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A CONTRIBUIÇÃO DOS CLÁSSICOS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
 

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    A CONTRIBUIÇÃO DOS CLÁSSICOS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO A CONTRIBUIÇÃO DOS CLÁSSICOS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Document Transcript

    • A CONTRIBUIÇÃO DOS CLÁSSICOS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO1 Ana Paula S. Zarth Carlos Roberto Zarth Solange ZarthRESUMOO presente trabalho versa sobre a o estudo dos clássicos da literatura infantilnas séries iniciais de alfabetização, abordados como ferramenta de promoçãodo desenvolvimento do processo de alfabetização. Os objetivos consistemdesenvolver atividades de leitura da literatura clássica infantil a fim dedespertar o gosto e prazer de ler nas crianças; utilizar as literaturas comoferramentas de alfabetização e aprendizagem. A metodologia utilizada estáfundada na abordagem qualitativa com base no método dialético e napesquisa-ação. Quanto aos registros utilizamos caderno de campo,planejamento de aulas e registros fotográficos. Os dados foram registradosdurante as etapas do estágio: caracterização, observação e prática docente.Quanto ao tratamento dos dados priorizamos os aspectos descritivos eanalíticos, devido a própria natureza do trabalho. As considerações finaissinalizam a utilização dos clássicos como uma ferramenta importante namotivação da aprendizagem em fase da alfabetização e em todas as seriesiniciais. Conclusões estas percebidas durante as realizações das atividades deleitura e contação de histórias.Palavras-chave: literatura infantil, leitura, aprendizagem;INTRODUÇÃO Acreditamos que as histórias infantis são fontes de prazer e emoçãoque podem ser sentidas por qualquer ser humano, e que nesse momento osdois, narrador e ouvinte vivem juntos todas as emoções da história. É claro quepara cada tipo de público existem gêneros distintos, mas o ato de ouvir não temidade. Portanto, a tarefa da escola é também dar espaço para a LiteraturaInfantil, visando ajudar a criança na sua formação interior. O trabalho em Educação Infantil é um desafio e o aluno tem que teridentidade para que cumpra sua intencionalidade e afirme a relação de seuscompromissos. Precisamos ter como eixo de ação as múltiplas formas de1 Artigo apresentado Normal Superior – Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Modalidade a Distância,da Faculdade Educacional da Lapa – FAEL/EADCON, como requisito parcial para obtenção do título deGraduação.
    • diálogo e integração, num clima de envolvimento e interesse dos educadoresem todas as situações que, ao se comprometerem com a prática educacional,sejam capazes de responder às demandas familiares e das crianças, assimcomo as questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagem infantil(REGO, 1990). O trabalho dos educadores juntamente com os educando com ocontexto escolar constitui-se num dos eixos básicos na Educação, essecontexto tem total importância na formação do sujeito para interação com asoutras pessoas, na orientação das ações da criança, na construção de muitosconhecimentos e no desenvolvimento do pensamento. O trabalho com contos clássicos na literatura infantil possibilita ao leitor ocontato com a língua escrita, além de encantar, por lidar com o imaginário, porque revela sentimentos e valores de uma época, podendo nos fazer sonhar ourefletir sobre a vida e o mundo (ZILBERMAN, 2003). Privilegia, portanto a aquisição da competência lingüística, estudo dessaestrutura textual e ampliação do universo lingüístico, visto que este estilo detexto possui estrutura bastante definida, com características marcantes eelementos essenciais indispensáveis para que a criança possa desenvolver-setanto na oralidade (quando reconta), na escrita (quando representagraficamente) e na leitura (quando faz leituras individuais e coletivas). Por outro lado, o estudo da literatura na escola é uma prática bastanteantiga, antes mesmo da concepção moderna de literatura que foi no séculoXIII, visto como a beleza a ser imitada. A partir do século XVII, a literaturaassume três funções sociais: passar os valores cultivados como ideais pelasociedade, contribuir para a criação de uma identidade nacional e garantir umauniformidade lingüística espelhada nas melhores expressões da língua de umadeterminada nação (ABRAMOVICH, 1994). Quando surgiu a literatura infantil e também a escola, a ideologia queambas possuíam era controlar o desenvolvimento intelectual da criança,manipulando suas idéias e sentimentos. Diante desses aspectos a utilização dos clássicos da literatura infantilproporcionará desenvolvimento a capacidade de uso da língua falada e escrita,a reconhecer os contos clássicos, sua estrutura e suas respectivascaracterísticas dentro da literatura infantil, à aproximar o leitor dos recursos de
