Meios de contraste

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meios de contraste em ressonacia, tomo e ultrassom

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Meios de contraste

  1. 1. DISCIPLINA OPTATIVA: DIAGNÓSTICO POR IMAGEM<br />MEIOS DE CONTRASTE EM IMAGEM<br />CAIO VINÍCIUS DE CASTRO<br />FERNANDO MORELLI<br />KÁTIA SANTANA<br />PATRÍCIA UENO<br />SUHEYLA PEREIRA<br />
  2. 2. HISTÓRICO<br />1895: Roentgen: descoberta dos raios-x <br />Séc XX: radiologia surge como especialidade médica <br />1927: uso de meios de contraste <br />Depois 2ª Guerra: US e RM -> boom tecnológico<br />
  3. 3. INTRODUÇÃO<br />Meios de contraste: compostos que interagem com os tecidos humanos aumentando a sensibilidade da técnica radiológica<br />1927:injeção endovenosa de um composto radiopaco que permitia a visualização da rede venosa pela aplicação do raio-X <br />Acréscimo que o constraste<br />pode<br /> trazer ao diagnóstico <br />Reações adversas <br />X<br />
  4. 4. MEIOS DE CONTRASTE<br />RESSONÂNCIA MAGNÉTICA<br />
  5. 5. GADOLÍNIO<br />Jean-Charles Galissard de Marignac <br /> Paul-Emile Lecoq de Boisbaudran<br />Séc XIX: descoberta<br />Classificação: elemento de terra-raro, série dos lantanídeos, altamente magnético<br />Propriedades físico-químicas possibilitam ampla utilização na tecnologia moderna: meio base para contraste radiológico <br />
  6. 6. GADOLÍNIO<br />Séc XX: ação paramagnética de íons<br />Íon de gadolínio (Gd3+): maior influência sobre o tempo de relaxação do próton: ↓ TR: realce da imagem na RM <br />Substância que possui elétrons <br />desemparelhados e que, quando <br />expostos ao campo magnético externo,<br /> se alinham e promovem aumento na <br />intensidade do campo magnético<br />
  7. 7. Gadolínio - Toxicidade<br />Íons livres: tóxicos para o organismo humano <br />Complexos de gadolínio a partir de quelatos estáveis : ác etilenodiaminotetracético (EDTA) <br /> ác dietilenotriaminopentacético (DTPA)<br />Efetividade? <br />
  8. 8. WEINMANN ET AL, 1984<br />
  9. 9. Gd-DTPA <br />Introduzido na clínica nos anos 80 <br />Utilizado até os dias de hoje<br />Comercializado como Magnevistan® ou Magnevist®<br />Solução injetável somente por via intravenosa podendo ser usado tanto no adulto quanto na criança. <br />
  10. 10. Farmacocinética<br />Dose-dependente<br />Distribuição: difunde-se rapidamente no meio extracelular não passando pela barreira hematencefálica intacta, bem como a hemotesticular. <br />Meia-vida: de aproximadamente 90 minutos, similar a velocidade de eliminação renal.<br />Metabolismo: Não há dissociação iônica do composto nem mesmo degradação metabólica por via hepática ou outras.<br />Eliminação: O fármaco é eliminado predominantemente por via renal em sua forma inalterada<br />
  11. 11. Farmacodinâmica<br />Contraste paramagnético usado para o realce da imagem em ressonância magnética. Isso se deve a propriedade de diminuir o tempo de relaxação dos prótons fazendo com a intensidade do sinal captado seja aumentado e tão logo apresente maior brilho/densidade na imagem. <br />A substância não apresenta qualquer ligação específica às proteínas tampouco inibição enzimática. Assim não ativa o sistema complemento tendo, teoricamente, um baixo potencial para reações anafiláticas<br />
  12. 12. Contra-indicações/Interações<br />Insuficiência renal crônica<br />Não há relatos de interações com outros medicamentos <br />
  13. 13. Precauções<br />Hipersensibilidade<br />Gravidez<br />Lactação <br />Reações adversas<br />Intensidade leve a moderada e de natureza transitória <br />Náuseas, vômitos, cefaléias, vertigens e reações no local da injeção <br />Pacientes com insuficiência renal: reações tardias<br />Fibrose nefrogênica sistêmica <br />
  14. 14. Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS)<br />Doença que causa fibrose na pele e em vários componentes internos – pulmão, pleura, pericárdio, miocárdio, rins, músculos, entre outros. Muito grave, sem tratamento.<br />1997: reconhecida<br />2000: descrição na literatura <br />até 2007: mais de 200 casos <br />
  15. 15. FNS - Fisiopatologia<br />Exposição de pacientes com insuficiência renal ao meio de contraste a base de gadolínio <br />
