CAPITULO I       Capitão James Deakins fez uma careta contrariada ao ler o memorandoda corregedoria. Bando de safados! Pen...
- Que seja! Agora você vai ter que ceder. O Christopher Carver já ligou,mandou meio mundo pro inferno, dizendo que essa co...
Kalil deu um abraço apertado em Deakins, havia tempo que não seviam. Eram amigos de muitos anos. O capitão chegara as oito...
- Sim, tenho certeza disso. – Deakins respondeu.- E o que faremos? - Eames quis saber, olhando o chefe.- Nada, vão receber...
Kalil chegou ao Fórum muito cedo, ainda não era oito horas da manhã,sua secretaria, Shanikua Quenn o olhou risonha.- Tem c...
- Gosto dele. - ela sorriu. – É o cara na minha vida. – disse. – Inteligente,bonito, interessante... Ele mexe comigo e o s...
- O memorando não trouxe nomes, apenas a solicitação de indicação paraatuação em um caso. Sei extra oficialmente.- Não vai...
- Obrigada. – ela agradeceu cerimoniosa.- Esmeralda, minha querida. Posso te chamar assim? Conhecemo-nos há tantotempo...-...
- Minha querida. – ele saiu de trás da mesa e se aproximou dela novamente. –Ficaria o dia inteiro conversando com você. Se...
- Como vai minha filha. – disse assim que a viu entrar em sua sala.- Bem. – ela lhe deu um sorriso afável. Ela gostava del...
- Bom tarde. – Esmeralda disse com a maior firmeza que ela pode encontrarem si mesma, encostada na cadeira com medo de cai...
- Então... O fará despeito de nós. Não é seu trabalho? – ela a encarou firme emuito contrariada.      Esmeralda sorriu.- F...
- Como você entrou nessa? – perguntou.- Eu não sabia de nada. Hoje depois do almoço o Kalil disse que estava mecedendo par...
- Não sei não... O Logan? A Barek que cozinha bem me disse que ele é bomde boca. – ela disse com um sorriso.- E a Barek sa...
- Você já a conhecia?- Eu? – ele a olhou hesitante.- Sim. Eu não a conheço, mas, você parece ter intimidade com ela.- Não....
- É. O que eu precisar é só pedir a ele. Cadeira, mesa, café, água... Quis seratencioso.       Bobby voltou-se para frente...
Na testa havia o símbolo da letra Omega do alfabeto grego. Pelo estadodo corpo ele fora morto a noite, ou de madrugada. O ...
- Esta inchado... Vou fazer compressa em casa.- Dulce, dejar este trabajo. Demasiado para ti.- Te vejo amanha, mi corazón....
Bobby entrou em casa e viu a mesa da cozinha posta. Havia tortinhas.Sorriu. Esmeralda estava no apartamento. A bolsa e o n...
- Claro que sim. Voce pensa que é a única maconheira dessa relação? – eledeu uma gargalhada. – Vira, cariño... – ele pediu...
- Que coisas? – esfregou os olhos e esticou os braços.- Na avaliação e no novo caso.- Ihhh. – ela maneou a cabeça.- Deixe ...
- Não há conexão como? – ela quis saber, aproximou-se dele, jogando aspernas sobre as dele.- Um era noivo. Um engenheiro.-...
- Bobo. Voce é meu lindo! – ela disse ternamente acariciando seu rosto edepois lhe fazendo uma caricia no nariz com seu pr...
Repetia o nome dele com uma voz sufocada, baixa, mordendo olabio inferior. Bobby beijou-lhe o rosto e suavemente a virou n...
- Sim tenho... Quero que me possua assim. – os olhos dela estavam graves e avoz fraquejou pela emoção. Depois sorriu. – Ma...
para trás contra seus dedos invasores, ele se deteria, poderia ter detido avertiginosa queda de seu controle que se levant...
Fez uma careta enquanto a metade da cabeça se enterrava dentro dela.Estava quente, tão deliciosamente quente que tudo o qu...
Ela estava tomando-o, amando-o, aceitando-o. Era o céu! Era o inferno, eratudo, agora Esmeralda era somente dele.       Co...
- Tenho um palpite. Quero checar antes de ir para a central. – ele voltou a olhá-la de forma grave, tensa. – Volte a dormi...
desceu a rua tranquilamente indo em direção ao metro. Já estava na esquinaquando ouviu a buzina de um carro. Olhou na dire...
- Voce vai ver. Vai pertubar esses dias. Tem medo de mulher forte, bonita, finacomo voce. Ele fica intimidado. Bundão.- Se...
- E matavam gente? – Esmeralda quis saber sentando-se delicadamente.- Não. – Bobby não conteve um pequeno sorriso. – Foram...
- Uma seita. – Bobby respondeu. – Antiga, da idade média.- Assassinato ritualístico? – ele o encarou.- Não sei. São extrem...
- Havia um roteiro de lua de mel? – ele quis saber.- Isak não queria. No final do ano iríamos a Israel.- Ah sim...- Bobby ...
- O Windsor oferece discretamente encontros gays.- O que? – Eames se espantou.- Sim, o Windsor oferece discretamente encon...
- Me deem licença.- O sistema interno de segurança deve ter alguma pista. Se ficaram comalguem, esse alguem subiu com eles...
- E voce sabe... - Bobby disse com um sorriso inclinando-se para a esquerda. –Essas coisas de mandato, passam por muitas p...
CAPITULO III      Bobby ficou na central até tarde vendo as fitas de segurança do Windsornos dias em que as vitimas se hos...
Bobby tomou caminho contrario ao do café de Carmelita. Eamesestranhou, mas, preferiu não dizer nada. Sentada no banco de t...
- O que houve? – perguntou abrindo a porta do carro.- Lesão. Vai ficar de repouso. – Bobby disse ajeitando-a no banco tras...
- Bobby. – Esmeralda disse emocionada, a voz embargada. – Eu te amo muito.     Ele sorriu. O elevador chegou ao andar onde...
Eames aguardava Bobby no carro, assim que o viu entrar no carro sorriuironicamente.- Levou sua princesa?      Bobby apenas...
Esmeralda sorriu.- Goren é um homem brilhante. Acho-o um homem de caráter e firmeza, é umexcelente policial. Parabéns. – d...
- Contar para o capitão. Não tenho mais motivos para esconder minha relaçãocom ela. - disse levantando-se da mesa e indo e...
- Sim. Somos. Nós não queremos falatorio sobre nós, foi uma escolha conjuntade manter as coisas dessa maneira. – ele suspi...
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Homens são mortos em ritual satanico, Bobby, Eames e Esmeralda vão correr perigo para desvendar o caso.

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FanFic - LOCI - Evelyn

  1. 1. CAPITULO I Capitão James Deakins fez uma careta contrariada ao ler o memorandoda corregedoria. Bando de safados! Pensou. O corregedor Mike Winter estavainformando que os detetives Alexandra Eames e Robert Goren estavam sobavaliação, devido ha três queixas apresentadas por advogados de defesa detrês réus, segundo as queixas apresentadas a confissão dos réus havia sidoobtida por manipulação emocional, psicológica, com uso de estratagemasmentirosos por parte dos detetives que constrangeram os réus, abalando-os detal forma, que vieram sob grande tensão emocional confessar atos que nãopraticaram. A corregedoria, então, estava destacando um avaliador queacompanharia os detetives em seus próximos casos para observar se osqueixosos estavam com razão Passou a manhã daquele dia fazendo ligações para seus contatos, tinhacerteza que a avaliação que a corregedoria faria era uma retaliação do grupodo juiz Charleston, preso pela dupla de detetives por trafico de mulheres. JuizCharleston, um negro grande, era um dos pilares de sustentação política datropa de Winter e Ramirez, sem falar, aliado político de primeira hora de RonCarver. A investigação de Eames e Goren tinha dado o que falar e muitotrabalho para ele, porque a turma de Winter e Ramirez, chefe da Narcotios ecandidato a eleição da Superintendencia da Policia de Nova York, tentavamabafar o caso de todas as formas, mas, no final o juiz fora preso e Ron Carver,que o defendera no inicio da investigação dizendo que se tratava deperseguição política e racista dos detetives tivera que se desculparpublicamente na televisão. As provas eram contundentes e a confissão do juiz muito grave, porque,ao confessar diante da promotora Eleanor Helsbk e de Goren, ele humilhara odetetive dizendo que ele não poderia provar nada, porque ele, juiz Charlestonera a lei e Goren seu badeco. A celeuma tinha se dado por meses, mas, o juiz fora preso e estavaprestes a ser condenado. Agora a corregedoria, coordenada por Winter pedia uma avaliação deconduta. Deakins sabedor que era uma armação para prejudicar seus policiaise seu departamento, já ligara para meio mundo, enviara emails e agoraaguardava os resultados de suas articulações. Winter, xingara todos os palavrões que ele conhecia, e era um vastorepertorio que ele possuía. Brodox, seu secretario o olhava sem muitapaciência.- Peça um avaliador neutro. Dar para trás na avaliação será pior. – ele disse.- Deakins é um filho da puta. 1
  2. 2. - Que seja! Agora você vai ter que ceder. O Christopher Carver já ligou,mandou meio mundo pro inferno, dizendo que essa conversa chegou à capitale vai atrapalhar as negociações do pai.- Ramirez me ligou também, bufando, ele não para de receber ligações... Issopode ferrar a candidatura dele.- Mais do que a bosta toda do Charleston. – o rapaz rebateu, ajeitando seusóculos sobre o nariz fino e pontudo. Winter levantou, era um homem corpulento de quase sessenta anos,muito branco, olhos azuis e dentes grandes como de um cavalo. Rodeou amesa e ajeitou as calças.- Porra de Deakins. – reclamou. – Faz uma ligação pra ele. – disse enfim. Deakins ouviu um polido Winter do outro lado da linha.- Meu amigo Deakins você esta compreendendo mal nosso trabalho! Nãoestamos aqui para perseguir ninguém, principalmente um detetive como Goren,com um histórico altíssimo de acertos. E Eames, muita ética, séria, correta. Umorgulho de mulher na corporação! – ele fazia gestos obscenos para Brodoxenquanto dizia isso. – Mas, preciso proceder à conduta de avaliação, são trêsqueixas e improcedentes, tenho certeza. É rotina meu amigo! Para que nãopaire duvidas em você, nos nossos detetives, vou pedir o avaliador para o dr.Kalil, que possui uma equipe extremamente ética e profissional. Você estásatisfeito assim?- Winter não imagina o quanto. - Deakins riu ao ouvir isso, Winter tinhachegado aonde ele queria. - Sabia que você compreenderia minhapreocupação.- Oh, entendo! Estou esperando você no jogo de pôquer. – ele disse mudandode assunto.- Vou te limpar Winter. Fiz isso da ultima vez. – Deakins gargalhou.- A sorte muda. – o homem respondeu do outro lado.- Por enquanto esta do meu lado. Winter riu e desligou. Olhou Brodox.- Eu ainda pego ele. Ainda pego... Ele e esse viado maluco do Goren! 2
  3. 3. Kalil deu um abraço apertado em Deakins, havia tempo que não seviam. Eram amigos de muitos anos. O capitão chegara as oito em ponto parajantar com ele conforme haviam combinado naquele dia.- Bom ter você conosco no jantar. Samia reclamou que você sumiu. – omedico libanês disse com um sorriso, enquanto servia um café típico para oamigo na pequena saleta após jantarem carneiro com tâmaras.- Preciso cuidar de meus amigos, tenho sido negligente. – ele sorriu e sorveu ocafé.- Diga o que precisa. – Kalil disse sem rodeios. – Sua voz ao telefone estavaansiosa, meu amigo.- Preciso de seu melhor psicólogo forense. Alguém confiável e nãomanipulável. – ele respondeu.- Por quê?- A corregedoria vai solicitar um a você, estão avaliado dois de meus detetives.Goren e Eames.- Por qual motivo?- Segundo eles abuso psicológico junto aos suspeitos para extrair confissão.- Hum...Mas? – ele olhou o homem a sua frente e cofiou o bigode.- Eles foram responsáveis pela prisão do juiz Charleston...- E agora a tropa de Charleston quer retaliar.- Correto. Consegui que Winter não mandasse um dos psicólogos dacorregedoria. Pedisse a você. Preciso que me mande à pessoa certa, que faráessa avaliação com isenção.- Eu tenho a pessoa. Sei quem fará isso com muita competência,responsabilidade e independência. Fique tranqüilo vou ceder a minha melhorpsicóloga. Deakins viu que Eames e Goren estavam na sala de mídia. Mandou umdos policiais que passava que os chamassem a sua sala. A dupla de detetives apareceu à porta e entraram assim que o capitãoacenou chamando-os. Bobby soltou um palavrão baixinho depois de ouvir a leitura domemorando do corregedor. Eames o olhou.- Isso é uma retaliação por causa do caso do juiz Charleston. – ele disse. 3