    • linguagem visual e verbal, e a incentivar o gosto pela leitura e ter como hábitode ler a criar histórias, além de conhecer alguns nomes importantes daliteratura infantil e também valorizar a produção coletiva, respeitando opensamento do outro.METODOLOGIA Este trabalho se desenvolveu sob a abordagem qualitativa utilizando osmétodos da dialética e pesquisa participante. Segundo Lüdke e André (2004), apesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte de dados e opesquisador como seu principal instrumento. Ela corresponde ao contato diretodo pesquisador com o ambiente e com a situação que está sendo estudada,através do trabalho de campo. Minayo (1993) coloca que ao se contemplar a abordagem qualitativapara o objeto de investigação social, o pesquisador deve considerar que aspessoas envolvidas no processo de pesquisa são sujeitos de estudo, pessoasem determinadas condições sociais, pertencentes a determinado grupo socialou classe com suas crenças, valores e significados, e que esse objetoapresenta-se em permanente estado de transformação. A opção pelo método dialético e pesquisa-ação é pela natureza dotrabalho e pelas autoras estarem na condição de sujeitos e objetos deinvestigação. Neste sentido, o método dialético consegue retratar as mudançaspelas quais passam os seres humanos e o meio que os rodeia. Este métodorelaciona-se às ciências sociais que estuda o ser humano; nada é analisado naqualidade de objeto fixo, mas em movimento: nenhuma coisa está acabada. A dialética procura estudar e entender o fenômeno daquele momento,pois o comportamento de hoje será diferente amanhã em qualquer ser humano.Acredita-se que a dialética é a metodologia que mais respeita a identidade doreal, pois é possível existir tantas dialéticas quantas forem os fenômenos emestudo, permitindo reflexões sobre os acontecimentos que servem paraestudos que vão se transformando lentamente (GIL, 1999). Os procedimentos da pesquisa-ação foram importantes porque as açõesno estágio curricular constituem o próprio campo de estudo. Segundo Gil(1999), a pesquisa-ação implica no contato direto com o campo de estudoenvolvendo o conhecimento visual do local, consulta a diversas fontes
    • disponíveis e, sobretudo, a discussão com representantes das categoriassociais envolvidas na pesquisa. É concebida e realizada em estreitaassociação com uma ação. Para se atingir esses objetivos, utilizamos como recurso para motivação, ocineminha, o retro-projetor, a vestimenta (a fantasia) da pessoa que contará ahistória, a caixa mágica com fantoches e DVD, a partir destes seguirá aapresentação oral do conto através da leitura do mesmo, bem como o ato de contaro conto com discussões e tirar dúvidas por parte dos alunos, levando estes até abiblioteca para que cada um pudesse ao final do projeto retirar aquele livro que maisgostou podendo recontá-lo aos familiares.BREVE HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA As primeiras obras publicadas visando o público infantil apareceram nomercado livreiro na primeira metade do século XVIII na Europa. Antes disto,apenas durante o classicismo francês, no século VVII, foram escritas históriasque vieram a ser englobadas como literatura também apropriada à infância: “AsFábulas de Lá Fontaine” editadas entre 1668 e 1694, “As aventuras Telêmacode Fénelon”, laçadas postumamente em 1917, e os Contos da Mamãe Gança,cujo título original era Histórias ou narrativas do tempo passado commoralidades, que Charles Perrault publicou em 1967 (MARQUES, 2007). Contudo apesar da literatura infantil européia ter surgido no século XVIII(mais ou menos 1697) a literatura infantil brasileira só veio a surgir muito tempodepois, quase no século XX, muito embora ao longo do século XIX reponte,registrada aqui e ali, a notícia do aparecimento de uma ou outra obra destinadaa crianças. Segundo Marques (2007) com a implantação da Imprensa régia, queinicia oficialmente em 1808, as atividades editoriais no Brasil, começaram apublicar-se livros para crianças: A tradução de “As aventuras pasmosas doBarão de Munkausem” e, em 1818 a coletânea de José Saturnino da CostaPereira, “Leituras para meninos” Contendo uma coleção de histórias moraisrelativas aos defeitos ordinários às idades tenras, e um diálogo sobregeografia, cronologia, história de Portugal e história natural. Mas essaspublicações eram esporádicas, e, portanto insuficientes para caracterizar umaprodução literária brasileira regular para a infância.
