintes devem afastar-se umas dasoutras 1,0cm;Todas as dimensões das peças e espessuras deparedes devem ser cotadas;80x210130 x 100/ 110
  38. 38. Professora Vanessa Dorneles385. A PLANTA BAIXAAs aberturas de vãos e esquadrias devem sercotadas e amarradas aos elementos construtivos;Todas as dimensões totais devem ser identificadas;As linhas mais subdivididas devem ser as maispróximas do desenho;As linhas de cota nunca devem se cruzar;Identificar pelo menos três linhas de cota: subdivisãode paredes e esquadrias, cotas das peças eparedes, e cotas totais externas.5.5.7 OUTRAS INFORMAÇÕESAlém das informações anteriores, já discriminadas e ocorrentesem qualquer projeto, cabe ao projetista adicionar ainda todose quaisquer outros elementos que julgue serem indispensáveisao esclarecimento e que não congestionem demais arepresentação gráfica.Entre os mais freqüentes, citam-se: dimensões de degraus;sentido de subida das escadas (setas); capacidade dereservatórios superior e inferior; indicação de projeções decoberturas; identificação de iluminação zenital; eventualdiscriminação dos tipos de pisos.5.6 ROTEIRO SEQUENCIAL DE DESENHOA seqüência de etapas descriminada a seguir procura indicaro caminho mais lógico a ser seguido no desenho da PlantaBaixa de um projeto de arquitetura. Na seqüênciaapresentada, além de uma maximização da racionalizaçãodo uso do instrumental de desenho, procura-se um andamentológico que, inclusive, viabilize uma conferência do desenho esua elaboração e minimize ao máximo a probabilidade deerro.1ª ETAPA (com traço bem fino – traço de construção):Marcar o contorno externo do projeto;Desenhar a espessura das paredes externas;Desenhar as principais divisões internas;2ª ETAPA (com traços médios):Desenhar as aberturas – portas e janelas;Desenhar os equipamentos sanitários eequipamentos elétricos de porte;Desenhar a projeção da cobertura em linha finacontínua;Apagar o excesso dos traços.8451cm15 152,5cm1cm15 10 15151515020015050090200300
  39. 39. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG39 Apostila de Desenho Arquitetônico3ª ETAPA (com traços médios e fortes):Desenhar as linhas tracejadas – projeção dacobertura, reservatórios, outras (traço médio);Denominar os ambientes (traço médio);Indicar a área de cada ambiente e a especificaçãodo tipo de piso (traço médio);Cotar aberturas, códigos e quadro de esquadrias –portas, janelas, portões (traço médio);Colocar a indicação de níveis (traço médio);Cotar o projeto (linhas finas);Desenhar hachura no piso das “áreas molhadas” –com equipamentos hidráulicos (traço fino);Indicar a posição dos cortes; a entrada principal; onorte (traço médio/grosso);Acentuar a espessura dos traços da parede (traçogrosso);Denominar o tipo de desenho (planta baixa, plantade cobertura, implantação...), bem como colocar aescala (1/50; 1/100...).1ª ETAPA:2ª ETAPA:
  40. 40. Professora Vanessa Dorneles405. A PLANTA BAIXA3ª ETAPA:+0,40200x150/9080x210PLANTA BAIXAESCALA 1/5080x160/30150x100/110N90x220+0,40projeçãocobertura00+0,20+0,40100x60/16080x21080x210100x60/160+0,20150x100/110+0,38VARANDA5,50 M²PISO CERÂMICOSALA13,50 M²PISO MADEIRADORMITÓRIO11,40 M²PISO MADEIRABANHO4,60 M²PISO CERÂMICOSERVIÇO1,95 M²PISO CERÂMICOCOZINHA6,35 M²PISO CERÂMICOCIRCULAÇÃO1,95 M²PISO MADEIRAh=120
  41. 41. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG41 Apostila de Desenho Arquitetônico5.7 OBSERVAÇÕES GERAISAs Plantas Baixas, sempre que possível devem serrepresentadas na escala 1:50. Em projetos de edificações degrande porte, por inconveniência ou impossibilidade detamanho do papel, é permissível o desenho na escala 1:75 ou1:100.Dedicar especial atenção às espessuras dos traços em umarepresentação definitiva de Planta Baixa. Os elementos maispróximos do plano de secção são representados em espessuragrossa (paredes e elementos estruturais cortados); oselementos a distância média até o nível do piso, ou de menosimportância, em espessura média (portas, janelas,equipamentos de construção, aparelhos elétricos, escadas,etc); e os elementos ao nível do piso ou de menor importância,em espessura fina (pisos, degraus, hachuras, linhas de cota eauxiliares, tracejados de elementos não visíveis, etc).Os títulos da Plantas Baixas, conjuntamente com as respectivasescalas, devem ser posicionados, com caracteres emdestaque, abaixo e preferencialmente à esquerda dosrespectivos desenhos.As áreas construídas devem constar em legenda ou emquadro em destaque, próximo ao selo/carimbo.
