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Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
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    Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros Document Transcript

    • PREFEITURA DE MONTES CLAROS Secretaria Municipal de SaúdePROTOCOLO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE NA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA MONTES CLAROS JANEIRO DE 2006
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA PREFEITO DE MONTES CLAROS ATHOS AVELINO PEREIRA VICE-PREFEITO SUED KENNEDH PARRELA BOTELHO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE JOÃO BATISTA SILVÉRIO GERENTE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE CÁSSIA PEROLA DOS ANJOS BRAGA GERENTE DE PLANEJAMENTO SIMONE VIANA DUARTE GERENTE DA ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS MÉRCIA MARIA FAGUNDES CHEFE DA DIVISÃO DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE - DIUBS DANILO FERNANDO MACEDO NARCISO CHEFE DA DIVISÃO E COORDENAÇÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DIESF LEANDRO DIAS DE GODOY MAIA_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA DOCUMENTO ELABORADO E REVISADO POR: ANDRA APARECIDA S. DIONÍSIO (Enfermeira) ANDRÉA BARBOSA DO AMARAL (Enfermeira) ANGELA GARDÊNIA D. VASCONCELOS (Enfermeira) ALEX SOARES LEITE DE FREITAS (Enfermeiro) ANTÔNIO PRATES CALDEIRA (Médico Pediatra) CARLA REJANE FIGUEIREDO (Enfermeira) CARLA VASCONCELOS AFONSO (Enfermeira) CAROLINA DOS REIS ALVES (Enfermeira) CLÁUDIA DANYELLA ALVES LEÃO (Enfermeira) CLÁUDIA MENDES CAMPOS VERSIANI (Enfermeira) CHRISTIANE BORGES EVANGELISTA (Enfermeira) CYNTHIA DANIELLA BARBOSA (Enfermeira) DANILO FERNANDO NARCISO (Médico de Família) DEIVIANE PEREIRA SILVA (Enfermeira) EDILENE OLIVEIRA AMARAL (Enfermeira) EMANUEL RODRIGUES (Enfermeiro) EVA PATRÍCIA PEREIRA ARAÚJO (Enfermeira) FABÍOLA AFONSO F. PEREIRA (Enfermeira) JANAÍNA MICHELLE SILVA (Enfermeira) JANETTE CALDEIRA FONSECA (Enfermeira) JOSÉ RONIVON FONSECA (Enfermeiro) JOYCE MARY DRUMOND LEMOS TEIXEIRA (Clínica Médica) JULIANO ARRUDA SILVEIRA (Médico Psiquiatra) KARINE SUENE M. ALMEIDA RIBEIRO (Enfermeira) KÊNIA SOUTO MOREIRA (Enfermeira) LEANDRO GODOY (Médico de Família) LUCIANA C. TAVARES (Enfermeira) MARDEN COSTA LOPES (Enfermeiro) MARIA ÂNGELA PINHEIRO (Médica Geriatra) MARIA APARECIDA FONTES (Enfermeira) MARIA FERNANDA VELOSO SILVA (Enfermeira) MARIA HELENA MOREIRA GONÇALVES (Enfermeira)_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA DOCUMENTO ELABORADO E REVISADO POR: MARIA LUIZA SANTIAGO (Médica Ginecologista) MARIZA ALVES BARBOSA (Enfermeira) MURILO CHARLES LEITE (Enfermeiro) ORLENE VELOSO DIAS (Enfermeira) PAULA CRISTINA FELIPE A. ALMEIDA (Enfermeira) TATIANA FRÓES NASCIMENTO (Enfermeira) VERÔNICA ISABEL VELOSO FONSECA (Enfermeira) WESLANE ALMEIDA CAVALCANTI (Enfermeira)_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA SUMÁRIOPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE NA REDE MUNICIPAL 6DE MONTES CLAROS...........................................................................PARTE I: SAÚDE DA CRIANÇA............................................................ 14PARTE II: SAÚDE DO ADOLESCENTE................................................. 28PARTE III: SAÚDE DA MULHER............................................................ 34PARTE IV: SAÚDE DO ADULTO............................................................ 99PARTE V: SAÚDE DO IDOSO............................................................... 111PARTE VI: DST/AIDS............................................................................. 123REFERÊNCIAS....................................................................................... 146ANEXOS.................................................................................................. 149_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 6 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE NA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA1 INTRODUÇÃO A Atenção Básica caracteriza-se como um conjunto de ações, decaráter individual ou coletivo, situada no primeiro nível de atenção dos sistemasde saúde, voltadas para a promoção da saúde, a prevenção de agravos, otratamento e a reabilitação. As responsabilidades dos municípios com a atençãobásica crescem progressivamente, na medida em que adquirem condições ecapacidade para ampliar suas atribuições e assumir a implementação de novasações e atividades. A Estratégia de Saúde da Família consolida-se cada vez mais como aforma mais eficaz e eficiente de reorganização dos serviços de saúde, incorpora ereafirma os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (SUS), estruturando-sea partir de uma Unidade Básica de Saúde da Família com um território deabrangência definido e uma equipe Multiprofissional constituída por médico,enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Este protocolo normatiza as ações dos profissionais inseridos nasUnidades de Saúde, no nível primário e secundário, validando na consulta deenfermagem a prescrição de medicamentos, os encaminhamentos de pacientese a solicitação de exames complementares, no município de Montes Claros. A Lei nº 7.498 de 25 de junho de 1986 que regulamenta o exercícioda enfermagem no Brasil é clara e garante o direito de todos que compõem aclasse de enfermagem (Art. 01). São pontos relevantes na prática do enfermeirocomo integrante da equipe de saúde, na atenção básica: a consulta deenfermagem, em toda a sua complexidade de execução (Art. 11, alínea i); aprescrição de medicamentos, desde que sejam estabelecidos em programas deSaúde Pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde (Art. 11 alínea c) esolicitação de exames de rotinas e complementares conforme resolução doConselho Regional de Enfermagem (COFEN) nº 271 de 2002._________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 72 OBJETIVOS Normatizar as ações dos profissionais inseridos nas Unidades de Saúde, desenvolvidas através de programas preconizados pelo Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais e Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros. Estruturar as consultas de enfermagem visando aumentar a resolubilidade, para evitar a fragmentação da assistência. Viabilizar a integração Multiprofissional e o trabalho em equipe. Integrar ensino, serviço e comunidade, de acordo com as normas deste protocolo.3 DESENVOLVIMENTO Todas as atividades desenvolvidas pelo profissional enfermeiro naconsulta de enfermagem, principalmente no nível de atenção básica à saúde,estão descritas neste protocolo por área de atenção, sendo: Saúde da Criança; Saúde do Adolescente; Saúde da Mulher; Saúde do Adulto; Saúde do Idoso; DST/AIDS. Os procedimentos são apresentados de forma detalhada, de maneira acomplementar a compreensão do leitor, baseados em literaturas do Ministério daSaúde. Outras áreas poderão ser incluídas, conforme a necessidade do serviço emediante ampla discussão entre a equipe multiprofissional._________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 84 ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO4.1 ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL A organização da assistência dentro do conceito de enfoque de riscosignifica também a utilização de profissionais disponíveis, visando o seu máximoaproveitamento. As atividades e responsabilidades da equipe são descritas a seguir,considerando-se as habilidades e capacidades de cada um de seus componentesfundamentados nos preceitos éticos e legais. Ressalta-se também que a integração entre as várias disciplinas eprofissionais é requisito fundamental para o alcance dos objetivos propostos.4.1.1 Pessoal Administrativo Acolher o usuário e visitantes; Prestar informação sobre o funcionamento das Unidades de Saúde; Agendar consultas e exames; Digitar dados da Unidade de Saúde; Organizar os recursos e materiais da Unidade de Saúde. Atender telefone; Realizar outras atividades designadas pela coordenação da equipe.4.1.2 Pessoal Zeladoria e Manutenção Acolher e informar usuários e visitantes; Realizar e manter a limpeza e a higiene adequada do local de trabalho; Comunicar ao coordenador da unidade a ocorrência de danos ao patrimônio público; Realizar o reparo de equipamentos._________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 94.1.3 Atribuições Comuns a Todos os Profissionais que Integram as Equipes Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis, com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas; Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais aquela população está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde; Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância à saúde e de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito; Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde no nível de atenção básica; Promover acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar; Prestar assistência integral à população adscrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalizada; Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde; Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas identificados; Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direito à saúde e as suas bases legais; Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos Conselhos Locais de Saúde e no Conselho Municipal de Saúde;_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 104.1.3.1 Médico Realizar consultas clínicas aos usuários da sua área adscrita; Executar as ações de assistência integral em todas as fases do ciclo de vida: criança, adolescente, mulher, adulto e idoso; Realizar consultas e procedimentos na USF, no domicílio e diferentes ambientes: escolas, creches, asilos, fábricas, etc; Realizar as atividades clínicas correspondentes às áreas prioritárias na intervenção na atenção básica, definidas na norma operacional da assistência à saúde NOAS 2001; Aliar a atuação clínica à prática da saúde coletiva; Fomentar a criação de grupos de patologias específicas, como de hipertensos, de diabéticos, de saúde mental, etc.; Realizar o pronto atendimento médico nas urgências e emergências; Encaminhar aos serviços de maior complexidade, quando necessário, garantindo a continuidade do tratamento na USF, por meio de um sistema de acompanhamento e de referência e contra-referência; Realizar pequenas cirurgias ambulatoriais; Indicar internação hospitalar; Solicitar exames complementares; Verificar e atestar óbito.4.1.3.2 Enfermeiro Realizar cuidados diretos de enfermagem nas urgências e emergências clínicas, fazendo a indicação para a continuidade da assistência prestada; Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares, prescrever/transcrever medicações, conforme protocolos estabelecidos nos programas do ministério da saúde e as disposições legais da profissão; Planejar, gerenciar, coordenar, executar e avaliar as atividades da Unidade Básica de Saúde da Família USF; Executar as ações de assistência em todas as fases do ciclo de vida; No nível de suas competências, executar assistência básica e ações de vigilância epidemiológica e sanitária;_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 11 Realizar ações de saúde em diferentes ambientes: na Unidade Básica de Saúde da Família, no domicílio, escolas, creches, asilos, fábricas, etc; Realizar as atividades de assistência à saúde correspondentes às áreas prioritárias para intervenção na Atenção Básica, definidas pelo Sistema Único de Saúde - SUS; Aliar a atuação clínica à prática da saúde coletiva; Organizar e coordenar a criação de grupos de patologias específicas, como de hipertensos, de diabéticos, de saúde mental, etc; Supervisionar e coordenar ações para capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde e de auxiliares de enfermagem, com vistas ao desempenho de suas funções; Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis, com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, ambientais, demográficas e epidemiológicas; Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da área adscrita está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde; Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância à saúde e de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto e de respeito; Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde no nível de atenção básica em sua área de competência; Promover acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar; Prestar assistência à população adscrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalizada; Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde;_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 12 Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas identificados; Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direito à saúde e as suas bases legais; Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos Conselhos Locais de Saúde e no Conselho Municipal de Saúde; Atender às normas de higiene e segurança do trabalho. Executar outras atividades correlatas.4.1.3.3 Técnico ou Auxiliar de Enfermagem Realizar procedimentos de enfermagem dentro das suas competências técnicas e legais; Realizar procedimentos de enfermagem nos diferentes ambientes, USF e nos domicílios, dentro do planejamento de ações traçado pela equipe; Preparar o usuário para consultas médicas e de enfermagem, exames e tratamento na USF; Zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependências da USF, garantindo o controle de infecção; Realizar busca ativa de casos, como tuberculose, hanseníase e demais doenças de cunho epidemiológico; No nível de suas competências, executar assistência básica e ações de vigilância epidemiológica e sanitária; Realizar ações de educação em saúde nos grupos de patologias específicas e às famílias de risco, conforme planejamento da USF.4.1.3.4 Agente Comunitário de Saúde Realizar mapeamento de sua área; Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro; Identificar indivíduos e famílias expostos a situações de risco; Identificar áreas de risco;_________________________________________________________________
    • PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA 13 Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário; Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, nas áreas prioritárias da atenção básica; Realizar, por meio de visita domiciliar, acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade; Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco;4.2 AGENDAMENTO Específico para cada Unidade de Saúde.4.2.1 REQUISITOS BÁSICOS Equipe treinada; Área física adequada; Equipamentos e instrumental mínimos; Recursos didáticos para as atividades coletivas._________________________________________________________________
    • Parte I SAÚDE DA CRIANÇAPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 15 ÍNDICE1.1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 161.2 OBJETIVOS.......................................................................................................... 161.3 ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO............... 17 1.3.1 CONCEITOS............................................................................................... 17 1.3.2 OBJETIVOS................................................................................................ 17 1.3.3 OPERACIONALIZAÇÃO............................................................................. 17 1.3.4 AVALIAÇÃO E CONDUTA DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO..... 19 1.3.4.1 Peso/Idade............................................................................................... 19 1.3.4.2 Condutas Recomendadas para algumas Situações de Crescimento da Criança até 05 anos.................................................................................. 20 1.3.4.3 Perímetro cefálico.................................................................................... 22 1.3.4.4 Estatura/Idade.......................................................................................... 23 1.3.4.5 Condutas Recomendadas para algumas Situações no Desenvolvimento da Criança até 05 anos................................................ 231.4 ROTEIRO PARA PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS PROFILÁTICOS.......... 241.5 CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA SES/MG ADOTADO PELO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS................................................................... 251.6 EVENTOS ADVERSOS........................................................................................ 251.7 ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA-AIDPI 26 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 161.1 INTRODUÇÃO O desenvolvimento humano é um processo que envolve mudanças emtodo o organismo, desde a concepção até a morte, e está relacionado aosprocessos biológicos, psicológicos e sociais. O termo criança corresponde à faixa etária do nascimento até os 10anos de idade e esse processo de crescimento e desenvolvimento desenvolve-se àmedida que os seus corpos interagem com o ambiente tornando-se mais aptospara estruturar e realizar ações que exijam força e complexidade. O pensar e o agir das crianças variam em diferentes situações e idadese, cabe ao profissional de saúde se instrumentalizar para a realização das ações econdutas clínicas. A atenção continuada à saúde da criança e da família realiza-se pormeio de três níveis de prevenção: a prevenção primária oportuniza as açõespromocionais prevenindo as intercorrências; a prevenção secundária favorece odiagnóstico precoce e o tratamento das doenças e a prevenção terciária orienta areabilitação se houver incapacidade.1.2 OBJETIVOS Prestar assistência à criança e à família de forma integral contribuindo para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Realizar acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento das crianças de 0 a 5 anos. Realizar vigilância em saúde através de ações sistematizadas objetivando a redução da morbi-mortalidade infantil. Promover e incentivar o aleitamento materno e as práticas alimentares adequadas à faixa etária. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 171.3 ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO1.3.1 CONCEITOS Crescimento: Significa aumento físico do corpo, como um todo ou em suas partes, e pode ser medido em termos de centímetros ou de quilogramas. Desenvolvimento Psicossocial: É o processo de humanização que inter- relaciona aspectos biológicos, psíquicos, cognitivos, ambientais, socioeconômicos e culturais; mediante o qual a criança vai adquirindo maior capacidade para mover-se, coordenar, sentir, pensar, interagir com os outros e o meio que a rodeia; em síntese é o que lhe permitirá incorporar-se de forma ativa e transformadora, à sociedade em que vive.1.3.2 OBJETIVOS Fazer vigilância à saúde da criança de 0 a 05 anos; identificando aquelas de maior risco de morbi-mortalidade, sinalizando o alarme precoce para a desnutrição; Estabelecer condutas curativas dirigidas aos processos patológicos presentes; Estabelecer condutas preventivas, adequadas a cada idade, sobre vacinação, alimentação; Estimular cuidados gerais com a criança em um processo contínuo de educação para a saúde.1.3.3 OPERACIONALIZAÇÃO Crianças de 0 a 05 anos, residentes na área de abrangência, serão acompanhadas mensalmente pela equipe de Saúde da Família e a consulta de puericultura seguirá o calendário mínimo de consultas para "Assistência à criança" preconizado pelo Ministério da Saúde: até 15 dias de vida, 1, 2, 4, 6, 9, 12, 15 e 24 meses; 3, 4 e 5 anos. Ressalva para as crianças menores de 01 ano que poderão ser acompanhadas mensalmente, se as condições de oferta permitirem. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 18 A consulta de puericultura consistirá em: a) Queixa principal, História da Moléstia Atual, História Pregressa, História Familiar e História Social; b) Avaliação do estado nutricional, alimentação e hidratação; c) Situação vacinal; d) Triagem Neonatal (Teste do Pezinho); e) Avaliação do sono e repouso, eliminações e higiene; f) Desenvolvimento psicomotor; g) Exame físico: - Dados antropométricos: peso, altura, perímetro cefálico. - Sinais vitais: temperatura, respiração, pulso e pressão arterial (se necessário). - Proceder a exame dos segmentos: crânio, face, olhos, ouvido, nariz, orofaringe, pescoço, tórax, abdome, membros e genitais. h) Terapêutica conforme estratégia do AIDPI, descritos neste protocolo adiante; i) Referenciar ao atendimento especializado, serviço de referência ou serviço de maior complexidade, nas seguintes situações: - Crianças menores de 02 anos com peso entre P3 e P0.1 se não estiver ganhando peso. - Crianças menores de 02 anos com peso entre P3 e P0.1 e peso/altura menor que P3. - Peso muito baixo (menor que P0.1), sem sinais clínicos de desnutrição. - Formas clínicas de desnutrição protéico-calórica: marasmo, Kwashiokor ou formas mistas. - Perímetro cefálico fora da faixa entre os percentis 10 e 90. - Déficits muito acentuados de estatura, principalmente em crianças com dietas adequadas. - Persistência do atraso do desenvolvimento psicossocial para idade por mais de 02 consultas (ou ausência do marco no último quadro sombreado da ficha de acompanhamento do desenvolvimento/MS). - E outros casos que se fizerem necessários. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 191.3.4 AVALIAÇÃO E CONDUTA DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO1.3.4.1 Peso/Idade Para avaliação da curva de crescimento individual de uma criança,considerar dois aspectos: 1º) Na primeira medição, observar a posição do peso em relação aos pontos de corte superior e inferior: - Acima do percentil 97: classificar como sobrepeso. - Entre os percentis 97 e 3: faixa de normalidade nutricional. - Entre os percentis 10 e 3: classificar como risco nutricional. - Entre os percentis 3 e 0.1: classificar como peso baixo. - Abaixo do percentil 0.1: classificar como peso muito baixo. 2º) Nas medições seguintes, observar a posição e também o sentido do traçado da curva de crescimento da criança: - Posição da linha que representa o traçado de crescimento da criança: entre os percentis 97 e 3, corresponde ao caminho da saúde. - O sentido do traçado da curva da criança (ascendente, horizontal ou descendente). É desenhada em linha contínua a partir da ligação de dois ou mais pontos com intervalos não superiores a dois meses. Intervalos maiores devem ser desenhados com linhas pontilhadas para chamar a atenção. Instrumentos e técnicas de medição antropométrica: consultar o caderno deAtenção Básica de Saúde da Criança/MS. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 201.3.4.2 Condutas Recomendadas para Algumas Situações de Crescimento da Criança até 05 anosPosição do Inclinação da Condição do Conduta Peso Curva Crescimento Verificar a existência de erro alimentar, orientar a mãe para uma alimentação mais adequada de acordo com as normas para a alimentação da criança sadia, excetuando-se bebês em aleitamento Alerta: risco de materno exclusivo. Dieta com > P 97 Ascendente sobrepeso e restrição calórica só são obesidade recomendadas para criança a partir dos 4 anos com peso/altura > P 97. Verificar e estimular a atividade física regular, principalmente para criança acima de 4 anos. Marcar retorno para 30 dias. Parabenizar a mãe pelo crescimentoEntre P 97 e satisfatório da criança. Ascendente Satisfatório P 10 Marcar retorno de acordo com o calendário mínimo de consultas. Investigar possíveis intercorrências que possam justificar a diminuição da velocidade do crescimento e registrá-Entre P 97 e Horizontal ou Alerta las no cartão. P 10 descendente Tratar as intercorrências conforme este protocolo. Marcar retorno para 30 dias. Investigar possíveis causas com atenção especial para desmame, dentição, intercorrências infecciosas,Entre P 10 e formas de cuidado com a criança e Ascendente Alerta P3 afeto, informar à mãe. Tratar as intercorrências conforme este protocolo. Marcar retorno para 30 dias. Abaixo do Referir imediatamente para serviços P0,1 com Formas clínicas de de maior complexidade ou serviços presença de Ascendente, desnutrição protéico- de referência.sinais clínicos horizontal ou calórica: marasmo, de formas descendente. Kwashiokor ou graves de formas mistas. desnutrição PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 21Posição do Inclinação da Condição do Conduta Peso Curva Crescimento Investigar possíveis causas com atenção especial para desmame, alimentação, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança, afeto, higiene e informar a mãe. Insatisfatório:Entre P 10 e Horizontal ou Tratar as intercorrências conforme classificar como risco P3 descendente este protocolo. nutricional Orientar a mãe sobre alimentação especial visando o ganho de peso. Encaminhar para o serviço social se disponível. Realizar nova consulta em intervalo máximo de 15 dias. Investigar possíveis causas com atenção especial para desmame, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, alimentação complementar adequada para a idade e informar a mãe. Se a criança não ganhar peso, referir para a avaliação médica. Ascendente, Entre P 3 e Tratar as intercorrências conforme horizontal ou Peso baixo P 0,1 este protocolo. descendente Encaminhar para o serviço social se disponível. Realizar nova consulta em intervalo máximo de 15 dias. Encaminhar a criança maior de 2 anos se peso/altura for < P 3, tratar como peso muito baixo ou encaminhar para a avaliação médica. Investigar possíveis causas com atenção especial para desmame, dentição, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, informar a mãe. Tratar as intercorrências conforme este protocolo. Abaixo do Encaminhar para o serviço social se P0,1 sem Ascendente, disponível. presença de horizontal ou Peso muito baixo Ensinar a mãe a preparar e oferecersinais clínicos descendente. à criança uma dieta hipercalórica ede desnutrição hiperproteica. (Consultar o caderno de Atenção Básica de Saúde da Criança /MS, ANEXO 8). Tratar a desnutrição em casa ou encaminhar para avaliação médica para investigar outras causas. Realizar nova consulta em intervalo máximo de 15 dias. FONTE: Caderno de Atenção Básica de Saúde da Criança / M.S, 2002. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 221.3.4.3 Perímetro Cefálico Importante variável para avaliar crescimento da cabeça/cérebro decrianças nos dois primeiros anos de vida. A avaliação do perímetro cefálico é umamedida indissociável da avaliação do desenvolvimento. O perímetro adequadositua-se entre os percentis 10 e 90 (faixa de normalidade), conforme quadro abaixo. Quadro do perímetro cefálico de meninos e meninas de 0 a 2 anos em centímetros. Idade Idade P 10 (cm) P 90 (cm) P 10 (cm) P 90 (cm) (meses) (meses)Nascimento 33,0 36,0 9 meses 43,3 46,3 1 mês 35,5 39,0 10 meses 43,8 46,6 2 meses 37,5 40,9 11 meses 44,4 47,0 3 meses 38,8 42,1 12 meses 45,0 47,5 4 meses 39,5 43,0 15 meses 45,5 48,3 5 meses 40,8 43,8 18 meses 46,0 49,1 6 meses 41,5 44,5 21 meses 46,5 49,8 7 meses 42,2 45,2 24 meses 47,0 50,5 8 meses 43,0 46,0 - - -Fonte: NCHS, 1997 (Nacional Center for Health Statistcs) Entretanto, destaca-se a relevância de encaminhamento precoce decasos que, embora estejam em entre os percentis 10 e 90, tenham sofrido umaumento súbito ou estejam estabilizados, sobretudo se existe concomitantecomprometimento do desenvolvimento. FLUXOGRAMA Perímetro cefálico fora da faixa de normalidade Encaminhar para avaliação médica para afastar diagnóstico de microcefalia ou hidrocefalia PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 231.3.4.4 Estatura/Idade O ganho de estatura é um bom parâmetro para avaliação docrescimento da criança por ser acumulativo, progressivo e não sofrer regressões,mas é lento para refletir o problema agudo de saúde e nutrição da criança. Opercentil 3 é o limite abaixo do qual a criança pode ser considerada com baixaestatura. Diante de déficits de estatura (< percentil 03) deve-se investigar acausa (dieta insuficiente em quantidade e/ou qualidade e história de infecções derepetição no passado ou ainda persistente no presente). Conduta: orientaçãoalimentar e cuidados gerais, objetivando a recuperação total ou parcial destedéficit. FLUXOGRAMA Déficits muito acentuados (muito abaixo do percentil 3) sobretudo em crianças de famílias de boas condições socioeconômicas Referenciar ao medico para afastar diagnóstico de doenças metabólicas genéticas ou infecções crônicas que interferem no crescimento.1.3.4.5 Condutas Recomendadas para algumas Situações no Desenvolvimento da Criança até 05 anos 1. Presença da resposta esperada para a idade: a criança está se desenvolvendo bem e o profissional de saúde deve seguir o calendário de consulta; 2. Falha em alcançar algum marco do desenvolvimento para a idade: antecipar a consulta seguinte; investigar a situação ambiental da criança, a relação com a mãe e a oferta de estímulos. Orientar a mãe para brincar e PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 24 conversar com a criança durante os cuidados diários e realizar os estímulos conforme a etapa funcional ou do desenvolvimento; 3. Persistência do atraso por mais de duas consultas ou ausência do marco no último quadro sombreado: referenciar a criança para a avaliação médica ou serviço de maior complexidade.OBS.: Como roteiro de observação e identificação de crianças com prováveis problemas de desenvolvimento, incluindo alguns aspectos psíquicos, utilizar a ficha Acompanhamento do Desenvolvimento adotado pelo Ministério da Saúde (consultar caderno de Atenção Básica nº 11 de Saúde da Criança/MS, 2002, pág.93).1.4 ROTEIRO PARA PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS PROFILÁTICOSVitamina A+D: a partir do 1º mês de vida para todas as crianças prematuras atécompletar 6 meses. Após este período, manter conforme avaliação médica. Vitamina A+D(CEME) 10 - 12 gotas/diaSulfato ferroso: profilático até 2 anos, da seguinte forma: - Lactentes a termo em aleitamento exclusivo: a partir do 6º mês, 1mg/kg/dia; - Lactentes a termo em aleitamento misto: a partir do 4º mês,1mg/kg/dia; - Lactentes prematuros ou com baixo peso ao nascer: após 30º dia de vida 2mg/kg/dia por dois meses. A seguir, manter esquema 1mg/kg/dia até 24 meses de vida. Ex.: Criança 2kg 2mg x peso 2mg x 2kg = 4mg Se o sulfato ferroso apresenta 25 mg em 20 gotas, é usada a regra de três: 4 mg x gotas 25 mg 20 gotas Resultado = 3 gotas por dia. Vitamina A (mega dose): - 100.000 UI = a partir do 6º mês de vida, uma dose apenas até 1 ano. - 200.000 UI = a partir de 01 ano, a cada 6 meses até completar 05 anos. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 251.5 CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA SES/MG ADOTADO PELO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS IDADE VACINAS Nascimento BCG/ Hepatite B 2 meses Hep. B(2) Pólio e tetravalente (1) 4 meses Pólio e tetravalente (2) 6 meses Pólio e tetravalente (3) ; Hep.B (3) 9 meses Febre amarela 12 meses Tríplice viral 15 meses Pólio e DTP 5 anos DTP (2-R) ; Tríplice viral 10 anos BCG® Atentar para a formação da cicatriz da BCG, caso não se forme ou fique com cicatriz < 3 mm, revacinar 06 meses após a primeira aplicação. dT de 10 em 10 anos, contados a partir da última dose de DTP; Reforço de Febre Amarela de 10 em 10 anos;1.6 EVENTOS ADVERSOS As reações pós-vacinais devem ser investigadas e notificadas em formulário próprio, que deve ser encaminhado à Seção de Vigilância Epidemiológica. Em caso de evento local grave relacionado a BCG, encaminhar ao ambulatório de Tisiologia (Policlínica Dr. Carlos José do Espírito Santo) para avaliação médica, com ficha de eventos adversos preenchida. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 261.7 ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA - AIDPI O objetivo da estratégia AIDPI não é estabelecer um diagnóstico de umadeterminada doença, mas identificar sinais clínicos que permitam avaliar, classificar erealizar a assistência requerida; realizar encaminhamento urgente a um hospital,tratamento ambulatorial ou orientação para cuidados e vigilância no domicílio. Os enfermeiros capacitados para a aplicação da estratégia AIDPI estãohabilitados a implementar todas as ações preconizadas, inclusive as terapiasmedicamentosas. As condutas de atenção integrada incluem os tratamentos de criançasdoentes que chegam à atenção básica; entretanto, não incluem todas as doenças queacometem essa faixa etária, e sim, as doenças prevalentes que contribuem para oaumento da morbi mortalidade infantil. A estratégia AIDPI é apresentada em uma série de quadros que mostram aseqüência e a forma dos procedimentos a serem adotados pelos profissionais desaúde, que descrevem os seguintes passos (ver manual de quadros do AIDPI): 1. Avaliar a criança doente de 02 meses a 05 anos de idade ou de 01 semana a 02 meses de idade; 2. Classificar a doença; 3. Identificar o tratamento; 4. Tratar a criança; 5. Aconselhar a mãe ou o acompanhante; 6. Consulta de retorno. O AIDPI contempla alguns aspectos: Sinais gerais de perigo; Tosse ou dificuldade para respirar; Diarréia; Febre; Problema no ouvido; Desnutrição; Anemia; Alimentação. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA CRIANÇA 27 No conjunto das ações, são enfatizadas as práticas de cuidadosdomiciliares que visam a prevenção do agravamento dos quadros e a recuperação dasaúde.Veja o manual de quadros de conduta que subsidia as ações da estratégia na partede AIDPI. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Parte II SAÚDE DO ADOLESCENTEPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADOLESCENTE 29 ÍNDICE2.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 302.2 OBJETIVOS........................................................................................................ 302.3 POPULAÇÃO ALVO ......................................................................................... 302.4 CONSULTA DE ENFERMAGEM COM ADOLESCENTES....................... 30 2.4.1 Anamnese................................................................................................ 31 2.4.2 Exame Físico........................................................................................... 31 2.4.3 Solicitação de Exames Laboratoriais de Rotina............................... 322.5 CONSULTA ESPECÍFICA........................................................................ 32 2.5.1 Ginecológica..................................................................................... 32 2.5.2 Ações complementares.................................................................... 33 2.5.3 Práticas Educativas Coletivas.......................................................... 33 2.5.4 Prescrição........................................................................................ 33 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADOLESCENTE 302.1 INTRODUÇÃO A adolescência compreende a faixa etária que vai dos 10 aos 19 anosde idade. É nesse período que ocorrem importantes transformações no corpo(puberdade), no modo de pensar e agir e no desempenho dos papéis sociais.Essas transformações, tanto físicas quanto emocionais e sociais, provocammudanças importantes nas relações do adolescente com ele mesmo, com a famíliae com os amigos e companheiros. Com tudo isso acontecendo, os adolescentespodem adotar alguns comportamentos de risco associados à expressão dasexualidade, ao envolvimento com atos violentos ou uso/abuso de drogas. Cadaum desses eventos pode trazer conseqüências danosas para a saúde, sofrimentopara seus familiares e prejuízo para toda a sociedade.2.2 OBJETIVOS Atender ao adolescente numa visão biopsicossocial, enfatizando a promoção da saúde, prevenção dos agravos, tratamento e reabilitação, visando a melhoria da sua qualidade de vida; Acompanhar o crescimento e desenvolvimento do adolescente.2.3 POPULAÇÃO ALVO Adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos.2.4 CONSULTA DE ENFERMAGEM COM ADOLESCENTES A consulta com o adolescente deve obedecer , na medida do possível,as seguintes etapas: 1)Entrevista com a família 2) Entrevista só com o adolescente PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADOLESCENTE 31 3)Exame físico do adolescente 4)Diagnóstico e Plano de Cuidados2.4.1 Anamnese Motivo da consulta Coletar dados sócio-econômicos e culturais Antecedentes pessoais Antecedentes familiares, estrutura e dinâmica familiar; Nível de escolaridade , anos aprovados, rendimento escolar e interesse. Hábitos sociais, aceitação no grupo social, amigos,namoro, atividades realizadas, prática de esporte; Uso de drogas lícitas e ilícitas; Hábitos alimentares; Sono e repouso; Pensamentos ou tentativas prévias de suicídio, Ambições (Motivações, planos para o futuro) Antecedentes gineco-urológicos: menarca/espermarca, ciclos menstruais, doenças sexualmente transmissíveis; secreção peniana alterada, gestações, abortamentos e filhos; Sexualidade: dúvidas, atividade sexual, preferência sexual, número de parceiros, idade de início das relações sexuais; problemas durante o coito, uso de métodos contraceptivos, abuso sexual.2.4.2 Exame FísicoAvaliação de: Aspecto geral; índice de massa corpórea, peso para idade, estatura para idade e velocidade de crescimento (gráfico); Pele (acne) e anexos; Acuidade visual e auditiva; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADOLESCENTE 32 Boca e dentes; Pescoço e tireóides; Tórax e mamas; Aparelho cardiovascular; Abdômen; Aparelho geniturinário; Escala de Tanner ; Extremidades.2.4.3 Solicitação de Exames Laboratoriais de Rotina: OBSERVAÇÃO: A solicitação dos exames será criteriosa. Vide condutas de: - Saúde da mulher (Pré-natal, Prevenção de Câncer de Mama e Colo Uterino); - DST s/AIDS; - Planejamento Familiar.2.5 CONSULTA ESPECÍFICA2.5.1 Ginecológica Idade ginecológica (data da menarca); Exame das mamas; Exame especular e coleta de material para colpocitologia oncótica e exame a fresco; Orientação sexual com prescrição de método contraceptivo, prevenção e tratamento de vulvovaginites e DST s. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADOLESCENTE 332.5.2 Ações Complementares Referências para consultas e serviços especializados e práticas educativas coletivas.2.5.3 Práticas educativas coletivas Temas a serem trabalhados: Planejamento familiar; DST/AIDS; sexualidade; auto-exame de mamas; câncer cérvico-uterino e de mamas; uso de drogas lícitas e ilícitas; alterações corporais e psico-emocionais durante a puberdade; gestação na adolescência; entre outros.2.5.4 Prescrição Vide condutas de: Saúde da mulher (Pré-natal, Prevenção de Câncer de Mama e Colo Uterino); DST s/AIDS; Planejamento Familiar. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Parte III SAÚDE DA MULHERPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER ÍNDICE3.1 INTRODUÇÃO............................................................................................................. 373.2 OBJETIVO GERAL...................................................................................................... 373.3 POPULAÇÃO ALVO.................................................................................................... 373.4 PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÙTERO E MAMA................................... 37 3.4.1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 37 3.4.2 OBJETIVOS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM.......................................... 38 3.4.3 PÚBLICO ALVO................................................................................................ 38 3.4.4 PERIODICIDADE PARA REALIZAÇÃO DO PAPANICOLAU.......................... 39 3.4.5 CONSULTA DE ENFERMAGEM....... .............................................................. 39 3.4.5.1 Anamnese...................................................................................................... 39 3.4.5.2 Exame Físico................................................................................................. 39 3.4.5.2.1 Mamas........................................................................................................ 40 3.4.5.2.2 órgãos genitais externos............................................................................ 41 3.4.5.3 Coleta de Material para o Papanicolau.......................................................... 41 3.4.5.4 Teste de Schiller............................................................................................ 42 3.4.5.5 Teste das Aminas/ ou KOU .......................................................................... 42 3.4.5.6 Solicitação de Exames .................................................................................. 43 3.4.5.7 Prescrição...................................................................................................... 43 3.4.5.8 Seguimentos/Resultados dos Exames.......................................................... 43 3.4.6 Papanicolau...................................................................................................... 43 3.4.7 Competências dos Integrantes da Equipe de Saúde........................................ 45 3.5.7.1 Agente Comunitário de Saúde...................................................................... 45 3.5.7.2 Auxiliar de Enfermagem................................................................................. 45 3.5.7.3 Enfermeiro..................................................................................................... 46 3.5.7.4 Médico .......................................................................................................... 463.6 PRÉ-NATAL................................................................................................................ 48 3.6.1 INTRODUÇÃO................................................................................................. 48 3.6.2 OBJETIVO........................................................................................................ 48 3.6.3 DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ ...................................................................... 48 3.6.4 CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO................................................... 50 3.6.5 CONSULTA DE PRÉ-NATAL .......................................................................... 50 3.6.5.1 ANAMNESE................................................................................................... 50 3.6.5.1.1 Roteiro da primeira consulta....................................................................... 50 3.6.5.2 SOLICITAÇÃO DE EXAMES......................................................................... 53 3.6.5.2.1 Primeira Consulta....................................................................................... 53 3.6.5.2.2 Consultas subseqüentes............................................................................ 54 3.6.5.3 MÉTODOS PARA CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL (IG) ................... 55 3.6.5.4 SOLICITAÇÃO DE ULTRA SOM................................................................... 56 3.6.5.5 MÉTODO PARA CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP)...... 56 3.6.6 EXAME FÍSICO............................................................................................. 57 3.6.7 CRITÉRIOS PARA ENCAMINHAMENTO DA GESTANTE PARA O ALTO RISCO ....................................................................................................................... 58 3.6.8 ROTEIRO PARA ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS EXAMES.................... 61 3.6.8.1 Tipagem Sanguínea............................................................................ 61 3.6.8.2 Dosagem de Hemoglobina (Hb) ........................................................... 61 3.6.8.3 Sorologia para Sífilis (Vdrl) .................................................................. 62 3.6.8.4 Glicemia de Jejum.............................................................................. 62 3.6.8.4.1 Detectar Diabetes Mellitus Gestacional............................................... 62 3.6.8.4.2 Fatores de risco............................................................................... 62 3.6.8.5 Urina Rotina .................................................................................................. 63 3.6.8.5.1 Tratamento de infecção urinária ................................................................ 64 3.6.8.6 Toxoplasmose.................................................................................... 64 3.6.8.7 Rubéola............................................................................................ 65 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 3.6.8.8 Anti-HIV............................................................................................ 65 3.6.8.9 Citologia oncótica............................................................................... 65 3.6.9 OUTROS ACHADOS CLÍNICOS............................................................. 65 3.6.9.1 Hipertensão....................................................................................... 65 3.6.9.2 Edema.............................................................................................. 66 3.6.9.3 Ganho de peso 67 3.6.10 ACOMPANHAMENTO DA MEDIDA DA ALTURA UTERINA/ CRESCIMENTO FETAL......................................................................... 67 3.6.11 VACINAÇÃO DA GESTANTE........................................................................ 67 3.6.12 QUEIXAS MAIS FREQÜENTES NA GESTAÇÃO NORMAL E CONDUTAS................................................................................................... 69 3.6.13 COMPETÊNCIAS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE DE SAÚDE................ 73 3.6.13.1 Agente Comunitário de Saúde e Auxiliar de Enfermagem ......................... 73 3.6.13.2 Enfermeiro .................................................................................................. 743.7 PLANEJAMENTO FAMILIAR............................................................................. 76 3.7.1 INTRODUÇÃO...................................................................................... 76 3.7.2 OBJETIVO........................................................................................... 76 3.7.3 ATIVIDADES EDUCATIVAS................................................................... 76 3.7.4 CONSULTA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR .......................................... 77 3.7.4.1 Atividades Clínicas.............................................................................. 77 3.7.5 MÉTODOS CONTRACEPTIVOS PRESCRITOS PELO ENFERMEIRO......... 77 3.7.6 ESCOLHA DO MÉTODO ANTICONCEPCIONAL............................................ 78 3.7.6.1 Critérios para a Escolha do Método Anticoncepcional................................. 78 3.7.6.1.1 Naturais (calendário, Billings, temperatura, sinto-térmico)......................... 78 3.7.6.1.2 Barreira.......................................................................................... 78 3.7.6.1.2.1 Preservativo Masculino/Feminino.................................................... 78 3.7.6.1.2.2 Diafragma.................................................................................... 79 3.7.6.1.3 Anticoncepcional Hormonal Oral........................................................ 79 3.7.6.1.4 DIU (Dispositivo Intra-Uterino)........................................................... 80 3.7.6.1.5 Métodos Definitivos.......................................................................... 81 3.7.6.1.6 Anticoncepção de Emergência ................................................................. 83 3.7.7 ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA ...................................................... 84 3.7.8 COMPETÊNCIAS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE DE SAÚDE.................. 86 3.7.8.1 Enfermeiro..................................................................................................... 86 3.7.8.2 Médico........................................................................................................... 87 3.7.8.3 Agente Comunitário de Saúde...................................................................... 873.8 PUERPÉRIO.................................................................................................. 88 3.8.1 CONCEITO.......................................................................................... 88 3.8.2 CONSULTA DA PUÉRPERA.................................................................. 88 3.8.2.1 Exame Físico ....................................................................................... 89 3.8.2.2 Condutas nas Intercorrências Comuns na Amamentação............................ 89 3.8.2.2.1 Fissuras ..................................................................................................... 89 3.8.2.2.2 Ingurgitamento Mamário.................................................................... 90 3.8.2.2.2.1 Prevenção ................................................................................... 90 3.8.2.2.2.2 Cuidados com a mama ingurgitada ................................................. 91 3.8.2.2.3 Ordenha Manual............................................................................... 91 3.8.2.3 Avaliação da Mamada......................................................................... 92 3.8.3 ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO NO DOMICÍLIO.................................. 93 3.8.3.1 Avaliação do RN no Domicílio.............................................................. 93 3.8.3.2 Cuidados com o Recém-Nascido no Domicílio............................................. 95 3.8.4 DETECTAR SINAIS E SINTOMAS DE INFECÇÃO PUERPERAL.................. 97 3.8.4.1 Fluxograma para Avaliação das Mamas ................................................. 