    • Diante do desenvolvimento acelerado em relação a urbanização quevinha acontecendo no Brasil entre o fim do século XIX e o começo do séculoXX , o momento se torna propício para o aparecimento mais amplo da literaturainfantil. A partir de 1915, à Editora Melhoramentos inaugura sua bibliotecainfantil, apesar de os livros infantis terem um panorama fortemente marcadopor obras estrangeiras, como exemplo Grimm e Andersen com “ChapeuzinhoVermelho” e “O Patinho Feio” respectivamente, sob a direção do educadorArnaldo Oliveira Barreto. Nos diferentes livros, a finalidade parece ser uma só: organizar umelenco de nomes de ilustres que reforce o sentimento patriótico e sirva deexemplo aos leitores. Nesse sentido, tais textos também cumprem a missãomencionada a propósito das demais narrativas estudadas: a apresentação demodelos de ação a serem copiados pelas crianças. Deixando de ser uma vertente relevante da literatura infantil do período,o relato histórico reproduz e reforça a inclinação mais geral que o gêneroadota, mostrando sua unidade e identidade na utilização de processos literáriose valores. A fábula e, depois, o conto de fadas forma as modalidades literárias queprocederam à conversão de personagens não humanas, masantropomorfizadas, em símbolos das vivências e da interioridade da criança.No Brasil, a transposição começa com Figueiredo Pimentel e prossegue comMonteiro Lobato (criador de Quindim e Rábico), Viriato Correia (em A arca deNoé e NO reino da bicharada, entre outros) e Érico Veríssimo (A vida doelefante Basílio ou Os três porquinhos pobres), além de vários outrosescritores. Assim, não é de surpreender que histórias desse tipo continuem emvoga durante os anos 40 e 50 (ZILBERMAN e LAJOLO, 1993). Inspirados nos contos de fadas e na fábula, as personagens que tomama forma animal aparecem em textos comprometidos com a veiculação devalores do mundo adulto e com a conseqüente puerilização da criança. Omesmo ocorre em histórias que conservam a forma primitiva do conto de fadas. Igualmente digna de atenção é a ausência de criança de carne e osso,bem como de coordenadas espaço-temporais, indicadoras da relação dos
    • contos com uma dada realidade histórica. Para preencher essa lacuna, habilita-se um substituto: o boneco animado. A criação de bonecos tem na Emília, de Lobato, um precedenterespeitável na literatura infantil brasileira. E conta com um antepassado ilustre:Pinóquio, protagonista do livro de Collodi. Mas os descendentes dessatradição, nos anos 40, como O bonequinho de massa (1941), de Mary Buarque,não herdaram a independência de Emília. O processo de modernização da sociedade brasileira, que se deuatravés do estímulo ao crescimento industrial e à urbanização, beneficiou acultura brasileira na medida em que proporcionou condições de produção,circulação e consumo dos bens de que aquela se constituía. A literatura infantiltambém foi favorecida, já que a indústria de livros se solidificou e a escola, cujoresultado mais imediato é o acesso à leitura, se expandiu (ZILBERMAN eLAJOLO, 1993). Multiplicam-se, nos anos 60, instituições e programas voltados para ofornecimento da leitura e a discussão da leitura infantil. É por essa época quenascem instituições e a discussão da literatura infantil. É por essa época quenascem instituições como a Fundação do Livro Escolar (1966), a FundaçãoNacional do Livro Infantil e Juvenil (1968), o Centro de Estudos de LiteraturaInfantil e Juvenil (1973), as várias Associações de Professores de Língua eLiteratura, além da Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil, criadaem São Paulo, em 1979. Ao longo dos anos 70, o Instituto Nacional do Livro (fundado em 1937)começa a co-editar, através de convênios, expressivo número de obras infantise juvenis, o que representa, do ponto de vista do Estado, um investimentobastante significativo na produção de textos voltados para a população escolar,cujo baixo índice de leitura, por essa mesma época, começa a preocuparautoridades educacionais, professores e editores. Muitos autores, inclusive os consagrados, não desprezaram aoportunidade de inserir-se nesse promissor mercado de livros, o que trouxepara as letras infantis o prestígio de figuras como Mário Quintana, CecíliaMeireles, Vinícius de Morais e Clarice Lispector. A literatura infantil brasileira mais contemporânea também reata pontascom a tradição lobatiana por outras vias. Por exemplo, pela intervenção a que