  42. 42. Professora Vanessa Dorneles426. OS CORTES6. OS CORTES6.1 CONCEITUAÇÃOOs CORTES são representações de vistas ortográficasseccionais do tipo “corte”, obtidas quando passamos por umaconstrução um plano de corte e projeção VERTICAL,normalmente paralelo às paredes, e retiramos a parte frontal,mais um conjunto de informações escritas que ocomplementam. Assim, neles encontramos o resultado dainterseção do plano vertical com o volume. Os cortes são osdesenhos em que são indicadas as dimensões verticais.O objetivo dos cortes em um projeto de edificação é ilustrar omaior número de relações entre espaços interiores esignificantes, que se desenvolvem em altura, e que, porconseqüência, não são devidamente esclarecidos em plantabaixa. A sua orientação é feita na direção dos extremos maissignificantes deste espaço.Normalmente se faz no mínimo dois cortes, um transversal eoutro longitudinal ao objeto cortado, para melhorentendimento. Podem sofrer desvios, sempre dentro do mesmocompartimento, para possibilitar a apresentação deinformações mais pertinentes. Os cortes podem ser transversais(plano de corte na menor dimensão da edificação) oulongitudinais (na maior dimensão).A quantidade de cortes necessários em um projeto, porém, éde exclusiva determinação do projetista, em função dasnecessidades do projeto. São fatores que influenciam aquantidade de cortes:a) irregularidades das paredes internas;b) sofisticação de acabamentos internos;c) formato poligonal da construção;d) diferenças de níveis nos pisos;e) existência de detalhamentos internos.PLANO QUE GERA O CORTE TRANSVERSAL:
  43. 43. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG43 Apostila de Desenho ArquitetônicoPLANO QUE GERA O CORTE LONGITUDINAL:6.2 POSICIONAMENTO DOS CORTESOs planos normalmente são paralelos às paredes, eposicionados pela presença de: pés-direitos variáveis,esquadrias especiais, barreiras impermeáveis, equipamentosde construção, escadas, elevadores...A posição do plano de corte e o sentido de observaçãodepende do interesse de visualização. Recomenda-se semprepassá-lo pelas áreas molhadas (banheiro e cozinha), pelasescadas e poço dos elevadores.Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas parapossibilitar sua visualização e interpretação – indicar a suaposição e o sentido de visualização.A indicação dos cortes em planta baixa tem uma simbologiaespecífica:A orientação dos CORTES é feita na direção dos extremos maissignificantes Do espaço cortado. O sentido de visualização doscortes deve ser indicado em planta, bem como a sualocalização.
  44. 44. Professora Vanessa Dorneles446. OS CORTESCORTE AB SENTIDO INDICADO CORTE AB SENTIDO INDICADOCORTE CD INDICADO CORTE CD INDICADO200120300090x21015150154001501885A157010157015151527515512015120x100/9030301515170160160160+0.2001C200200380VARANDA+0.3521.20 M²1570x2105.70 M²BANHO+0.48+0.50100x60/14015+0.50SALA13.75 M²34056050060x60/14060 10001D151515301537040015251515100251515001B2752751515PROJ. COBERTURACORTE AB E CORTE CD INDICADOS EM PLANTA
  45. 45. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG45 Apostila de Desenho Arquitetônico6.3 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS6.3.1 FUNDAÇÕESSão desenhadas em função dos materiais utilizados e de suadisposição geral, com dimensões aproximadas, se houver, poisseu detalhamento é função do projeto estrutural. Algunsexemplos de fundações mais utilizadas:VIGABALDRAMEBLOCOS DECONCRETOVIGABALDRAMESAPATADECONCRETO6.3.2 PISO/CONTRA-PISONormalmente identifica-se apenas a espesssura do contrapiso+ piso com espessura aproximada de 10cm, através de duaslinhas paralelas, cortadas – espessura de linha média-grossa. Aterra ou aterro são indicados através de hachura inclinada. Ocontrapiso-piso ocorre alinhado com a viga baldrame dasparedes.6.3.3 PAREDESNos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou emvista. No caso de paredes seccionadas, a representação ésemelhante ao desenho em planta baixa. Existindo paredesem vista (que não são cortadas pelo plano de corte) arepresentação é similar aos pisos em planta.PAREDE CONVENCIONALEM VISTAPAREDE TOTALMENTEIMPERMEABILIZADAPAREDE PARCIALMENTEIMPERMEABILIZADAPISO-CONTRAPISOHACHURATERRAVIGA BALDRAME