  16. 16. FNS – Sinais e sintomas<br />Endurecimento e espessamento da pele<br />Hiperpigmentação músculo-cutânea<br />Pápulas e nódulos subcutâneos<br />A pele é frequentemente brilhante, dura ao toque e com aspecto de “pele de laranja” <br />Extremidade e tronco são os dois locais mais comumente envolvidos <br />
  17. 17. Diretrizes – uso do Gadolínio<br />Paciente com grau 1, 2 e 3 de IRC: utilização do gadolínio válida<br />IRC grau 4 e 5, IRA: principais grupos de risco <br />->EUA: contra-indica<br /> ->UE: aceita compostos macrocíclios<br />
  18. 18. Uso do Gadolínio<br />Estudo detalhado na relação risco/benefício antes de tomar decisão de qual normativa seguir com o propósito de não expor o paciente a riscos iminentes da doença <br />
  19. 19. MEIOS DE CONTRASTE<br />TOMOGRAFIA<br />
  20. 20. Criação do contraste entre estruturas<br />Duas das características das estruturas anatômicas relevantes na criação de contraste podem ser alterados artificialmente: <br /> -a sua densidade <br /> -o seu número atômico médio. <br />O número atômico médio de uma estrutura oca (vaso sanguíneo) pode ser aumentado preenchendo esta cavidade com um líquido que apresente um número atômico médio muito superior ao do sangue<br />Contraste Iodado (CI)<br />
  21. 21. Contrastes Iodados<br />Soluções ou suspensões de substâncias não tóxicas que contêm uma proporção significativa de elementos de elevado número atômico (Iodo)<br />Hidrossolúveis<br />
  22. 22. Contrastes Iodados<br />PCI: não são metabolizadas <br />Principal via de eliminação: renal (99 %)<br />Não há reabsorção tubular<br />Apenas 1% do CI apresenta excreção extra-renal (biliar, lacrimal, sudorípara)<br />Insuficiência renal grave:> expressão da eliminação hepática (biliar e intestinal)<br />
  23. 23. Nefrotoxicidade induzida pelo contraste (NIC)<br />Elevação da creatinina sérica superior a 25 % do valor base ou 0,5 mg/dl nos três dias seguintes à administração de contraste <br />Incidência NIC <br /> -é reduzida em doentes com função renal normal (<1 %)<br /> -elevada em doentes com insuficiência renal pré-existente (superior a 10 %), principalmente em doentes com nefropatia diabética (uso de metformina)<br />
  24. 24. NIC - Fisiopatologia<br />Moléculas do CI filtradas no glomérulo não são sujeitas a reabsorção tubular <br />Cria-se um gradiente osmótico irregular (maior osmolaridade no túbulo renal)<br />Reabsorção de água e sódio nos túbulos renais impedida<br />↑ pressão intra-tubular estimula o mecanismo de feedback tubulo-glomerular:<br /> vasoconstrição das arteríolas aferentes <br /> ↓<br />diminuição da taxa de filtração glomerular e isquemia medular<br />Diminuição da perfusão renal ocorre também devido à libertação de mediadores endógenos vasoativos (endotelina e adenosina) e por diminuição da produção intrarenal de vasodilatadores (óxido nítrico e prostaciclina). <br />Acúmulo Metformina:<br />Acidose lática grave<br />
  25. 25. Reações anafiláticas - CI<br />Reações anafilactóides:<br /> - não envolvem IgE<br /> - sensibilização prévia não é necessária<br /> -não ocorrem de forma consistente num dado paciente<br />
  26. 26. MEIOS DE CONTRASTE<br />ULTRASSONOGRAFIA<br />
  27. 27. US<br />A diferença máxima de impedância ocorre quando há uma comparação de ar com tecido<br />Agentes de contraste em US são bolhas de gás estáveis-> aumentam sensivelmente a ecogenicidade de um tecido.<br />Impedância: medida do <br />impedimento ou oposição<br />Ecogenicidade: o quanto que um tecido<br />deixa passar ou reflete as ondas sonoras do ultrassom,<br />comparado com tecidos e órgãos próximos<br />
  28. 28. US - microbolhas<br />Refletores para as ondas US que estão no compartimento vascular. <br />Meia-vida: curta<br />Segurança: comprovada por diversos estudos <br />
  29. 29. US - microbolhas<br />Cápsula de albumina envolvendo o gás prefluoropropano<br />Cápsula fosfolipídica envolvendo o gás prefluoropropano<br />Lípidio (ácido palmítico) envolvendo ar<br />Cápsula fosfolipídica envolvendo gas hexafluoreto de enxofre<br />Polímero biodegradável envolvendo nitrogênio<br />
  30. 30. Reações adversas<br />
  31. 31. OBRIGADO!<br />
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