    • submete os conteúdos mais típicos da literatura infantil. Essa tendênciacontestadora se manifesta com clareza na ficção moderna, que envereda pelatemática urbana, focalizando o Brasil atual, seus impasses e suas crises. Os livros infantis brasileiros contemporâneos vão manifestar ainda outrotraço de modernidade: A ênfase em aspectos não mais vistos comosubsidiários do texto. Isso ocorre em certos momentos de O caneco de prata(1971), de João Carlos Marinho, onde letras e palavras, abandonando alinearidade peculiar a língua verbal, estruturam-se em grafitis e caligramas.Também em Chapeuzinho Amarelo (1979), de Chico Buarque comprogramação visualmente o significado do texto, mais é principalmente atravésde obras como Flicts (1969), de Ziraldo, Domingo de manha (1976), ambos deJoares Machado, O ponto (1978), de Ciça e Zélio, depois que todo mundodormiu (1979), de Eduardo Piochi e O menino Maluquinho (1980), de Ziraldo,quer livros infantis brasileiros contemporâneos e/ou reforço de significadosconfiados è linguagem verbal.DISCUSSÕES E ANÁLISES A Literatura Infantil é um recurso rico em informações e nos oferece ummétodo prazeroso e divertido de ensinar crianças da educação infantil liçõesvariadas e importantes para uma vida toda. Há muito tempo se reconhece que a capacidade de ler é essencial arealização pessoal e agora se aceita cada vez mais a premissa de que oprogresso social e econômico de um país depende, em grande parte, doacesso que tem o seu povo aos conhecimentos indispensáveis transmitidospela palavra impressa. A remoção da barreira do analfabetismo, a promoção dohábito da leitura e a provisão de um suprimento adequado de livros sãoobjetivos interligados e que coincidem com muita coisa (BAMBERGER, 1997). No decorrer das atividades de leituras utilizamos diversas técnicas parafazer as leituras dos clássicos, como por exemplo, a rode de leitura, cantinhoda leitura, contação de histórias, representação, fantoches desenhos entreoutros. Em todas as técnicas utilizadas houve excelente resposta do ato ler dascrianças. Chamou atenção foi nas atividades de contação das histórias, pois cadaum percebeu de acordo com seu mundo pessoal e isso provocava muitas
    • discussões sempre precisando da intervenção da professora para mediar eorganizar as falas. Para Zilberman (1998) a experiência da leitura decorre daspropriedades da literatura enquanto forma de expressão que, utilizando-se dalinguagem verbal, incorpora a particularidade dessa de construir um mundocoerente e compreensível, logo racional; esse universo, contudo, se alimentada fantasia do autor, que elabora suas imagens interiores para se comunicarcom o leitor. Como podemos observar, literatura não é sinônimo de pura fantasia,pois tem como forma a linguagem verbal, a qual é regida por uma lógica queresulta da necessidade de coerência no texto escrito. Assim, Zilberman (2003)complementa dizendo que: O texto concilia a racionalidade da linguagem, de que é testemunha sua estrutura gramatical, com a invenção nascida da intimidade de um individuo; e pode lidar com a ficção mais exacerbada, sem perder o contato com a realidade, pois precisa condicionar a imaginação à ordem sintática da língua (ZILBERMAN, 2003). A partir de Zilberman, vamos explorar a leitura e sua importância paraa formação do sujeito que vemos se justificar a importância não só damanutenção do ensino literário na escola, mas também no sentido de seestimular, em todos os espaços em que a criança e o jovem circulam a práticada leitura literária. Para Abramovichy (1994) vivenciar esse tipo de leitura significa umaatividade mental que agencia recurso de ordem cognitiva, seja linguagem,relação lógica, como as de causa e conseqüência, por exemplo: de ordemsimbólica, como associações, projeções, identificações; entre outros recursosde ordem afetiva. O mundo da literatura infantil é mágico. Digo isto porque aspalavras têm o poder de nos envolver e transportar para um lugar que não é sóimaginário, mas também é real. É real porque se pode viver um momentoímpar, mesmo que ele seja fruto de um imaginar, sentir, fruir, aprender ousonhar. Nesse sentido, é possível compreender a concepção de literatura eescola citadas inicialmente. A escola teve o papel de introduzir a criança navida adulta, reunindo-as em grupos com características semelhantes. Elatambém teve de protegê-la das maldades do mundo, tendo o professor como