  46. 46. Professora Vanessa Dorneles466. OS CORTES6.3.4 EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃOOs equipamentos de construção podem aparecer em corteou em vista na representação dos cortes verticais. Tanto numasituação como em outra, basta representá-los com suas linhasbásicas, que identificam o aparelho ou equipamento. Abaixo,algumas representações:6.3.5 FORROS/LAJESGeralmente os forros são constituídos de lajes de concreto,representadas de maneira similar ao contrapiso, comespessura de 10cm. Sobre as paredes, representa-se as vigasem concreto. Pode haver forro de madeira ou gesso, porexemplo, abaixo da laje ou sem a presença desta. Estes forrosserão representados por duas linhas finas paralelas com aespessura do forro.6.3.6 COBERTURASNeste semestre, representaremos a cobertura de formasimplificada – apenas com os traços básicos de seu contornoou com laje impermeabilizada. No próximo semestre, seestudará o detalhamento da cobertura e a forma derepresentação de todos os seus elementos estruturais emateriais.6.3.7 ABERTURASPORTAS: em vista são indicadas apenas pelo seu contorno;preferencialmente com linhas duplas (5cm), quando foremdotadas de marco. Em corte, indica-se apenas o vão, com avisão da parede do fundo em vista.JANELAS: em vista seguem as mesmas diretrizes das portas. Emcorte têm representação similar à planta baixa, marcando-seo peitoril como parede (traço cheio e grosso) e a altura dajanela (quatro linhas paralelas em traço cheio e médio).VIGALAJEFORRO
  47. 47. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG47 Apostila de Desenho ArquitetônicoPORTA VISTA JANELA VISTA PORTA CORTE JANELA CORTE6.3.8 REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕESNo desenho dos cortes verticais, as representações são ascotas verticais, indicação de níveis e denominação dosambientes cortados. Outras informações julgadas importantespodem ser discriminadas (impermeabilizações, capacidadede reservatórios, inclinação telhados, informações relativas aescadas, rampas e poços de elevador...)6.3.8.1 CotasSão representadas exclusivamente as cotas verticais,de todos os elementos de interesse em projeto, eprincipalmente:pés direitos (altura do piso ao forro/teto);altura de balcões e armários fixos;altura de impermeabilizações parciais;cotas de peitoris, janelas e vergas;cotas de portas, portões e respectivas vergas;cotas das lajes e vigas existentes;alturas de patamares de escadas e pisosintermediários;altura de empenas e platibandas;altura de cumeeiras;altura de reservatórios (posição e dimensões);NÃO SE COTAM OS ELEMENTOS ABAIXO DO PISO (função do projetoestrutural)Para as regras de cotagem, utilizam-se os mesmos princípiosutilizados para cotas em planta baixa:a) As cotas devem ser preferencialmente externas;b) As linhas de cota no mesmo alinhamento devem sercompletas;c) A quantidade de linhas deve ser distribuída no entornoda construção, sendo que a primeira linha deve ficarafastada 2,5 cm do último elemento a ser cotado e asseguintes devem afastar-se umas das outras 1,0cm;d) Todas as dimensões totais devem ser identificadas;e) As linhas mais subdivididas devem ser as mais próximasdo desenho;f) As linhas de cota nunca devem se cruzar;
  48. 48. Professora Vanessa Dorneles486. OS CORTESg) Identificar pelo menos três linhas de cota: cotas desubdivisão de paredes, esquadrias, vergas, vigas, lajes,cumeeira; cotas dos pés direitos; e cotas totais externas.6.3.8.2 Níveissão identificados todos os níveis, sempre que se visualize adiferença de nível, evitando a repetição desnecessária e nãofazendo a especificação no caso de uma sucessão dedesníveis iguais (escada).A simbologia para indicação de níveis nos cortes édiferenciada da simbologia para indicação em planta, porém,os níveis constantes em planta baixa devem ser os mesmosindicados nos cortes.A simbologia utilizada para indicação dos níveis em cortes é:Os níveis devem ser sempre indicados em METROS eacompanhados do sinal, conforme localizarem-se acima ouabaixo do nível de referência (00). Sempre são indicados comreferência ao nível ZERO.6.4 EXEMPLO DE CORTES00 +0,30 -0,15
  49. 49. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG49 Apostila de Desenho Arquitetônico2102102653500+0,354545+0,48+0,5047560250267152307055101030251010150150150VARANDAWCCORTE ABSEM ESCALAOs cortes devem ser desenhados SEMPRE NA MESMA ESCALADA PLANTA BAIXA, preferencialmente 1/50.50 215150 10 280 3580 10 60 10 30 250 15 2000+0,20+0,35+0,50+0,5075 100 9047580 10 10 530 200 30 5060150 10 265 50CORTECDSEMESCALA
  50. 50. Professora Vanessa Dorneles506. OS CORTES6.5 ETAPAS PARA O DESENHO DO CORTEColocar o papel sulfurizê sobre a planta, observando o sentidodo corte já marcado na planta baixa;Desenhar a linha do terreno;Marcar a cota do piso dos ambientes “cortados” etraçar;Marcar o pé direito e traçar;Desenhar as paredes externas (usar o traçado daplanta baixa);Desenhar o forro, quando houver, ou a laje;desenhar também o contra-piso;Desenhar a cobertura ou telhado;Desenhar as paredes internas, cortadas pelo plano;Marcar as portas e janelas seccionadas pelo planode corte;Desenhar os elementos que estão em vista após oplano de corte. Ex.: janela e porta não cortadas,parede em vista não cortada....Denominar os ambientes em corte;Colocar a indicação de nível;Colocar linhas de cota e cotar o desenho;Repassar os traços a grafite nos elementos em corte.Ex.: parede – traço grosso; laje – traço médio; portas,janelas e demais elementos em vista – traço finos.OBS.: No corte as cotas são somente na verticais. As portas ejanelas aparecem SEMPRE FECHADAS.