  4. 4. - Sim, tenho certeza disso. – Deakins respondeu.- E o que faremos? - Eames quis saber, olhando o chefe.- Nada, vão receber o avaliador como dois cordeiros. – disse. – O que estãofazendo?- Nos preparando para cumprir mandatos de prisão no caso de contrabando dearmas russas. – Bobby respondeu.- Continuem. – ele olhou o relógio, eram oito horas da manha – Durante a tardeo avaliador deve chegar. Eames e Goren se levantaram dirigindo-se para suas mesas. Ela olhoupara o parceiro.- O que você acha que o capitão vai fazer? Ele está muito tranqüilo, não acha?- Realmente não tenho idéia. São uns safados essas caras. – ele disseaborrecido, sentando-se. Olhou Eames que sentava a sua frente. – Eles estãofuriosos porque não conseguiram abafar o caso do Charleston.- Aposentando o Charleston. Mas, ele dava sustentação política ao grupo doWinter. - Eames lembrou- E do Ramirez, da Narcoticos, que será candidato a superintendência. A quedado Charleston foi um golpe duro para eles. O Carver ficou furioso, lembra queno inicio ele fez um discurso de defesa do Charleston e a família? Chamando agente de racista?- Depois teve que ir a TV lamentar a perda profunda de seu coração. – Eamesriu. – Agora querem criar uma situação para nós. Não iam mesmo ficar quietos.- Charleston era um canalha, ele usava a estrutura jurídica para traficarmulheres, aproveitando-se da situação das estrangeiras irregulares. Umcafetão de luxo.- Põe luxo nisso. – ela o olhou. – Você acha que o deputado Carver temalguma ligação com isso? Que ele dava suporte político?- Desconfio. Mas, somente se Charleston entregasse o esquema inteiro. E elenão o fez. Ainda confia em sair ileso.- Com todas as provas contra ele? – Eames franziu o cenho.- Mas tem muitas articulações. - ele sorriu irônico.- Infelizmente. Queria saber o que o capitão vai fazer para neutralizar essasituação. – ela olhou para sala de Deakins, que saía.- Se já não fez alguma coisa. – Bobby ficou observando o capitão sair muitocalmamente da sala do esquadrão. 4
  5. 5. Kalil chegou ao Fórum muito cedo, ainda não era oito horas da manhã,sua secretaria, Shanikua Quenn o olhou risonha.- Tem correspondência da corregedoria, logo cedo. O policial estava aquiquando eu cheguei. Kalil pegou o envelope das mãos da mulher, uma negra baixa egordinha.- Parecem ansiosos. – disse com um sorriso e entrou em seu escritório. Era asolicitação de Winter para que ele cedesse um psicólogo à corregedoria.Sorriu. Eram rápidos aqueles homens. O psiquiatra saiu de seu escritório, olhou o relógio e se dirigiu a sala dospsicólogos, a secretaria Anne já se encontrava organizando as pastas daequipe.- Anne. – ele chamou.- Sim, dr. Kalil? – ela perguntou solicita.- Esmeralda já chegou?- Tem audiência, só vem à tarde – respondeu.- Assim que ela chegar diga que me procure.- Sim senhor. Esmeralda depôs num caso em que uma mulher matara o marido apósanos de violência domestica. Era um caso de Logan e Barek. Passou a manhãà disposição do juiz. Ele a liberou após o almoço. Foi almoçar com Carmelita,sua prima.- Está linda nesse vestido cinza. – a prima observou.- Fui depor. Num caso de homicídio. A mulher sofria violência do marido. Fiz aavaliação dela. – disse sentando-se a frente da outra mulher.- Hum...- Carmelita olhou a prima, era uma bela mulher. – Estou faminta,vamos comer proteína. – riu. – Vou pedir carne.- Deus do céu, não... Só um peixinho. Eu não quero engordar. – ela riu.- Esmeralda com a atividade que você tem tido com seu namorado lindo, pelosgritos que ouço lá do apartamento, você não engorda nem um centímetro. Eprecisa de muita proteína para dar conta daquele espécime masculino. Porfalar nisso cadê ele? – ela perguntou entre sorrisos.- Tá enrolado com um caso com a máfia russa. Coisa barra pesada. Ele passoulá em casa ontem, dormiu um pouco e saiu de madrugada. Falei com ele agoraestava cumprindo mandato de prisão.- Vocês estão indo bem... Você parece empolgada. 5
  6. 6. - Gosto dele. - ela sorriu. – É o cara na minha vida. – disse. – Inteligente,bonito, interessante... Ele mexe comigo e o sexo é maravilhoso. Indescritível.- Uau! – Carmelita riu. – Isso é bom.- É atencioso, delicado... Ciumento... Muito fofo.- Hei esta apaixonada Esmeralda Carver.- Estou. – ela sorriu feliz. – Tá valendo à pena.- Isso é bom... Tão bom estar apaixonada. – Carmelita disse cúmplice. – E sercorrespondida, o olhar dele para você. Nunca vi amor assim. – ela ponderou. –Esta no olhar dele, ele te ama muito.- Eu sei... - ela corou com a observação. As duas mulheres conversaram trivialidades durante o almoço. Depoisfizeram algumas compras e se despediram. Esmeralda chegou ao fórum duas da tarde, assim que chegou Annepassou o recado de Kalil. Ela deixou a bolsa em sua sala e foi até a sala de seucoordenador. Shanikua a atendeu solicita e anunciou sua presença para Kalil. Ele a esperava de pé junto à janela. Sorriu ao vê-la entrar, era umajovem de quem gostava, por sua seriedade e competência. Sabia que sedesenvolveria um excelente profissional. Estava satisfeito em lhe dar aoportunidade que aparecera.- Bom tarde doutor. Anne me disse que queria me ver. – ela disse.- Sim. Estou destacando você para um serviço a corregedoria. – ele indicou acadeira para que ela sentasse.- Corregedor Winter? – perguntou sentando-se onde o coordenador indicava.- Ele solicitou um avaliador para dois policiais, uma dupla na verdade. Por issodeixe o que esta fazendo, vou passar seu caso para o Kyoto. Quero você nestecaso.- Nossa! – Esmeralda deu um sorriso animado. Ser destacado para umtrabalho desta forma era importante. – Que tipo de avaliação?- Segundo o que me foi passado é uma avaliação de conduta nosprocedimentos de interrogatório. A queixa é que os policiais fazem abusopsicológico, uma espécie de tortura psicológica para conseguir confissões.- Que policial não faz? – ela o olhou interrogativa.- Mas esta rendeu queixa e bastante celeuma política. – ele riu. – Por issoestou de confiando o caso. Vai saber lidar com isso. Fazer a avaliação emparâmetros absolutamente profissionais e lidar com as pressões políticas queesse fato esta gerando.- Hum...O senhor sabe quem são os policiais? 6
  7. 7. - O memorando não trouxe nomes, apenas a solicitação de indicação paraatuação em um caso. Sei extra oficialmente.- Não vai me dizer? – ela perguntou. Kalil hesitou alguns instantes, não queria, isso revelaria que tinha tidocontato anterior com ou Winter ou Deakins.- Não. Prefiro reservar a informação comigo.- Tudo bem. – Esmeralda sabia que Kalil era discretíssimo com informações esó passava para a equipe o estritamente necessário. Ele não lhe diria nada,alem do que fosse preciso saber. E no momento apenas que seria avaliadorade conduta de uma dupla de policiais.- Aqui está. – lhe entregou a carta de apresentação – Estou indicando vocêporque é profissional, justa e correta. E será assim na avaliação deste caso. OWinter vai dizer o que mais precisa saber. Você é muito inteligente. Esmeralda sorriu. Entrelinhas ele estava lhe dizendo que o caso eramuito mais político do que de saúde mental.- Entendo. – ela respondeu.- Ele esta esperando você na corregedoria.- Daqui ate a corregedoria não leva muito tempo, de metro, é obvio. O Kyotochegou junto comigo, eu vou repassar o caso para ele. – disse levantando-se epegando a carta. – Obrigada pela confiança em representar a equipe.- Conheço muito bem você. Boa sorte. E excelente trabalho. Esmeralda passou o caso para Kyoto, um japonês que estava na equipehá mais de um ano e era excelente profissional. Voltou ate sua sala, colocou onotebook na pasta, pegou a bolsa e saiu. Ela estava sempre muito impecável.Naquele dia escolhera um vestido cinza, na altura dos joelhos, de meia-manga,o vestido era de malha e algodão, lhe caía suavemente marcando o corpo,tinha um decote discreto, com um cinto alto, que marcava a cintura. Tinhapranchado o cabelo e usava o conjunto de brincos e cordão de esmeralda queBobby lhe dera. E um scarpin preto de saltos altíssimos. Uma hora e meia depois ela estava diante de Winter, que não ficouimune a beleza exótica daquela jovem. Ele conhecia Esmeralda, sempre aachara linda e agora, podia ver seu corpo bem feito, as pernas torneadas,aquele cabelo longo cor de mel, e aquela boca indecente diante dele, aoalcance de suas mãos. Ofereceu a cadeira para que ela sentasse. Perguntou se queria café ouágua. Como ela não quis nada, ele a rodeou e sentou-se na cadeira ao seulado. Queria ficar perto dela.- Fico feliz que Kalil a tenha destacado para este trabalho. – disse. – Elereforçou muito sua competência e profissionalismo. 7
  8. 8. - Obrigada. – ela agradeceu cerimoniosa.- Esmeralda, minha querida. Posso te chamar assim? Conhecemo-nos há tantotempo...- Sim, à vontade.- Bem Esmeralda, minha querida. A corregedoria tem intensificado sua políticade aumentar a qualidade da ação dos policiais. Nós não podemos admitir entrenós homens, ou mulheres abusivos que violam as leis da integridade doscidadãos dessa cidade. – ele se levantou e foi até a mesa. – Recebemosqueixa de três advogados contra uma dupla, que segundo eles utilizammétodos abusivos do ponto de vista psicológico e ate físico contra seussuspeitos. Os advogados alegam que as confissões são obtidas desta formaabusiva, torturando os depoentes, criando situações falsas para que digam queo que essa dupla pensa ser a verdade. Bem, solicitei então um profissional quepossa acompanhar e avaliar os detetives Goren e Eames. Esmeralda se sentiu gelar por inteira. Virgem de Guadalupe, VirgemSanta! Por Fátima! Goren???- Seu trabalho será nesses próximos quinze dias acompanhar a atividade destadupla e depois fazer uma avaliação dos seus métodos de condução deinvestigação e interrogatório, quero saber se realmente abusam das pessoasque estão sobre sua tutela na condução do processo. Aqui esta o processosobre os dois. As queixas, os casos. O Capitão Daekins esta aguardando vocêno Esquadrão de Casos Especiais. Gostaria que começasse hoje mesmo.- Sim. – ela respondeu procurando manter-se o mais controlada o possível.Nossa Senhora das Cabeças que a ajudasse, todas as nossas senhoras esantos disponíveis que a ajudassem.- Seu pai ainda está em Whasghinton?- Sim, ele e Chris devem voltar na próxima semana. Ele foi fazer lobby juntoaos senadores para aprovarem as mudanças nos planos de aposentadoria dospoliciais. Ele está batalhando melhorias.- Precisamos. Hoje um policial trabalha como um condenado recebe umaaposentadoria mixuruca e um relógio de quinta de presente. Se ficar doente, aaposentadoria não cobre as despesas medicas. - ele disse contrariado.- Realmente.- Seu pai é um grande defensor nosso. Grande mesmo! Espero que osproblemas com o juiz Charleston não embarace a reeleição dele.- Vamos saber na hora da eleição. - ela não queria continuar o assunto, nuncagostara de Charleston, com aquela barriga imensa, gordo como um javali. Opai xingara Eames e Bobby de tudo o que sabia quando a investigaçãoestourou. Ela ficara calada, ate o momento somente Carmelita sabia do seuenvolvimento com Goren. Alguma coisa lhe dizia que a investigação dacorregedoria tinha haver com o Charleston. Caramba, politicagem vagabunda. 8