    • uma autoridade. Assim, a concepção de infância da época comunga com aspalavras de Bernard Charlot (1985) “... a criança define-se assim, ela própria,com referência ao que o adulto e a sociedade querem que ela seja e tememque ela se torne, isto é, do que o adulto e a sociedade querem eles própriostornar-se.” ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS Como pudemos ver, no decorrer deste trabalho, o trabalho com aliteratura infantil é imprescindível para o desenvolvimento da aprendizagem e aconstrução de valores para acriança. Realmente não podemos abrir mão daLiteratura enquanto recurso lúdico-pedagógico, pois, é através dela que oconhecimento chega a crianças. Independente de suas formas contemporâneas de recursos da leitura daliteratura precisa fazer-se presente no cotidiano escolar. Fator igualmenteimportante é a torrente de estímulos visuais que satisfazem a criança na formade histórias em quadrinhos e restringem o potencial de experiênciaslingüísticas enfraquecendo os poderes imaginativos da mente. A leitura favorece a remoção de barreiras educacionais de que tanto sefala, concedendo oportunidades mais justas de educação pela promoção dedesenvolvimento da linguagem e do desenvolvimento intelectual, e acentua apossibilidade de ajustamento à situação pessoal do indivíduo. Os livrosajudam-nos a dominar os problemas éticos, morais e sócio-políticos da vida,proporcionando-lhes casos exemplares, auxiliando o leitor a formular perguntase responder a elas. As percepções, motivações e interesses aliviam a tarefa do professor,qual seja, a de treinar jovens leitores bem sucedidos apresentando-lhes omaterial de leitura apropriado, de mo do que o êxito não somente inclua boashabilidades de leitura, mas também o desenvolvimento de interesses de leituracapazes de durar a vida inteira. A necessidade de familiarizar-se com o mundo, enriquecer as própriasidéias e ter experiências intelectuais. Resultado: formação de uma filosofia devida, compreensão do mundo que nos rodeia. Tais motivações e interesses íntimos, geralmente não concebidosconscientemente pela criança, correspondem a concepções definidas de
    • experiências da criança: prazer ao encontrar coisas e pessoas familiares(historias ambientais) ou coisas novas e não familiares (livros de aventuras),desejo de fugir da realidade e viver num mundo de fantasia (contos de fadas,historias fantásticas, livros utópicos), necessidade de auto-afirmação busca deidéias (biografias), conselhos (não-ficção), entretenimento (livro de esportes),etc. Percebemos que as crianças, após as leituras passavam a utilizar-sedaquele mundo imaginário relacionando-os a coisas e objetos reais à sua volta.E para tanto, a participação do professor como motivador e organizador dasmetodologias é um dos elementos essenciais do processo. Importante ressaltar que na seleção de material devem ser consideradoa fase do desenvolvimento e o interesse dominante das crianças. Exposiçõesde livros na sala de aula, desenhos de livros e composições escritas sobre elessão uma adição interessante ao currículo normal.8. REFERÊNCIAS:ABRAMOVICH, F. Literatura Infantil: Gostosuras e bobices. 5.ed.São Paulo:Scipione, 2001.BAMBERGER, R. Como Incentivar o Hábito da Leitura.1.ed. São Paulo:Cultrix, 1997.CHARLOT, Bernard. A mistificação Pedagógica. In: ZILBERMANN, Regina.Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 1985.EDWARDS, C., et al. As cem linguagens da criança: a abordagem deReggio Emília na educação da primeira infância. Porto Alegre: Artmed,1999.GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999.GRIMM, I. Contos e Lendas dos Irmãos Grimm. Trad. de BOMINI, Isid. SãoPaulo: edigraf,1988.LAJOTO,M. Z, R. Literatura Infantil Brasileira: Histórias e histórias.5.ed.São Paulo: Editora Ática, 1991.LUDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. 1986. A Pesquisa em educação: abordagensqualitativas. São Paulo: EPU.MARQUES, G. Histórias com Arte: o uso do livro infanto-juvenil comorecurso metodológico para o ensino da arte para crianças. (dissertação demestrado), 2007.MINAYO, M. C. de S. O Desafio do Conhecimento. Pesquisa Qualitativa emSaúde. São Paulo, Rio de Janeiro: HUCITEC, ABRASCO, 1993.REGO, L. L. B. Literatura Infantil: Uma nova perspectiva da alfabetização,2.ed. São Paulo: FTD, 1990.
    • ZILBERMAN, R.; LAJOLO, M. Um Brasil para crianças: para conhecer aliteratura infantil brasileira, histórias, autores e textos. 4.ed. São Paulo:Global Universitária, 1993.ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 11ª. ed. São Paulo:Global Editora e Distribuidora, 2003.