  51. 51. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG51 Apostila de Desenho Arquitetônico7 AS ELEVAÇÕES OU FACHADAS7.1 CONCEITUAÇÃOElevações ou fachadas são elementos gráficos componentesde um projeto de arquitetura, constituídos pela projeção dasarestas visíveis do volume sobre um plano vertical, localizadofora do elemento arquitetônico. São as vistas principais (frontal,posterior, lateral direita ou esquerda), ou eventualmente,auxiliares, da edificação, elaboradas com a finalidade defornecer dados para a execução da obra, bem comoantecipar a visualização externa da edificação projetada.Nelas aparecem os vãos de janelas, portas, elementos defachada, telhados assim como todos os outros visíveis de forada edificação.Os desenhos em elevação expressam a forma e as massas daestrutura, as aberturas de portas e janelas (tipo, tamanho elocalização), os materiais, a textura e o contexto.Em desenhos constituídos apenas de linhas, sem penumbras esombras projetadas, diferenças nos pesos das linhas auxiliamna sugestão da profundidade dos planos. Quanto maispesada a delineação de um elemento, mais para a frente eleparece situar-se; quanto mais leve a delineação, mais eleparece recuar.7.2 QUANTIDADE DE ELEVAÇÕESA quantidade de elevações externas necessárias é variável,ficando sua determinação a critério do projetista,normalmente dependendo de critérios tais como:sofisticação dos acabamentos externosnúmero de frentes do loteposição da porta principal de acessoirregularidade das paredes externasPara a aprovação de um projeto na Prefeitura Municipal,exige-se no mínimo uma representação de elevação,normalmente a frontal.
  52. 52. Professora Vanessa Dorneles527 AS ELEVAÇÕES OU FACHADAS7.3 DENOMINAÇÃO DAS ELEVAÇÕESHavendo uma única fachada, o desenho recebe apenas estadenominação específica: ELEVAÇÃO ou FACHADA.Existindo mais do que uma elevação, há que se distinguir osvários desenhos conforme a sua localização no projeto. Hácritérios variáveis, aceitos desde que, num mesmo projeto,utilize-se sempre o mesmo critério:pelo nome da vista: frontal, posterior, lateral direita,lateral esquerdapela orientação geográfica: norte, leste, sudestepelo nome da rua: para construções de esquinapela importância: principal, secundária (apenaspara duas fachadas)letras e números7.4 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOSEm elevações ou fachadas a principal indicação é de que oselementos devem ser representados com a máxima fidelidadepossível, dentro dos recursos disponíveis de instrumental e deescala.saiba-se, complementarmente, que na maioria dasvezes não há outra indicação de informações, senão dosmateriais utilizados (não se deve cotar as fachadas).Abaixo, algumas demonstrações exemplificativas de algunsdos principais componentes de elevações: revestimentos eesquadrias, os quais podem apresentar várias diversificaçõesalém das apresentadas.7.4.1. PORTAS:Marco – 5cmFechadura – altura 100 a 105 cmSoleira – 5 cmDivisões principaisElementos secundáriosAporta cegaBportaalmofadadaCPortaenvidraçadaDPorta delambris7.4.2. JANELAS:Marco – 5 cmPingadeira externa – 5cmDivisões estruturaisParte externaParte internaAGuilhotina comBDe correr comCBasculante
  53. 53. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG53 Apostila de Desenho Arquitetônicovenezianas persianas metálica/madeira7.4.3. REVESTIMENTOS:PASTILHASMADEIRA A VISTACERÂMICA/TIJOLO A VISTAREBOCO SIMPLES CHAPISCOVIDRO 1CONCRETO A VISTAVIDRO 2PEDRA IRREGULAR7.5 ETAPAS PARA O DESENHO DA ELEVAÇÃONo caso em que as fachadas/elevações são desenhadas namesma escala que a planta baixa e os cortes (recomendável),o trabalho do desenhista fica consideravelmente facilitado – oescalímetro não precisa ser usado.7.5.1. ETAPAS:1. Colar a prancha em branco sobre a prancheta, sobre aqual vamos desenhar a elevação;2. Sobre a prancha em branco colar a planta baixa nosentido da elevação que vamos desenhar;3. Traçar, com o auxílio da régua paralela e dosesquadros, todas as linhas de projeção verticais dasparedes e demais detalhes da planta que são deinteresse para o desenho da fachada, na pranchabranca;4. Retirar a planta baixa e sobre o papel de desenho colarum dos cortes (com maior detalhe, e com a altura dacumeeira) lateralmente ao desenho da elevação,alinhando o nível externo do corte com a linha do pisoda elevação;5. Transportar todos os detalhes em altura que interessamao desenho da elevação: altura e forma da cobertura,altura das portas, das janelas, peitoris....A interseção destas linhas horizontais com as verticais traçadasa partir da planta baixa, permite ao desenhista completar comfacilidade o desenho.Esta maneira de trabalhar traz inúmeras vantagens,principalmente rapidez e impossibilidade de erros de escala oudesenhos que não estejam de acordo com a plantaprojetada.A existência de saliências e reentrâncias naselevações/fachadas permite obter contrastes de luz esombras, que valorizam o desenho.