  9. 9. - Minha querida. – ele saiu de trás da mesa e se aproximou dela novamente. –Ficaria o dia inteiro conversando com você. Sempre tão linda, suave, delicadae inteligente. Mas, o Deakins te espera. A escolha de Kalil não podia sermelhor.- Vou me apresentar para ele, então. – disse levantando-se.- Espere, vou mandar meu motorista levar você até o departamento.- Winter, por favor...- Não. Nunca que a deixaria sair daqui sem essa gentileza. Esmeralda sorriu sem graça, não tinha como não se livrar da “gentileza”.No caminho, recebeu uma ligação do pai.- Oi pai. – disse ao pegar o celular.- Já soube que será avaliadora de Eames e Goren. – ele disse animado dooutro lado da linha.- Já? – ela se espantou. – Winter te ligou?- Imediatamente.- Hum...- Filha, sei que fará um trabalho excelente e profissional, não preciso lherecomendar isso. Foi escolhida por isso, está na equipe do Kalil por isso.- Obrigada pai. – ela agradeceu emocionada.- Boa sorte amor! Minha princesa.- Obrigada. Te amo. – disse com ternura.- Filha, se o tal do Goren causar problemas me avise. Sei da fama dele, metidoa psicologo, e maluco... Sei que esse homem é um instavel. Se ele criarproblemas, te constranger, qualquer coisa me ligue, me diga. Faço ele serpolicial rodoviário em dois tempos!- Tá pai! Se precisar ligo. Beijo.- Beijo e muitas saudades meu bebe. – ele foi carinhoso. Deus a ajudasse quando o pai soubesse sobre ela e Bobby, ele iriamorrer de ódio. Deus a ajudassse. Foi rezando para Virgem de Guadalupesuplicando que Bobby não a visse naquele carro. Já ia ser um “fato” quando elesoubesse que ela era a avaliadora. Imagine se a visse descer do carro doWinter. Subiu o elevador até 11º andar aliviada, a Virgem lhe ouvira, e nemsombra de Bobby no estacionamento das viaturas. Deakins a esperavarecebeu-a muito polidamente. 9
  10. 10. - Como vai minha filha. – disse assim que a viu entrar em sua sala.- Bem. – ela lhe deu um sorriso afável. Ela gostava dele, era um homeminteligente, bem articulado, honesto, interessante.- Venha, sente-se. – ele indicou a cadeira. Esmeralda sentou-se. O capitão acompanhou muito discretamente osmovimentos dela e como deu a cruzada de pernas. Entre os homens que eleconhecia e que tinham contato com Carver, se comentava sobre a cruzada depernas de Esmeralda, eles diziam de forma infame que elas eram toda aplataforma política de Carver. Não precisa de mais nada para ganhar apoioentre os policiais, somente levar Esmeralda e deixar que cruzasse as pernasdiante deles. Deakins tinha que reconhecer, era um par de pernas lindo, e umacruzada cheia de sutileza e sensualidade. Feliz, era o homem que podia estarentre elas, pensou.- Quer água, suco, café?- ele perguntou sentando-se à mesa.- Não. – ela não queria nada, estava nervosa, pensando na reação donamorado.- Kalil me disse que iria me enviar o seu melhor profissional e realmentecumpriu a palavra. - Deakins sabia da competência de Esmeralda. Ela era lindae o pai abusava do efeito que ela causava nos homens. Mas, ali estava umamulher inteligente e competente. Christopher era um assessor brilhante, mas,Deakins sempre achara que se Esmeralda estivesse com Carver ele iria muitomais longe. Era inteligentíssima.- Obrigada.- Bem. Já sabe que ira avaliar o Goren e a Eames.- Sim.- Eles estão sabendo da avaliação e não será nada fácil. Você esta pronta paraenfrentar isso?- Será necessário. Mas, é natural que fiquem ressabiados. Eu ficaria. Acho queficaria brava. – ela sorriu.- Eles saíram em diligencia, desde ontem estão nas ruas cumprindo mandatode prisão de um caso que eles fecharam. Mas, já devem estar de volta. - otelefone tocou interrompendo o capitão – Um momento. – atendeu. – Acabaramde chegar, pedi que me avisassem assim que os dois chegassem. Estão vindo. Esmeralda agradeceu a Virgem por estar sentada. Ia cair de tantatensão emocional. Os minutos pareceram eternos. Ate ela ouvir a porta seabrir, após uma leve batida. Viu o capitão se levantar.- Eames, Goren. Quero apresentar seu avaliador destacado pela corregedoria.A doutora Carver. 10
  11. 11. - Bom tarde. – Esmeralda disse com a maior firmeza que ela pode encontrarem si mesma, encostada na cadeira com medo de cair.- Bom tarde. – Eames respondeu contrafeita. Bobby não disse nada, ele tinha sido colhido de surpresa. A primeirareação foi ficar mais pálido do que já era, depois ficar vermelho de raiva.- A doutora Carver vai acompanhar vocês nestes próximos dias. A acomodemjunto com vocês. Sei que estão em mão competentes. – ele disse olhando osdetetives e depois para Esmeralda.- Obrigada capitão. – ela agradeceu, pegando sua bolsa e pasta.- O que precisar me procure. – ele lhe disse segurando sua mão e beijando-asuavemente.- Procurarei. – disse sorrindo-lhe afável procurando a todo custo não olhar paraBobby que aquela altura já estava roxo de ciúmes. E ele estava vermelho de tanto ciúmes, olhando o capitão beijar a mãode Esmeralda. Ela se adiantou evitando olhá-lo nos olhos, Eames abriu a portapara ela, e saiu em seguida. Deakins parou Bobby segurando-lhe no braço.- Detetive.- Sim capitão. – ele voltou-se procurando manter o controle.- A doutora Carver é uma excelente profissional. Se existe alguém que fará umtrabalho isento é essa mulher.- Claro senhor. – Bobby respondeu aborrecido. Os lábios trincados de raiva.- Por isso trate-a bem, não dificulte as coisas para ela. Estamos acertadosassim? – ele o olhou firme.- Sim senhor. – ele respondeu mais vermelho ainda e saiu. Eames o esperou chegar, sabia que ele estava furioso, mas, nãoimaginava tanto ao ver seu rosto vermelho e semblante carregado. A reaçãoera exagerada. Do que ele estava com tanta raiva?- Precisamos arrumar mesa e cadeira para a doutora Carver. – ironizou.- Vou arrumar! – Bobby respondeu rispidamente, olhou Esmeralda. – Poe suascoisas na minha mesa. – saiu a procura de mesa e cadeira, o que ele sabiaseria difícil de achar. Esmeralda olhou Eames seriamente.- Ficaria muito brava se alguém viesse me avaliar. – disse. – Mas, estou naincomoda posição de fazer isso. E farei. Vocês podem dificultar ficando bicudoscomigo ou podem colaborar comigo. Mas, vou fazer o trabalho, a despeito devocês. 11
  12. 12. - Então... O fará despeito de nós. Não é seu trabalho? – ela a encarou firme emuito contrariada. Esmeralda sorriu.- Farei. – ela disse sem se intimidar.- Você veio aqui nos avaliar e não ser nossa amiguinha. – Eames continuou. –Faça seu trabalho. Se quer cara bonita, devia avaliar top models. – sentou-sedeixando Esmeralda de pé. Bobby não havia achado mesa, apenas uma cadeira, teria que falar como encarregado do almoxarifado. Enquanto, voltava com a cadeira foi parado porHarrison.- Hei Bobby! – o homem chamou.- O que foi Harrison?- ele o olhou sem muita paciência, era um bobalhãometido a macho alfa que gostava de pegar todas as mulheres que conhecia.Bobby não gostava dele.- O que a gostosona da filha do Carver veio fazer aqui? Veio trabalhar comvocê e a Eames? Bobby teve vontade de socar a boca de Harrison, ou mete-lhe a cadeirano meio da cara, conteve-se.- Cara você tem sorte. Tremenda gostosa aquela mulher, viu o pernão que elatem? E maravilhosa de frente. – fez um gesto significativo. – E de costas. –gargalhou batendo de leve no ombro de Bobby. – Não deixe nossa reputaçãoem baixa, de um trato nela bem dado...- Você é um porco medíocre... Um merda que não tem autoestima nenhuma epensa que o esse teu membro ridículo vai te dar alguma! – Bobby disse entredentes. E saiu deixando Harrison sem ação. Bobby estava com tanta raiva que não conseguia raciocinar direito.Pegou a cadeira e colocou ao lado da sua, e começou abrir espaço em suamesa.- Senta aí. – disse para Esmeralda. - Amanhã vou falar com o cara doalmoxarifado para arrumar uma mesa e uma cadeira descentes para você. –ele se sentou e deu um longo suspiro contrariado. Eames ficou olhando o que Bobby fizera, não estava entendendo bem,era impressão dela, mas, a maneira com que o parceiro falava com a psicólogae agora a colocava ao seu lado na mesa, pareciam tão íntimos.- Vou ao banheiro e pegar um café. – olhou Esmeralda que se sentara ondeBobby lhe dissera. – Quer um?- Obrigada. – ela agradeceu. Eames saiu e Bobby olhou Esmeralda nos olhos a primeira vez. 12
  13. 13. - Como você entrou nessa? – perguntou.- Eu não sabia de nada. Hoje depois do almoço o Kalil disse que estava mecedendo para a corregedoria, me mandou falar com o Winter. Foi só quandoestava com ele que fiquei sabendo o que era. Foi que ele me disse que tinhaque avaliar você e a Eames.- Porque não declinou? – ele insistiu.- Ah sim... Ele me entregou o caso, eu ia dizer: Não corregedor não possoaceitar, porque eu estou transando com o detetive Goren! – ela deu um sorrisoirônico. Bobby se remexeu na cadeira, colocou os dedos sobre os lábios, depoisa olhou novamente.- Tudo bem... Então nesses seus quinze dias de avaliação não vou a sua casa.Não vou te ver.- Ta. – ela deu de ombros e ficou em silencio por alguns segundos. – Vaipassar quinze dias sem comer tortinhas?- Vou. – ele respondeu malcriado, arrumando a mesa.- A de creme?-É.- A de chocolate?- Também.- Hum... A de creme de hortelã e gotas de chocolate?- É. – ele continuou mexendo nos papeis.- Ah tá... Até a nova? De maça e canela? Ele a olhou novamente.- Maça com canela?- É. E a especial... A de chocolate e mel. – ele disse com um ar maldoso.- Chocolate e mel? – ele queria rir, mas, se esforçava para ficar serio. –Também não, principalmente essa tortinha.- Tá certo. – ela sorriu, viu quando Logan e Barek entraram e sentaram nooutro lado da sala. – Bem já que as tortinhas vão ficar abandonadas nessesquinze dias... Vou ver se o Logan gosta de tortinhas, vou dar pra ele. O quevocê acha?- Não se atreva. De jeito nenhum! Logan não sabe apreciar esse tipo deiguaria, é comida para ser degustada por expert, com suavidade, propriedade.Além do mais, as suas tortinhas são minhas. São exclusivamente minhas. 13
  14. 14. - Não sei não... O Logan? A Barek que cozinha bem me disse que ele é bomde boca. – ela disse com um sorriso.- E a Barek sabe fazer tortinhas? – Bobby sorriu. – Nem sabia que cozinhava...- Diz que cozinha bem... - Esmeralda riu.- Bem, vou ligar para o Peter, oassessor do papai. – disse pegando o celular.- Por quê?- Ele deve querer as tortinhas. Ele vive querendo elas... – sorriu ironicamente.- Não se atreva. – Bobby segurou a mão dela. – Sua maluca!- Vou avaliar que você é realmente um torturador... Ninguém sabe o quantotorturador você é.- Eu? – ele sorriu. Entreolharam-se e começaram a rir baixinho.- Perdi alguma coisa? – Eames perguntou contrariada, mordiscando levementeo lábio. Bobby soltou a mão de Esmeralda sem graça.- Não. – se recompôs.- Seu café. – ela estendeu o copo para Esmeralda.- Obrigada. – Esmeralda deu um sorriso e bebeu o café. Eames sentou-se, olhou Bobby que disfarçava o rubor das faces.- Disse a ela o que estamos fazendo? – perguntou cada vez mais desconfiadada relação de Bobby e Esmeralda.- Não. – ele ficou sem graça. – Acabamos de fechar um caso da máfia russa,contrabando de armas, um homicídio. Agora é fazer os relatórios. – disse. –Costumamos conversar, destacar os fatos mais relevantes e montar o relatório.Então vamos conversar sobre os fatos. Faremos isso agora.- Por favor. – Esmeralda disse. – É como se não estivesse aqui. Bobby olhou firmemente para ela. Como? Estava ali, perfumada, linda,chamando atenção dos outros homens, com aquela perna bonita. Deixando-omaluco de ciumes. Como?- Como se pudesse. – ele disse impulsivamente. Esmeralda fingiu não ouvir. Levantou-se.- Com licença. – pediu e saiu em direção ao toallet. Eames olhou interrogativamente. 14
  15. 15. - Você já a conhecia?- Eu? – ele a olhou hesitante.- Sim. Eu não a conheço, mas, você parece ter intimidade com ela.- Não. Só a vejo no fórum. – ele desconversou. – Bobagem sua.- Bobagem minha? Pode me explicar porque ela esta sentada ao seu ladodividindo sua mesa?- Queria que dividisse a sua? – ele replicou.- Estão parecendo namoradinhos de escola infantil. Que o menino coloca amenina para sentar do ladinho dele. – ela riu. Foi então que ele percebeu que a espremera na mesa com ele de formatão inconsciente, mas, era melhor não modificar a situação agora. Já tinhafeito.- Muito boa sua observação. – ele disse contrariado com ele mesmo. Olhoupara ver se ela voltava e viu quando Harrison a abordou. O palhaço! Pensou. Ia perguntar a Esmeralda o que ele queria quando Deakins chegou juntoà mesa deles.- Sei que estão assoberbados, mas, acho que vão querer ver este presente nocais do Porto. Parece que nosso amigo atacou novamente.- Depois de quase seis meses? – ele o olhou intrigado.- Vá saber se é o mesmo ou alguma novidade. – Deakins olhou a mesa deGoren. – Está espremendo a doutora? – ele perguntou irônico.- Não tinha mesa... - ele começou a se desculpar.- Vou pedir no almoxarifado. – ele riu. – Não precisa expremê-la assim... E nemescondê-la do resto da equipe. Parece menino de colégio ciumento. – saiu comum sorriso cínico no rosto. Esmeralda teve vontade de rir, porque era isso mesmo, mas, ficou omais séria que pode. Eames olhou Bobby com um ar de vitoria. Ele corouviolentamente. Levantou-se.- Vamos ao porto. Estavam no carro a caminho do cais do porto quando Bobby voltou-separa Esmeralda.- O que o Harrison queria?- Oferecer seus préstimos. – ela respondeu.- Préstimos? 15
