A Reportagem

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Uma breve explanação sobre o livro de Nilson Lage "A Reportagem". Aqui você encontrará algumas técnicas de entrevistas, dicas de como estudar a pauta e quem procurar como fonte para uma matéria.

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A Reportagem

  1. 1. A reportagem, Nilson Lage
  2. 2. Ser repórter
  3. 3. Ser repórter <ul><li>Figura característica do jornalismo </li></ul><ul><li>Difusores de idéias </li></ul>
  4. 4. O publicismo <ul><li>Publicista : Quem escreve sobre política e/ou orientações públicas </li></ul><ul><li>Formação de opinião </li></ul><ul><li>Linguagens frias e diretas - Crônicas </li></ul><ul><li>Carlos Lacerda, publicista brasileiro </li></ul>
  5. 5. Sensacionalismo e educação: <ul><li>Revolução Industrial - Séc. XIV </li></ul><ul><li>Ampliação do público leitor, expansão do comércio </li></ul><ul><li>Mecanização jornalística </li></ul><ul><li>Surgimento da publicidade </li></ul><ul><li>Novelas e folhetins </li></ul><ul><li>Explicação do comportamento humano </li></ul><ul><li>Exposição dos bons e maus costumes dos ricos e poderosos </li></ul>
  6. 6. O nascimento da reportagem: <ul><li>Surgimento da reportagem e do jornalista. </li></ul><ul><li>Inovação da linguagem </li></ul><ul><li>Títulos e furos de reportagens </li></ul><ul><li>Conflitos </li></ul><ul><li>Repórteres: bajulados, temidos e odiados. </li></ul>
  7. 7. O Jornalismo como técnica: <ul><li>O jornalismo amarelo </li></ul><ul><li>Lead </li></ul><ul><li>Taylorismo e Toitismo </li></ul>
  8. 8. O repórter como testemunha <ul><li>Transmissor de informações sobre ciência e tecnologia </li></ul><ul><li>Informações: Matéria-Prima </li></ul><ul><li>Jornalista: Tradutor de discursos </li></ul>
  9. 9. O repórter como agente: <ul><li>Ouvidos e olhos remotos do público </li></ul><ul><li>Autonomia e habilidade social </li></ul><ul><li>Homem X máquina </li></ul><ul><li>O sentimento do leitor </li></ul>
  10. 10. O insigth da reportagem <ul><li>Intuição, faro e percepção </li></ul>
  11. 11. Pautas e Pautas
  12. 12. O que é <ul><li>É uma ordem de serviço transmitida pelos chefes de reportagem. A pauta normalmente indica a pessoa que deve ser entrevistada, local, horário e até mesmo o tamanho da reportagem que deve ser produzida. A pauta também deve indicar os temas principais que devem ser abordados no texto. </li></ul><ul><li>Nos jornais a pauta é feita por um jornalista conhecido como pauteiro ou pelos editores de cada seção. Nas revistas as pautas são produzidas pelos editores ou pelo redator-chefe. As pautas mais detalhadas indicam também se o texto deverá ter foto ou não. A pauta não deve ser nunca uma &quot;camisa de força&quot;. O repórter deve procurar cumpri-la. </li></ul><ul><li>Há nas redações uma anedota de que um repórter não cumpriu uma pauta sobre buracos em uma rua porque não conseguiu chegar ao local. O trânsito estava congestionado devido a um incêndio em um prédio e a rua tinha sido destruída por um temporal que atingiu o bairro na noite anterior. Enfim, os buracos tinham sumido e a pauta, na visão do repórter, não podia ser cumprida. Ele voltou para a redação sem ter escrito nenhum texto. </li></ul>
  13. 13. Objetivos <ul><li>Planejar a edição </li></ul><ul><li>Assegurar a conformidade da matéria do jornal ou revista com interesses empresariais ou políticos </li></ul><ul><li>Evita gastos e exageros, assim como o consumo inútil de homens-horas em produtos que jamais serão veiculados. </li></ul>
  14. 14. Decisões de pautas <ul><li>Pautas de notícias incluem: </li></ul><ul><li>a) Eventos programados ou sazonais </li></ul><ul><li>b) Eventos continuados </li></ul><ul><li>c) Desdobramentos </li></ul><ul><li>d) Fatos constatados por observação direta e que estão lá para ser noticiados </li></ul>