  54. 54. Professora Vanessa Dorneles547 AS ELEVAÇÕES OU FACHADASFACHADA FRONTAL00FACHADALATERAL205X60/180HALL 60x210PISO CERÂMICOA=6,22 M²+0,15A=9,88 M²205X60/180PISO CERÂMICOWC MASCCORTEPLANTA BAIXAPISO CERÂMICO60x21080x21060x210A=11,15 M²WC FEM80x21060x21090x2107.6 OBSERVAÇÕES GERAISA escala utilizada para a representação deelevações/fachadas deve ser a mesma da plantabaixa, preferencialmente, 1:50.Particular atenção deve ser dada, no desenho deelevações/fachadas, à espessura dos traços, que éum recurso utilizado para dar noção deprofundidade dos planos no elemento representado.Embora não obrigatória, a utilização da técnica desombras em fachadas é conveniente e dá melhorapresentação e interpretação ao desenho.Em fachadas/elevações não se deve tentar fazerrepresentações muito detalhadas de esquadrias – oque é função de desenho de detalhamento, emescala adequada – representam-se apenas as linhascompatíveis com a escala, indicando o tipo deesquadria a ser utilizada.É possível e aconselhável o enriquecimento daelevação/fachada com a utilização de vegetação,calungas, veículos, etc, para dar a noção de escalae aproximar da realidade, desde que não impeçama visualização de elementos de importância daconstrução.7.7 ALGUNS EXEMPLOS
  55. 55. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG55 Apostila de Desenho Arquitetônico265220210210+0,3500+0,50 +0,485570104521.20 M²TERRAÇOSALA13.75 M²BANHO5.70 M²00+0.35+0.50+0.48+0.50+0.2060x60/140120x100/9090x210100x60/14070x210TIJOLO À VISTATELHA CERÂMICAi=30%TIJOLO À VISTASÓCULOCONCRETOREBOCO LISOCOR AMARELOELEVAÇÃO FRONTALSEM ESCALASÓCULOCONCRETOELEVAÇÃO FRONTALSEM ESCALA
  56. 56. Professora Vanessa Dorneles567 AS ELEVAÇÕES OU FACHADAS90x210120x100/9000+0.20TERRAÇO+0.3521.20M²70x2105.70M²BANHO+0.48+0.50100x60/140+0.5013.75M²SALA60x60/140002101070+0,352102655522045+0,50 +0,48TELHA CERÂMICAi=30%PILAR TIJOLOÀ VISTASÓCULOCONCRETOREBOCO LISOAPARENTECOR AMARELOESQUADRIA MADEIRAVIDRO LISOELEVAÇÃO LATERALSEM ESCALAPILAR TIJOLOÀ VISTAELEVAÇÃO LATERALSEM ESCALA
  57. 57. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG57 Apostila de Desenho Arquitetônico8 A PLANTA DE COBERTURA8.1 CONCEITUAÇÃOÉ a representação ortográfica da vista principal superior deuma edificação, acrescida de informações, e normalmenteacompanhada do desenho da rede pluvial desta edificação.A finalidade da planta de cobertura é a representação detodos os elementos do telhado, ou a ele vinculados, do pontode vista externo.A rede pluvial é, na maioria das vezes, representadajuntamente com a planta de cobertura pela íntima relaçãoentre estes elementos: a própria cobertura faz parte da redepluvial.8.1.1 REDE PLUVIALA rede pluvial de uma edificação é o conjunto dos elementosconstrutivos responsáveis pela condução e pelodirecionamento das águas da chuva que caem sobre apropriedade privada.Em zona urbana, assim como se tem a rede pluvial particular,tem-se a rede pluvial coletora pública, responsável pela coletados deságües de cada lote, e sua condução até um destinofinal.A rede pluvial pode ser dividida em:a) Rede pluvial aérea – constituída pelos elementossituados acima do nível do solo: águas do telhado,terraços ou similares, calhas, colunas e condutores...b) Rede pluvial de superfície – constituída apenas peloselementos que sofrem um tratamento na sua superfície(ou mesmo elementos naturais aproveitados), sendodotados de declividades que condicionam oescoamento das águas pluviais.c) Rede pluvial subterrânea – composta por um conjuntode caixas de inspeção e canalizações, com dimensõese caimentos adequados, visando também a conduçãodas águas da chuva.O esquema a seguir permite a visualização do conjunto deelementos que compõem a rede pluvial particular.TELHADOCALHACONDUTORCX. PLUVIALPISO