  16. 16. - É. O que eu precisar é só pedir a ele. Cadeira, mesa, café, água... Quis seratencioso. Bobby voltou-se para frente. Sobre Harrison ele ia conversar com ela emcasa. Já estava cansado. E ainda tinha que agüentar aqueles marmanjosdando em cima da mulher dele. E a primeira coisa que faria no dia seguinte eraarrumar a droga da mesa e da cadeira, todo mundo o chamando de menino dejardim... Pior, ele sabia, era mesmo! O Cais do Porto não era lugar para se andar de scarpin com saltoagulha, principalmente os armazéns abandonados. Esmeralda teve dificuldadede seguir Eames e Goren. Eles se dividiram como sempre faziam. Eames foi seinformar com o policial que recebera a chamada sobre como encontrara ocorpo e Goren foi direto ver o corpo. Esmeralda o seguiu, assim que Eamesestava distante ele virou para ela e disse com sarcasmo.- Se quer seguir a mim e a Eames não pode usar sapatos de princesa. – eledisse divertindo-se com sua dificuldade.- Você quando dá para ser ruim é ruim mesmo! Insuperável! – ela respondeumalcriada. Ele riu e seguiu adiante, mas, voltou-se rápido e ágil quando ouviu aexclamação de “ai” de Esmeralda, segurou-a a tempo dela não cair.- Machucou? – ele perguntou solicito.- Não, só tropecei. – ela respondeu, segurando-se firme nele. Bobby a segurava firmemente pela cintura, estava como ele gostava queestivesse sempre, nos seus braços, sob suas mãos. Eles se olharam, um olharcúmplice, cheio de paixão, aquele brilho que não se consegue esconder deninguém e muito menos de si mesmo.- Perdóname cariño. – ele disse muito próximo a ela. – Exagerei. Tú eres midulce, mi amor, mi vida. Perdona – me.- Eres un sinvergüenza! Sin embargo, Te amo.- ela respondeu.- Si no estuviera en el servicio, me gustaría darte un beso en estemomento. Afecto. Mi dulce. Pode ficar em pé? Não dói?- Posso sim, não dói...- ela se equilibrou nos sapatos assim que ele a soltoudevagar. Eames olhava os dois. Não conhecia a doutora. Pois sim! Era ela acausa da mudança e da alegria dele nos últimos meses. Não tinha duvidaagora. Esmeralda já tinha visto em fotos, vídeos, mas ver pessoalmente era dedar nó no estomago. E aquele era. Ela fez o sinal da cruz. Bobby logo começoua examinar a vitima. Era um homem, alto, branco, de cabelos negros, estavade joelhos no centro de um pentagrama, as mãos atadas para trás junto comos pés, a jugular havia sido cortada, sangrara até morrer. 16
  17. 17. Na testa havia o símbolo da letra Omega do alfabeto grego. Pelo estadodo corpo ele fora morto a noite, ou de madrugada. O perito dizia a Goren quesomente um exame mais detalhado poderia precisar a hora.- Não foi morto aqui. – Goren disse para o perito.- Não. Foi morto em outro lugar, mas, colocado aqui com muito cuidado emaestria.- Um homem dessa estatura. Ser morto dessa maneira. Veja se foi drogado.Foi emasculado. – ele mostrou ao outro homem. Eames fez uma careta.- Hu...- disse ao ver o corpo. – A mesma assinatura?- Sim. O perito esta tirando as fotos. Já sabe de quem é esse armazém? –Bobby respondeu tirando as luvas.- Está abandonado há anos, segundo o policial. Foi arrombado. É usado pordrogados e mendigos como dormitório. – Eames olhou as anotações quefizera.- Quem achou?- Um morador de rua. Veio dormir aqui e já o encontrou dessa maneira. – elarespondeu. Bobby olhou Esmeralda.- Tudo bem? – ele perguntou.- Sim. Desculpe-me, dêem licença. – disse saindo, queria vomitar, estavagelada, já tinha rezado uma ave Maria e um padre nosso... Que cena dantesca,cheia de uma energia ruim, cheia de mal. Bobby a olhou se afastar, preocupado. Mas, precisava fazer seutrabalho. Esmeralda esperou no carro o pé estava latejando, olhou o tornozelo,parecia inchado. Que tarde! Algum tempo depois, Goren e Eames entraram no carro comentando ocaso.- Me deixem no ponto de taxi. – ela pediu cortando os dois.- Não vai voltar conosco? – ele perguntou surpreso.- Não. Vou para casa. Preciso processar melhor o que vi agora. Quis fazer um carinho nela, mas, não podia. Apenas acentiuafirmativamente para Eames que manobrou o carro. Colocou Esmeralda notaxi.- Este pie muy dolorido? – ficou preocupado. 17
  18. 18. - Esta inchado... Vou fazer compressa em casa.- Dulce, dejar este trabajo. Demasiado para ti.- Te vejo amanha, mi corazón. – disse enquanto beijava levemente a mão deleque estava na janela do taxi. – Vamos, por favor. – disse para o motorista. Bobby ficou olhando o carro partir. Suspirou cansado. Voltou para aviatura.- Você vai me contar ou vou ter que fazer uma investigação? – Eamesperguntou irritada.- Contar o que?- Não faça isso comigo. – ela foi firme com ele. – Você e a Esmeralda. Eu nãosou burra, Bobby! Ele coçou a testa e sorriu sem graça, ficando rubro.- Estamos namorando. – disse por fim.- Não iria me contar isso?- ela o encarou aborrecida. – E ela é nossaavaliadora?- Não contamos a ninguém. Não queríamos, achamos cedo para contar. Sobrea avaliação ela não sabia ate receber o caso.- Não aceitasse! Isso vai ser muito ruim para nós. Você já pensou sedescobrem o caso de vocês? Ela é a ultima pessoa que pode nos avaliar.- Já disse isso a ela. Esmeralda é teimosa. Eames maneou a cabeça.- O pai dela sabe?- Não.- Imagino quando souber. – ela riu. Manobrou o carro e ganhou a via expressa.– Estou admirada de estar namorando com ela. Não faz seu tipo.- Por quê? – ele quis saber.- Você não gosta de mulher cara, patricinha... Não é assim que você diz?- Esmeralda não é nada disso. – ele disse olhando a parceira. – Você verá.Estou... Estou apaixonado! Nos amamos! Eames olhou Bobby preocupada. Nossa! Ele estava falando serio. E seos instintos dela estavam certos, isso daria confusão. 18
  19. 19. Bobby entrou em casa e viu a mesa da cozinha posta. Havia tortinhas.Sorriu. Esmeralda estava no apartamento. A bolsa e o notebook estavam nasala. Quando ele entrou no quarto, ela dormia em sua cama, de camisetabranca e calcinhas com o pé sobre uma almofada. O cheiro de baseado estavaforte. Ele se aproximou e olhou a cabeceira. Ela tinha fumado um daquelesbaseados cubanos. Riu. O dia tinha sido pessimo, o baseado estava pelametade. Ele o acendeu novamente e tragou indo para o banheiro. Depois do banho, foi ate a cozinha e comeu algumas tortinhas com umcopo de leite, voltou ao quarto, deitou-se ao lado dela.- Mi corazón. – disse ao seu ouvido, acariciando sua cintura, quadris enadegas.- Mmmmm. – Esmeralda se espreguiçou. – Trouxe tortinhas...- Fumou um baseado na minha casa. Quer mesmo que vá preso. – ele dissebeijando-lhe atras da orelha.- Sim. – ela respondeu virando-se.- Perdóname amor. Fui muito mal com voce hoje! – ele disse beijando-lhe ocolo e acariciando levemente seus seios. - Estoy tan cansado. quería hacer elamor contigo toda la noche.- Fico em cima. – ela sorriu. Ele tambem. Mas, estava cansado e não era um super heroi.- Estou morto. - ajeitou-se com a cabeça entre os seios de Esmeralda. – Conteipara Eames sobre nós. – ele disse.- Ela desconfiou? – perguntou acariaciando seus cabelos umidos.- Na hora. – ele moveu-se e acomodou-se no travesseiro. – Ficou aborrecidapor não ter contado antes. Acha que será ruim para nós se descobrirem nossonamoro. – fez uma longa caricia pelas costas de Esmeralda descansando amão em seu quadril.- Não sei. Penso em amanhã dizer ao corregedor que voce é um chato e pedirpara sair. Mas, o Kalil apostou em mim. Eu não quero falar da nossa relaçãopara ninguem. Não quero que fiquem comentando de nós. Não mesmo.- Dulce, vao comentar cedo ou tarde. – beijou-lhe a face.- Melhor que seja tarde. Alem do mais, conheço o Winter, ele tem uma intensãopolitica com isso. Ele quer ferrar você e a Eames.- Sei disso. – ele disse bocejando. – O baseado esta fazendo efeito, estouficando leve. – riu.- Voce fumou o baseado? – Esmeralda se espantou. 19
  20. 20. - Claro que sim. Voce pensa que é a única maconheira dessa relação? – eledeu uma gargalhada. – Vira, cariño... – ele pediu. – Vamos dormir de colher,agarradinho... Esmeralda virou-se e se aconchegou no corpo de Bobby, segurou a mãodele entre as suas. Era tão gostoso ficar assim, ele apertando-a bem contraseu corpo morno, firme, grande. Bobby se sentia bem. Não só pelo baseado, mas, porque seu cariñoestava ali apertadinha em seus barços. Seu doce, seu coração, sua alma. Eragostoso tê-la assim, morna, gostosa, suave em seus braços. Entrelaçou osdedos aos dela. Fez uma leve caricia com o pé nos pes dela.- Ai. – Esmeralda gemeu.- Ta doendo? O pé? – ele perguntou o rosto enterrado nos cabelos dela.- Pouquinho. – Esmeralda respondeu sonolenta.- Vamos dormir...Amanha estará sem dor. – ele disse tambem muito sonolento. Agarradinhos assim dormiram. CAPITULO II Esmeralda virou-se, encontrou Bobby apoiando a cabeça na mãoesquerda e olhando-a.- Voce estava me olhando dormir? – ela perguntou ainda sonolenta.- Sim. Estou meia hora vendo voce roncar, babar o travesseiro e soltar unspeidinhos! – ele riu.- Seu bobo! – ela deu um leve tapa no ombro dele. – Que horas?- Seis. – ele disse acariciando-lhe as bochechas.- Esta acordado desde a cinco e meia?- Não. Acordei as cinco. Fiquei pensando em algumas coisas e depois fiqueiolhando voce. – ele disse. 20
  21. 21. - Que coisas? – esfregou os olhos e esticou os braços.- Na avaliação e no novo caso.- Ihhh. – ela maneou a cabeça.- Deixe essa avaliação de lado. Voce já imaginou a confusão que vai dar sedescobrirem que somos amantes? – ele a encarou serio.- Bobby. – Esmeralda ergueu- se e sentou-se. – Não posso chegar para oWinter e dizer que a gente tem um romance.- Diga que fui um chato, um calhorda e que não quer mais trabalhar perto demim.- Não posso! Se disser uma coisa dessas meu pai te manda ser patrulheirorodoviário, na melhor das hipoteses.- Esta superestimando seu pai, Esmeralda! – Bobby se sentou na camatambem.- Não. Eu sei o poder que meu pai tem. Por isso que posso ir adiante. Winternao vai me queimar. Ele queima voce, mas, não a mim. Eles não mequeimariam nunca por causa do meu pai.- Seu pai não é unanimidade na policia. – falou contrariado.- Não. Mas, é poderoso. Muito. Ah, Bobby não vou discutir isso com voce! Nãovou abrir mão do caso. Caramba! Não seremos os primeiros numa situaçãodessas na corporação. – levantou-se.- Calma. Aonde vai? – ele levantou as mãos em sinal de rendição.- Mijar! – Esmeralda foi para o banheiro. Bobby voltou a ficar pensativo. Ela não ia desistir, não adiantava insistir.Tinha que encontrar outra forma de tirá-la da situação.- Tudo bem. – ele disse quando ela voltou para cama. – Pelo menos vamos serdiscretos. Vou continuar sendo um chato, ruim para voce. Ela o olhou e estirou a lingua.- Mas, pensava no caso. Em que pensava?- Ate onde pude averiguar ontem não há conexão entre as vitimas.- É um serial?- Parece. Houve um cara achado numa casa abandonada, há uns seis mesesatras. Do mesmo jeito, corte na jugular, de joelhos, emasculado, e o Omega natesta. Depois, uns quinze dias, um segundo, achado em um parque, debaixo deuma ponte. Então parou. Agora seis meses depois. – ele fez um gesto com asmãos. 21