98 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 373.1 INTRODUÇÃO O papel da Mulher na sociedade brasileira tem mudado nas últimasdécadas. Isso se reflete na crescente participação da população feminina na forçade trabalho e como chefe de família, nas mudanças de comportamento quanto aocontrole da reprodução e na maior organização política, através de movimentosespecíficos de mulheres. O aumento da expectativa de vida da mulher, as mudanças nos hábitosdo cotidiano e as modificações do padrão demográfico apontam para anecessidade de uma adequada capacitação dos profissionais de saúde pararesponder às demandas de saúde dessa população. Busca-se aqui, estabelecer critérios para um melhor desenvolvimentodas atividades que se referem à promoção e recuperação da saúde da mulher. Omaterial foi elaborado com base nas publicações do Ministério da Saúde nasdiversas áreas temáticas.3.2 OBJETIVO GERAL Atender as necessidades da mulher em diferentes fases da vida, considerando-a como um ser holístico e contribuindo para o exercício pleno de sua cidadania.3.3 POPULAÇÃO ALVO Mulheres da população em geral.3.4 PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E MAMA3.4.1 INTRODUÇÃO A mortalidade por câncer de colo de útero é totalmente evitável, umavez que existem ações para seu controle e tecnologias para o diagnóstico e PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 38tratamento de lesões precursoras que permitem a cura em 100% dos casosdiagnosticados na fase inicial. O exame citopatológico ou de Papanicolau se tornou uma técnica dealta eficácia e baixo custo na detecção precoce das lesões iniciais provocadaspelo agente do câncer de colo de útero e tem sido amplamente adotado emdiversos países, dentre eles o Brasil, por meio do Ministério da Saúde comométodo de prevenção desse tipo de câncer. Durante a consulta de enfermagem à mulher, deve-se além deproceder ao exame Papanicolau, realizar o exame clínico das mamas, assimcomo orientar e estimular o auto exame das mamas, uma vez que o câncer demama é um dos mais freqüentes em incidência e mortalidade no sexo feminino. Sendo o profissional enfermeiro um educador em saúde porexcelência, torna-se de suma importância que este profissional esteja preparadopara atuar na dimensão do cuidar, prevenindo e detectando o câncer cérvico-uterino e de mamas, contribuindo para redução da morbi mortalidade por estaspatologias.3.4.2 OBJETIVOS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM Realizar a coleta do exame citopatológico, possibilitando a detecção precoce do câncer de colo de útero; Realizar o exame das mamas, assim como orientar e estimular as usuárias em relação ao auto-exame periódico.3.4.3 PÚBLICO ALVO O exame Papanicolau deve ser realizado em toda mulher com vida sexual ativa ou a partir dos 18 anos de idade; O exame clínico das mamas, assim como as orientações em relação ao auto-exame devem ser realizadas juntamente com o Papanicolau ou sempre que houver demanda para o mesmo; Pacientes histerectomizadas devem realizar coleta de exame papanicolau. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 393.4.4 PERIODICIDADE PARA REALIZAÇÃO DO PAPANICOLAU A coleta do Papanicolau deverá ser feita anualmente, até que após 2 exames anuais consecutivos negativos, a cada 3 anos um novo exame seja feito; As mulheres que se enquadrarem no grupo de risco deverão realizar o exame com a freqüência (anual ou a cada seis meses) a critério do profissional.3.4.5 CONSULTA DE ENFERMAGEM3.4.5.1 Anamnese Motivo da consulta; queixa da paciente; Início e tempo de duração dos sintomas; Historia pessoal; Historia familiar; Historia Gineco-obstetrica: o Data da ultima menstruação; o Ciclo menstrual (duração, intervalo, regularidade e dismenorréia) o Menarca, coitarca, número de parceiros; o Uso de método anticoncepcional, tipo e tempo de uso. Avaliação da adequação do método utilizado; o Citologia oncótica anterior; o Historia de alteração das mamas; o Nº de gestações, nº de partos, nº de abortos, nº de cesarianas, nº de filhos nascidos vivos, nº de filhos vivos atualmente, natimortos, óbitos neonatais e malformações congênitas, amamentação; o Levantamento das necessidades básicas;3.4.5.2 Exame Físico Dados vitais; Inspeção de pele, mucosa e palpação de gânglios. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 403.4.5.2.1 Mamas O exame deve ser feito com a mulher sentada e depois, repetido comela deitada. O examinador deve se posicionar à frente da mulher e proceder daseguinte maneira:A) Inspeção Estática: Com os membros superiores ao longo do corpo, observar se as mamas são simétricas, se existem abaulamentos, retrações ou alterações de pele (hiperemia, edema ou ulceração) ou das papilas (descamação ou erosão) e saída espontânea de secreção.B) Inspeção Dinâmica Solicitar que a mulher eleve os braços ao longo do segmento cefálico e que ela coloque as mãos atrás da nuca, fazendo movimentos de abrir e fechar os braços, observar presença de abaulamento, retrações ou exacerbação de assimetrias.C) Palpação Dos linfonodos: colocar a mulher sentada, apoiar o braço do lado a ser examinado, sobre o braço do examinador. Palpar os linfonodos cervicais, supra-claviculares, infra-claviculares e axilares; Das mamas: colocar a mulher em decúbito dorsal, sem travesseiro e com as mãos atrás da nuca. Palpar todos os quadrantes, iniciando a palpação com a face palmar dos dedos sempre de encontro ao gradeado costal, de forma suave, no sentido horário, partindo da base da mama para a papila, até o prolongamento axilar, pesquisando a presença de nódulos.D) Expressão da Aréola e Papila Mamária É realizado após a palpação da mama, com a mulher deitada. Fazer a expressão suave da mama, desde a base até o complexo aréolo-papilar. Ocorrendo a saída de secreção observar a cor, odor e viscosidade. o Colher amostra da descarga papilar; o Colocar a paciente em posição ginecológica. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 413.4.5.2.2 Órgãos genitais externos Observar presença de: o Lesões cutâneas; o Distribuição do pelos; o Abscessos da glândula de Bartolin; o Aspecto do clitóris; o Aspecto do meato uretral. Ao esforço, verificar se ocorre prolapso das paredes vaginais anterior eposterior ou perda de urina.A) Exame especular Inspecionar o colo uterino, anotando: o Cor; o Tamanho; o Lacerações; o Máculas; o Neoformações. Inspecionar o orifício do colo, anotando: o Tamanho; o Forma; o Cor ; o Presença de secreções e/ou pólipos. Inspecionar as paredes vaginais, anotando: o Presença de lacerações; o Lesões verrucosas; o Ulcerações.3.4.5.3 Coleta de material para o Papanicolau A coleta para o Papanicolau consiste na retirada das células do colo doútero, através de uma espátula de madeira passada na ectocérvice e de umaescova endocervical introduzida na endocérvice. Ectocérvice: é a porção externa do colo uterino, constituída pelo epitélio escamoso estratificado, onde deve-se apoiar o lado da espátula de Ayres PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 42 no orifício cervical externo e fazer um movimento rotativo de 360º, acompanhando todo o seu formato. Em seguida, fazer um esfregaço do material na lâmina, próxima da extremidade fosca, transversal ao eixo da lâmina; Endocérvice: é a porção interna do colo uterino, localizada no canal cervical, possuindo o epitélio colunar simples, onde se deve introduzir toda a cerda da escovinha endocervical. Sem forçar, fazer um movimento rotativo de uma volta completa e colher o material. A seguir colocar o material sobre a lâmina, fazendo a escova girar longitudinalmente ao eixo da lâmina no sentido contrário ao que foi feita a coleta e na parte distal da extremidade fosca da lâmina. A seguir proceder à fixação imediata da lâmina.3.4.5.4 Teste de Schiller O teste de Schiller consiste na aplicação de uma solução de lugol a 2%sobre o colo, em quantidade abundante, retirando-se em seguida o excesso comgaze. A realização do teste de Schiller, após a coleta é muito importanteporque diante de um iodo negativo deve-se encaminhar a paciente para acolposcopia. A sua interpretação se dá pelo grau de impregnação do iodo contido nolugol, pelo glicogênio das células. Para Iodo Positivo e/ou Claro: interpretar o teste de Schiller como negativo; Para Iodo Negativo: interpretar o teste de Schiller como positivo.3.4.5.5 Teste das Aminas/ ou KOH Considerado como teste barato e rápido, consiste na aplicação de umagota de KOH 10% em uma gota do conteúdo vaginal, retirada após coleta domaterial para o papanicolau, sugere-se utilizar espátula de Ayres. Deve ser usadonaquela pacientes onde exista presença de leucorréia. Teste positivo: cheiro de peixe podre após aplicação da solução. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 433.4.5.6 Solicitação de Exames Quando houver necessidade poderão se pedidos os seguintes exames: Teste imunológico de gravidez; VDRL; Hemograma completo; Glicemia de Jejum; HIV; Urina rotina; EPF; Descarga papilar; Secreção vaginal a fresco, gram e cultura.3.4.5.7 Prescrição Conforme a necessidade, segundo este protocolo na parte de DST/AIDS.3.4.5.8 Seguimentos/Resultados dos Exames Conforme este protocolo na parte de DST/AIDS.3.4.6 Papanicolau Diante de alterações evidenciadas no momento do exame comopresença de pólipos, teste de Schiller positivo ou outros achados anormais quenão se classifiquem no protocolo de DST encaminhar para a consulta médica.Atenção: São campos obrigatórios no formulário de PCCU: nome da mãe, DUM, endereço e nome completo da usuária. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 44 FLUXOGRAMA PARA REALIZAÇÃO DO EXAME DE PAPANICOLAOU EXAME DE PAPANICOLAOU Busca ativa em todos os setores da UBS, na comunidade, grupos e visitas domiciliares Avaliar os exames de citologia oncótica anteriores Realizou o Nunca fez Tem um Tem 2 ou maisexame, mas o exame resultado resultados não tem o normal há mais consecutivos sendo resultado de um ano as citologias normais Realizar o exame o Orientar a realização de mais breve possível novo exame a cada 3 anos. Mulher com Orientar retorno histerectomia anual e papanicolau parcial Mulher com Orientar retorno histerectomia anual e papanicolau total a cada 3 anos FONTE: SMS / Montes Claros, 2000 (Adaptado). PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 453.4.7 COMPETÊNCIAS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE DE SAÚDE3.4.7.1 Agente Comunitário de Saúde Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres, principalmente as de vida sexual ativa para a realização do exame citopatológico e de mamas; Agendar o exame para as mulheres identificadas; Priorizar o agendamento para aquelas mulheres que nunca realizaram o exame citopatológico na vida e para aquelas na faixa etária de risco para desenvolver o câncer de colo de útero (35 aos 49 anos); Orientar sobre a importância da realização periódica do exame citopatológico, e de mamas, assim como o auto exame das mamas, como método de prevenção e diagnostico precoce do câncer. Conferir e enviar o material coletado (lâmina) para laboratório de referência (conforme organização do serviço). Agendar retorno da paciente para entrega do resultado do exame para médico(a) ou enfermeiro(a), conforme rotina do serviço.3.4.7.2 Auxiliar de Enfermagem Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres, principalmente as de vida sexual ativa para a realização do exame citopatológico e de mamas; Orientar sobre a importância da realização periódica do exame citopatológico e de mamas, assim como o auto-exame das mamas como método de prevenção do câncer; Preparar e esterilizar todo o material necessário para realização do exame citopatológico. Conferir e enviar o material coletado (lâmina) para laboratório de referência (conforme organização do serviço). PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 463.4.7.3 Enfermeiro Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres, principalmente as de vida sexual ativa para a realização do exame citopatológico e de mamas; Orientar sobre a importância da realização periódica do exame citopatológico, e de mamas, assim como o auto-exame das mamas como método de prevenção do câncer; Realizar a consulta de enfermagem. Se houver sintomatologia importante ou o exame físico for conclusivo para alguma patologia específica, encaminhar ao médico; Capacitar a equipe de saúde em relação ao câncer de colo de útero e mama destacando a importância da prevenção do mesmo através do diagnóstico precoce; Supervisionar e capacitar o auxiliar de enfermagem no preparo e esterilização do material necessário para a coleta do exame; Avaliar os resultados de exames citopatológicos realizados e orientar a conduta; Encaminhar para consulta médica/colposcopia quando necessário.3.5.4 Médico Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres, principalmente as de vida sexual ativa para a realização do exame citopatológico e de mamas; Orientar sobre a importância da realização periódica do exame citopatológico, e de mamas, assim como o auto-exame das mamas como método de prevenção do câncer ; Realizar consulta médica ginecológica; Capacitar a equipe de saúde em relação ao câncer de colo de útero e mama, principalmente a importância da prevenção do mesmo através do diagnóstico precoce; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 47 Avaliar os resultados de exames citopatológicos realizados; Quando capacitado realizar colposcopia; Encaminhar para o atendimento especializado quando necessário PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 483.6 PRÉ-NATAL3.6.1 INTRODUÇÃO O pré-natal se reveste da maior importância, sobretudo em paísescomo o Brasil, onde, apesar das melhorias implantadas no sistema de saúde, sãoencontradas elevadas taxas de mortalidade materno-fetal. Não se põe em dúvidaque a atenção dispensada pelo enfermeiro durante o pré-natal é um elemento deproteção para a saúde da mulher e do feto, permitindo a diminuição dascomplicações que podem surgir no decorrer da gravidez. Para que a gravidez transcorra com segurança, são necessárioscuidados da própria gestante, do parceiro, da família e, especialmente dosprofissionais de saúde. Nesse sentido, foi elaborado este protocolo deatendimento de enfermagem ao pré-natal de risco habitual. É importante salientar que a gestante deverá ser captada o maisprecoce possível (primeiro trimestre).3.6.2 OBJETIVO Prestar assistência à gestante de baixo risco de maneira adequada e eficaz com acesso facilitado, possibilitando a detecção precoce e acompanhamento de qualquer agravo que comprometa o binômio mãe/filho.3.6.3 DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ O diagnóstico de gravidez pode ser feito pelo Médico ou Enfermeiro daUnidade Básica, de acordo com: PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 49 FONTE: Ministério da Saúde / 2002. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 503.6.4 CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO Após confirmação da gravidez, dá-se o início do acompanhamento dagestante observando o seguinte calendário: Até 36ª semana 1 consulta mensal Apósª a 36ª semana 1 consulta quinzenal Frente a qualquer alteração, ou se o parto não ocorrer até sete diasapós a data provável, a gestante deverá ter consulta médica assegurada. As consultas preferencialmente devem ser feitas intercalando médico eenfermeiro, que trabalharão em conjunto, potencializando suas ações. Porém,caso o Enfermeiro opte por realizá-las sozinho de acordo com a lei do exercícioprofissional (Decreto nº 94.406/87), o pré-natal de baixo risco pode serinteiramente acompanhado pelo mesmo. É assegurado o direito a gestante de no mínimo 6 consultas de pré-natal.3.6.5 CONSULTA DE PRÉ-NATAL3.6.5.1 ANAMNESE3.6.5.1.1 Roteiro da primeira consulta A) Identificação: - idade; - cor; - naturalidade; - procedência; - endereço atual. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 51 B) Dados sócio-econômicos e culturais: - grau de instrução; - profissão/ocupação; - situação conjugal; - número e idade de dependentes (avaliar sobrecarga de trabalho doméstico); - renda familiar per capita; pessoas da família que participam da força de trabalho; - condições de moradia (tipo, nº de cômodos, alugada/própria); - condições de saneamento (água, esgoto, coleta de lixo); C) Motivos da consulta: - assinalar se foi encaminhada pelo agente comunitário ou se procurou diretamente a unidade; - se existe alguma queixa que a fez procurar a unidade descrevê-la. D) Antecedentes familiares, especial atenção para: - hipertensão; - diabetes; - doenças congênitas; - gemelaridade; - câncer de mama; - hanseníase; - tuberculose e outros contatos domiciliares (anotar a doença e o grau de parentesco). E) Antecedentes pessoais, especial atenção para: - hipertensão arterial; - cardiopatias; - diabetes; - doenças renais crônicas; - anemia; - transfusões de sangue; - doenças neuropsiquiátricas; - viroses (rubéola e herpes); - cirurgia (tipo e data); PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 52 - hanseníase; - tuberculose. F) Sexualidade: - início da atividade sexual (idade da primeira relação); - desejo sexual (libido); - orgasmo (prazer); - dispareunia (dor ou desconforto durante o ato sexual); - prática sexual nesta gestação ou em gestações anteriores; - número de parceiros; - ciclos menstruais (duração, intervalo e regularidade); - uso de métodos anticoncepcionais (quais, por quanto tempo e motivo do abandono); - infertilidade e esterilidade (tratamento); - doenças sexualmente transmissíveis (tratamentos realizados, inclusive do parceiro); - cirurgias ginecológicas (idade e motivo); - mamas (alteração e tratamento); - última colpocitologia oncótica (data e resultado). G) Antecedentes obstétricos: - número de gestações (incluindo abortamentos, gravidez ectópica, mola hidatiforme); - número de partos (domiciliares, hospitalares, vaginais espontâneos, fórceps, cesáreas - indicações); - número de abortamentos (espontâneos, provocados, complicados por infecções, curetagem pós-abortamento); - número de filhos vivos; - idade da primeira gestação; - intervalo entre as gestações (em meses); - número de recém-nascidos: pré-termo (antes da 37ª semana de gestação), pós-termo (igual ou mais de 42 semanas de gestação); - número de recém-nascidos de baixo peso (menos de 2500g) e com mais de 4000g; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 53 - mortes neonatais precoces - até 7 dias de vida (número e motivos dos óbitos); - mortes neonatais tardias - entre 7 e 28 dias de vida (número e motivo dos óbitos); - natimortos (morte fetal intra-útero e idade gestacional em que ocorreu); - recém-nascidos com icterícia neonatal, transfusão, exsanguinotransfusões; - intercorrências ou complicações em gestações anteriores (especificar); - complicações nos puerpérios (descrever); - intervalo entre o final da última gestação e o início da atual. H) Gestação atual: - data do primeiro dia da última menstruação - DUM (anotar certeza ou dúvida); - data provável do parto - DPP; - data da percepção dos primeiros movimentos fetais. - sinais e sintomas na gestação em curso; - medicamentos usados na gestação; - a gestação foi ou não desejada; - hábitos: fumo (número de cigarros/dia), álcool e uso de drogas ilícitas; - ocupação habitual (esforço físico intenso, exposição a agentes químicos e físicos potencialmente nocivos, estresse). Durante a primeira consulta a gestante deverá ser cadastrada noSISPRENATAL Deverá também ser preenchido e entregue o Cartão da Gestante,e encaminhada para a realização do CARTÃO SUS.3.6.5.2 SOLICITAÇÃO DE EXAMES3.6.5.2.1 Primeira consulta Grupo sangüíneo e fator Rh; Coombs indireto se necessário; Hemograma; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 54 Sorologia para sífilis (VDRL); Glicemia em jejum; Exame de urina rotina + gram; Urocultura com antibiograma se necessário; Teste Anti HIV; Rubéola IgM/IgG; Toxoplasmose IgM/IgG; Exame parasitológico de fezes; Colpocitologia oncótica; Bacterioscopia do conteúdo vaginal se necessário; Ultra-som Obstétrico; Anti Hbs Ag.3.6.5.2.2 Consultas Subseqüentes Teste de tolerância com sobrecarga oral de 75 g de glicose anidra em 2 horas a partir da 20ª semana, ver fluxograma para detecção de Diabetes Mellitus; Repetir: VDRL, urina rotina e glicemia de jejum na 30ª semana gestacional conforme rotina; Outros exames conforme fluxogramas e ou orientações apresentados ao longo do protocolo. A) Roteiro das Consultas Subseqüentes - revisão do cartão de pré-natal e anamnese atual; - cálculo e anotação da idade gestacional; - controle do calendário de vacinação; - exame físico geral e gineco-obstétrico: - determinação do peso; - medida da pressão arterial; - inspeção da pele e das mucosas; - inspeção das mamas; - palpação obstétrica e medida da altura uterina anotar no gráfico e observar sentido da curva para avaliação do crescimento fetal; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 55 - ausculta dos batimentos cardiofetais; - pesquisa de edema; - toque vaginal, exame especular e outros, se necessários; - interpretação de exames laboratoriais e solicitação de outros, se necessários. Esta atribuição caberá ao médico(a); - acompanhamento das condutas adotadas em serviços clínicos especializados; - realização de ações e práticas educativas (individuais e em grupos); - agendamento de consultas subseqüentes.3.6.5.3 MÉTODOS PARA CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL (IG): a) Quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida: - uso do calendário - contar o número de semanas a partir do 1º dia da última menstruação até a data da consulta. A data provável do parto corresponde ao final da 40º semana, contada a partir da data do 1º dia da última menstruação; - uso de disco - instrução no verso do disco. b) Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do mês em que ela ocorreu: - se o período foi no início, meio ou final do mês, considerar como data da última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente; proceder, então, à utilização de um dos métodos acima descritos. c) Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: - Proceder ao exame físico: Medir a altura uterina e posicionar o valor encontrado na curva de crescimento uterino. Verificar a IG correspondente a esse ponto; Considerar IG muito duvidosa e assinalar com interrogação no prontuário e no cartão da gestante; Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a IG e a DPP serão inicialmente determinadas por aproximação, basicamente, através da medida da altura do fundo do útero e do toque vaginal,além da informação sobre a data de início dos PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 56 movimentos fetais. O toque vaginal poderá ser realizado somente pelo(a) médico(a). Pode-se utilizar a altura uterina juntamente com o toque vaginal, considerando os seguintes parâmetros: o até a 6ª semana não ocorre alteração do tamanho uterino; o na 8ª semana o útero correspondente ao dobro do tamanho normal; o na 10ª semana o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual; o na 12ª semana enche a pelve de modo que é palpável na sínfise púbica; o na 16ª semana o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical; o na 20ª semana o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical; o a partir da 20ª semana, existe uma relação aproximada entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. Porém, o esse parâmetro torna-se menos fiel, a medida que se aproxima o termo.3.6.5.4 SOLICITAÇÃO DE ULTRA-SOM Quando não for possível determinar a idade gestacional clinicamentedeverá solicitar o mais precocemente o exame de ultra sonografia obstétrica.3.6.5.5 MÉTODO PARA CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP) Calcula-se a data provável do parto levando-se em consideração aduração média da gestação normal (280 dias ou 40 semanas a partir da DUM),mediante a utilização de um calendário ou disco. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 57 Uma outra forma de cálculo é somar sete dias ao primeiro dia da últimamenstruação e adicionar nove meses ao mês em que ocorreu a últimamenstruação. Exemplos: Data da última menstruação: 13/09/95; Data provável do parto: 20/06/96; Data da última menstruação: 27/06/95; Data provável do parto: 04/04/96.3.6.6 EXAME FÍSICO Geral: determinação do peso e avaliação do estado nutricional da gestante; medida e estatura; determinação da freqüência do pulso arterial; medida da temperatura axilar; medida da pressão arterial; inspeção da pele e das mucosas; palpação da tireóide; ausculta cardiopulmonar; exame do abdome; palpação dos gânglios inguinais; exame dos membros inferiores; pesquisa de edema (face, tronco, membros); Específico: gineco-obstétrico exame mamas (orientado, também, para o aleitamento materno); medida da altura uterina; ausculta dos batimentos cardiofetais (a partir da 10ª com auxílio do Sonar -Doppler e após a 24º semana com Pinnar); identificação da situação e apresentação fetal (3º trimestre); inspeção dos genitais externos; exame especular se necessário: PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 58 a) inspeção das paredes vaginais; b) inspeção do conteúdo vaginal; c) inspeção do colo uterino; d) coleta de material para exame colpocitológico (se necessário), conforme protocolo de prevenção de câncer cérvico-uterino e de mama; toque vaginal, se necessário; outros exames, se necessários; educação individual (respondendo às dúvidas e inquietações da gestante).3.6.7 CRITÉRIOS PARA ENCAMINHAMENTO DA GESTANTE PARA O ALTO RISCO Durante a primeira consulta deve se proceder anamnese minuciosa,pois algumas mulheres correm risco ao engravidar, por possuírem problemasanteriores de saúde que devem ser investigados. Outras, no entanto podem nãopossuí-los, mas poderão desenvolvê-los durante a gestação e deverão serencaminhadas assim que identificados. Doenças obstétricas - Síndromes Hipertensivas da Gravidez; - Pré- Eclampsia; - Iminência de Eclampsia/ Eclampsia; - Síndrome Help. Síndromes Hemorrágicas - Hemorragia na primeira e segunda metade da gravidez ; - Abortamento; - Abortamento habitual; - Gravidez ectópica; - Mola hidatiforme; - Deslocamento cório amniótico; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 59 - Placenta prévia; - Deslocamento prematuro da placenta; - Rotura uterina. Desvios do crescimento - Retardo do Crescimento Intra-uterino; - Macrossomia Fetal; Alterações da duração da gravidez - Incompetência istmo-cervical; - Trabalho de parto prematuro (confirmado com dinâmica + e/ou apagamento/dilatação do colo uterino); - Gestação prolongada. Alterações do volume de líquido Amniótico - Oligoâminio; - Polidrâminio. Intercorrências Clínicas - Infecções; - Infecção urinária recidivante; - Toxoplasmose; - Malária; - Hanseníase; - Rubéola; - Citomegalovírus. Doenças sexualmente Transmissíveis - Sífilis; - Hepatite B e C; - Infecção pelo HIV; - Infecção pelo Papiloma Vírus; - Herpes Simples Vírus; - Vaginose Bacteriana resistente ao primeiro tratamento. Anemias - Anemia Ferropriva c/ Hb<8.0%; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 60 - Anemia Megaloblástica; - Anemia Falciforme; - Talassemias; - Anemia Microangiopatica. Endocrinopatias - Diabetes Mellitus; - Tireoidopatias; - Hipotireoidismo; - Crise Tireotóxica; - Carcinoma de Tireóide. Pneumopatias - Asma; - Pneumonia; - Tuberculose. Amniorrexe Prematura Cardiopatias; Corioamniote; Hiperêmese; Epilepsia; Gestação Múltipla; Hipertensão Arterial Crônica; Isoimunização Materno Fetal (c/Coombs +); Lupus Eritematoso Sistêmico; Síndrome Antifosfolípede; Tromboembolismo; Óbito Fetal; Adolescentes de 11 a 17 anos; Maior de 35 anos; História anterior de doenças psíquicas correlacionadas com o ciclo Grávido Puerperal. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 613.6.8 ROTEIRO PARA ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS EXAMES3.6.8.1 Tipagem sanguínea É importante na prevenção da doença hemolítica perinatal, que podedeterminar alto risco de morbi-mortalidade fetal. RESULTADO CONDUTA Solicitar teste de coombs indireto; se negativo, repeti-lo aMãe RH negativo e parceiro RH cada 4 semanas, a partir da 24a semana. positivo ou RH desconhecido Quando o teste de coombs for positivo, referir ao pré-natal de alto risco.3.6.8.2 Dosagem de Hemoglobina (Hb) RESULTADO CONDUTA Ausência de anemia: Suplementação de ferro a partir da 20ª semana; uma drágea de sulfato ferroso/dia (40 a 60 mg de ferro elementar) Hemoglobina>= 11g/dl conforme disponibilidade nas unidades básicas de saúde. Recomenda-se ingerir antes das refeições com suco de frutas cítricas. Anemia leve ou moderada: Solicitar exame parasitológico de fezes e encaminhar para tratamento se necessário; Tratar anemia com 3 drágeas de sulfato ferroso, via oral/dia; Repetir dosagem de hemoglobina entre 30 e 60 dias;Hemoglobina<11 g/dl ou >8 g/dl Se os níveis estiverem subindo, manter o tratamento até a hemoglobina atingir 11g/dl, quando deverá ser iniciada a dose de suplementação (1 drágea ao dia) e repetir a dosagem no 3º trimestre; Se a Hb permanecer em níveis estacionários ou se cair, referir a gestante ao pré-natal de alto risco. Hemoglobina <8 g/dl Anemia grave referir ao pré-natal de alto risco Recomenda-se também aliado a suplementação de ferro profilático, autilização do Ácido fólico na dose diária de 50 microgramas, porém, a prescriçãodesse fármaco caberá ao médico. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 623.6.8.3 Sorologia para Sífilis (VDRL) Resultado Conduta Resultado negativo Repetir entre 27ª e 33ª semanas (ideal 30ª semana) Resultado positivo Encaminhar para avaliação médica para tratamento.3.6.8.4 Glicemia de Jejum3.6.8.4.1 Detectar Diabetes Mellitus Gestacional GESTANTE PRIMEIRA CONSULTA GLICEMIA EM JEJUM < 90 90 DOIS OU MAIS RASTREAMENTO FATORES DE RISCO POSITIVO NÃO SIM 90 - 109 110 GLICEMIA JEJUM TTG 75g - 2h À TTG 75g - 2h À PARTIR DA 20ª IMEDIATAMENTE RASTREAMENTO SEMANA NEGATIVO < 90 90 < 140 140 < 140 140 ENCERRA DMG DMG ENCAMINHAR O PRÉ- NATAL DE ALTO RISCOFONTE: Ministério da Saúde /20003.6.8.4.2 Fatores de risco: Mais de 25 anos; Parentes próximos com diabetes; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 63 Teve filhos pesando mais de quatro kg ao nascer; Teve abortos ou natimortos; Teve filhos com má formação fetal; É obesa ou aumentou muito de peso na gestação; Teve polidrâminio, pré-eclâmpsia; Teve diabetes gestacional; Tem baixa estatura; Tem distribuição central de gordura corporal.4.6.8.5 Urina Rotina Identificar e tratar as infecções do aparelho urinário GESTANTE A CONTROLAR ASSINTOMÁTICA DISÚRIA, ALGÚRIA, FEBRE, CALAFRIOS, POLACIÚRIA, URGÊNCIA DOR LOMBAR, ETC. MICCIONAL URINA ROTINA, URINA ROTINA, GRAM DE URI NA GRAM DE URINA PIÚRIA, NITRITO E/OU NÃO PIÚRIA, NITRITO E/OU BACTÉRIAS NA ÚRINA BACTÉRIAS NA ÚR INA SIM NÃO SIM UROCULTURA UROCULTURA TRATAMENTO SIM BACTERIÚRIA > REPETIR EXAMES NA 100.000 COL/ML 28ª SEMANA SIM ASSISTÊNCIA TRATAMENTO SIM PIÚRIA E BACTÉRIAS SEGUNDO NORMAS NA URINA DE ALTO RISCO NÃO CONTINUAR PRÉ - NATAL HABITUALFonte: CLAP/1996 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 644.6.8.5.1 Tratamento de infecção urináriaA) Orientações Gerais Hidratação abundante, 2 a 3 litros de água dia; Esvaziamento vesical freqüente;B) Tratamento Infecção urinária aguda não complicada, administrar Ampicilina 500 mg, 6 em 6 horas via oral, sete a dez dias.C) Observação Sugere-se solicitar junto com a urocultura o antibiograma, caso haja resistência a Ampicilina, impossibilitando seu uso, encaminhar para consulta médica; Se hematúria referir para consulta médica; Drogas que devem ser evitadas no final da gravidez ou na ameaça de trabalho de parto pré-termo (as Sulfas competem com Bilirrubina na excreção hepática Hiperbilirrubinemia no RN e Nitrofurantoina pode ocasionar anemia hemolítica no RN com deficiência de G6PD)3.6.8.6 ToxoplasmoseAvaliar susceptibilidade à toxoplasmose e prevenir toxoplasmose congênita GESTANTE Solicitar sorologia para Toxoplasmose na primeira consulta IgM Negativo IgM Negativo IgM Positivo IgG entre 1/64 a IgG Negativo ou < IgG > 1/20 48 1/20 48 1/64 a 1/20 48 Infecção ativa Imune Susceptível ou recente Encaminhar ao Orientações especialista Repetir Exame no FONTE:SMS/ Montes Claros, 2000 Terceiro trimestre PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 653.6.8.7 Rubéola Diante de um resultado positivo para rubéola, encaminhar para consulta médica. Veja em ANEXO I pág.150: Fluxograma de acompanhamento degestantes e mulheres que engravidaram em até 30 dias após vacinação.3.6.8.8 Anti-HIV O exame deve ser voluntário, devendo ser realizado aconselhamentopré e pós-teste conforme rotina do Ministério da Saúde (Manual de Assistênciapré-natal/2000). Resultado positivo encaminhar para o serviço de referência.3.6.8.9 Citologia oncótica Resultado positivo para candidíase, gardenerella e ou trichomoníase,tratar seguindo esquema deste protocolo de DST/AIDS. Se achados anormais diferentes dos acima, encaminhar à consultamédica.3.6.9 OUTROS ACHADOS CLÍNICOS3.6.9.1 Hipertensão A avaliação da pressão arterial (PA) deve ser realizada com a gestantesentada e em repouso. A alteração dos níveis tensionais deve ser confirmada empelo menos duas medidas, estando a gestante em repouso. Considera-se hipertensão arterial sistêmica na gestação: A observação de níveis tensionais iguais ou maiores que 140mmHg de pressão sistólica, e iguais ou maiores que 90mmHg de pressão diastólica; O aumento de 30mmHg ou mais na pressão sistólica e 15mmHg ou mais na pressão diastólica, em relação aos níveis tensionais conhecidos; Observados um desses dois casos a paciente deverá ser referida à consulta médica. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 663.6.9.2 Edema A presença de edema indica risco materno fetal, se acompanhado dehipertensão arterial e proteinúria. Detecção de edema: O edema fica evidenciado através da presença deuma depressão duradoura no local pressionado. a) Nos membros inferiores: - Posicionar a gestante de decúbito dorsal ou sentada; - Pressionar a pele na altura do tornozelo (região perimaleolar) e na perna, ao nível do seu terço médio, face anterior (região pré-tibial). b) Na região sacra: - Posicionar a gestante de decúbito dorsal ou sentada; - Pressionar a pele, por alguns segundos, na região sacra, com o dedo polegar. c) Na face e em membros superiores: - Identificar a presença de edema pela inspeção. ACHADOS GRAU CONDUTAS Acompanhar a gestante, seguindo o calendárioEdema ausente (-) mínimo. Verificar se o edema está relacionado à postura, final do dia, temperatura ou tipo deApenas edema de tornozelo, sem calçado;hipertensão ou aumento súbito de (+) Orientar a gestante para repousar em decúbitopeso lateral esquerdo; Seguir calendário mínimo de consulta. Orientar a gestante para repousar em decúbito lateral esquerdo;Edema limitado aos membros Deve ser avaliada pelo medico da unidade, nainferiores, com hipertensão ou (+ +) ausência do mesmo, caso haja hipertensão aaumento de peso gestante deve ser encaminhada para um serviço de emergência.Edema generalizado (face, tronco e Gestante de risco. Suspeitar de toxemiamembros) ou que já se manifesta ao gravídica ou outras situações patológicas. (+ +acordar, acompanhado ou não de Referir ao pré-natal de alto risco. +)hipertensão ou aumento súbito depeso PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 673.6.9.3 Ganho de peso Resultados perinatais ruins tem sido associados com peso maternopré-gravídico insuficiente, baixa estatura da mãe e aumento de peso escasso ouexcessivo durante a gravidez. A variação do peso durante a gravidez é muito grande e oscila entre 6 e16Kg ao final da gestação. O aumento máximo se dá entre a 12ª e 24a semana degestação. Portanto deve se aferir o peso em todas as consultas pré-natais, com agestante utilizando roupa leve e descalça. A estatura deve ser medida na primeira consulta. Recomenda-se utilizar gráfico de aumento do peso materno em função daidade gestacional (encontrado no verso do cartão da gestante) ou tabela peso paraaltura segundo idade gestacional (encontrada no manual Assistência pré-natal doMinistério da Saúde/2000).Assim como as recomendações neles contidas.3.6.10 ACOMPANHAMENTO DA MEDIDA DA ALTURA UTERINA/CRESCIMENTO FETAL O útero aumenta seu tamanho com a idade gestacional, para isso foramdesenvolvidas curvas de altura uterina em função da idade gestacional nas quais ospercentis 10 e 90 marcam os limites da normalidade (gráfico altura uterina/ semanasde gestação verso cartão gestante). As interpretações e condutas devem serseguidas pelo Manual de Assistência pré-natal Ministério da Saúde/2000.3.6.11 VACINAÇÃO DA GESTANTE É realizada para a prevenção do tétano no RN e para a proteção dagestante, coma vacina dupla tipo adulto (dT) ou, na falta desta, com o toxóidetetânico (TT). PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 68 GESTANTE A CONTROLAR SIM VAT PRÉVIA NÃO ESQUEMA NÃO COMPLETO SIM MENOS DE 5 ANOS NÃO SIM NÃO SE VACINA REFORÇO COMPLETAR 1ª DOSE: O MAIS PRECOCE NA 1ª ESQUEMA POSSÍVEL CONSULTA 2ª DOSE: 60 DIAS DEPOIS DA 1ª DOSE 3ª DOSE: 60 DIAS APÓS A 2ª DOSE Fonte: CLAP, 1996.Observação: O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias; A segunda dose deve ser aplicada até 20 dias, no máximo antes da data provável do parto. o Reforços: De 10 em 10 anos, antecipar a dose de reforço, se ocorrer nova gravidez em cinco anos, ou mais, depois da aplicação da última dose. o Efeitos adversos mais comuns: Dor, calor, vermelhidão, endurecimento local e febre; o Contra-indicação: A única contra-indicação é o relato, muito raro, de reação anafilática. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 693.6.12 QUEIXAS MAIS FREQÜENTES NA GESTAÇÃO NORMAL ECONDUTAS As orientações a seguir são válidas para casos em que os sintomassão manifestações ocasionais e transitórias, não refletindo, geralmente patologiasclínicas mais complexas. A maioria das queixas diminui ou desaparece sem o usode medicamentos, que devem ser evitados ao máximo.Náuseas, Vômitos e Tonturas Orientar a gestante para: dieta fracionada (6 refeições leves ao dia); evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiros fortes ou desagradáveis; evitar líquidos durante as refeições (dando preferência à sua ingestão nos intervalos); ingerir alimentos sólidos ao levantar pela manhã; Sugestão: Medicamento Dramin B6 -1 comprimido até de 8/8 horas se orientações alimentares não diminuírem sintomas; Agendar consulta médica em caso de vômitos freqüentes.Pirose Orientar a gestante para fazer dieta fracionada, evitando frituras; ingerir leite frio; evitar café, chá preto, mates, doces, álcool e fumo;Sialorréia Explicar que este é um sintoma comum no início da gestação; Orientar a dieta semelhante à indicada para náusea e vômito; Orientar a gestante para deglutir a saliva e tomar líquidos em abundância (especialmente em épocas de calor);Fraquezas e Desmaios Orientar a gestante para que não faça mudanças bruscas de posição e evite a inatividade; Indicar dieta fracionada. Sugerir chá ou café com açúcar como estimulante, desde que não estejam contra-indicados; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 70 Explicar à gestante que sentar-se com a cabeça abaixada ou deitar-se em decúbito lateral, respirando profunda e pausadamente, melhora a sensação de fraqueza e desmaio.Dor Abdominal, Cólicas e Flatulência Certificar-se de que não sejam contrações uterinas. Se a gestante apresentar flacidez da parede abdominal, sugerir exercícios apropriados; Se houver flatulências (gases) orientar dieta rica em resíduos: frutas cítricas, verduras, mamão, ameixas e cereais integrais; Recomendar que aumente a ingestão de líquidos e evite alimentos de alta fermentação, tais como repolho, couve, ovo, feijão, leite e açúcar; Recomendar caminhadas, movimentação e regularização do hábito intestinal; Eventualmente prescrever: - Hioscina, 1 cápsula, via oral, até 2 vezes ao dia (cólicas); Em caso de cólicas freqüentes e dor intensa, encaminhar para o(a) médico(a).Constipação Intestinal A presença maciça de progesterona reduz a ação de toda musculaturalisa. Neste caso recomenda a correção alimentar.Hemorróidas São coxins vasculares, que podem sangrar ou mesmo sediar umatrombose. Recomendar à gestante: Fazer dieta, a fim de evitar a constipação intestinal. Se necessário, encaminhar para avaliação médica; Não usar papel higiênico colorido ou áspero (molhá-lo) e fazer higiene perianal com água e sabão neutro, após defecação; Fazer banhos de vapor ou compressas mornas; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 71 Agendar consulta médica, caso haja dor ou sangramento anal persistente.Corrimento Vaginal Explicar que um aumento de fluxo vaginal é comum na gestação; Não prescrever cremes vaginais, desde que não haja diagnóstico de infecção vaginal; Se infecção prescrever conforme protocolo DST/AIDS.Queixas Urinárias (Polaciúria) Explicar que, geralmente, o aumento do número de micções é comum no início e no final da gestação (aumento do útero e compressão da bexiga); Agendar consulta médica, caso exista hematúria (sangue na urina), acompanhada ou não de febre; Ver fluxograma: Identificar e tratar as infecções do aparelho urinário.Falta de ar e dificuldade para respirar Esses sintomas são freqüentes na gestação, em decorrência doaumento do útero e ou ansiedades da gestante: Recomendar repouso em decúbito lateral; Ouvir a gestante e conversar sobre suas angústias, se for o caso; Estar atento para outros sintomas associados e para achados no exame cardiopulmonar pois, embora infreqüentemente, pode tratar- se de um caso de doença cardíaca ou respiratória; Agendar a consulta médica, caso haja dúvida ou suspeita.Dor nas Mamas Recomendar o uso constante de sutiã, com boa sustentação, após descartar qualquer intercorrência mamária. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 72Dor Lombar (dores nas costas) Motivadas pela alteração de postura e pela presença do útero grávido.Recomendar à gestante: Correção de postura ao sentar-se e ao andar; Uso de sapatos com saltos baixos e confortáveis; Aplicação de calor local; Encaminhar para consulta medica se necessário.Cefaléia (dor de cabeça) Afastar hipertensão arterial e DHEG (se tiver mais de 24 semanas de gestação); Conversar com a gestante sobre suas tensões, conflitos e temores; Prescrever paracetamol 500mg de 6/6h se necessário; Referir à consulta médica, se persistir o sintoma.Sangramento nas Gengivas Recomendar o uso de escova de dentes macia e massagem na gengiva; Agendar atendimento odontológico, sempre que possível.Varizes São dilatações venosas nos membros inferiores. De uma maneira geraltêm caráter predisponente familiar (alteração anatômica nas valvas venosas,invertendo o fluxo da veia profunda para a superficial). Recomendar à gestante: não permanecer muito tempo em pé ou sentada; repousar (20 minutos), várias vezes ao dia, com as pernas elevadas; não usar roupas muito justas e nem ligas nas pernas, e se possível, utilizar meia -calça elástica para gestante.Câimbras São mais freqüentes na segunda metade da gestação e acometemmais os membros inferiores. Deve-se moderar a atividade física,manter boa PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 73hidratação, aumentar ingestão de cálcio, massagear o músculo contraído e aplicarcalor local.Cloasma Gravídico (manchas escuras no rosto) Explicar que é comum na gravidez e que costuma diminuir oudesaparecer, em tempo variável, após o parto. Recomendar não expor o rosto diretamente ao sol e o uso de filtro solarapropiado.Estrias Explicar que são resultado da distensão dos tecidos e que não existemétodo eficaz de prevenção. As estrias que no início se apresentavam corarroxeada tendem, com o tempo, a ficar de cor semelhante à da pele. Ainda que controversas, podem ser utilizadas massagens locais, comsubstâncias oleosas, na tentativa de preveni-las.3.6.13 COMPETÊNCIAS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE DE SAÚDE3.6.13.1 Agente Comunitário de Saúde e Auxiliar de Enfermagem Identificação e encaminhamento precoce (1º trimestre) das gestantes para serviço de pré-natal na Unidade de Saúde; Realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento das gestantes, priorizando atenção nos aspectos do desenvolvimento da gestação; Acompanhamento do pré-natal, sinais e sintomas de risco para gestação, nutrição; Incentivo e preparo para o aleitamento materno; preparo para o parto; Atenção e cuidados do RN e cuidados no puerpério; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 74 Ações educativas individuais e coletivas com as gestantes e seus familiares; Visita Domiciliar reforçando o vinculo da gestante com a Unidade de Saúde, tendo caráter integral, abrangendo a família e o seu contexto social; Reconduzir as gestantes faltosas ao pré-natal, especialmente as de alto risco, uma vez que podem surgir complicações; Orientações e acompanhamento do estado vacinal das gestantes de sua área de abrangência.3.6.13.2 Enfermeiro Capacitação da equipe para identificação precoce de todas as gestantes na comunidade para que se inicie o acompanhamento de pré- natal ainda no 1º trimestre da gravidez, visando intervenções oportunas em todo o período gestacional, sejam elas preventivas ou terapêuticas; Acompanhamento do pré-natal de risco habitual; Encaminhamento para atendimento odontológico; Encaminhamento para consulta médica, caso seja necessário; Realização do exame Papanicolau, se possível, logo na 1ª consulta de pré-natal; Realização de atividades educativas individuais e coletivas com as gestantes e seus familiares; Incentivo e preparo para o Aleitamento Materno, preparo para o parto; Assistência de enfermagem às gestantes no domicílio, caso necessitem; Realização de capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde e Auxiliares de Enfermagem sobre os diversos temas da assistência pré- natal; Discussão com a equipe sobre plano de intervenção às gestantes em risco; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 75 Orientações, monitoramento e encaminhamento dos esquemas vacinais das gestantes; Prestação de assistência de enfermagem à puérpera e ao recém- nascido. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 763.7 PLANEJAMENTO FAMILIAR3.7.1 INTRODUÇÃO A assistência em contracepção pressupõe a oferta de todas asalternativas possíveis em termos de métodos anticoncepcionais, bem como oconhecimento de suas indicações e implicações de uso, garantindo à mulher, aohomem ou ao casal, os elementos necessários para a opção livre e consciente dométodo que a eles melhor se adapte. Pressupõe ainda, o devido acompanhamentoclínico-ginecológico à usuária, independente do método escolhido.3.7.2 OBJETIVO Garantir assistência integral à mulher ao homem ou ao casal, por meio de ações preventivas e educativas, permitindo acesso igualitário às informações,para regulação da concepção e contracepção.3.7.3 ATIVIDADES EDUCATIVAS As atividades educativas devem ser desenvolvidas como forma deoferecer à clientela informações sobre sexualidade e fecundidade, assim como osconhecimentos necessários para opção ou não de um método contraceptivo. A prática educativa do planejamento familiar deve ser realizada em duasetapas, com datas diferentes: 1ª Etapa: Deverá ser realizada por um profissional da equipe Multiprofissional (Psicólogo, Médico ou Enfermeiro) e abordar os temas: anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino, sexualidade e reprodução humana. 2ª Etapa: Deverá ser realizada pelo médico ou enfermeiro quando será feita a apresentação dos métodos contraceptivos e discussão dos mesmos. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 77 Na 2ª Etapa, ao final da Reunião, o usuário optará pelo método de suaescolha, receberá o certificado de sua participação nas duas etapas e seráencaminhado para a consulta médica ou de enfermagem. O certificado terá validade de 1 ano. Após o vencimento o usuário deverárenovar o planejamento familiar, participando apenas da 2ª reunião sobre os métodoscontraceptivos quando receberá outro certificado atualizado.3.7.4 CONSULTA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR3.7.4.1 Atividades Clínicas A primeira consulta deve ser feita após as atividades educativas, incluindo: Anamnese completa; Exame físico geral; Levantamento da data da última colpocitologia oncótica para avaliar a necessidade de realização da coleta ou encaminhamento para tal; Análise da escolha (indicações, contra-indicações) e prescrição do método anticoncepcional. A competência para a realização da primeira consulta para prescriçãodo método contraceptivo inclui, sempre que possível, o profissional médico.3.7.5 MÉTODOS CONTRACEPTIVOS PRESCRITOS PELO ENFERMEIRO Condom; Geléia espermicida; Diafragma; Pílulas combinadas monofásicas; Pílulas combinadas trifásicas; Minipílula; Dispositivo intra-uterino; Métodos naturais; Contracepção de emergência. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 78Obs.: Os métodos considerados definitivos (Laqueadura e Vasectomia) deverãoser indicados e autorizados conforme os critérios adotados pelo Ministério daSaúde descritos neste protocolo na parte Saúde da Mulher.3.7.6 ESCOLHA DO MÉTODO ANTICONCEPCIONAL Na decisão sobre o método anticoncepcional a ser usado devem ser levadosem consideração os seguintes aspectos: A escolha da mulher, do homem ou do casal; Características dos métodos; Fatores individuais e situacionais relacionados aos usuários do método.3.7.6.1 Critérios para a Escolha do Método Anticoncepcional3.7.6.1.1 Naturais (calendário, Billings, temperatura, sinto-térmico) Aspectos Favoráveis: Ausência de efeitos sistêmicos; Favorece o conhecimento da fisiologia reprodutiva; Aspectos Desfavoráveis: São muitos os fatores externos que interferem na ovulação, podendo assim diminuir a eficácia do método; exige cooperação do parceiro; Contra Indicações: Alterações psíquicas que dificultam ou impeçam o uso correto do método; Irregularidades menstruais; Amenorréia; Lactação.3.7.6.1.2 Barreira3.7.6.1.2.1 Preservativo Masculino/Feminino Aspectos Favoráveis: Ausência de efeitos sistêmicos; redução do risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis (DST); redução da incidência das complicações causadas pelas DST s; possivelmente auxilia na prevenção do câncer de colo uterino; Aspectos Desfavoráveis: Interferência pré-coital; pode haver falha na colocação, ocasionando vazamento durante o ato sexual; Contra Indicações: anomalias do pênis, alergia ao látex. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 793.7.6.1.2.2 Diafragma Aspectos Favoráveis: Ausência de efeitos sistêmicos; previne algumas DST s (cervicites) e suas complicações; possivelmente auxilia na prevenção do câncer de colo uterino; Aspectos Desfavoráveis: Baixa adesão das usuárias devido à pouca praticidade; Contra-indicações: Mulheres que nunca tiveram relação sexual; configuração anormal da vagina; cistocele ou retocele acentuada, alergia ao látex.3.7.6.1.3 Anticoncepcional hormonal oral Aspectos Favoráveis: Alta eficácia; fácil acesso; pode favorecer o controle de distúrbios menstruais; Aspectos Desfavoráveis: Efeito sistêmico; Contra-indicações: o Absolutas: Gravidez suspeita ou comprovada; lactantes com menos de 6 semanas pós-parto; hipertensão arterial e ocular; idade maior ou igual a 35 anos e fumante; diabetes; hepatopatia; doença tromboembólica; câncer de mama ou do aparelho genital; enxaqueca; epilepsia; acidente vascular cerebral; cardiopatias; o Relativas: Fumantes; amamentação; história de hipertensão arterial; diabetes; tromboflebite superficial; hiperlipidemias; sangramento vaginal inexplicado; obesidade; cefaléia freqüente; crises de depressão; asma grave; colecistopatia; enteropatia crônica; nódulo mamário sem diagnóstico. A prescrição de enfermagem deste método devera ser realizada paraas mulheres da faixa etária entre 16 a 35 anos. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 803.7.6.1.4 DIU (Dispositivo Intra-Uterino) Aspectos Favoráveis: alta eficácia; atuam por longo tempo, evitando erros ou distrações comuns em outros métodos; não afeta o ciclo hormonal normal; Aspectos Desfavoráveis: Pode aumentar o risco de infecção; Contra-indicações: Gravidez ou suspeita de gravidez; infecção pélvica passada ou atual; nuliparidade; neoplasias ginecológicas; anomalias congênitas do útero; hipermenorréias ou outros sangramentos anormais; cardiopatias valvulares; vaginites ou cervicites não tratadas; distúrbios da coagulação sanguínea o uso de anticoagulantes; antecedentes de gravidez ectópica; estenose do canal cervical; abortos ou partos prematuros repetidos; alto risco de doença sexualmente transmissível; anemia não tratada; dismenorréia. FLUXOGRAMA DIU PRÁTICA EDUCATIVA Consulta Clínica com decisão pelo DIU Agendamento no serviço de referência Condições para realização do procedimento: certificado de participação do planejamento familiar; estar menstruada; ter prevenção recente (nos últimos 12 meses); ausência de secreção vaginal patológica; encaminhamento do serviço. FONTE: Saúde da Mulher / 2004 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 813.7.6.1.5 Métodos definitivos A Esterilização é um método contraceptivo cirúrgico definitivo, quepode ser realizado na mulher por meio de ligadura de trompas (laqueadura ouligadura tubária), e no homem, através da ligadura dos canais deferentes(vasectomia). Para os métodos definitivos, o profissional deve enfatizar a importânciado aconselhamento muito cuidadoso e completo dos casais que solicitam estesmétodos. Na consulta clínica: Avaliar se o indivíduo atende as seguintescondições legais para realização de anticoncepção cirúrgica: Que os solicitantes sejam homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade e, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre manifestação da vontade e o ato cirúrgico; A esterilização cirúrgica é considerada um método irreversível. Portanto, ouvir as preocupações do(a) usuário(a), responder as suas dúvidas e fornecer informações claras e práticas sobre o procedimento. É relevante abordar, pelo menos, os seguintes tópicos: A taxa de falha; irreversibilidade; informar que a esterilização é um método cirúrgico e como toda cirurgia tem seus riscos; A esterilização não isenta a pessoa dos cuidados de prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis / AIDS. O homem e a mulher devem ser orientados para o uso de preservativos; Seguir fluxograma vasectomia e laqueadura descrito a seguir: PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 82 FLUXOGRAMA VASECTOMIA PRÁTICA EDUCATIVA Consulta clínica com decisão pela Vasectomia Encaminhar para o serviço de referência a seguinte documentação do usuário: Certificado de participação do planejamento familiar; Autorização de esterilização (assinada por 02 profissionais); Encaminhamento do serviço; Comprovante de residência; Termo de compromisso; Xerox da carteira de identidade; Xerox da certidão de nascimento dos filhos. Após o agendamento, o usuário será informado em sua residência. FONTE: Saúde da Mulher/ 2004. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 83 FLUXOGRAMA LAQUEADURA PRÁTICA EDUCATIVA Consulta clínica com profissional médico solicitação do risco cirúrgico Encaminhar para cardiologistas para risco cirúrgico Encaminhar para o serviço de referência a seguinte documentação da usuária; Certificado de participação do planejamento familiar; Autorização de esterilização (1ª via); Encaminhamento do serviço; Comprovante de residência; Termo de compromisso; Xerox da carteira de identidade; Xerox da certidão de nascimento dos filhos; Risco cirúrgico. Após o agendamento, a usuária será informada em sua residência. FONTE: Saúde da Mulher / 2004.3.7.6.1.6 Anticoncepção de Emergência A anticoncepção de emergência é um uso alternativo da anticoncepçãohormonal oral para evitar uma gravidez depois da relação sexual (tomada antesde completar 72 horas após a relação sexual desprotegida). Não deve ser usadade rotina como método anticoncepcional, mas apenas em situações deemergência. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 84Início de uso Até 72 horas após uma relação sexual sem proteção, mas quanto mais precocemente administrada, maior a proteção; Avaliar com cuidado a possibilidade de gravidez. Se a mulher estiver grávida, não prescrever anticoncepção de emergência; Explicar o método, seus efeitos secundários e sua eficácia; Fornecer pílulas para anticoncepção de emergência. Até 72 horas após uma relação sexual desprotegida, a mulher deve utilizarum dos esquemas descritos na tabela: Quantidade de pílulas a Quantidade de pílulas a serem tomadas até 72 horas serem tomadas 12 horas após Composição após uma relação sexual a primeira tomada desprotegida Levonorgestrel 0,75mg - Postinor-2, Norlevo, Pozato e 1 1 Pilem Anticoncepcionais hormonaisorais combinados de baixa dose contendo 0,15 mg de 4 4 levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol Microvlar, Nordette ciclo 21 Anticoncepcionais hormonais orais combinados na dose padrão contendo 0,25 mg de 2 2 levonorgestrel e 0,05 mg deetinilestradiol Evanor, Neovlar3.7.7 ANTICONCEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA O elevado número de partos entre adolescentes, o inicio cada vez maisprecoce das relações sexuais e o aumento das DSTs/AIDS nesta faixa etária PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 85justificam a prestação de uma assistência adequada às necessidades dapopulação na faixa etária de 10 a 19 anos. Um serviço de orientação em saúde sexual e reprodutiva paraadolescentes deve estar preparado para atender a essas especificidades,proporcionando aos/as adolescentes o direito a um atendimento eficaz e dequalidade. A qualidade dessa atenção pressupõe minimamente: Boa comunicação, com linguagem simples sem julgamento morais ou valorativos; Confidencialidade das informações; Privacidade no atendimento; Disponibilidade constante de insumos levando em consideração a necessidade de dupla proteção; Facilidade de acesso ao serviço de saúde; Profissionais qualificados para a especificidade do atendimento; Ênfase na parte educativa, em grupo, com metodologia que motive mudanças de atividade e comportamento; Atendimento para ambos os sexos. - Atenção especial às faixas etárias mais precoces (10 a 14 anos), quando na unidade ou na região se registra aumento de gestação nesta faixa etária; - Avaliação integral do e da adolescente incluirá a avaliação psicosocial, além do exame físico; - Os(as) adolescentes são o centro de interesse na entrevista. Os pais ou familiares só estarão presentes se ele ou ela permitir. Recomenda-se trabalhar ações educativas de prevenção nas unidades desaúde, escola, centro de lazer, centro esportivo ou cultural entre outros. O atendimento de adolescentes e prescrição de anticoncepcionais têmgerado muita polêmica quanto aos seus aspectos éticos e legais. A ConstituiçãoFederal em seu artigo 226, parágrafo 7º diz que Fundado nos princípios dadignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiaré livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 86científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por partede instituições oficiais ou privadas. O artigo 227 também trata do assuntoestabelecido que: É dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar a criançae ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, àeducação, à lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade (...) . A lei 8.080/90 define que a saude é um direito fundamental do serhumano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu plenoexercício. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos artigos 7ª e 11 garanteo direito a proteção a vida e a saúde mediante a efetivação de políticas sociaispublicas e define que deve ser assegurado atendimento médico à criança e aoadolescente por meio do Sistema Único de Saúde garantido o acesso universal eigualitário às ações e serviços para a promoção prevenção, proteção e recuperaçãoda saúde. Sabendo que a atividade sexual desprotegida pode comprometer a saúdedos adolescentes, fica claro o nosso papel frente às ações de prevenção, ou seja, arealização de atividades educativas e a prescrição/distribuição de camisinha e demaisanticoncepcionais. Por outro lado à necessidade de garantirmos na consulta ummomento de privacidade para o adolescente, sem a presença dos responsáveis éfundamental para a abordagem de questões referentes a sexualidade. Fica deliberado para os enfermeiros das unidades da rede municipal desaúde a prescrição de Condon e anticoncepcional oral como métodos contraceptivosna adolescência. Em relação ao anticoncepcional oral fica restrito para a adolescente comidade superior a 16 anos e com no mínimo 02 anos da menarca. Caso o (a) adolescente faça a opção por outro método encaminharpara avaliação médica.3.7.8 COMPETÊNCIAS DOS INTEGRANTES DA EQUIPE DE SAÚDE3.7.8.1 Enfermeiro Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres e homens com vida sexual ativa para participarem do planejamento familiar; Orientar os usuários sobre a importância do planejamento Familiar; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 87 Capacitar a equipe sobre o tema; Realizar prática educativa do Planejamento familiar; Realizar consulta de enfermagem; Encaminhar para consulta médica quando necessário.3.7.8.2 Médico Estimular e captar em sua área de abrangência as mulheres e homens com vida sexual ativa para participarem do planejamento familiar; Orientar os usuários sobre a importância do planejamento Familiar; Capacitar a equipe sobre o tema; Realizar prática Educativa do Planejamento Familiar; Realizar consulta médica; Encaminhar para atendimento especializado quando necessário.3.7.8.3 Agente Comunitário de Saúde Orientar as famílias sobre a existência e o funcionamento do serviço de Planejamento Familiar na unidade; Orientar sobre a importância do Planejamento Familiar; Estimular e captar em sua microárea as mulheres e homens com vida sexual ativa para participarem do Planejamento Familiar; Agendar os usuários para a participação das reuniões; Realizar por meio de visita domiciliar o acompanhamento dos indivíduos e informar intercorrências ao médico e/ou enfermeiro da equipe. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 883.8 PUERPÉRIO3.8.1 CONCEITO O Puerpério é considerado o período do ciclo gravídio-puerperal emque o organismo materno retorna às suas condições pré-gravídicas e écaracterizado pelas regressões das modificações locais e sistêmicas que foramprovocadas pela gravidez. O seu início se dá logo após a expulsão total da placenta e dasmembranas e tem a duração de cerca de seis semanas. Puerpério imediato: inicia logo após a saída da placenta e duraaproximadamente duas horas. Puerpério mediato: desde o puerpério imediato até o 10º dia, em queocorre a regressão das modificações nos órgãos genitais, ocasião em que deveocorrer a Visita Domiciliar da enfermeira. Por volta do 10º dia o útero já regrediu em seu tamanho e se encontrana cavidade pélvica. A loquiação (produto originário principalmente da feridaplacentária, descamação e sangue), apresenta-se em quantidade moderada paraescassa e amarelada. A partir desse período instala-se o puerpério tardio, que se estende 0do 11 dia até o reinício dos ciclos menstruais em mulheres que não estãolactando. Para aquelas que mantêm a lactação, o período pode variar de seis aoito semanas, período no qual, a loquiação se torna, progressivamente, serosa oubranca.3.8.2 CONSULTA DA PUÉRPERA Caberá, preferencialmente, ao(a) enfermeiro(a) a 1ª consulta puerperal,entre o 5º e 10º dia, se possível, no domicílio. Uma 2ª consulta (revisão puerperal) deverá ser feita pelo profissionalmédico ou enfermeiro, entre 30º e 42º dia após o parto. Nesta ocasião, ouvem-se PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 89as queixas da mulher e procede-se novo exame físico. Importante é discutir oaleitamento materno e orientar a mulher para problemas que tenham surgido. Nas puérperas que não completaram seus esquemas de vacinação,deve-se aproveitar este momento para faze-los. Nas mulheres que não realizaram o exame preventivo para câncercervical, este momento também é oportuno, pois trata-se praticamente daliberação da mulher às suas atividades normais. É fundamental que haja umadiscussão com o casal sobre o retorno às atividades sexuais e sobre os métodoscontraceptivos. Exame físico da puérpera: A assistência de qualidade à puérpera nãodeve prescindir do exame físico geral e específico cuidadoso e coleta deinformações para o planejamento das ações da equipe. Anamnese; Exame Físico Geral; Sinais vitais.3.8.2.1 Exame Físico Exame das mamas: verificar mamilos, sinais de ingurgitamento e infecções; Verificação da involução uterina; Verificação das condições de cicatrização da ferida cirúrgica. (Episiorrafia ou incisão abdominal); Verificação do aspecto e quantidade da loquiação. Considera-se aspectos quanto à cor, odor e quantidade, segundo características já descritas; Avaliação de sinais de flebite e trombose venosa profunda.3.8.2.2 Condutas nas Intercorrências Comuns na Amamentação3.8.2.2.1 Fissuras manter espaço entre o mamilo e o sutiã, usando uma pequena peneira; sempre que possível, expor as mamas ao ar; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 90 fazer banhos de sol ou de luz diretamente sobre as fissuras; continuar amamentando a criança com mamadas em intervalos mais freqüentes e de menor duração, iniciando pelo seio menos ferido; completar o esvaziamento do seio através de expressão manual; não usar pomadas ou anti-sépticos que podem dificultar a cicatrização; lavar o mamilo apenas com água, após cada mamada; os analgésicos tópicos não são eficazes; prevenir através da técnica de amamentação correta; recomendar à mãe o uso do sutiã de alças largas que suspendam bem os seios; começar as mamadas pelo seio mais túrgido; se a turgescência for muito grande, mandar fazer esvaziamento manual antes de oferece-lo a criança, para que a mesma possa pegar o mamilo e esvaziar o seio completamente; usar compressas úmidas e frias, várias vezes ao dia; realizar ordenha manual sempre que a mama estiver túrgida.3.8.2.2.2 Ingurgitamento Mamário A congestão das mamas pode ocorrer por esvaziamento infreqüente ouinadequado das mamas, ou por inibição do reflexo de ejeção do leite. As mamasapresentam-se volumosas, com temperatura acima do normal e freqüentemente,sensíveis ao toque.3.8.2.2.2.1 Prevenção Manter freqüência de mamadas: Estimular a sucção do recém-nascido com freqüência e continuamente, para esvaziamento ritmado das mamas; Esvaziamento das mamas após as mamadas: Após as mamadas, as mamas deverão ser inspecionadas por palpação de toda a sua área e em caso da nutriz sentir que há leite excedente, este poderá ser ordenhado manualmente ou, se ela desejar, com o auxílio de uma bomba tira-leite de sua preferência; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 91 Uso de sutiãs: O uso de sutiãs que mantenha as mamas firmes e em posição anatômica favorece o posicionamento dos ductos e livre trânsito do leite para sua ejeção. Os muito apertados com costuras ou detalhes que pressionam alguma região da mama, podem ocasionar pressão e obstrução de ductos, favorecendo ingurgitamento daquela área.3.8.2.2.2.2 Cuidados com a mama ingurgitada Uma vez constatado o ingurgitamento, a conduta para promover suaremissão consiste em ordenha do leite residual. No entanto, a ordenha deve serprecedida por massagens que facilitarão o fluxo do leite e sua evasão. Nessa situação, aconselha-se a ordenha da aréola até o ponto em queesta e o mamilo torna-se flexíveis para favorecer a pega do lactente; após a mamada,então, a mama deve ser massageada e ordenhada para o esvaziamento do leiteresidual.3.8.2.2.3 Ordenha Manual Tem por objetivo imitar a pega e sucção realizadas pelo lactente, nãooferecendo pressão sobre os mamilos e nem causando danos ao tecido papilar. É realizada colocando-se os dedos indicador e polegar na bordaareolar, sendo que o polegar fica na borda areolar da face inferior da mama e oindicador na borda areolar da face superior da mama; pressiona-sedelicadamente o polegar e o indicador a fim de comprimir os seios lactíferosretroareolares, repetindo-se o procedimento e mudando a posição de pega daaréola, de modo que todas as ampolas lactíferas sejam drenadas. Uma das maneiras de se prevenir as lesões de papila e oingurgitamento é promover condições para que a mamada seja confortável eprazerosa, tanto para a mãe como para o bebê. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 923.8.2.3 Avaliação da MamadaINDICADORES O QUE OBSERVAR Qualquer que seja a posição, sentada ou deitada, a mãe deve Posição sentir-se confortável e segura para manter o bebê em seus braços materna pelo tempo que se estender a mamada. A criança deverá ficar com o seu corpo voltado para o corpo da mãe, tendo o tórax e o abdômen de frente para o peito materno, de forma que o seu rosto esteja de frente para a mama e a boca no Posição do nível e de frente ao mamilo; apoiar o lactente com auxílio derecém-nascido travesseiro ou almofada; manter os apoios do braço e mãos maternas nos ombros e quadril da criança e manter a curvatura natural do corpo do bebê, deixando-o livre para movimentar pernas, braços e cabeça. As mamas Antes de cada mamada, caso a mama apresente tensão e/ou sinais deverão estar de ingurgitamento, principalmente na região areolar, esta área macias e os deverá ser ordenhada para diminuir a tensão e tornar os mamilos mamilos flexíveis para facilitar a apreensão do conjunto mamilo-areolar pelo flexíveis lactente. Padrão de Estimular a abertura da boca do lactente para que este abocanhe o busca e conjunto mamilo-areolar; observar o posicionamento da língua do apreensão do recém nascido, o posicionamento dos lábios e aconchego dorecém nascido queixo/mama; estimular a manutenção da apreensão. A sucção do recém-nascido ao peito se dá em uma média de 2 Freqüência e segundos, entrecortada por pausas ocasionais; quando o bebê estáritmo de sucção mamando adequadamente, ele não apresenta encovamento de bochecha e mantém o lábio colado ao seio materno. Choro alto e contínuo, movimentos de pernas, braços e laterais da Sinais de cabeça, denunciam algum desconforto ou irritação da criança que podem estar sendo provocados por uma posição inadequada noirritabilidade do colo materno, por roupas apertadas ou desconfortáveis, por odores bebê fortes, seja perfume de roupas ou pele muito próximas ao rosto da criança, odores da transpiração ou outro tipo de cheiro não suportado pela criança. Observar se há obstrução nasal. Além do ambiente calmo, o mais importante é a mãe manter-se calma e disponível para amamentar. Mães ansiosas, nervosas,Comportamento temerosas, ou ainda, com pouco tempo de amamentar para realizar materno outras tarefas, em geral passam esse sentimento para o bebê, que, por sua vez, manifesta irritação e dificuldade de acalmar-se ao seio, interferindo no sucesso da amamentação. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 933.8.3 ASSISTÊNCIA AO RECÉM NASCIDO NO DOMICÍLIO De maneira geral, três grupos de RN s apresentam maiorvulnerabilidade e susceptibilidade para desenvolver complicações: os nascidoscom peso inferior a 1500g e com idade gestacional inferior a 33 semanas; os queapresentam asfixia ao nascimento e aqueles com malformações que requeiramcorreção cirúrgica. Esses grupos de RN s necessitam de atendimento eminstituições hospitalares que contam com unidades de cuidados intensivosneonatais. Entretanto, vale lembrar que os RN s em geral, mesmo aqueles quenascem em boas condições, apresentam características singulares intrínsecasque, associadas aos fatores citados anteriormente, os tornam vulneráveis aodesenvolvimento de intercorrências clínicas no período perinatal. Vale lembrar que cerca da metade das mortes ocorridas no primeiroano de vida no Brasil acontecem no período neonatal, o que justifica uma atençãoe monitoramento cuidadoso da saúde deste segmento populacional. Por meio doexame físico do RN, do levantamento de informações obtidas na entrevista com amãe/cuidadora/familiares acerca das reações comportamentais do RN, dasformas dispensadas no cuidado do RN e do contexto socioeconômico e culturalem que esta família está inserida, é possível estabelecer o diagnóstico e asintervenções que visam a prevenção e promoção da saúde, contribuindo para aredução e reversão das taxas de morbi-mortalidade neste período breve da vidahumana.3.8.3.1 Avaliação do RN no Domicílio VARIAÇÕES SINAIS POTENCIAIS DE ACHADOS USUAIS ESPERADAS ANORMALIDADE / INTERCORRÊNCIA Bossa serosanguínea céfalo hematomaMedidas gerais que regride nas 1ª Circ. cefálica: 33-35cm; semanas; Aumento > que 1cm/mês da circ. cef.; Circ. torácica:30,5 - 33cm; Perda de 10% do Diminuição de peso após o 14º dia de Estatura:48-53cm; peso de nascimento vida. Peso:2500-4000g na 1ª semana, recuperação entre o 10º-14º dia de vida; Ganho de 15 - PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 94 VARIAÇÕES SINAIS POTENCIAIS DE ACHADOS USUAIS ESPERADAS ANORMALIDADE / INTERCORRÊNCIA 30g/dia após a 2ª semana Calor radiante, ambiental, excesso Temp. axilar < 36ºC ou > 37,5ºC;Sinais Vitais de roupa aumenta a FC < 80 -100 bpm; Temp. axilar: 36,5ºC- Temp.; FC > 160 -180 bpm; 37,2ºC; FC aumenta com FR > 60 rpm; apnéia por mais de 20 Batimento cardíaco: FC choro; segundos; entre 120 -140 bpm; FC diminui no sono; batimento das aletas nasais; Respiração: FR entre 30- FR aumenta com retrações xifóide e/ou intercostal; 60 rpm. choro; FR diminui no gemido expiratório sono. Fissuras labial ou palatina, RNs comAlimentação seqüela neurológica, fissura mamilar, Amamentação de livre mastite materna e mães que escolhem demanda, em média a não amamentar; cada 2-3 horas. Refluxo/regurgitação/vômito persistente de leite ingerido.Eliminações Fezes meconiais até o 3º dia, fezes de transição do 3º ao 5º dia, fezes lácteas após; Obstipação, fezes diarréicas; Diminuição da freqüência urinária associada à presença de edema Freqüência das evacuações: 8 vezes/dia; Urina cor clara, freqüência diária: 8 a 10 Estado de consciência/Aspecto geral/Comportamento/ Convulsão; hipoatividade ou falta de Reflexos reação aos estímulos Estado de sonolência ou sono profundo por cerca de 18 horas/diaEstado de consciência/ Hipertonia muscular; extensão / flacidezAspecto geral/ dos membros, fontanela saliente ouComportamento/ Reflexos encovada; Quando acordado, reativo Cianose generalizada/ persistente ou a estímulo sonoro, tátil e repentina Palidez; visual. Pele acinzentada; Reflexos: Moro, Babinsky e Tônico-cervical Mucosas descoradas; presentes; Impetigo; Flexão geral de membros; Assadura, miliária, fissuras em dobras de Fontanelas planas; pele, anal; Boa perfusão periférica; Icterícia persistente após a 1ª semana de vida ou generalizada e acentuada nos Mucosas coradas, pele primeiros dias; rosada, íntegra, presença de millium sebáceo em Sucção débil; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 95 VARIAÇÕES SINAIS POTENCIAIS DE ACHADOS USUAIS ESPERADAS ANORMALIDADE / INTERCORRÊNCIA região nasal, eritema Sucção, respiração e deglutição tóxico em tórax e abdome, incoordenados. mancha mongólica em região sacro-glútea; Regressão da icterícia na 1ª semana de vida; Coordenação da sucção, deglutição e respiração.Coto/cicatriz umbilical Presença de Secreção fétida, purulenta; hiperemia Mumificado no 3º dia de secreção serosa ou local; calor; febre; granuloma; vida e desprendimento do serossanguinolenta Contaminação por fezes, urinas, uso de coto entre a 1ª e 3ª na fase de produtos estranhos no curativo. semana de vida. desprendimento.3.8.3.2 Cuidados com o Recém-Nascido no Domicílio Responsabilizar-se pelo cuidado do filho recém-nascido, freqüentemente,provoca ansiedade na mãe, o que a leva a procurar ajuda para capacitar-se nestatarefa. Desenvolver atividades educativas junto à mãe e familiares relacionadas aomanejo do aleitamento, higiene do RN, cuidados com o coto umbilical, prevenção deinfecções e intercorrências no sistema tegumentar auxilia na aquisição da habilidadematerna. PROCEDIMENTO OBSERVAÇÕES1. Prevenção de A temperatura ambiente onde o RN é mantido deve estar em torno de hipotermia 24ºC, evitar correntes de ar Uso preferencial de tecidos de algodão, evitar loções alcoólicas para higienização, ter preferência a produtos de higiene da linha infantil e2. Prevenção de evitar uso de calça plástica; problemas na pele Lavar separadamente as roupas do RN, usar sabão neutro ou de coco, enxaguar bem para remover todo o sabão e evitar o uso de amaciantes; Secar ao sol, em varal, passar a roupa com ferro aquecido. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 96 PROCEDIMENTO OBSERVAÇÕES Organizar o material: toalha, macacão de algodão, fralda, cobertor, bolas de algodão, sabonete glicerina / infantil, "cotonetes", banheira com água a temperatura de 38-40°C; O banho não deve ser muito demorado para evitar hipotermia. Realizar o banho no horário mais quente do dia. Começar a higiene pelo segmento cefálico. Limpe os olhos com bolas de algodão umidecido em água morna evitando usar a mesma bola de algodão em ambos os olhos. Com ajuda de "cotonetes," limpe as narinas e o pavilhão auditivo; Manter o RN agasalhado e enrolado na toalha de banho para lavar o couro cabeludo. Proteja ouvidos com auxílio de chumaço de algodão. Umedecer e ensaboar a cabeça;3. Banho do RN Enxaguar e secar o couro cabeludo. Antes de lavar o corpo, retirar a fralda e higienizar os genitais, caso apresente eliminações. Ao remover as fezes, evite contaminar canal uretral e vaginal. Retirar as demais peças do vestuário; Segurar o RN, mantendo-o em decúbito dorsal elevado com a cabeça da criança sobre o pulso do cuidador e a região glútea no fundo da banheira. Ensaboar e enxaguar; Virar o RN, segurando-o em decúbito ventral elevado para lavar o dorso; Retirá-lo da banheira e enxugar; Secar bem as dobras da pele e vesti-lo. Evitar manter a fralda cobrindo o coto umbilical. O curativo deve ser realizado pós-banho e trocas das fralda. Utilizar "cotonetes" embebido em solução de álcool a 70%; Limpar o local da inserção do coto umbilical com a pele e remover a secreção presente;4. Curativo umbilical Atentar para as características da secreção e presença de sinais de infecção; Evitar o uso de anti-sépticos coloridos, substâncias estranhas ou contaminadas; Evitar decúbito dorsal ou ventral no berço. Mantê-lo em decúbito lateral elevado até eructar; Lavar as mãos sempre que for manipular o bebê; Evitar locais públicos de grande movimentação, fumantes e animais5. Medidas de domésticos próximos e não deixar o RN com outras crianças sem um segurança e responsável junto; prevenção de agravos à saúde Mantê-lo longe de sacos plásticos e objetos que possam sufocá-lo ou feri-lo; Protegê-lo de correntes de ar e evitar ambientes com poeira e umidade; No trânsito, transportá-lo em Bebê-conforto, preso ao banco traseiro do veículo. Incentivar o aleitamento materno; Respeitar a demanda espontânea do RN; Em média, intervalo de 3 a 4 horas; Na impossibilidade, retirar o leite materno e oferecê-lo em copinho ou6. Alimentação colher ou leite artificial sob prescrição e acompanhamento do serviço de saúde; Evitar o uso de mamadeira; Desnecessário oferta de suplemento hídrico (chá, água, suco) no período neonatal. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 973.8.4 DETECTAR SINAIS E SINTOMAS DE INFECÇÃO PUERPERAL PUÉRPERA ANAMNESE + INSPEÇÃO DA EPISORRAFIA OU INCISÃO CIRÚRGICA sinais/sintomas de infecção SIM NÃO encaminhar ao Proceder orientações de rotina médico para e retirada de pontos em casos avaliação de cesárea FONTE: SMS / Montes Claros, 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DA MULHER 983.8.4.1 Fluxograma para avaliação das mamas PUÉRPERIO EXAME DAS MAMAS MAMAS MACIAS. MAMAS INGURGITADAS SINAIS E MAMILOS PROTUSOS. E/OU COM FISSURAS SINTOMAS DE SEM LESÕES OU MASTITE ALTERAÇÕES ORIENTAÇÕES PROCEDER ENCAMINHAR DE ROTINA ORIENTAÇÕES AO MÉDICO ESPECÍFICAS. AVALIAR PARA PEGA DO RN E AVALIAÇÃO ENCAMINHAR PARA ORDENHA MECÂNICA, SE NECESSÁRIO FONTE: SMS / Montes Claros, 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Parte IV SAÚDE DO ADULTOPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 100 ÍNDICE4.1 HIPERTENSÃO ARTERIAL..................................................................... 101 4.1.1 OBJETIVO...................................................................................... 101 4.1.2 PROCEDIMENTOS........................................................................ 101 4.1.3 DEFINIÇÕES.................................................................................. 101 4.1.4 OPERACIONALIZAÇÃO................................................................ 102 4.1.5 VISITA DOMICILIAR...................................................................... 103 4.1.6 MEDICAÇÃO PARA MANUTENÇÃO............................................. 1034.2 DIABETES MELLITUS............................................................................. 105 4.2.1 OBJETIVO...................................................................................... 105 4.2.2 PROCEDIMENTOS........................................................................ 105 4.2.3 DEFINIÇÕES.................................................................................. 105 4.2.4 OPERACIONALIZAÇÃO................................................................ 106 4.2.5 MEDICAÇÃO PARA MANUTENÇÃO............................................. 107 4.2.6 PÉ DIABÉTICO............................................................................... 107 4.2.6.1 Fatores de risco........................................................................... 108 4.2.6.2 Classificação I.............................................................................. 108 4.2.6.3 Classificação II............................................................................. 108 4.2.6.4 Sinas e Sintomas do Pé Diabético.............................................. 108 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1014.1 HIPERTENSÃO ARTERIAL4.1.1 OBJETIVO Prevenir a ocorrência de alterações degenerativas vasculares e do miocárdio nos indivíduos hipertensos da área de abrangência da Unidade de Saúde, com vistas a reduzir a mortalidade e a morbidade decorrente destas alterações e procurar intervir em fatores de riscos cardiovasculares associados à hipertensão como: tabagismo, obesidade, sedentarismo e dislipidemias.4.1.2 PROCEDIMENTOS Consulta de enfermagem semestralmente; Encaminhamento para consulta médica sempre que detectada alguma alteração; Solicitação de exames de rotina para hipertensão arterial; Seguimento na terapêutica medicamentosa prescrita pelo médico e orientações quanto ao uso correto; Transcrição medicamentosa, mediante apresentação do cartão do hipertenso/diabético e ultima prescrição do médico ou transcrição do enfermeiro da equipe. Ressalta-se que os níveis pressóricos recomendados para a manutenção da receita pelo enfermeiro deverão estar entre 100/60mmhg e 140/90mmhg. Fora destes parâmetros, o paciente deverá ser encaminhado para consulta médica.4.1.3 DEFINIÇÕES Hipertenso definido: É aquele que já tem conhecimento da sua condição de hipertensão e que realizou três verificações de Pressão Arterial (PA), com intervalos de uma semana e foi definido como hipertenso; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 102 Hipertenso suspeito: É o usuário que desconhece ser hipertenso e que teve apenas uma verificação de PA com o achado de níveis tensionais elevados. Deve-se registrar no cartão as aferições da pressão arterial com sete dias de intervalo, com o paciente sentado a pelo menos dez minutos e; sempre que possível, no mesmo horário.4.1.4 OPERACIONALIZAÇÃO Os usuários atendidos nas Unidades de Saúde e que compareçam porqualquer motivo: 1. Verificar a pressão arterial de todos os usuários clientes maiores de 20 anos; 2. Realizar a verificação da PA sempre após dez minutos de repouso, evitando o uso de qualquer substância hipertensiva como cigarros, cafeína ou refeição nos últimos trinta minutos que antecedem a tomada da pressão. Observar um intervalo de sete dias entre as verificações; 3. Realizar busca ativa no caso de faltosos; 4. Após três aferições de PA com níveis pressóricos maiores ou iguais 140/90 mmHg, realizar consulta de Enfermagem e solicitar exames de rotina para Hipertensão Arterial (Colesterol total e frações, triglicérides, urina rotina, creatinina, ácido úrico, hemograma, sódio, uréia, potássio sérico e glicemia sérica); 5. Agendar a 1ª consulta com o médico da equipe para avaliação e interpretação dos exames. As consultas médicas subseqüentes serão agendadas anualmente ou sempre que for necessário; 6. Cadastrar os hipertensos definidos para acompanhamento da equipe; 7. Fornecer ao hipertenso o cartão devidamente identificado com a prescrição médica e os resultados de exames; 8. Agendar grupo educativo mensal, sob coordenação do enfermeiro e/ou médico da equipe para os pacientes diagnosticados, casos suspeitos e familiares, para orientações quanto à dieta, atividades físicas, medicação e prevenção de possíveis complicações entre outros. Aferir a PA dos clientes nesta atividade; 9. A manutenção de receitas será feita trimestralmente de acordo com as rotinas da unidade. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1034.1.5 VISITA DOMICILIAR Realizada para os hipertensos definidos, suspeitos ou faltosos. Serãoconsiderados faltosos os que não completarem três verificações de PA ou nãocomparecerem as unidades nos grupos operativos. Pode ser realizada por um dosmembros da equipe.4.1.6 MEDICAÇÃO PARA MANUTENÇÃO Classificação: 1. Diuréticos: Agem no néfron (unidade morfofuncional do rim) e produzem leve depleção de sódio e potássio. Prestar atenção para pacientes com história de gota, ácido úrico muito aumentado e dores articulares, devendo, em certos casos, usar doses bem baixas ou retirar o diurético. Efeitos colaterais: dislipidemias, intolerância à glicose, hipopotassemia, impotência sexual e hiperuricemia, que podem ser amenizados com o uso de baixas doses e vigilância dessas alterações. 2. Inibidores Simpáticos: Deprimem o tônus simpático do sistema nervoso central exercendo grande controle sobre a circulação. Efeitos colaterais: hipotensão postural e disfunção sexual, freqüentes em pacientes com neuropatia autonômica diabética, devendo-se limitar seu uso nessa população. 3. Betabloqueadores: Antagonizam as respostas às catecolaminas mediadas pelos receptores Beta. Diminuição da freqüência e do débito cardíaco são resultados observados após a administração. São úteis em casos de arritmias cardíacas, prolapso de válvula mitral, infarto do miocárdio, angina do peito e hipertensão portal esquistossomática. Efeitos colaterais: Contra-indicado em atópicos ou PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 104 asmáticos, pelo desencadeamento e/ou agravamento do broncoespasmo, podendo levar à insuficiência respiratória aguda. Também é contra-indicado em bloqueios cardíacos e insuficiência vascular periférica. Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA): Inibem aformação de angiotensina II (um dos maiores vasoconstritores conhecidos),bloqueando a enzima conversora de angiotensina (ECA). Além da redução dapressão arterial sistêmica, reduzem a pressão intraglomerular tendo comoconseqüência uma proteção renal específica. Contra-indicada na gestação oumulheres que querem engravidar pela possibilidade de causar malformaçõesfetais. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1054.2 DIABETES MELLITUS4.2.1 OBJETIVO Reduzir a morbimortalidade pelo diabetes na área de abrangência da Unidade de Saúde, através do diagnóstico precoce, tratamento de indivíduos sintomáticos e assintomáticos, detecção precoce e tratamento das complicações agudas e crônicas do diabetes tipo I e lI, com referência para níveis de maior complexidade quando necessário.4.2.2 PROCEDIMENTOS Consulta de enfermagem semestralmente; Encaminhamento para consulta médica sempre que detectada alguma alteração; Solicitação de exames de rotina para diabetes; Seguimento na terapêutica medicamentosa prescrita pelo médico e orientações quanto ao uso correto; Transcrição medicamentosa, mediante apresentação do cartão do Hipertenso/Diabético e ultima prescrição do médico ou do enfermeiro da equipe. O nível glicêmico recomendado para a manutenção da receita é entre 70 a 140mg/dl.4.2.3 DEFINIÇÕES Tipo I: São insulino-dependentes; Tipo lI: São insulino não dependentes. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1064.2.4 OPERACIONALIZAÇÃO 1. Cadastrar todos os diabéticos Tipo I e II das áreas de abrangência para acompanhamento da equipe de saúde; 2. Fornecer ao diabético o cartão, devidamente identificado, com prescrição médica e resultados de exames; 3. Os exames para controle metabólico que poderão ser solicitados pelo enfermeiro do município: - Glicemia de jejum; - Glicemia pós-prandial; - Glicemia capilar; - Hemoglobina glicosilada; - Hemograma; - Triglicérides; - Colesterol total e frações. 4. Clientes com diabetes Tipo I, encaminhar à unidade de referência para mapear a necessidade de insulina e fornecê-la; 5. Agendar grupo educativo mensal, sob coordenação do enfermeiro e/ou médico da equipe, para os usuários diagnosticados, casos suspeitos e familiares, para orientações quanto à dieta, atividades físicas, medicação e prevenção de possíveis complicações e/ou incapacidades. Verificar glicemia capilar; 6. A glicemia capilar deverá ser feita mensalmente em todos os diabéticos e anotada no cartão. Os clientes em uso de diabetogênicos com glicemia acima de 140mg/dl serão encaminhados para consulta com o médico da equipe; 7. Encaminhar os clientes para oftalmologia de acordo com avaliação do médico e/ou do Enfermeiro da equipe; 8. Agendar visita domiciliar para realização do controle metabólico aos pacientes impossibilitados de participarem dos grupos educativos (com justificativa); 9. A manutenção de receitas de hipoglicemiantes orais será feita trimestralmente, de acordo com as rotinas de cada unidade. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1074.2.5 MEDICAÇÃO PARA MANUTENÇÃO Glibenclamida 5 mg; Metformina 850 mg; Contra-indicação: - DM tipo 1 ou DM pancreático; - Gravidez; - Grandes cirurgias, infecções severas, estresse e trauma; - História de reação alérgica às sulfoniluréias; - Predisposição a hipoglicemias severas e com diminuição da função hepática ou renal; - Acidose ou estado pré-acidótico. Glibenclamida 5mg: Tem ação de 16 a 24horas e pode ser usada 1 ou 2 vezes ao dia: o Efeitos adversos: A hipoglicemia leve é o efeito adverso mais comum; também podem ocorrer sintomas gastrintestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal, sensação de plenitude gástrica), reações hematológicas (leucopenia, trombopenia e anemia hemolítica), cutâneas (rash, prurido, púrpura), hipersensibilidade cruzada às sulfonamidas e alterações hepáticas (hepatite, icterícia, colestase e aumento das enzimas hepáticas). Metformina 850mg: causa significativa redução de complicações cardiovasculares.4.2.6 PÉ DIABÉTICO São alterações que ocorrem nos pés, decorrentes de complicações dodiabetes mellitus: neuropatia diabética (alterações nos nervos periféricos),problemas circulatórios (micro e macro angiopatia diabética) e infecção. Estascomplicações, quando presentes, colocam o paciente em risco de amputação eaté de vida. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 1084.2.6.1 Fatores de Risco Antecedente de úlcera/amputação; Neuropatia insensibilidade/deformidade; Calosidade; Uso de calçados inadequados; Trombose Venosa Profunda (tabagismo, HAS, dislipidemia); Patologia não-ulcerativa (micoses, bolhas, rachaduras, fissuras).4.2.6.2 Classificação I Grau O: pé em risco por presença de doença vascular periférica, neuropatia, deformidades ortopédicas e de unhas, perda da visão, nefropatia e/ou idade avançada; Grau 1: úlcera superficial; Grau 2: úlcera profunda que chega ao tendão, ligamento, articulação e/ou osso; Grau 3: infecção localizada: celulite, abscesso, osteomielite; Grau 4: gangrena local; Grau 5: gangrena extensa.4.2.6.3 Classificação II Infeccioso - Neuropata: Apresenta boa circulação e déficit sensitivo - Arteriopata: Apresenta déficit circulatório e boa sensibilidade - Misto: Apresenta déficit circulatório e sensitivo. Não Infeccioso - Neuropata: Apresenta o calo plantar e deformações - Arteriopata: Apresenta gangrena seca.4.2.6.4 Sinas e Sintomas do Pé Diabético a) Vasculares: - Pés frios; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 109 - Claudicação intermitente (panturrilha ou pé); - Dor em repouso especialmente noturno; - Ausência de pulsos nós pés poplíteos ou femorais; - Sopros femorais; - Rubor; - Diminuição da temperatura corporal. b) Neurológicos: - Sensitivos: ardor, formigamento, parestesias, dor e hipersensibilidade, sensação de pé frio ou dormente; - Motores: debilidade, diminuição ou ausência de reflexos tendinosos profundos; - Autonômicos: secura da pele com diminuição ou ausência de sudorese. c) Musculoesqueléticos: - Mudança gradual na forma do pé; - Mudança súbita e indolor na forma do pé, associada a edema e sem antecedentes de traumatismo: o Pé cavo e dedos em garra; o Pé caído; o Articulação de Charcot; o Artropatia neuropática. d) Dermatológicos: - Feridas estranhamente dolorosas ou indolores; - Feridas que não cicatrizam ou cicatrizam lentamente. Necrose; - Mudança de coloração na pele; - Pé seco, pruriginoso; - Infecções recorrentes (paroníquia, pé-de-atleta); - Pé: o Secura anormal; o Infecção micótica crônica; o Lesões queratósicas com ou sem hemorragia (plantar ou digital). Úlceras tróficas. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO ADULTO 110 - Pêlo: o Diminuição ou ausência. - Unhas: o Mudanças tróficas; o Onicomicose; o Ulceração ou abscesso subungueal; o Falta de crescimento. Seguir protocolo de Tratamento de Feridas do município. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Parte V SAÚDE DO IDOSOPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 112 ÍNDICE5.1 OBJETIVO............................................................................................... 1135.2 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DA ATENÇÃO BÁSICA SOB A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA VOLTADAS À PESSOA IDOSA ............................................................. 113 5.2.1 Atribuições Comuns da Equipe .................................................. 113 5.2.2 Competências e Habilidades Requeridas ao Médico e/ou Enfermeiro ................................................................................... 114 5.2.3 Habilidades Específicas do Enfermeiro ........................................ 1195.3 CONSULTA DE ENFERMAGEM ........................................................... 1195.4 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO DOMICILIÁRIO ............................... 1195.5 AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO ........................................................ 1195.6 OPERACIONALIZAÇÃO ........................................................................ 120 5.7.3 AVALIAÇÃO FÍSICA ..................................................................... 123 5.7.4 ASPECTOS RELACIONADOS COM CUIDADOR ....................... 125 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 1135.1 OBJETIVOPrestar um atendimento qualificado ao idoso, respeitando suas particularidades,estimulando sua independência, autonomia e a capacidade funcional, medianteações de promoção de saúde, prevenção e reabilitação, possibilitando ao mesmoa manutenção de sua independência funcional e autonomia .(função física,psíquica e social).5.2 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DA ATENÇÃO BÁSICA SOB A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA VOLTADAS À PESSOA IDOSA5.2.1 Atribuições Comuns da Equipe Conhecimento da realidade das famílias pelas quais são responsáveis, com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas; Identificação dos problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais o idoso está exposto, e a elaboração de um plano local para o enfrentamento dos mesmos; Execução, de acordo com a formação e qualificação de cada profissional, dos procedimentos de vigilância à saúde da pessoa idosa; Valorização das relações com a pessoa idosa e sua família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto e de respeito; A realização de visitas domiciliares de acordo com o planejado; Prestação de assistência integral à população idosa, respondendo às suas reais necessidades de forma contínua e racionalizada; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 114 Garantia de acesso ao tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para aqueles com problemas mais complexos ou que necessitem de internação hospitalar; Coordenação e participação e/ou organização de grupos de educação para a saúde; Promoção de ações intersetoriais e de parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas identificados na população idosa, além da fomentação da participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais.5.2.2 Competência e Habilidades Requeridas ao Médico e/ou Enfermeiro Podem ser destacadas as seguintes competências e correspondenteshabilidades requeridas, no que diz respeito à saúde do idoso no nível da atençãobásica: Promoção da saúde do idoso: capacidade de identificar os fatores determinantes da qualidade de vida da pessoa idosa, em seu contexto familiar e social, bem como compreender o sentido da responsabilização compartilhada como base para o desenvolvimento das ações que contribuem para o alcance de uma vida saudável. Aqui temos as seguintes habilidades requeridas ao médico e ao enfermeiro: a. Compreender o significado da promoção à saúde da pessoa idosa e sua relação com os fatores determinantes da qualidade de vida (sociais, políticos, econômicos, ambientais, culturais e individuais); b. Compreender a influência da família, da comunidade, das instituições e dos valores culturais e sociais no processo permanente de manutenção funcional e da autonomia do idoso; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 115 c. Estimular a iniciativa, a organização e a participação da comunidade em atividades inter-relacionadas em prol da qualidade de vida das pessoas idosas; d. Compreender o envelhecimento como um processo essencialmente benigno, não patológico, sem perder de vista, entretanto, que o estresse de agravos físicos, emocionais e sociais, com o aumento da idade, representa uma efetiva e progressiva ameaça para o equilíbrio dinâmico do indivíduo, ou seja, sua saúde; e. Compreender as diferenças entre o que se pode considerar como envelhecimento normal, com suas limitações fisiológicas gradativas, e as características patológicas que podem instalar-se durante esse processo; f. Identificar possíveis fatores de risco à saúde do idoso, assim como os sintomas claros ou não específicos de qualquer alteração física ou mental; g. Identificar ações de promoção à saúde da pessoa idosa, desenvolvidas pelos setores governamentais e não governamentais, na área de abrangência da UBS; h. Estabelecer parcerias, visando ao desenvolvimento do trabalho intersetorial (escolas, clubes, igrejas, associações e outros); i. Gerar, reproduzir e disseminar informações relativas ao desenvolvimento integral da pessoa idosa para que a população seja informada e possa participar ativamente do processo de forma integral e abrangente; j. Desenvolver ações que visem à melhoria das práticas sanitárias no domicílio, bem como a vigilância à saúde do idoso; k. Entender a atenção básica à saúde do idoso enquanto processo eminentemente educativo, uma vez que se baseia no estímulo e PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 116 apoio para que eles se mantenham, o máximo possível, no controle de sua saúde e de sua vida; l. Estimular a organização de grupos de idosos para discussão e troca de experiências relativas à sua saúde e como melhorar a qualidade de vida, mantendo-se participante ativo em sua comunidade; m. Construir coletivamente um saber direcionado às práticas de educação em saúde do idoso que integre a participação popular no serviço de saúde e ao mesmo tempo aprofunde a intervenção da ciência na vida cotidiana das famílias e da sociedade; n. Realizar o diagnóstico das condições de vida e de saúde da família e da comunidade na qual a pessoa idosa está inserida mediante as informações do cadastro das famílias; o. Estimar e caracterizar a população de idosos da área de abrangência da equipe de saúde, na perspectiva de enfoque de risco; p. Identificar as doenças prevalentes da população idosa na área de abrangência do trabalho da equipe, bem como seus determinantes; q. Acompanhar e avaliar permanentemente o impacto das ações sobre a realidade inicialmente diagnosticada das condições de vida e de saúde da pessoa idosa, na perspectiva de se atingir a situação desejada, pela identificação e desenvolvimento de indicadores de avaliação de processo e de resultado em relação às ações desenvolvidas; r. Identificar métodos e técnicas de ensino aprendizagem mais adequado à capacitação de pessoas da comunidade que lidam com práticas de cuidado às pessoas idosas. Prevenção e monitoramento das doenças prevalentes na população idosa: capacidade para desenvolver ações de caráter individual e coletiva, visando à prevenção específica e o monitoramento das doenças PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 117 prevalentes na população idosa. Neste contexto, as habilidades requeridas ao médico e ao enfermeiro são: Conhecer as condições de vida e de saúde da pessoa idosa em seu contexto familiar na área adstrita à unidade de saúde (aspectos demográficos, perfil de morbimortalidade - mortalidade por causa específica, maltrato e abandono - renda e pobreza, trabalho); Desenvolvimento de ações de caráter coletivo voltadas à prevenção individual e coletiva com base nos fatores de risco universais à saúde da população idosa; Associar aos fatores de risco universais a outros que podem adquirir pesos variáveis de acordo com a realidade da área de abrangência da equipe de saúde; Orientar as pessoas idosas, seus familiares, seus cuidadores e a comunidade acerca de medidas que reduzam ou previnam os riscos à saúde da pessoa idosa; Identificar as condições do meio ambiente físico, social e domiciliar que constituem risco para a saúde da pessoa idosa. Identificação de agravos e recuperação da saúde no idoso: capacidade para desenvolver ações de caráter individual e coletiva, visando à prevenção específica, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos principais problemas da pessoa idosa. a. Habilidades requeridas ao médico e ao enfermeiro: 1. Ensinar ao idoso, aos familiares e/ou ao cuidador a administração de medicamentos em casa, a utilização de tratamento sintomático e a detecção de sinais e/ou sintomas que requeiram retorno imediato à unidade de saúde; 2. Aconselhar ao idoso, aos familiares e/ou ao cuidador a alimentação apropriada à pessoa idosa doente e sobre quando retomar à unidade de saúde; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 118 3. Identificar grupos específicos e traçar estratégias para a redução de danos no idoso com deficiência física ou mental, com desnutrição e vítima de violência intrafamiliar. b. Habilidades específicas do médico: 4. Realizar consulta médica para avaliação dos fatores de risco, confirmação diagnóstica e identificação de processos terapêuticos específicos referentes aos transtornos físicos