  58. 58. Professora Vanessa Dorneles588 A PLANTA DE COBERTURA8.1.2 LINHAS DO TELHADOAs linhas do telhado são linhas que resultam do encontro deáguas do telhado ou que indicam seus términos. As linhas dotelhado convencionais são as seguintes:a) Cumeeira – linha divisora de águas, de disposiçãohorizontal e localizada nas posições mais elevadas dotelhado. Sendo uma linha divisora, forma-se entre aságuas, externamente ao telhado, um ângulo maior que180º.b) Espigão – linha divisora de águas, de disposiçãoinclinada, normalmente unindo cumeeiras a alturasdiferentes ou cumeeiras a beirais. Da mesma forma quea cumeeira, por lógica, forma mais que 180ºexternamente ao telhado.c) Rincão – linha coletora de águas, de disposiçãohorizontal ou inclinada (com maior freqüência, emcoberturas, do rincão inclinado). Sendo uma linhacoletora apresenta menos que 180º externamente aotelhado.d) Polígono do beiral – linha poligonal fechada que, emvista superior (planta de cobertura), coincide com olimite externo da cobertura.Ainda podendo haver outras linhas, de acordo com o tipo detelhado.8.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHOO desenho da Planta de Cobertura, acoplado àrepresentação da rede pluvial subterrânea, apresentaalgumas informações:a) elementos reais:• desenho do polígono da cobertura e/ou beiral;• linhas do telhado;• elementos do telhado (chaminés, reservatórios...)• contorno da construção (linha tracejada);• delimitação do terreno;• elementos da rede pluvial (calhas, condutores,caixas, canalizações...)b) informações:• cotas da cobertura;• cotas de beirais e/ou similares;• setas de indicação do sentido de escoamentodas águas dos telhados, terraços, calhas ecanalizações;• dimensões dos elementos do telhado;• cotas de posição de elementos do telhado;• dimensionamento da rede pluvial (diâmetros,declividades, dimensões gerais..)• tipos de telhado quanto ao material;
  59. 59. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG59 Apostila de Desenho Arquitetônico• inclinação ou declividade das águas do telhado;• outras informações de interesse da cobertura.8.3 INFORMAÇÕES GERAIS8.3.1 ESCALASUsualmente se utilizam as escalas 1:100 ou 1:200, conformedetalhamento e informações necessárias. Porém, no momentodo desenho, é aconselhável que se utilize os desenhos daplanta baixa com base. Assim, recomenda-se o desenho emescala 1:50 (mesma da planta baixa) e, caso necessário,reproduz-se o desenho em cópia reduzida.8.3.2 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO E COBERTURASe trata de uma planta de cobertura acrescida dasinformações da planta de localização, ou seja, com odesenho completo do terreno e tratamentos externos, cotasda construção, de seu posicionamento e do terreno, além dascotas do telhado.8.3.3 ESPESSURAS DE TRAÇOSAs espessuras grossas prevalecem para o desenho dacobertura propriamente dita, decrescendo à medida que oobjeto representado se afasta do observador. A rede pluvialsubterrânea, sendo o elemento mais afastado (e ainda nãovisível) é sempre indicada com espessura fina.8.3.4 IDENTIFICAÇÃO DAS LINHASConsideradas as setas indicativas dos escoamentos das águas,em telhados de declividade constante, as linhas podem serfacilmente identificáveis:a) setas de mesma direção e sentidos opostos indicamcumeeiras (quando sentidos divergentes), ou rincõeshorizontais (quando em sentidos convergentes);b) setas concorrentes com sentido convergente indicamrincões inclinados e divergentes indicam espigões.8.4 EXEMPLOVISTA SUPERIORPRINCIPAL
  60. 60. Professora Vanessa Dorneles608 A PLANTA DE COBERTURATELHACERÂMICAi=30%TELHACERÂMICAi=30%200330330350200502802805035010655088550450450985106512002500rede públicaescoamento pluvialA. P.meio fioPLANTA DE COBERTURASEM ESCALA