  22. 22. - Não há conexão como? – ela quis saber, aproximou-se dele, jogando aspernas sobre as dele.- Um era noivo. Um engenheiro.- O primeiro?- Sim. O segundo, casado, pai de uma filha adolescente, corretor. E esse...Dono de um restaurante, solteiro.- Mas, não deram por falta deles? Ninguem comunicou desaparecimento? Umnoivo, outro casado, e o dono de restaurante. Não iam sumir assim. Alguem iadar falta, comunicar o desaparecimento.- É. Talvez encontre a conexão. Como esses homens sumiram e ninguem deufalta?- Boa pergunta. Bobby acariciou a perna de Esmeralda, olhou seu pé.- E o pé?- Não tá doendo, só um pouco roxo. – ela disse olhando.-Não pode usar o sapato de princesa hoje. – ele riu.- Estou preparada para isso. – ela rebateu.- Cariño, fui tão mau com você. – ele avançou sobre ela, deitando-a na cama esubjugando-a com o peso de seu corpo.- Seu porquinho. – ela disse quando ele tentou beija-la. – estamos com a bocasuja.- É mais gostoso. – Bobby insistiu no beijo e acabou por roubá-lo deEsmeralda. – Beijo de boca suja.- Doido! – ela riu e tentou se livrar dele, mas, Bobby a mantinha firmementepresa embaixo de seu corpo grande e maciço. Ele baixou a cabeça e a beijou novamente, agora um beijo maisprofundo, ardente e desejoso. Sua lingua explorando a dela, numa dança dedesejo, fazendo seus corpos se aquecerem. Ele chupou levemente seu lábioinferior, depois o mordeu delicadamente e passou a lingua sobre eles numacaricia erotica. Ergueu a cabeça para olhá-la nos olhos. Acaricou seus cabelos,as bochechas. Esmeralda o olhou firmemente. Acarinhou seus cabelos, a testa,o queixo forte.- Voce é tão bonito. – disse por fim. Bobby ficou vermelho.- Oh não! – ele riu. – Sou um desajeitado. Já viu minhas rugas novas? – piscouo olho direito. 22
  23. 23. - Bobo. Voce é meu lindo! – ela disse ternamente acariciando seu rosto edepois lhe fazendo uma caricia no nariz com seu proprio nariz. – Meu policial,meu lindo... Mi corazon. – Virgem de Guadalupe, o beijo dele era o bastantepara levá-la a loucura. Acariciou longamente seu braço, voltando e mantendoas mãos em seus ombros largos. Bobby aliviou a pressão de seu corpo, mas, só um pouco, suas mãosacariciaram os quadris dela, apertando-lhe levemente a cintura, subindo sobrea camisetinha de dormir e acariciando seus seios que agora estavam com osbicos tesos. Esmeralda sentiu o sangue correr com mais velocidade dentro dela, seucorpo aquecendo-se e seu sexo ficando umido, preparando-a para ele.- Ah, Cariño. – ele mordeu os lábios dela novamente, sabia que Esmeraldagostava daquele pequeno atormentar sensual, em resposta ela se aproximou,implorando por mais. Ele voltou a pressioná-la com seu grande corpo, Esmeralda começou apuxar sua camisa, queria tocar seu toráx, seus pelos, atormentar seus peitosde mamilos rosados. Bobby, então começou a pressionar com o joelho entre suas coxas,quando ele tocou se sexo ela fechou os olhos e viu estrelas.- Isso – gemeu abrindo as pernas para facilitar sua intromissão, enquanto suasunhas deixavam um rastro de fogo nas costas musculosas dele, fazendo-osoltar um gemido abafado.- Queime pra mim, dulce. – ele disse a voz aspera, entrecortada, abafada peloprazer. Puxou a camisetinha dela pela cabeça, deixando seus seios a mostra elivres para suas caricias. Afastou-se dela por um momento, enquanto se livrara da cueca eliberava seu membro grosso e longo, duro como aço, latejante de luxuria.Voltou-se para ela e tirou suas calcinhas. Esmeralda gemeu, fechou os olhos, elentamente virou o rosto para o lado. Bobby voltou a pressionar seu corpo como dele, beijando-lhe a veia que pulsava rapida no pescoço, mordendo-lhelevemente o ombro. As mãos dele desceram para seu sexo suplicante, Esmeralda chamouseu nome quando seus dedos se enterraram na grossa camada de fluidos quea tinham deixado pronta para recebê-lo. Contorceu-se, arqueando na direçãodele quando sua boca desceu por seu pescoço até os seios. Os dentes deBobby tocaram a delicada carne de um mamilo. Sua boca o cobriu, os lábiosdele se fechando, sugando com uma pressão árdua que fez com que todo seucorpo fosse tomado por uma onda de prazer que parecia tragá-la e jogá-la emlarva quente. Longos dedos entraram rapidamente em sua vagina, arrancandooutro gemido dela. Esmeralda atingiu um clímax imediato, o calor se espalhando, asensação dele sugando seu mamilo, sua língua estimulando-a, era demais. Elaexplodiu vendo estrelas, sentindo os labios dele em seu atormentado seio. 23
  24. 24. Repetia o nome dele com uma voz sufocada, baixa, mordendo olabio inferior. Bobby beijou-lhe o rosto e suavemente a virou na cama,levantando seus cabelos e deixando sua nuca exposta. Beijou-a ali, depois aarranhou com a barba semicerrada, ela se arrepiou toda, gemeu e o gemidosaiu abafado pelos lençois. Ele continuou beijando-a e a arranhando com a barba pelascostas, fazendo-a arrepiar-se e contorcer-se. Então, ele chegou onde queria,mordeu-lhe o traseiro, segurando-a firmemente pelo quadril. Há muito tempo ele queria tomá-la daquela maneira, mas, ela evitava.Sabia, porque haviam conversado sobre isso que ela nunca fizera sexo anal.Esmeralda dizia que não tinha se sentido segura bastante com alguem paraisso, mesmo com Ramon, seu relacionamento mais sério. O sexo entre eles era excelente, tinha sorte, ele pensava. Já tiveranamoradas de todos os tipos, algumas bem pervetidas, tanto que ele deixara orelacionamento porque algumas coisas o incomodavam, outras pudicas, ealgumas frias. Mas, Esmeralda era diferente. Era quente, ardente, de tal formaque exigia dele sempre, receptiva as brincadeiras, ativa, participativa, criativa.Ela tinha prazer com ele, e muito, em contrapartida lhe dava muito prazertambem. Não se lembrava de nenhuma namorada com quem se sentisse tãorealizado quanto com ela. Por isso, tomá-la por ali vinha virando uma pequena obsessão, era comose ao permitir que ele a tomasse daquela forma, ela se rendesse por completopara ele. Bobby sabia que não fazia sentido, mas, quase que intuitivamentepercebera isso nela. Ele voltou a arranhá-la com a barba, fazendo-a rir dessa vez, estendeu obraço para que ela pudesse repousar a cabeça sobre ele, acariciou seuscabelos e desceu a mão novamente para seu traseiro, acariciando-o, dando-lhepequenos e leves beliscões. Puxou-a levemente de forma que pudessesorrateiramente esfregar sua ereção nela. Pedia aos céus que ela cedesse. Esmeralda sabia o que ele queria. Ele tinha pedido abertamento, não eraum homem de rodeios, mas, ela negara. Nunca tinha feito com ninguem, nemcom Ramon. Achava que era intimo demais, era como um prêmio para ohomem de sua vida, tinha que ser para o cara que fosse o “cara” dela, seuhomem, fazer isso, para Esmeralda era se entregar inteira para alguem, semuma reserva sequer. Era a rendição total. E, bem, Bobby era esse homem. Nãohavia porque adiar mais. Seria com ele. Seria para ele. Queria que fosse comele. Tinha que ser com ele, não tinha duvidas quanto ao que sentia por ele. Oamava muitissimo, aquele era o seu homem.- Sim. – ela disse virando o rosto para Bobby, beijando-lhe as bochechas. O coração dele acelerou.- Tem certeza? – ele a encarou sério. – Tem certeza? É isso que quer fazer?Tem certeza que quer fazer assim? – havia uma tensão na voz dele. 24
  25. 25. - Sim tenho... Quero que me possua assim. – os olhos dela estavam graves e avoz fraquejou pela emoção. Depois sorriu. – Mas com lubrificante que não voudar conta disso tudo não!- Cariño! – Bobby a beijou num beijo aspirado, sentia-se alegre como ummenino que acabara de ganhar o presente mais esperado no natal. Pulou dacama correndo indo até o banheiro. Nem que saisse nu até o sexshop mais proximo ele ia achar umlubrificante! Não tinha nada no banheiro, foi ate o closet, devia ter algum lá, àsvezes brincavam de massagem. E foi oleo de massagem que achou. Isso iaservir, pensou. Estava tão ansioso que deixou coisas cairem no chão quandopegou o oleo de massagem. Esmeralda ouviu o barulho de objetos caindo, eletinha deixando alguma coisa cair, riu, esse era Bobby, seu menino grande!Voltou com um sorriso triunfante.- Oleo de massagem. Serve?- mostrou para ela na beirada da cama.- Vai facilitar a entrada disso tudo? – ela apontou.- Vai. Pelo menos eu acho. – ele olhou para baixo. É ele não podia reclamar deseus atributos. Esmeralda escondeu o rosto com as mãos.- Virgem de Guadalupe ajudai-me! Bobby deitou-se ao seu lado, percebeu que apesar da brincadeira e dosrisos ela estava tensa.- Relaxa cariño. – pediu. – Vem cá. – trouxe-a novamente para perto dele e avirou de costas. Sua mão livre deslizou sobre as costas dela, pela curva de seutraseiro, depois para dentro, mais perto, movendo-se suavemente em volta daentrada de seu ânus. Esmeralda suspirou levemente, estava nervosa, receosa, mas, a cariciasuave era deliciosa. Ele percebeu sua excitação e receio.- Fica de quatro. – ele pediu delicadamente e Esmeralda obedeceu. Abriu a tampa do pequeno frasco de oleo de massagem, e lubrificouuma grande quantidade de seus dedos. Depois, com a outra mão, separousuas nádegas enquanto estendia seus joelhos, forçando-os sob as coxas dela,obrigando-a a levantar as curvas suaves de seu traseiro mais perto dele. Olhou fixamente a pequena entrada, o objeto de seu desejo estava ali,suave e apertado. Era a rendição dela. Era a submissão dele. Observou,extasiado, enquanto seus próprios dedos se moviam pela flexível entrada- Cariño... — disse excitado, cheio de emoção. - Tão bonito. Sua voz saiu rouca de excitação, ele tentava controlar sua luxúriaenquanto se esforçava por prepará-la com delicadeza. Se Esmeralda tivessese afastado dele, se tivesse feito algo mais que gemer seu nome e empurrar 25
  26. 26. para trás contra seus dedos invasores, ele se deteria, poderia ter detido avertiginosa queda de seu controle que se levantava através dele. Mas só pôdeolhar, torturado, enquanto empurrava dois dedos contra o pequeno casulo.Abriu-o, estendendo-o com suavidade enquanto ela corcoveava contra elecomo se apartasse, ofegando, clamando seu nome. Seu pênis grosso e duro,pulsando em crescente excitação enquanto ela se retorcia sob seu toque.- Não dulce, não, não lute contra mim. Relaxa. Não tenha medo. - continuouseus movimentos, observando, a boca enchia de água, enquanto seus dedosse enterravam nas apertadas, tão deliciosamente apertadas, profundidade deseu ânus. Esmeralda se apertou contra ele, os músculos lutando por aceitar aintrusão enquanto ele se retirava, depois pressionava mais profundo. Revolveu-se, esticando-se contra ele, mas tomando-o enquanto ele trabalhava com seusdedos dentro do ardente calor de seu traseiro. Com a outra mão, espalhou ooleo de massagem sobre a grosa longitude de seu pênis. Jogou o frasco delado. Esfregou o oleo sobre seu pênis enquanto observava, sem afastar nuncaos olhos da visão de sua tenra entrada traseira abrindo-se ao redor de seusdedos.- Está me matando Robert. — lutava por respirar, sua voz frágil pela excitaçãoe o incrível desejo. Desejava-o, desejava sua posse. Só a ele. E seria somenteele. Ela tinha realmente caído no profundo e sem fim poço da paixão.- Sente. É gostoso não? — sussurrou ele desesperadamente. — Proibido equente, doloroso e prazeiroso. Voce me pertence agora. — empurrou seusdedos mais profundo, observando como o aceitava, seu corpo se estremeciaenquanto o prazer ondeava sobre ele. Quando os retirou, adicionou um terceirodedo. Ela gritou enquanto ele os empurrava em seu interior. Seu traseiro seestirou e ele gemeu, imaginando o efeito dos músculos ao redor de seu pênisenquanto a tomava. Ela deu um puxão como fosse separar-se dele, os quadrissacudindo-se, as coxas tremendo enquanto lutava contra ele. Mas o tomou. A possuiu lenta e suavemente com seus dedos, imaginando o deliciosoprazer que vinha. Seguro de que estava preparada, sabendo que se esperasseum segundo mais poderia perder todo o sentido de controle, retirou seusdedos, liberando-se dela enquanto suas mãos a agarravam pelos quadris,mantendo-a quieta enquanto se ajoelhava atrás dela.- Preciso. Eu... Preciso... — Bobby disse rouco de excitação. Seu pênis fez pressão em sua preparada abertura. Observou como suaereção pressionava contra o pequeno buraco, forçando-o a florescer ao abrir-se, a estirar-se para tomar a torcida cabeça. Olhou-a, viu como seu apertadoburaco se abria facilmente, estirando-se ao redor dele.- Não me machuque. – ela suplicou, a voz tremente, o suor brotando de suascostas.- Não. Não te machucarei. Nunca poderia. — disse ele quase sem fôlego. Nãopodia feri-la. Se o fizesse iria ferir a si proprio, ela se tornara sua alma. 26