e mentais prevalentes na população idosa; 5. Avaliar a pessoa idosa, classificando-a segundo o risco, em relação aos problemas típicos de sua idade -imobilidade, instabilidade postural, incontinência, insuficiência cerebral e iatrogenia, bem como empregar terapêuticas específicas; 6. Realizar consulta médica com vistas a identificar possíveis causas orgânicas ou causas psicossociais com os idosos que apresentam problemas de relacionamento; 7. Explicar à pessoa idosa, aos familiares e/ou aos cuidadores os aspectos referentes ao tratamento não medicamentoso e medicamentoso específicos de cada agravo; 8. Usar tratamento não medicamentoso e medicamentoso de acordo com a necessidade; 9. Acompanhar o idoso doente, na unidade ou no domicílio, até a sua cura; 10. Realizar atendimentos de primeiros cuidados nos casos de urgência geriátrica; 11. Encaminhar o idoso refratário aos tratamentos convencionais ou com doenças não compatíveis com a complexidade da UBS para unidades especializadas de referência; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 119 12. Acompanhar a evolução de pessoas idosas que foram encaminhadas a outros serviços até sua total recuperação e/ou reabilitação.5.2.3 Habilidades Específicas do Enfermeiro1. Programar visitas domiciliares ao idoso em situação de risco ou pertencente a grupos de risco e por solicitação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS);2. Realizar assistência domiciliar da pessoa idosa quando as condições clínicas e familiares da mesma permitirem ou assim o exigirem;3. Supervisionar e desenvolver ações para capacitação dos ACS e de auxiliares de enfermagem visando ao desempenho de suas funções na atenção integral à pessoa idosa.5.3 CONSULTA DE ENFERMAGEM Enfoque na consulta domiciliária.5.4 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO DOMICILIÁRIO Visão holística. Avaliação e Orientação Multidimensionais. Garantia dos Princípios de Equidade e Universalidade. Busca do Melhor Estado Funcional. Suporte a Família e ao Cuidador. Humanização do Atendimento.5.5 AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO 1- Perfil do cliente, dados biográficos; 2- Queixa principal, motivo da consulta; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • SAÚDE DO IDOSO 120 3- Historia do problema atual; 4- Perfil familiar; 5- Perfil ocupacional; 6- Perfil do ambiente onde vive; 7- Perfil de recreação e lazer; 8- Recursos, sistemas de ajuda utilizados; 9- Descrição de um dia típico; 10- Estado de saúde atual; 11- Estado de saúde no passado; 12- Historia familiar (genograma); 13- Revisão dos sistemas (geral, tegumento, hematopoietico, cabeça, olhos, ouvidos, boca e garganta, nariz e seios paranasais, pescoço, mamas, respiratório, cardiovascular, gastrintestinal, urinário, genito-reprodutor, musculoesqueletico, sistema nervoso central, sistema endócrino, psicossocial); 14- Exame físico: Geral, pele cabeça, olhos, ouvidos, nariz e seios paranasais, boca e garganta, pescoço, mamas, tórax e pulmões, coração e vasos sanguíneos, abdome, musculoesqueletico, neurológico, genito-reprodutor. Veja em ANEXO II pág.151: Roteiro para Avaliação Global do Idoso.5.6 OPERACIONALIZAÇÃOO profissional enfermeiro poderá trabalhar as seguintes questões: Abordar o envelhecimento junto aos indivíduos de uma forma personalizada, considerando não somente aspectos biológicos, mas também socioeconômicos, culturais, políticos e psíquicos; Ressaltar a capacidade da pessoa idosa em adaptar-se às mudanças físicas sociais e emocionais; Auxiliar no enfrentamento das mudanças, causadas pelo processo de envelhecimento estimulando uma atitude positiva perante a vida e a auto- estima; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Promover, junto ao idoso e sua família/amigos, a participação em novas atividades que lhe sejam apropriadas e agradáveis, estimulando a cri atividade e a satisfação; Encorajar e preservar a autonomia funcional e emotiva do idoso, identificando junto ao mesmo seus potenciais e a forma de utiliza-los; Agir com responsabilidade e solidariedade diante das inúmeras situações de limitações, dificuldades e até constrangimento com que os idosos se deparam no seu cotidiano; Abrir espaço para que os idosos em gozo de suas faculdades mentais tenham o direito de: receber orientações, emitir opiniões, escolher e decidir, consentir e recusar, pedir ajuda e ter privacidade; Primar pela integridade, dignidade e direitos da pessoa idosa, superando preconceitos, estigma e discriminação.PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • Parte VI DST/AIDSPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 123 ÍNDICE6.1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 1246.2 OBJETIVOS............................................................................................. 1246.3 POPULAÇÃO ALVO................................................................................ 1256.4 PROFISSIONAIS..................................................................................... 1256.5 COMPETÊNCIAS E ROTINAS DOS PROFISSIONAIS.......................... 125 6.5.1 Médico............................................................................................ 125 6.5.2 Enfermeiro...................................................................................... 126 6.5.3 Técnico/Auxiliar de Enfermagem.................................................... 126 6.5.4 Agentes Comunitários de Saúde.................................................... 1276.6 EXAMES COMPLEMENTARES.............................................................. 1286.7 TRATAMENTO......................................................................................... 128 6.7.1 TRICOMONIASE............................................................................ 128 6.7.1.1 Gestantes.................................................................................... 129 6.7.1.2 Nutrizes........................................................................................ 129 6.7.1.3 Parceiros...................................................................................... 129 6.7.1.4 Portadoras do HIV....................................................................... 129 6.7.1.5 Observações................................................................................ 129 6.7.2 TRICOMONIASE E VAGINOSE BACTERIANA (AO MESMO TEMPO) ....................................................................................... 130 6.7.2.1 Gestantes.................................................................................... 130 6.7.2.2 Parceiros...................................................................................... 130 6.7.2.3 Portadoras do HIV....................................................................... 130 6.7.3 CANDIDIASE.................................................................................. 131 6.7.3.1 Gestantes.................................................................................... 131 6.7.3.2 Parceiros...................................................................................... 132 6.7.3.3 Portadoras do HIV....................................................................... 132 6.7.3.4 Observação................................................................................. 132 6.7.4 VAGINOSE BACTERIANA............................................................. 132 6.7.4.1 Gestantes.................................................................................... 132 6.7.4.2 Parceiros...................................................................................... 133 6.7.4.3 Portadores do HIV....................................................................... 133 6.7.4.4 Observação................................................................................. 1336.8 FLUXOGRAMAS DST.............................................................................. 1336.9 CTA: CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO DE MONTES CLAROS.................................................................................................. 138 6.9.1 Introdução....................................................................................... 138 6.9.2 Justificativa..................................................................................... 139 6.9.3 O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) de Montes Claros.............................................................................................. 140 6.9.3.1 Corpo de funcionários do CTA.................................................... 141 6.9.4 Processo de Aconselhamento........................................................ 141 6.9.4.1 Diretrizes nacionais para o aconselhamento em DST/HIV/ AIDS............................................................................................ 141 6.9.4.1.1 Importância do aconselhamento.............................................. 141 6.9.4.1.2 Requisitos importantes ao profissional aconselhador.............. 141 6.9.4.1.3 Aconselhamento coletivo.......................................................... 142 6.9.4.1.4 Aconselhamento individual....................................................... 142 PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1246.1 INTRODUÇÃO As Doenças Sexualmente Transmissíveis DST estão entre osproblemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. Nos paísesindustrializados ocorre um novo caso de DST em cada 100 pessoas por ano, enos países em desenvolvimento as DST estão entre as 5 principais causas deprocura por serviços de saúde (OMS, 1990). Com o aparecimento da AIDS, as DST passaram a apresentar umimportante problema de saúde. O Ministério da Saúde reconhece as diversas falhas no atendimento aopaciente com DST/AIDS, sendo então criada a Coordenação Nacional de DST eAIDS CN-DST/AIDS, que desde então vem definindo diretrizes nacionais noâmbito da implantação e aprimoramento de políticas e estratégias relacionadas àassistência e prevenção das DST/AIDS.6.2 OBJETIVOS Prestar atendimento médico, de enfermagem, psicológico, social e assistência farmacêutica ao paciente portador de DST/AIDS; Adequar ou facilitar o acesso as diversas especialidades médicas que se fizerem necessárias; Oferecer e referenciar apoio laboratorial, diagnóstico e de imagem, quando necessário; Orientar normas de biossegurança aos pacientes e seus familiares; Realizar trabalho educativo na comunidade sobre DST/AIDS; Oferecer testagem sorológica para HIV aos portadores de DST e a quem solicitar por razões de situações de risco; Oferecer aconselhamento sobre DST/AIDS aos pacientes e seus familiares; Oferecer como método de biossegurança, dentro do possível a distribuição de preservativos; Desenvolver atividades de promoção e prevenção com público de risco. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1256.3 POPULAÇÃO ALVO Toda população da área de abrangência, suspeito ou portador de DST/AIDS.6.4 PROFISSIONAIS Profissionais que compõem a Equipe da Estratégia Saúde da Família ESF e os da rede básica de saúde do município, da atenção primária e secundária.6.5 COMPETÊNCIAS E ROTINAS DOS PROFISSIONAIS6.5.1 Médico Consulta médica; Solicitar exames laboratoriais; Executar treinamento e articulação com os diversos níveis de assistência; Participar de atividades científicas junto com os demais profissionais da equipe; Propiciar educação continuada da equipe; Executar plano terapêutico e propedêutico; Desenvolver atividades de biossegurança; Encaminhar o paciente para serviço especializado, quando necessário; Acolher o cliente e família propiciando reabilitação; Fazer a notificação do caso; Realizar visita domiciliar, quando necessário; Respeitar o sigilo profissional em relação ao diagnostico do paciente; Executar aconselhamento coletivo pré-teste Anti-HIV; Executar aconselhamento individual pós-teste Anti-HIV; Desenvolver outras atividades afins. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1266.5.2 Enfermeiro Responsabilidade técnica da equipe de enfermagem; Realizar consulta de enfermagem; Solicitar exames laboratoriais, conforme o protocolo; Executar treinamento e articulação com os diversos níveis de assistência; Participar de atividades científicas junto com os demais profissionais da equipe; Propiciar educação continuada da equipe e comunidade; Executar plano terapêutico e propedêutico de enfermagem; Desenvolver atividades de biossegurança; Encaminhar o paciente para serviço especializado, quando necessário; Acolher o cliente e família propiciando reabilitação; Fazer a notificação do caso; Realizar visita domiciliar, quando necessário; Desenvolver plano de cuidados de enfermagem; Executar aconselhamento coletivo pré-teste Anti-HIV; Executar aconselhamento individual pós-teste Anti-HIV; Respeitar o sigilo profissional em relação ao diagnóstico do paciente; Desenvolver outras atividades afins.6.5.3 Técnico/Auxiliar de Enfermagem Acolher o paciente e familiares proporcionando-lhes conforto; Fazer avaliação dos parâmetros vitais, quando necessário; Orientar quanto à realização de exames laboratoriais, radiológicos e de imagens; Fazer visitas domiciliares, quando necessário; Executar as ações do plano de cuidado estipulado pelo enfermeiro; Executar ações educativas com a comunidade; Fazer buscar ativa de casos suspeitos e encaminha-los para atendimento; PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 127 Administrar medicamentos e executar procedimentos de enfermagem, quando necessário; Levantar e informar complicações e abandono de tratamento; Auxiliar os médicos e enfermeiros quando solicitado; Proteger o paciente e familiares quanto à exposições desnecessárias; Manter a Unidade em ordem; Zelar pela ética; Orientar sobre biossegurança; Humanizar o tratamento e promover o bom convívio entre os pacientes, familiares e comunidade; Respeitar o sigilo profissional em relação ao diagnóstico do paciente; Desenvolver outras atividades afins.6.5.4 Agentes Comunitários de Saúde Acolher o cliente e a família na Unidade da Saúde; Realizar busca ativa de casos na comunidade; Realizar visita domiciliares; Agendar consulta de enfermagem ou médico e retorno; Conferir medicação existente no domicílio e estimular a manutenção do tratamento; Desenvolver educação em saúde com a comunidade e portadores de DST/AIDS; Comunicar à equipe qualquer anormalidade; Informar e buscar faltosos; Orientar sobre o fluxo de exames a serem realizados; Acompanhar o paciente, quando necessário; Orientar sobre ações de biossegurança; Manter o prontuário e a Unidade de Saúde em ordem; Respeitar o sigilo profissional em relação ao diagnóstico do paciente; Desenvolver outras atividades afins. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1286.6 EXAMES COMPLEMENTARES VDRL; Secreção vaginal à fresco, GRAM e cultura; KOH; Elisa Anti-HIV; Pregnosticon; Colpocitologia OncóticaOBS.: Aconselhar e solicitar exame Elisa Anti-HIV para todos os pacientes com DST.6.7 TRATAMENTO O tratamento das DST/AIDS deste protocolo de atendimento foidefinido pelo Ministério da Saúde, através das linhas de condutas desenvolvidas etestadas, que estão presentes no Manual de Controle das DST, 3ª ed. 1999. Caberá ao enfermeiro tratar as vulvovaginites (vaginoses bacterianas,candidíase vulvovaginal, trichomoníase genital) enquanto que as demaisDST/AIDS e os casos com recidivas e sem melhora, ficará para o profissionalmédico. Tratamento alternativo poderá ser utilizado pelo enfermeiro, para reduzirdor e desconforto. Os tratamentos estão descritos abaixo e apresentados também nosfluxogramas.6.7.1 TRICOMONÍASE METRONIDAZOL 2 g, VO, dose única; ou TINIDAZOL 2 g, VO, dose única; ou METRONIDAZOL 500mg, VO, de 12 / 12 horas, por 7 dias; ou SECNIDAZOL 2 g, VO, dose única. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1296.7.1.1 Gestantes Tratar somente após completado o primeiro trimestre com METRONIDAZOL 2g, VO, dose única.6.7.1.2 Nutrizes METRONIDAZOL GEL 0.75%, 1(um) aplicador vaginal (5g), 12/12 horas, por 5 dias ; ou METRONIDAZOL 2g, VO, dose única (suspender aleitamento, diretamente no peito, por 24 horas. Neste período, a mulher devera ser orientada quanto a retirada e armazenamento do leite, a fim de garantir a nutrição do bebe).6.7.1.3 Parceiros Tratar sempre, ao mesmo tempo em que a paciente, e com o mesmo medicamento, em dose única.6.7.1.4 Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima.6.7.1.5 Observações Para alivio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com METRONIDAZOL GEL 0.75%, 1 aplicador vaginal(5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que e o quadro conseqüente a interação de derivados imidazolicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, gosto metálico na boca). PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 130 O tratamento tópico e indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral, e nos casos de alcoolatria. A trichomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas a trichomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações. Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais. Manter o tratamento se a paciente menstruar.6.7.2 TRICOMONIASE E VAGINOSE BACTERIANA (AO MESMO TEMPO) METRONIDAZOL, 500mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias; ou METRONIDAZOL 2g, VO, dose única; ou TINIDAZOL 2g, VO, dose única; ou SECNIDAZOL 2g, VO, dose única.6.7.2.1 Gestantes Tratar após completado o primeiro trimestre com METRONIDAZOL 250mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias. ** A gardnerella devera ser tratada mesmo sem queixas.6.7.2.2 Parceiros METRONIDAZOL 2g, VO, dose única.6.7.2.3 Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1316.7.3 CANDIDIASE MICONAZOL, creme a 2%, via vaginal, 1 aplicação a noite ao deitar-se, por 7 dias; ou MICONAZOL, óvulos de 200mg, 1 óvulo via vaginal, a noite ao deitar-se, por 3 dias; ou MICONAZOL, óvulos de 100mg, 1 óvulo via vaginal, a noite ao deitar-se, por 7 dias; ou ISOCONAZOL ( Nitrato), creme a 1 %, 1 aplicação via vaginal, a noite ao deitar-se, por 7 dias; ou TERCONAZOL 0.8% creme vaginal, 1 aplicação via vaginal, a noite ao deitar-se, por 5 dias; ou CLOTRIMAZOL, óvulos 500mg, via vaginal, aplicação única; ou CLOTRIMAZOL,óvulos 100mg, 1 aplicação via vaginal, 2 vezes por dia, por 3 dias; ou CLOTRIMAZOL,óvulos 100mg, 1 aplicação via vaginal, a noite ao deitar- se, por 7 dias; ou NISTATINA 100.000UI, 1 aplicação, via vaginal, a noite ao deitar-se por 14 dias. ** Tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle, nestes casos, deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. CETOCONAZOL 400mg, VO, por dias, por 5 dias ; ou FLUCONAZOL 150mg, VO, dose única; ou ITRACONAZOL 200mg, VO, de 12/12 horas, só duas doses.6.7.3.1 Gestantes A candidíase vulvoganial e muito comum no transcorrer da gravidez, podendo apresentar recidivas pelas condições propicias do pH vaginal que se estabelece nesse período. Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em gestantes, deve ser dada preferência ao MICONAZOL, TERCONAZOL OU CLOTRIMAZOL, por um período de 7 dias. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1326.7.3.2 Parceiros Não precisam ser tratados, exceto os sintomáticos. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.6.7.3.3 Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima.6.7.4 Observação Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser investigados outros fatores predisponentes diabetes, imunodepressão, inclusive a infecção pelo HIV, uso de corticóides. Sempre orientar quanto a higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação.6.7.4 VAGINOSE BACTERIANA METRONIDAZOL 500mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou METRONIDAZOL 2g, VO, dose única; ou TINIDAZOL 2g, VO, dose única; ou SECNIDAZOL 2g, VO, dose única; ou METRONIDAZOL GEL 0.75%, 1 aplicador vaginal(5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias. ** Pacientes com resultado de gardnerella e que não relatam queixas não serão tratadas. Exceto nas gestantes.6.7.4.1 Gestantes Tratar somente apos completado o primeiro trimestre METRONIDAZOL 250mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias; ou METRONIDAZOL 2g, VO, dose única; ou PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 133 METRONIDAZOL GEL 0,75%, 1 aplicador(5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias (uso limitado em gestantes, tendo em vista a insuficiência de dados quanto ao seu uso nesta população).** Tratar as gestantes que apresentam resultado de gardnerella, independente de queixas.6.7.4.2 Parceiros Não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam o tratamento de parceiros apenas para os casos recidivantes.6.7.4.3 Portadores do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima.6.7.4.4 Observação Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool ( efeito antabuse, que e o quadro conseqüente a interação de derivados imidazolicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, gosto metálico na boca) O tratamento tópico e indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral e nos casos de alcoolatria.6.8 FLUXOGRAMAS DST Os fluxogramas apresentam informações básicas importantes quepoderão auxiliar o profissional que realiza o atendimento facilitando o diagnósticosindrômico, implementação do tratamento imediato, realização doaconselhamento para estimular a adesão ao tratamento, para a redução deriscos, para a convocação, orientação e tratamento de parceiros, promoção deincentivo ao uso de preservativos e outros aspectos. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 134 FLUXOGRAMA SINDRÔMICO DE CORRIMENTO VAGINAL Consulta de Enfermagem Secreção malcheirosa Prurido, ardência, Prurido, ardência, disúria eventual, branca acinzentada, em dispareunia, disúria eventual, dispareunia, corrimento branco em geral, escassa, sem corrimento amarelo- grumos (leite coalhado), hiperemia prurido ou irritação local. esverdeado bolhoso, fétido, local, escoriações Realizar teste KOH 10% Positivo Negativo Vaginose Tricomoníase bacteriana ou Candidíase Gardenerose Tratar com: Miconazol 2% creme por 7 noites ou NistatinaTratar com: Metronidazol creme por 10 dias ou 100.000 UI creme por 14 noites ou Isoconazol 1% cremeMetronidazol 500 mg 12/12h por 7 dias ou Tinidazol 2gdose única VO após refeição (4 cápsulas 500 mg) ou por 7 noitesMetronidazol 2g VO dose única ou Secnidazol 2 g VO Sistêmicodose única. (casos recorrentes ou de difícil controle) Fluconazol 150mg VO dose única Cetoconazol 400mg VO por 5 dias Itraconazol 200mg VO 12/12h por 1 dia GESTANTES Após completado o 1º trimestre com: Metronidazol 2g VO , dose única NUTRIZES Metronidazol Gel 0,75% 2 vezes por dia 5 dias GESTANTE ou Metronidazol 2 g VO, dose única * Tratamento tópico com: Suspender AM, por 24 horas Miconazol, Terconazol ou Clotrimazol por 7 dias NÃO USAR TRATAMENTO SISTÊMICO * Alívio do prurido: embrocação vaginal com violeta de genciana a 2% NÃO PRECISA TRATAR PARCEIROS TRICOMONIASE Não tratar o parceiro TRATAR PARCEIROS AO MESMO TEMPO, Retorno 15 dias após o término do tratamento COM AS MESMAS DROGAS FONTE: SMS Montes Claros / 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 135 FLUXOGRAMA DOR PÉLVICA PACIENTE COM QUEIXA DE DESCONFORTO OU DOR PÉLVICA ANAMNESE EXAME FÍSICO GERAL E ESPECÍFICO SANGRAMENTO VAGINAL OU SIM ATRASO INVESTIGAR PARTO / ABORTO RECENTE? MENSTRUAL GRAVIDEZ NÃO NEGATIVO QUADRO ABDOMINAL GRAVE DEFESA MUSCULAR OU DOR À NÃO SIM DESCOMPRESSÃO OU FEBRE > 37,5°C ENCAMINHAR PARA NÃO CONSULTA SUSPEITA DE DIP: DOR À MOBILIZAÇÃO DO COLO E MÉDICA DOR À PALPAÇÃO DOS ANEXOS MUCOPUS ENDOCERVICAL SIM OU COLO FRIÁVEL SIM NÃO ENCAMINHAR PARA INVESTIGARENCAMINHAR OUTRAS PARA CONSULTA MÉDICA CAUSAS CONSULTA MÉDICA FONTE: SMS Montes Claros / 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 136 FLUXOGRAMA CORRIMENTOS VAGINAIS PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL OU PRESENÇA DO MESMO ANAMNESE EXAME FÍSICO GERAL E ESPECÍFICO MUCOPUS ENDOCEVICAL E/OU COLO FRIÁVEL E/OU DOR À MOBILIZAÇÃO DO COLO SIM NÃOSUSPEITA DE GONORRÉIA E CORRIMENTO VAGINAL CLAMÍDIA PRESENTE SIM NÃOAGENDAR CONSULTA MÉDICA EXAME DE SECREÇÃO VAGINAL A FRESCO DISPONÍVEL SIM NÃO COLETA DE TRATAR MATERIAL TRICOMONIASE, VAGINOSE BACTERIANA E CANDIDÍASE RESULTADO COLETAR TRATAR CONFORME MATERIAL PARA EXAME RESULTADO PAPANICOLAU FONTE: SMS Montes Claros / 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 137 FLUXOGRAMA ÚLCERAS GENITAIS PACIENTE COM QUEIXA DE ÚLCERA GENITAL ANAMNESE EXAME FÍSICO GERAL E ESPECÍFICO PRESENÇA DE ÚLCERA? SIM NÃO SUSPEITA DE SUSPEITA DE SÍFILIS HERPES E CANCRO MOLE COLETA DE MATERIAL PARA EXAME PAPANICOLAU ENCAMINHAR PARA CONSULTA MÉDICA FONTE: SMS Montes Claros / 2000. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 138 6.9 CTA: CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO DE MONTES CLAROS6.9.1 Introdução Existem no Brasil milhares de pessoas infectadas pelo HIV quedesconhecem sua situação sorológica, em média, os brasileiros só realizam odiagnóstico cinco anos após a infecção. Durante esse período, podem transmitir ovírus involuntariamente. Conhecer sua sorologia, assim como ter acesso aotratamento, é direito de todo cidadão. Os números da epidemia de HIV/AIDS, no Brasil e no mundo, continuamapresentando índices alarmantes. Segundo dados do Ministério da Saúde (2003), noBrasil os números de casos acumulados de AIDS já somam 310.310, com uma taxade incidência de 12,8 por 100.000 habitantes e um número aproximado de 25.000novos casos da doença por ano. Em Montes Claros, o SAE (Serviço de Assistência Especializada) daUnimontes atende atualmente cerca de 600 (seiscentos) pacientes registrados, dosquais 240 (duzentos e quarenta) pacientes encontram-se em uso de medicaçãoantiretroviral, além de 60 crianças soropositivas para HIV, contaminadas através detransmissão vertical. Este SAE atende a Montes Claros e todo o Norte de Minas,além de algumas cidades do Sul da Bahia. É necessário, portanto, que o município inclua em suas ações iniciativasque efetivamente possam contribuir para frear o alastramento da epidemia da AIDS,neste sentido oferecer, o diagnóstico precoce é uma importante forma de prevençãoe controle desta epidemia. Além disso, o diagnóstico precoce da infecção torna maisfácil o controle e tratamento da doença, impedindo sua progressão. O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) é uma importanteestratégia para se conseguir a detecção precoce da infecção pelo HIV, ele funcionacomo um serviço de prevenção e a propagação de suas ações se estendem paramuito além do seu espaço físico. O CTA facilita o acesso rápido e fácil asinformações (aconselhamento coletivo e individual), incentiva a prática de sexoseguro, e principalmente estimula a testagem anti-HIV de forma voluntária,responsabilizando o próprio indivíduo pelos seus atos, saúde e destino. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1396.9.2 Justificativa Montes Claros conta hoje com uma população em torno de 320 milhabitantes, quanto levamos em conta a sua área de influência essa população passade 1,5 milhões de habitantes. Como já foi demonstrada acima, a incidência de casosde HIV/AIDS em nosso meio é estatisticamente significativa. Além disso, devemosconsiderar que a localização geográfica de Montes Claros associado a malhasrodoviárias que atravessam o município e principalmente sabendo que a categoria decaminhoneiros constitui num grupo de grande vulnerabilidade e as condições sócio-econômicas da região colaboram para que tenhamos um número considerável demulheres e homossexuais que se dedicam à atividade como profissionais do sexo.Apesar de enumerar apenas esses segmentos reconhecidamente vulneráveis,existem um número enorme de pessoas de todas as faixas etárias com pouquíssimasinformações tanto sobre sexualidade como também sobre as formas de transmissãodas DST/HIV/AIDS. Enquanto não é adotada uma postura mais firme frente a esseproblema a rede de contaminação continua se espalhando bem diante dos nossosolhos e essa situação nos cobra um posicionamento no sentido de conseguir fazerobjeção a esse ritmo de propagação da doença. Nesse sentido, deve-se entenderque o investimento mais correto deve ser direcionado às ações de prevenção e noscasos de pessoas já contaminadas buscar a detecção o mais precoce possível e umadefinição diagnóstica, visando com isso evitar a disseminação do vírus e melhorar aeficácia do tratamento do paciente já acometido pelo HIV, aumentando aspossibilidades de melhor qualidade de vida. O CTA na rede de serviços de tratamento e controle de HIV/AIDS, cumpreuma importante função que extrapola suas próprias atividades de rotina, visto que namaioria das vezes, funciona como verdadeiros articuladores de ações, serviços,profissionais de saúde, além de se constituir como a principal referência oficialmenteinstitucionalizada para o efetivo acolhimento e orientação dos pacientes de HIV/AIDS. O número de pessoas infectadas pelo HIV e não identificadas é muitogrande, nesse sentido oferecer a possibilidade de diagnóstico o mais precocepossível finda pro funcionar como uma efetiva forma de prevenção da doença e dasua disseminação. Entretanto, não se pode prometer tais serviços à população seainda não se dispõem de um serviço estruturado que possa dar suporte e responderà demanda por testagem para o HIV. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 140 CTA funciona como um serviço de prevenção e a propagação de suasações se estendem para muito além do seu espaço físico. Para tanto, é necessárioque através do CTA facilitaremos o acesso rápido e completo as informações(aconselhamento coletivo e individual), incentivando o uso correto e constante dopreservativo, e principalmente estimulando a testagem HIV, não de maneiracompulsória, mas voluntária. A demanda por um CTA em Montes Claros é inequívoca, todavia, deve-seobservar também que esta necessidade não se circunscreve à estrita populaçãodesta cidade, por isso nada mais razoável do que constituir um consórciointermunicipal, já que os problemas relacionados ao HIV/AIDS são deresponsabilidade de todos, tanto na qualidade de cidadãos comuns, masprincipalmente que ocupam cargos de gestores da saúde.6.9.3 O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/HIV/AIDS) de Montes Claros O CTA de Montes Claros surge para preencher uma importante lacuna nacadeia de serviços no campo da prevenção e da assistência concernentes aDST/HIV/AIDS no município de Montes Claros. Um fator favorável à proposta de implementação de um CTA em MontesClaros é que o município já reúne uma série de condições para tal e dentre as quaispodemos enumerar a existência de um espaço físico que pode ser adaptado a partirde pequenas reformas no prédio onde funciona a Policlínica Dr. José Carlos doEspírito Santo. Além disso, boa parte dos recursos humanos necessários já estãodisponíveis, sendo necessário apenas um treinamento para aqueles que ainda não otem e para o próximo ano, com a ampliação dos serviços à contratação de novosfuncionários, mesmo no que tange a materiais e instrumentais, os recursos poderãoser facilmente captados através de projetos de convênio com outros municípiosmembro do Consórcio Intermunicipal, como também através de repasses do próprioSUS, sem contar que o investimento em prevenção evita gasto futuros. Portanto, aviabilidade econômica de um CTA para Montes Claros é absolutamente tranqüila. Noutras palavras, o município de Montes Claros reúne simultaneamente anecessidade e as condições para a imediata implantação de um Centro de Testageme Aconselhamento bem estruturado, que inicialmente poderia funcionar com a PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 141realização de testes uma vez por semana passando depois para três e no futuro,talvez até mesmo realizando testes diariamente se a demanda assim exigisse.6.9.3.1 Corpo de funcionários do CTANº CATEGORIA CARGA HORÁRIA ACONSELHAMENTO1 Enfermeiro 20 horas semanais Sim1 Pedagogo 20 horas semanais Sim2 Psicólogo 20 horas semanais Sim1 Bioquímico 20 horas semanais Sim2 Auxiliar de Saúde 30 horas semanais Não2 Técnico de Laboratório 30 horas semanais Não2 Operador de computador 30 horas semanais Não2 Auxiliar administrativo 30 horas semanais Não1 Médico-Infectologista 20 horas semanais Sim6.9.4 Processo de Aconselhamento6.9.4.1 Diretrizes nacionais para o aconselhamento em DST/HIV/AIDS6.9.4.1.1 Importância do aconselhamento AIDS atinge todos segmentos populacionais; Diagnóstico tardio; Milhares de pessoas desconhecem a sorologia; Acesso ao diagnóstico e ao tratamento é um direito do cidadão; Favorecer a atenção integral.6.9.4.1.2 Requisitos importantes ao profissional aconselhador A) Habilidade de comunicação; B) Conhecimento técnico; C) Livre de juízo de valor; D) Postura ética; E) Sensibilidade às questões sócio-culturais e emocionais; F) Sensibilidade às demandas singulares de cada usuário; G) Atitude empática. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 1426.9.4.1.3 Aconselhamento coletivo Processo educativo participativo, que visa despertar/ampliar a percepçãode risco para a identificação das formas de transmissão, prevenção e sinais esintomas de DST/HIV/AIDS, bem como o esclarecimento a respeito de suascomplicações quando a infecção é diagnosticada tardiamente e oferecer o teste anti-HIV. Importante: Realizar a sessão de maneira interativa; Evitar polarizações; Estimular a participação do grupo; Evitar conteúdos em excesso; Trabalhar a demanda do grupo (evitando orientações prescritivas); O tempo varia conforme as necessidades de cada grupo.6.9.4.1.4 Aconselhamento individual É um diálogo baseado em uma relação de confiança que visa proporcionarà pessoa condições para que avalie seus próprios riscos, tome decisões e encontremaneiras realistas de enfrentar problemas relacionados as DST/HIV/AIDS. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 143Aconselhamento para DST/HIV/AIDS: porta de entrada para a prevenção e cuidadosPrevenção primária Aconselhamento secundário Prevenção Para DST/HIV/AIDS - Acesso ao preservativo; - Acesso precoce ao TRV; - Prevenção das DST/HIV/AIDS; - Diagnóstico precoce das - Acesso ao(s) parceiro(s); infecções oportunistas; - Prevenção da transmissão Acesso ao teste - Encaminhamento para Anti-HIV vertical; serviços de assistência - Apoio para adoção de práticas (maternidade, unidade de seguras e redução de risco referência); para as infecções. - Encaminhamento para serviços de apoio (ONG, etc); - Triagem e tratamento das SIM NÃO Aconselhamento de seguimento Apoio emocionalComponentes do Aconselhamento Educativo; Emocional; Avaliação de risco. ACONSELHAMENTO COLETIVO INDIVIDUAL - É mais informativo; - Demanda individual; - Maior público; - Complementa o coletivo; - Otimiza o individual; - Particulariza; - Não particulariza; - Suporte emocional; - Não avalia riscos individuais. - Avalia riscos. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • DST/AIDS 144 A) TESTE DIAGNÓSTICO PARA DETECÇÃO DE INFEÇÃO PELO HIVDetecção de anticorpos Triagem inicialDetecção de antígenosCultura viralAmplificação do genoma do vírus Situações específicas Elisa Teste inicial. Alta sensibilidade e especificidade. Fácil automação e baixo custo. W. Blott Teste confirmatório. Alta complexidade e custo. Alta sensibilidade e especificidade. Padrão Ouro. Imunofluorescência Indireta Teste confirmatório. Custo médio. Testes Rápidos Testes de Triagem. Resultado máximo de 30 minutos. Não substitui o Elisa. Indicações específicas: decisão terapêutica em situação de emergência. PREVENÇÃO AÇAO Relações de troca de Planejamento Revisão contínua de desejo de transformar Monitoramento informações Avaliação PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • REFERÊNCIAS 145REFERÊNCIASARRIBAS, Célia Morais de; BARBOSA, Maria Goretti de Medeiros Martins;ALMEIDA, Núbia Ferreira Castro. Protocolo do enfermeiro nas ações básicas deatenção a saúde da mulher. Pernambuco: COFEN, 2004.BIGUELINI, Cristina Poll, et al. Como Elaborar um Protocolo para Enfermeiros,em Saúde Pública: o relato de uma experiência. 2ed. Francisco Beltrão: Berson,2002.BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Centro Nacional deEpidemiologia. Doenças Infecciosas e Parasitarias: Aspectos Clínicos, VigilânciaEpidemiológica e Medidas de Controle. Brasília: Ministério da Saúde - FundaçãoNacional de Saúde, 1998.______. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Manual técnico deassistência pré-natal. Brasília: Ministério da Saúde, 2000.______. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica deSaúde da Mulher. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico /Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher. 4 ed.Brasília: Ministério da Saúde, 2002._______. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência àSaúde/Instituto Nacional do Câncer - INCA. Falando sobre o câncer de mama. Riode Janeiro: Ministério da Saúde / INCA, 2000._______. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência àSaúde/Instituto Nacional do Câncer - INCA. Falando sobre o câncer do colo deútero. Rio de Janeiro: Ministério da Saúde / INCA, 2000._______. Ministério da Saúde. AIDPI: Atenção Integrada as doenças prevalentesna infância: Curso de capacitação Ministério da Saúde, Organização Mundial daSaúde, Organização Panamericana da Saúde. 2 ed. Re - Brasília: Ministério daSaúde, 2002.________. Ministério da Saúde. Aleitamento Materno e Orientação Alimentarpara o desmame. 5 ed. Brasília: Programa de Assistência Integral á Saúde daCriança, 1986 22p.________. Ministério da Saúde. Manual de Doenças SexualmenteTransmissíveis. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação Nacional dasDoenças Sexualmente Transmissíveis DST. 3 ed. Brasília: Ministério da Saúde,1999._______. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Centro Nacional deEpidemias. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. Brasília: Ministérioda Saúde, 1999. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • REFERÊNCIAS 146________. Ministério da Saúde. Manual de Enfermagem. Programa de Saúde daFamília. São Paulo: IDS - Instituto para o Desenvolvimento da Saúde, USP-Universidade de São Paulo, MS -Ministério da Saúde, Fundação Telefônica, 2001._______. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas Públicas de SaúdeDepartamento de Atenção Básica. Saúde da criança: Acompanhamento docrescimento e desenvolvimento infantil. Brasília: Ministério da saúde, 2002(Caderno de Atenção Básica; nº 11)._______. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamentode Atenção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde.Brasília: Ministério da Saúde, 2002. (Caderno de Atenção Básica)_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde: Área técnica deSaúde da Mulher. Parto, Aborto e Puerpério: Assistência humanizada à mulher.Brasília: Ministério da Saúde, 2001._______. Ministério da Saúde. Assistência Institucional ao Parto e ao Puerpério eao Recém Nascido. Brasília: Ministério da Saúde, 1991.________. Ministério da Saúde. Divisão Nacional de Saúde Materno-infantil /SAD. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.44p (Série A: Normas e ManuaisTécnicos)CENTRO LATINO AMERICANO DE PERINATOLOGIA CLAP / ORGANIZAÇÃOPAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS / OMS. Saúde Reprodutiva MaternaPerinatal: atenção pré-natal e do parto de baixo risco. Montevideo: CLAP, 1996.CONGRESSO NACIONAL DA REDE UNIDA III, 1997. Formação e capacitaçãode recursos humanos em saúde. Salvador: Interlik, 1997.CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MINAS GERAIS COREN/MG.Legislação e Normas. Ano 9, n.1. Belo Horizonte: COREN/MG, set/2003.DIÓGENES, Maria Albertina Rocha, REZENDE, Mônica Dantas Sampaio,PASSOS, Najila Maria Gurgel. Prevenção do câncer; atuação do enfermeiro naconsulta ginecológica Aspectos éticos e legais da profissão. Fortaleza: PouchainRamos, 2001.DUNCAN, Bruce B.; SCHIMIDT, Maria Inês; GIUGLIANI, Elsa R J. Medicinaambulatorial: condutas clinicas em atenção primaria. 2ed. Porto Alegre:Artmed,1996.EGRY, E.Y: FONSECA, R.R.M.G.S. Processo de integração docente assistencial:espaço e movimento possíveis na construção do saber em saúde coletiva.Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, 45(1), jan. /mar. 1992, p. 9-4.FAHEL, Murilo Ignacio. PEREIRA. Maria. MENDES, Mary. Adolescente para o lllMilênio, Nem acelerar nem deter[...]., Montes Claros: UNIMONTES, 1999.FONSECA, R.M.G.S et al. Desenvolvendo um processo ensino-aprendizagem:pressuposto e método de ensino da disciplina enfermagem preventiva e PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • REFERÊNCIAS 147comunitária do Curso de Graduação em Enfermagem. Rev. Esc.Enf.USSP, SãoPaulo, V.26, n.3, dez/1992.FREITAS, Fernando. Rotinas em Ginecologia. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas,1997.KISIL, Marcos e CHAVES. Mario. Programa UNI: uma nova iniciativa na educaçãodos profissionais de saúde. Battle Creek: Fundação W.K Kellog, 1994. 136p.LEÃO, Ennio. Pediatria Ambulatorial. 3 ed. Belo Horizonte: Cooperativa de CulturaMédica, 1998.LIMA, Maria José de. O que é Enfermagem? São Paulo: Brasiliense, 1994.PREDOSA, A.A.M.C; GODOY, F.Z.; CAETANO, N. Área de Remédios. 6 ed. SãoPaulo: Escola de Enfermagem da USP, 2003.BELO HORIZONTE. Secretaria Municipal de Saúde. Assistência Integral a SaúdeMaterno Infantil. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Saúde, 1995.SMELTZER, Suzane C.; BARE, Brenda G. Tratado de enfermagem medicocirúrgica. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2000.UNIMONTES, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde/Policlínica Dr Hermes dePaula/Secretaria de Saúde de Montes Claros. Protocolo de atendimento deenfermagem da policlínica Dr. Hermes de Paula - HUCF e Município de MontesClaros. Montes Claros: Unimontes, 2000.WHALEY, LUCILE F.J.; WONG. Enfermagem Pediátrica: Elementos Essenciais àIntervenção efetiva. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1985. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 148 ANEXOSPROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 149 ANEXO I - FLUXOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE GESTANTES E MULHERES QUE ENGRAVIDARAM EM ATÉ 30 DIAS APÓS A VACINAÇÃO CONTRA RUBÉOLA GESTANTES VACINADAS INADVERTIDAMENTE MULHERES QUE ENGRAVIDARAM DENTRO DE 30 DIAS APÓS VACINAÇÃO DETECÇÃO DO CASO PELO PROFISSIONAL DE SAÚDE COM PRONTA COLETA DE AMOSTRA SANGUÍNEA PARA PESQUISA DE IgM e IgG MENOS DE 30 DIAS APÓS VACINA 30 DIAS OU MAIS APÓS A VACINA IgM IgM IgM+ IgM- IgM+ IgM- IgG+ IgG- IgG- IgG- IgG- ou IgG - IgG+ SUSCEPITÍVEL GESTANTE SUSCEPITÍVEL SUSCEPITÍVEL IGNORADOIMUNE PRÉ- SUSCEPTÍVEL À NATAL NO MOMENTO RUBBÉOLA NO NO MOMENTO HABITUAL MOMENTO DA VACINAÇÃO DEVERÁ SER ACOMPANHADA COLHER NOVA DEVERÁ SER PRÉ-NATAL AMOSTRA ACOMPANHADA HABITUAL PRÉ-NATAL APÓS 15 DIAS HABITUAL VACINAÇAR NO SE PERSISTIR PÓS-PARTO A COLHEITA TARDIA IgM- e IgG- IMEDIATO IMPOSSIBILITA DETERMINAR O ESTAADO DE IMUNIDADE DA DESCARTAR MULHER NO MOMENTO DA VACINAÇÃO FAZER PRÉ-NATAL VACINAR PÓS-PARTO OBS.: A detecção de IgM dentro da 1ª semana após a vacinação pode representar uma infecção pelo vírus selvagem e não ter relação alguma com a vacinação. Neste caso, deverá se proceder a uma avaliação individual. PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 150 ANEXO II - ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO1 - AVALIAÇÃO SOCIALIdentificaçãoNome:____________________________________________________________Dat. De Nasc.___/___/___ Idade______ Sexo ( ) M ( ) F Cor da Pele: ______Estado Civil ( ) Casado ( ) Amasiado ( ) Viúvo ( ) SolteiroEndereço: _________________________________________________________Reside neste local há: _______________________________________________Reside com ( parentesco, nome, idade)___________ _____________________________________________ __________________ _____________________________________________ __________________ _____________________________________________ __________________ _____________________________________________ _______Se reside sozinho, por quê?____________________________________________________________________________________________________________Escolaridade( ) Analfabeto ( ) Semi-analfabeto( ) 1º grau completo ( ) Incompleto( ) 2º grau completo ( ) Incompleto( ) 3º grau completo ( ) IncompletoRecursos de assistência à saúde:______________________________________Tem vínculo previdenciário? ( ) Sim ( ) NãoRenda:( ) Menos de 1 salário mín ( ) De 1 a 2 salário mín ( ) De 3 a 5 salár. mín( ) De 6 a 8 salário mín ( ) De 9 a 12 salário mín ( ) 13 ou mais salár. mínA Renda Provém de:( ) Aposentadoria ( ) Aluguéis ( ) Pensão ( ) Ajuda de familiares( ) Atividades remunerada ( ) outro, especifique:___________________________Número de dependentes: _____________________________________________Moradia (Tipo)( ) Casa ( ) Sobrado ( ) Apartamento ( ) Cortiço ( ) Barraco( ) outro_____________O Idoso Dorme( ) Sozinho ( ) Com____________________________________________( ) No quarto ( ) Na sala ( ) No chão( ) Em cama ( ) Em sofá ( ) Em colchãoEspaço para Fluxo no Quarto( ) Adequado ( ) InadequadoIluminação( ) Suficiente ( ) InsuficienteVentilação( ) Suficiente ( ) InsuficienteBanheiro( ) Interno ( ) Externo Distância = _________metros da casaApoio para banho ( ) Sim ( ) NãoApoio sanitário ( ) Sim ( ) NãoQuintal( ) Fácil acesso ( ) Difícil acesso. Por quê?________________________ PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 1512 - AVALIAÇÃO MÉDICA OU DE ENFERMAGEMDiagnóstico_________________________________________________________________________________________________________________________MedicamentosEspecifique sua característica:(AM) Auto-Medicação (RM) Receita Médica(IF) Indicação Farmacêutica (O) OutrosNome: Dose Horário Característica____________________________ ___________ __________ ( )____________________________ ___________ __________ ( )____________________________ ___________ __________ ( )____________________________ ___________ __________ ( )____________________________ ___________ __________ ( )Toma medicação sozinho?( ) Sim ( ) Não. Por quê?____________________________________ Quem oferece? ______________________________Os medicamentos estão:Visíveis ( ) Sim ( ) NãoRotulados ( ) Sim ( ) NãoNos prazos de validade ( ) Sim ( ) NãoDe Fácil Acesso ao Idoso ( ) Sim ( ) NãoCom especificação clara dos horários de administração ( ) Sim ( ) NãoSendo utilizados corretamente (de acordo com prescrição) ( ) Sim ( ) NãoDieta EspeciaisQual?_____________________________________________________________Segue? ( ) Sim ( ) Não. Por quê?_______________________________ PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 1523 - AVALIAÇÃO FÍSICAEstado GeralPeso referido____________Kg Altura_______________cmPulso _________________ bpm Rítmico ( ) Sim ( ) NãoFreq. Cardíaca __________ bpm Arritmias ( ) Sim ( ) NãoTemperatura____________ºCPressão Arterial _______ x _______ mmHg (sentado)___ x __ mmHg (deitado)Déficit Auditivo( ) Não ( ) Sim. Descreva: ______________________________________Déficit Visual( ) Não ( ) Sim. Descreva: ______________________________________Ausculta PulmonarDescreva: _________________________________________________________Avaliação AbdominalDescreva: _________________________________________________________Alterações Vasculares PeriféricasEdema de MMII ( ) Sim ( ) NãoVarizes ( ) Sim ( ) NãoAusência de Membros ( ) Sim ( ) Não. Qual(ais)? _______________Perfusão Periférica. Descreva: ________________________________________Pulsos _______ (graduar de ausente até + + + +) Direito Esquerdo ______________ Carotídeo ____________________ ______________ Radial ____________________ _______________ Femoral __________________ ________________ Poplíteo __________________ ____________ Tibial posterior ________________ _______________ Pedioso _________________Pele e TegumentoÚlceras de Pressão ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________________Úlceras ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________________Verrugas ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________________Manchas ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________________Pêlos ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________Alterações NeurológicasMarcha ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________Equilíbrio ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________Reflexos ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________Paresias ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________Paralisias ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________Orientação( ) Sim ( ) Não. Descreva: ____________________________ PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 153Alterações MusculoesqueléticasDor articular ( ) Sim ( ) Não ( ) Discreta ( ) LimitanteClaudicação ( ) Sim ( ) NãoMialgia ( ) Sim ( ) NãoFraturas ( ) Sim ( ) Não. Descreva: ______________________Deambulação ( ) Com Ajuda ( ) Sem ajuda ( ) Andador ( ) Muleta ( ) Bengala ( ) Não deanbulaAtividades de Vida Diária(A) com facilidade (B) com dificuldade (C) com ajuda (D) não realizaHigiene pessoal( ) Higiene oral( ) Pentear-se( ) Banho( ) Uso do Sanitário sozinhoAlimentação( ) Alimenta-se sozinho( ) Serve-se sozinhoAlimentos mais consumidos:____________________________________________________________________________________________________________Vestuário( ) Veste-se( ) Despe-se( ) Calça sapatosMobilidade e Locomoção( ) Caminha( ) Sobe e desce escadas( ) Deita-se( ) Levanta-se( ) Senta-se( ) Passa da cama para a cadeira( ) Anda pela casaComunicação( ) Fala com dificuldade ( ) sim ( ) não( ) Entende o que se fala com dificuldade ( ) sim ( ) não( ) Lê( ) Escreve( ) Telefona PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA
    • 1544 - ASPECTOS RELACIONADOS COM O CUIDADORQuem cuida do idoso a maior parte do tempo (nome, parentesco, vínculo)?Idade: ________ anosGrau de instrução:( ) Analfabeto( ) Semi-analfabeto( ) 1º grau ( ) Completo ( ) Incompleto( ) 2º grau ( ) Completo ( ) Incompleto( ) 3º grau ( ) Completo ( ) IncompletoQuanto tempo do seu dia é dedicado ao cuidado do idoso?Para executar estes cuidados foi necessário alguma mudança na sua vida?( ) Não ( ) Sim. Descreva: _______________________________________Tem algum problema de saúde?( ) Não ( ) Sim. Descreva: _____________________________________Que cuidados presta ao idoso?( ) Banho( ) Preparo da alimentação( ) Administração da alimentação( ) Auxilia a vestimenta( ) Auxilia na movimentação( ) Faz curativos( ) Faz toalete. Especifique: _________________________________________( ) Administra medicamentos( ) _____________________________( ) _____________________________Descreva suas principais dificuldades na realização dessas atividades:Tem outras atividades sob sua responsabilidade ?( ) Não ( ) Sim. Quais? ___________________________________________________________________________________________________Há rodízio de pessoas na prestação de cuidados ao idoso?( ) Não ( ) Sim. Justifique ou descreva: ______________________OBSERVAÇÕES:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ PROTOCOLO DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE DA REDE MUNICIPAL DE MONTES CLAROS ATENÇÃO BÁSICA