  15. 15. Decisões de pautas <ul><li>Pautas de reportagem incluem: </li></ul><ul><li>O evento </li></ul><ul><li>Hora e local </li></ul><ul><li>Exigências para cobertura (credenciais, trajes etc) </li></ul><ul><li>Indicação de recursos e equipamentos </li></ul><ul><li>O que se espera em termos de aproveitamento editorial. </li></ul><ul><li>Se preciso, acrescentam-se </li></ul><ul><li>O alinhamento editorial, com dados sobre o contexto </li></ul><ul><li>A indicação de fontes subsidiárias. </li></ul>
  16. 16. Quanto maior o número de informações constantes da pauta, tanto melhor tende a ser a cobertura do jornal sobre aquele fato. <ul><li>A pauta não pode servir de camisa de força para o repórter. </li></ul><ul><li>Há matérias que dão impressão de pautas ampliadas, ou até mesmo questionários respondidos. </li></ul><ul><li>Com isso o jornalismo perde o traço de novidade e se torna um discurso de divulgação das idéias prontas, mas de ideologias ou crenças que um editor ou pauteiro dissemina, sem sair da redação. </li></ul>
  17. 17. Como é feita <ul><li>Ao contrário dos empresários que não dispensam uma apresentação em forma de espetáculo, reuniões editoriais ou de pauta dispensam encenações. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>a) A reunião de pauta é voltado para algo que ainda não se produziu. </li></ul><ul><li>b) Ao contrário do que acontece numa fábrica de máquinas ou brinquedos, o jornalista tem responsabilidade plena pelo que faz, de modo que as críticas e análises os atingem pessoalmente. </li></ul><ul><li>c) Editores, repórteres e redatores são mais que gerentes de produtos, devem ser criadores do produto. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>As fontes de informação com que se organizam as pautas são notícias publicadas em rádio, jornal, televisão e internet; press releases e informações liberadas por fontes profissionais diversas, como assessorias de imprensa. </li></ul><ul><li>Informações são matéria-prima abundante e a dificuldade consiste em selecioná-las, ou seja, definir quais reúnem as condições de interesse público necessárias para a sua transformação em notícia. </li></ul>
  20. 20. Exemplo de pauta <ul><li>O governador de São Paulo dá entrevista coletiva hoje às 15 horas, no Palácio dos Bandeirantes. O tema principal será a nova tabela salarial dos professores da rede pública estadual, que receberam um aumento de 200% sobre os salários do último mês. Devemos perguntar ao governador de onde foram retirados os recursos para esse aumento, a quanto monta, em valores absolutos, o reajuste dos professores, o que isso significa no orçamento geral do Estado. Vamos ouvir ainda o presidente do Sindicato dos Professores, saber qual é a opinião da categoria sobre esse reajuste, se estão satisfeitos ou não, se com esse reajuste está afastada a hipótese de uma greve da categoria ou não. Vamos procurar exemplos de professores satisfeitos com o reajuste, mostrar o que pretendem fazer com o novo salário, quanto ganhavam antes e os malabarismos que eram obrigados a fazer para sobreviver com os minguados proventos anteriores. No Departamento de Pesquisa vamos colher dados que mostrem quanto ganham agora os professores de São Paulo em relação a seus colegas de outros estados e de quanto têm sido, em média, os reajustes conquistados por outras categorias profissionais. Seria bom que, além de fotos do governador, do presidente do Sindicato e dos professores entrevistados, pudéssemos fazer um gráfico mostrando a evolução dos salários dos professores e sua relação com o custo de vida e a taxa de inflação. A matéria deverá ter cerca de 150 linhas.&quot; </li></ul>
  21. 21. Fontes e Fontes
  22. 22. <ul><li>O que são fontes? </li></ul><ul><li>Criação de Assessorias </li></ul><ul><li>Guerra de Informação </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Modelos de comunicação </li></ul><ul><li>Fontes Mentirosas </li></ul><ul><li>Metalinguagem </li></ul><ul><li>Relevância </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Natureza das fontes: </li></ul><ul><li>Oficiais, oficiosas e independentes </li></ul><ul><li>Primárias e secundárias </li></ul><ul><li>Testemunhas e experts </li></ul><ul><li>Jornalista como fonte </li></ul>
  25. 25. Entrevistador e Entrevistado