  61. 61. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG61 Apostila de Desenho Arquitetônico9 A PLANTA DE LOCALIZAÇÃO, LOCAÇÃO OUIMPLANTAÇÃO9.1 CONCEITUAÇÃOÉ uma vista ortográfica principal superior esquemática,abrangendo o terreno e o seu interior, que tem a finalidade deidentificar o formato, as dimensões e a localização daconstrução dentro do terreno para o qual está projetada.O elemento básico se constituirá na representação docontorno da edificação, sem representação de quaisquerelementos internos (objeto da planta baixa), e dos elementoscomplementares.Além da edificação definida e posicionada, serãorepresentados nesta planta os tratamentos externos, comomuros, cercas, caminhos, play-grounds, piscinas, passeios,acessos...A Planta de Implantação é essencial para o início da obra.Nela devem ficar definidos todos os elementos necessáriospara o início desta. Primeiramente, ela precisa informarprecisamente a posição do contorno externo da edificação,amarrado às divisas do terreno (dimensionamento dos recuos),possibilitando assim a sua marcação no lote. Todos os outroselementos importantes também devem ser marcadosprecisamente (edificações existentes, árvores existentes e àplantar, calçadas, acessos, muros...). Para o início da obra,alguns serviços básicos precisam ser marcados na Planta deImplantação, para que sejam localizados antes do início daobra, são eles: localização do poste padrão, para ofornecimento de energia elétrica; localização do hidrômetro,para a ligação do fornecimento de água; local paradestinação do lixo; rede de esgoto e rede de escoamentopluvial. Todos esses serviços precisam ser localizados dentro dolote, de acordo com o Código de Obras do Município e, porisso, precisam estar devidamente localizados na planta deimplantação.MUITAS VEZES COSTUMA-SE REPRESENTAR A PLANTA DE COBERTURAJUNTAMENTE COM A IMPLANTAÇÃO (OU PLANTA DE LOCALIZAÇÃO).NESSE CASO, SE DÁ GRANDE IMPORTÂNCIA À REPRESENTAÇÃO DOTELHADO, PORÉM INSERINDO OS OUTROS ELEMENTOS COMPONENTESDA IMPLANTAÇÃO GERAL DA OBRA.9.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHOSão os seguintes os elementos gráficos componentes dodesenho de uma Planta de Localização/Implantação:a) elementos gerais:contorno do terreno;contorno da cobertura (+grosso, em destaque,apenas no caso de se representar JUNTAMENTE coma planta de cobertura);contorno da edificação (linha tracejada, quandoJUNTAMENTE com a planta de cobertura);desenho de construções pré-existentes;representação de vegetação existente e à plantar;tratamentos externos - muros, jardins, piscinas...representação das calçadas;localização e representação do poste padrão(fornecimento da energia elétrica);
  62. 62. Professora Vanessa Dorneles629 A PLANTA DE LOCALIZAÇÃO, LOCAÇÃO OU IMPLANTAÇÃOlocalização do hidrômetro (localização dofornecimento de água);desenho da rede pluvial (caixas de passagemgrelhadas 30x30cm e canalização subterrânea, atéo passeio público – rede pública de captação, ouaté a sarjeta);desenho da rede de esgotos (caixas de inspeção30x30 cm; caixas de gordura 50x50cm e canalizaçãosubterrânea até o passeio público – quando houverrede pública de captação);identificação de local par destinação de lixo;Outros serviços...b) informações:cotas totais do terreno;cotas parciais e totais da edificação;cotas angulares da construção (diferentes de 90º);cotas de beirais;cotas de posicionamento da construção (recuos);cotas das calçadas;informações sobre os tratamentos externos;distinção por convenção das construções existentes;número do lote e orientação geográfica (norte);identificação do alinhamento predial e meio-fio;outros dados complementares.9.3 OBSERVAÇÕES GERAIS9.3.1 ESCALASAs plantas de localização em zona urbana são representadas,normalmente, em escala 1:100 ou 1:200.9.3.2 ESPESSURA DOS TRAÇOSA construção é o elemento mais importante (quandoSEPARADAMENTE da planta de cobertura), e por isso, deve serdestacado, com traço grosso. À medida que os elementos seafastam devem ser representados mais finos. Quando a Plantade cobertura é representada JUNTAMENTE com aimplantação, esta deve ser o elemento de destaque,c o traçogrosso, e os limites da edificação devem ser representadoscom linha tracejada.9.3.3 INFORMAÇÕES GENÉRICASAs cotas do terreno devem ser externas a este; ascotas da construção e de seu posicionamento(recuos) devem ser externas a esta, podendo situar-se tanto dentro do terreno como fora, dependendodo espaço disponível;É usual que se destaque as construções projetadasdas existentes no terreno, hachurando o interior dasprojetadas e desenhando as existentes pelocontorno em linha grossa, conforme convenção aser destacada ao lado do desenho (legenda);Especial atenção para que as cotas deposicionamento da construção sejam sempre emrelação à edificação e não em relação ao beiral.