  27. 27. Fez uma careta enquanto a metade da cabeça se enterrava dentro dela.Estava quente, tão deliciosamente quente que tudo o que desejou fazer foicravar-se tão profundo e tão duro dentro dela como podia. As mordidas dos apertados músculos sobre sua carne era deliciosa, assensações muito escandalosamente excitantes para serem negadas.- Oh Deus! – gemeu. - Pare, cariño. — agarrou seus quadris enquanto elatentou afastar-se dele. — Por favor, por favor, dulce. Fica quieta. Suas costas se arquearam quando ele empurrou a ardente cabeça desue pênis dentro de seu traseiro com um desesperado movimento de seusquadris. Ele trincou dentes, sentindo como perdia o controle. Esmeraldaprotestou com um choramingo.- Pare. — deu-lhe uma palmada no traseiro enquanto ela se sacudia de novo,quase liberando-se dele. Percebeu como os músculos dela se retorciam pelapequena carícia aguda e escutou seu ofego de prazer. - Por favor, Cariño. Porfavor, coracion. – ele suplicava-lhe entorpecendo de prazer. Um lamento esmigalhado saiu expulso do peito de Bobby enquanto elese incrustava dentro do ânus dela. Duro e profundo. O calor instantâneo, comofogo em seu pênis, apertou-se ao redor dele, acariciando-o enquanto elagritava debaixo dele, lutando por aceitar a completa e grossa longitude de seupênis enterrada em suas tenras profundidades. As costas dela se arquearam ea cabeça se sacudiu, enquanto as longas mechas de seu cabelo ondeavamsobre suas costas.- Robert... — Esmeralda clamou. Só o chamava assim quando estava aturdidapelo prazer. E Bobby sabia, sabia disso, então a sombria e primitiva luxúria sedisparou através das veias dele enquanto ela o tomava. O grito dela foi deintensa excitação. O ponto onde tudo se elevava, misturando-se e ardendo decalor. Não podia deter-se, não podia conter sua necessidade. Ele inclinou-separa trás olhando como seu pênis se liberava do apertado buraco estirado dela,depois empurrou duro e profundo. Uma e outra vez. Observava como a carnedela se estirava por ele, escutava seus gritos ecoando ao redor dele, e sesentia no céu e no inferno por sua aceitação. Depois se inclinou sobre ela;perdida a razão, só prazer, só o calor cadente de seu traseiro aferrando seupênis, significava algo. Os quadris dele se moveram enquanto impulsionavasua ereção dentro dela, empurrando através da sensível malha, sentindo-oestirar-se para aferrar ao invasor que tomava tão rudemente. Ele estavagemendo enquanto seus empurrões se tornavam mais duros, mais rápidos.Podia escutar Esmeralda gritando debaixo ele, clamando seu nome, lhesuplicando, pressionando- se contra ele enquanto a possuía com duras efuriosas estocadas. Pulsou, pulsou. Colocou apressadamente a mão debaixodos quadris dela, os trementes dedos encontraram o duro e inchado nó de seuclitóris, enquanto começava a aprofundar suas estocadas. Os quadris dela estavam sacudindo-se, possuindo-o por sua vez,enquanto o suave mel fluía de sua vagina cobria os dedos dele e seu clitóris. 27
  28. 28. Ela estava tomando-o, amando-o, aceitando-o. Era o céu! Era o inferno, eratudo, agora Esmeralda era somente dele. Com luxúria arranhou seus flancos, então, o escroto apertando-se pelaexcitação, e enquanto acariciava o clitóris de Esmeralda, sentiu o clímax querasgava inesperadamente através do corpo dela. Um uivo desgarrou de suagarganta enquanto a agarrava pelos quadris, ficou sobre ela e começou apossuí-la com vigorosas estocadas. Não podia deter-se, não podia controlar apoderosa luxúria que bulia através de seu pênis. Tinha perdido o controle, erasó instinto, só desejo. Quando seu clímax chegou, foi como uma cadente morte. Raios serasgaram através de seu pênis e seu corpo, enquanto se enterrava uma últimavez nas apertadas profundidades do ânus dela e sentia como sua sementeexplodia da ponta de sua ereção. Um pulso explosivo depois de outro serasgou através de seu corpo enquanto o ânus dela se apertava ao seu redorcom cada jorro liberado. Os músculos dela morderam seu pênis, ordenhando-o,sugando a semente até que só pôde cair contra ela, estremecendo-se comcada chicotada de ardente prazer, ofegando para respirar, e compreendendoque com cada ofego apagado soltava o nome dela. Um longo tempo depoisencontrou forças para afastar-se, para observar com aturdido prazer como seupênis ainda ereto, retirava-se do tenro traseiro dela. O pequeno buraco agoraestava coberto com a nata dele. O corpo dela o sustentava em seu interior,aceitando-o, uma parte dele se mantinha dentro dela, ao menos por agora. Deitou-se e a puxou delicadamente para perto de si. Esmeralda tremia,estava empapada de suor. Ele a apertou em seus braços e beijou-lhe oscabelos, depois o alto da cabeça.- Me matou. – ela disse quase sem voz.- Está muito viva. – ele respondeu rouco. – Sinto sua vida palpitando emminhas mãos.- Preciso dormir. Isso é melhor do que maconha cubana. Bobby não pode deixar de rir. Esmeralda ainda estava vagueando, mas,pensou como se sentaria durante aquele dia. Riu e dormiu. Quando acordou viu que Bobby estava arrumado, acabando de dar o nóna gravata.- Que horas?- Dez e meia. – ele sorriu olhando-a carinhosamente. – Volte a dormir. Esmeralda ergueu-se e o olhou.- Aonde voce vai? 28
  29. 29. - Tenho um palpite. Quero checar antes de ir para a central. – ele voltou a olhá-la de forma grave, tensa. – Volte a dormir. Descanse. Tem café na cafeteira,pão, frutas e seu leite de soja.- Comprou tudo isso agora? – ela ficou curiosa, não tinha nada disso na noiteanterior. Ao vê-lo acentir afirmativamente com a cabeça perguntou. – Voce nãodormiu? Bobby sorriu.- Não poderia dormir. Estou cheio de energia, renovado, estou a mil. – ele riu ese aproximou da cama inclinando-se para beijá-la. – Se tivesse o dia de folga iate tomar de novo e de novo. Voce me alimenta a alma.- Virgem de Guadalupe se voce me tomasse de novo e de novo ficaria um mêssem sentar. Eu morria.- Morria não. Olha como esta vivinha! O que são esses bicos acesos? – elebeliscou de leve um dos seus bicos. Esmeralda ficou rubra e cobriu os seios com o lençol.- Não ponha sapatos de princesa hoje. – Bobby disse erguendo-se e indo emdireção a porta.- Vou por os de boneca. – ela rebateu. Ele parou por alguns instantes, parecia considerar algo. – Doce. – encarou-a sério. - Sobre o Harrison. Seja cautelosa, aquele cara éum porco. E eu não quero quebrar a cara dele na Central. Mas vou acabarquebrando se ele continuar te chavecando.- Terei cuidado. Mas o Harrison é um babacão, não devia se preocupar comisso. – ela ponderou. Bobby sorriu e saiu. Esmeralda afundou-se na cama. Deus o que foraaquilo! Olhou o relogio digital, eram dez e trinta e cinco, se dormisse perderia ahora. Levantou-se, cada musculo doia, alem, obvio do traseiro. Foi ate obanheiro e deixou a agua quente aliviar os musculos. Tomou um banhodemorado, preguisoço. Tomou café e depois de mudar a roupa de cama, foi se arrumar.Realmente ia usar sapatos de boneca. Riu. Eram sapatos marrons quecomparara a um bom tempo, macios. Seriam otimos para aquele dia e para opé dolorido. Vestiu-se com uma calça jeans preta de cintura alta, uma blusa social demeia manga verde e um blazer preto. O sapatinho de boneca completavam ovisual. Prendeu os cabelos encaracolados que estavam semiumidos. Fez umamaquiagem leve, perfumou-se. Ela bem que parecia uma detetive. Riu. Pegou o notebook e sua bolsa esaiu. Na rua fazia sol, mas, não estava quente. Colocou os oculos escuros e 29
  30. 30. desceu a rua tranquilamente indo em direção ao metro. Já estava na esquinaquando ouviu a buzina de um carro. Olhou na direção e se abaixou para verquem era. Droga. Era o panaca do Harrison!- Vai para central? Dou uma carona. – ele disse de dentro do carro. Esmeralda deu o sorriso plastico de modelo e contrafeita entrou nocarro, sentando-se cuidadosamente.- Te vi descendo. O que faz por essas bandas? – ele perguntou assim que elaentrou no carro. Voce mora um tanto longe daqui, não?- Atendo uma senhora em casa. – ela procurou dizer isso com naturalidade.- Há sim. Tive a impressão de que voce estava saindo do predio do Bobby. –ele a olhou de soslaio.- Que Bobby? – ela fingiu.- O Goren, ele mora há um ou dois predios daquela esquina que te encontrei.- Hum...- Soube que está avaliando os dois. Ele e a Eames.- É. – respondeu seca.- Esse cara é doido. Eu digo pros caras lá na central, policial desse tipo doGoren, todo inteligente, todo limpinho, todo certinho, tem coisa escondida.Sabe o que eu acho? Que cada bandido que ele prende, que cada criminosoque ele compreende, ele na verdade mantem preso o bicho ruim que há dentrodele.- Hum.- Pensa. A mae maluca, o pai vagabundo, o irmão viciado de rua. E ele todoesquematico, todo armadinho. E não gosta de mulher. Tem medo. É timido. Asgarotas dizem, saí fora quando elas dão mole. Eu ate cheguei a pensar que elepegava a Eames. Mas, aquela depois que ficou viuva, acho que ficou frigida. –soltou uma gargalhada estrondosa. Esmeralda queria dar um soco naquele imbecil. Queria meter a mãonele.- Soube que o negocio dele é mulher maluca. Ele tem uma tara por umapsicopata, sabia? Uma mulher muito louca chamada Nicolle Wallace, ele ficatodo mexido quando ela aparece. Daí voce imagina o quão maluco é esse cara.Ele só ta na policia pra conter o bicho ruim dentro dele, só isso. E a Eames é omacho. – ele riu. – Um cara daquele tamanho controlado pro uma mulherpequenina. Um cara desses tinha que ser recusado na policia. Só denigre acorporação. Voce não acha? – ele sorriu para ela.- Não acho nada. – ela respondeu seca. 30
  31. 31. - Voce vai ver. Vai pertubar esses dias. Tem medo de mulher forte, bonita, finacomo voce. Ele fica intimidado. Bundão.- Seus numeros de casos fechados são menores do que os de Goren? – elaperguntou a queima roupa.- Sim. – ele respondeu relutante. - Por quê?- Por nada. Ele já saiu com alguma mulher que voce deu em cima?- Sim. – ele respondeu contrafeito entendendo onde ela queria chegar.- O capitão confia mais nele do que em voce? E o promotor tambem?- Sim.- Já deu em cima da Eames e ela te esnobou?- Sim.- Entendi. – Esmeralda parou de fazer perguntas. Harrison calou-se e seguiu o resto da viagem até a Central mudo.Quando chegaram ao seu destino e Esmeralda desceu do carro, virou-se paraele e disse com um sarcastico sorriso.- É ruim não? Saber que existe alguem muito superior voce. Que quando seolha para essa pessoa entendemos o quanto somos mediocres. Inveja é umamerda! Não acha? Os olhos de Harrison faiscaram de raiva, mas, ele não disse nada. Elatinha dado a facada mortal. E a viu se afastar com passos resolutos. Esmeralda encontrou uma mesa e cadeira para ela. Sobre a mesa umbilhete de Bobby. “A chave é do armario no vestiario para que guarde suascoisas. Estamos na sala 2.” Após guardar seus pertences, Esmeralda encontrou Bobby e Eames nasala dois. Eles haviam feito um quadro com fotos das vitimas com informaçõessobre elas e, ao lado das fotos de rosto de cada um, as fotos da pericia.- Boa tarde. Estou muito atrasada? – perguntou assim que entrou.- Dez minutos. – Bobby disse olhando-a da cabeça aos pés e aprovando o queela havia vestido. Ela se aproximou do quadro, ficou olhando o que eles haviam montado.- Fui conversar com um professor da Faculdade Catolica. Padre Kowalski.- Sobre? -- Eames o olhou interrogativa.- O Omega na testa das vitimas. Ele me explicou que havia uma seita na idademedia, na cidade de Taormina, chamada de bambini di Omega. Uma seitasatanica, que identificava Lucifer como o Omega, o fim para um novo principio. 31