  26. 26. Entrevista <ul><li>É o procedimento clássico de apuração de informações em jornalismo. </li></ul><ul><li>É uma expansão da consulta às fontes, objetivando a coleta de interpretações e a reconstituição de fatos. </li></ul>
  27. 27. Entrevista – concepções: <ul><li>Qualquer procedimento de apuração junto a uma fonte capaz de diálogo; </li></ul><ul><li>Uma conversa de duração variável com personagem notável ou portador de conhecimento ou informações de interesse para o público; </li></ul><ul><li>A matéria publicada com as informações colhidas. </li></ul>
  28. 28. Tipos de entrevista <ul><li>Quanto aos objetivos, a entrevista pode ser: </li></ul><ul><li>Ritual </li></ul><ul><li>Temática </li></ul><ul><li>Testemunhal </li></ul><ul><li>Em profundidade </li></ul>
  29. 29. Tipos de entrevista <ul><li>Quanto às circunstâncias de realização, a entrevista pode ser: </li></ul><ul><li>Ocasional </li></ul><ul><li>Confronto </li></ul><ul><li>Coletiva </li></ul><ul><li>Dialogal </li></ul>
  30. 30. A entrevista individual <ul><li>O valor de marketing da expressão “entrevista exclusiva” </li></ul><ul><li>Propriamente exclusiva </li></ul><ul><li>Impropriamente exclusiva </li></ul>
  31. 31. Entrevistas em presença e mediadas <ul><li>Telefone </li></ul><ul><li>Internet </li></ul><ul><li>Vídeo conferência </li></ul><ul><li>Presencial </li></ul>
  32. 32. Fatores envolvidos em uma conversa presencial <ul><li>Proximidade física </li></ul><ul><li>Ambiente partilhado pelos interlocutores </li></ul><ul><li>Feedback – rápido, visual e auditivo </li></ul><ul><li>Função fática: </li></ul><ul><ul><li>estabelecer o contato </li></ul></ul><ul><ul><li>ambientar o entrevistado </li></ul></ul>
  33. 33. O entrevistador <ul><li>O repórter deve saber reconstruir a entrevista com base em palavras-chave que anota, indicando os temas principais na seqüência em que ocorreram. </li></ul><ul><li>O repórter deve fazer uma pesquisa e um questionário prévio, mas não se limitar a ele na hora da entrevista. Uma das chaves é saber perguntar sobre a resposta do entrevistado. </li></ul>
  34. 34. O entrevistador <ul><li>O repórter deve manter o comando da conversa, impedindo que ela se desvie do tema, seja por digressões do entrevistado, seja pela discussão da validade da entrevista em si. </li></ul><ul><li>Não se deve questionar mais do que o necessário nem insistir em linhas de questionamento que se mostram improdutivas. </li></ul>
  35. 35. O entrevistador <ul><li>A atitude de compreensão e respeito deve marcar a atividade do repórter, com a preocupação de não evidenciar reações como impaciência, discordância ou simpatia entusiasmada. </li></ul><ul><li>Entrevistados podem ser malcriados ou tentar intimidar o repórter, que não deve se irritar ou deixar intimidar. </li></ul>
  36. 36. A entrevista <ul><li>Entrevistas podem ter tempo marcado ou não, mas há um momento certo para encerrá-las. </li></ul><ul><li>Nos momentos em que a fala se interrompe, é estimulante para o entrevistado perceber que o entrevistador está compreendendo o enunciado. Para isso, são feitas perguntas ou comentários que constituem inferências imediatas a partir do que acabou de ser dito. </li></ul>
  37. 37. Aspectos importantes da entrevista <ul><li>O conteúdo </li></ul><ul><li>- controvérsia sobre o conteúdo emocional de uma entrevista </li></ul><ul><li>A personalidade (simpática ou antipática) do entrevistado </li></ul><ul><li>- não é função do repórter interferir neste aspecto, suprimindo, na edição, pontos marcantes, em um ou outro sentido. </li></ul>
  38. 38. Apresentação da entrevista <ul><li>No jornalismo impresso, a entrevista pode ser tratada como: </li></ul><ul><li>Notícia </li></ul><ul><li>Texto de revista </li></ul><ul><li>Pergunta e resposta </li></ul>
  39. 39. Apresentação da entrevista <ul><li>Em rádio e em televisão: </li></ul><ul><li>Ocasional ou espontânea </li></ul><ul><li>Produzida ou planejada </li></ul><ul><li>Gravada </li></ul><ul><li>Ao vivo </li></ul>

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