  63. 63. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG63 Apostila de Desenho Arquitetônico9.4 EXEMPLOVISTA SUPERIORPRINCIPAL9.4.1 PLANTA DE LOCALIZAÇÃONesse caso, representa-se apenas a Planta de localização,com a locação da obra dentro do lote e seus recuos. Não émuito usual. A. P.meio fio200505605605025039034050450500885501065885111512002500PLANTA DE LOCALIZAÇÃOSEM ESCALA
  64. 64. Professora Vanessa Dorneles649 A PLANTA DE LOCALIZAÇÃO, LOCAÇÃO OU IMPLANTAÇÃO9.4.2 PLANTA DE IMPLANTAÇÃO E COBERTURANesse caso, representa-se as informações da planta decobertura (elementos externos do telhado e rede pluvial)acrescido das informações da planta de localização eelementos da implantação.TELHACERÂMICAi=30%A. P.meio fioTELHACERÂMICAi=30%2505603902005028028050340106550885504502501501115885500240 150LIXO25001200C.I.REDE PÚBLICA ESGOTOESCOAMENTO PLUVIALC.P.C.P.C.P.C.P.350150POSTE PADRÃO(entrada energia elétrica)HIDRÔMETRO(entrada água)LOCALIZAÇÃO, COBERTURA E IMPLANTAÇÃOSEM ESCALA
  65. 65. Baseada na apostila Professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho, José Aloísio Meulam Filho - FAG65 Apostila de Desenho Arquitetônico10. A PLANTA DE SITUAÇÃO10.1 CONCEITUAÇÃOÉ uma vista ortográfica principal superior esquemática, comabrangência à toda a zona que envolve o terreno para o qualse projetou a edificação. Tem como finalidade básicaidentificar o formato, as dimensões e a localização do lote (emzona urbana) ou da terra (em zona rural).A representação gráfica representa o contorno do lote ou dagleba, de todos os elementos envolventes e que auxiliem alocalização da propriedade, além dos elementos deinformação necessários.Diz-se que a planta de situação é um vista esquemática poisnão se representam todos os elementos que se “enxerga” navista (construções, muros, vegetações), mas somente ocontorno do lote, com suas informações em relação aoespaço que se situa.10.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHOPara atender aos objetivos e finalidades da própria planta desituação, a representação gráfica deve ser composta dosseguintes elementos:a) elementos reais:contorno do terreno (ou gleba);contorno do quarteirão (em zona urbana);trechos dos quarteirões adjacentes (em zonaurbana);acessos e elementos topográficos (em zona rural).b) informações:orientação geográfica (norte);dimensões lineares e angulares do lote ou gleba(cotas do terreno);distância à esquina mais conveniente (zona urbana);nome dos logradouros (zona urbana);nome dos acessos e elementos topográficos (zonarural);distância a um acesso principal – rodovia estadual,municipal ou federal (zona rural);dimensões dos passeios e ruas (zona urbana);outros elementos.10.3 OBSERVAÇÕES GERAIS10.3.1 ESCALASPara as plantas de situação em zona urbana, consideradas asdimensões médias dos lotes e construções, a escala maisconveniente geralmente é 1:1000. em zona rural, a escolha daescala depende das dimensões da gleba, podendo variar de1:100 até 1:50.000.10.3.2 ORIENTAÇÃO GEOGRÁFICAA orientação geográfica do lote ou gleba é um elementoindispensável ao desenho, e normalmente se faz através daindicação do norte, identificado por seta que indique adireção e sentido do norte, acompanhada da letra N(maiúscula).

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