  32. 32. - E matavam gente? – Esmeralda quis saber sentando-se delicadamente.- Não. – Bobby não conteve um pequeno sorriso. – Foram mortos pelainquisição. E até onde ele saiba não haviam se propagado.- Como saberemos se é a mesma seita? – Eames o questionou.- Os integrantes faziam o sinal do Omega na testa. Como nossas vitimas, seubatismo era de sangue, dentro de um pentagrama.- Virgem Santa! – Esmeralda exclamou fazendo o sinal da cruz.- Ate que se sabe deles, faziam preces a Lucifer, bruxarias, orgias ebebedisses, mas, nada com assassinato. Ate serem dizimados pela inquisição.- Italianos. – Eames disse pensativa. Qual a provincia mesmo?- Taormina. É uma cidade no litoral. Hoje turistica.- Pode ser por isso que eles têm esse tipo fisico. Branco, cabelos negros... Umtipo italiano. Parece Marcelo Mastroiani. – Esmeralda observou. Bobby olhou as fotos. Pareciam italianos.- Pode ser. Eu falei com Eames e vamos entrevistar a noiva da primeira vitimapara saber se tinha alguma viagem marcada. Isak Tanvinsk.- Judeu? – ela perguntou pegando o processo.- Ortodoxo.- Essa seita está em atividade hoje? O padre soube dizer?- Eames perguntou.- Não. – Bobby olhou Eames. – Não tem noticia. Disse que vai investigar e meavisa. Deakins entrou na sala. Olhou Esmeralda.- Soube que teve dificuldades com os sapatos ontem.- Me precavi hoje. Detetive Goren me recomendou não andar como princesa. –ela alfinetou. O capitão sorriu. Olhou os dois.- Vao falar com a noiva da primeira vitima?- Sim. Queremos saber se Tanvinsk tinha alguma viagem no periodo que ficoudesaparecido. – Eames respondeu.- São homens que desaparecidos a familia teria chamado a policia. Então,devem ter se afastado por viagem, trabalho, de tal forma que a familia não sepreocupou.- O que é aquilo? Filhos de Omega? – ele quis saber. 32
  33. 33. - Uma seita. – Bobby respondeu. – Antiga, da idade média.- Assassinato ritualístico? – ele o encarou.- Não sei. São extremamente raros. Quase inexistentes. Mas, as característicasparecem ser.- Vão conversar com a noiva da primeira vitima. Mantenham-me informado. –olhou Esmeralda. – Me conte se ele lhe der muito trabalho. – apontou paraBobby.- Ele tem sido um lorde comigo. – ela sorriu, olhou Bobby vendo que elecorava.- Bom que seja. Vai acompanhá-los?- Sim.- Bom trabalho. – ele foi simpático.- Obrigada. Esmeralda acompanhou Bobby e Alex sem dificuldade desta vez.Deakins ficou observando-os se afastar. Tinha ficando “com a pulga atrás daorelha” com a troca de olhares entre Bobby e Esmeralda, um olhar, ele diria,muito cúmplice e apaixonado. Ayala Dinks era uma jovem mestiça, de cabelos encaracolados,pequena e magra. Usava um vestido de gola alta e mangas, em tom pastel,sapatos baixos. Uma típica jovem judia ortodoxa. A mãe dela, uma mulhernegra, usava um vestido preto abaixo do joelho observava calada a entrevistade Eames e Goren.- Srta. Dinks o seu noivo, ele tinha alguma viagem marcada? – Eamesperguntou.- Isak? Oh sim... Falei isso ao policial que veio aqui. Isak tinha um congressode engenharia em Miami. Por isso não dei por falta dele... Iria passar umasemana fora. – disse.- Oh sim. – Eames acentiu com a cabeça e acompanhou Esmeralda com oolhar percebendo que ela via as fotos do casal.- Quanto faltava para o casamento? – Bobby quis saber.- Trinta dias. – ela disse numa voz tímida, mas, sem emoção.- Devia estar ansiosa. – ele disse sem deixar de notar a falta de emoção najovem. - Isak estava ansioso?- Isak? – ela se espantou. – Isak não era muito ansioso, tudo estava sendo feitopelas nossas mães. 33
  34. 34. - Havia um roteiro de lua de mel? – ele quis saber.- Isak não queria. No final do ano iríamos a Israel.- Ah sim...- Bobby levantou-se. – Fotos de vocês? – perguntou indo olhar.- Sim.- Casal bonito. – ele observou.- Diziam. Pelo menos alguns. – ela disse num tom melancólico. Ele a olhou.- Dificuldades por causa da cor? – ele foi direto. Ayala olhou a mãe, depois para ele.- Alguns não concordavam.- É só isso detetive? – a mulher até então calada se manifestou.- Sim. – Bobby respondeu. – Obrigada por sua colaboração. Na rua ele andava lentamente para que Esmeralda os acompanhasse.- Viagem para Miami. Providencial. – Eames disse.- Não pareciam um casal entusiasmado com o casamento. – Bobby observou.– Vamos conversar com a viúva da segunda vitima, sra. Firolle. Esse eraitaliano mesmo. – observou. – E, depois checar os cartões de credito denossos amigos. Uma hora e meia depois a dupla de detetives estava na central. Bobbyfoi verificar os cartões de credito das vitimas. Esmeralda olhou Eames.- Você notou as fotos? – ela perguntou. Eames a olhou.- O casal de noivos e do corretor com a mulher, a família. Tive a impressão queeles posavam para fotos e não que tiraram fotos. – disse para a detetive.- Bobby disse isso. Acha que o relacionamento não era verdadeiro? – elaquestionou.- Foi o que me pareceu.- Nossos amigos não saíram de NY neste período. Hospedaram-se noWindsor. Um hotel caro e fino na cidade. – Bobby disse aproximando-se dasduas mulheres.- Windsor? – Esmeralda perguntou. – Tem certeza?- ela fez um ar de espanto- Sim. Por quê?- Bobby ficou curioso ao ver seu espanto. 34
  35. 35. - O Windsor oferece discretamente encontros gays.- O que? – Eames se espantou.- Sim, o Windsor oferece discretamente encontros gays. Patrocina festas ravese festas, digamos finas... Para gente da fina sociedade nova yorquina, homens,eu diria acima de qualquer suspeita.- Como você sabe disso? – Bobby quis saber.- Esqueceu que minha prima é um transex? Conheço bem os gays dessacidade. Acho que a Carmelita pode ajudar, porque se as vitimas foram aoWindsor, ou freqüentavam o Windsor como os cartões mostram, ela já deve tervisto. Ela freqüentava as festas finas. Foi assim que conheceu o Patrick.- Então. – Eames disse. – Vamos conversar com sua prima. No caminho Eames perguntou a Bobby.- Que Patrick é esse?- O Darling. – ele respondeu discretamente.- Darling? – ela se espantou. – Da família Darling, candidato ao senado? Elenão é casado?- Isso mesmo que você ouviu. O Darling. – ele sorriu e encerrou o assuntoquando viu que Esmeralda se aproximava. Carmelita os recebeu em seu café-restaurante. Emaes ficouimpressionada porque ela não parecia nem de longe um homem. Alta, loira, deolhos azuis, uma mulher belissima. Ouviu o que eles tinham a dizer e depoisolhou as fotos.- Sim. Conheço. Os tres. – disse. – Esse. – apontou Isak. – era frequentadordas raves. – Os outros dois nas festas mais sérias.- Tinham alguem fixo? – Eames quis saber.- Não. Variavam. Eram conhecidos como pegadores. Bem conhecidos por isso.- E tinham uma preferencia? – Bobby perguntou.- Travetis. Gostavam de travestis. Bem femininos, dá a impressão que se estácom uma mulher, não estando. Muito tipico de quem não se assume. – eladisse.- Têm frequentado as festas? – Bobby quis saber.- Não. Já faz um tempo que não vou. Tenho tido muito trabalho com o café. –Carmelita viu que uma das atendentes a chamava. – Mais alguma coisa? – elaperguntou.- Não Carmelita. – Bobby agradeceu. – Obrigado. 35
  36. 36. - Me deem licença.- O sistema interno de segurança deve ter alguma pista. Se ficaram comalguem, esse alguem subiu com eles. – Eames disse.- O gerente não vai mostrar, e a privacidade dos clientes? – Esmeraldaargumentou.- Posso ser bastante persuasivo quando preciso. – Bobby psicou um olho. –Acho que voce terá a chance de avaliar se sou violento e abusivo, agora! O gerente do hotel Windor era um homem baixo, de cabelobrilhantinado, olhos azuis e ar nervoso. Ele sorriu sem graça para Eames.- Senhora, não posso ceder os arquivos do circuito interno, preciso preservaras pessoas que frequentam esses eventos. Sinto muito.- Voce pode nos mostrar como um sinal de colaboração ou podemos pedirjudicialmente. – ela respondeu firme e secamente. Bobby começou a pegar as fotos que estavam na parede do escritóriocom algumas autoridades e celebridades. O homem ficou nervoso e selevantou indo até ele.- Por favor, detetive. – ele disse tomando uma das fotos de sua mão.- Não é a Madonna? – ele quis saber.- Sim. – o homem repos a foto no lugar e voltou-se para Bobby que tirava outrada parede. – É a Beyoncé? Uau, acho-a linda!- Por favor, não pode ver sem mexer?- o gerente disse angustiado.- Não. Mal habito desde criança. Sempre mexo. O senhor parece ser umhomem bem relacionado. – Bobby disse. – Muito mesmo. O Darling, donodeste hotel, ele sabe de suas festas, digamos, reservadas?- Senhor, sinto não poder ajudá-los. – disse voltando para a mesa seguido deperto por Bobby.- O que será que ele dirá quando souber que não colaborou com a policia? Emais, com o filho dele saindo ao Senado, acho que será muito ruim para osenhor quando ele souber que usa seu hotel para encontros gays e que, bem,há um assassino de gays atuando neste hotel, fazendo dele seu palco decaças? O que será que ele dirá? – Bobby parou diante do homem. Paul, o gerente, suava nervoso, engoliu a seco ajeitando a gravata.- Voce pode escolher como resolver isso. Ou colabora conosco ou voltamoscom um mandato. – Eames sorriu. 36
  37. 37. - E voce sabe... - Bobby disse com um sorriso inclinando-se para a esquerda. –Essas coisas de mandato, passam por muitas pessoas, logo... Fica dificilguardar da imprensa.- Não! – o homem deu um grito angustiado. – Imprensa não... Eu tenho clientesimportantes, não posso envolver o Windsor em um escandalo... – ele suavanervoso.- Então colabore! – Bobby deu um grito e bateu na mesa assustando o gerenteque deu um pulinho da cadeira.- Vejam o que precisam. – ele disse cansado. – Por favor... Sejam discretos.Vou levá-los a sala de segurança. O homem se levantou e pediu para que eles os seguissem.- Ainda bem que não cometi nenhum crime. – Esmeralda falou para Bobby. –Não te queria na minha cabeça. Ele sorriu triunfante.- Mas, eu estou em sua cabeça, em sua pele, e em todas as suas partes. –disse baixo para que somente ela pudesse ouvir.- Convencido. – ela o encarou. Bobby voltou a sorrir triunfante. Tinha tudo o que queria. 37
  38. 38. CAPITULO III Bobby ficou na central até tarde vendo as fitas de segurança do Windsornos dias em que as vitimas se hospedaram. Eames foi embora por volta desete horas e Esmeralda logo depois. Encontrou o que queria. Mas, o travesti era inteligente e organizado, nãodeixou verem seu rosto. O que chamou atenção de Bobby era que em seismeses o assassino ficara mais feminino, com mais seios e curvas. Com certezafizera uma intervenção estética. E saber onde a fizera era o que ele faria. Mas,não às dez horas da noite. Precisava dormir. Chegou à casa de Esmeralda eram mais de onze da noite. Olhou-adormindo na cama. Tomou um banho e depois fez um lanche. Deitou-se muitocansado, Esmeralda dormia profundamente, dessa vez sem maconha, elelevantou o edredom que a cobria e olhou seu pé machucado. Estava inchado eroxo. Sorriu, aquele pé machucado seria a forma de sair daquela situação daavaliação. Sabia o que tinha o que fazer. Saiu cedo no outro dia, mesmo com Esmeralda reclamando que eleprecisava tomar café, mas, explicou-lhe que tinha coisas a fazer antes dechegar à Central. Quando Esmeralda chegou, Bobby e Eames estavam prontos para sair econversar Carmelita novamente que deveria saber qual cirurgião plástico podiafazer uma cirurgia daquela extensão. Ela os acompanhou até o estacionamento das viaturas.- Deixe que eu dirijo. – Bobby disse a Eames pegando as chaves.- Tudo bem. – ela deu com os ombros e estranhando Bobby dirigir, ele nãogostava. 38
  39. 39. Bobby tomou caminho contrario ao do café de Carmelita. Eamesestranhou, mas, preferiu não dizer nada. Sentada no banco de trás Esmeraldaestranhou.- Nós não íamos falar com Carmelita?- Antes tenho outra coisa, muito importante para fazer. – ele disse sério.- Ta bom. – ela deu de ombros. Quinze minutos depois estavam em frente a uma clinica.- Vem, o medico está esperando por nós. – ele disse virando-se paraEsmeralda.- Como assim?- Vi seu pé ontem, está inchado e roxo. Vamos. – ele desceu do carro.- Bobby?! – Esmeralda ficou espantada vendo-o rodear o carro e abrir a porta.- Vamos ver este pé. – ele disse firmemente.- Mas...- Não tem, mas... Vamos Esmeralda o médico está esperando.- Deus do céu! Eu não preciso de médico.- Precisa. Precisa sim. Contrariada Esmeralda desceu do carro, acompanhou Bobby até oconsultório do medico que os recebeu educadamente.- Uma torção. – disse. – Depois de examiná-la e fazer raio-X. – Repouso, comuma botinha, terapia com gelo e remédio. – disse o médico chines, baixinho ede óculos.- Eu não posso ficar em repouso doutor... Eu estou trabalhando.- Mas, precisa. Ou a lesão vai piorar. De qualquer forma fará você parar.- Ponha a botinha. Ela fará tudo o que precisa ser feito. – Bobby a olhou comfirmeza.- Eu não preciso de pai...- Mas tem namorado. E eu cuido de você. Precisa fazer o que o medico estarecomendando, não seja criança. Esmeralda deu um suspiro contrariado. Não acreditava Virgem deGuadalupe, ele tinha armado uma para ela. O medico sorriu e fez a imobilização do pé de Esmeralda. Bobby apegou no colo e a levou até o carro, Eames quando os viu ficou espantada. 39
  40. 40. - O que houve? – perguntou abrindo a porta do carro.- Lesão. Vai ficar de repouso. – Bobby disse ajeitando-a no banco traseiro docarro. – Bem, segunda etapa princesa. – ele sorriu.- Isso não se faz. Você esta me tirando Bobby. – ela reclamou.- Estou cuidando de você. – ele fechou a porta e dirigiu-se ao volante. Esmeralda deu um suspiro vencido. Bem, iria para casa naquele dia edepois voltaria para o batente. Mas, espantada viu que não se dirigiam paraseu bairro.- Onde estamos indo? – ela perguntou.- Sua mãe está te esperando. – ele respondeu.- Minha mãe! – ela se espantou.- Eu te conheço e sei que não fará o repouso. Então estou levando você parasua mãe.- Não acredito! – Esmeralda passou a mão pelos cabelos. – Está me tratandocomo uma criança! Bobby não respondeu e continuou a dirigir, quinze minutos depoisestava diante do prédio dos pais de Esmeralda.- Eu volto logo. – disse para a parceira, saindo do carro e pegando Esmeraldano colo. O porteiro os cumprimentou com um sorriso e curioso de ver Esmeraldaentrando no colo daquele homem imponente.- Porque você esta fazendo isso? – ela perguntou quando ficaram sós noelevador.- Por quê? – ele a encarou, ficou sério e tenso. – Esmeralda, eu... – hesitou. –Eu te amo. Não consegue entender que te amo e não vou deixar você seprejudicar por minha causa e Eames? Não é o Winter ou qualquer burocrata dodepartamento que me importa. É você, somente você!- Mas, eu já te disse...- Esmeralda. Pensa... O que Kalil vai pensar quando souber de nós? Como elevai se sentir? Vai desacreditar de você. Isso pode te prejudicar muito. È o seutrabalho que voce ama. Não vale isso! Ela o encarou séria, ele tinha razão, Kalil se decepcionaria com ela.- Não vou esconder mais de ninguém sobre nós. Existe uma razão paraesconder das pessoas o que sentimos um pelo outro, depois de tudo quehouve entre nós? Depois da nossa manhã de amor? Diga-me? – ele a encaroumuito serio, a tensão aumentando. – Eu te amo. 40
  41. 41. - Bobby. – Esmeralda disse emocionada, a voz embargada. – Eu te amo muito. Ele sorriu. O elevador chegou ao andar onde os pais de Esmeraldamoravam. Ângela, mãe de Esmeralda esperava-os à porta.- Oh que delicado. – ela disse assim que os viu. – Que gentil traze-la assim. Com um sorriso entrou no apartamento, colocando Esmeralda no sofá.- Sra. Carver. Trouxe os remédios, ela tem que tomar de oito em oito horas efazer bolsa de gelo. Meia hora. Trouxe a bolsa também. E repouso. Quinzedias. - ele disse entregando a mulher os remédios e a bolsa de gelo.- Obrigada. Que gentil. – ela disse, olhou-o com seus olhos castanhosbrilhantes. – Ângela, me chame de Ângela, Sr. Goren.- Obrigado. Chame-me de Robert, por favor. - Bobby olhou Esmeralda. – Eutenho que ir. Eu ligo depois.- Tudo bem. – ela disse desanimada.- Tenho que ir. Não fique assim dulce, por favor. – ele disse com carinho,inclinou-se e beijou-lhe o alto da cabeça. Os olhos de Ângela brilharam de aprovação. Então era ele o namoradode sua filha, que ela escondia tão bem. Bobby olhou-a gentilmente e sorriu.- Eu o acompanho, Robert. – ela disse acompanhando-o até a porta. –Obrigada por trazê-la. Sei que é teimosa.- Eu ligo assim que puder. – ele disse preocupado.- Cuidarei dela. Fique tranqüilo. Tenha um excelente dia de trabalho. Ele sorriu e se despediu. Ângela voltou e encarou a filha.- Ele é bonitão. – disse. – Estava curiosa, queria saber quando iria conhecê-lo.Estranho ele é policial, não?- Sim.- Sempre disse que não queria namorar um policial. Que eram uns babões. –riu.- Bobby não é babão. Ele é diferente. É um homem inteligente, brilhante, depersonalidade.- Hum... Foi o que me pareceu. E bonito. Tão alto. Quanto ele mede?- Um e noventa e cinco. – Esmeralda respondeu com um sorriso.- E tem um jeitão de menino. Timido! Que gracinha!- Ele é um meninão. Uma criança grande. – sorriu dando um suspiroapaixonado. – Mi hijo, mi niño grande! 41
  42. 42. Eames aguardava Bobby no carro, assim que o viu entrar no carro sorriuironicamente.- Levou sua princesa? Bobby apenas sorriu.- Nunca te imaginei pagem de uma princesa. – ela ironizou.- Não faça isso. – ele disse firmemente. – Não ironize minha relação com ela.Por favor.- Está tão apaixonado assim? – ela o olhou percebendo que o incomodara.- Estou. Esmeralda não é qualquer mulher. É a mulher da minha vida. – elefechou o cinto de segurança. – Não a ironize!- Calma. Não precisamos brigar. Mas, convenhamos que é no mínimo umanamorada exótica. - sorriu.- Racismo. – ele a encarou sério. – Não podia imaginar uma atitude dessas devocê. Racismo?- Desculpe. – Eames preferiu não dizer mais nada, era melhor ficar calada.Mas, estava com raiva, com ciúmes, isso era verdade. Esmeralda ligou para Kalil e contou sobre o pé. Com ajuda de Ângela eRomerito, seu primo que sempre lhe servia de chofer, encontrou-se com ochefe no escritório. O libanês a esperava um tanto ansioso.- Oh, Esmeralda! Que lastima. – ele disse quando a viu entrar de botinha emsua sala.- Scarpin e Cais do Porto uma combinação explosiva. – ela riu. – Obrigada,Rome. – ela agradeceu ao primo que a ajudou a se locomover.- Te espero lá fora. – ele disse e saiu despendindo-se de Kalil com um acenode cabeça.- O que era urgente que precisava falar comigo mesmo com o pé imobilizado?- A avaliação. – disse com um suspiro. – Eu não posso seguir adiante.- Foi hostilizada pelos detetives? – ele a inquiriu preocupado.- Oh não! É que... – suspirou. – Bem... Eu e o detetive Goren... – engoliu aseco. - Nós somos namorados. Seria um conflito de interesses. Eu... Confessoque pensei em não dizer nada, mas, eu não podia decepcionar você e aequipe. Não posso continuar com a avaliação.- Namorados. – Kalil pareceu considerar o que ela dizia. – Bem, já desconfiava,porque a troca de olhares entre vocês era, eu diria, bem significativa. 42
  43. 43. Esmeralda sorriu.- Goren é um homem brilhante. Acho-o um homem de caráter e firmeza, é umexcelente policial. Parabéns. – disse com um sorriso. – Bem. – ele mudou deassunto. – Vou dizer ao Winter que você está impossibilitada por causa daluxação por quinze dias... Cozinho-o por enquanto.- Obrigada Kalil.- Quanto tempo estão namorando?- Quase um ano.- Sua família já sabe?- Só minha mãe. – ela sorriu. – Acho que quando meu pai souber ficará louco.- Não há por que... Goren é um homem decente. Todo pai quer um homemdecente para sua filha. Pelo menos eu acredito assim.- Eu espero. – ela suspirou, mas, não parecia muito certa disso. Depois que Esmeralda saiu, Kalil mandou um fax para Winter e Deakinsavisando que Esmeralda estava quinze dias impossibilitada de trabalhar.Winter ao ler o memorando praguejou baixinho, olhou Brodox.- O que vamos fazer? – ele perguntou.- Bem, aguardar o restabelecimento da senhorita Carver. Acho melhor.- É... - Winter disse com certo desanimo. – Essa avaliação está dando dor decabeça.- Não é melhor deixar de lado? – o homem disse. – Vamos aproveitar a luxaçãoda doutora e empurrar com a barriga. Pelo momento é melhor deixar de lado,será muito complicado. O Goren vai deixar um rastro. O pegaremos emmomento oportuno. Ele vai deixar...- Tem razão. – Winter sorriu. – Vingança é um prato que se come frio. – disseenfim. Deakins maneou a cabeça, parece que o scarpin tinha dado resultado,desconfiava que Bobby estivesse por detras disso. Bem, era melhor assim.Conviniente no momento.- Esmeralda falou com Kalil sobre nós. – Bobby disse para Eames assim quedesligou o celular.- O que você vai fazer? – ela perguntou. 43
  44. 44. - Contar para o capitão. Não tenho mais motivos para esconder minha relaçãocom ela. - disse levantando-se da mesa e indo em direção a sala do capitãoDeakins. Eames maneou a cabeça e ficou olhando-o se afastar. Bobby bateu áporta da sala de Deakins. O capitão mandou-o entrar.- Recebi o fax do dr. Kalil a doutora esta de repouso por quinze dias. Luxou opé. Foi no Cais? – ele perguntou assim que Goren entrou.- Sim. Ela tropeçou por causa dos sapatos. – ele respondeu.- Hum... Voce não fez de propósito, fez?- Não... Nunca a machucaria. – ele ficou surpreso.- Bem, a avaliação vai ficar suspensa até que ela se recupere. – sorriu.- Queria falar sobre a avaliação... - ele iniciou um tanto relutante.- Qual o problema? – o capitão o olhou intrigado.- Bem... - Bobby colocou as mãos no bolso da calça, estava tenso, nervoso,abaixou a cabeça e a levantou novamente, coçou a testa. – Eu e Esmeraldanós somos namorados. – disse de uma vez para não continuar a tensão. Deakins tentou a todo custo não parecer supreso, mas não houve comonão esconder. Bobby percebeu.- Voce? – disse impulsivamente.- Sim. Eu. – ele acentuou o eu. – Estou namorando a doutora Carver.- Desculpe. – Deakins sorriu sem jeito. – Não quis ofender... É que voces sãode universos tão diferentes. Ela filha de politico... Bobby sorriu de forma ironica. Deakins percebeu que estava piorando ascoisas.- Esmeralda contou ao Kalil. Ela não poderá continuar a avaliação. – ele dissepor fim após alguns instantes de silencio do chefe.- Sente-se detetive. – Deakins pediu. Bobby sentou-se na cadeira que ele indicava.- Quanto tempo estão namorando? – ele quis saber.- Um bom tempo. Quase um ano.- Voces são bastante discretos. – ele rebateu. 44
  45. 45. - Sim. Somos. Nós não queremos falatorio sobre nós, foi uma escolha conjuntade manter as coisas dessa maneira. – ele suspirou. – Bem... Mas, resolvemosassumir para a família, a relação amadureceu.- Bem, agora entendo os olhares de voces. – disse. – Me pareceram muitointimos. Então, a avaliação vai ficar com outro profissional.- Eu precisava colocar o senhor a par da situação. Deakins sorriu e maneou a cabeça.- Voce é um dos homens mais invejados do departamento. – riu. – O Carver vaimorrer quando souber. Bobby não pode deixar de sorrir.- Homem, mulher bonita dá trabalho. Muito trabalho. – ele deu uma gargalhada.– Tem sempre alguem na cola.- Tenho sido aplicado. – ele sorriu corando levemente. – Procuro ser aplicado,obstinadamente aplicado.- Então a chance de sucesso é grande. – ele riu. – E o caso? – ele mudou deassunto.- Não consegui nada com o cirurgião plastico, nenhum homossexual fez umaoperação de grande extensão nesses ultimos seis meses da extensão daquela.- E na clandestinidade?- Tambem não. Ele mudou o corpo de forma muito rapida.- Pode ter feito fora do estado.- Estou checando alguns estados... Mas, pode ter feito fora do país. Fica dificil.– ele maneou a cabeça. – Acho que não vamos achar assim. Penso quepodiamos atrai-lo.- Como? – Deakins gostava das ideias inusitadas de Goren.- Tenho o tipo fisico das vitimas. Poderia atrair o criminoso.- Goren é perigoso. Qualquer falha e voce ficará a mercer dele. – o capitãoponderou.- Eu sei. Eames não concordou.- Vamos continuar a investigação, essa será nossa ultima alternativa.- Obrigado. – Bobby levantou-se e se dirigiu para a porta. 45

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